Romantismo
INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1.
“Portanto, ilustres e não ilustres representantes da crítica, não se constranjam. Censurem, piquem,
ou calem-se como lhes aprouver. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil
cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda, como a fruta que nos mandam em lata. (...)
O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual
pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”
ALENCAR, José de. Benção Paterna. In: Sonhos de Ouro. São Paulo: Melhoramentos, s.d.
1. UFMT
( ) Envolvidos pelo ideário político da independência, Alencar e outros escritores românticos
empenham-se na construção da nação brasileira, através da luta pela emancipação
da língua e da literatura nacionais.
( ) Na história da literatura brasileira, no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo,
a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada
por todas as escolas literárias.
( ) No segundo parágrafo, Alencar opõe, metonimicamente, por meio das frutas, o
ambiente brasileiro ao ambiente europeu.
( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada, mais
precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala.
Texto para as questões 2 e 3.
“Não me Deixes!
Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
A corrente, onde bela se mirava...
‘Ai, não me deixes, não!
‘Comigo fica ou leva-me contigo
‘Dos mares à amplidão,
Límpido ou turvo, te amarei constante
‘Mas não me deixes, não!’
E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
‘Ai, não me deixes, não!’
E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
‘Ai, não me deixes, não!
Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.
A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
‘Não me deixaste, não!’”
DIAS, Gonçalves. In: MOISÉS, Massaud. A Literatura Brasileira através de textos. 21. ed. rev. e aum. São Paulo: Cultrix,
1998. p. 135-6.
2. F. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico
de:
a) evasão no tempo;
b) amor incondicional ao outro;
c) supervalorização da natureza;
d) exaltação do sonho, da fantasia;
e) desejo de morte pelo amor não correspondido.
3. F. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão, como recurso estilístico, no verso:
a) “A flor dizia em vão”
b) “Mas não me deixes, não.”
c) “E a corrente passava”
d) “Dizia sempre a flor, e sempre embalde”
e) “Leva-a do seu torrão”
Para responder as questões 4 e 5, leia atentamente os textos abaixo:
“Lira XXII
Nesta triste masmorra,
de um semi-vivo corpo sepultura,
inda, Marília, adoro
a tua formosura.
Amor na minha idéia te retrata;
busca, extremoso, que eu assim resista
À dor imensa, que me cerca e mata.”
Tomás Antônio Gonzaga.
“Perdoa-me, visão de meus amores
Perdoa-me, visão dos meus amores,
Se a ti ergui meus olhos suspirando!...
Se eu pensava num beijo desmaiando
Gozar contigo uma estação de flores!
De minhas faces os mortais palores,
Minha febre noturna delirando,
Meus ais, meus tristes ais vão revelando
Que peno e morro de amorosas dores...”
Álvares de Azevedo.
4. U.F. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima, assinale a
alternativa inaceitável:
a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.
b) No poema de Gonzaga, a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor.
c) No poema de Álvares de Azevedo, a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.
d) Em ambos os poemas, o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.
5. U.F. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico
biográfico?
a) “Que peno e morro de amorosas dores”.
b) “À dor imensa que me cerca e mata”.
c) “Nesta triste masmorra”.
d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”.
6. U.E. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira, em seus diversos momentos, apresenta
como características:
01. escapismo e subjetivismo;
02. naturalismo e pitoresco;
04. nacionalismo e religiosidade;
08. socialismo e ilogismo;
16. imaginação criadora e amor à natureza.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
Instrução: Para responder às questões 7 e 8, ler o texto que segue.
“As Três Irmãs do Poeta
É noite! As sombras correm nebulosas.
Vão três pálidas virgens silenciosas
Através da procela irriquieta.
Vão três pálidas virgens... vão sombrias
Rindo colar um beijo as bocas frias...
Na fronte cismadora do – Poeta –
‘Saúde, irmão! Eu sou a Indiferença.
Sou eu quem te sepulta a idéia imensa,
Quem no teu nome a escuridão projeta...
Fui eu que te vesti do meu sudário...,
Que vais fazer tão triste e solitário?...’
– ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.
‘Saúde, meu irmão! Eu sou a Fome.
Sou eu quem o teu negro pão consome...
O teu mísero pão, mísero atleta!
Hoje, amanhã, depois... depois (qu’importa?)
Virei sempre sentar-me à tua porta...
– ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.
‘Saúde, meu irmão! Eu sou a Morte.
Suspende em meio o hino augusto e forte.
Volve ao nada! Não sentes neste enleio
Teu cântico gelar-se no meu seio?!’
– ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!”
Instrução: Para responder à questão 7, analisar as afirmativas que seguem, sobre o texto.
I. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença, com a fome e com a
morte.
II. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.
III. Idealiza a função do poeta, uma vez que esta ultrapassa a condição humana.
IV. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.
7. PUC-RS Pela análise das afirmativas, conclui-se que está correta a alternativa:
a) I e II.
b) II e III.
c) II e IV.
d) III e IV.
e) I, II, III e IV.
8. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada:
a) subjetivismo.
b) ufanismo.
c) nacionalismo.
d) futurismo.
Texto para a questão 9.
“Leito de folhas verdes
Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.
Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.
Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bagari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.
Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!
A flor que desabrocha ao romper dalva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.
Sejam vales ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!
Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arasóia na cinta me apertaram.
Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma;
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!
Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!”
Gonçalves Dias.
9. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto.
a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos, tais como “luar”, “vales”,
“bosque” e “perfumes”, pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética
simbolista.
b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais, para
expressar o amor por meio da espera.
c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista, recebida
principalmente de Camões.
d) Apesar da intensa presença da natureza, o poema em questão já se aproxima do parnasianismo,
pela presença dos elementos mitológicos.
e) Mesmo sendo romântico, notam-se ainda no poema, os aspectos marcantes do Arcadismo,
principalmente no que diz respeito ao bucolismo.
10. UEGO Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos.
O romance Lucíola, de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo:
( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares
da época, realçando seus preceitos e preconceitos.
( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma
mera satisfação de instintos animais.
( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os
dois grupos distintos, o marginal e o burguês, foi trabalhar a dualidade, colocando
na mesma mulher as imagens de virgem, de Maria da Glória e da cortesã, Lúcia.
( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade
carioca do Segundo Reinado.
( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da
narrativa, procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava.
11. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar
entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais, buscando
nelas aspectos heróicos, dignos de alta expressão literária. É o que se pode verificar
quando se lêem, dos dois autores citados, respectivamente, as obras:
a) Senhora e Lira dos Vinte Anos;
b) Quincas Borba e Os Escravos;
c) Ressurreição e O Navio Negreiro;
d) O Mulato e Canção do Exílio;
e) I - Juca Pirama e O Guarani.
12. UFSE No período romântico brasileiro, os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se
de modo especialmente estreito e original: entre nós, o Romantismo deu expressão à
consolidação da Independência, à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes
históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente:
a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias;
b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis;
c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo;
d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu;
e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.
13. U.F. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades
e a paisagem retratada pelos românticos.
Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens:
a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e
fulgurante.
b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica, devido
aos exageros do eu-lírico.
c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico, enquanto a paisagem árcade
é harmoniosa, alheia ao eu-lírico.
d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível
através da leitura.
14. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico:
a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo
em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.” (José de Alencar).
b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena
na população do Brasil; e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens
que por direito natural defendiam a sua liberdade, independência e as terras
que ocupavam.” (Gonçalves de Magalhães).
c) “Imaginei um poema... como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos, mulheres
feiticeiras, sapos e jacarés sem conta: enfim, um gênesis americano, uma Ilídia
Brasileira, uma criação recriada.” (Gonçalves Dias).
d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele
recebeu influxo algum; e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os
títulos da nossa personalidade literária.” (Machado de Assis).
e) “O maravilhoso, tão necessário à poesia, encontrar-se-á nos antigos costumes desses
povos [indígenas], como na força incompreensível de uma natureza constantemente
mutável em seus fenômenos.” (Ferdinand Denis).
15. UFRS Leia o texto abaixo.
............... é um tema dominante na poesia ............... de cunho romântico no Brasil; nela, a
mulher é freqüentemente ............... sob o olhar apaixonado do poeta, que usa ............... como
termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.
a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião
b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito
c) O amor – intimista – idealizada – a natureza
d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média
e) A morte – nacionalista – humilhada – a música
16. UFRS Leia o texto abaixo.
“Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado, dono de uma
sensibilidade extraordinária. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma
original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.”
Dos exemplos citados abaixo, identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima.
I. “Meia-noite soou na floresta
No relógio de sino de pau;
E a velhinha, rainha da festa,
Se assentou sobre o grande jirau.”
(Bernardo Guimarães)
II. “Se é vate quem acesa a fantasia
Tem de divina luz na chama eterna;
Se é vate quem do mundo o movimento
Co’o movimento das canções governa;
(...)
Se é vate quem dos povos, quando fala,
As paixões vivifica, excita o pasmo.”
(Laurindo Rabelo)
III. “Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes,
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.
(...)
O véu da noite me atormenta em dores,
A luz da aurora me intumesce os seios,”
(Casemiro de Abreu)
Quais exemplos correspondem à concepção citada?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
17. FUVEST-SP
“Assim, o amor se transformava tão completamente nessas organizações*, que apresentava
três sentimentos bem distintos: um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.
…………… desejava; …………… amava; …………… adorava.”
(*organizações = personalidades)
ALENCAR, José de. O Guarani.
Neste excerto de O Guarani, o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três
personagens masculinas do romance sentem por Ceci. Mantida a seqüência, os trechos
pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de
a) Álvaro / Peri / D. Diogo.
b) Loredano / Álvaro / Peri.
c) Loredano / Peri / D. Diogo.
d) Álvaro / D. Diogo / Peri.
e) Loredano / D. Diogo / Peri.
18. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra
Senhora:
a) ainda que considerando romântico, através da Senhora, Alencar revela traços realistas;
constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho
da crítica social;
b) juntamente com Diva e Iracema, Senhora completa a série considerada de perfis femininos
que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros;
c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre, Lúcia Camargo que,
após ser abandonada por Fernando Seixas, recebe uma herança e vinga-se: “compra”
de volta o ambicioso noivo;
d) Fernando, após o casamento, vê-se desprezado e humilhado pela esposa; arrependido,
trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução, mas o casamento, já
comprometido, é desfeito;
e) Alencar, numa tentativa de representar por completo o Brasil, escreveu romances indianistas
e urbanos, porém nunca se valeu da composição regionalista e, assim, não
atingiu seu intento.
Texto para as questões 19 e 20.
“Logo após a vitória, o cristão tornara às praias do mar, onde havia construído sua cabana e
onde o esperava a terna esposa. De novo sentiu em sua alma a sede do amor; e tremia de pensar
que Iracema houvesse partido, deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade.
Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores, a formosa filha do
sertão com a volta do esposo reanimou-se; e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos.
Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão, e a alegria voltou a habitar em sua alma.
O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias, quando parece que o tempo nunca
poderá estancar o coração. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma
exilada da pátria.
O imbu, filho da serra, se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente,
vinga, achando boa terra e fresca a sombra; talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mas
basta um sopro do mar, para tudo murchar. As folhas lastram o chão; as flores, leva-as a brisa.
Como o imbu na várzea, era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. A amizade e o
amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo, mas agora longe de sua casa e de
seus irmãos, sentia-se no ermo. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência, cheia de
grandes desejos e nobres ambições.
Passava os já tão breves, agora longos sóis, na praia, ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas.
Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte, buscava, mas embalde, descobrir no azul
diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.”
ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Scipione. 1994. p. 56.
19. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar:
01. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local, seguindo
uma tendência da época em que a obra foi escrita.
02. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos
grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam, respectivamente, como heróis
ou como vilões.
04. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador
como amistoso e cordial.
08. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro
entre Iracema e Martim, fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos
que constituem o enredo.
16. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita, sem qualquer conseqüência
para o desenrolar da trama.
32. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta, onde ocorre o desfecho
da história de amor de que trata o romance.
64. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica, para
ambos, a firmeza de permanecer em terra estranha.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
20. UFBA Com relação à linguagem, existe uma explicação adequada em:
01. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor, já que a primeira dá idéia de
concretude, enquanto a segunda, de abstração do sentimento amoroso.
02. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete, respectivamente, à chegada
do inverno e à volta do esposo, ambas com função revitalizadora.
04. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a
conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco.
08. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo, evidencia a
fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea.
16. O trecho “os já tão breves, agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão
relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão.
32. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.
64. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
21. UFF-RJ Na literatura, a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura
idealizada, frágil e inatingível.
Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica:
a) “Ah! Vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando.
Dá vida em teu alento à minha vida,
Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo)
b) “Anjos longiformes
De faces rosadas
E pernas enormes
Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes)
c) “Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
Ser Angélica flor e anjo florente,
Em quem, senão em vós se uniformara.” (Gregório de Matos)
d) “Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.” (Adélia Prado)
e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! ...
Quem és tu bela e branca desposada?
Da laranjeira em flor a flor nevada
Cerca-te a fronte ó ser misterioso! ...” (Castro Alves)
22. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo.
a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio
português.
b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance
Ermitão de Muquém.
c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde
de Taunay.
d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica
brasileira.
e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte, região tida por ele
como a mais autenticamente brasileira.
23. UFRS Considere as afirmações abaixo, referentes ao romance romântico no Brasil.
I. A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, insere-se na linha primitivista da
corrente romântica, em que as personagens vivem em contato constante com a natureza.
II. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de
Manuel Antônio de Almeida, é a novela picaresca espanhola.
III. A heroína de A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, é mestiça; porém, na sua
apresentação inicial, são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza
“branca”.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. Leia-o com atenção e responda às
questões 24 a 27.
“O índio, antes de partir, circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília, de uma
corda de pequenas fogueiras feitas de louro, de canela, urataí e outras árvores aromáticas.
Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável; o rio de um lado, e do outro as chamas que
afugentariam os animais daninhos, e sobretudo os répteis; o fumo odorífero que se escapava das
fogueiras afastaria até mesmo os insetos. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer
ofendesse a cútis de sua senhora, e sugasse uma gota desse sangue precioso; por isso tomara
todas essas precauções.”
24. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. O
autor desse romance é:
a) Machado de Assis.
b) Álvares de Azevedo.
c) José Lins do Rego.
d) José de Alencar.
e) Gonçalves Dias.
25. FEI-SP Sobre o romance, é possível afirmar que:
a) projeta um futuro trágico para o Brasil.
b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão
os brancos e negros.
c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses.
d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do
Brasil.
e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos
e indígenas.
26. FEI-SP A propósito do trecho transcrito, é correto afirmar que:
I. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do
índio brasileiro.
II. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro.
III. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador
europeu.
a) somente I está correta. d) I e III estão corretas.
b) somente III está correta. e) II e III estão corretas.
c) I e II estão corretas.
27. FEI-SP Em O Guarani, o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar
certos personagens em heróis, com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza,
valentia e brio. Essa tendência é típica do:
a) romance urbano.
b) romance regionalista.
c) romance indianista.
d) poemas épicos.
e) poemas históricos.
28. UEMS
“Maldição
baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/
baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem
guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/
vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/
baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria”
BALEIRO, Zeca. In: Vô imbolá, 1999.
Em sua música “Maldição”, Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência
para muitos escritores brasileiros, especialmente para uma das gerações do Romantismo).
Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu
autor foi um dos mais influenciados por Poe. Referimo-nos a:
a) Álvares de Azevedo.
b) Gonçalves Dias.
c) Casimiro de Abreu.
d) Castro Alves.
e) Olavo Bilac.
29. Uneb-BA
“Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia, revoltou-se contra si próprio.
Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã, imprudência
a que pusera remate o pedido do casamento. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele
uma coisa irremediável, fatal; mas o seu procedimento o indignava.
Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo, e inquiriu do
motivo. Fernando disfarçou; a moça não insistiu; e até pareceu esquecer a sua observação.
Uma noite porém, em que Seixas se mostrara mais preocupado, na despedida ela disse-lhe:
— A sua promessa de casamento o está afligindo, Fernando; eu lha restituo. A mim basta-me o
seu amor, já lho disse uma vez; desde que mo deu, não lhe pedi nada mais.”
ALENCAR, José de. Senhora: perfil de mulher. São Paulo: FTD, 1992. p. 104-6.
Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra, é verdadeira a afirmativa:
a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres.
b) Aurélia Camargo, na narrativa, desempenha, quanto à relação amorosa, o papel da
mulher fraca, sem força de vontade.
c) A obra, enquanto romântica, vê com naturalidade o casamento de conveniência.
d) Os personagens são desprovidos de idealizações, enfocados como pessoas comuns.
e) A obra apresenta o final feliz, típico desfecho da narrativa romântica.
30. UFF-RJ As estrofes abaixo, partes do poema Canção do Tamoio, representam um momento
da literatura brasileira em que se buscou, através do sentimento nativista, inspiração
em elementos nacionais, especialmente nos índios e em sua civilização.
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida;
Viver é lutar.
A vida é combate
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar.
Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.
As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.”
DIAS, Gonçalves. Poesia Completa. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda., 1959, p. 372.
Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio.
a) Barroco. d) Naturalismo.
b) Realismo. e) Romantismo.
c) Modernismo.
31. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos, como se
pode observar abaixo:
“Se Se Morre de Amor!
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr’ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!”
DIAS, Gonçalves. Poemas de Gonçalves Dias. São Paulo, Cultrix, [s/d].
A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é:
a) evasão no espaço, transportando o eu-lírico para um lugar ideal, junto à natureza;
b) forte subjetivismo, revelando uma visão pessimista da vida;
c) idealização do amor, transcendendo os limites da vida física;
d) realização de poemas lírico-amorosos, valorizando o idioma nacional;
e) idealização da mulher, conduzindo o eu-lírico à depressão.
32. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema, de José de
Alencar.
I. Em O Guarani, tanto a casa de Mariz, representante dos valores lusitanos, quanto os
Aimorés, que retratam o lado negativo da terra americana, são destruídos.
II. Em Iracema, a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim,
o homem branco por quem se apaixonara.
III. Em O Guarani e Iracema, as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em
circunstâncias trágicas, na certeza de que serão vingadas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
33. UFRS Leia o texto abaixo.
No romance ..............., de José de Alencar, uma ............... apaixona-se por um provinciano
recém chegado ao Rio de Janeiro, experimentando, a partir daí, um processo gradativo de ................
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima.
a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.
b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.
c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.
d) Senhora – adolescente – enriquecimento material.
e) Senhora – adolescente – ascensão social.
34. Unicamp-SP Em Ubirajara, tal como em Iracema e em O Guarani, José de Alencar
propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.
a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance?
b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior
parte?
c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico, no empenho de construir
uma visão do período pré-cabralino?
35. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência, do Visconde de Taunay, assinale
a(s) alternativa(s) correta(s).
01. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro, palco da história do amor de
Inocência e Meyer, misturam-se cenas da Guerra do Paraguai, conflito que traz para
a cena do romance o soldado Cirino, que se apaixona pela bela sertaneja, tentanto
tirá-la dos braços de seu amado.
02. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha, ela é motivo de constante preocupação
para o pai, uma vez que, por obra de qualquer descuido, pode pôr a perder a honra
familiar, aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. Segundo
Pereira: “Ih, meu Deus, mulheres numa casa, é coisa de meter medo...São redomas
de vidro que tudo pode quebrar...”
04. Durante um almoço, Pereira enaltece a fartura do Brasil, ao ouvir de Meyer notícias
sobre a morte de pessoas, à míngua, durante o inverno europeu. Essa exaltação dos
recursos alimentares do país, sinônimo dos recursos naturais do Brasil, é um reflexo
da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira, independente
do julgo da metrópole portuguesa.
08. De acordo com a narrativa, são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro,
em contraste com a vida na corte, mais precisamente no Rio de Janeiro, sob a influência
das culturas européias, em especial a francesa. Essa comparação visa a demonstrar
a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do
sertanejo.
36. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema, de José de Alencar:
I. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”, o autor já indica a combinação que
fará entre elementos históricos e fantasia.
II. O autor valeu-se de uma narrativa, mas não deixou de explorar sistematicamente
recursos típicos da linguagem poética.
III. Aqui, diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias, a personalidade, os
costumes, os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I. d) I e II.
b) II. e) II e III.
c) III.
Para responder às questões 37 e 38, leia os textos a seguir:
“Meus oito anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”
Casimiro de Abreu.
“Nasci no campo, e ao desprender-me das faixas infantis, ao saltar do berço, vi quase ao mesmo
tempo o céu e o mar, os campos e as matas. Não foi na cidade, onde se morre abafado, não; foi
ao ar livre, e, infante ainda, senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha
trazer-me de longe o perfume das florestas.
Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores!
Que destemido caçador de borboletas!
Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!... Mas... nada, não queria, não; aos oito anos
ia eu para a escola, e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades.”
ABREU, Casimiro de. Obras completas. Rio de Janeiro: Edição de Ouro, 1965. p. 203.
37. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.
A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na
literatura brasileira? Justifique a resposta, com suas palavras.
38. UFRJ Associado ao tema da infância, o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro
tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza.
Ao tratar desse tema, o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta,
com suas palavras.
39. UFPR Sobre o romance Senhora, de José de Alencar, é correto afirmar. Assinale V
(verdadeiro) ou F (falso).
( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, trata-se de caso de exceção na
ficção do autor, uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração
das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais.
( ) Heroína romântica, Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus
objetivos, servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses.
( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa, Fernando passa por uma transformação
que o redime de suas atitudes iniciais, oferecendo condições para um desfecho
feliz ao lado de Aurélia.
( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista, o romance apresenta
os fatos do enredo em ordem cronológica, iniciando-se a narrativa com as recordações
da infância de Aurélia.
( ) Até o final do romance, o autor consegue sustentar a atenção dos leitores, ocultando
habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas.
( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular
são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar, o que o opõe
aos autores da geração literária que sucedeu à sua.
( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que
outro casal, ligado por laços afetivos sinceros, mas divididos por razões econômicas,
possa encontrar sua felicidade.
40. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani, assinale a(s) alternativa(s)
procedente(s).
01. O tom confidencial da narrativa, focalizado em primeira pessoa, reforça a grandeza
do índio Peri.
02. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba, como um bálsamo poderoso,
salva Peri da morte.
04. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. III – “A Bandeira”) é representativa
da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem.
08. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos
da presença do medievalismo na literatura romântica.
16. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de
animização, incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval.
32. A ação do romance, em termos históricos, transcorre no século XVII, apesar do
autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX.
64. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres, em oposição à vilania e à maldade,
é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel, no cap. V, intitulado “Loura
e Morena”.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
41. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do
casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz
com o enredo do romance.
a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance
estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, compra-o e ele contumaz caça-dote,
sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no
qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da
experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com
final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.
42. UFMS Sobre o romance Inocência, de Visconde de Taunay, é correto afirmar que:
01. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos
da natureza são descritos minuciosamente, inclusive através de nomes científicos
em notas de rodapé, como também as relações do homem com essa mesma
natureza.
02. é um romance regionalista, de tendência sertanista, cuja linguagem possui os elementos
necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro, além de explorar
o conflito amoroso próprio da vertente romântica.
04. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha
devota a Cirino, levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão.
08. Tico, o anão que vigia Inocência o tempo todo, é um dos tipos humanos descritos por
Taunay que dá à narrativa um colorido especial.
16. Inocência é noiva de Manecão, por promessa de seu pai, Pereira. A jovem, no entanto,
apaixona-se por Cirino, uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la
da febre.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
43. Unifor-CE
“Palmares! A ti meu grito!
A ti, barca de granito,
Que no soçobro infinito
Abriste a vela ao trovão,
E provocaste a rajada,
Solta a flâmula agitada
aos uivos da marujada,
Nas ondas da escravidão.”
Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima:
a) O tom, o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de
Azevedo.
b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.
c) Essa estrofe é uma oitava, com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas.
d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”, a comunidade dos
escravos que resistiram ao cativeiro.
e) São versos típicos de uma poesia que, romântica e exaltada, identificou-se plenamente
com a causa dos abolicionistas.
44. Cefet-RJ
“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna,
e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como o seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu
hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde
campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava
apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.”
ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Scipione, 1994,. p. 10.
“Após a independência, século XIX, a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade
da época. (...) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava.’”
NICOLA, José de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 125.
No texto de José de Alencar, temos uma das formas significativas do nacionalismo, sintetizado
pelo:
a) realismo naturalista;
b) sentimentalismo realista;
c) romantismo indianista;
d) bucolismo neoclassicista;
e) nativismo modernista.
Instrução: Para responder às questões 45 e 46, ler o texto que segue.
“(...) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio, que corria no meio das arcarias
de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.
Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza, sublime artista, tinha decorado para os
dramas majestosos dos elementos, em que o homem é apenas um simples comparsa.
No ano da graça de 1604, o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto; a cidade
do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século, e a civilização não tivera tempo
de penetrar o interior.
Entretanto, via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa, construída sobre uma
eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. (...) A habitação
(...) pertencia a D. Antônio de Mariz, fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores
da cidade do Rio de Janeiro.”
45. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ..............., de José de Alencar,
através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. A personagem referida, ...............
de Cecília, que é a protagonista da obra, ............... o poder e a audácia dos novos habitantes.
a) O Guarani – irmão – mitifica
b) Iracema – tutor – critica
c) O Guarani – pai – representa
d) Iracema – tio – retrata
e) Ubirajara – progenitor – rejeita
46. PUC-RS A obra em questão ............... o passado histórico por meio de uma visão
............... da ideologia dominante, como se pode observar, por exemplo, em relação ao
processo de ............... à cultura europeizada por que passa Peri.
a) rejeita – pessimista – adaptação
b) redimensiona – inovadora – rejeição
c) enaltece – ufanista – conformação
d) idealiza – conservadora – rejeição
e) recupera – comprometida – adaptação
Texto para a questão 47.
“Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. O Lamartine É monótono e belo
como a noite, Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia, Tem na
lira do gênio uma só corda; Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus
se volta, Se pranteia por Deus de amor suspira. Basta de Shakespeare. Vem tu agora, Fantástico
alemão, poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus
romances Meu coração deleita-se… Contudo, Parece-me que vou perdendo o gosto, (…)”
AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos.
47. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence
(“Idéias íntimas”), é correto afirmar que, nele,
a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores
que evoca.
b) a dispersão do eu-lírico, própria da ironia romântica, exprime-se na métrica irregular
dos versos.
c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com
a natureza.
d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda
geração romântica brasileira.
e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião, muito respeitados
pela segunda geração romântica.
48. UEMS
“O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Durante o primeiros
tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas; só algum mal-intencionado poderia notar em
casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa; mas isso não era coisa em que alguém
fizesse conta.”
Memórias de um sargento de milícias.
Com base no texto acima, é correto afirmar:
a) Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, foi o primeiro
escrito no Brasil.
b) Romance de Manuel Antônio de Almeida, possui pouco valor como documentário ou
crônica de uma época.
c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.
d) Escrito na época do Romantismo, Memórias de um sargento de milícias está totalmente
de acordo com as características do momento.
e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa, evidenciado na
linguagem simples e na representação de pessoas comuns.
As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto:
“O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do
Brasil, e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta
descoberta, cometera a violência de arrancar de suas terras, sem que a sua vontade fosse consultada,
a dois índios, ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.
Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos
da religião, era o ataque aos senhores da terra, à liberdade dos índios; eram colonos degradados,
condenados à morte, ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas
às depravações do instinto bruto.”
DIAS, Gonçalves. Revista do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, 4º trim. 1867, p. 274.
49. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto:
a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos
portugueses ao Brasil, como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para
os habitantes de nossa terra;
b) insere-se no contexto do Romantismo, que busca ressaltar os aspectos negativos da
colonização portuguesa, como elemento motivador para um distanciamento e uma
diferenciação em relação a Portugal;
c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil,
como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal,
contra a vontade deles;
d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado,
como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois
índios ao rei português;
e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista
portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como
nação.
50. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.
No texto, Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a
história da colônia” porque aquela história:
a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis, que alegavam razões religiosas
para seus atos, mas que eram movidas pela ganância;
b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral, que se dedicavam
intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro;
c) seria arquitetada por colonos degradados, condenados à morte ou espíritos baixos,
que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados;
d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião, que evitava o ataque
dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios;
e) seria causada pelos condenados à morte, ou espíritos baixos e viciados que procuravam
as florestas para se redimirem, convertendo os índios.
51. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas, José de Alencar retratou, em
obras como ..............., contextos e temáticas urbanas, bem como criou romances de tendência
............... . A preocupação em retratar a ............... do país através de temas nacionais
configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro,
apesar do tom artificial de alguns romances.
a) A Moreninha – realista – desigualdade.
b) Senhora – abolicionista – simplicidade.
c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.
d) O Moço Loiro – realista – complexidade.
e) Lúciola – regionalista – diversidade.
52. UFRS Leia as estrofes seguintes, extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.
“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(...)
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”
Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que:
a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora, destacando-se pela temática
regionalista;
b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes
do Romantismo brasileiro;
c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino
Nacional;
d) as estrelas e as flores, referidas na segunda estrofe, simbolizam a falta de preocupação
com os problemas do período colonial;
e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do
poeta de morrer em Portugal.
53. FUVEST-SP
“Teu romantismo bebo, ó minha lua,
A teus raios divinos me abandono,
Torno-me vaporoso… e só de ver-te
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.”
AZEVEDO, Álvares de. “Luar de verão”, Lira dos vinte anos.
Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela,
de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a
a) ironia romântica.
b) tendência romântica ao misticismo.
c) melancolia romântica.
d) aversão dos românticos à natureza.
e) fuga romântica para o sonho.
54. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias, é correto afirmar que:
01. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral, característica das
classes de alta cultura e condição social confortável.
02. o personagem principal, Leonardo, é um anti-herói, um aventureiro, contrariando as
convenções literárias da época, o Romantismo, que previa heróis moralmente elevados,
capazes de atos de bravura e coragem.
04. o narrador interrompe com freqüência a narrativa, comentando as ações dos personagens,
tornando a obra uma espécie de crônica da época, aproximando-a da estética realista.
08. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira,
a comadre, o compadre, o barbeiro, o chefe de polícia) e os problemas morais e
sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. João VI.
16. Leonardo, o personagem central, é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça,
fruto de “uma pisadela e de um beliscão”, que mais tarde se casa com Vidinha e,
por méritos próprios, torna-se sargento.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
55. UFSE
“Quando junto de ti sinto às vezes
Em doce enleio desvairar-me o siso,
Nos meus olhos incertos sinto lágrimas...
mas da lágrima em troca eu temo um riso!”
Na estrofe acima, de Álvares de Azevedo, revela-se um traço forte de sua poesia, a:
a) idealização da amada, retratada como musa etérea, solene e distante;
b) projeção da própria morte, a um tempo temida e desejada;
c) sátira impiedosa, pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico;
d) insegurança amorosa, por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico;
e) força material do cotidiano, expressa num detalhismo quase realista.
56. U.F. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo:
“I- Juca -Pirama
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos – cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!
(...)”
DIAS, Gonçalves. I- Juca-Pirama. In: RIEDEL, Dirce. Literatura
brasileira em curso. Rio de Janeiro: Bloch, 1969. p. 311
Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não
confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro:
a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou
o sentimento nacionalista de nosso Romantismo.
b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor, que, ao idealizar a coragem e o
heroísmo do índio brasileiro, atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.
c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras, incorporando-
as ao orgulho nacional.
d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural
e da superioridade da nação brasileira.
e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a
bravura de seus habitantes naturais.
57. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, é incorreto afirmar
que ele pertence:
a) ao projeto nacionalista romântico;
b) à tendência romântica para a utopia;
c) à temática romântica da nostalgia;
d) à vertente romântica indianista.
58. U.F. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”, de Gonçalves Dias.
“Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.”
Vocabulário:
Tapuia – identificação dada a tribos inimigas.
Condor – ave semelhante à águia.
Tapir – anta.
Conforme os versos transcritos,
a) quem erra o alvo precisa fugir da caça;
b) os índios estão em guerra contra os tapuias;
c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes;
d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros;
e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco.
59. U.E. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes, de Castro Alves, é um conjunto de poemas
que apresentam:
01. exaltação da natureza;
02. linguagem coloquial;
04. expressão de ideais românticos;
08. imaginação criadora;
16. satanismo.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
Texto para a questão 60.
“Idéias Íntimas (fragmento)
VII
Em frente do meu leito, em negro quadro
A minha amante dorme. É uma estampa
De bela adormecida. A rósea face
Parece em visos de um amor lascivo
De fogos vagabundos acender-se…
E com a nívea mão recata o seio…
Oh! quantas vezes, ideal mimoso,
Não encheste minh’alma de ventura,
Quando louco, sedento e arquejante,
Meus tristes lábios imprimi ardentes
No poento vidro que te guarda o sono!
(…)
XIII
Havia uma outra imagem que eu sonhava
No meu peito na vida e no sepulcro.
Mas ela não o quis… rompeu a tela
Onde eu pintara meus doirados sonhos.
Se posso no viver sonhar com ela,
Essa trança beijar de seus cabelos
E essas violetas inodoras, murchas,
Nos lábios frios comprimir chorando,
Não poderei na sepultura, ao menos,
Sua imagem divina ter no peito.
Álvares de Azevedo.
60. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto.
a) O idealismo, o sonho, a presença da morte, a imagem da mulher amada, presentes no
poema, revelam o seu caráter romântico de segunda geração.
b) Filiado ao Simbolismo, o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas, tais como:
ventura e tristeza, vida e morte.
c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”, o poema denuncia sua familiaridade
com relatos infantis, característica primordial do Romantismo.
d) As referências ao universo da pintura, “negro quadro”, “rompeu a tela”, “onde eu pintara”,
criam efeitos sinestésicos, confirmando a filiação do poema à estética simbolista.
e) As marcas do erotismo, da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de
maneira similar na poesia parnasiana.
61. UFMS Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, foi uma
obra inicialmente publicada em folhetins, entre os anos de 1852 e 1853. Dentre as proposições
abaixo, assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão.
01. A obra pode ser classificada como um romance de costumes, uma vez que registra
traços dos hábitos, tradições e falas de pessoas simples, do povo que vivia no Rio de
Janeiro no começo do século XIX.
02. Apresenta-se, no romance, um nítido contraste entre as personagens masculinas e as
femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade, a retidão de caráter,
a coragem e a fidelidade, as mulheres são devassas, vulneráveis e desonestas.
04. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo, não se pode
negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa, seja no plano da forma - linguagem
simples e direta -, seja no processo de construção das personagens - representação
de pessoas comuns, de baixa renda e seus dramas cotidianos -, seja no espaço
onde essas personagens circulam - a periferia do Rio de Janeiro.
08. As personagens do romance pertencem à classe dominante, à elite de sua época, e
vivem situações idealizadas, características da estética romântica.
16. O desfecho da obra apresenta histórias de luto, dor e sofrimento, contrariando todo o
desenvolvimento orientado pela narrativa.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo:
“Iracema, sentindo que se lhe rompia o seio, buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.
Estreitou-se com a haste da palmeira. A dor lacerou suas entranhas; porém logo o choro infantil
inundou sua alma de júbilo. (...)
– Tu és Moacir, o nascido do meu sofrimento.”
ALENCAR, José de. Iracema.
62. U.F. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema, de José de Alencar, é incorreto afirmar que:
a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro;
b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras;
c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica;
d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local.
63. U.F. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima, e considerando a obra como um
todo, assinale a alternativa incorreta:
a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização, na perspectiva
do idealismo romântico.
b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência, consciente da sua missão de gerar a
nova raça, o mestiço povo brasileiro.
c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta
da formação social brasileira.
d) Alencar justifica, a seu modo, a morte da terra virgem pela necessidade se implantar
nela uma civilização.
64. U.F. Santa Maria-RS
“Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite
Horrendos a dançar.”
Assinale a alternativa que identifica, corretamente, autor, título da obra e período literário
dos versos citados.
a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.
b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo.
c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.
d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo.
e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo.
65. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna, livro de contos
escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852).
“Uma noite, e após uma orgia, eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. Dei um
último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos,
gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Saí. Não sei se a noite era
límpida ou negra; sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. As taças tinham ficado
vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite...
Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos
entre as vidraças de um templo. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. Abri-o:
era o de uma moça. Aquele branco da mortalha, as grinaldas da morte na fronte dela, naquela tez
lívida e embaçada, o vidrento dos olhos mal-apertados... Era uma defunta!... e aqueles traços
todos me lembravam uma idéia perdida... – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja,
que, eu ignoro por quê, eu achara abertas. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão.
Pesava como chumbo...”
Com relação ao fragmento acima, afirma-se:
I. Acentua traços característicos da literatura romântica, como o subjetivismo, o egocentrismo
e o sentimentalismo; ao contrário, despreza o nacionalismo e o indianismo,
temas característicos da primeira geração romântica.
II. Idealiza figuras imaginárias, mulheres incorpóreas ou virgens, personagens que confirmam
o amor inatingível, idealizado na literatura ultra-romântica. Desta forma, no
1º. parágrafo, o amor platônico não é superado pelo amor físico.
III. Tematiza a morte, presente em grande parte da obra do autor.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I está correta. d) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas. e) Apenas I e III estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.
66. UFGO
Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro, da qual faz
parte a peça O Noviço.
Nessa obra, pode-se encontrar (Assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos)
( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens, baseada na exploração
de tipos sociais facilmente identificados, o que leva ao efeito cômico desejado.
( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social, época em que a influência
jesuítica foi decisiva na política, na economia e principalmente na educação dos
jovens, direcionando-os para a vida religiosa.
( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários, como o esconderijo, o
disfarce e o erro de identificação, demonstrando a ingenuidade e a simplicidade
que permeiam a edificação da trama.
( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico, uma vez que a resolução dos
conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos
dois jovens e, ainda, a punição do violão, recursos ostensivamente colhidos nos
romances de folhetim da época.
67. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora,
de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance:
( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói, mas um ser venal inferior
como é o caso de Seixas, que se casa pelo dote, em virtude da educação que recebera.
( ) Nesta obra, o equilíbrio, rompido temporariamente, acaba por restabelecer-se na
medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na
segunda parte da história.
( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo
se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro),
sempre se salva a dignidade última dos protagonistas, e se redimem as transações
vis repondo de pé herói e heroína.
( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas, por exemplo), elas só o
são aparentemente, pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma
transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa.
A alternativa que contém a seqüência correta é:
a) F – V – V – V. c) V – F – F – V.
b) V – V – F – F. d) F – V – V – F.
68. U.E. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”, com certeza, é um dos poemas mais
lembrados de Álvares de Azevedo.
“Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!”
Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica, como:
01. a exaltação de sentimentos pessoais, com desespero e pessimismo;
02. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros;
04. o desajustamento do indivíduo ao meio social, que conduz à dor, à aflição e à busca
da solidão;
08. a valorização de elementos ligados à natureza, em poesia simples, pastoril, bucolicamente
ingênua e inocente.
16. a morte como alívio para o “mal-do-século”.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
69. PUC-SP
“Fragmento I
Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Fragmento II
É ela! é ela! — murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou — é ela!
Eu a vi — minha fada aérea e pura —
A minha lavadeira na janela!
(…)
Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do
amor. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Comparando os dois fragmentos,
podemos afirmar que,
a) no primeiro, manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente
entre os amantes.
b) no segundo, apesar de haver um tom de humor e sátira, não se caracteriza o rebaixamento
do tema amoroso.
c) no primeiro, o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais
realizado.
d) no segundo, o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano, porém,
atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.
e) no segundo, ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja,
o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento.
Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!
Como dormia! que profundo sono!…
Tinha na mão o ferro do engomado…
Como roncava maviosa e pura!…
Quase caí na rua desmaiado!
(…)
É ela! é ela! — repeti tremendo;
Mas cantou nesse instante uma coruja…
Abri cioso a página secreta…
Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!”
70. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas:
a indianista, a saudosista e a lírico-amorosa. A produção poética desse autor pode
ser caracterizada da seguinte forma:
( ) na poesia indianista, predomina uma sensibilidade plástica singular, moldada por
um cenário natural tipicamente brasileiro, no qual está inserido o primeiro habitante
do País, o índio, numa representação quase sempre épica.
( ) na poesia saudosista, o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente
no Romantismo, como a exaltação do pitoresco nacional, em que se sobressai
o tratamento exótico da natureza tropical.
( ) na poesia lírico-amorosa, pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional,
detectado no sentimentalismo exagerado, que deforma os encantos da mulher
amada, e em lamentos melodramáticos, provocados pelo sofrimento do amor
irrealizado.
( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias, a natureza tem um caráter
expressivo e dinâmico. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético,
estabelecendo, assim, uma interdependência entre paisagem e estado de alma.
71. U.F. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema, de José de Alencar, podemos dizer
que:
1. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o
leitor as percebe com vivacidade, porque tudo é narrado de forma explícita.
2. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará, a história de amor entre Iracema e
Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara.
3. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele
representa o homem brasileiro, fruto do negro e do branco.
4. A linguagem do romance Iracema é altamente poética, embora o texto esteja em prosa.
Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens,
comparações sobre comparações.
Assinale:
a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas;
b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas;
c) se 2, 3 e 4 estiverem corretas;
d) se 1, 3 e 4 estiverem corretas.
72. UFRS Leia o texto abaixo, extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias,
de Manuel Antônio de Almeida.
“Desta vez, porém, Luizinha e Leonardo, não é dizer que vieram de braço, como este último
tinha querido quando foram para o Campo, foram mais adiante do que isso, vieram de mãos
dadas muito familiar e ingenuamente. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com
razão ao Leonardo.”
Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente
na última frase do texto.
I. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências
desconhecidas do primeiro amor.
II. O narrador, por saber quem é Leonardo, põe em dúvida o caráter da personagem e as
suas intenções.
III. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
1. V – F – V – V
2. d
3. e
4. a
5. c
6. 21
7. e
8. a
9. e
10. V – F – V – V – V
11. e
12. c
13. c
14. d
15. c
16. d
17. b
18. a
19. 23
20. 05
21. d
22. e
23. d
24. d
25. e
26. a
27. c
28. a
29. d
30. e
31. c
32. c
33. a
34. a) Como todo povo, o índio brasileiro também tem suas tradições, sua cultura, a qual
passa por diferentes estágios. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista:
Jaguaré é o nome do caçador, Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o
nome do hóspede.
b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. Considerando-se que as notas
são objetivas e a narrativa é subjetiva, pode-se dizer que servem de complemento à narrativa.
c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena, e não européia. As notas
contribuem tratando o ritual, não com o preconceito europeu, mas com benevolência. O
romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício, já que,
tendo sido derrotado no combate com Ubirajara, a escravidão causaria mais vergonha
que a própria morte.
35. 06
36. a
37. Não segue integralmente, pois, no último parágrafo, atribuem-se à infância traços negativos,
que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar.
38. Sim, segue, pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada,
já que, no texto, a natureza é lugar paradisíaco, de experiências positivas.
39. F – F – V – F – F – F – V
40. 50
41. c
42. 27
43. d
44. c
45. c
46. a
47. a
48. e
49. b
50. a
51. e
52. c
53. a
54. 14
55. a
56. b
57. b
58. c
59. 13
60. a
61. 05
62. a
63. b
64. e
65. c
66. V – F – V – V
67. a
68. 17
69. c
70. V – V – F – V
71. a
72. e