Sli de 1 - ABCiclistas
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O Brasil hoje tem aproximadamente Cem milhões de bicicletas, sendo estas distribuídas nos Estados
que mais evoluíram em Sistema Cicloviários Como São Paulo , Rio de Janeiro, Minas Gerais.
Sendo que só no Estado de São Paulo concentram uma carga de vinte e seis milhões de Ciclistas no
Estado de São Paulo, e vinte milhões no Rio de Janeiro, e as demais concentram o restante desta grande
demanda que vem crescendo assustadoramente nos Estados do Rio Grande do Sul , Minas Gerais,
Goiás, Recife, Bahia, Alagoas, Brasília, Ceara .
Não há números oficiais, mas é tido como certo que pelo menos 60% desta frota seja usada diariamente
como meio de transporte para o trabalho , 30% para pequenos percursos e 10 % para o lazer .
dependendo da Região ou da Cidade este número sobe muito.
Em sua grande maioria dos usuários da bicicleta é população de baixa renda. Ela é, na maioria dos
casos, a única opção de transporte, seja por questões econômicas ou deficiências do transporte público.
Outro fator importante é que a bicicleta dá ao usuário cidadania, tanto no que diz respeito à
acessibilidade às oportunidades de trabalho, como no que diz respeito ao lazer. Ela dá liberdade a uma
larga faixa da população.
Há uma demanda reprimida de usuários da bicicleta principalmente em função da ausência do Estado no
cumprimento de seus deveres estabelecidos em lei.
A razão deste percentual baixo de usuários permanentes da bicicleta como modo de transporte, está em
dois pontos básicos: ausência de facilidades para o seu uso e baixa qualidade do produto.
Ausência de facilidades para o ciclista:
Mesmo que o novo Código Brasileiro de Trânsito tenha praticamente Municipalizado
as responsabilidades sobre o trânsito, há responsabilidades que são inerentes ao
Estado.
É crucial que seja criado um órgão de coordenação, centralizando os dados e
incentivando ao uso da bicicleta, de forma a desenvolver uma política Nacional,
Estadual e Regional para o setor.
Por outro lado, o uso da bicicleta não se restringe a trajetos urbanos, sendo
freqüente ciclistas pedalando em estradas, muitas delas sob responsabilidade Estadual.
É necessário tirar do papel a lei referente a Plano Cicloviário , que inclui a
construção de ciclovias intermunicipais, Estaduais e Federais .
Outro ponto que deve ser levado em consideração é que nos Estado como de São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grabde do Sul tem aproximadamente 15% de
deficientes físicos, muitos deles usuários de cadeiras de rodas que teriam grande
melhora em sua qualidade de vida com a implantação de várias facilidades para
ciclistas e ciclovias urbanas já programadas.
Direitos
É desnecessário que lembrar que todo cidadão tem direito à mobilidade, ao
compartilha-mento do espaço destinado ao trânsito, à saúde pública, à
redução de acidentes, à manutenção da saúde, à preservação do meio
ambiente. A uso da bicicleta implementa com custos muito baixos todos
estes direitos da população.
É necessário desenvolver uma nova política para transporte que inclua e
integre de todos os modais de transporte. Não só o cidadão ciclista fica
abandonado com os problemas gerados por políticas de transporte
ultrapassadas.
Melhoria da qualidade:
Das 4.5 milhões de bicicletas fabricadas no Brasil, 2.0 milhões ou estão na total
informalidade, ou estão à beira dela. Há inúmeros problemas ai: informalidade de trabalho,
portanto direitos trabalhistas não respeitados; não recolhimento de impostos e,
principalmente, baixa qualidade de produtos os quais tem ocasionado inúmeros acidentes,
alguns de extrema gravidade.
A falta de reconhecimento do setor de bicicletas e ciclopeças por parte dos Estados são
inaceitáveis.
Para mudar a situação e assim gerar não só postos de trabalho para mão de obra não
especializada, como entrada de divisas para o país e o Estado, é necessário que se façam
pequenos ajustes no setor, da mesma maneira que já foi feito em outros setores de nossa
economia.
Há estudos que demonstram que a simples melhoria das facilidades para o ciclista e
melhoria da qualidade da bicicleta e ciclopeças, resultam em um crescimento médio de 40%
de usuários, o que em outras palavras pode ser traduzido em criação de empregos,
melhoria de saúde pública, respeito a meio ambiente.
Portanto, não se pode pensar no desenvolvimento da bicicleta como modo de transporte
sem a presença do Presidente da Republica.
Pontos básicos
Para os ciclistas: I
1.Destinar parte dos impostos arrecadados pelo setor da bicicleta para o
desenvolvimento do uso da bicicleta e segurança dos ciclistas
2.Promover cursos sobre segurança no trânsito para ciclistas, que inclua noções
básicas de mecânica e urbanismo, em todas Escolas Federais, Estaduais. Municipais.
3.Imediata construção de ciclovias para diminuir o alto número de acidentes.
4.Aperfeiçoamento de técnicos especializados em bicicleta como modo de transporte.
Incluir funcionários públicos que já trabalham no assunto.
5.Estabelecer dois níveis de técnicos ligados aos assuntos da bicicleta: os de campo,
que deverão ser ciclistas e os internos.
6.Procurar estabelecer um cronograma de trabalho ligado à realidade existente do
ciclista e de funcionários públicos que já estão engajados no assunto bicicletas /
ciclistas. Evitar forçar situações de cima para baixo, ou tecnocratas.
Pontos básicos
Para os ciclistas: II
8. Criação de pasta relacionada aos assuntos da bicicleta ligada ao Secretaria dos Transportes
dividida em dois: por cidades e por áreas metropolitanas
9. Criação de Centro de Pesquisa de Assuntos da Bicicleta em âmbito Nacional, Estadual e
Municipal, Será de sua competência: centralizar dados de forma que haja facilidade de
pesquisa; auxílio no desenvolvimento de novos projetos e facilidades; acompanhamento de
populações de baixa renda, em especial as de áreas isoladas.
10. Criação de Curso Superior, ou Pós Graduação, ou de Nível Técnico relativa às Bicicletas e
Transportes Alternativos Movidos a Propulsão Humana.
11. Promover Congresso periódico sobre o Segurança no Trânsito para Ciclistas e Veículos Sobre
Rodas a Propulsão Humana
12. Facilitar a participação de brasileiros em seminários internacionais.
13. Criação de facilidades em Estradas Estaduais, Federais e Municipais, como manda a Lei, de
forma a resolver o problema de acidentes envolvendo ciclistas e pedestres nos pontos negros.
14. Criar estrutura adequada e estabelecer normas em parques e reservas.
Para o setor:
1.Controle de pirataria e contrabando, que é problema gravíssimo hoje.
2.Buscar caminhos que facilitem a entrada para a formalidade dos que hoje se
encontram na informalidade.
3.Facilitar os trabalhos que estão em andamento no sentido de se criar uma
“normalização” (criação de normas padrão para fabricação) para bicicletas e
ciclopeças, que atenda os interesses dos usuários e do mercado internacional.
4.Buscar uma política industrial e de exportação para o setor
Projeto de Viabilização
de Bicicletas
Como Modo de
Transporte
Pontos Básicos
Bicicleta como Modo de Transporte Urbano
1. Levantamento da situação atual: dos ciclistas, da política, do setor técnico,
desenvolvimento urbano, fluxo de transporte, integração.
2. Entender o porque de ciclistas serem relegados a um segundo plano
3. Ouvir responsáveis pelo trânsito e transporte a nível municipal
4. Criação de órgão responsável por Bicicletas no Município
5. Criação de órgão responsável por Bicicletas em áreas Metropolitanas
6. Criação de órgão responsável por Bicicletas no Estado
7. Ver leis existentes: quais as possibilidades; quais os buracos.
8. Trazer órgãos responsáveis pelo trânsito e transporte para o lado do ciclista, sem
criar conflitos ou impor regras.
9. Dar treinamento para policias de trânsito relativo a bicicletas e ciclistas
10. Definir posicionamento do policiamento de trânsito
11. Criar banco de dados sobre bicicletas e ciclistas
12. Contato com sindicatos de motoristas profissionais respeito a ciclistas
13. Contato com sindicatos ou entidades representativas de Motociclistas e Motoboys
respeito a ciclistas
Pontos Básicos
Bicicleta como Modo de Transporte Urbano
14. Campanha Educativa para Ciclistas no Trânsito / direcionada para cada público
específico.
15. Campanha educativa para crianças e adolescentes com distribuição imediata em
escolas , universidades , unidades educacionais e parques infantis .
16. Mapeamento das vias e áreas alternativas para ciclistas e pontos de integração
como outros meios de transporte: Ciclo Rede
17. Orientadores / professores de segurança no trânsito para ciclistas que trabalhem
pedalando e vivenciando os problemas dos ciclistas comuns na rua educação +
pesquisa
18. Fomentar facilidades para estacionamento: bicicletários
19. Exigir Padrão Mínimo de Qualidade para bicicletas e ciclopeças
20. Cadastramento e controle imediato das bicicletas profissionais – bicicletas de carga
/ entrega. Definir responsabilidades.
Bicicleta como Modo de Transporte
Intermunicipal e Cicloturismo
1. Levantamento da situação atual / Mapeamento de estradas, vias secundárias
ou alternativas.
2. Estabelecer normas claras para áreas de proteção ambiental.
3. Lutar por lei Estadual relativa a um projeto cicloviário para o Estado
4. Lutar por lei Estadual relativa a plano de construção de ciclovias intermunicipais
5. Posicionar Polícia Rodoviária
Ciclismo Esportivo
1. Criar torneio escolar com provas redor do quarteirão
2. Facilitar uso de estradas vicinais
O número de ciclistas cresce a cada dia em todas as partes, mas as facilidades
voltadas a eles são implementadas de maneira muito lenta.
A razão da pouca preocupação ou total ausência do Poder Público em relação ao
ciclista está no fato de que o direcionamento da política de transporte nestes últimos 40
anos foi completamente voltado para os modos de transportes ligados à indústria
automobilística, o que contou com total apoio da população brasileira. Mudar este “vício”
demanda tempo. Vale lembrar que não só ciclistas foram prejudicados neste
direcionamento de política de transportes.
A bicicleta é pensada como um elemento à parte no conjunto do sistema de
transporte. Não se pensa na bicicleta trabalhando de forma integrada com os outros
modais de transporte coletivo, o que é um erro.
São três as questões a serem consideradas para desenvolver facilidades para
circulação de bicicletas
Qual o papel da bicicleta nos sistemas de transportes?
Qual o lugar da bicicleta no sistema viário
Qual a imagem da bicicleta como elemento agregador de valores
Esta discriminação criou uma imensa demanda de necessidades básicas do
usuário de bicicletas: segurança no trânsito, segurança com relação a roubos,
facilidades de estacionamento, só para citar os principais.
Planejamento
É normal que órgãos públicos voltados ao transporte e a segurança no trânsito
estejam despreparados para o convívio com os problemas do ciclista. Mas também é
clara a situação de que a cada dia mais técnicos da área estejam atentos e
interessados nos problemas da bicicleta e do ciclista. Infelizmente estes não contam
experiência e números estatísticos confiáveis. Pior, não raro sofrem pressão, algumas
vezes confronto, de pequenos grupos organizados ou indivíduos ligados ao meio.
O desenvolvimento desordenado e rápido de nossas cidades só agora começa a
despertar a população para pensar de maneira séria outras alternativas de transporte,
dentre elas a bicicleta. É provável que em pouco tempo comece haver pressão política
favorável a bicicleta.
Hoje, o maior problema para a melhora das condições de uso da bicicleta como
modo de transporte está no fato que ciclistas e o setor não conseguem se fazer
representar como classe ou grupo em nossa sociedade. E se não há
representatividade, não há pressão. Decisões políticas só são tomadas por pressão
social.
Por outro lado, aqui, como em qualquer parte do mundo, a bicicleta é tida como algo
simpático e um tanto frágil. Esta mesma imagem, que muito ajudou, hoje é prejudicial
ao nível de comunicação de grupo social.
Organizar-se como grupo de pressão e estabelecer um discurso realista que leve
em consideração a sociedade onde está inserida é necessidade básica para conseguir
melhorias e facilidades para ciclistas.
Ciclovia é uma dentre várias opções técnicas de segurança de trânsito. Normalmente apresenta
bons resultados. Mas, é bom ter em vista que para cada situação específica há uma solução
apropriada e a ciclovia pode ou não ser a melhor opção, principalmente no que se refere a custo.
Considerações sobre a segurança de ciclistas:
1.90% do total dos acidentes de trânsito são causados por falha humana.
2.Sentir-se seguro ou não é fator determinante para que o condutor de um veículo se envolva em
acidente.
3.95% dos acidentes envolvendo ciclistas acontecem em cruzamentos ou esquinas (pesquisa
UNESCO). Uma pesquisa do Governo da França aponta 81% dos acidentes com ciclistas
ocorrendo em cruzamentos e esquinas. Não há dúvidas que a maioria dos acidentes com ciclistas
são em cruzamentos e esquinas
4.Mais de 50% dos acidentes envolvendo bicicletas têm como responsável o próprio ciclista.
Educação é prioritária.
5.O índice ciclistas que sofrem colisões por trás é mínimo. Segundo a UNESCO, algo próximo a
0,008% do total de acidentes.
6.É condição básica para a segurança do ciclista é que o sistema de trânsito esteja integrado com
a realidade do veículo bicicleta, assim como para o convívio com o cidadão ciclista.
7.A forma técnica mais eficiente para diminuir o alto índice de acidentes envolvendo ciclistas em
esquinas é através de sinalização semafórica, vertical, horizontal e de pequenas canalizações para
bicicletas.
Considerações sobre a segurança de
ciclovias:
1. Desconsiderados os números reais, ciclovia exerce forte imagem como incremento de
segurança para o ciclista.
2. É impossível construir uma ciclovia sem cruzamentos e a maioria dos acidentes
envolvendo ciclistas ocorrem em cruzamentos.
3. Colisão frontal entre ciclistas é acidente relativamente comum em ciclovias.
4. Mesmo em países europeus há problemas de invasões de veículos motorizados em
ciclovias, em especial motocicletas e ciclomotores.
5. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por razão de falta de espaço apropriado para
caminhadas e corridas a pé, é comum ver pedestres usando ciclovias como seu espaço,
o que gera conflito e acidentes.
6. A ciclovia evita que o ciclista seja espremido pelo motorista contra o meio-fio ou qualquer
outro obstáculo. Mas vale a pena lembrar que há o artigo 201 do Código de Transito
Brasileiro que obriga que qualquer condutor de veículo motorizado mantenha 1,5 metro
de distância do ciclista em ultrapassagens.
7. Há uma generalizada distorção em nossa sociedade sobre o que deve ser segurança no
trânsito para ciclistas. São feitas comparações com países e cidades onde a bicicleta faz
parte do trânsito há muitas décadas, ou até mais de um século. Nestas localidades as
ciclovias foram surgindo por causa da demanda e conseqüente necessidade de ampliar
os espaços para ciclistas. Ou seja, em muitos casos ciclovias foram criadas por razões
não necessariamente ligadas à segurança no trânsito. Hoje, na Europa, começa a surgir
um movimento de retirada das ciclovias existentes, até para que se possa recuperar
espaços públicos que foram tomados por veículos automotores.
8. “Sem ciclovia não há segurança para o ciclista”, é discurso comum, muitas vezes
carregado de desconhecimento, ou pior, má fé.
Considerações sobre a
introdução da ciclovia
1. É crucial pensar qualquer obra viária para o ciclista de forma integrada com outros meios de
transporte e locais de interesse
2. A segurança no trânsito para ciclistas deve estar fundamentada em um sistema cicloviário no
qual se leve em consideração todas às opções possíveis e pertinentes às peculiaridades
locais. Dependendo do contexto, ciclovia pode ou não ser a melhor opção.
3. Trânsito compartilhado, ciclofaixas, ciclovias, não importa qual a opção desde que o objetivo
de segurança do ciclista seja alcançado.
4. Ciclovia tem que ser alimentada de ciclistas, senão é gasto inútil. Ou seja, ciclistas têm
obrigatoriamente que pedalar no trânsito para alcançar a ciclovia.
5. Toda ciclovia tem cruzamentos, portanto necessitaria de semáforos. O problema de custo dos
semáforos, alto, não é o único ponto crítico. O sistema semafórico integrado à ciclovia só
funciona se houver uma correção geral de tempos em todo o sistema semafórico já existente.
É uma decisão política de peso.
6. Com o ciclista integrado ao trafego e longe de vias saturadas ou de trânsito rápido, o semáforo
vale para todos e os custos gerais caem.
7. Mesmo sendo possível a melhor condição possível de implantação da ciclovia, ainda há o
problema que ela segrega o ciclista do trafego de veículos motorizados, o que não raro
significa distancia-lo do olhar de motoristas e motociclistas, o que acaba se transformando em
mais um elemento de risco de acidentes, principalmente em esquinas.
Considerações sobre a
introdução da ciclovia II
8. Os perfis irregulares do traçado urbano e a topografia de nossas cidades dificultam a
implantação de ciclovias.
9. Normalmente há saturação de veículos motorizados no que seriam os melhores trajetos para
ciclistas (via expressa, avenidas e outras vias preferenciais). Excesso de veículos
motorizados é igual a índice de poluição alto.
10. Criada uma ciclovia, onde colocar as vagas de estacionamento que desaparecerão com o
espaço ganho pela ciclovia?
11. Ciclovia de canteiro central em avenidas é questionável em termos de segurança para o
ciclista. Por um lado o faz cruzar uma via de trânsito intenso para alcançar sua segurança, o
que constitui um contra-senso. Estas travessias podem ser feitas junto às faixas de pedestres
o que pode criar problemas tanto para pedestres como para o próprio ciclista. Mas, tem a
vantagem de permitir fluxo mais rápido para o ciclista pela diminuição de interferências, como
acessos de garagens e esquinas.
12. Numa ciclovia de canteiro central de avenida o ciclista irá pedalar em condições pouco
salubres, no meio de intensa poluição sonora e dor ar.
13. É difícil encontrar razão para construir uma ciclovia em via ou local de baixo movimento,
como nos interiores de bairros. Nestes, uma ciclofaixa é o suficiente, caso necessário.
14. A idéia que se a ciclovia for criada a demanda será criada é de uma inocência perigosa, ou
de má fé explícita. Ciclovias só devem ser criadas quando houver demanda que justifique os
gastos. Ela, por si só, não cria demanda, como está mais que provado.
Ciclo Rede é o mapeamento de uma determinada área, de forma a que se crie uma rede de
caminhos alternativos às vias de trafego intenso ou perigosas, onde o ciclista possa pedalar de forma
compartilhada, com tranqüilidade. Devem levar em consideração a integração da bicicleta com outros
meio de transporte e locais de interesse para o cidadão.
O resultado final do trabalho é um mapa que apresenta, de maneira detalhada, a área que foi
estudada. Este tipo de apresentação educa o ciclista a procurar seus próprios caminhos. Faz com que o
cidadão ciclista seja introduzido às particularidades de sua cidade.
No verso do mapa há informações sobre segurança no trânsito pra ciclistas, leis, e locais que
podem facilitar a vida do ciclista.
O trabalho de mapeamento deve ser executado, de preferência, por ciclistas experientes que
tenham conhecimento sobre leis de trânsito e problemas técnicos referentes à segurança de ciclistas
leigos.
Ciclo Rede é:
Mapeamento das rotas mais tranqüilas e interessantes
Detalhamento de obstáculos, dificuldades e pontos perigosos para um ciclista médio. Como o
trabalho é minucioso, é possível aproveita-lo como referência para solução de problemas relacionados
a pedestres e demais veículos.
Mapeamento de serviços e tudo mais que tenha ligação com o ciclista
Informação sobre educação no trânsito e outras de interesse do ciclista
Parte I
Apresentação
•Mapas impressos, apresentados em folders
•Frente com mapa e detalhamentos
•Verso com material educacional sobre comportamento no trânsito, telefones, endereços e outras
informações de interesse.
•Possibilidade de dar espaço para possíveis apoiadores
•Possibilidade de ter versão em versão eletrônica
Vantagens
•A bicicleta é o melhor meio de transporte para pequenas e médias distâncias, o que a torna ideal
para uso interno de bairros.
•O ciclista deve estar integrado ao sistema de transporte coletivo. Dentro dos bairros normalmente
só há necessidade de estabelecer as melhores rotas, sem grandes intervenções viárias.
•Qualquer projeto de viabilização de bicicletas como meio de transporte, que seja sério, tem
obrigatoriamente que mapear a área onde será introduzido o sistema cicloviário.
•Um Ciclo Rede pode existir sem ciclovias ou ciclofaixas. Intervenções viárias não devem existir
sem um Ciclo Rede que as suporte.
Parte II
•O custo final para que o Ciclo Rede chegue à população está relacionado aos custos de
sua impressão dos folders, o que normalmente é de custo baixo.
•É a melhor e mais barata forma de educar o ciclista para o trânsito
•Cria uma percepção mais aprofundada da área onde pedala
•Fortalece as boas potencialidades dos locais onde Rede é implantado
•Possibilidade de uso por pedestres e meios de transporte alternativos
•Mostra que há alternativas de deslocamento que não sejam o transporte motorizado
individual
Desvantagens
•O ciclista se sentir segregado ou discriminado por estar sendo levado a pedalar longe das
vias principais, onde circulam os carros e motos (objeto de desejo).
•Comércio principal se encontra em vias principais, o que é um atrativo.
Tanto a implantação de ciclovias como de ciclo redes passam pelo conceito de
sistema cicloviário que é composto dos seguintes elementos articulados entre si:
•Sistema de circulação: ciclovias, ciclofaixas circulação partilhada.
•Sistema de estacionamentos: paraciclos (estacionamentos de curta permanência),
bicicletários (estacionamento de longa permanência), ou o uso de estacionamentos
pagos de uso misto.
•Sistema de sinalização: horizontal, vertical e semafórica.
•Sistema de identificação: uma marca que se reproduza em todos componentes do
sistema cicloviário, desde seus componentes físicos até o mapa, folders e etc.
•Integração da bicicleta com todos outros modos de transporte
•Integração com o meio ambiente
•Programa de Comunicação Social permanente com usuários, pedestres, deficientes
físicos e usuários de outros modos de transportes.
•Definição da área de abrangência na qual a meta limite é a comunicação com cada
um dos usuários.
TÓPICOS para
Viabilização de Bicicletas como
Modo de Transporte
Bicicleta / homem
Condição atual
Quantidade de bicicletas em uso como meio de transporte
Tipo e forma de uso
distâncias
Produtividade do ciclista comparado com o não ciclista
Potencial: bicicletas vendidas / uso fim de semana / bicicletas paradas
Razões do não uso
Qualidade dos produtos disponíveis no mercado
Qualidade do serviço prestado em bicicletarias: nível educacional
Preços e custos de bicicletas, ciclopeças e manutenção.
Comportamento do Poder Público em relação aos ciclistas
Visão que o ciclista tem do poder público e suas responsabilidades
Tipo físico
ergonometria correta
Definição do uso e usuário
Cultura do pedalar
psicomotricidade
Definição legal de bicicleta para adulto / carga / infantil
Parte I
Individualização do ciclista
Por regiões
Por histórico de grupos / social / físico / psicomotor / psicológico
Comportamental social / trânsito
Tipo e nível de educação
Vícios
Saúde
Qualidade de vida do ciclista: reflexos na saúde pública
Condições ambientais
Ergonometria da bicicleta
Controle de bicicletas de carga
Causas de acidentes / tipo de lesão ou conseqüência
Leis
Direitos e deveres
Individualizações
Responsabilidade legal sobre menores ciclistas
Responsabilidade legal sobre ciclistas profissionais = entregas / cargas
Bicicleta / trafego
Definição perante a lei
Bicicleta / ciclista / ciclovia / ciclofaixa / leito carroçável (rua, avenida...) / calçada / outros.
Leis
Código de Trânsito Brasileiro
Sinalização específica para ciclistas / uso de normas internacionais
Questionar obrigatoriedade do espelho retrovisor
Impor padrões para campainha
Impor padrão para refletores
Numeração de quadro obrigatória
Áreas para implantação de sistema cicloviário
Ver o que já existe
Integração do que existe
Vias alternativas
Velocidade de fluxo da via compatível
Largura da via compatível
Visibilidade dos motoristas em relação ao ciclista
Inclinação = aclive / declive
Obstáculos vários: técnicos ou legais
Calçadas, Passarelas e pontes
Implantação
Tomar conhecimento de todas as alternativas de transporte existentes
Ver as possibilidades de integração aos outros modais de transporte
Entender a realidade de cada local
Custo / benefício das alternativas
Realizar a vontade, na medida do possível, dos que já são ciclistas.
Vender a idéia da bicicleta como modo de transporte para não ciclistas
comunicação
Educação para todos níveis envolvidos:
Nível técnico
político
administrativo
policiamento
Educadores ciclistas
Motoristas profissionais e amadores
Ciclistas profissionais
Educação escolar
Ciclistas comuns
Sinalização da área
Distribuição de mapas
Professores ciclistas / educadores ciclistas
Controle técnico
Bicicleta / via pública
Aspectos legais
conflitos
Dificuldades para o ciclista: condições de vento; aclive ou declive.
Condição do pavimento na faixa de rolamento para ciclista
Rebaixamento de guias (ou não): respeito a cadeiras de rodas
Esgoto - bueiros – valetas em boas condições
Arborização
Utilização partilhada de calçadas - respeito ao pedestre
Possível trajeto do ciclista diferente de trajeto motorista / motociclista
Mão de direção / contra-mão /direita / esquerda
Sinalização geral
Informações gerais sinalizadas: mapa caminhos alternativos e outros
Estudos para criação de “Bairro Verde”
bicicletarios
Bicicleta / Estacionamento / Bicicletários /Pára-bicicletas
Locais públicos / particulares (pagos)
Locais apropriados: segurança / visibilidade
Criação de cadastro opcional de bicicletas
bicicletas de carga
Ergonometria apropriada
Identificação obrigatória = telefone do proprietário e numeração da bicicleta
Limites de carga
Limite de idade para condutor
Mudança imediata da relação do sistema de transmissão = mais torque e
menos velocidade final
Melhora imediata no sistema de freio - criação de padrão mínimo
Bicicleta Infantil
Leis
Organizar parques e áreas públicas
Leis específicas - Código de Trânsito Brasileiro / outros
Definição de responsabilidade em acidente
Qualidade mínima produto
Parte I
Bicicleta
Ergonometria apropriada
Sistema de freio próprio para a criança
Trava de garfo para o eixo da roda dianteira
Cobre correntes obrigatórios
Proibição de produtos com áreas cortantes
Manual com definição clara da maneira correta de montagem
Escola
Curso básico sobre urbanismo
Segurança no Trânsito - matéria obrigatória
Mapeamento de caminhos alternativos para escola
Bicicletários nas escolas
Curso básico sobre conceitos básicos sobre mecânica
Policiamento
Parte II
Bicicletarias
Profissionalizar
Usá-la como elemento de apoio à educação de ciclistas
Bicicletaria como controle de qualidade e estabilizador de mercado
Obrigatoriedade de entrega de manual do proprietário
Obrigatoriedade do registro do número de série do quadro
Vendas de Supermercado
Obrigações com o consumidor: Código do Consumidor
Definir responsabilidades
Parque industrial
Levantar a situação atual
Número de indústrias
Geração de empregos
Distorções de mercado
Definir política para o setor:
Áreas viáveis ou de interesse
Bicicletas básicas
exportação
Criar centro de tecnologia com banco de dados
Obrigação de numeração em quadros e garfos
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