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Curso Livre de Humanidades

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Curso Livre de Humanidades
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11/25/2011
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Coordenação: Profa. Suze Piza







O fetiche de mercadoria

Profa. Claudete Pagotto

Roteiro de exposição

1. ALGUNS ASPECTOS DA FORMAÇÃO SOCIAL

CAPITALISTA;

2. RELAÇÕES SOCIAIS MOVIDAS PELA

REPRODUÇÃO DO CAPITAL;

3. EXIBIÇÃO DE ALGUNS TRECHOS DO FILME

“THE CORPORATION”

4. “FETICHE”: FRUTO DA EXPROPRIAÇÃO

ALIENADA DO TRABALHO;

1. ALGUNS ASPECTOS

DA

FORMAÇÃO SOCIAL

CAPITALISTA

O que particulariza a sociedade capitalista é

o fato que pela primeira vez na História, o

local ocupado pelo indivíduo na ordem

social é determinado pela dinâmica

econômica.

O local de cada indivíduo na estrutura social

é relativamente modificável pela ação dos

indivíduos.

A sociedade capitalista se constrói como

uma enorme arena de disputas entre

indivíduos, por um lugar ao sol.

(Lessa, 2007, pg.127,128)

riqueza das sociedades

“A

em que domina o

modo

de produção capitalista

aparece como uma

„imensa coleção de

mercadorias‟.”

(Cap.I,p.45)

Cada mercadoria que circula na sociedade capitalista e,

que pode ser trocada por outras, equivalentes em seu

valor – equivalência simbolizada pela mercadoria mais

abstrata de todas, o dinheiro – traz em si a relação

entre:



Trabalhador(a) que a

vendeu ao capitalista para

garantir sua sobrevivência,

um capitalista

e assim continuar

que comprou a vendendo seu tempo e

força de produzindo mais

trabalho e de mercadorias.

um

O que a mercadoria oculta, o seu “segredo”

segundo Marx, não é a coletividade da

produção e distribuição das organizações

comunitárias pré-capitalistas e sim o seu

desaparecimento. Ou seja, não é o esforço

do trabalhador, mas sua expropriação.





“...os objetos (produtos do trabalho,

mercadoria, dinheiro ou capital) que só

existem como fruto de sua atividade,

apresentam-se como objetos autônomos,

subtraídos a seu controle e dotados de um

poder próprio.”(Sánchez Vázquez, p.447)

2. RELAÇÕES SOCIAIS

MOVIDAS PELA

REPRODUÇÃO

DO CAPITAL

Na modernidade….

…os indivíduos se constroem em

confronto com a estrutura social e

com os outros indivíduos, numa

dinâmica de disputas, pelas quais

cada individualidade, ao se

constituir, enquanto egoísta e

competitiva, constrói uma sociedade

desumana, concorrencial….

Individualismo….

 … burguês se expressa nessa forma de

sociabilidade, na qual cada indivíduo tem

na sociedade e nos outros indivíduos uma

oportunidade ou obstáculo para acumular

capital.



 Ou seja a sociedade burguesa nada mais é

do que a síntese das relações sociais

movidas pela reprodução do capital

A vida é carente de sentido…

 O capital, e não mais o homem (gênero

humano), passa a ser a razão do agir dos

indivíduos, passa a representar essência da

formação social





 Os sujeitos, sob o capitalismo, não se tornaram

“menos humanos” do que sob outro modo de

produção qualquer. Mas sua confiança cega

na relação entre mercadoria, riqueza e valor,

fez certamente que perdessem a noção do

que consiste esta humanidade.

A FORMA MAIS SIMPLES DE

VALOR:

A MERCADORIA ...

“é antes de mais nada, um objeto externo,

uma coisa que, por suas propriedades, satisfaz

necessidades humanas, seja qual for a

natureza, a origem delas, provenham do

estomago ou da fantasia, não altera nada a

coisa.”(45)

A MERCADORIA

“As mercadorias vêm ao mundo sob a forma

de valores de uso ou de corpos de

mercadorias, como ferro, linho, trigo, etc. Elas

são só mercadorias, entretanto, devido à sua

duplicidade, objetos de uso e

simultaneamente portadores de valor. Elas

aparecem, por isso, como mercadoria ou

possuem a forma de mercadoria apenas na

medida em que possuem forma dupla, forma

natural e forma de valor.”(p.53)

MERCADORIA



VALOR DE USO: VALOR DE TROCA:

qualidade quantidade

Capacidade de Capacidade de

satisfazer comprar outras

necessidades mercadorias

 Uma mesa, redonda, de madeira de

carvalho, pintada, custa R$ 300, 00.

 A mesa tem valor de R$300,00 mostra que a

mesa é uma mercadoria , que é produzida

para o mercado.

“o valor é uma relação social

tomada como uma coisa”

“objetividade fantasmagórica”

“O misterioso da forma mercadoria consiste,

portanto, simplesmente no fato de que ela

reflete aos homens as características sociais

do seu próprio trabalho como características

objetivas dos próprios produtos de trabalho,

como propriedades naturais sociais dessas

coisas e, por isso, também reflete a relação

social dos produtores com o trabalho total

como uma relação social existente fora deles,

entre objetos.”(MARX, p.71)

3. EXIBIÇÃO DE

ALGUNS TRECHOS DO

FILME

“THE CORPORATION”

1. RIQUEZA



2. CONSUMIDORES



3. AMAGIA DA

“MARCA”

4. A “ARMADILHA”

4. “FETICHE”: FRUTO

DA EXPROPRIAÇÃO

ALIENADA DO

TRABALHO

“O produto do trabalho se torna assim um fetiche e o

fenômeno da transformação desse produto em algo

enigmático, misterioso, ao adotar a forma de mercadoria é o

que Marx chama de fetichismo da mercadoria.”

(Sánchez Vázquez, p.445)





O fetichismo da mercadoria significa produzir um

efeito de idolatria, de espiritualização da mercadoria,

ou seja, como crença necessária para ao mesmo

tempo se produzir o esquecimento das condições

materiais da produção.



Ou seja, a produção de um ocultamento das relações

de dominação/exploração entre os homens sob a

aparência das relações de troca entre as coisas

Dimensão social aparece como natural

“ De onde provieram as ilusões do sistema

monetário? Não reconheceu ao ouro e à prata

que eles representam, como dinheiro, uma

relação social de produção, porém, na forma

de objetos naturais com insólitas

propriedades sociais.

E a Economia moderna, que

sobranceira olha o sistema

monetário de cima para baixo,

não se torna evidente seu

fetichismo logo que trata do

capital?”(p.77)

Dimensão social natural/material

natural/fantamasgórico



“Não é mais nada que

determinada relação social

entre os próprios homens que

para eles aqui assume a forma

fantasmagórica de uma relação

entre coisas”( MARX, 71)

Bibliografia utilizada:

CARCANHOLO, Reinaldo. A dialética da mercadoria –

guia de leitura.

http://rcarcanholo.sites.uol.com.br/Textos/0Dialetica5.pdf



FERREIRA, Maria Lucia. A teoria marxiana do Valor-

trabalho. São Paulo, Ensaio, 1992.

MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política.

Livro I, tomo I, São Paulo, Abril Cultural, 1983.

_________. Manuscritos Econômicos-Filosóficos. São

Paulo, Boitempo Editorial, 2004.

RUBIN, Issak Illich. A teoria marxista do valor. São Paulo,

Brasiliense, 1980.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. A filosofia da Práxis. São

Paulo, Paz e Terra, 1968


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