SOLANGE AMPARO DE SOUZA FREIRE
USO DE MAGNETO NO PONTO ACUPUNTURA IG 20 PARA ALÍVIO DOS
SINTOMAS DA SINUSITE
São Paulo
2009
SOLANGE AMPARO DE SOUZA FREIRE
USO DE MAGNETO NO PONTO ACUPUNTURA IG 20 PARA ALÍVIO DOS
SINTOMAS DA SINUSITE
Monografia para conclusão do curso
apresentado ao Ceata – Centro de Estudos
de Acupuntura e terapias alternativas na
obtenção do diploma de especialista em
acupuntura.
São Paulo
2009
AGRADECIMENTOS
Ao Professor Danilo e todos os demais professores que transmitiram ensinamentos
com muita dedicação e sabedoria, despertando uma nova visão em relação ao corpo
humano e tudo que o cerca.
Aos colegas de classe e demais formandos pela amizade e companheirismo que
recebi.
RESUMO
O Objetivo deste estudo foi investigar a ativação do magneto pólo norte no ponto de
acupuntura IG20 para aliviar os sintomas da sinusite.
Na Medicina Tradicional Chinesa de modo geral, a sinusite corresponde à antiga
categoria médica chinesa do Bi Yuan que literalmente significa “nariz empoçado”.
A sinusite é uma doença infecciosa e/ou inflamatória dos seios paranasais anteriores
ou posteriores.
A infecção dos seios anteriores se processará por continuidade, a partir da mucosa
respiratória nasal, ou por contigüidade a partir dos alvéolos dentários. Havendo
secreção, purulenta ou não, esta é expelida pelas narinas. Podem-se ter dores na face.
Inflamação dos seios posteriores é mais freqüentemente congestiva do que infecciosa
em virtude das escassas possibilidades de contágio da região dos óstios posteriores.
Há um simples fechamento do ostium ocasionando sintomas reflexos à distância.
Quando há dores elas se projetam na parte posterior do crânio, as secreções escoam
posteriormente, passando à faringe onde são deglutidas.
Podem ser causados por invasões repetidas de Vento-Calor ou Vento-frio, Calor no
Pulmão, Fogo no Fígado e na Vesícula Biliar, Umidade-Calor no Estômago e no Baço
Pâncreas.
Palavras chaves: Magneto terapia, ponto IG20 da acupuntura e sintomas da sinusite.
SUMÁRIO
RESUMO .................................................................................................................. 04
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................... 07
2. ETIOLOGIA E PATOLOGIA DA SINUSITE NA MEDICINA
TRADICIONAL CHINESA .......................................................................... 08
2.1 Invasões repetidas de vento-calor ou vento-frio......................................... 08
2.1.1 Invasão do pulmão por vento-frio ............................................................... 09
2.1.2 Invasão do pulmão por vento-calor ............................................................ 09
2.1.3 Calor no pulmão ......................................................................................... 10
2.1.4 Fogo no fígado e na vesícula biliar ............................................................ 10
2.1.5 Umidade – calor no estômago e no baço / pâncreas ................................. 11
2.2 Critérios anatômicos, fisiológicos e patológicos da cavidade nasal ........... 12
2.2.1 Seios maxilares .......................................................................................... 12
2.2.2 Funções dos seios maxilares ..................................................................... 13
2.2.3 Causas da comunicação buço-sinusal ....................................................... 13
2.2.4 Problemas causados com o seio maxilar ................................................... 13
2.2.4.1 Abertura simples do antro – Comunicação simples ................................... 13
2.2.4.2 Corpos estranhos ....................................................................................... 14
2.2.4.3 Comunicação buço-sinusal crônica............................................................ 14
2.2.4.4 Sinusites maxilares .................................................................................... 14
2.2.4.4.1 Empiema do seio ....................................................................................... 15
2.2.4.4.2 Sinusite aguda ........................................................................................... 15
2.2.4.4.3 Sinusite crônica .......................................................................................... 16
2.2.4.4.4 Diagnóstico clínico das sinusites................................................................ 16
3. MAGNETISMO........................................................................................... 17
3.1 Como os magnetos afetam o metabolismo humano .................................. 19
3.2 Os campos magnéticos e a potência dos magnetos .................................. 20
3.3 Pólos nos magnetos ................................................................................... 20
3.4 Terapêutica do pólo norte .......................................................................... 21
3.5 Terapêutica do pólo sul .............................................................................. 22
3.6 Ponto acupuntura IG 20 (YIN x YANG) – fragrância bem vinda................. 22
4. MÉTODO ................................................................................................... 23
4.1 Sujeitos ...................................................................................................... 23
4.2 Coleta de dados ......................................................................................... 23
4.3 Procedimentos ........................................................................................... 23
5. RESULTADOS ........................................................................................... 24
6. DISCUSSÃO .............................................................................................. 25
7. CONCLUSÃO ............................................................................................ 27
8. ANEXOS .................................................................................................... 28
9. REFERÊNCIAS.......................................................................................... 31
1. INTRODUÇÃO
Do ponto de vista da biomagnética, para se ter saúde é preciso que todas as células do
corpo estejam vibrando numa freqüência normal característica. A doença, por outro
lado, representa uma mudança anormal na vibração das células. A aplicação
terapêutica dos magnetos está baseada no princípio do restabelecimento da vibração
celular normal.
A Sinusite é um processo inflamatório dos seios paranasais, que são cavidades nos
ossos do crânio ao redor do nariz e que se comunicam com as fossas nasais.
Em virtude dessa comunicação, infecção e alergias das fossas nasais facilmente se
propagam para os seios paranasais e vice-versa.
Os sintomas da sinusite são dor de cabeça, logo acima do nariz e na região frontal,
coriza, obstrução nasal, podendo haver também tosse, febre e irritação ocular.
Em geral, existem dores na face que podem também ser projetadas na parte posterior
do crânio, passando à faringe onde secreções resultantes são deglutidas.
O comprometimento da drenagem do seio pelo edema inflamatório da mucosa constitui
um importante fator contribuinte para o processo da sinusite.
A sinusite aguda pode, com o decorrer do tempo, dar origem à sinusite crônica,
particularmente quando há interferência na drenagem.
Este trabalho aborda o efeito do magneto no ponto IG 20 de acupuntura. Participaram
deste estudo 7 indivíduos.
2.ETIOLOGIA E PATOLOGIA DA SINUSITE NA MEDICINA TRADICIONAL
CHINESA
2.1 Invasões repetidas de Vento-Calor ou Vento-Frio
Invasões repetidas de vento exterior (Vento-frio ou Vento-calor), mais freqüentemente
Vento Calor, prejudicam a difusão e a descida do Qi ( energia refinada produzida pelos
órgãos internos) do pulmão nas vias nasais, de tal forma que os fluidos estagnam-se
no nariz e nos seios paranasais.
Estagnação de fluidos por longo período dá origem a mucosidade e calor, que se
manifestam através de secreção nasal amarela e purulenta.
Invasões repetidas de Vento exterior são a principal causa da sinusite, especialmente
quando o indivíduo não toma o devido cuidado ou não faz um repouso adicional
durante tais invasões.
Sob a perspectiva médica ocidental, infecções provenientes de resfriados comuns ou
gripes causam muitas vezes infecções secundárias nos seios paranasais,
especialmente nos seios maxilares. Por razões anatômicas, a infecção dos seios
paranasais tem propensão a tornar-se crônica. De fato, as aberturas pelas quais os
seios maxilares comunicam-se com as cavidades nasais, são estréias, e o edema
inflamatório da mucosa que as reveste muitas vezes impede a drenagem adequada
dos seios paranasais infectados. Como resultado, a resolução da infecção dos seios
paranasais é muitas vezes lenta e incompleta, de tal forma que a próxima infecção
virótica, proveniente de um resfriado comum ou gripe, encontrará os seios paranasais
já inflamados, propiciando uma nova infecção. Assim, infecções repetidas por
resfriados comuns ou gripes irão gerar sinusite crônica.
Padrões de manifestação da sinusite poderão ocorrer pelo:
2.1.1 Invasão do Pulmão por vento-frio
O vento exterior obstrui o sistema do Qi defensivo do pulmão e dificulta a função de
descida do Qi do pulmão, causando tosse e obstrução ou secreção nasal, e a função
de dispersão do Qi do Pulmão, causando espirro.
As manifestações clinicas são aversão ao frio, febre, tosse, prurido na garganta, ligeira
falta de ar, obstrução nasal ou secreção nasal aquosa e clara, espirros, dor de cabeça
occipital, dores no corpo.
Língua: revestimento branco e fino.
Pulso: Flutuante - tenso
2.1.2 Invasão do pulmão por vento calor
É uma síndrome que se origina a partir da associação dos fatores vento e calor. As
alterações do corpo são mais acentuadas. Há febre mais alta, sede, pouca cefaléia,
sem haver temor ao vento; há sudorese, a urina é concentrada e amarela.
Obstrução nasal, secreção nasal amarela e pegajosa ou purulenta, diminuição do
olfato, aversão ao frio e febre.
Língua – com os lados e/ou parte da frente vermelhos.
Pulso – Flutuante ou rápido.
Essas manifestações correspondem a uma crise de sinusite após a invasão de vento-
calor.
2.1.3 Calor no pulmão
O calor do Pulmão pode ser agudo ou crônico. Quando é agudo, normalmente deriva
da invasão de vento exterior que se torna interno e se transforma em calor. O calor do
pulmão crônico pode ser um calor residual ou derivar da combinação de dieta rica em
alimentação quente junto com hábito de fumar (uma vez que o tabaco tem natureza
quente e secante).
Manifestações clínicas são: secreção nasal amarelada e pegajosa ou purulenta,
sensibilidade sobre os seios maxilares, rubor malar, sensação de calor, cefaléia.
Língua – vermelha com revestimento amarelo e pegajoso.
Pulso – escorregadio e cheio.
Esta é uma condição de sinusite crônica quando invasões repetidas de Vento – calor
prejudicam a função de difusão e descida dos Pulmões de tal forma que os fluidos
estagnam-se nos seios paranasais, ocasionando mucosidade – calor.
2.1.4 Fogo no fígado e na vesícula biliar
Secreção nasal amarelada e purulenta, olhos congestionados, faces vermelhas,
cefaléia nas têmporas e na face, tontura, sabor amargo, fezes secas, irritabilidades.
Língua – vermelha, sendo mais vermelha nas laterais e com revestimento amarelo e
seco.
Pulso – em corda, escorregadio e rápido.
Desenvolvimentos patológicos do padrão:
Esse padrão pode dar origem a várias conseqüências patológicas por causa de sua
relativa complexidade. Primeiramente, o fogo do fígado pode secar os fluidos corpóreos
e conduzir à deficiência do Yin. Pela condensação dos fluidos corpóreos, o fogo pode
levar também à formação de Fleuma, gerando mucosidade–calor, esse processo seria
facilitado pelo rompimento do mecanismo do Qi com o prejuízo da descida do Qi do
pulmão e da subida excessiva do Qi do fígado. O meridiano da vesícula biliar causa o
que se julgava ser uma secreção de fluido purulento proveniente do cérebro.
2.1.5 Umidade – Calor no estômago e no Baço / pâncreas
A umidade é “pegajosa”, por isso o revestimento pegajoso da língua. A sensação de
peso é causada por umidade, uma vez que isso obstrui os músculos. A obstrução nasal
e a secreção nasal amarela são decorrentes da umidade no canal do estômago na
face. Essa é uma causa comum de sinusite crônica.
A sensação de atordoamento e o peso da cabeça e a tontura são causados por
obstrução dos orifícios da cabeça pela Fleuma.
Bochechas vermelhas, sede, lábios secos, prejuízos do olfato, cefaléia frontal, sabor
oleoso, sensação de opressão no tórax e na região epigástrica.
Língua – Com revestimento amarelo e pegajoso no centro.
Pulso – escorregadio.
2.2 Critérios anatômicos, fisiológicos e patológicos da cavidade nasal
2.2.1 Seios Maxilares:
Situam-se no osso maxilar, são bilaterais e também chamados de Antros de Highmore.
Natanael Highmore, anatomista inglês no Séc. XVII foi o primeiro a falar sobre os seios
maxilares. Sua ausência é rara, normalmente atinge seu tamanho normal ao redor dos
18 anos. Sua capacidade média é de 10 a 15 ml e possui a forma piramidal.
Relaciona-se na parte superior com o assoalho da órbita, inferior processo alveolar,
anterior fossa canina e posterior tuberosidade do maxilar.
Comunica-se com a fossa nasal por uma abertura do ostium, que situa logo abaixo do
teto do seio maxilar, o que propicia uma boa drenagem deste.
É forrado por epitélio ciliado, o qual conduz os corpos estranhos para a direção do
ostium para serem eliminados.
A mucosa do seio é inervada pelos ramos dos nervos maxilares (plexo dentário
superior)
O suprimento sangüíneo pela artéria maxilar é infra-orbitário
O suprimento linfático é abundante e drenamos nódulos submandibulares.
2.2.2 Funções dos Seios Maxilares:
Fonação; Aquecer o ar respirado; Reduzir o peso da cabeça.
A definição da Comunicação Buco-Sinusal são aberturas ou comunicação do seio
maxilar com a cavidade bucal.
2.2.3 Causas da comunicação buço-sinusal:
Traumáticas - Extração dentária: fratura da tuberosidade e assoalho do seio;
Curetagem; dente ou raiz deslocado para o seio, armas de fogo, cirurgia de grandes
cistos ou tumores, Sífilis ou tuberculose, Lesões congênitas.
2.2.4 Problemas relacionados com o Seio Maxilar:
2.2.4.1 Abertura simples do antro – Comunicação Simples:
Acidentes da extração, principalmente pré-molares e molares superiores devido à
proximidade com o seio maxilar.
Fratura da tuberosidade maxilar com assoalho de seio acompanhando, curetagem do
alvéolo e correção óssea hipertrofia óssea
2.2.4.2 Corpos Estranhos:
É a introdução de corpos estranhos para dentro do seio maxilar.
Raízes ou dentes são mais freqüentes (2o pré-molar e 1o molar)
Material de moldagem
Quando realizamos moldagem logo após a exodontia e o profissional não tem
conhecimento se houve comunicação Buco-Sinusal. Diagnóstico é radiográfico
(periapical, panorâmica, etc.).
2.2.4.3 Comunicação Buco-sinusal Crônica
Já apresenta com fistula. Pode ser localizada nas regiões vestibulares, palatina e
alveolar.
2.2.4.4 Sinusites maxilares:
Inflamação do seio maxilar, Empiema do seio, Sinusite aguda, Sinusite crônica.
2.2.4.4.1 Empiema do seio:
É a coleção de pus na cavidade sinusal. É um derramamento de pus na cavidade
sinusal.
2.2.4.4.2 Sinusite Aguda:
É uma congestão da mucosa do seio maxilar, esse estado regride com poucos dias ou
instala-se uma sinusite – sinusite purulenta (que consiste pus) ou sinusite catarral.
Ambas tem presença de dor, a purulenta com dores fortes na região frontal ocorre
corrimento de pus pela narina, quando o paciente inclina a cabeça para frente; A
catarral é seguida de coriza, e manifesta ao nível do seio congestionado.
Pus - Quando os neutrófilos e macrófagos ingerem grandes quantidades de bactérias e
tecidos necrosados, essencialmente todos os neutrófilos e muitos macrófagos, ou
maioria deles, eventualmente morrem. Após vários dias, muitas vezes uma cavidade
contendo quantidades variáveis de tecido necrosado, neutrófilos e macrofilos mortos e
liquido tecidual é escavada nos tecidos inflamados. Tal mistura é comumente
conhecida como pus. Após a infecção ter sido eliminada, as células mortas e o tecido
necrosado no pus gradualmente se autolisam durante um período de dias, e os
produtos finais são normalmente absorvidos pelos tecidos circunvizinhos até que a
maioria das evidencias de lesão tecidual tenha desparecido.
Catarro- inflamação de uma membrana mucosa especialmente das vias aéreas da
cabeça e garganta.
2.2.4.4.3 Sinusite Crônica:
É a que mais tem freqüência de origem dentária: Diminui as dores, pus mais fétido,
pouca descarga de pus, mas sintomas de pressão na região do seio maxilar.
Portanto as sinusites são de origem nasal e dental. Sendo nasal ocasionada pela gripe,
resfriados, pneumonias, etc.
A Dental ou odontogenicas são ocasionadas por corpos estranhos, infecção dentária
(abscesso), tumor e comunicação buço-sinusal após extração.
2.2.4.4 Diagnóstico Clínico das Sinusites:
Dor, saída de pus, mau cheiro pelo nariz, dor na região malar, dor na região infra-
orbitária, dores aumentadas pela pressão.
3. MAGNETISMO
A compreensão desses conceitos deve fazer a terapia magnética muito acessível para
aqueles que abordam o tratamento do ponto de vista energético.
Magnetismo é produzido pelo movimento de cargas elétricas. Nos condutores elétricos
e nos átomos dos ímãs, tais cargas são os elétrons. Eles podem produzir um campo
magnético pelo movimento ao longo de um trajeto.
A medicina moderna passou a depender de procedimentos de diagnóstico de alta
tecnologia como o eletrocardiograma (ECG), o eletro encefalograma (EEG) e o eletro
miografia (EMG) para medir a atividade elétrica do coração, do córtex cerebral e dos
músculos, respectivamente. Se não houvesse energia elétrica no corpo humano, esses
testes não seriam possíveis.
O cérebro consiste de quase dez bilhões de células nervosas ou neurônios. Cada
neurônio tem uma fibra branca filamentosa saindo de cada extremidade da célula que
se interliga com múltiplas fibras de outras células nervosas. As sensações são levadas
ao cérebro por impulsos elétricos ao longo dessas fibras diminutas e, quando atingem o
cérebro, outros impulsos elétricos ocorrem e são enviados aos membros. As
mensagens são, portanto, enviadas e recebidas através de efeitos elétricos.
No funcionamento do coração cada contração mecânica, auricular ou ventricular, é
associada a dois processos elétricos. O primeiro é a despolarização, durante a qual as
cargas elétricas sobre a superfície da célula do músculo mudam de positivo para
negativo; o segundo é a repolarização, que segue o primeiro e resulta no retorno ao
estado de repouso e substituição das cargas positivas da superfície. A despolarização
é um processo rápido, enquanto que a repolarização é vagarosa. A atividade muscular
do coração está, portanto, associada à atividade elétrica.
Os componentes químicos do corpo, como carbono, nitrogênio, oxigênio, fósforo, etc.
se combinam como perfeita bateria elétrica e o alimento que ingerimos possibilita essa
carga.
A fonte dos campos magnéticos no corpo humano é atribuída á presença de íons de
sódio, potássio e cloro que os nervos e músculos geram no processo de concentração
ou transmissão de sinais.
Além dos campos magnéticos flutuantes produzidos pelos diferentes órgãos, há
campos magnéticos estáticos.
Como a força do campo magnético da Terra é da ordem de 0,5 Gauss, os campos
magnéticos estáticos do corpo são quatro ou mais vezes maiores.
A força do campo magnético da terra é de aproximadamente 0,5 Gauss. Apesar de
aparentemente pequena, a força do campo magnético, medida em Gauss, é
proporcional ao tamanho do magneto. Assim, 0,5 Gauss em proporção ao tamanho da
terra é algo bem significativo. Na verdade, é essencial à terra.
Parte do campo magnético da Terra é criada pela ionosfera uma camada de ar que
contém partículas carregadas de eletricidade e que se estende de 60 a 100 milhas
acima da superfície da Terra. A alguns milhares de milhas de altitude está a
magnetosfera, algumas vezes chamada de cinturão Van Allen. Essa camada constitui-
se de um enxame gigantesco de partículas que são uma ameaça à vida devido á sua
radioatividade. O fato é que essas partículas nocivas são contidas pelo campo
magnético da terra.
A exploração do espaço nos anos 60 trouxe uma maior consciência da importância do
magnetismo na manutenção da saúde. Descobriu-se que os astronautas, por irem além
da proteção do campo magnético da terra, retornavam com sintomas de distúrbios
psiquiátricos, deficiência de cálcio e sais minerais e outros distúrbios fisiológicos. Do
ponto de vista da magnetoterapia, para se ter saúde é preciso que todas as células do
corpo estejam vibrando numa freqüência normal característica. A doença, por outro
lado, representa uma mudança anormal na vibração das células.
3.1 Como os Magnetos afetam o metabolismo humano:
Uma teoria, baseada no conceito de que as células doentes saem do seu desequilíbrio
magnético, explica como a aplicação tópica de magnetos mantém e estimula a relação
funcional normal dentro da estrutura molecular de cada célula, exercendo ao mesmo
tempo uma influencia positiva sobre essa relação, durante todo processo psicofísico.
De acordo com outra teoria os magnetos exercem uma poderosa atração sobre o ferro
contido no sangue, penetrando nas camadas externas da pele, nos músculos e nos
tecidos gordurosos, até chegar aos capilares, que desembocam na corrente sanguínea.
Quando o ferro e talvez outras moléculas inorgânicas são atraídas para a área afetada
por uma doença, a circulação aumenta. Esse processo é intensificado pelo aumento de
oxigênio e por outros nutrientes vitais nessa área, o que facilita a cura.
O efeito combinado desses dois fatores regula o pH das células w dos tecidos,
proporcionando- lhes equilíbrio, ionização e oxigênio, e geralmente aliviando a
congestão e a dor, com o aumento da circulação sanguínea.
3.2 Os campos magnéticos e potência dos Magnetos:
Campo magnético é a área onde os magnetos exercem sua força. A potência dos
magnetos é medida em termos de unidades Gauss. O Gauss ou densidade do fluxo é a
linha de força por área unitária do pólo. A potência dos magnetos pode ser classificada
como:
Baixo Gauss 300-700 g
Alto Gauss 3000-6000g
Médio Gauss 1000-2500 g
Super Gauss 7000- 1200g
A potência do magneto utilizado no tratamento deve-se levar em conta a gravidade e a
duração do sintoma, idade e condições física do paciente.
3.3 Pólos nos Magnetos:
São regiões próximas de cada extremidade de um magneto, onde a força magnética é
mais acentuada. Para determinar a direção norte ou sul de um magneto, o que é
atraído para o pólo norte geográfico deve ser denominado de Pólo Sul e o que é
atraído para o pólo sul geográfico deve ser denominado Pólo Norte.
O tratamento magnético é efetuado aplicando-se tanto um como ambos os pólos sobre
a parte enferma do corpo humano, de acordo com a doença ou lado afetado. Assim, a
marcação dos pólos é muito importante. Para fins terapêuticos o Pólo Norte possui
coloração azul e o Pólo Sul coloração vermelha.
O pólo Norte do magneto produz um efeito de resfriamento, sedação e dispersão, o
que corresponde ao conceito de Yin ou polaridade negativa da Medicina Tradicional
Chinesa. O Pólo Sul aquece, estimula e induz a acumulação, assim como a energia
yang ou polaridade positiva.
3.4 Terapêutica do Pólo Norte:
O pólo magnético Norte produz um efeito inibitório e sedativo, e torna o metabolismo
celular mais lento. Por isso, ele resfria, suaviza e retarda, sendo muito útil nos casos de
inflamação e de dor. O Pólo Norte pode ser aplicado nos estágios iniciais de um
processo inflamatório de qualquer natureza, ele limpa, elimina, desintoxica, dispersa,
refresca, hipermetabolismo, hipertensão, insônia, nervosismo, infecções e inflamações.
Não recomendado em casos de deficiência, baixa temperatura, metabolismo lento e
fraqueza.
3.5 Terapêutica do Pólo Sul
O Pólo magnético Sul, produz um efeito de aquecer, tonificar e acelerar o metabolismo
celular. Portanto ele é de natureza yang e utilizado no tratamento da dor causada por
fraqueza, frio ou deficiência de natureza crônica ou contínua.
Não utilizado em caso de inflamação aguda, infecção por bactérias, câncer e tumores.
3.6 Ponto acupuntura IG 20 (YINGXIANG) – Fragrância Bem Vinda
Ponto de encontro do meridiano do Estômago e Intestino Grosso.
O IG 20 é um ponto local importante para tratar problemas do nariz de qualquer tipo,
como espirro, perda do olfato, sinusite, secreção nasal, obstrução nasal, renite alérgica
e pólipos nasais. Também expele o Vento exterior e é usado como um ponto local nas
invasões de Vento-Frio ou Vento-Calor quando houver espirro, obstrução nasal e
secreção nasal. Como expele o Vento exterior, ele também é usado amplamente como
ponto local na paralisia facial, nevralgia trigeminal e tique.
4. MÉTODO
4.1 Sujeitos
Foram selecionados aleatoriamente para este estudo 7 pacientes, sendo 5 mulheres
(71,43%) e 2 homens (28,57%), com idade entre 15 a 55 anos (média de
aproximadamente 35 anos), durante o período de 1 mês entre os meses de Julho a
outubro de 2009.
O estudo foi desenvolvido em indivíduos com histórico de sinusite e queixa de sintomas
de sinusite.
4.2 Coleta de dados
Os dados foram coletados mediante a utilização de um questionário com duas
perguntas objetivas e subjetivas referentes utilização do magneto.
4.3 Procedimentos
Inicialmente, os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos e procedimentos do
estudo.
Foi distribuído um par de magnetos e orientado a utilização de adesivo micropore no
ponto acupuntura especifico IG 20, pólo Norte durante 1 mês, à noite. Retirando pela
manhã.
5. RESULTADOS
Gráfico – Relação do uso do magneto 600 Gauss, Pólo Norte no ponto IG 20 durante a
noite, por um mês.
7
6
5
4
Descongestionamento
Alivio na dor de cabeça
3
2
1
0
O gráfico mostra os resultados obtidos por meio de questionário, onde foram
relacionados alivio na respiração (descongestionamento) e alivio na dor de cabeça,
como sintomas mais referidos.
6. DISCUSSÃO
Os dados coletados neste estudo referem 100% dos indivíduos que utilizaram o
magneto no ponto IG 20, pólo norte da acupuntura sentiram alívio na respiração,
promovendo um descongestionamento e 40% alivio na dor de cabeça.
Guyton e Hall, 1997 - a inflamação ocorre por uma lesão tecidual causada por bactéria, trauma,
substancia química, calor ou qualquer outro fenômeno, múltiplas substâncias, que induzem
mudanças secundárias dramáticas nos tecidos, são liberadas pelo tecido lesado. A
caracterização será uma vasodilatação dos vasos sanguíneos com conseqüência aumento da
permeabilidade dos capilares com extravasamento de liquido para os espaços intersticiais,
edema tecidual.
Cotran et al, 2000 - o comprometimento da drenagem do seio pelo edema inflamatório da
mucosa constitui um importante fator contribuinte para o processo de exsudato supurativo,
produzindo empiema do seio. Em certas ocasiões, a obstrução do efluxo, mais freqüentemente
do seio frontal e, em seguida, do seio etmoidal anterior, resulta em acúmulo de secreções.
D.M.D.C. Souza Matheus, 2005 - O imã não só atrai o ferro e outros metais como também possui
influencia nos líquidos orgânicos. Quando o magneto é aplicado no corpo, ondas magnéticas
passam através dos tecidos e correntes secundárias são induzidas. O movimento da
hemoglobina nos vasos sanguíneos é acelerado e são diminuídos os depósitos de cálcio e
colesterol no sangue. Outros materiais indesejáveis, aderidos à parede interna dos vasos, são
dissolvidos porque o campo magnético aumenta o número de centros de cristalização no líquido,
evitando depósito de sais e outros materiais. Com o sangue purificado, a circulação aumenta. O
pólo Norte inibe as bactérias que formam pus, cortando sua ação e mitigando a dor e o inchaço.
A boa circulação auxilia na melhor oxigenação dos tecidos congestionados ou sem oxigenação
e, finalmente, na revitalização das células e sua rápida recuperação.
Tierra, 1997 O pólo Norte pode ser aplicado nos estágios iniciais de um processo inflamatório de
qualquer natureza. Ele produz efeito inibitório e sedativo. Os magnetos exercem uma poderosa
atração sobre o ferro contido no sangue, penetrando nas camadas externas da peles, nos
músculos e nos tecidos gordurosos, até chegar aos capilares, que desembocam na corrente
sanguínea. Quando o ferro e outras moléculas inorgânicas são atraídos para a área afetada por
uma doença, a circulação aumenta. Esse processo é intensificado pelo aumento de oxigenação
e por outros nutrientes vitais nessa área, o que facilita a cura. O efeito combinado desses dois
fatores regula o ph das células e dos tecidos, proporcionando- lhes equilíbrio, ionização e
oxigenação e, geralmente aliviando a congestão e a dor.
7. CONCLUSÃO
Conforme os resultados apresentados na coleta de dados adquirida no questionário e
evidenciada no gráfico, podemos concluir:
1- Houve uma melhora de 100% na respiração, havendo assim um
descongestionamento nasal ou “alivio na respiração”.
2- Melhora de 40% na dor de cabeça ou “alivio na dor de cabeça”.
Conclui-se por meio deste trabalho a eficácia do magneto 600 Gauss no alivio do
sintoma da sinusite no ponto de IG 20 – (YINGXIANG).
Profissionais experientes no tratamento da sinusite relatam que o paciente com
sinusite vem na maioria dos casos acompanhado de renite por este motivo o
tratamento com moxabustão é pouco recomendado, exceto no ponto B 12
(FENGMEN) para fechar a porta do vento, no ponto VG 14 (DAZHUI) faz-se
ventosa e E 36 (ZUSANLI) não é usado por aumentar o processo alérgico.
O acupunturista deve estar sempre em busca de novas técnicas e tentar aprimorar
seu conhecimento tendo sempre em vista o bem estar do seu paciente.
8. ANEXOS
Fig. 1 - Corte frontal da cabeça de um recém nascido.
Observe a ausência do seio maxilar e proximidade entre os dentes e a órbita.
Fig. 2 - Corte frontal através da cabeça de um adulto de 48 anos de idade observe o tamanho dos seios
maxilares.
Fig. 3 - Magneto 600 Gauss – face norte lisa e face sul com 3 elevações
Fig. 4 - Magneto 600 Gauss - com adesivo micropore face norte
Pólo Norte azul Pólo Sul vermelho
Fig. 5 - Magneto e sua coloração para identificação dos Pólos
Fig. 6 - Colocação magneto 600 Gauss – ponto IG 20
Fig. 7 - Ponto IG 20 – com magneto e adesivo micropore
Fig. 8 - Localização: No sulco nasolabial, na altura do ponto central do limite lateral da asa no nariz.
Como encontrar (dica): o sulco nasolabial fica exposto mais nitidamente com um
sorriso do paciente.
Efeitos/indicação mais importantes:
Libera o nariz, expulsa o vento, filtra o calor: doenças nasais, problemas ao
longo do canal de energia yangming (IG/E) na face, como paresia facial, tique
facial, neuralgia do trigêmeo, prurido, edema, acne
Particularidade: Ponto de cruzamento com o canal de energia do estomago, ponto local
mais importante no caso de doenças nasais.
9. REFERÊNCIAS
BARRETOS,Departamento de cirurgia da faculdade de odontologia, disponível em :
http: WWW.angelfire.com/nm/cirurgia/combuco/combuco. html, 30/11/2009.
CARDOSO,Sandra Regiane; ELLIERO; Tratamento Proposto de Sinusite por
Acupuntura e Ervas da Medicina Tradicional Chinesa (monografia) Ceata, São
Paulo, 2003.
FOCKS, Claudi; ULRICH März; Guia Prático de acupuntura, 1 edição, Barueri, São
Paulo, Manole, 2008.
KWANG, Tou Wu, Apostila Magnetismo, curso Ceata, São Paulo, 2007.
MACCIOÇA, Giovanni, Os Fundamentos da Medicina Chinesa, 2 edição, São Paulo,
Roca, 2007.
TIERRA,Michael, Terapia Biomagnética e Fitoterapia,9 ° edição, São Paulo,1997.
PABST,R e PUTZ,R;Sobotta Atlas de Anatomia Humana, vol.1, 20 ° edição, São
Paulo, Guanabara Koogan, 1993.