FUNDA��O HOSPITALAR DO DISTRITO FEDERAL by MZj00p8

VIEWS: 96 PAGES: 138

									                CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES E ENCARGOS
                           MEMORIAL DESCRITIVO
     ESPECIFICAÇÕES DE MATERIAIS E NORMAS DE EXECUÇÃO




                   SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA,
                    PECUÁRIA E ABASTECIMENTO / SEAPA-DF




 CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE COMERCIALIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DO AGRICULTOR
                       FAMILIAR DO DF E ENTORNO



                 S.I.A TRECHO 10 LOTES 10/05 – CEASA, BRASÍLIA DF.




AUTOR DO PROJETO DE ARQUITETURA:

PAULO TANNENBAUM – CREA 13024 – D/DF.



AUTORES DESTE CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES E ENCARGOS.

LUIS ERNESTO CANELLAS CREA 8951 – D/DF



AGOSTO DE 2006.

REVISÃO – 1.1



                                                                       1
ÍNDICE

                                                   Página

            RELAÇÃO DOS DESENHOS                    03

00.00.000   PROJETOS                                04

01.00.000   SERVIÇOS TÉCNICO-PROFISSIONAIS          06

02.00.000   SERVIÇOS PRELIMINARES                   11

03.00.000   FUNDAÇÕES e ESTRUTURA                   11

04.00.000   ARQUITETURA e ELEMENTOS DE URBANISMO    26

04.01.100   PAREDES                                 26

04.01.200   ESQUADRIAS                              26

04.01.242   FERRAGENS                               27

04.01.300   VIDROS e PLÁSTICOS                      28

04.01.400   COBERTURA                               29

04.01.510   REVESTIMENTOS DE PISOS                  30

04.01.530   REVESTIMENTOS DE PAREDES                31

04.01.560   PINTURA                                 35

04.01.600   IMPERMEABILIZAÇÃO                       36

04.01.700   ACABAMENTOS e ARREMATES                 37

04.01.800   ELEMENTOS DECORATIVOS                   38

04.04.300   VEGETAÇÃO                               38

04.05.000   PAVIMENTAÇÃO EXTERNA                    38

05.01.000   INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS                 38

05.05.000   ESGOTO SANITÁRIO                        49

05.03.000   DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS              58

06.00.000   INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS     66

            INSTALAÇÕES TELEFÔNICAS                 83

            ENERGIA ESTRUTURADA                     90




                                                            2
07.00.000   AR CONDICIONADO            94

07.00.000   CAMARA FRIA                111

08.00.000   REDE CONTRA INCÊNDIOS      125

09.02.000   LIMPEZA DA OBRA            130

10.00.000   ENTREGA DA OBRA            131




RELAÇÃO DOS DESENHOS



PLANTAS DE ARQUITETURA;

INSTALAÇÕES DE REDE LÓGICA;

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO;

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS;

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS;

INSTALAÇÕES TELEFÕNICAS;

INSTALAÇÕES SANITÁRIAS;

CÁLCULO ESTRUTURAL;




                                             3
00.00.000 – PROJETOS

00.01.000 - Este Caderno de Especificações e Encargos tem como finalidade complementar os
projetos e detalhes de projetos, possibilitando ao licitante a total compreensão das soluções
propostas, de modo que a execução dos serviços se proceda dentro dos preceitos normativos da
ABNT, das concessionárias dos serviços públicos do GDF, dos fabricantes e dos fornecedores
dos materiais.

00.02.000 - Compete aos licitantes a análise dos desenhos fornecidos, das especificações e
demais documentos integrantes da documentação técnica fornecida pela CONTRATANTE para
a execução da obra.

Dos resultados destas análises preliminares das documentações que deverão ser feitas antes da
assinatura do contrato, deverá ser apresentada comunicação por escrito à CONTRATANTE ,
apontando possíveis divergências e transgressões às Normas Técnicas, regulamentos ou
posturas de leis em vigor, de forma a serem sanados os erros, omissões ou discrepâncias que
possam trazer conflitos ao perfeito desenvolvimento da obra.

00.03.000 - Após a assinatura do contrato, a CONTRATADA assumirá inteira responsabilidade
sobre todos os elementos apresentados, não sendo admitidas quaisquer alegações quanto às
omissões destes elementos que venham onerar o contrato. Detalhes de projetos, necessários
para a complementação dos desenhos, serão de responsabilidade da CONTRATADA.

00.04.000 -   Serviços extras só serão admitidos quando solicitados pela CONTRATANTE .

00.05.000 - Para efeito de interpretação dos desenhos dos projetos, das especificações e
demais documentos integrantes da documentação técnica fornecida pelo Proprietário, fica
estabelecido que:

      . cada um dos documentos vale por si e em conjunto com os demais; qualquer coisa
estabelecida em um dos documentos apenas, é válida como se tivesse sido estabelecida
em todos os documentos.

       . em caso de divergências entre as especificações de material, normas de execução dos
serviços e plantas, prevalecerão as especificações e normas sobre as plantas.

       . em caso de discrepâncias entre as cotas grafadas no desenho e suas dimensões,
prevalecerão as cotas grafadas.

       . em caso de divergências entre os desenhos de escalas diferentes, prevalecerão os de
maior escala.

       . em caso de divergências entre os desenhos de datas diferentes, prevalecerão os de
datas mais recentes.

00.06.000 - A CONTRATADA deverá providenciar, junto aos órgãos competentes, o alvará de
construção e demais documentos necessários para a execução da obra. Deverão ser entregues à
CONTRATANTE antes da primeira fatura da obra.




                                                                                            4
00.07.000 - A CONTRATADA deverá revisar, complementar, adequar e atualizar de acordo com
as novas normas, os seguintes projetos fornecidos pela CONTRATANTE :

Instalações elétricas;                 - Cálculo Estrutural;

Instalações telefônicas;               - Proteção Contra Descargas Atmosféricas;

Prevenção de Incêndios;                - Rede Lógica;

Água fria;                             - Esgoto e Águas Pluviais;

Sonorização;                           - Iluminação.



00.08.000 - Será de responsabilidade da CONTRATADA a aprovação de todos os projetos
desenvolvidos pela mesma junto aos órgãos competentes, bem como qualquer ajuste que se fizer
necessário para a perfeita execução da obra.

00.09.000 - Todas as alterações processadas no decorrer dos serviços - as quais só poderão
ocorrer após consulta à FISCALIZAÇÃO e aprovação pela CONTRATANTE - serão objeto de
registro para permitir a apresentação do cadastro completo por ocasião do recebimento da obra.




                                                                                             5
01.00.000 - SERVIÇOS TÉCNICO-PROFISSIONAIS.

01.01.000 -TOPOGRAFIA

01.01.100 - Levantamento Planialtimétrico

Deverá ser executado o serviço de topografia, a fim de determinar a locação da obra de acordo
com o projeto e NBR.

01.06.100 – TERMINOLOGIA.

Para os estritos efeitos deste Caderno de Encargos são adotadas as seguintes definições:

PROPRIETÁRIA OU CONTRATANTE:

Secretaria de Estado de Agrucultura, Pecuária e Abastecimento SEAPA-DF.

CONTRATADA:

Empresa ou profissional contratado para a execução dos serviços.

FISCALIZAÇÃO:

Atividade exercida de modo sistemático pela Proprietária ou pessoa designada para executá-la,
objetivando a verificação do cumprimento das disposições contratuais em todos os seus aspectos.

SUBCONTRATADA:

Empresa ou profissional subcontratado para a execução de parte dos serviços, com anuência da
PROPRIETÁRIA e sem prejuízo da responsabilidade da CONTRATADA.



CONDIÇÕES GERAIS

Deverão ser estabelecidas as seguintes condições gerais:

01.06.200 - OBRIGAÇÕES E DIREITOS DA PROPRIETÁRIA:

a)    Fornecer à CONTRATADA todos os desenhos, especificações e demais documentos
necessários à execução dos serviços a que se refere o contrato.

b)     Permitir à CONTRATADA a instalação de áreas provisórias para uso de seus empregados
e prepostos, em local adequado a critério da Fiscalização;

c)    Efetuar os pagamentos devidos, nas condições estabelecidas pelo contrato, fixados nos
cronogramas anexos ao contrato.

d)   Designar representante do quadro          de   pessoal   da     CONTRATANTE           ,   para
acompanhamento e fiscalização da obra.

e)     Atender à solicitação efetuada pela CONTRATADA através do diário de obra para
liberação das várias frentes de trabalho, conforme cronograma físico-financeiro.

f)    Constatada qualquer irregularidade nos serviços ou material posto na obra, à Fiscalização
é assegurado o direito de ordenar a suspensão da obra e/ou serviços e a retirada do material
impugnado, sem prejuízo das penalidades a que ficar sujeita a CONTRATADA, e sem que esta,

                                                                                                  6
tenha direito a qualquer indenização no caso daquelas não serem atendidas dentro do prazo
estabelecido no termo de notificação e/ou diário de obra e correndo por conta exclusiva da
CONTRATADA as despesas decorrentes.

g)     Compete à Fiscalização, a seu critério, solicitar à CONTRATADA, a retirada da obra,
imediatamente após anotação em diário, de qualquer empregado, tarefeiro, operário ou
subordinado à mesma, que venha demonstrar conduta imprópria ou incapacidade técnica.

Ficará a critério da FISCALIZAÇÃO, impugnar, mandar demolir e mandar refazer qualquer serviço
que não obedecer às condições do projeto, correndo por conta exclusiva da CONTRATADA as
despesas decorrentes das reformas.



01.06.300 - OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA:

a)    Observar as práticas de boa execução, interpretando as formas e dimensões dos
desenhos com fidelidade, e empregando somente material com a qualidade especificada.

b)      Providenciar para que os materiais estejam a tempo na obra para fazer cumprir os prazos
parciais e totais fixados nos cronogramas anexos ao contrato.

c)     Manter na obra o número de funcionários e equipamentos suficientes para cumprir os
prazos fixados nos cronogramas anexos ao contrato.

d)      Supervisionar e coordenar os trabalhos de eventuais SUBCONTRATADAS, assumindo
total e única responsabilidade e cumprimento dos prazos de execução dos serviços.

e)     Garantir o apoio necessário à administração dos serviços, principalmente para que sejam
recolhidos dentro do prazo, os impostos e taxas de contribuições previdenciárias.

f)      Efetuar o pagamento de todos os impostos e taxas incidentes ou que venham a incidir
durante a execução, até a conclusão dos serviços sob sua responsabilidade. Cumprir a legislação
trabalhista,   responsabilizando-se pelo pagamento de qualquer              contribuição das
SUBCONTRATADAS.

g)     Efetuar periodicamente, ou quando solicitada pela FISCALIZAÇÃO, a atualização de
cronogramas e previsão de desembolso de modo a manter a Proprietária perfeitamente informada
sobre o andamento dos serviços.

h)   Instalar o canteiro da obra, compatível com o porte dela, bem como efetuar pontualmente o
pagamento de todos os encargos decorrentes da instalação e manutenção desse canteiro.

i)     Executar os serviços dentro da melhor técnica executiva, obedecendo rigorosamente às
instruções da Proprietária no que diz respeito ao atendimento do cronograma, das especificações,
dos desenhos e deste caderno de encargos.

j)    Fornecer, sem ônus para a PROPRIETÁRIA, amostras, protótipos de todos os materiais,
equipamentos e serviços para análise e aprovação da FISCALIZAÇÃO.

k)     Fornecer, sem ônus para a PROPRIETÁRIA, orçamentos referentes a serviços
extracontratuais.

Efetuar meticulosa fiscalização dos materiais e da execução das obras e serviços contratados,
facultando à FISCALIZAÇÃO, o acesso a todas as partes da obra. Facilitar o acesso da

                                                                                               7
FISCALIZAÇÃO nas oficinas, nos depósitos, nos armazéns e/ou dependências aonde se
encontrem materiais e/ou serviços, por último, acatar as decisões da PROPRIETÁRIA.

Requer e obter, junto ao INSS, o Certificado de Matrícula Especial, relativo aos serviços
contratados de forma a possibilitar o licenciamento da execução, nos termos do artigo 184, item I,
Alínea “A" do RGPS e, junto ao CREA, a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, bem
como apresentar, quando concluídos os serviços, a Certidão Negativa de Débito – CND,
específica da obra, sua e das SUBCONTRATADAS, sob pena de exercer a PROPRIETÁRIA o
direito de retenção das importâncias ainda devidas, até a expedição dos aludidos certificados.

Comunicar à FISCALIZAÇÃO, qualquer erro, desvio ou omissão referentes ao estipulado nos
desenhos ou especificações, ou em qualquer documento que faça parte integrante do contrato.

Retirar do canteiro de obra, todo o pessoal, máquinas, equipamentos, instalações provisórias e
entulhos dentro do prazo estipulado no contrato. No caso do não cumprimento desse prazo, os
serviços poderão ser providenciados pela PROPRIETÁRIA, cabendo à CONTRATADA o
pagamento das respectivas despesas.

p)   Acatar as instruções e observações que emanarem da PROPRIETÁRIA ou da
FISCALIZAÇÃO, refazendo qualquer trabalho incorreto.

q)     Obedecer e fazer observar as leis, regulamentos, posturas federais, estaduais e municipais
aplicáveis, responsabilizando-se integralmente pelas        conseqüências de suas próprias
transgressões e de seus prepostos, inclusive de suas SUB-CONTRATADAS e respectivos
prepostos.

r)     Todos os encargos derivados das Leis Sociais e Trabalhistas em vigor, correrão por conta
da CONTRATADA que providenciará o seu fiel recolhimento. A apresentação dos comprovantes
dos recolhimentos será indispensável ao pagamento das parcelas mensais bem como à
devolução das retenções.

s)    Providenciar os seguros exigidos por lei, inclusive contra acidentes de trabalho, de
responsabilidade civil contra danos causados a terceiros, correndo por sua conta e risco a
responsabilidade por qualquer risco e dano ocorridos conforme capítulo específico do contrato.

t)     A CONTRATADA não poderá subcontratar parcialmente a obra, sem obter prévio
consentimento por escrito da PROPRIETÁRIA. Na hipótese de ser autorizada a realizar a
subcontratação, a CONTRATADA diligenciará junto à SUBCONTRATADA no sentido de serem
rigorosamente cumpridas as obrigações contratuais, especialmente quanto à fiel e perfeita
execução    dos    serviços subcontratados,  ficando   solidariamente  assumidas    pela
SUBCONTRATADA.

u)     A CONTRATADA não pode, sob nenhum pretexto, subempreitar o total dos serviços
contratados.

v)     Levar imediatamente ao conhecimento da PROPRIETÁRIA e da FISCALIZAÇÃO qualquer
fato extraordinário ou anormal que ocorra durante o cumprimento do contrato para adoção
imediata das medidas cabíveis.

w)     A CONTRATADA é obrigada a obter todas as licenças e franquias necessárias aos
serviços que contratar, pagando os emolumentos prescritos por lei e observando todas as leis,
regulamentos e posturas referentes à obra e à segurança pública, bem como atender ao
pagamento de seguro de pessoal, despesas decorrentes das leis trabalhistas e impostos.



                                                                                                8
x)     É obrigada ao cumprimento de qualquer formalidade e ao pagamento às suas custas, das
multas impostas pelas autoridades, mesmo daquelas que, por força dos dispositivos legais, sejam
impostas à PROPRIETÁRIA.

y)    A CONTRATADA deverá fornecer por escrito à CONTRATANTE o nome do engenheiro
responsável pela execução da obra e do engenheiro residente.

A CONTRATADA manterá na obra, durante todas as horas de serviços, um mestre de obras mais
um engenheiro residente.



01.06.400 - GENERALIDADES :

a)     Os materiais a empregar nas obras deverão ser novos, de primeira qualidade e obedecer
às especificações dos projetos, às normas da ABNT no que couber e, na falta destas, ter suas
características reconhecidas em certificados ou laudos emitidos por laboratórios tecnológicos
idôneos.

b)     Nos casos em que a caracterização de determinado material, por marca, denominação ou
fabricação for acompanhada da expressão “ou equivalente”, será permitida a alternativa
rigorosamente equivalente, a juízo da FISCALIZAÇÃO.

c)    Não será tolerado manter no canteiro de obra qualquer material estranho aos serviços.

d)     Serão locadas no canteiro da obra, as placas dos autores dos projetos exigidas pelo CREA
e as da Secretaria de Estado de Agricultura, conforme modelos fornecidos pela SEAPA-DF.

e)     Para efeito de recebimento da primeira fatura, a CONTRATADA deverá apresentar o
Alvará de Construção ou licença da obra expedidos pelos órgãos competentes.

f)   O controle de qualidade e outros, exigidos pela FISCALIZAÇÃO, não exime a
CONTRATADA de sua inteira responsabilidade técnica e civil pela obra por ela executada.

g)    Quando as circunstâncias ou condições do local o exigirem, será facultada a substituição
de materiais especificados, por outros equivalentes, mediante prévia e expressa autorização da
FISCALIZAÇÃO para cada caso em particular, com anuência do autor do projeto.

O fornecimento de água e energia elétrica para a execução dos serviços correrá por conta da
CONTRATADA durante o prazo contratual.



01.06.500 - SEGURANÇA DO TRABALHO E VIGILÂNCIA.

01.06.501 - PRECAUÇÕES:

Antes do início dos serviços, a CONTRATADA deverá apresentar à             FISCALIZAÇÃO, o
responsável pela execução dos serviços. Nesta ocasião serão fixadas as precauções específicas
ligadas à natureza dos trabalhos a realizar.




                                                                                              9
01.06.502 - INSPEÇÃO DE SEGURANÇA.

Serão realizadas inspeções periódicas no canteiro de obras da CONTRATADA, a fim de verificar o
cumprimento das determinações legais, o estado de conservação dos dispositivos protetores do
pessoal e das máquinas, bem como para fiscalizar a observância dos regulamentos e normas de
caráter geral. À CONTRATADA compete acatar as recomendações decorrentes das inspeções e
sanar as irregularidades apontadas.

01.06.503 - SEGUROS E ACIDENTES.

Correrá por conta exclusiva da CONTRATADA, a responsabilidade de qualquer acidente no
trabalho de execução das obras e/ou serviços contratados, o uso indevido de patentes registradas
e, ainda resultante de caso fortuito e por qualquer causa, a destruição e danificação da obra em
construção, até a definitiva aceitação dela pela PROPRIETÁRIA bem como as indenizações que
possam vir a ser devidas a terceiros por fatos oriundos dos contratos, ainda que ocorridos na via
pública. Caberá à CONTRATADA, comunicar da maneira mais detalhada possível, por escrito, de
todo tipo de acidente, inclusive princípios de incêndio.

01.06.504 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI).

A CONTRATADA fornecerá aos seus empregados, todos os equipamentos de proteção individual
de caráter rotineiro, tais como: capacetes de segurança, protetores faciais, óculos de segurança
contra impactos, óculos de segurança contra radiações, óculos de segurança contra respingos,
luvas e mangas de proteção, botas de borracha, calçados de couro, cintos de segurança,
respiradores contra pó e outros.

01.06.505 – HIGIENE.

É de responsabilidade da CONTRATADA, manter em estado de higiene todas as instalações do
canteiro de obra, devendo permanecer limpas, isentas de lixo, detritos em geral, e de forma
satisfatória ao uso.

01.06.506- PRIMEIROS-SOCORROS.

Caberá à CONTRATADA, manter no canteiro de obras todos os medicamentos básicos para o
atendimento de primeiros socorros.

01.06.507 - EXIGÊNCIA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO.

A CONTRATADA deverá manter no canteiro de obras os equipamentos de proteção contra
incêndios na forma da legislação específica.

01.06.508 - DISPOSIÇÕES FINAIS.

Caberá à CONTRATADA, obedecer às normas legais que se relacionam com os trabalhos que
executa e respeitar as disposições legais trabalhistas (Portaria nº 3.214 de 08.06.78) da
Engenharia de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho.

01.06.509 – VIGILÂNCIA.

Caberá à CONTRATADA, manter no canteiro de obras, vigias que controlem a entrada e saída de
todos os materiais, máquinas, equipamentos e pessoas, bem como manter a ordem e disciplina
em todas as dependências da obra.

                                                                                              10
01.06.600 - COMUNICAÇÃO NA OBRA.

01.06.601 – INTRODUÇÃO.

Além das comunicações escritas entre a CONTRATADA e a PROPRIETÁRIA, haverá a
comunicação entre os seus representantes na obra. Estes representantes são definidos a seguir,
com a indicação de suas atribuições e meios de comunicação.

01.06.602 - ENCARREGADO DO TRABALHO.

A CONTRATADA manterá no local de serviços, em regime de tempo integral, um arquiteto ou
engenheiro civil, cujo currículo tenha sido previamente aprovado pela PROPRIETÁRIA, a fim de
representá-la em tudo que se refira ao cumprimento do contrato. Este profissional não deverá ser
substituído sem prévia autorização da PROPRIETÁRIA, que aprovará o currículo do seu
substituto, devendo haver um período mínimo de atenção conjunta de 15 (quinze) dias. As
instruções transmitidas ao encarregado pela Proprietária, terão cunho contratual como se fossem
transmitidas à própria CONTRATADA.

01.06.603 DIÁRIO DE OBRA.

A CONTRATADA manterá no canteiro de serviço um diário de obra com páginas numeradas em
três vias, sendo duas destacáveis. Este diário servirá para registro de fatos que tenham
implicação contratual e para comunicações, tais como:

      a) Comunicação dos serviços concluídos para aprovação definitiva da FISCALIZAÇÃO
após sua inspeção;

       b) Comunicação das irregularidades e providências a serem tomadas no decorrer da ação
da Fiscalização.

01.06.604 – PENALIDADES.

       a) - MULTAS.

       As multas decorrentes de infrações de cláusulas contratuais, quer quanto ao montante,
quer quanto ao modo de cobrança, serão estabelecidas no contrato.

      Igualmente do contrato constarão os casos de rescisão do mesmo e outras obrigações a
assumir neste particular.

01.06.605.- INÍCIO DE SERVIÇOS.

        A CONTRATADA iniciará os trabalhos dentro do prazo fixado no respectivo contrato, isto é,
a partir da data de expedição da Ordem de Serviço emitida pela CONTRATANTE . A execução
dos serviços obedecerá ao cronograma aprovado por este órgão.




                                                                                              11
02.00.000     SERVIÇOS PRELIMINARES

02.01.000     CANTEIRO DE OBRAS

02.01.100     CONSTRUÇÕES PROVISÓRIAS

- Instalar contruções provisórias de tapume de madeira, objetivando criar áreas de trabalho no
canteiro de obra, utilizando-se chapas de madeira prensada, resinada, com 10 mm de espessura,
ou outro material equivalente, em tamanho proporcional ao volume da obra.

02.01.200     LIGAÇÕES PROVISÓRIAS

02.01.201     ÁGUA

- Executar instalações provisórias de água e esgoto e de energia elétrica.

02.01.202     ENERGIA ELÉTRICA

- Executar instalações provisórias de energia elétrica.

02.01.401     TAPUMES

- Instalar tapume de madeira, objetivando isolar a área do canteiro de obra, utilizando-se chapas
de madeira prensada, resinada, com 10 mm de espessura, ou outro material equivalente, em
tamanho proporcional ao volume da obra.

02.01.404     PLACA DE IDENTIFICAÇÃO DA OBRA.

- Deverão ser fornecidas pela CONTRATADA, 02 placas de identificação da obra, que será
confeccionada por profissional especializado, conforme lay-out a ser fornecido pela
CONTRATANTE .

- As placas deverão ter a face em chapa de aço galvanizado nº 18, com tratamento anti-oxidante,
suficientemente resistente para suportar a ação das intempéries.

- O modelo do lay-out será fornecido pela CONTRATANTE .




                                                                                               12
02.04.000 - PREPARAÇÃO DO TERRENO PARA A OBRA.

02.04.001 - A CONTRATADA fará periódicas remoções de entulhos e detritos que venham a se
acumular no recinto das obras durante a construção.

02.04.002 - A CONTRATADA será responsável pela locação dos elementos da obra,
rigorosamente de acordo com as cotas e alinhamentos estabelecidos no projeto e neste caderno.
02.04.003 - A ocorrência de erro na locação da obra, implicará para a CONTRATADA a
obrigação de proceder por conta própria, as modificações, demolições e reposições que se
tornarem necessárias a juízo da FISCALIZAÇÃO.
02.04.005 - Deverá ser procedida uma vistoria para constatar o estado das áreas vizinhas,
antes do início das escavações que se fizerem necessárias.
02.04.006 - Caberá à CONTRATADA a remoção e/ou remanejamento de toda e qualquer rede
ou canalização pública porventura encontrada no local da obra conforme aditivo de contrato a ser
analisado pela PROPRIETÁRIA.
Proceder as movimentações de terra necessárias, a fim de obedecer a cota de referência
estabelecida no projeto.




                                                                                              13
03.00.000 - FUNDAÇÕES e ESTRUTURAS



03.01.000 – FUNDAÇÕES



03.01.000.1 - A execução das fundações deverá satisfazer as Normas da ABNT referentes ao
assunto.
03.01.000.2 - A resistência dos elementos das fundações e a conseqüente estabilidade da
edificação é de exclusiva e integral responsabilidade da Contratada.



03.02.000 - ESTRUTURA



03.02.100 - SUPERESTRUTURA.
03.02.100.1 - A execução da superestrutura deverá atender ao projeto de concreto armado em
todos os seus detalhes e especificações, bem como as normas técnicas da ABNT que regem o
assunto.
03.02.100.2 – A estrutura só poderá ser executada após conferência, pela CONTRATANTE , do
projeto revisado pela CONTRATADA. O projeto estrutural deverá ser apresentado para análise da
SEAPA-DF em até 15 (quinze) dias úteis após a emissão da Ordem de Serviço.

03.02.100.3 - O concreto a ser empregado na execução das obras deverá atender as condições
de resistência específica, durabilidade e impermeabilização adequadas às condições de
exposição do material.

03.02.100.4 - A execução de qualquer parte da estrutura implicará em integral responsabilidade
da CONTRATADA por sua resistência e estabilidade.

03.02.100.5 - O concreto será dosado racionalmente e preparado mecanicamente, observando-se
o tempo mínimo para mistura de dois minutos, contados após o lançamento de todos os
componentes na caçamba/betoneira.

03.02.100.6 - A fixação do fator água-cimento e a utilização dos agregados, miúdos e graúdos,
terão em vista a resistência e a trabalhabilidade do concreto, compatíveis com as dimensões e
acabamento das peças.

03.02.100.7 - A concretagem só poderá ser iniciada após a colocação prévia       de todas as
tubulações e outros elementos exigidos pelos projetos.

03.02.100.8 - Todo o concreto deverá receber cura cuidadosamente. As lajes serão mantidas
úmidas pelo prazo mínimo de sete dias e não poderão, em nenhuma hipótese, ficarem expostas
sem proteção adequada.




                                                                                            14
03.02.100.9 - O transporte e o lançamento do concreto serão executados de modo a não causar a
segregação dos materiais. O lançamento será paulatino e não deverá ocorrer tempo maior do que
uma hora entre o preparo e o lançamento.

03.02.100.10 - O adensamento será obtido por vibradores de imersão ou por vibradores de forma.
O equipamento a ser utilizado deverá ter dimensionamento compatível com a posição e o
tamanho da peça a ser concretada.

03.02.100.11 - A vibração das peças será feita de modo a impedir as falhas de concretagem e
evitar a segregação de nata de cimento.

03.02.100.12 - As formas deverão ter amarrações e os escoramentos necessários para não
deformarem sob a ação das cargas e das variações de temperatura e umidade.

03.02.100.13 - Antes do lançamento do concreto, as formas deverão ser perfeitamente limpas,
molhadas e praticamente estanques a fim de impedir a fuga de nata de cimento.

03.02.100.14 - A execução das armaduras obedecerá rigorosamente ao projeto estrutural no que
se refere à posição, bitola, dobramento e recobrimento.

        03.02.100.15 - Deverá ser obedecida a resistência recomendada pelo cálculo. Deverá ser
executado um jogo de corpos de prova para cada 20m3 de concreto lançado, devendo os laudos
realizados serem encaminhados à CONTRATANTE antes do último faturamento.



- MATERIAIS

- ÁGUA

Qualidade da água destinada ao concreto deverá atender aos limites estabelecidos na NBR-
6118/82 (item 8.1.3), presumindo-se satisfatória a água potável fornecida pela rede de
abastecimento público.

- AGREGADOS

Os agregados deverão obedecer às prescrições da NBR-7211 e ser ensaiados segundo as
normas complementares.

- Agregado miúdo

O agregado miúdo deverá ser constituído por grãos inertes e resistentes, limpos e isentos de
impurezas e de matéria orgânica.

O agregado miúdo deverá ser completamente lavado com a finalidade de eliminar o material
pulverulento.

Deverá ter granulometria tal que, no máximo, 15% fiquem retidos na peneira 4,8 mm.

Deverão ser recusadas as areias salitradas.

Seu teor de umidade antes de secagem não poderá exceder 6%, expresso em porcentagem de
agregado saturado superficialmente seco, em peso.

- Agregado graúdo


                                                                                            15
Agregado graúdo é o pedregulho natural ou a pedra proveniente da britagem de rochas estáveis
com, no máximo, 15% das partículas passadas na peneira 4,8 mm. A brita deverá apresentar
arestas vivas, granulometria uniforme, ser limpa, bem como isenta de torrões de argila e partes
em decomposição.

O seu teor de umidade livre, antes da dosagem, não pode ser maior que 1%, expresso em
porcentagem do agregado saturado por agregado superficialmente seco, em peso.

- CIMENTO

Está prevista a utilização do cimento Portland CP-I, CP-II ou CP-MRS, classe 32, devendo
satisfazer às prescrições da NBR-7226 da ABNT, e ensaiado segundo as normas
complementares.

Todo o cimento deverá ser entregue no local da obra em sua embalagem original e assim
permanecer até a ocasião do seu emprego.

O cimento deverá ser armazenado em local seco e abrigado, por um tempo e forma de
empilhamento que não comprometam a sua qualidade.

Será permitido o uso de cimento a granel desde que, em cada silo, seja depositado cimento de
uma única procedência. O cimento em silo só poderá ficar armazenado por período tal que não
venha a comprometer a sua qualidade.

Para o concreto de estruturas aparentes deverá ser utilizado cimento do mesmo tipo e
procedência, de modo a garantir a mesma coloração para o concreto.

– FERRO E AÇO

- Para concreto armado

As barras e telas de aço deverão atender às normas NBR-7480 e 7481, e serem ensaiados
segundo as normas complementares.

As partidas deverão apresentar homogeneidade geométrica, assim como isenção de defeitos
prejudiciais tais como bolhas, fissuras, espoliações, corrosão, graxa e lama aderente.

- ADITIVOS

Os tipos de aditivos usuais são: incorporadores de ar, retardadores e aceleradores de pega,
redutores de água, plastificantes, superfluidificantes e expansores.

Serão admitidos somente produtos procedentes de fornecedores comprovadamente idôneos.

Caso a CONTRATADA decida por utiliza-los, deverá apresentar os resultados dos ensaios
comparativos dos concretos com e sem aditivos, executados por laboratório idôneo, bem como
justificativa para a sua utilização, para a aprovação da FISCALIZAÇÃO.

Os aditivos devem ser armazenados em locais apropriados, de maneira a não alterar as suas
propriedades. O período máximo de armazenagem é de 180 dias, a menos que a CONTRATADA
comprove com novos ensaios, que não houve alterações nas propriedades do aditivo.

Os aditivos são acionados a cada traço, diluídos numa porção de água de amassamento, que
será adicionado à mistura por meio de um dosador mecânico, capaz de realizar medidas rigorosas
e de maneira a garantir uma distribuição uniforme do aditivo em toda a massa do concreto,
durante o tempo especificado para a mistura.

                                                                                             16
- MADEIRA

A madeira de uso de pilares e baldrames será a “madeira branca” nas dimensões comerciais
adequadas ao fim a que se destina.

A madeira serrada e beneficiada deverá satisfazer a NBR-7203 e aquela empregada como
estrutura obedecerá a NBR-7191 e os ensaios de qualidade serão regulados pela NBR-6230.

- CONCRETO - FABRICAÇÃO E CONTROLE

Concreto deverá apresentar a resistência indicada nos projetos de fundações e estruturas.

Sua trabalhidade será definida considerando-se as características dos materiais componentes, o
equipamento a ser empregado na mistura, a forma de transporte, lançamento e adensamento,
bem como as dificuldades de execução das peças.

Para efeito de dosagem será considerado o controle rigoroso prescrito pelo item 8.3 da NBR-
6118/82.

Traço do Concreto deve ser estabelecido por dosagem experimental, a partir das condições de
projeto, e deve ser apresentado à FISCALIZAÇÃO, para aprovação com um prazo máximo de, no
mínimo 20 dias.

Controle tecnológico abrangerá pelo menos o previsto nos seguintes itens:

a) verificação da dosagem utilizada;

b) verificação da trabalhidade (slump test);

c) verificação das características dos materiais componentes do concreto;

d) verificação da resistência mecânica à compressão aos 3, 7 e 28 dias.

Tipo de controle a se adotar nessas verificações dever’[a atender às recomendações da ABNT. ·].

Os certificados deverão ter numeração contínua e deverão ser entregues na obra 24 horas após a
realização dos ensaios.

A moldagem dos corpos de prova deverá ser planejada de modo a permitir o controle das
resistências do concreto de cada setor da obra, facilitando a aceitação individual de cada uma das
estruturas.

A CONTRATADA deverá organizar e manter atualizado um livro de registro para controle da
resistência mecânica do concreto no qual deverão ser feitas anotações, no mínimo, as seguintes
anotações, para cada estrutura e para cada valor de resistência característica do projeto:

Identificação das estruturas;

Identificação dos lotes em que a mesma foi dividida, com indicação das peças concretadas, o
volume de cada lote e as respectivas datas;

Nos certificados de ensaios à compressão do concreto, deverão constar discriminações completas
do traço, slump, marca, tipo e classe do cimento, aditivo e suas dosagens, assim como quaisquer
outras anotações julgadas cabíveis pelo tecnologista;



                                                                                                17
Identificação dos exemplares de cada amostra com a identificação dos corpos de prova que
constituem cada exemplar, bem como os valores da sua resistência à ruptura e o valor adotado;

Para cada lote da estrutura, o valor estimado da resistência característica do concreto com a
idade que tiver sido tiver sido especificada.

- FORMA E ESCORAMENTO

- GENERALIDADES

As formas deverão ser estanques, lisas, solidamente estruturadas e apoiadas, devendo sua
liberação para a concretagem ser precedida de aprovação da FISCALIZAÇÃO.

Os escoramentos deverão ser perfeitamente rígidos, impedindo, desse modo, qualquer
movimento das formas no momento da concretagem, sendo preferível o emprego de estruturas
metálicas.

- CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS

As formas deverão ser projetadas e construídas pela CONTRATADA com materiais apropriados e
aprovados pela FISCALIZAÇÃO.

As formas deverão ter resistência suficiente para suportar a pressão resultante do lançamento e
vibração do concreto e deverão ser suficientemente estanques para impedir a fuga de nata de
cimento.

Qualquer vedação que seja necessária deverá ser feita com materiais e técnicas aprovadas pela
FISCALIZAÇÃO.

Os tirantes de aço utilizados como espaçadores internos das formas, impedindo que se
destaquem sob a ação do empuxo concreto, devem ser envolvidos por um tubo de PVC
apropriado, que os manterão isolados, permitindo sua retirada na desforma.

O dimensionamento e a construção das formas obedecerão às prescrições das normas da NBR-
6118 e NBR-7191.

- SUPERFÍCIE DE CONTATO

Em formas para superfície de concreto de fundações, pode-se usar tábuas de madeira de boa
qualidade, sem curvaturas.

Em formas para superfícies de concreto estrutural a ser revestido, deve-se usar chapas de
madeira compensadas resinadas de 12 mm, sempre com aspecto de primeiro uso.

Em formas para superfície em concreto aparente, deve-se usar chapas de madeira compensada
plastificadas, sempre com aspecto de primeiro uso.

Em formas para superfícies de concreto aparente pode-se também usar chapas de aço liso
(formas metálicas ou moldes em polipropileno/fibra de vidro com arestas arredondadas e
superfície lisa).

Enchimentos/caixões perdidos das lajes nervuradas devem ser executados com blocos de
concreto celular autoclavado (SICAL), densidade seca 430 Kg/m3.

Outros tipos de materiais que produzam o mesmo acabamento, somente poderão ser utilizados
após consulta à FISCALIZAÇÃO (PF).

                                                                                             18
- JUNTAS NAS FORMAS

Todas as quinas e justaposição deverão ser do tipo “mata-junta”, ou seja, uma lâmina plana não
poderá atravessar as emendas da forma.

Nas emendas e juntas das formas, deve-se usar massa de vidraceiro ou outro material capaz de
vedá-las.

Sempre que houver juntado de concretagem, deve-se usar na forma, frisos para camuflá-las.

Salvo indicação em contrário, todos os cantos das formas deverão levar uma peça de madeira
com seção transversal com formato de triângulo isóceles, tendo os dois lados iguais um
comprimento de 15 mm. O objetivo é eliminar os cantos vivos nas peças moldadas, e facilitar sua
desmolda.

- REAPROVEITAMENTO DAS FORMAS

As formas poderão ser reaproveitadas desde que continuem com aspecto de “primeiro uso”. Para
isso deve-se adotar as seguintes providências:

- aquisição de chapas de boa qualidade;

- manter as bordas das chapas sempre vedadas contra infiltrações usando, para isso, tinta
especial;

- utilizar desmoldantes de boa qualidade e que não manchem o concreto;

- armazenar as chapas em local abrigado.



- ESCORAMENTO

Deverá ser constituído por peças de madeira ou, de preferência, por peças de aço (escoras
tubulares), convenientemente apoiadas e contraventadas. Estas peças não devem apresentar
deformações, defeitos ou irregularidades que possam comprometer o seu comportamento. O valor
máximo permitido para a soma as deformações localizadas no apoio inferior, nas emendas por
ventura existentes e no suporte superior que sustenta a estrutura das formas, não deve
ultrapassar 5 mm.

Precauções especiais deverão ser tomadas para manter as deformações dentro dos limites.

Para o dimensionamento da forma, de sua estrutura e do escoramento, deve-se considerar além
do seu peso próprio e do peso do concreto fresco considerado com suas dimensões finais, uma
sobrecarga de trabalho de, no mínimo 0,75 KN/m2.

O escoramento deve estar contraventado de modo a resistir à ação de um vento atuando com
uma velocidade de 35 m/s (pressão básica de 0,76 KN/m2), ou a uma horizontal equivalente a 15
do peso do concreto fresco, acrescido do peso da forma e da sobrecarga, aplicada no topo
superior de cada escora.

- APROVAÇÃO

O projeto das formas e de suas estruturas de sustentação é de responsabilidade da
CONTRATADA.


                                                                                             19
A CONTRATADA deverá remeter à FISCALIZAÇÃO, no prazo máximo de 30 (trinta) dias antes da
execução da superestrutura, os projetos do escoramento para apreciação e comentários.

Entretanto, a liberação desses projetos e planos não exime a CONTRATADA de sua plena
responsabilidade com relação a todos os aspectos envolvidos no projeto e execução destes
serviços.

- ARMADURA

- GENERALIDADES

Recebimento de barras e fios de aço destinados a armaduras para o concreto armado se dará
conforme as prescrições da NBR-7480, 7482 e 7483, e conforme todas as normas e documentos
complementares.

Somente os lotes ensaiados e aceitos poderão ser armazenados na obra.

Armazenamento de cordoalhas, barras na obra deve evitar a sua contaminação através de
impregnação de sujeiras, graxas, óleos, terra, etc...

Todas as cordoalhas e barras somente poderão ser cortados a frio, não sendo admitido cortar as
barras de aço com maçarico, máquinas de solda, etc...

Dobramento das barras somente poderá ser executado a frio, podendo ser utilizadas máquinas
especiais, devendo ser obedecidas às prescrições da NBR-6118 e da NBR-7678.

Após o corte e dobra, as posições dos ferros devem ser etiquetadas, para permitir a pronta
identificação, e guardadas em local adequado para evitar a contaminação.

Caso o espaço de tempo entre a colocação da armadura e a concretagem seja demasiadamente
longo, permitindo a formação de carepas e/ou impregnação de sujeira, a CONTRATADA deverá
sugerir um método de limpeza, para aprovação da FISCALIZAÇÃO.

A armadura deve ser colocada na sua posição definitiva, como indicado nos desenhos, e de tal
maneira que suporte, sem deslocamentos, as operações de lançamentos e vibração do concreto,
bem como os esforços devido à movimentação sobre a armadura. Os dispositivos de fixação
deverão ser previamente aprovados pela FISCALIZAÇÃO.

Nas juntas de construção, a armadura de espera deve ser convenientemente limpa, de modo a
permitir a perfeita aderência com o concreto.

Caso a armadura de espera deva permanecer exposta durante um longo período, as mesmas
devem ser protegidas contra a corrosão e dobramentos.

Se necessárias emendas de barras não previstas nos desenhos, deve-se obedecer às prescrições
da NBR-61 18 e consultar a FISCALIZAÇÃO.

- COBRIMENTOS

Para garantir os cobrimentos, deverão ser empregadas afastadores de armadura do tipo “clips”
plásticos, cujo contacto com as formas é pontual, ou pastilhas de argamassa de dimensões
adequadas, executadas com um consumo mínimo de cimento de 350kg/m3, de formato cilíndrico
ou semi-esférico.

O tipo de espaçamento proposto deve ser submetido à aprovação da FISCALIZAÇÃO.


                                                                                            20
Salvo outra indicação no projeto, os cobrimentos mínimos de qualquer barra de armadura deve
ser a indicada na tabela:

              Elemento da Estrutura                       Concreto   Concreto com
                                                          Aparente   Revestimento

              Pilares                                     40 mm      30 mm

              Paredes (b  6a)                            25 mm      20 mm

              Vigas                                       25 mm      20 mm

              Lajes                                       15 mm      10 mm

              Superfície de lajes e paredes no interior
              de caixas d’água
                                                          -          30 mm

              Superfícies em contato com o solo 30 mm                -
              (fundações)



- PECAS EMBUTIDAS

      Todas as luvas, tubulações hidráulicas e elétricas, chumbadores e outras peças
embutidas, devem ser cuidadosamente dispostas e firmemente fixadas antes da concretagem.

      A passagem de canalização através de elementos estruturais deve ser assegurada por
buchas ou caixas fixas na forma, e todo cuidado deve ser tomado para não enfraquecer a peça.

      Os materiais para as juntas de dilatação, vedadores e peças embutidas, devem ser
cuidadosamente dispostos e apoiados de modo a impedir seus deslocamentos ou das barras das
armaduras.

- TRANSPORTE DO CONCRETO

O transporte do concreto deverá obedecer às prescrições da NBR-6118.

Os meios de transporte devem ser tais que permitam o menor tempo possível, e o lançamento
direto na forma.

        Quando as distâncias de transporte forem grandes, a CONTRATADA deverá prever a
utilização de equipamento compatível com as distâncias. Não serão admitidos depósitos
intermediários de concreto.

       Se o concreto for transportado em caminhões betoneira, cada caminhão deverá levar uma
nota para verificação da FISCALIZAÇÃO, contendo as seguintes informações:

- Identificação do traço utilizado;

- Quantidade em peso dos materiais;

- Volume de concreto parcial e acumulado;

- Umidade dos agregados;

                                                                                          21
- Data e hora da mistura;

- Tempo da mistura;

- Quantidade de água que falta ser adicionada;

- Abatimento previsto;

- Área de destino e peça a ser concretada.

       Na frente de lançamento do concreto será colhido material para execução do ensaio de
consistência do concreto segundo a NBR-7223 - Slump Test. Se o concreto estiver fora de
tolerância do slump previsto, deverá ser prontamente rejeitado.

       A moldagem de corpos de prova deverá também, ser realizada, na frente de concretagem.

-LANÇAMENTO DO CONCRETO

- PLANO DE CONCRETAGEM

Com antecedência previamente fixada pela FISCALIZAÇÃO deve ser apresentado para
aprovação, o piano de Concretagem com informações sobre as juntas de concretagem desejadas
e as justificativas de sua escolha, assim como o volume do concreto a ser consumido em cada
etapa, e suas características - resistência, slump, tempo de pega, etc..

O lançamento do concreto só poderá ser iniciado mediante autorização da FISCALIZAÇÃO, após
aprovação dos escoramentos, formas, armaduras e embutidos, estes últimos fixados nas formas.

Antes do lançamento deverão ser conhecidas as seguintes prescrições:

a) o concreto a ser lançado deverá ter sempre conhecidos os resultados dos ensaios exigidos
para comprovação de sua resistência e durabilidade;

b) as armadura/bainhas e peças embutidas deverão estar em posição exata e impedidas de se
deslocar;

c) as formas deverão estar na posição correta e do seu interior deverão ser removidas as águas
empoçadas, os cavacos de madeira e demais resíduos das operações de carpintaria.

Para o lançamento propriamente dito deverão ser atendidas as seguintes prescrições:

a) o concreto estrutural, para não perder sua homogeneidade, deverá ser lançado de altura
inferior a 2,0m. Para lançamento de alturas superiores, devem ser utilizados processos
adequados como trêmulo funil ou calha, entre outros, devidamente aprovados pela
FISCALIZAÇÃO.

b) não é permitidos o acúmulo de grandes quantidades de concreto em um ponto qualquer e o seu
posterior deslocamento ao longo das formas.

c) o concreto deve ser depositado continuamente, ou em camadas de espessura tal que nenhum
concreto se deposite sobre a camada já suficiente endurecida para causar a formação de fissuras
ou planos de menor resistência numa seção. A velocidade de lançamento deve ser tal que a
acomodação do concreto fresco seja feito em camadas de concreto ainda plástico. Deve-se
garantir, durante o lançamento, as contenções laterais necessárias para o bom adensamento do
concreto.


                                                                                             22
- ADENSAMENTO

O tipo de vibração, bem como a potência dos vibradores, devem ser escolhidos em função do tipo
de concreto a ser utilizado, e o tempo de vibração e espaçamento dos pontos de aplicação devem
ser criteriosamente estabelecidos em função desse fator, bem como das dimensões das peças
que receberão o concreto. A CONTRATADA deverá ter a aprovação da FISCALIZAÇÃO quando
da utilização desses vibradores.

No caso da utilização de vibradores de agulha deverá ser verificada se a amplitude, freqüência e o
diâmetro da agulha e o raio da ação estão de acordo com as seguintes recomendações:




              Raio de ação     Diâmetro         da Freqüência              Amplitude
                               Agulha                                      Ótima
              (cm)                                  Períodos         por
                                (mm)                minuto                 (mm)

              10               25 - 35              24.000 - 18.000        0,1

              25               35 - 50              18.000 - 15.000        0,1 - 0,3

              40               50 - 75              15.000 - 12.000        0,3 - 0,5

              50               75 - 125             12.000 - 9.000         0,5 - 0,7

              80               125 - 150            9.000 - 6.000          0,7 - 1,0



Deverão ainda ser observadas as seguintes regras:

a) aplicar o vibrador em distâncias iguais a 1,5 vezes o raio de ação;

b) introduzir e retirar a agulha lentamente, com velocidade de 5 a 8 cm/seg. de modo que a
cavidade formada pelo vibrador feche naturalmente. Caso não feche o concreto, não possui a
trabalhabilidade mínima necessária;

c) não deslocar a agulha do vibrador de imersão horizontalmente;

d) não vibrar espessura de concreto superior ao comprimento da agulha, esta deve penetrar
totalmente na massa do concreto, penetrando ainda 2 a 5 cm na camada anterior se esta não tiver
endurecido, evitando-se assim o aparecimento de uma junta fria;

e) não vibrar além do tempo necessário, quando desaparecem as bolhas de ar superficiais e a
umidade na superfície fica uniforme;

f) praticamente, vibrar durante intervalos de tempo de 5 a 30 seg, conforme a consistência do
concreto.

- CONCRETO BAMBEÁVEL

Se for utilizada bomba de concreto para o seu lançamento o concreto deve reunir as seguintes
características:

                                                                                               23
- ser dosado de maneira que existam todos os componentes que permitam formar uma película
lubrificante nas paredes da tubulação e entre os próprios agregados a serem transportados. Deve
ainda ter a quantidade de cimento nata suficiente para envolver cada grão dos agregados.

ter uma consistência tal que durante o bombeamento não haja expulsão de água de
amassamento.

Cimbramento para Concreto Bombeado

A fim de se evitar que os esforços dinâmicos do lançamento do concreto possam provocar nas
formas deformações indesejáveis, deverão ser tomadas pela CONTRATADA às providências
necessárias com o conseqüente reforço do cimbramento e especialmente seu contraventamento.

O equipamento a ser utilizado no bombeamento deve ser determinado a partir de distâncias e
alturas a serem vencidas, e com suficiente folga para não trabalhar no limite de sua capacidade.

A dosagem experimental do concreto deverá ser feita em firma especializada e aprovada pela
FISCALIZAÇÃO, levando-se em conta o equipamento a ser utilizado, as distâncias e alturas de
transporte, e as peculiaridades das peças a serem concretadas.

- TRATAMENTO DAS JUNTAS DE CONCRETAGEM

       As juntas de concretagem programadas ou acidentais devem ser tratadas conforme
procedimento a ser aprovado pela FISCALIZAÇÃO que deverá constar basicamente das
seguintes operações:

a) retirada da nata de cimento e agregados finos da superfície de contato. Esta retirada pode ser
feita de 4 a 12 horas após a concretagem, com jato de ar ou água, até uma profundidade de 5 cm
e até o aparecimento do agregado graúdo que deverá ficar limpo;

b) esta limpeza deverá se repetir antes da retomada da concretagem para retirada de pó e dos
resíduos, bem como da película superficial hidratada do concreto. Estas duas operações podem
ser substituídas por uma única, a ser feita 24 horas antes da retomada se dispuser de
equipamento ar-água de grande capacidade de corte;

c) durante as 24 horas que precedem a retomada de concretagem, a superfície deve ser saturada
de água para que o novo concreto não tenha sua água de mistura necessária a sua hidratação,
retirada pela absorção do velho. Pouco antes da retomada da concretagem, deve-se "enxugar” a
superfície do concreto na região da junta, com o intuito de retirar o excesso de água que
enfraqueceria o concreto novo.

d) colocar o novo concreto, com especial cuidado no sentido de se evitar a formação de bolsas de
pedra, provenientes de falta de homogeneidade devido à mistura deficiente, transporte,
lançamento e vibração irregulares.




                                                                                               24
DESFORMA

     Na retirada da forma e escoramento devem ser obedecidas as prescrições da NBR-6118 e
NBR-7678.

       Na desforma não será permitido o apoio de qualquer ferramenta no concreto, tais como
alavancas, pés de cabra, etc..., Obedecendo-se os seguintes prazos mínimos, que poderão ser
reduzidos mediante consulta a FISCALIZAÇÃO.



- faces laterais                              3 dias



- faces inferiores                            21 dias



- faces inferiores deixando-se pontaletes     14 dias




- REPAROS NO CONCRETO

       Nenhum reparo será executado sem a emissão de um "Relatório de Não-Conformidade".

- BROCAS DE PEQUENAS DIMENSÕES

No caso de pequenas brocas ou defeitos superficiais no concreto, devem ser tomadas as
seguintes providências:

- Remover todos os agregados soltos e apicoar a superfície do concreto com ponteira e marreta
leve;

- Limpar a armadura;

- Lavar a superfície de aderência com jato de areia ;

- Umedecer a superfície de aderência antes de aplicar a argamassa;

- Aplicar argamassa no traço volumétrico 1:2 (cimento e areia, com os mesmos materiais do
concreto), pressionando-a com energia, de maneira a preencher todos os vazios;

- Curar a superfície conforme o item Cura.




                                                                                           25
- BROCAS DE GRANDES DIMENSÕES

No caso de brocas grandes, sendo necessário o preenchimento com concreto, devem ser
tomadas as seguintes providências:

- Remover todos os agregados soltos e apicoar a superfície do concreto com ponteiro e marreta
leve;

- Preparar a superfície superior da broca, deixando-a com inclinação em tome de 30°, para fora;

- Limpar a armadura com jato de areia;

- Lavar a superfície de aderência;

- Colocar a forma com "cachimbo", para facilitar o lançamento;

- Umedecer a superfície de aderência e a forma, antes do lançamento do concreto;

- Lançar o concreto, que deve ter a resistência característica do Projeto, porém com
trabalhabilidade adequada ao preenchimento da abertura;

- Adensar o concreto com vibrador de agulha adequada ao serviço;

- Curar o concreto conforme o item Cura.

- Retirar a forma, demolir o concreto excedente do cachimbo, cuidadosamente. Se a superfície for
de concreto de fundação poderá ficar rugosa, se for de concreto estrutural, fazer o reparo
conforme o item Brocas de Pequenas Dimensões e se for de concreto aparente, conforme o item
Reparos no Concreto Aparente.

- REPAROS NO CONCRETO APARENTE

Quando se tratar de pequenas brocas no concreto aparente, o procedimento é idênticas ao item
Brocas de Pequenas Dimensões, porém deve ser adicionada uma quantidade suficiente de
cimento branco à argamassa, previamente testada para se obter a mesma co1oração do concreto.
O acabamento final deve ser de tal forma que a superfície fique brilhante como a do concreto
aparente.

Para as brocas de grandes dimensões, utilizar o mesmo procedimento do item Brocas de Grandes
Dimensões, porém dar o acabamento final conforme acima.

- ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA DE CONCRETO

       A aceitação individual das estruturas de concreto, executadas pela CONTRATADA, deverá
ser conforme a NBR-6118.

      A CONTRATADA deverá apresentar o controle estatístico do concreto produzido,
contemplando as estruturas executadas.




                                                                                                  26
04.00.000 – ARQUITETURA E ELEMENTOS DE URBANISMO



04.01.000 – ARQUITETURA

04.01.100 – PAREDES

04.01.102 – PAREDES DE ALVENARIA.

04.01.102.1 - As alvenarias de elevação serão executadas com tijolos de barro, furados, de
dimensões uniformes, 20x20x10 cm;

04.01.102. 2 - Os tijolos serão bem queimados, sonoros, com faces planas a arestas vivas,
texturas homogêneas e sem vitrificação superficial;

04.01.102. 3 - As alvenarias observarão as dimensões e alinhamentos indicados em projetos e
serão executadas em amarração com fiadas horizontais em nível e juntas em prumadas
alternadas perfeitas;

04.01.102. 4 - Os painéis de alvenaria com alinhamento diverso deverão estar solidários entre si;

04.01.102. 5 - As alvenarias serão após um tempo mínimo de 03 dias de executadas, amarradas à
estrutura através de tijolos maciços 10x20x5 cm inclinados ou cunhas de concreto.

04.01.113 – PAREDE DE COBOGÓ.

04.01.113.1 - As parede indicadas nos projetos de arquitetura como cobogó, serão em elemento
vazado de concreto 7x50x50cm, assentados com cimento/areia 1:4.

04.01.120 - DIVISÓRIAS DE GRANITO.

04.01.120.1 - As divisórias dos sanitários e dos vestiários serão em granito cinza real com
espessura de 3 cm e altura de 1,90 m.

04.01.200 – ESQUADRIAS.

04.01.200.1 - METÁLICAS (JANELAS, PORTAS, GRADES...).

04.01.200.1.1 - As esquadrias a executar serão em alumínio linha C30 ou similar;

04.01.200.1.2 - O fabricante das esquadrias deverá fornecer o projeto de detalhamento que
deverá ser previamente aprovado pelo autor do projeto de Arquitetura;

04.01.200.1.3 - Todos os trabalhos de serralheria serão executados com a maior perfeição,
mediante emprego de mão-de-obra especializada e obedecendo rigorosamente as indicações do
projeto e as presentes especificações;

04.01.200.1.4 - Todo o material a empregar deverá ser de boa qualidade, novo, limpo,
perfeitamente desempenado e sem nenhum defeito de fabricação ou falhas de laminação;

04.01.200.1.5 - É necessária a verificação prévia das dimensões dos vãos. Uma vez executadas,
todas as unidades serão marcadas com clareza de modo a permitir fácil identificação e
assentamento nos respectivos locais da construção;


                                                                                                27
04.01.200.1.6 - Caberá à CONTRATADA, assentar os marcos nos vãos e locais indicados,
cabendo-lhe inteira responsabilidade pelo prumo e nível das mesmas, bem como pelo seu perfeito
funcionamento;

04.01.200.1.7 - Os marcos não deverão jamais ser forçados nos vãos, porventura fora do
esquadro ou de escassas dimensões. Deverá haver especial cuidado para que as armações não
sofram qualquer distorção quando parafusadas aos chumbadores;

04.01.200.1.8 - As juntas dos contra-marcos com a alvenaria e/ou elementos da estrutura, serão
cuidadosamente tomadas com silicone fabricação “Dow Corning” ou equivalente;

04.01.200.1.9 - Todas as partes móveis serão dotadas de pingadeiras ou dispositivos que
assegurem perfeita estanqueidade ao conjunto, impedindo a infiltração de águas pluviais;

04.01.200.1.10 - Todas as esquadrias deverão apresentar perfeitas condições de estanqueidade
às chuvas, resistência à carga de ventos, resistência aos esforços de uso e durabilidade;

04.01.200.1.11 Antes da entrega dos serviços, as esquadrias deverão ser limpas, sendo removido
qualquer vestígio de tinta, de manchas, de argamassa e de gorduras;

04.01.230 – DE MADEIRA (PORTAS).

04.01.230.1- Todas as portas de madeira (siglas: PM e PB), serão com miolo tipo colméia, com
folhas de compensado de cedro ou imbuia, encabeçadas nas quatro bordas com madeira de lei e
revestidas com laminado em ipê, mogno.

04.01.230.1.1 - As portas de box dos sanitários e vestiários serão melamínico com espessura de
08mm (oito milímetros), cor bege;

04.01.230.1.2 - Os marcos das portas de madeira serão de chapa dobrada nº (#) 14.

04.01.242 – FERRAGENS

04.01.242.1 - NORMAS GERAIS.

04.01.242.1.1 - Todas as ferragens deverão obedecer às indicações e especificações constantes
no projeto e neste caderno quanto ao tipo, função e qualidade;

04.01.242.1.2 - As ferragens serão fornecidas acompanhadas de todos os acessórios, bem como
de parafusos para fixação nas esquadrias;

04.01.242.1.3 - A instalação das ferragens será feita com particular cuidado, de modo a que
rebaixos ou encaixes para dobradiças, fechaduras de embutir, chapa-testas e outros elementos
tenham a forma das ferragens, não sendo toleradas folgas que exijam emendas, taliscas de
madeira ou outros processos de ajuste;

04.01.242.1.4 - Não será permitido introduzir qualquer esforço nas ferragens para seu ajuste;

04.01.242.1.5 - Para evitar escorrimento ou respingos de tinta, as ferragens serão protegidas com
tiras de papel ou fita crepe.

04.01.242.2 – ESPECIFICAÇÕES.

04.01.242.2.1 - As ferragens das esquadrias de madeira serão da marca LA FONTE                  ou
equivalente;


                                                                                                28
04.01.242.2.2 – As ferragens e acessórios das esquadrias metálicas serão das marcas LA
FONTE, UDINESE (PAPAIZ), FERMAX, IMAB ou equivalente. Os componentes de embutir
deverão ser apropriados para a largura dos perfis ;

04.01.242.2.3 - Além dos elementos aqui especificados, deverão ser instalados todos os
componentes considerados necessários para um perfeito funcionamento das esquadrias conforme
orientação do fabricante destas.

04.01.242.3 - PORTA DE ENTRADA DE MADEIRA (INCLUSIVE ENTRADA DE SANITÁRIOS).

04.01.242.3.1 - Conjunto de fechadura 2174, maçaneta 436 CR, roseta 487 CR;

04.01.242.3.2 - Três dobradiças referência 485 CRA, extraforte, com anéis, dimensões de 3½“x3”,
marca LA FONTE ou equivalente;

04.01.242.4 - PORTA DE BOXE (SANITÁRIOS).

04.01.242.4.1 - Duas dobradiças c/ molas, próprias p/ granito, acabamento em latão cromado;

04.01.242.4.2 - Um conjunto de batente, próprio p/ granito, acabamento em latão cromado;

04.01.242.4.3 - Um conjunto de tarjeta de sobrepor, tipo livre/ocupado, em latão cromado,
referência. 719 CR, da marca LA FONTE ou equivalente.

04.01.242.5 - PORTA METÁLICA (FOLHA DUPLA).

04.01.242..5.1 - Fechadura LA FONTE 330 TK, distância 55 mm;

04.01.242.5.2 - Seis dobradiças tipo PALMELA, 4” X 3”, acabamento zincado, referência 563;

04.01.242.5.3 - Dois fechos referência 400, dimensão de 20 cm, acabamento cromado acetinado;

04.01.242.5.4 - Dois prendedores de portas.

04.01.242.6 - JANELA BASCULANTE.

04.01.242.6.1 - Tranqueta de Zamac, ref. 672, IMAB ou equivalente (janelas abaixo de 2,40m);

04.01.242.6.2 - Alavanca com cavalete, reta, em ZAMAC, ref. 218, IMAB (janelas acima de
2,40m).

04.01.242.7 - ALÇAPÃO.

04.01.242.7.1 - Puxador tipo alça.

04.01.242.7.2 Cadeado 40mm com jogo de chaves.

04.01.300 – VIDROS e PLÁSTICOS

04.01.301 – VIDROS

04.01.301.1 - Serão de primeira qualidade, lisos, sem manchas ou irizações, transparentes e
conforme informações do projeto;

04.01.301.2 - O assentamento será com uso de massa de vidraceiro, fixados com baguetes
aparafusados nas peças, sendo os parafusos rebaixados de modo a não apresentar saliências;


                                                                                               29
04.01.301.3 - As espessuras variarão com os vãos, sendo de 3 mm para os vãos com
semiperímetro até 150 cm e 4 mm até 250 cm;

04.01.301.4 - Os vidros a serem instalados deverão ser transparentes exceto nos sanitários que
deverão ser do tipo mini-boreal. Os vidros que estiverem em caixilhos abaixo de 100 cm de
altura, serão do tipo aramado.



04.01.400 – COBERTURA.

04.01.400.1 – GENERALIDADES.

04.01.400.1.1 - Os componentes da cobertura deverão ser executados de acordo com as
especificações e recomendações dos respectivos fabricantes e do projeto de arquitetura;

04.01.400.1.2 - Antes da entrega da obra, na presença da FISCALIZAÇÃO, serão
convenientemente testadas todas as condições de estanqueidade.

04.01.400.1.3 - As telhas deverão se apresentar íntegras, sem rachaduras e dentro dos padrões
de qualidade das especificações do projeto;

04.01.400.1.4 - Antes do início da montagem das telhas, será verificada a compatibilidade da
execução da estrutura metálica com o projeto de Arquitetura;

04.01.400.1.5 - os furos para passagem dos parafusos terão diâmetros ligeiramente maiores do
que os diâmetros destes, sendo que nunca deverão ser locados a menos de 5 cm das bordas das
chapas.

04.01.400.1.6 - Deverá ser evitado o aperto excessivo de parafusos contra as placas; a pressão
será suficiente para a vedação e para permitir, também, a dilatação do material.

04.01.400.1.7 – As arruelas para vedação serão colocadas com suficiente massa de vedação, de
maneira que seja garantida a sua penetração no furo;

04.01.400.1.8 - Os furos de fixação deverão estar sempre localizados na face superior das ondas
das telhas;

04.01.400.1.9 – O trânsito de pessoas sobre as telhas deverá se processar sobre tábuas
convenientemente apoiadas sobre um conjunto de telhas;

04.01. 402 - TELHAS

04.01.402.1 - Serão instaladas telhas de aço autoportantes vão livre 40 metros marca Imasa ou
similar e sobre a passarela uma cobertura em chapa metálica auto portante sobre pilares em
estrutura de concreto armado, conforme projetos e detalhes de arquitetura.

04.01.402.2 – Os parafusos de fixação das telhas serão de aço inox, seguindo rigorosamente os
espaçamentos recomendados pelo fabricante das telhas;

04.01.402.3 – As telhas serão apoiadas sobre a estrutura de concreto armado com espaçamento
máximo entre apoios conforme os espaçamentos determinados para cada tamanho de telha.




                                                                                             30
04.01.412- PEÇAS COMPLEMENTARES.

04.01.412.1 – Serão usados contra-rufos em chapa galvanizada , que cobrirão toda a extensão da
indicada em projeto, fazendo o papel, também, de chapim, protegendo assim, a superfície
superior da alvenaria contra as infiltrações de águas pluviais. Poderão ser usados elementos de
argamassa armada conforme detalhes.



04.01.706 - RUFOS E CALHAS .

04.01.706.1 – Os rufos serão em chapa metálica, conforme o projeto de arquitetura;

04.01.706.2 – Todas as calhas serão metálicas.

04.01.706.3 – Todos as bocas de escoamento de águas pluviais terão ralos hemisféricos marca
TIGRE ou equivalente.

04.01.706.4 – Todas as descidas de águas pluviais serão em PVC, embutidas na alvenaria, com
tubo operculado para visita.



04.01.510 – REVESTIMENTOS DE PISOS.

04.01.511 - PISOS EXTERNOS EM PEDRA PORTUGUESA VERMELHA E BRANCA.

04.01.511.1 - Os pisos externos, indicadas em projeto serão em pedra portuguesa assentada em
base 1:5 cimento e saibro após acerto e compactação do terreno.

 04.01.511.2 - As superfícies dos cimentados serão cuidadosamente curadas, sendo, para tal fim,
conservadas sob permanente umidade durante os sete dias que sucederem sua execução;

04.01.511.3 - Os cimentados terão espessura de 70 mm.

04.01.517      PISO EM GRANITINA

Piso alta resistência em massa granilite - tipo granitina ou similar com 12mm de espessura.

Limpar e lavar a laje;

Executar contrapiso nivelando a superfície, composto de argamassa de cimento e areia grossa,
traço 1:3 em volume, com 17 litros de água por saco de cimento, com espessura mínima de
20mm. A consistência da argamassa deverá ser pouco plástica;

Lançamento sobre o contrapiso ainda não endurecido, da argamassa de granitina e cimento no
traço 1:2 em peso, ou seja, um saco de cimento para dois sacos de Granitina e o mínimo possível
de água de amassamento. A espessura será de 10mm (dez milímetros).

Acabamento final executado por meio de aplicação de politriz utilizando-se pedras esmeris Nºs 36,
80 e 120 após oito dias da execução do piso;




                                                                                               31
Proceder a cura da argamassa com aplicação de camada de areia com espessura de 3 cm, que
deverá ser mantida durante período ininterrupto de oito dias. Evitar correntes de ar durante o
processo;

Tanto o contrapiso como o revestimento devem ser adequadamente compactados para
eliminação total de bolhas.

As juntas de dilatação serão a cada 100cm, nos dois sentidos. Serão plásticas e deverão
transpassar a camada de alta resistência e o contrapiso de correção.



04.01.519     PISO EM MADEIRA IPÊ.

04.01.519.1 Tablado elevado em estrutura de madeira para tabua corrida ( palco, camarim e
depósito), Os serviços de colocação dos pisos somente serão iniciados após a conclusão dos
revestimentos das paredes e do teto do local;

04.01.519.2 Piso em tabua corrida 10cm em ipê (palco, camarim e depósito), inclusive rodapé
em madeira ipê h= 7cm, Os serviços de colocação dos pisos somente serão iniciados após a
conclusão dos revestimentos das paredes e do teto do local;

04.01.523     PISO EM CARPETE

04.01.523.1 Piso em carpete Tabacow ou similar cor bege, espessura 4mm, colocado, inclusive
rodapé em madeira ipê h=7cm, Os serviços de colocação dos pisos somente serão iniciados após
a conclusão dos revestimentos das paredes e do teto do local;

- Os serviços de colocação dos pisos somente serão iniciados após a conclusão dos
revestimentos das paredes e do teto do local;

- Quarenta e oito horas após a colocação dos elementos cerâmicos, proceder ao rejuntamento
com rejunte “pronto” tipo Quartzolit ou similar equivalente.



04.01.530 – REVESTIMENTOS DE PAREDES.

04.01.531 - CHAPISCO.

04.01.531.1 - Argamassa de cimento e areia grossa lavada, traço 1:3;

04.01.531.2 - Será aplicado em todas as superfícies das alvenarias, tetos e elementos estruturais
a serem revestidos ou pintados;

- As superfícies serão previamente limpas a vassoura e abundantemente molhadas.

04.01.532 - EMBOÇO.

04.01.532.1 - O emboço só será iniciado após a completa pega das argamassas das alvenarias e
chapiscos;

04.01.532.2 - O emboço só será iniciado depois de embutidas todas as canalizações;

04.01.532.3 - O emboço interno será em argamassa de cimento e areia saibrosa, traço 1:8;


                                                                                               32
04.01.532.4 O emboço externo será em argamassa de cimento e areia saibrosa, traço 1:6;

04.01.532.5 O emboço para azulejos será em argamassa de cimento e areia grossa, traço 1:3.

04.01.534 – CERÂMICOS

04.01.534.1 – Nos locais indicados em projeto será aplicado cerâmica esmaltada 20x20cm padrão
médio PEI 4 marca Eliane, cor a ser definida pela fiscalização, assentado com argamassa
industrializada AC1 e rejuntamento de cimento branco Quartzolit.

04.01.535.2 - O assentamento       será feito com argamassa “pronta”, do tipo ARGAMÁXIMA,
QUARTZOLIT ou equivalente;

04.01.535.3 - O assentamento será feito de modo a se obter juntas rigorosamente em nível e a
prumo com as arestas paralelas;



04.01.546      REVESTIMENTOS EM ARGAMASSAS ESPECIAIS

04.01.546.1 REVESTIMENTO MINERAL DE FACHADAS EM MONOCAMADA "MONOCAPA"
PRAL CLASSIC SE COR BRANCA QUARTZOLIT OU SIMILAR.



- O revestimento aceita a sobreposição de camada para a criação de detalhes decorativos como
molduras, cornijas e a combinação de cores diferentes.

As Bases para aplicação podem ser:

- Blocos de concreto

- Blocos cerâmicos bem bitolados

- Blocos sílico-calcários

- Superfícies de concreto imprimidas com ibo xapiscofix rolado Quartzolit

- Emboço ou chapisco

- Para quaisquer outras bases, consultar a Quartzolit Weber

O revestimento não deverá ser aplicado sobre:

Sobre superfícies horizontais sujeitas a solicitações ou saturadas

Sobre superfícies plásticas ou de metal

Sobre gesso, revestimentos plásticos ou orgânicos

Sobre impermeabilizações ou matérias de baixa resistência mecânica

Em áreas de permanente contato com água ou em contato com o solo

A argamassa aplicada em parapeitos/cornijas deve ser protegida com detalhes específicos

Antes de aplicar

                                                                                             33
- Temperatura de aplicação: 5ºC até 40ºC

- Não aplicar em superfícies congeladas, extremamente quentes, ou quando da expectativa de
chuvas

- Evitar aplicações em temperaturas abaixo de 5ºC, reduzindo assim o risco de eflorescências,
especialmente em cores escuras

- Os andaimes devem ser estáveis e fixados a 40 cm da superfície a ser revestida

Preparo da Base

- Antes de iniciar a aplicação do sistema monocapa, remova os resíduos e contaminações da
base de alvenarias

- Sobre as superfícies muito lisas, como concreto, escovar e lavar a base e aplicar ibo xapiscofix
rolado antes da aplicação do sistema monocapa

- Quando houver falhas superiores a 2 cm de largura, altura ou profundidade na alvenaria ou
juntas, preenchê-las com argamassa de regularização ou com sistema monocapa

- Na junção de dois materiais diferentes onde existirem riscos de fissura, colocar uma tela de fibra
vidro sobre a junção dos materiais. Em caso de detalhes mais complexos, consultar Quartzolit
Weber

- A tela de fibra de vidro deve ser inserida no meio da camada fresca , que em seguida deve ser
recoberta com a segunda parte da espessura

O uso da tela de fibra de vidro é recomendado (ou obrigatório) também nos vãos de esquadrias,
minimizando ação de fissuras, mas de forma alguma elimina o uso de vergas e contravergas nos
bordos das esquadrias. Observe a seguir detalhes para a colocação de telas de vidro nos vãos
das esquadrias

Colocação de tela estruturada alvenaria

A borda deverá ultrapassar as bordas inferiores e superiores da viga, conforme detalhamento
específico

Colocação de tela janelas

Colocar em cada uma das bordas da janela um tecido de tela de 0,50x0,30cm

Colocação de tela porta

Colocar um tecido cobrindo as vigas ou vergas

Em temperaturas superiores a 20ºC ou umidades inferiores a 40%, é recomendável molhar a base
antes da aplicação do sistema monocapa

Preparo do Produto

- Para fazer a mistura do produto, usar somente água limpa na proporção indicada na embalagem
da monocapa. Não adicionar à mistura nada que não tenha sido recomendado pela Quartzolit
Weber



                                                                                                 34
- O revestimento de sistema monocapa poderá ser feito manualmente ou através de projeção
mecânica

- Para executar aplicação manual, fazer a mistura do produto usando um misturador de baixa
velocidade(≤ 500 rpm)

- Colocar inicialmente 75% da água por cada saco, adicionar gradativamente o pó, e por último os
25% restante da água. Bater o matérial durante 2 minutos.

- Não variar a quantidade de água e tempo de mistura a cada batelada de argamassa

- Para a aplicação de tropal através de projeção mecânica, o produto deverá ser misturado
instantes antes da aplicação, durante 2 minutos, na própria máquina de projeção(misturador da
máquina)

- Para aplicação mecânica, a pressão de água apropriada deve estar em torno de 14 a 15 bar, a
alimentação da máquina, em 220 V ou 380 V trifásico, na hipótese da pressão de água não ser
adquada, a máquina pode ser acoplado a um recipiente de alimentação

Usar um transformador em caso de variações de grandes de tensão

Para aplicação mecânica, ajustar primeiramente a pressão da água para 14-15 bar, e a pressão
da argamassa deverá ser entre 10 e 15 bar

Durante a execução do revestimento com máquina, deve-se verificar se não há alteração na
consistência da argamassa, controlando rigorosamente a dosagem da água e o tempo da mistura

Aplicação

Aplicação manual

A aplicação manual será feita em duas camadas: a primeira camada deverá ser aplicada
estendendo-se metade da espessura da monocapa, que deve ser estriada, e apertada sobre a
base com régua denteada; em seguida, a segunda camada deve ser colocada sobre a primeira,
sendo alisada com desempenadeira, régua ou raspador.

Projeção mecânica

Aplicar uma espessura inicial em movimentos circulares para a preparação da base.

Em seguida, aplicar uma camada, mais espessa, em movimentos vaivém.

Esta camada deve ser regularizada com uma régua e/ou uma espátula grande, estriada e em
seguida alisada.

Para as duas formas de aplicação

- O acabamento da primeira camada não pode ser alisado, e sim estriado com régua de dentes.

- A espessura mínima para a primeira camada deve ser de:

● 5 mm para acabamento final tipo raspado;

● 10 mm para acabamento final tipo travertino, chapiscado ou alisado

Caracterização do Produto


                                                                                              35
- Coeficiente de capilaridade: no máximo 1,0

- Peso específico da argamassa endurecida: 1,60 g/cm³

- Resistência à compressão - classe CS lll: ≥ 3,8 Mpa

- Resistência à flexão: 2,0 Mpa

- Resistência de aderência: ≥ 0,3 Mpa

- Módulo de elasticidade dinâmico: no máximo 11.000 Mpa

Os valores obtidos são baseados na Norma Européia que contempla os procedimentos
laboratoriais para controle de revestimentos de camada única

Estocagem

Em pilhas de no máximo 1,5m de altura, em local seco e arejado, sobre estrato, em sua
embalagem original fechada



04.01.560 – PINTURA.

04.01.560.1 - NORMAS GERAIS.

a) Todas as tintas a empregar deverão observar as especificações deste memorial sempre que
houver indicação expressa;

Nenhuma alteração poderá ser feita nas marcas e nas cores sem o consentimento da
Fiscalização;

b) Todas as superfícies a pintar deverão estar secas. Serão minuciosamente examinadas,
cuidadosamente limpas, retocadas e preparadas para o tipo de pintura a que se destinam;

c) Deverão ser observadas as prescrições dos fabricantes para o aparelhamento das superfícies,
no preparo e aplicação das tintas, sendo vedada a utilização de qualquer substância em
desacordo com aquelas especificações;

d) Deverão ser evitados escorrimentos e respingos de tinta nas superfícies não destinadas à
pintura; os respingos que não puderem ser evitados, serão removidos enquanto a tinta ainda
estiver fresca, empregando-se removedor adequado;

e) Toda a pintura será executada em tantas demãos quantas forem necessárias para um perfeito
acabamento. Cada demão somente será aplicada quando a precedente estiver completamente
seca;

f) Toda a superfície pintada deverá apresentar, quando concluída, uniformidade quanto à textura,
tonalidade e brilho;

g) Todas as ferragens das esquadrias em geral, deverão ser removidas ou protegidas com papel
colante, antes do início dos serviços de pintura;

Toda vez que uma superfície for lixada, será cuidadosamente limpa com escova e pano seco para
remover o pó, antes da aplicação da demão seguinte.


                                                                                              36
04.01.560.2 - PAREDES INTERNAS.

04.01.560.2.1 - Todas as paredes internas que não receberem revestimento , deverão ser
pintadas com tinta acrílica, semi-brilho, “Metalatex” da Sherwin Williams ou equivalente, na cor
palha;

04.01.560.2.2- Todas as paredes deverão ser emassadas com massa ACRÍLICA antes de
receberem a pintura.

04.01.560.4 – TETO.

04.01.560.4.1 - Todos os tetos deverão ser pintados com tinta acrílica, sobre massa ACRÍLICA na
cor branco neve.

04.01.560.5 – PORTAS.

04.01.560.5.1 – As portas de madeira receberão verniz maritimo, na cor mogno, da marca
WANDA ou equivalente.

04.01.560.5.2 - Todos os marcos e alizares das portas de madeira receberão pintura com esmalte
sintético acetinado na mesma cor da portas.

04.01.561 – MASSA CORRIDA.

04.01.561.1 – As paredes internas receberão também acabamento desempenado e massa corrida
devidamente lixada.



04.01.600. – IMPERMEABILIZAÇÃO.

04.01.600.1 – LAJES E CALHAS.

04.01.600.1.1 – Impermeabilização com MANTA ASFÁLTICA CLASSE 2 de alta resistência,
estruturada com não tecido de poliéster, composta de asfalto polimérico APP, com 4 mm de
espessura, devendo satisfazer as condições mínimas estabelecidas na NBR-9952. A sua
aplicação deverá obedecer ao esquema técnico a seguir:

04.01.600.1.2 - As mantas deverão ser colocadas e aderidas totalmente ao substrato, previamente
imprimado com solução asfáltica, utilizando-se chama de maçarico para sua aplicação, com
sobreposição mínima de 100 mm.

04.01.600.2– ALVENARIA.

04.01.600.2.1 - As duas primeiras fiadas de argamassa de assentamento dos tijolos das paredes
externas terão adição de SIKA -1 no traço 1:20.

04.01.600.3 - PROTEÇÃO DA IMPERMEABILIZAÇÃO.

04.01.600.3.1 - Proteção intermediária da impermeabilização utilizando-se argamassa plástica
obtida da mistura de emulsão asfáltica e areia no traço 1:4 em volume, na espessura média de 1
cm (um centímetro), com acabamento rústico à régua, tendo por finalidade a proteção da película
impermeabilizante, quer dos trabalhos de acabamento final, quer do trabalho estrutural do próprio
acabamento;

                                                                                              37
04.01.600.3.2 - Proteção final contra ferimentos mecânicos utilizando-se argamassa de cimento e
areia, traço 1:4 em volume, na espessura média de 3 cm (três centímetros), estruturada com tela
de arame galvanizado, malha de uma polegada, fio nº 22 (vinte e dois), em todas as superfícies
das calhas e paramentos externos verticais;

04.01.600.3.3 - Proteção mecânica da impermeabilização utilizando-se argamassa de cimento e
areia, traço 1:4 em volume, na espessura média de 3 cm, com juntas moduladas a cada 1,5 m,
nos dois sentidos, bem como juntas perimetrais e de contorno com 1 cm de largura, calafetadas
com mastique asfáltico, em todas as superfícies horizontais.



04.01.700 – ACABAMENTOS E ARREMATES.

04.01.701 – RODAPÉS.

04.01.701.1 – Serão do mesmo material do piso, pré-fabricados ou moldados no local, com altura
de 7cm (sete centímetros) e espessura de 2cm (dois centímetros), boleados junto ao piso com
raio de 01cm (um centímetro). O rodapé será embutido na argamassa de revestimento da parede,
ou seja, sem saliência que acumule poeira sobre ele.

04.01.702 – SOLEIRAS.

04.01.702.1 - As soleiras serão do mesmo material do piso (concreto de alta resistência).



04.01.800 - ELEMENTOS DECORATIVOS.

04.01.800.1 - BARRAS DE APOIO.

04.01.800.1.1 - Deverão ser colocadas barras de apoio de aço galvanizado, Ø = 40 mm no
sanitário de deficientes físicos conforme Normas para Deficientes Físicos da ABNT.

04.01.800.5- BANCADAS DE GRANITO.

04.01.800.5.1 - Serão instaladas nos sanitários indicados em projetos, bancadas de granito,
padrão Cinza Real, conforme dimensões do projeto.

04.01.800.6 - OUTROS APARELHOS.

04.01.800.6.1 - Fornecer e instalar os extintores de incêndio, conforme o projeto específico
aprovado pelo CBMDF.

04.01.801 - CORRIMÃO EM TUBOS DE FERRO

Serão instaladas conforme projetos e detalhes.

04.01.803 - GUARDA-CORPO

Serão instaladas em vidro laminado 8mm com acessórios conforme projetos e detalhes .

04.01.804.1 - ALÇAPÃO VISITA CISTERNA PR5-2Q-T 90X90CM CANTONEIRA

Serão instaladas conforme projetos e detalhes



                                                                                             38
04.01.804.2 - ALÇAPÃO CAIXA D'ÁGUA PR5-2Q-T 90X125CM CANTONEIRA

Serão instaladas conforme projetos e detalhes

04.01.805 - ESCADAS DE FERRO TIPO MARINHEIRO

Serão instaladas conforme projetos e detalhes

04.03.000     INTERIORES

BANCADAS E BALCÕES

Serão instaladas conforme projetos e detalhes

BANCADA DE GRANITO CINZA ESP. 2CM PARA LAVATÓRIOS COM FURO PARA UMA
CUBA DE LOUÇA

Serão instaladas conforme projetos e detalhes

BANCADA DE GRANITO CINZA ESP. 2CM PARA PIA COM FURO PARA UMA CUBA DE AÇO
INOX

Serão instaladas conforme projetos e detalhes

BANCADA DE GRANITO CINZA ESP. 2CM PARA ÁREA DE CHURRASQUEIRA

Serão instaladas conforme projetos e detalhes



04.03.204     BALCÃO DA RECEPÇÃO COMPLETO, CONFORME PROJETOS E DETALHES

Serão instaladas conforme projetos e detalhes



04.04.300 – VEGETAÇÃO



04.04.304 – Grama – Será do tipo batatais, isenta de ervas daninhas, aplicada nos locais
indicados em projetos, sobre terreno previamente preparado. Após o plantio, a grama receberá
uma camada de terra “vermelha”, para nivelamento e proteção, e será irrigada durante as
primeiras duas semanas.



04.05.000- PAVIMENTAÇÃO EXTERNA.

04.05.000.1 - Os serviços de limpeza, desmatamento, terraplenagem e pavimentação serão
executados de acordo com as Normas do DNER;

04.05.000.2 - Nenhum serviço poderá ser iniciado se o anterior não tiver sido aprovado pela
Fiscalização;


                                                                                          39
04.05.000.3 - A CONTRATADA deverá apresentar à Fiscalização para aprovação, o nome do
laboratório que efetuará o controle do concreto e da granulometria dos agregados e das
densidades conforme a seguir:

Do sub-leito, pelo método PROCTOR NORMAL, com exigência de densidade média de 100%,
com tolerância de até 97% em pontos isolados;

Da sub-base e base, pelo método PROCTOR INTERMEDIÁRIO, com exigência de densidade
média de 100%, com tolerância de até 98% em pontos isolados;

O lastro de concreto terá a espessura de 12 cm (doze centímetros), com Fck 32,0 mPa, armado
com tela eletrosoldada 10 x 10 cm em Fe CA-50 # 6.3 mm;

A base/sub-base terá altura mínima de 20 cm;

Serão adotadas as seguintes medidas, em função da largura (L) da faixa de concreto:

Limpeza superficial do terreno: L + 1,40 m;

Terraplenagem (inclusive regularização e compactação do sub-leito): L + 1,00 m;

Largura superior da base: L + 0,30 m;

Largura da faixa de concreto: L.



04.05.103 - MEIO – FIOS.

04.05.103.1 - Serão de concreto, pré-fabricados, padrão NOVACAP, colocados nos perímetros
dos estacionamentos conforme o projeto.




                                                                                         40
05.00.000 – INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS

05.00.000.1 – GENERALIDADES.

As instalações deverão ser executadas de acordo com os projetos e detalhes fornecidos pela
CONTRATADA após análise feita pela CONTRATANTE, bem como as especificações em planta e
este memorial.

Os materiais a serem utilizados serão sempre de primeira qualidade e previamente aprovados
pela FISCALIZAÇÃO.

Todas as instalações deverão, sempre que possível, ser embutidas nas paredes exceto quando
indicado em projeto.

Fazem parte dos presentes serviços, todas as providências necessárias para a ligação do prédio
em questão às redes existentes de água, esgoto e energia elétrica conforme projeto, cabendo à
CONTRATADA o ajuste das cotas e bitolas onde não indicado e a observância dos padrões das
concessionárias.

Antes da entrega da obra serão convenientemente testadas todas as instalações.



05.01.000.2 - CONDIÇÕES GERAIS.

a) As instalações hidráulicas serão executadas rigorosamente de acordo com o projeto específico,
bem como com as especificações que se seguem:

b) As tubulações de distribuição deverão passar sobre a laje;

c) As canalizações de distribuição de água nunca serão inteiramente horizontais, devendo
apresentar declividade mínima no sentido de escoamento;

d) Todas as canalizações serão de tubos de PVC - água, de fabricação Tigre ou equivalente,
exceto as que contenham outra indicação no projeto e as expostas ao sol;

e) Válvulas e registros DECA ou equivalente;

f) As caixas d'água deverão ser conforme o projeto;

g) Satisfazer a norma NBR 8.193 referente aos medidores e limitadores de descarga.



05.01.000.3 - VERIFICAÇÕES.

a) Durante a construção e até a montagem dos aparelhos, todas as extremidades livres das
canalizações serão invariavelmente vedadas com “plugs” apropriados, não sendo admitido o uso
de buchas de madeira ou papel para tal fim;

b) Todas as tubulações de distribuição de água serão testadas antes do fechamento dos rasgos
das alvenarias quando houver ou de seu envolvimento por capas de argamassa ou de isolamento
térmico, submetidas à pressão hidrostática igual ao dobro da pressão de trabalho normal prevista,
sem que acusem qualquer vazamento;

                                                                                               41
De modo geral, todas as instalações serão convenientemente verificadas pela FISCALIZAÇÃO
quanto às suas perfeitas condições de execução e funcionamento.



05.01.000.4- DISPOSITIVOS/MATERIAIS/EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS.

Torneira de bancada para lavatório de ½” ref. 1193 C-39;

Torneira elétrica da Lorenzetti p/ o Expurgo;

Válvula de descarga Hidra Máster, modelo público, ref. 2531;

Registro de gaveta com acabamento cromado, ref. 1.509, C-39 da DECA;

Registro de pressão ref. 1.416, C-39, DECA;

Válvulas de escoamento para lavatório, ref. 1.602-C da DECA;

Tubo de ligação para bacia, ref. 1.967 da DECA, bitola 1/1/2”;

Engate de metal cromado flexível 40 cm, ref. 4.606.190;

Parafuso de fixação para lavatório, SP-9, da DECA, com arruelas lisas e buchas S8 (par).

Registro de gaveta com acabamento cromado ref. 1.509, C-39 da DECA;

Filtro de parede EUROPA, metálico, sobre a bancada da copa;

Torneira de pressão para pia de copa, ref. 1.159, C-39 – bitola ½”, com arejador;

Torneira de pressão para tanque, ref. 1.153, C-39, DECA;



05.01.500- APARELHOS, ACESSÓRIOS E METAIS.



05.01.500.1– GENERALIDADES.

05.01.500.1.1 - Caberá à CONTRATADA, fornecer e instalar todos os equipamentos, aparelhos,
metais e peças complementares, de acordo com o projeto de Arquitetura e instalações;

05.01.500.1.2 - As disposições das diferentes peças estão indicadas nos desenhos. Quaisquer
divergências que houver serão esclarecidas pela Fiscalização.

05.01.501 – LOUÇAS.

05.01.501.1 – As louças serão de fabricação “DECA” ou equivalente, na cor branca, localizadas
conforme o projeto de Arquitetura.

05.01.501.1.2 - Lavatório L 51, linha Vogue Plus, DECA.

05.01.501.1.3 - Parafusos de fixação para lavatório, modelo SP-7 da DECA, com arruelas lisas e
buchas S8;


                                                                                            42
05.01.501.1.4 - Válvula para lavatório ref. 1602-C, DECA;

05.01.501.1.5 - Engate flexível, código 4606-C, 40 cm x 1/2”, DECA;

05.01.501.1.6 - Sifão para lavatório, pia e tanque, ref. 1680, DECA.

05.01.503 - Vaso sanitário linha Vogue Plus ref. P 5, Deca.

05.01.503.1- Parafusos de fixação para bacia, ref. SP-13, DECA;

05.01.503.2- Tubo de ligação para bacia, cromado , ref. 1968 C, DECA.

05.01.507– METAIS.

05.01.507.1 Os metais serão de fabricação DECA ou equivalente, de primeira qualidade.

05.01.508 – Mictório com sifão integrado M712, cor gelo – DECA;

05.01.512 - Torneira para lavatório, ref. 1193 C39, DECA;

05.01.515 - Registro de pressão, C - 39, ref. 1416, DECA;

05.01.516 - Registro de gaveta, C - 39, ref. 1509, DECA;

05.01.518 - Chuveiro elétrico modelo luxo LORENZETTI;

05.01.519 - Válvula de descarga HYDRA MAX, ref. 2551 CPB – PÚBLICA;

05.01.531 - Torneira para tanque, ref. 1155 C - 39, DECA;

05.01.532 - Torneira de pressão para pia, ref. 1159 C-39, com arejador;

05.01.533 - Válvula para pia, tipo americana, ref. 1623 da DECA, para as bancadas de aço inox;

05.01.534 - Válvula para tanque, ref. 1605 da DECA;

05.01.535 - Válvula para lavatório, ref. 1602 C da DECA;

05.01.536 - Sifão para pia, ref. 1680 C da DECA, para bancada de aço inox, lavatório e tanque.

05.01.540 – ACESSÓRIOS.

05.01.540.1 - Papeleira com rolete plástico, DECA, ref. A480, para cada vaso sanitário;

05.01.540.2 - Sobre cada lavatório será instalado espelho medindo 45 x 60 cm, com fundo de
madeira e quadro de alumínio fixado à alvenaria com bucha;

05.01.540.3 - Porta toalha de papel, Albatroz ou similar para cada lavatório;

05.01.540.4 - Porta sabão líquido, Albatroz ou similar para cada lavatório;

05.01.540.5 – Saboneteira de louça ref. A 380 para cada chuveiro;

05.01.540.6 – Cabide simples, de louça, ref. A 680 para cada chuveiro.

Serão instaladas conforme projetos e detalhes



                                                                                                 43
05.02.000 – INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA



1. OBJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações Hidráulicas de Água
Fria.

2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será realizada no canteiro de serviço
ou local de entrega, através de processo visual. Quando necessário e justificável, o Contratante
poderá enviar um inspetor

devidamente qualificado para testemunhar os métodos de ensaio requeridos pelas Normas
Brasileiras. Neste caso, o fornecedor ou fabricante deverá ser avisado com antecedência da data
em que a inspeção será feita.

Para o recebimento dos materiais e equipamentos, a inspeção deverá basear-se na descrição
constante da nota fiscal ou guia de remessa, pedido de compra e respectivas especificações de
materiais e serviços.

A inspeção visual para recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á, basicamente,
no atendimento às observações descritas a seguir, quando procedentes:

· verificação da marcação existente conforme solicitada na especificação de materiais;

· verificação da quantidade da remessa;

· verificação do aspecto visual, constatando a inexistência de amassaduras, deformações, lascas,
trincas, ferrugens e outros defeitos possíveis;

· verificação de compatibilização entre os elementos componentes de um determinado material.

Os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições exigidas serão rejeitados.

Os materiais sujeitos à oxidação e outros danos provocados pela ação do tempo deverão ser
acondicionados em local seco e coberto. Os tubos de PVC, aço, cobre e ferro fundido deverão ser
estocados em prateleiras ou leitos, separados por diâmetro e tipos característicos, sustentados
por tantos apoios quantos forem necessários para evitar deformações causadas pelo peso
próprio. As pilhas com tubos com bolsas ou flanges deverão ser formadas de modo a alternar em
cada camada a orientação das extremidades.

Deverão ser tomados cuidados especiais quando os materiais forem empilhados, de modo a
verificar se o material localizado em camadas inferiores suportará o peso nele apoiado.




                                                                                               44
2.2 Processo Executivo

Antes do início da montagem das tubulações, a Contratada deverá examinar cuidadosamente o
projeto e verificar a existência de todas as passagens e aberturas nas

estruturas. A montagem deverá ser executada com as dimensões indicadas no desenho e
confirmadas no local da obra.



2.2.1 Tubulações Embutidas

Para a instalação de tubulações embutidas em paredes de alvenaria, os tijolos deverão ser
recortados cuidadosamente com talhadeira, conforme marcação prévia dos limites de corte. No
caso de blocos de concreto, deverão ser utilizadas serras elétricas portáteis, apropriadas para
essa finalidade.

As tubulações embutidas em paredes de alvenaria serão fixadas pelo enchimento do vazio
restante nos rasgos com argamassa de cimento e areia.

Quando indicado em projeto, as tubulações, além do referido enchimento, levarão grapas de ferro
redondo, em número e espaçamento adequados, para manter inalterada a posição do tubo.

Não será permitida a concretagem de tubulações dentro de colunas, pilares ou outros elementos
estruturais. As passagens previstas para as tubulações, através de elementos estruturais, deverão
ser executadas antes da concretagem, conforme indicação no projeto.



2.2.2. Tubulações Aéreas

As tubulações aparentes serão sempre fixadas nas alvenarias ou estrutura por meio de
braçadeiras ou suportes, conforme detalhes do projeto.

Todas as linhas verticais deverão estar no prumo e as horizontais correrão paralelas às paredes
dos prédios, devendo estar alinhadas. As tubulações serão contínuas entre as conexões, sendo
os desvios de elementos estruturais e de outras instalações executadas por conexões. Na medida
do possível, deverão ser evitadas tubulações sobre equipamentos elétricos.

As travessias de tubos em paredes deverão ser feitas, de preferência, perpendicularmente a elas.



2.2.3 Tubulações Enterradas

Todos os tubos serão assentados de acordo com o alinhamento, elevação e com a mínima
cobertura possível, conforme indicado no projeto. As tubulações enterradas poderão ser
assentadas sem embasamento, desde que as condições de resistência e qualidade do terreno o
permitam.

As tubulações de PVC deverão ser envolvidas por camada de areia grossa, com espessura
mínima de 10 cm, conforme os detalhes do projeto.



                                                                                               45
A critério da Fiscalização, a tubulação poderá ser assentada sobre embasamento contínuo
(berço), constituído por camada de concreto simples ou areia. O reaterro da vala deverá ser feito
com material de boa qualidade, isento de entulhos e pedras, em camadas sucessivas e
compactadas, conforme as especificações do projeto.

As redes de tubulações com juntas elásticas serão providas de ancoragens em todas as
mudanças de direção, derivações, registros e outros pontos singulares, conforme os detalhes de
projeto.



2.2.4 Instalação de Equipamentos

Todos os equipamentos com base ou fundações próprias deverão ser instalados antes de iniciada
a montagem das tubulações diretamente conectadas aos mesmos. Os demais equipamentos
poderão ser instalados durante a montagem das tubulações.

Durante a instalação dos equipamentos deverão ser tomados cuidados especiais para o seu
perfeito alinhamento e nivelamento.



2.2.5 Meios de Ligação

2.2.5.1 Tubulações de Aço

Rosqueadas

O corte de tubulação de aço deverá ser feito em seção reta, por meio de serra própria para corte
de tubos. As porções rosqueadas deverão apresentar filetes bem limpos que se ajustarão
perfeitamente às conexões, de maneira a garantir perfeita estanqueidade das juntas.

As roscas dos tubos deverão ser abertas com tarraxas apropriadas, prevendo-se o acréscimo do
comprimento na rosca que ficará dentro das conexões, válvulas ou equipamentos. As juntas
rosqueadas de tubos e conexões deverão ser vedadas com fio apropriado de sisal e massa de
zarcão calafetador, fita à base de resina sintética própria para vedação, litargirio e glicerina ou
outros materiais, conforme especificação do projeto.

Se a rede for de água potável, serão utilizados materiais vedantes que não contenham
substâncias tóxicas capazes de contaminar a água, como por exemplo o zarcão. O aperto

das roscas deverá ser feito com chaves adequadas, sem interrupção e sem retornar, para garantir
a vedação das juntas.

Soldadas

A tubulação de aço, inclusive conexões, poderá ser soldada por sistema de solda elétrica ou
oxiacetileno. Toda solda será executada por soldadores especializados, de acordo com os
padrões e requisitos das Normas Brasileiras.

As conexões serão de aço forjado, conforme especificação de projeto. As extremidades poderão
ser rosqueadas, de encaixe para solda ou chanfradas. As conexões serão de aço forjado, sendo
proibido, sob quaisquer pretextos, o uso de “bocas-de-lobo”, ou “curvas de miter”. As
extremidades poderão ser rosqueadas, de encaixe para solda ou chanfradas.



                                                                                                46
2.2.5.2 Tubulações de PVC

Rosqueadas

Para a execução das juntas rosqueadas de canalização de PVC rígido, dever-se-á:

· cortar o tubo em seção reta, removendo as rebarbas;

· usar tarraxas e cossinetes apropriados ao material;

· limpar o tubo e aplicar sobre os fios da rosca o material vedante adequado;

· para juntas com possibilidade de futura desmontagem, usar fita de vedação à base de resina
sintética;

· para junta sem possibilidade de futura desmontagem, usar resina epóxi.



Soldadas

Para a execução das juntas soldadas de canalizações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa da conexão e a ponta do tubo e retirar o brilho das superfícies a serem soldadas
com o auxílio de lixa adequada;

· limpar as superfícies lixadas com solução apropriada;

· distribuir adequadamente, em quantidade uniforme, com um pincel ou com a própria bisnaga, o
adesivo nas superfícies a serem soldadas;

· encaixar as extremidades e remover o excesso de adesivo.



Com Juntas Elásticas

Para a execução das juntas elásticas de canalizações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa do tubo e a ponta do outro tubo das superfícies a serem encaixadas, com auxílio
de estopa comum;

· introduzir o anel de borracha no sulco da bolsa do tubo;

· aplicar pasta lubrificante adequada na parte visível do anel de borracha e na parte da ponta do
tubo a ser encaixada;

· introduzir a ponta do tubo até o fundo do anel e depois recuar aproximadamente 1 cm.




                                                                                               47
2.2.5.3 Tubulações de Cobre e suas Ligas

Para a execução das juntas soldadas de canalizações de cobre e suas ligas, dever-se-á:

· cortar o tubo no esquadro, escariá-lo e retirar as rebarbas, interna e externamente;

· limpar com escova de aço, lixa fina ou palhinha de aço, a bolsa da conexão e a ponta do tubo;

· aplicar a pasta de solda, fluxo, na ponta do tubo e na bolsa de conexão, de modo que a parte a
ser soldada fique completamente coberta pela pasta e remover o excesso de fluxo;

· aquecer o tubo e a conexão, afastar o maçarico e colocar o fio de solda, solda de estanho, o qual
deverá fundir e encher a folga existente entre o tubo e a conexão;

· remover o excesso de solda com uma escova ou com uma flanela, deixando um filete em volta
da união.

Atenção especial deverá ser tomada durante a execução, impedindo o contato direto com
materiais de aço,

como braçadeiras, pregos, tubos e eletrodutos, a fim de evitar o processo de corrosão eletrolítica.



2.2.5.4 Tubulações de Ferro Fundido

Com Junta Elástica

Para a execução das juntas elásticas de canalizações de ferro fundido, dever-se-á:

· limpar a canaleta existente no interior da bolsa e parte externa da ponta do tubo;

· colocar o anel de borracha no interior da bolsa e parte externa da ponta do tubo;

· colocar o anel de borracha no interior da bolsa;

· marcar na ponta do tubo, com um traço a giz, o comprimento de penetração na bolsa;

· aplicar lubrificante adequado na superfície externa da porta do tubo e na superfície interna do
anel;

· introduzir manualmente a ponta na bolsa, verificando se a ponta atinge o fundo, tomando-se
como referência o traço a giz;

· quando o tubo for serrado, chanfrar ligeiramente a aresta externa da ponta, com o auxílio de uma
lima.



Com Junta Rígida de Massa Epóxi




                                                                                                  48
Esse tipo de junta será executado com corda alcatroada, comprimida no espaço existente entre a
parede externa da ponta do tubo e a parede interna da bolsa. Na parte superior, será deixado um
espaço correspondente a cerca de 10 mm de profundidade, que é preenchido com massa epóxi.

2.2.5.5 Tubulações de Polietileno e Conexões

Para a execução das ligações dos tubos com as conexões rosqueadas de polietileno, dever-se-á:

· cortar o tubo perpendicularmente ao eixo longitudinal, com a utilização de cortador para tubo;

· introduzir a porca cônica e a seguir a garra cônica, mantendo-as próximas à extremidade do
tubo;

· colocar o anel de vedação na extremidade do tubo;

· introduzir o tubo no corpo da conexão, verificando se o anel de vedação está na posição correta,
pressionar a garra cônica até que o ressalto encoste no corpo da conexão e rosquear a porca
cônica;

· o aperto total da porca cônica nas conexões de diâmetro 20 e 32 mm deverá ser manual; nas
conexões de diâmetros superiores utilizar chave cinta;

· as conexões deverão ter seu curso de aperto até encontrar forte resistência, ou pelas encostas
da porca e conexão.



2.2.6 Proteção de Tubulações Enterradas

As Tubulações enterradas, exceto as de materiais inertes, deverão receber proteção externa
contra a corrosão.

As superfícies metálicas deverão estar complemente limpas para receber a aplicação da pintura.

O sistema de proteção, consistindo em pintura com tinta betuminosa e no envolvimento posterior
do tubo com uma fita impermeável para a proteção mecânica da tubulação, deverá ser de acordo
com o projeto.



2.2.7 Pintura em Tubulações Metálicas

Todas as tubulações metálicas aéreas, exceto as galvanizadas, deverão receber proteção e
pintura. A espessura da película de tinta necessária para isolar o metal do contato com a
atmosfera deverá obedecer à especificação de projeto.

As tubulações galvanizadas poderão eventualmente receber proteção, conforme avaliação da
agressividade do ambiente e especificação de projeto.

Deverão ser dadas pelo menos três demãos de tinta, para que se atinja a espessura mínima
necessária; cada demão deverá cobrir possíveis falhas e irregularidades das demãos anteriores.

A tinta de base deverá conter pigmentos para inibir a formação de ferrugem, tais como as tintas de
óleo de linhaça com pigmentos de zarcão, óxido de ferro, cromato de zinco e outros. Será de
responsabilidade da Contratada o uso de tintas de fundo e de acabamento compatíveis entre si.


                                                                                                   49
2.3 Recebimento

Antes do recobrimento das tubulações embutidas e enterradas, serão executados testes visando
etectar eventuais vazamentos.

2.3.1 Teste em Tubulação Pressurizada

Esta prova será feita com água sob pressão 50% superior à pressão estática máxima na
instalação, não devendo descer em ponto algum da canalização, a menos de 1 kg/ cm². A duração
de prova será de, pelo menos, 6 horas, não devendo ocorrer nesse período nenhum vazamento.

O teste será procedido em presença da Fiscalização, a qual liberará o trecho testado para
revestimento. Neste teste será também verificado o correto funcionamento dos registros e
válvulas.

Após a conclusão dos serviços e obras e instalação de todos os aparelhos sanitários, a instalação
será posta em carga e o funcionamento de todos os componentes do sistema deverá ser
verificado em presença da Fiscalização.

2.3.2 Geral

Os testes deverão ser executados na presença da Fiscalização. Durante a fase de testes, a
Contratada deverá tomar todas as providências para que a água proveniente de eventuais
vazamentos não cause danos aos serviços já executados.

Concluídos os ensaios e antes de entrarem em serviço, as tubulações de água potável deverão
ser lavadas e desinfetadas com uma solução de cloro e que atue no interior dos condutos durante
1 hora, no mínimo.

A Contratada deverá atualizar os desenhos do projeto à medida em que os serviços forem
executados, devendo entregar, no final dos serviços e obras, um jogo completo de desenhos e
detalhes da obra concluída.

3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de Instalações Hidráulicas de Água Fria deverá atender também às
seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 5626 - Instalações Prediais de Água Fria -Procedimento

NBR 5651 - Recebimento de Instalação Predial de Água Fria - Especificação;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.




                                                                                              50
05.04.000 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS -ESGOTOS SANITÁRIOS



Marcas (Tigre, Docol , Esteves, Deca, Fortilit)

Local – Toda obra.



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações Hidráulicas de
Esgotos Sanitários.



2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS



2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será realizada no canteiro de serviço
ou local de entrega, através de processo visual. Quando necessário e justificável, o Contratante
poderá enviar um inspetor devidamente qualificado, para testemunhar os métodos de ensaio
requeridos pelas Normas Brasileiras. Neste caso, o fornecedor ou fabricante deverá ser avisado
com antecedência da data em que a inspeção será feita. Para o recebimento dos materiais e
equipamentos, a inspeção deverá seguir a descrição constante da nota fiscal ou guia de remessa,
pedido de compra e respectivas especificações de materiais e serviços.

A inspeção visual para recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á, basicamente,
no atendimento às observações descritas a seguir, quando procedentes:

· verificação da marcação existente conforme solicitada na especificação de materiais;

· verificação da quantidade da remessa;

· verificação do aspecto visual, constatando a inexistência de amassaduras, deformações, lascas,
trincas, ferrugens e outros defeitos possíveis;

· verificação de compatibilização entre os elementos componentes de um determinado material.


                                                                                               51
Os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições exigidas serão rejeitados.

Os materiais sujeitos à oxidação e outros danos provocados pela ação do tempo deverão ser
acondicionados em local seco e coberto. Os tubos de PVC, aço, ferro fundido e cobre deverão ser
estocados em prateleiras ou leitos, separados por diâmetro e tipos característicos, sustentados
por tantos apoios quantos forem necessários para evitar deformações causadas pelo peso
próprio. As pilhas com tubos com bolsas ou flanges deverão ser formadas de modo a alternar em
cada camada a orientação das extremidades.

Deverão ser tomados cuidados especiais quando os materiais forem empilhados, de modo a
verificar se o material localizado em camadas inferiores suportará o peso nele apoiado.



2.2 Processo Executivo

Antes do início da montagem das tubulações, a Contratada deverá examinar cuidadosamente o
projeto e verificar a existência de todas as passagens e aberturas nas estruturas. A montagem
deverá ser executada com as dimensões indicadas no desenho e confirmadas no local da obra.



2.2.1 Tubulações Embutidas



Para a instalação de tubulações embutidas em paredes de alvenaria, os tijolos deverão ser
recortados cuidadosamente com talhadeira, conforme marcação prévia dos limites de corte. No
caso de blocos de concreto, deverão ser utilizadas serras elétricas portáteis, apropriadas para
essa finalidade.

As tubulações embutidas em paredes de alvenaria serão fixadas pelo enchimento do vazio
restante nos rasgos com argamassa de cimento e areia.

Quando indicado em projeto, as tubulações, além do referido enchimento, levarão grapas de ferro
redondo, em número e espaçamento adequados, para manter inalterada a posição do tubo.

Não será permitida a concretagem de tubulações dentro de colunas, pilares ou outros elementos
estruturais.

As passagens previstas para as tubulações, através de elementos estruturais, deverão ser
executadas antes da concretagem, conforme indicação no projeto.



2.2.2 Tubulações Aéreas

As tubulações aparentes serão sempre fixadas nas alvenarias ou estrutura por meio de
braçadeiras ou suportes, conforme detalhes do projeto.

Todas as linhas verticais deverão estar no prumo e as horizontais correrão paralelas às paredes
dos prédios, devendo estar alinhadas e com as inclinações mínimas indicadas no projeto. As
tubulações serão contínuas entre as conexões, sendo os desvios de elementos estruturais e de
outras instalações executadas por conexões. Na medida do possível, deverão ser evitadas
tubulações sobre equipamentos elétricos.


                                                                                             52
As travessias de tubos em paredes deverão ser feitas, de preferência, perpendicularmente a elas.



2.2.3 Tubulações Enterradas

Todos os tubos serão assentados de acordo com o alinhamento, elevação e com a mínima
cobertura possível, conforme indicado no projeto. As tubulações enterradas poderão ser
assentadas sem embasamento, desde que as condições de resistência e qualidade do terreno o
permitam.

As tubulações de PVC deverão ser envolvidas por camada de areia grossa, com espessura
mínima de 10 cm, conforme os detalhes do projeto.

A critério da Fiscalização, a tubulação poderá ser assentada sobre embasamento contínuo
(berço), constituído por camada de concreto simples ou areia. O reaterro da vala deverá ser feito
com material de boa qualidade, isento de entulhos e pedras, em camadas sucessivas e
compactadas conforme as especificações do projeto.

As redes pressurizadas de tubulações com juntas elásticas serão providas de ancoragens em
todas as mudanças de direção, derivações, registros e outros pontos singulares, conforme os
detalhes de projeto.



2.2.4 Instalação de Equipamentos

Todos os equipamentos com base ou fundações próprias deverão ser instalados antes de iniciada
a montagem das tubulações diretamente conectadas aos mesmos. Os demais equipamentos
poderão ser instalados durante a montagem das tubulações.

Durante a instalação dos equipamentos deverão ser tomados cuidados especiais para o seu
perfeito alinhamento e nivelamento.



2.2.5 Meios de Ligação

2.2.5.1 Tubulações de Aço

Rosqueadas

O corte de tubulação de aço deverá ser feito em seção reta, por meio de serra própria para corte
de tubos. As porções rosqueadas deverão apresentar filetes bem limpos que se ajustarão
perfeitamente às conexões, de maneira a garantir perfeita estanqueidade das juntas.

As roscas dos tubos deverão ser abertas com tarraxas apropriadas, prevendo-se o acréscimo do
comprimento na rosca que ficará dentro das conexões, válvulas ou equipamentos. As juntas
rosqueadas de tubos e conexões deverão ser vedadas com fio apropriado de sisal e massa de
zarcão calafetador, fita à base de resina sintética própria para vedação, litargirio e glicerina ou
outros materiais, conforme especificação do projeto. O aperto das roscas deverá ser feito com
chaves adequadas, sem interrupção e sem retornar, para garantir a vedação das juntas.




                                                                                                53
Soldadas

A tubulação de aço, inclusive conexões, poderá ser soldada por sistema de solda elétrica ou
oxiacetileno.

Toda solda será executada por soldadores especializados, de acordo com os padrões e requisitos
das Normas Brasileiras.

As conexões serão de aço forjado, sendo proibido, sob quaisquer pretextos, o uso de “bocas-de-
lobo”, ou “curvas de miter”. As extremidades poderão ser rosqueadas, de encaixe para solda ou
chanfradas.



2.2.5.2 Tubulações de PVC

Rosqueadas

Para a execução das juntas rosqueadas de tubulação de PVC rígido, dever-se-á:

· cortar o tubo em seção reta, removendo as rebarbas;

· usar tarraxas e cossinetes apropriados ao material;

· limpar o tubo e aplicar sobre os fios da rosca o material vedante adequado;

· para juntas com possibilidade de futura desmontagem, usar fita de vedação à base de resina
sintética;

· para junta sem possibilidade de futura desmontagem, usar resina epóxi.



Soldadas

Para a execução das juntas soldadas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa da conexão e a ponta do tubo e retirar o brilho das superfícies a serem soldadas
com o auxílio de lixa adequada;

· limpar as superfícies lixadas com solução apropriada;

· distribuir adequadamente, em quantidade uniforme, com um pincel ou com a própria bisnaga, o
adesivo nas superfícies a serem soldadas;

· encaixar as extremidades e remover o excesso de adesivo.



Com Juntas Elásticas

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa do tubo e a ponta do outro tubo das superfícies a serem encaixadas, com auxílio
de estopa comum;

                                                                                               54
· introduzir o anel de borracha no sulco da bolsa do tubo;

· aplicar pasta lubrificante adequada na parte visível do anel de borracha e na parte da ponta do
tubo a ser encaixada;

· introduzir a ponta do tubo até o fundo do anel e depois recuar aproximadamente 1 cm.



2.2.5.3 Tubulações de Cobre e suas Ligas

Com junta soldada, processo normal ou por processo de capilaridade:

· cortar o tubo no esquadro, escariá-lo e retirar as rebarbas, interna e externamente;

· limpar com escova de aço, lixa fina ou palhinha de aço, a bolsa da conexão e a ponta do tubo;

· aplicar a pasta de solda, fluxo, na ponta do tubo e na bolsa de conexão, de modo que a parte a
ser soldada fique completamente coberta pela pasta e remover o excesso de fluxo;

· aquecer o tubo e a conexão, afastar o maçarico e colocar o fio de solda, solda de estanho, o qual
deverá fundir e encher a folga existente entre o tubo e a conexão;

· remover o excesso de solda com uma escova ou com uma flanela, deixando um filete em volta
da união.

Com junta soldada, por processo de capilaridade, com soldagem branda:

· valem as mesmas considerações e procedimentos acima, porém o aquecimento se fará com
temperatura acima de 320ºC.

Atenção especial deverá ser tomada durante a execução, impedindo o contato direto com
materiais de aço, como braçadeiras, pregos, tubos, eletrodutos e a fim de evitar o processo de
corrosão eletrolítica.



2.2.5.4 Tubulações de Ferro Fundido

Com Junta Elástica

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de ferro fundido, dever-se-á:

· limpar a canaleta existente no interior da bolsa e parte externa da ponta do tubo;

· colocar o anel de borracha no interior da bolsa;

· marcar na ponta do tubo, com um traço a giz, o comprimento de penetração na bolsa;

· aplicar lubrificante adequado na superfície externa da porta do tubo e na superfície interna do
anel;

· introduzir manualmente a ponta na bolsa, verificando se a ponta atinge o fundo, tomando-se
como referência o traço a giz;

· quando o tubo for serrado, chanfrar ligeiramente a aresta externa da ponta, com o auxílio de uma
lima.

                                                                                                  55
Com Junta Rígida de Massa Epóxi

Esse tipo de junta será executado com corda alcatroada, comprimida no espaço existente entre a
parede externa da ponta do tubo e a parede interna da bolsa. Na parte superior, será deixado um
espaço correspondente a cerca de 10 mm de profundidade, que é preenchido com massa epóxi.




Com Junta de Chumbo

A junta de chumbo será confeccionada com chumbo e corda alcatroada, do mesmo modo que as
juntas de asfalto para tubos cerâmicos, com rebatimento do chumbo após a retirada da corda
grossa.



2.2.5.5 Tubulações Cerâmicas

Com Junta de Asfalto e Estopa Alcatroada

Antes de confeccionar as juntas, dever-se-ão limpar as pontas e bolsas das manilhas e verificar se
estas não estão úmidas, o que impediria a aderência do asfalto às paredes dos tubos.

Para a execução da junta, a estopa alcatroada será enrolada na ponta do tubo a ser rejuntado e
recalcada na bolsa do outro, obtendo-se, assim, a vedação interna da junta.

Em seguida, será feita a vedação externa da junta, com o cachimbo de amianto, sendo que entre
as vedações interna e externa deverá ficar um espaço vazio, que será preenchido pelo asfalto.

Com Junta de Cimento e Areia

Antes de confeccionar as juntas, dever-se-á limpar as pontas e bolsas das manilhas. A argamassa
deverá ser executada na proporção de 1:3 ou outro traço aprovado pela Fiscalização. Depois de
preparada, deverá ser aplicada de modo a preencher o vazio existente entre a ponta e a bolsa dos
tubos unidos.

No enchimento dos vazios deverá ser usada a colher de pedreiro, sendo o acabamento dado com
auxílio de desempenadeira.

Durante a cura da argamassa, as juntas deverão ser molhadas e mantidas cobertas com panos ou
sacos de cimento molhados.



2.2.5.6 Tubulações de Concreto

As juntas das canalizações de concreto serão executadas com argamassa de cimento e areia na
proporção 1:3, ou outro traço aprovado pela Fiscalização.

A argamassa, depois de devidamente preparada, deverá ser aplicada de modo a preencher o
vazio existente entre a ponta e a bolsa dos tubos unidos.


                                                                                               56
No enchimento dos vazios deverá ser usada a colher de pedreiro, sendo o acabamento dado com
auxílio de desempenadeira.

Durante a cura da argamassa, as juntas deverão ser molhadas e mantidas cobertas com panos ou
sacos de cimento molhados.



2.2.5.7 Proteção de Tubulações Enterradas

As tubulações enterradas, exceto as de materiais inertes, deverão receber proteção externa
contra a corrosão.

As superfícies metálicas deverão estar completamente limpas para receber proteção externa
contra a corrosão.

O sistema de proteção, consistindo em pintura com tinta betuminosa e no envolvimento posterior
do tubo com uma fita impermeável para a proteção mecânica da tubulação, deverá ser de acordo
com o projeto.



2.2.5.8 Pintura em Tubulações Metálicas

Todas as tubulações metálicas aéreas, exceto as galvanizadas, deverão receber proteção e
pintura. A espessura da película de tinta necessária para isolar o metal do contato com a
atmosfera deverá obedecer à especificação de projeto.

As tubulações galvanizadas poderão eventualmente receber proteção, conforme avaliação da
agressividade do ambiente e especificação de projeto.

Deverão ser dadas pelo menos três demãos de tinta, para que se atinja a espessura mínima
necessária; cada demão deverá cobrir possíveis falhas e irregularidades das demãos anteriores.

A tinta de base deverá conter pigmentos para inibir a formação de ferrugem, tais como as tintas de
óleo de linhaça com pigmentos de zarcão, óxido de ferro, cromato de zinco e outros. Será de
responsabilidade da Contratada o uso de tintas de fundo e de acabamento compatíveis entre si.



2.3 Recebimento

Antes do recebimento das tubulações embutidas e enterradas, serão executados testes visando
detectar eventuais vazamentos.



2.3.1 Teste em Tubulação não Pressurizada

Todas as tubulações da edificação deverão ser testadas com água ou ar comprimido. No ensaio
com água, a pressão resultante no ponto mais baixo da tubulação não deverá exceder a 60 KPa
(6 M.C.A.); a pressão será mantida por um período mínimo de 15 minutos. No ensaio com ar
comprimido, o ar deverá ser introduzido no interior da tubulação até que atinja uma pressão
uniforme de 35 Kpa (3,5 M.C.A.); a pressão será mantida por um período de 15 minutos, sem a
introdução de ar adicional.


                                                                                                57
Após a instalação dos aparelhos sanitários, serão submetidos à prova de fumaça sob pressão
mínima de 0,25 KPa (0,025 M.C.A.), durante 15 minutos.

Para as tubulações enterradas externas à edificação, deverá ser adotado o seguinte
procedimento:

· o teste deverá ser feito preferencialmente entre dois poços de visita ou caixas de inspeção
consecutivas;

· a tubulação deverá estar assentada com envolvimento lateral, porém, sem o reaterro da vala;

· os testes serão feitos com água, fechando-se a extremidade de jusante do trecho e enchendo-se
a tubulação através da caixa de montante.

Este teste hidrostático poderá ser substituído por prova de fumaça, devendo, neste caso, estarem
as juntas totalmente descobertas.



2.3.2 Teste em Tubulação Pressurizada

Nos casos em que houver tubulações pressurizadas na instalação, serão estas submetidas à
prova com água sob pressão 50% superior à pressão estática máxima na instalação, não devendo
descer em ponto algum da tubulação a menos de 1kg/cm². A duração de prova será de, pelo
menos, 6 horas, não devendo ocorrer nesse período nenhum vazamento.

Este teste será procedido na presença da Fiscalização, a qual liberará o trecho testado para
revestimento. Neste teste será também verificado o correto funcionamento dos registros e
válvulas.

Após a conclusão dos serviços e obras e instalação de todos os aparelhos sanitários, a instalação
será posta em carga, e o funcionamento de todos os componentes do sistema deverá ser
verificado na presença da Fiscalização.



2.3.3 Geral

Os testes deverão ser executados na presença da Fiscalização. Durante a fase de testes, a
Contratada deverá tomar todas as providências para que a água proveniente de eventuais
vazamentos não cause danos aos serviços já executados.

A Contratada deverá atualizar os desenhos do projeto à medida em que os serviços forem
executados, devendo entregar, no final dos serviços e obras, um jogo completo de desenhos e
detalhes da obra concluída.



3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de Instalações Hidráulicas de Esgotos Sanitários deverá atender também
às seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO:

                                                                                                58
NBR 7229 - Construção e Instalação de Fossas Sépticas e Disposição dos Efluentes Finais –
Procedimento NBR 8160 - Instalações Prediais de Esgotos Sanitários;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos; · Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema
CREACONFEA.




                                                                                              59
05.03.000 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS - DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS



Marcas (Tigre, Docol , Esteves, Deca, Fortilit)

Local – Toda obra.



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações Hidráulicas de
Drenagem de Águas Pluviais.



2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será realizada no canteiro de serviço
ou local de entrega, através de processo visual. Quando necessário e justificável, o Contratante
poderá enviar um inspetor devidamente qualificado, para testemunhar os métodos de ensaio
requeridos pelas Normas Brasileiras. Neste caso, o fornecedor ou fabricante deverá ser avisado
com antecedência da data em que a inspeção será feita.

Para o recebimento dos materiais e equipamentos a inspeção deverá seguir a descrição constante
da nota fiscal ou guia de remessa, pedido de compra e respectivas especificações de materiais e
serviços.

A inspeção visual para recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á, basicamente,
no atendimento às observações descritas a seguir, quando procedentes:

· verificação da marcação existente conforme solicitada na especificação de materiais;

· verificação da quantidade da remessa;

· verificação do aspecto visual, constatando a inexistência de amassaduras, deformações, lascas,
trincas, ferrugens e outros defeitos possíveis;


                                                                                              60
· verificação de compatibilização entre os elementos componentes de um determinado material.

Os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições exigidas serão rejeitados.

Os materiais sujeitos à oxidação e outros danos provocados pela ação do tempo deverão ser
acondicionados em local seco e coberto. Os tubos de PVC e ferro fundido deverão ser estocados
em prateleiras, separados por diâmetro e tipos característicos, sustentados por tantos apoios
quantos forem necessários para evitar deformações causadas pelo peso próprio. As pilhas com
tubos com bolsas ou flanges deverão ser formadas de modo a alternar em cada camada a
orientação das extremidades.

Deverão ser tomados cuidados especiais quando os materiais forem empilhados, de modo a
verificar se o material localizado em camadas inferiores suportará o peso nele apoiado.



2.2 Processo Executivo

Antes do início da montagem das tubulações, a Contratada deverá examinar cuidadosamente o
projeto e verificar a existência de todas as passagens e aberturas nas estruturas. A montagem
deverá ser executada com as dimensões indicadas no desenho e confirmadas no local da obra.



2.2.1 Tubulações Embutidas

Para a instalação de tubulações embutidas em paredes de alvenaria, os tijolos deverão ser
recortados cuidadosamente com talhadeira, conforme marcação prévia dos limites de corte. No
caso de blocos de concreto, deverão ser utilizadas serras elétricas portáteis, apropriadas para
essa finalidade.

As tubulações embutidas em paredes de alvenaria serão fixadas pelo enchimento do vazio
restante nos rasgos com argamassa de cimento e areia.

Quando indicado em projeto, as tubulações, além do referido enchimento, levarão grapas de ferro
redondo, em número e espaçamento adequados, para manter inalterada a posição do tubo.

Não se permitirá a concretagem de tubulações dentro de colunas, pilares ou outros elementos
estruturais. As passagens previstas para as tubulações, através de elementos estruturais, deverão
ser executadas antes da concretagem, conforme indicação no projeto.



2.2.2 Tubulações Aéreas

As tubulações aparentes serão sempre fixadas nas alvenarias ou estrutura por meio de
braçadeiras ou suportes, conforme os detalhes de projeto.

Todas as linhas verticais deverão estar no prumo e as horizontais correrão paralelas às paredes
dos prédios, devendo estar alinhadas e com as inclinações mínimas indicadas no projeto. As
tubulações serão contínuas entre as conexões, sendo os desvios de elementos estruturais e de
outras instalações executadas por conexões. Na medida do possível, deverão ser evitadas
tubulações sobre equipamentos elétricos. As travessias de tubos em paredes deverão ser feitas,
de preferência, perpendicularmente a elas.



                                                                                               61
2.2.3 Tubulações Enterradas

Todos os tubos serão assentados de acordo com o alinhamento, elevação e com a mínima
cobertura possível, conforme indicado no projeto. As tubulações enterradas poderão ser
assentadas sem embasamento, desde que as condições de resistência e qualidade do terreno o
permitam.

As tubulações de PVC deverão ser envolvidas por camada de areia grossa, com espessura
mínima de 10 cm, conforme os detalhes do projeto.

A critério da Fiscalização, a tubulação poderá ser assentada sobre embasamento contínuo
(berço), constituído por camada de concreto simples. O reaterro da vala deverá ser feito com
material de boa qualidade, isento de entulhos e pedras, em camadas sucessivas e compactadas,
conforme as especificações do projeto.

As redes pressurizadas de tubulações com juntas elásticas serão providas de ancoragens em
todas as mudanças de direção, derivações, registros e outros pontos singulares, conforme os
detalhes de projeto.



2.2.4 Instalação de Equipamentos

Todos os equipamentos com base ou fundações próprias deverão ser instalados antes de iniciada
a montagem das tubulações diretamente conectadas aos mesmos. Os demais equipamentos
poderão ser instalados durante a montagem das tubulações diretamente conectadas aos mesmos.
Os demais equipamentos poderão ser instalados durante a montagem das tubulações.

Durante a instalação dos equipamentos deverão ser tomados cuidados especiais para o seu
perfeito alinhamento e nivelamento.



2.2.5 Meios de Ligação

2.2.5.1 Tubulações de Aço

Rosqueadas

O corte de tubulação de aço deverá ser feito em seção reta, por meio de serra própria para corte
de tubos. As porções rosqueadas deverão apresentar filetes bem limpos que se ajustarão
perfeitamente às conexões, de maneira a garantir perfeita estanqueidade das juntas.

As roscas dos tubos deverão ser abertas com tarraxas apropriadas, prevendo-se o acréscimo do
comprimento na rosca que ficará dentro das conexões, válvulas ou equipamentos. As juntas
rosqueadas de tubos e conexões deverão ser vedadas com fio apropriado de sisal e massa de
zarcão calafetador, fita à base de resina sintética própria para vedação, litargirio e glicerina ou
outros materiais, conforme especificação do projeto.

O aperto das roscas deverá ser feito com chaves adequadas, sem interrupção e sem retornar,
para garantir a vedação das juntas.



Soldadas


                                                                                                62
A tubulação de aço, inclusive conexões, poderá ser soldada por sistema de solda elétrica ou
oxiacetileno. Toda solda será executada por soldadores especializados, de acordo com os
padrões e requisitos das Normas Brasileiras.

As conexões serão de aço forjado, conforme especificação de projeto. As extremidades poderão
ser rosqueadas, de encaixe para solda ou chanfradas.

As conexões serão de aço forjado, sendo proibido, sob quaisquer pretextos, o uso de “bocas-de-
lobo”, ou “curvas de miter”. As extremidades poderão ser rosqueadas, de encaixe para solda ou
chanfradas.



2.2.5.2 Tubulações de PVC

Rosqueadas

Para a execução das juntas rosqueadas de tubulação de PVC rígido, dever-se-á:

· cortar o tubo em seção reta, removendo as rebarbas;

· usar tarraxas e cossinetes apropriados ao material;

· limpar o tubo e aplicar sobre os fios da rosca o material vedante adequado;

· para juntas com possibilidade de futura desmontagem, usar fita de vedação à base de resina
sintética;

· para junta sem possibilidade de futura desmontagem, usar resina epóxi.



Soldadas

Para a execução das juntas soldadas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa da conexão e a ponta do tubo e retirar o brilho das superfícies a serem soldadas
com o auxílio de lixa adequada;

· limpar as superfícies lixadas com solução apropriada;

· distribuir adequadamente, em quantidade uniforme, com um pincel ou com a própria bisnaga, o
adesivo nas

superfícies a serem soldadas;

· encaixar as extremidades e remover o excesso de adesivo.



Com Juntas Elásticas

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:



                                                                                               63
· limpar a bolsa do tubo e a ponta do outro tubo dassuperfícies a serem encaixadas, com auxílio
de estopa comum;

· introduzir o anel de borracha no sulco da bolsa do tubo;

· aplicar pasta lubrificante adequada na parte visível do anel de borracha e na parte da ponta do
tubo a ser encaixada;

· introduzir a ponta do tubo até o fundo do anel e depois recuar aproximadamente 1 cm.



2.2.5.3 Tubulações de Ferro Fundido

Com Junta Elástica

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de ferro fundido, dever-se-á:

. Preencher o vazio existente entre a ponta e a bolsa dos tubos unidos.



2.2.5.4 Tubulações Cerâmicas

Com Junta de Asfalto e Estopa Alcatroada

Antes de confeccionar as juntas, dever-se-ão limpar as pontas e bolsas das manilhas e verificar se
estas não estão úmidas, o que impediria a aderência do asfalto às paredes dos tubos. Para a
execução da junta, a estopa alcatroada será enrolada na ponta do tubo a ser rejuntado e
recalcada na bolsa do outro, obtendo-se, assim, a vedação interna da junta.

Em seguida, será feita a vedação externa da junta, com o cachimbo de corda de amianto, sendo
que entre as vedações interna e externa deverá ficar um espaço vazio, que será preenchido pelo
asfalto.



Com Junta de Cimento e Areia

Antes de confeccionar as juntas, limpar as pontas e bolsas das manilhas. A argamassa deverá ser
executada na proporção de 1:3 ou outro traço aprovado pela Fiscalização.

Depois de preparada deverá ser aplicada de modo a preencher o vazio existente entre a ponta e a
bolsa dos tubos unidos.

No enchimento dos vazios deverão ser usadas colher de pedreiro, sendo o acabamento dado com
auxílio de desempenadeira. Durante a cura da argamassa, as juntas deverão ser molhadas e
mantidas cobertas com panos ou sacos de cimento molhados.



2.2.5.5 Tubulações de Concreto

As juntas das tubulações de concreto serão executadas com argamassa de cimento e areia na
proporção 1:3 ou outro traço aprovado pela Fiscalização. A argamassa, depois de devidamente



                                                                                               64
preparada, deverá ser aplicada de Este teste hidrostático poderá ser substituído por prova de
fumaça, devendo, neste caso, estarem as juntas totalmente descobertas



2.2.6 Proteção de Tubulações Enterradas

As tubulações enterradas, exceto as de materiais inertes, deverão receber proteção externa
contra a corrosão.

As superfícies metálicas deverão estar completamente limpas para receber a aplicação da pintura.

O sistema de proteção, consistindo em pintura com tinta betuminosa e no envolvimento posterior
do tubo com uma fita impermeável para a proteção mecânica da tubulação, deverá ser de acordo
com o projeto.



2.2.7 Pintura em Tubulações Metálicas

Todas as tubulações metálicas aéreas, exceto as galvanizadas, deverão receber proteção e
pintura. A espessura da película de tinta necessária para isolar o metal do contato com a
atmosfera deverá obedecer à especificação de projeto.

As tubulações galvanizadas poderão eventualmente receber proteção, conforme avaliação da
agressividade do ambiente e especificação de projeto.

Deverão ser dadas pelo menos três demãos de tinta, par que se atinja a espessura mínima
necessária; cada demão deverá cobrir possíveis falhas e irregularidades das demãos anteriores.

A tinta de base deverá conter pigmentos para inibir a formação de ferrugem, tais como as tintas de
óleo de linhaça com pigmentos de zarcão, óxido de ferro, cromato de zinco e outros. Será de
responsabilidade da Contratada o uso de tintas de fundo e de acabamento compatíveis entre si.



2.3 Recebimento

Antes do recobrimento das tubulações embutidas e enterradas, serão executados testes visando
detectar eventuais vazamentos.



2.3.1 Teste em Tubulações não Pressurizadas

Todas as tubulações da edificação deverão ser testadas com água sob pressão mínima de 60
KPa (6 M.C.A.), durante um período de 15 minutos. Para as tubulações enterradas externas à
edificação, deverá ser adotado o seguinte procedimento:

· o teste deverá ser feito preferencialmente entre dois poços de visita ou caixas de inspeção
consecutivas;

· a tubulação deverá estar assentada com envolvimento lateral, porém, sem o reaterro da vala;

· os testes serão feitos com água, fechando-se a extremidade de jusante do trecho e enchendo-se
a tubulação através da caixa de montante.

                                                                                                65
· limpar a canaleta existente no interior da bolsa e parte externa da ponta do tubo;

· colocar o anel de borracha no interior da bolsa;

· marcar na ponta do tubo, com um traço a giz, o comprimento de penetração na bolsa;

· aplicar lubrificante adequado na superfície externa da ponta do tubo e na superfície interna do
anel;

· introduzir manualmente a ponta na bolsa, verificando se atinge o fundo, tomando-se como
referência o traço a giz;

· quando o tubo for serrado, chanfrar ligeiramente a aresta externa da ponta, com o auxílio de uma
lima.



Com Junta Rígida de Massa Epóxi

Esse tipo de junta será executado com corda alcatroada, comprimida no espaço existente entre a
parede externa da ponta do tubo e a parede interna da bolsa. Na parte superior, será deixado um
espaço correspondente a cerca de 10 mm de profundidade, que é preenchido com massa epóxi.



Com Junta de Chumbo

A junta de chumbo será confeccionada com chumbo e corda alcatroada, do mesmo modo que as
juntas de asfalto para tubos cerâmicos, com rebatimento do chumbo após a retirada da corda
grossa.

.

2.3.2 Teste em Tubulações Pressurizadas

Nos casos em que houver tubulações pressurizadas na instalação, serão estas submetidas à
prova com água sob pressão 50% superior à pressão estática máxima na instalação, não devendo
descer em ponto algum da tubulação a menos de 1 kg/cm². A duração de prova será de, pelo
menos, 6 horas, não devendo ocorrer nesse período nenhum vazamento.

Este teste será procedido na presença da Fiscalização, a qual liberará o trecho testado para
revestimento ou acabamento.

Após a conclusão dos serviços e obras, a instalação será posta em carga, e o funcionamento de
todos os componentes do sistema deverá ser verificado na presença da Fiscalização.



2.3.3 Geral

Os testes deverão ser executados na presença da Fiscalização. Durante a fase de testes, a
Contratada deverá tomar todas as providências para que a água proveniente de eventuais
vazamentos não cause danos aos serviços já executados.




                                                                                                66
A Contratada deverá atualizar os desenhos do projeto à medida em que os serviços forem
executados, devendo entregar, no final dos serviços e obras, um jogo completo de desenhos e
detalhes da obra concluída.



3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de Instalações Hidráulicas de Drenagem de Águas Pluviais deverá
atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10844 - Instalações Prediais de Águas Pluviais;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de

concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.




                                                                                              67
06.00.000 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS



06.00.000 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS



Marcas (Tigre, Pial, Philips, Thomeu, Valemam, Eletromar, Fortilit)

Local – Toda obra.



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações Elétricas.

2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será realizada no local da obra por
processo visual, podendo, entretanto, ser feita na fábrica ou em laboratório, por meio de ensaios,
a critério do Contratante.

Neste caso, o fornecedor deverá avisar com antecedência a data em que a inspeção poderá ser
realizada.

Para o recebimento dos materiais e equipamentos, a inspeção deverá conferir a discriminação
constante da nota fiscal, ou guia de remessa, com o respectivo pedido de compra, que deverá
estar de acordo com as especificações de materiais, equipamentos e serviços.

Caso algum material ou equipamento não atenda às condições do pedido de compra, deverá ser
rejeitado. A inspeção visual para recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á,
basicamente, do cumprimento das atividades descritas a seguir:

· conferir as quantidades;

· verificar as condições dos materiais, como, por exemplo, estarem em perfeito estado, sem
trincas, sem amassamentos, pintados, embalados e outras;

                                                                                                68
· designar as áreas de estocagem, em lugares abrigados ou ao tempo, levando em consideração
os tipos de materiais, como segue:

- estocagem em local abrigado - materiais sujeitos à oxidação, peças miúdas, fios, luminárias,
reatores, lâmpadas, interruptores, tomadas, eletrodutos de PVC e outros;

- estocagem ao tempo - peças galvanizadas a fogo, transformadores (quando externos), cabos em
bobinas e para uso externo ou subterrâneo.



2.2 Processo Executivo

2.2.1 Entrada e Medição de Energia

Os serviços relacionados com a entrada de energia serão entregues completos, com a ligação
definitiva à rede pública, em perfeito funcionamento e com a aprovação da concessionária de
energia elétrica local.

A execução da instalação de entrada de energia deverá obedecer aos padrões de concessionária
de energia elétrica local. A Contratada terá a responsabilidade de manter com a concessionária os
entendimentos necessários à aprovação da instalação e à ligação da energia elétrica.

As emendas dos condutores serão efetuadas por conectores apropriados; as ligações às chaves
serão feitas com a utilização de terminais de pressão ou compressão. Onde houver tráfego de
veículos sobre a entrada subterrânea, deverão ser tomadas precauções para que a

tubulação não seja danificada; as caixas de passagem de rede deverão ter tampas de ferro
fundido, do tipo pesado.



2.2.2 Instalação de Eletrodutos

Corte

Os eletrodutos deverão ser cortados perpendicularmente ao seu eixo longitudinal, conforme

disposição da NBR 5410.

Dobramento

Não serão permitidos, em uma única curva, ângulos maiores que 90º, conforme NBR 5410. O
número de curvas entre duas caixas não poderá ser superior a 3 de 90º ou equivalente a 270º,
conforme disposição da NBR 5410.

O curvamento dos eletrodutos metálicos deverá ser executado a frio, sem enrugamento,
amassaduras, avarias do revestimento ou redução do diâmetro interno.

O curvamento dos eletrodutos em PVC deverá ser executado adotando os seguintes
procedimentos:

· cortar um segmento do eletroduto a encurvar, com comprimento igual ao arco da curva a
executar e abrir roscas nas duas extremidades;



                                                                                               69
· vedar uma das extremidades por meio de um tampão rosqueado, de ferro, provido de punho de
madeira para auxiliar o manuseio da peça, e preencher a seguir o eletroduto com areia e
serragem; após adensar a mistura areia/serragem, batendo lateralmente na peça, vedar a outra
extremidade com um tampão idêntico ao primeiro;

· mergulhar a peça em uma cuba contendo glicerina aquecida a 140ºC, por tempo suficiente que
permita o encurvamento do material; o tamanho da cuba e o volume do líquido serão os
estritamente necessários à operação;

· retirar em seguida a peça aquecida da cuba e procurar encaixá-la num molde de madeira tipo
meia-cana, tendo o formato (raio de curvatura e comprimento do arco) igual ao da curva desejada,
cuidando para evitar o enrugamento do lado interno da curva; o resfriamento da peça deve ser
natural.



Roscas

As roscas deverão ser executadas segundo o disposto na NBR 6414. O corte deverá ser feito
aplicando as ferramentas na seqüência correta e, no caso de cossinetes, com ajuste progressivo.

O rosqueamento deverá abranger, no mínimo, cinco fios completos de rosca. Após a execução
das roscas, as extremidades deverão ser limpas com escova de aço e escareadas para a
eliminação de rebarbas. Os eletrodutos ou acessórios que tiverem as roscas com uma ou mais
voltas completas ou fios cortados deverão ser rejeitados, mesmo que a falha não se situe na faixa
de aperto.



Conexões e Tampões

As emendas dos eletrodutos só serão permitidas com o emprego de conexões apropriadas, tais
como luvas ou outras peças que assegurem a regularidade da superfície interna, bem como a
continuidade elétrica. Serão utilizadas graxas especiais nas roscas, a fim de facilitar as conexões
e evitar a corrosão, sem que fique prejudicada a continuidade elétrica do sistema Durante a
construção e montagem, todas as extremidades dos eletrodutos, caixas de passagem e
conduletes deverão ser vedados com tampões e tampas adequadas. Estas proteções não
deverão ser removidas antes da colocação da fiação. Nos eletrodutos de reserva, após a limpeza
das roscas, deverão ser colocados tampões adequados em ambas as extremidades, com sondas
constituídas de fios de aço galvanizado16 AWG.

Os eletrodutos metálicos, incluindo as caixas de chapa, deverão formar um sistema de
aterramento contínuo. Os eletrodutos subterrâneos deverão ser instalados com declividade
mínima de 0,5 %, entre poços de inspeção, de modo a assegurar a drenagem. Nas travessias de
vias, os eletrodutos serão instalados em envelopes de concreto, com face superior situada, no
mínimo, 1 m abaixo do nível do solo. Os eletrodutos embutidos nas lajes serão colocados sobre
os vergalhões da armadura inferior. Todas as aberturas e bocas dos dutos serão fechadas para
impedir a penetração de nata de cimento durante a colocação do concreto nas formas. Os
eletrodutos nas peças estruturais de concreto armado serão posicionados de modo a não
suportarem esforços não previstos, conforme disposição da NBR 5410. Nas juntas de dilatação, a
tubulação será seccionada e receberá caixas de passagens, uma de cada lado das juntas. Em
uma das caixas, o duto não será fixado, permanecendo livre. Outros recursos poderão ser
utilizados, como por exemplo a utilização de uma luva sem rosca do mesmo material do duto para
permitir o seu livre deslizamento. Nas paredes de alvenaria os eletrodutos serão montados antes

                                                                                                70
de serem executados os revestimentos. As extremidades dos eletrodutos serão fixadas nas caixas
por meio de buchas e arruelas rosqueadas. Após a instalação, deverá ser feita verificação e
limpeza dos eletrodutos por meio de mandris passando de ponta a ponta, com diâmetro
aproximadamente 5 mm menor que o diâmetro interno do eletroduto.



Eletrodutos Flexíveis

As curvas nos tubos metálicos flexíveis não deverão causar deformações ou redução do diâmetro
interno, nem produzir aberturas entre as espiras metálicas de que são constituídos. O raio de
qualquer curva em tubo metálico flexível não poderá ser inferior a 12 vezes o diâmetro interno do
tubo. A fixação dos tubos metálicos flexíveis não embutidos será feita por suportes ou braçadeiras
com espaçamento não superior a 30 cm. Os tubos metálicos flexíveis serão fixados às caixas por
meio de peças conectadas à caixa, através de buchas e arruelas, prendendo os tubos por pressão
do parafuso. Não serão permitidas emendas em tubos flexíveis, formando trechos contínuos de
caixa a caixa.



Eletrodutos Expostos

As extremidades dos eletrodutos, quando não rosqueadas diretamente em caixas ou conexões,
deverão ser providas de buchas e arruelas roscadas. Na medida do possível, deverão ser
reunidas em um conjunto. As uniões deverão ser convenientemente montadas, garantindo não só
o alinhamento mas também o espaçamento correto, de modo a permitir o rosqueamento da parte
móvel sem esforços. A parte móvel da união deverá ficar, no caso de lances verticais, do lado
superior. Em lances horizontais ou verticais superiores a 10 m deverão ser previstas juntas de
dilatação nos eletrodutos.



2.2.3 Caixas e Conduletes

Deverão ser utilizadas caixas:

· nos pontos de entrada e saída dos condutores;

· nos pontos de emenda ou derivação dos condutores;

· nos pontos de instalação de aparelhos ou dispositivos;

· nas divisões dos eletrodutos;

· em cada trecho contínuo, de quinze metros de eletrodutos, para facilitar a passagem ou
substituição de condutores.

Poderão ser usados conduletes:

· nos pontos de entrada e saída dos condutores na tubulação;

· nas divisões dos eletrodutos.

Nas redes de distribuição, a utilização de caixas será efetuada da seguinte forma, quando não
indicadas nas especificações ou no projeto:


                                                                                               71
· octogonais de fundo móvel, nas lajes, para ponto de luz;

· octogonais estampadas, com 75 x 75 mm (3" x 3"), entre lados paralelos, nos extremos dos
ramais de distribuição;



2.2.4 Enfiação

Só poderão ser enfiados nos eletrodutos condutores isolados para 600V ou mais e que tenham
proteção resistente à abrasão.

A enfiação só poderá ser executada após a conclusão dos seguintes serviços:

· telhado ou impermeabilização de cobertura;

· revestimento de argamassa;

· colocação de portas, janelas e vedação que impeça a penetração de chuva;

· pavimentação que leve argamassa.

Antes da enfiação, os eletrodutos deverão ser secos com estopa e limpos pela passagem de
bucha embebida em verniz isolante ou parafina. Para facilitar a enfiação, poderão ser usados
lubrificantes como talco, parafina ou vaselina industrial. Para auxiliar a enfiação poderão ser
usados fios ou fitas metálicas.

As emendas de condutores somente poderão ser feitas nas caixas, não sendo permitida a
enfiação de condutores emendados, conforme disposição da NBR 5410. O isolamento das
emendas e derivações deverá ter, no mínimo, características equivalentes às dos condutores
utilizados.

A enfiação será feita com o menor número possível de emendas, caso em que deverão ser
seguidas as prescrições abaixo:

· limpar cuidadosamente as pontas dos fios a emendas;

· para circuitos de tensão entre fases inferior a 240V, isolar as emendas com fita isolante formar
espessura igual ou superior à do isolamento normal do condutor;

· executar todas as emendas dentro das caixas.

Nas tubulações de pisos, somente iniciar a enfiação após o seu acabamento. Todos os
condutores de um mesmo circuito deverão ser instalados no mesmo eletroduto.

Condutores em trechos verticais longos deverão ser suportados na extremidade superior do
eletroduto, por meio de fixador apropriado, para evitar a danificação do isolamento na saída do
eletroduto, e não aplicar esforços nos terminais.



2.2.5 Cabos

Instalação de Cabos




                                                                                                72
Os condutores deverão ser identificados com o código do circuito por meio de indicadores,
firmemente presos a estes, em caixas de junção, chaves e onde mais se faça necessário.

As emendas dos cabos de 240V a 1000V serão feitas com conectores de pressão ou luvas de
aperto ou compressão. As emendas, exceto quando feitas com luvas isoladas, deverão ser
revestidas com fita de borracha moldável até se obter uma superfície uniforme, sobre a qual serão
aplicadas, em meia sobreposição, camadas de fita isolante adesiva. A espessura da reposição do
isolamento deverá ser igual ou superior à camada isolante do condutor.

As emendas dos cabos com isolamento superior a 1000V deverão ser executadas conforme
recomendações do fabricante.

Circuito de audio, radiofrequência e de computação deverão ser afastados de circuitos de força,
tendo em vista a ocorrência de indução, de acordo com os padrões aplicáveis a cada classe de
ruído. As extremidades dos condutores, nos cabos, não deverão ser expostas à umidade do ar
ambiente, exceto pelo espaço de tempo estritamente necessário à execução de emendas, junções
ou terminais.



Instalação de Cabos em Linhas Subterrâneas

Em linhas subterrâneas, os condutores não poderão ser enterrados diretamente no solo, devendo,
obrigatoriamente, ser instalados em manilhas, em tubos de aço galvanizado a fogo dotados de
proteção contra corrosão ou, ainda, outro tipo de dutos que assegurem proteção mecânica aos
condutores e permitam sua fácil substituição em qualquer tempo.

Os condutores que saem de trechos subterrâneos e sobem ao longo de paredes ou outras
superfícies deverão ser protegidos por meio de eletroduto rígido, esmaltado ou galvanizado, até
uma altura não inferior a 3 metros em relação ao piso acabado, ou até atingirem a caixa protetora
do terminal.

· retangulares estampadas, com 100 x 50 mm (4" x 2"), para pontos e tomadas ou interruptores
em número igual ou inferior a 3;

· quadradas estampadas, com 100 x 100 mm (4" x 4"), para caixas de passagem ou para conjunto
de tomadas e interruptores em número superior a 3.

As caixas a serem embutidas nas lajes deverão ficar firmemente fixadas à formas. Somente
poderão ser removidos os discos das caixas nos furos destinados a receber ligação de
eletrodutos. As caixas embutidas nas paredes deverão facear o revestimento da alvenaria; serão
niveladas e aprumadas de modo a não provocar excessiva profundidade depois do revestimento.

As caixas deverão ser fixadas de modo firme e permanente às paredes, presas a pontos dos
condutos por meio de arruelas de fixação e buchas apropriadas, de modo a obter uma ligação
perfeita e de boa condutibilidade entre todos os condutos e respectivas caixas; deverão também
ser providas de tampas apropriadas, com espaço suficiente para que os condutores e suas
emendas caibam folgadamente dentro das caixas depois de colocadas as tampas.

As caixas com interruptores e tomadas deverão ser fechadas por espelhos, que completem a
montagem desses dispositivos. As caixas de tomadas e interruptores de 100 x 50 mm (4"x2")
serão montadas com o lado menor paralelo ao plano do piso.

As caixas com equipamentos, para instalação aparente, deverão seguir as indicações de projeto.
As caixas de arandelas e de tomadas altas serão instaladas de acordo com as indicações do

                                                                                               73
projeto, ou, se este for omisso, em posição adequada, a critério da Fiscalização. As diferentes
caixas de uma mesma sala serão perfeitamente alinhadas e dispostas de forma a apresentar
uniformidade no seu conjunto.

Na enfiação das instalações subterrâneas, os cabos não deverão estar sujeitos a esforços de
tração capazes de danificar sua capa externa ou o isolamento dos condutores. Todos os
condutores de um circuito deverão fazer parte do mesmo duto.



Instalação de Cabos em Linhas Aéreas

Para linhas aéreas, quando admitidas nas distribuições exteriores, deverão ser empregados
condutores com proteção à prova de tempo, suportados por isoladores apropriados, fixados em
postes ou em paredes. O espaçamento entre os suportes não excederá 20 metros, salvo
autorização expressa em contrário. Os condutores ligando uma distribuição aérea exterior à
instalação interna de uma edificação, deverão passar por um trecho de conduto rígido curvado
para baixo, provido de uma bucha protetora na extremidade, devendo os condutores estar
dispostos em forma de pingadeira, de modo a impedir a entrada de água das chuvas. Este tipo de
instalação com condutores expostos só será permitido nos lugares em que, além de não ser
obrigatório o emprego de conduto, a instalação esteja completamente livre de contatos acidentais
que possam danificar os condutores ou causar estragos nos isoladores.



Instalação de Cabos em Dutos e Eletrodutos

A enfiação de cabos deverá ser precedida de conveniente limpeza dos dutos e eletrodutos, com ar
comprimido ou com passagem de bucha embebida em verniz isolante ou parafina. O lubrificante
para facilitar a enfiação, se necessário, deverá ser adequado à finalidade e compatível com o tipo
de isolamento dos condutores. Podendo ser usados talco industrial neutro e vaselina industrial
neutra, porém, não será permitido o emprego de graxas. Emendas ou derivações de condutores
só serão aprovadas em caixas de junção. Não serão permitidas, de forma alguma, emendas
dentro de eletrodutos ou dutos. As ligações de condutores aos bornes de aparelhos e dispositivos
deverão obedecer aos seguintes critérios:

· cabos e cordões flexíveis, de bitola igual ou menor que 4 mm², terão as pontas dos condutores
previamente endurecidas com soldas de estanho;

· condutores de seção maior que os acima especificados serão ligados, sem solda, por conectores
de pressão ou terminais de aperto.



2.2.6 Aterramento e Proteção contra Descargas Atmosféricas Aterramento

As malhas de aterramento deverão ser executadas de acordo com os detalhes do projeto. Não
será permitido o uso de cabos que tenham quaisquer de seus fios partidos. Todas as ligações
mecânicas não acessíveis devem ser feitas pelo processo de solda exotérmica. Todas as
ligações aparafusadas, onde permitidas, devem ser feitas por conectores de bronze com porcas,
parafusos e arruelas de material não corrosível.




                                                                                               74
Pára-raios

A montagem dos pára-raios deverá ser feita de acordo com os detalhes indicados no projeto e as
informações do fabricante. As conexões exotérmicas entre as hastes de aterramento e os cabos
de descida dos pára-raios deverão ser feitas limpando-se previamente os condutores e hastes e
aterramento com uma escova de aço, a fim de serem retiradas as impurezas e a oxidação do
cobre.

Na instalação do cabo de descida dos pára-raios deverão ser evitadas curvas menores que 90º. A
descida do cabo deverá ser a mais curta possível, e deverá ficar afastada de locais contendo
materiais inflamáveis.



2.2.7 Montagem de Quadros de Distribuição

Os quadros embutidos em paredes deverão facear o revestimento da alvenaria e ser nivelados e
aprumados. Os diversos quadros de uma área deverão ser perfeitamente alinhados e dispostos
de forma a apresentar conjunto ordenado.

Os quadros para montagem aparente deverão ser fixados às paredes ou sobre base no piso,
através de chumbadores, em quantidades e dimensões necessárias à sua perfeita fixação.

A fixação dos eletrodutos aos quadros será feita por meio de buchas e arruelas roscadas. Após a
conclusão da montagem, da enfiação e da instalação de todos os equipamentos, deverá ser feita
medição do isolamento, cujo valor não deverá ser inferior ao da tabela 51 da NBR 5410.



2.2.8 Barramentos

Os barramentos indicados no projeto serão constituídos por peças rígidas de cobre eletrolítico nu,
cujas diferentes fases serão identificadas por cores convencionais: verde, amarelo e violeta,
conforme a NBR 5410. Os barramentos deverão ser firmemente fixados sobre isoladores.

A instalação de barramentos blindados pré-fabricados deverá ser efetuada conforme instruções do
fabricante. Na travessia de lajes e paredes deverão ser previstas aberturas de passagem, com
dimensões que permitam folga suficiente para a livre dilatação do duto.



2.3 Recebimento

2.3.1 Generalidades

O recebimento das instalações elétricas estará condicionado à aprovação dos materiais, dos
equipamentos e da execução dos serviços pela Fiscalização. Além disso, as instalações elétricas
somente poderão ser recebidas quando entregues em perfeitas condições de funcionamento,
comprovadas pela Fiscalização e ligadas à rede de concessionária de energia local. As
instalações elétricas só poderão ser executadas com material e equipamentos examinados e
aprovados pela Fiscalização. A execução deverá ser inspecionada durante todas as fases de
execução, bem como após a conclusão, para comprovar o cumprimento das exigências do
contrato e desta Prática. Eventuais alterações em relação ao projeto somente poderão ser aceitas

                                                                                                75
se aprovadas pela Fiscalização e notificadas ao autor do projeto. A aprovação acima referida não
isentará a Contratada de sua responsabilidade.



2.3.2 Verificação Final das Instalações

A Fiscalização efetuará a inspeção de recebimento das instalações, conforme prescrição do
capítulo 7 da NBR 5410. Serão examinados todos os materiais, aparelhos e equipamentos
instalados, no que se refere às especificações e perfeito estado. Será verificada a instalação dos
condutores no que se refere a bitolas, aperto dos terminais e resistência de isolamento, cujo valor
deverá seguir a tabela 81 do anexo J da NBR 5410.

Será também conferido se todos os condutores do mesmo circuito (fases, neutro e terra) foram
colocados no mesmo eletroduto. Será verificado o sistema de iluminação e tomadas no que se
refere a localização, fixações, acendimentos das lâmpadas e energização das tomadas. Serão
verificados os quadros de distribuição quanto à operação dos disjuntores, aperto dos terminais
dos condutores, proteção contra contatos diretos e funcionamento de todos os circuitos com carga
total; também serão conferidas as etiquetas de identificação dos circuitos, a placa de identificação
do quadro, observada a facilidade de abertura e fechamento da porta, bem como o funcionamento
do trinco e fechadura.

Será examinado o funcionamento de todos os aparelhos fixos e dos motores, observando o seu
sentido de rotação e as condições de ajuste dos dispositivos de proteção. Serão verificados a
instalação dos pára-raios, as conexões das hastes com os cabos de descida, o

caminhamento dos cabos de descida e suas conexões com a rede de terra.

Será examinada a rede de terra para verificação do aperto das conexões, quando acessíveis,
sendo feita a medição da resistência de aterramento. Será examinada a montagem da subestação
para verificar:

· fixação dos equipamentos;

· espaçamentos e isolamento entre fases e entre fases e terra;

· condições e ajustes dos dispositivos de proteção;

· existência de esquemas, placas de advertência de perigo, proibição de entrada a pessoas não
autorizadas e outros avisos;

· aperto das conexões dos terminais dos equipamentos e dos condutores de aterramento;

· operação mecânica e funcionamento dos intertravamentos mecânicos e elétricos;

· facilidade de abertura e fechamento da porta e funcionamento do trinco e fechadura.



3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de Instalações Elétricas deverá atender também às seguintes Normas e
Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;


                                                                                                 76
· Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Procedimento

NBR 5414 - Execução de Instalações Elétricas de Alta Tensão - Procedimento

NBR 5419 - Proteção de Estruturas contra Descargas Elétricas Atmosféricas Procedimento

NBR 6414 - Rosca Withworth Gás - Padronização;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.



SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

1 - OBJETIVO

Este memorial descritivo visa definir as condições básicas do projeto, instalação e manutenção do
sistema de iluminação de emergência dos prédios do centro de atividades, acima citado, de
acordo com a Norma ABNT-NBR-10898/1999.

O sistema de iluminação de emergência foi projetado para evitar acidentes e garantir a evacuação
das pessoas levando em conta a possível penetração de fumaça nas áreas.

Além disso, o sistema deverá permitir o controle visual das áreas abandonadas para localizar
pessoas impedidas de locomover-se, manter a segurança patrimonial e sinalizar
inconfundivelmente as rotas de fuga utilizáveis no momento do abandono do local.



2 – CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

A partir da análise do projeto arquitetônico do centro de atividades, foi identificado qual o tipo de
sistema seria mais indicado para os prédios, tendo sido adotado o sistema de iluminação de
emergência através de instalações fixas, compostas de conjuntos de blocos autônomos.

Os conjuntos de blocos autônomos adotados são aparelhos de iluminação constituídos de um
único invólucro, contendo lâmpadas fluorescentes, fonte de energia com carregador e controles de
supervisão e sensor de falha na tensão de alimentação da rede da concessionária.



3 – PROJETO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

O projeto do sistema de iluminação de emergência prevê duas situações de emergência, falta ou
falha de energia elétrica fornecida pela concessionária e desligamento voluntário em caso de
incêndio na área afetada.

Para a escolha dos locais onde deverão ser instalados os blocos autônomos se tomou como base
o projeto de combate a incêndio, privilegiando particularmente as rotas de fuga e iluminação nas
áreas de maior movimento.


                                                                                                  77
A autonomia mínima foi estabelecida em 1 (uma) hora, já que pelas características das
instalações é um tempo mais que suficiente para a evacuação das mesmas.

As localizações dos blocos autônomos estão indicadas nas plantas baixas dos respectivos
prédios, onde estão definidas as exigências do projeto da iluminação de emergência e suas
soluções, além de definir e facilitar a instalação do sistema.

A interligação dos pontos de iluminação de emergência será feita através de circuitos
independentes, constituídos por condutores não propagantes ao fogo e devem suportar
temperaturas de no mínimo 70 ºC, já que não há materiais potencialmente combustíveis nos
ambientes considerados.



3.1 – Iluminação de Ambiente

Foram instalados blocos autônomos em todos os locais que proporcionam circulação vertical ou
horizontal, de saídas para o exterior das edificações, ou seja, rotas de saída e particularmente nos
seguintes ambientes:

subestação abrigada;

casas de bombas de incêndio;

salas de aula;

próximo às catracas de controle de acesso, e;

nas áreas indicadas no projeto dentro do prédio do teatro.



3.2 – Iluminação por Sinalização

Foram instalados blocos autônomos nas mudanças de direção, obstáculos, saídas, escadas e
rampas.

Os blocos para atender a essa função deverão ter textos escritos e/ou símbolos gráficos, de
acordo com a norma NBR-14100.



4 – INSTALAÇÃO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A fixação dos pontos de luz e da sinalização deve ser rígida, de forma a impedir queda adicional,
remoção desautorizada e que não possa ser facilmente avariada ou colocada fora de serviço,
quando existir possibilidade de combate com água na área da instalação.

Não são permitidos remendos de fios dentro de tubulações. Também não é permitida a
interligação de dois ou mais fios sem terminais apropriados para os diâmetros e as correntes dos
fios utilizados.

Os eletrodutos utilizados para os condutores de da iluminação de emergência não deverão ser
utilizados para outros fins.



                                                                                                 78
Para facilitar a identificação na montagem, como também na manutenção do sistema foi utilizado
o código de cores de acordo com a NBR-8662, ou seja, fio fios fase e neutro na cor preta.

Os disjuntores de proteção dos circuitos de iluminação de emergência deverão ser claramente
identificados, para evitar desligamentos não autorizados.



5 – MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Todos os equipamentos que farão parte do sistema deverão ter manual próprio de instruções e
procedimentos que estabeleçam os pontos básicos de critérios de uso, ensaios e assistência
técnica.

Os blocos autônomos deverão ser verificados e ensaiados de acordo com os seguintes critérios:

mensalmente deverão ser verificadas a passagem do estado de vigília para a iluminação
(funcionamento) e a eficácia do comando, para colocar todo o sistema em estado de repouso e a
retomada automática ao estado de vigília/

semestralmente deverá ser verificado o estado de carga dos acumuladores, colocando em
funcionamento o sistema pelo menos por uma hora.

Deverá ser prevista uma reserva de componentes de vida limitada, sobressalentes, como
lâmpadas, fusíveis, etc, em quantidade igual a 10% do número de peças, de cada modelo
utilizado, com um mínimo de duas unidades por modelo.

Verificação visual de todos os contatos do sistema de iluminação de emergência.



ELÉTRICA ( ALTA E BAIXA TENSÃO )



1 - GENERALIDADES

O presente projeto visa a suprir de energia o centro de atividades do SESC em Ceilândia – DF, a
partir da rede de alta tensão da CEB – 13,8 kV, 60 Hz.

O edifício terá a medição localizada no pavimento do sub-solo de onde partirão os alimentadores
principais até os quadros de distribuição, destes sairão os circuitos parciais dos diversos
ambientes.



2 - ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA

A alimentação de energia será em Alta Tensão que derivará da rede de distribuição de 13,8 kV da
CEB até o transformador de 750 kVA - que atenderá as instalações do centro de atividades,
instalado em subestação abrigada, que será edificada dentro do terreno, conforme indicado no
projeto. A instalação será protegida, na entrada, contra surtos atmosféricos com pára-raios 12 kV
- 10 kA e contra curto-circuito através de chaves fusíveis - 15 kV - 100A, com elo 30 K, instaladas
no poste de derivação da rede da CEB.



                                                                                                79
Dentro da subestação para proteção será instalado um disjuntor geral de 15 kV com chave
seccionadora instalada a montante.

Do lado de baixa tensão (380 V) do trafo sairá a alimentação para o quadro geral de distribuição,
através de cabos isolados, isolamento à base de P.V.C. - 0,6/1 kV - com aditivo anti-chama
(Sintenax antiflam 0,6/1 kV da Pirelli ou similar) nas bitolas 4 # 240,0 mm² (condutores fase) e 4 #
240,0 mm² (condutor neutro), instalados em canaleta no piso.

A medição será em alta tensão através de transformadores para instrumentos, instalados dentro
da subestação, fornecidos pela CEB.



3 - DISTRIBUIÇÃO SECUNDÁRIA

Dos respectivos quadros de distribuição partirão as alimentações para os circuitos parciais,
sempre executadas em eletrodutos de P.V.C. rígido e condutores com isolamento à base de
P.V.C. - 0,6/1 kV - com aditivo anti-chama, para os condutores instalados no piso de áreas abertas
e condutores com isolamento à base de P.V.C.-750 V - com aditivo anti-chama, para os
condutores instalados nas áreas edificadas.



4 - MATERIAIS A EMPREGAR

4.1 - Buchas e arruelas

Deverão ser de alumínio e deverão ser utilizadas nas ligações entre os eletrodutos e os quadros
de distribuição e caixas de passagem ou de equipamentos.



4.2 - Caixas embutidas e instalação de equipamentos

Deverão ser de chapa de ferro preto esmaltado sem costura com furos para eletrodutos até 25
mm.



4.3 - Eletrodutos

Deverão ser de P.V.C. rígido roscável preto, com curvas e luvas do mesmo material, com
tamanho nominal nunca inferior a 20 mm.

Quando indicado no projeto poderão ser de aço galvanizado, com curvas e luvas do mesmo
material, com tamanho nominal nunca inferior a 20 mm.



4.4 - Condutores Elétricos

Os condutores dos alimentadores dos quadros, do ramal de entrada até a medição e os demais
circuitos instalados no piso, em áreas abertas, deverão ser isolados com isolamento à base de
P.V.C. - 0,6/1 kV - com aditivo anti-chama tipo Sintenax antiflam 0,6/1 kV da Pirelli ou similar,
condutores fases e o neutro.


                                                                                                 80
Os condutores dos circuitos instalados nas áreas edificadas e os condutores de proteção (terra)
deverão ser isolados com isolamento à base de P.V.C.-750 V - com aditivo anti-chama tipo
Pirastic antiflam 750 V da Pirelli ou similar.

Para melhor identificação dos condutores deverão ser utilizados condutores de cores diferentes,
sendo: condutor neutro (azul claro), condutor de proteção (verde) e condutores fase (branco,
vermelho, preto).



4.5 - Proteção

As proteções dos circuitos individuais e dos alimentadores deverão ser feitas através de
disjuntores termo-magnéticos mono e tripolares, em caixa moldada, para tensão de 250 V
(monopolares) e 380 V (tripolares), sendo que, quando indicado, terão ainda proteção diferencial -
DR.

Quando indicado, poderão ser utilizados fusíveis Diazed ou NH, retardados.



4.6 - Quadros de Distribuição

Os quadros serão de embutir, ou quando indicado de sobrepor, em caixa de chapa de aço
galvanizado nº. 14 (mínimo), acabamento interno e externo na cor cinza, barramentos em barra de
cobre eletrolítico, seção retangular, dimensionado para, no mínimo, 1,25 vezes a corrente nominal
do disjuntor geral (fases e neutro) e 0,5 vezes a mesma corrente o barramento de proteção (terra),
porta articulada por dobradiças embutidas, com trinco que permita o fechamento automático à
uma simples pressão e puxador moldado em plástico de alto impacto, miolo de caixa removível,
cobertura que deixe visível apenas os disjuntores e tendo os espaços vazios protegidos com
tampa de plástico moldado de fácil remoção.



4.7 - Interruptores e Tomadas

Os interruptores simples, paralelo ou intermediários deverão ter capacidade de 10 A - 250 V,
marca Pial ou similar.

Os interruptores por presença deverão ser próprios para uso com lâmpadas incandescentes, raio
de 10 m, ângulo horizontal de no mínimo de 110º, para 220 V, potência de 300 W, marca Pial ou
similar.

As tomadas universais deverão ter dois pinos + pino terra e capacidade de 10 A - 250 V, marca
Pial ou similar.

As tomadas para ar condicionado e chuveiros deverão ter três pinos (três pinos chatos –
fase+neutro+terra) e capacidade de 20 A – 250 V, marca Pial ou similar.

As tomadas para computador deverão ter três pinos (dois pinos chatos – fase+neutro, e um
redondo - terra) e capacidade de 15 A – 250 V, marca Pial ou similar.




                                                                                                81
4.8 - Luminárias

As luminárias deverão ser para instalação no teto, de embutir no forro ou de sobrepor, seguindo-
se as orientações de projeto quanto à quantidade e potência dos pontos de luz. Devendo-se
utilizar luminárias de boa qualidade e adequadas ao ambiente a que se destinam.

As arandelas deverão ser para instalação na parede, uso interno ou externo, seguindo-se as
orientações de projeto quanto à quantidade e potência dos pontos de luz. Devendo-se utilizar
arandelas de boa qualidade e adequadas ao ambiente a que se destinam.

Os projetores e luminárias para as áreas externas deverão ser para instalação segundo as
orientações de projeto, quanto à quantidade e potência dos pontos de luz.

4.9 – Lâmpadas e reatores

As lâmpadas deverão ser para 220 V – 60 Hz.

Os reatores para lâmpadas fluorescentes deverão ser para 220 V – 60 Hz, simples e duplos,
eletrônicos, alto fator de potência.

Os reatores para lâmpadas de descarga deverão ser para 220 V – 60 Hz, alto fator de potência.



5 - NORMAS A SEREM SEGUIDAS NO SERVIÇO



5.1 – Eletrodutos

Os eletrodutos serão embutidos na alvenaria, laje e piso.

No caso de eletrodutos embutidos no piso, ao sairem do piso, não deverão ser rosqueados a
menos de 10 cm da superfície, de modo a permitir um eventual corte e rosqueamento.

Os eletrodutos não embutidos, quando indicado no projeto, deverão ser instalados com todo o
esmero, não permitindo ângulos diferentes de 45º ou 90º, entre as tubulações e elementos
estruturais ou paredes, mesmo que as tubulações passem por áreas dotadas de forro.

Nas paredes de banheiros, cozinhas, ou qualquer área molhada, só poderão ser utilizados
eletrodutos isolantes, para evitar, em caso de falha de isolamento do condutor, a colocação da
parede sob tensão.

Não serão aceitas curvas de eletrodutos feitas na obra, salvo se executadas com máquina de
dobrar apropriada.

Todos os eletrodutos deverão ser cortados a serra ou corta-fio, perpendicularmente a seu eixo. As
roscas deverão ser executadas com cossinetes e machos BSP, e, após a execução das mesmas
as extremidades deverão ser escariadas para remoção das rebarbas.

As emendas dos eletrodutos deverão ser feitas por luvas atarraxadas, a fim de garantir a
continuidade da superfície interna da tubulação.

Não deverão ser empregadas curvas maiores que 90º.

                                                                                                82
Em cada tubulação, entre duas caixas, poderão ser empregadas no máximo 3 (três) curvas de
90º.

Os eletrodutos deverão ter caimento suficiente para as caixas para evitar acumulação de água
eventualmente infiltrada.

Durante a execução das instalações, todas as extremidades livres dos eletrodutos serão
obturadas com “caps”, não se aceitando o uso de buchas de madeira ou papel.

As ligações dos eletrodutos às caixas, maiores do que 4”x2”, serão feitas sempre com duas
arruelas, interna e externamente às caixas, devidamente apertadas, e uma bucha que servirá de
contra porca para a arruela externa. No caso de caixas de alumínio será obrigatório o uso de
pasta inibidora e lubrificante na rosca.

Para as caixas de 4”x2”, somente será instalada a bucha.

Toda tubulação metálica deverá ser instalada de modo a se garantir a continuidade elétrica da
mesma e deverá ser ligada a terra. Nas instalações onde sejam usados eletrodutos isolantes
(P.V.C.), será instalado o fio terra interligando todas as caixas.

Os eletrodutos flexíveis não poderão sofrer emendas e deverão ter raio de curvatura de, no
mínimo, 12 vezes o seu diâmetro externo.

Os eletrodutos embutidos em concreto armado devem ser colocados de modo a evitar sua
deformação durante a concretagem, devendo ainda ser fechadas as caixas e bocas de eletrodutos
com peças apropriadas para impedir a entrada de argamassa ou nata de concreto durante a
concretagem.

Quando os eletrodutos forem enterrados diretamente no solo (jardins, ruas, etc), deverão atender
as seguintes normas de segurança:

Eletrodutos de aço galvanizado: deverão Ter em toda a sua extensão uma proteção de placas de
concreto de 50x30 cm, com 2 cm de espessura, enterradas 15 cm, no mínimo, acima de sua face
superior.

Eletrodutos isolantes rígidos (P.V.C.): deverão ser embutidos em envelope de concreto, com
espessura mínima de 2 cm.



5.2 – Caixas

As caixas embutidas na alvenaria, quando de suas instalações, deverá ser deixado uma saliência
adequada à espessura final do emboço. Serão ainda obturadas com papel, a fim de evitar a
penetração de argamassa.

Todas as caixas de passagem terão abertura livre em apenas uma face, que possuirá tampa ou
porta.

Deverão ser empregadas caixas:

Em todos os pontos de entrada ou saída dos condutores na tubulação.

Em todos os pontos de emenda e derivações dos condutores.

Em todos os pontos de instalações de aparelhos e dispositivos.

                                                                                              83
Prescrições:

Deverão ser colocadas em lugares facilmente atingíveis e com tampa.

As caixas que contiverem interruptores ou tomadas deverão ser fechadas pelos espelhos que
completam a instalação destes dispositivos.

A colocação dos aparelhos e espelhos, de interruptores e tomadas, só deverá ser realizada
depois da pintura do prédio.

5.3 – Condutores elétricos

Os condutores somente devem ser enfiados, depois de estar completamente terminada a rede de
eletrodutos e concluídos todos os serviços de construção que os possam danificar. A enfiação só
deve ser iniciada após a tubulação ser perfeitamente limpa.

Para facilitar a enfiação dos condutores, podem ser utilizados:

Guias de puxamento que, entretanto, só podem ser introduzidos no momento da enfiação dos
condutores e não durante a execução das tubulações.

Talco, parafina e outro lubrificantes que não prejudiquem a isolação dos condutores.

Todas as passagens de cabo em parede ou piso deverão Ter fechamento à prova de fogo.

Os condutores de distribuição e alimentadores deverão ser arrumados dentro dos quadros e nas
bandejas com fita Tyton da Hellermann de 3 em 3 metros no máximo.

Todas as emendas deverão ser eletricamente perfeitas e cobertas por fita de borracha, tipo
autofusão, até formar espessura, no mínimo, igual a do isolamento normal do condutor, sendo em
seguida coberta com fita isolante comum, de modo a manter as características dielétricas do
condutor (espessura de isolação, duas vezes superior a espessura do isolamento).

As emendas dos condutores singelos (fios) poderão ser feitas por solda, desde que tenha sido
feita limpeza com lixa fina nas extremidades nuas, e, a solda previamente fundida em cadinho. As
emendas dos demais condutores (cabos) poderão ser feitas com luvas de compressão e a
isolação da emenda com tubos para isolamento, termoretráteis, devendo a ar quente necessário
ser fornecido por ferramenta apropriada. Poderão também ser utilizadas emendas rápidas da
marca 3M.

Todas as emendas deverão ficar dentro das caixas.

Todos os condutores deverão ser identificados de acordo com o seguinte critério:

Fiação de distribuição:

- Fases: branco, vermelho ou preto;

- Neutro: azul claro;

- Proteção (terra): verde.

Todos os condutores deverão ser identificados nos quadros de distribuição com marcadores,
como também em caixas de passagem e saídas.



                                                                                              84
Fiação de alimentação:

Os condutores quando instalados em leitos, canaletas, eletrocalhas e perfilados, deverão ser
identificados de 5 em 5 metros, conforme indicado no diagrama unifilar.

As extremidades dos condutores deverão ser providas de identificação de fases: A, B, C ou de
neutro (N), com marcadores.

Os cabos deverão ser identificados em todas as caixas de passagem, quando embutidos em
eletrodutos.



5.4 – Aterramento

Deverão ser obrigatoriamente aterrados as carcaças de todos equipamentos elétricos.

Em cada prédio que compõem o centro , haverá um terminal de aterramento principal, conectado
ao eletrodo de aterramento principal, que se conectará a barra de terra do quadro geral do
respectivo bloco, que possibilitará a ligação do aterramento de todos os quadros de distribuição. O
aterramento das partes metálicas, dos postes e estruturas da iluminação externa deverão também
ser conectados ao eletrodo de aterramento do centro, no ponto mais próximo.

Os condutores de proteção (terra) deverão ser isolados com isolamento à base de P.V.C.-750 V -
com aditivo anti-chama tipo Pirastic antiflam 750 V da Pirelli ou similar, na cor verde e nas bitolas
indicadas no projeto.




                                                                                                  85
06.02.000 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS – TELEFONIA



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações de Telefonia.

2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

O recebimento dos materiais e equipamentos será efetuado em duas fases distintas: na fábrica e
na obra. O recebimento na fábrica consistirá na comprovação das características construtivas e de
desempenho técnico do material ou equipamento discriminados na oferta do produto, que, por sua
vez, deverá ser equivalente às especificações técnicas.

O recebimento na obra consistirá na verificação visual dos dados característicos indicados nas
guias de remessa ou nota fiscal e das condições físicas do material ou equipamento.

Todos os equipamentos serão recebidos na fábrica e na obra, exceto por indicação contrária
expressa do Contratante. Os materiais de instalação, como eletrodutos, caixas e acessórios, só
poderão ter o seu recebimento efetuado na obra. Os materiais de instalação poderão, a critério do
Contratante, ser examinados na fábrica, por amostragem, ou poderão ser exigidos os relatórios de
controle de qualidade do fabricante.



2.1.1 Recebimento na Fábrica

Recomenda-se a prévia aprovação de todos os materiais e equipamentos na fábrica, a fim de
evitar devoluções, bem como atrasos e acréscimos de custos. O recebimento na fábrica não
eximirá o fabricante da responsabilidade sobre o desempenho do equipamento na obra. Quando
exigido e onde possível, serão efetuadas simulações de operação do equipamento na fábrica.
Para o recebimento na fábrica, o fabricante deverá, previamente, fornecer ao Contratante o
cronograma da fabricação e testes. Será permitido ao Contratante, a qualquer

tempo, efetuar visitas ao fabricante para acompanhamento da fabricação do equipamento.


                                                                                               86
O Contratante entregará ao fabricante, previamente, o roteiro dos testes de aceitação do
equipamento. O recebimento do material na fábrica incluirá também a verificação da embalagem
para transporte.



2.1.2 Recebimento na Obra

O recebimento dos materiais e equipamentos na obra será efetuado obedecendo às seguintes
diretrizes:

· a inspeção dos equipamentos e materiais será apenas visual, verificando suas condições físicas,
como, por exemplo, estado da pintura, amassaduras, trincas e outras;

· as quantidades de materiais e equipamentos serão verificados com a nota fiscal ou guia de
remessa; · deverão ser verificados os dados de tipo ou de placa, quando for o caso, impressos
nos equipamentos e materiais;

·· os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições do pedido de compra serão
rejeitados.



2.1.3 Estocagem

A estocagem dos materiais seguirá as recomendações da NBR2002. As áreas de estocagem
serão definidas em locais abrigados ou ao tempo, levando em consideração o tipo de material ou
equipamento, como segue:



Estocagem em Locais Abrigados

Serão estocados em locais secos e abrigados os materiais sujeitos à oxidação, ação de chuvas e
umidade. Os materiais miúdos serão convenientemente separados e estocados em locais
abrigados.



Estocagem ao Tempo

Somente os materiais imunes à ação do tempo, tais como eletrodutos de PVC e peças
galvanizadas a fogo, bobinas de cabos para uso externo e outros, serão estocados ao tempo.



2.2 Processo Executivo

2.2.1 Cabo de Entrada

A concessionária só será responsável pelo projeto e interligação do cabo de entrada, que
interligará a rede telefônica da edificação à sua rede externa.

A rede telefônica interna e de entrada da edificação, compreendendo a tubulação, a cabeação, a
fiação e a instalação de tomadas, deverá ser executada sob responsabilidade da Contratada, de
conformidade com as recomendações estabelecidas pela Telebrás.

                                                                                               87
2.2.2 Rede de Tubulação

Os dutos somente poderão ser cortados perpendicularmente ao seu eixo, retirando
cuidadosamente as rebarbas deixadas nas operações de corte ou de abertura de novas roscas.
As extremidades dos dutos, quer sejam internos ou externos, embutidos ou não, serão protegidas
por buchas.

A junção dos dutos será feita de modo a permitir e manter, permanentemente, o alinhamento e a
estanqueidade. Antes da confecção de emendas, verificar-se-á se os dutos e

luvas estão limpos.

O aperto entre os dutos e a luva será realizado com auxílio de uma chave para tubo, até que as
pontas se toquem no interior da luva.

No caso de dutos de PVC rígido, estes serão emendados através de luvas atarraxadas em ambas
as extremidades a serem conectadas. Estas serão introduzidas na luva até se tocarem, para
assegurar a continuidade interna da instalação.

Os dutos, sempre que possível, serão assentados em linha reta. Não poderão ser feitas curvas
nos tubos rígidos, utilizando, quando necessário, curvas pré-fabricadas. As curvas serão de
padrão comercial e escolhidas de acordo com o diâmetro do duto empregado. Os dutos embutidos
nas vigas e lajes de concreto armado serão colocados sobre os vergalhões da armadura inferior.
Todas as aberturas e bocas dos dutos serão fechadas para impedir a penetração de nata de
cimento durante a colocação de concreto nas fôrmas. A colocação de tubulação embutida nas
peças estruturais de concreto armado será feita de modo que os dutos não suportem esforços não
previstos, conforme disposição da Norma NBR 5410.

Os comprimentos máximos admitidos para as tubulações serão os recomendados pela Telebrás.
Nas juntas de dilatação, a tubulação será seccionada e receberá caixas de passagens, uma de
cada lado das juntas. Em uma das caixas, o duto não será fixado, permanecendo livre. Outros
recursos poderão ser utilizados, como por exemplo a utilização de uma luva sem rosca do mesmo
material do duto para permitir o seu livre deslizamento.

Os dutos aparentes serão instalados, sustentados por braçadeiras fixadas nas paredes, a cada
dois metros. Em todos os lances de tubulação serão passados arames-guia de aço galvanizado
de 1,65 mm de diâmetro, que ficarão dentro das tubulações, presos nas buchas de vedação, até
a sua utilização para puxamento dos cabos. Estes arames correrão livremente.



2.2.3 Caixas de Passagem, Distribuição e Distribuição Geral

Todas as caixas deverão situar-se em recintos secos, abrigados e seguros, de fácil acesso e em
áreas de uso comum da edificação. Não poderão ser localizadas nas áreas fechadas de escadas.
A fixação dos dutos nas caixas será feita por meio de arruelas e buchas de proteção. Os dutos
não poderão ter saliências maiores que a altura da arruela mais a bucha de proteção. Quando da
instalação de tubulação aparente, as caixas de passagem serão convenientemente fixadas na
parede.




                                                                                            88
2.2.4 Caixas Subterrâneas

As caixas subterrâneas obedecerão aos processos construtivos indicados na Norma NBR 5410 e
nas Práticas Telebrás. A entrada e saída dos dutos nas caixas de distribuição, passagem e
distribuição geral somente poderão ser feitas nas extremidades superior e inferior das caixas. A
entrada dos dutos nos cubículos do poço de elevação somente poderá ser feita no piso.



2.2.5 Caixas de Saída

As caixas de saída (de parede) para telefones de mesa e de parede serão instaladas nas alturas
(em relação ao piso) recomendadas pela Telebrás.



2.2.6 Dutos Retangulares de Piso e Caixas de Saída de Derivação

Os dutos retangulares somente serão cortados perpendicularmente a seu eixo, retirando
cuidadosamente todas as rebarbas deixadas na operação de corte. Os dutos retangulares serão
emendados utilizando junções niveladoras, de forma a garantir uma resistência mecânica
equivalente à dos dutos sem emendas, uma vedação adequada para impedir a entrada de
argamassa ou nata de concreto e, também, manter a continuidade e regularidade da superfície
interna.

Os dutos, quando interligados às caixas de distribuição, serão terminados nestas por meio de
luvas de acabamento. Os dutos retangulares serão instalados de tal modo que as tampas a serem
colocadas nos orifícios dos dutos não conectados às caixas de saída sejam niveladas com o piso.

As caixas de derivação serão instaladas também de modo a que sua parte superior seja nivelada
com o piso. Os finais dos dutos retangulares do piso, como também as terminações das caixas de
derivação não utilizadas, serão vedados com terminais de fechamento, de forma a impedir a
entrada de argamassa ou nata de concreto.



2.2.7 Acessórios para Entrada Aérea

No caso de utilização de poste-acesso, será utilizado o isolador de porcelana preso por
braçadeira. Para entrada direta em fachadas de edifícios poderão ser utilizados âncora, isolador
de porcelana ou olhal para chumbar em parede.

Quando da entrada aérea, observar-se-ão as alturas mínimas recomendadas pelas Práticas
Telebrás. Se o cabo telefônico descer pelo poste de acesso, será utilizado um tubo de aço,
instalado a seu lado, preso por arames. Na ponta superior deste tubo será instalado um cabeçote
de alumínio para evitar entrada de água pela tubulação.




                                                                                              89
2.2.8 Poço de Elevação

Os poços de elevação deverão ser constituídos por uma série de cubículos dispostos
verticalmente, com a altura de cada um deles correspondendo ao pé direito dos andares.

Serão interligados entre si, através de duas aberturas quadradas na laje de cada andar, medindo
0,30 m x 0,30 m, executadas junto às paredes laterais dos cubículos. Estas aberturas, quando não
utilizadas, serão vedadas com material termoisolante removível.

As portas dos cubículos corresponderão à sua largura, podendo ter uma ou duas folhas, abrindo
para fora e possuindo fechadura. Os cubículos serão equipados com painéis de madeira
centralizados na parede do fundo. A saída dos dutos nos poços de elevação será feita somente
pelo piso, encostada na parede do fundo do cubículo.



2.2.9 Rede de Cabos e Fios

Puxamento de Cabos e Fios

No puxamento de cabos e fios em dutos, não serão utilizados lubrificantes orgânicos; somente
grafite ou talco. O puxamento dos cabos e fios será efetuado manualmente, utilizando alça de guia
e roldanas, com diâmetro pelo menos três vezes superior ao diâmetro do cabo ou grupo de cabos,
ou pela amarração do cabo ou fio em pedaço de tubo.

Os cabos e fios serão puxados, continua e lentamente, evitando esforços bruscos que possam
danificá-los ou soltálos. A amarração do cabo à alça-guia e roldanas será efetuada na seguinte
seqüência:

· remover aproximadamente 25 cm de capa e enfaixamento da extremidade do cabo, deixando os
condutores livres;

· passar cada grupo de condutores pela alça-guia e roldana e dobrá-los numa distância
conveniente a que as pontas dos condutores sobrepassem a parte encapada do cabo;

· juntar os grupos de condutores em torno do cabo e fazer uma amarração com arame de aço.

Em poços de elevação a operação será efetuada simplesmente passando o cabo de cima para
baixo.

Fixação dos Cabos

Em instalações aparentes verticais, a fixação dos cabos será feita por braçadeiras espaçadas de
50 cm. Em trechos curvos, as braçadeiras serão fixadas no início e no fim de cada curva. Em
trechos curvos, serão adotados os raios mínimos de curvatura recomendados pelas Normas
Telebrás.

Emendas

As emendas em cabos e fios somente poderão ser feitas em caixas de passagem. Em nenhum
caso serão permitidas emendas no interior de dutos. As emendas de cabos e fios serão
executadas nos casos estritamente necessários, onde o comprimento da ligação for superior ao
lance máximo de acondicionamento fornecido pelo fabricante.


                                                                                              90
2.2.10 Blocos Terminais

Os blocos terminais serão fixados diretamente sobre a prancha de madeira no fundo da caixa de
distribuição geral, quando a capacidade do cabo de entrada e de saída for de dez ou vinte pares.
Quando a capacidade do cabo de entrada e de saída for superior a vinte pares, os blocos
terminais serão instalados por meio de canaletas-suporte. Nas caixas de distribuição geral, os
blocos terminais para ligação dos cabos de entrada serão fixados na sua parte superior, e os de
saída na parte inferior. Nas caixas de distribuição geral serão instalados anéis-guia com rosca
soberba, ao lado de cada fileira de blocos. Nas caixas de distribuição, as canaletas serão
instaladas com blocos BLI-10, em seu centro.



2.2.11 Centrais Telefônicas

A montagem e a colocação em operação das centrais telefônicas será, preferencialmente,
efetuada pelo fabricante ou sob sua supervisão. Antes da colocação do sistema em operação,
verificar se foram atendidas as condições ambientais de operação indicadas nas especificações
dos equipamentos. A montagem das centrais telefônicas obedecerá rigorosamente às
informações de interface com o restante do sistema, indicadas no projeto executivo.



2.3 Recebimento das Instalações

O recebimento das instalações será efetuado através da inspeção visual de todas as instalações e
da comprovação da operação do sistema. A inspeção visual de todas as instalações será efetuada
com o objetivo de avaliar a qualidade dos serviços executados e a integridade de todo o material
instalado.

Serão obrigatoriamente observados os seguintes aspectos, quando for o caso:

· instalação e montagem dos componentes mecânicos, tais como eletrodutos, bandejas para
cabos, braçadeiras, caixas, blocos terminais e quaisquer outros dispositivos utilizados;

· verificação da fiação e emendas na caixa de passagem ou caixa de distribuição e painéis, com o
objetivo de verificar se os requisitos constantes desta Prática foram atendidos. Para aceitação das
instalações do sistema de telefonia, em seus diversos trechos, serão realizados, no mínimo, os
testes recomendados, onde aplicáveis, cap. 7 da Norma NBR 5410 e Normas Telebrás.

A Contratada terá a responsabilidade de providenciar junto à concessionária a aprovação e
liberação dos serviços, de conformidade com os requisitos por ela exigidos.



3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de Instalações de Telefonia deverá atender também às seguintes Normas
e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO:


                                                                                                91
NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão -Procedimento

NBR 2002 - Formulários Contínuos. Propriedades físicas,Acondicionamento e Transporte;

· Sistema de Práticas Telebrás:

235.510.600 - Projeto de Redes Telefônicas em Edifícios

235.510.614 - Procedimento de Projeto – Tubulações Telefônicas em Edifícios;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.




                                                                                              92
06.09.000 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS

06.09.000 SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO



SUMÁRIO



Marcas (Tigre, Pial, Philips, Thomeu, Valemam, Eletromar, Fortilit)

Local – Toda obra.



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de serviços de Instalações de Sistema de
Cabeamento Estruturado.

2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

O recebimento dos materiais e equipamentos será efetuado em duas fases distintas: na fábrica e
na obra. O recebimento na fábrica consistirá na comprovação das características construtivas e de
desempenho técnico do material ou equipamento, discriminados na oferta do produto, que, por
sua vez, deverá ser equivalente às especificações técnicas.

O recebimento na obra consistirá na verificação visual dos dados característicos indicados nas
guias de remessa ou nota fiscal e das condições físicas do material ou equipamento.

Todos os equipamentos serão recebidos na fábrica e na obra, exceto por indicação contrária
expressa do Contratante. Os materiais de instalação, como eletrodutos, caixas e acessórios, só
poderão ter o seu recebimento efetuado na obra.

Os materiais de instalação poderão, a critério do Contratante, ser examinados na fábrica, por
amostragem, ou poderão ser exigidos os relatórios de controle de qualidade do fabricante.




                                                                                               93
2.1.1 Recebimento na Fábrica

Recomenda-se a prévia aprovação de todos os materiais e equipamentos na fábrica, a fim de
evitar devoluções, bem como atrasos e acréscimos de custos. O recebimento na fábrica não
eximirá o fabricante da responsabilidade sobre o desempenho do equipamento na obra. Quando
exigido e onde possível, serão efetuadas simulações de operação do equipamento na fábrica.
Para o recebimento na fábrica, o fabricante deverá, previamente, fornecer ao Contratante o
cronograma da fabricação e testes. Será permitido ao Contratante, a qualquer

tempo, efetuar visitas ao fabricante para acompanhamento da fabricação do equipamento.

O Contratante entregará ao fabricante, previamente, o roteiro dos testes de aceitação do
equipamento. O recebimento do material na fábrica incluirá também a verificação da embalagem
para transporte.



2.1.2 Recebimento na Obra

O recebimento dos materiais e equipamentos na obra será efetuado obedecendo às seguintes
diretrizes:

· a inspeção dos equipamentos e materiais será apenas visual, verificando suas condições físicas,
como, por exemplo, estado da pintura, amassaduras, trincas e outras;

· as quantidades de materiais e equipamentos serão verificados com a nota fiscal ou guia de
remessa;

· deverão ser verificados os dados de tipo ou de placa, quando for o caso, impressos nos
equipamentos e materiais;

· os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições do pedido de compra serão
rejeitados.



2.1.3 Estocagem

A estocagem dos materiais seguirá as recomendações da NBR 2002. As áreas de estocagem
serão definidas em locais abrigados ou ao tempo, levando em consideração o tipo de material ou
equipamento, como segue:



Estocagem em Locais Abrigados

Serão estocados em locais secos e abrigados os materiais sujeitos à oxidação, ação de chuvas e
umidade. Os materiais miúdos serão convenientemente separados e estocados em locais
abrigados.

Estocagem ao Tempo

Somente os materiais imunes à ação do tempo, tais como eletrodutos de PVC, peças
galvanizadas a fogo, bobinas de cabos para uso externo e outros, serão estocados ao tempo.



                                                                                               94
2.2 Processo Executivo

2.2.1 Rede de Tubulação

Os dutos somente poderão ser cortados perpendicularmente ao seu eixo, retirando-se
cuidadosamente as rebarbas deixadas nas operações de corte ou de abertura de novas roscas.
As extremidades dos dutos, quer sejam internos ou externos, embutidos ou não, serão protegidas
por buchas.A junção dos dutos será feita de modo a permitir e manter, permanentemente, o
alinhamento e a estanqueidade. Antes da confecção de emendas, verificar-se-á se os dutos e
luvas estão limpos. O aperto entre os dutos e a luva far-se-á com auxílio de uma chave para tubo,
até que as pontas se toquem no interior da luva. No caso de dutos de PVC rígido, estes serão
emendados através de luvas atarraxadas em ambas as extremidades a serem conectadas. Estas
serão introduzidas na luva até se tocarem, para assegurar a continuidade interna da instalação.
Os dutos, sempre que possível, serão assentados em linha reta. Não poderão ser feitas curvas
nos tubos rígidos, utilizando-se, quando necessário, curvas pré-fabricadas. As curvas serão de
padrão comercial e escolhidas de acordo com o diâmetro do duto empregado. Os dutos embutidos
nas vigas e lajes de concreto armado serão colocados sobre os vergalhões da armadura inferior.
Todas as aberturas e bocas dos dutos serão fechadas para impedir a penetração de nata de
cimento durante a colocação de concreto nas fôrmas. A colocação de tubulação embutida nas
peças estruturais de concreto armado será feita de modo que os dutos não suportem esforços não
previstos, conforme disposição da NBR 5410. Os comprimentos máximos admitidos para as
tubulações serão os recomendados pela NBR 5410. Nas juntas de dilatação, a tubulação será
seccionada e receberá caixas de passagem, uma de cada lado. Numa das caixas, o duto não será
fixado, ficando livre. Outros recursos poderão ser usados, como, por exemplo, a utilização de uma
luva sem rosca do mesmo material dos dutos, para permitir o seu livre deslizamento. Os dutos
aparentes serão instalados, sustentados por braçadeiras fixadas nas paredes, a cada dois metros.
Em todos os lances de tubulação serão passados arames-guia de aço galvanizado de 1,65 mm de
diâmetro, que ficarão dentro das tubulações, presos nas buchas de vedação, até a sua utilização
para puxamento dos cabos. Estes arames correrão livremente.



2.2.2 Caixas de Passagem

Todas as caixas deverão situar-se em recintos secos, abrigados e seguros, de fácil acesso e em
áreas de uso comum da edificação. Não poderão ser localizadas nas áreas fechadas de escadas.
A fixação dos dutos nas caixas será feita por meio de arruelas e buchas de proteção. Os dutos
não poderão ter saliências maiores que a altura da arruela mais a bucha de proteção. Quando da
instalação de tubulação aparente, as caixas de passagem serão convenientemente fixadas na
parede.



2.2.3 Caixas Subterrâneas

As caixas subterrâneas obedecerão aos processos construtivos indicados na Norma NBR 5410.



2.2.4 Rede de Cabos e Fios

Puxamento de Cabos e Fios




                                                                                              95
No puxamento de cabos e fios em dutos, não serão utilizados lubrificantes orgânicos; somente
grafite ou talco. O puxamento dos cabos e fios será efetuado manualmente, utilizando alça de guia
e roldanas, com diâmetro pelo menos três vezes superior ao diâmetro do cabo ou grupo de cabos,
ou pela amarração do cabo ou fio em pedaço de tubo. Os cabos e fios serão puxados, continua e
lentamente, evitando esforços bruscos que possam danificá-los ou soltá-los.



Fixação dos Cabos



Em instalações aparentes, a fixação dos cabos será feita por braçadeiras espaçadas de 50 cm.
Em trechos curvos, as braçadeiras serão fixadas no início e no fim de cada curva. Em trechos
curvos serão adotados os raios mínimos de curvatura recomendados pela Norma NBR 5410.

· Os lances de cabos em par trançado, devem estar limitados a 100 m, obrigatoriamente, e não
conter emendas;

· Todas conexões em Painéis de Distribuição, “Hub’s”, devem ser providas de meios de proteção
dos terminais, tais como tampa plástica, evitando contatos ou choques, que possam causar
distúrbios elétricos;

· Na instalação dos cabos, respeitar sempre os raios de curvatura mínimo dos cabos, conforme
especificado pelos fabricantes;

· Nos cabos do cabeamento primário, não são permitidos derivações em paralelo e emendas;

· Todos os cabos devem estar perfeitramente identificados, através de anilhas plásticas.



Aterramento

A resistência mínima da malha de aterramento não deverá ser superior a 2 W, e deverá ser
independente dos demais aterramentos da instalação.



2.3 Recebimento das Instalações

O recebimento das instalações será efetuado através da inspeção visual de todas as instalações e
da comprovação da operação do sistema. A inspeção visual de todas as instalações será efetuada
com o objetivo de avaliar a qualidade dos serviços executados e a integridade de todo o material
instalado. Serão obrigatoriamente observados os seguintes

aspectos, quando aplicados:

· instalação e montagem dos componentes mecânicos, tais como eletrodutos, bandejas para
cabos, braçadeiras, caixas, blocos terminais e quaisquer outros dispositivos utilizados;

· verificação da fiação e emendas na caixa de passagem ou caixa de distribuição e painéis, com o
objetivo de verificar se os requisitos constantes desta Prática foram atendidos. Para aceitação das
instalações do sistema de cabeamento estruturado, em seus diversos trechos, serão realizados,
no mínimo, os testes recomendados, onde aplicáveis, pela Norma NBR 5410.


                                                                                                96
3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução de serviços de instalações de Sistema de Cabeamento Estruturado deverá atender
também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO: NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão -

Procedimento NBR 2002 - Formulários Contínuos. Propriedades Físicas, Acondicionamento e
Transporte;

· Normas Estrangeiras: EIA/TIA-568-A: Eletronic Industry Association/ Telecommunication Industry
Association;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.




                                                                                              97
07.00.000 INSTALAÇÕES MECÂNICAS E DE UTILIDADES

07.02.000 AR CONDICIONADO CENTRAL



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes básicas para a execução de serviços de Instalações de Ar Condicionado
Central.



2. EXECUÇÃO DO SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será feita no local da entrega, por
processo visual, podendo, entretanto, ser feita na fábrica ou ainda em laboratório, quando forem
solicitados ensaios. Nesses dois últimos casos, o fornecedor ou fabricante deverá ser avisado
com antecedência da data em que a inspeção será feita. Para o recebimento dos materiais e
equipamentos, a inspeção será feita com base na descrição constante da nota fiscal ou guia de
remessa, pedido de compra e respectivas especificações técnicas. A inspeção visual para o
recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á, basicamente, no atendimento a:

· especificação de materiais;

· especificação de dutos pré-fabricados;

· especificação e folha de dados dos componentes.

Os materiais e equipamentos que não atenderem às condições citadas serão rejeitados.



2.1.1 Fabricação de Dutos de Ar

Antes da fabricação, todas as chapas serão separadas por bitola, excluindo as que forem
danificadas ou apresentarem sinais de corrosão, após seu recebimento inicial. O corte será
executado com máquinas e ferramentas adequadas, de modo que as superfícies de corte não
apresentem rebarbas. Após o corte, as chapas serão dobradas ou calandradas, com

                                                                                              98
equipamentos adequados, e procederse- á a uma verificação dos eventuais danos causados. As
chapas danificadas serão refeitas. No caso de chapa galvanizada, todas as dobras serão lixadas
mecanicamente e pintadas com tinta a base de cromato de zinco. Após o dobramento, as peças
serão fechadas, formando um segmento de duto, e nova inspeção será efetuada. Os dutos
danificados serão refeitos. Os dutos de chapa galvanizada receberão proteção anticorrosiva, com
tinta à base de cromato de zinco, em seus trechos de fechamento, após o respectivo lixamento
mecânico.



2.1.2 Armazenamento

O armazenamento de materiais e equipamentos será feito em local seco e protegido, de modo a
evitar-lhes quaisquer danos.



2.2 Processo Executivo

2.2.1 Dutos

Antes da montagem, todos os dutos serão inspecionados, verificando as dimensões, esquadro e
demais requisitos do projeto. Os dutos serão instalados em perfeito alinhamento e de forma
correta sob o ponto de vista mecânico, obedecendo ao traçado indicado no projeto. A sustentação
ou apoio dos dutos e o espaçamento entre suportes seguirão as indicações do projeto. Os
suportes serão fabricados conforme as prescrições da especificação de materiais e sua fixação à
edificação far-se-á por fixadores aplicados a revólver ou pistola ou com buchas. Os dutos externos
serão protegidos contra a oxidação, conforme indicado no projeto. As derivações serão providas
de dispositivos de regulagem de vazão, quando especificado no projeto. Os dutos terão juntas
flexíveis em sua interligação com os equipamentos e ao transpor juntas de dilatação da
edificação, conforme indicado no projeto. Ao final de cada jornada de trabalho ou quando
solicitado pela fiscalização, serão colocados tampões em todas as aberturas expostas de dutos
para protegê-los.



2.2.2 Acessórios de Dutos

Os reguladores de vazão, captores, registros, bocas de ar, portas de inspeção e demais
acessórios necessários obedecerão às prescrições da especificação de materiais e serão
instalados conforme indicado no projeto.



2.2.3 Redes Hidráulicas

Deverão ser empregados somente tubulações específicas, observando-se a qualidade do material
e espessura. As tubulações serão instaladas em perfeito alinhamento e de forma correta sob o
ponto de vista mecânico, obedecendo ao traçado indicado no projeto, sustentação através de
suportes adequados, prevendo-se no caso de tubulações sujeitas a variação de temperatura de
fluído interno a correta aplicação dos dispositivos compensadores de dilatação térmica. Os
suportes serão fabricados conforme as prescrições da especificação de materiais e sua fixação à
edificação far-se-á por fixadores aplicados a revolver ou pistola ou com buchas adequadas. As
tubulações sujeitas à intempérie serão protegidas contra a oxidação, conforme indicado no
projeto. As tubulações terão juntas elásticas em sua interligação com os equipamentos para evitar

                                                                                               99
propagação de vibrações. Ao final de cada jornada de trabalho ou quando solicitado pela
fiscalização, serão colocados tampões em todas as aberturas expostas de tubos para protegê-las.



2.2.4 Acessórios de Redes Hidráulicas

Os registros, filtros , flanges e demais acessórios necessários obedecerão às prescrições de
especificação de materiais e serão instalados conforme indicado no projeto



2.2.5 Pintura

Os serviços de pintura serão executados em dutos e tubulações hidráulicas aparentes sem
isolamento térmico, incluindo seus respectivos suportes, conforme indicado no projeto. Todos os
requisitos dos padrões de pintura do Contratante serão obedecidos juntamente com esta Prática.
As tintas de acabamento serão compatíveis com as tintas de base.



Tintas

As tintas a serem utilizadas obedecerão às prescrições da especificação de materiais. Serão
enviadas à obra e, seus recipientes originais, marcados com as seguintes indicações:

· nome do fabricante;

· designação do produto;

· data limite de utilização;

· número do recipiente;

· capacidade líquida;

· instruções para aplicação;

· limites de temperatura e umidade durante a estocagem.

As tintas de base e de acabamento serão compradas do mesmo fabricante ou com a indicação
deste, sempre que possível, para evitar problemas de incompatibilidade dos componentes.



Preparo das superfícies

Toda a superfície a ser pintada deverá estar completamente seca, livre de qualquer tipo de
sujeira, óleos, graxa, respingos de solda e focos de ferrugem. Será aplicado um “primer” à base
de cromato de zinco nas chapas galvanizadas, e um “primer” à base de óxido de ferro nas chapas
pretas. Todas as peças fornecidas com “primer’ aplicado na fábrica ou com pintura final serão
examinadas pela Contratada, para verificação da existência de pontos com ferrugem, falhas de
pintura ou danos causados durante o transporte e montagem. Nestes casos, as superfícies serão
completamente limpas, escovadas com escova de aço ou




                                                                                            100
fixadas mecanicamente e retocadas com o mesmo tipo de pintura já utilizado, obedecendo às
mesmas especificações citadas para uma superfície pintada pela primeira vez. Especial cuidado
será tomado para evitar ferrugem ou contaminação das superfícies limpas ou com “primer”. Serão
pintadas no máximo 6 horas após a limpeza ou antes que ocorram corrosões prejudiciais ou
contaminação.



Aplicação

Para a aplicação da tinta serão observados os seguintes fatores; umidade relativa do ar,
temperatura ambiente, “pot-life”, intervalo de tempo máximo e mínimo entre a aplicação das
demãos. Recomenda-se que a execução das pinturas não seja feita em presença de chuva ou
temperatura inferior a 10ºC. O número de demãos e respectivas espessuras obedecerão às
prescrições da especificação de materiais. Contudo, serão aplicadas no mínimo três demãos,
sendo uma de “primer” e duas de acabamento, com espessuras mínimas de 64 microns por
demão, quando não especificado. A tinta de base (“primer”) deverá estar em condições de ser
submetida à prova de toque após duas horas de aplicação, e seca para receber a demão
subseqüente de acabamento após doze horas. A tinta deverá apresentar viscosidade adequada
para ser aplicada a revólver, quando possível sem adição de solvente e em qualquer posição do
mesmo. A tinta de acabamento deverá estar em condições de ser submetida à prova de toque
após ter decorrido uma hora de sua aplicação, e suficientemente seca para receber a demão
subseqüente após três horas. A viscosidade da tinta deverá ser compatível para aplicação a
revólver ou trincha, quando possível sem adição de solvente e em qualquer posição dos mesmos.
A linha de ar comprimido que alimenta o revólver de pintura deverá ser dotada de separador de
água e óleo. A Contratada obedecerá a todas as normas vigentes de segurança relativas a
manuseio e aplicação de tintas, solventes e demais serviços de pintura, de modo a evitar
acidentes e danos.



2.2.6 Isolamento

Todos os materiais de isolamento serão aplicados conforme as especificações do projeto e as
recomendações dos fabricantes. O isolamento será contínuo, inclusive na passagem dos dutos e
tubulações hidráulicas por paredes, vigas ou lajes. Todas as juntas serão calafetadas com
material elástico, tomando o cuidado de refazer a calafetação caso ocorra retração do material
aplicado. Os cantos serão isolados de forma que haja recobrimento de uma placa isolante em
relação à adjacente, sendo posteriormente reforçados por cantoneiras ou tiras metálicas. Os
trechos dos suportes que estiverem em contato com os dutos serão também recobertos pelo
isolamento. Os suportes de tubulações hidráulicas de água gelada deverão

ter cambota de madeira, para evitar condensação de água nos mesmos, conforme indicado no
projeto.



2.2.7 Teste, Ajuste e Balanceamento dos Sistemas de Ar Condicionado (T.A.B.)

O T.A.B. (Teste Ajuste e Balanceamento) é uma etapa de execução de trabalho de montagem de
sistemas de ar condicionado indispensável, sem a qual a performance do

sistema poderá ser comprometida em sua operação e eficiência.



                                                                                           101
O T.A.B. complementa a instalação garantindo a harmonia operacional entre equipamentos,
sistemas a componentes, obtendo o seu melhor desempenho energético, explorando ao máximo
as qualidades tecnológicas de cada componente e da interação sistemática previstos no projeto.
Três componentes do sistema de ar condicionado deverão ter o T.A.B. perfeitamente executados:

· Redes de dutos e equipamentos de movimentação de ar;

· Redes hidráulicas e equipamentos interligados;

· Sistema de controle.



Etapas:

Planejamento

O trabalho de campo deve ser precedido de um estudo do sistema por parte da equipe do T.A.B.
quando se estabelecem todos os procedimentos de leitura e planificação do sistema, de maneira
que se localize facilmente os pontos de leitura e ajuste requeridos no campo

e assim evita-se possíveis equívocos.

Redes de Dutos e Equipamentos de Movimentação de Ar

Deverão ser verificados:

· Vazão de ar do sistema - comparar com o valor de projeto e ajustar se for necessário;

· Vazão de ar em cada boca - comparar com o valor de projeto e ajustar se for necessário;

· Alcance de ar pelas bocas de insuflamento (o ajuste dos 3 itens acima deverá ser feito de forma
interativa);

· Ajuste dos relés de sobre carga dos motores elétricos.



Redes Hidráulicas e Equipamentos Interligados

Deverão ser verificados:

· Vazão de água do sistema - comparação com o valor do projeto e ajustar se for necessário;

· Vazão de água em cada ponto de consumo (condicionador ou serpentina) e ajustar se for
necessário (o ajuste dos 2 itens acima deverá ser feito de forma interativa);

· Ajuste dos relês de sobrecarga dos motores das bombas hidráulicas.



Sistema de Controle

Todos os dispositivos de controle (sensores de temperatura, umidade, pressão e outros) deverão
ser regulados de acordo com os valores indicados no projeto



                                                                                              102
2.2.7.1 Requisitos Mínimos dos Testes a serem Procedidos pela Instaladora Condicionadores de
Ar Condicionadores de Ar do Tipo “Fan & Coil”

· Regulagens e testes de vazões de ar insuflado;

· Teste de Capacidade dos Condicionadores;

· Medição de pressões de entrada e saída de água gelada;

· Medição de temperaturas de entrada e saída de água gelada;

· Teste elétrico completo dos motores dos ventiladores;

· Teste completo de sensores;

· Teste completo de sistemas de aquecimento;

· Teste completo de sistemas de umidificação;

· Teste completo das válvulas de 03 vias e do comando das mesmas;

· Teste completo das válvulas de 02 vias e do comando das mesmas;

· Teste completo dos sistemas de segurança dos condicionadores;

· Teste do sistema pneumático e comando do mesmo.



Condicionadores de Ar do tipo “Self-Contained” com Condensação a Água

· Regulagens e medições de vazões de ar insuflado;

· Teste de capacidade dos condicionadores;

· Medição de pressões de entrada e saída de água de condensação;

· Medição de temperatura de entrada e saída de água de condensação;

· Teste elétrico completo dos motores dos ventiladores (evaporadores);

· Teste elétrico completo dos compressores;

· Medição de pressões de gás refrigerante (sucção e descarga);

· Teste completo de sensores;

· Teste completo de sistemas de aquecimento;

· Teste completo de sistema de umidificação;

· Teste completo dos sistemas de segurança dos condicionadores.




                                                                                         103
Condicionadores do tipo “Self-Contained” com Condensação a Ar

· Regulagens e Medições de vazões de ar insuflado;

· Regulagens e Medições de vazões de ar nas tomadas de ar de condensação;

· Regulagens e Medições de vazões de ar nas descargas de ar de condensação;

· Medições de Temperaturas nas tomadas de ar de condensação;

· Medições de Temperaturas nas descargas de ar de condensação;

· Teste elétrico completo nos motores dos ventiladores dos evaporadores;

· Teste elétrico completo nos motores dos ventiladores dos condensadores;

· Teste elétrico completo nos compressores;

· Medição de pressões do gás refrigerante (sucção e descarga);

· Teste completo de sensores;

· Teste completo de sistemas de aquecimento;

· Teste completo de sistemas de umidificação;

· Teste completo dos sistemas de segurança dos condicionadores.



Unidades Resfriadoras

· Teste de capacidade das unidades resfriadoras;

· Regulagens e Medições de vazões de água de condensação;

· Regulagem e Medição de vazão de ar de condensação;

· Regulagens e Medições de vazões de água gelada;

· Medição de pressões de entrada e saída de água de condensação;

· Medição de pressões de entrada e saída de água gelada;

· Medições de Temperaturas de entrada e saída de água de condensação;

· Medição de Temperatura de ar de condensação (entrada/ saída);

· Medições de Temperaturas de entrada e saída de água gelada;

· Medição de pressões manométricas de gás refrigerante (sucção e descarga);

· Medição de pressões manométricas de óleo;

· Teste elétrico completo dos compressores;

· Teste completo dos sistemas de sensores;


                                                                              104
· Teste completo dos sistemas de comando;

· Teste completo dos sistemas de segurança;

· Teste completo dos sistemas de intertravamentos.



Vazões de Ar



· Medição e balanceamento de distribuição de ar nos ambientes condicionados;

· Medição de vazões de ar em insufladores de ar, através de metodologia de amostragem;

· Medição de vazões de ar de retorno (parciais e totais);

· Medição de vazões de ar externo.



Temperatura



· Medições de temperaturas nos ambientes condicionados (bulbo seco e úmido);

· Medições de temperaturas de ar externo (bulbo seco e úmido);

· Medições de temperaturas de ar de retorno (bulbo seco e úmido).



2.3 Recebimento



O recebimento das instalações de ar condicionado central será feito verificando-se todos os
requisitos do projeto, das especificações e desta Prática.



2.4. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES



A execução de serviços de Instalações de Ar Condicionado Central deverá atender também às
seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO: NBR 6401 - Instalações de Condicionamento de Ar -

Procedimento NBR 7256 - Tratamento de Ar em Unidades Médico- Assistenciais NBR 10080 -
Instalações de Ar Condicionado para Salas de Computadores;



                                                                                         105
· Normas Estrangeiras Normas da ASHRAE (“American Society of Heating, Refrigeration and Air
Conditioning Engineers”) Normas da SMACNA “HVAC Duct Construction - Standard Metal and
Flexible” - “HVAC Systems Testing, Adjusting & Balancing;

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.



3 - DESCRIÇÃO SUCINTA DOS SISTEMAS E SEU FUNCIONAMENTO



3.1 - SISTEMA DE AR CONDICIONADO



     Trata-se de condicionamento de Ar para verão, tendo o objetivo de gerar as condições
necessárias para conforto aos ocupantes e/ou processos desenvolvidos nas áreas tratadas. O
sistema adotado é o de expansão direta, com condicionadores individuais de janela para as salas
de Aula e escritórios da Administração, e com unidade tipo “self-contained” para o Auditório tendo
condensador remoto na cobertura da edificação.



4 - CRITÉRIOS DE PROJETO



4.1 - LOCALIZAÇÃO



    - SIA TRECHO 10 LOTE 10/5 - CEASA - EM BRASÍLIA - DF

    - Latitude S 15 Graus 52'

    - Longitude W 47 Graus 55'

    - Altitude: 1060m



4.2 - CONDIÇÕES EXTERNAS (VERÃO)



    - Temperatura de bulbo seco: 32 Graus Centígrados;

    - Temperatura de bulbo úmido: 23,5 Graus Centígrados;

    - Umidade relativa do ar RH: 53%




                                                                                              106
4.3 - CONDIÇÕES INTERNAS (P/ CONFORTO)



    - Temperatura de bulbo seco TBS= 24ºC +-1º C;

    - Umidade relativa do Ar:50% (-5% ou +10% sem controle)



4.4 - TAXA DE ILUMINAÇÃO



   geral = 30 w/m2 ou calculada em função do projeto do

         sistema elétrico.



4.5 - TAXA DE OCUPAÇÃO



  - Auditório = 96 pessoas, - Sala de Son = 1 pessoa;

  - Camarim = 6 pessoas;



4.6 - CARGA DE EQUIPAMENTOS



    Auditório = 1,0 Kw;

        Sala de Som = 1,0 Kw;



4.7 - TAXAS DE RENOVAÇÃO DO AR



    Auditório e Salas de Aula = Média de 17m3/h por pessoa

                      ou 1,5 renovação/hora;



4.8 - FILTRAGEM REQUERIDA



    Filtragem convencional por Manta filtrante lavável nas tomadas de ar exterior, e nos
condicionadores, sendo tipo G0 conforme ABNT para os condicionadores de janela e classe G2
para os condicionadores tipo “Self-contained”.


                                                                                       107
4.9 - PROTEÇÕES



4.9.1 - FECHAMENTO DE ABERTURAS



    Os ambientes condicionados não deverão possuir aberturas permanentes para o exterior ou
outros ambientes não condicionados.



4.9.3 -ISOLAMENTO TERMO-ACÚSTICO



     A casa de máquinas do condicionador do Auditório deverá receber isolamento acústico em
placas de espuma flexível de poliuretano-poliester expandido com células abertas, auto
extinguível, densidade 33kg/m3, tipo Sonic wave 50/10 ou similar na côr cinza, aplicado com cola
especial Sonitec em bisnagas de 300gr para colagem de 3m2 do produto, dando acabamento
perfeito e homogêneo das paredes e teto da casa de máquinas.

4.10 - OUTRAS FONTES DE CALOR



    Foram consideradas inexistentes outras fontes de calor além das mencionadas na
especificação técnica.



4.11 - CARGAS FAVORÁVEIS



    Como o sistema de ar condicionado projetado prevê a individualidade de operação em cada
módulo, zona, ou condicionador, foi desconsiderada a simultaneidade de operação dos
condicionadores ou zonas adjacentes.



4.12 - VELOCIDADE DO AR



 - velocidade máxima do ar nos condutos = 8m/seg (1600FPM).

velocidade máxima de descarga dos ventiladores=

 12m/seg(2.400 FPM).



4.13 - NÍVEL DE RUÍDO

                                                                                             108
    O nível de ruído máximo admissível nos ambientes será de 42 DBs.

    O nível de ruído máximo admissível à distância de 1,5 metros dos equipamentos deverá ser
de 75 DBA.



5. - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS COMPONENTES



        Todos os valores e itens indicados nesta especificação e nos desenhos de projeto, bem
como vazões de ar e água, seções de tubos e dutos, espessura de chapas metálicas e de
isolamentos, capacidades térmicas dos equipamentos, etc., São considerados requisitos
mínimos. O simples atendimento a esses requisitos no eximirá o instalador da obrigação de
fornecer Equipamentos capazes de manter nos ambientes a temperatura e a umidade relativa,
estipuladas nesta especificação, bem como as renovações previstas para os sistemas de ar
condicionado.



5.1 -   CONDICIONADORES DE AR.



- CONDICIONADOR DE AR TIPO INDIVIDUAL DE JANELA



       Será do tipo individual compacto, para montagem em janela ou parede, tendo Gabinete em
chapa metálica com frente em plástico de alta resistência, tendo compressor rotativo que
proporciona menor consumo de energia e nível de ruído. O mesmo deverá possuir comando de
exaustão que permita a renovação do ar interno do ambiente. O aparelho deverá ter capacidade
mínima de 18.000BTU/h (1,5Trs) tendo dimensão máxima de 64cm de largura, 42cm de altura e
61cm de profundidade.

O gabinete do aparelho deverá ser do tipo deslizante que permita maior facilidade de

instalação e manutenção. O aparelho deverá ter garantia mínima de 1 ano contra defeitos de
fabricação e/ou instalação.



5.1.2 - TIPO SELF-CONTAINED



     Serão do tipo "Self-Contained" com condensação à Ar e gabinete vertical, com as
caracteristícas á seguir:




                                                                                          109
- GABINETE



       Será do tipo vertical com descarga do ar para cima, para conexão com rede de dutos.
Deverá ser constituído de uma estrutura metálica estampada e aparafusada e painéis de chapa de
aço fosfatizada, os quais serão pintados com duas demos de primer anticorrosivo e uma demão
de esmalte sintético de fino acabamento. Terá também bandeja para água condensada a qual
receberá, após o tratamento especificado anteriormente, uma camada impermeabilizante de
"Body Schutz" ou "Underseal". Todos os painéis deverão ser facilmente removíveis permitindo
total acesso ao interior da máquina.

      O gabinete deverá ser isolado internamente com produto termo acústico incombustível,
manta de l de vidro de alta densidade, com 1/2 pol. de espessura, recoberta com uma camada de
resina incombustível que evite o destacamento de fibras.



- VENTILADORES

      Serão do tipo Centrífugo de dupla aspiração e pás viradas para a frente, de construção
robusta em chapa de        aço com proteção anti-óxido, com rotores balanceados estática e
dinamicamente operando sobre mancais auto- alinhantes com lubrificação permanente. A
velocidade de descarga do ar deverá ser inferior a 10 (dez) metros por segundo.

      O acionamento deverá ser através de motores elétricos trifásicos 220 V, 60 Hz, tipo indução
com rotor em gaiola TFVE, 4 (quatro) pólos, montados sobre bases esticadoras. O acoplamento
motor-ventilador será através de correias trapezoidais em "V" e polias de gorme de relação
variável.



- EVAPORADOR

     As serpentinas de resfriamento e desumidificação do ar deverão ser construídas em tubos
de cobre diâmetro 3/8" OD, sem costura, expandidos mecanicamente com aletas de alumínio,
tendo 13 aletas por polegada e 4 filas em profundidade. Deverão sofrer teste de pressão contra
vazamentos à 350 psig e ter velocidade de fase do ar inferior à 3 m/seg, tendo área de face
mínima de 0,92 m2.



- FILTROS DE AR

      Deverão ser de alumínio ou material sintético recuperável lavável, divididos em seções e
encaixadas em painel com fácil retirada, tendo classe de filtragem G-2 conforme ABNT, e
velocidade de face do ar inferior à 3m/seg.




                                                                                              110
- CONDENSADOR À AR

     Terá serpentina construída em tubos de cobre diâmetro 3/8" OD, sem costura, expandidos
mecanicamente com aletas de alumínio, tendo 11 a 13 aletas por polegada e 3 a 4 filas em
profundidade. Deverão sofrer teste de pressão contra vazamentos à 350 psig e ter

O projeto do condensador deverá assegurar o sub-resfriamento do refrigerante R-22.



- COMPRESSORES

      Cada unidade deverá ser equipada com 2 (dois compressores) herméticos tipo SCROLL
com válvula de serviço na sucção e descarga. Deverão ter motores que atendam as capacidades
máximas do compressor e sejam adequadas para uma flutuação da voltagem nominal de mais ou
menos 10%. Serão refrigerados pelo fluxo de gás da sucção tendo proteção contra sobrecarga,
deficiência de lubrificação (pressostato de óleo) e alta ou baixa pressão de refrigerante, feita
através de pressostatos, individualmente para cada circuito refrigerante. Os compressores
deverão ser todos de mesma marca.



- QUADRO ELÉTRICO DE CONTROLE

      Deverá consistir de terminais de entrada de força, fusíveis contra curto-circuito, disjuntores,
interruptores, de cada circuito e geral, chaves contactoras de partida, relés térmicos contra
sobrecarga e lâmpadas de sinalização. Todos os elementos elétricos de operação deverão ser de
mesma marca com exceção dos controles especiais.

     O painel elétrico deverá ser executado em chapa de aço fosfatizada ou galvanizada e
quando for à parte da unidade deverá receber pintura similar à especificada para o gabinete. O
painel deverá vir acompanhado de esquema elétrico Unifilar e Funcional. Os componentes
deverão ser todos de mesma marca e de fabricação nacional.

- PROTEÇÃO E CONTROLE

     Além dos dispositivos já discriminados, a unidade deverá possuir válvula de expansão
termostática, filtros secadores e visor indicador de umidade.



     OBS: Deverá vir explicito nas unidades condicionadoras, os seguintes itens:

     - capacidade nominal ( kcal/h) = 37.800

     - Vazão de ar no evaporador (m3/h) = 8.400

     - Pressão estática disp. evap. (mmca)= 15

     - Motor do Evap. Pot. (CV) =..3,0.....................

       Rotação (RPM) =...1740...............................

     - Potência do Compressor e Características

                                                                                                 111
      elétricas: 380V/3F/60Hz

     - Denominação do fabricante;

    - Modelo da unidade;

     - Data de fabricação e no. de série.

    - Gas refrigerante = R-22



- CONDIÇES DE FORNECIMENTO

     As unidades deverão ser fornecidas prontas para operar com alimentação de 380 V/3F/60HZ
e com carga completa de óleo e gás. Deverão ser entregues no canteiro da obra, em perfeito
estado, sem danificações, testados na fábrica de origem, e tendo 12 (doze) meses de garantia
contra defeitos de fabricação.



- CONTROLE PARA O CONDICIONADOR SELF-CONTAINED



    - CONTROLE DE TEMPERATURA

      O controle de temperatura atuará diretamente sobre os compressores e será feito por
Termostado "On/Off" de duplo estágio, regulado para temperatura de projeto.



REDE DE DUTOS

    Serão executadas em chapa de aço galvanizado, com revestimento tipo B, nas bitolas
recomendadas pela NB-10 da ABNT. A fabricação deverá estar de acordo com a prática corrente,
usando-se entre as diferentes seções, juntas do mesmo material dos dutos. A superfície interna
deverá ser livre e desimpedida sem saliências nem obstruções, sendo colocados registros ou
dampers, em cada ramal onde forem necessários, a fim de regular a vazão de ar em cada boca de
insuflamento. As mudanças de direção serão feitas por meio de curvas ou joelhos empregando-se
no primeiro caso raios convenientes e no segundo caso veias defletoras. Todos os dutos de
insuflamento do sistema de ar condicionado serão isolados com mantas de lã de vidro com
espessura de 32mm, revestida com papel aluminizado, tipo isoflex RT 1.0 da SANTA MARINA,
fixada aos dutos por meio de fita adesiva aluminizada e fitas plásticas de cintar de no máximo 1
em 1 metro.

     O duto de insuflamento de ar do evaporador deverá ser isolado acusticamente com
revestimento interno do duto com manta de material sintético imputresível, tipo BIDIN-OP 30 da
RODIA ou similar, com no mínimo 3mm de espessura.

     A fixação dos dutos ao teto ou paredes deverá ser efetuada com suportes de cantoneiras com
no mínimo 1/8”de espessura e chumbada com espaçamento máximo de 1,5 metros. As veias, nas
curvas e joelhos, deverão ser construídas em chapa com espessura superior a do duto. As
ligações aos condicionadores e ventiladores serão por meio de conexão flexível e impermeável,
reforçada e com vão livre de no mínimo 10cm. A velocidade máxima de ar nos dutos deverá ser
de 8/seg, devendo ser observadas as Normas da NB-10 da ABNT. As grelhas e difusóres deverão

                                                                                             112
ser de alumínio anodizado na cor natural, com elementos internos na cor preto fosco, e nas
quantidades e modelos especificados em planta.



6.0 - NORMAS E PADRÕES



    Deverão ser observadas as normas brasileiras em vigor, principalmente NB-10 e NBR-5410
da ABNT, ou na omissão destas, as normas da ASHRAE (“American Society of Heating,.
Refrigerantig and Air Conditioning Engineers”).



7.0 - TESTES E BALANCEAMENTO



    A instalação deverá ser, antes de sua aceitação, devidamente balanceada, de modo a situar-
se o mais próximo possível dos valores definidos no projeto.



7.1 - TESTES E BALANCEAMENTO DA REDE DE DUTOS



      O instalador, após a execução das instalações, deverá proceder à regulagem de todos os
registros, chaves de fluxo de ar, controles automáticos, dampers, condicionadores e ventiladores
pertinentes à instalação executada, afim de obter as vazões de ar especificadas em projeto. Para
tal, deverão ser seguidos os procedimentos do guia para balanceamento da SMACNA.



7.2 - TESTES E BALANCEAMENTO GERAL



    Após a execução do balanceamento da rede de dutos deverá ser efetuado o teste de
funcionamento e desempenho da instalação devendo compreender:



    - Medição e registro de temperatura de bulbo úmido e bulbo seco do ambiente;

    - Medição e registro de temperatura de bulbo úmido e bulbo seco do ar exterior;

    - Medição e registro de amperagem, voltagem e isolação de todos os motores elétricos, com
posterior ajuste dos relés de sobrecarga.

    Obs: Se possível, os testes deverão se efetuados nas horas de pico de carga térmica e de
preferência com ocupação total dos ambientes, com todas as luzes e equipamentos ligados.




                                                                                             113
8.0 - DOCUMENTAÇO TÉCNICA



    Após o término da instalação, o instalador deverá fornecer em 2 vias, sendo uma original, a
seguinte documentação:

    - Projeto atualizado da instalação;

    - Diagramas elétricos, os quais deverão vir com uma via à parte, afixada em cada quadro
respectivo;

Listagem de todos os equipamentos instalados, tabelas de suas características e dados sobre
todos os valores obtidos nos ensaios e testes realizados;



9.0 - CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO



9.1 - GENERALIDADE



    Ao INSTALADOR caberá o fornecimento total dos materiais necessários, de acordo com esta
especificação, bem como a devida montagem, instalação, colocação em operação,
balanceamento e testes até a entrega e ainda manutenção e operação do sistema até a sua
entrega definitiva. Também estão inclusos no fornecimento previsto nesta especificação os
seguintes itens:



    a - Adequação dos detalhes de montagem caso ocorram interferências no local de instalação;

    b - Fornecimento dos materiais necessários, incluindo a embalagem adequada, transporte e
seguro dos mesmos, até o local da obra.

    c - Fornecimento de ferramental especial necessário à montagem incluindo sua entrega no
canteiro da obra, colocação em serviço e sua manutenção total com fornecimento de peças que
eventualmente sejam danificadas;

   d - Fornecimento de mão-de-obra de profissionais especializados e capacitados, incluindo um
engenheiro e um encarregado geral, afim de efetuar os serviços de montagem e instalação,
"START-UP" e entrega definitiva da instalação em operação normal.

    e - Execução dos ensaios de inspeção, testes e balanceamento, em conformidade com o item
8.0 desta especificação, incluindo o ferramental e aparelhos necessários à execução dos testes;




                                                                                            114
9.2 - RESPONSABILIDADE DO INSTALADOR



    Fornecimento, montagem, instalação dos equipamentos e execução dos serviços necessários
para a perfeita conclusão dos itens previstos no projeto executivo do sistema de ar condicionado,
se responsabilizando totalmente pelo funcionamento dentro das condições do item 4 desta
especificação, e operação do sistema até a entrega definitiva.

Deverá também ser fornecida garantia contra defeitos de fabricação ou instalação indevida, por 12
meses a contar do "START-UP" da instalação, será providenciado pelo instalador a abertura de
um "DIÁRIO DE OBRA", assim que se inicie a obra, passando este a controlar todos os eventos
realizados, e devidamente assinado pelo Engenheiro Fiscal do contratante e pelo Engenheiro da
firma a ser contratada.



10 - DESENHOS E INFORMAÇÕES (ANEXOS)



       Compõe o presente projeto, os seguintes documentos:



     1-Desenhos – INSTALAÇÕES MECÂNICAS - PROJETO DE AR CONDICIONADO

              AC- 01/02 - Planta baixa e cortes – Pav. Térreo Auditório

              AC- 02/02 - Planta baixa Pavimento Térreo Geral



     2-Memorial descritivo e especificação técnica;

     3-Planilha de custos




                                                                                              115
07.0.000 SISTEMA DE CÂMARAS FRIGORÍFICAS PARA ARMAZENAMENTO E

RESFRIAMENTO DE VERDURAS DIVERSAS.



      Serão projetadas duas câmaras frias para atender a entrada de verduras diversas com
temperatura de no máximo 23,5º Centígrados, efetuando o resfriamento das mesmas e a
estocagem necessária.

       Essas Câmaras serão convencionais para conservacão de alimentos durante curtos
períodos de tempo, sendo selecionados para armazenamento de variados tipos de legumes e
verduras in natura, embaladas em caixas de madeira ou outras.



4 - CRITÉRIOS DE PROJETO



4.1 - LOCALIZAÇÃO

     - Endereço: SIA Trecho 10 lote 10/5 Setor de Indústria e Abastecimento.

      - Latitude: S 15 52'

      - Longitude: W 47 55'

      - Altitude: 1060m



4.2 - CONDIÇÕES EXTERNAS - VERÃO



        - Temperatura do termômetro de bulbo sêco: 32 C (máxima 34 C)

        - Temperatura do termômetro de bulbo úmido: 23,5 C

–        Umidade relativa do ar RH: 50%




4.3 - CONDIÇÕES INTERNAS DAS CÂMARAS DE VERDURAS E LEGUMES



    Temperatura de bulbo sêco interna de projeto = + 4 C (com variação de+ou- 0,5 C)

    Umidade relativa do ar interna de projeto RH = 90% sem controle.




                                                                                       116
       A Temperatura de bulbo sêco poderá ser regulada de +4 a +8 º C, dependendo do tipo do
produto armazenado, sendo que irá ocorrer uma variação da umidade relativa do ar que irá de +4
ºC com 90% RH até +8º C com 80% RH.



4.4 - CARGA DE ILUMINAÇÃO



   Uma lâmpada de 100 watts em cada uma das Câmaras com ocupação de 6horas/dia = 25%
do dia.



4.5 - TAXA DE OCUPAÇÃO



      Máxima de 2 pessoa em 6 horas/dia = 25% do dia.



4.6 - CARGA DE EQUIPAMENTOS, PRODUTOS ARMAZENADOS E MOTORES.



   Conforme carga dos motores dos equipamentos projetados e calor específico das mercadorias
armazenadas.



4.7 - TAXAS DE RENOVAÇÃO DE AR



      - As câmaras frias não terão tomada de ar exterior. Houve apenas consideração do ar
infiltrado devido abertura das portas.



4.8 - PROTEÇÕES



4.8.1-ABERTURAS.



      Todas as câmaras frias não devem possuir aberturas permanentes para outros ambientes
externos ou internos. As portas deverão abrir para uma anti-câmara, a fim de se evitar perdas
excessivas e facilitar a aclimatação de pessoas em transito de entrada ou saída. Todas as portas
serão herméticas, com vedação de borracha em todo o seu contorno de assentamento no marco
ou portal. Deverá haver contudo um furo com aproximadamente 20 mm2, para aliviar as
variações de pressão relativas ao aumento ou redução da temperatura interna da câmara.



                                                                                             117
4.9 - OUTRAS FONTES DE CALOR



     Foram consideradas inexistentes outras fontes de calor além das mencionadas nesta
especificação Técnica.



4.11 - CARGAS FAVORÁVEIS



        Como o sistema projetado prevê a individualidade de operação de cada uma das câmaras
frias, foi desconsiderada a simultaneidade de operação das câmaras.



4.12 -VELOCIDADE DE CIRCULAÇO DE AR NA ZONA DO PRODUTO



      As velocidades de circulação do ar entre os produtos deverão estar compreendidas entre
0,25 até 0,45 m/seg, para todas as câmaras a fim de não causar dano aos produtos armazenados
devido ao fator de velocidade de circulação do ar.

       De um modo geral, a velocidade deverá ser suficiente para não permitir formação de zonas
quentes, e no muito altas a fim de não causar altas perdas de umidade do produto ou queimas e
estragos superficiais, principalmente de verduras com folhas as quais preferencialmente deverão
ser armazenadas embaladas em sacos próprios. A zona da câmara com maior risco de ocorrer
tais fenômenos é nas proximidades do evaporador, onde o ar insuflado atinge maiores
velocidades. Devido a isto o evaporador adotado é de baixa silhueta, insuflando o ar bem próximo
ao teto. Pede-se deixar livre no mínimo 50 cm de altura entre as pilhas de caixas com os produtos
e o teto da câmara. Para melhor distribuição do frio também se aconselha deixar espaço para
circulação do ar entre as pilhas do produto.



4.13 - NÍVEL DE RUÍDO



       O nível de ruído máximo admissível dentro das câmaras frigoríficas será de 60 DBS, e no
interior da casa de máquinas será de 75 DBS.

       O nível de ruído máximo admissível à distância de 1,5 metros das unidades condensadoras,
ventiladores e demais equipamentos, será de 75 DBA.



4.14 - RESULTADO DE CÁLCULOS




                                                                                             118
      Considerando-se os critérios de projetos mencionados anteriormente, obtem-se as cargas
térmicas máximas que foram adotadas na seleção dos equipamentos e demais parâmetros,
sendo:



a) Câmara 1 – ESTOCAGEM DE VERDURAS E LEGUMES:

 Dimensões: 3,57 x 3,30 x 2,60m de altura.

 Temperatura de bulbo sêco interna de projeto = + 4 C (com variação de+ou- 0,5 C)

 Umidade relativa do ar interna de projeto RH = 90% sem controle.

 Entrada diária de Produto: 500 kg.

 Capacidade de Armazenamento: 1000 Kg.

  A Temperatura de bulbo sêco poderá ser regulada de +4 a +8 º C, dependendo do tipo do
produto armazenado, sendo que irá ocorrer uma variação da umidade relativa do ar que irá de +4
ºC com 90% RH até +8º C com 80% RH.

      Espessura de Isolamento = 100 mm

      Isolamento da partição entre câmaras e anti-camaras: 100 mm

      Número de pessoas: 02

      Tempo de permanência: 04 h

      Temperatura de introdução do produto: +23ºC.

      Tempo do processo de resfriamento: 12 h.

      Movimentação diária do produto: 50%.

      Funcionamento do compressor: 75%.

      Capacidade mínima de Refrigeração: 2880 Kcal/h.

       Temperatura de Evaporação : -1º C .

       Diferencial de temperatura = 5 º C



b) Câmara 2 – ESTOCAGEM DE VERDURAS E LEGUMES:

 Dimensões: 4,65 x 3,57 x 2,60 m de altura.

 Temperatura de bulbo sêco: 4 C, +ou- 0,5 C

 Umidade relativa do ar RH: 90% sem controle.

 Entrada diária de Produto 750 Kg.

 Capacidade de Armazenamento: 1.500 Kg.


                                                                                           119
  A Temperatura de bulbo sêco poderá ser regulada de +4 a +8 º C, dependendo do tipo do
produto armazenado, sendo que irá ocorrer uma variação da umidade relativa do ar que irá de +4
ºC com 90% RH até +8º C com 80% RH.

      Espessura de Isolamento = 100 mm

      Isolamento da partição entre câmaras e anti-camaras: 100 mm

      Número de pessoas: 02

      Tempo de permanência: 04 h

      Temperatura de introdução do produto: +23ºC.

      Tempo do processo de resfriamento: 12 h.

      Movimentação diária do produto: 50%.

      Funcionamento do compressor: 75%.

      Capacidade mínima de refrigeração: 3700 Kcal/h.

       Temperatura de Evaporação : -1º C .

       Diferencial de temperatura = 5 º C



5 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS COMPONENTES



      Todos os valores e ítens indicados nesta especificação e nos desenhos de projeto, bem
como vazões de ar, seções de tubos, espessura de chapas metálicas e de isolamentos,
capacidades térmicas dos equipamentos, etc., são considerados requisitos mínimos. O simples
atendimento a esses requisitos não eximirá o instalador da obrigação de fornecer uma instalação
capaz de manter nos ambientes a temperatura e a umidade relativa, estipuladas nesta
especificação.



5.1 - UNIDADES CONDENSADORAS



      Serão do tipo compacto, auto suficientes, com condensação à ar forçâdo, dotadas de um
compressor hermético destinado para alta e média temperatura, trabalhando com gás refrigerante
R-134a e óleo lubrificante poliolester 160 PZ. Deverão ser em sua totalidade de mesma marca a
fim de facilitar a manutenção.

         O condensador terá serpentinas de tubos de cobre sem costura expandidos contra aletas
de alumínio onduladas, tendo 1 ventiladores axial succionando o ar exterior pela serpentina e
recalcando contra os acessórios e compressor, por onde o ar quente sai novamente para o
exterior. O ventilador terá grelha de aço de proteção das pás do ventilador.




                                                                                            120
       Todos os componentes deverão estar montados em base única, robusta e construída em
aço com pintura epóxi, sendo compacta e tendo todos os componentes necessários para um
perfeito funcionamento, inclusive, tanque de líquido com válvulas de serviço, válvulas de serviço
na sucção e descarga do compressor, interligação com tubos de cobre do condensador ao tanque
de líquido e o compressor, bem como os acessórios especiais a seguir especificados:

  1 - Pressostato de alta e baixa;

  2 - Filtro secador com núcleo sólido 100% molecular SIEVES, próprio para gas

     ecológicos R134a;

  3 -Válvula de expansão termostática com equalizador externo própria para gases

    ecológicos, tipo TEN2 para R134A, fabricação DANFOSS ou similar;

  4 - Visor de líquido especial para gas R134a (indicador de líquido e umidade à prova de

      oxidação interna e com visor de cristal);

  5 – Compressor com: Visor de nível de óleo do carter, Válvula schirader na carcaça

      do compressor para tomada de pressão e recarga de óleo do compressor e

      protetor térmico interno tipo bimetálico com rearme automático;

  6 – Válvula solenóide para linha de líquido com bobina selada à prova de respingo

      de água;

  7 - Tubos com conexão flexível para a sucção e descarga;

  8 –Aquecedor de cárter;

  9 – Separador de óleo;

 10- Compressor com motor trifásico em 380V/60Hz e ventilador monofásico em

      220V/ 60 Hz.



5.2 – UNIDADES EVAPORADORAS



        Serão do tipo gabinete de alumínio, compacto, de baixa silhueta, com insuflamento de ar
através de grade frontal, difusora, de fácil retirada e limpeza para manutenção. A bandeja de
dreno dupla do tipo basculante e removível para fácil limpeza e manutenção. A bandeja de
condensado terá um ponto central inferior de conexão para dreno no diâmetro de 1” BSP. Os
ventiladores terão hélices balanceadas estaticamente e motores acoplados diretamente, com
tenso de 220 volts monofásico.

      Os gabinetes deverão ser fornecidos com suportes próprios para sua fixação no local de
trabalho, no teto, tendo amortecedores de vibração para garantir baixo nível de ruído.



                                                                                              121
      A serpentinas deverão ter as filas desencontradas no sentido do fluxo do ar para melhor
contato e desempenho. Deverão ser executados com tubos de cobre diâmetro de 5/8” sem
costura, mecanicamente expandidos, contra aletas de alumínio, onduladas, propiciando um
melhor fator de contato com o ar e um espaçamento uniforme entre aletas.

      Terá degelo elétrico com resistências tipo tubulares, assegurando um degelo rápido e
confiável.

     Serão executadas e testadas na fábrica, todas as conexões elétricas incluindo bornes para
conexão à rede de alimentação em régua de conexões com terminais rápidos.

      Os mesmos serão instalados dentro de suas respectivas câmaras frigoríficas devendo ter
ótimo acabamento e baixa altura, dando melhor composição estética de acabamento.



5.3 - CONTROLES



       Cada Câmara terá um controlador Eletrônico de temperatura tendo relés de alarme para
alta temperatura e para porta aberta. O Controlador deverá controlar o compressor, ventilador, o
degelo e os alarmes. O painel deve ter no mínimo os seguintes componentes:caixa plástica com
proteção IP55, contatores, disjuntores, chave liga/desliga, sensor com cabo de no mínimo 3
metros e display para indicação visual de temperaturas, horários, códigos de falhas, códigos de
parâmetros e condições de operação. O controle de temperatura será convencional, por
termostato "ON-OFF" de simples estágio do tipo Eletrônico com escala para temperaturas de no
mínimo 0 C à +10º C, tendo diferencial ajustável de 0,5 a 2,5º C.

      O controlador eletrônico deverá ser igual ou similar ao modelo de referência DANFOSS
EKC 201.

        O controlador (termostato) atuará diretamente sobre uma válvula solenóide na linha de
líquido antes da válvula de expansão, efetuando o fechamento da mesma quando for atingida a
temperatura de ajuste. Como consequência, o compressor do circuito desligará logo a seguir
devido a abertura do pressostato de baixa pressão.

     Para degelo elétrico inserido na unidade evaporadora, o controlador atraves de um
temporizador irá efetuar em intervalos de tempo cíclicos, a ligação da resistência de degelo,
ocasionando (pelo intertravamento) o desligamento dos evaporadores e da válvula solenóide, que
por sua vez irá ocasionar a parada do compressor.

      Para verificação da temperatura interna das câmaras, será instalado em cada uma delas,
sobre a porta de entrada, um termômetro com escala de -40 C a +40C com mostrador diâmetro
de 80 mm, tubo capilar de cobre com 100mm e bulbo remoto, tendo caixa de aço com
acabamento cromado, referência FAMABRAS ou similar.

        O controlador, deverá permitir a programação dos seguintes parâmetros essenciais:
Leituras da temperatura máxima e mínima. Parâmetros do compressor, tais como: corte pelo relé
térmico em caso de sobrecarga, pressostato de alta e baixa com rearme manual, parada pelo
pressostato de baixa, com recolhimento do gás. Parâmetros de degelo ( tipo de degelo, intervalo
entre degelos, término do degelo por temperatura, duração máxima do degelo, retardo do alarme
de alta após o degelo e/ou abertura da porta). Parâmetro de alarme (histerese do alarme e
ventilador, alarme de alta temperatura). Parâmetros dos ventiladores (gerenciamento dos


                                                                                             122
ventiladores, parada dos motores do evaporador durante degelo, ou quando da abertura das
portas).



5.4 - VÁLVULA DE EXPANSÃO



      Será do tipo termostática, com equalizador externo, para trabalhar na faixa de pressão e
temperatura designada para cada câmara frigorífica com refrigerante R-134a, garantindo
superaquecimento desejado na tubulação de sucção e evitando retorno de líquido ao compressor.
A instalação da válvula será o mais próximo possível do evaporador, sendo seu bulbo instalado
seguramente e com bom contato térmico na linha de sucção, no trecho horizontal da mesma.

     Preferencialmente as válvulas não deverão ser ajustadas e apenas em casos especiais
quando necessário, poderão ter ajuste do superaquecimento requerido, seguindo-se os requisitos
do manual técnico do fabricante da válvula.

       Modelo de Referência: TEN2 para R134A, fabricação DANFOSS ou similar;

5.5 - TUBULAÇÕES DE REFRIGERANTE



      Serão executadas com tubos flexíveis, de cobre fosforoso com 99,9% de pureza, sem
costura, tendo conexões em latão, conforme especificação SAE para refrigeração, com junções
por meio de flangeamento do tubo.

     Serão executados de acordo com a boa prática corrente, empregando-se traçado
conveniente de modo que haja retorno de óleo para o compressor. Para tal a tubulação deverá ter
caimento de 3% para retorno.

      O projeto e execução deverá estar de acordo com as normas brasileiras vigentes, da ABNT,
e na falta ou omissão destas, com as normas do "Safety Code for Mechanical Refrigeration"(ASA-
B-31.1 - 1958) e o "Code for Pressure Piping" (ASA-B31.1 - 1955).

       As tubulações deverão assegurar uma alimentação adequada aos evaporadores e ter baixa
perda de carga, devendo ainda proteger os compressores evitando: acúmulo de óleo lubrificante
em qualquer trecho; perdas de óleo lubrificante do compressor; penetração de refrigerante em
fase líquida no carter do compressor (tanto em marcha como parado). Quando da montagem
deverá ser conferido o diâmetro das tubulações calculando-se a linha de aspiração para uma
queda de pressão equivalente a 1º C de variação de temperatura de saturação e a linha de líquido
para 0,5º C até o máximo de 1,0º C para circunstâncias normais. Para os trechos verticais de
aspiração, deverá ser verificado a necessidade ou não de aumento da velocidade para efetuar o
retorno de óleo ao compressor, e neste caso deverá ser reduzida a perda nos demais trechos a
fim de ser mantida a queda de pressão total estipulada.

      As tubulações e recipientes frios serão isolados com borracha esponjosa moldada com
tubos, com fácil aplicação ou retirada sem necessidade de adesivos, e possibilitando curvamento
dos tubos sem danificação do isolamento. A espessura mínima do isolamento será de 1/4",
aplicado nas linhas de líquido que correm no entreforro (ático).

     Deverá haver o máximo rigor na limpeza, desidratação, vácuo e testes de pressão contra
vazamentos do circuito, antes da colocação do refrigerante.

                                                                                             123
       Toda a soldagem deverá ser feita com solda prata, limpando-se a fuligem durante a
soldagem com jato de nitrogênio super seco no interior dos tubos de cobre (o óleo usado no
compressor, poliolester 160Pz, se degrada quando em contato com contaminantes). Deve-se
conectar o compressor no final do trabalho, para realizar o teste de pressão inicial. Somente após
o teste de vazamentos deverá ser conectado o filtro secador o qual deverá ser conectado de um
lado e só aberto na hora da conexão e posteriormente conectado o outro lado (é extremamente
sensível à umidade) e deve ser o último componente a ser instalado. Efetuar novo teste de
vazamento com nitrogênio super seco.



                                                         igerante (os gases ecológicos são
extremamente sensíveis à umidade e o óleo do compressor é sensível à contaminantes).



5.6 - QUADROS ELÉTRICOS



        O conjunto de câmaras frigoríficas deverá possuir quadro elétrico de comando e controle,
instalado sobre as câmaras, junto as unidades condensadoras, devido a dificuldade de locação na
anti-câmara. O mesmo deverá conter todos os dispositivos de proteção e controle necessários,
bem como possibilidade de desligamento sob carga geral do quadro ou de cada uma das câmaras
frigoríficas, ou de cada um dos equipamentos compressor, evaporador ou resistência elétrica de
degelo. Também terá indicação de operação através de lâmpada piloto, para cada unidade
condensadora, evaporadora e degelo. O quadro elétrico deverá vir com o esquema elétrico unifilar
e funcional afixado na tampa do mesmo.




5.7 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS



         As tubulações elétricas serão efetuadas com eletrodutos galvanizados classe leve 1
(média), e conduletes, tendo conexões com os equipamentos através de copex metálico flexível,
com encapamento externo em PVC. Os condutores deverão ser do tipo cabo flexível, com
condutor formado por fios de cobre nú, têmpera mole, tendo encordoamento classe 4, com
encapamento termoplástico, com características no propagantes às chamas, isolamento mínimo,
classe 750 V. Todas as conexões dos cabos aos bornes de ligação dos dispositivos e chaves
deverão ser efetuados através do uso de conectores apropriados e estanhando-se os filamentos
de cobre dos cabos antes da fixação. Toda a fiação para ligação externa de força, comando e
controle, será ligada a blocos de terminais do tipo pressão por parafusos, em terminais marcados
e com pelo menos 10% de reserva, prevendo novas necessidades. Com o fim de indicar em cada
componente, seus respectivos comandos e sinalizações, deverão ser previstas plaquetas de
identificação, em acrílico com fundo branco e letras pretas, afixadas aos quadros por meio de
parafusos auto-atarrachantes. Os barramentos serão de cobre eletrolítico duro, com 99,9% de
condutibilidade, trifásico mais neutro, rígidos e dimensionados para conduzir as correntes
nominais máximas, com folga de 20%, e ainda suportar os esforços eletrodinâmicos resultantes
da eventual corrente de curto-circuito. Os barramentos deverão ser pintados nas cores padrão
previstas em norma, e ter conexões afixadas por porcas e arruelas de pressão, para evitar o

                                                                                              124
posterior afrouxamento com o uso. Os suportes de barramento deverão ter classe de isolamento
de 750 V, tendo isoladores de porcelana ou epoxi, guardando uma distância mínima de 4 cm para
a massa. Tanto os barramentos quanto as conexões deverão estar dimensionados de tal modo
que não haja elevação de temperatura, quando da condução de correntes de até 120% das
máximas em regime contínuo e a temperatura ambiente. A tensão de comando e de dispositivos
monofásicos deverão ser de 220V/60Hz, e dos trifásicos, 380V/60Hz. O dimensionamento dos
cabos, terminais de interligação e demais dispositivos elétricos deverão ser realizados dentro do
que prescreve a NBR-5410 da ABNT e as normas da CEB - Companhia de Eletricidade de
Brasília e, em caso de omissão ou em falta destas, as normas internacionais da ANSI - American
National Standard Institute, NEMA - National Eletrical Manufature's Association ou IEC -
International Eletrotechnical Comission. A bitola mínima dos cabos de alimentação de força no
deverá ser inferior a 2,5 mm2 e para a fiação de comando no inferior a 1,0 mm2.



5.       - ISOLAMENTO TÉRMICO



    O isolamento térmico será executado com espuma rígida de poliestireno extrudado,
classificação em relação à chamas(norma DIN-4102) como B1 dificil de inflamar, aplicado sempre
em camadas com juntas desencontradas.



5.8.1- PREPARO DAS SUPERFÍCIES:



      Antes da aplicação do material isolante é imprescindível a preparação das superfícies de
paredes, pisos, tetos e cavidades, metálicas ou não, as quais não devem apresentar ferrugem,
poeira, graxas ou impurezas que devem ser eliminadas por meio de escova, lixa ou solvente
adequados.

      Os batentes das portas deverão estar chumbados e o piso, teto e paredes rebocados com
argamassa de cimento - areia traço 1:4 desempenados e isentos de umidade, antes da aplicação
do isolamento térmico.;



5.8.2 - APLICAÇÃO DO MATERIAL ISOLANTE



         O serviço deverá ser efetuado da seguinte forma:

1)     Aplicação de uma camada de asfalto frio na alvenaria remanescente e depois pintura com
primer nas paredes, tetos e pisos.

     .2) Instalação do piso.

         Aplicação de uma camada de primer asfáltico após limpar bem a superfície.

Aplicação no contra piso de material impermeabilizante a base de asfalto oxidado

0,84 à quente, colando o filme de alumínio.

                                                                                             125
       Aplicação de filme de alumínio na espessura de 0,1 mm.

Aplicação da primeira camada de placas de poliuretano expandido (p = 38 Kg/m³)

nas dimensões aproximadas de 1000 X 500 X 50 mm.

       Aplicação da segunda camada de placas de poliuretano expandido (p = 38 Kg/m³)

       nas dimensões aproximadas de 1000 X 500 X 50 mm. Estas placas devem ser

      desencontradas da primeira camada (sobrepostas).

       Aplicação de impermeabilização a base de asfalto frio.

       Colocação de feltro Betumado subindo 10 cm nas paredes

       Execução da laje do piso de concreto armado com espessura de 50 mm.

Execução de piso de alta resistência tipo Concretina ou Korodur com espessura de

30 mm e polimento posterior do mesmo, inclusive na anti-câmara.



   3) Instalação de painéis frigoríficos para paredes e tetos.

        Deverão ser fornecidos e instalados nas paredes e teto, painéis frigoríficos em escala
industrial, colados sob alta pressão montados através de sistema de fixação tipo LOC (macho e
fêmea), constituídos de núcleo de poliuretano expandido (p = 38 Kg/m³) , com espessura de 100
(cem) mm. Revestido de um lado com chapa de aço inox, tipo AISI 304, liga 18.8, bitola 22
espessura de 0,50 mm, e do outro, nas faces coladas à alvenaria, revestida com chapa
galvanizada bitola 22.

      Os painéis de divisão entre câmaras e anti-cameras serão de 100 mm de espessura, com
ambas as faces revestidas em aço INOX bitola 22



5.9- PORTAS FRIGORÍFICAS



        A anti-câmara terá porta de correr com revestimento em aço inox e isolamento em
poliuretano injetado com 40 mm de espessura, completa, com guias, puxador e cadeado.

        As demais portas das câmaras serão do tipo de embutir, giratória, com vão luz de 0,90
metros de largura e 1,80 metros de altura, tendo isolamento de poliuretano injetado, com 100 mm
de espessura. O revestimento deverá ser de aço inox tipo 304, com bitola mínima numero 22USG,
dando um perfeito acabamento e sendo de linha normal de fabricação. A mesma deverá vir
acompanhada de fabrica do marco que deverá ser de Madeira de Lei, Ipê ou Maçaranduba,
reforçado, e com revestimento de aço inox de espessura mínima igual a da porta. Deverá ter
ferragens completas em ZAMAC, com polimento e fino acabamento. Os trincos deverão ser
robustos tendo batentes giratórios de alta durabilidade e ainda dispositivo para abertura do lado
interno da câmara.



                                                                                              126
       As dobradiças deverão ser reforçadas, sobrepostas de modo a possibilitar abertura total da
porta em aproximadamente 180 graus, tendo no mínimo 3 unidades por porta.

       Eventualmente, para facilitar a montagem das portas giratórias nos painéis das câmaras, a
contratada poderá utilizar marcos com estrutura metálica em aço INOX conforme detalhes
padrões do fabricante dos painéis, os quais deverão ser submetidos à aprovação da fiscalização.



5.10 - REDE HIDRÁULICA DE DRENO



       Será executado para cada uma das câmaras frias, um ponto de dreno junto à parede em
que ficará instalado o evaporador. O ponto de dreno deverá vir de um ralo sinfonado. Os sifões
deverão propiciar um bom fecho hídrico para que não haja aspiração de ar pelos evaporadores
devido à pressão negativa ocasionada pelo abaixamento da temperatura e pela operação dos
ventiladores.

       Todas as câmaras frias terão caimento do piso para o lado da porta, possibilitando em caso
de limpeza, o escoamento da água para fora da câmara. Na anti-câmara teremos duas grelhas
de captação de água próximo às portas das câmaras frigoríficas. As grelhas serão de aço inox e
instaladas em caixas de captação de aço inoxidável tendo caimento para o lado do dreno e tendo
o dreno tipo grelha de forma a impedir a entrada de detritos.

      A tubulação de dreno deverá ser de PVC soldável, com no mínimo 40mm, sempre dando o
caimento correto para o sentido de escoamento da rede.



6 - CARACTERÍSTICA DOS EQUIPAMENTOS



6.1. Câmara nº 1 com produtos resfriados:

       Temperatura da câmara: entre +4 e +8oC

       Umidade relativa do ar interna: 90% variando de 90 a 80%

       Funcionamento do compressor: 75%

       Unidade condensadora

Tensão= 380V/3F/60Hz

Capacidade de 2880 Kcal/h

Gás refrigerante= R134A

Temp. de admissão do ar= 32oC

Temp. de evaporação= -1oC

Unidade evaporadora

Tipo multiventiladores axiais e com gabinete de baixa silueta

                                                                                              127
Capacidade de 3640 Kcal/h

Temp. de evaporação= -1oC

Dimensões máximas= 1351 x 470 x 410 mm de altura

Ventiladores axiais= 3 unidades, diâm. 25 cm, 210 W

Vazão de ar total= 3600 m3/h

Degelo elétrico= 3 x 1200 W

Equipamento selecionado:

Unidade Condensadora da câmara 1 - Modelo de Referência igual ou similar a Danfoss HCZ 022
50 V com 2 HP / 380 V / 3F / 60 Hz;

Unidade Evaporadora da Câmara 1 – Modelo de Referência igual ou similar a MIPEL MI plus 38
E – 220V / 1 F / 60 Hz;



6.2. Câmara nº 2 com produtos resfriados:

       Temperatura da câmara: entre +4 e +8oC

       Umidade relativa do ar interna: 90% variando de 90 a 80%

       Funcionamento do compressor: 75%

       Unidade condensadora

Tensão= 380V/3F/60Hz

Capacidade de 3700 Kcal/h

Gás refrigerante= R134A

Temp. de admissão do ar= 32oC

Temp. de evaporação= -1oC

Unidade evaporadora

Tipo multiventiladores axiais e com gabinete de baixa silueta

Capacidade de 4460 Kcal/h

Temp. de evaporação= -1oC

Dimensões máximas= 1351 x 470 x 410 mm de altura

Ventiladores axiais= 3 unidades, diâm. 25 cm, 210 W

Vazão de ar total= 3600 m3/h

Degelo elétrico= 3 x 1200 W


                                                                                       128
Equipamento selecionado:

Unidade Condensadora da Câmara 2 - Modelo de Referência igual ou similar a Danfoss HCZ 028
50 V com 2,5 HP / 380V / 3F / 60 Hz;

Unidade Evaporadora da Câmara 2 – Modelo de Referência igual ou similar a MIPEL MI plus 46
E, 220V / 1 F / 60 Hz.



7- NORMAS E PADRÕES



      Para os sistemas de refrigeração e seus componentes, serão observadas, tanto para o
projeto, como para a fabricação de equipamentos e instalação, as normas da ABNT e na falta ou
omisso destas, as normas da ASHRAE (American Society of Heating Refrigerating and Air
Conditioning Engineers), ARI,ASME, ANCA, ANSI, ASTM, NENA, DIN, etc.



8.0 - TESTES E BALANCEAMENTO



    A instalação deverá ser, antes de sua aceitação, devidamente balanceada, de modo a situar-
se o mais próximo possível dos valores definidos no projeto.

    Após a execução do balanceamento da instalação,           deverá ser efetuado o teste de
funcionamento e desempenho da que deverá compreender:

    -Medição e registro de temperatura de bulbo úmido e bulbo seco das câmaras frias;

    -Medição e registro de temperatura de bulbo úmido e bulbo seco do ar exterior;

    -Medição e registro de temperatura de água gelada na entrada e saída dos condicionadores;

   -Medição e registro de amperagem, voltagem e isolação de todos os motores elétricos, com
posterior ajuste dos relés de sobrecarga.

    Obs: Se possível, os testes deverão se efetuados nas horas de pico de carga térmica e de
preferência com ocupação total das câmaras Frias.



9.0 - DOCUMENTAÇO TÉCNICA



    Após o término da instalação, o instalador deverá fornecer em 2 vias, sendo uma original, a
seguinte documentação:

    - Projeto atualizado da instalação;

    - Diagramas elétricos, os quais deverão vir com uma via à parte, afixada em cada quadro
respectivo;


                                                                                            129
    - Listagem de todos os equipamentos instalados, tabelas de suas carcterísticas e dados sobre
todos os valores obtidos nos ensaios e testes realizados;



10.0 - CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO



10.1 - GENERALIDADE



    Ao INSTALADOR caberá o fornecimento total dos materiais necessários, de acordo com esta
especificação, bem como a devida montagem, instalação, colocação em operação,
balanceamento e testes até a entrega e ainda manutenção e operação do sistema até a sua
entrega definitiva. Também estão inclusos no fornecimento previsto nesta especificação os
seguintes itens:

    a - Adequação dos detalhes de montagem caso ocorram interferências no local de instalação;

    b - Fornecimento dos materiais necessários, incluindo a embalagem adequada, transporte e
seguro dos mesmos, até o local da obra.

    c - Fornecimento de ferramental especial necessário à montagem incluindo sua entrega no
canteiro da obra, colocação em serviço e sua manutenção total com fornecimento de peças que
eventualmente sejam danificadas;

   d - Fornecimento de mão-de-obra de profissionais especializados e capacitados, incluindo
um engenheiro e um encarregado geral, afim de efetuar os serviços de montagem e instalação,
"START-UP" e entrega definitiva da instalação em operação normal.

     e - Execução dos ensaios de inspeção, testes e balanceamento, em conformidade com o
item 9.0 desta especificação, incluindo o ferramental e aparelhos necessários à execução dos
testes;



10.2 - RESPONSABILIDADE DO INSTALADOR



    Fornecimento, montagem, instalação dos equipamentos e execução dos serviços necessários
para a perfeita conclusão dos itens previstos no projeto executivo,se responsabilizando totalmente
pelo funcionamento dentro das condições do item 4 desta especificação, e operação do sistema
até a entrega definitiva.

Deverá também ser fornecida garantia contra defeitos de fabricação ou instalação indevida, por 12
meses a contar do "START-UP" da instalação, será providenciado pelo instalador a abertura de
um "DIÁRIO DE OBRA", assim que se inicie a obra, passando este a controlar todos os eventos
realizados, e devidamente assinado pelo Engenheiro Fiscal e pelo Engenheiro da firma a ser
contratada.

11 - DESENHOS E INFORMAÇÕES (ANEXOS)



                                                                                              130
Compõe o presente projeto, os seguintes documentos:

1-Desenho–INSTALAÇÕES MECÂNICAS - CÂMARAS FRIAS

  REFRI-01/01 – PLANTA BAIXA E DETALHES.

2-Memorial descritivo e especificação técnica;

3-Planilha de custos




                                                      131
08.00.000 INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

08.01.000 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO



SUMÁRIO



1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares



1. OBJETIVO



Estabelecer as diretrizes básicas para a execução de serviços de Instalações de Prevenção e
Combate a Incêndio.



2. EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

2.1 Materiais e Equipamentos

A inspeção para recebimento de materiais e equipamentos será realizada no canteiro de obras ou
local de entrega, através de processo visual. Quando necessário e justificável, o Contratante
poderá enviar um inspetor, devidamente qualificado, para testemunhar os métodos de ensaios
requeridos pelas Normas Brasileiras. Neste caso o fornecedor ou fabricante deverá ser avisado
com antecedência da data em que a inspeção será feita. Para o recebimento dos materiais e
equipamentos, a inspeção deverá seguir a descrição constante da nota fiscal ou guia de remessa,
pedido de compra e respectivas especificações de materiais e serviços. A inspeção visual para
recebimento dos materiais e equipamentos constituir-se-á, basicamente, no atendimento às
observações descritas a seguir, quando procedentes:

· verificação da marcação existente, conforme solicitada na especificação de materiais;

· verificação da quantidade da remessa;

· verificação do aspecto visual, constatando a inexistência de amassaduras, deformações, lascas,
trincas, ferrugens e outros defeitos possíveis;

· verificação de compatibilização entre os elementos componentes de um determinado material.

Os materiais ou equipamentos que não atenderem às condições observadas serão rejeitados.

Os materiais sujeitos à oxidação e outros danos provocados pela ação do tempo deverão ser
acondicionados em local seco e coberto. Os tubos de PVC, aço, ferro fundido e cobre deverão ser
estocados em prateleiras, separados por diâmetro e tipos característicos, sustentados por tantos
apoios quantos forem necessários para evitar deformações causadas pelo peso próprio. As pilhas


                                                                                               132
com tubos com bolsas ou flanges deverão ser formadas de modo a alternar em cada camada a
orientação das extremidades. Deverão ser tomados cuidados especiais quando os materiais forem
empilhados, de modo a verificar se o material localizado em camadas inferiores suportará o peso
nele apoiado.



2.2 Processo Executivo

Antes do início da montagem das tubulações, a Contratada deverá examinar cuidadosamente o
projeto e verificar a existência de todas as passagens e aberturas nas estruturas. A montagem
deverá ser executada com as dimensões indicadas no projeto e confirmadas no local de execução
dos serviços e obras. Tubulações de PVC somente poderão ser utilizadas em redes enterradas,
afastadas de, no mínimo, 1 m dos limites da edificação, conforme detalhes do projeto.



2.2.1 Tubulações Embutidas

Para a instalação de tubulações embutidas em paredes de alvenaria, os tijolos deverão ser
recortados cuidadosamente com talhadeira, conforme marcação prévia dos limites de corte. No
caso de blocos de concreto, deverão ser utilizadas serras elétricas portáteis, apropriadas para
essa finalidade.

As tubulações embutidas em paredes de alvenaria serão fixadas pelo enchimento do vazio
restante nos rasgos com argamassa de cimento e areia. Quando indicado em projeto, as
tubulações de grande diâmetro, além do referido enchimento, levarão grapas de ferro redondo, em
número e espaçamento adequados para manter inalterada a posição do tubo. Não será permitida
a concretagem de tubulações dentro de colunas, pilares ou outros elementos estruturais. As
passagens previstas para as tubulações através de elementos estruturais deverão ser executadas
antes da concretagem, conforme indicação no projeto.



2.2.2 Tubulações Aéreas

As tubulações aparentes serão sempre fixadas nas alvenarias ou estrutura por meio de
braçadeiras ou suportes, conforme detalhes do projeto. Todas as linhas verticais deverão estar no
prumo e as horizontais correrão paralelas às paredes dos prédios, devendo estar alinhadas. As
tubulações serão contínuas entre as conexões, sendo os desvios de elementos estruturais e de
outras instalações executados por conexões. Na medida do possível, deverão ser evitadas
tubulações sobre equipamentos elétricos. As travessias de tubos em paredes deverão ser feitas,
de preferência, perpendicularmente a elas.



2.2.3 Tubulações Enterradas

Todos os tubos serão assentados de acordo com o alinhamento, elevação e com a mínima
cobertura possível, conforme indicado no projeto. As tubulações enterradas poderão ser
assentadas sem embasamento, desde que as condições de resistência e qualidade do terreno o
permitam. As tubulações de PVC deverão ser envolvidas por camada de areia grossa, com
espessura mínima de 10 cm, conforme os detalhes do projeto. A critério da Fiscalização, a
tubulação poderá ser assentada sobre embasamento contínuo (berço), constituído por camada de
concreto simples ou areia. O reaterro da vala deverá ser feito com material de boa qualidade,

                                                                                              133
isento de entulhos e pedras, em camadas sucessivas e compactadas, conforme as especificações
do projeto. As redes de tubulações com juntas elásticas serão providas de ancoragens em todas
as mudanças de direção, derivações, registros e outros pontos singulares, conforme os detalhes
de projeto.



2.2.4 Instalação de Equipamentos

Todos os equipamentos com bases ou fundações próprias deverão ser instalados antes de
iniciada a montagem das tubulações neles conectadas. Os demais equipamentos poderão ser
instalados durante a montagem das tubulações. Durante a instalação dos equipamentos deverão
ser tomados cuidados especiais para o seu perfeito alinhamento e nivelamento.



2.2.5 Meios de Ligação

2.2.5.1 Tubulações de Aço Rosqueadas

0 corte de tubulações de aço deverá ser feito em seção reta, por meio de serra própria para corte
de tubos. As porções rosqueadas deverão apresentar filetes bem limpos que se ajustarão
perfeitamente às conexões, de maneira a garantir perfeita estanqueidade das juntas. As roscas
dos tubos deverão ser abertas com tarraxas apropriadas, devendo dar-se o acréscimo do
comprimento na rosca que deverá ficar dentro das conexões, válvulas ou equipamentos. As juntas
rosqueadas de tubos e conexões deverão ser vedadas com fio apropriado de sisal e massa de
zarcão calafetador , fita à base de resina sintética própria para vedação, litargirio e glicerina ou
outros materiais, conforme especificação do projeto. O aperto das roscas deverá ser feito com
chaves apropriadas, sem interrupção e sem retornar, para garantir a vedação das juntas.



Soldadas

A tubulação de aço, inclusive conexões, poderá ser soldada por sistema de solda elétrica ou
sistema de oxiacetileno. Toda solda será executada por soldadores especializados, de acordo
com os padrões e requisitos das Normas Brasileiras. As conexões serão de aço forjado, conforme
especificação de projeto. Nas derivações será proibido, sob quaisquer pretextos, o uso de “bocas-
de-lobos” ou “curvas de miter”. As extremidades poderão ser rosqueadas, de encaixe para solda
ou chanfradas.



2.2.5.2 Tubulações de PVC Rosqueadas

Para a execução das juntas rosqueadas de tubulação de PVC rígido, dever-se-á:

· cortar o tubo em seção reta, removendo-se as rebarbas;

· usar tarraxas e cossinetes apropriados ao material;

· limpar o tubo e aplicar sobre os fios da rosca o material vedante adequado;

· para juntas com possibilidade de futura desmontagem, usar fita de vedação à base de resina
sintética;


                                                                                                134
· para junta sem possibilidade de futura desmontagem, usar resina Epóxi.



Soldadas

Para a execução das juntas soldadas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa da conexão e a ponta do tubo e retirar o brilho das superfícies a serem soldadas
com o auxílio de lixa adequada;

· limpar as superfícies lixadas com solução apropriada;

· distribuir adequadamente, em quantidade uniforme, com

um pincel ou com a própria bisnaga, o adesivo nas superfícies a serem soldadas;

· encaixar as extremidades e remover o excesso de adesivo.



Com Junta Elástica

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de PVC rígido, dever-se-á:

· limpar a bolsa do tubo e a ponta do outro tubo das superfícies a serem encaixadas, com auxílio
de estopa comum;

· introduzir o anel de borracha no sulco da bolsa do tubo;

· aplicar pasta lubrificante adequada na parte visível do anel de borracha e na parte da ponta do
tubo a ser encaixada;

· introduzir a ponta do tubo até o fundo do anel e depois recuar aproximadamente 1cm.



2.2.5.3 Tubulações de Ferro Fundido

Para a execução das juntas elásticas de tubulações de ferro fundido, dever-se-á:

· limpar a canaleta existente no interior da bolsa e parte externa da ponta do tubo;

· colocar o anel de borracha no interior da canaleta existente na bolsa;

· marcar na ponta do tubo, com traço a giz, o comprimento de penetração na bolsa;

· aplicar lubrificante adequado na superfície externa da ponta do tubo e na superfície interna do
anel;

· introduzir manualmente a ponta na bolsa, verificando se atinge o fundo, tomando-se como
referência o traço a giz;

· quando o tubo for serrado, chanfrar ligeiramente a aresta externa da ponta, com o auxílio de uma
lima.



                                                                                               135
2.2.5.4 Tubulações de Cobre e suas Ligas

Com junta soldada, processo normal ou por processo de capilaridade:

· cortar o tubo no esquadro, escariá-lo e retirar as rebarbas, interna e externamente;

· limpar a bolsa de conexão e a ponta do tubo com escova de aço, lixa fina ou palhinha de aço;

· aplicar a pasta de solda ou fluxo, na ponta do tubo e na bolsa da conexão, de modo que a parte
a ser soldada fique completamente coberta pela pasta, e remover o excesso de fluxo;

· aquecer o tubo e a conexão, afastar o maçarico e colocar o fio de solda, solda de estanho, que
deverá fundir e encher a folga existente entre o tubo e a conexão;

· remover o excesso de solda com uma escova ou com uma flanela, deixando um filete em volta
da união.



2.2.6 Proteção de Tubulações Enterradas

As tubulações enterradas, exceto as de materiais inertes, deverão receber proteção externa
contra a corrosão. As superfícies metálicas deverão estar completamente limpas para receber a
aplicação da pintura. O sistema de proteção, consistindo em pintura com tintas betuminosas e no
envolvimento posterior do tubo com uma fita impermeável para a proteção mecânica da tubulação,
deverá ser de acordo com o projeto.



2.2.7 Pintura em Tubulações Metálicas

Todas as tubulações metálicas aéreas, inclusive as galvanizadas, deverão receber proteção e
pintura. A espessura da película de tinta necessária para isolar o metal do contato com a
atmosfera deverá obedecer à especificação de projeto. Deverão ser dadas pelo menos três
demãos de tinta, para que se atinja a espessura mínima necessária; cada demão deverá cobrir
possíveis falhas e irregularidades das demãos anteriores. A tinta de base deverá conter pigmentos
para inibir formação de ferrugem, tais como as tintas de óleo de linhaça com pigmentos de zarcão,
óxido de ferro, cromato de zinco e outros. Será de responsabilidade da Contratada o uso de tintas
de fundo e de acabamento compatíveis entre si.

2.3 Recebimento

Antes do recebimento das tubulações, será executado o teste hidrostático, visando detectar
eventuais vazamentos. Esta prova será feita em todas as tubulações a uma pressão nunca inferior
a 1.400 KPa, pelo período de 2 horas, ou a 350 KPa acima da pressão estática máxima de
trabalho do sistema, quando esta exceder de 1.050 KPa. As pressões dos ensaios hidrostáticos
são medidas nos pontos mais baixos de cada instalação ou setor da rede enterrada que está
sendo ensaiada. O teste será procedido na presença da Fiscalização, a

qual liberará o trecho testado para revestimento. Neste teste será também verificado o correto
funcionamento dos registros e válvulas. Após a conclusão das obras e instalação de todos os
elementos componentes, a instalação será posta em carga e o funcionamento de todos os
componentes do sistema deverá ser verificado na presença da Fiscalização. Durante a fase de

                                                                                                 136
testes, a Contratada deverá tomar todas as providências para que a água proveniente de
eventuais vazamentos não cause danos à obra. A Contratada deverá atualizar os desenhos do
projeto à medida em que os serviços forem executados, devendo

entregar no final das obras, um jogo completo de desenhos e detalhes da obra concluída.



3. NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES

A execução dos serviços de Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio deverá atender
também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

· Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais;

· Normas da ABNT e do INMETRO: NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saídas de Emergência

· Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;

· Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREACONFEA.



09.02.000 - LIMPEZA DA OBRA



09.02.000.1 - Remover do local da obra, todos os equipamentos e materiais de propriedade da
CONTRATADA.

09.02.000.2 - Proceder à remoção de todo o entulho da obra, deixando-a completamente
desimpedida de todos os resíduos de construção, bem como cuidadosamente varridos os seus
acessos.

09.02.000.3 - Limpar os elementos de modo a não danificar outras partes ou componentes da
edificação.

09.02.000.4 - Dedicar particular cuidado na remoção de quaisquer detritos ou respingos de
argamassa das superfícies.

09.02.000.5 - Para assegurar a entrega da edificação em perfeito estado, a CONTRATADA
executará todos os arremates que julgar necessários e os que a Fiscalização determinar.




                                                                                             137
10.00.000 - ENTREGA DA OBRA



10.00.000.1 - Antes da comunicação do término da obra, a Fiscalização deverá efetuar uma
vistoria final do prédio com a presença do engenheiro residente.

Será procedida cuidadosa verificação por parte da Fiscalização, das perfeitas condições de
funcionamento e segurança de todos os serviços executados pela CONTRATADA. Serão
verificadas todas as partes que constituem o acabamento final da obra, observando-se todos os
aspectos relativos ao projeto arquitetônico e detalhes executivos elaborados.

10.00.000.2 - Quando as obras contratadas ficarem inteiramente concluídas e de perfeito acordo
com o contrato, a CONTRATADA solicitará por escrito à CONTRATANTE o recebimento das
mesmas.

O atendimento da solicitação supracitada, será feito por uma comissão de recebimento de
serviços composta por arquitetos e/ou engenheiros da CONTRATANTE , que deverá lavrar um
Termo de Recebimento Provisório.

Quando houver interesse, a ocupação do imóvel como um todo ou parte deste, poderá efetuar-se
antes do Recebimento Provisório, mediante acordo entre a CONTRATADA e a PROPRIETÁRIA.



10.00.001 - RECEBIMENTO DEFINITIVO.

10.00.001.1 - O termo de Recebimento Definitivo será lavrado 60 (sessenta) dias após o
Recebimento Provisório referido no item anterior, e se tiverem sido atendidas todas as pendências
apontadas pela Comissão de Recebimento.

10.00.001.2 - A PROPRIETÁRIA somente receberá as obras, após a conclusão total dos serviços
e a vistoria a ser feita por representantes de ambas as partes contratantes, com laudo sem
reclamações e também com toda a documentação da obra em ordem.




                                  LUIS ERNESTO CANELLAS

                              ENGENHEIRO CREA 8951 – D/DF




                                                                                              138

								
To top