REUNI�O DO M�S - DOC by Xw49wjr

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									                             REUNIÃO DO MÊS
                                   Abril 2007

Palavra inicial
Depois de refletir sobre a Quaresma, durante todo o mês de março, a proposta de
reunião para esse mês contempla a celebração da Vigília Pascal, a mais solene e
mais bela de todas as celebrações da Igreja.

A oração inicial será desenvolvida a partir de quatro símbolos da Vigília Pascal: Círio
Pascal, Bíblia, água e pão e vinho. Os símbolos estarão assinalados em verde, nas
explicações.
Oração inicial
Sala do encontro: preparar o local da reunião de modo alegre e com espaço para poder
rezar com os principais símbolos da Vigília Pascal. Com a finalidade de abrir espaços,
nossa sugestão é colocar as cadeiras em círculo, deixando o espaço central livre. Usar o
Círio Pascal do ano passado, mas devidamente preparado para essa finalidade.

Acolhida: O coordenador da reunião acolhe os participantes e os introduz no tema
da reunião: “Vigília Pascal”

                         Segue uma sugestão de mensagem inicial para o coordenador falar – não ler – e
                         que seja colocada da maneira mais espontânea possível.

Coordenador: No início deste mês de abril celebramos a Semana Santa e o Tríduo
Pascal. Por isso, escolhemos para o tema da nossa reunião mensal a Vigília Pascal.
Será uma oportunidade, inclusive, para avaliar como celebramos a Vigília Pascal neste
ano de 2007, na comunidade e, até mesmo como a temos celebrado em outros anos.
Como sempre fazemos, vamos iniciar nosso encontro com uma oração, contemplando
os principais símbolos usados na Vigília Pascal.
Vamos iniciar a celebração com uma canção que proclama a Páscoa como festa de luz
e, enquanto cantamos acolheremos o primeiro símbolo: a luz do fogo, acesa no Círio
Pascal.

Entra o Círio Pascal
Pode-se cantar outra canção, caso esta não seja conhecida.

Canto (sugestão): “Cristo, nossa Páscoa”

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, Aleluia!
Glória a Cristo, Rei, ressuscitado, Aleluia!

Páscoa sagrada: ó festa de luz:
Precisas despertar, Cristo vai te iluminar:

Páscoa sagrada: ó festa universal:
No mundo renovado e Jesus glorificado.

Páscoa sagrada: Vitória sem igual:
A cruz foi exaltada, foi a morte derrotada.

Páscoa sagrada: ó noite batismal:
De tuas águas puras nascem novas criaturas.

Páscoa sagrada: banquete do Senhor.
Feliz a quem é dado ser às núpcias convidado.

Páscoa sagrada: cantemos ao Senhor.
Vivamos a alegria, conquistada em meio a dor.


Convite para a oração: o coordenador convida os participantes a olhar para o Círio
Pascal e cada um poderá fazer uma breve oração, expressando aquilo que está
sentindo em seu coração.
Tempo para as orações: de 5 a 7 minutos.


2o Símbolo: O segundo símbolo que introduzimos é o Livro da Palavra de Deus. Na
Vigília Pascal nós ouvimos várias leituras: 7 leituras do Antigo Testamento, narrando
os principais acontecimentos da História da Salvação, mais a Epístola e a proclamação
do Evangelho, proclamando a Boa Notícia da Ressurreição de Jesus. Vamos acolher a
Palavra de Deus com um canto de aclamação.

Um dos presentes introduz a Bíblia, de onde fará a leitura indicada.


Canto de aclamação:
Aleluia, alegria, minha gente,
Aleluia, aleluia

O Senhor ressuscitou, minha gente.
Ele está vivo em nosso meio, Aleluia:

O sepulcro está vazio, minha gente.
O Senhor ressuscitou, Aleluia.

Leitura da Palavra: Lc 24,1-12
O Leitor coloca-se no centro do círculo para fazer a leitura. À medida que vai
proclamando o Evangelho, vai girando, de modo que todos o vejam de frente por
algum tempo.

Momento de
silêncio:
agora       que
ouvimos       a
narração do
Evangelho,
vamos deixar
o     Espírito
Santo falar
em        nosso
coração.      A
exemplo do
que fizemos
na
contemplação
do        Círio
Pascal, quem tiver desejo faça uma prece breve de louvor pela ressurreição de Jesus.

Tempo para as orações: de 5 a 7 minutos.


Coordenador: é momento de colocar em nosso meio o terceiro grande símbolo que
usamos na Liturgia da Vigília Pascal: a água. Durante a Vigília (um membro da
comunidade foi batizado) todos fomos aspergidos com a água batismal, abençoada pelo
padre. Recordemos esse momento com uma canção e, logo em seguida, cada um de nós
irá tocar a água e ungir a fronte de quem está perto da gente, dizendo: “lembra-te que
és cristão”.

A pessoa escolhida introduz a água numa pequena tigela de vidro transparente.
Coloca-se diante de cada um dos participantes para que ele toque a água e assinale
quem está à sua direita, até completar o círculo. Enquanto isso, cantar uma canção que
tenha como tema a água batismal.

Eu te peço desta água que tu tens,
és água viva meu Senhor.
Tenho sede, tenho fome de amor,
e acredito nesta fonte de onde vens.

Vens de Deus, estás em Deus, também és Deus,
e Deus contigo faz um só.
Eu, porém, que vim da terra e volto ao pó,
quero viver eternamente ao lado teu.

És água viva, és vida nova,
e todo dia me batizas outra vez,
me fazes renascer, me fazes reviver,
e eu quero água desta fonte de onde vens. (2x)


Coordenador: por fim, nossa oração será concluída com a acolhida do símbolo maior
da Páscoa cristã: o pão e o vinho. Sacramento da presença real do ressuscitado entre
nós, na Eucaristia. Esse pão e esse vinho que vai de mão é também símbolo do nosso
Enquanto o coordenador vai falando, o pão passa de mão em mão, da direita para a
esquerda. O vinho faz o caminho inverso. Quando ambos chegam a ponto de origem, os
dois participantes que o receberam colocam ambos junto com os demais símbolos.

Trabalho e da vida humana. Nós estamos presentes nesse pão e nesse vinho. Nele está a
vida de tantos irmãos e irmãs que vivem a alegria de uma vida realizada no amor, na
entrega e no serviço para o bem dos outros. Nesses símbolos estão misturados as dores
e as esperanças de tantos irmãos e irmãs que precisam de mais vida. Vamos colocar o
pão e o vinho em nosso meio e rezar em silêncio.

Tempo para oração silenciosa: de 1 a 2 minutos.
Após a oração silenciosa, rezar a Oração do Senhor.

Oração do Pai nosso...

Conclusão: depois da oração silenciosa, o coordenador convida todos a cantar uma
canção de louvor e adoração ao Cordeiro vitorioso, Cristo Senhor!

Ao que está sentado
no trono e ao Cordeiro seja o louvor
e a honra e a glória
e o domínio pelos séculos, dos séculos,
Amém.
Dinâmica para a reunião
O coordenador poderá distribuir o texto que segue abaixo para uma leitura
individual e depois abrir a palavra para que todos se manifestem sobre o mesmo.
O texto reflete a espiritualidade da Epifania e se presta a um momento de projetar-
se como equipe para levar a luz de Deus aos corações dos celebrantes, a quem
servem.
                      Vigília Pascal: Cristo ressurgiu da morte.

                                                                Pe. Marcelino Sivinski

        A Vigília Pascal é a grande festa dos cristãos e possui a liturgia a mais solene
da Igreja, a mãe de todas as vigílias e liturgias. A celebração mais bonita e marcada
pela emoção e pelo louvor. No Exultet cantamos: Pois eis agora a Páscoa, nossa
festa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas almas,
com seu divino sangue nos salvou.
        Na celebração, somos acolhidos com palavras muito afetuosas: Nesta noite
santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte para a vida, a Igreja
convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração.
Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus
mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte
e de sua vida em Deus.
        Na Vigília pascal, noite toda iluminada com a luz do Ressuscitado, nela nós
mergulhamos. Na liturgia sentimos o passado, hoje presente na celebração.
Vivemos o presente com a Ressurreição de Cristo e nossa ressurreição, aqui e agora.
Sentimos o futuro como presença, aqui e agora, de um final feliz. É a noite da
vitória, da alegria, da festa, pois a nossa vida em Cristo ressuscitado tornou-se luz,
vida e vitória. Aleluia.
        Nesta noite, a comunidade se reúne para celebrar a ressurreição do Senhor -
acontecimento histórico que a constitui e identifica. Celebra Cristo, o novo Adão, a
nova criação do mundo. Cristo é o Moisés que liberta o povo de todas as
escravidões. Em Cristo o povo livre e peregrino, fundamentado na nova Aliança
com Deus, vive a plenitude da promessa e faz a experiência da fraternidade e da
partilha.
        O Círio Pascal é o símbolo de Cristo Ressuscitado que vence toda
escravidão. Acendemos as nossas velas no Círio e saímos pelas ruas cantando a
nossa ressurreição e nossa vitória no Ressuscitado.
        Na Vigília Pascal lembramos e renovamos o nosso batismo. Pelo batismo
morremos e ressuscitamos com Cristo. Mergulhamos nas águas para enterrar todo
pecado. Saímos da água para simbolizar que em Cristo iniciamos uma nova vida,
renovada e vivida no Espírito Santo.
        O momento alto desta noite é a celebração da eucaristia. Bendizemos ao Pai
que ressuscitou seu Filho e nos faz participantes da sua vitória sobre a morte.
Reunidos ao redor da mesa, comemos o pão partilhado e bebemos o vinho, sangue
derramado, como convivas, na esperança de um dia participar para sempre na festa
do Reino, que um dia será plena e nunca se acabará.
        A Vigília, portanto, é constituída de três momentos fundamentais: o
momento da Palavra, o momento do batismo e o momento da eucaristia como ponto
alto. Mas é preciso ver a Vigília pascal no contexto do tríduo pascal que engloba a
sexta-feira, o sábado e o domingo.
        Para os primeiros cristãos a grande participação na páscoa de Cristo se dava
na Vigília pascal. O desafio hoje é resgatar o sentido original da Vigília pascal como
ápice do ano litúrgico e expressão máxima de participação na Ressurreição do
Senhor.
        Nesta celebração da Vigília pascal, acolhamos a palavra da ressurreição e
deixemo-nos abençoar por esta palavra. Passando pelas águas batismais,
    mergulhemos na imensidão da compaixão do Pai que nos recria para um novo jeito
    de viver.
            A Vigília Pascal nos liga e nos introduz na celebração do Domingo da
    ressurreição e nos move para a festa dos cinqüenta dias de festa: “Este é o dia que o
    Senhor fez para nós. Alegremo-nos e Nele exultemos” (Sl 118). Mas a missa da
    Vigília é a verdadeira missa da Domingo de Páscoa. As outras missas durante o
    domingo são prolongamento da Vigília e mantém o clima pascal festivo.


        Perguntas para reflexão pessoal ou em grupos

        01. Por que a Vigília Pascal é tão importante e tão significativa na vida da Igreja e nas
celebrações litúrgicas?
        02. Como fazer referência, ao longo do ano, nas celebrações litúrgicas, à Vigília Pascal?
        03. Como você costuma participar da Vigília Pascal? O que ela significa em sua vida?

								
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