Apostila do 3o- M�dulo by 75PkgXJz

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									Os Seareiros – Casa de Jesus

Departamento de Divulgação




   o
 3 - Módulo
 Estudo da mediunidade
                                                                         3o- Módulo – Estudo da Mediunidade




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R. Dr. João Alves dos Santos, 770 – Campinas – SP – 13093-431
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Apresentação ...................................................................................................................... 5
A Trindade Universal ......................................................................................................... 7
Fluido ............................................................................................................................... 10
Fluidos Espirituais............................................................................................................. 13
Perispírito .......................................................................................................................... 13
Fluidos Perispirituais......................................................................................................... 14
Campo mental e Campo vital ............................................................................................ 18
Vibração, Ondas, Corrente Mental, Percepção, Pensamento ............................................ 20
Mecanismo para as comunicações .................................................................................... 23
Centros de Força- Plexos .................................................................................................. 25
Mediunidade...................................................................................................................... 32
Médiuns ............................................................................................................................. 40
Fenômenos Anímicos (Emancipação da alma) ................................................................. 46
Fenômenos Mediúnicos .................................................................................................... 54
Reunião mediúnica ............................................................................................................ 54
Fenômenos Mediúnicos Intuitivos .................................................................................... 59
Fenômenos Mediúnicos de Inspiração .............................................................................. 60
Fenômenos Mediúnicos de Pressentimentos ..................................................................... 61
Fenômenos Mediúnicos pela Voz ..................................................................................... 62
Fenômenos Mediúnicos pela Escrita ................................................................................. 66
Fenômenos Mediúnicos Visuais ....................................................................................... 70
Fenômenos Mediúnicos Auditivos.................................................................................... 73
Fenômenos Mediúnicos de Psicometria ............................................................................ 75
Fenômenos Mediúnicos Artísticos .................................................................................... 69
Fenômenos Mediúnicos Ectoplásmicos ............................................................................ 78
Obsessão............................................................................................................................ 83
Desobsessão ...................................................................................................................... 96
Terapêutica Espírita ......................................................................................................... 110
Bibliografia ...................................................................................................................... 116




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                                                     APRESENTAÇÃO



        Esta nova edição, ira proporcionar o estudo seqüenciado, dinâmico, participativo,
facilitando, assim, o melhor aproveitamento dos conteúdos.
        O objetivo principal do estudo da mediunidade é propiciar um conhecimento da Doutrina
espírita com enfoque dirigido ao estudo e educação da mediunidade.
       É indicado a todos e principalmente                      aqueles que desejem desenvolver estudo mais
aprofundado da mediunidade.
          Este curso proporcionará ao aluno um estudo assentado em fundamentos básicos como:
     - O conhecimento Doutrinário, extraído das Obras espíritas, codificadas por Allan Kardec e das
     complementares a estas, de autoria de Espíritos fieis as orientações na codificação do
     Espiritismo.
     - Conduta espírita, ética e moral.
       Para isso será necessário, portanto, um estudo criterioso, o esforço a meta maior que é sua
reforma moral e vivência diária dos ensinamentos, sendo o instrumento de equilíbrio dos Espíritos
superiores.

        Estamos colocando como um relembrando assuntos já trabalhados em módulos anteriores.
Facilitando ao aluno, a relembrar conceitos básicos dados em cursos anteriores. Não vamos
trabalhar com profundidade nestes assuntos. Caso o aluno tenha dúvidas, este deverá rever as
apostilas dos cursos anteriores.
       Este programa de aula está estabelecido devido ao tempo que teremos para ministrar o
curso. Não permitindo assim que seja acrescido mais conteúdo.

        Com esta apostila o aluno terá um roteiro, caso queiram estudar e educar a mediunidade na
prática.




                                                 1a- EDIÇÃO EM 2002
                                                 2a- EDIÇÃO EM 2003




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                                            A TRINDADE UNIVERSAL


Deus, Espírito e Matéria.
       Segundo O Livro dos Espíritos, há dois elementos gerais no universo. O espírito e a matéria
e, “acima de tudo, Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o
princípio de tudo o que existe, a trindade universal.” (1)
1. Deus – “O Espírito Universal”
       “Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.” (2)
       “Deus é infinito em suas perfeições. Para crer em Deus basta lançar os olhos sobre as obras
da criação. O universo existe; ele tem, pois, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar
que todo efeito tem uma causa.”
       Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras; nenhum ser humano pode criar o que
produz a Natureza, a causa primeira, pois, trata-se de uma inteligência superior à Humanidade.
       Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.” (3)
        “Um dos seus atributos é o Poder Criador. Deus pensando cria e as criações se sucedem
ininterruptamente, porque o Espírito nunca repousa”.
        A criação é mental, pois tudo quanto é da esfera divina é imaterial, imponderável, abstrato.
        A criação divina sendo perpétua e ininterrupta, exige um campo universal de ação e este
campo é o Espaço Infinito.
        Todo cosmo é criação mental de Deus, sujeito às leis pré-existentes, estabelecidas pelo
Criador” (19)
        “Quando os Espíritos nos informaram que o mundo existe oriundo de dois ramos – “o
Espírito e a Matéria,” - tudo sob a regência de Deus, deixaram-nos entrever que, do princípio à
infinitude, o processo de criação não estanca.” (12)
     “Deus criou a matéria que constitui os mundos; criou também seres inteligentes, que
chamamos Espíritos.” (13)
2. Espírito ou Alma – “O ser eterno, emanação divina...”
          O espírito é o princípio inteligente do Universo. (5)
       “A inteligência é um atributo essencial do Espírito. Uma e outro, porém, se confundem num
princípio comum.” (6)
        “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, mas com igual aptidão para tudo, para
fazê-los alcançar, progressivamente, a perfeição.” (7)
       “Deus os cria, como todas as outras criaturas, pela sua Vontade; mas a origem deles é
mistério, porque a época e o modo dessa formação é que são desconhecidas.” (8)
       “Os Espíritos estão em toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Estão sempre
ao nosso lado, observando e agindo sobre nós sem percebermos, porque são umas das forças da
Natureza e instrumento de que Deus se serve para a realização dos seus desígnios providenciais.”
(9)



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      “Os Espíritos não são, como supõem muitas pessoas, uma classe à parte na criação, porém
as almas despidas do seu invólucro corporal, daqueles que viveram na Terra ou em outros
mundos.” (14)
          “Alma – é o Espírito encarnado. As almas não são senão os Espíritos.” (10)
       O Espírito transforma-se em alma vivente quando se organiza para viver no mundo físico. E
o que quer dizer organizar-se para viver no mundo físico? Significa:
       a) revestir-se de matéria;
       b) utilizar-se de órgãos apropriados às atividades que deva desenvolver nos ambientes onde
           vai evoluir.
       Eis, pois, o que é a alma vivente neste nosso plano: “uma partícula divina emanada de Deus,
dotada de poderes potenciais, submergida na matéria e organizada para nela evoluir.” (18)
        “Os Espíritos são seres individuais; têm um envoltório etéreo, imponderável, chamado
Perispírito, espécie de corpo fluídico, tipo da forma humana. Eles povoam os espaços que
percorrem com a rapidez do relâmpago, e constituem o mundo invisível”.
        Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade, que não é circunscrita à Terra, mas que
povoa todos os mundos disseminados no espaço.
        A vida espiritual é a vida normal do Espírito: ela é eterna; a vida corpórea é transitória e
passageira: não é senão um instante na eternidade.” (15)
3. Matéria
       Definição: “Matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve, e
sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação. (4)”.
        “O Espírito para atuar e desenvolver suas faculdades precisa de matéria. Tendo a matéria
que ser, ao mesmo tempo, objeto e instrumento do trabalho do Espírito, Deus, em vez de unir o
Espírito à pedra rígida, criou, para seu uso, corpos organizados, flexíveis, capazes de receber todas
as impulsões da sua vontade e de se prestarem a todos os seus movimentos”.
        O corpo é pois, simultaneamente, o envoltório e o instrumento do Espírito. É o próprio
Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o, lhe
desenvolve e completa o organismo, numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência.” (20)
        “A união da alma e do corpo se opera desde a concepção. O Espírito liga-se por um laço
fluídico ao corpo que deve se unir; esse laço se estreita cada vez mais, à medida que o corpo se
desenvolve e o Espírito é tomado de uma perturbação que vai crescendo sem cessar, perdendo a
consciência de si mesmo, recobrando gradualmente suas idéia, adquiridas anteriormente e que estão
em estado latente, a partir do momento do nascimento.” (16)
        “Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem um duplo envoltório: um
pesado grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado
Perispírito”.
        O Perispírito é o laço que une a alma e o corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo
agir, e percebe as sensações experimentadas pelo corpo.
        A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem. A alma e o
perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.” (17)




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           FONTE DE CONSULTA
     1.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. II - pergunta 27
     2.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. I - pergunta 01
     3.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. I pergunta 03,04,09,13
     4.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. II - pergunta 22
     5.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. II - pergunta 23
     6.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. II - pergunta 24
     7.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Livro II – Cap. II - pergunta 115
     8.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Livro II – Cap. I - pergunta 79,81
     9.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Livro II – Cap. I - pergunta 87
     10.   O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Livro II – Cap. II - pergunta 154
     11.   O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Cap. II - pergunta 22
     12.   Manual do Passista – Jacob Melo – pagina 37
     13.   O que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 191- item 2
     14.   O que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 208 - item 02
     15.   O que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 191 – item 4, 10, 15
     16.   O que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 116
     17.   O que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 208 – item 4
     18.   Iniciação Espírita – Edgard Armond – 67a- aula
     19.   Iniciação Espírita – Edgard Armond – 1a- aula
     20.   A Gênese – Allan Kardec – XI – item 10




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                                                         OS FLUIDOS

1. Conceito:
      Fluido: Termo genérico para definir as características das substâncias líquidas ou gasosas.
       Segundo a Ciência Oficial, fluido é a designação não sólida da matéria, a qual pode
apresentar três sub-fases: a pastosa, a líquida e a gasosa.
       Á luz do Espiritismo, o conceito de fluido é bem mais amplo:
       “Leon Denis afirma que a matéria se rarefaz, fica invisível, imponderável, toma aspectos
cada vez mais sutis, os quais chamam fluidos.” Comenta o Dr. Ary Lex , “à medida que rarefaz,
ganha novas propriedades, tomando a forma de energia.”
       Na conceituação espírita, a palavra fluido designa tipos de matéria ultra-rarefeita e formas
de energia.”(3)
2. Fluido Universal
        “O espaço não é um vazio, mas um oceano de fluido primordial, também chamado de fluido
primitivo ou elementar – Fluido Universal – passível de transformações inumeráveis, que contém
uma energia potencial, fonte de todos os movimentos e força promotora de todas as mutações.”(7)
        É a matéria mais perfeita, mais sutil e que permite inúmeras combinações. O fluido elétrico
e o fluido magnético são modificações do fluido universal. É o princípio elementar de todas as
coisas.
        De difícil compreensão para os espíritos imperfeitos como nós.
3. Fluido Cósmico
       É a primeira grande derivação do fluído universal. É o fluido que enche todos os vazios,
meio sutil em que o Universo se equilibra. É um campo energético.
         “Não havendo o vácuo absoluto, alguma coisa existe preenchendo todos os espaços; essa
coisa é fluídica. Da fonte primeira – o Fluido Universal – semeia um grande campo – o Fluido
Cósmico – no qual o processo de gênese se instala.” (12)
        “O Fluido Universal transformado em Fluido Cósmico, concorre à produção de todas as
formas e tipos de seres vivos, das coisas inanimadas e dos mundos que rolam no Espaço.” (7)
4. Natureza e propriedades dos Fluidos
         “A natureza do Fluido Universal ou Fluido cósmico Universal é ainda pouco conhecida,
mas sabemos que lhe são inerentes as forças que presidiram as metamorfoses da matéria, as leis
imutáveis que regem o mundo.”
         Na Terra, essas múltiplas forças são conhecidas sob os nomes de gravidade, coesão,
afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa, etc... E os movimentos vibratórios do fluido são
conhecidos sob os nomes de som, calor, luz, etc... (4)
         O fluido (ou matéria) cósmico universal, como princípio elementar do universo, assume
dois estados distintos:
        a) o de eterização ou de imponderabilidade; Estado primitivo, normal do fluido. Não tem
peso, não é uniforme, sem deixar de ser etéreo, sofre modificações (...), que constituem fluidos
distintos que embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão
lugar aos fenômenos peculiares do mundo invisível. (13)

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         b) o de materialização ou ponderabilidade; o fluido se torna tangível, tem peso; a
solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que pode
volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão. (14)
       “A matéria cósmica primitiva contém os elementos materiais, fluídicos e vitais de todos os
universos que estadeiam (ostentam) suas magnificências diante da eternidade. Ela é a mãe-fecunda
de todas as coisas, primeira avó e sobretudo, a eterna geratriz.” (15)
       O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do criador ou força nervosa do todo sábio.” (1)
        “Assim, Deus projeta sua Vontade poderosa sobre determinado ponto do Espaço Infinito e
aí, nesse oceano de fluido cósmico, a massa começa logo a transmutar-se, passando do estado
estático, potencial, ao dinâmico, entrando em movimento; forma-se aí um turbilhão de átomos que
passa a girar em torno de si mesmo, manifestando vida, calor e luz. È o princípio das coisas.” (7)
        “O poder criador, atributo de Deus, é transmitido a “Conjuntos de Inteligências Divinas e
Espíritos Puros” da Esfera Crística, agentes da criação. Esses Espíritos como receptáculos do poder
criador, passam a exercê-los na Criação Universal, com os executores da Vontade Divina.” (2)
       Segundo André Luiz, em “Evolução em Dois Mundos” – “Nessa substância original, ao
influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregado, em processo
de comunhão indescritível, (...) extraindo desse hábito espiritual os celeiros da energia com que
constroem os sistemas da Imensidade em serviço de co-criação em plano maior, de conformidade
com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa.
Essas Inteligências gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de
múltiplas expressões radiantes ou obscuras.” (1)
5. Princípio Vital e Fluido Vital:
          “O agente da vida orgânica.” (5)
        “A vida é um efeito devido a ações de um agente sobre a matéria. Esse agente “sem a
matéria não é vida”, do mesmo modo que “a matéria não pode viver sem esse agente”. Ele dá a
vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.” (8)
        “O principio vital tem sua fonte no Fluido Universal (resulta de uma de suas modificações)
e nele reside, em estado latente, até que os seres o absorvam e assimilem.” (5)
       “Há na matéria orgânica, um principio especial, inapreensível e que ainda não pode ser
definido: o Princípio Vital – ativo no ser vivente, esse princípio se acha extinto no ser morto.” (16)
       “Os seres orgânicos são aqueles que têm, em si mesmos uma fonte de atividade íntima que
lhes dá a vida. Eles nascem, crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. São dotados de
órgãos especiais para realizarem os diferentes atos da vida e que são apropriados às suas
necessidades de conservação. Compreendem os homens, os animais e as plantas. Os seres
inorgânicos são todos aqueles que não tem vitalidade, nem movimento próprio e não se formam
senão pela agregação da matéria. São eles os minerais, a água, o ar, etc... A matéria dos corpos
orgânicos e inorgânicos é sempre a mesma, porém, nos corpos orgânicos, está animalizada. A causa
da animalização da matéria é sua união com o princípio vital.” (9)
          - Quando o ser o haure e libera

        “É ao encarnar que os seres (vegetais, animais, inclusive o homem) haurem o principio
vital. Este ao se unir à matéria, desenvolve a vitalidade que estava latente, animaliza a matéria, isto


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é, dá-lhe movimento e atividade o que a distingue da matéria inerte. Ao desencarnar, os seres
restituem o fluido vital à fonte universal, de onde o haviam haurido” (5)

- O Fluido Vital no corpo físico
        “A atividade do princípio vital é alimentada durante a vida pela ação do funcionamento dos
órgãos; durante a vida corpórea, o fluido vital continua a ser absorvido e assimilado pelo ser,
através das substâncias que o contém. (ar, água, alimentos, etc.) E o bom funcionamento dos órgãos
mantém a circulação do fluido vital no organismo. (5)”.
       “A atividade do princípio vital é alimentada durante a vida pela ação do funcionamento dos
órgãos, do mesmo modo que o calor, pelo movimento de rotação de uma roda. Cessada aquela
ação, por motivo da morte, o princípio vital se extingue, como o calor, quando a roda deixa de
girar. Mas, o efeito produzido por esse princípio sobre o estado molecular do corpo subsiste,
mesmo depois dele extinto, como a carbonização da madeira subsiste à extinção do calor.” (18)
        O fluido vital também é chamado de fluido nervoso ou magnético, que vitaliza os órgãos,
tecidos e células humanas. (10)
Sua quantidade nos seres e sua transmissão
       “A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres viventes orgânicos: varia
segundo as espécies e não é constante no mesmo individuo, nem nos vários indivíduos de uma
mesma espécie”.
       Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o possuem
apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos, mais energéticos, e de certa
maneira, de vida superabundante.
        A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for
renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contêm.
       O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que tem em maior quantidade
pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida preste a extinguir-se.” (11)
       “Os corpos orgânicos são, assim, verdadeiras pilhas elétricas, que funcionam enquanto os
elementos dessas pilhas se acham em condições de produzir eletricidade – é a vida e que deixam de
funcionar, quando tais condições desaparecem – é a morte. Segundo essa visão, o princípio vital
não seria mais do que uma espécie particular de eletricidade, denominada eletricidade animal, que
durante a vida se desprende pela ação dos órgãos e cuja produção cessa, quando da morte, por se
extinguir tal ação.” (17)
          FONTE DE CONSULTA
a.    Evolução em Dois Mundos – F.C.X. – André Luiz- Cap. I
b.    Iniciação Espírita – Edgard Armond – 1a- aula
c.    Fluidos e Passes – Terezinha de Oliveira – Pág. 15,16
d.    Fluidos e Passes – Terezinha de Oliveira – Pág. 17
e.    Fluidos e Passes – Terezinha de Oliveira – Pág. 31, 32
f.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – IV – Perguntas 61, 62
g.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Introdução II
h.    O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – IV Pergunta 70
i.    Manual do Passista – Jacob Melo – pág. 37
j.    A Gênese – Allan Kardec – XIV –item 2, 3
k.    A Gênese – Allan Kardec – XIV- item 6
l.    A Gênese – Allan Kardec – VI – item 17
m.    A Gênese – Allan Kardec – X – item 16
n.    A Gênese – Allan Kardec – X – item 9
o.    A Gênese – Allan Kardec – V – item 18

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                                                 FLUIDOS ESPIRITUAIS


       Como vimos, o fluido apresenta-se em estados que vão da eterização e imponderabilidade
até à materialização (condensação) ou ponderabilidade.
       “Cada um desses estados dá lugar a fenômenos especiais: ao primeiro estado, são
fenômenos do mundo invisível, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se
ligam de modo especial à existência dos Espíritos; ao segundo estado, pertencem os fenômenos do
mundo visível, qualificados de fenômenos materiais e são da alçada da Ciência, propriamente dita”
(1)
      “Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os
fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente” (1)
       “Mas, entre esses fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que de certa forma,
pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se
observam os do fluido do ímã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles
conhecimentos de alguma precisão. È essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma
imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.” (2)
       “Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseqüentemente, compõem
o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra. Os fluidos da atmosfera fluídica são
chamados de fluidos espirituais, porque eles constituem como que a matéria do mundo espiritual e
guardam afinidade com os Espíritos.”
       A atmosfera fluídica não é igual em todos os planos e mundos. Quanto menos material é a
vida neles, tanto menos afinidades têm os seus fluidos com a matéria propriamente dita.
       Os Espíritos que habitam a atmosfera fluídica da Terra extraem dela os fluidos com que
formam o seu corpo espiritual (perispírito) e o nutrem, constroem suas moradas, seus instrumentos,
veículos, etc...
       Os seres espirituais vivem numa atmosfera fluídica, ou seja, inteiramente de fluidos. É dela
que extraem todos os materiais sobre os quais atuam e com os quais produzem tudo o de que
necessitam no seu existir” (3)
1. Ação dos Espíritos sobre os Fluidos
       “Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do Fluido Cósmico Universal, são a
atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde os Espíritos tiram os materiais e sobre os quais,
agem ou operam; é o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição
dos Espíritos, mas escapam aos nossos sentidos físicos; é o meio onde se forma a luz característica
ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz comum; finalmente, é o veículo do
pensamento, como o ar é o veículo do som.”
        Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, usando o pensamento e a vontade; pelo
pensamento eles imprimem esses fluidos em qualquer direção, os aglomeram, combinam uns com
os outros ou os dispersam; organiza com eles conjuntos que têm uma aparência, forma, cor
determinada; mudam-lhe as propriedades, como um químico muda as propriedades dos gases ou de
outros corpos, enfim, o fluido espiritual é a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.
        Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção do Espírito, outras vezes,
são produtos de um pensamento inconscientes. Basta que o Espírito pense uma coisa, para esta se
realizar. É assim por exemplo, que um Espírito se faz visível.
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      Sendo os fluidos espirituais, o veículo do pensamento, o pensamento atua sobre os fluidos
como o som atua sobra o ar; os fluidos nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som.” (4)

2. Criações Fluídicas
       “Criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no perispírito, como num espelho;
toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa, por exemplo: “Um homem tem a idéia de matar a
outro, embora seu corpo físico fique impassível seu corpo fluídico é posto em ação pelo
pensamento e executa fluidicamente o gesto, o ato que planejou praticar. O pensamento cria a
imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se desenrola no Espírito.”
(5)
3. Qualidades dos Fluidos
        Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo este modificar as propriedades é
evidente que devem estar impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem
vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos que temos.
        Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios
(odores podres, fétidos) corrompem o ar que respiramos. Os fluidos que envolvem os Espíritos
bons, são puros de acordo com o grau da perfeição moral de cada um.
        Sob o aspecto moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de
orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia ou de bondade, de benevolência, de amor, de
caridade, de doçura, etc...
          Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes,
dulcificantes, tóxicos, reparadores, expulsivos, etc...
          O quadro dos fluidos seria o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade
e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem. (6)
4. Assimilação Fluídica
        Sendo o perispírito dos encarnados de natureza fluídica, pode (por sua expansão e
irradiação) assimilar fluidos tão facilmente “como uma esponja se embebe de líquido”, desde que
haja entre eles possibilidade de combinação ou dependência.
        No encarnado, esses fluidos além de agirem sobre o perispírito, influem sobre o corpo
físico; se os fluidos forem bons, o corpo recebe uma impressão salutar, se forem maus, a impressão
é penosa, prejudicial, se forem permanentes e energéticos, podem causar desordens físicas
(moléstias). Os bons, ao contrário, beneficiam e podem até curar. (7)
        Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, impregnados de maus fluidos que o
encarnado absorve pelo perispírito, como absorvemos pelos poros do corpo os miasmas nocivos a
saúde. (7)
       Como fugiremos à influencia dos maus Espíritos que pululam em torno de nós e por toda
parte se insinuam, sem serem vistos? O meio é muito simples, porque depende da vontade do
homem, que traz consigo a necessária defesa.
        Os fluidos se combinam pela semelhança de suas qualidades; os dessemelhantes se repelem;
há a incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
       Como cada um tem no seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, todos trazem
consigo o remédio aplicável. Trata-se apenas de purificar essa fonte e de lhe dar qualidades tais,
que se constitua para as más influencia um repulsor, em vez de uma força atrativa.


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       O perispírito, portanto, é uma couraça a que se deve dar a melhor têmpera possível, pois são
as imperfeições da alma que atraem os maus Espíritos. As moscas são atraídas pelos focos de
corrupção; destruídos esses focos, elas desaparecerão. Os maus Espíritos, igualmente, vão para
onde o mal os atraí; eliminado o mal, eles se afastarão.
          Os Espíritos realmente bons, encarnados ou não, nada tem que temer a influencia dos maus.
(8)



          FONTE DE CONSULTA
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 3
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 4
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 5
     A Gênese – Allan Kardec – XIV– itens 13 - 14
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 15
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – itens 16 - 17
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 18
     A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 21




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   PERISPíRITO - FLUIDOS PERISPIRITUAIS - CAMPO MENTAL E CAMPO VITAL



1. Perispírito
          “Os Espíritos tem um corpo fluídico, chamado Perispírito.” (8)
       “O Perispírito ou corpo fluídico dos Espírito, é um dos mais importantes produtos do fluido
cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma (...). O
corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em
matéria tangível. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento
primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes”. (1)
        “Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação
direta sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário- o perispírito, que faz do Espírito,
um ser concreto, definido, apreensível pelo pensamento, tornando-o apto a atuar sobre a matéria
tangível.” (2)
        “O perispírito é mais ou menos etéreo, conforme os mundos e o grau de depuração do
Espírito. Nos mundos e nos Espíritos inferiores, ele é de natureza mais grosseira e se aproxima
muito da matéria bruta. O perispírito é considerado o elo de ligação entre o Espírito e o corpo
físico. Ele serve de intermediário ao Espírito e ao corpo. É o órgão de transmissão de todas as
sensações. Relativamente, as sensações que vêm do exterior, podemos dizer, que o corpo recebe a
impressão; o perispírito a transmite e o Espírito, que é o ser sensível e inteligente a recebe. Quando
o ato é de iniciativa do Espírito, podemos dizer que o Espírito quer, o perispírito transmite e o
corpo executa.”(6)
        “O ser humano é constituído por três elementos: Espírito, Perispírito e Corpo”. Porém, nem
sempre percebemos com nitidez onde os três elementos se limitam.
O corpo é a parte material de um conjunto interdependente, onde o Espírito é dirigente e o corpo o
veículo físico de exteriorização de suas manifestações físicas. Nesse ponto uma questão importava
ser estabelecida: - Quem ou o que faria a intermediação entre o Espírito e o corpo? Allan Kardec
inspirou-se no exemplo de uma semente para fazer uma comparação:- “Envolvendo o gérmen
(semente) de um fruto, há o perisperma (película), do mesmo modo, uma substância que por
comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.” (11)
(17)
        Kardec define o perispírito:- “É o órgão sensitivo do Espírito por meio do qual este percebe
coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos (...) O Espírito vê, ouve e sente, por todo o
seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispiritual. O perispírito é o
traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual.” (4)
       “O perispírito não se acha encarcerado nos limites do corpo, como numa caixa. Pela sua
natureza fluídica ele é expansível, irradia para o exterior e forma em torno do corpo, uma espécie
de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem dilatar mais ou menos. Daí se segue
que pessoas há que, sem estarem em contato corporal, podem achar-se em contato pelos perispíritos
e permutar a seu mau grado impressões e, algumas vezes, pensamentos, por meio da intuição.” (7)
        Diz Gabriel Delanno, “ o perispírito contêm o desenho (molde) prévio, a lei onipotente que
servirá de regra inflexível ao novo organismo, segundo o grau de sua evolução.”


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         “Quando o Espírito tem de encarnar num corpo em vias de formação, um laço fluídico, que
mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força
irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se
encurta (...) O perispírito que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula,
ao corpo em formação (...) Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa a
união; nasce então o ser para a vida exterior.” (3)

          “Por ocasião da morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo.” (9)
        “Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a
influência do principio vital do gérmem, cessa, desde que esse princípio deixa de atuar, em
conseqüência da desorganização do corpo (...). Então, o perispírito se desprende, molécula a
molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do
espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito.” (3)
        “Na estrutura do perispírito encontram-se dois grandes campos: um que se une ao Espírito,
chamado “campo mental”, e um outro que se une ao corpo, “campo vital”. Seriam, pois, nesses
campos que encontraríamos os elos que prendem o Espírito ao corpo.” (13)
2. Fluidos Perispirituais
       Os fluidos absorvidos e assimilados pelo perispírito ficam individualizados, pois adquirem
características que os distinguem entre todos os outros fluidos. São chamados fluidos perispirituais.
        Comandados pela mente, os fluidos perispirituais circulam no perispírito (como o sangue
circula por todo o corpo físico, levando-lhe a alimentação e veiculando as escórias); o processo é o
mesmo..
        O fluido perispiritual não tem a mesma qualidade e intensidade em todas as pessoas. Ele se
irradia constantemente do perispírito e nenhum corpo lhe serve de obstáculo. Somente a vontade
lhe pode ampliar ou limitar a ação.
        Em seu estado normal, é imponderável e invisível para nós, só se revelando pelos efeitos
que causa. Mas os sonâmbulos lúcidos ou pessoas dotadas de vidência o vêem, emitido pelo
Espírito, encarnado ou não, sob a forma de feixes luminosos (semelhantes à luz elétrica difusa no
espaço).
      Geralmente espalha sobre os corpos ao seu redor uma coloração mais ou menos acentuada,
como uma ligeira bruma (sendo mais freqüente na cor amarelada).
        Os fluidos perispirituais guardam muito, a impressão das qualidades boas ou más do próprio
Espírito, porque o perispírito recebe, direta e permanentemente, a ação do seu pensamento.
Espíritos maus produzem maus fluidos perispirituais, deles se envolvem e emanam. Espíritos bons
produzem bons fluidos perispirituais, deles se envolvem e os projetam, tão puros quanto o seu grau
de perfeição moral.
        Cada Espírito, encarnado ou não, está constantemente envolvido por seus fluidos próprios
perispirituais, formando a sua “atmosfera individual”, que o acompanha em todos os seus
movimentos. È a aura, que André Luiz chama de “túnica de forças eletromagnéticas.” (12)
3. Raciocinando sobre o Perispírito.
       Allan Kardec assevera: - “O perispírito representa importantíssimo papel no organismo e
numa multidão de afecções, que se ligam à fisiologia assim como à psicologia. O estudo das
propriedades do perispírito, dos fluidos perispirituais e dos atributos fisiológicos da alma abre
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novos horizontes à Ciência e dá a chave de uma multidão de fenômenos incompreendidos até
então, por falta de conhecimento da lei que os rege.” (14) (5)
        “As informações de Kardec são lúcidas, básicas e fundamentais (...) Ele nos forneceu o
alicerce e a estrutura da obra, mas precisamos continuá-la, fazendo-lhe a parede, os rebocos, as
aplicações de acabamento. Não se trata de querer modificar ou desviar o rumo dado por ele, mas de
sermos dignos de nos sentirmos seus continuadores, laborando por embelezar-lhe e enriquecer-lhe a
obra.” A propósito, vejamos o que ele nos disse a respeitos do perispírito quando estudava as
manifestações visuais (14)
        “O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento dele foi
a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos e permitiu que a ciência espírita desse
largo passo (...). Longe estamos de considerar como absoluta e como sendo a última palavra a
teoria que apresentamos.
          Novos estudos sem dúvida a complementarão, ou retificarão mais tarde (...).” (14)
        Sugere o próprio Codificador que devemos estudar e aprofundar nossos estudos sobre o
perispírito, ratificando, complementando e ou retificando pontos que estão inconclusos
(inacabados). (14)
4. Campo Mental e Campo Vital
      Para que o intercâmbio aconteça, o perispírito necessita de elementos sutis que atenuem e
ampliem os sinais vindo e indo de um campo para outro. (15)
        “Na estrutura do perispírito encontram-se destacados pelo menos dois grandes campos: “um
que se une ao Espírito, chamado “Campo Mental”, e outro que se une ao corpo, “Campo Vital”.
Seriam, pois nesses campos que encontraríamos os elos que prendem o Espírito ao corpo”.
        “ A feição de um codificador – (amplificador de sinal), que tanto amplifica para um canal
quanto reduz a intensidade para outro, o Perispírito traduz ao Espírito as informações ocorridas no
corpo bem como conduz as respostas do Espírito ao corpo.
        O esquema sugere a interação entre os três elementos – Espírito, Perispírito, Corpo, ou que
ressaltamos dois campos primordiais: Campo Mental e o Campo Vital.
        No esquema destacamos “a união entre o princípio inteligente - Espírito e o Perispírito,
através do Campo Mental, e do Perispírito com o Corpo, através do Campo Vital.”
          4.1. Campo Vital
       Sabemos que a ação mental, psíquica e a vontade do Espírito interferem, de modo excessivo
e consistente, nas ocorrências e no funcionamento do Campo Vital.
       Centrando nossa observação sobre o Campo Vital, fácil concluir que por ele transitam e até
estacionam – “as energias” que provêm do Espírito em direção ao corpo assim como acontece em
relação às emanações oriundas das ações físico-orgânicas do corpo ao Espírito.”(16)
          “No Campo Vital estão localizados dois importantíssimos elementos”:
O Princípio Vital – que é o campo de alta freqüência do Campo Vital, onde os fluidos vitais são
acionados por ele, circulando na matéria inanimada, dando-lhe vida;

O Duplo Etéreo ou etérico – é a parte mais densa do Campo Vital, vibrando em baixa freqüência.



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       Fazendo uma comparação, o princípio vital funciona como uma espécie de interruptor, o
qual, quando acionado faz circular todos os fluidos vitais disseminados no Campo Vital. Essa
circulação é que gera o fenômeno “vida orgânica”. Esses interruptores são, dentro do Campo Vital,
os elementos de mais alta freqüência, sendo por intermédio deles que o ser espiritual atua, faz
conexão ou estabelece a imantação de sua essência ao corpo.
       Ao contrário do princípio vital, o duplo etéreo vibrando em baixa freqüência e, por isso
mesmo, é a camada mais densa do perispírito; é a zona energética bastante densificada, mais
próxima do corpo físico e assegura a ligação entre este e o perispírito do qual, alias, faz parte, como
se fosse um prolongamento, funcionando como filtro das emanações físicas, não permitindo
maiores transferências orgânicas para a sutileza do perispírito. Obs: O duplo etéreo desintegra-se de
30 a 40 dias após o desencarne.
        È no Campo Vital que temos a usinagem dos fluidos magnéticos, que são os elementos
primordiais do Passe, em especial do magnetismo. Sendo essas usinagens bastantes densas, elas se
refletem diretamente no duplo etéreo, repercutindo na aura.
        Devido a essas densidades fluídicas usinadas, e para que uma boa harmonização seja obtida,
é necessário que os campos vitais estejam em harmonia entre si. Por isso, é indispensável o
conhecimento, ainda que básico, das funções e das ligações dos centros vitais ou centros de
força.(18)



          FONTE DE CONSULTA
2.    A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 7
3.    A Gênese – Allan Kardec – XI – item 17
4.    A Gênese – Allan Kardec – XI – item 18
5.    A Gênese – Allan Kardec – XIV – item 22
6.    A Gênese – Allan Kardec – I – itens 39, 40
7.    Obras Póstumas – Allan Kardec – Pág. 45 itens 9, 10
8.    Obras Póstumas – Allan Kardec – Pág. 45 item 11
9.    Obras Póstumas – Allan Kardec – Pág. 44 item 9
10.   O Livro dos Espíritos – Allan Kardec –VI pergunta 257
11.   O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – perguntas 109 – 110
12.   O Livro dos Espíritos – – Allan Kardec pergunta 93
13.   Fluidos e Passe – Jacob Mello – pág, 21-22-26
14.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 47
15.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 44-48- 49
16.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 98
17.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 50
18.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 45
19.   Manual do Passista – Jacob Mello – pág. 50, 52




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     VIBRAÇÃO, ONDAS, CORRENTE MENTAL, PERCEPÇÃO, PENSAMENTO.


1. Vibração
        O que nos dá melhor idéia do que seja vibração, é ver o funcionamento de um pêndulo,
com seu vai-e-vem característico. A vibração pode ser simples ou dupla:
      - Simples – é o percurso de um ponto A ao outro ponto A’ ;
      - Duplo – é o percurso que constitui a ida e volta; a esta vibração dupla chamamos
          Oscilação.

 Período
      É o tempo de uma oscilação, medida em segundos.
.
 Freqüência

         É o número, de oscilações executadas durante um segundo. Quanto maior a freqüência,
mais alta ela é; quanto menor, mais baixa. Por ex: se executar 10 oscilações, em um segundo, a
freqüência é baixa; se realizar 10.000 oscilações, em um segundo, a freqüência é alta. A freqüência
é medida em ciclos, então o numero de ciclos é o numero de oscilações, contadas ao passar por
determinado ponto, durante um segundo.

 Ondas
Como nada existe imóvel, também a oscilação caminha de um lado para outro. A essa vibração que
caminha, chamamos onda. As ondas são vibrações porque oscilam, balançam, têm movimento. No
estudo da onda distinguimos várias facetas:

 Amplitude
    É o tamanho da oscilação, medida pela distância maior ou menor de subida e descida numa
linha média.
                    1.         baixa amplitude – quando as oscilações são pequenas;
                    2.         alta amplitude – quanto as oscilações são grandes;
                    3.         freqüência da onda – é o numero de vibrações da onda por segundo;
                    4.         comprimento da onda – é a distância que ela percorre durante um período,
                               isto é, a distância que medeia entre duas oscilações, entre duas cristas
                               consecutivas: crista é o ponto máximo de uma oscilação.
                    5.         velocidade da onda – é a velocidade da propagação de uma onda, que
                               depende do meio : água, óleo, mercúrio, atmosfera, etc...
3. Corrente Elétrica e Corrente Mental
       É o fluxo de carga elétrica. Se a corrente caminha para um só lado, constantemente, é
continua ou direta; se ora vai para um lado, ora para outro, é alternada.
       Tudo o que estamos vendo é indispensável conhecer, para que bem se compreenda “o
fenômeno científico da mediunidade”, que se manifesta por meio de “vibrações e ondas”. A fim de
dominar o mecanismo do fenômeno, é necessário que a cada palavra seja dado o valor exato que
possui no estudo da Ciência da Física e da Eletrônica.
       Aqui começamos a entrever que a mediunidade pode ser medida e considerada com todos
esses termos. A diferença reside nisso: “a corrente elétrica” é produzida por um gerador e “a
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corrente mental” é produzida pela nossa mente e transmitida por nosso cérebro. No cérebro temos
uma válvula que transmite e recebe, tal como um aparelho de rádio.
       Cada cérebro pode emitir em vibrações ou freqüência alta ou baixa, de acordo com o teor
dos pensamentos mais constantes.
       Por exemplo, o amor vibra em alta freqüência; o ódio em baixa freqüência. São pólos
opostos.
       Portanto, as vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são “as ondas e
correntes de pensamento”. E vice-versa.
       O que eleva a freqüência vibratória do pensamento é “o amor desinteressado”; tudo o que
seja contrário ao amor, como a raiva, o ressentimento, a mágoa, a tristeza. a indiferença, o egoísmo,
o orgulho, a vaidade, enfim, qualquer coisa que exprima separação e isolamento, abaixa as
vibrações.
          3.1. Ondas Amortecidas
        Em Física, as ondas amortecidas atingem rapidamente um valor máximo de amplitude
(força da onda), mas rapidamente decrescem, não se firmando em determinado setor vibratório.
        No cérebro, as ondas amortecidas são as produzidas por cérebros não acostumados à
elevação, mas que, em momentos de aflições, proferem preces fervorosas. A onda se eleva
rapidamente, mas também decresce logo a seguir, pois não tem condições para manter-se
constantemente em nível elevado, por não estar a ele habituada. São pessoas que, geralmente, se
queixam de que “suas preces não são atendidas”, porque não conseguem sustentar-se em alto nível,
não atingindo o objetivo.
          3.2 Ondas Eletromagnéticas
        É a que se propaga com a velocidade da luz, é uma partícula que se desloca com o
movimento oscilatório que, ao deslocar-se provoca um “campo magnético”. Esse campo magnético
particular acompanha a onda que o criou. Vejamos as diversas espécies de ondas:
1       Ondas Longas –
    São todas as superiores a 600 metros de comprimento; caminham ao longo da superfície
terrestre e têm pequeno alcance; irradiação natural para a manutenção do calor;
2       Ondas Médias
    São as de comprimento entre 150 a 600 metros; caminham em parte ao longo da superfície, mas
também se projetam para as camadas superiores da atmosfera. Tem alcance maior que as
anteriores, embora não muito grande; o alcance maior se consegue através da prece, da meditação,
reflexão, produz luz interior.
3      Ondas Curtas
    São as que variam entre 10 e 150 metros; rumam todas para atmosfera superior, e são captadas
de ricochete e têm alcance muito grande, podendo ser captada com facilidade; através de situações
extraordinárias da mente, por emoções profundas, transformam o campo espiritual, sublimando-o,
através da prece fervorosa, fé profunda, moral nobre (...).
4      Ondas Ultra-curtas
    São todas que forem menor de 10 metros; muito maior o alcance e força, ecoando nas camadas
superiores da atmosfera. O “êxtase dos santos” é oriundo da profunda alteração vibracional,
possibilitando meios de relação com as Altas Esferas, proporcionando visões maravilhosas, celestes
harmonias, cenários deslumbrantes ou vozes cheias de sabedoria – “Espíritos de Alta Hierarquia”.
(1)

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    São ondas eletromagnéticas os raios gama, raios X, ultravioletas, luminosas, infravermelhas e
as ondas hertzianas, todas se diferenciam apenas pela amplitude. A hertziana (Hz) é emitida por
oscilações elétricas; a luminosa, é emitida por corpos luminosos; a sonora, vibração do ar por
choque de corpos. (2)
     Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra produzem ondas sonoras.
     Toda inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da natureza.
Exemplo: (10)
1    A lâmpada emite ondas luminosas
2    Aquecedor emite ondas de calor
3    O pensamento emite ondas de pensamento
          As ondas são avaliadas segundo o comprimento e freqüência em que são emitidas. (Hz)
Curiosidade :

       Os sons audíveis aos humanos estão acima de 35Hz e o máximo 36.000 Hz.
       As imagens visíveis estão acima do ultravioleta 458 milhões de vibrações (Hz) e abaixo do
infravermelho 727 trilhões de vibrações por segundo. (Hz) (10)
       Para entendermos um pouco mais a importância das ondas de pensamento, vamos avaliar
assim. Quanto maior a freqüência e menor comprimento, maior poder de penetração deverá ter o
nosso pensamento. (10)
       Os raios com maior poder de penetração são os Raios Super Ultra Curtos, com altíssima
freqüência. Essas são características que pertencem as ondas de pensamento dos espíritos puros.
“Sentimento de Amor” (Só este sentimento pode neutralizar um ferrenho obsessor.)
       Todas as expressões de sentimento que sejam mais vigorosas e estejam expressando um alto
grau de emoções, também têm poder de penetração, desde que haja sintonia entre as partes.
(sentimentos bons e maus)
        Tudo isso nos faz compreender a necessidade absoluta de mantermos “a mente em ondas
curtas”, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam atingir os
Espíritos que se encontram nas altas camadas da Espiritualidade maior. As ondas longas, de
pensamentos terrenos e baixos, circulam apenas pela superfície da Terra, atingindo somente os
sofredores e involuídos, encarnados ou não; qualquer pensamento negativo ou inferior, ou crítica,
abaixa as vibrações, não deixando que nossas preces cheguem ao alvo desejado.
       Por isso Jesus disse: “Quando estiveres orando, se tens alguma coisa contra alguém,
perdoa-lhe”; e mais –“Se estiveres apresentando tua oferta no altar, e aí lembrares de que teu irmão
tem alguma coisa contra ti, deixa ali tua oferta, diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu
irmão, e depois vem apresentar tua oferta.” (Mateus, 5:23-24)
4. Percepção
       Como conceito, percepção é o ato, efeito ou faculdade de perceber; perceber é adquirir por
meios do sentido, conhecer, formar idéia de, ver bem, notar...
       Mediunicamente – perceber é captar ondas vibratórias do pensamento de encarnados e
desencarnadas, em decorrência da Lei de Sintonia, pela associação das correntes mentais. (2).




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5. Pensamento
        É matéria exteriorizada da mente, ou seja, do corpo mental do Espírito, a matéria mais sutil
que envolve a inteligência, sob o comando desta. As vibrações do pensamento são “ondas
eletromagnéticas” que se propagam com a velocidade da luz: 300.000 Km/s.
        Os seres humanos exteriorizam ondas curtas, médias e longas. Todas as pessoas dispõem de
“oscilações muito próprias”, pelas quais entram em sintonia com a onda de outras pessoas,
encarnadas ou não, com as quais se afinem pelas inclinações e desejos, atitudes e obras na
similitude do pensamento e, desta forma, elas percebem e assimilam o pensamento dos outros. (2)

       Para as boas “comunicações mediúnicas”, o fator vital reside nas “condições morais do
médium”; por isso, é importante estar sempre vigilante, policiando nossos atos e pensamentos,
como alguém atento à limpeza e higiene de sua casa, e seguir os ensinos do Mestre, quando disse:
“Orai e Vigiai”.
        As ondas do pensamento podem ser percebidas através da vidência, audiência, por suas
cores, sons e formas. Telepaticamente, os pensamentos do Espírito chegam com sons e símbolos
próprios, que devem ser elaborados pela mente do médium e transformadas em palavras. Fica
difícil para o próprio Espírito, quando não encontra o médium que melhor lhe assimile o
pensamento. (3)

Mecanismo para as comunicações
        Esse intercâmbio ocorre pela mente (do Espírito e do médium), pelos fluidos, pelo
perispírito, pelos sistemas nervoso e endócrino.
       “O perispírito não se acha encarcerado nos limites do corpo, como numa caixa(...) ele é
expansível, irradia para o exterior e forma em torno do corpo(...) Daí se segue que pessoas há que
sem estarem em contato corporal, podem achar-se em contato pelos perispíritos(...)”
         O intercâmbio mediúnico pode ser conceituado como sendo “ o momento em que o
Espírito comunicante e o médium se fundem na unidade psico-afetiva da comunicação”. (8)
         A ligação mental entre o médium e o Espírito comunicante representa uma fase mais
intensa da sintonia mediúnica. Essa sintonia permite ao médium conhecer de forma nítida o estado
evolutivo da Entidade comunicante, bem como as suas dificuldades e tristezas ou qualidades e
alegrias.
      A sintonia é uma expressão física de uma realidade mais profunda que é a afinidade moral.
      Para haver uma comunicação mediúnica deve haver entre o espírito comunicante e o
médium uma sintonia na mesma faixa vibratória.
        Os impulsos intelectuais e emocionais da entidade comunicante atingem as estruturas
nervosas e endócrinas do médium por meio dos perispíritos de ambos, favorecendo a aceitação ou
rejeição da sintonia mediúnica.
      Durante a sintonia mediúnica a primeira estrutura a ser atingida para que se processe a
comunicação espiritual é o plexo coronário.
       É por meio desse plexo que as células nervosas recebem os seus alimento energético de
forma que as atividades decorrentes da comunicação não interfiram na estabilidade orgânica.
           Vamos explicar um pouco.


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Sintonia
       É vibração na mesma faixa de freqüência. Estabelecimento de uma ponte energética por
onde fluirá a comunicação.
       Para que haja uma comunicação é preciso que se estabeleça uma sintonia entre os dois.
        “ Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, o grau de semelhança das emissões
ou radiações mentais de dois ou mais Espíritos, encarnados ou desencarnados.” (9)
Afinidade
       É semelhança de pensamentos. Concordância de idéias e formas de pensar. É condição para
que haja uma influenciação.
        Podemos então concluir que temos a companhia espiritual que desejamos mediante o nosso
pensamento, o nosso comportamento e o nosso sentimento.
        Só com a reforma e mudança de pensamento, que nós vamos ter a companhia que queremos
ter e não a que temos.




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                           CENTROS DE FORÇA - PLEXOS – FUNÇÕES


1. Centros de Força ou Centros Vitais
       Centros de Força são acumuladores e distribuidores de força espiritual situado no Perispírito
pelos quais transitam os fluidos energéticos ou vitais de uns para outros dos envoltórios exteriores
do Espírito encarnado. (6)
       “No homem comum, os Centros de Força se apresentam como um círculo de mais ou menos
cinco centímetros de diâmetro, quase sem brilho; porém no homem espiritual é luminosos e
refulgentes. Recebe também o nome de discos energéticos, rodas ou chacras (roda em sânscrito)”.
       Foram pesquisados por “Thelma Moss e Kendall Johnson”, nos Estados Unidos; eles
mapearam o corpo humano e verificaram que em determinados lugares dos centros de força, havia
maior irradiação energética. São considerados “Fulcros energéticos” que na encarnação se ligam
aos “plexos” do corpo físico.” (4)
       Quanto mais ativo ou desenvolvido for o centro de força, maior capacidade de energia ele
comporta e, maiores possibilidades oferecem em relação ao emprego dessa mesma energia; e como
as faculdades psíquicas são afetadas e estão, em grande parte, subordinadas ao funcionamento dos
centros de força, compreende-se que o maior desenvolvimento de um deles acarreta o
desenvolvimento da faculdade psíquica correspondente e vice-versa. (7)
       "O nosso perispírito possui (sete) centros de força, “que se conjugam nas ramificações dos
plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente,
estabelecem para o nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um
campo elétro-magnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.”
        Os Centros de forcas estão distribuídos em regiões muito específicas no perispírito, com
estreita correlação com determinadas regiões orgânicas.
       Denominam-se Plexos, os conjuntos e aglomerados de nervos e gânglios do Sistema
Simpático (uma das divisões do sistema nervoso). O Sistema nervoso é de fundamental importância
para o equilíbrio geral da saúde física, porque é através dele, pelos Plexos, que se ligam os Centros
de força do corpo perispiritual. (5)
        Os centros de força são órgãos espirituais que se localizam no duplo Etérico, responsáveis
não só pela comunicação, mas, sobretudo pela reciclagem das energias perispirituais para o corpo
físico. É uma espécie de aparelho de captação e expulsão, em forma de pequeno vórtice, que capta
vibrações do espírito e as transfere, através do perispírito, para as regiões correspondentes, na
matéria física. É também através dos Centros de Força, que perdemos energias quando estamos em
sofrimento moral ou físico.
        O perispírito tem uma região que se liga ao espírito, o “campo mental”, e outra que se liga
ao corpo, o “campo vital”.
        Sendo o campo vital um campo de baixa freqüência, é por ele que os fluidos e as matérias
mais densas são trabalhadas.
        No campo vital é feita a usinagem dos fluidos magnéticos, que são os elementos primordiais
do passe, em especial do magnetismo.
        Dessa interligação se forma uma conjugação de funções e energias, vibrando em sintonia
uns com os outros; são impulsionados pela nossa mente de acordo com a evolução já adquirida,
pois que é o próprio espírito que dirige essas funções. Para o bom funcionamento dessa interligação

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se faz indispensável à higiene mental, porque a desarmonia dos pensamentos reflete sobre o
perispírito e conseqüentemente afetam os centros de força que por sua vez afetam os plexos,
desequilibrando-os na forma de doenças das mais variadas.
          Plexos, localização, Centros de força e suas funções:
  PLEXOS                         CENTROS DE
  (CORPO             LOCALIZAÇÃO    FORÇA                                           FUNÇÕES
  FÍSICO)                        (PERSPÍRITO)
Coronário       ou Alto da Cabeça                Coronário         Ligação com o mundo espiritual; influi no
Craniano                                                           desenvolvimento mediúnico.
Frontal              Fronte      (entre     os Frontal             Regula as atividades inteligentes; influi no
                     olhos)                                        desenvolvimento da vidência.
Laríngeo             Garganta                    Laríngeo          Regula as atividades relativas ao uso da
                                                                   palavra. Influi sobre a audição mediúnica
Cardíaco             Músculo Cardíaco            Cardíaco          Regula as emoções e os sentimentos. Influi
                                                                   sobre a circulação do sangue
Solar                Estômago                    Gástrico       ou Regula a assimilação dos alimentos. Influi
                                                 Umbilical         sobre as emoções e a sensibilidade.
Mesentérico          Baço                        Esplênico         Regula a circulação dos elementos vitais
                                                                   cósmicos (que se eliminam pela pele). Influi na
                                                                   intensidade da aura.
Hipogástrico         Região Genésica (baixo Genésico               Regula as atividades do sexo. Influi sobre a
                     ventre)
                                                                   libido.
Sacro           ou Base da Espinha Básico                          Capta e distribui a força primária e serve
Sagrado            Dorsal (cóccix)                                 para reativação dos demais centros. Influi
                                                                   sobre os desejos e age sobre o sexo.
Centro Umeral está localizado às costas, entre a nuca e as omoplatas.



        Cada centro de força na parte dianteira (frente) se emparelha com sua contraparte na parte
traseira (costas) e juntos, são considerados o aspecto anterior que se relaciona com os sentimentos e
o posterior com a vontade.
Classifica-se em centros vitais principais (primários), secundários (medianos) (e terciários e
inferiores).
          Os principais centros vitais são:

Coronário, Frontal, Laríngeo – esses três estão mais diretamente associados às atividades
psicológicas, mentais e espirituais;
       1. Cardíaco – como centro intermediário entre os centros que lhe estão acima e abaixo;
       2. Gástrico, Esplênico, Genésico e Básico – estão relacionados com os processos físicos e
           químicos do organismo.
2. Centros Vitais principais:
          2.1. Coronário:
       É o órgão de ligação com o mundo espiritual; é o centro de mais alta freqüência, vibra no
sentido das energias espirituais. Localiza-se no alto da cabeça. É o centro da sabedoria. É o
responsável pelas funções psicológicas, cerebrais e espirituais. Gerencia o processo de interação e
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intercâmbio entre os outros centros; influi sobre o desenvolvimento mediúnico por sua ligação com
à glândula Pineal ou Epífise é a glândula da vida mental, e segrega os hormônios psíquicos, que
vão atuar de maneira positiva nas energias geradoras; é o órgão principal da espiritualidade e da
consciência das coisas tanto externas quanto internas.
       No campo mediúnico propicia a sintonia, a aproximação e o contato com os Espíritos. No
magnetismo percebe e capta os fluidos espirituais e sutiliza os fluidos mais densos emitidos para o
mundo espiritual.
        Prejudicam-lhes as harmonias: os excessos de preocupação, a estafa mental, sono
insuficiente ou excessivo, guardar ódios, mágoas e rancores, autocompaixão, desejo e vibração do
mal, egoísmo, idéias de vingança, negativismo e falta de mentalização.
        Favorecem-lhes as harmonias: o equilíbrio das emoções, o repouso e refazimento naturais,
praticar e desejar o bem, a compaixão, o altruísmo, piedade, oração freqüente e o otimismo.
        Caso ocorra uma desarmonia nesse centro, seu fluxo de energia será alterado, podendo
aparecer disfunções de vários tipos como: disfunções cerebrais, incluindo psicoses.
          2.2. Frontal:
        Também de alta freqüência embora muito abaixo da freqüência do coronário. Localiza-se
entre os olhos. É conhecido como “terceiro olho”. É o centro da intuição. Responde sobre as
funções da visão, audição, olfato e ainda administra o sistema nervoso central, que compreende o
encéfalo (é formado pelo cérebro, cerebelo, bulbo) e a medula espinhal (é o cordão nervoso que se
inicia no bulbo, passa pelas vértebras lombares, terminando no sacro/básico); conduz os impulsos
nervosos e a medula recebe informações e envia as respostas; Tem relação com a glândula
pituitária ou hipófise (é a principal glândula do nosso corpo, chamada glândula mestra ou mãe do
sistema endócrino; produz hormônios que estimulam a tireóide, as paratireóides, as supras-renais,
os ovários e testículos).
        No campo mediúnico, é o centro ativado nos fenômenos da vidência, audiência e intuição,
além de ter a função de exteriorizar os fluídos ectoplásmicos para as materializações e efeitos
físicos. Responde pelo controle e descontrole das gesticulações na incorporação. No magnetismo,
tem forte presença nos processos hipnóticos e regressão de memória. Por ele se estabelece a relação
de domínio e a quebra de vínculo exercida por outrem.
        São prejudiciais: Ter olhos maus, importar-se e disseminar fofocas e mexericos, alimentar
inveja e orgulho, descontroles físicos e emocionais, pessimismo, hipocondria, leituras nocivas.
        São positivos: ver sempre positivamente, falar bem de coisas e pessoas, abolir preconceitos,
equilibrar atividades físicas, acreditar-se bem e bom sem se envaidecer ou orgulharem-se, boas
leituras e divertimentos sadios sem excessos.
        Ocorrendo o bloqueio de energia nesse centro, encontraremos disfunção nesse centro vital,
podendo surgir algumas doenças como: sinusites, cataratas e grandes desequilíbrios endócrinos.
          2.3. Laríngeo:
         Também considerado de alta freqüência. Tem papel relevante na filtragem de fluidos
anímicos (psíquicos) quando emitidos para o mundo espiritual; É o centro da criatividade.
Localiza-se sobre a laringe (garganta). Regula a fonia, o sistema respiratório, o processo digestivo
inicial, a pressão arterial e controla as glândulas endócrinas, tireóides e paratireóides (são quatro
pequeninas glândulas localizadas ao redor da tireóide, que regulam a quantidade de cálcio e fósforo
do organismo); a glândula tireóide produz hormônio, (tiroxina – possui iodo) que estimula o
metabolismo orgânico; quando produz em excesso provoca hipertireoidismo - (pessoa agitado,
nervosa, falante, não dorme direito, tem pesadelos, emagrece, olhos arregalados); quando produz
menos provoca o hipotireoidismo – (bócio ou papo)- pessoa mole, indolente, letárgica.


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        No campo mediúnico tem presença marcante nos fenômenos de psicofonia e de indução e
exteriorização de ectoplasma. No magnético responde pelas insuflações (sopros) significa o
tratamento pelo sopro. O sopro quente concentra fluidos e o frio dispersa.
        São negativos: falar mal, dar maus conselhos, alimentar mono-idéias, fechar-se sobre os
próprios sentimentos, desdenhar, ridicularizar o próximo, vícios em geral.
        São positivos: falar bem, dar bons conselhos, alimentar-se de bons estudos e boas
conversas, ter diálogos construtivos, ver sempre o lado positivo das pessoas, ausência de vícios.
        Quando esse centro de forca é bem desenvolvido, a pessoa fala com facilidade. As
anormalidades (desequilíbrios) no fluxo de energias através desse centro podem manifestar-se
através de doenças como:
laringite, tireóide, tumores nas glândulas paratireóides, câncer da laringe, etc e provocar problemas
de comunicação.

          2.4. Cardíaco:
De freqüência mediana. É de fundamental importância na administração dos campos emocionais.
Localiza-se sobre o músculo cardíaco. É o centro do sentimento. Relaciona-se com o sistema
circulatório e o sistema nervoso parassimpático. Corresponde-se com a glândula timo.
        No campo mediúnico atua na assimilação dos campos emocionais dos comunicantes. No
magnético, usina fluidos sutis e dota os fluidos espirituais de “cola psíquica”. Nos processos de
cura, atua como atenuador das vibrações dos fluidos mais densos (materiais) e como condensador
em relação aos fluidos espirituais.
        São perniciosos: emoções fortes, vícios que mexam com sentimentos, preguiça, comodismo,
rancor, mágoa, ódio, vingança, violência, impaciência, irritabilidade.
        São saudáveis: A busca pelo auto-conhecimento, domínio de si mesmo, ausência de vícios,
atividades físicas e intelectuais compatíveis, amizade, compreensão, humildade, perdão,
esquecimento do mal, tranqüilidade, vibração de amor pelas criaturas, altruísmo.
        Esse centro é assim tão importante porque seu equilíbrio é fundamental para a capacidade
do indivíduo expressar amor; as dificuldades em aprender as lições de amor podem se manifestar
como anormalidades no funcionamento desse centro, afetando o coração físico.
        Uma disfunção crônica nesse centro pode contribuir para a ocorrência de doenças cardíacas,
derrames, doenças pulmonares e diversos tipos de debilitações imunológicas, deixando o
organismo vulnerável a bactérias e células cancerosas.
          2.5. Gástrico:
        De freqüência baixa. É a mais ativa usina de fluidos vitais para exteriorização. É o centro
vital por excelência. É também conhecido como plexo solar ou centro de cura. Localiza-se no alto
do estômago. É responsável pelos processos digestivos e grande parte do metabolismo, atuando
vigorosamente sobre o estômago e regula o sistema nervoso simpático. Corresponde-se com as
glândulas supra-renais, o pâncreas, o fígado, vértebras lombares; influi sobre as emoções,
sensibilidade e as reações físicas como choro náuseas, desarranjos intestinais, dores, etc..
      No campo mediúnico fornece campo de atração a Espíritos sofredores e de densa vibração.
No magnético usina a maior quantidade de fluido vital que o organismo normalmente produz para a
automanutenção, doação e exteriorização.
        São ruins: a gula, o aguçamento do apetite, alimentos de difícil digestão, jejum continuado,
vícios, disfunções digestivas, descontroles emocionais; hipocondria, elevado índice de açúcares.

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        São bons: educação alimentar, alimentação regular, natural e equilibrada, digestão normal,
ausência de vícios.
        Os desequilíbrios nesse centro são responsáveis por algumas patologias como: úlceras
gástricas e duodenais, diabetes, etc; sua apatia produz disfunções vegetativas.
          2.6. Esplênico:
       Também de baixa freqüência e grande usinador de fluidos vitais. É o centro do equilíbrio.
Localiza-se sobre o baço. Interfere diretamente sobre as funções biliares, renais e de excreção. Atua
diretamente no baço; regula o volume sanguíneo, a distribuição adequada dos fluidos vitais que
após circularem pelo organismo, se eliminam pela pele, refletindo-se na aura; quanto mais intensa a
absorção; mais poderoso o magnetismo individual aplicável as auras.
        No campo mediúnico responde pelas atividades de doação fluídica a Espíritos muito
fragilizados ou com graves afecções perispirituais. No magnético, usina muitos fluidos vitais para a
recomposição
orgânica, principalmente na reconstituição de órgãos e ossos.
        São negativos: pouca ingestão de líquidos, alimentação muito condimentada, exercícios
físicos excessivos, mágoas não resolvidas, irritabilidade.
        São positivos: ingestão de muita água, alimentação natural com mínimo de condimentos,
exercícios físicos regulares e dentro dos limites individuais, superação de mágoas, paciência e
bondade.
          2.7. Genésico:
       De baixíssima freqüência, elabora densos campos fluídos que quando bem canalizados
podem propiciar vigorosos potenciais energéticos no campo do amor e da criatividade. É o centro
procriador. Situa-se sobre o região genésica administrando os processos genéticos e de vida animal.
Corresponde-se com os órgãos genitais.
       No campo mediúnico, libera fluídos de grande atração magnética. No magnetismo é grande
usinador de fluidos densos.
       São lamentáveis: abusos sexuais, uso de afrodisíacos, excitantes e estimuladores sexuais de
qualquer ordem, fixação sexual, idéias criminosas, fumo, álcool, tóxicos.
       São recomendados: controle e educação sexual e suas funções e usos, idéias criativas,
ausência de vícios.
          2.8. Básico:
        As forças que transitam por esse órgão se transformam, no cérebro, em energia intelectual.
É responsável pela absorção do Kundalini, capta e distribui a força primária e serve para a
reativação dos demais centros. Essa reativação se for feita assiduamente sobre o mesmo centro,
aumenta a animalidade, porque estimula desejos e age sobre o sexo. Jacob Melo diz que este centro
é administrado pelo genésico.
          2.9. Umeral:
       Embora pouco conhecido é um campo fluídico classificado de centro vital secundário. Tem
sido usado freqüentemente em reuniões de desobsessão. Localiza-se às costas, entre a nuca e as
omoplatas. Tem influência acentuada nos fenômenos de psicofonia (incorporação). Relaciona-se
com a medula espinhal e exerce influência sobre as tensões musculares e na estrutura óssea.


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        As imposições sobre essa região, em reuniões mediúnicas, favorecem a incorporação,
enquanto a movimentação com rapidez, dispersivos sobre ele desencadeia um vigoroso
restabelecimento da harmonia entre os centros vizinhos, inibindo a incorporação ou diminuindo o
campo fluídico-magnético emitido pelo médium ou paciente, provocando o desligamento do
Espírito comunicante.
3. Influências dos centros vitais:
        Os centros funcionam em padrão de giro, em movimento circular, no sentido horário.
Dependendo do centro esse giro é mais ou menos veloz. Os mais rápidos são os superiores
(coronário, frontal e laríngeo), o intermediário é o cardíaco e os mais lentos, são os inferiores
(gástrico, esplênico e genésico). Como estão em interdependência, entre si ocorrerão repercussões
nos outros quando um ou outro tiver alterado seu padrão de giro (velocidade e harmonia de
movimento).
        Quando fazemos um passe no sentido da cabeça aos pés, dotamos os centros vitais da
“percepção” da direção dos fluidos. Eles adentram o perispírito e se direcionam à distribuição dos
centros que lhe estão abaixo. Quando fazemos o passe ao contrário, de baixo para cima, forçamos
os centros vitais “girar” no sentido oposto ao centro de giro. Dessa forma, os fluidos não se
autodispersam, acumulando-se nas periferias dos centros vitais, congestionando-os. Dependendo da
intensidade com que a prática é feita a congestão pode atingir pontos insuportáveis trazendo
prejuízos severos para o paciente e para o passista. Por isso é que os passes devem ser feitos no
sentido da cabeça aos pés e não ao contrário.
       Se o passe for circular, o sentido de giro dos centros vitais indica que deverão ser sempre no
sentido horário, exatamente para evitar a congestão fluídica.
       Ao diagnosticar um foco de desarmonia o passista não deverá “trabalhar” magneticamente,
pois, um foco de desarmonia dependendo do tempo em que está estabelecido, se irradia e acaba por
impregnar e adulterar o funcionamento dos centros que lhe são próximos e estes irão repercutir
sobre os outros e assim por diante. Se for “corrigido” apenas o foco, os outros centros
permanecerão temporariamente em desarmonia, resultando um mal estar no passista. E como o
passe é uma “via de mão dupla”, se o paciente não fica bem, o passista também não ficará bem. É
sempre necessário, então, que após a aplicação de passes localizados, faça-se passes gerais, ao
longo de todo o circuito vital para rearmonizá-lo.
        Rearmonizar os centros de força é reformar-se moralmente, agindo de maneira cristã em
todos os momentos da vida. Exercitando o perdão, a fraternidade, a compreensão, ajudando,
socorrendo e sobretudo orando pelo nosso próximo. Dessa forma vibraremos em ondas de mais
elevado teor moral, fazendo valer nosso centro coronário como captador das boas energias
espirituais para distribuir o equilíbrio devido aos demais centros, espiritualizando nossa matéria,
como nos propõe Emmanuel.




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          FONTE DE CONSULTA

Curso p/ Dirigente e Monitores de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. Puglia
Curso p/ Dirigente e Monitores de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. C. Puglia - 124
Curso p/ Dirigente e Monitores de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. C. Puglia - 122
Curso p/ Dirigente e Monitores de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. C. Puglia – 123
Curso p/ Dirigente e M. de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. C. Puglia – 50- 51
Curso p/ Dirigente e Monitores de Desenv. P. Mediúnico – Silvia C. S. C. Puglia – 54
Passes e Radiações – Edgard Armond – pág. 46
Passes e Radiações – Edgard Armond – pág. 47
Mediunidade – Herculano Pires – Ato Mediúnico
Evolução para o 3o- Milênio Carlos Toledo Rizzini
Apostila do Módulo III – Casa de Jesus – Marco Kairalla
Centros de Força teve sua fonte de pesquisa principal em “O Passe – Jacob Mello”




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                                                      MEDIUNIDADE


      “A Mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda a carne (humanidade) e
prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador, atualmente em curso na Terra”.
       Sendo a luz que brilha sobre o homem, a mediunidade é "atributo do Espírito", patrimônio
da alma imortal e elemento renovador da posição moral da criatura terrena, que enriquece todos os
seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios
evangélicos na sua trajetória pela face do mundo.
        É justo considerarmos que todos os homens são médiuns, têm o seu grau de mediunidade,
nas mais variadas posições evolutivas. Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no imenso
campo das potencialidades psíquicas do homem, existem os médiuns com tarefas definidas,
precursores das novas aquisições humanas. É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se
constituem, muitas vezes, de provações ásperas. Todavia, se o operário busca a essência evangélica
para a execução de seus deveres, é ele o trabalhador que faz jus ao acréscimo de misericórdia
prometido pelo Mestre a todos os discípulos de boa vontade". (10)
Conceito:
      Condição natural do Espírito que permite o intercâmbio entre diferentes planos espirituais.
É uma ferramenta de trabalho para a nossa evolução.
        “A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir, bênção de Deus, que faculta
manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a
certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com
proficiência os débitos adquiridos em encarnações anteriores”.
         Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o
homem se conscientiza das suas responsabilidades de Espírito Imortal". (1)
        É um dom que possibilita à criatura humana, de qualquer religião, veicular o pensamento e
as idéias dos Espíritos. Deus permite a construção da ponte da mediunidade, para que se mantenha
o intercâmbio entre os dois planos de vida: o material e o espiritual.
       A mediunidade está presente em qualquer religião ou mesmo qualquer forma de crer em
Deus. Faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos Espíritos.
       "A faculdade mediúnica existe desde quando o homem surgiu. Por ela, os Espíritos
Diretores orientam, guiam e protegem o desenvolvimento humano". (11)
        "Ninguém deverá forçar o desenvolvimento dessa ou daquela faculdade porque, nesse
terreno, toda espontaneidade é necessária. A mediunidade não deve ser fruto de precipitações nesse
ou naquele setor de atividade doutrinária, porquanto, em tal assunto, toda espontaneidade é
indispensável, considerando-se que as tarefas mediúnicas são dirigidas pelos Mentores do Plano
Espiritual.”
        Não existe uma mediunidade mais preciosa que a outra. Qualquer uma é campo aberto às
mais belas realizações espirituais, sendo justo que o médium, com a tarefa definida, se encha de
Espírito missionário, com dedicação sincera e fraternidade pura, para que seu mandato (missão
mediúnica) não seja traído na improdutividade.


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       A primeira necessidade do médium é evangelizar-se antes de se entregar às grandes tarefas
doutrinárias, pois, de outro modo, poderá se esbarrar sempre com, o "fantasma" do personalismo
em detrimento de sua missão.

        A mediunidade pode ser retirada em determinadas circunstâncias da vida, porque os
atributos mediúnicos são como os talentos do Evangelho. Se o patrimônio divino é desviado de
seus fins, o mal servo torna-se indigno da confiança do Senhor (...). Multiplicados no bem, os
talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas.
      O valor mediúnico não é dom de privilegiados, é qualidade comum a todos os homens,
demandando a boa vontade no terreno da elevação". (10)
       "Em mediunidade, não podemos esquecer o problema da "sintonia". Atraímos os Espíritos
que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se cada um de nós sempre pode dar
conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.
       Achando-se "a mente na base de todos os fenômenos mediúnicos", quaisquer que sejam as
características em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe
os valores morais e culturais.
        Saibamos, assim, cultivar a educação aprimorando-nos cada dia. Médiuns somos todos nós,
nas linhas de atividade em que nos situamos. A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão,
é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da
individualidade. É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os
impulsos. É perigoso possuir sem saber usar. Mediunidade não basta só por si. É imprescindível
saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer a qualidade de nosso trabalho e ajuizar a
nossa direção". (13)
        A educação mediúnica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da
mediunidade. A seguir, a educação moral, e como conseqüência, o exercício e a vivência da
conduta cristã. É necessária a "educação intelecto-moral" que está implícita na resposta do
"Espírito da Verdade": - "Espíritas, amai-vos e instruí-vos!".
        A mediunidade é uma circunstância pessoal, que decorre do grau de evolução de cada um,
conquanto possa, em certos casos, ser obtida como empréstimo (nos casos de mediunidade de
prova).
        Mediunidade é a faculdade que certos indivíduos (médiuns) possuem para servir de
intermediários nas comunicações entre os mundos físico e espiritual. A comunicação ocorre por via
oral ou escrita.
          2. Tipos ou Classificação:
Quanto à natureza, a mediunidade pode ser:
               a.    Mediunidade Natural ou Inerente
        À medida que o indivíduo evolui e se moraliza, adquire faculdades psíquicas e aumenta,
conseqüentemente, sua percepção espiritual. A isso denominamos Mediunidade Natural. Quando o
Espírito já está convenientemente evoluído, evangelizado e moralizado, é senhor de uma
sensibilidade apurada que lhe permite vibrar em planos superiores, sendo a faculdade puramente
espiritual. A intuição é a sua forma mais avançada e perfeita, pois o intercâmbio espiritual é feito
sem a necessidade do trabalho mediúnico. A mediunidade natural é conquista do Espírito de
evolução mais avançada. (14)
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          2.2. Mediunidade de Prova ou Tarefa
        A muitos, entretanto, ainda que atrasados em sua evolução e moralmente incapazes, são
concedidas faculdades psíquicas como graça. Não as conquistaram, mas receberam-na de
empréstimo, por antecipação, numa posse precária, que fica dependendo do modo como forem
utilizadas, da forma pela qual o indivíduo cumprir a tarefa cujo compromisso assumiu, nos planos
espirituais, ao recebê-la. (14)
       É a concessão temporária da faculdade mediúnica a uns e outros, quase sempre através da
intervenção de Espíritos mais esclarecidos ou pelo próprio indivíduo solicitada para que, seu gozo,
possa resgatar dívidas passadas e evoluir. A mediunidade de prova é concedida como ferramenta de
trabalho comum.
          3. Eclosão
        Sendo natural, irá manifestar espontaneamente ou provacionalmente, mas pode ser
exercitada, educada ou desenvolvida.
          3.1. Espontaneamente
          Não gerando maiores desconfortos, quer físico, quer emocional, ao médium;
          3.2. Provacionalmente
      O médium apresenta descompassos emocionais que atingem a sua organização física. E
podem ocorrer perturbações espirituais ou não.

       Esta ultima é a forma mais comum do surgimento da mediunidade no estado evolutivo em
que ainda nos encontramos.
       O momento da eclosão da faculdade mediúnica no Espírito encarnado é de fundamental
importância, uma vez que essa faculdade poderá proporcionar benefícios ao próprio encarnado e ao
próximo, se bem orientada e amparada fraternalmente.
       Deve-se considerar, no entanto, que nem sempre a pessoa é convenientemente assistida logo
que desabrocham suas faculdades mediúnicas; seja por ignorância a respeito do assunto, o que é
mais comum, seja por desinteresse ou desatenção dos familiares ou dos amigos.
       Quando acontece assim, esses irmãos chegam completamente desnorteados à Casa Espírita,
ainda sob o guante dos preconceitos religiosos que alimentaram por muito tempo.
       Devidamente orientados para um tratamento espiritual através de passes e reuniões de
estudos evangélicos, revelam-se incrédulos, exigindo que o Espiritismo lhes resolva as dificuldades
de um instante para outro!
          Dizem não acreditar na influência dos Espíritos...
          Afirmam que não querem ser médiuns.
          É natural que seja assim, porque se encontram em desequilíbrio psicológico.
        O dirigente espírita, ou aquele a quem couber a tarefa, necessita ter paciência e conquistar-
lhes a confiança.” (3)




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          4. Desenvolvimento Mediúnico
        O termo empregado de "desenvolvimento mediúnico" tem várias significações. Desenvolver
significa dar seguimento, ampliar, fazer crescer, tornar mais forte, aumentar, fazer progredir, etc.
               Aplicado à mediunidade significará: ajudar a manifestação de faculdades psíquicas,
auxiliar sua eclosão, orientá-las, ampliá-las, educá-las, envolvendo, portanto, providências e ações
de natureza intelectual, moral e técnica.
1. O caráter intelectual: é aquele que obriga o médium a instruir-se na Doutrina, da qual deverá ser
   um exemplificador e um arauto (mensageiro) capacitado e não um agente inculto, que age por
   fé cega e fanática.
2. O caráter moral: é essencial para se obter êxito na tarefa mediúnica – é aquele que exige
   evangelização e reforma íntima, para fazer do médium um representante, assegurando-lhe
   comunhão permanente com os planos espirituais elevados e autoridade moral na exemplificação
   pessoal.
3. O caráter técnico: refere-se ao adestramento das faculdades, para que o médium saiba agir com
   eficiência, adquira flexibilidade mediúnica e auto-controle em todas as circunstâncias.
       Esses três setores correspondem aos três aspectos: - filosófico, religioso e científico – que
caracterizam a Doutrina dos Espíritos. (15)
       Educação ou desenvolvimento da mediunidade é o conjunto de ações educativas
direcionadas para o exercício correto da mediunidade. Essas ações estão formalizadas em cursos de
estudo e educação mediúnica e nos trabalhos diuturnos (prolongados) dos grupos mediúnicos,
existentes nas Casas Espíritas.
       Os Centros Espíritas têm como diretriz para o trabalho de educação da mediunidade, dar
amparo espiritual caso seja necessário, se a eclosão mediúnica se revela problemática.
        Ante a presença de problemas psíquicos, emocionais ou físicos, é necessário que este receba
assistência espiritual, à sua disposição na Casa Espírita. É preciso que primeiro ocorra uma certa
harmonização espiritual, antes de se entregar ao exercício mediúnico.
        É o momento de recebimento do passe e da água fluidificada; de participação em atividades
de assistência social aos nossos irmãos necessitados; a freqüência de reuniões públicas evangélico-
doutrinárias é também indicada. A realização do culto do Evangelho no Lar bem como a aquisição
do hábito de orar complementará o trabalho espiritual, reequilibrando o médium e colocando-o em
condições adequadas para o desenvolvimento da faculdade mediúnica.
        O “médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os
instantes pela própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da
tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com espíritos sinceros e devotados ao bem e à
verdade.” (4)
        O estudo proporcionará conhecimento ao médium, orientando-o a respeito da natureza dos
Espíritos que utilizarão sua faculdade mediúnica e elucidando-o quanto às bases de suas relações.
        O aprendiz da mediunidade deve render culto ao dever; trabalhar espontaneamente; não
acreditar-se superior ou inferior a ninguém; não esperar recompensas no mundo; não centralizar as
tarefas em sua pessoa; não se deixar conduzir pelas dúvidas; estudar sempre; evitar a irritação;
desculpar incessantemente; não temer perseguidores quando nas tarefas de caridade e de amor em
beneficio do próximo.
      Mas se a mediunidade é o intercâmbio diário de vibrações, então atraímos (afinidade)
mentes que possuem o mesmo padrão vibratório que o nosso ou seja que estão no mesmo nível
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moral que nós.
       Sabemos que temos a companhia que desejamos, ou seja de acordo com a nossa afinidade
moral. Indivíduos de moral semelhante se atraem e de moral contrária se repelem.
Cultivemos bons pensamentos. Os bons pensamentos trazem boas palavras e presidem aos bons
atos.
        Quando estivermos estudando e educando a nossa mediunidade-tarefa estaremos
exercitando as cinco principais virtudes:
1. Paciência – a mediunidade não se desenvolve de um dia para o outro, é necessário
aprimoramento, tanto intelectual quanto moral.
2. Perseverança – Temos que ser persistentes naquilo que queremos, não faltar as reuniões, não
desanimar nos estudos.
3. Boa vontade – Devemos comparecer sempre alegres e cheios de satisfação. Esforçando-se
sempre.
4. Humildade – Devemos reconhecer que tudo vem de Deus, nosso Pai. Somos só uma ferramenta
de trabalho.
5. Sinceridade – Somos intermediários e devemos somente transmitir a idéia dos espíritos que nos
falam, mesmo que não concordamos ou sejamos contrários ao seu modo de pensar. (Devemos
filtrar algumas palavras)
      É por isso tudo que não basta a mediunidade para a concretização dos serviços que nos
competem. Precisamos de reforma moral e intelectual. Vemos então que há necessidade do
aprimoramento sempre para se executar um bom trabalho.
       Muitos começam a jornada e recuam livres para decidir quanto ao próprio destino. Iniciam-
se com entusiasmo na obra do bem entretanto em muitas circunstancias dão ouvido a elementos
corruptores que nos visitam pelas brechas da invigilância perdendo melhores possibilidades.
        Isso é a experiência de todos os tempos e todos nós vivemos “Aquele que não aproveita
para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas sem lhes tocar o coração, que
não tornar nem menos vão, nem menos apegado, aos bens materiais, nem menos orgulhosos,
egoísta, nem melhor para com o seu próximo, mais culpado é porque mais meios tem de conhecer a
verdade.” (5)
          Quando e como desenvolver a mediunidade?
       O médium não é médium apenas quando comparece ao centro espírita. Desenvolvimento da
mediunidade é prática diária, é busca de novos valores, é trabalho pelo próximo, é doação de amor,
é estudo e disciplina.
       Sem isto, o médium se torna joguete nas mãos de espíritos menos esclarecidos. Ou mesmo,
a mediunidade perde seu sentido nobre.
          É aconselhável que pratiquemos a mediunidade?
Sim, nos traz inúmeros e grandes benefícios. Exercitando a mediunidade poderemos:
     a. Contatar com conhecidos já desencarnados.
     b. Ter informação do que acontece e como é a vida espiritual.
     c. Receber ajuda dos bons espíritos (ensinamentos, curas, etc..).

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     d. Ajudar os bons espíritos no socorro e esclarecimento espirituais dos encarnados e
        desencarnados.
     e. Desenvolver e educar nossa faculdade mediúnica.
     f. Ampliar e aperfeiçoar o relacionamento com encarnados e desencarnados.
          5. Idade
       “O surgimento da faculdade mediúnica não depende de lugar, idade, condição social ou
sexo. Pode surgir na infância, adolescência ou juventude, na idade madura ou na velhice”.
       Ao analisar as condições de surgimento da mediunidade no ser humano, podemos afirmar
que ela aparece e se desenvolve de forma cíclica, “ou seja, processa-se por etapas sucessivas, em
forma de espiral”.
          5.1. Podemos caracterizar o surgimento da mediunidade em quatro ciclos.
   1o- Ciclo
       As crianças a possuem na flor da pela, mas resguardada pela influência benéfica e
controladora dos espíritos protetores.
       Independentemente da persistência do fenômeno mediúnico, a criança deve ser
encaminhada à Evangelização Espírita, para ser auxiliada mais efetivamente.
   2o- Ciclo
       Geralmente na adolescência, a partir dos doze ou treze anos.
       Deve ser encaminhado para passes e reuniões de estudo doutrinário para auxiliar o processo
sem forçá-la, dando-lhe a orientação necessária.
   3o- Ciclo
       Na juventude entre os dezoito e vinte e cinco anos. É tempo nessa fase, dos estudos sérios
do Espiritismo e da mediunidade, bem como da prática livre, nos centros e grupos espíritas.
   4o- Ciclo
        Após a maturidade, na velhice ou na sua aproximação. Trata-se de manifestações que se
tornam possíveis devido às condições da idade: enfraquecimento físico, permitindo mais fácil
expansão das energias perispiríticas; (...) Este tipo de mediunidade tardia tem pouca duração,
constituindo uma espécie de preparação mediúnica para a morte. Restringe-se a fenômenos de
vidência, comunicação oral, intuição, percepção extra-sensorial e psicografia.”
                    6. Sinais e sintomas
        Os sinais ou “sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito.” No entanto, alguns
deles são mais constantes:
        “Reações emocionais insólitas.
          Sensações de enfermidades, só aparentes.
          Calafrios e mal estar.
          Irritações estranhas.”
Se o surgimento é espontâneo, pode aparecer sem qualquer sintoma. De forma exuberante. (7)


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                    7. Diagnóstico
        Infelizmente não há, até o presente, nenhum meio de diagnosticar, mesmo de maneira
aproximativa, que se possui essa ou aquela faculdade. Os sinais físicos que alguns tomam por
indícios nada têm de certo. Podemos encontrá-las nas crianças e nos velhos, nos homens e nas
mulheres, qualquer que seja o temperamento, o estado de saúde ou o grau de desenvolvimento
intelectual e moral. Só há um meio! Experimentar. O médium tem que ter o germe da faculdade.
                    8. Local
        O local mais adequado para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas é o Centro
Espírita, que funciona como escola de formação espiritual e moral. (8)
        O Centro Espírita é um “núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com
base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.” (8)
          É possível desenvolver e praticar a mediunidade em casa?
        As condições de um centro espírita muito diferem das condições de um lar, pois a atmosfera
espiritual do centro está sempre preparada pelos mentores e todos os trabalhadores comungam os
mesmos ideais de trabalho, estudo e aprimoramento moral. Desta forma, o centro espírita oferece o
clima psíquico ideal para o trabalho profícuo.
        Depois que se começa a trabalhar a mediunidade não se pode mais parar? Pode ser
perigoso?
        Emmanuel nos diz que “quanto mais trabalha a enxada mais a lâmina se aprimora; relegada
ao abandono é carcomida pela ferrugem”. Não querer trabalhá-la, geralmente, implica em
abandono do exercício salutar da prática do amor e da caridade. É natural que traga ao médium os
efeitos de seus atos, visto que o intercâmbio não cessa.
          9. Licença e suspensão
        A mediunidade não deve ser interrompida e abandonada, pois se isso acontecer poderá
causar danos, porque qualquer instrumento ao abandono é vítima da ferrugem e do desajuste.
Se o médium persistir em não usá-la, poderá ser perturbado e perseguido por espíritos inferiores e
ser cruelmente obsedado.
       Não é a mediunidade que gera distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos Espíritos que
favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste.
               a.    Licenciamento
       Existem algumas razões normais em que a mediunidade seja licenciada, ou seja, o médium
poderá tirar licença temporária. Como por exemplo:
   a. Viagens;
   b. Serviço;
   c. Estudos;
   d. Gestação;
   e. Dever de mãe.
        Mesmo assim não deve se esquecer de estar sempre vigilante e cuidando da sua higiene
física (alimentação, vícios, atividades físicas) e higiene mental.
        O médium deve lembrar que terminado este tempo de licença espiritual ele deve reiniciar
sua atividade.


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9.2. Suspensão
       Pode acontecer que o médium tenha sua mediunidade suspensa por ordem superior, isto é,
os diretores espirituais do médium resolvem cancelar-lhe a mediunidade provisoriamente, neste
caso poderemos considerar varias razões. Vamos citar algumas:
     a. Desgaste físico – Para que o médium passe pôr um repouso, reequilíbrio físico-espiritual.
     b. Mau uso – Por erro do médium. O médium que se desvia do caminho, entregando-se a atos
        contrários á moral. Isso ajuda o próprio médium para que não adquira mais dívida.
     c. Programa de trabalho – Entrar em recesso no médium porque outros tipos podem ser
        ativados.
     d. Teste – Testar sua paciência, sua perseverança na fé e no bom proceder, e sua honestidade.
      Devemos meditar nos ensinos recebidos, pois os espíritos não querem que sejamos meros
autômatos na transmissão dos ensinos e sim que assimilamos e vivamos estes ensinamentos.
       Para que a mediunidade volte, o médium deve corrigir seus erros para novamente merecer
os favores do alto. Deve recorrer com resignação à prece e boa conduta para abreviar a prova.




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                                                                MÉDIUNS


     1. Conceito:
 Médium é pessoa capaz de estabelecer relações entre os vivos e os espíritos dos mortos
(dicionário).
      Médium quer dizer "medianeiro" ou seja, está no meio (palavra latina).
      Médium é aquele que percebe, recebe e transmite aos outros a influência dos Espíritos.
Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos em qualquer grau de intensidade, é mediu; todos
somos médiuns em menor ou maior grau.
       "Os médiuns são os agentes das manifestações dos Espíritos. É toda pessoa acessível à
influência dos Espíritos, mais ou menos dotada da faculdade de receber e transmitir suas
comunicações. Para os Espíritos, ele não é um mero instrumento mecânico das comunicações, mas
sim um agente intermediário entre os dois planos da vida com determinado grau de possibilidade de
sintonização e recepção. O bom médium é aquele que oferece melhores condições de sintonização,
recepção e transmissão com o plano espiritual". (12)
       Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são
almas que fracassaram desastrosamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e
que resgatam, sob o peso dos severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado
obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodado de graves deslizes e erros
clamorosos (18).
     2. Mandato Mediúnico
       “É necessário compreendermos que um mandato, ou missão mediúnica, é um encargo que
requer do médium, autoridade moral e responsabilidade na prática do bem. A concessão da missão
mediúnica, autorizada pelo Alto, depende do mérito, da confiança e competência do médium,
adquiridos através da dedicação, da renúncia, da abnegação e perseverantes sacrifícios pela causa
do Bem, porque é pelas experiências que os Espíritos se redimem ou se elevam, nos braços do
próprio esforço. Um mandato mediúnico reclama ordem, segurança e eficiência". (16)
        "Ensina Martins Peralva, que é necessária"a bondade", para atender, com o mesmo carinho,
todos os tipos de necessitados, sem nenhuma expressão de particularismo; "a discrição", para
conhecer e sentir, guardando para si dramas inconfessáveis e lacunas morais lastimáveis; é
necessário "o discernimento" para opinar com segurança, segundo as necessidades do irmão, a fim
de ajudar os outros, para que os outros se ajudem; "a perseverança" é o quarto atributo
indispensável ao mandato, para que o trabalhador não abandone a tarefa ante os primeiros
obstáculos; finalmente "o sacrifício" do médium pressupõe o aparente abandono do próprio bem-
estar, para dedicar-se ao trabalho de auxílio ao próximo.
       O Espírito de sacrifício do médium, em relação ao mandato mediúnico, equivale a um
"sacerdócio", a um ideal de servir, servir e servir, independentemente das circunstâncias que o
cerquem". (17)
        Diz André Luiz que "a mediunidade sublimada é serviço que devemos edificar, ainda que
essa gloriosa aquisição nos custe muitos séculos".




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       "Missionário" é o Espírito que sem nada a dever à humanidade terrena, nem ter mais o que
aprender neste mundo, aceita vir à Terra como encargo, uma tarefa em especial, para ajudar o
progresso dos que aqui vivem.
      Mas qualquer pessoa que recebe um encargo, uma tarefa para realizar, pode dizer que está
"incumbido de uma missão". Neste sentido, o médium tem sua missão, isto é, um trabalho a fazer,
um papel a desempenhar.
       Com que fim a Providência dotou certas pessoas de mediunidade, de uma maneira
especial ?
        É uma missão de que as encarregou e de que elas se sentem felizes: são intérpretes entre os
Espíritos e os homens (9).
       Se é uma missão, por que não se apresenta como privilégio dos homens de bem, sendo dada
a pessoas que não merecem consideração e que podem abusar ? Precisamente porque essas pessoas
necessitam dela para se aperfeiçoarem, e para que tenham a possibilidade de receber bons
ensinamentos. Se não aproveitarem, sofrerão as conseqüências. Jesus não falava de preferência aos
pecadores, dizendo que é preciso dar aos que não têm ? Recordando o ensinamento do Mestre:
"Muito se pedirá a quem muito recebeu". (Lucas, 12:48).(19)
       Kardec resumiu os principais gêneros de mediunidade a fim de apresentar as diferentes
variedades mediúnicas pelas semelhanças de causa e efeito, sem que esta classificação seja
absoluta. Algumas são encontradas com freqüência, outras pelo contrário, são raras e até mesmo
excepcionais.
        Allan Kardec esclarece que, segundo os efeitos apresentados, “os médiuns são divididos em
duas grandes categorias: Médiuns de Efeitos inteligentes ou intelectuais e médiuns de efeitos
físicos.”

          MEDIUNIDADE DE EFEITOS INTELECTUAIS
        É aquela que produz manifestações inteligentes. Os efeitos inteligentes são os que o
Espírito produz servindo-se dos elementos existentes no cérebro do médium. (22)
        São aqueles que são mais especialmente propensos a receberem e a transmitirem as
comunicações inteligentes. (24)

          Classificação dos tipos de médiuns resumida por Allan Kardec:
       Médiuns Audientes – Os que ouvem os espíritos. São muito comuns. Algumas vezes uma
voz interna que se faz ouvir no foro. Outras vezes é uma voz externa.
       Médiuns Falantes – Falam sob influência dos espíritos. Muito comuns. Os espíritos se
servem para a comunicação, dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um empresta
as mãos, de outro as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos. O médium geralmente se exprime
sem ter consciência do que diz. Mas não é sempre assim. Há os que tem intuição (consciência) do
que estão dizendo, no momento em que pronunciam as palavras.
          Médiuns Videntes – Os que vêem os espíritos em estado de vigília
        Médiuns Inspirados – Os que recebem os pensamentos sugeridos pelo espíritos, na maioria
das vezes sem o saberem, seja para as atitudes ordinárias da vida ou para os grandes trabalhos
intelectuais. Comunicações muitas vezes não estranhas as suas idéias.


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       Médiuns Pressentimento – Os que, em certas circunstâncias, têm uma vaga intuição de
ocorrências vulgares do futuro.
        Médiuns Proféticos – Variedades dos médiuns inspirados ou de pressentimento. Que
recebem, com a permissão de Deus e com maior precisão que os médiuns de pressentimento. A
revelação de ocorrências futuras de interesse geral que estão encarregados de transmitir aos outros
para fins instrutivos.
        Médiuns Sonâmbulos – O sonâmbulo age pôr influência de seu próprio espírito. É sua
alma que nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites do sentido. Mas o
espírito que se comunica através do médium, pode também fazê-lo através do sonâmbulo. Eles
vêem perfeitamente e descrevem com se fosse videntes.
          Médiuns Extáticos – Os que em estado de êxtase, recebem revelações dos espíritos. Raros.
      Médiuns Pintores ou Desenhistas – Pintam ou desenham sob influência dos espíritos.
Podem ser joguetes nas mãos de espíritos inferiores.
      Médiuns Musicais – Executam, compõem ou escrevem musicas. Há médiuns musicais
mecânicos, semi - mecânicos, intuitivos e inspirados, como se dá com as comunicações literárias.
          Médiuns Psicógrafos - Têm a faculdade de escrever pela influência dos espíritos;
               a. Mecânicos ou inconscientes: impulso involuntário;
               b. Semimecânicos ou semiconscientes: conhecimento concomitante; voluntário;
               c. Inspirados ou conscientes: conhecimento prévio;
               d. Polígrafos - mudança de caligrafia;
               e. Poliglotas – escrevem em outras línguas
               f. Iletrados – os que escrevem, apesar de analfabetos

          Médiuns Inspirados – recebem por telepatia ou sugestão.
          MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS
       É aquela que produz manifestação materiais, tais como: barulhos, deslocamentos de objetos,
materialização, transportes, trabalhos manuais, etc..(20)
Médiuns Tiptólogos – Os que produzem ruídos e pancadas. Variedade comum, com ou sem a
participação da vontade.
Médiuns Motores – Os que produzem movimentos dos corpos inertes. Muito comum. Pode haver
a participação de uma ou mais pessoas. Os médiuns podem gozar de maior ou menor poder na
produção dos fenômenos.
Médiuns Translações e Suspensões – Produzem a translação de objetos através do espaço ou a
sua suspensão, ou seja, podem elevar-se a si próprios. São raros.
Médiuns Musicais – Provocam a execução de música em certos instrumentos, sem contato. Muito
raro. Neste caso ele não materializa as mãos e sim, anima a mesa que faz com que a tecla obedeça à
sua vontade e vibre a corda.
Médiuns Aportes – Os que podem servir aos espíritos para o transporte de objetos. Difere porque a
intenção é benévola do espírito que produz. A natureza dos objetos quase sempre são graciosos,
com transporte espontâneo à reunião. Objetos como Flores, Frutas, Confeitos, Jóias, etc...


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Médiuns Aparições – Que provocam aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes.
O espírito que deseja ou pode aparecer reveste, algumas vezes uma forma mais nítida, com todas as
aparências de um corpo sólido, a ponto de dar uma ilusão perfeita e fazer crer que se trata de um ser
corpóreo.
Médiuns Noturnos – Os que obtêm certos Efeitos Físicos na obscuridade. São raros. Com
exercício ele pode até produzir na claridade.
Médiuns Pneumatógrafos – Os que obtêm a escrita direta. Na escrita direta não há troca de idéias.
São raras. Provavelmente se desenvolve pôr exercício. Só a experiência pode revelar se o médium à
possui.
Médiuns Curadores – Os que tem poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos
ou pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica, pois todos os verdadeiros crentes a
possuem.

Médiuns Excitadores – Os que têm a faculdade de desenvolver nos outros por sua influência, a
faculdade de escrever.
Médiuns Pneumatofônicos - Produzem a voz direta.
         Kardec comenta que nos diferentes fenômenos produzidos sob a influencia mediúnica, em
todos há um efeito físico, e aos efeitos físicos se alia, quase sempre, um efeito inteligente, sendo
difícil determinar o limite entre os dois. (24)
       Analisando os diversos fenômenos produzidos sob influência mediúnica, vê-se que há em
todos um efeito físico, e que os efeitos físicos se juntam quase sempre a um inteligente. (21)

VARIEDADES COMUNS DE MÉDIUNS
Variedades comuns a todos os Gêneros de Mediunidades e médiuns: (6)
Médiuns sensitivos
        Pessoas suscetíveis de sentir a presença dos espíritos por uma sensação geral ou local, vaga
ou material. Na sua maioria distinguem os espíritos bons ou maus pela natureza da sensação que
causam. Todos os médiuns são necessariamente sensitivos, é uma qualidade mais geral do que
especial.
Médiuns naturais e inconscientes
        Os que produzem o fenômeno espontaneamente, sem querer, e na maioria das vezes à sua
revelia.
        Produzem os fenômenos sem participação da sua vontade.

Médiuns facultativos ou voluntários
       Os que têm o poder de provocar os fenômenos por um ato da própria vontade.
       Usam da sua vontade para se comunicar com os Espíritos ou para promover fenômenos
sempre subordinados a eles. No primeiro caso o médium é um agente inconsciente, no segundo é
voluntário e consciente.
          Podemos fazer diversas classificações dos médiuns;


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          Segundo o Desenvolvimento da Faculdade
         Novatos: Ainda não desenvolvidos;
         Improdutivos: Limitados e insatisfatórios;
         Formados: Completos no desenvolvimento;
         Lacônicos: Breves e incompletos;
         Explícitos: Expõem em amplitude;
         Experimentados: São formados e explícitos;
         Maleáveis: Veículo para muitos Espíritos;
         Exclusivos: Manifestações em um único Espírito;
         Evocativos: Essencialmente maleáveis, servem para evocações;
         Ditados espontâneos: Recebem Espíritos não chamados.
          Segundo o Gênero e a Parcialidade das Comunicações
     a.   Versejadores: Recebem comunicação em versos;
     b.   Poéticos: Comunicações poéticas, ternas e sentimentais;
     c.   Positivos: Nítidos e precisos;
     d.   Literários: Estilo correto, elegante e eloqüente;
     e.   Incorretos: Imprecisos na linguagem por falta de cultura;
     f.   Historiadores: Aptos para explanações históricas;
     g.   Científicos: Aptos para explanações científicas;
     h.   Receitistas: Aptos para prescrever medicamentos;
     i.   Religiosos: Aptos para dar comunicações religiosas;
     j.   Filósofos: Comunicações filosóficas e moralizadoras;
     k.   Triviais: Fúteis, sem proveito, às vezes imorais.
          Segundo as Qualidades Físicas do Médium
Calmos: Lentamente, sem agitação;
Velozes: Rapidez inabitual;
Convulsivos: Agitação agradável ou penosa.
          Segundo as Qualidades Morais do Médium (23)
a. Médiuns Imperfeitos
          a.            Médiuns Obsediados – os que não podem desembaraçar-se de espíritos
                        importunos e enganadores, mas não se iludem.
          b.            Médiuns Fascinados – os que são iludidos por espíritos enganadores e se iludem
                        sobre a natureza das comunicações que recebem.
          c.            Médiuns Subjugados – os que sofrem uma dominação moral e muitas vezes,
                        material da parte de maus espíritos.
          d.            Médiuns Levianos – os que não tomam a sério suas faculdades e dela só se servem
                        por divertimento ou para futilidade.
          e.            Médiuns Indiferentes – os que nenhum proveito moral tiram das instruções que
                        obtêm e em nada modificam o proceder e hábitos.
          f.            Médiuns Presunçosos – os que tem a pretensão de se acharem em relação somente
                        com espíritos superiores. Crêem-se infalíveis e consideram inferior e errôneo tudo
                        o que deles não provenha.
          g.            Médiuns Orgulhosos – os que se envaidecem das comunicações que lhes são
                        dadas, julgam que nada tem a aprender no espiritismo e não tomam para si as

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                        lições que recebem freqüentemente dos espíritos.
          h.            Médiuns Suscetíveis – os que tomam aversão às pessoas que os não aplaudem sem
                        restrições e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar.
          i.            Médiuns Mercenários – os que exploram as suas faculdades em benefício próprio.
          j.            Médiuns Ambiciosos – os que querem tirar qualquer vantagem sobre ela.
          k.            Médiuns de Má Fé – os que possuindo faculdades reais, simulam as de que
                        carecem.
          l.            Médiuns Egoístas – os que somente no seu interesse pessoal se servem de suas
                        faculdades e guardam para si as comunicações que recebem.
          m.            Médiuns Invejosos – os que se mostram despeitados com o maior apreço
                        dispensado a outros médiuns, que lhe são superiores.
b. Médiuns Bons
     a. Médiuns Sérios – os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins
        verdadeiramente úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para satisfação de
        curiosos, indiferentes ou para futilidade.
     b. Médiuns Modestos – os que não reclamam das comunicações que recebem, pôr mais belas
        que sejam. Consideram-se estranhos a elas e não se julgam ao abrigo das mistificações.
        Longe de evitarem as opiniões desinteressadas, solicitam-nas.
     c. Médiuns Devotados – os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a
        cumprir e até se sacrificam.
     d. Médiuns Seguros – os que merecem toda confiança, pelo próprio caráter, pela natureza
        elevada dos espíritos que os assistem.

FONTES DE CONSULTAS
1.Diretrizes de Segurança – Perg.1 – Divaldo P. Franco e Raul Teixeira
Diretrizes de Segurança – Perg 102 – Divaldo P. Franco e Raul Teixeira
Mediunidade e Doutrina – Médiuns principiantes – Carlos Baccelli
O Consolador – Preparação – questão 392
Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XVIII – Item 12
O Livro dos Médiuns Allan Kardec – item 188
Mediunidade e Evolução – Eclosão mediúnica- Martins Peralva
Orientação ao Centro Espírita FEB
O Livro dos Médiuns 220 Item 12 e 14 Allan Kardec
Manual Pratico do Desenvolvimento Mediúnico – Eunico de Carvalho – Cap. IX
Manual Pratico do Desenvolvimento Mediúnico – Eunico de Carvalho – Cap. X
Manual Pratico do Desenvolvimento Mediúnico – Eunico de Carvalho – Cap. VIII
Nos Domínios da Mediunidade – F. C. Xavier – André Luiz – Cap. I
Mediunidade – Edgard Armond – Cap I e V
Desenvolvimento Mediúnico – Edgard Armond – Cap. I
Curso de Educação Mediúnica – 2o- ano FEESP
Estudando a Mediunidade – Martins Peralva - XXIV
Estudando a Mediunidade – Martins Peralva - VII
O Evangelho Segundo o Espiritismo cap XXVI
O Livro dos Médiuns Allan Kardec – item 189
O Livro dos Médiuns Allan Kardec – item 187
O Livro dos Médiuns Allan Kardec – item 190
O Livro dos Médiuns Allan Kardec – item 195
O livro dos Médiuns – Allan Kardec – Cap. XVI – item 187




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                                             FENÔMENOS ANÍMICOS



          O termo “animismo” significa: do latim, anima, “alma”; e ismo, “Doutrina”.
       O Espiritismo, desde o início, expõe o fenômeno anímico como “manifestação da alma do
médium”, “ela pode manifestar-se como qualquer outro Espírito, desde que tenha certo grau de
liberdade. Pois recobra os seus atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado”.
       “André Luiz”, conceitua assim o animismo: “conjunto de fenômenos psíquicos produzidos
com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação”. (10)
       “Ernesto Bozzano”, no livro “Animismo ou Espiritismo” conclui: “uma causa única, e esta
causa é o “espírito humano”, que quando se manifesta em momentos fugazes durante a encarnação
determina os “fenômenos anímicos”, e quando manifesta mediunicamente durante a existência
desencarnada determina os “fenômenos espíritas ou mediúnicos”.
       A Doutrina Espírita nos esclarece a respeito de dois tipos de fenômenos psíquicos,
patrimônio do ser humano, classificados em anímicos e espíritas ou mediúnicos:
Fenômenos Anímicos (de anima, alma)
        São aqueles em que o médium, sem nenhuma idéia preconcebida de mistificação, recolhe
impressões do pretérito e as transmite, como se por ele um Espírito estivesse comunicando. Neste
caso, a alma do médium se revela com problemas de fixação ou cristalização mental, provocando o
animismo, onde a mente cristalizada no passado, revive momentos difíceis.
        São aqueles em que Espírito, desde que tenha certo grau de liberdade, recobra os seus
atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado. Assim, estudando Allan Kardec,
também podemos classificar que na Emancipação da alma o Espírito revela-se mais livre, mais
independente.
Fenômenos Espíritas ou Mediúnicos (de médium, meio)
        São aqueles em que o médium é, apenas, um veículo a receber e transmitir as idéias dos
Espíritos desencarnados ou não. Uma pessoa encarnada também pode determinar uma
comunicação mediúnica, isto é, fazer que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e as reproduza
pela escrita ou pela palavra. Em face da lei de sintonia, pessoas adormecidas igualmente podem
provocar comunicações mediúnicas, pois enquanto dormimos, nosso Espírito se afasta do corpo e
age sobre terceiros, segundo nossos sentimentos, desejos e preferências.
       Na codificação adota-se assim o conceito amplo, considerando “mediunidade” – “a
faculdade que tem um indivíduo de servir de intermediário entre as esferas do mundo físico e do
mundo espiritual”. Portanto “se o médium der uma comunicação, mesmo que seja dele, de sua
alma, é considerada mediúnica, uma vez que é o seu espírito imortal com aquisições anteriores de
outras encarnações que fala, e não ela na sua condição atual”. É muito importante não
confundirmos com “mistificação” que é a simulação do fenômeno mediúnico, onde indivíduos de
má fé se utilizam do termo “mediunidade”para enganar e mentir deliberadamente. É uma
representação da faculdade psíquica.
       “No início da prática mediúnica é muito natural que o animismo ocorra mais intensamente,
porque os canais mediúnicos estão sendo desobstruídos pelos Espíritos. Condição, aliás, que poderá
se prolongar por mais ou menos tempo, de acordo com investimento que o médium fizer na
educação de sua mediunidade”
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        Os fenômenos anímicos são tão importantes quanto os mediúnicos, uma vez que ambos
fazem parte da estrutura psíquica da espécie humana. Não há fenômeno espírita puro, uma vez que
a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado,
ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicos.
       “Se é certo afirmar que todo fenômeno mediúnico tem seu componente anímico, é
igualmente correto dizer que os fenômenos anímicos são secundados por ação espiritual. É difícil,
para dizer impossível, estabelecer limites onde começa um onde termina o outro”.
        “O Espírito do médium é o interprete, porque está ligado ao corpo, que serve para falar, e
por ser necessário uma cadeia entre vós e os Espíritos que se comunicam, como é preciso um fio
elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa
inteligente, que receba e transmita”. (11)
Exemplo: quando falamos ao telefone nossa voz sofre inevitável influência do equipamento.
Desequilíbrio Psíquico
       Como vimos, “animismo é o fenômeno pelo qual a pessoa ou o médium arroja ao passado
os próprios sentimentos, de onde recolhe as impressões de que se vê possuída”. (9)
       O médium se expressa como se ali estivesse realmente um espírito diferente a se comunicar.
Ë possível ver o médium em perfeito transe mediúnico sem que se saiba que não é uma
personalidade estranha que se comunica. O médium está exteriorizando o mundo de si mesmo. É
uma situação característica de “desequilíbrio psíquico”, gerado por ações graves e delituosas que a
pessoa viveu em experiências reencarnatórias anteriores.
       As experiência vividas no passado atingem os níveis da consciência da criatura encarnada,
sob a forma de lembranças, tão reais, que a pessoa se transforma, agindo como se fora uma
personalidade diferente que estivesse comunicando (7)
Quando incorremos em erros, repetindo ações do passado, estamos sendo vítimas de um processo
anímico.
       A manifestação anímica na personalidade do sensitivo, pode ser motivada entre outras
razões pelo contato magnético pela aproximação de entidades que lhe participam as remotas
experiência.            ( Companheiros do pretérito ) (23)
       Quantas almas conduzidas á ligação consangüínea, nascem e vivem alimentando aversões e
ódios aos próprios parentes que lhes foram duros adversários em existências pregressas.
       Existem pessoas que vivem com uma fixação mental em um grande trauma ou forte emoção
do passado dessa ou de outras existências. Algumas ficam com esta fixação durante meses e
séculos. Exemplos: Medo de trovão, água, aproximação de certos locais.
       Essas cristalizações mentais, quando mantida por força do próprio espírito, pode resultar
numa espécie de auto-obsessão. Porém, há casos em que o espírito fica subjugado ao passado por
força de obsessores externos que o mantém em certos tipos de recordação segundo as dívidas
cármicas que haja contraído. (5)
          O que pode motivar uma manifestação anímica?

Contato magnético pela aproximação de entidades que partilharam as remotas experiências.
Almas conduzidas a ligação consangüínea.
Fixação metal ou Cristalização mental.


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Fixação ou Cristalização Mental
       Podemos definir o estado de fixação mental de uma criatura, encarnada ou não, com aquele
em que ela “nada vê, nada ouve, nada sente além de si mesmo” podendo perdurar durante séculos e
até milênios. O Espírito isola-se do mundo externo, passando a vibrar, unicamente ao redor do
próprio desequilíbrio, cristalizando-se no Tempo.
       Os dramas conscienciaís que viveu, os conflitos amargos em que se debate, os distúrbios
psíquicos originados do abuso do livre arbítrio, se expressam, na atualidade, em forma de
alucinação e fixação mental. Qualquer grande perturbação interior, chama-se paixão ou desânimo,
crueldade ou vingança, ciúme ou desespero, pode imobilizar-nos por tempo indefinível (...). (8)
A cristalização de nossa mente, hoje, em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a
manifestação de fenômenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada
no passado, se exterioriza no presente.
       A lei é sempre a mesma, agora e em qualquer tempo ou lugar.
       Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as
aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o médium, naturalmente o
médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo
subconsciencial, fenômeno esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades
que lhe partilharam as remotas experiências. (9)
        André Luiz nos traz elucidações que, sobre o problema da fixação mental, levam-nos a uma
nova subdivisão das formas obsessivas: (24)
a. Influência do desencarnado sobre o encarnado;
b. Influência do encarnado sobre o desencarnado;
c. Influência do Espírito sobre si mesmo, provocando uma auto-obsessão.
       As formas dos itens a e b são as conhecidas; a do item c, menos freqüente, é uma
decorrência da fixação do Espírito, encarnado ou não, em situações, fatos ou pessoas. Pensar
demais em si mesmo e nos próprios problemas, poderá determinar uma “auto-obsessão”. O
indivíduo passa a ser o “obsessor de si mesmo”. (8)
          O que fazer com o médium que produz um Fenômeno Anímico na comunicação?
       O médium nessas condições deve ser tratado “com a mesma atenção que ministramos aos
sofredores que se comunicam”.
       É necessário que tenhamos sempre o que as entidades amigas denominam “Tato Fraterno” –
muito amor, compreensão e paciência, a fim de que não sejam prejudicados os que em tais
condições se encontram.
        O médium inclinado ao animismo é um vaso defeituoso, que “pode ser consertado e
restituído ao serviço”, pela compreensão do dirigente, ou destruído, pela sua incompreensão.
Reajustado, pode transformar-se em valioso companheiro. Incompreendido, pode ser vitimado pela
obsessão.
Para a sua renovação íntima é necessário “amparo moral e cultural”, única base sólida que lhe
assegurará o reajustamento definitivo:
Amparo moral – amor, compreensão, paciência, carinho, consolo e prece;

Amparo cultural – estudo evangélico e doutrinário, seguido de esclarecimento edificante,
reajustando-lhe a mente.

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Como distinguir se o Espírito que responde é o médium ou se é outro espírito?
      Pela natureza das comunicações, observando e estudando as circunstâncias e a linguagem
poderemos distinguir, através do bom senso.
                                                          Emancipação da alma
       Emancipação da alma é o estado particular da vida humana, durante a qual, desprendendo-
se dos laços materiais, a alma recobra algumas de suas faculdades de Espírito e entra mais
facilmente em comunicação com os Espíritos encarnados ou não. (6)
      Os fenômenos anímicos autênticos, verdadeiros, entendidos como fenômenos caracterizados
por uma atividade extra corpórea, são os mais variáveis. Estudaremos, a seguir, aqueles mais
conhecidos.

Sono
        “É uma função normal, de defesa do organismo físico, pois é através dele que o organismo
recupera as energias. O sono é a porta que Deus abre para o homem manter contato mais íntimo
com os amigos espirituais, com os seus familiares desencarnados, com os seus amigos encarnados.
Assim segundo a Doutrina Espírita, durante o sono “a vida do corpo cede lugar à vida da alma”.
Isto pode ser chamado de emancipação da alma, pois o corpo fica inativo e o espírito se desprende
e passa a viver a vida espiritual; nessas horas o espírito adquire mais consciência, podendo ter
visões mais claras e o laço fluídico que o prende ao corpo físico se alonga acompanhando-o por
onde for, a qualquer distância pois esse laço fluídico somente se rompe com a morte do corpo
físico”. (1)
Sonho
        É o efeito da emancipação da alma por meio do sono, do desprendimento temporário da
alma ou do espírito encarnado. O sono é o prelúdio dos sonhos, que podem ser do subconsciente ou
reais. Os sonhos do subconsciente são reproduções de idéias e pensamentos, impressões que afetam
a mente quando estamos acordados; quadros da imaginação, cristalizações mentais dando a sonhos
aspectos confusos por falta de coerência e nitidez.
        Os sonhos reais são reproduções do que se vê, ouve ou sente no desprendimento do espírito;
a nitidez, clareza, lógica, o colorido são as características dos sonhos reais, dependendo tudo isso
da maior ou menor evolução do espírito encarnado. (2)
          “O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono”. (3)
        “O espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao
corpo e , não precisando então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais
direta com os outros Espíritos”. (4)
        “A liberdade do espírito é julgada pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o
Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e muitas vezes prevê o
futuro. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer
deste mundo, quer do outro... Estando o corpo entorpecido, o espírito esforça-se por quebrar seus
grilhões, procurando no passado e no futuro.
        O sono liberta a alma, parcialmente, do corpo. Quando dorme o homem se acha por algum
tempo no estado em que fica permanentemente depois que morre”. (3)
        “Os Espíritos elevados, quando dormem, vão para junto dos que lhes são iguais ou
superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem, trabalhando mesmo em obras que

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encontram prontas quando morrem. O sonho deles traduz-se por lembranças agradáveis e felizes”.
(3)
       Os Espíritos inferiores vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores ‘`Terra, onde velhas
afeições os chamam, ou em busca de prazeres que podem ser mais inferiores que aqueles que têm
aí em vosso meio. Os seus sonhos são pesados, confusos, atormentados, muitos deles sob a forma
de pesadelos. (3)
Sonambulismo
        Palavra derivada do latim “somnus”, que significa “o sono” e “ambulare” que significa
“andar, passear”. Portanto, sonambulismo é o estado de emancipação da alma que se manifesta
durante o sono, mais completo do que sonho; o espírito está na posse total de si mesmo, como se
estivesse realmente vivendo no Plano Espiritual. A alma tem então percepções de que não dispõe
no sonho, que é um estado de sonambulismo parcial ou imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da
alma deve ver, é mais desenvolvida. O corpo físico age mecanicamente sob o comando da alma, e
por isso a pessoa anda e se locomove. O esquecimento é um atestado do estado de sonambulismo
da pessoa: ao retornar ao estado normal, a pessoa se esquece do que disse e fez. (5)
       O sonambulismo pode ser “artificial ou magnético” e “natural”; a diferença é que o primeiro
é “provocado artificialmente”, pela ação do agente magnético, isto é, pela ação que uma pessoa
exerce sobre a outra (hipnose), por meio do fluido animal ou magnético que projeta sobre esta,
visando os mais diversos objetivos, podendo ser exercida por encarnados ou não.
        O sonambulismo natural é espontâneo e independente de qualquer causa exterior, ou seja,
sem a participação de um agente ou magnetizador encarnado ou não, é o próprio espírito do
médium que atua sobre o seu corpo, ocorrendo um fenômeno anímico. O sonâmbulo de uma forma
geral é vidente, porém quem vê é a alma, guardando muita relação com o estado evolutivo da alma
encarnada. (2)
Soniloquia
       Palavra derivada do latim “sonnus”, que significa “sono” e “loqui”, que significa “falar”. É
o estado de emancipação da alma, intermediário entre o sono e o sonambulismo natural. A pessoa
percebe o plano extra físico, se locomove e fala ao mesmo tempo, como se estivesse em estado
normal. Muitas vezes, neste estado fala e anda com os olhos fechados, pois percebe o meio
ambiente com os olhos da alma. Soníloquos são aqueles que falam dormindo. (12)
Letargia e Catalepsia
       “Derivam do mesmo princípio significando a perda temporária da sensibilidade e do
movimento, por uma causa fisiológica ainda inexplicada. Mas existe uma diferença fundamental
entre elas; na “letargia” ocorre a suspensão total das forças vitais, dando ao corpo todas as
aparências da morte, ao passo que na “catalepsia” fica localizada, podendo atingir tão somente uma
parte mais ou menos extensa do corpo, permitindo que a inteligência se manifeste livremente, o que
faz com que não seja confundida com a morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é por vezes
magnética”. (2)

       “Os letárgicos e os catalépticos em geral vêem e ouvem o que se diz em sua volta, pois
essas faculdades são do espírito, que tem consciência do que está acontecendo, mas não podem
comunicar-se. Os Evangelhos de Jesus registram três casos de letargia: o de Lázaro, o do filho da
viúva de Nain e a filha de Jairo. Em todos esses casos, o Mestre afirmou, enfaticamente, que eles
não estavam mortos, apenas dormiam”. (2)


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        “Na letargia, o corpo não está morto, portanto há funções que continuam a executar-se. Sua
vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida (lagarta no casulo), porém não
aniquilada. Ora, enquanto o corpo vive, o Espírito se acha ligado ... Desde que o homem
aparentemente morto, volve à vida, é que não era completa a morte.” (13)
       A catalepsia pode ser, ainda, definida como uma doença cerebral intermitente (intervalos),
caracterizada pela suspensão mais ou menos completa da sensibilidade externa e dos movimentos
voluntários e, principalmente, por uma extrema rigidez dos músculos. (Caldas Aulete, Dicionário
Contemporâneo da Língua Portuguesa)
Êxtase
       Palavra originária do grego “ekstasis”, significa “transbordamento do Espírito”, e do verbo
“existemi”, que significa “ferir a admiração”. Paroxismo (auge) da emancipação da alma durante a
vida corpórea, de onde resulta a suspensão momentânea das faculdades perceptivas e sensitivas dos
órgãos. No estado de êxtase, a alma não se prende mais ao corpo senão por laços frágeis. Neste
estado a alma pertence mais ao mundo dos Espíritos do que ao dos homens.
        No estado de êxtase, a criatura percebe mais as coisas do Espírito do que os materiais. O
extático vê e esta vidência é real para ele, e pode acontecer a penetração nos mundos superiores e
ele desejar permanecer ali e querer romper o laços que os prendem à Terra; porém, dependendo dos
preconceitos e idéias de que acha imbuído pode se enganar.
        O êxtase pode ser natural e espontâneo, provocado por ação magnética, o que é sempre um
grau superior de sonambulismo. A alma (ou Espírito encarnado) não está presa ao corpo físico
como um produto enlatado, irradia-se como luz por meio do bulbo de vidro, e a extensão desta
irradiação provoca estes estados de percepção além dos sentidos físicos. O êxtase pode ocorrer
naturalmente pela introspecção mental sistemática (ordenada, metódica), o que acontece com a
maioria dos “santos” e dos religiosos, como pode acontecer por intermédio de passes magnéticos de
encarnados e desencarnados .(14)

Dupla Vista ou Segunda Vista
        É o estado de emancipação da alma, que se manifesta em estado de vigília. É a faculdade de
ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Os que são dotados dessa faculdade não vêem
pelos olhos, mas pela alma, cuja imagem dos objetos em qualquer parte para onde se transporte é
como uma espécie de miragem.
       É a vista da alma que como faculdade é permanente, mas o exercício, não; ela se desenvolve
pelo exercício do trabalho ao próximo que conduz ao progresso. Pode ocorrer em outras
circunstâncias como moléstias, proximidade de um perigo, uma grande comoção e a emoção
provocam uma super excitação, provocando o desenvolvimento da Dupla Vista. (15)

Bicorporeidade
        Na bicorporeidade, o Espírito afasta-se do corpo, tornando-se visível e tangível. Enquanto
isso, o corpo permanece adormecido, vivendo a vida orgânica.
       “Isolado do corpo, o Espírito de uma pessoa viva pode aparecer como o de uma pessoa
morta, e ter todas as aparências da realidade(...); além disso, pode adquirir uma tangibilidade
momentânea. Esse fenômeno é designado sob o nome de bicorporeidade, que deu lugar às histórias
de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea foi constatada em dois lugares
diferentes”. (16)

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        “Santo Antônio de Pádua, padre italiano canonizado pela igreja católica, Santo Afonso de
Liguori, também foi canonizado e Eurípedes Barsanulfo, espírita mineiro de Sacramento, são
exemplos de Espíritos que, quando encarnados, possuíam, em grau de elevado desenvolvimento,
esse tipo de fenômeno anímico”. (17)
“André Luiz explica a tangibilidade – o Espírito se utiliza de fluidos espirituais, fluidos
ectoplasmáticos retirados dos médiuns e fluidos da Natureza, os quais ele manipula e utiliza para as
materializações tanto do perispírito como de objetos”. (18)
Desdobramento
       É o nome dado à emancipação da alma e bicorporeidade, quando a alma se desprende do
corpo físico estando o encarnado acordado ou não. Sempre acontece com espíritos de encarnados
podendo ser vistos ou não. Dependendo do grau evolutivo, da sintonia vibratória, Espíritos no
desprendimento podem trabalhar arduamente para o bem, como juntar-se a espíritos inferiores por
obsessão ou simples prazer. (19)
Transfiguração
          O fenômeno da transfiguração “consiste na mudança de aspecto de um corpo vivo”. (20)
       “A transfiguração, em certos casos, pode ter por causa uma simples contração muscular, que
pode dar à fisionomia uma outra expressão, a ponto de tornar a pessoa quase irreconhecível” (...)
“Está admitido em princípio, que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências (...);
pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade (...), por uma modificação molecular; que essa mudança
de estado se opera pela combinação de fluidos”. (21)
          A transfiguração é a mudança temporária da fisionomia do médium (...). (22)
       A mais bela transfiguração de que temos notícia foi, sem dúvida, a de Jesus no Tabor. “O
fenômeno que se produziu no monte Tabor, em presença de Pedro, Tiago e João foi uma
formidável manifestação espírita, que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus, afirmar a
sua missão como Cristo, filho de Deus vivo (...). Retomando momentaneamente, diante daqueles
discípulos, por meio da transfiguração, os atributos da natureza que lhe era própria, se bem que
velados ainda, pois de outro modo eles não teriam podido suportar o brilho, Jesus lhes dava uma
idéia de sua grandeza espiritual e da vida gloriada por que eles ansiavam”. (Elucidações
Evangélicas, pg 349 – Luiz Antônio Sayão)
      Segundo o texto evangélico, no momento da transfiguração, o rosto de Jesus “resplandeceu
como o Sol, suas vestes se tornaram brancas como a neve”. (Mateus, 17:1-9)

Telepatia ou Transmissão Oculta do Pensamento
       “A palavra telepatia originou-se de:“Tele” que significa “longe”; “Patheia” que significa
“sensação”. Portanto, telepatia é a transmissão de pensamentos e sensações à distância entre
pessoas encarnadas e desencarnadas”. (23)
       “Por transmissão do pensamento compreende-se a transmissão de palavras, idéias, imagens
de pessoas ou objetos, figuras, desenhos e até emanações fluídicas do corpo espiritual”. (24)
       “Para que possa acontecer o fenômeno telepático, há necessidade de dois agentes
capacitados e treinados a transmitir e receber pensamentos e sensações: um transmissor e um
receptor”. (23)


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       Estudada em Parapsicologia como importante fenômeno de percepção extra sensorial, não
foi catalogada expressamente na Codificação Espírita, onde encontramos expressões com:
“transmissão oculta do pensamento” e “telegrafia humana”.
       Foi estudada pela Ciência, com telepatas encarnados (emissor e receptor) em
compartimentos separados e mesmo bem distantes. A NASA realizou experiências telepáticas
durante vôos espaciais, obtendo bons resultados, provando que a distância não impede a
transmissão do pensamento. Logo, a telepatia é uma realidade admitida pela Ciência.




          FONTES DE CONSULTAS

Curso para dirigentes e monitores de desenvolvimento mediúnico – Silvia Puglia – pagina 103
Curso para dirigentes e monitores de desenvolvimento mediúnico – Silvia Puglia – pagina 104
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 403
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 101
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 425
Manual Pratico do desenvolvimento mediúnico – Eunildo de Carvalho – cap. V
Nos Domínios da Mediunidade – Emersão do Passado – Franc. C. Xavier – André Luiz
Estudando a mediunidade – Martins Peralva – cap XXXVII
Estudando a mediunidade – Martins Peralva – cap XXXVI
Mecanismo da mediunidade – André Luiz – F. C. Xavier – cap XXII
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Pergunta 233
Manual Pratico do desenvolvimento mediúnico – Eunildo de Carvalho – cap. V
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 42
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 433 - 443
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – pergunta 447 - 452
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Pergunta 119
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Pergunta 114 – 119
Nos Domínios da mediunidade – André Luiz – F. C. Xavier – Capitulo 28
Curso para dirigentes e monitores de desenvolvimento mediúnico – Silvia Puglia – pagina 108
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – cap. VII – 122
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – cap. VII – 122- 123
Manual Pratico do desenvolvimento mediúnico – Eunildo de Carvalho – pagina 114
Estudando a Mediunidade – Animismo – Martins Peralva
Nos Domínios da mediunidade – André Luiz – F. C. Xavier – Capitulo 22




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                                          FENÔMENOS MEDIÚNICOS


       O fenômeno em si mesmo, é natural, atestando as potencialidades divinas inerentes ao
homem. Por outro lado, a fenomenologia mediúnica, além de atestar as potencialidades inerentes ao
ser humano, visa despertar a consciência do homem para a Espiritualidade, para o outro lado: a
vida do Espírito”.
       Muitas criaturas querem freqüentar Centros Espíritas apenas para assistir aos fenômenos.
Buscam a mediunidade como um meio de desenvolver poderes de dominação. Isso é um grande
engano. Podemos e devemos desenvolver os nossos dotes mediúnicos, conscientes, porém, de que a
única mediunidade válida é a feita com Jesus, que promove a nossa renovação interior, e desperta a
nossa consciência para a vida espiritual e para a lei de Amor a Deus e ao próximo, utilizando-a em
benefício de outras criaturas.
       Em toda a produção de fenômenos espíritas ou mediúnicos, a participação do médium é
indispensável, consciente ou inconsciente. Em muitos fenômenos, o Espírito do médium participa
desligado parcialmente do corpo físico. Em todos os fenômenos a participação do médium é fato
incontestável, e sem ele os fenômenos não aconteceriam.
        Jesus disse em (Mateus, 10:8) – “Restituí a saúde dos doentes, ressuscitai os mortos, curai
os leprosos, expulsai os demônios. Daí de graça o que de graça recebestes”.
      Restituir a saúde, curar o corpo e o Espírito, por meio da conscientização da criatura
humana em relação ao sentido maior da vida, “é o objetivo do médium”.

                                               REUNIÃO MEDIÚNICA
        “ Uma reunião só é verdadeiramente séria, quando cogita de coisas úteis, com exclusão de
todas as demais. Se os que a formam aspiram obter fenômenos extraordinários, por mera
curiosidade, ou passatempo, talvez compareçam Espíritos que os produzam. Mas os outros (os
sérios) daí se afastarão. Numa palavra, qualquer que seja o caráter de uma reunião, haverá sempre
Espíritos dispostos a secundar as tendências dos que a componham. Assim. pois, afasta-se do seu
objetivo toda reunião séria em que o ensino é substituído pelo divertimento.” (1)
1. Objetivos:
       O principal objetivo é sem dúvida, atestar a sobrevivência e a individualidade do Espírito
após a morte do corpo físico;
          Oportunidade de intercâmbio espiritual entre desencarnados e encarnados;
          Obter esclarecimento quanto à vida no plano espiritual;
       Colaborar no socorro aos Espíritos sofredores proporcionando recursos eficazes no
tratamento antiobsessivo e desobsessivo;
          Receber a ajuda dos Espíritos bons e tutelares: esclarecimentos, orientações, consolações e
curas;
          Comunicar-se com seres queridos já desencarnados;


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        Educar as faculdades mediúnicas por meio do intercâmbio com o plano espiritual do estudo
e do relacionamento com os companheiros encarnados;
       A construção de afeições preciosas no plano espiritual consolidando, assim, as bases da
cooperação e da amizade superior;
          O progresso espiritual pela prática da caridade e do amor ao próximo;
        O auxílio a encarnados e desencarnados no esforço de libertação das teias da ignorância e
do sofrimento;
2. Tipos e finalidades:
       O espírita que deseja participar de uma reunião de intercâmbio mediúnico deve participar de
estudos de conhecimentos doutrinários em cursos específicos, como o estudo da mediunidade que a
casa que freqüenta oferece.
      Após aos cursos teóricos o aluno poderá ser encaminhado para trabalho de intercâmbio
mediúnico.
      Existem 4 tipos e vamos relacioná-los:
          2.1. Reunião de prática mediúnica ou desenvolvimento
          É uma reunião privativa, destinada ao aperfeiçoamento da faculdade mediúnica.
          2.2. Reunião de Desobsessão
       É uma reunião privativa de auxílio e esclarecimento a Espíritos encarnados e desencarnados
envolvidos em processos obsessivos.
         2.3. Reunião de Assistência Espiritual
        É uma reunião que pode ser privativa ou pública, destinada à explanação da Doutrina
Espírita à luz do Evangelho. Vamos relaciona-las:
2.3.1. Publica
Passe
Palestra pública doutrinária
Atendimento fraterno - orientação, captação
2.3.2. Privada
Auxílio a desencarnados
Irradiação mental
         2.4. Reunião de Efeitos físicos
As reuniões de manifestações físicas são raras nos dias atuais.
3. Papel dos participantes encarnados
A equipe de encarnados que compõem um grupo mediúnico é comumente formada pelos seguintes
participantes;




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          3.1. Dirigente ou coordenador da reunião e substituto
          Devem possuir ou se esforçar por adquirir as seguintes qualidades:
Conhecimento doutrinário espírita e evangélico;
Moralidade;
Sintonia com plano espiritual;
Equilíbrio emocional e afetivo na condução da reunião;
Saber administrar conflitos e entender as diferenças individuais dos membros da equipe;
Capacidade de liderança.
          3.2. Médiuns esclarecedores ou dialogadores (Doutrinadores)
        Devem possuir boa formação espírita e evangélica, porque são os orientadores da
assistência aos espíritos sofredores desencarnados. Serem principalmente amorosos.
          3.3. Médiuns
       O médium independentemente do tipo ou grau de mediunidade de que é portador, deve se
esforçar através do estudo e da sua moral, para realizar o trabalho proposto.
          3.4. Equipe de Apoio
       Geralmente é constituída por colaboradores que não possuem mediunidade ostensiva.
Colaboram de forma fundamental para o bom andamento da reunião, através da manutenção da
corrente mental e fluídica.
       Dessa forma, emitem bons pensamentos e irradiam sentimentos elevados favoráveis à
criação de uma atmosfera fluídica propícia ao intercâmbio mediúnico.
4. Os participantes desencarnados
       “ Sempre que um grupo de pessoas se reúne para trabalho de natureza mediúnica, um grupo
correspondente de Espírito se aproxima.
       Todos nós temos, no mundo espiritual, companheiros, amigos e guias, tanto quanto
desafetos e obsessores em potencial ou em atividade. Teremos que aprender a trabalhar com ambos
os grupos”. (2)
       Os espíritos que comparecem a uma reunião mediúnica podem se classificar em dois
grupos:
          4.1. Espíritos sofredores
       Existem os que vão às reuniões por vontade própria e há aqueles que são conduzidos pelos
benfeitores espirituais.
          4.2. Espíritos esclarecidos
Dirigente espiritual;
Mentores de cada um;
Atendente de pedidos (escritos ou preces diretas);
Assistentes;
Auxiliares magnéticos;
Parentes dos presentes (quando permitido);
Médicos (quando necessário);
Os presentes nas reuniões dependem da natureza e necessidade do trabalho.


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5. Características de uma reunião de intercâmbio espiritual privativas
          5.1. Condições gerais de funcionamento
O bom comportamento denota conscientização do médium, e permite um trabalho eficaz;
Temos que ter postura de verdadeiros cristãos;
Uma sessão mediúnica não acaba com complexos dramas que atravessam os séculos;
O que resolve é a mudança de atitude dos envolvidos. O trabalho mediúnico é útil, à medida que
auxilia todos os envolvidos;
Nós temos uma só obrigação, a “Transformação”;
                    5.1.1. Horário
       Pode-se definir o horário de até 2 horas para a realização total da reunião: desde a prece de
abertura, estudo, radiações, mensagens do mentor, manifestação dos sofredores, prece de
encerramento até a avaliação da reunião. O numero de reuniões, geralmente, é de uma vez por
semana.
                    5.1.2. Pontualidade
       É recomendável que todo participante da equipe chegue mais cedo, antes do inicio da
reunião.
       Deve ser observada no início e no final de cada reunião, porque os mentores do alto têm
todo o seu tempo distribuído em atividades de auxílio.
                    5.1.3. Número de participantes
        A equipe deve ser de no Máximo 25 pessoas e no mínimo 6 pessoas.
        Esta questão de número, no entanto é relativa. O fundamental mesmo é que seja o grupo
constituído de elementos simpáticos entre si.
                    5.1.4. Ausências
       O médium só deve faltar por razões sólidas, porque a equipe precisa de cada um dos
componentes. É feito um planejamento antes pela espiritualidade e eles contam com a sua
colaboração.
       As faltas devem ser comunicadas com maior antecedência possível ao dirigente encarnado
do trabalho.
      Não podemos nos esquecer que somos peças importantes.
                    5.1.5. Preparação
ao acordar
     Cultive atitude mental digna, desde a hora do despertamento físico, seja por meio de prece ou
pelo acolhimento de idéias de natureza superior.
durante o dia
          Evite discussões, buscando a serenidade íntima;
       Alimente-se sem abusos, evitando álcool, temperos excitantes, alimentos pesados, de forma
que as energias do organismo não sejam direcionadas exclusivamente para os órgãos digestivos;
       Faça pequeno repouso físico e mental pouco antes da reunião; entre em sintonia com
benfeitores espirituais, por meio da prece e da meditação;
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no local das reuniões, antes do início
          Seja pontual e assíduo; não chegue atrasado, não falte ao trabalho;
          Adote posição respeitosa no falar, no vestir e no comportar-se;
          Não dê gritos, não dê gargalhadas, não faça algazarra;
        Mantenha-se em discrição, sem grandes movimentações; lembre-se: o local de reuniões
assemelha-se a um hospital, onde existem enfermos, credores de atenção, de carinho e de respeito;
não converse banalidades ou qualquer assunto inoportuno, incompatíveis com a seriedade do
ambiente, tais como anedotas, críticas, queixas, apontamentos irônicos, comentários escandalosos,
etc...;
na hora da reunião
          Mantenha postura serena;
      Procure sintonizar-se com os benfeitores espirituais, adotando atitude de relaxamento
emocional; liberte-se das tensões, a começar pela maneira correta e calma, ao sentar-se na cadeira;
        Esforce-se para não dormir nas reuniões; o sono pode ser produto do cansaço físico, da ação
de entidades desencarnadas; ou uso de medicamentos;
após a reunião
        Procure manter o clima de equilíbrio psíquico obtido na reunião, por meio de pensamentos e
de atitudes voltadas para o bem.
        Quando formos embora não podemos esquecer de manter a sintonia pois somos assistidos
até começar a outra tarefa que é a hora do sono.
        A preparação não deve ser feita somente no dia do trabalho, mas sempre, porque a
preparação só no dia seria insuficiente e ineficaz, pois assim não estaremos mudando nossas vidas
ou seja mudando de hábitos, mas apenas alterando atitudes, momentaneamente.
       Devemos estar sempre vigilantes, pois no dia poderá acontecer algum imprevisto, e você
não conseguirá manter-se equilibrado. (3)
                    FONTES DE CONSULTAS
          1. O Livro dos Médiuns – cap. 29 item 424 Allan Kardec
          2. Dialogo com as Sombras – As Pessoas- Os Orientadores – Hermínio de Miranda
          3. Curso de Educação Mediúnica – FEB
          4. Estante da Vida- F. Candido Xavier- pelo Espírito do Irmão X




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                        FENÔMENOS MEDIÚNICOS INTUITIVOS


        “Todos os homens participam dos poderes da intuição. No divino tabernáculo da
consciência, e todos podem desenvolver suas possibilidades nesse sentido, no domínio da elevação
espiritual. Não são fundamentalmente necessárias as grandes manifestações fenomênicas da
mediunidade para que se estabeleçam movimentos de intercâmbio entre planos visível e invisível.”
(1)
        Em O Livro dos Médiuns, em se tratando de médiuns psicógrafos, Kardec explica a
mediunidade de intuição. Assim ele se expressa:
        “A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do Médium, ou melhor,
de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado.” (2)
        Se a intuição ocorre no médium psicógrafo, por exemplo, o Espírito comunicante não atua
sobre a sua mão; “não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob
esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. (...) Nessa situação, o médium tem consciência do
que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo”.
(2)
        A intuição se manifesta ou se concretiza todas as vezes que uma mensagem telepática é
captada pela nossa mente independentemente de sermos portadores de mediunidade ostensiva.
       “O médium intuitivo age como faria um interprete. Este, de fato, para transmitir o
pensamento, precisa compreendê-lo, apropria-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e,
no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do
médium intuitivo.” (2)
      Na mediunidade intuitiva, “torna-se freqüentemente difícil distinguir o pensamento do
médium do que lhe é sugerido, o que leva muitos médiuns deste gênero a duvidar da sua faculdade.
Podem reconhecer-se os pensamentos sugeridos pelo fato de não serem nunca preconcebidos; eles
surgem à proporção que o médium vai escrevendo (psicógrafos) (...)” (3)
       É preciso que o médium se empenhe em desenvolver determinadas habilidades para que ao
longo do tempo, adquira o discernimento próprio.
        O desenvolvimento da intuição seguirá um curso progressivo por meio de ações voltadas
para o “estudo perseverante, com o esforço sincero e a meditação sadia (...).” (11)




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                   FENÔMENOS MEDIÚNICOS DE INSPIRAÇÃO


        “Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento,
comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria de médiuns
inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de
que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é
mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que,
sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero.” (5)
        “Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração; a diferença consiste em
que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade e pode aplicar-se ao que esteja
fora das capacidades intelectuais do médium; por intuição pode este último tratar de um assunto
que lhe seja completamente estranho. A inspiração se estende por um campo mais vasto e
geralmente vem em auxilio das capacidades e das preocupações do Espírito encarnado. Os traços
da mediunidade são de regra, menos evidentes.” (12)
        Na inspiração há uma comunicação telepática entre dois Espíritos (13)
        “Todos os homens são médiuns, todos têm pois essa voz interior (...) e chegueis
progressivamente a ouvir o vosso Anjo de guarda, que vos estende a mão do alto do céu (...) a voz
interior que fala ao coração é a voz dos bons Espíritos.” (14)

       Muitos homens escutam essa voz interior. E a inspiração. Eles escrevem livros, poesia,
pintam, descobrem leis físicas, químicas, vacinas, medicamentos, etc.. Assim foram Sócrates,
Pasteur, Sabim, Joana Darc e tantos outros.
       A inspiração se verifica muitas vezes, com relação às mais comuns circunstâncias da vida.
Por exemplo, se queres ir alguma parte: uma voz secreta te diz que não o faças, porque correra
perigo; ou, então, te diz que faças uma coisa em que não pensavas. É a inspiração. Poucas pessoas
há que não tenham sido mais ou menos inspiradas em certos momentos.” (6)
       E, às vezes, é dada aos médiuns inspirados a capacidade de preverem acontecimentos
futuros. O que pode ocorrer durante a vigília e o sono, pelos sonhos.
        “Pode dar-se que o Espírito preveja coisas que julgue conveniente revelar, ou que ele tem
por missão tornar conhecidas; porém, nesse terreno, há ainda mais a se desconfiar dos Espíritos
enganadores, que se divertem em fazer previsões. Só o conjunto das circunstancias permite se
verifique o grau de confiança que elas merecem.” (7)




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           FENÔMENOS MEDIÚNICOS DE PRESSENTIMENTOS



       “O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm essa
faculdade mais ou menos desenvolvida (...). Pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns
de pressentimentos, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados.” (8)
        A mediunidade de pressentimento, apesar de ser considerada uma variedade da
mediunidade de inspiração, pode ser confundida com esta, porque se torna difícil estabelecer um
limite onde uma começa e a outra termina.
       Algumas pessoas que têm essa faculdade mais desenvolvida sentem que, durante o
pressentimento, ocorre o fenômeno de dupla vista ou outro similar. (8) Outros médiuns recebem
comunicações ocultas ou veladas dos Espíritos, uma espécie de lembrança. (8) (9)
          O pressentimento pode ocorrer de forma coletiva ou individualmente.
          “É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que nos quer bem (10)



               FONTES DE CONSULTAS

Caminho Verdade e Vida – Instruções- Item 156 – F. C. Xavier- Pelo Espírito Emmanuel
O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 180 – Allan Kardec
Obras Póstumas – 1o- parte – Item 50 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 182 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 183 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 26 – Item 289 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184 – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos –Pergunta 524 – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Pergunta 522 – Allan Kardec
O consolador – q. 122 – Francisco Cândido Xavier
Obras Póstumas – 1a- parte – Item 50 -p. 65 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – cap. 18 –225 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Cap. 31 – item 10 - Allan Kardec




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                          FENÔMENOS MEDIÚNICOS PELA VOZ


       A comunicação mediúnica comum nos dias de hoje, que se manifesta por meio da voz
recebe o nome genérico de “Psicofonia” ou outro, menos apropriado, de incorporação.
      Allan Kardec chama os médiuns psicofônicos de médiuns falantes. “Neles, o Espírito
(comunicante) atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes.”
(1)
       Psicofonia “é a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do
encarnado, transmitir a palavra audível a todos que presentes se encontrem.” (2)
       A palavra incorporar significa dar forma corpórea, juntar num só corpo, dar unidade,
introduzir, embeber, entrar a fazer parte, juntar-se.
       Devido ao significado da palavra, muitas pessoas acham que o espírito comunicante “entra”
no médium para falar e agir. A palavra não está bem empregada.
        O que acontece, então, é uma aproximação do espírito comunicante com o médium. O
perispírito do médium e o perispírito do comunicante se encontram, permitindo assim o
intercâmbio. Ou seja, é necessária a união de ambos para que a “incorporação” aconteça.
        Ensina J. Herculano Pires em seu livro Mediunidade, que o ato mediúnico é o momento em
que o Espírito comunicante e o médium se fundem na unidade psico-afetiva de comunicação. O
Espírito aproxima-se do médium e se envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações
irradiam-se do seu corpo espiritual, atingindo o corpo espiritual (perispírito) do médium. A esse
toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium.
Realiza-se a fusão fluídica. Cada um assimila um pouco do outro (…) (12)
       “Para que um Espírito se comunique, é mister se estabeleça a sintonia da mente encarnada
com a desencarnada. Essa realidade é pacífica. É necessário que ambos passem a emitir vibrações
equivalentes; que o pensamento e a vontade de ambos se graduem na mesma faixa vibratória.” (13)
      Para melhor entendermos a psicofonia, isto é a mensagem de uma entidade através do
médium, precisamos entender o “Circuito Mediúnico”. (14)
      André Luiz compara o “Circuito Mediúnico” ao “Circuito Elétrico” que encerra um
condutor de ida e outro de volta da corrente elétrica. Como se processa?
        O Espírito “emissor”, projeta seus pensamentos em forma de ondas magnéticas, sonoras e
coloridas e as idéias em forma de ondulações são recebidas pelo médium – “receptor”, as idéias são
interpretadas, ampliadas, trabalhadas e retransmitidas através do cérebro físico, do sistema nervoso,
pela comunicação oral ou escrita.
        A união das correntes mentais chama-se “circuito mediúnico”, que se dá através da sintonia
e por afinidade, do Espírito para o médium e vice-versa.
       Em se tratando da forma ou graus pela qual a faculdade mediúnica da Voz se expressa, a
Codificação Kardequiana nos apresenta as seguintes classificações:
1. Psicofonia sonambúlica ou inconsciente:
       Nessa condição, o “médium falante geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e
muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos

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e, até, fora do alcance de sua inteligência (atual). Embora se ache perfeitamente acordado e em
estado normal, raramente guarda lembranças do que diz. Em suma, nele, a palavra é um
instrumento de que se serve o Espírito(...)” (1)
        Não existe ligação com a corrente nervosa do médium, o espírito dá a comunicação sem se
ligar ao cérebro físico do médium. Portanto não existe registro de comunicação nos centros de
memória. O espírito age diretamente no órgão da palavra. Que se dá através do pensamento.
      Na mediunidade sonambúlica ou inconsciente, o médium se desvencilha do corpo físico,
como quem se entrega a um sono profundo. Ao fazer o desdobramento da sua personalidade, ele, o
médium passa a utilizar-se do seu cérebro perispiritual, mantendo-se ligado ao seu corpo pelo
chamado cordão fluídico espiritual. (3)
      Para melhor compreendermos a mediunidade psicofônica sonambúlica, é importante que
saibamos fazer a distinção entre o sonambulismo propriamente dito (fenômeno anímico) e a
mediunidade sonambúlica, fenômenos que se assemelham, mas que não são iguais.
        Sonambulismo é uma faculdade anímica caracterizada por “um estado de independência do
Espírito, mais completo do que o sonho, estado em que maior amplitude adquirem suas
faculdades.” Nessas circunstâncias, por se tratar de uma manifestação psíquica anímica, “o
sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é a sua alma que, nos momentos de
emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos.” (4)
        Na mediunidade sonambúlica, ocorrem, simultaneamente, duas ordens de fenômenos: o
sonambulismo propriamente dito, que é desdobramento da personalidade do médium, e a
manifestação de uma entidade espiritual, que utiliza o aparelho fonador do médium em questão
para se comunicar.
       O médium está sempre consciente e atento, assim pode interromper a comunicação quando
achar necessário.
       O médium sonambúlico deve-se esforçar, mais do que outro médium, para conquistar
valores morais, a fim de não ficar a mercê de entidades espirituais, desarmonizadas com o bem.
       O médium invigilante pode se deixar dominar pela entidade, visto, não dispor de outros
meios de controle que não sua moralidade. .
       Psicofonia inconsciente, é missão, programa muito exigente, pois implica em necessidade
de aprimoramento moral, pois a superioridade moral é a chave para um lindo desempenho
mediúnico. (3)
2. Psicofonia consciente ou intuitiva:
      O espírito comunicante age sobre a corrente nervosa do médium e apossa-se
temporariamente de seu órgão vocal. (3)
          Existe um arquivo automático da comunicação nos centros da memória consciente. (cérebro
físico)
          Toda comunicação fica arquivada no centro de memória do médium. (3)
        Pode existir uma consulta à memória consciente do médium, a fim de se encontrar uma
palavra ou expressão que seja útil para o bom entendimento da mensagem. Freqüentemente,
ouvimos o espírito comunicante usar expressões de uso do médium, através desta consulta, e dizer
qual foi à fonte de consulta: a memória do médium.

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       Se falta ao manifestante a palavra ou expressão adequada, ele precisa buscá-la no
“dicionário verbal” do médium, sem que um invada a memória alheia (inconsciente).
      O médium e o espírito comunicante formam um consórcio momentâneo onde o
comunicante é ação, mas o médium personifica a vontade. (7)
      O médium conhece as palavras “na formação”; assim, sabendo de antemão o que o
comunicante vai dizer, (caso seja necessário) pode frustrar qualquer abuso. (7)
          Na comunicação com espíritos:
Superiores, poderá se dar com maior suavidade, o comunicante sente-se mais a vontade.
Inferiores, poderá ser impactante para o médium.
        Esta ligação da corrente nervosa do médium e do espírito comunicante, faz com que:
-Médium – Sinta todas as sensações do espírito, como dores físicas, tristeza, aflições, mal estar,
excitação. etc... Nem sempre o médium vê com clareza pois está se esforçando para manter e
preservar suas energias.
-Espírito – Revive seus próprios sentidos e deslumbra-se. Consegue enxergar, ouvir, raciocinar e
sentir as sensações do médium (importância do sentimento de amor).
Pneumatofonia ou voz direta
        “Dado que podem produzir ruídos e pancadas, os Espíritos podem igualmente fazer que se
ouçam gritos de toda espécie e sons que imitam voz humana, assim ao nosso lado, como nos ares.
A este fenômeno é que damos o nome de pneumatofonia.” (5)
      “Os sons espíritas, os pneumatofônicos se produzem de duas maneiras distintas: às vezes, e
uma voz interior que repercute no nosso foro íntimo, não tendo, porém de material as palavras,
conquanto sejam claramente perceptíveis; outras vezes, são exteriores e nitidamente articuladas,
como se proviessem de uma pessoa que estivesse ao nosso lado.”
      “De um modo, ou de outro, o fenômeno de pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só
raramente pode ser provocado” (6)
      O fenômeno de pneumatofonia ocorre raramente e devido às características próprias da
manifestação do fenômeno, está mais relacionado à mediunidade de efeitos físicos.



4. Médiuns de xenoglossia
       A palavra xenoglossia ( xeno = diferente, estrangeiro + glosso = língua) significa a
capacidade de falar em língua estrangeira. Os médiuns que transmitem mensagens dos Espíritos em
línguas diferentes da língua pátria, são chamados médiuns poliglotas. É um tipo muito raro de
mediunidade. (10)
       É importante considerarmos que a mediunidade de xenoglossia não apresenta utilidade de
ordem prática, sobretudo se as pessoas desconhecem a língua em que o Espírito se manifesta.
Demonstra, no entanto, uma comprovação da existência e da sobrevivência do Espírito. O médium,
por outro lado, só tem condições de transmitir a mensagem em língua estrangeira quando ele tem
domínio desta, por aquisição na presente existência ou em reencarnações anteriores.
       O “Espírito que se quer comunicar compreende, sem dúvida, todas as línguas, pois que as
línguas são a expressão do pensamento e é pelo pensamento que o Espírito tem a compreensão de
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tudo; mas, para exprimir esse pensamento, torna-se-lhe necessário um instrumento e este é o
médium. (...)”.
        Um médium, que apenas saiba o francês, poderá, acidentalmente, dar uma resposta em
inglês, por exemplo, se ao Espírito apraz fazê-lo.” (11)
      Alguns conceitos importantes:
Passividade
Dar passividade não é entregar-se totalmente aos espíritos manifestantes para o que der e vier.
É sim receber uma comunicação sem resistência e transmiti-la fielmente, isto é dever do médium
responsável. Kardec diz que a passividade nem sempre é tão completa.

Filtragem
Ex. Um filtro de água faz a retirada de detritos que porventura estão presentes, não deixando passar
por ele, e este não acrescenta nada a água.
Quando se fala de filtragem da mensagem, quer dizer não acrescentar nada a mensagem.
O médium deve filtrar o que o espírito diz, (caso seja necessário), não deixando passar
“impurezas”, ou seja, palavrões, etc... Do mesmo jeito que o médium deve ter controle, não
permitindo gestos bruscos e agressões que prejudicam não só o ambiente mais ele próprio.




          FONTES DE CONSULTAS

O Livro dos Médiuns Capiíulo 14 – Item 166 – Allan Kardec
Estudando a mediunidade – Capítulo 9 – Martins Peralva
Nos Domínios da Mediunidade – Capitulo 6 – F.C.Xavier – André Luiz
O Livro dos Espíritos – Q.425 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capítulo 12 – Item 150 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capítulo 12 – Item 151 – Allan Kardec
Nos Domínios da Mediunidade – Capítulo 6 – F.C.Xavier – André Luiz
Nos Domínios da Mediunidade – Capítulo 8 – F.C.Xavier – André Luiz
Revista Espírita- Jornal de Estudos Psicológicos – Allan Kardec
Livro dos Médiuns Capítulo 14 – Item 191 – Allan Kardec
Livro dos Médiuns Capítulo 19 – Item 224 – Allan Kardec
Mediunidade – J. Herculano Pires – Cap. V
Estudando a mediunidade – Capítulo 10 – Martins Peralva
Mecanismo da Mediunidade – Capítulo 6 – F.C.Xavier – André Luiz




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R. Dr. João Alves dos Santos, 770 – Campinas – SP – 13093-431
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                       FENÔMENO MEDIÚNICO PELA ESCRITA


        Nas primeiras experiências sobre a mediunidade, no início da codificação, as mesas
 girantes, as cestinhas nas quais o lápis era atado à cesta ou a prancheta, não se pode duvidar que
 havia uma ação inteligente exercida pelo espírito comunicante diretamente sobre estes objetos.
1.Tiptologia ou Sematologia

        É linguagem dos sinais e das pancadas, por meio dos efeitos físicos.
        A tiptologia também é conhecida como sematologia, do grego sema, semalo, que significa
“sinal”, e de logos, que significa “estudo, discurso”. É a transmissão do pensamento dos Espíritos
por intermédio de sinais, pancadas, golpes vibrados ou movimento de objetos, que é mesma coisa
que tiptologia.
        A tiptologia é um fenômeno mediúnico de efeitos físicos e pode ser produzida tanto por
pessoas dotadas de forte poder de pensamento, como por Espíritos. Esse tipo de comunicação
evoluiu das pancadas, onde uma mesa batia respondendo “sim” e “não”, mediante convencionado
número de palavras, para a tiptologia alfabética, a qual o Espírito utilizava letras do alfabeto.
        Allan Kardec pergunta aos Espíritos: “Como pode um Espírito produzir o movimento de um
corpo sólido? Combinando uma parte do fluido universal com o fluido próprio àquele efeito, que o
médium emite.” (11)
        Kardec quis mostrar que as comunicações quando necessárias podem se dar através dos
efeitos físicos e também provar que por trás de todo efeito físico existe um efeito inteligente, ou
seja, um Espírito mandando uma mensagem para os encarnados.
        Foi pela psicografia que Allan Kardec deixou as Obras básicas da Codificação, usando de
início a “cestinha de vime”, nas quais lápis era atado à cesta ou à prancheta, portanto, não se pode
duvidar que havia uma ação inteligente exercida pelo Espírito comunicante diretamente sobre esses
objetos.
2. Psicografia
Allan Kardec utilizou a palavra psicografia para indicar a forma de os Espíritos se comunicarem
por meio da escrita. (10)
Podemos classificar como direta e indireta
a. Psicografia direta- é a transmissão do pensamento do Espírito mediante a escrita feita com as
mão do médium.
b. Psicografia indireta- A vontade do Espírito e sua idéia são transmitidas através do movimento
das pranchetas ou cestas que são impulsionadas a escrever, com a colaboração maior ou menor do
ectoplasma dos médiuns de efeitos físicos. A mão do médium não toca o lápis, o qual se mantém
preso a uma prancheta ou cesta. O médium apóia os dedos nas bordas da cesta para que a escrita se
concretize. (Tiptologia)
       A psicografia é uma forma de “incorporação parcial”, em que o médium permanece
“consciente e inconsciente”. O Espírito atua no centro cerebral que comanda e utiliza o braço do
médium para dar a comunicação.
       A codificação da Doutrina é a maior divulgação, através das obras psicografadas, que
atestam a importância desta modalidade.


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       Allan Kardec gostava de testar as informações psicografadas por diferentes médiuns, dos
pontos mais delicados e controversos da doutrina, então em trabalho de codificação. As mensagens
eram produzidas em diversos locais e por diferentes médiuns, porém tratavam dos mesmos temas e
traziam as mesmas afirmações.
        Podemos realizar trabalho semelhante se desejamos, por exemplo, aprimorar nosso
conhecimento sobre tal ou qual espírito comunicante, comparando várias mensagens deste mesmo
espírito comunicante, psicografadas por diferentes médiuns.
         Os aspectos afinidade e sintonia, valem também aqui, como não poderia deixar de ser,
porém como na psicografia vemos “parcerias” duradouras (André Luís e Chico, Lúcius e Zibia,
etc..), a afinidade e a sintonia devem nestes casos, ser consideradas como fundamentais para o
trabalho contínuo de um comunicante e seu parceiro médium, quando as comunicações ganham um
caráter freqüente.
        Não há dúvida, porém, de que no meio de uma ampla safra de obras mediúnicas do melhor
calibre há muita literatura de segunda classe e livros francamente inaceitáveis. Mas é bom lembrar
que o falso não destrói o autêntico, apenas tenta imita-lo, com o que reforça, por contraste, a
autenticidade do genuíno.
        A psicografia via de regra, não é utilizada para atendimento á entidades necessitadas, por se
tornar um trabalho moroso e pouco produtivo, em que às entidades, necessitadas não têm condição
de se expressarem pela voz e conversar com o doutrinador da forma como vemos na psicofonia.
       Entendemos que “a faculdade psicográfica deve ser desenvolvida pelo exercício. Quanto
mais o médium psicógrafo se exercita, mais aprimorada e eficiente se torna a faculdade de escrever
mediunicamente. A princípio, o médium escreve pequenas frases. Com a continuação e
perseverança, surgem os textos dissertativos, as mensagens mais ou menos longas e até livros.” (2)
      Esta faculdade é mais suscetível de se desenvolver pelo exercício. Mas se não existir o
germe da faculdade, nada poderá acontecer.
          Allan Kardec dividi os médiuns psicógrafos em três categorias:
 2.1. Psicografia Mecânica
       O espírito exprime seus pensamentos agindo diretamente sobre a mão do médium. Os
 movimentos independem da vontade do médium, funcionam sem interrupção até que a mensagem
 termine. A principal característica deste tipo de psicografia é que o médium tem total
 inconsciência do que escreve.(6)
           Esta faculdade permite a independência maior do pensamento do Espírito que escreve. O
 papel do médium mecânico é o de uma máquina, mas para que ele sirva de intermediário a
 Espíritos evoluídos é preciso que seu ascendente moral se verifique.
       Este tipo de mediunidade de psicografia mecânica pura é rara. Quando o espírito não quer
 mais dar a comunicação, a mão se imobiliza e o médium, qualquer que seja o seu poder ou força
 de vontade não consegue obter mais nem um palavra escrita.
        Lembrar sempre que o médium e o comunicante realizam um trabalho em parceria é
 importante, pois ao médium coube a seleção de entidade pela afinidade de pensamentos ou a
 confirmação da realização de missão previamente combinada com o comunicante ainda no plano
 extra corpóreo.


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2.2. Psicografia Intuitiva
       O espírito se comunica através do médium que recebe a mensagem a nível consciente e
 escreve com as suas palavras, como um interprete. (3)
        O espírito comunicante não atua sobre a mão para fazê-la escrever. Não a toma, não a guia.
 Ele age sobre a alma com a qual se identifica. A alma sob esse impulso dirige a mão e a mão dirige
 o lápis.(8)
        O médium deve entender o pensamento sugerido, compilá-lo e traduzi-lo para o papel. A
 cultura do médium é particularmente importante à medida em que a escolha das melhores palavras
 ao seu alcance na interpretação da idéia pode facilitar o entendimento da comunicação.

       O médium, tem consciência do que escreve, e é naturalmente levado a duvidar da sua
 faculdade: não sabe se a escrita é dele mesmo ou de outro espírito. Mas ele não deve
 absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida.
        Uma boa experiência para o médium intuitivo, quando este tem dúvidas sobre sua
 participação anímica, é ler o que escreveu, depois. Freqüentemente, verificar-se-á que muito do
 que ali está não é dele e deve portanto dar continuidade à sua habilidade, observando e
 comparando sempre até que a dúvida se dissipe com a experiência.

 2.3. Psicografia Semi-Mecânica
       É uma composição dos dois itens anteriores. Os médiuns semi-mecânicos sente o impulso
 dado á mão, como o mecânico, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve à medida
 que as palavras se formam. (4)
- No médium mecânico, o movimento da mão independe de sua vontade.
 O pensamento segue o ato de escrever.
- No médium intuitivo o movimento é voluntário e facultativo.
 O pensamento precede o ato de escrever.
- No médium semi-mecânico o pensamento acompanha o ato de escrever.
Algumas Dúvidas:
Letra
        A letra legível e bonita não é sinônimo de espíritos superiores.
        Quando a escrita é habitualmente ilegível, mesmo para o médium, quase sempre pode torná-
la nítida, por meio de exercícios freqüentes.
        Nos médiuns puramente intuitivos, isto não ocorre, porque o Espírito apenas atua, sobre o
pensamento, sendo a mão dirigida pela vontade do médium. Diz Kardec que “a mudança de
caligrafia não é condição absoluta na manifestação dos Espíritos, mas decorre de uma aptidão
especial, de que os médiuns mais decisivamente mecânicos nem sempre são dotados. Designamos
os que a possuem por “médiuns polígrafos”. (7)

Mudança de caligrafia
      Só acontece com os médiuns mecânicos e semi- mecânicos porque o movimento da mão é
involuntário e dirigido pelo espírito. Pode acontecer que a mesma caligrafia se repita sempre com
o mesmo espírito e, às vezes, é idêntica à que ele tinha em vida.
          Mas muitas vezes somente a assinatura é própria do espírito quando encarnado.

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        Mas a uniformidade da escrita, mesmo num médium mecânico, nada prova absolutamente
 contra a sua faculdade, pois a mudança de caligrafia não é condição absoluta na manifestação dos
 espíritos, mas decorre de uma aptidão especial, de que os médiuns mais decisivamente mecânicos
 nem sempre são dotados.
      Designamos os médiuns polígrafos ou xenografia, são os que escrevem em língua estranha à
 do médium e freqüentemente, ignorada por este. (9)
3. Pneumatografia ou escrita direta
        “A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário
algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento da espírito, mediante a
escrita feita com a mão do médium.” (5)


       A escrita direta se produz espontaneamente, sem o concurso nem da mão do médium, nem
do lápis. Pode aparecer mesmo numa folha de papel dobrado dentro de uma gaveta que não tenha
sequer um lápis. Encontra-se escrita no papel, como se tivesse sido depositada sobre ele, não se
sabendo de onde pode o Espírito ter tirado o material para a escrita. (1)

Psicopictografia

          Mediunidade artística expressa através da pintura.
          Verificar em fenômenos mediúnicos artísticos.

FONTES DE CONSULTAS

O Livro dos Médiuns – capítulo 8- Item 127 e 128 – Allan Kardec
Do ABC ao Infinito – Psicografia direta – p. 178 - José Náufeu
O Livro dos Médiuns – capítulo 13- Item 180 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – capítulo 15- Item 181 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – capítulo 12- Item 146 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Item 179 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Item 180 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Item 221 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – capítulo XVII item 219 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – capítulo VIII tem 127-128 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – capítulo IV – item 74 – Allan Kardec




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                             FENÔMENOS MEDIÚNICOS VISUAIS


       De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes, sem contestação possível, são
aquelas por meio das quais os Espíritos se tornam visíveis.” (1)
       De uma forma ou de outra, os encarnados têm oportunidade de ver Espíritos que já não
possuem um corpo físico: no sono, nos fenômenos de materialização e na vidência.
       A vidência é a faculdade mediúnica de ver Espíritos, estando o médium acordado. (1)
        Para alguns estudiosos, a designação da mediunidade específica de ver Espíritos, é a
Vidência. Mas é também utilizada para indicar a faculdade de clarividência. É a visão hiperfísica,
ou seja, além dos limites dos sentidos físicos.
          Médiuns Vidente
        Segundo André Luiz, o mecanismo que preside os fenômenos de vidência e audiência se
faz: “Pela associação avançada dos raios mentais entre a entidade e o médium dotado das mais
amplas percepções visuais-auditivas: a visão e a audição se fazem diretas, do recinto exterior para o
campo íntimo, graduando-se, contudo, em expressões variadas. Atuando sobre os raios mentais do
médium, o desencarnado transmite-lhe quadros e imagens (...) ou lhe comunica vozes e sons,
utilizando-se da cóclea (ouvido interno) (...)”
        Logo, “a vidência, assim como a audiência, decorre da atuação de uma entidade espiritual
sobre os raios mentais do médium, de modo a provocar-lhe a percepção de imagens e de sons com
a utilização dos sentidos orgânicos. É, por conseguinte, a transmissão a estes, de quadros, imagens
e sons, por meio de estímulos adequados, semelhantes aos que causariam aos sentidos materiais a
refração da luz e a produção de ondas sonoras.” (11)
        “Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com
uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto,
Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos, pode sofrer modificações que o tornem
perceptível à vista (...).” “Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e
não de uma causa física exterior (...). Quando o Espírito nos aparece, é que pôs o seu perispírito no
estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isso, não basta a sua vontade, portanto a modificação do
perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar do médium. (...) Assim não
basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vê-lo; é
necessário que os dois fluidos possam combinar-se, para que entre eles haja uma espécie de
afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante
para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras
condições que desconhecemos. É necessário, enfim, que o Espírito tenha permissão de se fazer
visível a tal pessoa.” (2)
       “Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver Espíritos. Alguns gozam dessa
faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do
que viram. E outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. (...) Na
categoria dos médiuns videntes se podem incluir todas as pessoas dotadas de dupla vista. A
possibilidade de ver em sonhos os Espíritos resulta, sem contestação, de uma espécie de
mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama médium vidente.” (1)

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       A ponto de julgar que está vendo por meio dos olhos físicos. “Na realidade, é a alma quem
vê e prova que pode ver com os olhos fechados” (4)
       “Os olhos e ouvidos materiais estão para a vidência e para a audição como óculos estão para
os olhos e o ampliador de sons para o ouvido – simples aparelho de complementação. Toda
percepção é mental.” (2) (4) “Ainda mesmo no campo das impressões comuns, embora a criatura
empregue os ouvidos e os olhos, ela vê e ouve com o cérebro e, apesar de o cérebro usar as células
do córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem vê e ouve, na realidade, é a mente.”
(7)
         “Certos sensitivos só obtêm a visão por meio de objetos em que se concentra o pensamento
dos Espíritos sob forma de imagens ou quadros, como, por exemplo, um copo d’água, um espelho,
um cristal. Quando o Espírito é impotente para fazer vibrar o cérebro do médium ou provocar uma
exteorização suficiente (desdobramento), impregna de fluidos os objetos que acabamos de indicar;
faz, pela ação da vontade, aparecerem imagens, cenas muito nítidas, que o sensitivo descreverá em
suas menores particularidades e que outros assistentes poderão igualmente ver” (9)
       Segundo alguns estudiosos a vidência se divide em: Vidência ambiente ou local, Vidência
no espaço ou espacial, vidência no tempo ou temporal.
 Médiuns Clarividentes
      “Clarividência é antes de tudo uma faculdade do Espírito imortal. È portanto anímica,
porque o clarividente vê com os olhos da alma o que lhe é possível dentro da sua faixa evolutiva;
quanto mais elevado o espírito melhor a sua possibilidade de ver o Plano Espiritual Superior.” (13)
      “Clarividência é á faculdade pela qual a pessoa vê os Espíritos com grande clareza. A
própria palavra indica: é a visão clara. Qualquer pessoa estudiosa dos assuntos espíritas saberá que
o médium clarividente (...), vê e ouve pela mente, sem necessidade do concurso dos olhos e dos
ouvidos corporais.” (8)
      “A emancipação da alma se manifesta, às vezes, no estado de vigília, e produz o fenômeno
designado pelo nome de dupla vista, que dá aos que possuem a faculdade de ver, ouvir e sentir
além dos limites dos nossos sentidos. Eles pertencem a coisas ausentes, por toda parte, até onde a
alma possa estender a sua ação; vêem, por assim dizer através da vista ordinária, como por uma
espécie de miragem.” (6)
        “O poder da dupla vista varia desde a sensação confusa até percepção clara e nítida das
 coisas presentes ou ausentes. No estado rudimentar ela dá a algumas pessoas o tato, a perspicácia,
 uma espécie de segurança nos seus atos a que se pode chamar a justeza do golpe de vista moral.
 Quanto mais desenvolvida, desperta os pressentimentos, e ainda mais desenvolvida mostra
 acontecimentos já realizados ou em vias de realização.” (6)
       Gabriel Delanne, chama clarividência, dupla vista ou lucidez à faculdade de obter
conhecimentos sem experimentar a influência do pensamento das pessoas presentes e sem servir-se
dos órgãos dos sentidos. (10)
       Tendo este conceito, podemos concluir que a clarividência produz conhecimento, não
necessariamente visual, como seu nome implica, mas como um flash de intuição.
      Esta faculdade pode se desenvolver espontaneamente, mas a vontade também muitas vezes
desempenha um grande papel.
        Existem dois tipos de Clarividência:

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       1. Observação ativa de instrumentos mediúnicos, pessoas, espíritos, paisagens, enfim,
realidades presentes, fora do nosso plano dimensional. (12)
          2. Sugestão trazida pelo pensamento do criador (encarnado e desencarnado)
       André Luiz, esclarece: “Não podemos olvidar que há fenômenos de clarividência e
clariaudiência que partem da observação ativa dos instrumentos mediúnicos identificando a
existência de pessoas, paisagens e coisas exteriores a eles próprios, qual acontece na percepção
terrestre vulgar, e existem aqueles que decorrem da sugestão que lhes é trazida pelo pensamento
criador dos amigos desencarnados ou encarnados, estímulos esses que a mente de cada um traduz,
segundo as possibilidades de que dispõe, favorecendo, por isso mesmo, as mais díspares (desiguais)
interpretações.” (15)
      “O fenômeno psíquico é como a claridade da lâmpada: sendo que o mesmo, pode ser
observado e interpretado de vários modos, segundo a filtragem mental de cada médium.” (8)
      Vamos entender um pouco com alguns exemplos: Mentor espiritual Clementino, Médium
Celina, Eugênia, Castro. (12)
       Perceberemos o quanto a sintonia, filtragem, crescimento mental de cada indivíduo, tanto
quanto as interpretações se modificam de alma para alma.
          O mentor falava com os médiuns :
                     Médium Celina             Médium Eugênia                             Médium Castro
Audição            Entendia perfeitamente  Tinha intuição (palavras)                  Não ouviu nada
Vidência           Notava mínimos detalhes Notava vultos                              Via com perfeição
      A mediunidade pode ser a mesma em diferentes médiuns, porém cada um a empregará
conforme sua individualidade.
          Uma forma de vários tipos de interpretação segue como exemplo:
       O mentor pensou na construção de um núcleo que seria escola para a educação e posto de
socorro ao próximo e amparo aos doentes.
                      Médium Celina                                        Médium Eugênia       Médium Castro
Vidência           Ribeirão cristalino              onde        se Edifício repleto de crianças
                   banhavam doentes                                entoando hino                 Não viu nada
       Se não existir riqueza de material interpretativo no cérebro do médium as mais vivas formas
angélicas passarão despercebidas. (12)
       Cada mente tem uma capacidade peculiar de percepção dos fenômenos, registrando-os,
assim, de modo variado.
      Conjugar, pois, o conhecimento da Doutrina e do Evangelho significa caminhar para a
compreensão e o entendimento” (8)
       Em síntese, podemos chegar a seguinte conclusão, com referência as faculdades mediúnicas
de vidência e clarividência:
        Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de
ver os espíritos (vidência). A aparição acidental ocorre com mais freqüência no momento da morte
de pessoas amadas ou conhecidas, que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. A

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aparição espontânea, são parentes e amigos que embora mortos há muito tempo, aparecem para nos
avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda. Essas aparições constituem fatos isolados,
tendo um caráter individual e pessoal. Não caracterizam mediunidade de vidência propriamente
dita. (5)

      Os médiuns videntes vêem os Espíritos no estado de vigília ou sob transe superficial
(Quadros)

        Os médiuns Clarividentes vêem os Espíritos encarnados e desencarnados, o mundo
espiritual e acontecimentos diversos, sob forma de segunda vista, em estado de sonambulismo ou
de desprendimento parcial do corpo físico.

          Todas as pessoas podem ver espíritos por meio de sono

Conclusão: Na categoria dos médiuns videntes se pode incluir todas as pessoas dotadas de dupla
vista.(1)
                         FENÔMENOS MEDIÚNICOS AUDITIVOS
        “A audiência é a capacidade mediúnica de escutar sons originados do plano extra-físico. O
médium ouve a voz dos Espíritos, ou sons produzidos pelos Espíritos, ou até mesmo sons
originados pela própria natureza. A audição está ligada intimamente à telepatia. O processo é
semelhante ao processo de audição comum ampliada milhares de vibrações. O médium ouve o que
está na sua faixa vibratória” (12) (14)
       “Quase sempre a audição desperta no médium que já manifestou vidência, visto serem
faculdades que mutuamente se completam. O hábito de comunicar-se com certos Espíritos faz com
que o médium audiente os reconheça imediatamente pelo timbre de voz.” (1)
       Os médiuns audientes “ouvem a voz dos Espíritos. É (...) algumas vezes uma voz interior,
que se faz ouvir no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma
pessoa viva (encarnada). Os médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos.
Quando têm o hábito de se comunicar com determinados Espíritos, eles os reconhecem
imediatamente pela natureza da voz. Quem não seja dotado dessa faculdade pode, igualmente,
comunicar-se com um Espírito, se tiver a auxilia-lo, um médium audiente, que desempenhe a
função de interprete.”
Essa faculdade é muito agradável, quando o médium só ouve Espíritos bons, ou unicamente
aqueles por quem chama. Assim, entretanto, já não é, quando um Espírito mau se lhe agarra,
fazendo-lhe ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e não raro mais inconvenientes.” (4)
          Os médiuns audientes representam uma modalidade mediúnica muito comum. (1)
       A mediunidade audiente pode estar relacionada à mediunidade de vidência, isto é,
geralmente quem vê Espíritos, ouve-os também. Na verdade, o princípio da manifestação de ambas
as mediunidades é bastante semelhante: o que diferencia é a forma de manifestação: visão e
audição, respectivamente.




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          FONTES DE CONSULTAS
O Livro dos Médiuns Capitulo VI– Item 100 Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capitulo VI – Item 105 Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capitulo XIV– Item 165 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capitulo XIV – Item 167- Allan Kardec
O Livro dos Médiuns Capitulo XIV – Item 168 Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – cap VIII - Pergunta 455- Allan Kardec
Nos Domínios da Mediunidade – Capitulo 12 – André Luiz – F.C. Xavier
Estudando a Mediunidade – Capitulo XVI- Martins Peralva
No Invisível – Capitulo XIV – Leon Denis
Diversidade dos Carisma – Clarividência - Hermínio de Miranda
Curso para dirigentes e monitores do Des. Mediúnico - pagina 112-113 – Silvia Puglia
Curso para dirigentes e monitores do Des. Mediúnico - pagina 111 – Silvia Puglia
Curso para dirigentes e monitores do Des. Mediúnico - pagina 103 – Silvia Puglia
Curso de Educação Mediúnica – 2o- ano FEESP




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                 FENÔMENOS MEDIÚNICOS DE PSICOMETRIA




       A palavra psicometria (psico + metria) significa “medida da atividade intelectual” Mas
alguns conceitos são dados a esta faculdade.
        Faculdade que algumas pessoas têm de ler, impressões e recordações ao contato de objetos
comuns. (3) Ou mesmo, faculdade mediúnica, pela qual o sensitivo, tocando em determinados
objetos, entra em relação com pessoas e fatos aos mesmos ligados.(4)
        “Essa percepção se verifica em vista de tais objetos se acharem impregnados da influência
pessoal do seu possuidor.” (4)
        São médiuns que têm uma aguçada sensibilidade psíquica.(4) Qualquer pessoa pode sentir
os reflexos do objeto. Mas só o sensitivo psíquico pode registrar.(3)
ÉÈ bom explicarmos que, quanto a psicometria não se sabe se é faculdade mediúnica ou anímica.
Pois André Luiz nos fala que é um processo mediúnico e Ernesto Bozzano entende que psicometria
é a mesma coisa que telestesia, clarividência especial.
1. Mecanismo da psicometria:
          1.1. Possuidor
É o dono do objeto, ou seja aquele que possuí o objeto .
Pensamento
Nosso pensamento espalha nossas próprias emanações em toda a parte em que se projetar.
Deixamos vestígios espirituais onde arremessamos os raios de nossa mente (...) Sendo assim, os
objetos conservam as formas-pensamentos daqueles Espíritos que os tocaram (...) Portanto, a
influencia não procede do objeto, mas das forças que o acompanham, ou das várias pessoas.(3) (2)
Objeto
Fica o registro do pensamento do seu possuidor.
Qualquer objeto, que seja nosso e que gostamos, nele registramos nossa personalidade.
Quando tocamos um objeto, nós o imantamos com o fluido que nos é peculiar.
E quando temos obsessiva adoração pelo objeto, com excessiva noção de posse, o volume de
energia fluídicas, sobre o mesmo é de tal maneira acentuada que nossa mente ali ficará impressa.
Ex; Carro, casa, jóia, roupas, sapatos, etc... (estes podem causar sofrimento)
Como ocorre:
          Há uma desassociação do fluido nervoso. (Médium)
          Estes incorporam aos raios de energia mental exteriorizados. (Objeto)
          Há o registro de sensações fora do corpo físico. (Registro do possuidor)
3. Processo Psicométrico:
       3.1 uma parte é retirado das impressões da própria aura do objeto. Características gerais de
seu possuidor.


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       3.2 outra parte é recolhida do subconsciente do possuidor mediante relação telepática que o
objeto estabelece com o médium.
          Médium pode se desdobrar, em processo rápido.
          O médium pode entrar em contato com o possuidor encarnado ou desencarnado. (4)


4. É possível na psicometria, desvendar:
       Passado e Presente – Há um recolhimento de impressões devido a influência pessoal do
possuidor no objeto e leitura direta do subconsciente. Utiliza-se uma ponte energética.
       Futuro - Também se utiliza as impressões que vêm do subconsciente, porém lembramos
que estão gravadas no nosso perispírito as nossas necessidades de aprendizado que se traduzem em
situações a serem vividas por nós “no futuro” para nosso aprendizado e evolução.
        Assim o sensitivo pode visualizar situações futuras a serem vividas pelo possuidor do
objeto.
Sabemos que este futuro previsto pode mudar, pelo o uso do nosso livre arbítrio.




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                       FENOMENOS MEDIÚNICOS ARTÍSTICOS



        As manifestações artísticas expressas por via mediúnica são tão variadas quanto as
expressas pela arte.
        Isso quer dizer que Espírito comunicante e médium devem possuir o conhecimento artístico
necessário para viabilizar a manifestação.
        O conhecimento que o médium tem do assunto pode ter origem em uma experiência
reencarnatória anterior, em aprendizado desenvolvido no plano espiritual ou em aquisições obtidas
na atual vivência física. Quanto mais aprofundado for o conhecimento do Espírito e do médium no
assunto, melhores e mais belas obras produzirão.
        A psicopictografia pode ser trazida pelos mesmos meios da psicografia ou sejam: mecânica,
semi-mecânica, intuitiva, inspiração, vidência, audiência.
        Em O Livro dos Médiuns encontramos que o gosto pela arte é intuitivo e leva o homem a
busca de inspirações. A mediunidade nas artes revela-se através da escultura, pintura, literatura, do
teatro e da música. (1)
      A pintura mediúnica, a psicopictografia, tem se desenvolvido ultimamente com intensidade,
devendo o médium aprimorar os sentimentos e As idéias.
          Allan Kardec nos ensina que estas faculdades são de médiuns especiais (8)
Os principais tipos de manifestações artísticas:
Médiuns pintores ou desenhistas (5)
Médiuns músicos (5)
Médiuns de efeitos musicais (6)
Médiuns versejadores (7)
Médiuns poéticos (7)
Médiuns literários (7)
FONTES DE CONSULTAS

O Livro dos Médiuns Cap. 31 item 10 – Allan Kardec
C.D.M. página 213,214 – Silvia Puglia
Nos Domínios da Mediunidade – Cap. 26 – F. Candido Xavier
Estudando a Mediunidade – Cap. 39 – Martins Peralva
O Livro dos Médiuns- Cap. 16 item 190 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns- Cap. 19 item 189 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns- Cap. 19 item 193 – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Cap. 16 – Allan Kardec




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                 FENÔMENOS MEDIÚNICOS ECTOPLÁSMICOS


Ectoplasma
       A palavra ectoplasma – formada dos vocábulos gregos: ektós = fora, exterior, e plásma, de
passein = dar forma – designa, em biologia, a parte periférica do citoplasma. Mas, no âmbito das
ciências psíquicas, tem significado específico, diferente: designa a substância fluídica que, em
determinadas circunstâncias, emana do corpo de certos médiuns, pelos orifícios naturais, como as
narinas e a boca, e serve de produção de fenômenos de efeitos físicos, principalmente os
conhecidos por materialização.” (1)
       A palavra ectoplasma tem recebido diversas denominações, variando de estudioso para
estudioso: “teleplasma, substância da vitalidade, psicoplasma, éter vitalizado, e Allan Kardec deu o
nome de fluido perispirítico (1) (5) “A palavra foi criada por Charles Richet, segundo declaração
dele próprio, feita mais de uma vez” (2)
        O ectoplasma, ou força nervosa é expelido pelo corpo físico; todos o possuímos, em maior
ou menor quantidade, e quem o exterioriza abundantemente é denominado ectoplasta ou médium
de efeitos físicos.
Como se apresenta:
        É uma substância gelatinosa ou vaporosa, geralmente de cor esbranquiçada e leitosa. Tem
cheiro especialíssimo e está em si associado ao pensamento do médium. Ao contato, é frio e úmido,
desagradável ao toque, à maneira de uma geléia viscosa e semilíquida.
        “O ectoplasma assume aspectos extremamente variados, desde uma forma tão rarefeita que
o matém invisível – porém registrável por outros métodos – até o estado sólido e organizado em
estruturas complexas, tais como os “Espíritos materializados” (agêneres ectoplásmicos). Entre estes
dois extremos ele pode passar por estados diversos: gasoso, plásmico, floculoso, amorfo, leitoso,
filamentoso, líquido, etc..” (7) (6)
Suas propriedades:
        Tem propriedades químicas semelhantes as do corpo físico, donde provém. É material leve
e plástico, evanescente sob a luz, isto é desaparece lentamente, se esvae. Tem grande potencia e
vitalidade. Servido aos fenômenos de materialização do perispírito de desencarnados; funciona
como condutor de eletricidade e magnetismo, enfim, o ectoplasma é uma força vital. Que deve ser
doada com um perfeito preparo do ambiente, onde os médiuns doarão o melhor de si com a certeza
de que seus fluidos estarão beneficiando os necessitados, e o Plano Espiritual estará atento para que
os médiuns não sofram prejuízos físicos.
A prática da materialização do perispírito é desaconselhada por Espíritos superiores, porque o
ectoplasma volta a sua fonte de origem e, por receber do ambiente emanações tóxicas e bactérianas,
poderá prejudicar o médium, quando não for feito um perfeito prepara do ambiente.
Como se exterioriza:
      Sai de todo corpo do médium, através dos poros, principalmente, boca (palato, gengivas e
bochechas), narinas, ouvidos, tórax, órgãos genitais, alto da cabeça e pontas dos dedos. Sai como
massa amorfa (sem forma) como faixas, cordões ou delgados fios. Aglomera-se ao lado do

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médium, como a grande massa protoplasmática viva e tremulante fica ligado a ele por uma
ramificação, como é muito sensível sai do corpo e nele reentra; ao final do fenômeno, é reabsorvido
pelo organismo do médium. (4)
Seu poder plástico
      Obedece ao pensamento do médium (ao qual está tão associado com as forças do filho em
formação
se encontram ligadas a mente da mãe) e ao pensamento dos Espíritos (encarnados ou não) que
sintonizem com a mente do médium.
       Sob esse comando, poderá servir para a realização de efeitos físicos, entre os quais incluem
as curas físicas.
Tipos principais de ectoplasmias:
Materializações duradouras e materializações luminosas;
Agêneres;
Fotografias de espíritos
Levitação
Transfiguração
Poltergeist
    7.Curas espirituais
                                                  Materialização Espiritual
    “O termo materialização é comumente usado como sinônimo de ectoplasmia. Este, alias, é
menos empregado. Na linguagem comum predomina o uso da palavra materialização.
    Se nos ativermos a maior rigor científico-terminológico, diremos que só existe materialização
quando o fenômeno ectoplásmico resulta em tangibilidade ou solidificação das formas.” (8)
     Materialização “é o fenômeno pelo qual os Espíritos se corporificam, tornando-se visíveis a
quantos estiverem no local das sessões (...)”.
     Podendo abraçá-lo, sentir-lhe o calor da temperatura (corporal), ouvir-lhe as pulsações do
coração e com ele conversar naturalmente. (9)
      “Materialização é a corporificação do Espírito, com a finalidade de se tornar visível no plano
físico. Para a produção do fenômeno de materialização há necessidade de determinados agentes e
materiais que enumeramos a seguir”.
Um Espírito operante com sua equipe especializada;
Um médium que forneça fluidos;
Assistentes para contribuir na doação de fluidos;
Elementos eletromagnéticos da natureza;
Ambiente propício para a produção do fenômeno.
     Na materialização, o Espírito operante retira do médium, dos assistentes, da natureza e do
próprio ambiente uma quantidade exata de fluidos pesados, combinando com um fluido mais fino
oriundo do plano espiritual, e reveste o perispírito do Espírito que deve se materializar, ficando
visível no plano físico.”(11)
     As reuniões de materializações “exigem um trabalho preparatório primeira fase muito intenso,
de encarnados e desencarnados, especialmente dos últimos”.


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Os supervisores espirituais tomam, inicialmente, três principais providências, assim discriminadas:
           a. isolamento do local das sessões num círculo de mais ou menos 20 metros;
O isolamento do local das reuniões é feito para interditar o acesso de entidades sofredoras,
perturbadoras ou desarmonizadas com o bem.
           b. ionização da atmosfera;
        A ionização da atmosfera do local da reunião significa tornar o ar mais elétrico e
magneticamente saturado. È devido a ionização do ar que ocorrem focos de luzes, lampejos e
outras descargas eletromagnéticas nessas reuniões.

             c. destruição das larvas (mentais)” (9)
       As ideoplastias de baixo teor vibratório são entendidas como sendo larvas mentais. Elas são
destruídas por aparelhos apropriados que os Espíritos trazem às reuniões, de forma a evitar
qualquer contaminação no ectoplasma produzido pelo médium.
        O ectoplasma utilizado nas materializações é constituído por três categorias diferentes de
fluidos:
fluidos A, representando as forças superiores e sutis do plano espiritual;
fluidos B, definindo os recursos do médium e dos demais encarnados da equipe;
fluidos C, constituindo as energias retiradas da natureza terrestre. (6)
“ Ectoplasmia tanto pode corporificar a totalidade do Espírito, dando-lhe forma material da cabeça
aos pés, quanto pode ser parcial, materializando-lhe apenas a cabeça, ou o busto, ou um braço, ou
uma das mãos etc..” (11)

                                   Mediunidade curadora
       “Existem médiuns que realizam cura e até cirurgias espirituais. Estes têm a mediunidade
especifica de realizar a cura imediata. São Espíritos que desenvolveram esta capacidade em
encarnações passadas, e têm o compromisso de ajudar as criaturas aqui no plano físico.”
       O homem tem a capacidade natural de realizar a autocura e curar outros enfermos. O
importante é entendermos que todos as enfermidades são resultantes das nossas transgressões as
Leis Divinas e Naturais.
      A cura real começa do Espírito para o corpo, e não do corpo para o Espírito. As nossas
enfermidades atestam o estado do nosso Espírito; portanto, o primeiro e essencial remédio é o
“Evangelhoterapia”.
        A melhor e mais segura maneira de desenvolvermos a mediunidade curadora consiste em
nos filiarmos a uma Casa Espírita Cristã, estudarmos, fazermos escola de passes e trabalhos neste
campo, sempre com a consciência de que somos instrumentos do Alto em beneficio das criaturas.
        Curar é desobstruir, é higienizar, é restabelecer a harmonia psicofísica. É indispensável
lembrar que o tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico (...). Conforme o nosso
problema, além de utilizarmos a nossa própria capacidade, e ajuda espiritual, saibamos recorrer aos
profissionais capacitados (...) como o médico, o psicanalista, etc...
       Jesus disse em Mateus, capitulo X : 8: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos sarai os
leprosos, expeli os demônios, daí de graça o que de graça recebeste.”
        O passe é uma transfusão de energias eletromagnéticas vitais, circulam as energias cósmicas
e direcionamento energético para garantir o equilíbrio psicofísico.
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   A obstrução dos centros de força se dá principalmente por infecções fluídicas provocadas pelo
próprio indivíduo, ou por causas externas, como, por exemplo, a ação de obsessores.
    O agente principal da diminuição energética que garante a nossa saúde é o pensamento
negativo. O pensamento, como já estudamos em aulas anteriores, determina a nossa saúde física e
mental; portanto, para desenvolvermos a nossa capacidade de curar, ou seja., a mediunidade
curadora, deveremos observar determinadas regras:
Aculturamento doutrinário;
Auto-evangelização e aplicação nas nossas vidas
Realização de reforma íntima, ou seja a substituição de sentimentos e pensamentos negativos por
positivos;
Higiene física e mental;
Utilizar sugestão positiva com propósitos elevados;
Desenvolver a consciência de poder ser instrumento de Deus e Jesus, em benefício de outras
criaturas;
Desenvolver o hábito de vibrar, e emitir pensamentos, emoções e energias positivas e de saúde para
todos os doentes do corpo e do Espírito;
E finalmente absorver do cosmo (Universo), de Deus, a fonte eterna de todos os bens, as energias
purificadoras, por intermédio da prece.

A cura pela ação fluídica

        “É por ação fluídica que se dá a cura espiritual, quer seja obtida por via mediúnica, ou
através de passes, água fluidificada, irradiações ou, mesmo, de uma simples oração.” (10)
        “A mediunidade de cura, porém, bem mais rara, é espontânea e se caracteriza pela “energia
e instantaneidade da ação”. (10)
       O médium de cura age, pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por
gesto, mesmo sem o concurso de qualquer medicamento” (10)

       Na cura por efeitos físicos, a alteração é no corpo, visível de imediato, passível de
constatação pelos sentidos físicos ou aparelhamento material.
       “Na ação sobre o perispírito, a cura só poderá ser avaliada depois, pelos efeitos que vierem
a ocorrer no corpo físico, posteriormente.” (10)
        “A cura é licito lembrar que dependerá:
Das condições de atração e fixação dos fluidos curadores por quem os irá receber (fé, afinidade
fluídica);
Do merecimento ou necessidade espiritual do enfermo.” (10)
         “A cura do corpo só se consolidará e terá um caráter mais duradouro se corrigirmos nossas
atuais condições matérias e espirituais, que geraram a enfermidade.” (10)

          “A cura verdadeira e definitiva é a do Espírito” (10)




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          FONTES DE CONSULTAS

1.Do ABC ao Infinito – Vol. 2 – 2a- Edição – Cap. 10 – José Naufel
2.Dicionário de parapsicologia, Metapsíquica, Espiritismo- Vol. I pg. 97 – João Teixeira de Paula
3.Dicionário de parapsicologia, Metapsíquica, Espiritismo- Verbete-p.87 João Teixeira de Paula
4.O Livro dos Médiuns cap. 4 item 77 – Allan Kardec
5.Espírito, Perispirito e Alma- cap. 8 – p. 161, 162 -Hernani Guimarães de Andrade
6.Nos Domínios da Mediunidade – cap. 28 – p.265 – FCX- André Luiz
7.Espírito, Perispirito e Alma- cap. 8 – p. 163 -Hernani Guimarães de Andrade
8.Do ABC ao Infinito – Vol. 2 – 2a- Edição – Capitulo 10 - 85– José Naufel
9.Estudando a Mediunidade – cap. 42 – p 216 – Martins Peralva
10.Fluidos e Passes – 9a- aula – Terezinha Oliveira
11.Manual Pratico do D. Mediúnico – pág. 109– Eunilto de Carvalho
Mecanismo da Mediunidade – cap. XIV – FCX- André Luiz
13.Nos Domínios da Mediunidade – cap. 23 – FCX- André Luiz
Curso para Dirigentes e Monitores de D. P. Mediúnico – pagina 116 – Silvia Puglia




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                                                           OBSESSÃO
1.Conceito
       Obsessão é uma palavra que vem do latim Obsessione, e significa impertinência,
perseguição, vexação; preocupação com determinada idéia (..); idéia fixa; mania.
      “Vulgarmente a palavra obsessão é usada para significar idéia fixa em alguma coisa,
gerando um estado mental doentio, daí podendo advir manias, cacoetes, atitudes estranhas.” (4)
(33)

       Segundo a Doutrina Espírita, “A obsessão é a ação persistente de um Espírito pouco
evoluído , voltado para o mal, sobre um outro Espírito. Apresenta caracteres muito diversos, desde
a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do
organismo e das faculdades mentais daquele que é obsediado.” (5) (33)
        “É o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada
senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos não causam
constrangimento; eles aconselham, combatem a influência dos maus e, se não são ouvidas, retiram-
se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles que podem ser suas presas; se chegam a dominar
alguém, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança.” (32)
        “A influência recíproca de Espíritos ocorre pelo processo de sintonia fluídica, entre o que
atua e aquele que recebe. Essa é a lei básica para qualquer fenômeno mediúnico.” (33)
       Kardec diz: - “Se as doenças decorrem de imperfeições físicas as obsessões decorrem de
imperfeições morais.”.
       Segundo Bezerra de Menezes: “Obsessão é o encontro e conjugação de duas forças
simpáticas, em permuta de afinidades”.
      “O processo obsessivo se origina por causas e atos negativos, doentios, de Espíritos sem
amor em seus corações.”. (33)
       “A obsessão é enfermidade espiritual de erradicação demorada e difícil, pois que muito
mais depende do encarnado perseguido do que do desencarnado perseguidor.” (1)
       “Pensamentos e estados emocionais negativos criam zonas mórbidas em nosso campo
mental, facultando a inoculação de pensamento alheio, que, virulento – por ser de teor inferior -,
age em nós como se fora uma afecção mental, instalando-se em decorrência o processo obsessivo.”
(11)
       Somente existe a obsessão porque há endividados, criaturas que se procuram através dos
tempos para acertar os débitos do passado.
       E somente existem esses processos dolorosos de resgate porque o homem ainda é
imperfeito, trazendo em si mesmo maior quota de sombras, e pesada bagagem de inferioridade.”
(11)
       “Jesus recomenda reconciliação entre irmãos para que as desavenças não os levem ao juízo
(julgamento), pois, nesse caso, a cobrança das faltas se fará até o ultimo centil. O Mestre alertava
sobre os benefícios do perdão, para que não ocorra que os ofensores e descumpridores da Lei da
Fraternidade se vejam nas mãos de vingadores algozes, e se crie o intercâmbio obsessivo”.(33)



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2. Quem é o obsessor
       “Obsessor é uma palavra que vem do latim Obsessore, é aquele que causa a obsessão; que
importuna.”
        “O Obsessor é uma pessoa como nós. Não é um ser estranho a nós. Pelo contrário. É alguém
que privou da nossa convivência, por vezes com estreitos laços afetivos(...)” “Não é um monstro
teratológico saído das trevas, onde tem a sua morada para todo o sempre.” “Não é um ser diferente,
que só vive de crueldades, nem um condenado sem remissão pela “Justiça Divina.” (7)
        “O Espírito perseguidor, genericamente denominado obsessor, em verdade é alguém
colhido pela aflição (...) vitimas de si mesmo, da própria incúria e invigilância, transferiu a
responsabilidade do seu insucesso a outra pessoa que, por circunstância qualquer, interferiu decerto
negativamente na mecânica dos seus malogros.” (2)
                    2.1. Tipos de obsessores
          2.1.1. Obsessores que não intencionam fazer o mal
       “Nem todo obsessor tem consciência do mal que está praticando. Existem aqueles que agem
por amor, por zelo, pensando ajudar ou querendo apenas ficar junto do ser querido.” (7)
       “ Os obsessores, entretanto, não são totalmente maus, é preciso que se diga. Como ninguém
é absolutamente mau. São, antes, doentes da alma. Possuem sementes de bondade, recursos
positivos que estão abafados, adormecidos.” (7)
        Existem obsessores que são desajustados em termos afetivos, pois amam egoisticamente;
exigem exclusividade afetiva. Outras amam com excessivo apego. Podemos até relacionar quais os
tipos desta obsessão que é comum a todos nós, como:
       a. Uma mãe e ou um pai fortemente ligado ao filho, achando que este é exclusividade dele.
       b. Um esposo e ou uma esposa ciumenta, desconfiam de tudo, querem manter o seu
companheiro sob controle.
       c. Um companheiro ou familiar, que só tem o intuito de ajudar a todos após o seu
desencarne.
      São características fortes de obsessores que não estão vinculados ao mal, mas ao ciúme,
egoísmo e sentimento de posse.
          2.1.2. Obsessores vinculados ao mal
        “Dominado pela idéia fixa de vingar-se, esquece-se de tudo o mais e passa a viver em
função daquele que é o alvo de seus planos.E, na execução desses, o seu sofrimento ir-se-ia
agravando proporcionalmente às torturas que venha a infligir ao outro, o que acarretará para os seus
dias futuros pesado ônus do qual não conseguirá escapar senão pela reforma íntima.” (7)
          Dentre eles podemos identificar: (24) (33)
Dirigentes das Trevas
       Se preocupam em criar obstáculos aos trabalhadores de desobsessão. Possuem
conhecimentos sobre os métodos de subjugação, são inteligentes, frios, calculistas e agressivos.
Planejadores
       Impessoais, cultos e eficientes. Estudam os detalhes da ação para melhor agir na dominação:
características pessoais das vítimas, meios para confundir grupos de trabalho, etc...


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Juristas
        Autoritários, seguros, estudam os processos e cumprem a lei, não se sentem culpados pelo
mal que podem causar em suas condenações.
Executores
       Suas ações são mandadas por Espíritos de maior poder em troca de pequenos favores:
prazeres, benefícios, alimentos, etc...

Religiosos
       São Espíritos em desequilíbrio, que se debatem em angústias e rancores, apesar da aparência
de trabalhadores zelosos do Cristo em suas facções religiosas. O seu problema é o poder e o
domínio.
Materialistas
       São Espíritos desencarnados, indiferentes, desarvorados espiritualmente, embora aparentem
segurança e tranqüilidade. Estão imantados a matéria: fortunas, posições, privilégios, etc...

Intelectuais
        Nem sempre materialista. Há uma escala muito grande e variada deste tipo de Espírito.
Foram escultores, sacerdotes, artistas, médicos, advogados. Nobres, ricos, pobres, etc... Geralmente
fracassam no uso da inteligência.
Vingadores
       São aqueles que desejam punir alguém por algo que não fez. São prisioneiros de si mesmos,
de suas cóleras, de suas frustrações. Enganam-se, pois acreditam que a vingança lhes trará
reconforto.
       Os motivos de vingança são os mais diversos: amores frustrados, traídos ou indiferentes,
paixões irrealizadas ou aviltadas, crimes horrendos de toda sorte, abusos do poder, assassinatos,
espoliações, desonras, difamações.
       A vingança não respeita a Lei Divina da Ação e Reação. A vítima pode livrar-se, pela dor,
de suas faltas, enquanto o vingador continua preso à problemática, estacionando por um longo
tempo no processo de evolução.
Magos e feiticeiros
        São Espíritos que acumularam durante suas existências, desde os tempos antigos (caldeus,
egípcios, europeus, etc.) conhecimentos sobre técnicas de influenciação e domínio da mente
humana. São hábeis nas operações magnéticas e hipnóticas. Usam rituais, símbolos, objetos para
catalisar as vibrações necessárias aos seus trabalhos.
Magnetizadores e Hipnotizadores
       São os que usam o método da hipnose e do magnetismo. São eficientes na indução simples;
aproveitam os conhecimentos sobre a sintonia vibratória, usando aparelhagens sofisticadas de
manipulação da mente: projeções passadas, presentes ou que se prestem ao domínio sobre o
obsediado. São responsáveis por muitos casos de deformação de perispírito: Zoantropia,
Licantropia, Ovóides.
Quem é o obsediado
    Obsediado = Obsesso: Importunado, atormentado, perseguido. Indivíduo que se crê
atormentado, perseguido pelo Demônio.” (8)


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        “O obsediado é o algoz de ontem e que agora se apresenta como vítima. Ou então é o
comparsa de crimes, que o cúmplice das sombras não quer perder, tudo fazendo por cerceá-lo em
sua trajetória.(8)
        “As imperfeições morais do obsediado constituem, freqüentemente, um obstáculo à sua
libertação”. (8)
        Analisando o que Kardec nos diz acima, entendemos que já fomos ou ainda somos
obsdiados, pois ainda não conseguimos nos libertar das nossas imperfeições morais.
          3.1.Tipos de obsediados
      Existem vários tipos de obsediados e vamos classificar os principais. Para maior
compreenção, vamos entender, o que significa psicopata.
      Psicopata é o individuo que entra continuamente em conflito com a conduta aceita (pelo
homem), com a lei e com os costumes.
          3.1.1.Psicopatas amorais
          São indivíduos moralmente irresponsáveis que agem assim por desconhecer os princípios da
moral.
       “Espíritos endividados, que contraíram débitos pesados em existências anteriores, após
estágio mais ou menos prolongado nas regiões espirituais de sombras e de dor, volvem à
reencarnação, quando se mostrem inclinados à recuperação dos valores morais em si mesmo.” (3)
       “Transportados a novo berço, (...) comumente entre aqueles que os induziram à queda,
quando não se vêem objeto de amorosa ternura por parte de corações que por eles renunciam à
imediata felicidade nas Esferas Superiores, são resguardados no recesso do lar.”
       André Luis nos diz que estes, nascem e podem ser retardados mentais ou ser brutos e
agressivos, petulantes e pérfidos, indiferentes a qualquer noção da dignidade e da honra,
continuamente disposto a mergulhar na criminalidade e vícios.” (6)
          3.1.2. Doentes Mentais
        “Reconhecemos, com os ensinamentos da Doutrina Espírita, que todos aqueles portadores
de esquizofrenias, psicopatologias variadas, dentro de um processo cármico, são Entidades
normalmente vinculadas a graves débitos, a dívidas de delitos sociais, e, conforme nos achamos
dentro desse quadro de compromissos, essas psicopatologias de multiplicada denominação
assumem intensidade maior ou menor(...)
        Nos casos de epilepsias, tudo nos leva a crer que as Entidades credoras em se aproximando
do devedor diretamente, ou por meio do pensamento, promovem como que um acordamento da
culpa, e ele mergulha, então no chamado transe epilético.” (23)
          3.1.3. Psicopatas astênicos e abúlicos
       Psicopata astênico é o indivíduo moralmente irresponsável e fraco (astenia= fraqueza, perda
ou ausência de forças).
       Psicopata abúlico é o indivíduo moralmente irresponsável que perdeu a capacidade de tomar
decisões.
       “Aqueles Espíritos relativamente corrigidos nas escolas de reabilitação da Espiritualidade
desenvolve-se, no ambiente humano, (...), fanáticos e hipertímidos, ou identificáveis como
representantes de várias doenças e delírios psíquicos, inclusive aberrações sexuais diversas” (12).


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Processo Obsessivo
     “Na obsessão temos um processo bilateral: de um lado o “cobrador sequioso de vingança” e de
outro “o devedor” trazendo em seu perispírito as origens da culpa, do remorso ou ódio não extinto
por contendas não resolvidas.
     A vítima da obsessão é sempre uma alma endividada perante a Lei da Fraternidade, em
passado próximo ou distante, vindo a colher, como conseqüência inexorável, o sofrimento. A
vingança pode ser feita pelo ofendido ou por alguém em seu nome ou mesmo sem a sua
autorização.
     Os obsessores são, em maior ou menor grau, Espíritos inteligentes, dotados de aptidões
magnéticas, hipnotizadoras, e de atuação nas mentes humanas.” (33)
     O processo obsessivo não se instala de imediato: é gradual, de acordo com o grau ou a
intensidade da obsessão. No inicio, o Espírito perseguidor localiza na sua vítima “os
condicionamentos, a predisposição e as defesas desguarnecidas, disso tudo se vale o obsessor para
instalar a sua onda mental na mente da pessoa visada. A interferência se dá por processo análogo ao
que acontece no rádio, quando uma emissora clandestina passa a utilizar determinada freqüência,
prejudicando-lhe a transmissão.” (10)
     O passo seguinte é a ação persistente do obsessor para que se estabeleça a sintonia mental,
entre ele e o perseguido. Passa a enviar “os seus pensamentos, numa repetição constante, hipnótica,
à mente da vítima, que, incauta, invigilante, assimila-os e reflete-os, deixando-se dominar pelas
idéias intrusas.” (10)
     Lembrando que não há só ação hipnótica mas também um envolvimento fluídico.
Tipos de Obsessão
          5.1. Desencarnado para encarnado
       É a obsessão convencional. Mais comum e de maior incidência. Ocorre quando a faixa
psíquica da vítima situa-se no campo da influência dos Espíritos atrasados. As razões são diversas.
        “Amores exacerbados, ódios incoercíveis, dominação absoluta, fanatismo injustificável,
morbidez ciumenta, abusos do direito como da força, má distribuição de valores e recursos
financeiros, aquisição indigna da posse transitória, paixões políticas e guerreiras, ganância em
relação aos bens perecíveis, orgulho e presunção, egoísmo de múltiplas facetas são as fontes
geratrizes desse funesto condutor de homens, que não cessa de atirá-los nos resvaladouros da
loucura, das enfermidades portadoras de síndromes desconhecidas e perturbantes, do suicídio direto
ou indireto.” (34)
       “Assim como as alma afins e voltadas para o bem cultivam a convivência fraterna, há
aquelas que vivem em regime de obsessão maligna, nutrindo-se das emanações uns dos outros
(vampirismo).
       Observam-se casos de pessoas que vivem em constante agressividade e não se largam.
Nossos vícios, paixões, fraquezas podem atrair Espíritos com as mesmas condições que utilizam
dos encarnados para satisfazer suas necessidades.” (33)
Encarnado para desencarnado
       A inconformação e o desespero adivindos da perda de um ente querido, podem transformar-
se em obsessão que irá afligi-lo e atormentá-lo.
       “Expressões de amor egoísta e possessivo, por parte dos que ainda estão na carne, redundam
em fixação mental daqueles que desencarnam, retendo-os às reminiscências terrestre. Essas
emissões mentais constantes, de dor, revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o

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recém-desencarnado aos que ficaram na Terra, não lhe permitindo alcançar o equilíbrio de que
carece para enfrentar a nova situação.” (09)
        Não é muito comum a influência magnética de encarnados sobre desencarnados. Temos
como exemplo, as perdas de entes queridos, em que há um amor possessivo. Isso estabelece laços
fluídicos poderosos. Podemos falar de vários exemplos: entre pais e filhos, entre amantes, entre
inimigos, em disputas por heranças.
          5.3. Desencarnado para Desencarnado
        São “Espíritos que obsidiam Espíritos. Desencarnados que dominam outros desencarnados,
são expressões de um mesmo drama que se desenrola tanto na Terra quanto no Plano Espiritual
inferior.”
       “A morte física não muda o que a vida construiu; por isso, no plano espiritual os desafetos
continuam. Há núcleos e poderosas organizações de obesessores que formam um comando de
sombras no qual se comete toda tipo de atrocidades.” (33)
        Espíritos endividados e compromissados entre si mesmo, através de associações tenebrosas,
de idêntico padrão vibratório, se aglomeram em certas regiões do Espaço, obedecendo à sintonia e
à lei de atração, formando hordas que erram sem destino ou se fixam temporariamente em cidades,
colônias, núcleos, enfim, de sombras e trevas. Tais núcleos têm dirigentes, que se proclamam
juízes, julgadores, chamando a si a tarefa de distribuir justiça aos Espíritos igualmente culpados e
também devotados ao mal, ou endurecidos pela revolta e pela descrença.” (09)
          5.4. Encarnado para encarnado
        É comum nos lares em que velhos inimigos se encontram pela misericórdia divina, mas que
não aproveitaram essa chance, emitindo vibrações inferiores e praticando a obsessão recíproca:
falta de perdão, intolerância, irresponsabilidade, fuga das obrigações, etc... (33)
       Pessoas obsediando pessoas existe em grande número. Manifesta-se através de sentimentos
de ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho e ódio.
       “Essas obsessões ocorrem por conta de um amor que se torna tiranizante, demasiadamente
possessivo, tolhendo e sufocando a liberdade do outro.” (09)
    Podemos citar como exemplo: Marido que limita a liberdade da esposa; Esposa que submete o
marido a seus caprichos; Pais que cerceam os filhos; paixões que terminam em dramas dolorosos;
pactos de suicídio, assassínios, etc.
Auto Obsessão
       O homem freqüentemente é obsessor de si mesmo. Vive crucificado, atormentado por
cupas, remorsos, preso a um passado de experiências desagradáveis, e das quais tem dificuldade de
se desvencilhar.
       Vive em consultórios médicos, atrás de pseudo-doenças, preocupa-se com tudo e com
todos; sofre por antecipação, não tem fé e se esquece do que Jesus nos disse: “A cada dia basta o
seu mal”.
      O nosso pensamento torna-se escravo de preconceitos, idéias fixas bloqueando o
desenvolvimento psíquico e espiritual, para tudo o que é positivo e construtivo.



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          5.6. Obsessão reciproca
         “Assim como as almas afins e voltadas para o bem cultivam a convivência amiga e fraterna,
(...) sob outro aspecto, as criaturas se preocupam para locupletar-se das vibrações que permutam e
nas quais se comprazem.”(09)
       Essa característica de reciprocidade transforma-se em verdadeira simbiose, quando os dois
seres passam a viver em regime de comunhão de pensamentos e vibrações. Isto ocorre até mesmo
entre encarnados que se unem através do amor desequilibrado, mantendo um relacionamento
enervante.” (09)
     Pode acontecer entre encarnados e desencarnados. Situações em que dois Espíritos nutrem ódio
um pelo outro ou são escravos das mesmas paixões. Em alguns casos, há verdadeira simbiose, um
se alimentando do desequilíbrio do outro.
Graus de Obsessão
     Esse predomínio de um Espírito sobre certa pessoa apresenta-se em diferentes graus de
intensidade; daí a sua classificação:

          6.1. Obsessão simples
        Dá-se a obsessão simples quando um espírito malfazejo se impõe a um médium, se imiscuir,
a seu mau grado nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos
e se apresenta em lugar dos que são evocados.
       “O obsediado tem consciência da interferência de um Espírito hostil ou enganador, e este,
por sua vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e depois. Cumpre todavia, esclarecer que
ninguém está obsediado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. Pois o
melhor médium se acha exposto a isso, sobretudo, no começo, quando ainda lhe falta a experiência
necessária, do mesmo modo que, entre nós homens, os mais honestos podem ser enganados por
velhacos. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, do qual não consegue desembaraçar-se
a pessoa sobre quem ele atua.” (31)
       Na obsessão simples o obsediado nem sempre percebe a influência, porque se compraz no
pensamento do outro. (19)
       O que caracteriza esse tipo de obsessão como sendo simples, é o fato que o obsessor pode
ser um Espírito inimigo, mas o obediado tem seu pensamento elevado e consegue, muitas vezes,
sozinho, através das suas boas atitudes e sentimentos afastar o obsessor.” (20)
       Podem incluir-se nesta categoria os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas
manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente,
pancadas ou outros ruídos. (31) Essa obsessão poderá vir a progredir para outras fases mais
constrangedoras, caso se entre em sintonia com o obsessor.
       Para combatê-la: Jesus disse: “Orai e Vigiai. Paciência, prece, caridade, a ação benéfica
pelo pensamento elevado modifica a atmosfera fluídica sendo um antídoto da obsessão. A prece é
indispensável.” (21)
          6.2. Fascinação
       “A fascinação tem conseqüências muito mais graves. È uma ilusão produzida pela ação
direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa forma, lhe paralisa o


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raciocínio.(...) O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.” “O Espírito procura se
infiltrar nas suas fraquezas, como: ciúme, desejo de poder, de posse.” (21) (29)
         “O obsessor quer sempre o afastamento de pessoas que vêem claro. Sua tática consiste,
quase sempre, em inspirar ao fascinado o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos.”
       Essa obsessão talvês seja a mais difícil de ser curada. O obsessor mexe com a vaidade da
pessoa de tal maneira que o doente passa a depender do fascinador, sentindo falta e exigindo sua
presença. No nosso meio vemos respeitáveis chefes de família que desertam de suas obrigações
conjugais, julgando atender a um chamado de amor. Mas aprendem, a duras penas que o amor
legítimo jamais comete desatino de se sobrepor ao dever. O obsessor os torna vaidosos, orgulhosos,
cegos, pois não admitem que estejam errados. Os benfeitores espirituais tudo fazem para por fim a
situação, porém nem sempre obtêm êxito, pois, o doente não aceita o socorro dando continuidade
aos seus devaneios. (21) (30)
        “A fascinação é progressiva, indo desde atitudes excêntricas, fanatismos, doutrinas
estranhas, teorias falsas, etc... “Muitos Espíritos, que praticam estas ações, usam personalidades
falsas para impressionar. Situações ridículas e extravagantes são criadas por essas ilusões.” (33)
          6.3. Subjugação
       “Dava-se antigamente o nome de possessão ao domínio exercido pelos maus Espíritos,
quando a sua influência chegava a produzir a aberração das faculdades humanas. A possessão
corresponderia, para nós, à subjugação. Se não adotamos esse termo, é por dois motivos: primeiro,
por implicar a crença na existência de seres mais ou menos imperfeitos e todos eles suscetíveis de
se melhorarem; segundo, por implicar também a idéia de tomada de um corpo por um Espírito
estranho, numa espécie de coabitação, quando só existe constrangimento. A palavra subjugação
exprime perfeitamente a idéia. (16)
       “Subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu
mau grado, isto é, contra a sua vontade” (17)
       “A subjugação divide-se em moral e corporal. Nas duas o obsediado age sob verdadeiro
jugo (domínio)”.
       Meios para combatê-la é muito difícil porque o obsediado não ajuda; ele se compraz, recebe
as sugestões externas, mas é como se ele próprio as tivesse elaborado; está cego e iludido. (21)

                    6.3.1. Subjugação moral
       O individuo é levado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras, que
iludido considera sensatas.” (30)
                    6.3.2. Subjugação corporal
        “O Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários, levando-
o por vezes a praticar atos ridículos.” (28)
        “Kardec usa o termo subjugação, no lugar de possessão, por compreender que havia uma
idéia errônea da possessão, acreditando-se em demônios que se apoderavam do corpo de alguém.
Isto os Espíritos, na codificação, deixaram bem claro que não há posse total e nem demônios são
criados por Deus.” (22) (29)
        “O que acontece é que o Espírito que subjuga, penetra o perispírito do subjugado que
recebe, como que um envoltório, o corpo fluídico do obsessor, o corpo material por esse meio e
atingido em todo o seu ser. Em lugar de agir exteriormente, o Espírito desencarnado substitui o
Espírito encarnado, que fica ao lado, como na emancipação da alma, mas nunca tomando posse,
visto que a união molecular do perispírito como o corpo só se dá na concepção.” (22)
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        Todavia, Kardec admite o termo possessão e o utiliza como forma de ação de um Espírito
sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. “Kardec usa o termo possessão para designar
psicofonia inconsciente, pois que o Espírito fala com sua voz e maneiras próprias, alertando que
essa psicofonia e incorporação pode ser de um Espírito bom ou mau”. (22) (27)
        No caso da subjugação ou possessão por um Espírito mau, o envolvimento se dá no
perispírito, e na obsessão simples e no começo da fascinação, o envolvimento é mental, através do
pensamento.” (23)
        Nos graus extremamente altos de subjugação observa-se casos de licantropia, loucura,
distúrbios mentais graves que, envolvendo o psiquismo num primeiro momento, comprometem o
perispírito e o próprio corpo físico como o minar de energias (vampirismo)”. (17)


Fenômenos de vampirização, ovoidização, zoantropia e licantropia.

    Vampirismo
    É um processo obsessivo em que os Espíritos involuídos, arraigados às paixões inferiores, se
imantam à organização psicofísica (mente e corpo) dos encarnados, sugando-lhes a substância vital.
(17) O Espírito que se alimenta das emanações vitais de outro recebe o nome de vampiro ou
vampirizador.(16)

     “(...) Vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e,
em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário recolher que eles atendem aos
sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontre guarita no estojo de carne dos homens.”
(12) (16)
    Elucidando a definição, acima : “ e, face do desajuste mental do homem moderno, eivado
(contaminado) de vícios e paixões, de ordem fisiológicas ou psicológicas, tem o vampirismo, entre
nós encarnados, extensão inconcebível.” (17)
    O processo de vampirização tem semelhança com o “Parasitismo” é uma relação existente
entre dois seres vivos, em que um se beneficia do outro. Dessa forma, o agente agressor é
denominado parasita, enquanto que o ser agredido recebe o nome de hospedeiro parasitado ou
parasitado. As formas primarias de parasitismo encontrada na natureza são os micróbios (
Bactérias, Vírus, Fungos e Protozoários) e alguns insetos.
    “- Larvas: Alimento mental das entidades infelizes formado pelas nossas criações inferiores.
Tais entidades buscarão e encontrarão sempre, em nós, aquilo de que se nutrem, “as larvas criadas
pelos nossos pensamentos e ações.” Pelos excessos, na alimentação ou noutras manifestações
psíquicas, de ordem inferior, criaremos tais larvas, com as quais atraímos, para nosso “campo
mental e fisiológico”, entidades ociosas.
    Os excessos físicos ou mentais são a fonte geradora dessa “fauna estranha”. A colera, a
desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos “gérmens psíquicos” na esfera da
alma.” (17)
      Ovoidação
       Dá-se o nome de ovóides aos desencarnados que perderam seu corpo perispiritual, saturado
de marcas negativas e que acabam em deplorável fixação monoideística. É o monoideísmo auto-
hipnotizante idéia fixa em determinada situação, não importando tudo mais.
        Não havendo estímulo, o corpo perispiritual se atrofia e envolvido pela idéia fixa do
desencarnado se fecha de uma maneira tal como se estivesse entre as paredes de um ovo,
transformando-se num corpo ovóide. (25)
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       Pode ocorrer nos casos de desencarnados em profundo desequilíbrio com ensejo de
vingança; influenciam aqueles que perseguem, se auto-hipnotizam com as próprias idéias e como
conseqüência se retraem por falta de função, assemelhando-se a ovóides ligados às vítimas que de
modo geral aceitam a situação por vibrarem na mesma sintonia de seus algozes.
       Também grandes criminosos pervertidos, ao desencarnar, vêem-se atormentados pela visão
repetida de seus crimes, vícios, etc.. Esse pensamento fixo e constante, fazem-nos perder os órgãos
do corpo perispiritual transformando-os em ovóides.
        “Inúmeros infelizes obstinados na idéia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados
a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhes
fazem objeto de calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço,
infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideísta, fora das
noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do
veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função,
assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam,
mecanicamente, a influênciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio,
ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais
incessantes.” (26)
Zoantropia e Licantropía
          Segundo dicionário:
          Licantropia – Loucura, em que o enfermo se supõe transformado em lobo;
          Zoantropia – Doença mental em que o enfermo se julga transformado num animal.

       Em Estudando a Mediunidade encontramos: “A simples fascinação de hoje, caracterizada
por fenômenos alucinatórios, atitudes ridículas ou absurdas e mesmo, pelo fanatismo religioso,
pode agravar-se e progredir de tal maneira que converta na Licantropia de amanhã.”
       Definição: “É o fenômeno pelo qual Espíritos “pervertidos no crime” atuam sobre antigos
comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas a de certos
animais” (18)
        “Muitos Espíritos, pervertidos no crime, abusam dos poderes da inteligência, fazendo pesar
tigrina crueldade sobre quantos ainda sintonizam com eles pelos débitos do passado. A semelhantes
vampiros devemos muitos quadros dolorosos da patologia mental nos manicômios, em que
numerosos pacientes, sob intensiva ação hipnótica, imitam costumes, posições e atitudes de animais
diversos.” (18) (13)
       “Há casos extremos de licantropia e de zoantropia, deformante, em que a pessoa imita
“costumes, posições e atitudes de animais diversos”; em casos mais graves e agressivos, o
fenômeno se manifesta através da violência, da alucinação e, até, do crime.” (18)
       O Espiritismo, analisando a causa de tais sofrimentos, ajuda as vítimas das grandes
obsessões a se recuperarem. Três condições principais podem ser indicadas como favorecedoras da
cura de pessoas que sofrem a atuação dessas pobres entidades, a saber:
       1o- Estudo – Evangelho e Doutrina
       2o- Trabalho – Atividade incessante no bem
       3o- Amor no coração – Converter a própria vida em Expressão de fraternidade

       Além de lhe ser possível equacionar alguns casos, menos entranhados no passado, a
Doutrina Espírita levará ao coração de perseguidos e perseguidores, a semente de luz do perdão,
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para germinação, crescimento, florescimento e frutificação oportunos. E no grande Provir,
verdugos e vítimas de hoje estarão, redimidos e irmanados, cultivando (...) a Fraternidade Legítima.
        E não podia deixar de ser assim, a fim de que, agora e por toda a Eternidade, se confirmem,
integralmente, as palavras de Jesus Cristo: “
        -“ Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá” (18)
        Para entendermos mais sobre este processo teríamos que estudar muito mais a fundo. Seria
interessante para os trabalhadores em desobsessão.

Loucura e Obsessão

    A loucura ordinária (comum) origina-se de causas que não surgem a ação de uma Entidade
espiritual. As causas são outras e de natureza tão variada que recebem o nome genérico de doença
mental.
    Em psiquiatria, as doenças mentais são denominadas por diversos termos como: distúrbios,
doenças emocionais e psicopatias.
    Existem duas palavras ligadas a loucura que são:
Psicose – apresenta um estado grave, interferindo na vida do paciente, tornando-o incapaz de viver
em sociedade.
Neurose – seria uma perturbação menos grave e o paciente apresenta distúrbios da ansiedade e da
personalidade.
        A diferença que existe entre uma doença mental e obsessão é que a primeira sempre sugere
um distúrbio orgânico preexistente, como má formação congênita, doença ou traumatismo, o que já
não ocorre com a segunda.
    Lembrando que nos processos obsessivos se produz distúrbios orgânicos, quando o obsediado
não é tratado adequadamente no Centro Espírita.
          “Todas as grandes preocupações do Espírito podem ocasionar a loucura(...)
     A loucura provém de um certo estado patológico do cérebro, instrumento do pensamento.
Estando o instrumento desorganizado, o pensamento fica alterado. A loucura é, pois, um efeito
consecutivo, cuja causa primária é uma predisposição orgânica, que torna o cérebro mais ou menos
acessível a certas impressões; isso é tão verdadeiro que há pessoas que pensam excessivamente e
não ficam loucas, ao passo que outras enlouquecem sob o influxo de menor excitação ou
superexcitação (...) que torna, então, uma idéia fixa; esta poderá ser a dos Espíritos, como poderá
ser a de Deus, dos anjos, do diabo, da fortuna, do poder, de uma ciência, da maternidade, de um
sistema político ou social. (...)” (15)
    “Entre as causas mais freqüentes de superexcitação cerebral, é preciso contar com as
decepções, os desgostos, as afeições contrariadas, que são, ao mesmo tempo, as causas mais
freqüentes de suicídios. (...) É preciso ainda acrescentar o medo, e o medo do diabo desarranjou
mais de um cérebro (...).”
    “Portanto, é preciso não confundir a loucura patológica com a obsessão. Esta não se origina de
nenhuma lesão cerebral, mas da subjugação que Espíritos malfazejos exercem sobre certos
indivíduos, e tem por vezes a aparência da loucura propriamente dita (...)”
    “O Espiritismo, fazendo conhecer esta nova causa de perturbação da saúde, dá mesmo tempo o
único meio de triunfar sobre ela, agindo não sobre a doença, mas sobre o Espírito obsessor. Ele é o
remédio e não a causa do mal”. (14)

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        A pessoa nasce com predisposição orgânica para enfermidades psíquicas, em decorrência de
atos praticados em vidas pretéritas. Allan Kardec nos ensina que temos que ter o germe da loucura.
       A doutora Marlene Nobre em seu livro “A Obsessão e suas mascaras” que foi elaborado
através de estudos das obras de André Luiz, nos traz grandes ensinamentos sobre obsessão
aprofundando sobre este assunto, vale a pena estudar.
Sinais graves e conseqüência da obsessão (33)
    O Espiritismo veio revelar, com riqueza de detalhes, o mundo espiritual e a intrínseca relação
existente entre encarnados e desencarnados.
    Sabemos também da estreita relação entre a organização física do nosso corpo e a sua
organização psíquica e espiritual. Assim sendo, muitas doenças, desequilíbrios físicos e mentais
ocorrem principalmente por problemas da mente, e posteriormente no corpo físico, que é, sem
dúvida nenhuma, um instrumento do Espírito.
    O próprio individuo, pelo clima interior que cria em sua vida, define a sua saúde. Sendo uma
pessoa que se deixa levar por pensamentos destrutivos, poderá atrair Espíritos da mesma natureza,
e, por razões diversas, sua atuação se fará presente, tendo, como conseqüências, desequilíbrios de
toda sorte.
    Em alguns processos obsessivos podem ser notados:
Cansaço extremo e desanimo;
Urticária e alergia;
Sono Excessivo;
Tonturas;
Alergias diversas;
Colites;
Dores de estomago;
Pressão alta ou baixa;
Dores de cabeça
Paralisia
Comportamentos compulsivos (manias)
Espirros freqüentes e resfriados sem coriza;
Agressividade, rebeldia e isolamento.

        Esses sintomas são difíceis de serem identificados, geralmente os tratamentos convencionais
não resolvem.
        Em geral, o corpo físico enfraquece, devido à ação vampirizadora, que vai minando as
reservas de fluido vital.
        Outras características podem ser mencionadas:
Hipersensibilidade (nervos a flor da pele) – pessoa melindra-se por qualquer coisa; suas reações
não combinam com as razões que as provocam;
Vícios – a dependência em relação ao álcool e tóxicos;
Sexo – Espíritos, ainda apegados as exigências da carne, aproveitam-se das sensações de seus
subjugados. Há toda sorte de desregramento. Esses arrastamentos podem levar à prostituição,
adultério, homossexualismo e aberrações sexuais;
Mudanças bruscas de vida – o processo obsessivo pode ser demorado e constante, mas em certas
fases, de maior influenciação, tudo começa a ir para trás, negócios, amores e ate casamentos e lares
inteiros podem ser destruídos.
          Há situações que favorecem a obsessão:
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- Temperamento difícil, explosões temperamentais, autoritarismo, futilidade, materialismo
desmedido, indisciplina, etc...
- Excessos na alimentação, sexo, trabalho, preguiça, fanatismos, dinheiro, poder, etc...
Não podemos nos esquecer que em toda obsessão, desde, a simples até a subjugação os fatores
preponderantes são os débitos morais a resgatar.
FONTES DE CONSULTAS
1. Lampadário Espírita – “As Obsessões” – Joana de Angelis
2. Grilhões Partidos- O Obsessor – Manoel P. de Miranda
3. Estudo da Mediunidade – FEB
4. Diretrizes de Segurança – Perg. 69 – Divaldo P. Franco e J. Raul Teixeira
5. Evangelho Segundo o Espiritismo Cap.XXVIII Item 81 – Allan Kardec
6. Mecanismo da Mediunidade - Perturbações – André Luiz – F. C. Xavier
7. Obsessão e Desobsessão Cap. 13 – Suely Caldas Schubert
8. Obsessão e Desobsessão Cap. 11 – Suely Caldas Schubert
9. Obsessão e Desobsessão Cap. 5 – Suely Caldas Schubert
10. Obsessão e Desobsessão Cap. 9 – Suely Caldas Schubert
11. Obsessão e Desobsessão Cap. 9 – Suely Caldas Schubert
12. Missionários da Luz – Cap. 4 – André Luiz – F. C. Xavier
13. Nos Domínios da Mediunidade Cap. 23 André Luiz – F. C. Xavier
14. O que é o Espiritismo – O Obsediado – prg. 72 , 73 -Allan Kardec
15. O que é o Espiritismo – O Obsediado – perg 71Allan Kardec
16. Estudando a Mediunidade cap. 13 – Martins Peralva
17. Estudando a Mediunidade cap. 08 – Martins Peralva
18. Estudando a Mediunidade cap. 35 – Martins Peralva
19. Curso de Educação Mediúnica – 2o- ano – pág. 162 - FEESP
20. Curso para Dirigente e Monitores de desenvolvimento P Mediúnico – pág 190,191 – Silvia Puglia
21. Curso para Dirigente e Monitores de desenvolvimento P Mediúnico – pág 191 – Silvia Puglia
22. Curso para Dirigente e Monitores de desenvolvimento P Mediúnico – pág 192 – Silvia Puglia
23. Curso para Dirigente e Monitores de desenvolvimento P Mediúnico – pág 193 – Silvia Puglia
24. Diálogo com as Sombras – cap. II pág 122 à 171 – Hermínio C. Mirando
25. Evolução em Dois Mundos – Cap. 12 – FCX e Valdo Vieira – André Luiz
26. Evolução em Dois Mundos – Cap. 15 – FCX e Valdo Vieira – André Luiz
27. A Gênese – cap. 14 – 45 a 49 – Allan Kardec
28. O Livro dos Médiuns Item 240 – Allan Kardec
29. O Livro dos Médiuns Item 241 – Allan Kardec
30. O Livro dos Médiuns- cap. 22 -Item 239 – Allan Kardec
31. O Livro dos Médiuns – cap. 23 - Item 238 – Allan Kardec
32. O Livro dos Médiuns- cap. 22 - Item 237 – Allan Kardec
33. Manual Prático de desenvolvimento mediúnico- cap 10 – Eunildo de Carvalho
34. Estudos Espíritas Obsessão – Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco




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                                                     DESOBSESSÃO


       Visto o que é obsessão, seus tipos, seus mecanismos e seus graus, vamos passar agora à
prevenção e ao tratamento da obsessão, especialmente à orientação e encaminhamento dos
enfermos dentro da Casa Espírita.
        Utilizaremos, para tal, uma coletânea de estudos sobre o tema selecionado na literatura
espírita a respeito.
Conceito
       “No sentido amplo da palavra, desobsessão significa o ato de curar alguém da obsessão.
       A cura espírita da obsessão baseia-se na conscientização do enfermo e do espírito agressor,
posto que o paciente, é o agente da própria cura.
       Para isso a Doutrina propõe:
O esclarecimento através do estudo;
Renovação interior por intermédio da ação do pensamento e da vontade.” (4)
        “A desobsessão age, desse modo, por remédio moral específico, arejando os caminhos
mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo
vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que por enquanto, não somos
capazes de calcular. Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros,
insucessos, além de obtermos com apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da
vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.”
(1)
       “Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade. É o ser
humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo. Em sentido restrito, é
tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.” (2)
       Podemos, então, concluir que desobsessão é um tratamento feito em reuniões específicas,
tendo auxílio de ferramentas que nos permitam a transformação moral.

Prevenção da Obsessão – Como evitá-la

        “Conheça a ti mesmo”: através do exercício constante da análise de si mesmo, o ser humano
passa a se conhecer, colocando parâmetros entre o que pode e o que não pode realizar. Com isso
passa a perceber as induções mentais que não se coadunam com seu modo natural de ser. Quando
se conhece, se vigia, não aceitando idéias diferentes das suas. Vivendo de acordo com o preceito de
Jesus; "Orai e vigiai, para não cairdes em tentação".
        Paulo de Tarso diz: "Tudo me é possível, mas nem tudo me é permitido". Nos alerta através
dessas palavras que tudo podemos fazer com o nosso livre arbítrio, mas nem tudo que fazemos se
reverterá em nosso proveito espiritual. A sabedoria do espírito é saber discernir entre o que traz
felicidade momentânea ou a felicidade eterna. A opção da escolha é sua, não podendo a ninguém
imputar culpa posterior.” (4)
          “Comece a livrar-se agora, seguindo alguns conselhos para a desobsessão:
Ao acordar diga à si mesmo: Deus me concede mais um dia de experiências e aprendizado. É
fazendo que se aprende. Vou aproveitá-lo. Deus me ajudará. (procure manter estas palavras na
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mente; repita-as durante o dia).
       Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente com mentes
desequilibradas. Corte esta sintonia ligando-se a pensamentos bons e alegres. Repila as idéias más.
Compreenda que você nasceu para ser bom e normal. As más idéias e os maus pendores existem
para você vencê-los, nunca para se entregar;

      Mude a sua maneira de ver os outros. Na essência somos todos iguais. Se outro está irritado,
não se irrite também, ajude-o a se reequilibrar. A irritação é sinal de obsessão. Ajude-se que
também serás ajudado.
Vigie os seus sentimentos, pensamentos e palavras nas re1ações com os outros. O que damos
recebemos de volta;
Não se considere vítima. Aceite sua expiação e procure vencê-la;
Não se abata diante das dificuldades pois seus males são passageiros, mas se você os alimentar,
eles durarão.
É você que sustenta seus males. Cuidado com isso;
Procure um Centro Espírita ou uma casa espiritualista e entre em sintonia com o mundo espiritual
para angariar forças e alívio aos seus pesares;
Não dê atenção aos impulsos negativos. Peça aos bons espíritos e ao seu Anjo da Guarda para que
encaminhe esses espíritos que lhe tiram a paz;
Leia diariamente, pela manhã ou à hora de deitar, um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo,
ou uma prece, e medite sobre o que leu. Abra o livro ao acaso e não pense que a lição e só para
você; muitas vezes é para o obsessor, mas você também pode aproveitá-la.” (10)
       “Profilaxia é o conjunto de medidas que tentam evitar, prevenir o aparecimento de certa
doença.”
       Existe obsessão porque existe inferioridade em nós, porque fizemos sofrer e sofremos,
porque temos dificuldade de perdoar.
      O caminho eficiente para evitarmos obsessões, é aquele que leva á Jesus. "Eu sou o
Caminho, a Verdade e a Vida." A única profilaxia eficaz é a do Evangelho, é praticar o bem e ser
bom. O amor é o único antídoto realmente infalível.
       Quando aprendemos a amar sem reservas, sem interesse, sem exigências, quando houver em
nós o amor em toda sua plenitude, então não haverá mais lugar para ódios, maldades, disputas e
muito menos obsessões.” (7)
        “Toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme
do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no
silêncio da prece.
       Através do auto-controle, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e
palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco,
de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto.
        Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque, junto ao
imenso número de companheiros perturbados e obsediados que enxameiam a Terra de hoje, em
toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão.” (11)
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        “Jesus ensinou que o mais poderoso antídoto contra a obsessão é o amor, pela experiência
da caridade, da abnegação e do acrisolamento dos ideais.
       Esforcemo-nos pela vigília constante para que nos libertemos da vergasta das obsessões, no
firme propósito de modificação de hábitos e atitudes negativos, ingressando no seio dos valores
enobrecedores da vida pela efetiva renovação íntima.” (12)


Como se processa a desobsessão
        “A desobsessão se processa nos planos espiritual e físico, em verdade, um sendo a
continuação do outro, porque entrelaçados, mas que devem ser cuidados de per si: tarefas do plano
físico geridas pelos homens, mediante inspiração dos Espíritos, e tarefas do espiritual geridas pelos
Espíritos com a colaboração dos homens.”
        “No âmbito da desobsessão, há duas vertentes de ação bem definidas, ou seja: o
atendimento aos encarnados (A) e o atendimento aos desencarnados (B).” (5)
      “Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, a correntes mentais. O
pensamento é a base de tudo. “ (8)
         “Em nossa proposta de tratar o paciente, sob o ponto de vista espiritual, temos de considerar
a obsessão como sendo um processo dinâmico, tendo em mente a importância de se instituir um
tratamento mais abrangente, em que deve participar a casa espírita, as ciências médicas e
psicológicas, visando estabelecer a harmonia do Ser o mais breve possível, evitando-se assim a
cristalização dos fluidos tóxicos em seu campo eletromagnético, o que fatalmente produzirá lesões
nos órgãos do corpo físico.”
       Considerando que nem os resultados são imediatos, não devemos nos esquecer da
importância de um diálogo franco e aberto com a família, principalmente tendo o cuidado de não
induzir falsas esperanças e curas miraculosas, e sim direcionar orientações específicas, apontando
todas as dificuldades que o caso possa apresentar.
       Temos a consciência de que a obsessão é um processo bilateral: de um lado temos o
cobrador, que pelo seu pouco desenvolvimento moral, acha que tem o direito de julgar, dar
sentenças e executá-las e, por isto, é muito infeliz, enfermo carecendo também da terapia do amor e
compreensão. Por outro lado, temos o obsediado vivendo as culpas, cobranças, em razão dos seus
equívocos. Ambos precisam de tratamento específico.
      Quando falamos [do tratamento espiritual], (...) estamos sugerindo o uso de técnicas
aprimoradas que envolvem os conceitos e os conhecimentos das manipulações dos fluidos.” (6)
       “Para completar, faríamos as observações:
1) quadros obsessivos existem, que levarão mais de uma encarnação para terem sua solução;
2) que nunca devemos desanimar, pois tudo que fizermos estará contribuindo para a redução de
tempo, e também, amenizando sofrimentos;
3) que mais cedo ou mais tarde, todos os quadros de obsessão - por mais graves que sejam - serão
solucionados, pois o amor sempre vencerá o ódio;
4) que o obsessor e o obsediado nem sempre se curam simultaneamente. “(7)
      “A cura da obsessão pode ser obtida pela ação:
Do obsediado (suportação paciente, renovação moral, prática do bem).
Do obsessor (que desiste, por não obter efeitos, ou se renova).

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De terceiros (que dão ao obsediado resistência fluídica, com passes e vibrações, e esclarecem tanto
a ele como ao seu obsessor).
       Observando o sofrimento de um obsediado, sentimos vontade de ajudá-lo a se libertar da
obsessão.
       Convém saber, porém, que os espíritos obsessores:
Na maioria, têm consciência do seu estado e estão endurecidos no mal.
Seu ambiente psíquico é desequilibrante.
Agem com astúcia e empregam todos os ardis para ludibriar; às vezes, chegam a simular
regeneração, para melhor exercerem sua perigosa influência sobre a vítima.

Se impedidos de prosseguirem na perseguição por ação de terceiros, podem se voltar contra estes,
que consideram como “intrusos”, procurando, se possível, prejudicá-los física ou moralmente, de
forma direta ou indireta.” (9)
       “Diante [de] (...) possessos e possessores, só a oração do amor infatigável e o jejum das
paixões conseguem mitigar a sede em que se entredevoram (...).
       O trabalho de desobsessão se iniciou (...) com Jesus, indicando o Excelso Amigo todo o
processo terapêutico a ser empregado dali por diante. A lição ficaria pelos tempos a fora, ensinando
aos homens que somente através da prece e da reforma íntima conseguiriam a libertação para os
graves padecimentos das obsessões.” (2)
“Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?
Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre
espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados e desencarnados, será sempre questão
de escolha e sintonia.” (8)
Diagnóstico da Obsessão
      “A obsessão é um fenômeno da patologia mental que pode ser identificado através de
metodologia definida.” (3)
       “Se pretendemos ter algum sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro passo é
termos um bom diagnóstico, sob todos os aspectos.”
          Necessitamos, para isto, de uma boa anamnese.
       Características que contribuem para o diagnóstico da obsessão, segundo o Codificador
(Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 243):
Insistência de um Espírito em se comunicar, queira ou não o médium;
Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo
das comunicações recebidas;
Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos espíritos que se comunicam e que, sob nomes
respeitáveis e venerados, dizem falsidades ou absurdos;
Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os espíritos que se comunicam por seu
intermédio;
Disposição de se afastar das pessoas que podem esclarecê-los;
Levar a mal crítica das comunicações que recebe;

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Necessidade incessante e inoportuna de escrever;
Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou a falar
sem querer;
Ruídos e transtornos contínuos ao redor do médium, causados por ele ou tendo ele por alvo.
       Como contribuição para o diagnóstico da obsessão, não podemos esquecer das avaliações
do mentor espiritual, Manuel Philomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão), quando
apresenta algumas considerações:
Quando você escuta, nos recessos da mente, uma idéia torturante, que teima por se fixar,
interrompendo o curso do pensamento;
Quando constante, imperiosa e atuante força psíquica interferindo nos processos mentais;
Quando verifique a vontade sendo dominada por outra vontade que parece dominar;
Quando experimente inquietação crescente, na intimidade mental, sem motivos reais;
Quando sinta o impacto do desalinho espiritual, em franco desenvolvimento, acautele-se, porque
você se encontra em processo imperioso e ultriz de obsessão pertinaz.” (6)
Técnicas de diagnóstico: José Queid Tufaile Huaixan, de São José do Rio Preto, sugere as
seguintes (3):
a) Entrevistas
        O primeiro procedimento de uma terapia desobsessiva é realizar uma entrevista com o
paciente, a fim de detectar os sinais psíquicos que a possam identificar, observar fatos do dia-a-dia
que possam comprovar sua existência, além de identificar condutas e procedimentos que possam
estar facilitando o desenvolvimento do processo obsessivo.
       A casa espírita poderá utilizar exames espirituais para diagnosticar e tratar os processos
obsessivos graves.
b) Exame espiritual por evocação
        As fichas de entrevistas são encaminhadas a uma sessão mediúnica de desobsessão. O
responsável pela sessão cita o nome do paciente e pode ser feita uma prece evocatória, após a qual
podem se manifestar obsessores do paciente ou haver conselhos transmitidos por amigos
espirituais.
       Os médiuns não devem ser informados sobre o tipo de problema, de modo a evitar
influências anímicas e para avaliar o funcionamento da mediunidade dos trabalhadores.
c) Exame espiritual por psicografia
      Um ou mais médiuns psicógrafos captam as informações do mundo espiritual sobre os casos
em exame.
      Deve haver uma parte instrutiva, de estudo e leituras, para preparar o ambiente e instruir
moralmente os participantes, encarnados e desencarnados.
d) Exame espiritual por vidência
        O médium deve ser seguro e experiente, pois a vidência é uma faculdade incerta e que se
presta ao erro.

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          Possibilita aos entrevistadores ter uma avaliação no mesmo dia da entrevista.
       Deve ser precedida por cerca de 30 minutos de estudo evangélico, para edificar o ambiente
e os aspectos morais de todos os participantes. Os pacientes devem entrar individualmente, um de
cada vez, na sala de reuniões. Na sala, deve haver um auxiliar, que dará passe no paciente. As
observações vistas pelo médium são anotadas numa guia de exame, que volta aos entrevistadores e
sobre a qual o paciente não deve ter acesso.

Princípios do Tratamento
       “Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", assim se manifesta sobre os
mecanismos da obsessão e seus princípios de tratamento:
       "Assim como as doenças são resultados das imperfeições físicas, que tornam o corpo
acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma
imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física opõe-se uma força física;
a uma causa moral, é necessário opor-se uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-
se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma. Disso resulta que o
obsedado precisa trabalhar para sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente
para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário,
quando a obsessão degenera em fascinação e subjugação, porque o paciente perde, por vezes, a
sua vontade e o seu livre arbítrio" – (Capítulo 28:81).
        Para se curar uma doença física, o médico deve examinar o caso de modo a descobrir quais
os motivos que levaram ao aparecimento da enfermidade. Depois do diagnóstico, ele prescreve o
tratamento clínico ou cirúrgico, segundo um julgamento lógico e científico. Mais tarde, avaliará os
resultados pondo fim ao tratamento, ou dando continuidade a ele, se necessário for.
       Na terapêutica destinada ao tratamento da obsessão, pode-se proceder com metodologia
parecida, já que as causas dos distúrbios obsessivos são diversificadas e instalam-se na mente do
obsediado por causa de uma fraqueza ou falha existente no seu organismo moral.
        O primeiro passo será fazer uma pesquisa em torno da vida do paciente, procurando detectar
os principais vetores comportamentais por onde está atuando a obsessão [diagnóstico]. (...) isso
poderá ser feito através da entrevista e de exames mediúnicos. A partir daí se tomarão os
procedimentos terapêuticos que se julgar mais conveniente ao sucesso do tratamento. No
Espiritismo o principal remédio é a instrução moral dada do enfermo e ao Espírito que o
atormenta.” (3)
Técnicas de Desobsessão
       São fatores e providências que precisam ser observados no procedimento terapêutico, para
que se consiga libertar definitivamente uma pessoa obsediada do seu obsessor.
        “Alguns estudiosos do Espiritismo afirmam que não existem técnicas para se tratar da
obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que se
classificavam desde casos mais comuns, até os mais graves na patologia obsessiva. Como
veremos, as coisas não são tão simples assim. Existem fatores e providências que precisam ser
observados nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente uma
pessoa obsediada do seu obsessor. A isso denominamos técnicas de desobsessão.
       A desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar o obsediado de sua
prisão mental.


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        A técnica básica do tratamento da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos Espíritos
envolvidos, encarnados e desencarnados. Doutrinar, significa instruir em uma doutrina. É isso que
se vai fazer com o paciente, com sua família, se necessário, e com o Espírito que o atormenta.
Atualmente o termo “doutrinar” vem sendo mudado para “esclarecer”, que na verdade é a mesma
coisa.” (3)
Como o centro espírita pode auxiliar no tratamento
       “O Centro Espírita é a peça fundamental para o tratamento da obsessão. Para isso deve
dispor de equipe experiente para proceder a recepção e o diálogo com os obsessores.
         O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que [influem] (...) positivamente na
reforma moral, tanto do desencarnado como do encarnado. [Deverá haver] (...) reuniões
evangélicas ou cursos doutrinários, para onde devem ser encaminhados os necessitados encarnados.
(...) trazidos pelo plano espiritual que assiste a casa, os desencarnados envolvidos no processo
receberão esclarecimentos. Assim, ambos terão bases sólidas para mudarem hábitos e atitudes,
condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis.
       A equipe deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso
superando todos os obstáculos. Com bases doutrinárias sólidas, não se deixarão abater por
impedimentos (...).
       A equipe deverá ser constituída por:
Dirigente , Médiuns de Incorporação, Doutrinadores, Médiuns de Sustentação.
        Todo o êxito da reunião dependerá da equipe, que, se não encarar com seriedade o trabalho,
poderá, sim, atrair muitos problemas para si, com claros prejuízos a todos. Por isso, enumeramos
alguns requisitos básicos para se fazer parte de uma dessas equipes:
Interesse pelo estudo
Disciplina, Pontualidade, Assiduidade, Vivência com os postulados Cristãos, Fraternidade, Amor
pelo semelhante, etc. “ (4)
       Mais detalhes sobre a Reunião Mediúnica de Desobsessão podem ser vistos em Capítulo
específico dessa apostila.
       “As terapias desobsessivas na Casa Espírita dependem do conjunto de todas suas atividades,
umas diretamente relacionadas com o atendimento aos enfermos – o Atendimento Fraterno, a
Exposição Doutrinária, a Terapia pelos Passes e a Reunião Mediúnica – e outras de natureza
formativa e integrativa.” (5)
      Segundo Nilo Calazans de Menezes Filho, de Salvador / BA, o centro espírita deverá atuar
nas duas vertentes, que são: o atendimento aos encarnados e o atendimento aos desencarnados,
como detalhamos abaixo.
Atendimento aos Encarnados
          O Padrão Vibratório do Centro Espírita.
        Deve haver nele um clima fraternal predominante e seus membros [devem estar]
interessados sinceramente na proposta evangélica do amor e da solidariedade entre todos.
        Atendimento Fraterno - consiste na “Orientação” da Casa de Jesus, às quartas-feiras à
noite e aos sábados de manhã



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        O Atendimento Fraterno é a porta de acesso por onde o indivíduo carente se adentra ao
Centro Espírita. É nele que as suas enfermidades espirituais serão diagnosticadas, enquanto lhe são
prescritas as orientações e terapias de que se deve utilizar para o processo da desobsessão.
        Atender bem, ouvi-lo com interesse e compaixão. Responder-lhe questões e dúvidas.
Depois virá a fase do personalizar, ou seja: individualizar a experiência, em que o atendente
fraterno estimula o atendido, encoraja-o, estimula-o a sentir-se apto e responsável por si mesmo,
levando-o a compreensão de sua experiência de vida. E por fim, orientá-lo, quando o ajudado deve
encontrar por si, com o auxílio do [orientador], um caminho a seguir.
          A Terapia Pelos Passes.
       De valor incomensurável como terapia desobsessiva, o passe consiste numa (...) transmissão
de bioenergia.
        Promove o desligamento de seres espirituais negativos, enseja a assepsia dos centros de
força, dispersando fluidos prejudiciais, fortalece as células físicas do enfermo, além de restabelecer
o seu vigor mental para que refaça os seus vínculos com o anjo guardião através da prece.
          As Reuniões de Exposição Doutrinária.
       Se o atendimento fraterno e o passe correspondem à psicoterapia individual, a reunião de
exposição doutrinária corresponde à psicoterapia de grupo. Há um favorecimento em termos de
renovação mental, emocional e até física.

        Uma outra ação importante dos Benfeitores, é a triagem que fazem das Entidades que
acompanham os encarnados, hospedando na Casa aquelas mais susceptíveis de serem doutrinadas
nas [reuniões] mediúnicas.
          A Promoção do Ser
          Esta etapa é o fecho do tratamento desobsessivo para os encarnados.
       A primeira conquista que a pessoa terá de fazer é a recuperação da sua religiosidade, pois a
perda dela foi um dos fatores que deu margem à obsessão.
        A providência seguinte é criar o gosto pelo estudo, seja o estudo em grupo, sistematizado,
ou o feito por autodidatismo, ambos necessários e estimuladores do crescimento espiritual.
       A última etapa será a vinculação ao trabalho do bem, que traz para o indivíduo o grande
prazer de estar concorrendo para o progresso da humanidade.



Atendimento aos Desencarnados.
          A Reunião Mediúnica.
          Visa promover, simultaneamente, a doação energética e o diálogo esclarecedor.
       As [reuniões] mediúnicas são, portanto, reuniões especializadas, em que os médiuns
psicofônicos se colocam em disponibilidade para essa tarefa socorrista e os doutrinadores, agindo
como terapeutas espirituais, esclarecem, consolam, aliviam e aconselham os Espíritos em
sofrimento. (...) outras pessoas (...) [que fazem parte do grupo] ajudam a manter a vibração,
meditando, orando e acompanhando atentamente as comunicações.

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           As Terapias Mediúnicas.
       Quando um Espírito sofredor, ou mesmo um (...) endurecido, incorpora num médium
adestrado numa reunião mediúnica séria, dá-se um choque fluídico, que vem a ser a terapia
fundamental, processando-se pela interpenetração entre os perispíritos do médium e do Espírito e
caracterizando-se por trocas energéticas entre ambos.
       O terapeuta-doutrinador, em sintonia com o Mentor Espiritual da reunião, na medida em
que aconselha o Espírito pode sentir a necessidade de adotar outros procedimentos técnicos
favorecedores da terapia desobsessiva, conduzindo-a para resultados promissores.
       Por exemplo: utilizar-se da prece, (...) aplicar o passe, (...) poderá utilizar-se da hipnose, no
seu aspecto sugestivo, para a projeção de ideoplastias proveitosas ao esclarecimento ou como
recurso de contenção dos impulsos asselvajados dos Espíritos comunicantes; por fim, induzi-los à
regressão de memória, sob orientação do Mentor, quando perceber a necessidade de remover
traumas ou levá-los a compreender os motivos desencadeadores dos acontecimentos atuais.” (5)
       Assim conclui esse autor:
       “A terapia espírita conhecida como desobsessão, por sua complexidade e abrangência,
requer uma interação eficaz de todas as atividades e procedimentos.”

O auxílio ao obsediado (o encarnado enfermo)
       Logo de início, cabe perguntar:: podemos auxiliar um encarnado vítima de obsessão e que,
todavia, não seja espírita ou se encontra distanciada das preocupações com seu progresso espiritual
?
          Valemo-nos, novamente, do estudo de José Huaixan:

        “A Doutrina Espírita ensina que a evangelização (orientação moral) é fundamental na
recuperação dos obsedados. No entanto, deve-se ter o cuidado para que essa idéia não seja
radicalizada a ponto de não se querer ajudar os que não querem estudar o Espiritismo. Alguns
dirigentes pensam que evangelizar é fazer com que o indivíduo matricule-se em cursos espíritas, ou
que frequente o centro durante alguns anos para melhorar-se. É evidente que isso seria o desejável,
mas a maioria dos seres humanos não carrega consigo tanta vontade de evangelizar-se, nem de se
dedicar ao trabalho com Jesus.
        A questão é a seguinte: uma pessoa que não tenha muito interesse pelas coisas divinas pode
ser ajudada pela equipe de desobsessão? O bom-senso diz que sim, que o socorro não pode ser
negado a ninguém que procure a casa de caridade para ser amparado. Quando o Cristo esteve na
Terra, realizava suas curas sem nada exigir ou perguntar de que crença os doentes eram.
Simplesmente indagava se o enfermo tinha fé e se acreditava que poderia ser curado. Encontrando
tais convicções, o Mestre fazia sua desobsessão e cura dos perturbados, pois sabia que essa ajuda
espiritual mais tarde contribuiria para o despertar das consciências. Aos pecadores, aconselhava-os
a não errar mais. Nos centros espíritas pode-se perfeitamente fazer o mesmo. Curar, sem exigir
nada em troca. Se o paciente, depois de curado, quiser seguir outro caminho religioso, não se deve
impedi-lo. O Espiritismo não é uma doutrina exclusivista. Mais tarde, o paciente acabará sendo
reconduzido ao encontro com a verdade do Consolador.
       A desobsessão não exige do enfermo que atinja o grau de "santidade" para que seja liberto
do seu obsessor. Às vezes, basta que ele mude algumas atitudes perante a vida ou sua maneira de
ver certas coisas para que a libertação aconteça. A experiência o tem demonstrado.


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        Existem casos em que a cura é demorada e outros onde não se conseguem resultados
satisfatórios.” (3)

        O auxílio ao obsediado, ou seja, ao encarnado enfermo, processa-se de modo direto e
indireto.
        “Allan Kardec afirma que a pessoa obsedada precisa trabalhar para seu melhoramento moral
e, diz textualmente, que a cura de quase todos os casos de obsessão têm solução através desse
esforço.
      Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-la nesse procedimento de auto-
melhoramento. Para isso se valerá da instrução direta e indireta do paciente.
        (...) existem vários procedimentos (denominados coadjuvantes), que poderão ajudar o
paciente nesse processo de libertação. Nessa parte do trabalho, porém, vamos falar somente da
instrução considerada fundamental: a orientação na sala de entrevistas e o esclarecimento através
das palestras.
        Para o tratamento da maioria dos casos de obsessão, a instrução dada na sala de entrevista
não será necessária. Basta que o paciente seja submetido às orientações vindas por meio das
palestras doutrinárias (doutrinação indireta), realizadas nas reuniões públicas da casa. Associa-se a
esse trabalho orientador, um ou dois métodos coadjuvantes e o resultado não demorará a aparecer.
        É importante salientar que as reuniões de palestras públicas são as que se revestem de maior
gravidade, justamente porque encarrega-se de despertar um novo homem cristão, sábio, bom e
justo. Para maiores detalhes sobre a realização desse trabalho, consultar o documento "Reuniões
Públicas", disponível no Grupo Espírita Bezerra de Menezes ou na Internet.
       Nos casos de obsessão grave, que envolvam processos em degeneração, subjugação ou
fascinação, será fundamental que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas
(doutrinação direta).


       São situações em que a pessoa enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou
tomar decisões a respeito de sua conduta. É nesse ponto que deverá entrar a orientação moral da
Doutrina Espírita, ministrada por pessoa convenientemente preparada.” (3)
       “Nos casos de obsessão grave, o obsediado se acha como que envolvido e impregnado de
um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que
importa desembaraçá-lo. Por isso a importância da desobsessão em Centros Espíritas
especializados.
      Necessário se torna então que o obsediado trabalhe pela sua própria melhora. Assim sendo,
ao compreender a sua situação, cabe ao obsediado dar concurso de sua vontade, prece e perdão, a
fim de que o espírito obsessor encontre a luz e o caminho novo a seguir (vide “O Evangelho
segundo o Espiritismo”, de Kardec, capítulo X, n.º 5 e 6, e capítulo XXVIII, n.º 81e 84).
       Para tanto, o indivíduo deve estar vigilante e pelo pensamento, fonte de energia da alma,
sintonizar faixa vibratória positiva, para que se crie em torno de si um escudo que repelirá qualquer
ação perniciosa, aliada é claro, à sincera disposição de reformulação interior.
       (...) Mas a cura da obsessão é uma autocura. Os mentores espirituais apenas auxiliam sua
vontade de livrar-se dela.” (13)


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       Todos os autores são unânimes em afirmar a importância do esforço do obsediado para a
sua cura, vale dizer, a auto-desobsessão.
       "No que diz respeito ao problema das obsessões espirituais, o paciente é, também, o agente
da própria cura." Manoel Philomeno de Miranda.
       “A reforma moral ou auto-desobsessão é o ato de promover a própria pessoa a sua
desobsessão, através da auto-evangelização.
       É fundamental esclarecermos ao paciente e a sua família quanto a sua participação é
importante, o quanto é condição básica para êxito do tratamento. A falta de participação do
enfermo é, muitas vezes, a causa de quadros obsessivos de difícil resolução, às vezes, atravessando
uma ou mais encarnações.
       A auto-desobsessão tem um item óbvio que é a reforma moral do obsediado. É um trabalho
consciente e necessário, de mudanças de hábitos e pensamentos. Substituindo os hábitos por
pensamentos e sentimentos de elevado conteúdo moral. Como sabemos, a conduta e os hábitos do
obsediado atuam como causa secundária, facilitando a instalação do processo obsessivo, em
conjunto com a causa primária (débito do passado).
       A reforma moral é esta auto-educação de valores e sentimentos. O meio mais fácil de atingir
este objetivo é pela prática da caridade com Jesus. A caridade é terapia. Conseguirá o obsediado,
aos poucos, convencer o seu obsessor de sua renovação moral e também desfrutará de elevadas
companhias espirituais.” (7)
Como se transformam os nossos adversários do passado?
Nos processos de obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se
transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformaremos para melhor.” (8)
      “É preciso que o obsedado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias
melhoras” (8)
        “Concitemos o encarnado à reformulação de idéias e hábitos, à oração e ao serviço,
porquanto, através do exercício da caridade, conseguirá, sensibilizar o temporário algoz, que o
libertará, ou granjeará títulos de enobrecimento, armando-se de amor e equilíbrio para prosseguir
em paz, jornada afora.” (14)
        “(...) em qualquer processo de ordem obsessiva a parte mais importante do tratamento está
reservado ao paciente. Sua fixação em permanecer no desequilíbrio constitui entraves de difícil
remoção na terapia do refazimento. A terapia espírita é a do convite ao enfermo para a
responsabilidade, convocando-o a uma auto-análise honesta, de modo a que ele possa destroçar em
definitivo suas prevaricações.” (12)

       “Convocados ao jejum das paixões, estamos exercitando a auto-desobsessão e porfiando
pela mudança de nosso próprio clima mental, pela nossa própria transformação moral.
       O Espiritismo (...) demonstra o quanto é importante a participação do enfermo como
condição básica para o êxito do tentame (...).” (2)

O auxílio ao espírito obsessor (doutrinação)
       Chegamos aqui à parte do tratamento que todos associam à desobessão: a doutrinação ou
esclarecimento do espírito que exerce influência negativa sobre o encarnado.


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        “O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito
da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores:
        "Nos casos de obsessão grave (...) faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o
ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela
superioridade moral. Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade. E ainda não é tudo,
pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus
maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções
habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação
moral" – (Capítulo 28:81).
        Está claro que não se pode extinguir as obsessões graves se não houver um trabalho feito
com o Espírito obsessor, para convencê-lo a deixar de perturbar o obsediado. Isso só poderá ser
feito por meio de sessões mediúnicas realizadas exclusivamente para esse fim (o paciente nunca
deve estar presente). Através de evocações particulares, pode-se conseguir contato com o Espírito
perturbador, obter dele informações dos motivos da perseguição e instruí-lo para que abandone
seus intentos.
       Todos os fatos narrados nessas comunicações mediúnicas são de caráter íntimo e não
deverão ser revelados nem para o paciente, nem para outros membros do Centro Espírita que não
façam parte da equipe que cuida dessa tarefa.
        Pode-se dizer a uma pessoa que ela tem um problema espiritual e que será ajudada pela casa
espírita, sem que se tenha de tratar de detalhes com ela. Dizer a alguém que está perturbado, que ele
foi um carrasco ou um suicida numa outra encarnação, só vai complicar sua situação mental e
deixá-lo mais desequilibrado ainda.
       Ressaltamos que as condições morais elevadas do doutrinador e dos médiuns que vão tratar
das evocações e instrução de obsessores são essenciais para o sucesso da tarefa libertadora nos
procedimentos desobsessivos.” (3)
As sessões de desobsessão tem valor? Em que condições?
Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desobsessão,
se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de
reabilitação íntima, sem o qual todas as frases enternecedoras passarão, infrutíferas, qual música
emocionante sobre a vasa do charco. “ (8)

O auxílio à família do obsediado
       “Há que se destacar que no processo desobsessivo, a família assume papel preponderante,
podendo colaborar sobremaneira para que o tratamento da equipe de desobssessão surta o efeito
esperado.
       Ela, na maioria das vezes, é a mais afetada pelo problema, não sabendo como proceder com
o enfermo.
       Por esse motivo são feitas as seguintes recomendações à família:
Paciência com o enfermo;
Ausência de curiosidade sobre o obsessor;
Não atribuir-lhe (ao obsessor) os acontecimentos desastrosos que os visitem;
Não ter repulsa aos perseguidores;
Não desejar que eles (os perseguidores) sofram o reverso da medalha;
Esperar, sem pressa;
Confiar no tratamento dos bons espíritos;
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Não buscar meios violentos ou aparentemente rápidos para desalojar o obsessor;
Orar sinceramente em favor do perseguidor.” (4)
       “Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a
responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.
       Algumas famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e
cometeram delitos graves contra alguém que, mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se
um obsessor. Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento,
convém que a família do perturbado seja convidada a frequentar a casa espírita pelo menos durante
o período de tratamento. Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.
       Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá
condições de inspirar bons pensamentos e resoluções com os seus membros, ajudando-os a
encontrar novos caminhos para suas vidas.
       Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido
seja conscientizada de suas responsabilidades a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando
sobremaneira na recuperação deste, se souber agir com equilíbrio.” (3)
Meios Coadjuvantes
        “No tratamento da obsessão, chamamos de meios coadjuvantes as técnicas que
complementam a instrução moral básica (direta e indireta) dos Espíritos envolvidos. São, por
assim dizer, os meios mecânicos, com os quais se deve complementar o aspecto instrutivo. Sempre
que possível, esses poderosos auxiliares deverão ser aplicados na terapêutica desobsessiva, pois se
constituem em elementos que ajudarão a recuperação do paciente.” (3)
                Existem algumas recomendações necessárias que é sempre bom lembrar: a
influência espiritual inferior pode disparar crises hepáticas, distúrbios circulatórios, desarranjos
intestinais, depressão, ansiedade e muitos outros problemas, a partir de nossas deficiências físicas e
psíquicas.
       O afastamento do Espírito obsessor pode eliminar o elemento agravante, mas não suprime o
mal existente, passível de gerar crises não relacionadas com influências espirituais.
          A cura definitiva vem com o tempo, o empenho de renovação e a contribuição da Medicina.
        O detalhamento desses meios coadjuvantes pode ser visto no Capítulo “Terapêutica
Espírita” desta apostila.

Cuidados médicos
      Há casos crônicos em que a influência obsessiva atinge o organismo físico, provocando
enfermidades, devido ao enfraquecimento fluídico do perispírito.
       Sabendo que o paciente, ou sua família, está sendo medicado pela medicina terrena, o
dirigente ou o entrevistador não deverá suspender nenhuma medicação. Só o médico poderá
suspender o uso dos remédios.
       Com resultados satisfatórios, o paciente começará a depender menos da medicação sedativa
que utiliza. O trabalhador do centro, percebendo isso, deverá sugerir ao paciente uma avaliação
médica.


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        “As obsessões graves podem levar alguns pacientes a um estado grave de desequilíbrio
psíquico. Há casos crônicos em que a influência obsessiva atinge o organismo físico provocando
enfermidades. Isso ocorre por causa do enfraquecimento fluídico do perispírito, fato comum nas
obsessões. Quando um paciente obsediado é trazido ao Centro Espírita para tratamento, uma das
primeiras perguntas que se deve fazer a ele ou à sua família é se já fez consulta médica. Caso ele já
estiver medicado pela medicina terrena, o dirigente ou entrevistador não deverá suspender nenhuma
medicação.” (3)
Importante: “Com resultados satisfatórios no tratamento de desobsessão, o paciente começará a
depender menos da medicação sedativa que utiliza. O entrevistador, quando perceber isso, poderá
encaminhar o enfermo para uma avaliação do profissional competente. Se o médico achar
conveniente, verificando suas condições psíquicas e emocionais, poderá suspender ou diminuir a
dose da medicação utilizada. A responsabilidade pela suspensão ou alteração medicamentosa será
inteiramente do profissional que é devidamente habilitado para isso.” (3)
Nota: “Durante a entrevista, se o paciente informar que teve crises de ausência, desmaios ou dores
de cabeça repentinas, deve-se ter o cuidado de averiguar se ele está em tratamento médico
convencional. Caso isso não tenha sido feito, a equipe de atendentes cuidará do paciente, mas
solicitará que consulte um profissional especializado. Tem-se que levar em consideração que
existem anormalidades do cérebro físico, que são capazes de produzir sintomas emocionais e
psíquicos, semelhantes à obsessão.” (3)


FONTES DE CONSULTAS
1. Desobsessão – cap. 64 – André Luiz (espírito) – F.C.Xavier
2. Obsessão e Desobsessão – Cap. 1, Parte 2 e Cap1, parte 3 - Suely Caldas Schubert
3. Técnicas de Desobsessão – José Queid Tufaile Huaixan
4.Apostila do Grupo Espírita Dr. Bezerra de Menezes
5. O Centro Espírita e a Desobsessão – Nilo Calazans de Menezes Filho
6. Instituição: Centro Espírita Caminho da Redenção – Salvador(BA)
7. Refletindo sobre a Obsessão – Indoval Moreli Heiderick
8. Obsessão: Tratamento, Prog e Profilaxia – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – Est. sobre
Mediunidade
9. Leis de Amor – Emmanuel
10. Reuniões Mediúnicas – Therezinha de Oliveira
11. Obsessão – O Passe – A Doutrinação – José Herculano Pires
12. Alma e Coração – Emmanuel (espírito)
13 As Muitas Faces da Obsessão – Jorge Hessen
14. A Obsessão e Sua Cura – in www.geocities.com/ceuscj
15. Considerando a Obsessão – mensagem de Manoel Philomento de Miranda – por Divaldo P. Franco




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                                            TERAPÊUTICA ESPÍRITA


Vibração ou Irradiação Mental
        Podemos conceituar de várias maneiras.
        A vibração ou radiação, significa as projeções do pensamento ou sentimento, as forças, as
energias que conseguimos emanar, exteriorizar.
        Essas vibrações podem influir sobre o ambiente e as pessoas, beneficiando ou mesmo
prejudicando.
        Radiar tem o significado de resplandecer, refulgir, lançar raios de luz ou calor, aureolar,
cercar de raios refulgentes, irradiar.
        Etmologicamente irradiar significa lançar de si, emitir (raios, energias, fluidos,
pensamentos, sentimentos)
       Os nossos pensamentos e sentimentos podem ser irradiados a longas distâncias, num mesmo
plano de vida ou entre os planos físico e espiritual.
   O exercício de irradiação mental, também denominado mentalização ou irradiação à distância,
que visa:
estimular o estudante da mediunidade a fazer expansões do pensamento, por meio da ação da
vontade e fundamentadas nos princípios da ideoplastia, ensinados por Allan Kardec.
destacar a importância dessas expansões mentais, controladas em benefício do equilíbrio e da
harmonia de uma reunião mediúnica.
     O êxito de uma irradiação mental depende:
do desejo do bem, da concentração e do silêncio respeitoso;
da união de pensamentos, da comunhão de vistas e dos sentimentos de cordialidade entre os
participantes.
    Os exercícios de irradiação mental que são realizados nas reuniões espíritas têm as seguintes
finalidades, entre outras:
beneficiar doentes do corpo físico e aqueles presos a processos obsessivos;
vibrar pelos trabalhadores da Casa Espírita ou do Movimento Espírita, pela paz e pela    harmonia
universal;
colaborar com os dirigentes espirituais das reuniões mediúnicas, no trabalho de atendimento aos
Espíritos sofredores;
prestar solidariedade a todos aqueles que trabalham para neutralizar as forças negativas, ainda
reinantes no Planeta, as quais favorecem as guerras, as lutas fratricidas, a loucura, o suicídio, o
homicídio, a subjugação às paixões inferiores.
       Em todos os exercícios de irradiação, realizados a sós ou em público, “ o método a seguir é
o da mentalização, estabelecendo a ligação como se o doente estivesse presente. Porém, é preciso
saber dar direção ao pensamento emitido, em virtude da correntes fluídicas contrárias, que podem
ser encontradas no caminho a percorrer.” (1)



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        Normalmente, a ligação, a distância, entre o agente emissor e o necessitado é feita por um
Espírito protetor que, espontaneamente, colabora nesta tarefa. (1)
Meditação
       “É o ato mental, pelo qual a mente, concentrada de início em certo ponto de interesse,
penetra na intimidade desse ponto de interesse pela sucessão contínua de análises parciais,
passando dos efeitos para as causas, para obtenção de conclusão geral, percepções e conhecimentos
de caráter integral.” (2)
       “A mente segue, sem objetivo pré-determinado, uma linha de analises parciais, numa
harmoniosa associação de idéias, para atingir finalmente um resultado desconhecido, imprevisto e
não concebido previamente.” (2)

Prece
       A prece “é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nEle; é aproximar-se dEle; é pôr-se
em comunicação com Ele. Há três coisas que podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir,
agradecer.” (3)
      Pode-se dizer, também, que é a prece, de maneira geral, “uma invocação, mediante a qual o
homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objetivo
um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação.” (4)
       Orar não é apenas suplicar, louvar, reclamar ou requerer; é sobretudo sintonizar
pensamentos e emoção, construir fecundas conjugações mentais, estabelecer circuitos de poderosas
energias construtivas.” (5)
       “A verdadeira prece não deve ser recitada mas sentida.
       Não deve ser cômodo processo de movimentação de lábios, emoldurado, muita vez, por
belas palavras, mas uma expressão de sentimento vivo, real, a fim de que realizemos legítima
comunhão com a Espiritualidade Maior.” (6)
       Quando Jesus nos recomenda orar secretamente, não está estabelecendo um posicionamento
ou postura especial, física ou mística, para entrar em comunhão com Deus. Afinal, não podemos
esquecer que existe uma multidão de pessoas no planeta que não possui nem mesmo um modesto
quarto para se recolher.” (7)
       O que Jesus pretende é que busquemos o recolhimento para, a sós, dialogarmos com
Deus.(7)
       “No insulamento, a oração flui com maior naturalidade, sem interferências, sem
preocupações com fórmulas e formas, favorecendo a comunhão legítima com a Espiritualidade
(...)”
        Nesses instantes, orienta Jesus, não nos preocupemos em falar muito, como se as respostas
estivessem condicionadas à prolixidade, ou se fôssemos hábeis advogados empenhados em
convencer o Céu a ajudar-nos.” (7)
          “O essencial não é orar muito, mais orar bem.”
        “A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois para Ele, a intenção é
tudo. Assim, preferível lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais
com os lábios do que com o coração. Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e
sinceridade.” (8)

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       “Os Espíritos jamais prescreveram qualquer fórmula absoluta de preces. Quando dão
alguma. é apenas para fixar as idéias e, sobretudo, para chamar a atenção sobre certos princípios da
Doutrina Espírita. Fazem-no também com o fim de auxiliar os que não acreditariam ter orado
realmente, desde que não formulassem seus pensamentos.” (9)
       “Como a oração é a expressão mais alta e mais pura do pensamento traça uma via fluídica,
que permite às Entidades do Espaço descerem até nós e comunicar-se; nos grupos constitui um
meio favorável à produção de fenômenos de ordem elevada, ao mesmo tempo que os preserva
contra os maus Espíritos.” (10)
       “O médium que deseje servir na seara deve fazer da oração o seu alimento diário, porque,
quanto mais importante a tarefa que esteja executando, maior será o assédio que experimentará.”
(11)
          Em síntese, o Espiritismo nos esclarece que para orarmos corretamente, a prece deve ser:
     a. Humilde, simples, sincera, objetiva, inteligível, coerente com as reais necessidades
     individuais, e que fale ao coração;
     b. Caracterizada por súplica, um ato de louvor ou gratidão ao Pai Celestial;
     c. Feita, a qualquer momento, sem fórmulas preconcebidas, mas que possa retratar
     espontaneidade e desejo da criatura em se unir ao Criador, a Jesus, aos bons Espíritos;
     d. Não deve ser longa, pois senão se torna cansativa, e acaba fugindo do objetivo;
     e. Identificada como vibração uníssoma, quando proferida em público ou em grupo. (12)

Fluido Terapia
          Sendo mais chamado pelo nome de passe.
          Vamos relacionar alguns conceitos.
        É uma emanação controlada da força mental que sob a disposição da vontade e da ação da
prece, atrai a Força divina em nosso benefício.
       “ É a ação ou esforça de transmitir, para um outro indivíduo, energias magnéticas próprias,
ou de um Espírito, a fim de socorrer-lhe a carência física e ou mental decorrente da falta dessa
energia.”
       “O passe é sempre, segundo a visão espírita, um procedimento fluídico-magnético, que tem
como principal objetivo auxiliar a restauração do equilíbrio orgânico do paciente”
       “Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação de forças físicas, o passe é
um transfusão de forças psíquicas.”
       “É a transmissão de força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contata físico na sua
aplicação..”
          O grande efeito ou benefício do passe é naturalmente, a cura, física ou psíquica.
        Os fatores negativos que interferem na ação do passe podem ser resumidos em impedimento
provacional (a pessoa tem que passar por aquela provação); condições físicas do passista ( uso de
certos medicamentos, doenças em geral, vícios etc...); falta de cooperação do paciente (falta de fé
ou rejeição à ação fluídica.)
Evangelho no lar
        (...) Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. Toda vez que se ora num
lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão
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eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão-só um
curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades
espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que
cultiva a prece transforma-se em fortaleza(...) As entidades da sombra experimentam choques de
vulto, em contacto com as vibrações luminosa deste santuário domestico, e é por isso que se
mantém a distância procurando outros rumos.” (16)
       A oração no reduto doméstico “constitui sempre proveitosa sementeira evangélica,
extensiva às entidades do plano invisível, que a assistem, sendo lícito esperar mais tarde o seu
florecimento e frutificação.” (17)
  O evangelho deve ser feito por todos, pois propiciam uma boa harmonia vibracional no lar.
  Para realizar o evangelho em seu lar é necessário que tenha responsabilidade e disciplina.
  Pois não podemos esquecer que bons espíritos estarão presentes para nos ajudar na harmonização
do lar.
Orientação necessária para a realização do evangelho:

a. Escolher um dia e horário da semana;
b. Não obrigar ninguém da família fazer o evangelho;
c. Convide todos, até se estiver com visitas;
d. Pedir respeito a todos que não participarão neste dia;
e. Se há presença de crianças, trabalhe com livros espíritas infantis;
f. Solicite a participação de todos nos comentários;
g. Não deve haver manifestação e nem passes;
h. Evitar comentários políticos, religiosos e pessoais.
i. O tempo pode variar de 30 a 60 minutos se necessário.
Dinâmica e conteúdo:
a. Deve-se começar com uma pequena prece;
b. Ler o evangelho ou uma estória para as crianças;
c. Fazer comentários para entendimento de todos;
d.Terminar com agradecimento e prece.
        Como sugestão para leitura, temos os seguintes livros:
Palavras de Vida Eterna; Pão Nosso; Fonte Viva; Vinha de Luz: O Evangelho; Agenda Cristã e
livros espirituais infantis (quando da presença de crianças)
Estudo e trabalho, aprimoramento moral
        O “médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os
instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para desempenho
da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao
bem e à verdade. (13)
        O estudo proporcionará conhecimento ao médium, orientando-o a respeito da natureza dos
Espíritos que utilizam sua faculdade mediúnica e elucidando-o quanto às bases de suas relações. O
empenho do médium em se moralizar, na verdade, deve fazer parte do processo global de sua auto-
educação.
      “Para uma auto-educação esmerada, é preciso permanente exame de consciência, a fim de
conhecer-se sempre, a todo momento, o estado da própria alma. Deste modo, resolvido a


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aperfeiçoar-se, o indivíduo não perde ocasião de estimular o desenvolvimento das virtudes
nascentes em si e de afogar os vícios e maus hábitos que prejudicam.” (14)
        O aprendiz da mediunidade deve render culto ao dever; trabalhar espontaneamente; não
acreditar-se superior ou inferior a ninguém; não esperar recompensas no mundo; não centralizar as
tarefas em sua pessoa; não se deixar conduzir pelas dúvidas; estudar sempre; evitar a irritação;
desculpar incessantemente; não temer perseguidores quando nas tarefas de caridade e de amor em
benefício do próximo. (15)
        A caridade deve ser praticada independentemente de estarmos ou não sob ação obsessiva.
No entanto, os obsediados em trabalho caritativo apressam a recuperação de sua saúde. Os
benfeitores Espirituais que atuam nos trabalhos de promoção social os envolvem em vibrações
fraternas e curadoras. Por outro lado, o contato com a dor do próximo toca-lhes as fibras íntimas,
amenizando-lhes as provas.
        A caridade, como bem nos lembra Emmanuel, representa para os doentes a “terapêutica de
alívio e correção de todos os males que afligem a existência”. (18)




          FONTES DE CONSULTAS

O Livro dos Espíritos Perg. 70 – Allan Kardec
Obras Póstumas – O Perispirito como princípio das manifestações – item II – Allan Kardec
Pensamento e Vida- Espelho da Vida –Francisco C. Xavier - Emmanuel
Falando a Terra – Saúde – Francisco C. Xavier - Por diversos Espíritos
Pensamento e Vida – Associação – Francisco C. Xavier - Emmanuel
O Pensamento de Emanuel – Eficácia Espírita- Martins Peralva - Emmanuel
O Livro dos Espíritos Perg. 459 - Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Prece – Perg. 658 - Allan Kardec
Passes e Curas Espirituais – Contato Mediúnico com o Doente -O pensamento- Toledo
Espíritos e Médiuns – Prática da Mediunidade – Leon Denis
O Livro dos Espíritos – Perg. 654 Allan Kardec
O Pensamento de Emanuel – Eficácia Espírita- Martins Peralva - Emmanuel
O Consolador – Preparação – Francisco C. Xavier - Emmanuel
Grandes e Pequenos Problemas – Auto educação – Aguarrod
O Espírito da Verdade – Decálogo para médiuns – Francisco C. Xavier
Os Mensageiros – No santuário Doméstico – Francisco C. Xavier – André Luiz
O Consolador – Profetas – Francisco C. Xavier – Emmanuel
Leis de Amor – O tratamento da Doenças e o Espiritismo – F. C. Xavier – Emmanuel




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                                                    BIBLIOGRAFIA
A Obsessão, instalação e Cura - Manoel Philomeno de Miranda - Divaldo P. Franco
Ação e Reação - André Luiz
Alma e Coração – Emmanuel (espírito)
Apostila de "Obsessão e Desobssessão"- Milton Felipelli e Rubens P. Meira.
Apostila do Grupo Espírita Dr. Bezerra de Menezes – Guarulhos / SP
Apostila do Módulo III – Casa de Jesus – Marco Kairalla
As Muitas Faces da Obsessão – Jorge Hessen
Atendimento Fraterno - Geraldo Azevedo e Calazans, Nilo: Ferraz, José: Neves, João
Caminho Verdade e Vida - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
Considerando a Obsessão – mensagem de Manoel Philomento de Miranda – por Divaldo P. Franco
Curso de Educação Mediúnica – 2o- ano - Federação Espírita Brasileiro do Estado de São Paulo
Curso de Educação Mediúnica – Federação Espírita Brasileiro
Curso para dirigentes e monitores de desenvolvimento mediúnico – Silvia Puglia
Desenvolvimento Mediúnico – Edgard Armond
Diálogo com as Sombras - Hermínio C. Miranda
Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica, Espiritismo– João Teixeira de Paula
Diretrizes de Segurança – Divaldo P. Franco e Raul Teixeira
Diversidade dos Carismas – Hermínio de Miranda
Do ABC ao Infinito – José Naufel
Espírito, Perispírito e Alma - Hernani Guimarães de Andrade
Espíritos e Médiuns – Leon Denis
Estante da Vida- Francisco Cândido Xavier- Irmão X
Estudando a Mediunidade – Martins Peralva
Estudo da Mediunidade – Federação Espírita Brasileira
Estudos Espíritas Obsessão – Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco
Evolução em Dois Mundos – Francisco Cândido Xavier – André Luiz
Evolução para o 3o- Milênio – Carlos Toledo Rizzini
Falando a Terra – Francisco C. Xavier - Por diversos Espíritos
Fluidos e Passe – Jacob Mello
Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguarrod
Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda -Divaldo P. Franco
Iniciação Espírita - Edgard Armond
Lampadário Espírita – Joana de Ângelis
Leis de Amor – Francisco Cândido Xavier – Emmanuel
Manual do Passista – Jacob Melo
Manual Pratico do Desenvolvimento Mediúnico – Eunico de Carvalho
Mecanismo da Mediunidade – Francisco Cândido Xavier - André Luiz
Mediunidade – Edgard Armond
Mediunidade – J. Herculano Pires
Mediunidade e Doutrina – Carlos Baccelli
Mediunidade e Evolução – Martins Peralva
Missionários da Luz –Francisco Candido Xavier – André Luiz
No Invisível – Léon Denis
Nos Bastidores da Obssessão - Hermínio C. Miranda
Nos Domínios da Mediunidade – Francisco Candido Xavier – André Luiz
O Centro Espírita e a Desobsessão – Nilo Calazans de Menezes Filho –
O Consolador - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
O Espírito da Verdade – Francisco C. Xavier – Eurípedes Barsanulfo

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O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec
O Pensamento de Emanuel - Martins Peralva - Emmanuel
O que é o Espiritismo – Allan Kardec
Obras Póstumas – Allan Kardec
Obsessão – O Passe – A Doutrinação – José Herculano Pires
Obsessão e Desobsessão – Suely Caldas Schubert
Obsessão: Tratamento, Prog e Profilaxia – Centro V de D. e Estudo do Espiritismo
Orientação ao Centro Espírita - Federação Espírita Brasileira
Os Mensageiros – Francisco Candido Xavier – André Luiz
Passes e Curas Espirituais – Wenefledo de Toledo
Passes e Radiações - Edgard Armond
Pensamento e Vida- Espelho da Vida – Francisco Candido Xavier - Emmanuel
Refletindo sobre a Obsessão – Indoval Moreli Heiderick
Reuniões Mediúnicas - Geraldo Azevedo e Calazans, Nilo: Ferraz, José: Neves, João
Reuniões Mediúnicas – Therezinha de Oliveira
Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos – Allan Kardec
Técnicas de Desobsessão – José Queid Tufaile Huaixan
Vampirismo - Herculano Pires
Vivência Mediúnica - Geraldo Azevedo e Calazans, Nilo: Ferraz, José: Neves, João.




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