Processo de Inova��o Curricular by wffrh55

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									          PROJETO POLITICO PEDAGOGICO – 2007
                      CURSO DE FISIOTERAPIA


REITOR: Jaider Batista da Silva
PRÓ-REITOR ACADÊMICO: Marcelo Reis Maia
PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO: Fabiano Dal Forno


COORDENADOR DO CURSO: Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli

COLEGIADO TÉCNICO-PEDAGÓGICO:
                            Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli
                            Gustavo Nunes Tasca Ferreira
                            Cláudio Alvim Scianni


 GRUPO DE TRABALHO: Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli
                            Cláudio Alvim Scianni
                            Gustavo Nunes Tasca Ferreira
                            Peterson Marco de Oliveira
                            Raquel Moreira Guimarães
                            Roberta Lins Gonçalves




LOCAL: Campus Central
ENDEREÇO: Rua da Bahia, 2020 – Funcionários – Belo Horizonte - M.G.
Sumário

                                          PARTE I
1. Introdução                                         03
2. Histórico                                          06
   2.1. Histórico Institucional                       06
   2.2. Histórico do Curso                            07
3. Marco Referencial                                  09
   3.1. Marco referencial institucional               09
        3.1.1. A instituição                          09
        3.1.2. Missão                                 09
        3.1.3. Práticas Educacionais                  10
   3.2. Marco referencial do curso                    12
5. Perspectivas                                       17

                                          PARTE II
1. Atos legais/formais                                18
2. Objetivos do Curso                                 18
3. Perfil do profissional formado pelo CUMIH          20
   3.1. Competências e habilidades comuns             20
   3.2. Competências e habilidades do curso           21
4. Práticas de Ensino                                 22
5. Práticas de Pesquisa                               23
6. Práticas de Extensão                               24
7. Relacionamento com a comunidade                    26

                                          PARTE III
1. Matriz curricular                                  28
2. Interdisciplinaridade                              30
3. Ementário                                          32
   3.1. Primeiro Período                              32
   3.2. Segundo Período                               35
   3.3. Terceiro Período                              38
   3.4. Quarto Período                                40
   3.5. Quinto Período                                43
   3.6. Sexto Período                                 47
   3.7. Sétimo Período                                49
   3.8. Oitavo Período                                51
4. Estágio Supervisionado                             52
5. Trabalho Conclusão de Curso                        57
6. Atividades Complementares                          59
7. Referências Bibliográficas                         59
Anexos                                                61




                                                      2
                                            Parte I

1 – Introdução

        O Curso de Graduação em Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela
Hendrix se propõe a formar fisioterapeutas generalistas, capazes de atuar em todos níveis de
atenção à saúde, com uma visão ampla e global, respeitando os princípios e valores da
educação metodista, além do respeito aos princípios éticos, morais e culturais do indivíduo e
da coletividade.
        O presente Projeto Pedagógico foi revisto e reestruturado, apoiando-se em algumas
premissas, destacadas tanto em documentos do Ministério da Educação - MEC, Conselho
Geral das Instituições Metodistas de Educação – COGEIME e Conselho Federal de
Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, quanto em discussões do grupo de trabalho e
duas assembléias compostas de docentes e discentes.
        A Resolução da Câmara de Ensino Superior/Conselho Nacional de Educação
CES/CNE nº. 04 (Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia -
2002) foi a linha mestra para o processo uma vez que, isoladamente, contempla alguns dos
documentos mais importantes para a estruturação deste Projeto Pedagógico, a saber:
       Constituição Federal de 1988,
       Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde nº. 8.080 de 19/9/1990;
       Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB - Lei nº. 9.394 de 20/12/1996;
       Plano Nacional de Educação - Lei nº. 10.172 de 9/1/2001;
       Parecer CES/CNE nº. 776/97 de 3/12/1997;
       Edital da Secretaria de Ensino Superior - SESu/MEC nº. 4/97 de 10/12/1997;
       Parecer CES/CNE 583/2001 de 4/4/2001;
       Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI da Conferência Mundial
sobre o Ensino Superior, UNESCO: Paris, 1998;
       Relatório Final da 11ª Conferência Nacional de Saúde realizada de 15 a 19/12/2000;
       Plano Nacional de Graduação do Forum de Pro-Reitores de Graduação das Universidades
Brasileiras -   ForGRAD de maio/1999;
       Documentos da Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS, Organização Mundial
de Saúde - OMS e Rede UNIDA;
       Instrumentos legais que regulamentam o exercício das profissões da saúde (Decreto
Lei nº. 938/69, que regulamenta a profissão de Fisioterapeuta, dentre outros).

                                                                                              3
       Além de dialogar com as Diretrizes Curriculares Nacionais, o presente projeto
pedagógico se articula com a realidade profissional e seus anseios e perspectivas por meio dos
posicionamentos da Associação Mineira de Fisioterapeutas - AMF e da Associação Brasileira
de Ensino em Fisioterapia - ABENFISIO. Esta última tem enfocado em seus Fóruns e
Oficinas conjuntas com o Ministério da Saúde e OPAS, desde o ano de 2005, a “Articulação
ensino-pesquisa-extensão na implantação e implementação das diretrizes curriculares do curso
de Fisioterapia”. Ainda, perante as questões profissionais, há os pressupostos nas resoluções e
ações do COFFITO, que é o órgão máximo para a normatização da profissão.
       Em relação à integração do projeto com os direcionamentos institucionais e com o
plano diretor da Igreja Metodista, o projeto visou englobar de forma geral o descrito nas
Diretrizes para a Educação na Igreja Metodista - Documento D.E.I.M.
       Do ponto de vista pedagógico e suas metodologias, o projeto busca a formação
centrada cada vez mais no aluno como articulador do processo ensino-aprendizagem. No
âmbito da Fisioterapia, as linhas metodológicas que mais se enquadram neste modelo são o
“Aprendizado Baseado em Problemas” – ABP – e a Problematização. O projeto não tem o
objetivo de executá-los em sua forma clássica, e sim, adequá-los à realidade da Instituição e
do curso, utilizando-se de alguns dos pressupostos dos modelos. Esses, em resumo, seriam a
articulação sistemática, desde o primeiro período, sempre que possível, da observação dos
“problemas” em grupos de alunos para, em seguida, sua discussão em cada uma das
disciplinas. O modelo é inovador, sendo regido pelas disciplinas aqui denominadas Atividades
Práticas Específicas - APE, existentes em todos os períodos até o Estágio Supervisionado (ver
ementas). É importante ressaltar que essas disciplinas serão também responsáveis por
contribuir para a integração entre ensino-extensão-pesquisa, proporcionando ao acadêmico a
vivência e a participação na comunidade desde os primeiros períodos.
       Portanto, as revisões e as alterações deste documento baseiam-se em necessidades
educacionais de forma a facilitar uma ação articulada no contexto epidemiológico, social e
mercadológico de Minas Gerais, particularmente da região de Belo Horizonte. Sua matriz
curricular foi elaborada visando englobar conhecimentos requeridos para a formação de um
profissional com uma visão crítico-reflexiva de atuação dentro de um sistema integral de
atenção à saúde.
Sinteticamente, o curso apresenta-se no seguinte formato:
       - Tempo para integralização curricular: 8 semestres;

                                                                                             4
       - Turno de funcionamento: Matutino;
       - Atividades Práticas Específicas: Desde o primeiro período, com complexidade
crescente, com 20 horas-aula cada até o quarto período e 40 horas-aula no quinto e sexto;
       - Estágio Supervisionado: com 900 horas no sétimo e oitavo períodos;
       - Trabalho de Conclusão de Curso: conforme orientação institucional, regulado por
normas do Colegiado Técnico-Pedagógico do curso, a ser elaborado pelos acadêmicos sob
orientação docente, nos dois últimos períodos;
       - Atividades Complementares: conforme orientação institucional, regulado por normas
do Colegiado Técnico-Pedagógico do curso, a serem integralizadas ao longo do curso, sendo
requisito para conclusão do curso;
       - Carga horária sem atividades complementares: 4.240 horas.
       - Carga horária com atividades complementares: 4.452 horas
       A matriz curricular contempla as áreas de Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências
Sociais e Humanas, Conhecimentos Biotecnológicos e Conhecimentos Fisioterapêuticos, em
consonância com as Diretrizes Curriculares do Curso de Fisioterapia.




                                                                                            5
2 – Histórico

2.1. Histórico Institucional

        Fundado em 5 de outubro de 1904, por Miss Marta Watts, missionária da Igreja
Metodista do Sul dos Estados Unidos, o Instituto Metodista Izabela Hendrix recebeu este
nome em homenagem à genitora do Bispo Eugene Hendrix, da Igreja Metodista. Sua Direção
Geral, até 1961, foi exercida por missionárias metodistas norte-americanas e, em 1962, foi
eleita a primeira reitora brasileira.

        Inicialmente voltado para a educação básica, o Colégio Metodista Izabela Hendrix
sempre procurou compatibilizar seus projetos educacionais às exigências da cidade onde está
integrado. Após mais de cem anos de atividades educacionais, tendo começado com apenas
cinco alunos, o Izabela Hendrix é uma das mais tradicionais instituições de ensino de Belo
Horizonte, por suas contribuições decisivas, em iniciativas públicas e privadas, no
aprimoramento da educação no Estado de Minas Gerais. Seus estudantes espalham-se pela
Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e a Educação Superior.

        Em 26 de julho de 1972, a Instituição ingressou no ensino superior, com a assinatura
do Decreto nº 70.880/72, autorizando o funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras, com o curso de Letras (Licenciatura Plena) e Ciências (Licenciatura de 1º Grau).
Depois vieram os cursos de Biologia (1979), Arquitetura e Urbanismo (1979) e
Fonoaudiologia (1990).

        Em 1999, o Instituto Metodista Izabela Hendrix incorporou o Instituto Champagnat,
passando a responder pelo Curso de Administração de Empresas daquela Instituição e criando
um novo campus, o Campus Belvedere. Também em 1999, recebeu autorização do MEC para
oferecer nesse campus o Curso de Direito.
        Em 2002, a Instituição recebeu o credenciamento como Centro Universitário. Foram
então criados os cursos de Fisioterapia (2002), Nutrição (2003), Enfermagem (2003) e Design
de Ambientes (2004), com base no Plano de Desenvolvimento Institucional então apresentado
e na autonomia dos Centros Universitários. No ano de 2004, a Instituição passou a oferecer a
opção dos cursos seqüenciais, nas áreas de Gestão (Gestão Empreendedora de Negócios e
Gestão de Serviços de Saúde) e Design (Design de Interiores e Decoração). Os cursos
seqüenciais, posteriormente, foram transformados em cursos de Graduação Tecnológica, com
ampliação de sua oferta.

                                                                                           6
2.2. Histórico do Curso


       O curso de Fisioterapia foi criado no primeiro semestre de 2002, logo após o
credenciamento da      Instituição como     Centro Universitário.    Inicialmente teve seu
funcionamento no Campus Belvedere, onde atualmente encontram-se em funcionamento os
cursos de Administração e Direito, além dos cursos superiores de tecnologia.
       O vestibular para a primeira turma do curso foi aberto com 120 vagas para uma única
entrada, efetivada em 2002, com início das aulas no mês de março.
       Em termos curriculares, no ano de 2003 houve uma primeira mudança na matriz
original. A tônica da mudança foi tão somente transformar as disciplinas que tinham seu
desdobramento em mais de um período, por exemplo, Histologia I e II, em uma única
disciplina. A disciplina Atividade Cultural Programada foi criada e algumas mudanças
isoladas nas cargas horárias também aconteceram, como foi o caso da disciplina História e
Fundamentos da Fisioterapia, que teve sua diminuída de 80 para 60 horas-aula.
       O ano de 2003 foi marcado pelas duas entradas em separado, sessenta alunos em cada
semestre e por mais uma alteração curricular. Desta vez, com interveniência dos professores e
do Colegiado Técnico-Pedagógico do curso, que justificaram as alterações baseando-se na
incoerência da disposição e cargas horárias de algumas disciplinas na matriz.
       Em 2004, o curso entrava em sua segunda metade, momento em que foi solicitada a
visita da comissão avaliadora das condições de ensino do MEC. Os preparatórios para a
construção da Clínica-escola deram seu início, com a elaboração do projeto arquitetônico.
Este, à época, previa a edificação da Clínica-escola integrada Fisioterapia-Enfermagem no
térreo do prédio projetado para ocupar o espaço do antigo ginásio Izabela Hendrix. Em
dezembro deste mesmo ano, as obras da Clínica-escola tiveram seu início, porém, o projeto já
não contava mais com o espaço do ginásio, e sim, com o espaço alugado a menos de 200
metros do Campus Central, na Rua da Bahia, 1709. No local foram construídos três ginásios
terapêuticos, dois consultórios de Enfermagem, uma piscina, dois vestiários, além da Central
de esterilização de materiais (CME) e dos ambientes de recepção e convívio. O segundo andar
abrigou o Laboratório de Avaliação Funcional (LAF), duas salas de aula e a sala de
administração. A Clínica-escola passou a funcionar em março de 2005.
       Em 2005 o curso passou pelo seu momento de avaliação, recebendo a comissão
avaliadora do MEC/INEP, composta por duas avaliadoras fisioterapeutas, ainda no modelo

                                                                                           7
anterior ao atual. Como resultado final da avaliação, o curso recebeu o Conceito Muito Bom -
CMB na dimensão “Organização Didático-Pedagógica”, Conceito Bom - CB na dimensão
“Corpo Docente” e CMB na dimensão “Instalações”. Os pontos principais destacados pela
comissão foram revistos pela direção da Instituição e pelo Colegiado Técnico-Pedagógico do
curso, juntamente com os alunos e professores e também serviram de subsídio ao presente
processo de Inovação Curricular.
       Em dezembro de 2005 aconteceu a formatura das duas primeiras turmas, finalizando o
primeiro ciclo do curso, que culminou em 24 de maio de 2006 com da publicação da portaria
de reconhecimento do curso, Portaria MEC/SESu nº. 32, de 22 de maio de 2006.




                                                                                          8
3 – Marco Referencial



3.1. Marco referencial institucional


3.1.1. A Instituição

             O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix é uma instituição confessional,
comunitária, privada.

             Sua natureza confessional reside em sua vinculação à Igreja Metodista, que entende
a educação como “o processo que visa a oferecer à pessoa e à comunidade uma compreensão
da vida e da sociedade, comprometida com uma prática libertadora, recriando a vida e a
sociedade, segundo o modelo de Jesus Cristo, questionando os sistemas de dominação e
morte, à luz do Reino de Deus”.1 A atuação educacional da Igreja Metodista não tem interesse
pecuniário, nem desejo de proselitismo. Antes, é uma fidelidade para com sua vocação
histórica e missionária.

             Por sua vez, entendida a Igreja Metodista como uma comunidade missionária a
serviço do povo, a natureza comunitária do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix
origina-se de sua confessionalidade. Sua ação educativa, portanto, buscará sempre a melhoria
das condições de vida no mundo e um posicionamento contra quaisquer tipos de preconceitos
e ações de discriminação e exclusão.

             Finalmente, sua natureza privada decorre do fato de ter sido instituída por uma
entidade não governamental, dispondo, para sua manutenção e desenvolvimento,
majoritariamente de recursos próprios.



3.1.2. Missão

           A missão do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix é educar e formar
cidadãos qualificados e críticos, com base em valores cristãos, para atuar na transformação
da sociedade. Educar e formar revelam o desejo de transcender o processo educativo, que é
muito centrado na pessoa, e buscar também o processo formativo, ou seja, a construção dos



1
    Diretrizes para a Educação na Igreja Metodista, Cânones da Igreja Metodista, 2002.
                                                                                              9
futuros cidadãos, conscientes de seus direitos e deveres e dotados de sólidos valores morais e
éticos.

          Por sua vez, o objetivo de formar cidadãos qualificados incorpora a dimensão da
competência técnica, pois, parte importante da formação em nível superior é o “aprender a
fazer”, isto é, a aquisição de competências específicas que vão definir o profissional. Já a
formação de cidadãos críticos agrega a capacidade de pensar com autonomia e independência,
exercendo juízo com acuidade.

          A base dos valores cristãos está no cerne do Izabela Hendrix, como instituição
confessional da Igreja Metodista, fundada por John Wesley - criador também da primeira
escola metodista, a Kingswood School (1748 – Inglaterra) – que afirmava que “ou teria uma
escola cristã ou não teria nenhuma”. Ressalte-se que ser uma escola baseada em valores
cristãos não significa dedicar-se ao proselitismo nem se mostrar intolerante para com pessoas
de outras denominações e confissões religiosas. Pelo contrário, o princípio wesleyano era o
“pensar e deixar pensar”. Afirmar valores cristãos significa defender a justiça, a solidariedade,
a cidadania, aspectos que o Izabela Hendrix considera imprescindíveis para que as pessoas
sejam completas em sua formação.

          Finalmente, a missão contextualiza o âmbito e o propósito da ação dos egressos da
Instituição como para atuar na transformação da sociedade. A educação, no Izabela
Hendrix, será sempre direcionada para gerar nos aprendentes o sentimento de inconformismo
e o desejo por mudanças. O aluno que tem acesso à educação superior de qualidade precisa ter
consciência de sua responsabilidade e compromisso para com os que não têm condições de ter
o mesmo benefício.



3.1.3. Práticas Educacionais

          A educação é uma jornada espiritual ou o processo de construção da verdade. Seu
propósito essencial, a partir da aquisição do conhecimento, é religar o ser humano àquilo que
de outro modo seria difícil ou inacessível, para inseri-lo, novamente, na grande trama da
existência.

          John Wesley, fundador do Metodismo, afirmava que “o propósito do conhecimento é
permitir que os homens alcem seus pensamentos a objetos cada vez mais elevados e dignos de
consideração, até ascenderem à fonte de todo o conhecimento, Deus”.

                                                                                              10
       Assim, em termos de suas práticas educacionais, o Centro Universitário Metodista
Izabela Hendrix busca os seguintes objetivos e características:

      Ser uma comunidade aprendente, elegendo o aluno como protagonista principal do
       processo educativo e não concebendo o professor como simples “emissor de
       informações”, arcaísmo indesejado diante de um mundo saturado. Repudia-se o mero
       recurso à memorização como simulação da inteligência, entendendo que a inteligência
       é uma função que só se ativa na presença de uma situação-problema, exigindo
       flexibilidade e pensamento criativo.

      Entender o desejo de conhecer como insaciável, “um princípio fundamental no ser
       humano, inserido em sua natureza mais íntima.” (John Wesley).

      Estimular o pensamento crítico como modo de participação do cidadão e a tolerância
       como meio de ouvir os outros sem perder a própria voz.

      Promover a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ação que deve ter
       seu início na sala de aula, formando-se o aluno-pesquisador. Este deve ter na atividade
       de indagação o desafio para a descoberta de soluções novas.

      Refletir, permanentemente, sobre a responsabilidade social do profissional formado em
       nível superior.

      Conceber a interdisciplinaridade como forma de despertar o interesse e o
       compromisso dos alunos com o conhecimento, evitando-se a alienação causada pela
       fragmentação dos conteúdos.

      Incorporar em todas as suas práticas acadêmicas uma boa variedade de técnicas e
       recursos didáticos, sempre em busca do engajamento do aluno no processo de ensino-
       aprendizagem.

      Incentivar reflexões sobre o papel das novas tecnologias na sociedade e no próprio
       processo de ensino-aprendizagem.

      Conceber as práticas avaliativas como objeto fundamental para o desenvolvimento
       intelectual e pessoal do aprendente.




                                                                                           11
3.2. Marco referencial do curso

       A Fisioterapia tem evoluído nos últimos anos em relação ao aprimoramento técnico-
científico de suas aplicações, bem como no posicionamento profissional e social. O papel
desempenhado pelo fisioterapeuta no contexto da manutenção da saúde e da prevenção da
incapacidade ou doença, envolvendo indivíduo e sociedade, ganhou relevância por relacionar-
se diretamente com a atuação em nível primário e educação em saúde. A Fisioterapia, pela
atuação dos seus órgãos representativos (Conselhos Federal e Regionais e associações de
classe) e pela própria demanda continuamente imposta, firma-se cada vez mais como
profissão atuante na Saúde Pública - Preventiva e Social.
       O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, inserido nessa nova fase da
história, propõe um projeto que apresenta como um dos marcos referenciais a formação do
fisioterapeuta centrado em um novo paradigma de atuação no qual o caráter tecnicista e
curativo da profissão deixa de ser seu enfoque. A recuperação da função e a prevenção
da disfunção apresentam-se como objeto de trabalho do profissional fisioterapeuta,
dentro da perspectiva do Sistema Único de Saúde – SUS.
       Se fosse possível uma divisão clara do papel do fisioterapeuta na sociedade,
poderíamos fazê-la da forma citada acima: 1) recuperar a função e; 2) prevenir a disfunção.
Obviamente, teríamos que enquadrar toda a atuação do fisioterapeuta nas duas vertentes,
entendendo, por exemplo, que promoção da saúde estaria em “prevenir a disfunção” e as
atividades de gerência, planejamento, ensino, etc., em ambas as vertentes.
       A formação do profissional qualificado sem dúvida deve passar pelo “aprender a
fazer”, face técnica indispensável para o profissional fisioterapeuta, que depende em grande
parte dos atributos corporais e cinesiológicos para exercer sua profissão. Trabalhar para a
recuperação da função do indivíduo, porém, não é tão simplesmente a execução de manobras
e técnicas treinadas previamente. Quando um profissional se depara com um problema,
dependendo de suas bases, ele pode escolher um caminho mais simples ou, digamos, mais
complexo a seguir. Citando SCHÖN (2000, p.17):
                        Os profissionais competentes devem não apenas resolver problemas técnicos,
                        através da seleção dos meios apropriados para fins claros e consistentes em si, mas
                        devem também conciliar, integrar e escolher apreciações conflitantes de uma
                        situação, de modo a construir um problema coerente, que valha a pena
                        resolver.(grifo nosso)




                                                                                                        12
       Formar fisioterapeutas qualificados, portanto, também requer que todo o processo
educacional seja sempre no caminho do despertar da dúvida, visão da educação do Izabela
Hendrix. A questão do aprender a aprender vem à tona, pois a educação continuada é um dos
pilares para a atuação profissional plena.
       Desta    forma,    os    dois    lados   da   atuação    profissional   (preventivo   e
tratamento/recuperação funcional) necessitam exatamente das mesmas bases educacionais, os
desdobramentos do aprender a aprender, a formação de um fisioterapeuta que atenda a
expectativa da sociedade que perpassa, naturalmente, por questões multifacetárias.
       Ao assumir que a formação do fisioterapeuta está em direção, quer seja pela própria
evolução social, quer seja por forças políticas, à capacitação deste para integrar o sistema de
saúde vigente - SUS, este projeto teria que pensar na elaboração de estratégias de educação
em um curso de Fisioterapia que contemplem efetivamente os outros objetivos constantes nas
Diretrizes Curriculares: aprender a ser, aprender a conhecer e aprender a conviver. Neste
contexto, aprender a conviver merece destaque, pois uma atuação em um sistema de saúde
que é definido como um “sistema integral”, deve-se basear no fato de que a atuação
mutiprofissional assume uma força incontestável quando o objetivo final é o paciente. Em
relação à atenção primária propriamente dita, atividade que envolve questões de competências
relacionais e políticas, não há maneira de conceber esta atividade profissional sem envolver a
dimensão “aprender a conviver”.
       O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em função de seus objetivos e
características, deflagra para seus cursos de graduação, incluindo o curso de Fisioterapia,
questões que naturalmente fazem com que este projeto seja elaborado de forma a contemplar
também as outras “dimensões” do ensino superior, que são aprender a ser e aprender a
conhecer.
       Considerando as recomendações dos Ministérios da Saúde e Educação em firmar como
propósito básico a formação do fisioterapeuta para o SUS e, de acordo com os preceitos da
educação metodista, o presente projeto pedagógico valoriza a formação do fisioterapeuta
preocupado com a sua identidade profissional e também como membro de uma sociedade,
contribuindo com ela em suas relações de fraternidade e respeito ao próximo.
       A Fisioterapia no Brasil nasceu como um braço da Medicina. Seu campo de atuação
específico evoluiu de maneira extremamente difícil, incluindo, no processo de
desmembramento da classe médica, grandes disputas jurídicas em âmbito federal.


                                                                                             13
     Antes, “técnico em reabilitação”, hoje fisioterapeuta. A mudança veio a partir do
crescimento político e científico, pautado pelo amadurecimento da categoria profissional. O
fisioterapeuta moderno tem, ou deveria ter, um modelo de atuação bem estabelecido, apesar
das lutas sobre a autonomia das profissões ainda acontecerem (entre elas o “Ato Médico”).
     Sabe-se que uma profissão, para ser reconhecida pela sociedade e ter sua própria
identidade, deve se apoiar no tripé Academia – Gestão da profissão – Atuação prática, os
quais merecem destaque.


     A academia
     No que se refere à questão técnico-científica e à academia propriamente dita, a
Fisioterapia tem evoluído em passos largos. Mesmo com a proliferação descabida de cursos de
graduação e pós-graduação, temos um saldo positivo quanto à evolução científica. Em 1999,
foi aberto o primeiro programa de mestrado em Fisioterapia, na Universidade Federal de São
Carlos, São Paulo e, hoje, temos outros cinco programas credenciados pela Fundação
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e mais dois de
doutorado (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar e Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG). Parece pouco, mas acompanha a jovialidade da profissão.
     Historicamente nunca houve tantas publicações em assuntos e revistas ligados à
Fisioterapia. A chamada Fisioterapia Baseada em Evidências - FBE, ideologia derivada na
Evidence Based Medicine - EBM ou Evidence Based Practice – EBP, cresce vertiginosamente
e tende a suportar a profissão em termos de consistência de propostas de tratamento, tomada
de decisão diagnóstica/terapêutica e resolutividade nas ações. O curso de Fisioterapia aqui
proposto leva como um dos marcos referenciais o engajamento do professorado e
alunado na ideologia da Fisioterapia Baseada em Evidências, articulando ensino-
pesquisa-extensão, e incentivando projetos e programas que tenham como objetivo
principal o estudo ou a busca da evidência científica para a prática fisioterapêutica.
Destaca-se, portanto, a proposta de inclusão das disciplinas Introdução à Fisioterapia Baseada
em Evidências (primeiro período), Métodos e Técnicas de Avaliação em Fisioterapia –
FBE/Diagnóstico (terceiro período), Fisioterapia Baseada em Evidências Aplicada 1 (quinto
período) e Fisioterapia Baseada em Evidências Aplicada 2 (sexto período). Estas disciplinas
serão realizadas na forma EAD, preconizando uma das recomendações da LDB, a inclusão de
novas tecnologias nos cursos de graduação.


                                                                                            14
     No aspecto referente à autonomia técnica profissional, o fisioterapeuta vem
conquistando há anos seu aprimoramento baseado em uma nova concepção que inclui o
diagnóstico fisioterapêutico, com a competência para solicitar exames complementares e
executar exames e testes específicos (ergometria, exame funcional respiratório, biofeedback,
dinamometria, eletromiografia, etc), todos eles respaldados cada vez mais pela melhoria na
produção científica específica. Deve-se destacar que o Laboratório de Avaliação Funcional do
curso está equipado com equipamentos de última geração, o que possibilita o fomento à
pesquisa, apoiando o ensino e os programas de extensão.
     Na última década, a Organização Mundial da Saúde criou, com a participação
multiprofissional, incluindo fisioterapeutas, a Classificação Internacional de Funcionalidade,
Incapacidade e Saúde – CIF, ferramenta de diagnóstico, acompanhamento e de pesquisa que
complementa a Classificação Internacional de Doenças - CID-10, da “WHO Family of
International Classifications”. Esse instrumento tem fundamental importância para a
Fisioterapia porque, além de promover a universalização e uniformidade na comunicação, não
trata da questão “doença”, e sim, dos aspectos funcionais e de qualidade de vida do indivíduo
ou comunidade. No projeto proposto (e no atual) a CIF está contemplada desde as
disciplinas básicas (História e Fundamentos da Fisioterapia, Métodos e Técnicas de
Avaliação em Fisioterapia – FBE/Diagnóstico), passando pelas aplicadas até ser inserida
nas fichas de avaliação/reavaliação dos estágios supervisionados.


     A prática clínica
     Outro aspecto para a consolidação da profissão é a sua prática cotidiana. É daí que surge
boa parte das dúvidas, das inquietações, das novas possibilidades, das demandas da sociedade,
as quais suscitarão interesse da área acadêmica e da gestão da profissão.
     O modelo de atuação do fisioterapeuta, baseado na questão de funcionalidade do
indivíduo, é único, não existindo nenhum outro profissional com esse objetivo tão explicitado
em sua atividade.
     Sabe-se que uma boa qualidade de vida não depende apenas de ausência de doença, e
sim do bem estar físico, psíquico e social (aspectos da definição de saúde da OMS). Assim, o
fisioterapeuta encontra inúmeras possibilidades de atuação próprias da profissão. Algumas
delas já há algum tempo articuladas, como a atuação nas clínicas, consultórios e hospitais, nas
mais diversas áreas, como a fisioterapia ortopédica, respiratória, neurológica e pediátrica.


                                                                                            15
Outras, ainda nem tanto difundidas, aguardam o suporte da academia (técnico-científico) e dos
gestores da profissão (aspecto político-profissional).


      Gestão da profissão
      O fisioterapeuta deixou de ser um “profissional da reabilitação” para tornar-se um
profissional de saúde, atuante na promoção, desenvolvimento, prevenção, tratamento e
recuperação da saúde.
      Entretanto, as evoluções dos aspectos técnico-científicos, do número de profissionais e
das áreas de atuação não foram acompanhadas pela questão da política profissional. A
valorização da profissão perante a sociedade e pelos colegas profissionais da área da saúde
ainda merece ser cuidadosamente trabalhada.
      O associativismo dentro da Fisioterapia já esteve em alta, principalmente nas décadas de
1960 e 1970, época da regulamentação da profissão pelo Decreto-Lei nº. 938/69 e da criação
do Sistema COFFITO-CREFITOS, além das várias batalhas jurídicas vencidas em favor da
autonomia profissional.
      Atualmente, a Fisioterapia encontra-se num processo de indefinição quanto à sua
plenitude de atuação. De um lado, o crescimento desenfreado da quantidade de profissionais
no mercado, levando às sabidas conseqüências de um mercado inflado e, de outro, toda a
evolução já relatada e um campo gigantesco de atuação. Vale ressaltar que a população está
envelhecendo e que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 30% da população
sofre de algum tipo de dor crônica, além de vários outros indicadores de saúde disponíveis que
reforçam a necessidade de profissionais que lidam com a prevenção da disfunção e a
recuperação da funcionalidade.


Necessidade Social do Curso de Fisioterapia
      Segundo Siqueira e colaboradores, num estudo publicado em 2005 na Revista de Saúde
Pública, o acesso da população brasileira à Fisioterapia é, na maioria das vezes, em serviço
público (66%), seguido de serviços conveniados (25%) e dos atendimentos particulares (9%).
Estes dados corroboram a necessidade de um direcionamento da formação acadêmica aos
serviços públicos, uma vez que é a maior demanda atual.
      Além disso, este estudo identificou que a maior procura pelo serviço de Fisioterapia se
dá por indivíduos de nível socioeconômico “A”, enquanto indivíduos de nível “E” têm menor
acesso ao serviço. A partir destes dados pode-se afirmar que as classes menos favorecidas

                                                                                           16
apresentam uma menor freqüência de atendimentos que a classe mais favorecida. Apesar do
aumento do número de profissionais no mercado de trabalho, a população está carente de
cuidados fisioterapêuticos. Diante disso e acompanhando as iniciativas dos Ministérios da
Saúde e Educação, a formação acadêmica do fisioterapeuta deve direcionar suas
iniciativas   para   a   realidade   econômica,     epidemiológica    e   social   do   Brasil,
particularmente, evidenciando a formação de profissionais capazes de atuarem no SUS.
Os profissionais devem estar preparados para realizar propostas para os gestores da saúde, que
sejam viáveis e relevantes para a população e para a gestão pública e privada.



4- Perspectivas
       A necessidade de um maior número de profissionais na Fisioterapia está confirmada
nos dados do INEP de Junho de 2006, o qual aponta que em Minas Gerais foram criados 61
cursos, sendo 11 deles em Belo Horizonte. Na análise do número de fisioterapeutas
registrados pelo COFFITO, em 1995 tínhamos 16.068 fisioterapeutas. No ano de 2005, temos
registrados 79.382 profissionais, o que representa um crescimento de 394% em uma década.
Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda pelo menos um
fisioterapeuta para cada 1000 habitantes. Em Minas Gerais, temos um índice de 0,39
profissionais por 1000 habitantes, produzindo um déficit maior que 60%.
       Entretanto, as perspectivas de inserção dos egressos no mercado de trabalho não
podem ser baseadas apenas em dados demográficos. O perfil da população tem mudado,
principalmente em relação ao conhecimento das ciências da saúde, exigindo um profissional
completo, diferenciando daquele apenas técnico. Corroborando este pensamento, em
entrevista ao Boletim BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), durante a 4a Reunião de
Coordenação Regional da BVS em setembro de 2005, o responsável pela área de gestão de
informação e conhecimento da OMS, Ariel Pablos, relata que “os gradientes de separação
entre a população e os especialistas estão se estreitando. As pessoas têm mais acesso às
informações antes reservadas aos especialistas”.
       Para a formação deste profissional completo, CECCIM e FEUERWERKER (2004)
postulam “...a perspectiva tradicional do ensino na educação superior desconhece as
estratégias didático-pedagógicas ou modos de ensinar problematizadores, construtivistas ou
com protagonismo ativo dos estudantes”, e preconizam que o Sistema Único de Saúde vigente
no País exige a formação de um profissional generalista dentro de uma perspectiva de


                                                                                            17
integralidade, onde o desenvolvimento da atenção se dirige à produção da saúde e não só ao
tratamento.
       Duas áreas de trabalho específicas podem ser relacionadas com maior probabilidade de
crescimento a médio e longo prazo. Apesar de não ser obrigatória no nível da UNIÃO, a
inserção do Fisioterapeuta nas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) do SUS já é
uma realidade em alguns municípios do estado de Minas Gerais, inclusive Belo Horizonte.
Outro crescente campo de trabalho é o da ergonomia. Para se adequarem às normas
internacionais de qualidade e às leis brasileiras, as empresas têm que cumprir determinadas
exigências, as quais estão intimamente relacionadas ao profissional da Fisioterapia.
       Dentro dessas perspectivas e realidades da profissão está embasado o Projeto Político
Pedagógico do curso de Fisioterapia do CUMIH, cujo objetivo é formar profissionais
problematizadores com capacidade para se adequarem às exigências da Fisioterapia e com
perspectivas de adequação às constantes mudanças da sociedade e do mercado de trabalho.




                                                                                          18
                                             Parte II




1 – Atos legais / formais


Autorização: Resolução do Colegiado Universitário nº. 01/2002 (30/01/2002)
Reconhecimento: Portaria MEC nº. 32/2006 (22/05/2006)


2 – Objetivos do Curso


GERAIS


 Formar profissionais fisioterapeutas generalistas, aptos a atuar em todos os níveis de
atenção à saúde, com uma visão ampla e global, fundamentada no respeito aos princípios
éticos/bioéticos, morais e culturais do indivíduo e da coletividade.
 Desenvolver no aluno e futuro profissional o senso crítico e investigador, que o capacite a
conquistar autonomia pessoal e intelectual, necessárias para empreender a contínua formação
na sua prática profissional.


ESPECÍFICOS


      Desenvolver no aluno e futuro profissional a habilidade de comunicação, sendo
acessível ao outro, capaz de ultrapassar as barreiras culturais, compreender e ser
compreendido por diferentes pessoas, grupos ou comunidades.
   Habilitar o aluno a avaliar, prescrever, ministrar e supervisionar terapia física, que objetive
prevenir, preservar, desenvolver ou restaurar a integridade de órgãos, sistemas ou funções do
corpo humano, utilizando-se de meios termoterápicos, hidroterápicos, cinesioterápicos,
eletroterápicos e outros meios físico-naturais, nos diversos campos de atuação em que se fizer
necessário.
   Estimular o raciocínio crítico do aluno de graduação frente à realidade de uma população
dotada de toda sua complexidade social, econômica e cultural e que necessita de atenção
fisioterapêutica, fazendo-o identificar seus problemas e propor soluções.


                                                                                                19
   Propiciar ao aluno a compreensão do processo de trabalho em saúde, inserindo-o na
equipe de trabalho e estimulando sua participação em atividades multiprofissionais.
   Capacitar o aluno a desenvolver, executar e acompanhar programas de saúde segundo
diretrizes de um planejamento estratégico.
   Habilitar o aluno a trabalhar com os indicadores de qualidade de vida, incapacidade,
funcionalidade, utilizando-se da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade
e Saúde (CIF), proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
   Desenvolver a habilidade de prestar esclarecimentos, dirimir dúvidas e orientar o
indivíduo e seus familiares, na seqüência do processo terapêutico, mantendo a
confidencialidade das informações.
   Desenvolver atividades de socialização do saber técnico-científico na área, através de
aulas, palestras e conferências, além de acompanhar e incorporar inovações tecnológicas,
pertinentes à sua vida profissional.
 Manter controle e espírito crítico, através do rigor científico, sobre a eficácia dos recursos
tecnológicos e terapêuticos, pertinentes à atuação fisioterapêutica, garantindo sua qualidade e
segurança.
   Desenvolver a habilidade para a produção e o desenvolvimento de pesquisa científica,
desde sua elaboração como projeto, sua execução, análise dos dados, e finalmente a
elaboração de um texto, seguindo o rigor da ciência.
   Preparar o aluno para desempenhar atividades de planejamento, organização e gestão de
serviços de saúde públicos ou privados, além de prestar consultoria no âmbito de sua
competência profissional.



3 – Perfil do profissional formado pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix

3.1. Competências e habilidades comuns


        Espera-se que todo aluno formado pelo Centro Universitário Metodista Izabela
Hendrix tenha competência para:

       Pensar criticamente, resolver problemas e tomar decisões, com disposição e
        responsabilidade para assumir riscos e propor soluções criativas;



                                                                                             20
      Filtrar e separar, na grande massa de informações disponíveis, o útil do inútil,
       discernindo entre o importante e o supérfluo, com autonomia para dar continuidade, ao
       longo de toda vida, ao seu processo de aprendizado;

      Viver e trabalhar com efetividade e confiança em uma sociedade de informação,
       dentro de uma comunidade global, respeitando e valorizando as diferentes culturas;

      Adquirir uma sólida cultura geral e espírito enlevado, transcendendo a mera formação
       para o exercício de uma profissão;

      Trabalhar em grupo respeitando e valorizando os diferentes pontos de vista,
       beneficiando-se deles e colaborando para a integração das diferenças em prol de um
       bem-estar coletivo sempre em construção;

      Exercitar a solidariedade e a alteridade, seja individualmente, seja coletivamente,
       assumindo sua responsabilidade social, como egresso do ensino superior;

      Colaborar na construção do saber e para repassar o conhecimento às comunidades
       científicas e leigas, contribuindo com os cidadãos nos seus direitos de acesso e uso da
       informação;

      Denunciar com prontidão todo e qualquer tipo de discriminação ou dominação que
       marginalize a pessoa humana e ameace a existência de seres vivos e sistemas
       ecológicos;

      Apoiar os movimentos que visem à libertação dos oprimidos e o acolhimento dos
       excluídos, bem como o acesso seguro e saudável aos ambientes onde manifestam sua
       cultura;

      Comunicar-se com bom uso do português, com vocabulário rico e baseado em uma
       compreensão profunda da linguagem e da condição humana.



3.2 – Competências e habilidades específicas do curso

       O Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix deverá
formar um profissional generalista que, munido de conhecimento técnico-científico e norteado
pelos preceitos éticos da profissão seja capaz de atuar em todos os níveis de atenção à saúde e
seus respectivos graus de complexidade.


                                                                                            21
       Sempre atento às necessidades sociais, o aluno deverá ter como campo de estudo o
indivíduo e/ou a coletividade, assegurando uma atenção integral, humanizadora e com
qualidade. Nesse sentido, o profissional formado deverá exercer sua profissão de forma
multiprofissional, articulada ao contexto social em um sistema de saúde regionalizado,
hierarquizado e de referência e contra-referência.
       O profissional formado no Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix deverá ter,
agregado ao conhecimento técnico científico, um espírito de liderança e de pró-atividade,
essenciais à prática fisioterapêutica, no campo de assistência à saúde e de outras atividades
correlatas.    Dessa   forma,   será   capaz   de    atuar   oferecendo   atendimento   clínico,
administrativamente ou exercendo a gerência de um serviço de saúde. Esse perfil vem
corroborar com o sistema de saúde vigente, no qual o profissional deve ser capaz de buscar
métodos alternativos, que apresentem resolubilidade, dentro de uma demanda por serviço,
considerando a hierarquização e a integralidade das ações e sempre atentos ao eixo custo-
efetividade.
       Os egressos deverão ser capazes de buscar continuamente a atualização profissional
através da participação em eventos científicos e em entidades representativas da Fisioterapia.
Para que a cultura de educação continuada seja efetiva, os alunos serão continuamente
estimulados a buscar o saber, por meio dos mecanismos que norteiam a pontuação das
atividades complementares.
       O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, tendo em vista sua estrutura e
tradição de ensino na área da saúde, pode contribuir para a sociedade ao formar um
profissional qualificado para ingressar no mercado competitivo de trabalho, capaz de atuar
clinicamente e na produção científica.



4 – Práticas de Ensino

       A prática de ensino requer uma estrutura que permita “caminhar no sentido de
privilegiar a relação entre o aluno e o saber, concedendo ao professor o papel fundamental,
não tanto na transmissão do saber, mas no apoio ao aluno na construção e na configuração
desse saber” (NÓVOA, 2000, p.32).
       Baseado neste eixo norteador, as práticas de ensino propostas no curso permitem um
desenvolvimento crítico-reflexivo do discente, ao utilizar diversas metodologias de
aprendizado que estimulam o aluno a desenvolver suas habilidades para facilitar o processo de

                                                                                             22
ensino-aprendizagem. Neste sentido, as principais práticas e metodologias de ensino que o
curso propõe são baseadas na interdisciplinaridade, levando o corpo discente a: expressar-se
através de múltiplas linguagens e novas tecnologias; posicionar-se diante da informação;
interagir de forma crítica e ativa com o meio físico e social. Neste sentido, destacam-se as
disciplinas “Atividades Práticas Específicas”, com o papel de promover a interdisciplinaridade
e de gerenciar ou operacionalizar as atividades práticas que subsidiarão as disciplinas que
integram o período letivo. Tal prática é baseada nas metodologias do ABP “Aprendizado
Baseado em Problemas” e da Problematização, que possibilitam a construção progressiva de
conceitos e ferramentas, proporcionando ao aluno o raciocínio da atenção integral,
hierarquizada e das formas de atuação em Fisioterapia dentro de um mercado de trabalho
exigente. Essas práticas metodológicas requerem acompanhamento e ajuste, permitindo aos
alunos adaptações pertinentes aos momentos vividos em cada área. É importante ressaltar que
essas disciplinas serão também responsáveis pela integração ensino-extensão-pesquisa,
proporcionando ao acadêmico a vivência e participação na comunidade desde os primeiros
períodos. O trabalho integrado é parte integrante dessas disciplinas, acontecendo em todos os
períodos que antecedem o estágio supervisionado.
       A monitoria, outro recurso de ensino explorado pelo curso, é ofertada principalmente
para os conteúdos práticos. O objetivo é prestar assistência aos alunos quanto aos conteúdos
das disciplinas ministradas, através do monitor, sob orientação docente. A escolha dos
monitores se dá a partir de um processo seletivo e estes deverão atuar junto aos demais cursos
que oferecem a disciplina em questão, quando for o caso.
       Como medida para melhorar o aproveitamento do aluno nos conteúdos ministrados em
cada período, é ofertada a tutoria acadêmica. Os alunos que se destacam no desenvolvimento
do conteúdo auxiliam os colegas que se encontram com dificuldades, em relação à aquisição
dos requisitos necessários para o cumprimento de um determinado conteúdo ou habilidade
(Anexo 1).



5 – Práticas de Pesquisa

       Desde o início do curso o corpo discente é estimulado a participar de programas de
Iniciação Científica e atividades de Pesquisa. No curso de Fisioterapia a pesquisa é estimulada
por programas específicos e ao longo do curso incluindo as disciplinas Atividades Práticas
Específicas.

                                                                                            23
       A Instituição divulga, anualmente, o edital específico para o Programa de Incentivos
de Bolsas a Iniciação Científica – PROBIC para todos os cursos da Instituição. A bolsa é
concedida aos alunos para exercerem atividades de iniciação à pesquisa nos projetos
desenvolvidos pelos docentes dos cursos de graduação.
       Para fomentar a pesquisa a Instituição investe continuamente no aprimoramento de
seus laboratórios, adquirindo equipamentos que são utilizados nas atividades práticas das
disciplinas da graduação e nos projetos de pesquisa. As atividades de pesquisa ajudam a fixar
o aluno ao curso, aproximando-o da realidade científica da profissão. Este envolvimento
contribui com a tríade ensino, pesquisa e extensão, indispensável na formação de profissionais
competentes e envolvidos com as questões sociais e científicas da profissão.
       Em termos de linhas de pesquisa, o presente projeto não pretende assumir um
direcionamento específico. Uma das razões para isso é a diversidade de possibilidades que o
Laboratório de Avaliação Funcional (LAF) proporciona aos docentes e discentes do curso, por
meio de seus equipamentos. Vale ressaltar que, além do LAF, a própria Policlínica-Escola
com seu fluxo de atendimento aos pacientes de diversas áreas da Fisioterapia, apresenta-se
como um campo a ser explorado para este fim.
       Entretanto, uma linha de pesquisa que certamente terá espaço privilegiado nas
discussões é a da Saúde Pública, pelo próprio envolvimento deste projeto pedagógico com as
questões relacionadas com o profissional da saúde inserido no SUS e, particularmente, pela
preocupação com a inserção da Fisioterapia no mesmo.

6 – Práticas de Extensão
       O Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix entende que o processo ensino-
aprendizado depende da incorporação prática do aprendizado refletido. Com base nisto, as
práticas de extensão funcionam como uma forma de internalizar o conhecimento, para que
seja aplicável em alternativas e soluções significativas na formação do fisioterapeuta.
       As práticas de extensão associadas à pesquisa compreendem um conjunto de ações
integradas, multidisciplinares, com implantação de projetos que sejam de significativa
importância e tenham alcance social, possibilitando a associação entre o conhecimento
teórico, os atos praticados e os componentes do meio onde se inserem.
       Além de oferecer um excelente recurso ao processo ensino-aprendizado, os projetos de
extensão também têm o objetivo de fortalecer a formação de um profissional capaz de
contribuir de forma decisiva na busca de um desenvolvimento baseado na eficiência, eqüidade

                                                                                           24
e sustentabilidade, de forma que a prática profissional também seja um ato político-social
consciente, através da geração, intermediação e inter-relação do conhecimento com a
comunidade.
       As práticas de extensão resultam em uma aprendizagem permanente, desencadeada por
uma formação inicial, integralizada com consistência pedagógica rigorosamente adequada ao
grau de complexidade científica e responsabilidade de cada uma das atividades desenvolvidas.
Portanto, em termos práticos, estas ações se traduzem no estabelecimento de parcerias com as
comunidades, órgãos filantrópicos, creches, centros comunitários, empresas, centros
esportivos de baixa renda, projetos de esportes adaptados, hospitais de atendimento
comunitário, dentre outros.
       Podemos destacar projetos relevantes em parcerias com entidades que prestam
atendimento aos usuários do SUS. Como exemplo, o projeto “Posso Ajudar”, no qual alunos
do 2° ao 4° período, selecionados nos vários cursos da saúde do Centro Universitário, aplicam
os conhecimentos acerca da estrutura da rede de atendimento, desenvolvidos em disciplinas de
saúde comunitária, numa forma de acolhimento nas redes básicas e hospitalares do sistema.
Outros projetos contínuos de extensão e pesquisa são desenvolvidos também através de
parcerias técnico-científicas com diversos órgãos que prestam atendimento aos usuários do
SUS, visando à promoção à saúde, a prevenção, a valorização das políticas de saúde propostas
pelo governo federal e participação da Fisioterapia em todos os níveis atenção.
       Projetos   de   extensão   permanentes    são   realizados   também        na   forma   de
jornadas/simpósios/palestras/encontros/cursos e semanas científicas, com calendário semestral
e/ou anual previamente estabelecido, nos quais são debatidos temas atuais e de relevância à
formação ética e técnico-científica do discente/profissional da saúde. Destaca-se, ainda, a
jornada acadêmica integrada do CUMIH, prevista bienalmente com objetivo de promover a
integração entre os cursos de graduação do Izabela Hendrix.
       Programas de voluntariado e programas culturais, nos quais o aluno é estimulado a
desenvolver ações voluntárias e de responsabilidade social, são viabilizados e estimulados
através da validação de horas em atividades complementares. Parcerias firmadas com
instituições metodistas nacionais e internacionais viabilizam o intercâmbio cultural,
contribuindo para a formação acadêmica e práticas de extensão e pesquisa.
       Projetos integrados de extensão e pesquisa, realizados com a participação de diversos
cursos do Centro Universitário, fortalecem a formação de um profissional capacitado para o


                                                                                               25
trabalho em equipe. Nesta mesma direção existem os estudos de casos multidisciplinares, que
envolvem os acadêmicos dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Fonoaudiologia e Nutrição.
       As disciplinas APEs, dispostas nos seis primeiros períodos do curso, objetivam
também integrar o eixo “pesquisa/extensão”, através da coleta de dados realizada na
comunidade, no sexto período, e de intervenções realizadas no sexto período a partir destes
dados coletados (ver ementas).




7 – Relacionamento com a comunidade
       A função pedagógica do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista
Izabela Hendrix converge com a função social da instituição. Desde o início do curso o aluno
mantém     um    estreito   relacionamento    com    a   comunidade,     desenvolvendo      ações
epidemiológicas e atividades de atenção à saúde em todos os níveis, em um processo crescente
de complexidade.
       A universidade assume um papel importante na formação de um profissional
humanizado e cidadão, atento às necessidades sociais da comunidade onde vive e capaz de
atuar em todos os níveis de atenção à saúde, ajudando-o a entender que o cenário social atual é
resultado da ideologia política, econômica, da saúde, da educação e sofre influência da
cultura, principalmente após a globalização da informação.
       Nos primeiros períodos do curso de Fisioterapia, várias atividades curriculares e
extracurriculares são desenvolvidas com o objetivo de estabelecer um vínculo entre o ensino,
a comunidade e a realidade da atuação profissional, baseada nas necessidades da população,
em ações multidisciplinares de educação em saúde, ações de voluntariado e conhecimento do
SUS.
       Os acadêmicos são estimulados a desenvolver habilidades de promoção à saúde,
prevenção de doenças e responsabilidade social, proporcionando uma formação humanista,
crítica e reflexiva. Atividades supervisionadas são realizadas em asilos, escolas, creches, vilas,
comunidades, praças, unidades básicas de saúde, clínica escola, hospitais públicos e dentro da
própria instituição, desenvolvendo um aprendizado pautado em responsabilidade social e em
níveis crescentes de complexidade assistencial.
       Algumas das atividades de promoção à saúde englobam “o processo de capacitação da
comunidade” para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior
participação no controle desse processo.

                                                                                               26
       As Atividades Práticas Específicas se apresentam com o início da formação acadêmica
e permeiam todo o curso de Fisioterapia. Um dos seus propósitos é possibilitar a vivência
progressiva do aluno frente à realidade social, despertando, assim, o senso crítico e
participativo do discente desde o início de sua formação acadêmica, utilizando-se da
observação e da participação em programas de promoção à saúde e prevenção de doenças,
voltados à necessidade da comunidade.
       O modelo de relacionamento com a comunidade fornece aos alunos do curso de
Fisioterapia condições de ensino-aprendizagem para que eles possam perceber e compreender
o caráter social e coletivo da intervenção primária junto a grupos populacionais, visando
"Abordagem Comunitária em Saúde". O objetivo é sensibilizar e preparar o aluno para
enfrentar os principais problemas de saúde de nossa população.
       Nas etapas finais do curso, os estágios curriculares na Policlínica-Escola do Centro
Universitário Metodista Izabela Hendrix e hospitais conveniados também proporcionam o
retorno do aprendizado à comunidade, na prestação de atendimento especializado de alta
complexidade tecnológica e assistencial nas diversas áreas de atuação da Fisioterapia,
principalmente para a população carente.




                                                                                        27
                                                 Parte III

       1 – Matriz curricular

                                            FISIOTERAPIA
       Título Oferecido: Bacharel em Fisioterapia
       Autorização / Reconhecimento: Resolução do Colegiado Universitário nº 01, 30/01/2002
       Carga Horária: 4452 horas.
       Aprovado Colegiado Técnico-Pedagógico em: _____________
       Aprovado Colegiado Universitário em: _______Currículo em vigor a partir: ____________

PERÍODO         CÓDIGO                       DISCIPLINAS                    CARGA     ÁREA
                                                                           HORÁRIA
                         Antropologia EAD                                    40         G

                         Citologia                                           40         B

                         Genética                                            40         B

                         Bioquímica Básica                                   80         B
   1º PERÍODO




                         Biofísica                                           40         B

                         Anatomia Básica                                     80         B

                         Introdução à Fisioterapia Baseada em Evidências     20         B

                         História e Fundamentos da Fisioterapia              40         B

                         Metodologia da Pesquisa                             40         G

                         Atividade Prática Específica 1                      20          P
TOTAL ( por período)                                                         440

                         Cultura Religiosa EAD                               40         G

                         Histologia                                          80         B

                         Microbiologia                                       80         B

                         Imunologia                                          40         B
   2º PERÍODO




                         Fisiologia                                          80         B

                         Embriologia                                         40         B

                         Anatomia Aplicada                                   80         B

                         Biomecânica                                         40         B

                         Neuroanatomia Básica                                40         B

                         Atividade Prática Específica 2                      20          P
TOTAL (por período)                                                          540




                                                                                               28
                      Psicologia EAD                                       40    G
                      Patologia                                            80    B
                      Farmacologia                                         80    B
   3º PERÍODO


                      Fisiologia do Exercício                              80    B
                      Cinesiologia                                         120   B
                      Métodos e Técnicas de Avaliação em Fisioterapia –
                                                                           80    B
                      FBE/Diagnóstico
                      Epidemiologia                                        40    G
                      Atividade Prática Específica 3                       20    P
TOTAL (por período)                                                        540

                      Ética – EAD                                          40    G

                      Clínica Geral                                        80    B

                      Neuroanatomia Aplicada                               40    B

                      Cinesioterapia                                       120   B
   4º PERÍODO




                      Eletrotermoterapia                                   80    B

                      Exames complementares                                40    B

                      Deontologia - EAD                                    40    G

                      Fisioterapia Preventiva                              40    P

                      Psicologia Clínico-Terapêutica                       40    G

                      Atividade Prática Específica 4                       20    P
TOTAL (por período)                                                        540

                      Fisioterapia em Dermatologia e Estética              40    P

                      Fisioterapia em Cardiologia e Angiologia             80    P

                      Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia             80    P

                      Fisioterapia em Uroginecologia e Obstetrícia         80    P
   5º PERÍODO




                      Fisioterapia em Ergonomia                            40    P

                      Movimento e Desenvolvimento Humano                   40    B

                      Recursos Terapêuticos Manuais                        80    B

                      Anatomia Palpatória                                  40    B

                      Fisioterapia Baseada em Evidências Aplicada 1- EAD   20    P

                      Prótese e Órtese                                     40    P

                      Atividade Prática Específica 5                       40    P
TOTAL (por período)                                                        580




                                                                                     29
                           Fisioterapia em Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia   120     P

   6º PERÍODO              Fisioterapia em Pediatria                                  80     P

                           Fisioterapia em Pneumologia                               120     P

                           Fisioterapia em Neurologia                                120     P

                           Fisioterapia em Saúde Pública                              40     P

                           Fisioterapia Baseada em Evidências Aplicada 2 - EAD        20     P

                           Atividade Prática Específica 6                             40     P
TOTAL (por período)                                                                  540

                           Estágio I                                                 190     P

                           Estágio II                                                 60     P
   7º PERÍODO




                           Estágio III                                               200     P

                           Bioestatística SP - ½                                      40     G

                           Políticas de Saúde - SP 1/2                                40     G

                           TCC I – EAD                                                20     G
TOTAL (por período)                                                                  550

                           Estágio IV                                                150     P
   8º PERÍODO




                           Estágio V                                                 150     P

                           Estágio VI                                                150     P

                           TCC II - EAD                                               20     G

                           Administração em Fisioterapia - SP 1/2                     40     P
TOTAL (por período)                                                                  510
                           Atividades Complementares                                 212
TOTAL                                                                                4452

          Área: B = Básica; G = Geral; P = Profissionalizante



          2 – Interdisciplinaridade

                 A mudança paradigmática no processo de ensino estabelece a necessidade de
          integração entre os conteúdos ministrados em cada período, rompendo com a lógica da
          reprodução e da memorização, do conhecimento segmentado, da separação teoria-prática,
          construindo uma metodologia que considere as relações entre ciência e construção do
          conhecimento (FORESTI, 2003, p.14). Neste sentido, em cada período do curso, os alunos
          deverão desenvolver atividades práticas assistidas nas quais serão apresentadas situações
          problema de forma que o aluno, juntamente com a orientação do professor, deverá integrar os
          conteúdos vivenciados.

                                                                                                   30
       Os trabalhos integrados, sob responsabilidade das disciplinas APEs presentes,
portanto, nos seis primeiros períodos do curso, funcionam como um alicerce tanto para a
sustentação da interdisciplinaridade horizontal quanto da vertical.
       Na horizontal, esta atividade irá caminhar paralela às atividades práticas específicas,
como descritas anteriormente. Este trabalho tem a função ainda de operacionalizar a relação
ensino-pesquisa-extensão, fomentando no acadêmico a necessidade de conhecer a realidade e
efetivar a integração com a comunidade.
       Em nível vertical, o trabalho integrado aumenta sua complexidade em sintonia com a
organização das disciplinas por períodos. As disciplinas entre períodos são organizadas em
harmonia com a lógica de um desenvolvimento nos campos biológico, social e humanístico,
de forma a permitir um aprimoramento progressivo das habilidades e da visão crítico-reflexiva
do aluno. Portanto, a integração entre os períodos irá ocorrer no momento em que o aluno se
deparar com uma situação problema na atividade prática específica em períodos mais
avançados, quando deverá perceber que a situação é multifacetária e necessita de um olhar
holístico (SCHÖN, 2000).
       O curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix objetiva a
formação do fisioterapeuta preocupado com a sociedade, com uma visão singular das formas
de atuação do fisioterapeuta no mercado de trabalho, capaz de atuar em equipe em todos os
níveis de atenção à saúde, buscando a funcionalidade do indivíduo dentro do macro ambiente
no qual está inserido.
       Para isto, é necessário que o aluno entre em contato com a vivência prática
fisioterapêutica desde o início do curso, seguindo uma coerência de complexidade à medida
em que avança. Em reforço, tal prática possibilitará a construção progressiva de conceitos e
ferramentas que têm por objetivo levar o aluno ao raciocínio da atenção integral,
hierarquizada e das formas de atuação do fisioterapeuta no mercado de trabalho, em
consonância com as exigências com as exigências modernas de intervenção.




                                                                                           31
3 – Ementário


3.1 – Primeiro Período




                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
                Antropologia EAD                          Teórica              40
                                                           Prática             00
                                                           Total               40
EMENTA
Aborda a Antropologia como estudo do comportamento social humano, seu campo de
observação e métodos de investigação. Ênfase no estudo da diversidade cultural a partir de
campos de significado: natureza e cultura, corpo e imagem, norma e desvio, multiculturalismo
e identidade cultural, a partir das análises de categorias como sistema de parentesco e sistema
sociocultural. Apresentação do processo de formação do povo brasileiro.


                     DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
                      Citologia                             Teórica               40
                                                             Prática              00
                                                             Total                40


EMENTA
Abordagem morfo-funcional da célula eucariota animal e seus métodos de estudo.
Compreensão dos processos gerais do funcionamento celular.


                     DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
                      Genética                              Teórica               40
                                                             Prática              00
                                                             Total                40
EMENTA
Base cromossômica e molecular da herança. Alterações cromossômicas. Bases genéticas da
hereditariedade, suas causas e conseqüências, possíveis alterações e o modo como se refletem
na espécie humana.
                                                                                            32
                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
                Bioquímica Básica                          Teórica                 80
                                                           Prática                 00
                                                            Total                  80


EMENTA
Discrimina, estrutural e funcionalmente as moléculas biológicas e seu papel no organismo,
enfatiza a classificação e características biológicas das principais biomoléculas e relaciona as
principais vias metabólicas de construção e de degradação das biomoléculas.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                      Biofísica                              Teórica                40
                                                             Prática                00
                                                              Total                 40
EMENTA
Estrutura das membranas biológicas e os mecanismos de transporte de soluções. Preparo de
soluções. Diluições de soluções estoque utilizando macro e micro volumes. Bases físicas das
radiações eletromagnéticas e corpusculares e suas aplicações no campo da biologia e da saúde.
Leis que regem o decaimento radioativo e a utilização de elementos radioativos como
traçadores em análises ambientais.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                  Anatomia Básica                            Teórica                40
                                                             Prática                40
                                                              Total                 80
EMENTA
Introdução ao estudo de anatomia geral e aparelho digestório, locomotor, circulatório,
respiratório, urogenital, sensorial, endócrino, tegumentar e do sistema nervoso.




                                                                                             33
                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
     Introdução à Fisioterapia Baseada em                  Teórica              00
                    Evidências                             Prática              20
                                                            Total               20
EMENTA
Tipos de estudos e a correlação da evidência científica com a prática clínica do fisioterapeuta.
Fundamentos de tecnologia da informação. Bases de dados científicos da área da saúde.
Busca dos documentos científicos e noções sobre produção de evidências e análise de
qualidade dos artigos.


                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
    História e Fundamentos da Fisioterapia                 Teórica              40
                                                           Prática              00
                                                            Total               40
EMENTA
Estudo da história da profissão e seus fundamentos básicos. Conhecimento das diversas áreas
de atuação e aptidões essenciais do fisioterapeuta. Estudo da organização da profissão em
órgãos representativos, como conselho e associações. A fisioterapia enquanto profissão da
área da saúde. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).


                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
             Metodologia da Pesquisa                       Teórica              40
                                                           Prática              00
                                                            Total               40
EMENTA
Introdução aos métodos de produção do saber da(s) área(s) epistêmica(s) básica(s) de
formação dos discentes, com a atenção voltada para seus determinantes históricos, sua
complexidade e sua inter-relação, com ênfase na área específica do curso.




                                                                                             34
                    DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
            Atividade Prática Específica 1                 Teórica              00
                                                           Prática              20
                                                            Total               20
EMENTA
Vivência nas áreas de atuação da fisioterapia, Conhecimento sobre os campos de atuação da
Fisioterapia e controle social do sistema de saúde. Acompanhamento das atividades
desenvolvidas pelos acadêmicos estagiários e observação das situações-problema. Coleta de
informações requeridas pelos professores das disciplinas Anatomia Básica, Citologia,
Genética, Bioquímica Básica, Biofísica, História e Fundamentos da Fisioterapia e Introdução
à Fisioterapia Baseada em Evidências.




3.2 – Segundo período


                   DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
              Cultura Religiosa EAD                      Teórica              40
                                                          Prática             00
                                                          Total               40
EMENTA
Aborda relações possíveis da ciência da religião construindo pontes com as diversas áreas de
conhecimento com abordagens sobre: ciências, cultura, fenômeno religioso, transcendência,
imanência, diversidades, peculiaridades, criatividade, singularidades, diálogo, tolerância,
respeito.


                    DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
                     Histologia                            Teórica              40
                                                           Prática              40
                                                            Total               80
EMENTA
Estudo morfo-funcional dos quatro tecidos funcionais, suas variedades, ocorrência e
constituintes. Histofisiologia de órgãos que compõem diversos sistemas corporais.


                                                                                          35
                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                   Microbiologia                            Teórica               40
                                                             Prática              40
                                                              Total               80
EMENTA
História da Microbiologia. Estudo da taxonomia, morfologia, fisiologia e genética de
bactérias, fungos e vírus. Ecologia e controle dos microrganismos. Causa e controle de
diferentes doenças infecciosas. A evolução e utilização dos antibióticos e quimioterápicos.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                    Imunologia                              Teórica               40
                                                             Prática              00
                                                              Total               40
EMENTA
História da imunologia. Linhas de defesa, imunidades ativa e passiva. Órgãos, células e
mediadores químicos envolvidos na resposta imune. Especificidade da resposta imune celular
e humoral. Imunologia dos transplantes e tumores. Doença auto-imune.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
                     Fisiologia                           Teórica              40
                                                           Prática             40
                                                            Total              80
EMENTA
Estudos das funções dos principais órgãos do corpo humano, sua coordenação e integração,
assim como os princípios que controlam essas funções.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                    Embriologia                             Teórica               40
                                                             Prática              00
                                                              Total               40
EMENTA



                                                                                              36
Estudo da morfologia e função dos fenômenos essenciais do desenvolvimento embrionários
humano.


                   DISCIPLINA                                   CARGA HORÁRIA
                Anatomia Aplicada                             Teórica          40
                                                              Prática          40
                                                               Total           80


EMENTA
Conhecimento sistemático e topográfico da anatomia humana de interesse para a formação do
fisioterapeuta, com ênfase no estudo das estruturas ósseas, articulações, músculos e nervos,
localizados em cada segmento do corpo.
                  DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                   Biomecânica                           Teórica             40
                                                             Prática         00
                                                             Total           40
EMENTA
Introdução à biomecânica. Estudo da cinemática e cinética. Análise do movimento humano.




                  DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
             Neuroanatomia Básica                        Teórica             40
                                                             Prática         00
                                                             Total           40
EMENTA
Estudo da anatomia funcional do Sistema Nervoso Central (SNC) em toda a sua extensão,
incluindo sua morfologia, macroscopia, estrutura e função.


                   DISCIPLINA                                   CARGA HORÁRIA
          Atividade Prática Específica 2                      Teórica          00
                                                              Prática          20
                                                               Total           20


                                                                                          37
EMENTA
Conhecimento do trabalho do agente comunitário de saúde e dos estagiários de fisioterapia no
PSF na unidade básica de saúde. Acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos
acadêmicos estagiários e observação das situações-problema. Coleta de informações
requeridas pelos professores das disciplinas Anatomia Aplicada, Neuroanatomia Básica,
Embriologia, Fisiologia, Histologia, Imunologia e Biomecânica.


3.3 – Terceiro período


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
                 Psicologia EAD                            Teórica             40
                                                           Prática             00
                                                            Total              40
EMENTA
Aborda a psicologia como ciência do comportamento humano, variáveis biopsico- sociais que
interferem no desenvolvimento sadio e patológico do ser humano; reflete e experiência
exemplos das implicações práticas das teorias presentes no pensamento psicológico.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
                      Patologia                             Teórica               40
                                                             Prática              40
                                                              Total               80
EMENTA
Estudo dos processos patológicos básicos no organismo humano, seus determinantes e
conseqüências, com ênfase nos aspectos histopatológicos, fisiopatológicos e anátomo-
patológicos, bem como suas implicações na prática clínica do profissional de fisioterapia.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
                  Farmacologia                             Teórica             80
                                                           Prática             00
                                                            Total              80
EMENTA
                                                                                             38
     Estudo sobre os princípios da farmacologia, dosagens de fármacos, farmacocinética,
farmacodinâmica e a classificação dos fármacos destacando suas ações favoráveis e adversas
sobre os sistemas biológicos.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
              Fisiologia do Exercício                     Teórica              40
                                                           Prática             40
                                                           Total               80
EMENTA
Estudo das reações e comportamento humano durante o exercício físico. Repercussões
imediatas e tardias do esforço sobre os diversos sistemas orgânicos, especialmente o
cardiovascular e o respiratório. Habilidades motoras individuais: avaliação e interpretação de
resultados. Fundamentos biológicos do exercício físico aplicados a reabilitação da pessoa.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
                      Cinesiologia                        Teórica              80
                                                           Prática             40
                                                           Total              120
EMENTA
     Análise anátomo-funcional dos movimentos, da postura e do equilíbrio em relação ao
controle motor e a sua execução, considerando a integridade e a integração dos sistemas
nervoso e osteo-mio-articular.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
      Métodos e Técnicas de Avaliação em                  Teórica              40
     Fisioterapia - Fisioterapia Baseada em                Prática             40
             Evidências / Diagnóstico                      Total               80
EMENTA
Estudo dos métodos e técnicas de avaliação fisioterapêutica, incluindo os sistemas músculo
esquelético, cardiovascular, respiratório e neuromuscular. Busca de evidências em avaliação
nas bases de dados.




                                                                                             39
                   DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
                   Epidemiologia                         Teórica              40
                                                         Prática              00
                                                          Total               40
EMENTA
      Estudo epidemiológico das principais doenças que atingem a população brasileira.
Estudo dos principais termos referentes a epidemiologia e dos institutos brasileiros de
pesquisa em saúde. Importância da epidemiologia para a Fisioterapia. Análise de medidas de
prevenção, controle e erradicação de doenças.


                    DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
           Atividade Prática Específica 3                  Teórica              00
                                                           Prática              20
                                                            Total               20
EMENTA
Vivência nas áreas de atuação da Fisioterapia no ambiente ambulatorial, saúde pública e
hospitalar. Acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos acadêmicos estagiários e
observação das situações-problema. Coleta de informações requeridas pelos professores das
disciplinas Patologia, Farmacologia Básica, Microbiologia Básica, Cinesiologia, Fisiologia do
Exercício e Bioestatística.


3.4 – Quarto Período


                   DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
                     Ética EAD                           Teórica             40
                                                         Prática             00
                                                          Total              40
EMENTA
Institucional – não recebi a ementa.




                                                                                           40
                    DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
                    Clínica Geral                        Teórica             80
                                                         Prática             00
                                                          Total              80
EMENTA
Estudo da fisiopatologia, da sintomatologia, da profilaxia e do tratamento médico das
principais patologias infecto-contagiosas, auto-imunes, parasitárias, contextualizando-os com
a prática fisioterapêutica.


                    DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
             Neuroanatomia Aplicada                      Teórica             40
                                                         Prática             00
                                                          Total              40
EMENTA
Aplicação de conhecimentos de neurofisiologia no estudo do movimento humano, incluindo a
aprendizagem, o controle e o desenvolvimento motor. Estudo dos diferentes aspectos
envolvidos nas alterações do comportamento motor.


                    DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
                   Cinesioterapia                        Teórica             80
                                                         Prática             40
                                                          Total              120
EMENTA
Estudo do modelo de função e disfunção humana. Técnicas cinesioterápicas de reeducação
funcional.


                    DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
                Eletrotermoterapia                       Teórica             40
                                                         Prática             40
                                                          Total              80
EMENTA



                                                                                          41
Estudo dos recursos físicos utilizados na fisioterapia e seus efeitos fisiológicos. Estudo dos
equipamentos utilizados na fisioterapia, bem como suas indicações, contra-indicações e
técnicas de aplicação.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
             Exames Complementares                        Teórica             40
                                                          Prática             00
                                                           Total              40
EMENTA
Estudo dos métodos complementares de diagnóstico, relacionando-os com a atuação do
fisioterapeuta.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
                  Deontologia EAD                         Teórica             40
                                                          Prática             00
                                                           Total              40
EMENTA
Interrogação sobre o(s) sentido(s) do mundo, do ser humano e da vida, de modo a ajudar a
manter, de forma permanente, a reflexão sobre os valores éticos intrínsecos ao conhecimento
produzido e socializado.




                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
              Fisioterapia Preventiva                     Teórica             40
                                                          Prática             00
                                                           Total              40
EMENTA
Estudo dos documentos internacionais de estímulo a estratégias de promoção à saúde e
prevenção de doenças para contextualizar com a realidade do sistema de saúde do Brasil
fundamentando as ações de promoção e prevenção da fisioterapia em todos os níveis de
atenção do SUS e         em instituições filantrópicas e privadas para prevenir ou minorar o
sofrimento humano através de intervenções individuais e coletivas.


                                                                                           42
                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
         Psicologia Clínico-Terapêutica                    Teórica             40
                                                           Prática             00
                                                            Total              40
EMENTA
A disciplina analisa a relação entre terapeuta e paciente, discutindo os conceitos de terapia e
cura, cliente e paciente, doença e sintoma. Os fenômenos presentes nessa relação, tais como
empatia, iatrogenia, transferência e demais importantes contribuições psicanalíticas são
detalhadas e relacionadas à interdisciplinaridade. Aborda o psicodinamismo dos sistemas
familiares e a interação do profissional de saúde com a família do paciente.


                   DISCIPLINA                                  CARGA HORÁRIA
          Atividade Prática Específica 4                     Teórica              00
                                                             Prática              20
                                                              Total               20
EMENTA
Iniciar a prática da educação em saúde nos centros de saúde, escolas, hospital e comunidade.
Acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos acadêmicos estagiários e observação
das situações-problema. Coleta de informações requeridas pelos professores das disciplinas
Clínica Geral, Exames Complementares, Ética e Deontologia, Cinesioterapia, Psicologia do
Desenvolvimento, Fundamentos da Saúde Pública e Métodos e Técnicas de Avaliação em
Fisioterapia – FBE/Diagnóstico.




3.5 Quinto Período


                  DISCIPLINA                                 CARGA HORÁRIA
    Fisioterapia em Dermatologia e Estética                Teórica             40
                                                           Prática             00
                                                            Total              40
EMENTA


                                                                                            43
Recursos e procedimentos fisioterapêuticos utilizados na prevenção, diagnóstico e tratamento
de lesões dermatológicas, associadas a algum comprometimento funcional, estético ou
psicológico, de etiologia traumática ou secundária a outros processos patológicos ou estados
especiais pré e pós-operatórios.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
           Fisioterapia Cardiovascular                    Teórica             80
                                                          Prática             00
                                                           Total              80
EMENTA
Conhecimento dos fatores de risco cardiovasculares. Compreensão da fisiologia do exercício
no paciente cardiopata. Estudo das patologias cardiovasculares, da avaliação cardiovascular e
da reabilitação cardíaca. Estudo da Classificação Internacional de Funcionalidade
Incapacidade e Saúde e sua aplicabilidade nesta área de atuação.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
    Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia              Teórica             80
                                                          Prática             00
                                                           Total              80
EMENTA
Estudo dos conceitos básicos de geriatria e gerontologia, habilitando os alunos na abordagem
do paciente idoso, reconhecendo suas dificuldades físicas, elaborando e aplicando tratamento
fisioterapêutico ou programas preventivos específicos.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
  Fisioterapia em Ginecologia e em Obstetrícia            Teórica             80
                                                          Prática             00
                                                           Total              80


EMENTA
Estudo e análise da fisioterapia nos distúrbios uroginecológicos, linfológicos, gestacionais e
mastológicos. Intervenção fisioterapêutica à mulher durante a gestação, no parto e no pós-
parto, com sintomas urinários e após a cirurgia de câncer de mama.
                                                                                            44
                  DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
           Fisioterapia em Ergonomia                     Teórica               40
                                                         Prática               00
                                                          Total                40
EMENTA
Estuda teorias, métodos, problemáticas, dados empíricos e científicos sobre os aspectos
relacionados à avaliação e intervenção ergonômica.


                  DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
    Movimento e Desenvolvimento Humano                   Teórica               40
                                                         Prática               00
                                                          Total                40
EMENTA
Análise do desenvolvimento motor típico e atípico do nascimento ao final do primeiro ano de
vida. Estudo de conceitos em neonatologia, prematuridade e bebês de risco. Estudo
epidemiológico em campo, com o objetivo de subsidiar a disciplina Fisioterapia em
Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia II para elaboração e execução de programa de
intervenção primária à comunidade(s) ou individuo(s).


                  DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
        Recursos Terapêuticos Manuais                    Teórica               40
                                                         Prática               40
                                                          Total                80
EMENTA
Estudo da biomecânica dos tecidos e técnicas de terapia manual: mobilização articular,
alongamento muscular, massoterapia, mobilização neural e fricção transversa.




                                                                                         45
                     DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
               Anatomia Palpatória                         Teórica              00
                                                            Prática             40
                                                            Total               40
EMENTA
Anatomia de superfície do corpo humano e correlação com a prática clínica do fisioterapeuta.
Sensibilidade à palpação e percepção cinestésica relativas ao tecido mole e articular.




                     DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
Fisioterapia Baseada em Evidência Aplicada 1 –             Teórica              20
                         EAD                                Prática             00
                                                            Total               20
EMENTA
Busca, interpretação e integração de evidências científicas para a prevenção da disfunção e
recuperação da função, utilizando as bases de dados disponíveis na Internet.


                     DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
                    Prótese e Órtese                       Teórica              40
                                                            Prática             00
                                                            Total               40
EMENTA
Estudo das questões relacionadas às próteses e órteses, considerando critérios de avaliação,
indicação, prescrição, tratamento e acompanhamento dentro de um programa de reabilitação
funcional global.


                      DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
           Atividade Prática Específica 5                    Teórica               00
                                                              Prática              40
                                                              Total                40
EMENTA



                                                                                          46
Iniciar a prática da educação em saúde em empresas e realização de grupos operativos na
comunidade e na Policlínica. Acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos
acadêmicos estagiários e observação das situações-problema. Coleta de informações
requeridas pelos professores das disciplinas Fisioterapia em Dermatologia e Estética,
Fisioterapia em Ergonomia, Fisioterapia em Cardiologia e Angiologia, Metodologia da
Pesquisa, Neurofisiologia Aplicada, Recursos Terapêuticos Manuais, Eletrotermoterapia e
Fisioterapia em Saúde Pública.


3.6 Sexto Período


                    DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
  Fisioterapia em Ortopedia, Traumatologia e              Teórica           120
                    Reumatologia                          Prática            00
                                                           Total            120
EMENTA
Estudo da cinesiologia, cinesiopatologia, prevenção e recuperação funcional baseada na
análise do sistema músculo-esquelético. Estudo das patologias ortopédicas, traumatológicas e
reumatológicas, relacionando-as com a prática fisioterapêutica.


                    DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
             Fisioterapia em Pediatria                    Teórica            80
                                                          Prática            00
                                                           Total             80
EMENTA
Conceitos e princípios fundamentais no atendimento às crianças portadoras de necessidades
especiais. Aspectos da avaliação, do planejamento e da intervenção fisioterapêutica em
crianças.


                    DISCIPLINA                              CARGA HORÁRIA
            Fisioterapia em Pneumologia                   Teórica           120
                                                          Prática            00
                                                           Total            120
EMENTA
                                                                                         47
Estudo da fisiologia, fisiopatologia e semiologia dos distúrbios pulmonares agudos e crônicos,
bem como da prescrição de exercícios, técnicas e recursos fisioterapeuticos empregados no
seu tratamento. Abordagem do tratamento fisioterapêutico pneumofuncional no pré- e pós-
operatório, CTI e ambulatorial.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
           Fisioterapia em Neurologia                     Teórica              120
                                                           Prática             00
                                                           Total               120
EMENTA
Avaliação, planejamento, prescrição e execução do tratamento fisioterápico de pacientes com
incapacidades conseqüentes a problemas neurológicos de origem periféricos, selecionando
métodos, técnicas e recursos a serem utilizados na abordagem dos diferentes casos
apresentados.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
         Fisioterapia em Saúde Pública                    Teórica              40
                                                           Prática             00
                                                           Total               40
EMENTA
Relaciona a fisioterapia no contexto do sistema de saúde vigente no Brasil e apresenta a
realidade da saúde pública através do estudo dos indicadores de saúde do datasus e da análise
dos serviços de saúde em todos os níveis de atenção.


                  DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
Fisioterapia Baseada em Evidência Aplicada 2 –            Teórica              20
                       EAD                                 Prática             00
                                                           Total               20
EMENTA
Busca, interpretação e integração de evidências científicas para a prevenção da disfunção e
recuperação da função, utilizando as bases de dados disponíveis na Internet.




                                                                                           48
                    DISCIPLINA                                CARGA HORÁRIA
           Atividade Prática Específica 6                   Teórica            00
                                                            Prática            40
                                                             Total             40
EMENTA
Realizar o acolhimento dos pacientes do atendimento ambulatorial da Policlínica e promover a
integração dos casos com os outros cursos da saúde do Centro Universitário Metodista Izabela
Hendrix. Promoção de atividades para estabelecer um vínculo entre o ensino e a realidade da
atuação profissional e das necessidades da população através de ações de educação em saúde
interdisciplinares e transdisciplinares desenvolvendo habilidades de promoção à saúde e
prevenção de doenças proporcionando uma formação humanista, crítica e reflexiva para
fomentar a responsabilidade social.




3.7 - Sétimo Período


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
             Estagio Supervisionado I                     Teórica            00
                                                           Prática          190
                                                           Total            190
EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico no ambiente hospitalar, nas áreas
de neurologia, cardiologia, angiologia, pneumologia e pediatria.


                   DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
            Estagio Supervisionado II                     Teórica            00
                                                           Prática           60
                                                           Total             60
EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico no ambiente ambulatorial,
hospitalar na área uroginecologia e obstetrícia.




                                                                                          49
                   DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
            Estagio Supervisionado III                  Teórica              00
                                                         Prática            200
                                                          Total             200
EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico na saúde coletiva (nos Centros de
Saúde), nas áreas de neurologia, ortopedia, traumatologia e reumatologia, cardiologia,
ginecologia e obstetrícia, pneumologia e pediatria.




                   DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
                 Bioestatística - SP                    Teórica              40
                                                         Prática             00
                                                          Total              40
EMENTA
Introdução ao método e conceitos de análise estatística na área de ciências biomédicas.
Obtenção, apresentação e descrição de dados de observação. Distribuição das estatísticas da
amostra. Estimação, intervalos de confiança e testes de significância. Comparação de médias.
Aplicações da distribuição quiquadrado; correlação. Associação e contingência em problemas
da área biomédica.


                   DISCIPLINA                             CARGA HORÁRIA
              Políticas de Saúde - SP                   Teórica              40
                                                         Prática             00
                                                          Total              40
EMENTA
Estuda a história da saúde pública, leis, normas, diretrizes, princípios, métodos, teorias,
problemáticas, dados empíricos e científicos do sistema de saúde do Brasil e analisa a
estrutura, o processo e o resultado dos serviços de saúde fundamentando a atuação da
fisioterapia neste contexto.




                                                                                          50
                  DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
    Trabalho de Conclusão de Curso I - EAD               Teórica              00
                                                         Prática              20
                                                          Total               20


EMENTA
Elementos teóricos e práticos para elaboração do projeto de monografia de conclusão de
curso. Subsídios e orientação para efetiva redação do projeto do trabalho de conclusão do
curso.


3.8 - Oitavo Período


                  DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
           Estagio Supervisionado IV                     Teórica              00
                                                         Prática             150
                                                          Total              150
EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico no ambiente ambulatorial e de
saúde pública, nas áreas de neurologia, ortopedia, traumatologia e reumatologia, cardiologia,
ginecologia e obstetrícia, pneumologia e pediatria.




                  DISCIPLINA                               CARGA HORÁRIA
            Estagio Supervisionado V                     Teórica              00
                                                         Prática             150
                                                          Total              150


EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico no ambiente ambulatorial e de
saúde pública, nas áreas de neurologia, ortopedia, traumatologia e reumatologia, cardiologia,
ginecologia e obstetrícia, pneumologia e pediatria.




                                                                                           51
                  DISCIPLINA                                   CARGA HORÁRIA
           Estagio Supervisionado VI                      Teórica             00
                                                           Prática           150
                                                           Total             150


EMENTA
Elaboração e execução do plano de cuidado fisioterapêutico no ambiente ambulatorial e de
saúde pública, nas áreas de neurologia, ortopedia, traumatologia e reumatologia, cardiologia,
ginecologia e obstetrícia, pneumologia e pediatria.


                  DISCIPLINA                                   CARGA HORÁRIA
       Administração em Fisioterapia - SP                 Teórica             20
                                                               EAD            20
                                                           Total              40


EMENTA
Fundamentos administrativos e técnicas específicas de planejamento, organização,
coordenação, avaliação e gestão de serviços de Fisioterapia.


                  DISCIPLINA                                   CARGA HORÁRIA
   Trabalho de Conclusão de Curso II - EAD                Teórica            00
                                                           Prática           20
                                                           Total             20
EMENTA
Elementos teóricos e práticos para elaboração da monografia de conclusão de curso. Subsídios
e orientação para efetiva redação da monografia de conclusão do curso.




4 – Estágio Supervisionado


       Os estágios curriculares são previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso
de Fisioterapia e, em seus princípios, ressalta-se o fortalecimento da articulação teoria e
prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva e a interação com a sociedade. Além
                                                                                           52
disso, adotam-se, como elementos orientadores na formação de recursos humanos, o conceito
e os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), dentre os quais a integralidade da
assistência, a intersetorialidade e a interdisciplinaridade. Assume-se, ainda, a necessidade de
inserção dos estudantes em cenários de atenção básica e em espaços comunitários
diversificados, desde o início da formação e ao longo de todo o período de formação, em
graus crescentes de complexidade, permitindo ao estudante a participação em situações reais
de vida e trabalho (REDE UNIDA, 2005).
       Estágio curricular em serviços de saúde é uma estratégia de formação
técnica/cidadã/ética que busca vincular o processo de ensino/aprendizagem e a realidade de
atuação profissional. Constitui-se em momento privilegiado de desenvolvimento do
compromisso social, de construção da identidade e autonomia profissional, de articular
saberes e práticas necessárias à resolução de problemas de saúde da população num projeto
social pactuado (REDE UNIDA, 2005).
       Os Estágios Supervisionados acontecem nos 7º e 8º períodos e proporcionam, além da
prática clínica, várias atividades como: seminários teórico-práticos, palestras sobre temas de
interesse nas áreas de atuação profissional, e, principalmente, objetivam capacitar o aluno para
a prática assistencial e preventiva, fundamentada em seus aspectos clínico-funcionais,
preparando de forma generalista o aluno para avaliação e prescrição de tratamento
fisioterapêutico e realização de orientações para a prevenção de recidivas.
     Os Estágios Curriculares Supervisionados serão divididos em seis núcleos distintos e
interligados, pelos quais todos os alunos deverão passar obrigatoriamente. Esses seis núcleos
principais (TAB. 1) abrangem as áreas de maior atuação do fisioterapeuta atualmente no
Brasil. Essas atividades ocorrerão na Policlínica-Escola do Centro Universitário, nos Hospitais
conveniados e em Centros de Saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, com
convênios e parcerias já firmadas.
     Com o objetivo de implementar as diretrizes do Ministério da Saúde e do MEC no curso
de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, no que se refere à
formação de fisioterapeutas engajados, conhecedores, propositores e, principalmente,
qualificados para compor o quadro de profissionais efetivos do para Sistema Único de Saúde,
foram articuladas parcerias com a Gestão e Serviços do Governo Municipal. Com a presença
da Fisioterapia na Unidade Básica de Saúde será possível contribuir com propostas e atuação
direta em conjunto com a equipe interdisciplinar do Programa Saúde da Família (PSF) no
acolhimento, visita domiciliar, encaminhamentos e atividades em grupos operativos.

                                                                                             53
      A disciplina APE VI foi estrategicamente colocada no sexto período do curso, anterior
aos estágios curriculares. O intuito foi iniciar o aluno nas práticas de assistência nos níveis
primário e secundário de atenção, seguindo a determinação das diretrizes curriculares com
relação à progressão crescente dos níveis de complexidade.
      Reforçando, as atividades práticas do curso de Fisioterapia são desenvolvidas
gradualmente desde o primeiro semestre do curso. Essas atividades possuem complexidade
crescente tendo as disciplinas Atividades Práticas Específicas (APE) como ponto chave em
todos os períodos, englobando a observação de práticas em fisioterapia e, particularmente no
quinto e sexto períodos, inicia-se uma intervenção em nível secundário, mesmo que não seja o
objetivo principal. São utilizados para essas atividades os laboratórios do Centro
Universitário, a Policlínica-Escola, as visitas programadas em Clínicas, Hospitais e nos
Centros de Saúde do Município.
       De maneira geral, o estágio é supervisionado de forma presencial, em todo o tempo e
em todos os campos de atividades, por docente fisioterapeuta, respeitando uma proporção de
um docente para sete acadêmicos.
       A Policlínica-Escola destina-se ao estágio dos alunos do Curso de Fisioterapia e ao
atendimento de indivíduos que necessitam de cuidados fisioterapêuticos nas áreas Ortopedia,
Traumatologia, Reumatologia, Neurologia, Pediatria, Pneumologia (Laboratório de Avaliação
Funcional, com provas de função pulmonar) e Uroginecologia e Geriatria.
       No Hospital, as atividades de estágio estão direcionadas para a fisioterapia respiratória
(inclusive com presença nas UTIs), fisioterapia geral (nos leitos e clínica médica) e
fisioterapia em ginecologia e obstetrícia.
      Em relação à Fisioterapia na saúde pública, é necessária uma descrição detalhada do
funcionamento do estágio, pois a Fisioterapia ainda não possui um modelo perfeitamente
estabelecido de atuação na área. Este modelo podendo, inclusive, variar de região para região.
Assim, dentro das particularidades regionais do funcionamento do SUS, as etapas e atividades
do estágio são realizadas da seguinte forma:


      1.Acolhimento da Fisioterapia:
      O acolhimento é uma oportunidade para a universalidade do acesso ao serviço de
Fisioterapia. Dessa forma, ocorre uma ruptura com a forma tradicional de entrada no serviço,
por meio de filas e pela ordem de chegada. Nesta etapa ocorre a humanização do atendimento
através da escuta e do vínculo com a Unidade Básica de Saúde e com o profissional que

                                                                                             54
realiza o acolhimento. O usuário relata suas queixas e descreve suas expectativas com relação
ao atendimento no Centro de Saúde. Na maioria dos casos o usuário chega ao Centro de Saúde
com uma expectativa de atendimento dentro do modelo das clínicas de Fisioterapia. Por isso,
este é o momento para o esclarecimento da rotina da Fisioterapia no Centro de Saúde e sobre
os benefícios do autocuidado e na adoção de hábitos saudáveis. Em seguida é agendada uma
avaliação fisioterápica para definição do diagnóstico cinesiológico funcional do caso. Na
presença de incompatibilidade entre a demanda do usuário e a capacidade de atendimento no
Centro de Saúde é realizado encaminhamento para uma unidade de Fisioterapia na Atenção
Secundária.


     2. Atendimento Individual:
     Apresenta a finalidade de promover o auto-cuidado por meio de orientações
personalizadas e específicas para cada caso. O objetivo principal é sensibilizar o usuário em
relação à adesão diária das orientações recomendadas. Geralmente o atendimento é semanal
para acompanhamento da adesão e evolução do usuário. Os usuários são esclarecidos sobre a
importância do compromisso com as orientações recomendadas para o sucesso da evolução
clínica e funcional dos comprometimentos ortopédicos, reumatológicos, neurológicos,
cardiovasculares e/ou respiratórios. Em alguns casos o objetivo é basicamente a prevenção de
doenças ou complicações quando a patologia já estiver instalada. Nos casos de melhora do
quadro agudo os usuários são encaminhados para os Grupos Operativos.


     3.Grupos Operativos (GO):
     Os grupos operativos têm por objetivo estimular a operatividade, autonomia e
mobilização dos participantes para o auto-cuidado e para a promoção da melhora do
desempenho funcional. Os Grupos Operativos da Fisioterapia são: Grupo de HA, diabetes,
obesidade, reabilitação funcional, saúde do trabalhador, saúde da mulher e saúde do idoso.


      4.Visitas Domiciliares:
     As visitas domiciliares são realizadas em usuários com mobilidade restrita ao leito ou à
residência com incapacidade de deslocamento ao Centro de Saúde. Apresenta o objetivo de
prevenir as complicações da imobilidade e a promoção da funcionalidade dentro do contexto
familiar/residencial. Este atendimento é uma oportunidade para a educação dos familiares para
o estímulo da funcionalidade do usuário com incapacidades funcionais e para a prevenção de

                                                                                             55
complicações secundárias do imobilismo ou da postura inadequada na sua rotina diária. Os
cuidadores são também orientados para seu auto-cuidado, visto que muitos apresentam
sobrecargas físicas e emocionais, além de serem indivíduos idosos e portadores de doenças
crônico-degenerativas.


      5. Reuniões de Equipe:
      Nas reuniões de equipe são estabelecidos os trabalhos interdisciplinares e
transdisciplinares para casos em que a soma de esforços da equipe de saúde contribuem para a
melhora clínica e funcional dos usuários. Nestas reuniões as prioridades de atendimento são
debatidas pelo grupo. Além disso, é uma oportunidade para os outros profissionais
conhecerem os resultados das atividades da Fisioterapia.


                                              TABELA 1
                Número de horas locais de funcionamento para cada área de estágio*
                         Área                              CH              Local
Estágio I                                                  190      Hospital, Policlínica-
Hospitalar (Geral, Respiratória), Laboratório de                  Escola e Campus Central
Avaliação Funcional (prova de função pulmonar).                            (LAF)
Estágio II                                                 60     Hospital, Maternidade e
Fisioterapia em Uroinecologia e Obstetrícia                          Policlínica-Escola
Estágio III                                                200     Dois Centros de Saúde
Saúde Pública
Estágio IV                                                 150       Policlínica-Escola
Neurologia
Estágio V                                                  150       Policlínica-Escola
Pediatria
Estágio VI                                                 150       Policlínica-Escola
Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia
                         TOTAL                             900            TOTAL
* O rodízio do acadêmico (grupo) nas áreas acontece nos dois semestres (sétimo e oitavo), isto
é, o acadêmico deverá passar por todas as áreas, não necessariamente nesta ordem, em um
período de dois semestres,


                                                                                             56
       Por uma questão de organização lógica e de operacionalização, as áreas são agrupadas
da seguinte forma:
       - Cinqüenta dias letivos (de segunda à sexta) nas áreas Hospitalar, Fisioterapia Geral
(Estágio I).
       - Cinqüenta dias letivos (de segunda à sexta para o Estágio VI e três vezes por semana
para o Estágio II) na área Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia e Fisioterapia em
Uroginecologia e Obstetrícia (Estágios VI e II);
       - Cinqüenta dias letivos (de segunda à sexta) na área Saúde Pública (Estágio III);
       - Cinqüenta dias letivos (de segunda à sexta) nas áreas Pediatria e Neurologia (Estágios
IV e V, juntos);


       Cada grupo terá uma ordem diferente a seguir, dependendo do encaixe proveniente do
sorteio das áreas, realizado antes do início do sétimo período. Vale ressaltar que o número de
dias de estágio para cada área é um número aproximado, equivalente à metade de um semestre
letivo (dez semanas).
       Os pré-requisitos necessários à realização dos estágios curriculares estão estabelecidos
em portaria específica do Colegiado Universitário. As normas para o estágio supervisionado e
os mecanismos de acompanhamento e avaliação estão descritos em portaria específica (Anexo
II). Vale ressaltar que a portaria citada deve ser entendida como um modelo de uma próxima,
pois as áreas de estágio nesta nova proposta foram alteradas. Porém, para o funcionamento
geral quanto às normas de avaliação, freqüência, etc. não deverá haver alterações e a tendência
será acompanhar a portaria vigente.



5 – Trabalho de Conclusão de Curso

      O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), consiste em um trabalho monográfico de
cunho científico, elaborado pelo acadêmico e orientado por qualquer professor do curso de
Fisioterapia, objetivando a apresentação desta produção à comunidade acadêmica ao final do
último semestre do curso. Cada TCC deverá ser elaborado individualmente. O orientador do
TCC é indicado pelos acadêmicos no início do penúltimo (sétimo) período, na disciplina TCC
I, respeitada a disponibilidade e o aceite do mesmo. A indicação é efetivada por meio de uma
carta modelo com o “De acordo” do orientador. A figura do co-orientador poderá existir, desde
que a mesma seja aprovada pelo orientador do Trabalho e pelo Colegiado Técnico-Pedagógico

                                                                                            57
do curso de Fisioterapia. A orientação se dará semanalmente até a apresentação final da
monografia.

     Durante a disciplina TCC I, o acadêmico deverá finalizar o projeto da monografia,
devendo apresentá-lo à banca examinadora ao final do semestre.

     O TCC deverá ser elaborado na forma escrita e apresentado à banca examinadora,
composta por três membros, sendo estes o professor orientador e dois outros professores da
Instituição indicados pelo orientador. A apresentação oral dos trabalhos acontece no oitavo
período, sendo realizada pelo acadêmico autor do trabalho. A presença de todos os
acadêmicos nos dias agendados para a apresentação oral é obrigatória.
     Durante a disciplina de TCC II são distribuídos 100 (cem) pontos, sendo que 75 (setenta
e cinco) são referentes à avaliação pela banca examinadora e 25 (vinte e cinco) à avaliação no
decorrer do semestre letivo pelo professor da disciplina TCC II.
     O trabalho escrito final deverá ser entregue na forma de monografia, seguindo as normas
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o corpo do texto e para as citações
e referências bibliográficas e as normas Vancouver para as citações e referências
bibliográficas. Deverá conter um número mínimo de 50 e máximo de 100 laudas no total e um
número mínimo de 20 referências bibliográficas.
     A normatização do trabalho escrito e as orientações para a entrega do documento escrito
e eletrônico estão definidas nas Normas de Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso
(Anexo III). A primeira versão a ser analisada é submetida à avaliação de uma banca
composta por professores e deverá ser encadernado em espiral simples. Após a apreciação da
banca e a defesa verbal do trabalho, uma cópia final, depois de realizadas as alterações
sugeridas pela banca examinadora e aprovadas pelo professor orientador, deverá ser entregue
à Secretaria do Curso para que seja arquivada na biblioteca da instituição. A não entrega do
trabalho final à Secretaria do Curso na data estipulada, acarreta reprovação do acadêmico na
disciplina de TCC II. O trabalho final entregue à Secretaria do Curso é encadernado em capa
dura na cor de fundo preta com letras em dourado, acompanhado de cópia eletrônica em
Compact Disc (CD).
     O TCC tem como objetivo estimular a produção científica do corpo discente, assim, o
aluno que apresentar uma carta de aceite da publicação de um artigo referente ao seu TCC em
uma revista científica indexada, com um prazo mínimo de 30 dias antes da data agendada para



                                                                                            58
sua apresentação oral, não estará obrigado a entregar a parte escrita da monografia à banca
examinadora e à Secretaria do Curso.
      Será considerado aprovado na disciplina TCC II o acadêmico que alcançar 60 (sessenta)
pontos e que entregar uma cópia final do trabalho à Secretaria do Curso, segundo normas
previamente estabelecidas na portaria própria.


6 – Atividades Complementares


       As atividades complementares são regulamentadas através de portaria específica
expedida pelo Colegiado Técnico Pedagógico (CTP), que estabelece critérios para avaliação
das ações de extensão com vista à formação profissional e ao seu aproveitamento nas
atividades complementares. A portaria contempla a expansão cultural do discente ao valorizar
a participação em atividades culturais (cinema, teatro e atividades afins), em programas de
voluntariado, ações sociais, em cursos de idiomas, computação e outros, em disciplinas
optativas e em atividades correlatas ao curso de graduação em Fisioterapia e/ou área da Saúde
(estágios, monitorias, tutorias, simpósios, seminários, cursos, congressos, produção científica,
disciplinas eletivas e outros).
       As atividades complementares estão em acordo com as diretrizes curriculares para o
curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix e são validadas
segundo critérios estabelecidos na Portaria do CTP (Anexo IV). O contínuo incentivo à
promoção e à realização das atividades complementares pelo CUMIH permite ao corpo
discente assumir a co-autoria da sua formação, permitindo ao alunado reforçar e
complementar conteúdos específicos que sejam de maior interesse. O mínimo de horas a
serem cumpridas pelo aluno para a conclusão do curso é 212 horas, ou seja, 5% da Carga
horária total do curso.


7 – Referências Bibliográficas


GAVA, Marcus Vinícius. Fisioterapia: história, reflexões e perspectivas. São Bernardo do
Campo: UMESP. 2004. 160 p.
FORESTI, M.C.P.P. Ação docente e desenvolvimento curricular: aproximações ao tema.
Revista Abeno 1(1):13-16, 2003.


                                                                                             59
HADADD, A.E. et al. (org). A trajetória dos cursos de graduação na área da saúde: 1994-
2004. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2006.
15v. : il. tab
NOVOA, A. Universidade e formação docente. Entrevista Interface-Comunic, Saúde, Educ.
4(7):129-37, 2000.
SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a
aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 2000. 256p.
TRELHA, Celita Salmaso et al. Perfil demográfico dos fisioterapeutas da cidade de
Londrina/PR. Salusvita, Bauru, v. 22, n. 2, p. 247-256, 2003.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação
em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. (PARECER CNE/CES 1.210).
Disponível em < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pces1210_01.pdf >. Acesso em:
08 junho 2006.




                                                                                          60
Anexos
Anexo I. Tutoria Acadêmcia – Portaria CTP


                     CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

                                         CURSO DE FISIOTERAPIA

                 PORTARIA CTP Nº 08, DE 12 DE JANEIRO DE 2005.

                                                             Define normas para o PROGRAMA DE
                                                             TUTORIA ACADÊMICA no Curso de
                                                             Fisioterapia do Centro Universitário Metodista
                                                             Izabela Hendrix.


O Colegiado Técnico-Pedagógico – CTP do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela
Hendrix, em cumprimento ao que dispõe o Art.30 do Regimento,
RESOLVE:

Art. 1. A tutoria acadêmica é uma atividade exercida pelos acadêmicos do período corrente, reconhecidamente
destacados no primeiro bimestre, com objetivo de auxiliar os colegas que se encontram com dificuldades em
relação à aquisição dos requisitos necessários para o cumprimento de um determinado conteúdo ou habilidade.

Art. 2. A atividade de tutoria acadêmica visa:
          I. promover a interação entre os acadêmicos, com vistas a uma aprendizagem cooperativa, onde os
envolvidos possam adquirir conteúdos e habilidades necessárias para a conclusão de uma determinada disciplina;
          II. auxiliar os acadêmicos a superar dificuldades específicas concernentes aos conteúdos ou
habilidades de uma determinada disciplina;
          III. estabelecer um processo de melhora no processo de aprendizagem dos acadêmicos, de forma a
atingir ao patamar necessário para o desenvolvimento das propostas constantes no projeto pedagógico do curso;
          IV. promover ao tutor oportunidade de se aprofundar nos conteúdos das disciplinas nas quais realiza a
atividade, incrementar seu histórico regular e, ainda, valorizar suas horas de tutoria como atividade
complementar, de acordo com regulamento próprio do curso.

Art. 3. Cada período terá o número de tutores determinado pelo número de alunos da turma dividido por 7 (sete).
Os tutores serão selecionados por meio dos seguintes critérios, com pesos iguais, definidos nos itens:
         I. aproveitamento do primeiro bimestre, na disciplina que está sendo oferecida;
         II. aproveitamento geral do semestre anterior;
         III. entrevista com o(s) professor(es) das respectivas disciplinas;
       Art. 4. A tutoria acadêmica será acompanhada pelo professor da disciplina e pela coordenação pedagógica
do curso.
        Parágrafo único - Ficará a critério do Colegiado Técnico-Pedagógico do curso indicar a disciplina que
fará parte do programa.
       Art. 5. Os professores serão responsáveis pelas orientações aos tutores e pela elaboração do material
necessário para a execução da tutoria.




                                                                                                            61
       Art. 6. Para efeito de reconhecimento do trabalho dedicado à tarefa, o tutor terá direito a um certificado e
a contabilização de horas de atividades complementares, de acordo com regulamentação própria da matéria, em
portaria do Colegiado Técnico Pedagógico do curso.
       Art. 7. O tutorado avaliará o seu próprio desempenho e também do tutor por meio de um instrumento
próprio, no qual também expressará sua opinião acerca do cumprimento dos objetivos da atividade desenvolvida.
         § 1º - a avaliação do tutor será pontuada de 0 (zero) a 10 (dez) em cada um dos seguintes quesitos:
         I. Avaliação do tutor pelo tutorado:
                  a) pontualidade;
                  b) domínio do conteúdo;
                  c) compromisso com o programa (atenção ao tutorado, empenho para o cumprimento dos
objetivos, etc.).
         II. Avaliação do tutor pelo professor:
                   a) geral (compromisso, empenho no programa, responsabilidade na entrega dos materiais
solicitados pelo professor, etc.);
         § 2º - a nota de cada tutorado no bimestre no qual a atividade foi realizada será convertida, por regra de
três para o máximo de 10 (dez) pontos e integrará o rol dos quesitos acima, dos quais a média aritmética será
obtida. O tutor somente receberá o certificado e a contabilização de horas de atividades complementares se
conseguir média 7 (sete) ou superior.
       Art. 8. Ao final do semestre, o tutor avaliará o tutorado por meio de relatório de próprio punho, no qual
deverá contemplar critérios gerais, como:
         I. Pontualidade;
         II. Compromisso com o programa (estudo fora da tutoria, participação efetiva nos momentos das
         atividades, etc.).

       Art. 9. Ao final do semestre, o tutor avaliará o professor orientador por meio de relatório de próprio
punho, no qual deverá contemplar critérios gerais, como:
         I. Empenho no programa;
         II. Responsabilidade na entrega dos materiais ao tutor;
         III. Qualidade do material entregue ao tutor;

       Art. 10. Os alunos que necessitam do auxílio de um tutor deverão preencher uma ficha de inscrição, de
responsabilidade do professor da disciplina, no qual o tutor disponibilizará os horários de atendimento.
         § 1º - além da ficha de inscrição, o aluno que necessita de um tutor deverá assinar um termo de
compromisso com as atividades propostas para o período de tutoria.
         § 2º - cada tutor poderá ser responsável por até seis alunos em um grupo de tutorados, em cada
disciplina.

Art. 11. Os horários e os locais para a realização da tutoria serão acordados entre tutores e acadêmicos, com a
anuência do professor.
         Parágrafo único - a tutoria será realizada em, no mínimo, 5 (cinco) horas semanais, sendo que os
horários destinados à tutoria não poderão ser os mesmos das aulas regulares ou monitorias;

Art. 12. O Centro Universitário se dispõe a ceder salas de aula ociosas, laboratórios e outros espaços educativos,
quando previamente agendados pelo tutor, para a realização de atividades de tutoria.




                                                                                                                62
                                       Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli
                                                  Presidente
                                        Colegiado Técnico- Pedagógico
                                             Curso de Fisioterapia

Anexo II
Portaria Estágio Supervisionado - CTP


                      CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

                                         CURSO DE FISIOTERAPIA

                 PORTARIA Nº 12, DE 31 DE JANEIRO DE 2006.

                Define normas para o Estágio Supervisionado do Curso de Fisioterapia do Centro
                                                       Universitário Metodista Izabela Hendrix.
O Colegiado Técnico-Pedagógico – CTP do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista Izabela
Hendrix, em cumprimento ao que dispõe o art. 30 do Regimento,

Dos Objetivos

Art. 1º. O estágio supervisionado é atividade obrigatória aos alunos que estejam cursando os 7º e 8º períodos e
tem como objetivo proporcionar ao aluno uma experiência pré-profissional em situação real de atendimento,
aliando a teoria à prática.


Das Áreas de Abrangência

Art. 2º. O estágio supervisionado abrange as seguintes áreas:
         I. Ortopedia;
        II. Neurologia (adulto e pediátrica);
        III. Hospitalar
        IV. Saúde Pública

   Da Organização

   Art. 3º. O estágio é dividido em 2 etapas independentes uma da outra.
Art. 4º. Cada um dos estágios será realizado, prioritariamente, na Policlínica-Escola do Curso de Fisioterapia,
nos hospitais conveniados e nos Postos de Saúde/Unidades Básicas de Saúde durante todo o semestre letivo, de
acordo com o respectivo calendário escolar.
   Art. 5º. As cargas horárias a serem cumpridas pelos alunos dos 7º e 8º períodos estão assim distribuídas,
   respectivamente:
        I.       Estágio Supervisionado I - 460 (Quatrocentos e sessenta horas);
        II.      Estágio Supervisionado II - 460 (Quatrocentos e sessenta horas).

Art. 6º. O estágio será orientado por docente fisioterapeuta, como consta nas Diretrizes Curriculares Nacionais
para o curso de Fisioterapia. A este caberá a denominação de professor orientador.

Da freqüência e aproveitamento

Art. 7º. A freqüência do aluno ao estágio supervisionado será computada de acordo com a legislação em vigor.

                                                                                                                  63
Art. 8º. A avaliação será feita pelos respectivos professores orientadores em suas áreas de atendimento.
Art. 9º. Os quesitos avaliados serão:
         I. Ética (Pontualidade, interesse, relação interpessoal, vestuário e responsabilidade);
         II. Busca, interpretação e integração das informações;
         III. Iniciativa e capacidade de flexibilizar procedimentos;
         IV. Seleção e aplicação dos recursos fisioterapëuticos e uso de linguagem adequada;
         V. Fundamentação teórica;
         VI. Qualidade dos relatórios, avaliação e evolução diária;
         VII. Qualidade e compromisso para com os Grupos de Discussão (GDs), casos clínicos e os seminários;
         VIII. Prova teórica (5ª semana)
              § 1º - Para cada um dos quesitos descritos nos itens I a VIII será atribuída conceituação na semana,
              sendo A (muito bom), B (bom), C (regular), D (fraco), E (insuficiente) e F (falta não justificada ou
              indeferida pelo CTP).

Art. 10. Os professores orientadores avaliarão semanalmente seus estagiários, registrando no final do semestre:
         I. O conceito final do aluno, baseado nos conceitos atribuídos semanalmente;
         II. A freqüência no período.

Art. 11. Em caso de falta, desde que devidamente justificada por meio de requerimento feito na secretaria da
faculdade, o aluno poderá realizar atividade indicada pelo(s) professor(es) orientador(es), a qual substituirá o
conceito do(s) dia(s) da infreqüência.
             § 1º - O aluno deverá entrar com o requerimento na secretaria da faculdade em um prazo máximo
de 48 (quarenta e oito) horas, a partir do primeiro dia do retorno.
             § 2º - O requerimento para análise da justificativa da falta deverá ser encaminhado ao Colegiado
Técnico-Pedagógico, que poderá deferir ou não o pedido;
             § 3º - No caso de falta não justificada ou indeferimento do pedido, o aluno receberá conceito “F”
em todos os quesitos, na semana do dia da falta. No caso de segunda falta não justificada ou indeferida na mesma
semana, o aluno receberá conceito “F” em todos os quesitos na semana seguinte e assim consecutivamente.


Art. 12. Para aprovação no semestre o estagiário deverá obter:
        I. Freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento);
        II. Parecer favorável em reunião ordinária do Conselho de Professores Orientadores, composto por
        todos os professores orientadores do estágio supervisionado;
       § 1º - O Conselho de Professores Orientadores é soberano em sua decisão, que será baseada na ética e no
   rendimento do aluno durante todo o semestre, bem como nas provas teóricas realizadas pelo aluno antes do
   término do estágio em cada área.
        § 2º - Os conceitos repassados ao aluno semanalmente são considerados como conceitos de referência,
   servindo apenas para o acompanhamento do desenvolvimento geral do aluno pelo professor orientador.
   § 3º - O conceito final de referência do aluno não implica em aprovação ou reprovação automáticas do
   mesmo, sendo, em todos os casos, necessário aguardar o parecer do Conselho de Professores Orientadores.

Art. 13. Os casos omissos serão resolvidos pelo Colegiado Técnico-Pedagógico do curso de Fisioterapia.




                                                                           Belo Horizonte, 31 de janeiro de 2006.




                                   Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli

                                                                                                               64
                                                      Presidente

                                          Colegiado Técnico-Pedagógico
                                               Curso de Fisioterapia

Anexo III
Normas de Elaboração do TCC
NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO


Curso de Fisioterapia

1. APRESENTAÇÃO
         Cada trabalho proposto deverá ser elaborado tendo por referência os “Requisitos uniformes para
manuscritos apresentados a periódicos biomédicos” 2 para citações e referências bibliográficas e ABNT para a
formatação da monografia. Para todas as monografias (revisão de literatura, estudos de caso, entre outros) os
autores responsabilizar-se-ão pela veracidade e ineditismo do trabalho apresentado.
         O trabalho deverá ser digitado em português, em espaço duplo, fonte Times New Roman tamanho 12, no
formato Word for Windows (versão 97 ou superior); impresso em folha-padrão A4 com margem de 3 cm à
esquerda, 3 cm superior, 2 cm inferior e 2 cm à direita.
         As tabelas e figuras poderão ser elaboradas em programas do tipo Microsoft Office ou Corel Draw, nos
formatos BMP (Bitmap do Windows) ou TIFF, no modo de cor CMYK. Para o documento impresso, figuras e
tabelas deverão estar no corpo do texto; no documento eletrônico, em páginas separadas após as referências
bibliográficas, com as indicações respectivas no corpo do texto.
         Todas as páginas deverão ser numeradas, inclusive as das tabelas e figuras. Não serão aceitas notas de
rodapé. Cada trabalho deverá seguir a ordem de estrutura descrita a seguir:




2. ESTRUTURA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

        2.1 Estrutra pré-textual: Capa, folha de rosto, folha de aprovação da banca, folhas de dedicatória e de
agradecimentos não serão numeradas. Se houver prefácio e apresentação, estas páginas serão numeradas com
algarismos romanos.

                  2.1.1 Capa
                                               CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX
                                                            CURSO DE FISIOTERAPIA
                                                               (tamanho 14, normal)




                                                      TÍTULO DO TRABALHO
                                                        (tamanho 16, negrito)




                                                                 Nome do aluno
                                                              (tamanho 12, normal)

2
    International Committee of Medical Journal Editors. Requisitos uniformes para manuscritos apresentados a periódicos
biomédicos. Rev. Saúde Pública [online]; v.33, n.1. São Paulo, fev. 1999:5-16 [acessado em 07 Dez. 2004]. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v33n1/0018.pdf

                                                                                                                     65
                 2.1.2.Folha de rosto: identifica a natureza e a finalidade do trabalho acadêmico.



                                                               NOME DO AUTOR
                                                              (tamanho 14, normal)




                                                 TÍTULO DO TRABALHO
                                                   (tamanho 16, negrito)

                                                                                     Trabalho de Conclusão de
                                                                    Curso   apresentado   como    requisito   para
                                                                    obtenção do diploma do curso de Fisioterapia
                                                                                     (tamanho 10, normal)




                                                                Local e ano
                                                           (tamanho, 12, negrito)




                 2.1.3.Folha de aprovação da banca.

                                            CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX
                                                           CURSO DE FISIOTERAPIA
                                                     TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
                                            TÍTULO: Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxx
                                            ACADÊMICOS: Xxxxxxxxxx
                                                                                                                     Xxxxxxxxxx
                                                                                                                     Xxxxxxxxxx
                                            ORIENTADOR: X\xxxxxxxx
                                                               PONTUAÇÃO

                                         TÍTULO DO TRABALHO 
                                           1. ________________________________________
                                              Nome do Professor (Banca)
                                            (tamanho 16, negrito)
                                           2. ________________________________________ 
                                              Nome do Professor (Banca)

                                            3. ________________________________________              
                                                Nome do Orientador (Banca)

                                            4. ________________________________________              
                                                Professor da Disciplina de TCC

                                                                                     TOTAL           
                                            Parecer do Orientador:________________________
                                                                  Aprovado ou Reprovado

                                                               _______________________
                                                                       Orientador

                                                 Nome do aluno
                                              (tamanho 12, normal)
                                                                    Local e ano
                                                               (tamanho, 12, negrito)


                 2.1.4. Resumo
        Colocado no início do texto, redigido em português e com um número máximo de 180 palavras, o
resumo deve conter descrição sucinta a clara do objetivo, metodologia, resultados e conclusão do artigo. Após o
resumo, o autor deve listar três ou quatro palavras-chave de acesso, contempladas na lista de Descritores de
Saúde definida pelo Centro Latino- Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização
Pan-Americana de Saúde (Bireme/OPAS).




                                                                                                                                  66
                  2.1.5. Sumário: “Enumeração das principais divisões, seções e outras partes de um
documento, na mesma ordem em que a matéria nele se sucede" (NBR 6027).
 - O título de cada seção deve ser redigido com o mesmo tipo de letra em que aparece no corpo do texto. A
indicação das páginas localiza-se à direita de cada seção.



                                                                 SUMÁRIO


                                             1. Introdução                   01
                                             2. Revisão de literatura        03
                                             3. Objetivos                    09
                                             4. Materiais e Métodos          10
                                                4.1 Amostra do estudo        10
                                                4.2 Análise Estatística      11
                                             5. Resultados                   12
                                             6. Discussão                    17
                                             7. Conclusão                    25
                                             8. Referências Bibliográficas   26
                                             9. Anexos                       30




         2.2 Estrutura textual: O texto deve expor raciocínio lógico, ser bem estruturado, com o uso de uma
linguagem simples, clara e objetiva. Os trabalhos, na sua estrutura, devem respeitar a seguinte seqüência, além
dos tópicos já descritos:
                   2.2.1 Introdução
         Apresentação do problema, justificativa e objetivo do estudo.
                   2.2.2 Revisão de Literatura
         Descrever de forma detalhada sobre o tema, sempre se referindo à literatura científica consultada
(deverão ser utilizados no mínimo 15 artigos científicos).
                   2.2.3. Materiais e Métodos
         Deverão ser descritos os materiais e métodos utilizados para responder aos objetivos propostos.
Descrição precisa da metodologia adotada e, quando necessário, dos procedimentos operacionais utilizados, tais
como: pesquisas em Instituições de Ensino, Clínicas, Órgãos dos Governos Federais, Estaduais e/ou Municipal,
visitas em serviços de saúde, pesquisas em banco de dados oficiais, laboratórios etc.
                   2.2.4. Resultados
         Os trabalhos de revisão de literatura deverão desconsiderar este item. Para os demais tipos de trabalhos,
os resultados deverão ser descritos em forma de texto, podendo conter tabelas e gráficos.
                   2.2.5. Discussão
         Discussão de acordo com o conhecimento adquirido sobre o assunto.
                   2.2.6. Conclusão
         Concluir sobre o assunto a partir dos dados descritos na revisão de literatura e/ou resultados e discussão.


        2.3. Referências Bibliográficas
        Listadas após a Conclusão e numeradas em algarismos arábicos, na mesma ordem de citação no texto.
O número de cada referência deve corresponder ao número sobrescrito (sem parênteses, vide seção 3:
Orientações gerais) inserido imediatamente após a respectiva citação no texto.
        Títulos de periódicos, livros e editoras devem ser colocados por extenso. Artigos de revisão sistemática
com ou sem metanálise não têm limite de citações. As referências devem obedecer aos “Requisitos Uniformes
para Manuscritos Submetidos a Periódicos Biomédicos”. Exemplos:


                                                                                                                 67
Anais de congresso:
1. Wunsch Filho V, Setimi MM, Carmo JC. Vigilância em Saúde do Trabalhador. In: Anais do III
Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva; 1992; Porto Alegre, Brasil. Rio de Janeiro: Abrasco; 1992.

Artigos de periódicos:
2. Monteiro GTR, Koifman RJ, Koifman S. Confiabilidade e validade dos atestados de óbito por neoplasias. II.
Validação do câncer de estômago como causa básica dos atestados de óbito no Município do Rio de Janeiro.
Cadernos de Saúde Pública 1997;13:53-65.

Autoria institucional:
3. Fundação Nacional de Saúde. Plano Nacional de Controle da Tuberculose. Brasília: Ministério da
Saúde; 1999.

Livros:
4. Fletcher RH, Fletcher SW, Wagner EH. Clinical Epidemiology. 2a ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1988.

Livros, capítulos de:
5. Opromolla DV. Hanseníase. In: Meira DA, Clínica de doenças tropicais e infecciosas. 1ª ed. Rio de Janeiro:
Interlivros; 1991. p. 227-250.

Material não publicado:
6. Leshner AI. Molecular mechanisms of cocaine addiction. New England Journal of Medicine. No
prelo, 1996.

Portarias e Leis:
7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Portaria n. 212, de 11 de maio de 1999. Altera
a AIH e inclui o campo IH. Diário Oficial da União, Brasília, p.61, 12 mai. 1999. Seção 1.
8. Brasil. Lei n. 9.431, de 6 de janeiro de 1997. Decreta a obrigatoriedade do Programa de Controle de Infecção
Hospitalar em todos os hospitais brasileiros. Diário Oficial da União, Brasília, p.165, 7 jan. 1997. Seção 1.

Referências eletrônicas:
9. Ministério da Saúde. Informações de saúde [acessado durante o ano de 2002, para informações de 1995 a
2001] [online] Disponível em http:/ /www.datasus.gov.br.
10. Morse SS. Factors in the emergence of infectious diseases. Emerging Infectious Diseases [online]; 1(1): 24
telas [acessado em 5 Jun.1996, para informações de Jan.-Mar.1995]. Disponível em
http://www.cdc.gov/ncidod/EID/eid.htm

Teses:
11. Waldman EA. Vigilância Epidemiológica como prática de saúde pública [Tese de Doutorado]. São Paulo
(SP): Universidade de São Paulo; 1991.


3. OUTRAS ORIENTAÇÕES

Tabelas e figuras
As tabelas e figuras devem apresentar título conciso e, se possível, evitar o uso de abreviaturas no seu conteúdo;
quando estas forem indispensáveis, serão traduzidas em legendas ao pé da própria tabela.

Citações
Podem ocorrer de duas formas:
        -
           ao longo do texto, no sistema Autor29 - exemplo: Silva et al.29
        - ao final da frase/parágrafo, numeradas em sobrescrito, seguindo a ordem de citação (vide também
           item REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS).


                                 ___________________________________
                                     Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli
                                                Presidente
                                       Colegiado Técnico-Pedagógico

                                                                                                               68
                                            Curso de Fisioterapia
Anexo IV
Proposta de Adequação da portaria Atividades Complementares


                    CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

                                         CURSO DE FISIOTERAPIA

PORTARIA CTP Nºxx , xx de xxx de xxxx

                                                   Estabelece critérios para avaliação de ações extensionistas
                                                   independentes realizadas pelos alunos do Curso de
                                                   Fisioterapia com vistas à sua formação profissional e ao seu
                                                   aproveitamento nas Atividades Complementares.

         O Colegiado Técnico-Pedagógico do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, no uso das
atribuições que lhe confere o Art. 30 do Regimento e,
         Considerando:
         1. o disposto no Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei Federal nº 10.172, de 9 de janeiro de
2001, “23. Implantar o Programa de Desenvolvimento da Extensão Universitária em todas as Instituições
Federais de Ensino Superior no quadriênio 2001-2004 e assegurar que, no mínimo, 10% do total de créditos
exigidos para a graduação no ensino superior no País será reservado para a atuação dos alunos em ações
extensionistas;”(grifos nossos)
         2. o determinado pelo Conselho Nacional de Educação por meio da Resolução CNE/CES nº 5, de 19 de
fevereiro de 2002, “Art. 8º O projeto pedagógico do Curso de Graduação em Fisioterapia deverá contemplar
atividades complementares e as Instituições de Ensino Superior deverão criar mecanismos de aproveitamento de
conhecimentos, adquiridos pelo estudante, através de estudos e práticas independentes presenciais e/ou a
distância, a saber: monitorias e estágios; programas de iniciação científica; programas de extensão; estudos
complementares e cursos realizados em outras áreas afins;”e
         3. a estrutura curricular do Curso de Fisioterapia,
          RESOLVE:

        Art.1º- Atividades Complementares são as ações extensionistas independentes realizadas pelo aluno
com vistas à sua formação profissional.
                 Parágrafo único – Para a conclusão do curso é indispensável a realização de Atividades
Complementares e o cumprimento da respectiva carga horária.
        Art.2º- Está obrigado a realizar no mínimo 119 (cento e dezenove) horas de Atividades
Complementares previstas na estrutura curricular, o aluno que:
                 Parágrafo único – ingressar no Curso de Fisioterapia a partir do ano letivo de 2002;
        Art.3º- Serão pontuadas e aproveitadas para integrar as Atividades Complementares as ações que
atenderem aos seguintes critérios:


                                            Horas corres-
        MODALIDADES              Nº DE       pondentes    Teto por
                                   Horas                  moda-
                                                          lidade      OBSERVAÇÕES
1- MONITORIA                       1 ano         30            60     - Para monitoria as horas serão
1.1 – TUTORIA ACADÊMICA              1           10            34     computadas anualmente, salvo no caso de
                                 semestre                             substituição do monitor regular. Nesse
                                                                      caso, as horas serão computadas da
                                                                      seguinte forma: a cada 10 horas efetivas
                                                                      computar-se-á 1 hora de Atividade
                                                                      Complementar.

                                                                      - Para Tutoria Acadêmica, as horas serão
                                                                      computadas semestralmente. No caso de


                                                                                                                 69
                                                                          desistência ou impossibilidade do tutor
                                                                          antes do término do semestre, as horas
                                                                          não serão computadas.
2- ESTÁGIO EXTRA-CURRICULAR             10           5               68   - Os estágios deverão ser previamente
                                                                          avaliados para fins do aproveitamento a
                                                                          que se refere esta Portaria.
                                                                          - Deverão ter o mínimo de 2 meses de
                                                                          duração em cada local.
                                                                          - Deverão ter carga horária mínima de 10
                                                                          horas por semana.
                                                                          - A cada 10 horas de realização efetiva
                                                                          computar-se-á 5 horas de Atividade
                                                                          Complementar.
3- PROGRAMAS DE EXTENSÃO E DE
INICIAÇÃO CIENTÍFICA:
  3.1. PROBIC                                        30
  3.2. Outras pesquisas orientadas     __                                 Alunos voluntários do PROBIC poderão
por professores de instituição de
ensino superior                                     30                    receber o mesmo número de horas do
  3.3. Jornadas, Encontros e           __
Seminários:                                                               aluno bolsista, desde que exerçam as
     3.3.1. Apresentação oral de
trabalhos                                            06                   mesmas atribuições e cumpram a carga
     3.3.2. Pôster                                   05
     3.3.3. Participação                             03                   horária exigida.
  3.4. Congressos:                                                   68
     3.4.1 Apresentação oral de
trabalhos                                            08
     3.4.2. Pôster                     __            06
     3.4.3. Participação                             05

 3.5. Palestra isolada                               01


3.6. Cursos                            __
     3.6.1. Duração: até 8h                          02
     3.6.2. Duração: 8-12h                           03
     3.6.3. Duração: 13-20h                          05                   Desde que comprovada por documento
     3.6.4. Duração: 21- ...h                        08                   válido pelo NAEX-FISIO.
     3.6.5. Pré-congresso                            03
                                                                          Desde que sejam de área de interesse da
                                                                          Fisioterapia e oferecidos por instituição de
                                                                          ensino superior, por sociedades científicas
                                                                          ou por centro de estudos devidamente
                                                                          cadastrado neste UNICENTRO.
4- ESTUDOS COMPLEMENTARES                                                 - A aceitação está sujeita à avaliação
    4.1. Em áreas de interesse da                                         quanto à pertinência do conteúdo e da
Fisioterapia                           Obs.         Obs.             51   instituição onde foi realizado.
    4.2. Curso de língua estrangeira   Obs.         Obs.
    4.3. Disciplinas Eletivas           20           4                    Obs. Cada semestre de estudos realizados
                                                                          com aprovação vale 06 horas.
 5- PUBLICAÇÕES
    5.1. Em periódicos indexados                     21
    5.2. Em periódicos não indexados                 15              51
    5.3. Em anais                                    09
    5.4. Em outros veículos                          04
6- AÇÕES SOCIAIS                                                          - Campanhas organizadas por associações,
    6.1. Em campanhas institucionais                 06                   sindicatos ou conselhos de classe, por
    6.2. Como voluntário                             06              34   órgãos governamentais ou ONG.
                                                                          -   Trabalhos  voluntários    em   locais
                                                                          reconhecidamente organizados.
7- ATIVIDADES CULTURAIS                              04              34   - Atuação em atividades culturais.



          Art. 4º - O aluno deverá realizar ações extensionistas diversificadas, contemplando, pelo menos, 03

(três) das 07 (sete) modalidades especificadas no artigo anterior.


                                                                                                                     70
         § 1º – Para fins de integralização da carga horária exigida, serão aproveitadas em cada modalidade um

determinado número de horas, respeitando o teto máximo e o número de horas correspondentes estabelecidos no

artigo terceiro.

         § 2º - A carga horária para integralização curricular das Atividades Complementares será distribuída no

currículo do aluno conforme REGIMENTO INTERNO DO UNICENTRO.

         Art. 5º- Para que cada ação possa ser avaliada para fim curricular é necessário que ela seja devidamente

comprovada por meio de um dos seguintes documentos: certificado, declaração, cópia do trabalho produzido ou

por outro documento adequado que comprove a sua realização.

         § 1º - São de responsabilidade do acadêmico a organização dos documentos comprobatórios e o

devido encaminhamento aos setores competentes para avaliação.

         § 2º - Os documentos comprobatórios deverão ser entregues para avaliação até 30 dias após o término

da atividade.

         § 3º – De acordo com o cronograma a ser fixado, o aluno deverá requerer na Secretaria do

UNICENTRO o aproveitamento de que trata esta Portaria, juntando, para isso, cópia do documento, que será

autenticada mediante o original e o formulário específico, devidamente preenchido.

          Art. 6º- A orientação aos alunos, a avaliação dos documentos comprobatórios e a conversão das horas
efetivamente realizadas para horas de integralização curricular, serão realizadas pela coordenação do curso.
          Parágrafo único – A coordenação do Núcleo de Atividades de Extensão poderá promover verificações,
solicitar informações ou os esclarecimentos que entender pertinentes para o julgamento da matéria.
          Art. 7º- Os casos omissos e os que gerarem dúvidas para coordenação do Núcleo de Atividades de
Extensão serão resolvidos pelo Colegiado Técnico-Pedagógico do Curso de Fisioterapia.
          Art. 8º- Esta Portaria entrará em vigor na data de sua divulgação.

         Belo Horizonte, xx de xxxxxx de xxxx.



                                           Gustavo Demetrius Duclerc Perrelli
                                                      Presidente
                                            Colegiado Técnico-Pedagógico
                                                 Curso de Fisioterapia




                                                                                                              71

								
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