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FILOSOFIA

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FILOSOFIA
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11/23/2011
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Sabedoria Pura





AGRADEÇO



À Deus Pai.



Aos Avatares de Todas Épocas e Nações.



Aos Amigos zeladores desta missão.



À minha Esposa e Filhos.



Aos meus Familiares e Amigos.



Às Igrejas em Geral.



Às Igrejas da Barquinha, União do Vegetal e Santo Daime.



Às Instituições e Pessoas com as quais relacionei ou trabalhei.



Aos Mestres da minha caminhada.



Aos Bichinhos Companheiros de jornada.



À Toda Criação.



COMENTÁRIO AFIM

A gestão provém do princípio. O princípio é conformado pela educação que passa

por fontes como a família, a escola, a rua, o trabalho, a religião, a filosofia, a ciência, a arte

etc.. Na realidade tudo se permeia, pois a própria família, que está na base, educa segundo

sua relação com as fontes. Então em meio a um contexto cultural há uma formação moral,

que vai se derramando até sua base individual, cujo resultado chamam de personalidade.

Nos dias de hoje tecemos um encontro muito bonito entre estas diversas fontes, sendo fio

condutor uma visão compreensiva, baseada no princípio do amor.

Todas as lições deixadas pelos Grandes Mestres, Avatares, falam à essência divina.

Encontrando esta essência o homem vai despertando, apreciando a riqueza da vida. Nesta

faculdade o homem aprecia o céu, as estrelas, a flora, a fauna, as pessoas, e com eles se

confraterniza.É na consciência de Ser Divino que o homem sente-se um com a Criação, a

ama.



“Se eu der aos pobres tudo o que eu tenha, do meu sustento e do meu valor, se não o

fizer com toda caridade, tendo o coração cheio de amor, de justiça e de verdade, não

aproveito este Valor” (Hinário Cavaleiros da Paz - HCP). “A caridade é o exercício do

amor” (definição de caridade ouvida em palestra num Centro Espírita Umbandista em Santa

Maria, cidade do Distrito Federal).Trabalhar bebendo desta fonte é trabalhar com paz, com

uma tranqüilidade interior tão intensa, que a tudo compreende em sua infinita dimensão.



Qual é a angústia da vida senão esta de não amar como expressão única e última.

Em verdade vos digo que o homem de nada necessita, pois dele é o Reino. De quantas e

quantas ilusões vive o homem, no Vale de Lágrimas, acreditando que ali ou acolá está a

chave. Em verdade vos digo que ela não está nem ali nem acolá, mas em todo lugar onde

reside Deus. “Meu Deus está nas Flores, meu Deus está no ar, meu Deus está em tudo,

estando em tudo aqui está” (HCP). Nos ensina Aquele Que Nos Amou: “O vento sopra

onde quer, e tu ouves o seu ruído, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde ele vai.

Assim é todo aquele que nasceu do Espírito.” Então é amar.



“A bendita chave quem nos trouxe foi Jesus, abençoada por sua mãe Virgem

Maria,..., Nela estava bem escrita e gravada, nela brilhava a palavra amor”.Nos ensina outra

doce canção. E quantos homens em quantas maldades negaram esta simples verdade. É este

o tesouro de paz e compreensão que nos foi legado por Jesus. Sua Luz e Sua Graça não

param de abençoar a todos que o coração abrirem para amar. Aceitar a verdade e toda a luz

é das mais fáceis tarefas, pois a luz vai batendo e revelando. Nem todos estão prontos para

libertar-se dos apegos, do ciúme, do orgulho e da maldade. Contudo, aprendi que por mais

que o homem se debata, o que foi revelado não será escondido, e Esta Luz triunfará.

“Conhecereis a Verdade e Ela Vos Libertará”. Este Conhecimento, Esta Verdade, é um

Conhecimento Interior, de ti mesmo, e por mais que queira fugir, se iludir, não conseguirás.

Em verdade a consciência é atributo divino que reside no homem. Dela nada se esconde,

seu olho o acompanha por todo lugar. Quem vive isto tem a chave da compreensão. A

misericórdia e a justiça são atributos divinos, que podem condenar ou perdoar. Você é Filho

de Deus e foi feito à Sua Imagem e Semelhança. Não importa em que momento esta

Consciência venha; Ela é o Renascimento. Ela É o Mundo de Amor. O que beber desta

água jamais esquecerá.



Aquilo que usamos por referência é aquilo no qual acreditamos. Em verdade as

coisas são como você as sente, e não como fulano ou beltrano falou. Isto não é ausência de

verdade na criação, mas sobretudo sua condição de leitura. As referências são códigos-

chaves para abertura de portas. O cão é manso para com aqueles que vêm conduzidos por

seu dono. As referências estabelecem relações, identidades, o caminho para a mensagem

que está sendo recebida. Conforme a consciência amorosa vai ampliando, as defesas vão

sendo desarmadas, e torna-se o homem, em sua simplicidade, cada vez mais receptivo à

Bem-Aventurança. A Vida se torna Assim, É a Revelação do Divino Espírito Santo.



É lícito utilizar capitais - intelectuais, políticos, financeiros etc - para abrir portas.

Não há sentido na discussão sobre a fonte A, B ou C, senão para um exercício do ego em

sua expressão analítica, uma forma de poder. São expressões legítimas e tão melhores

quanto mais sinceras forem. Aquele que caminha pela autenticidade busca a pureza de

espírito, que é advinda com a graça, aquela que revela os mais recônditos segredos do

inconsciente. Por isto o devoto, além de autêntico, é um suplicante do amor divino.



A força do conhecimento histórico, da mente persuasiva, não macula o coração

daquele que ama, não corrompe a compreensão. A essência está além das referências. E o

diálogo existe como a Construção do Real. Referenciais que se afinam, tal qual lentes de

um binóculo quando busca-se o foco ideal que equalize a nítida imagem diante de ambos os

olhos. Neste momento a figura do outro dissolve-se, pois uma só imagem se apresenta.



Mas isto que vos falo é ciência de um ser maduro e altamente centrado.



As referências são projeções das idéias. Não só são como obras que algum artista

materializou, mas parâmetros de força que impõe respeito ao serem evocadas. A idéia

cristalina caminha por si só, até no calar. As referências são símbolos, como as próprias

palavras. E na realidade todas buscam o Êxtase da Criação, Pura Paz e Luz em Profusão.



Cada palavra é um símbolo apreendido em sua história de vida. Traz todo um

contexto referencial. A mente é associativa, e só se torna despreconceituosa quando liberta

de traumas internos. Então torna-se vazia de conteúdos interiores, de caminhos de vida

passada, tornando-se receptiva para o Presente Divino, alcançando verdadeiramente a

faculdade de ouvir o próximo. Esta é a faculdade dos que andam em comunhão com a

Criação. O Presente Divino é A Salvação, Cria a Realidade Pura e Translúcida, Sempre

Nova e No Tempo.



A Sabedoria é encontrada pelo Homem conhecedor da Essência do Ser. Sua

Mensagem Luz, e irá, no Tempo Certo, Encontrar a Consciência. Aí lembrarão do que foi

dito.



HUMILDADE, PAZ E AMOR

A Humildade traz a Paz. A Paz o Amor. O Amor A Vida.



REMÉDIO CONJUGAL

Despertar no parceiro as qualidades que admira. Enquanto não for possível procurá-

las em si mesmo. Ser feliz.



COMPREENSÃO

Se você está viciado, faz parte de alguma corrente, você respira os valores e

crendices típicos do meio. E isto configura opiniões e tipo de abordagens que passam a ser

introjetadas no seu modo de responder à vida. Isto passa a ser inconsciente, e você,

identificado com a corrente que pertence, passa a responder naturalmente da maneira como

foi condicionado. Um processo cultural-ambiental. E se algo foge à estes aspectos você

estranha. Há um caminho até para a novidade que lhe chega. As defesas estão postas. Os

guardiões alertas.



Por isto que conquistar a ascensão é aprimorar-se. Vencer a si mesmo significa

superar limites, sair dos condicionamentos estagnantes e brilhar.



É assim nos mais diversos níveis de ascensão até constituir-se como um cidadão

universal. Este é um atributo que por vezes se encontra na dona de casa, na criança, no

político, onde habita o Divino Espírito Santo. Você enxerga sem revolta. Vê tudo. Valores,

limites, amarras, condições. Sua visão não é contra o outro, é pelo outro, por sua libertação,

pela compreensão das Graças de Deus (da Vida).



LER NO LIVRO DA VIDA

O que te salta aos olhos e lhe chama atenção. Qual parte do livro te alegra ou

incomoda. Preste atenção. Determinado cientista não corria daqueles que o importunavam,

ao contrário queria saber que poder era aquele. É mais ou menos assim na leitura das coisas

quando se trabalha os descondicionamentos. Você estranha a si mesmo nos aspectos do dia

a dia. Sem exagerar.



Joga inclusive o condicionamento observante fora, e vive. Às vezes de forma bem

próxima ao que já fazia antes sem saber. A questão é simples, você não tinha consciência

de sua sabedoria. Acertado os ponteiros, consciência ampliada, responde sem pensar, na

velocidade da luz.



O JUSTICEIRO E O MISERICORDIOSO

Note que o vício em determinado aspecto pode encobrir carências interiores que ao

serem tocadas levam o indivíduo à imediata migração de polo, à conversão súbita. Este

aspecto dialético da contradição é um bailado que vai suavizando conforme a maturidade

vai aportando. E o que vos falo tem o tempo de vossa maturidade.



VISÃO SAUDÁVEL

Há um nível de consciência onde todas as coisas são nítidas, abertas à visão de sua

verdade, em qualquer tempo ou local. De olhos abertos. É um estado no qual a verdade se

abre tal qual uma janela, um portal dimensional, à sua frente, diante do plano comum. Ela

se apresenta. Ou simplesmente é nítida independente de visões extraordinárias:

simplesmente você vê, sabe, compreende tudo.

Esta visão enxerga a verdade.



A DEVOÇÃO, A SACRALIDADE E O “EU SOU”

A Devoção é caminho da Sacralidade. Desta forma é revelada a Beleza da Vida.

Nela tudo é Buda, tudo é Graça, Eu Sou.



A MORAL POLÍTICA E A RELIGIOSA



Ainda que na unidade ambas sejam únicas, vamos diferencia-las para fins



pedagógicos.



Na moral política está inserida a crítica e punição. Na mora religiosa a compreensão e o



perdão. Na moral política se vê a luta, na moral religiosa a pacificação.



Vejam a diferença de construção de universo de acordo com o paradigma básico



sustentado por cada uma. Assim poderíamosa denominar a moral política de pré-evangélica



e a moral religiosa de evangélica. Claro que existe política (partido) e religião (igreja) que



anda nos dois planos.



“É de Deus O Plano Sublime de Unificar a Criação”. Quem já respirou esta unidade



em seu interior sabe do que falo. Tudo se torna perfeito e magnífico.









INTELIGÊNCIA, PODER, DESEJOS, REALIZAÇÃO







Se teu gato, cachorro ou passarinho fossem responsáveis por zelar tua casa, por mais



amigos ou amorosos que fossem, haveria coisas que não alcançariam. E como sua casa é



um habitat especial, que requer um cuidado especial, você deve zela-la.

Aquele de pouca inteligência deve no amor permanecer. E o inteligente também.



Para que haja unidade na beleza da diversidade. Assim todos serão inteligentes. O



engenheiro não pode ocupar o lugar do servente, e vice-versa, pois suas condições são



diferenciadas. Assim, o comunismo deve entender esse caminho para superação de seus



vícios perniciosos de igualitarismo que desconhecem a verdade divina.



A inteligência que aqui me refiro é a consciência, é o alcance da consciência que



permite vislumbrar todo o Reino, não só em termos de seus horizontes mais imediatos e



materiais, mas em termos de seus horizontes temporais e evolutivos. Quem aqui se encontra



deve ter poder, não porque quer, mas porque é de sua condição. Pérolas aos porcos devem



servir para escorregar ou quebrar os dentes (e fazer mal às entranhas). No local certo



abrilhantam o altar. Então o universo tem sua adequação. Quer ver os porcos felizes, dê-



lhes a devida ração. Quer ver um altar bem ornado, faça-o com arte, metais e pedras



preciosas. Amor em tudo.



O desejo cuja satisfação é inadequada, ou seja, não provém do amor nem da



consciência, dará frutos perniciosos. Vale mais comer arroz e feijão com satisfação, do que



caviar transbordando ódio e rancor do coração, e depois tristeza, porque vai cair a mesa.



Não adianta querer mendigar quando deves do alto acabar com a pobreza humana.



Quando o fruto está maduro é colhido com um leve toque. Isto para quem desejar



colher os frutos da paz, nela viver. Outra forma é outra construção de universo. É outra



estratégia e outra condição de ação. Cada coisa com seu preço, seu valor.



Tudo pode ser feito no amor. A consciência sem amor celebra via destruição. A



consciência amorosa celebra via comunhão. Deus é tudo isto. Deus é amor.

O REINO DE DEUS



Tem sua condição. Cristo para reinar tem de seus súditos operar. Os filhos da



perdição não podem dar esta condição. Volto-vos novamente à condição de adequação.



Ninguém pode dar aquilo que não tem. A justiça, ou o tipo de riqueza que pedem, é do



demônio, a ele é devido. Cristo não tem tais coisas, e não estará sujeito para que o matem



mais uma vez. Não é burro, viciado ou masoquista.



E não adianta pedir ao demônio para subir ao Céu, isto não o pertence. Ele não



alcança, e nunca alcançará. Não se chega ao paraíso pela revolta, guerra, pela justiça



vingativa. A ciência é outra. Vão sim se matar. Quem não resolve seu ódio interior, o



espelha no mundo, e mata a si mesmo ferindo sua criação.



Quem seu chefe quer medir, competir, exigir que morra em sacrifício ou realize



prodígios, ainda está longe do Reino do Amor. É outra coisa que está querendo. Se ver o



Cristo não o sentirá, e de que vale o sal se perde o sabor.



O Reino de Deus precisa de amor. Precisa desconfiar do ódio, tomar consciência de



seus sentimentos, e buscar o amor. Amor e consciência. O Reino de Deus é amor e



consciência. É a consciência do amor.



Quem está no Reino de Deus tem a consciência do amor. Não se perde na dor. Fica



no amor. Mas quem não está no amor tenha consciência de que está no rancor. E não vai



sdair dele, por mais que se debata, até decidir pelo amor. Aí vai deixar a luta, e vai fazer



carinho. Vai ver quanto tempo perdido e vai começar a ver quanta riqueza tem. Em si, na

família, em casa, na rua. Não vai ter mais fome nem desejos afogueando. Vai ter luz para



viver no amor.



Tudo vai poder fazer, só que de um jeito diferente, pois estará na luz e no amor de



Deus. Encontrou a Deus. Revelou o Reino de Deus. E a consciência do amor pode ser



pequena como a tamanho de uma flor, ou grande que toque as estrelas em todo seu



esplendor.



E o meio-ambiente é suscetível ao seu amor.





DEUS É QUEM DÁ TUDO

É quem dá a riqueza do Rico e a Pobreza do Pobre. Ninguém é rico ou pobre, tem poder ou

não, sem a graça de Deus. Mas nem tudo o convém. Vou lhes dizer como funciona a

consciência.



Você tem uma missão. Nela você tem força para operar. Para realizar. Assim é que

tudo é seu, você manda, faz e acontece, ou mesmo obedece. Mas é apenas uma condição.

Nada é teu a não ser a consciência da vida suprema. Por isto tudo acaba, menos a vida

espiritual.



Então quando chega a hora de mudar de vida as portas se abrem para a nova vida,

outro papel, nova coisa vai representar. Ir resolvendo todas as coisas é como se livrar de

pendengas, para não ficar carregando pesos ou laços de prisão. Ter de agüentar

sanguessugas na sua cola. Se não tiver condição de obediência para andar na Luz, vai para a

escola da prisão, escola da vida até a libertação. Onde o bem estar chegou, acabou a prisão.

Não há prisão para o liberto de mente, de consciência. Há apenas uma condição.



No decorrer de sua jornada deixou coisas mal explicadas, dívidas não pagas,

inimigos pela estrada. Vai resolver ceitil por ceitil, amigo por amigo. Até brilhar a condição

santa de cada um. Aí terá a libertação. Para andar zerado, iluminado.



A vida cria caminhos, condições, situações, e sabe de seu interior, de seu coração.

Por isto ela vai te apresentando os caminhos onde ficou a dever, onde algo tem a resolver.

Para compreender, para resolver. A VIDA É PERFEITA. Viu, sentiu, zerou, libertou.



Para alguns isto pode ser muito fácil como um simples pensar de quem volta a

enxergar. Para outros pode ser um suplício que parece imorredouro. Por sito a graça, a fé

em Jesus Cristo, para facilitar o caminho. Imagine um barquinho ao Porto Seguro da

Salvação. Imagine se Jesus Cristo estiver no Timão. Quanta Graça e Alegria meu Irmão.

A FÉ, A VERDADE E O DIREITO

A fé é elemento da consciência interior. Estar clara em termos de visualizar o

caminho é uma condição. Mas nada remove o que está claro no interior. Não adiantam

nuvens ou cortinas, ele reside no âmago do ser, no interior. “Minhas palavras nunca

passarão” refere-se a isto, pois são exteriorizações desta natureza, da fé inabalável.



A condição de realização é algo que vai sendo operado. Há as imediatas, há as que

removem montanhas. A condição de visualização do caminho é possível. Tudo é fruto da

consciência.



Assim a verdade existe e se estabelece. É esta verdade quem outorga o direito. Eu

Sou provém dela. Eu sei que Sou. Revelar isto em toda sua plenitude é vencer o mundo,

sem luta, no exercício de sua vida. Digo sem luta porque é antes de tudo um parâmetro

interior, e digno de comunhão, portanto fraterno e amoroso. Ele ama a Deus, O

Compreende, E um com Ele, na Verdade Absoluta.



Isto é o que dá a diferença entre a aparência e a verdade da consciência. Isto é quem

distingue o que é circunstancial do que é final. O que está em construção ou processo, e o

que está pronto. E dá força para a realização. A Força da Fé. Aquela que remove

montanhas.



Por isto todos que tem fé, tem direito. Cada um dentro de sua condição. Se não vê a

realização, tem dificuldade de sua implementação, ta na prisão. O que você quer não morre,

ele subsiste. Ele não deixa de ser verdade. Ele apenas fica preso ou até adormecido. Mas

vai se libertar e vai vencer, vai acordar, vai ressuscitar, vai operar o que for necessário. Por

que é Luz. Por que é verdade. Por que existe como tal, e por isto, só por isto, vingará.



E a fé de todos é a mesma. Não. Pode ser em algum aspecto. É como as flores de

diversos matizes e tamanhos, felizes em suas realidades. Assim é que há a realidade. Assim

é que nem todos são reis, pois rei apenas um o é. Mas cada um tem seu domínio, onde é

Rei. Esta é a justiça divina, esta é a igualdade. Incorruptível e inviolável. É a dignidade. É

nela que se é feliz. Fora dela ta no sal. Por isto inveja, orgulho, ambição, são frutos da

perdição.



Não se pode ser leviano por que adoece. Não se pode rebelar, porque entristece. E

vão morrer, porque são frutos que levam à morte. O Caminho de Deus é Perfeito. E o

caminho é único para cada um. Deixem a galinha do vizinho.



O fruto do amor dá diferença a tudo. Ninguém, em verdade, pode alçar o objeto

exterior se não for por amor. Todo o resto terá por fruto elementos da dor. Por isto que a fé

tem de ser operada com a consciência do amor, para não se perder no caminho da dor. A

consciência amplia ao infinito e lhe traz a graça até na mais terna simplicidade.

Assim a fé é a verdade, e é a verdadeira base de todo direito. Incorruptível e

infalível.



A CONSTRUÇAO DA CASA

Jesus fala da construção da Casa em cima da pedra: Pedro tu és pedra. Assim nem

as torrentes abalam. O que significa isto? Que a casa é firme, duradoura. As águas, coisas

da vida que corrompem, não roubam. A casa não perece.





O SIGNIFICADO DO CASAMENTO

Quem primeiro ouvi dissertar objetivamente sobre o casamento foi Paulo Apóstolo,

como autoridade cristã. Paulo não fala como um comum, mas fala como um religioso, um

divino, orientando aos irmãos. Paulo fala sobre o caminho para Deus. Assim ele diz: Se for

solteiro, não case. Se for casado, não descase.



Ele fala orientando aos que buscam Deus. Sua ciência é de salvação, é de

iluminação, é de renascimento espiritual. Paulo é um guerreiro, caminha reto. Nada habita

sua mente além da vontade de Deus, da Luz do Senhor. Então prestem atenção em sua

ciência.



Se fores solteiro, és um para ser uno com Cristo, com Deus. Assim caminharás e

assim celebrarás a sua vida. Se fores casado, tens vossa unidade com a esposa. O que Deus

uniu não pode o homem separar. Ou seja, sua unidade divina está no santíssimo casamento.

Como amar a Deus sem fazê-lo ao seu próximo. “Amar à Deus sobre todas as coisas e ao

próximo como a si mesmo”. Eis a chave. Quem ama não pode deixar de amar. É nesta

firmeza que Paulo orienta. Assim há vitória em relação ao amor universal.



Só quem ama não declina desta condição. Assim, na compreensão, tem a libertação.



AUTOCONHECIMENTO E EGO

A chamada caminhada para o autoconhecimento é um renascer cultural ou, melhor

dizendo, espiritual. Por ego pude depreender toda e qualquer referência cultural que o

identifica de forma apegada. Assim referências familiares, institucionais, morais,

tradicionais, religiosas, tudo que o estrutura numa identidade pessoal, conformando-o fora

da consciência luminosa da criação, pode ser considerado como o ego que deve ser

abandonado. E isto é uma loucura. Loucura porque torna “a verdade” ilusão, posto que

considera que você deve estar em tudo como quem não está em nada. Apenas o Caminho é

Verdadeiro. Apenas o Presente Divino.



Mas note que tal é apenas uma apreciação do amor. E que assim você esteja nela.

Fora do amor há dor. Como romper com o que o estrutura se você sente as identidades, elas

correm nas suas veias, pulsam no seu coração. Ignorá-las cantando o Om e se integrando ao

oceano universal é um belo paradigma para um ser contemplativo. Na realidade amando

sua identidade é que poderá ser verdadeiramente libertado, pertencer ao amor divino. Ela

não deve ser ignorada, mas amada.



O que comumente ocorre, nos aprendizados limitados, são substituições de padrões

culturais sob o paradigma de autoconhecimento. O vazio, a carência, é balizado por

orientações existencialistas.



Claro que há uma baila de fatores, que mudam qando se experimenta uma nova

postura diante da vida. Há toda uma nova interatividade. Quando os padrões são

desconstruídos novos horizontes são conhecidos. E isto pode trazer curas de males culturais

anteriormente sofridos, mas sem amor também pode trazer muita dor. Rupturas

descaridosas, limitações discriminatórias injuriosas, são pecaminosas, pois não foram

libertas pelo amor.



Há tolerância, há condições, mas o amor mal resolvido carece de ser resolvido para

que brilhe a luz da perfeição da criação. Deus jamais erra. A ilusão é quem faz a

condenação. Por isto revelaram Nossa Senhora Desatadora dos Nós. É quem desembaraça

os laços da ilusão, libertando da confusão.



Na ausência do amor maior, vem uma série de seus corolários da ordem da

compaixão, para ajudar ao irmão na caminhada.



Mexer com a mente deve levar em consideração o meio-ambiente, cultural. E se

normalmente no proceso de aculturamento natural você desenvolve a unidade mente-corpo,

tendo suas concepções, respostas atitudinais, físicas-corporais, presentes, no processo de

desconstrução isto se torna ausente. Há um monitoramento de descondicionamento. Então a

unidade mente corpo é seccionada. Nasce o observador, o monitorador. Mas os fluxos

exteriores não param, apenas você se destacou de suas correntezas, de suas energias

condicionadoras.



Assim você desliga a televisão, para de comer carne e deita cedo para viajar nas

estrelas do universo sutil. A isto chamam de centrar seu ego no universal, mas é apenas um

aspecto da vida, um caminho. Na luz você responde a tudo sem padrões. O ego, no sentido

de sua identidade, não é ignorado, é santificado. Assim há o verdadeiro renascimento

incondicional. Renascer do espírito é ser como o vento como nos disse Jesus. Uma

identidade santificada não é apegada, é amorosa. A Verdade Vos Libertará! Assim morre o

ego cultural, que ama limitadamente e condicionadamente, e nasce verdadeiramente o ego

consciencial do amor incondicional.





O RIO DA VIDA

Imagine um curso de pensamento. Imagine uma obra. Uma vida institucional. Uma

cultura. Um caminho. Um rio da vida.

Tem correnteza, tem ritmo, tem força. Subidas e descidas. Trechos sinuosos.

Obedece à gravidade.



A água pode ser pura, barrenta, cheia de matéria orgânica das encostas.



E você pode nadar ao sabor da correnteza, contra, ou ficar pelas lagoas e enseadas.



O mar é o ponto de chegada. O Grande Mar, O Oceano. Parece que aqui há uma

estabilidade maior. Mas como tudo, no mar há vida, e acontecimentos. Mas ainda a figura

do oceano, como um todo, me inspira paz.



O Universo é assim, uma paz imensa. Mas dentro dele as coisas acontecem. Como

você está?



Na luz a vida é o sim, não porque haja subserviência, mas sim por ser próprio da

clarividência, o caminho é sempre presente e pra frente. Então a vida e a morte fazem parte

de um curso, curso da vida eterna. “É morrendo que se vive para a vida eterna”. Mas como

revelar essa condição no meio de tanta vacilação, de tanta luta, negação? Como sair de

tanta confusão?



Ritmo, obediência, desapego, elevação. Ritmo como quem nada bem, para fluir

saudavelmente na água. Obediência para saber realizar sabendo a natureza escutar. A

obediência se torna um viver natural. Eis como há pesoas que mesmo não-religiosas são

felizes, são espíritos elevados, já bastante identificados com a graça da vida divina.

Desapego para não ficar preso e se afogar. Elevação para acima da água se encontrar e ver

o horizonte que está sempre a brilhar.



Quando neófitos adentram no espiritismo é comum se encantarem com as

manifestaçõe espirituais, com visões, com flashes de luz e fenômenos em geral. E daí por

vezes podem pensar serem menores outras tradições ou pessoas que não abrem tais portas.

Ledo engano. Há pessoas e tradições que tem um caminho firmado no mundo, e são

elevadas, são amorosas e alegres, e na realidade vivem de fato próximo ou como

espirituais, sem que necessariamente isto celebrem da forma mística religiosa tradicional,

ou ainda o façam sem intercambiar com o universo astral em geral. São ligados na fonte da

criação. E daí tem as mais diversas formas de manifestação. Há os que são relativamente

independentes, tem consciência da altura que navegam, e outros que são passageiros ou

tripulantes de uma egrégora, ou seja, são a “família de Noé ou seu rebanho abençoado”.



Contudo, outra coisa vou dizer: cada corrente religiosa corresponde à um espaço

existencial cuja Criação está representada por aquilo que trabalha e crê. Estar numa

corrente é lidar com seus elementos, ou seja, é estar imerso num consciente coletivo e

mesmo num inconsciente coletivo, dependendo do seu grau, da sua condição. Assim as

referências, os valores, o modo de se relacionar recebem influencia posto que seus

significados adquirem aaquela lente cultural. Por isto lhes falo de astral, pois são coisas

criadas, e o que é criado já tem valores plantados, já tem caminho de significados. E isto

pode ser tão forte como uma lei humana o é. Tem julgamento, tem polícia, tem prisão, e

também tem absolvição e mudança. Para se ter uma boa idéia da complexidade disto vide a

complexidade da organização social de um estado nacional. Claro que há um jeito simples e

iluminado de se lidar com tudo isto. Este é o ponto.



Muitas vezes quando se nega uma condição, e não se tem a iluminação, ainda que se

vos apresente o caso como inerente aos defeitos alheios, tal pode representar os seus

apegos, suas questões mal resolvidas. As Portas do Céu sempre estiveram abertas, mas

quem suporta adentra-la? Ela não é guardada por um diabão, que te speta se você não

estiver em condição. Ela é simplesmente um estado de iluminação, de “pureza do coração”.

Quem é o diabão são aqueles que te mantém na prisão. Estes são os cobradores. Estes têm

cadeias, armas e privaçõe. Contudo vale discernir para bem prosseguir. Sabendo obedecer

em um novo estado vai renascer e se manter. Assim é que João (Apocalipse) fala da estrela

que brilha cada vez mais.



Outro dado importante. Quem é dominante tem seu galardão. Se não tivesse

elevação como poderia ser capaz de gestar ou gestionar coisas grandiosas. Assim o rico tem

sua elevação. E o pobre tem sua condição. Tal ordem do que é factual não é imóvel nem

pré-determinada. A todos cabe bem usar sua condição na Criação. Assim tem Deus no

coração. Lúcifer era Anjo de Primeira Grandeza, que não deve ser odiado e sim respeitado.

Quem assim enxerga se liberta. Vencer Satanás nunca foi espeta-lo, mas compreende-lo e

assim supera-lo. Vocês já devem ter ouvido falar que devem enfrentar os “seus próprios

demônios”, e vencer o mundo. Deus é Bom.



Estes são princípios libertadores. Ensinam a bem viver no Rio da Vida e a superar a

Roda de Nascimentos e Mortes, O Sansara da Inconsciência que patrocina o sofrer.



“Deixa a Vida me levar, Vida leva eu” é a entrega do Sambista nos braços da Mãe.

Já o Pai pega no Leme da Embarcação. Na vida Todos são santos. Eu Sou o Que Sou.







TRANQUILIDADE, PAZ E AMOR

Relaxamento é condizente com uma condição de realidade. O relaxamento profundo

traz uma paz e uma comunhão distintas da habitualmente praticada. Falo isto como quem a

viveu, a encontrou, com muita energia, com a chamada comunhão cósmica, e conheceu o

amor.



Todas as dores cessarão. Todas as angústias, desesperos que afligem o homem no

cotidiano desaparecem nesta condição. É uma condição “superior” de rrealidade, é

imaculada, é harmonizada com a criação.



Vocês não sabem de onde advém tanta necessidade. Estão imersas nesta realidade.

E assim se comportam, correndo e lutando para serem felizes, achando isto natural, pois

assim a vida se apresenta como real para vocês. Mas não é só isso. Isto é a peste que está a

tragar o amor divino, trazendo uma guerra da impermanência, pois os tesouros não são do

amor, são perecíveis. Assim o homem come o homem. Morre e mata. E a guerra continua.

Alarmes, armas, defesas, seguros, proibições, contenções, distinções, meios, ambientes e

um dia morrem e os decompositores comem. E daí? É assim mesmo. Não conhecem o

paraíso, não o acreditaram, não desejaram, não perseveraram, não decidiram se

encaminharem para tal. Estão na escola da evolução humana. É assim mesmo, não tem

obrigação. Ninguém pode obrigar alguém a optar pelo amor. Tem que brotar, tem que ser

verdadeiro, tem que se consolidar do mais íntimo da alma, tem de ser reconhecido e

valorizado como de profunda necessidade, tem que ser a graça do viver.



Homens elétricos, verdadeiros, justos, poderosos, vigorosos, nadam com destreza no

riomda vida. Claro, são fortes e habilidosos para não se afogarem. E assim os pais querem

educar seus filhos, para também não se afogarem, não serem sucumbidos pelo mar da vida,

pelo rio da vida, e tornarem-se vitoriosos. Sim, estão certos, é o que enxergam. Mas não

tem paz no coração. Tem luta. Lutam para viver. A vida para ele é uma luta. Uma luta a

cada dia. Por isto se sacrificam, vigiam, guardam, protegem, se disciplinam e misericórdia,

oram a Deus que os libertem. De vez em quando são agraciados pelo amor verdadeiro e

sentem o perfume desta fragrância inigualável.



Já conheci o amor. Mas morri. E reaprendi a viver para não mais morrer. Uma

questão de meio-ambiente. Assim venho erguendo minha casa, minha família, minha

cidade, meu país. Com saber e com poder. Sabendo verdadeiramente onde devo chegar,

onde devo conduzir.



Não posso vos dizer abdica da luta e se entregue ao amor, e morra na dor. Nem

quero nem vou. Eu digo olhe para frente, procure o amor, se liberte da dor. O caminho é

perfeito. Nem maior nem menor. Assim as coisas vão se ajustando. Mas eu vos dou

testemunho do amor.





CHAVES DO AMOR DIVINO

Vou lhes falar da altura de um buscador do amor divino, de um louco como foi

Francisco na sua procura por Cristo. Não vos falarei como um normal, um cidadão comum,

culturalmente identificado com o mundo.



Para o buscador a criação é amor. Ele quer revelar isto. Quer ver Deus de Amor em

todas as coisas. Quer viver amando.







ASCENSÃO E VIDA



Não confunda ascensão com importância amorosa. Na realidade a mente que

classifica com muita hierarquia está presa, pois a perfeição divina é imanente à natureza em

todos os planos. Ou seja, deves viver bem, ter o olhar sagrado em todos os planos da

existência para gozar de sua graça. Assim o escuro é sagrado, o amor carnal também. Não

tem sentido em cima ou embaixo. Tudo é santo. Não se furta do amor diante da culpa pela

dor.



Então não julgue a árvore da vida verticalizada como malévolamente hierarquizada,

sobretudo veja com o olhar circular, ou seja, com amor a todos os planos, galhos, estágios.

Assim não se obriga a uma só forma, ou seja, “que tudo tenha de ser circular para

representar a igualdade”, que tudo seja branco para ser da paz, que todas flores sejam rosas

para serem do amor.



No amor o olhar transcende crenças, formas, sons, sentidos e ganha a Dimensão da

Compreensão Divina, da Verdade Eterna. Graças à Deus.



O SOM E O SILÊNCIO

A Consciência do Som é obtida com Base na observação silenciosa da mente. A

coisa é assim: você está desenvolvendo um assunto, tá ligado nele, e de repente, naquele

vazio de sua atenção, penetra um som. Os leigos dizem ser natural e não encontram relação

consciencial entre o que estão dizendo, fazendo e o que está acontecendo, o penetrar

daquele som. Reagem naturalmente conforme seu grau de polidez. Epa, tudo bem se você

soluciona sem pensar e encaminha bem o caso. É algo natural e quantos elevados já o

fazem como modo natural de viver. Mas há aqueles que despertaram para a ciência,

aprenderam a estar no silêncio, a escutar o som.



Se ainda não despertou para a ciência, tá na hora de observar o que a interferência

vem lhe trazendo. Pode ser um alarme de segurança de um carro que está interferindo em

você. Pode ser o sino Mensageiro do Som que começa a cantar. Isto significa que entrou

algo no seu campo de atenção, pode ser “boi na linha”. Deve observar e procurar onde está

o problema, onde foi aberto. Assim você está ampliando sua consciência de maneira

ecológica. Sua sintonia divina.



No caso do sinal não compor harmoniosamente contigo, ele passa a interferir, e é

claro que isto tem um significado. Ele deve estar relacionado ao que você está fazendo,

falando, pensando. Em linguagem simbólica diz-se que há vazamento quando em meio à

uma assunto ocorre interferência. Isto nos permite sacar a relação entre as coisas, neste

mundo de fenômenos, de sinais. Lembram o que narrei do vento, também vale para o som e

demais formas de integração com a criação.



A coisa também pode ser boa: ao conversar o passarinho dispara a cantar. A alma

exulta. São os chamados bons presságios.



Para melhor se perceber estas coisas deve-se ter a mente tranqüila. Assim ela passa

“a enxergar” as coisas com clareza. Mesmo que sejam muitas ou mesmo corridas, a mente

enxerga com nitidez o que há. Uma mente atribulada tem pouco discernimento, vulgariza as

coisas, “vive na lama como os porcos”. Som está havendo toda hora, inclusive aquele da

bomba que bate no teu peito, mas você não o ouve a todo tempo, e assim está bom, pois se

isto ocorresse você estaria com algum problema. Você ouve de acordo com a tua sintonia, e

nela há uma mensagem, do teu tamanho e de acordo com tua compreensão, tudo para tua

santificação. Um sujeito que lide com modos menos refinados pode se manifestar

reclamando do som que interferiu e tomar uma atitude grosseira para anulá-lo. Cair no

sentido espiritual pode ser isso. Descer é alcançar consciente, missionáriamente.



É uma ciência natural, fruto do autoconhecimento, da faculdade de viver. Aquele

que a cultiva encontra “Deus de Primor”: na faculdade do ouvir, ler pensamentos,

comunicar com a natureza. O diálogo se dá em comunhão. Há uma imantação especial no

ambiente assim tratado. O silêncio que vos falo é o da consciência, que na paz tudo escuta e

discerne.







PORTAIS DA VIDA

Cada atitude, palavra, pensamento, representam um caminho: pode abrir uma porta.

No refinamento do Ser se percebe isto. A luz está onde há clareza das atitudes, das

palavras, dos pensamentos. Quando o que abriu foi fechado com luz não há nada a resgatar,

na realidade foi fechado-aberto para sempre, amém, foi resolvido.



Isto não quer dizer que você não possa usar o linguajar coloquial, empregando

termos comuns despojados da gravidade intrínseca. Ah, Porra, Não Fode! Pode ser falado

com alegria.

Vai tomar no cu, seu babaca!, Pode ser dito a um amigo, sem gravidade nenhuma. A

consciência está nisto também. Então não encham o saco com radicalizações seus manés!



Na realidade a graça é tão grande que lembro-me de inúmeras bênçãos obtidas

apenas com a chave de palavras cantadas, cujo significado encontrava relações em minha

experiência de vida ou correlacionadas às pessoas por quem orava. Muita coisa vi no astral,

compreendi a dinâmica, a perfeição existencial. Vide que O Mestre perdoou pecados, todos

os pecados de uma pessoa, numa simples declaração.



Viver Realizado é Viver Resolvido. Você responde a tudo que lhe chega. É A

Presença. Você passa pela porta aberta, por outra e outra e outra... . Não importa por

quantas passa, nada ficou. Esta é A Vida no Presente Divino.







O DEVOTO, O MESTRE, A IGREJA

Um devoto é aquele que recebe com o coração os ensinamentos de sua escola.



Compreende que aquilo que está sendo colhido será cultivado. Não há pressa, nem tempo



disponível, é um contínuum. Nesta Luz o Guia o acompanha “full time”, pois está no alto

da consciência. A Palavra do Mestre foi derramada no solo fértil do devoto. Brotará,



crescerá. Estas palavras são faróis imperecíveis a iluminar.









A ligação direta com o Divino Espírito Santo é o que o Mestre está empreendendo.



No caminho, O Mestre é a consciência do discípulo. Tanto mais quanto maior interação



houver entre eles. O caminho é zelado pela consciência do pai, mestre, padre, ou aquele no



qual se deposita fé. Este é o amigo que guia quando há escuridão. Que ajuda a dissipar as



nuvens para que se tenha o sol.









O Mestre pode ser como um filtro quando há submissão das coisas à Sua



Orientação. Quando é ouvida a sua palavra, quando é seguida sua norma. Há gradações no



compromisso. O pátrio poder é natural na educação das crianças, dos adolescentes.









A adoção consciencial funciona como um campo de força sutil. A pessoa fora deste



campo de força está sujeita ao mundo. O discípulo abrigado está protegido.









Isto ocorre naturalmente na educação comum entre pais e filhos. Vide quando se



nota o berço de uma conduta, vide quando se lembram de conselhos e orientações dos pais.



A adoção familiar não é só consciencial, mas material.

As crianças batizadas são entregues por seus pais a Um Caminho, Uma Igreja.



Claro que isto tem importância. O país em que nasceu lhe dá direitos e deveres: a



nacionalidade. É assim que se dá ao se incorporar a uma instituição. Bebe-se da água da



vida servida por ela. E é claro que ela cuida de seus filhos, procurando protege-los com seu



manto sagrado, conduzi-los conforme sua orientação.









A nação, ao crescer o jovem, o convoca para servir, lhe outorga direitos e deveres



cidadãos. A Igreja conduz à comunhão. Alguns comungam do corpo de cristo, outros do



corpo e do sangue. Assim caminham o devoto, o mestre e a igreja. Cada um dentro de sua



condição.









Algumas Igrejas tem milênios de idade.





A RESSURREIÇÃO

Um fenômeno da consciência. Despertar uma nova dimensão, um novo campo de

possibilidades, onde a morte encontra seu fim, ou o estado anterior de penúria de qualquer

sorte encontra um novo horizonte de felizes realizações. Falo-vos de ressurreições dos que

se encontram nos mais diversos patamares do Vale de Lágrimas, onde há sofrimentos,

angústias, medos e ranger de dentes. Ressuscitar é vir na Luz, ser Feliz. A “ressurreição dos

últimos dias” liquida a morte. Liquidar a morte é liquidar o pecado, viver no gozo. Deixar o

sofrimento e Ser Luz Eterna. Claro que isto é um fenômeno da consciência.



Consciência de que é luz sob estado material. Ter consciência disto não é ter

conhecimento, nem ter fé, é Ser.



JULGAMENTOS

Num lugar de muitos julgamentos há muitas prisões. Muitas leis, morais,

proibições. É um terreno difícil, pois muito há que se santificar, que se acalmar e purificar,

para libertar. Assim se dá na vida, assim é nas religiões, mas note que cada um tem a

medida de sua cruz. Falo-vos isto para que saibam e marchem rumo à libertação. Sejam

puros e procurem abençoar, perdoar, dentro de vossas condições, pedindo a Deus pela

simplicidade e humildade para que não coloquem as mãos em cumbuca, ou seja, não

percam o caminho da sabedoria.



O Eu Sou o Que Sou é um nome do Divino. Assim ele não pensa nem julga,

simplesmente age. Ele ë o equilíbrio da balança, o caminho do meio percorrendo o

universo. A Justiça Sempre Presente. Assim Estou, Assim Sou, Tenho Verdade.



Mas se condena algo por mero desejo a agenda trai. Assim pagará. Ficará preso ao

criticado. Até resolvê-lo. A compreeensão liberta.



O Eu Sou O Que Sou enxerga o Mundo perfeito Como Ele É. Ele não julga a morte,

o assalto, o estupro, a repressão ou qualquer outra destas ocorrências. Elas são inerentes à

perfeição divina. O que ele faz é ensinar o caminho. Mas pode aparentemente ser difícil.

Imagine libertar-se como Cristo ensinou, às custas de “dar a outra face”, “uma milha a mais

caminhar”, “dar a capa também”. Seria abdicar de toda uma cultura, uma “realidade

palpável”.



A humanidade ascende lentamente. Suas leis, normas e costumes são presenteadas

desde o nascimento. Nelas você foi preparado. Por isso foi difícil ao jovem rico seguir

Jesus. Ele queria encontrar Deus. Seguia a Lei de Moisés. Parece que estava pronto. Então,

diante disto, Jesus o disse: “Dê sua riqueza aos pobres e me siga”. Ficou muito caro. Ele era

muito rico. A riqueza do mundo era o que conhecia. Claro que para o Mestre era trocar

uma ninharia por um Tesouro. Mas para o jovem não. Não enxergou: não creditou. O

Mestre compreendeu. Seguiu seu caminho.



Jesus falou o que ocorreu, ele não “julgou”, não tinha interesse escuso pelo

discípulo. Quando disse ser mais fácil um “camelo” passar por uma agulha que um rico

entrar no Reino dos Céus, Ele apenas ensinou.



E quando julgou, julgado está, porque não há outra coisa, não há interesse, agenda

oculta, rabo preso. Há o que Há. Há verdade. O Mestre sabe. O Ser Crístico sabe.

Eternamente.



Aos submersos nos dramas mundanos, iludidos em relação à verdade, o Mestre

orientou: “Não joguem pedras no telhado alheio quando o seu é de vidro”. Salvou

desafiando: “Atire a primeira pedra quem não tiver pecado.” O Mestre não refutou a

verdade aparente, que não deixa de ser “verdade”, mas trouxe à mesa a intrínseca, que os

mantinha distanciados do amor.



Já sofri muito no processo de elaboração deste livro, como quem é posto à prova

para comprovar o que fala. Já devo te-lo refeito umas dez vezes. Venho amadurecendo este

fruto, tornando-o suave ao paladar assim como às entranhas.



“A ninguém julgueis ou condeneis, para deste modo não vos condenarem”.

Aqui reitero meu pedido de benção, pedindo ao Pai, ao Mestre de Todos os Mestres,

que me guie nesta obra com A Sua Luz. Que seja Ele em mim.



Só respeitando que as coisas Sejam Como São posso Ser O Que Sou.





DESEJO

Claro que todo desejo tem um sentido, é real no plano dos sonhos, é fundamentado

na existência. Abdicar dos desejos não é descartar toda e qualquer manifestação da vontade

humana, pois assim não haveria a santa criação, nem o fogo realizador. É antes ter a

sabedoria de buscar sua verdadeira compreensão, abrir os olhos para a luz, e realiza-lo

dentro da paz e do amor.



O desejo manifesto fora da seara da paz e do amor é culposo, pois encerra em sua

realização a dor. Ou seja, no tempo certo e no lugar, os objetos do seu clamor lhe serão

oferecidos como uma dádiva, como o fruto que maduro é colhido sem esforço. Assim a

vida não é luta, nem dura, é suave e meiga, harmoniosa e paradisíaca.



Isto é verdade, mas em meio à um mar de loucuras era difícil visualizar, colher tais

frutos, em um meio onde já disputam os frutos verdes ,e quem demora nem estes alcança.

Por isto é uma condição muito especial de uma árvore plantada no cerne de seu interior,

onde não há competição nem ansiedade.



Claro que é o fruto da vida que falo. Claro que é a obtenção do desejo pelo

imperecível. O presente divino. Quanto mais se deixa de lutar pelo perecível, mas ao

imperecível se conquista. Ou seja, o modus vivendis, a dinâmica da realidade, a sua, torna-

se outra, e vai transformando tudo ao seu redor. É A Presença de Deus. Isto explica o termo

“morrer para o mundo”, “nascer para Cristo” ou “viver como espiritual”.







INDIVÍDUO E SOCIEDADE, UNIÃO E UNIDADE

Deve ser estranho compreender a declaração de Cristo quando disse “Eu venci o

Mundo”. Cristo é Um com o Pai, é Um com o Universo da Criação. Mas como se dá tal

unidade se Seu Reino não fora deste Mundo. É simples. O Mundo tem uma consciência,

Cristo a superou. A Terra o expulsou, mas Ele deixou plantada a semente, O Caminho Para

O Pai. Por isto nos deixou a Salvação. Esteve no Mundo e Venceu o Mundo. Voltou Para o

pai.



Claro que enfrentou muitas coisas, venceu muitas dificuldades. Desatou os nós das

amarras do mundo.Em meio à tantos vícios e comportamentos da dor perseverou no

caminho do amor. Não veio ao Mundo para destruir a Lei, mas antes para Fazê-la Cumprir,

e deixou Cravada na Terra Sua Espada da Vida Eterna, A Cruz. Vide de Cima como a Cruz

é uma espada fincada na terra.

No mundo há muitas sociedades, elas formam o homem. Sua cultura é o que

acredita e pratica. Assim vive. Você é aquilo que crê, que dá conta de exercer. Assim vai

morrer e/ou viver. Quem crê em Cristo crê na Vida Eterna.



Aquele que celebra em Cristo vai além das leis dos Homens. Um indivíduo que viva

em sociedade, mas não celebra Cristo, fica conforme a Lei dos Homens. Qual o

Fundamento de cada lei, de cada sociedade, de cada cultura? Nele está a Pedra Angular. Se

É De Vida Eterna Tem Luz Imperecível. Então é Cristo.



Na União Social o indivíduo assume consciência coletiva, ou seja, se comporta

como parte do corpo que compõe. Pode ser o cú ou a cabeça, todos têm sua singeleza. A

saúde deve ser integral. Eu Sou o Que Sou É Feliz Assim. Tanto um como o outro na dor

sofrem, mas no amor são felizes, realizados. Assim, a importância relativa, superlativa, do

cú e da cabeça, se desfaz, como a ilusão que termina, e todos, como Filhos de Deus, que

tem cú e cabeça, viverão no amor.



A Consciência de Cristo é Deus, é Amor. Mas a consciência da sociedade com a

qual comungas é de amor? Ou tá presa nos ardis da dor? A consciência da grande maioria

dos viventes terrestres é coletiva. São como os animais que tem instintos comuns, só que

num nível superior de consciência. Ou seja, se é de acordo com a socialização, com a

cultura, com o que se celebra no cotidiano: o alimento do dia a dia. Cada um em seu papel.

Mas claro que há toda uma mexida nesse caldeirão consciencial, há o fogo da

transformação.



Assim sois também como uma multidão em conflito; não tens a consciência reta do

caminho único. “Não se serve a dois Senhores, pois a um deles há de trair”. Servem a

muitos senhores, pois são associados a muitas coisas, e muitos caminhos se abrem em

vossas vidas. Muitas portas à esquerda e à direita. A consciência Firme Como Rocha, o

Pedro, Segue a Cristo, “O Único Caminho”. Assim há homens que vivem num único

caminho, sem dolos, sem culpas, mas são poucos.



“Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Não sabes por quê relativizas tanto

tua vida, teu caminho. Por que apresentas opiniões distintas, de sentimentos distintos, em

oportunidades distintas. Sois do Vai da Valsa. Não sois Um Indivíduo em Deus, mas uma

Coletividade em Deus.



Povoado por uma legião de anjos, de demônios, ou um misto, depende de sua graça.

Se sois filho de uma só instituição, é bem provável que tenhas maior uniformidade de

posição. Se a mesma instituição é saudável, é provável que tenhas uma vida cordata. Se

ainda sua instituição for sagrada, no caminho santo estás. Todas as partes de um corpo

santo vive em santidade, tem a consciência da santidade. Para tal a Cabeça tem de Ser

Cristo, Tem de Ser Luz.



Mas és associado a uma instituição, forma de pensar que não conhece as graças do

amor e celebra os caminhos da dor. É noite em seu viver. No Vale de Lágrimas e Trevas

estás a percorrer.

Você vive de acordo com o amor no amor, e com a dor na dor. Ou seja, no ambiente

religioso você celebra o perdão, e no judicial a punição. Tá dividido. Uma coisa é a

compreensão do mundo, de como funciona a perfeita Lei de Deus, outra é sua orientação

interior. “Deixe que os mortos enterrem seus mortos” significa: deixem que os que vivem

fora do amor celebrem a dor, você vivifica o amor. Já e Sempre.



Então só na Unidade em Deus se pode caminhar pelo Mundo sem cair, se perder. Na

União se é forte para coletivamente Vencer o Mundo. Há Comunhão. A Cooperação da

Construção do Reino de Amor. Assim a corrente é forte para amparar, socorrer, proteger. A

união é um processo de cooperação para o bem comum, um caminho de celebração para a

unidade. A unidade é a União Perfeita. Todos São Como Um.



Deus me deu concedeu conhecer estas coisas, andar pelos caminhos a viver, vencer

e dar testemunho. O meu Brasileiro fala muitas línguas. Quando não estive na consciência,

estive na graça. Isto não quer dizer que não tenha sofrido muito, apanhado muito. Mas ando

doido para colher os frutos do amor.



Oxalá, Jah, Deus, Krshna, Maomé, Buda, Cristo, todos São nomes divinos culturais

da Missão Divina. Paz aos homens de Boa Vontade. Que Deus nos abençoe pois a Era é de

Salvação.







A REALIDADE

A realidade foi ampliada após o Relativismo de Einstein. Não que fosse modificada,

mas vista pela compreensão. Contudo continua a ser única para você, sujeito indivisível e

único da história. Por isto O Caminho é Único.



Mas as sensações são diversas de ator para ator, e com estas a forma de perceber a

vida. Há poucos olhava os troncos de árvores como formas da manifestação da realidade de

cada ser. Sua expressão gravada na espécie, direção, espessura e formato de cada galho,

tronco. Uma história de vida, uma manifestação registrada na existência. E com elas tive a

sensação da relatividade temporal. Ao contemplá-las atingi uma serenidade que lhes é

imanente. E pensei quanto tempo por dia poderia ficar ali a comtemplá-las, admirando-as. E

como a vida seria então. Claro que as necessidades tornar-se-iam distintas de um cotidiano-

do-homem-urbano.



E logo após pude contemplar jovens andando pela grama. Alguns confiantes, peito

aberto, olhando para frente. Outros vacilantes, procurando no chão onde poderiam pisar. O

caminho parece o mesmo, mas não é. Existe diferentemente para cada um. E é natural, fruto

de cada um. Assim, alguns alegres, outros cabisbaixos, caminham por caminhos iguais e

distintos.



Mas, melhor que se enquadrar numa realidade aparente, é tornar-se Senhor da Luz

ao Ponto de Criar Realidades Paradisíacas. Na sua casa, no seu quarteirão, bairro, cidade,

por onde passar. Isto já experimentei. Uma sincronicidade própria do Amor Divino. Quem

é feliz experimenta naturalmente isto.



Quando tive uma visão de uma imensa cachoeira que despejava Água Cristalina

sobre a Terra, tive a impressão da Salvação. A água velha indo embora e a Água Pura

chegando como Vida Nova para todo o Planeta.



Esta é a realidade que vence as “demandas”. A fé vai além do aparentemente mal

constituído e conserta tudo, transformando a realidade. Esta é a Graça de Deus. Tua Fé Te

Curou. Se Jesus, A Luz do Mundo, só deixar passar para a humanidade Vida Nova, o Reino

será de Luz. Então como falam que um homem Santo protege com sua Fé uma Cidade, O

mestre poderá proteger um Planeta.



Assim, cada um de vós pode renascer na luz e tornar-se como espiritual,

abençoando o lugar por onde passares. “Firmado na Estrela, no Sol e na Lua, Eu abro meus

braços e meu coração, Para receber, as graças de Deus e da Virgem Senhora, Rainha da

Conceição”. (Hinário Cavaleiros da Paz)



Então a Fé e a Esperança são pontos de resgate de uma realidade possível. E quando

chega a Luz manifesta-se a perfeição, o passado é todo compreendido em sua perfeição, e o

futuro é Realização.







A HEREDITARIEDADE

Em João 9 os discípulos perguntam a Jesus: “Mestre, porque este homem nasceu

cego? Foi porque ele pecou ou porque os pais dele pecaram?” Jesus responde: “Ele é cego

para que o poder de Deus se mostre nele.” Meus irmãos, aqui há uma chave muito linda da

Graça de Deus. Uma questão ótica, de abordagem. Para o Filho de Deus, onde mora a

Perfeição Divina, o que se passa com os Filhos são oportunidades de santificação, ou seja,

não vale à pena justificar uma situação presente se não for para Glória de Deus. Fora disto

seria reificar o passado, que é morto. Morto para Quem Vive o Presente da Graça de Deus.



Deixando que os mortos enterrem seus mortos Ele Vivifica A Graça de Deus. Note

que não há acomodações, justificativas para o Status Quo do Cego, de forma que ele

continue morto, nos braços da culpa, do passado. Jesus é Vida. Assim a Realidade Divina

que Ele Ensina, Vive.



Tais inquisições são tentações que tentam roubar o estado de graça. São “questões

comuns”, “naturalmente veiculadas”. Nesta passagem não está o Mestre versando sobre a

paciência, mas sobre O Poder de Deus. Jesus cura o cego. A justificativa do que É está

sempre na Glória de Deus.







CONSCIÊNCIA

Ë viva, cheio de vida. Quanto mais ampla mais longe alcança. Opera pequenina,

opera universal.



Consciência tal qual pedra significa firme no caminho. Aquela cujo propósito não

desvia, não perde o caminho. A Pedra Angular é a Base da Obra. Aquela no qual se ergue a

Igreja. Esta é firme e sustenta a criação.





BUSCAR ATENDER AO PRÓXIMO COM MAIS AMOR

Não diga que a sua Casa é Forte porque fulano ou ciclano nela não resistiu, dormiu

na oração, vomitou, caiu. Peça ao Pai para atender com mais amor. Que o alimento que

fornecer os cure com o mínimo de dor, se possível só amor.



Não é agradável colocar à mesa um prato diante do qual suas visitas, após comer,

saiam vomitando, passando mal. Nem um remédio que para cura traga sofrimento. Não é o

que você deve desejar. Entrega nas Mãos de Deus as agruras e peça a ternura. Claro que há

o Balanço, a Aferição, A Prova da Verdade, A Justiça. Quem vive no amor não se deleita

com a dor do sofredor.



Tenham consciência e ciência a fim de que em sua Casa os inimigos não venham a

molestar ninguém e as curas sejam doces e serenas, alegres e felizes.







UM SÓ PONTO DE VISTA

Imagine vocês uma idéia que lhe aparece. Depois vem uma outra, acerca do mesmo

tema, mas diferente. Mais tarde chega outra, e outra, e outra... Você está imerso no mar

tempestuoso, numa multidão em conflito. Eleve-se. Na Luz da Consciência resiste apenas

uma e apenas uma única idéia. Que a Graça a Esclareça. Amém.







A CARIDADE E A COMPAIXÃO

A caridade é o exercício do amor. A caridade é a prática do amor. Claro como tudo,

tem suas gradações. No exercíco pleno a caridade é o amor.



A caridade é um santo remédio santificador. Na inconsciência de uma vida

pecaminiosa a caridade é bálsamo redentor. E não só isso, ela é caminho do amor maior.



A compaixão é plena de vida piedosa, misericordiosa. O irmão que a possui anda

em caridade fraterna, ajudando, compreendendo e até sofrendo. A compaixão quando

encontra o amor se alegra.

OS SANTOS PODERES

Os Santos tem poder. E muito. Eles vêem o que é, falam o que é, fazem o que é.

“Está sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os

mortos”, é o juízo perfeito. É iluminação da realidade de vida de cada um. Este é o dia que

os justos esperam. O que estava oculto será revelado. Não há maldade nisto, há luz, clareza,

revelação. É a hora da justiça. Os santos têm esse poder, que vem de Deus. Eles anunciam o

apocalipse, e Deus manda a paga de cada um. Os santos anunciam a palavra de Deus. Eles

falam a verdade.



As formas do poder de Deus são as mais diversas possíveis. É dele a milícia

suprema. Os santos são comandantes da consciência. Com eles não estão as criaturas em

geral, em níveis e funções.



Deus não se macula ao promover a morte. É dele A Vida. E na Grande Casa de

Deus cada um tem a sua habitação. Quando o Universo Clareia, onde sua mente puder

alcançar tem habitação. Se viveres acreditando que é mais difícil ser feliz, que a felicidade

é difícil de construir, mas que a infelicidade é fácil de adquirir, em bom meio não deves

estar. Isto ajuda um pouco a enxergar, a ver que tem de sanar. O Paraíso existe, pode

acreditar.



Viver no paraíso é viver sem problemas, sem temor, nem se lembrar da dor. Então

se cuida do amor, de tudo que é do primor. Mas quando se cuida da dor é aberta a porta

para a dimensão do clamor. Onde há clamor há condições, relações, pesos e medidas e,

graças a Deus, libertações. Então tem luta, soldados, aparatos e salvação.



Não se conquista o amor guerreando. O amor é imaculado. Conquista-se o amor,

amando. Só conquista a Luz quem iluminado for. Mas no meio da confusão se deseja a

libertação através da força do dragão. Já vos falei que é lícito e pode ser até justo. Mas só se

conquista o amor amando. É inerente ao plano de consciência, à realidade criada.



Então tem milícia armada. De alto a baixo. Cada um na sua função, na sua condição.

Todos rezam a Deus.



Algumas igrejas celebram mais nos planos ideais, mas não deixam de abençoar as

milícias reais. Os guardiões da civilidade, da sociabilidade. Assim invocam São Miguel,

São Jorge, Santo Expedito, São Paulo. Santos guerreiros. E suas milícias, cortes angelicais.

E apóiam policiais e militares de diversas ordens do real.



O Exu, dentro da tradição Umbandista, é um guardião. Noutras palavras, indo além

do aspecto simbólico religioso, é ele, com suas milícias, quem policia.



Em determinado nível, em determinada condição, basta a palavra, a oração, para

expulsar a ilusão. Mas noutros a linguagem é a da força do dragão. Do sutil ao material,

assim caminha a criação. Assim na terra como no céu é um pouco isto. Ordem e Progresso

para brilhar a luz.



Orai e vigiai para não cair em tentação é um pouco isto. Para não descer e ser

envolvido em tal tipo de confusão. Quando a cabeça é feita você se convenceu daquela

realidade, é verdade. Outra dimensão da realidade se instaura em sua vida, “outro

universo”. Em todos os Planos está Deus, há bênçãos. Alguns são mais suaves, sutis; outros

mais duros, grosseiros. ? Jesus disse: “A quem buscais?... Se a mim, pois, é que buscais,

deixai ir estes.” Obedeceram. Caíram por terra só por ouvir Eu Sou. E Jesus se entregou,

como sempre, à vontade do Pai.



Quem não mata para defender sua pátria, sua casa, seus familiares e amigos? Quem

não bate nem prende para proteger o inocente? É como o Rio de Forte Correnteza, que

chega arrastando consciências. Então tem princípios sagrados que levam a renunciar e

cultivar para destas agruras se livrar sem na lama afundar. Mas mesmo os que estão na

lama não fecham a porta de sua salvação, e se entregam a Deus, imersos em suas

limitações. Tem esperança, acreditam que há um caminho, enxergam um resquício de luz.

Sim, Deus opera. Sabe a condição de cada um.



Satanás reside na cultura. Sacrificar é Reificar. Que a verdade se estabeleça.



Falo para vocês como doutor da consciência, aquele que conhece que quanto mais

profunda for a negação da verdade mais rápida acende a chama da contrariedade. Por isto o

Mestre revelou guardar, sem revelar, coisas que não suportariam escutar. O Mundo da Ação

e Reação não pode ser o Mundo da Criação. “Pois é morrendo que se vive, Para a Vida

Eterna”.



Uma simples oração pode iluminar todo um caminho de redenção. Os Santos

gostam mesmo é do Poder do Amor.



De viver no amor.







VIDA







A vida é perfeita.





AMOR AO MESTRE

Para se montar uma cooperativa tem de ter muito amor ao mestre. Pois ele mexe

fundo e não deve ser objeto de vacilação sendo crucificado por cada irmão. O mestre deve

ser considerado como um abençoado.

Não está ali em sua intenção, mas sim imbuído de uma delegação, de todos e do

alto. É a cabeça de um corpo que na desobediência se torna canceroso. O cu pode enviar

sinal à cabeça que algo está errado em seu lugar, mas se rebelar é se assassinar, posto que

não é da sua natureza comandar o corpo inteiro. Claro que este funcionalismo fisiológico

por mais que possa parecer ideológico é natural, e deve ser apreciado com muito respeito.

Pois o Cu pode dizer que está com problemas para cagar, mas dizer que quer doravante

chefiar todo o resto do corpo vai dar merda. Não vai ser feliz e em breve vai enfrentar

outras insubordinações, pois as transformações vão continuar até o universo voltar a se

organizar. Até então em um corpo humano tem de ter um cu e uma cabeça. Há outros

corpos que funcionam de outra maneira. Imagine brigar porque o cu está abaixo da cabeça.

É muita revolta, falta de amor à natureza. No amor e na compreensão é que todos são

iguais, devem ter harmonia e saúde, ser bem tratados. Assim andarão equilibrados.



Porque é saudável ser natural, aceitar e apreciar de coração o que Deus nos deu. E

assim viver. A mudança vai vindo, a partir do amor as coisas vão evoluindo. Se revoltar é

contrariar, negar, fechar a porta da perfeição divina em algum aspecto.



Se você é limitado, não consegue viver no sim, pelo menos o almeje.



Mas novamente colocando os pés no chão, uma cooperativa deve ser de irmãos. É

uma benção divina, fruto de uma missão, que deve ser celebrada cheio de amor no coração.

Deve ser o fim da competição. Então não se monta cooperativa com qualquer um ou com

qualquer sujeito. Se monta uma cooperativa com aqueles que se vai trabalhar de coração,

num clima de confiança e gratidão, sabendo ser boa a arrumação.



Não se coloca uma laranja podre junto às demais, nem se mistura heterogêneos

quando quer se obter o homogêneo. Então o sentimento de cooperação deve emanar de

todos os irmãos para que de fato possa haver comunhão. Esta é a ciência do próximo,

aquele que seu coração se abre, sua alma exulta de alegria.



Para outros tipos de relações há outras organizações. Com mecanismos de poder

apropriados para gestão. Cada um na sua condição.



Falo-vos isto pelo caráter sagrado do cooperativismo que para mim foi revelado.

Como uma organização ideal, uma fraternidade do coração. Enquanto não houver condição

de haver uma associação para o trabalho desta magnitude, há a cooperação cotidiana,

familiar, domiciliar. Há a relação do indivíduo para a vida.



Uma coisa é a cooperativa, com seus integrantes, outra é o serviço que ela

executará. Uma coisa é Jesus e seus discípulos, outra é o trabalho que realizaram. E olha

que naquela época teve de haver um próximo filho da perdição (foi a condição).



Então o que vos falo é que procurem o mais próximo disto se aproximarem (da

perfeição) ao montar uma cooperativa, seja de qualquer sorte esta união. Que a base de sua

oração seja firme, fundada no amor, na confiança, na fé comum a todos os irmãos.

Cada um tem os seus próximos, os que são especiais, aqueles no qual o amor

suplanta diferenças. E reconhece o que é próprio de cada um. É como numa família onde há

o pai, a mãe e os filhos. E sendo maior tem os outros graus de parentesco. Cada um tem sua

importância relativa e seu papel social. Há diferenças naturais de idade, sexo e aptidão. Mas

o sentimento sagrado é de cooperação, é de um servir ao outro, é o da verdadeira

comunhão, é o do amor cristão.



Este sentimento de colaboração é que deve ser a base de uma Casa de Oração, ao

qual chamo de cooperativa dado a graça da Pomba da Paz, que representa o Divino Espírito

Santo, me ter sido revelada com este símbolo (a medalha com os dois pinheirinhos no

peito).



Dou testemunho disto, pois já tentei formar uma cooperativa aberta e me estrepei.

Muita dor passei. Sua cooperativa não precisa ter muitos. Não precisa ser oficial, do tipo

legal, com mais de vinte membros. Ela precisa é ser real. Ser construída.



Ela deve começar de você, onde estiver. E ir se desenvolvendo com verdade, no

amor fraterno da solidariedade. Não há comunidade na falsidade. Então é como ir

arrumando seu universo. Jesus ama a todos, mas tem perto de si, no Reino Celestial, os seus

próximos. Faz parte da Criação o Inferno, e Ele o ama, mas não o põe na cama. Ajudar os

necessitados é diferente de pô-los em sua cooperativa, dizer que são a sua família. O

hospital cuida de doentes, mas há os médicos e os pacientes.



Então por isto a cooperativa deve ser você em primeiro lugar, e conforme vá

conseguindo de fato ampliar continue a andar, pois é um caminho natural. É um caminho

de encanto natural, de fraternidade do coração. Sem preocupação. Afinal de contas, Estar

com Deus é a Maior e a Verdadeira Cooperativa. Assim a existência, a natureza, a Criação

Toda se torna sua Cooperativa, A Perfeita Cooperativa.



Mas a mensagem que me inspirou escrever este texto foi a seguinte: Amem as

autoridades, revelem sua divindade. Assim tudo será especial. Advirão os frutos do amor.

Este é o princípio maior do cooperativismo, o amor.



Não pode o discípulo ser maior que o mestre. E no tempo certo pode o discípulo se

tornar mestre. E ser amado como amou, ou mais ainda. E continuar no amor, e fazer valer o

amor, vencer no amor. Fora disto haverá dor. A dor não compensa o amor, é apenas um

caminho disciplinador. É um desvio do amor. Deixem de lado a história da paixão de cristo.

Esta missão divina ele já cumpriu, já sofreu e já morreu. Então já deve estar aprendida e

apreendida. Vivam com alegria, no amor, fora da dor. Amem ao Mestre Salvador no

semblante das autoridades até que possam reconhece-lo no amor a cada irmão. É assim que

o mestre se revela em Você. Porque com O Amor só pode estar quem Ama.



Respeito, carinho, consideração, ouvir com atenção, são elementos dignos para se

chegar a esta condição de se ter amor no coração. Até a tolerância é bom elemento de

resgate do amor interior. Amem ao Mestre.

AS PORTAS DA EXISTÊNCIA

Imagine pensar com singeleza como quem trafega com perfeição. Sempre fluindo,

respeitando as leis e os irmãos. Assim é a riqueza da vida livre e infinita. Assim é que se

penetra nos tesouros mais recônditos. Assim é que se conhece o universo. É simples abessa.



Por isto é que falam no amor. E da graça, pois imagine cuidar e zelar de tamanha

singeleza. Tem o tempo da penitência, da obediência, da clarividência e da vivência, onde

nem se pensa, apenas se É.



Disciplina para viver faz parte do aprendizado. Zelo no caminhar faz parte do

cultuivar. Mas quem anda em Jesus já anda na Luz.







Graças!





RENÚNCIA COMO UM CAMINHO PARA A PAZ

Já vos falei da caridade para o amor. Este caminho celebra o amor, por isto tem um

valor superior. Mas há um caminho que evita a dor. Se ele for feito com amor, melhor ainda

pois estará num nível superior, no nível do amor. Mas se não ainda vale como caminho de

paz, de saúde, de Vida.



Claro que vos falo do caminho da renúncia. Renunciar pode ser por vezes deixar

algo que estava a teimar porque um dia gostou, achou bom o que provou, descobriu que

tinha algum valor. Mas depois descobriu que ele estava relacionado a muita dor. Não só a

dor no sentido do padecimento de um mal sentimental ou físico, mas a referente a um

caminho de luta, uma aventura excitante de combate constante. Quando se vence é

excelente, mas a continuidade da vitória pode vir pela renúncia. Assim é quando um

esportista dos ringues envelhece ou adoece. Chega a hora de ser técnico, presidir o clube,

ou ao menos se curar para poder continuar a lutar.



Assim também há mudança de profissão, de local de atuação. Se esta mudança vê,

pelo amor, é uma benção sem dor, mas ainda pode vir como renúncia, onde se deixa algo

desejado, querido, em vista de outro mais importante. Isto vai ser resolvido. Deus cura as

feridas, derrama seu bálsamo, ainda que por vezes algum tempo seja necessário para a

cicatrização, a completa regeneração. Nós estamos vivendo um período onde as Graças de

Deus já podem ser melhor visualizadas pelo homem em geral, pois muito já foi dominado e

materializado pela ciência. Hoje o homem se regenera, se recupera, e alça a longevidade

pelas mais diversas operações. Já estão mexendo até nas programações (gens). Se isto a

ciência está tocando, imagine os mestres da consciência que tiveram a matéria dominando.

Mas qual é a ciência da renúncia? É a de evitar um caminho que é ou se tornou

inadequado. Não pode naquele momento ou naquela forma ser superado. Então se deixa de

lado, se abdica. Ele morre, você continua. Pronto, e a vida é infinita. Ela tem novidades

sempre presentes que se repetirão ou inovarão sob graças eternas.



Este é o caminho da libertação dos vícios, das práticas, costumes, que se tornaram

perniciosos ao seu bem estar, particular ou familiar. Você tentou resgatar o saudável

daquela relação, mas não conseguiu, insistiu e caiu. Abandona. Você não abandona o amor,

o caminho para Deus, abandona apenas a prática ou o meio que o estava perturbando, te

matando.



Álcool, tabaco, drogas, religião, tudo é passível de abandono. Não abandone teus

filhos, pois é tua responsabilidade, ao menos enquanto menores, mas mesmo se isto lhe for

imposto, obedeça. Cuide de outros. Ame a natureza. Em você guarde apenas a

compreensão. Terá a paz e a tranqüilidade do coração. Você também faz isto por amor, a si

próprio e a Deus que preenche toda sua vida.



Renúncia faz parte da ciência do desapego. Responsabilidade com Deus não é ser

duro, mas é guardar sobretudo a harmonia interior para andar com paz por onde for. Se

houver dor a harmonia interior a superará, a curará, e você andará. Deixe que os mortos

enterrem seus mortos se refere aos apegos que são identidades mortais. Quem se apega ao

perecível perecerá junto com o objeto do apego. Apenas o espírito é eterno, a Vida é

Eterna, por isto o desapego é viver com Deus. E a renúncia deve ser operada com amor. Ela

não é contra, mas a favor. Não pune, poupa. Não limita, liberta.



Jesus renunciou à ter uma casa, pois sabia que sua casa deveria ser o caminho. Pois

o tipo de obra que tinha não permitiria que ele ficasse assentado num local. Também

instruiu aos seus discípulos que se alguma cidade não os recebesse, que limpassem até o pó

que porventura tivesse ficado em suas sandálias, pois não deveriam carregar nada daquela

cidade com eles.



Assim, os frutos da ilusão, que por vezes são obras concretas humanas, ainda que

aparentemente belas e saudáveis, são passíveis de serem abandonadas, pois devem estar

contaminadas. Estes são os tesouros da ilusão que na revelação espiritual são conhecidos

como cheios de podridão, matéria em decomposição, templos da perdição.



Os cegos, que não enxergam isto, vejam com o coração. Dá para discernir o que é

bom. Quem não conhece o que é puro? Quem não conhece o que vem da candura? Quem

não conhece o que vem do coração?



Outras coisas são ricas de outras coisas.



A renúncia só existe como caminho para o bem. Ela vem do coração. Ela é caminho

de redenção. Ela deixa o menor para se alçar o maior. Não existe renúncia a Deus. Existe

apenas renúncia ao erro. E ela não causa mal a ninguém. Ela é fruto da fé inabalável. Esta é

a verdadeira renúncia.

A LEI E O PECADO

Se não houvesse o pecado não haveria a lei. Mas a lei existe e o pecado também.

Paulo, Apóstolo de Cristo, fala muito bem sobre tais coisas. Note: você está em

determinado meio que segue determinados preceitos, normas, hábitos de educação. Se você

os transgride, é educado, censurado. Nisto reside o pecado, você violou uma condição, e a

ação gera reação.



Se você estivesse liberto estaria em outra condição. Faria sem pecar. Isto é estar

noutra condição, onde mesmo a atitude contrária ou estranha é entendida como legítima e

correta. Há autoridade ou não há o sentimento de mácula.



Por isto, por não estares nesta condição de libertação, é que está sujeito ao pecado, a

cair e se machucar. Por isto o renunciar. Só há renúncia onde há condição que vai ser difícil

para o irmão. Não se renuncia ao prazer, às coisas boas da vida, mas às agruras que as

cercam e que fatalmente virão lhe infernizar. Se o caminho estiver livre, sem a mácula

habitar, não há por quê renunciar.



Ocorre isto com o fumar. Podem até lhe multar se o fizer em lugares inapropriados.

Ou vai renunciar ou vai pagar. E há penas que são cumulativas, ficam a aumentar. A

libertação neste caso não é o renunciar, é o de não ter a vontade de fumar naquele ambiente.

Você não é nem tentado a fumar, nem contrariado por ter que renunciar ou por ser

constrangido.



Mas tem uma condição muito boa, o renunciar com alegria. Você deixa de fumar

sem se importunar. Esta é uma solução alto astral, de bem com a vida, fácil para as pessoas

bem resolvidas. A Libertação final de que falo é viver na Luz da Perfeição, no Caminho

Perfeito, onde não existe desejo que não possa ser satisfeito. Isto é divino. Pode ocorrer

parcialmente, em alguns casos (as graças recebidas), e pode ocorrer completamente, no

caminho iluminado do ser realizado.



Então como conclusão fica a seguinte indicação. Ande de acordo com a Lei e não

fira costumes. Busque primeiro a autoridade divina para mudar o que tem de ser mudado,

inclusive leis. Ela lhe dá o tempo certo e a condição para tal operação. Assim terá paz e

continuará em comunhão com os irmãos. A força é de Deus. Ninguém tem Força se O Pai

não o der. Ninguém, nem nada, é mais forte do que A Verdade. A Verdade é maior que a

lei dos homens. Ela está sempre brilhando. A verdade é a vontade de Deus.







SER A LUZ DO MUNDO

Significa vencer o mundo. Irradiar de tal forma a Luz de Deus de forma a transmitir

o amor curativo a tudo que se relacione. Isto já ocorreu no tempo. Agora terá de ocorrer

sincronicamente para que Cristo Viva e a tão sonhada e esperada Era Sagrada aconteça.







LIBERTAÇÃO DAS ORAÇÕES

Até para se libertar das orações tem tempo certo. Isto significa permissão, condições

propícias. A oração para o devoto, o religioso, passa a ser como um alimento que tem de ser

tomado regularmente para propiciar o crescimento, o desenvolvimento e mesmo a saúde. É

como uma reorientação que deve ser feita a cada período para manter o aparelho bem

regulado, afinado.



Mas chega a um ponto onde não há mais necessidade, a antena está fixa e não

vacila. Pronto, chegou no ponto. Ou então o aparelho é portátil, e vai se antenando na

própria vida, com facilidade. Então não precisa de maiores regulagens. A oração e a vida

estão numa mesma condição.



E mesmo que neste estado o neófito não tenha chegado, também a troca da forma de

orar, de celebrar, tem um “tempo certo” para poder vingar, para poder o sucesso alcançar.

Isto vem como a claridade da manhã, ou numa revelação profética, verdadeira para quem a

recebe.



Assim é que se muda a oração, se abandona uma forma de prece, sem perda, dolo,

culpa, com gratidão. Lembre-se que na Presença do Divino Toda a Vida é Sagrada, e Tudo

O É. Assim é que um simples trabalho pode se tornar um cultivo do canteiro celestial.







ENTRE O AMOR E A FORÇA



Vale o Bom Senso e a Graça de Deus. A Justiça do Equilíbrio

é Benção da Sabedoria. Assim não há carta marcada nem se deve

temer a nada. Fé em Deus e Pé na Tábua.









VIDA ESPIRITUAL



Como viver como um espiritual, como renascer como

espiritual, como alçar a vida eterna, eis o caminho que conheci, pois

é o que tenho a revelar. Há que se descondicionar ao equilíbrio

típico da dualidade, da “vida de mortes”. Isto representa sintonizar

sua mente, seu ser, na internet espiritual, na vida espiritual em terra,

na vida santificada. As respostas são diferentes, o padrão

comportamental é outro, o parâmetro comum é outro, a base de

valores é outra, a fonte é outra. É ligar-se no Reino da Paz e do

Amor. É viver na Luz.



Vou falar mais um pouco, além de tudo que já revelei, ou

talvez numa síntese. Quando abri minha visão sobre as coisas

espirituais, o mundo sutil, carreguei um peso enorme, pois não fazia

a vontade do corpo, mas a da fé naquela porta que me abriu. Quem

me abriu foi Deus, que me conduziu à Casa de Oração, ao Mestre

que me apresentou os Tesouros de Luz.



Falam que o caminho é estreito, e é mesmo, ao menos no

início. É difícil pois requer que se abdique dos velhos costumes,

condicionamentos, para que brote o novo ser. Você aprendeu um

caminho cultural, por vezes bem próximo das condições do antigo

testamento, pré-cristão, e em sua volta isto é comum, mas isto é um

estágio um tanto quanto animal, da condição de criatura, não de

filho de Deus. O Filho de Deus é Espiritual, é um com o Pai.

Conhece a Verdade.



Vejamos um simples exemplo do que fazia na minha prática de

descondicionamento. Quando acabava a oração, aquela malhação no

sentido de um pesado condicionamento espiritual, saía vibrando,

radiante, cheio de energia, mais consciente de min e do magnífico

universo criador. A ciência da vida revelada, aquela maravilha de

energia contatada, com certeza bem mais próximo do criador. E isto

se traduz em força e primor, inteligência, esplendor.



Então o parâmetro se torna outro: o da alimentação e freqüente

sintonia naquela Luz Divina. É como andar num carro (corpo)

movido á Luz, à radiação fina e limpa, tudo funcionando e luzindo.

Você inclusive se torna elegante.



Mas ao acabar a sessão, aquelas horas de radiante expressão,

num ambiente de comunhão amorosa, todos firmados no mesmo

caminho que nos une a Deus, as coisas do mundo iam voltando, iam

querendo entrar, não só capatada pela mente, mas pelo corpo,

através das satisfações comuns aos desejos do corpo. Então fumar,

comer, beber, falar e fazer coisas que não eram condizentes com

aquele estado fino de sintonia luminosa. Aí começava a

contaminação. Imagine uma tubulação espelhada onde você joga

café. Fica manchada. “Mas é tão bom um cafezinho.” São coisas

simples, fazem parte do normal, do cultural, e por vezes do próprio

amor. Eis a questão. Como realizar tais coisas sem manchar seu

interior, seu corpo, seu proceder. Pode ser mudando a alimentação,

mas a alimentação está relacionada com hábitos culturais. E hábitos

estão relacionados a procedimentos, pessoas, tipos de relações,

remédios, gozos. A sabedoria do mundo. Mas como ser acima disto

tudo e continuar na Luz. João Batista comia mel e gafanhotos,

muitos santos ascetas tinham dietas especiais, mas Jesus ceiava com

os pecadores. Como atingir esta altitude, perfeição, é uma longa

caminhada.



Então de início ou eu não compartilhava, ou compartilhava e

logo depois me lavava, ou seja, tomava remédios, que no caso eram

as orações, meditações, cantos, práticas que me permitiam

novamente acessar aquela condição de saúde que havia

experimentado. Claro que por vezes isto também era expresso por

contatos com pessoas, atitudes ou condições enfim que me

elevassem novamente. Então caía e subia.



A mente firmada em Deus não cai. Mas haja condição de

clareza para nadar por este mundo sem se macular. Em pensamento,

palavra, gesto ou atitude. E muitas coisas simples afloravam.

Estavam presentes na dinâmica de vida comum, eram “naturais”.

Você então tem de ser um mestre de si mesmo e do mundo exterior,

para conviver. A vigilância da mente, do mundo, “vencer o mundo”

conforme o ensinamento do próprio Mestre. Isto significa não cair

mais, não declinar ao mal, ao pecado.



E o amor, a compaixão, a solidariedade para com os doentes,

os miseráveis em geral. Vide como Jesus sofreu. Vide que ele

mandou que os apóstolos vigiassem e eles dormiram. E o peso do

sono com certeza é uma perda de consciência, que em determinadas

condições pode representar uma queda, ou seja, uma derrota diante

das agruras que estão a atormentar. Mas visto assim parecia uma

loucura, uma luta danada. E é conforme for a tua condição, o teu

caminho, o teu meio ambiente. Claro que a cada estágio há a sua

fonte e o seu abrigo, sua condição de segurança e de repouso. Assim

também há as agremiações que se cercam de cuidados e condições

para celebrarem suas vidas. Mas para ser livre há que ter trabalhado

isto no seu interior e ter um caminho santo, caminho perfeito. Por

isto há o ditado que não é a técnica que ilumina o homem, mas este

que recebe esta Graça do Pai. Isto não quer dizer que a técnica não

ajuda, mas que além da bolha, da redima de vidro, dos instrumentos

de segurança, há uma condição de comunhão e harmonia universal

incomparável que o faz reinar no universo divino. Este é o reinado

cristão.



Então meus irmãos, aonde está a tua cabeça aí estará o teu

coração, e quanto mais consciente fores disto mais elevado estarás

para administrar tua sorte. Na Luz e no Amor de Deus, men sana in

corpore sano, mente sã em corpo são, este é o resultado da

verdadeira saúde.



Já vos falei que o amor é a comunhão perfeita. Mas isto não

significa compadecimentos cúmplices, mas sobretudo compreensão

e atitude correta diante das coisas da vida. Discernir sobre o joio e o

Trigo, e dar a cada um a sua paga. No mundo há muitas culturas,

muitas pessoas, você ama a todas, pois nenhum pode lhe demover

do amor, mas não é cúmplice de suas maldades, de suas ignorâncias,

nem concordará em seus descaminhos, ainda que tolere, respeite, ou

mesmo reconheça a condição de cada um. Os próximos do Mestre

foram seus apóstolos, e cada um que reconheceu sua magnificência,

ao menos no instante do reconhecimento.



Assim espero ter contribuído para que compreendam o que é a

caminhada espiritual e o que representa na vida em verdade aqui e

agora.





A CONSCIÊNCIA DO CAMINHO CRISTÃO



A consciência do caminho se estabelece além do pueril, além

dos pequeninos desvios possíveis de um cotidiano caótico ao qual o

ser não iluminado, fora da supraconsciência que é inerente aos que

andam debaixo da Luz de Deus, fica sujeito quando em contato com

correntezas das mais diversas ordens. Estas correntezas tendem a

levar o irmão pelo mar da vida aos mais diversos tipos de vivências,

mas note que mesmo os mais atraentes não se comparam à estar sob

a Luz de Deus. Só esta é perfeita, verdadeira, e dá a verdadeira

segurança que é traduzida como paz de espírito e convicção do

caminho. Quem conhece isto que falo sabe que não há prazer maior,

pois tudo fora disto é perecível; já na luz de Deus não há morte, há

vida em abundância. Todos os caminhos, trilhados na Luz de Deus,

são melhores. A Luz de Deus é sobretudo interior, individual e

reveladora. A consciência do caminho pode se estabelecer em sua

vida de uma maneira indireta tal qual um Anjo da Guarda que esteja

a lhe orientar.



A consciência do caminho, fora da dimensão maior ao qual

chamo de divina, é normalmente norteada pela cultura, leis, coisas

aos quais você acredita e meios ambientes ao qual está inserido, que

estão a lhe comunicar. Você se lembra de um conselho de um

familiar, de uma regra, vê uma placa etc. Imagine que a instituição

religiosa ao qual você está inserido criou um caminho “largo”para

sua vida, dizendo o que é bom e o que não é. Assim teve a família, a

escola e “a rua”, o aprendizado apreendido na sua dinâmica

interativa com o mundo. A consciência do caminho também pode

ser entendida como cidadania, quando nos referimos aos

compromissos sóciais que norteiam a vida.



Quando a fé se junta à razão está completo o caminho do

cristão. Mas a fé é uma consciência, digamos, “adormecida”. Ela o

conduz pelo caminho, salvando-o e corrigindo a rota sempre que

houver desvio. É como um centro firme, um norte sempre a brilhar,

a iluminar.



Vocês podem estranhar um pouco do que vos falo,

principalmente aqueles cujo cotidiano tem regularidade, ou seja, há

uma estabilidade vivencial. Estes talvez mudem pouco na vida, ou

talvez só em outra vida, pois tem a consciência firmada num

caminho único, um tanto como petrificada. Mas Deus me deu uma

condição diferente, e talvez por isso eu possa falar a vocês como

quem viveu muito, muitas coisas, às vezes até num único dia. É que

minha dimensão cósmica tornou-me criador de realidades a partir do

verbo e até do pensamento, criador de realidades materializáveis,

não algo fraco e descartável que é desfeito dada sua vulgaridade no

sentido de pouca força , verdade, ou seja, condição de criação.





A ciência divina ensina a viver na verdade e a ser forte em

Deus. Quem contatou isto sabe de seu poder, e quanto mais alto

alcançou, quanto mais expandiu sua consciência, sabe que tudo está

em si, inclusive as coisas que aparentemente se colocam no seu

exterior. A consciência Divina é a Consciência Cristã, a consciência

de Unidade com o Cristo Salvador, a Consciência do Criador. Assim

é que Cristo é Rei, e seu reinado é perfeito porque Ele é amor, e o

amor é o símbolo, a radiação da comunhão universal. Assim pode-se

entender o significado da perfeição existencial no amor.

Na Trindade oriental, védica, há o Deus da Manutenção e o da

Destruição, o Deus da comunhão e o da morte. Mas ambos são

Deuses, perfeitos, filhos do Criador. O Destruidor não é visto como

o mal, o demônio, mas como o representante de uma faculdade

natural da vida que gira a roda dos nascimentos e mortes. Sem ele

não haveria renovação, renascimento, purificação, decomposição.

Então sempre que houver necessidade destas coisas Ele está

presente, e deve ser amado, compreendido, respeitado, santrificado e

até transcendido na Unidade do Brahma Criador.



Só isto explica Cristo ter aceitado sua crucificação. Só este

estado de Criador amoroso permite que tal caminho houvesse sido

trilhado. “Vou para o Pai”. Para se libertar da Carne, do corpo em

que estava vestido, foi esta condição, este caminho que o Pai lhe

colocou. Não tem querer, O Pai nunca O abandonou. O padecimento

de Cristo, o padecimento da morte, foi apenas um legado cultural de

sua época, uma porta que ele teve de atravessar. Pronto. Atravessada

aquela porta ele teve nova vida, nova condição de existência.

Ninguém falou de sofrimento em sua ressurreição. Mas aqueles que

ainda o procuram em sua paixão procuram passar pela porta,

procuram renascer, então tem de morrer. Sofrer o tanto necessário

para descobrir verdadeiramente que a vida é amor, é perfeita, e que o

mundo da dor é uma ilusão vencível.



A Consciência Cristã sempre presente é um luzeiro de

maravilha e perfeição. Afé, como já vos disse faz parte do caminho

daqueles que buscam. Eles têm na recordação A Luz de Deus. Se

estivessem nela diriam Eu Sou, Eu Sei, porque estariam na claridade

inconfundível e impertubável.



Por isto amigos, todos são iguais perante Deus é uma verdade

que deve ser compreendida, para que a verdade contextualizada se

estabeleça. Quem não sabe por onde andar, aonde vai chegar, as

vezes tem de apalpar para se guiar, e olha que vive sem saber se há

um buraco a um metro além, se está trilhando um novo caminho. Aí

anda com cuidado, vai mais devagar, sob pena de poder cair, se

machucar, ferir.



Então no universo existencial é assim que se dá. Há quem é

grande, adulto, ancião sábio, iluminado. Há quem é jovem, criança.

Há quem tem uma consciência identificada com um animal. Há os

doentes em seus mais diversos níveis.



Na democracia, quando não há amor, corre-se um grande risco,

típico do que houve no comunismo, de queirar ceifar as cabeças dos

que brilham, uma ditadura que já foi chamada do proletariado e hoje

seria a do igualitarismo.



Se Cristo não fosse amor, o seu reinado seria de um ditador. E

há os que o veêm assim, pois não acreditam no que não conhecem,

estão cegos pela dor. Vibram assim e acreditam num mundo assim,

estão seriamente doentes, e os demais doentes do povo os elegem,

pois são seus representantes.



Assim, a consciência não está na democracia, nem na

monarquia, mas na Compreensão da Vida. Só assim se pode

organizar o universo. A Presença de Cristo é esta maravilha. Estar

com Ele é Isto.





UM PAI NOSSO E UMA AVE MARIA



Eta remedinho bom. Para muitos a oração é um calmante. O

remedinho do dia a dia para se alçar a paz e deixar a cabeça boa para

a lida cotidiana. Assim como há gente que não consegue ficar sem

escovar os dentes há os que não conseguem ficar sem a sua religação

diária, a sua prece. É algo como botar a cabeça um pouco para fora

do mar da vida, respirar, e mergulhar de novo. Jesus andava por

cima d‟água, mas muitos andam mergulhados. São os peixes.

Depois de determinada estatura meditativa, nível consciencial,

ou outro nome qualquer que se queira dar a um certo estado de

elevação espiritual, o indivíduo sacraliza seu cotidiano. Onde está

sua atenção, sua concentração, aí estão ligados céu e terra. Esta é a

Oração da Presença. Mas até se chegar nesta Consciência podem

estar certos que vale muito os calmantes de cada dia e conforme a

posologia de sua necessidade.





QUESTÕES DIFERENCIAIS



Alguns pontos são diferentes em termos de significado para

quem conhece a Verdade. Por isto místicos, religiosos, que

celebraram cósmicamente, possuem algumas reservas diferenciais

que os distinguem dos demais comuns. Não quer dizer que ele não

possa representar como ator, e assim “ser comum”, é que o

significado intrínseco de cada elemento que compõe o seu cotidiano

é diferente em valor.



Vou dar um exemplo que me ocorreu agora. Estar conectado à

internet banda Larga, Full Time, ou seja, 24 horas por dia, não

possui o mesmo significado de estar em comunhão divina. Antes é

estar sob uma corrente cujos provedores são segundo vossas opções.

E nisto há provedores até de sacanagem, ou seja, especiais nesta área

de sexo. Enquanto você puder pagar tem energia e informação. Nisto

até se parece com a comunhão divina, mas e o amor? Tem luz, tem

clareza, tem nitidez, então o que faltará para não ser uma graça do

criador? Nada. É uma Graça do Criador. Mas para o místico da

comunhão cósmica isto ainda é uma dimensão, um caminho

iluminado.



Quem é iluminado compreende isto, sente isto. Mas para quem não

tem desperto seu Cristo Cósmico isto é apenas mais um serviço,

ainda que de excelência. É de uso compartimentado e limitado ao

que está disponível na Web Line. Mas se na Web Line estiver

contida além das informações objetivas as portas universais, então o

universo estará presente e disponível. Sim, e isto mais será verdade

quanto mais você viver assim, o computador ser o seu ser, o

Provedor Cristo, A Luz Divina que reside em cada criatura que o

revelou e Anda Com Ele.



O resto é resto, ou seja, o que você vai operar em termos do

quantum de energia que disponibilizará é de acordo com a sua

história, e numa postura não factualista, com aquilo que você

celebrar. Uns operam através da energia dos elementos da natureza,

outros através dos humanos, outros com ambas, em maior ou menor

proporção ou ainda grau de mobilização da energia.



E o amor? Se eu tenho a luz da clareza, da informação precisa, eu

não teria de ter o amor? Sim, se isto estiver na dimensão cósmica da

harmonia universal você estará na comunhão do amor. Se o seu

provedor estiver nesta magnitude, se for Deus, se for Cristo, sim,

você amará. Mas se seu aparelho só pega um fraco sinal, então tem

de consertar.



As obras humanas são abençoadas. São manifestações do Criador.

Claro que tem luz e beleza, e nisto está tudo que você vê, tem,

existe. Elas também são reguláveis para emitirem mais ou menos

energia, serem ligadas ou desligadas no céu.



Então um equipamento ou um serviço deve ser apreciado e

respeitado em sua excelência, em sua condição de existência. Mas a

presença de Deus em cada coisa só você revela. Assim o equilíbrio e

o bom senso são seus, para usá-los nas devidas proporções e

condições. Claro que eles podem te trazer benesses, que estão a lhe

seduzir e até a “encantar”, mas você é que é na verdade o 1º

provedor e mantenedor desta realidade. Se fugir a ela pode não ter

como pagar, o equipamento pode estragar, você ficar sem condições

de operar etc, e aí o terá como uma ilusão, um desejo frustrado que

causou mágoa, insatisfação.



Então as novidades são assim, assim é que se dá a velha ciência

Budista que ensina como lidar com os desejos, assim ensinou Jesus

quando falou sobre os tesouros ou sobre como procura-lo em Sua

Volta.





TESOUROS PERECÍVEIS



Não quer dizer que você não possa fazer uso do ouro, ou de algum

bem que seja peremptório, o Mestre apenas disse não fazer disto a

sua Pedra Angular, o seu fundamento. Algumas minas de metais

preciosos, quando descobertas, atraem muitos, mas um dia secam. É

natural que ao retirar todas as pedras preciosas de um riacho este

venha a ficar sem as mesmas. Sorte daqueles que bem as utilizaram.

Mas o que se referiu Jesus sobre o Tesouro do Céu foi quanto à

Sabedoria, que é quem permite viver nas graças da Luz Eterna.





VIDA E MORTE E ADEQUAÇÕES

Como se dá a morte em vida? Digamos que sejamos qual uma flor especial, que só

pode existir em condições especiais. Se a colocarmos em ambiente hostil, ela morre. Assim

é que algumas pessoas precisam de resguardo tal qual uma flor, senão morrem. Assim,

fazem parte da natureza que tem suas adequações.



Então seres evoluídos, personalidades geniais, precisam de ambientes e condições

geniais para existirem, senão morrem. Com o tempo vai havendo a adaptação e a evolução

natural. Já senti que morri em termos de consciência várias vezes, mas eu não morri

fisicamente, mas sim meu ser se transformou, e daí todo um proceder relativo ao estado de

consciência se modificou, o que chamo aqui de morte. Por exemplo o Francisco, o Santo

cheio de Compaixão, de fala doce, sensibilidade fina e Luz radiante já não é minha

expressão cotidiana. A expressão do Francisco é muito delicada e precisa de muita

compaixão para sobreviver em meio comum. Assim ele é um servo constante neste Vale de

Lágrimas, pois fora disto ele morre.

Este papel cabe aos religiosos, aos Santos da Caridade, não a um político, por

exemplo. Não a um chefe de família com compromissos tradicionais. Teria de ter todo o

seu povo em voto de pobreza, humildade e serviço devocionais. E isto é próprio da loucura

incomum que careacterizou tal Santo. Assim eu conheço Francisco, um Santo Cósmico.

Mas não sou Francisco.



E nem Paulo, que se notabilizou por seu aspecto doutrinário, forte guerreiro zelador

dos cristãos. A maneira como Paulo ministrava sua Luz não era a do Amor Sublime, como

Francisco, mas o do pastor Firme e Vigoroso. Suas cartas demonstram isto. Vide que em

determinada altura recomenda que não só de leite viva o homem, e até que beba vinho,

numa atitude típica do homem que defende de maneira forte suas convicções. Mas também

tenho a impressão de conhecer Paulo.



Não sei se quando me iluminei me aproximei de Jesus, só sei que deve ter sido o

que mais próximo alcancei, pois o gozo de se sentir um Ser Luzente é algo de fantástico,

um prazer inigualável. Mas sei que posso ter idéia do que foi o Mestre.



Estas coisas morreram, não sei se posso ou devo dizer porque fui fraco, ou porque

as condições não foram adequadas para mantê-las. Sei dizer que as persigo por onde for

numa condição de fortaleza absoluta. Ou seja, quando re-mergulhei no mar da vida, foi para

resolver o que ainda faltava e me tornava fraco, limitado como uma frágil flor ou

inconstante como a felicidade que custa muito e dura pouco.



Então a vida é isto, é esta realidade de inconstâncias e a fé e a perseverança de que a

vitória um dia a gente alcança. Fato este que não sucumbe a idéia de ser velho ou ser

criança, pois não crê nestes limites, ainda que não ignore sua realidade. O fogo que arde na

alma do vivente traz a chama da sabedoria que sempre se acende, cada vez mais centrada e

mais presente.



Mas a idéia principal que quero transmitir neste texto é a de que o que foge muito ao

contexto tem tido uma estória de Vida e Morte, de apogeu e aposentadoria, mas o que é

discreto pode durar, dar tempo ao tempo para as transformações necessárias operar a fim de

ampliar sem se suicidar. Mas eu creio na estrela que vai brilhar e imperar.







VENCENDO A MORTE, DOENÇA E TRISTEZA

Estar convicto que Deus é saúde e alegria, é paz e harmonia, este é o cerne da

mente, da orientação, da essência do Reino Divino. Falo isto porque vejo pessoas tristes ou

carrancudas conformadas como se tal situação fosse normal. Não é. Tenham consciência da

doença e lutem o bom combate contra elas. Ninguém deve estar insatisfeito, e isto é uma

luta de cada um. Vencer a si mesmo nesta luta contra a depressão. Bola pra frente de bem

com a vida e astral alto. Este é o tom.

A vida foi feita para ser vivida com abundância, quer seja no repouso ou na

dinâmica. O gozo deve estar presente.







EQUILÍBRIO EM DEUS

Estar em harmonia com o universo e celebrar a Paz incomensurável. Andar Zen,

num estado contemplativo, apreciando a graça e a beleza de cada coisa, do conjunto. Isto é

o que normalmente entendo como Estar com Deus, e creio que seja o conceito comum da

moral religiosa: Deus é Paz, Deus é Amor.



Mas não é só isto. Há o dinâmico divino. Deus também se manifesta na velocidade.

Imagine que é de Deus as correntes do ar e do mar. A velocidade em que se transporta um

raio de luz também é fenômeno dos mais puros. Ser Luz é assim. Na quietude você irradia

como uma fonte fixa em plena comunhão. No movimento você luz, num movimento de

pura expressão.



Mas o que há de distinto entre conservadores e revolucionários? Nada, em termos

da perfeição da comunhão amorosa, ou seja, ambos estando na Pura Luz. Muito, se as

identidades forem parciais e limitadas, ou seja, os estados de equilíbrios são limitados ao

meio ambiente menor, estando endurecidos quanto a uma performance de comunhão maior.

Então eles interagem na busca do equilíbrio maior, e vão se polindo, e no caso do conflito,

sob atrito. Quem vence sempre é Deus, pois é quem tem a força maior. Aqui está o

equilíbrio representado pela Cruz. O sábio, iluminado, conhece isto, pois anda na luz, e

pauta sua vida neste caminho. Vê perto, vê longe, anda no presente, e cultiva o imperecível,

que é a própria vida. O ignorante é cego e vive de mortes, de ganhos e perdas, e assim é

como a natureza que se transforma, inconsciente. Claro que ele também faz parte do

equilíbrio universal, só não alçou a condição divina da consciência de sua vida, estando

inserido no que chamam na religião de criatura de Deus (que contrasta no caso com o Ser

Filho de Deus, O Ser Espiritual).



Vou descer em meio à confusão, ao panorama da multidão em conflito. Há muitos

quereres, representados por energias que se apresentam como solicitações diversas. Num

meio mais tranqüilo, mais calmo, isto se dá numa velocidade mais amena, e o tempo é

maior para estas realizações. Num meio mais dinâmico, a velocidade das solicitações, e

portanto das realizações, é mais alta, então tudo é mais rápido. Mas note que vos falo de

meios organizados, fluidos, límpidos e desimpedidos. Tudo se resolve, apenas se

apresentam em velocidades distintas.



Mas num meio desorganizado, conflituoso, as demandas ficam entupidas,

congestionadas, como uma linha embaraçada. Então saúde está no desembaraço das

demandas, no desentupimento dos canais, no fim dos congestionamentos (processos

engavetados sem solução). Calma, paciência, discernimento e clareza são ótimos remédios,

agilidade e eficiência também. Assim a ilusão termina.

Agora para a boa solução, a felicidade dos que estão envolvidos na situação, é

preciso acreditar que Deus é Amor, ou seja (isto significa), que há uma solução verdadeira

ao qual os conflitantes sairão em graça, conhecerão que é o melhor para as partes, assim

celebrando a verdadeira comunhão. Do contrário, se acreditarem que Deus é ódio,

sucumbirão neste sentimento, assim é que há as guerras. E haverão mortos e feridos até que

Nova Luz possa clarear os cegos do coração.



Ilustrando mais. Se a energia congestionada é tamanha que há força para a guerra,

esta parece ser a solução divina, digna de um gozo a curto prazo. Sim. É “verdade”. Forte,

nua e crua “verdade”. É assim que se dá. Outra verdade seria fruto da compaixão, da espera

e paciência típicas da mansidão, da renúncia (que somente quando mal compreendidas e

exercidas podem trazer o sentimento da frustração). É da caridade que vem as qualidades

da resignação, do sacrifício da paixão, do sofrimento amoroso. É exatamente nisto que se

fundamenta o cultivo das escolas cristãs quando falam em sofrer para salvar, libertar. Este

cultivo teve sua máxima em Cristo, que se entregou para a Salvação da Humanidade. Ele

celebrou em sua carne a Imolação do Carneiro, a magia em Verdade que outorgou ao seu

corpo a condição do equilíbrio, ainda que em sofrimento, sob o amor. Ele foi o

administrador, o motorista que nos guiou ao equilíbrio com amor. Morreu portando o

sentimento do perdão, do amor. Morreu fiel ao Seu Pai. Estando no amor, partiu livre no

amor, se libertou amando dos tormentos que estavam a lhe assolar. Estes tormentos foram

revelados na tragédia acometida em seu corpo.



Se Cristo fosse identificado com o modo de vida de sua época, do estado de

evolução da terra, viveria como os demais, e morreria como os demais, seria um comum.

Estaria na rede de transformações, no Sansara de Vidas e Mortes típicos do estágio de vida

de seus “semelhantes”. Por isto Ele disse: “Meu Reino não é deste Mundo”. Mas deixou o

exemplo, a semeadura imperecível e incorruptível que vem florescendo e crescendo. E

profetizou A Sua Volta.



Note que a Luz da Força não necessariamente é A Luz do Coração, pois a Luz do

coração ama em comunhão, ela não odeia nem se deleita com a desgraça alheia, ela ama o

irmão. Quem tem o Coração Aberto sabe do que falo. Por isto é que tais pessoas perdoam

os ignorantes e ajudam os doentes. Quem tem o Coração Aberto retrata a Verdade da

Comunhão. E por vezes pode até sofrer por não ter como falar aos que não podem o

alcançar.



Já sofri muito, verdadeiras depressões cuja grande angústia faz os ombros

arquearem e o corpo pesar, o dia virar noite de tanto pesar. Isto antecedeu momentos de

grandes conflitos, ou mesmo de muita Luz. Assim tenho idéia do que foi a Paixão de

Cristo, da noite que sofreu no Horto das Oliveiras.



“Está sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso de onde Há de vir a julgar os

vivos e os mortos” é trecho da oração cristã-católica, O Credo, uma das principais, que

celebra o retorno Justiceiro do Excelso Mestre. Nisto só posso entender que ele esteja com

a Espada de Luz e Verdade a Separar o Joio do Trigo. Então quando Jesus expulsou

demônios, ele não os matou, mas os colocou no seu devido lugar na Grande Casa de Deus

(no Inferno). Assim Ele é o Organizador.

A Coragem e a Força vem de Deus, A Paz também. Portanto haja de acordo com a

Clarividência, A Luz que traz paz ao Coração e a Certeza da Realização. Isto representa um

caminho sem dúvidas, sem perigos, sem vacilos. É o Caminho do Eu Sou. Se não estiver

nesta condição não seja teimoso e celebre a comunhão, procure a solução sem usar do

julgamento para com o irmão a fim de que não fique preso em teias de ilusão, muito menos

use da força na ignorância, dando ensejo aos seus maus instintos, pois maior será a sua

dívida e a sua pena. O caminho cristão ensina a se libertar da ilusão para chegar na

condição de andar na Luz. Isto é que é a verdadeira libertação. Liberdade só em Jesus

significa viver na Luz. Quem conhece ou anda nela sabe do que falo. Quem não tem

testemunho para dar, creia como um cego que ouviu falar de uma faculdade maravilhosa

que o faz ver o caminho santo.



Mas parece que existem dois Deuses assim falando. Note que o Deus verdadeiro é

Único, sempre trabalhando para Sua Santificação, que é o equilíbrio universal na quietude

ou no movimento, na conservação ou na transformação. Quem tem esta consciência

conhece a Vida, quem anda nela chegou à Compreensão e Iluminação.







LUZ, TREVA, GUIA E PROFETA

Para aqueles que não despertaram a visão interior do que é a Luz, não sabe bem o

significado disto em termos de vida terrena, vou explicar.



A Luz interior bem vos tenho falado em inúmeros textos. Ela é a clareza e a certeza,

a inspiração, a inteligência e o amor. Ela é qualidade humana radiante. Contudo, de acordo

com a condição da pessoa ela pode ser tal qual uma lâmpada, mais ou menos radiante, de

40, 60 ou 100 Watts por exemplo.



Mas algo que estou sentindo necessidade de vos orientar é quanto ao meio

luminoso, ou seja, quanto ao ambiente. Viver num local iluminado é como viver num

paraíso de felicidade. As coisas, as pessoas, são claras, cordiais, inteligentes: as relações

são sadias. Isto tanto mais quanto mais perfeita for a Luz Ambiental.



Mas um meio pouco luminoso, ao qual chamei de trevoso, é de baixa energia, e

onde há pouca luz é dificultada a visão. Então o meio tem uma séria limitação. Mas você

poderia contrastar dizendo que pouca luminosidade não é sinônimo de conflito e

problemas, mas sim um mero estado da natureza. Sem juízo de valor você estará correto.

Eis que dentre cegos da visão exterior há paz. Mas é que a Luz interior é como a vida que

não para de jorrar abundantemente. Se está apenas um filete descendo é porque está

havendo problema. Sem problema você estaria permanentemente alegre, feliz.



Então um meio trevoso é um meio repleto de problemas, de conflitos, onde as

pessoas estão divididas, competindo, lutando entre si e desconfiadas umas das outras. O

meio é embaraçado, e os embaraços não permitem a luz fluir como deveria, são obstáculos

à luz. Daí que na resistência há luta, para liberetar a luz interior, e na luta pode haver a

morte. E se isto não ficar bem resolvido uma luta enseja outra, e assim segue o moinho do

sofrimento, o já citado Mundo da Ilusão. E note que sem consciência ficam presos a Ele,

pois na cultura aprendem a conhecer que a vida é assim, ainda que hajam os religiosos que

crêem noutra forma de vida.



A Luz veio ao mundo. Jesus quando desceu à Terra foi como um farol dentre a

treva. Note que ele falou sobre seu Reino, seu meio Ambiente Iluminado, Seu Lar Celestial.

Mas ele veio em Missão trazendo a Luz e ensinado o Caminho do paraíso aos irmãos. Nem

todos quiseram aceita-lo porque estavam amarrados, presos aos problemas.



A Luz Maior veio ao Mundo guiar para a Salvação. E outras vieram dando seu

testemunho. João Batista falou: “Eu não sou a Luz, mas dou testemunho dela”. E vários

guias e profetas, que alçaram esta condição de iluminação, em maior ou menor intensidade,

por mais ou menos tempo, deram o mesmo testemunho. Creiam que a Luz é única.



Tem um texto indiano que conta que Nossa Senhora passou incólume dentre uma

Legião de mil Demônios, e que para tal usou um canto mântrico. Esta história e mesmo a

história de Jesus que orou e vigiou nos revela que há conflito entre a treva e a luz. Mas

onde há luz desaparece a treva, tanto mais quanto mais forte for a luz em relação à treva.

Mas se prendem a luz numa caixa escura, a luz vai ficar contida. Se apagam a vela, ela para

de clarear.



Aquele que é espiritual não teme isto, pois sabe de onde é e para onde vai. Mas com

consciência sabe da hora para tal, e se está cumprida sua missão. Mas quem não é espiritual

não viu a Luz, está esquecido dela, e nas trevas da ilusão navega, cheio de incertezas,

inseguranças, medos, dúvidas, e portanto desamor. Quem está na aflição, preso às dores do

corpo, pode ter dificuldade em conquistar a libertação espiritual, e assim sucumbir às

agruras de uma vida odienta e dura.



Então quando vos escrevo sobre o amor é para orientar a caminhada em comunhão,

busacando seguir a orientação do Mestre, a fim de conquistar a Vida Espiritual, a

consciência da Vida Eterna e do verdadeiro tesouro imperecível.



Então o que ocorre com o cidadão relativamente comum, que não tem consciência

da Sua Luz Interior, ou ainda aquele que está passando por momentos difíceis ou realizando

um trabalho delicado? Ele ora. Esta é a arma do devoto. É a arma da consciência, é a

preparação e a força de cada dia. Aqueles que atingiram um alto estado de evolução vivem

em meditação, caminham como quem anda em oração, são como Samurais em sua

disciplina e atenção.



A oração serve para proteger, e também serve para erguer. Ela cuida antes e depois

da batalha. A oração zela pelo espírito, pela alma e também pela carne.



E na oração, na devoção, há também a comunhão, que o irmana, e se a igreja for

messiânica, remete ao Salavador a esperança e a confiança na salvação. Pense numa criança

que pede abrigo aos Pais. Isto ocorre em relação ao Plano Espiritual. Os devotos pedem as

bênçãos do Céu. Um animal doméstico é tratado pelo dono, de quem é afeiçoado.

Sois grande no mundo mas não tem a pureza d‟alma de uma criança: não adentrarás

o Reino do Céu. Não dá valor a isto, não cultiva isto, não colherá isto. Isto é simples.



Por isto o Mestre falou da distinção da Justiça do Homem e da Justiça de Deus,

quando tem propósitos diferentes. Quando tiverem o mesmo propósito a Justiça será Única,

Divina. Cada um sabe do alimento que toma para si, do sentimento que fermenta, do que

planta, do caminho que decide seguir.



Eu creio na Iluminação da Terra. Trabalho por ela. Assim eu peço Luz, Força e

Proteção para seguir o meu caminho. E se por acaso, em algum momento, doente eu me

encontrar, eu quero um ambiente iluminado para me amparar, até eu sarar e recuperar as

forças para voltar a obrar.



Cada dimensão de vida tem uma cultura que lhe é correspondente, uma afinação que

lhe é própria. E cada pessoa tem sua responsabilidade. A consciência de um vivente pode

ser responsável por si individualmente, ou por um planeta. Assim como num país há

prefeito de uma cidade e Presidente de uma nação, e no Reino celestial há uma hierarquia

angelical, no Plano espiritual há também sua gradação. A melhor sempre é a Sua. Nela que

você estará inteiro e feliz da vida. E note que isto não é um determinante de casta, apenas

uma lição de sabedoria que organiza e revela a perfeição universal. As mudanças ocorrem

naturalmente, conforme o amor. Matura o fruto sempre a seu tempo. E quanto mais maduro

mais fácil de ser colhido e mais doce. Assim é a vida no tempo, do amor.







DIVERSAS LINGUAGENS, UM SÓ CAMINHO

Em outras palavras, por outro caminho, estou aqui versando a mesma coisa. A

verdade sob suas mais diversas expressões não deixa de ser única. Ela é sempre Presente e

Única em cada realidade, em cada tempo. Assim vejamos em rápidas linhas o que nos traz a

Busca do Graal.



A Busca do Graal também é a busca do autoconhecimento, do despertar do Cristo

Interior, da Santificação Ó Filho de Deus. Assim, obedecendo ao caminho Trino, há que se

desvendar, se realizar, se equilibrar nos Três Corpos: No Pai, no Filho e no Divino Espírito

Santo: no Espírito, na Alma e no Corpo. Assim, no Graal, há que se obter a Pedra dos

Filósofos, a Pedra Filosofal e a Pedra da Eternidade que correspondem respectivamente ao

Olho da Carne, ao Olho da Razão e ao Olho da Contemplação. São consecutivas e

superpostas estas visões, pois as mais finas enxergam as mais densas: o alcance e a

penetração de seu olhar é maior, assim é que dizem ser a dimensão superior pois alcançam

um grau de liberdade mais amplo.



O Olho da Carne é o olho que percebe através dos cinco sentidos. O Olho da Razão

é a visão D‟alma, que enxerga o mundo das idéias, da imaginação, que percorre os

caminhos da lógica abstrata e dos conceitos, ele enxerga o Astral, o mundo Sutil. O Olho da

Contemplação é o Olho da Eternidade, é o que enxerga as Verdades Transcendentais, é o

Olho Espiritual (por vezes chamam a visão astral de espiritual, mas aqui faço distinção de

Plano, algo como quem enxerga o horizonte de dentro do Vale e quem enxerga do alto da

Montanha.).



Toda uma tradição Céltica vem desta tradição, que está ligada à alquimia, à

celebração dos Druidas (vide as Histórias de Asterix, O Gaulês, e seu povo, que através da

Força Mágica resistiu à dominação do Império Romano – tomavam uma poção feita pelo

Druida que lhes dava Força tornando-os invencíveis).



Esta Tradição mais tarde se unificou com a tradição cristã, pois entenderam ser

único o fundamento divino. Assim, nos traz uma lenda que a Poção Mágica passou a ser

identificada como contendo a essência do Sangue de Cristo, que foi colhido por um dos

apóstolos num cálice quando da Crucificação de Jesus. Assim Maria também foi entendida

como representando a Mãe Natureza, Santa Fonte da Criação Divina junto à qual os Sábios

Druidas extraíam as virtudes Mágicas. A Tradição Nórdica tinha a direção de seus reinados

dada por estes sábios Druidas, que de Deus, de sua Visão Transcendental, emanavam para

os Reis, chefes do Poder Temporal (Material). Note que este fato, esta relação, era comum

na antiguidade também dentre os Judeus, que buscavam nos profetas a sua inspiração para

O Governar. Os egípcios e outros povos também tiveram seus profetas ainda que tenha sido

diferente a condição de escuta-los entre os povos e de acordo com cada tempo.



Assim também pude ler há pouco tempo que a Tradição da Jurema, pelo menos em

uma de suas histórias míticas de origem, remonta sincreticamente à história cristã do

Sangue de Cristo. Nesta João, discípulo de Jesus, colhe o Sangue de Cristo e o derrama nos

Pés da Jurema, árvore da qual se extrai o Chá que proporciona o contato com o Mundo

Sutil, usada nas celebrações da Umbanda da Linha da Jurema, e por índios do Nordeste

brasileiro.



Para que vós tenhais uma exata dimensão da Visão Espiritual a que me refiro, esta

não se atém à visão por vezes chamada de espiritual, donde se vê vidas, seres e elementos

de diversos planos ou mesmo em diversos locais e tempos, mas sim à uma visão iluminada

dos fatos, visão esta completamente compreendida sem pensar, sem carecer de interpretar e

explicar, ou seja, a mais pura expressão da verdade. Tal visão é inerente à um Plano de

Realidade, ao Plano Superior ou Divino da Realidade. É o que chamo normalmente de

Visão Compreensiva nos textos deste livro. Há a contemplação da realidade. Quem anda

assim, Vive na Luz.



Assim, alguns personagens históricos que tiveram acesso a alguns destes Planos

Sutis da Existência, deixaram caminhos ou mesmo formaram Escolas, donde se originaram

as tradições culturais dos povos e das religiões. Os misticismos e as tradições vêm destes.

Contudo, as coisas são simples quando se têm na luz a consciência simples, e por vezes são

complexas quando se têm de conduzir o ser por um intrincado processo de depuração para

que atinja a reta visão. Os místicos em geral deixaram através dos feitos materiais o

caminho transcendental, a verdade oculta atrás dos símbolos da alquimia, da magia. A

busca da transmutação do chumbo em ouro, do metal pesado e opaco no metal leve e

brilhante. Assim buscam alguns a repetição do mantras até que atinjam a entonação

perfeita, e a repetem com devoção até se transubstanciarem na expressão. Do laboratório do

místico ou do templo do religioso pode surgir o Louco. Estas são figuras do Tarot que

representam os diversas personagens do Grande Teatro Humano, sendo que este último, o

Louco, simplesmente Vive, pois já não busca mais nada, É realizado em Deus. Aquele que

É A Presença e É Sem Ser sabe disto (o 1º se refere à condição da verdade de cada ato, o 2º

ao desapego).



No processo místico de desenvolvimento posso vos esclarecer sobre o símbolo da

Cruz. A Cruz das Igrejas, dos pescoços e dos pulsos são magia. As cruzes usadas para

combaterem vampiros e afastarem o Mal, também são magias, e já vos falei sobre isto.

Estes objetos referências não são destituídos de poder, e claro que como caminhos ou

portas, são de acordo com sua Fé, ou ainda com a aura que representam pois podem ter sido

encantados (irradiados) por uma igreja ou ser que funciona como uma porta para Luz

Divina, uma arma sagrada. Ao serem evocados podem remeter, lhes trazer a sintonia

daquela força, daquela santidade, e assim serem veículos, chaves das graças, que

corroboram com aquilo que Jesus falou sobre “Tua Fé Te Curou”.



Mas o fundamento da Cruz não é este, do objeto externo simbólico, mas sim da

Vida sem Pecados, do Equilíbrio, da Vida em Deus. Ser esta Graça, ser conforme a Luz

Divina, ser Obediente ao Pai, é o fundamento pessoal, intransferível e eterno representado

por quem realmente se mira na Cruz. Jesus fez magia (saliva e barro sobre os olhos do

cego), mas ensinou comportamento. Seu Evangelho é, sobretudo, comportamental: ele

ensina a viver. Libertar-se da ilusão e viver no amor.



Quem não conhece a Luz de Deus é cego perante ela, está esquecido de sua essência

(não alcança seu fundamento interior e está imerso nas teias inconscientes traçadas pelos

pecados). É claro que a Luz de Deus o liberta do inconsciente. Eis a chave do perdão. Mas

como conseguir alçar o verdadeiro perdão é o caminho cristão. Como brilhar, como

despertar a chama do amor. Este livro está repleto de ensinamentos sobre isto. Como

alcançar a sutileza de sentir-se Luz, ter a mente e o corpo iluminado, é uma caminhada de

fé e refinamento, de graça, auxílio e devoção. De perseverança. A revelação da perfeição da

natureza é uma descoberta iluminante.



Vide que no laboratório, nas igrejas, onde se tem condições controladas, ideais, para

as práticas do amor, nem todos alcançam a mesma graça, tem a mesma clarividência, amam

com a mesma intensidade. Por que seus aparelhos são diferentes, suas vidas foram e são

diferentes, porque a presença é diferente. Alguns conseguem estar na celebração de corpo e

alma, com devoção, atenção e amor verdadeiros; outros ainda se encontram divididos, com

a atenção, consciente ou inconsciente, andando por outras paragens. Eis a diferença das

presenças, dos alcances. O laboratório ajuda a conhecer isto, a saber como corrigir isto, na

vida, fora e dentro da igreja. Eis o mistério da celebração que eleva e traz as graças. Quem

está na ilusão pode não saber disto. Quem não está no amor, não ama. Mas se for levado a

re-despertar este sentimento vai se lembrar quão melhor ele é.



Do ofício comum ao ofício de fé, o Amor é a Luz do Mundo, é o que revela a

Beleza da Vida, é o que Cristianiza. É a síntese do sentimento que representa o Estado do

Único Caminho.

PENSAMENTO E DESEJO

Quero vos falar claramente por quê a cultura oriental cuida tanto destes dois temas,

parecendo que há mal em ambos. Claro que não há problemas nem no pensar nem no

desejar, conquanto sejam eles concernentes com a luz. Entendam por luz o estado puro e

santificado que consagra ambos como manifestações da Pura Realização Divina.



Os problemas do pensamento e do desejo são suas inadequações, que os tornam

obsessivos. Lembrei disto há pouco quando retornei à minha casa e toquei o interfone para

que fosse aberta a portaria. Demorou um pouco e a amiga que me atendeu explicou-me que

estava dando banho no meu filho, e eu calmo e mansamente asserti que tudo bem, houvera

imaginado. E particularmente achei que para o caso ela fora bem rápida no atender.



Mas se eu estivesse ansioso, navegando em pensamentos aflitivos, provavelmente

não perceberia a hora, não saberia o que deveria estar ocorrendo. Então o pensamento como

fenômeno de pré-ocupação traz esta condição de menor presença, assim dificultando

conhecer o que é da hora e do local. Ainda mais se o pensamento for obsessivo, repetitivo.



Por isto o oriental cultiva ter a mente vazia, tudo resolvido na presença, em cada

local e momento apropriado. Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no

mesmo tempo, o oriental não gosta de duas presenças, uma interferindo maléficamente

noutra. Então do Nada (mente vazia) cabe bem o Um que se dissolve no presente. E a

mente continua resolvida, limpa, assim a vida.



Quando a pessoa está ansiosa porque está, está nervosa sem saber por quê, significa

que a mente nem consciência têm daquilo ao qual está ligada ou como está respondendo. A

pessoa apenas sente que está sofrendo, está agitada, tem pressa. O cultivo do pensar tende a

isto evitar. Ela trata das coisas ao nível do mental procurando ter sempre as coisas

resolvidas. Assim, com a mente limpa, vazia, é sensível para realizar a manutenção deste

estado.



Imagine que você é zelador de um prédio. Você cumpre suas tarefas rotineiras e

quando alguém lhe solicita um serviço você prontamente procura atender. Assim mantém

tudo certo no trabalho. Você fica zerado, limpo, em dia com o serviço. Com a mente é a

mesma coisa. E olhe que a mente, a consciência, pode trabalhar muitas coisas em tempo e

distância diferentes do que é costume realizar na práxis material.



Quanto ao desejo, o mecanismo é o mesmo. Andar satisfeito, no presente (na

dádiva) de cada presente. Esta forma é praticada por uma cultura. Ela tem ciência disto e tal

é seu legado cultural. Claro que tem a ver com a tradição Budista, a personificação de tal

saber.



Quando você não emite pensamento você apenas os ouve. Quando você não ouve

pensamento, você simplesmente sabe.

Quando você não deseja, você simplesmente tem. E se você desejou e não se

preocupou, não ansiou e portanto não sofre. Quem vive assim faz da vida uma eternidade

de realizações e goza a cada momento a construção do eterno presente. Sempre vivo, vive

sempre. No Presente de cada Presente.







A GRATIDÃO

A gratidão é um estado de ser maravilhoso. Ela espelha a visão do Universo Divino

na verdadeira expressão que ele tem da perfeição. A gratidão é o verdadeiro sentimento de

reconhecimento da vida. Ser grato, ser a gratidão, é um caminho de plena realização diante

da existência, diante da criação. Ser grato pelo sol, pela lua, pelo pé, pelo chão, pela boca,

pelo coração. Ser grato com devoção.







CATDOG

Tem um desenho animado interessante chamado Catdog. É um Cão-gato, metade do

corpo cão, metade gato. Este é um animal culturalmente interessante.



O cão me parece que mais se assemelha com o modo cultural do ocidental, o gato

com o oriental. Vide que no ocidente há gente que coma gato (ainda que seja uma

aberração) sendo que no oriente o cachorro chega a ser consumido comercialmente, como

mais um tipo de carne do menu.



As características mais comuns pelo qual no ocidente definem o cão são: amigo,

fiel, companheiro. Já o gato é apreciado pelo seu relaxamento, individualidade, agilidade. O

cão se apega facilmente às pessoas, o gato ao habitat.



No ocidente os cães são treinados para serem policiais ou guias de cegos. No oriente

os gatos são dados às crianças como exemplo para a meditação (o estado de relaxamento

meditativo é praticado pelo gato).



Na domesticação tanto um como outro tendem a adquirir o perfil de seus donos,

entrando em sintonia com a nova realidade dominante.







SANTA PUBLICIDADE

A solução é e está na vida de cada um, do tamanho e do jeito que for; no único



caminho que lhe cabe. O Caminho já foi Posto. Que cada um através do seu olhar revele a



Perfeição da Obra Divina. Assim encontrará a Santa Publicidade.

RENASCER COMO ESPIRITUAL

Quem está nisto sabe do que falo. Quem não está quer alcançar. Por que tal é

alcançar a humildade, a paz e o amor, e ter certeza de sua vida eterna. Aquele que nisto está

não mais freqüenta escola para aprender, mas sobretudo vive por onde for. Este estado de

consciência é conhecido por muitos quando participam de algum ritual que lhes promova o

chamado estado alterado de consciência, a consciência espiritual ou cósmica.



Quem vive nisto transmite a sabedoria por onde for pois caminha conforme a

verdade espiritual, a única verdade. São estes que abençoam. São estes que ajudam com o

que fazem, com o que transmitem. Este é o estado buscado por todos aqueles cegos das

trevas do mundo que buscam a salvação, a iluminação. Este é o estado de consciência da

vida eterna, além da roupagem material. Este é um estado diferenciado, pois é designativo

da consciência espiritual que é única em cada ser e sempre está viva. Esta conexão traz o

conhecer permanente, imperecível e inconfundível. O caminho reto aqui se trilha. O único

caminho aqui se faz.



Não há superposição possível para quem tem a consciência espiritual. Este é sempre

presente e consciente. E sua consciência é verdadeira. Por isto ele sabe, e sabe por onde

caminhar, pois sabe a partir da essência divina. O que o diferencia de uma consciência

comum é o fato da consciência mundana ser um objeto por vezes em conflito oriundo de

um construto cultural imperfeito, eivado por contradições que bailam na mente do doente

trazendo-lhe confusão, dúvidas e doenças das mais diversas ordens. Mas aquele que é um

com o espírito, renasceu como espiritual, já não padece mais destas confusões, anda na

verdade.



Assim há paz, há a mor, há discernimento por onde for. Há vida em abundância e

ação sem vacilação. Eu Sou o Que Sou é o nome genérico deste ser que Renasceu

Espiritualmente. Ele cumpre a vontade de Deus e não se arrepende. Seu caminho é sempre

presente porque é desperto para a vida sempre. Ele é administrador consciente de seu

caminho, segura no leme de sua embarcação, dirigente do templo de sua celebração. Este é

O Verdadeiro Senhor de Seu Corpo. Incorruptível.



Seu poder está sobretudo em si. Assim ele é fonte, criador e originador. É o

Princípio e a Pedra Angular de sua vida. O Fundamento, o Alfa e o Ômega. O Princípio, O

Meio e O Fim.







A MENTE RETA DEVE TER UM CORAÇÃO PURO

Porque senão judia de seu corpo. O homem que tem a mente reta pode significar

aquele que tem um objetivo, e por vezes para o cumprimento deste objetivo ele sacrifica o

próprio corpo, a própria vida. Por isto Cristo falou do amor, o 4º chacra, o chacra do amor,

da comunhão.



A oriental é a cultura típica do cultivo da mente reta, em especial o que conheço da

cultura japonesa. Não é a toa que desprezam um tanto o culto à matéria, ainda que lhe

façam devoção como criação sagrada. Assim se entende como os samurais dedicavam a

vida aos seus mestres, suicidando-se por pura obediência ao voto caso haja alguma desonra

de seu papel ou a pedido do Senhor ao qual se devotou. Não é à toa que haviam os

KamiKazes, pilotos suicidas da guerra. Não foi à toa que um antropólogo aconselhou aos

estrangeiros que não matassem ou ofendessem seu imperador, pois assim não haveria paz: o

valor máximo está na honra de viver, não na matéria, para a cultura japonesa.



Assim é que pode se entender tanta fineza, tanta arte e tanta devoção à perfeição de

gestos, atitudes e pensamentos, e ao mesmo tempo tanta dureza se desrespeitados. É o

reverso da medalha. “Um santo ou um demônio” diria a linguagem popular. Isto significa

que abordou pelo caminho certo se obtém até a própria vida em sacrifício santo, por

devoção, atalhou pela desonra desperta-se a morte.



A mente oriental é educada para privilegiar o espírito, ele crê na encarnação apenas

como uma passagem onde não se deve declinar do caminho reto para atender a ilusão da

matéria perecível, ou seja, sujeita às contínuas transformações do Sansara da Vida, a roda

de nascimentos e mortes, do qual o homem se liberta em sua iluminação ou estado búdico,

crístico.



O Buda aqui não precisa ser o maior, como dizem acerca de Jesus, a estrela maior,

mas apenas uma estrela, um renascido espiritualmente, um filho de Deus.



Um homem de mente reta, e aqui não me refiro mais especificamente à uma cultura,

não crê nas sugestões da matéria, sua mente não desliga do caminho. Ele passa formado no

caminho dia e noite. Pessoas e drogas não o demovem, porque ele não sai de seu caminho

interior, e o manifesta. Isto não quer dizer que não sofra, que não lute, apenas que se

mantém no caminho. Não é convencido ou desviado. Ele pode esperar. Mas não se

confunde ou duvida. Ele pode enfrentar “mil batalhas” mas não larga da espada. Dizem que

todo homem é assim, mas há os que dormem, que esquecem. Eu falo aqui dos que se

mantém despertos. Novos ou velhos têm a mesma insígnia, a mesma luz os guia no

caminho, no reto sendeiro. Cego, surdo, mudo, na “noite negra da alma”, ele continua. E só

se entrega à Grande Luz. Seu Lar Original.



Uma mente reta não é sinônima de uma mente iluminada: a mente iluminada está

focada, sintonizada na Luz da Criação. Assim é que Cristo disse: “Se em teus olhos tiverdes

Luz, todo Teu Corpo Luz Será. Ela se traduz em perfeição porque ela traz a essência da

Criação. Ela é a Presença Criadora Divina. A mente reta é aquela que continua consciente

pelo caminho, e tanto mais poderosa sobre a humanidade quanto maior for o exército de

seus seguidores. Uma mente cósmica é poderosa em compreensão. Uma mente reta

iluminada guia a humanidade, todo o seu corpo de identidade. Guia para a Luz de Deus,

guia para se tornarem Filhos de Deus. Guia para beberem direto da Fonte da Criação. Guia

para a Salvação.A iluminação é consciência integral. Assim se ilumina o corpo, a Igreja de

Deus na Terra.



Se você não não vive conscientemente esta batalha, o coração é um ótimo guia. Ele

não te fará arrepender: a pureza absolve toda criatura. Homens de mente reta a história

mostrou: grandes guerreiros, alguns assassinos; homens de coração puro foram chamados

de Santos. O homem de coração puro e mente reta é um Filho de Deus.







A REALIDADE

Só existe uma realidade. A Única Realidade. Só o Ser Espiritual a enxerga. Os

demais a ignoram, daí serem relativos, contextuais, passageiros, mortais. O iluminado

Compreende tudo isto, ele vê a aparência e a essência.



Assim, a harmonia do universo se dá de acordo com o iluminado, com aquele que

vê a verdade, porque nela anda, num caminho único.



A harmonia da interação advém de um ajuste que deve ter o sentimento da

comunhão amorosa como digna de bem comportar a caminhada. Assim se pode ter alegria

e viver bem sabendo e respeitando a condição de cada um. Este centramento na ordem

universal é essencial para que se tenha a vida justa, acertada, em paz no caminho. Esta

consciência assenta o indivíduo na sua condição presente e permite que ele caminhe para

frente inteiro, ciente do seu poder, da sua condição, e principalmente da beleza

intransferível que há nisso.



Todas as demais coisas, fora disto, pertencem ao Reino da Ilusão, e por isto são

fugazes, peremptórias. É a chamada caminhada das trevas e luzes, vidas e mortes, prazeres

e sofrimentos se intercambiando. A realidade faz parte de uma certa sensibilidade, que é

uma forma de conhecer e proceder, e pode ser manifesta como energia pura e brilhante,

radiante.



A realidade é, antes de mais nada, o que se enxerga, ainda que os limites possam ser

diferentes de pessoa a pessoa. Assim é que o mestre falava: “a tua fé te curou”, e os

médiuns passistas dizem que é importante estar aberto e na condição de receber.



A sensibilidade, a doçura e outros atributos desta ordem mais fina dos sentimentos

são qualidades que permitem ao indivíduo andar com mais zelo, mais cuidado, assim

criando um caminho mais suave ao seu aprendizado.



Mas na verdade a realidade pode ser muito forte, mas isto é bom para os que estão

firmados, pois não fracassam, não caem. Assim a verdade cria um caminho ao qual tenho

zelado para que seja de harmonia e paz, de perdão e amor tal qual o mestre ensinou. Assim

esta verdade, para criar esta realidade, pode exigir renúncia. A renúncia nada mais é do que

a opção pelo que é mais adequado. Não se desiste de algo, não é esta a tônica da renúncia,

mas sobretudo se constrói o que é mais importante. Aqueles que fazem guerra renunciam à

paz, porque há algo mais importante a realizarem. Aqueles que se defendem não declaram

guerra, se defendem. E não há maior defesa do que a harmonia universal, o centramento em

Deus, o equilíbrio interior, que ordena o universo e traz consciência à sua realidade. Assim

até os inimigos são demovidos das contrariedades que os cercam. São esvaziados. Na

ordem de interesse são os semelhantes que se encontram. A Terra é um local difícil porque

há muita confusão, há muita luta e insatisfação, mas há microclimas e caminhos de pura e

plena realização. Por isto o paraíso pode estar aqui, e está.



A lição de “dar a outra face”, “mais uma milha caminhar” “dê a túnica também”,

ensinada por Jesus ainda é muito “cara” à humanidade. As suas leis são contrárias à tal. Isto

cria um diferencial de realidade, que se traduz num oceano de energia, que bem pode ser

chamado de cultura da cidadania. Saber caminhar neste espaço, sem se revoltar com a

religiosidade nem a materialidade (leis sociais – cultura mundana) faz parte da liberdade

alcançada por aqueles que estão na luz. Em verdade esta ambivalência é desconstruída, ela

se torna inexistente na nova vida.



Mas como você poderia me dizer? Pela lei dos semelhantes, pelo campo de atração,

pela colheita de sua semeadura numa linguagem religiosa. A natureza é mágica e a

realidade correspondente a um estado verdade. Se tua bolsa foi feita em verdade, será

incorruptível, nem traças nem ratos a roerão, não alcançarão pois não tem atração. É como

o bem pago, liquidado, está sacramentado.



“A cozinha está cheia de ratos, minha verdade não corresponde aos fatos, o tempo

não para, não para não, não para.”, foi a verdade cantada por Cazuza, que morreu de AIDS.

Ela não é contestável, ela foi. A realidade assim é vida e a consciência é importante para

que se possa brilhar.



Há pouco ofereci pão pegas por mãos trêmulas de viciados em álcool. Um deles

ainda queria fumar, com certeza o carinho está a lhes faltar, e precisam de mais estimulante

para lhes sedar, para lhes motivar, enfim para andar. Se não fazem mal a alguém o fazem a

si próprios, pois não tem a alegria da vida, nem vivem a cantar e estão a depauperar.



Quem não tem forças para lutar com o mundo, deve aprender a ajuda-lo, ajudando a

si mesmo. Quem não gosta de ver a beleza? Se isto eu desejo no mundo, isto quero oferta-

lo. Esta é a tônica da realeza.



A realidade então é fruto da verdade que cada um carrega em si, ainda que haja

climas contextuais e ambientais.O momento e a circunstância de cada palavra, cada gesto,

cada olhar, são únicos. Assim se dá a magia imanente do mensageiro do amor.



As recomendações especiais para quem está aprendendo costumam ser relativas a

calma e até à lentidão a fim de que o discípulo possa apreciar cada ocasião, entrar nas

finesses de cada consideração, acalmar sua vibração, conhecer e estar na graça do pensar e

do falar. Isto evita vulgarizar, atropelar, e também cair e se ferir. Mas note que até isto tem

situação, por isto a habilidade também entra na questão, com a elegância e o fluir da dança,

a arte do viver, do proceder, a integridade na velocidade que vier ser.

Ter consciência de sua realidade, de sua condição lhe dá a real dimensão da verdade



que está vivendo. Confiar na habilidade e na luminosidade lhe dão a operacionalidade



necessária a vencer qualquer questão. Assim você vai brilhando meu irmão, revelando o



caminho encantado dos que andam realizados.





A SABEDORIA E O TESOURO

Quando alguém tem um tesouro, o guarda. E só anda com ele se tiver segurança,

proteção que não será roubado. Assim na Terra como com relação às coisas do Céu.



Você semeou tesouros por vários lugares do mundo, em várias culturas e países, e

continuou andando, descobrindo novos tesouros. Então o que você fez com os tesouros

antigos? Confiou-os aos guardiões. Assim não só eles estarão protegidos como prosperarão.



E quando irás andar de maneira bem rica? Quando ninguém puder importunar.

Quando o poder for suficiente. Em determinados ambientes o homem não pode andar com

suas jóias sem segurança, pela sua habilidade pessoal ou mesmo diante de escolta e

proteção especial. Agora se o ambiente for ideal não terá o mínimo problema de portar a

sua gema.



Então amigos guardam tesouros, guardam portas para o “ouro”.







O IDEAL E A VERDADE

O ideal é aquilo que desejamos alcançar que acreditamos ser o melhor, até perfeito.

Assim é que várias coisas são feitas por este fim, na esperança ou mesmo no investimento,

construção, desse galardão.



Mas isto não pode nem deve obnubilar a noção de realidade. Seria como tapar o sol

com a peneira ou acreditar cegamente na ilusão. Sobre isto minha idéia é advertir sobre a

caminhada do aprendiz onde em determinado patamar ele começa a selecionar sua

expressão. Advertir para que ele esteja salvaguardado de um mundo difícil, irreal, aquele

que deseja a expressão do ideal sacrificando o presente verdadeiro. Isto cria um mundo de

fragilidade, de falsidades, e é segregacionista pois perde a graça e a força da perfeição

universal do presente divino.



Então o que vos falo é ter consciência do que sucede. Por exemplo, se faço uma

programação neuro-linguística, se realizo a oração do Eu Sou (que fala como sendo a

personalidade divina) devo estar cônscio que além daquela formatação e investimento que

faço em mim e na minha vida está a verdade que se apresenta, a qual não posso ignorar

nem me revoltar (não adianta culpar o mundo, a Deus).

Então quem aprendeu a ler na natureza, a ler seus pensamentos incidentes, sabe das

janelas, e às vezes portas que estão fazendo parte do meio ambiente. Me refiro à janela

quando o assunto está presente na vizinhança, no entorno, e porta quando ele chega a

desviar sua atenção, ou seja, ele penetra na realidade de sua ação (chega ao pensamento de

forma mais concentrada levando você a vislumbrar suas considerações, a dialogar, ou

ainda, em um nível mais grosseiro, a perturbar a atenção e concentração no que está

realizando ou se manifestar fisicamente). Todas estas formas de relação são denotativas de

realidades envolventes, ao qual um ser comum administra normalmente, mecanicamente,

mas o ser meditativo toma consciência, revela os interferentes (tossir, coçar, esquecer por

um momento, mudar um pouquinho a voz, a velocidade, ou ainda ter mensagens

concomitantes são exemplos que contrastam com a pureza daquilo que é operado de forma

limpa, na mais clara Luz de Deus, sem intervenientes).



Há trabalhos, textos, que são assim, não tem mácula, não tem a mínima

interferência. São realizados num Plano Imaculado onde não se escuta nem se percebe nada

mais que a mensagem e a luz que dela emana. Há outros que ainda que certos, que bem

encaminhem o cidadão, foram feitos em meio à perturbação, sofre deste registro em meio à

sua construção. Em se tratando de gravação sonora, existe o método da depuração, onde

após gravado o som, em laboratório, há a eliminação de ruídos e modulação do conteúdo,

de forma a se conseguir uma maior harmonia, qualidade, pureza do som. Assim também no

texto existe a revisão. São os acabamentos de aperfeiçoamento.



A verdade se vista assim, de acordo com a qualidade, também é relativa, gradativa,

até que se torne límpida. Eis o que falo de ampliação da consciência, poder, verdade. Na

unidade está a verdade que não suscita nada, além do silêncio.



Esta obra que vos apresento já foi como uma espada em meio ao tormento.



Então estas linhas é para que tenham discernimento entre o ideal e a verdade, entre o

que se deseja e a realidade. Assim terão os pés no chão e poderão ver o mundo com

perfeição.







TUA FÉ TE CUROU

Aqui mais uma dádiva derramada do coração do Mestre. Vide que Jesus encontrou

no seu caminho vários doentes, endemoniados: a todos curou. Dentro de uma perspectiva

de espelhamento da vida o Mestre encontrou seus pares, seus semelhantes, seus próximos,

nas trevas. E deu a todos seu tratamento adequado, amou. Os libertou, fez a ação correta

para redimir cada um. Até aqueles com quem “brigou”. Isto foi porque os homens que

estavam naquela posição tinham condição, ainda que tivessem perdidos nas tramas da

ilusão. Assim ele acordou todos aqueles seus aspectos que estavam perdidos no mundo, e o

derradeiro, o da íntima traição de um amigo do coração, sob a insigne da luz que move o

mundo (o dinheiro), teve o preço da morte, ou seja, a cura de seu semelhante adveio através

do maior sacrifício, o último e maior neste mundo material, a imolação do próprio corpo.

Este sacro ofício foi de muita compaixão. A entrega do si próprio, de sua carne, de sua

manifestação como homem, em honra do amor. Assim Ele venceu o mundo. A última etapa

foi galgada.



Compreendem bem o que significa isto em relação aos desafios que um homem

pode empreender. Claro que isto foi em honra de uma causa, de algo que acreditava, que

tinha fé. A sua ideologia, o seu paradigma, a sua obra, foi levada a cabo de forma radical

(das raízes). Qual foi o diferencial de outras tantas causas, lutas?: O amor.



Mas vide que um caminho ele deixou, a humanidade redencionou. Todos aqueles

que acreditam Nele, que vêm após Ele, não precisam se expor a tais sacrifícios. Ele

Libertou. Por isto falar em nome de Jesus, melhor ainda viver segundo a Sua Luz, liberta,

tem fulgor. Seus seguidores não precisam passar pela mesma coisa para copiá-lo. O

caminho já foi aberto, a verdade e a vitória comprovada. Por isto vos afirmo que recriar o

caminho da dor pelo qual o Mestre passou, ou mesmo reeditar seus sacrifícios, é pouco

aproveitar Seus Benefícios. Ele abriu a Porta da Salvação, do Paraíso para a Vida do Irmão.

Quer os seus felizes.



Você não tem de curar nem salvar. Cristo já o fez. Muito menos morrer para provar

nada. Na ressurreição Ele o fez. Então não queira abrir uma porta que já foi aberta, vencer

um obstáculo que já foi vencido. Isto seria apenas fruto da ignorância, da ilusão. Seria

satanás te enganando, enrolando. Seria apenas vaidade que quando despertasse encontraria

Jesus. Porque não tem outro caminho nem outra porta. Na verdade seria como rodar e rodar

querendo chegar em algum lugar sem sair do lugar. O caminho já está pronto. Por isto

Jesus. Traga a Sua Luz. Deixe que Ela preencha Sua Vida. Viva no amor da Perfeição. É

mais fácil Irmão. E não só é mais fácil. É a verdade. Se você não soubesse, seria outra

condição, mas como você sabe esta verdade alumia a ilusão. Traz a claridão.



Ninguém tem obrigação de vencer o mundo. Ninguém tem obrigação sobre

ninguém. Tudo isto já foi vencido. Não adianta correr para ali ou acolá, Cristo Venceu.

Assim Ele cura você em todas as formas, lugares, ocasiões. Não se faça de mais uma ilusão,

de mais uma personificação doentia, caricata, são falsas. Cristo venceu todas, venceu o

Mundo. Então O tenha Personificado, Ressuscitado. Seja-O. Bem Vindo ao Reino da Luz,

da Unidade em Cristo Jesus.







A 1ª IGREJA

Se és casado, tua vossa 1ª igreja é teu cônjuge. A ele deves dedicar ao ponto de

revelar a divindade imanente em todo ser humano. Este foi seu compromisso, esta a sua

eleição. Não será a igreja exterior tua prioridade, muito menos imagens ou ídolos, ainda

que santos, mas Cristo inscrito naquele que elegeu por esposo. Assim os rituais devem te-lo

no centro de seu lar. Rezar para outras divindades ou referências é dispensar, e talvez até

dividir a sua atenção, concentração, no ser eleito para sua devida santificação, o próximo

mais próximo, o do compromisso sagrado de amar e perpetuar.

Assim guardar Cristo e seus ensinamentos, todos os santos e exemplos, mas para

evidenciá-los na expressão do que humildemente trabalha para revelar em seu cônjuge.

Celebrar doutra forma, rezando e pedindo aos amigos celestiais, deve ser feito em nome da

amizade e da caridade para consigo e o seu próximo, eleito como cônjuge, isto para que o

casal caminhe conforme o voto do santíssimo sacramento dos dois que se tornaram um na

comunhão.



Trago isto à tona porque a devoção a um ser ideal traz uma projeção de obtenção, de

aquisição daquele ideal, e tal pode gerar a ruptura do casal, haja visto o devoto declinar sua

paixão ao ideal, assim entregando-se de corpo e alma, de mente e espírito, ficando o

companheiro como que esquecido pois não comunga ou está longe daqueles ideais.



Se isto tudo ocorre dentro do amor encontramos o ensinamento de Cristo acerca de

“deixar a família por amor a Deus”, mas se não está nesta magnitude, do amor universal,

pode apenas encobrir o amor por um ideal, que não é muito longe daquele que se encanta

pelas novas virtudes de um novo parceiro (com o qual se casa de novo).



Se este fato ocorre no real, na vida material, ocorre também em termos do

sentimento da pessoa humana, onde ela vive em seu interior este amor, ainda que no

exterior não rompa os laços tradicionais. Fica então uma pessoa distante, pois ainda que

dedicada ao cônjuge ou à família, não é devotada a eles e nem vê mais neles a Terra onde

estão os tesouros sagrados. Desencantada da casa, tem a família por sacrifício ou penitência

ao qual procura cumprir com resignação (uma forma de acomodação que suporta a prisão).



A pessoa que reza muito pelos cantos da casa, mesmo que seja a imagens, está

ensimesmada, ou seja, está substituindo uma relação direta de organização e orientação

junto aos seus, aos familiares e demais membros de sua casa, por “encantos”, verdadeiros

fiéis, pois habitam o seu interior, são seus.



Esta relação de pertencimento também pode ser de alienação quando exclui de sua

confiança o mundo “exterior”, ainda que o íntimo doméstico, substituindo-o pela reclusão

ao Eu profundo, o que é bem apropriado aos habitantes de cavernas retiradas do ambiente

social.



Então para culminar: quem vive a reclamar ou a se resignar demais possui viezes

comportamentais respaldadas em ideais projetivos exteriores de felicidade. O Presente

Divino está subssumido diante do ideal que é exterior (está noutros planos) ou mesmo está

reificado no âmago de forma pouco feliz no sentido ecológico do termo.



Isto que vos falo também serve para familiares, filhos menores de idade ou não

emancipados, ou ainda familiares em geral que são dependentes. Serve ainda às relações

institucionais, isto de acordo com a consideração do sagrado que há para cada uma. Isto

termina com a independência das partes, que formam novos todos, ou com a própria

independência, bem resolvida (livre de constrangimentos típicos das rupturas brutas dos

papéis sociais de pai, cônjuge ou responsável).

Se você não é casado, é independente, sua 1ª igreja pode ser o Templo Religioso, a

Instituição de Trabalho ou A Vida.







O AMOR E A RELIGIÃO

O amor é a base da vida em comunhão. Então para se viver socialmente,

ecologicamente, deve-se amar.



A religião é que estrutura isto como doutrina da fé, é quem a partir disto cria um

código ético e moral para a convivência social, e mais que isto, para a vivência universal.

É dela, que está na base, na origem daquilo que crê o homem, que surgem as demais coisas,

como corolários naturais. O homem cria de acordo com aquilo que acredita, que está

fundamentado no âmago de seu ser. Daí a cultura ter base na religião, na crença das coisas

que tiveram origem divina. É isto que dá o princípio estruturante.



A religião está na base do pensar familiar, é o seu pilar, ainda que presente na forma

de uma consciência prática (pode não estar construído de forma filosófica na mente de cada

um, mas impregnado atitudinalmente).



A religião que tem o amor como pilar fundamental, que crê na perfeição da criação

divina, forma seu povo para se adequar para enxergar esta realidade, o que de forma ativa

recebe o nome de “Bom Combate”, e passiva, deixar de pecar.



Reparem então que o fruto da criação está de acordo com a concepção, do criador.

Pela árvore se conhece os frutos.



O QUE É DE DEUS

Tudo é de Deus. Tudo, simplesmente tudo. Ainda que O Reino de Deus seja

comumente referido como o Paraíso. Este Reino do Amor também é de Deus. Deus neste

sentido é visto como o Criador Pleno e Supremo, Presente e Consciente em Todas as

Coisas.



Vide que o Sol queima, é um Planeta em Chamas, uma Estrela, que vive

queimando, no entanto visto tão belo e radioso. Poderia ser tomado como o verdadeiro

Reino do Inferno em face de sua Temperatura Abrasante, mas não, é tido por seu efeito

benéfico como fonte de vida e luz.



Assim é a natureza, assim é a Criação Divina. Há aquele que pode tomar banho de

sol e com ele se harmonizar, permanecendo longos períodos sem se queimar. Há aqueles

que logo bolhas vai encontrar, vermelho ficar. Isto é relativo à condição de exposição, de

recepção da radiação. No frio intenso só vive aquele que aprendeu a se adaptar.



Assim, certa vez ouvi um ensinamento curioso, que instruía declaradamente ao

necessitado que não orasse a Deus, mas que orasse à Jesus Cristo. Estranhei a diferença e

logo compreendi a abordagem. Jesus era referido como responsável pelo caminho da

misericórdia, do amor, e Deus como um Equilibrador ao qual a Justiça poderia trazer dor.



Um terremoto, que reassenta as placas terrestres, pode ser visto como obra natural

da graça divina, uma acomodação de reequilíbrio operada pela Mãe Terra, o Ser Terra. Mas

para os sacudidos pode ser uma desgraça tremenda.



Quem anda na Verdade, conhece a verdade, aprende a não brigar com estas coisas,

por isto vai procurando a Comunhão com Deus, que comumente é chamado Amor, para

viver conforme Ele, e assim se sentir unificada com sua natureza, com sua Criação, onde

tudo é perfeição. Neste sentimento não há erro, neste estado não há contradição, há unidade

de ação na perfeição.



Vide assim que pareço por vezes criticar a cultura, dizer que tem de mudar, mas é

para revelar esta ciência universal, é um chamamento ao acendimento desta verdade

original. Mas note que se a cultura, por vezes em sua pragmaticidade operativa, se

assemelha a uma instância cerceativa (quando proíbe e prejulga uma série de caminhos) por

outro pode ajudar, corrigindo distorções e bem encaminhando o cidadão.



A Lei de Deus é maior que a lei dos homens. A Lei Universal é maior, mais forte,

que a lei local (isto é comum e até cultural: vide a primazia da Lei Constitucional). Mas

como entender “Não vim para destruir as leis mas antes para faze-las cumprir”, dito pelo

Mestre? É simples. Ele veio ensinar a obediência para se alcançar Deus. E a obediência

começa de casa.



Mas você poderia dizer que aí não mudaria nada, mas não é assim. Uma criança que

fala com verdade convence e ganha a confiança. Assim ela se emancipa porque ainda se na

idade física é menor, na idade mental é maior. Isto se torna nítido pelo modo de olhar, falar,

pelo conteúdo expresso e os efeitos verificáveis. E quanto maior esta condição maior a

força da expressão: é nesta diferença que se pode dizer que a Lei de Deus é maior que a lei

dos homens. Assim as leis mudam, se aperfeiçoam, se atualizam. Elas acompanham uma

nova realidade (quem faz as leis é o criador presente).



Mas uma criança, se é menor de idade, está sob o zelo legal dos pais, e a eles deve

obedecer até crescer. A vivência social trouxe esta maturidade relacional, e a codificou. O

fogo fascina, mas os pais zelam para que a criança não se queime, ainda que o calor e a

beleza das chamas possam atrair o neófito. Assim a natureza e a propriedade do fogo vão

sendo didaticamente repassadas. Isto se dá no educar em geral quando os pais ficam a

aconselhar, orientar.



Quando Cristo falou em obediência foi no sentido de se conhecer esta ciência, de

receber com carinho e amor o dito pelo genitor, por seu antecessor e regulador (em se

tratando das coisas sociais). Então ele abençoou e também santificou esta expressão do

criador (disse a Pilatos: Se Meu Pai não houvesse lhe dado, você não teria este poder).



Quando uma criança é pequena ela facilmente pode ser contida, detida. Mas quando

cresce não. Se no meio do caminho houver revolta, haverá dor, onde pagará aquele que for

devedor. Note que isto foge do amor. Por isto Cristo se entregou. Ele ensinou a obediência

transcendente, não subserviente. Tudo isto ele ultrapassou, São Thomé que o diga: Cristo

Ressuscitou.



Então a chave da unidade está na obediência, não na contrariedade. Este é o

caminho do amor. Mas tudo vem de Deus e é de Deus. E brigar com Deus é o supra-sumo

da contrariação. Então por isto que se fala: deixa de ilusão. Vamos cuidar de coisas boas,

vamos dar tempo ao tempo, vamos arrumar o que mais estiver faltando que a engrenagem

vai se encaixando. Esta é a vida, o mundo, o universo que você vai revelando, criando. E

quem planta colhe.



Um profeta não é um guerreiro comum, destes do tipo odiento, é um guerreiro

divino no sentido de anunciar Seus desígnios. O que digo é que não se contamina por

baixos sentimentos nem se ilude, não provoca sobre si ou os seus a Roda do Sansara da

Vida, que mata e deve morrer (quem com ferro fere com ferro será ferido). Ele está além

disto, ele faz e cumpre a Vontade Suprema do Pai.



Quem não está nesta condição age conforme a fé; a fé é o parâmetro, é quem dá sua

certeza dentro do nível consciencial que se encontra. Os devotos de Cristo são libertos pela

fé (Cristo é o caminho livre, a vitória que já foi conquistada).



Mas os que estão fora desta dimensão da fé, e alçam apenas o que lhes foi possível

de registro empírico, se não se iluminaram, é provável que tenham uma dimensão reduzida

em termos de perspectiva de vida. A consciência não é universal, é “animal”. É criatura que

ainda irá evoluir. Vai desvendar instintos, sentidos, tocar a alma, alcançar o espírito. Da

consciência coletiva instintiva animal, passando pela humana cultural, atingindo as

primícias da alma até a iluminação espiritual. É uma longa caminhada. Mas tem muita

gente na estrada. Que seja feliz na jornada. O paraíso é de gente “formada” (na

Universidade Divina).



Então, simplificando, as coisas de Deus podem ser vistas e entendidas como aquelas

que você pode bem resolver, são do seu tamanho, você vai amar e não vai se machucar.

Este é um bom caminho, há amor. As demais deixe para aquele que mais capacitado for.

Assim tá justo. E você vai aprendendo a lição, de bem com a vida. E aquele que pula fora

de sua condição, presta contas a Deus por sua violação. E se o mundo tá cheio de ilusão,

fique tranqüilo que vai ter muita correção. Você que fique na sua boa condição.



Será que o céu é feito de todos irmãos, estando ausentes os nobres e os servos que

vemos presentes nesta criação? São comunistas regrados que dividem o ofício e os tem por

rodízio? Acerte sua cabeça irmão, e comece o Paraíso desde então, com o devido amor no

coração que santifica desde já sua situação. Aí verás os ideais como sonhos, desejos

projetados e alimentados, que se não bem identificados e tratados, roubam-lhe o amor

presente, roubam-lhe a candura e a dedicação do servir, roubam-lhe a pureza em função de

um porvir que te faz cair. Então sonhos, desejos, são para serem entregues a Deus, de forma

que possam ser realizados conforme as graças dos desígnios divinos, sem mácula. O desejo

assim tratado não o contamina, não o insatisfaz, não lhe traz revolta nem lhe rouba a graça

do cotidiano outrora simples e rico. Ele sobe ao Pai da Criação, para Sua Materialização. É

assim que se tem as coisas na perfeição.



O desejo que é posto em ação não traz contradição, é um desígnio que está aberto

para realização. Este é o sinal, esta é a porta, é assim que se obra.



O Bem e o Mal são apenas formas de expressão da criação. Para Deus tudo é

natural, divinamente perfeito e justo. Quem atinge a Iluminação atinge esta Compreensão.

A todos é possível perceber de alguma maneira esta condição. Graças a Deus.







A FORÇA DO AMOR

É a ideal. Porque é sensível, e mais que isto, porque é de tal forma que não fere os

mais fracos, ela brilha curando e levantando os de bom coração.



Falo isto por ontem ter sido lembrado por minha esposa do quanto é desagradável

um transporte que muito corre, e freia, e ziguezagueia, costurando num trânsito em alta

velocidade. Isto pode trazer pânico, sofrimento, medo, ou ainda enjôo, como ela manifestou

ter sentido.



Ora, eu nada senti, logo asserti, mas sei que por meu ritmo ter bem acompanhado

aquela dinâmica. Sei que isto é comum aos jovens, aos homens fortes e atléticos, aos que

estão ligados na onda ou até na aventura. Então isto é comum de ser exercido, é um ritmo

que tem força, que segura bem sem padecer as freadas ou os desvios mais ousados, que

assenta junto com o carro numa curva mais acentuada. Então outro ritmo para quem está

neste clima, neste “pique”, pode ser até brochante, desestimulante. Não tem graça, é

“careta”, é devagar demais.



Mas a coisa muda se em meio à embarcação tem um doente, tem um em condição

diferente (vide o caso dos idosos ou mesmo crianças de colo). E muda mais ainda se o

transporte for público, que deve obedecer a uma disciplina de bem servir a todos,

adequando o dirigir a uma situação de conforto, onde passageiros não tenham que se

segurar para não ficarem jogando de lá para cá. O padrão de qualidade e conforto ambiental

deve atender a estas especificidades, daí ser mais lento, mais adequado a um padrão que

permita a boa condução. Conforme o carro e a condição da pista evoluam, a velocidade

pode aumentar sem o padrão de qualidade declinar. Mas em transportes especiais,

principalmente particulares, em pistas apropriadas, o carro pode “decolar”.



Então há uma média urbana, gerida por leis e normas de trânsito e transporte, uma

regulação que deve ser obedecida para o bem estar geral, onde, por vezes, mais fortes

declinam aos mais fracos, ou seja, se sujeitam em caridade para atender aos mais

necessitados. Assim é em várias situações. Este é um caminho de amor e paz.

Mas isto não quer dizer que não hajam os esportes radicais, e seus adeptos. Os que

pulam das pontes presos a um elástico, escalam montanhas, navegam em corredeiras. O

estímulo é condizente com a situação de cada um.



Mas logo quando minha esposa falou que houvera ficado enjoada, fiquei

preocupado que isto pudesse ter comprometido seu dia, a nossa ação. Em termos

particulares sei que em seu interior deveria estar vivendo coisas difíceis, fato este a porta

interior aberta para a dor. Sei que isto também está relacionado, de acordo com sua

condição, com o fato de ter pego exatamente aquela condução (estressada). Mas de acordo

com o bom senso, ainda que em minha disciplina interna eu procure primeiro querer

corrigir o que há em meu interior, não dá, principalmente em meio à dor, querer exigir isto

de alguém, quanto mais se no exterior se está infringindo um código que está

regulamentado, normatizado.



O bom senso faz a gente operar com razoabilidade, ou seja, ainda que o doente

possa ter pecado, é mister que no bom trato haja a caridade curativa, a compaixão que

resgata, corrige, trata bem. E isto é tanto e de tal tamanho que há leis, há um código de

urbanidade. As leis existem para nortear. Elas só assumem seu papel coercitivo se o infrator

for abusivo. Eu vejo que tem havido tolerância em muitos locais, em muitos casos, e acho

isto ótimo quando bem utilizado.



Se alguma coisa grita, alarma, sai do normal, é porque algo está precisando de

tratamento especial. Se aquilo é abusivo deve ser contido. Mas se estiver numa

liminaridade que chamo de tolerável, deve ser buscado a solução na raiz sistêmica do

desequilíbrio, a cura verdadeira. Isto quer dizer não inibir os sintomas ou curar apenas a

aparência, mas buscar a essência.



No caso em tela, minha esposa deve buscar o que a está tornando frágil e buscar

operar. No caso público o motorista deve se tocar e dirigir com mais urbanidade,

responsabilidade, que no caso é exercer a profissão com dignidade. E no meu caso é buscar

me aperfeiçoar, posto que ninguém deve estar doente em meu lar.



Já vos narrei que houve cultura antiga onde o chefe da família era o médico, e

viviam muito, com saúde. Em termos de qualidade de vida, há indicadores que são

norteadores da situação vivida. Vou dar um exemplo. Houve época em que a sessão na

Casa de Oração São Francisco de Assis era suficiente para que todos saíssem amando,

alegres, felizes, contentes, com saúde. Mas teve tempo em que após o término da oração

corrente, dos cânticos, ainda havia uma aplicação de passes mediúnicos, onde os mais

firmados, em melhores condições, eram emissários da Luz para os mais necessitados. Foi a

solução de então, era o que estava na nossa condição. Mas isto não quer dizer que eu não

tivesse consciência de que terminar a oração com todos em elevação, brilhando de devoção,

era especial.



Então culminando, a força é boa, a velocidade exímia, mas todas pertinentes a uma

razão fina são melhores pois alcançam com mais profundidade, são mais próximas da

radiante luz que encanta, que dirige com elegância, e é contente com isto, porque é

expressão desta natureza do amor fulgurante, satisfeito a cada instante. Este sentimento é

diferente porque é auto-realizado, é presente, ele emana harmonia do interior e contagia por

onde for. É isto que vos falo d‟A Força do Amor.







LUTAR PARA VENCER

Fora do Paraíso há luta. Se há luta é por que há contradição, não há a unidade. Se se

abre dois caminhos à sua frente, à um você diz sim, ao outro não. No caminho reto há

sempre apenas um único caminho, o seu, o que você tomou, decidiu, o melhor a cada

momento. Se você mudou de idéia foi melhor assim. É sempre assim. Sempre o melhor

caminho é o da tua decisão. Você decide, guia o leme da tua embarcação.



A luta gera uma fricção que muitas vezes resolve a questão. A luta vem de acordo

com a situação, até com a regra que está em questão. Numa partida de futebol não se

entrega a bola ao adversário, a não ser por uma estratégia que lhe traga a vitória. E se

perder a bola se luta para reavê-la. Uma luta limpa, com jogo de cintura e habilidade das

pernas, pés, tronco, peito, cabeça, olhar, presença. Num concurso vocal você tem de melhor

cantar. Falar, dançar, comunicar, exercer para vencer.



Até o que fica parado, fica para vencer. No bardo se espera a situação ideal para se

renascer.



Mas e as questões das oportunidades que passam rápido? Se você entrou estava do

seu tamanho, se não você não teve vez. É esperar a próxima vez. Criar a próxima vez. Tem

motivação tá na condição.



Ação, velocidade, energia, vida: Realização.



Há tempos tenho procurado o caminho fácil. O caminho do servir é idealmente o

caminho do amor. Mas até este, na realidade, enfrenta dificuldades até ter força para criar

outra realidade. Porque a contradição gera a luta de irmão contra irmão, e servir a alguém

nesta condição é lutar na questão. Então tem que ser prodigioso para atender sem criar

oposição.



Se você está inserido você já tem uma identidade, que pode ser de classe, de família,

de qualquer condição (pertencimento corporativo `a alguma agremiação, nem que seja do

bairro, do time da região, ou mesmo da nação). Por isto a ascese fala da eliminação do ego,

dos vínculos de identificação, da corrente de ligação que é prisão diante de um ideal maior.

Mas sem o ego deve vir a vida pura, engajada mas não apegada, unida mas bem resolvida.



Lutar contra a vida estacionária pode ser abençoar o que está acontecer. O fato é que

quanto mais penso em luta mais a creio como mentira.



Olha, numa relação conjugal pode ser que o casal tenha raízes diferentes. Claro que

o amor pode superar isto, pois é o sentimento guia da comunhão, mas a unidade tem de ser

celebrada: a perfeição da união. Qual é o desafio então? Superar os condicionamentos

culturais (familiares, nacionais, religiosos, de casta, intelectuais, filosóficos etc.) para que

haja a unidade de pensamento, de procedimento. O que ocorre normalmente em um casal

“amadurecido” pela disciplina conjugal é respeito apreendido, respeito à alteridade alheia.



“Mamãe é católica, papai é protestante, e viveram bem assim” me parece típico do

aprendizado respeitoso, o que não deixa de ser digno, mas não me parece que atingiu o

patamar do amoroso. A união não é a unidade, ainda que uma qualidade. Além do caráter

religioso há o caráter comportamental de educação dos filhos, do prato que se põe à mesa,

da prática sexual etc. Uma coisa é comungar ideais, interesses, ter espírito comum nestas

realizações, outra coisa é atender, ceder, condescender (aqui há o outro, a vontade do outro;

na unidade a vontade é uma só, o objetivo idem).



A diferença fundamental disto é que na unidade o que é comum parte do fundo do

coração de ambos, é próprio e natural de cada um. Então vem da raiz e se tem por fé. Já na

união, o que é do outro tem justificativa no outro, é para satisfazer o outro (não há a

verdadeira apropriação, o fundamento do coração). Na união o que pode estar no coração

de cada um é o respeito, o servir ao outro, mas isto torna indireto o objeto da ação. Então a

devoção ao que se faz não é pura, no sentido de ser direta, mas intermediada porque

fundamentada na satisfação do outro. No amor integral isto se desfaz porque o amor é

comunhão universal, rompe as barreiras e os limites da alteridade, ele é presente

indistintamente. Aqui realmente dois se tornam um.



O que não é próprio, não é da raiz da alma, não tem a fortaleza da fé interior. Nesta

fragilidade ele tende a existir enquanto o outro existir, pois é de lá que emana a verdadeira

fé, onde estão as raízes. Então não há perfeição quando o fundamento não está posto em

cada coração. “A verdade está na unidade” representa a fé única, própria de cada coração

que comunga de um mesmo ideal.



Lutar para vencer pode ser lutar para convencer, mas um convencimento que venha

do coração, da raiz da comunhão. Assim Eu Sou a Igreja, Eu Sou A Nação, e nunca vou ter

arrependimento de qualquer situação.



Eu sei que o mundo está cheio de luta pelo poder. Isto estou cansado de conhecer.

Do poder temporal ao religioso a competição anda solta, disputam pelo que vai prevalecer.

Endurecem os limites, sacrificam a si próprios, defendem-se preventivamente ou

ostensivamente. Esquecem-se de celebrar o amor, de celebrar com amor. Sufocam a

oposição, expulsam os “demônios”, lutam para se libertar. Com o amor continuam a

sonhar.



Eu não posso criticar, já senti muito na pele o que estão a enfrentar. Só não quero

mergulhar sem ter a condição de alçar. De verdadeiramente libertar.



Há muita energia no lutar. Isto fica a estimular. Mas eu nunca gostei de dar vazão ao

brigar, a me atracar. Nem de correr o perigo de me machucar. Sempre falei que prefiro

fazer sexo físico com uma mulher. Não com qualquer um rolar na “lama”. Eu tenho este

discernimento. O lutar para mim, que me julgo inteligente, deve vir com a condição de ser

convincente, de ser superior sim, como a luz que ilumina as trevas, com vigor e fulgor. Ao

ambiente de dor, de ódio e rancor, levar a luz do amor. Eu não tenho vocação para

decompositor, apesar do prazer que pode haver nisto, os sadomasoquistas que o falem

(ainda que na relação que visa o prazer sexual, com a cumplicidade de ambas as partes, tal

pode ser visto até como próprio de um equilíbrio curativo). Eu tenho o prazer em fazer

brilhar, criar, resplandecer, admirar. Isto eu tenho prazer em obrar.



Lutar para vencer pode ser muito simples no sentido de seu ideal fazer prevalecer.

Lutar por fazer aquilo que você acredita dever acontecer. Isto enobrece a alma, encanta a

vida. Este é o Bom Combate. Lutar para vencer é crescer, saudar, brilhar.



Lutar para vencer é por em ação a fé no que há de mais sagrado por fazer. E que isto



seja transbordante de luz e amor, com muito primor, com as bênçãos de Nosso Senhor.





CORRENTE, ESPAÇO, FONTE

Ao que você está contatado é possível discernir.



Uma corrente o leva, o dá agitação, põe você em ação, e o atrai ao local onde é feita

sua celebração. Você pode ter consciência disto, saber o que está ocorrendo, ou

simplesmente ter este canal acessado, contatado, e deixou ligado, cuidando de outras coisas.

É como ouvir o rádio e limpar a casa dançando, cantarolando e escutando as notícias. A

corrente opera “milagres”, você sabe.



Um espaço te dá paz e contemplação. Você caminha vazio, na amplidão da

imensidão. Você fica aéreo. Vê ou se relaciona com as coisas a partir do espaço ao qual

está conectado.



A Fonte te dá a Pureza da Criação. Você está em ação, tem energia, tem

criatividade, tem elegância, tem amor, tem vigor. A Criação é sua. Ela está com você e é a

partir de você. Ela é A Presença.







ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE CORRENTES

Correntes para mim são movimentos, instituições (políticas ou religiosas), grupos

com os quais se está a comungar.



A corrente é como um rio que está a impulsionar. E o caminho natural do Rio é correr para

o mar.



O único problema disto é não enxergar que também há outras correntes que correm

para o mar. E que há outras coisas além da corrente, acima da corrente.

A corrente pode ser convidativa. E dentro empolgante. Ela tem ritmo e um curso

vibrante. Então pode ser muito interessante. Até um caminho alucinante.



Por isto é interessante meditar. Para que do Alto se possa enxergar onde está. Para

se conhecer por onde se está a passar. A corrente pode tudo isto ocultar. A corrente pode o

fazer navegar sem se preocupar, no alto ou no fundo do mar. Ela vai te levar.



E a água é sábia, pois contorna obstáculos e assume a forma que o caminho lhe

propõe. É muito maleável. E dizem os físicos, incomprimível.



Mas se for um rio, quando chega no lago ela para. E sabe parar. O fato é a água não

estagnar.



E se chega no mar vai salgar. O fato é você não se importar.



Mas a corrente pode virar uma enchente, e elevar muita gente. É só observar.



A corrente pode tragar um inocente. Então tem de zelar.



A corrente, minha gente, é boa para navegar a favor. É mais difícil se contra for.



A corrente só serve se nos leva onde queremos ir. Na velocidade e do jeito que

queremos ir. Então é preciso discernir.



A corrente pode ser forte ou fraca, dependendo da condição climática.



Na corrente você pode e deve estar consciente. Para saber como vai, até onde você

vai, e o que tem na frente da corrente.



Por isto o ideal é sempre consciencial. É você navegar na corrente com autonomia

de vôo. Terra à vista, disse a pomba, com o ramo na boca, a seu povo (Arca de Noé).



Há correntes que nem são navegáveis nem nadáveis. São poluídas. Ou são repletas

de quedas, cachoeiras.



Há correntes que tem pedras no caminho, bancos de areia, plantas que agarram

hélices dos motores. Não servem à boa navegação.



Há correntes perigosas, cheias de curvas sinuosas e peixes carnívoros. A navegação

deve ser vigiada e protegida.



Há correntes desviadas, por algum interesse especial, e correntes represadas, para

servirem de manancial.



Há correntes temporárias. Há correntes perenes.



O Oceano é uma Imensidão.

O que importa então é a visão. A consciência de onde está pondo e onde quer chegar

com sua embarcação. Esta é a melhor condição.



Ore a Deus e peça orientação. Não esqueça da meditação. O Universo em

Comunhão. Boa Viagem.







O TEMPO

O tempo é a luz da vida. Aqueles que aprendem a andar no tempo divino, andam

com Deus. O tempo é mágico, é especial. Ele possibilita realidades sensacionais.



Há um tempo, na vida de cada um, onde as coisas são feitas com perfeição. O fluxo

de energia, o fluxo da luz é concernente com ele, é sinônimo dele.



Quem já realizou práticas de mobilização de energias sutis já percebeu que há um

tempo, à um estado, no qual conectado, isto se dá. Na realidade você conecta este tempo e

caminha com ele, como uma sintonia com a luz.



Qual a diferença básica? É que você não força nada. No tempo há a força da luz. Os

movimentos são naturais, prescindem do estímulo do pensamento para o comandarem, e

por conseguinte de esforço físico para realiza-lo. Na realidade você flui com a energia

universal.



Quem costuma conhecer isto é quem já realizou práticas dinâmicas meditativas. Há

uma concentração para que haja o centramento neste tempo, e daí os movimentos são feitos

com elegância e harmonia. É possível perceber o quantum de energia que se mobiliza, ou

mesmo o universo de luz no qual se desliza.



Então caminhar neste tempo, realizar neste tempo, viver neste tempo, é ideal. É o

tempo cósmico, é próprio do caminho abençoado. O que os mestres que os dominam

ensinam, é o discípulo entrar neste tempo, contatar este tempo, amar e ser neste tempo.



Ele é o tempo da harmonia universal. É o tempo da vida sem pecados. Nele você

não sente frio nem calor, você não se expõe a extremos. A luz é confortável, saudável. O

vigor físico é fino, radiante. Por isto você se torna elegante. E encanta porque brilha de

maneira muito interessante. É uma presença Brilhante.



Este tempo tem uma respiração própria. Nele não há tensão, pois não há

contrariedade. Sem tensão não há frio, agitação, ansiedade. Também não há medo pois Ele

é sinônimo de liberdade. Este é o tempo iluminado. O tempo da paz. O tempo consagrado.

O tempo iluminado pode ser aprendido, ensinado.



O tempo é normalmente praticado de acordo com a educação, com a cultura, com o

meio ao qual você está inteirado. Este é o tempo socializado. Vide que este tempo tem o

atributo individual e o social. Ele funciona de acordo com o meio ao qual você está

inserido. As realidades distintas correspondem a tempos distintos. Seria ideal se todos

fossem ligados ao tempo universal. Mas o que dá o diferencial é o tempo cultural, familiar,

doméstico, do trabalho, da nação, da raça, enfim, há muitos tempos com muitas respostas

atitudinais. E isto é o que chamo de componente social, cultural, da formação individual

(em contraste com o ideal, o tempo universal).



Assim é que através do tempo se é possível entender influências atitudinais, porque

os tempos em contraste podem buscar a unidade, e um entrar no tempo do outro. Com isto

as idéias e a realidade. Isto era um mistério da vida (troca a respiração e troca a sintonia

quando há a mudança do tempo).



Então é importante para uma cultura, para uma nação, educar seus cidadãos a

viverem no tempo universal, o tempo ideal. Assim se celebra a unidade, a única saída para

a contrariedade. Assim se tem a paz e a harmonia das relações. Este é um caminho de

salvação, de encontro de Deus.



O que existe de métodos em geral, de oração, de caridade, são para permitir

que nesta diversidade você receba uma mão para voltar ao equilíbrio e reencontrar o tempo

em questão. O tempo da respiração divina. O tempo da Luz Divina.



Então volto a chamar atenção à educação. Não só os indivíduos, mas as

culturas são diferentes, tem ritmos próprios, tem tempos próprios. E o que falo não é

desapropriação de uma pela outra, mas sim de universalização. De cultivarem o tempo

universal, o tempo ideal.



Concentração, meditação, aferição. É assim que se começa. Como a oração

de cada dia. E daí se prossegue percebendo o tempo de cada interação. Claro que é uma

vida meditativa, no sentido de ser no tempo. E se no princípio há todo um cuidado especial,

para se andar no tempo, depois isto se torna natural. É o que vos falei do tocar do violão.

Primeiro pode-se aprender a técnica. Depois ele se torna pura expressão. Ele não pensa para

fazer, para tocar, para passar a marcha do carro, ele se torna um com o violão, com o carro,

cheio de intimidade, ele ultrapassou até a sensibilidade, ele está na unidade. Isto é o Zen

(este é o sentido deste termo oriental).



Um indivíduo estressado, cansado, foi contagiado, desequilibrado, saiu da

respiração universal. Isto representa em termos religiosos que o indivíduo se perdeu do

tempo divino, do paraíso de paz e felicidade, da consciência de que Deus é amor, é paz. Ele

entrou no tempo da morte, da decomposição, da destruição.



Por isto é que quem conhece isto perfeitamente teme pecar. É como o paraíso

deixar. O universo se transforma no sentido da realidade que se faz presente se transformar.

Parece um passe de mágica. Por isto orar e vigiar. Vigiar para não cair, não sair do tempo

divino. Orar para voltar.



A oração neste caso do ideal deve se aproximar, ou seja, você deve estar presente

naquilo que está fazendo buscando reconectar a verdade divina, com a qual esteve a faltar.

Por isto concentração, meditação, é além das técnicas, porque é você presente em devoção.

Isto provém da alma, do fundo do coração. Então esta verdade é na realidade o que os

religiosos descrevem como fé. A consciência está presente, você está presente no que está

realizando. Assim é que se recupera o tempo, se mantém o tempo, se vigia o tempo.



Claro que há muitos desafios que podem “tentar” tirar seu tempo. Mas você fica

esperto, sagaz, aprende a responder no tempo, a voltar pro tempo no mesmo tempo, a não

sair do tempo.



Então é isto. O Tempo tá no Tempo.







O SAGRADO

O que é, É. É Sagrado



Não pensar é uma forma de se cultivar a sacralidade das coisas. Não há mácula no

não pensamento. Tudo é puro e divino como é. É Puro êxtase. Existencial.



Mas o objeto sobre o qual se pensa está em transformação. Ele se tornou fruto da

ação. Já não é como é pois está sofrendo intervenção. Eis a ciência do pensamento e da

ponderação. Há uma intervenção sobre o objeto da apreciação. Então ele já não é mais

puro, digno da exultação, mas um vir a ser em elaboração.



Eis o que revela o segredo do desejo. O que é, é perfeito. No desejo falta alguma

coisa, nem que seja o “vir a ser meu”. Por isto os grandes místicos falam em “não pensar”

para contemplar a Deus. Assim a realidade é permanente e imanente.



Assim tudo é. A palavra e o pensamento são ação, não são julgamento. Isto se dá na

perfeição. Eis o Sutra do Coração (vide hino 48 do CVP). Eis o entendimento deste trecho

de outro hino: “e quando cala o pensamento se faz presente Deus Salvador”. Sim, isto é

admiração da perfeição da criação. A coisa é tão presente que se torne estupefaciente ou

simplesmente completa, não desperta comentários. A compreensão se faz, pacífica,

contínua, como num fluir tranqüilo, próprio de tudo que é evidente.



As coisas assim são especiais. A palavra é um rio de energia conseqüente, coerente,

jorrando do criador.







ONDE ESTÁ A SOLUÇÃO

“Eu quero mas não consigo mudar de vida”. Isto ocorre porque a lição não está

aprendida. Mudar de vida é mudar de hábitos. Pode ser a custa de muito sacrifício ou de

graça.

Ora, quem consegue ser doce em meio à rudeza, onde só encontra força na

aspereza? Quem consegue deixar de combater em meio à guerra? Então tem de fazer bem

feito. O meio ambiente é importante. E ele não está apenas circunscrito ao meio físico ao

qual estás inserido, mas ao meio relacional em que estás envolvido. Aonde está a tua

cabeça, aí está o teu coração. Então é deste local que provém a energia que o move, que o

instiga, que o propõe, e que traz a vibração que alcança sua mente ou seu corpo. Então isto

interfere nos seus hábitos, porque lhe traz um estado vibracional relativo. Seu campo de

ação atração está comungando com aquele meio.



Se você fica na compreensão, está distante, mas se remete o pensamento dialoga e

interage. Isto é maior ou menor de acordo com sua inserção nesta e em outras realidades. O

indivíduo quando vai se cristalizando, se tornando cósmico, vai conhecendo isto com maior

verdade. Antes ele está tão envolvido com a corrente cultural que age conforme ela sem se

aperceber. Não tem consciência de que seu equilíbrio está em referência com aquela

freqüência. Ela é viva, faz parte do cosmo, então tem respostas próprias para as questões

que lhe chegam.



Assim funcionam as castas, as classes, as culturas. São como as consciências dos

animais, ou dos anjos, são coletivas: o padrão de comportamento, de acasalamento etc. são

comuns a todos, ainda que tenha alguns que possam se tornar diferenciados, que foram

domesticados ou passaram por alguma formação diferencial.



As identidades formam cadeias de atração, e até de responsabilidade. Este

sentimento de pertencimento é quem dá a cumplicidade. Então até para a ruptura ele tem a

resposta, lembrando que a frustração é ruptura de amor que traz dor no coração.



Então a solução é quando há o contentamento perante a evolução. O indivíduo se

torna um na vanguarda, símbolo para toda nação. Assim, ao invés da cobrança ele será

incentivado ao sucesso, para depois ensinar aos irmãos.



Outra forma de abandono sem frustração é seguir um caminho que não desperte o

interesse dos demais irmãos. Há caminhos que não tem o sal necessário para os demais.

Não incita, não estimula, então não tem graça, não interessa. Não faz a cabeça.



Não é todo mundo que quer ser padre. Não é todo mundo que quer ser pesquisador.

Não são todos que querem ser músicos ou mesmo praticar o Zen e viverem cultivando

canteiros terrenos de forma transcendental. Querem tomar sua cervejinha etc. e tal.





Então pode ter o período de um pé lá outro cá. Ir para o novo guardando os bons

hábitos antigos. Se for possível muito bem, mas se for incompatível não convém. Não

convém porque há coisas que só equilibram em determinados meios. É como comer limão

junto com gordura: a acidez de um elimina a basicidade de outro e fica tudo em paz. Mas

um sem o outro é ineficaz.



Então a solução está na harmonia para manter a paz onde você está. Isto é possível e

fruto do bom senso. Então não tem contrário no tempo. Você tá livre para mudar.

Você obedeceu ao meio, o meio vai ter que lhe deixar. Você já não tem nada a

pagar. Assim pode mudar. É aquilo que lhes falei da compreensão. Isto não é só fruto de

uma mesa de oração, mas é benção na vida do irmão. Na compreensão você compreende e

não faz oposição, assim está livre. Não está mais identificado com a luta, com a vontade de

promover a mudança onde em você era que havia discordância (talvez porque estivesse

comendo limão sem gordura). Então o interior é liberado e o exterior pacificado.







Consciência Espiritual



A consciência espiritual é algo que se apresenta na sua realidade de vida. Ela é a



verdade presente. A clareza sempre imanente. Vou explicar no que difere de outras



consciências. Primeiro não há confusão: há nitidez de impressão sobre as coisas da vida.



Segundo há clareza, o ser conhece com clareza a situação. Terceiro a luz da consciência



independe da luz exterior. Quarto ela é única: não há outras impressões, idéias conflitantes,



dúvidas, a verdade é sempre uma só. Quinto ela não é estreita, que de vez em quando



aparece, ou fruto de uma abertura tênue para a luz de Deus: ela se faz presente como o



renascimento de um novo ser para uma nova vida: é mais do que a diferença da internet



fonada para a banda larga, ela se abre na vida, é o renascer na verdade divina. Sexto a



dimensão de verdade é presente mesmo que inconscientemente dissimulada por outrem que



esteja agindo conforme o mundo da ilusão, sem saber dos verdadeiros motivos que o estão



impulsionando àquela manifestação: isto ocorre porque os fundamentos estão postos e são



presentes para o indivíduo que se iluminou, que renasceu, que se autoconheceu na Luz de



Deus. Sétimo o indivíduo já se conhece como espiritual e isto lhe dá outra forma de



inserção no mundo material: a sua vida eterna já está presente.









Graças a Deus.

GUIADO PELA LUZ, ENTRANDO NUM AMBIENTE DE

LUZ

Ambos os aspectos são reconhecidos pela clareza que nele há. No caminho da luz há

energia limpa e isto representa acerto, bom humor, força, vigor. Saiu dele a luz se apaga. E

problemas aparecem. Entrou tudo clareou, sem confusão, sem dúvida, com exatidão. A

vacilação representa o meio termo da questão, como um “bebum” em ziguezague.

Consertou, na linha entrou, acertou.



Num ambiente de luz as coisas são claras, os pensamentos bons, objetivos, limpos,

verdadeiros. Não há vacilação. O que pode haver é o indivíduo receber alguma ligação

exterior, e sair para atender. O ambiente de luz não permite perturbação. Se ela houver ele

está sofrendo invasão, e assim haverá mais luz para resolver a questão. Assim o ambiente

de luz é preservado incontaminado.



Krishna foi o Avatar Indiano que desceu à Terra, a exemplo do Cristo, para ajudar a

humanidade em sua redenção. Ele também prometeu voltar assim que a terra estivesse na

precisão. Krishna foi O Conselheiro, O Instrutor, O Mestre que dirigiu a carruagem de

Arjuna, o príncipe guerreiro, na batalha. Assim Ele guiou divinamente seu povo na luta

contra a impermanência, a ilusão, a falsidade, a maldade.



Sim, expulsar obsessões, expulsar a confusão e a escuridão. A dor e a traição.

Expulsar com luz e vigor o mal que adentrar.



Nisto a tradição indiana é sábia. Na Trindade divina o aspecto da destruição, da

morte, é encarado com profundo respeito justiceiro. Assim Shiva é tido como Deus

respeitável e admirado, não é como o diabo (que no ocidente é criação detestável). Falo isto

porque justiceiro dentro do cristianismo é visto como ofício do Arcanjo Miguel, de um

comandante das milícias celestiais, e não como papel da divindade, o Comandante Maior,

no caso o próprio Jesus. Se assim o fosse haveria o Jesus Misericordioso e o Jesus Rigoroso

- o Justiceiro - que é celebrado na prece Católica do Creio em Deus Pai (“ressuscitou, está

sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso de onde virá a julgar os vivos e os

mortos....”).



Note amigos, que mesmo que assim não se diga, que não seja esta a forma explícita,

O Mestre “não foi só misericordioso”, ainda que tudo fizesse por misericórdia (a luz é a

morte da escuridão). Os que resistem na escuridão não reconhecem a qualidade positiva da

iluminação (para os vampiros, por exemplo, a luz cega e queima). O Mestre manifestou na

unidade divina os aspectos de Brahma, Deus Único, e os aspectos de Shiva e Vishnu. Que

são um só, pois configuram a Trindade Divina. Então, “em sua face sempre direita foi

misericordioso e rigoroso”.



Não foi demoníaco conforme alegaram alguns quando Ele expulsou demônios. Ele

apenas clareou a situação, e pôs um basta na confusão. Não há porque uma divindade ser

contra alguém, isto é uma besteira, uma ilusão. Há sim esta representação por quem faz

parte da ilusão, e daí teme a sua própria criação. Diante desta situação é que há tanta

recomendação para aqueles que estão vivendo no mundo da ilusão, em relativa escuridão-

conflito-confusão, cuidarem de coisas boas para não virem se arrepender. É uma

recomendação, encaminhando à salvação. Mas quem está na Luz faz a verdade.



Os soldados quando queriam prender os discípulos de Jesus caíram por Terra. Esta

força, que vem de Deus, não pode ser olvidada. Então, na Grande Casa de Deus, todos têm

sua Habitação, e esta divisão, quando há confusão que precisa ser debelada, ocorre com a

separação do Joio do trigo. É simples, certo e objetivo. Durante um tempo eles se

confundiam, quando eram pequenos, portanto não poderia ser arrancado um sem prejuízo

do outro (a condição outrora de uma pessoa ou de um povo), mas depois o crescimento os

revelou bem desiguais, na condição de serem tratados distintamente nitidamente.



Quem vê o jogo do alto, quem clareia a escuridão, não perde não, porque conhece a

condição. Sabe lidar com qualquer situação porque não tem ilusão. Assim é sempre mais

forte, mais inteligente, mais consciente, e ainda dispõe da faculdade da criação. Isto é o

mesmo que dizer que a inteligência suplanta a força bruta, que o homem reina entre os

animais.



Quem não conhece isto tem de reconhecer sua situação e pedir luz para clarear a

questão. Humildade, mansidão, renúncia são caminhos necessários de acordo com a

condição para sair da ilusão. A espada guerreira eu recomendo para quem tem fé na luz de

Deus, e sabe que com ela e por ela está a batalhar.



A Luz de Deus é algo que está no ar a felicitar, e não há saúde maior que estar nela.

Nela se faz qualquer coisa sem prejuízo ou engano. Por isto a Ela é que se deve clamar,

celebrar, e com Ela se deve andar. A luz repele a escuridão.



Há muitos anos atrás, quando na Casa de Oração tocou uma música que falava

“Foram os Judeus”, referindo-se aos que mataram Jesus, muitos estiveram a lamentar e a

reclamar (criticaram o hino, “que culpava”, havendo aqueles que chegaram a sair da sala de

oração). Isto, na linguagem de hoje seria como dizer: “foram os cristãos”. Sede zelosos no

criticar, pois é bom caminho respeitar. Jesus não se formou em sinagogas (templos

judaicos), ou seja, não percorreu o caminho oficial dos religiosos de sua nação.



A Luz de Deus é a condição, o ambiente e o caminho no qual todos devem estar.

Quem não conhece isto tem de estar humilde para alcançar. A época é de amar e se

iluminar. Graças a Deus.







O CAMINHO QUE RECOMENDO

Além de todas as experiências que vos tenho reportado nesta obra, aqui vou

assinalar um caminho claro do que fazer para “crescer verdadeiramente em Deus”. Este é

caminho que não tem contradição, e nem frustração. É um caminho de Iluminação.

. O caminho tem de ser ecológico, social e ambiental. Ir muito além do seu meio ambiente

traz desequilíbrios freqüentes, e isto pode ser horroroso. Então isto significa cuidar bem de

si mesmo, dos próximos, do seu habitat de moradia e trabalho e do caminho.





. O amor tem de ser celebrado. É um alimento que tem de ser preparado para consumo

periódico. O nível de amor comum, hoje existente na sociedade, ainda é pequeno. A

sociedade ainda vive mais limitada por códigos éticos do que pelo livre exercício da vida

como expressão do amor. Então esta “radiação que emana do peito” precisa ser estimulada

de forma especial para que possa ser vivenciada e compartilhada com as demais pessoas

também no trato comum.



. O homem deve buscar polir sua conduta. Conhecer a verdade de seu pensar, ser amigo

íntimo dele, ser um com ele. Assim no falar e no agir. Unidade e verdade nesta Trindade:

pensar, falar, agir.



. Não mentir. Cultivar sempre a verdade. Banir de sua existência esta porta do mundo da

ilusão. Ser claro e preciso.



. Buscar concentrar no seu objetivo. Atenção contínua e concentrada é caminho da mente

firmada.



. Não abusar dos mais fracos. Quando tiver de ser rigoroso com mais fracos faça isto como

quem não goza com o feito, pedindo a Deus que o livre de novos pesadelos.



. Seja simples e puro de coração. Esta é a tua essência. Por mais inteligente que você seja,

assim é a verdade.



. Procure um Mestre, uma pessoa ilibada, gabaritada, para lhe guiar. Seja no que for que

estiver a fazer é importante ser com alguém que você possa admirar e confiar. Que seja

assim o ministério, sincero.



. Tenha consciência do que elege para seu cotidiano de forma a não ser vulgar, ou seja, não

consuma porcarias que venham a lhe emporcalhar manchando seu brilho existencial. Não

seja condescendente com o que é mal. Continue sempre especial. Assim leia, veja,

freqüente de acordo com seu objetivo, caminhe com consciência de intenção. Assim

quando for meditar ou deitar não terá nada a resolver. A mente permanecerá limpa, clara,

pura, firmada.



. Faça a caridade de acordo com tua condição. É sua a administração. Não faça a caridade

da ilusão alimentando algo ou situação com a qual você não concorda. Invista sempre com

fé e corretamente.



. Lembre do quanto é sagrada a alimentação. Procure uma boa ingestão, de acordo com o

tempo, e uma precisa mastigação. Não só que está fora de ti e será integrado é importante,

mas também a forma como o fará.

. O sexo se dá de acordo com tua dinâmica de vida e missão. Não faça sexo que te leve à

exaustão. Faça o sexo que lhe for concernente à saúde.



. Ouça com atenção não só as coisas que vos falam mas os sons da natureza. Se eles lhe

chegam é porque estão em relação consigo, tem significado. Aprenda a ler as informações

dos sentidos com a consciência divina que tudo alcança. Assim tenha a consciência da

verdade em cada sentido.



. Cultive o bom humor. Ele é a saúde da alma.



. Ao deitar e ao se levantar sinta-se sempre tendo a presença de Deus em sua essência. Tudo

o que possa estar passando por seu pensamento, ou que possa estar sentindo em relação ao

seu corpo é apenas superficial diante de seu fundamento divino sempre presente.



. Procure conhecer quando cansaço ou sono lhe chegarem, procure saber ao que está

relacionado, e resolva. Assim a consciência vai se mantendo cada vez mais desperta e

administrando por tempo integral a sua vida.



. Adote a política do sim. É uma forma de viver em acordo e encontrar o tempo da bem-

aventurança universal. Assim, o que for não, é sim para outra coisa ao qual você está

privilegiando. Então há sempre um sim que antecede ao não. Sim.



. Esteja disponível aos seus próximos. Não permita que a mente venha a consumir seu

tempo tornando-o indisponível aos que lhes são presentes. Esteja presente e seja presente.



. Procure manter a coluna reta, erguida, mas não forçada, rígida. A coluna dobrada,

arqueada, é sinal de problema de postura na caminhada. Procure a sintonia que eleva sua

coluna, e viva nela, feliz



. Seja belo. A beleza agrada a si e ao universo. Cultive-se assim: limpo, belo, elegante e

natural.



. Ouça o tom de sua voz. Procure a afinação, a altura e a impostação para uma boa

comunicação. Assim falando, assim cantando.



. Seja gentil e atencioso em seu comportamento para com as pessoas e no uso das coisas.

Seja assim ao cumprimentar, ao passar algo a alguém e ao fechar portas.



. Ao lembrar de alguém, ou de alguma situação, procure verificar o que ocorre. Assim abre

a porta do fundamento do pensamento e da telepatia. O aprendizado é natural.



. Leia na essência o que está sendo dito na aparência. Aprenda a decodificar o que se passa

com a realidade da vida, de acordo com seu pensar, com sua consciência. Aprenda a não

pensar, a despertar a consciência que não pensa para ser ou conhecer.



. Seja feliz.

MAIS RECOMENDAÇÕES DO CAMINHO

. Utilize as portas que você conheceu para alçar a dimensão espiritual mais elevada. Assim

as práticas ascéticas, caminhos desta estrada. Então desde a leitura de uma obra espiritual,

até o canto, postura iogue, dança, contemplação, oração, terço, etc., todos o remetem ao

caminho da luz e devem ser utilizados como técnicas, ferramentas, códigos de acesso,

banho, limpeza, elevação e encontro da consciência purificada, iluminada.



. Se você não se aprofundou em nenhum destes caminhos, não é um iniciado cósmico,

procure-o na fonte que o celebra. A escola ascética, a escola religiosa, não só fornece a

técnica ritual, o compartilhar do ritual, mas tem um ambiente especial e pessoas preparadas

para ajuda-lo. São profissionais na área, vivem sob este servir.



. Aproxime-se de ambientes elevados ou purificados caso tenha necessidade de se recuperar

ou tratar. Mas caso você tenha consciência de ser um missionário, não se preocupe pois

Deus manda esta ajuda a você, no seu caminho, como e no local que só a graça saberá. A

graça é a grande amiga dos missionários, é infinita e tem recursos infinitos.



. Não se endivide, a não ser por força da condição de sua missão. As dívidas são

compromissos que se não saldados trazem infortúnios e penalidades. As leis de sujeição do

mercado não possuem as mesmas bases misericordiosas do amor onde tudo é explicado.

Assim, haja santidade para que não haja brecha para que você não seja alcançado ou ainda

advogados (carnais e espirituais) que defendem vosso direito humano ou justiceiros que

mostram ao cobrador alheio suas faltas como forma de dizer aos cobradores: vão perder

muito se não agirem com misericórdia (porque aos missionários Deus traz a solução e a

libertação, mas para os rebeldes não).



. Respeite o que é, onde se encontra, o que faz, como se apresenta, e ame. E haja. E viva. E

transforme. E mantenha. E seja.







A FORMA E A CONSCIÊNCIA

O seu corpo possui a distribuição que lhe representa, que representa vossa

personalidade. Assim ser gordo ou magro está relacionado a isto. As gordurinhas

localizadas ou as partes magrinhas idem. Tudo vai de acordo com tua aceitação, com tua

permissão. Isto vale para a saúde.



Este fato está acobertado no inconsciente da maioria das pessoas. Inconsciente

pessoal e inconsciente cultural. Vide que mesmo o que é genético pode ser alterado com a

ampliação da consciência. Na realidade o programa do corpo pode ser alterado pela

consciência superior que passa a comanda-lo. Então as tendências que o programavam

recebem outro tratamento. Assim, mesmo o biótipo genético pode ser alterado. A

consciência dá a forma. Então doenças hereditárias não molestam, vícios comportamentais

não contaminam.



Mas só vive isto, só alcança isto, aquele que atinge a consciência superior. Outros

podem ser modelados segundo uma disciplina imposta por um agente exterior. O médico

muitas vezes faz isto. Ele corta hábitos, edita dietas, prescreve remédios. Então há uma

ruptura com as tendências, sejam elas de cunho genético (família de gordos por exemplo),

seja ela adquirida no curso da vida do sujeito.



Mas estudando melhor o significado do corpo compreender-se-á quais atitudes são

propiciatórias ao acúmulo ou à magreza de cada parte do corpo. No geral os magros são

seletivos e os gordos receptivos. Os magros são hiperdinâmicos e os gordos mais

sedentários. O inverso, quando ocorre, é resultado de anomalias em alguma área específica:

o gordo tem compulsão por algum setor específico e o magro é deprimido.



Assim cada parte de seu corpo conta uma história que pode ser conhecida pela

atenção na hora da alimentação ou pela observação da parte em questão. Na hora da

alimentação pois há um caminho em questão; de onde vem o apetite, “a carência”. Os

iogues, os santos, quando jejuavam ou é porque estavam equilibrados, sem fome, ou porque

diziam não aos desejos da carne, as carências manifestas pelo corpo, pela corrente ao qual

estava conectado comungando. Eis a ciência da alimentação.



Mas quanto a história da consciência ir além da programação genética é fático, mas

não natural no sentido mundano do termo, mas sobretudo divino pois advém da graça, da

benção divina, ou da própria consciência num estado bem elevado.



Na espiritualidade falam destas coisas chamando-as de Karma. Karma são as

heranças de cada um, comumente chamadas de dívidas e cientificamente chamada doenças

de origem genética. Mas a ciência sabe que além da probabilidade tais doenças podem não

se manifestar. No hinário que cantei na Casa de Oração tem um trecho musical que diz:

“Filhos honrai vossos pais, Filhas honrai vossas mães, Pais não planteis tantos ais, Para

futuras gerações... “. Ora isto é um designativo natural da semeadura de cada um para com

seus semelhantes, em especial familiares e descendentes. Se isto é facilmente visível em

termos sociais, porque não o sê-lo também em termos materiais como uma programação

genética. Sim, os povos trazem isto, as pessoas idem. Há Karmas individuais e coletivos,

tanto quanto se fala num estado evolutivo até de uma civilização.



Então a ciência divina, a consciência, não é a negação da matéria, mas sua

compreensão e superação. Não sois mais criaturas, mas criadores, Filhos de Deus. Mas

nisto cabe o amor senão seria um império divino da dor. Eis a porta da fé que leva ao

Salvador, ao Eterno, ao Paraíso. Que liberta do Sansara da Vida (ciclo de nascimentos e

mortes). O Tesouro imperecível é a consciência eterna, paraíso inamovível. Divino.



Então não é ir contra a natureza, mas viver com sabedoria diante dela. Seguir a luz é

seguir a redenção, ainda que portas da escuridão, da ilusão, se vos apresentem no caminho.

Por isto Vida é isto, ainda que possam existir outros cursos culturais até valorizados como

ideais. Este é o Bem Maior que modela o Corpo conforme Sua Graça.



Dois escravos são seus cobradores respectivos. Assim lutam e se digladiam. Já

pensou se descobrirem o perdão mútuo que festa? Quem cobra é a ilusão de vida de cada

irmão, ilusão ao qual na maioria das vezes ele nem tem consciência, pois a tomou como um

dado da vida. Então a perpetua sem cabeça, como realidade exterior imposta pela vida. A

Lei do Karma eu já falei que tem saída.



Então é isto. Esta é a saída. Revolução cultural, atitudinal, com base em cada um, no

amor de cada um. Assim a forma é perfeita, a vida é perfeita, a ciência é exata. A riqueza se

dilata: sentir a vida em sua infinita dimensão é sem comparação, igual tem não, mas do

mesmo jeito é a pequenez de cada insignificância, é única. Assim é o infinito e eterno

presente de quem ama.







A MORTE

O que é a morte sem o sentimento senão uma simples passagem, uma parte do

caminho, uma porta da existência ao qual se cruza? O que virá depois depende de você, de

sua consciência. Já vos falei dos efeitos da decomposição, de sentir um mundo sendo

consumido em aflição, e de um paraíso no Reino da Iluminação. Onde andará seu ser é

fruto da consciência. Já vos falei do Bardo; espíritas já escreveram sobre A Vida Após a

Morte. Certo é que sei que poucos homens declararam saber de sua continuidade no além,

poucos atingiram esta maturidade, ao menos declaradamente. E que se tal se tornasse uma

verdade freqüente, mudaria consubstancialmente a realidade presente, pois a perspectiva de

vida diante da realidade presente seria diferente.



Há os que agem assim pela fé. Mas para a maioria “o que você faria hoje se

soubesse que amanhã morreria” traz novidades, e traria ainda muitas mudanças se

soubessem, se vissem, se sentissem a dimensão transcendental da vida humana. A

ansiedade é uma das pragas naturais da vida humana. A ignorância outra.



Mas só se crê de acordo com a condição. Fora dela não se ouve nem se vê. Por isto é

que aquele que atingiu a Compreensão não se turba diante da ilusão. Ele compreende a

condição de cada um. A verdade é criada a partir de cada um, ainda que tenha seu

componente coletivo, a consciência coletiva, a cultura (e o inconsciente latente que gere

mecanicamente ainda que a razão não acuse).



Mas voltando à morte, ela só se dissolve diante da consciência. Pois a consciência é

o encontro com a essência. Só ele é transcendente. Se eu não voltar não existe pois ele é um

só, e o que é um não tem talvez, é sempre o da vez. É Um. E cada coisa se vive assim. Sem

ansiedade não tem a dúvida do porvir. Assim não há receio.

Ninguém chora pelas unhas que corta. Não há dor. Um iogue (santo) que diz, isto

não é meu, não se identifica e não sente aquele aspecto da vida. Assim se dá com a morte

diante da consciência imperecível. Ela ama mas não é apegada, vê apenas o caminho.



Assim deve ser a árvore para com relação às suas folhas. Elas morrem a cada

estação (no outono). As folhas adubam o solo, e novas folhas hão de nascer e a vida

continua a se desenvolver. Assim a natureza caminha.



Mas quem sofre com a perda das folhas não sofre pela árvore, mas pelo seu coração.

A identidade de perda e dor está nesta questão. Então ele reflete esta emoção. Vejam que é

isto que chamam de ilusão. Estar neste sentir. Tudo é para a Glória de Deus é a fé do

iluminado. Mas parece um preço caro para quem, não é iluminado. Não reside na

consciência da vida eterna. Então não sabe o que há, nem para onde vai, e teme porque tem

mácula no coração.



Se a consciência não penetra a seara da dor, o homem não a sente. Ninguém chora

ou ressente simplesmente por estarem reformando sua casa. Também o anestesiado não se

ressente se a dor não lhe é presente. A dor de um membro perdido só se sente na lembrança

se a lembrança for traumática, pois se for feliz a recordação assim o será. Vejam então que

os sentimentos residem na consciência. É uma decodificação da vida. Mas o mesmo ato

material não tem apenas um caminho consciencial para todas as consciências pois

dependem de onde estão inseridas, no que crêem, onde estão ligadas e como concebem a

vida. A consciência iluminada não para para nada. Não olha para trás não quer dizer que

não possa recordar ou voltar a passar por algum caminho, mas sim é que está consciente,

presente, e sabe que a circunstância é diferente. Diferente como o rio nunca é igual, pois as

águas passadas já se foram, apenas a forma é parecida, mas a água se renova e corre sem

parar. Então a consciência enxerga o rio vivo a cada momento, e na recordação enxerga ele

como na televisão (não é mais material apenas virtual).



Algumas raças celebram a morte como um renascimento. E sempre para melhor.

Crêem na evolução.



Tudo tudo é verdade no Reino da Criação, depende da sua condição. Depende de

Sua Consciência. A Grande Casa de Deus tem muitas, muitas Habitações.







O MEIO AMBIENTE DA CRIAÇÃO

Eu Sou Filho de Deus. Sois vós filhos de deus na medida em que anda vossa

consciência. Assim espelha vossa criação. Então a realidade criada é distinta a partir das

consciências. Um ser cria uma realidade especial para si, e a pode expandir.



Quem tem consciência do divino cria realidades especiais, luminosas, amorosas.

Quem não o tem cria de acordo com seu embaraço, isto é tácito, pois assim é a vida de

quem está emaranhado. Esta é a diferença, que possui gradações entre um iluminado, um

cristo, e um comum, fruto da Cultura de Maia, da cultura do Mundo de Vidas e Mortes (o

iluminado ainda que “morra”, não morre, pois sua consciência permanece lúcida, Ele Vivo

apenas se despe, e se quiser, troca de roupa). O outro também não “morre”, mas é como se

fosse, pois a consciência que tem de si é a de um louco que não domina suas faculdades,

não sabe para onde ir nem quem é, nem onde está, assim podendo enfrentar os infernos que

os estão a tragar (quem não tem domínio sobre si vai aonde a loucura o levar, por isto falam

que ao menos segure no coração). O louco, enfermo consciencial, vai enfrentar o caos de

todas suas ligações danosas, seu corpo relacional doentio. O que tem fé e mesmo o

relativamente sadio preparam seu paraíso no além, “compram” seu lote no céu. Vejam o

mundo com planos de saúde, seguros, aposentadorias, poupança, tesouro na Suiça. No pós

também há estas e outras coisas que lhe garantem o futuro da vida. Mas só investe no

invisível quem o enxerga como vidente ou tem fé no transcendente. A vida é isto, e por isto

o coração e a consciência (inteligência e demais faculdades chamadas superiores) sempre

foram as virtudes mais valorizadas. São as que distinguem humanos de animais, Filhos de

Deus de mortais.



Os que tem visão curta são como animais loucos: vivem na selvageria, matam e

morrem como o natural da cadeia alimentar ao qual pertencem. E vai fazer o que quando

não aprendeu, não despertou e a cabeça não alcança o Universo Divino de Luz e Vida

Eterna, quando o coração não se afeiçoou por este mister de cultivo na Terra? Vai viver

conforme os instintos até firmar a cabeça na luz e ascender. “Misericórdia Meu Pai, eu não

quero mais descer!”. Esta é uma expressão daquele que sobe e vê.



Mas se tudo é de Deus, tudo é perfeito em essência. Sim, mas criaram campos de

dissidência, de desordem, de maledicência. A rebeldia e a desobediência à luz divina foram

criadas, experimentadas e alimentadas como uma forma de existência, e daí foram

nascendo os “reinos fora do paraíso”, tantos quanto a criação pode alçar. São inúmeros, em

muitas gradações (por isto falam de alto astral e baixo astral – Reinos Encantados e

Umbral).



E o homem, filho de deus em essência, é um criador, ainda que sem consciência

fique apenas como um copiador pouco inovador, limitado por sua ignorância. Mas há os

que são maiores, mais “inteligentes”, mas ainda presos por alguma maldade, mesquinharia,

egoísmo, falsidade, medo, insegurança ou outra qualquer crueldade, doença, criam

realidades provisórias, realidades que um dia hão de perecer. Um Reino Totalitário, como

aquele que proclamou Hitler querer construir, foi a promessa de construção de um paraíso

de perfeição (eliminando as raças impuras). E cresceu, se desenvolveu, foi notável, e deu no

que deu. O comunismo Stalinista também dizimou muitos no campo, milhões que não

aceitavam o novo regime estatal ditatorial. A União Soviética hoje se dissolveu e muitas

liberdades usurpadas foram reconquistadas. Os países capitalistas hoje cada vez mais tem

no Estado a Tutela Social dos Necessitados



Há civilizações que foram formadas com mais coração, menos fogo. Assim a

história conta sobre os bons governantes, sobre os povos que prosperaram. Então há

Primeiro Mundo, Segundo Mundo, Terceiro Mundo etc. Esta é uma classificação da nossa

realidade atual (material).

Mas o ideal cristão ainda não foi conquistado, mas ainda é celebrado por uma

sociedade especial ainda distinta do poder temporal. O legado que Cristo deixou foi Seu

Testemunho Vivo de que há um Reino Celestial, Um Paraíso De Amor e Verdades Eternas.

Este é o local de chegada. Este é o objetivo final de todos que tem consciência de quanto é

importante esta caminhada (Ah, a Paz de viver sem temer, sem duvidar, sem desconhecer).



Ora, a questão da liberdade e da igualdade foi assoberbada com a vaidade. Vide que

mesmo no Reino celestial há gradações (há anjos e arcanjos, serafins e querubins,

potestades e santidades...). Não tem de ser todos iguais. Não tem de ser todos homens ou

mulheres, velhos ou crianças, mas todos tem seu espaço, tem seu tempo. A criança quando

bota a boca no trombone que quer ser grande, e tem rebeldia, geralmente aprende

apanhando. O velho assanhado pode ser ridicularizado. A mulher-homem e o homem-

mulher é trem meio desconjuntado. Mas todos tem seu espaço e sua beleza natural.



Faz tempo que o rebelde tenta subir no céu e não consegue: sempre cai. Porque a

condição natural para progredir é outra. A ciência da verdade é outra. Vede o que os

grandes místicos vos alertam sobre a materialidade e a espiritualidade. Os materialistas

pouco falam sobre a espiritualidade, geralmente a recusam, porque não a conhecem, não

dão conta de versar e estar conforme ela. Mas os espiritualistas o fazem porque viveram

todos os aspectos: o material e o espiritual.



Então direito sim, justiça sim, mas prudência para não assoberbarem a excelência. O

excelente vulgarizado se esgota, perde o brilho. A musa comida por todos acaba como puta

fodida e esquecida. Assim há grandes cidades que enriqueceram, cresceram, sofreram

êxodo e deixaram de ser especiais. Ruim para os que ficaram, pior para os que chegaram.

Então Ordem, Progresso, Amor e Luz é o Tema que nos conduz.







AZUL, VERMELHO, A VERDADE

O azul comumente representa a espiritualidade e o vermelho a materialidade.

Por vezes são postos como forças antagônicas, representando o céu e o inferno, a posição e

a oposição. Por outras são vistos como símbolo do amor mais intenso e do congelamento.



Na realidade é na harmonia que o disco das sete cores emite a Luz Branca, e o

Branco simboliza a Paz Absoluta, O Paraíso Inconteste.



Não vou aqui dissertar sobre o negro, apenas dizer que ele é a cor de absorção da

Luz. O negro brilhante é outra história.



Os templos inseridos no corpo humano, os chacras ou sete igrejas ou candelabros,

centros de energia cósmica sutil, são comumente representados por cores. A básica, do

início da coluna é a vermelha. As dos planos superiores é azulada, até chegar ao branco.

Na cabala, seguindo a mesma lógica, só que agora se referindo à simbologia da

árvore da vida, no plano básico, correspondente ao vermelho, estão as coisas básicas do

corpo, suas necessidades referentes à materialidade. Superado isto se entra na consciência

astral, e por último, também esta resolvida, se chega ao Plano da Criação (Um Plano divino

por excelência).



É comum que as pessoas vivam estes diversos planos em diversas situações. Assim

vai resolvendo suas questões em cada plano da existência. Assim desce e sobe como um

ioiô. Se for no equilíbrio caminha pelo meio, senão pula de galho em galho por ambos os

lados da árvore. Esta é a verdade.



Até aqui não existem problemas, pois há dinâmica e fluidez, movimento gracioso de

vida, ainda que não paradisíaco, ainda que não conforme o êxtase proporcionado pelo gozo

de estar iluminado. O iluminado anda em equilíbrio como uma fonte de luz acesa, luz

branca com as qualidades que vos revelei.



A dificuldade começa quando ocorre vícios, como por exemplo a gíria diz “o

indivíduo está andando no vermelho”, referindo-se a estar com problemas. Ou está

congelado, fora da realidade, quando as pessoas deixam de cumprir seus compromissos

terrestres e ficam imersos na espiritualidade adoecendo e morrendo (vício do azul).



Vermelho e azul fazem parte da vida, fazem parte do corpo, devem ser

harmonizados. O cu e a cabeça são criações divinas.



Na minha experiência posso vos assegurar o seguinte: do alto se vê mais amplo.

Aquele que conseguiu subir teve de passar pelo básico, veio da terra. Isto não quer dizer

que o de baixo não pode senti-lo, conhece-lo de alguma forma, mas a forma é instintiva,

“grosseira”. Os planos espirituais, conforme se eleva, são planos de muita energia, mas

“refinadas”, elas perspassam as demais, então são como a energia que é invisível aos olhos

do homem que não é clarividente.



Por isto os místicos falam em despertar, renascer como espiritual, ver o invisível.

Outro plano de vida, outra realidade acontece.



Mas quem está apegado ao Plano Material não enobrece. Fica preso. Não sobe e não

conhece. Eis porque os espiritualistas não são político-materialistas. Porque não podem

recomendar o caminho da ilusão aos irmãos. Eles sabem que sem amor não há solução, não

há evolução, não há elevação.



Por isto primam pela paz, e que o irmão suba em, equilíbrio, observando o que é

dele e o que Deus lhe dá, para que não caia em soberba e falsidade. Esta é a chave. “Deus”

dá tudo, mas o que me refiro é o caminho cristão, o caminho da libertação do inferno da

contradição, do mundo dual das vidas e mortes. O caminho único é vida eterna. Mas na

caminhada tem estágios.



Na espiritualidade aquilo que não foi ganho em verdade é visto de forma

contaminada. O que a ilusão mostra como branco é cinza, e o negro pode ser branquinho,

clarinho. Até a cachaça pode ser o vinho mais fino. Quantas estruturas eu já vi como Jesus

falou, sendo carcomidas por parasitas, completamente infestadas por pragas, e

aparentemente tinham a beleza, eram “um luxo”.



Na verdade os olhos espirituais revelam o sutil, como aquilo está no relacional das

energias finas, invisíveis aos olhos comuns, grosseiros, que não vêem a luz espiritual, que

não enxergam o mundo espiritual. Na realidade isto significa que no tempo aquilo há de

ruir, há de apodrecer, há de cair, pois está contaminado, o caminho que está sendo

celebrado não é bom.



Outro dia vi um estudo na televisão acerca dos corpos em putrefação. Meu Deus do

Céu, que horror. O corpo expondo as expressões de morte com as quais estava relacionado,

verdadeiros monstros se revelando, tragédias esculpidas no corpo humano em plena

decomposição. As distorções são dignas de pleno terror em cores e formas dantescas.



Imagine perder o controle de seu corpo: por doença, decrepitude, acidente, e ficar

vivendo dores sem ter como proceder, apodrecendo e inchando sem ter como deter. Isto é

um caos. O sujeito tem de renascer, tem de sair do Bardo e reencontrar a Divina Luz.



Eu sou flamenguista de coração ( preto e vermelho, ainda que meu time original seja

o América, branco e vermelho, por admiração a meu avô) e adoro fudê, mas quero tudo

bonitinho sem ilusão. Não quero viver dramas tipo “Atração Fatal” (filme onde o cara tem

um caso extraconjugal cuja amante leva horror à sua família) por mero tesão. A cabeça não

me permite esta condição. A vida poderia ser simples e descomplicada, mas há caminhos

onde se deve ter prudência ao passar.



Um soberbo fala: eu quero e vou passar, mas se não der conta de nadar vai se

afogar. Aquele que aprendeu passa com segurança. Outro pede as providências da Bem-

Aventurança. Há coisas que não adianta brigar nem lamentar, elas são assim e devem ser

conhecidas como tais. Aquele que quer enriquecer sem aval está arriscado a se dar mal.

Constrói o chamado Castelo de Ilusões ou Torre de Babel.



Então a receita é crescer em equilíbrio, sem confusões. O mundo tem leis, um monte

de prisões. Não há prisão para quem está em Jesus. Há apenas vida, missão. A consciência

mantém a libertação. Quem está na luz, e não cai, não sente as dores da ilusão. Ele se torna

pura consciência e clarividência, e se for da vontade do Pai, em sua obediência, ele

manifesta força autêntica. Não há quem possa contra a força da verdade.



“Se Pedro tão grande ao mestre negou, nós tão pequeninos firmemos no amor”

ensinamento de hino ao qual acrescento: e na humildade, porque só assim se pode entender

Pedro com caridade, e a si mesmo quando se falta com a verdade por estratégia de

sobrevivência, para manutenção de uma vida com brilho menor.



Não pensem que falo das aparências, pois há azuis que são vermelhos e vice-versa.

Outra coisa, quem não despertou sua consciência espiritual vive outra realidade marginal,

não tem dimensão, sua consciência não alcança a sacralidade da vida, muito menos as

riquezas infindáveis do universo espiritual. Estão submersos nas águas poluídas da vida:

sua realidade palpável, constatável, enxergável, o “real”.



Real pobre é uma merda. Real tem de ser rico. Por isto eu sou feliz. Pago minhas

contas em dia e vivo de cabeça tranqüila. Faço minha fezinha, tomo minha branquinha.

Agora se pintou um problema tenho de resolver para nenhuma dor de cabeça acontecer. E

se me endividar sei que na prisão começo a chegar. Mais leis estarão a me regular e cheias

de penalidades, multas, juros se eu me atrasar. Este é o sistema. Eu não quero nem me

revoltar. Quero é estar fora e saber usar se precisar. E se me prenderem saber me libertar.



Uma vez fiz um curso com um sujeito que defendia que a pobreza era uma

condenação. Sujeito esperto, dos olhos azuis, mestrado. Na noite que fiz o curso me senti

bem e comi feito um condenado: passei a noite imerso num oceano azul em estado de

inércia, meio que acordado, mas parado. A idéia do sujeito era de que a pobreza era uma

prisão onde todos aqueles que aprendiam a lição se libertavam. Então ele ensina a

descondicionar dos pensamentos, julgamentos, palavras e procedimentos mesquinhos que

ligavam a riqueza à sujeira, avareza ou vileza.



A moral era de que o homem como criador tinha de ter a riqueza interior de se

relacionar com o dinheiro, com a riqueza material, sem condená-la, sem relacioná-la a nada

ruim. Assim estaria apto a enricar sem se apegar, a ser abundante sem se contrariar.



O indivíduo que critica muito, poupa muito, mesquinhamente, mesmo “rico” é

avarento, ou seja, não goza da abundância da vida. Assim pode ser um pobretão ou um

milionário, mas é avaro consigo mesmo, todo limitado. Está preso.



Sacralizar a grana. Deixar fluir a moeda corrente espargindo luz por toda gente.

Saber ser prudente. Meditar, manter a alegria de cada presente, dizer não quando o sente.

Ver a riqueza com bons olhos, com respeito ao espelho da natureza. Em verdade vos digo

que quem consegue ver beleza na riqueza alheia possui grande riqueza interior, e desfruta

de toda riqueza como sendo um presente de Deus para sua vida, instante, cenário, deguste,

usufruto ou qualquer outra manifestação pela qual ela lhe chegar. Assim não serás visto

como um ladrão que espreita e ambiciona, que condena e sofre com a riqueza alheia. Serás

visto, e realmente serás digno do desfrute daquela “mesa” de fartura e beleza.



Por isto novamente vos falo que é a consciência que põe a mesa. A vida é um fruto

consciencial, ainda que determinantes sociais possam estatisticamente ter indicadores que

revelem mazelas sociais ou mascarem realidades existenciais.



Eu nasci numa classe média pobre. Nunca tivemos casa própria ou carro na porta.

Mas lembro sempre do brilho dos olhos de minha vó quando falava “eu gosto da vida, eu

gosto de viver”, e falava isto com vibração, e era tanto brilho que seus olhos verdes

cintilavam na expressão.



Então esta dissertação tem a intenção de vos dizer que riqueza e pobreza é fruto da

consciência do ser. Ele é quem põe a mesa. Aqueles que são felizes de coração tem Jesus na

sua expressão. Estão bem encaminhados e viverão na paz do coração. A espiritualidade não

pode ser fruto da vaidade porque joga a vida fora. Tem de ser fruto mais autêntico a

irromper do seio do irmão: só assim ela pode ser obtida com a devoção.



Os dons são muitos, cada um na sua condição. Tem igreja em toda gradação (em

todas as cores). As igrejas mansas não servem ao que precisa de repreensão. Este criou “ou

está” numa realidade que precisa de força e admoestação. Não há sal na música clássica ou

devocional que sacie o apetite de quem tem “fome do mundo”. E para aqueles que são

puros de coração a reprimenda é algo rude e fora de questão, pois não contempla seu

universo de vida.



O justiceiro e o misericordioso têm seus locais de ação, seus templos de celebração.

Cada um está resolvendo uma questão, e o que se espera é que quando se encontrem haja

solução, equilíbrio, união.



O azul e o vermelho têm de se comporem para dar o branco, para ganharem a

harmonia da Paz. Azul e vermelho são cores de todos. Todos a têm e a devem ter em

equilíbrio. É por isto que digo, sai de mim jacaré que esta história de cor dá chulé, é mau

caminho mané. Se você está vivendo numa cor, parabéns, seja feliz, Se noutra, idem e

bidem. Eu nasci em um país, mas sou do mundo, do universo. Amo o meu país e, amo o

mundo, o universo. Não quero, e não vou ser, de um em detrimento do outro. Assim é tudo.

Só assim se ama a família e as famílias, os filhos e os filhos. A cada um a sua verdade que

está na natureza de sua identidade. Isto é tudo.







NO AMOR ESTÁ A COMUNHÃO

A estrutura social moderna é individualista e competitiva em termos de organização

econômica. Nisto não pode estar o amor, que é comunhão. Isto é simples e claro. Então na

dinâmica de vida “normal” o amor está limitado às condições éticas de tratamento e

respeito ao próximo para o bom viver, enquanto não haja interesses conflitantes, aos quais a

dura lei normatiza. Isto é lícito, tem sido factível e é real.



Fora disto o amor é celebrado ou quando há necessidade por crises existenciais, ou

mesmo por problemas de saúde físicos ou mentais que comprometem o meio ambiente

físico ou social (íntimo ou público). Daí a religião é lembrada, Deus é lembrado como

recurso superior, e é evocado, havendo espaço para o amor ser suscitado. Isto ainda é uma

perspectiva, pois há os que no lugar do amor, de celebrar a compaixão e a caridade, a

devoção ao Divino Criador, preferem invocar o Deus da Guerra, e vão celebrar

barbaridades, seus combates.



O que me suscitou discorrer tais linhas é dizer que a consciência amorosa do dia a

dia ainda é pequena e pouco está resolvendo o problema. Os jornais estampam

barbaridades, e todo dia tem gente reclamando e protestando em praças públicas do país,

quando não invadindo, saqueando e se armando. Isto é um claro sinal que todos precisam

rezar, e eu chamo de rezar celebrar o amor. Celebrar só e coletivamente, para aprofundar e

unificar a corrente do amor comunitário, aquela que pega os familiares ou vizinhos e coloca

num corpo só, numa mesma direção, de prosperidade, paz e união.



O individualismo do dia a dia de trabalho tem sido celebrado como obrigação, e

obrigação é penitência que muitos poucos conseguem cumprir com verdadeira devoção e

afetividade. Por isto tem de ter a refeição do amor para compensarem. A refeição do amor,

a celebração do amor, ao qual chamo de oração, é disciplina de correção do coração, que

conserta a vida dos irmãos.



Daí todo resto vai entrando nos eixos, inclusive o trabalho e as relações e situações

diversas. O amor vai aspergindo seu encanto de transformação. Esta celebração é uma ode

consciencial que traz para a vida do sujeito dimensões que estavam esquecidas em meio ao

oceano de amarguras e problemas da vida de cada um. Note que vos indico celebrar o amor

para evoluir, não estou orientando ninguém para ir para alguma religião celebrar a luta, o

combate; estou falando do alimento do amor. Porque força para o combate é o que a

maioria vive buscando para competir, e se associam neste afã de fortalecer para combater,

de ficar mais forte pela união para a guerra vencer. A união que vos falo vem da comunhão

do amor, que traz a pura luz, néctar sublime e sagrado.



A guerra geralmente deixa seqüelas, dívidas, desconfortos e sofrimentos, justiças

parciais que despertam rancores e encomendam novas contendas vingativas. O amor vence

doutra forma, a espada do Cristo transforma as vidas, traz o afeto que resolve, a alegria

verdadeira que une crianças e adultos, e sobretudo a luz da compreensão da vida universal.

Esta luz não é apenas factual, nem meramente corporativa, ela é global e vê a verdade e cria

a verdadeira liberdade pois liberta a consciência-da-existência. Creiam nisto e se curem

pelo amor. Só a razão o torna empobrecedor. Acrescentem o amor. A solução modifica, a

guerra pacifica.



Lembrem que até Satanás foi inteligente. A inteligência fria mata eloqüentemente,

“cheia de razão”, “magra de amor”.



Sê forte, no Amor.



Porque falo, insisto nesta coisa repetitivamente. Porque me aproximo de estados os

quais tenho vontade de brigar, tenho raiva, fico agressivo e explosivo. nestes momentos sou

cheio de razão para a ação dura, e cheio de sentimento de rancor no coração. Só me

lembrando do amor para escapar dos maus atos, pois meu estado de fato é de irritação, e

neste muitos maus pensamentos me acometem, e se embarcar nas ações, mesmo que não

sejam diretas, pois tenho limites muito sérios, faço magias, pois simples atitudes minhas

tem força dada a minha estatura espiritual, a minha mobilização de energias não é a normal

de um ser vulgar. Então cuido mais e aconselho a todos, que mesmo sem consciência do

que fazem, que zelem pelos seus desejos e atos pois o carma e o darma são reais para quem

não vive no amor e não se entregou ao redentor.



Desejem mal a um santo e vão ver se não lhes volta naturalmente o mal. O santo

não morre senão em você que o desejou, e você vai ficar mal, pois vai perder aquela

expressão do amor e santificação que havia em você. Vai entrar no sal e vai encontrar seus

pares do mal.



Então quando estou no azeite do ódio, costumo orientar meu familiares a me deixar

só, a não me enfrentarem ou provocarem pois estou doente, nervoso, e fico a me tratar,

deixando aquela onda passar. Muitas vezes nestas horas tenho vontade de queimar, rasgar,

jogar coisas foras. Procuro meditar sobre a validade destas vontades.



Eu tenho muitas bíblias. Uma delas eu não gostei porque veio de um povo com o

qual me decepcionei. Certo dia, enfrentando um trabalho danado que me perseguia em fogo

e tribulação noite e dia, estava indignado. Aquela corrente não passava e roubava a saúde

de minha casa, ao menos a paz interior. Eu cria que era obra de feitiçaria. Sentia a energia

que me acometia, e a reza não resolvia (levou tempo para mim sanar a questão). Mas em

meio disto, certo dia resolvi tomar umas cachaças, algo que combinava com o que sentia. O

meu estado de comoção foi tão grande que irritado, incendiado, toquei fogo naquela bíblia

que considerava me fora dado sem amor, consideração e respeito verdadeiro a minha

pessoa. Ao chegar para onde prestava trabalho soube que os andares de baixo haviam

incendiado. Não vou dizer que fui eu que provoquei, mas simplesmente estava relacionado.



Não tenho culpa, mas não quero viver neste diapasão quando sei que o amor é tão

bom. Eu não gosto de sair desta situação, de ser roubado desta condição, pois creio que é

cair no mundo da ilusão. Eu disse cair, cair da condição do amor e entrar na dor. A questão

envolvia conflito étnico/racial e disputa por terra a nível nacional num momento de conflito

no campo. O ato de eu queimar a bíblia é provável que tenha sido correspondente ao ato

que praticavam pela forma que celebravam suas lutas políticas. Então, de alguma forma,

quando queimei a bíblia, desci com eles naquela dor. O computador agora me revelou que

teve compaixão no ato, mas não tive consciência que fora por tal, apenas dei vazão àquele

sentimento infernal.



Olha, em verdade, em verdade, eu vos digo, nada que me roube o carinho para

comigo mesmo e meus próximos eu gosto. Mas Deus não mais me deu a forma de lutar

celebrando o amor. Tem me dado a resistência e a graça. A morte e a ressurreição. A dor e

a cura. Esta tem sido minha condição, onde tenho andado aviltado de tanta decepção

comigo mesmo. Mas ele também não permite lamentação. É de pé de novo para nova lição.



Detesto a idéia do masoquismo, mas nele encontro São Paulo quando diz “É na dor

que sou mais forte”. É verdade. Tudo isto é minha vida e realidade. Mas quero mesmo é

celebrar o amor. Quero cantar suas odes em flor, em pura alegria d‟alma. Este é o estado

que quero me encontrar, este é o estado que quero comungar. Na realidade num jardim

Encantado quero morar. E quem pode me culpar por querer o bem? Só o mal que despeita

cobrando pelo social, pelo mundo desigual, e puxa para baixo. É em cima que a fartura é

universal. Então está certo o meu querer e o meu aconselhamento para você. No amor está a

verdadeira resolução da dor, e ele é grau superior. Não puxem para a dor, para que também

não sejam puxados, quando em futuro promissor. Subam para o amor.

A IDENTIDADE DO CORPO

Paulo Apóstolo quando declara ter em seu corpo demônios a fustigar está a falar das

identidades que está a sustentar, identidades relacionais que são percebidas pelo fenômeno

físico. Assim Paulo esteve a comungar em sua jornada missionária. Sentindo em seu corpo

as relações que mantinha com seu meio, com suas igrejas e rebanhos. Isto cessa quando o

indivíduo liga sua consciência em Deus e não mais desce em compaixão. Lembre do que

vos disse sobre a Luz da Compaixão, um amor sofrido. Jesus carregou esta identidade

missionária, por isto sofreu daquela forma na matéria. Quando ressuscitou não havia mais

aquela identidade, missão cumprida. Ajudou, colaborou: se sacrificou. Terminou. O Paraíso

O Chamou.



“Ë morrendo que se vive para a Vida Eterna.” Ensinamento de Francisco de Assis,

da mesma ordem da ressurreição de Cristo. Nascer para a Luz: Renascer espiritualmente em

Deus. Este é o Sendeiro de todos que enxergam e são agraciados com este luzeiro. Alguns

desceram por compaixão para cumprir missão: são os certos da nova libertação.



Já vos disse que ao se aproximar de ambientes elevados espiritualmente é comum se

comungar da clareza em que vivem. Assim também se dá em relação aos caminhos do

conhecimento, da inteligência, da sabedoria. Eles elevam o seu meio à sua condição. Em

termos bem claros a própria expressão das idéias se modifica quando em novos meios se

habita: há uma ponte entre a ignorância e a intelectualidade que é cruzada.



De um lado da ponte se comunga da fartura, de outro se é rico. Do lado da

ignorância se houver amor vai ser fácil ser professor. Se na ignorância não houver amor vai

ter dor.



A Luz clareia a Treva, mas se esta a tenta apagar, ela pode se retirar. A vida é assim,

mágica. Por isto tanto piso e repiso na mesma tecla: renascer para Cristo. O corpo é

disciplinador, A Luz o libertador.



Cristo Redentor O Ensinador.



O CAMINHO A SEGUIR

O caminho a seguir é sintonizar na luz e ampliar a consciência para não ter de voltar

para reparar nem fazer repetência.



O indivíduo fora do caminho reto (consciente) pode se tornar um repetente. Ele

esquece e volta para lembrar. Ele se perde e procura reencontrar. Ele deixa alguma coisa e

volta para pegar. Assim é o caminho de quem está fora da Consciência Divina. Isto sem

falar nos que estão embaraçados, enrolados, e nem sabem se situar. Assim a vida pode

empacada, monótona, ou mesmo mágica e venturosa, mas não é precisa e contínua e nem se

tem clareza de onde vai quando não se tem Deus Pai. “Segura na Mão de Deus e vai”: vai

na fé. Mas pode estar certo que há os que enxergam. Que primaram pelo caminho, e o

encontraram. A mente segue um fluxo contínuo, a consciência presente e intermitente.

Isto pode ser pequeno, ou gigantesco (universal). O importante é ter consciência de

estar na luz (ir ampliando a visão sem preocupação) de acordo com o Caminho Presente.







A MATURIDADE DO CRIADOR

O Ser que atinge a Maturidade Divina se torna Criador de Sua Realidade. Sim, é

Um Deus. Isto não quer dizer que não possam existir outros deuses, outras divindades, mas

nada é fora de sua realidade divina. As realidades parciais são frutos de cosciências

parciais, acidentais. A realidade divina é fruto da consciência divina.



A diferença é que na consciência mundana o universo é imperfeito e sujeito a erros,

é o normal do mundo da ilusão. A consciência divina cria a perfeição. Quem chega neste

nível forma uma nova vida perfeita a partir de si.



A este Deus dá a condição de criar uma Nova Organização. Será O Regente Criador

de Uma Nova Civilização.







FIDELIDADE

“...Na doença ou na tristeza até que a morte os separe.” Este é um trecho da

celebração de casamento no ritual católico. O casal assume o compromisso da união em

qualquer aspecto de suas vidas, e assume no altar, diante de Deus, do que há de mais

sagrado para aqueles que tem fé, ou consciência.



E isto que pode parecer com uma prisão tem uma qualidade fundamental: a vitória

do amor.



A estrutura de mercado, dos negócios de vida, nos instrui a perseguir a melhor

oferta a cada momento. Esta é a estrutura do mercado livre, da livre concorrência, onde

fornecedores disputam compradores. Esta é a lógica de mercado, onde a eficiência encontra

na qualidade-preço uma referência de sucesso. Nesta lógica é normal assim proceder.



Mas no casamento conjugal a história é outra. Há o compromisso da fidelidade

mesmo dentre as dificuldades. Não é lícito sair trocando de cônjuge de acordo com o que

pintar. Juntos o caminho da vida o casal deve trilhar.



O prêmio do casal fiel é maior, diante de Deus, diante da Vida, do que outros

possíveis pelo caminho. O amor interesse, admiração, atração, se torna devoção. Devoção à

alma gêmea, devoção ao Amor.



Neste compromisso a parceria não fica limitada a uma contrapartida de partes

iguais. Este é um ideal de equilíbrio das relações. O que o compromisso faz é criar um laço

existencial que resista às pressões do mundo. Assim pode haver compaixão de um pelo

outro, conforme há com as crianças ou idosos em suas incapacidades.



E uma incapacidade grande pela qual normalmente passam os casais em algum

período de sua vida é a competição entre si. Nas encruzilhadas da vida cada um quer ir para

um lado: um quer mandar e o outro não quer ser mandado. Os ideais de vida são

confrontados. Estar juntos naquilo que é consenso é fácil. Difícil é encontrar o meio termo

quando os caminhos parecem contrários. Mas o casal que persevera consegue, vence a

ilusão da separação. E as bodas virão.



Quando persiste a amizade grande é a demonstração da solidariedade. Esta relação

fraterna é eterna. Assim são os amigos. Dizem que a relação da amizade é aquela em que há

um casamento do coração, ainda que não haja nenhum ritual ou celebração, ou ainda

limitação de gênero. E o que diferencia a amizade do coleguismo é esta qualidade da

fidelidade. O compromisso é do coração.



A amizade fidelidade é celebrada na família, entre os irmãos, e entre estes com pai e

mãe, ascendentes e descendentes, diretos e colaterais. A família é uma célula de amizade e

fidelidade.



Assim é celebrada a vida, que se reproduz pelo casamento, onde é celebrado no altar

este compromisso salutar. Assim são as relações que devem advir entre famílias. Este é um

valor social, de solidariedade existencial.



Quem está na luz anda sempre em comunhão, cheio de amor no coração.







O LABIRINTO E A CONSCIÊNCIA

A vida pode ser como um labirinto, onde você, perdido, fica a experimentar os

caminhos que estão a se apresentar. No Labirinto se busca a saída, pois nele não está a vida

(ele geralmente é uma passagem-prisão).



O tempo de quem não está na consciência é vivido assim, como um tonto rodando

para onde a energia estiver apontando. A cabeça é “fraca”, não tem como se direcionar, e

fica a vaguear, e é como um cego que tem de ter alguém a orientar. Assim a vida fica a

passar ao sabor das ocorrências que na maioria das vezes lhe são exteriores, não dependem

dele (não tem consciência de sua criação – lei de atração, causa e efeito – não vive na

clareza da luz).



Simplesmente o indivíduo do labirinto é uma vítima de sua inconsciência, ou pouca

consciência da Vida. Isto em termos de sentimento geralmente é péssimo, pois ele não se

sente realizado, e quem não é realizado sente que está perdendo tempo com o que faz.

Quem não está satisfeito sente angústia no peito, não está inteiro. É um frustrado,

desanimado, ou ainda um não inteiramente realizado (carrega a sensação que ainda lhe falta

alguma coisa).

O indivíduo iluminado está presente, realizado. Ele está centrado, concentrado.

Então ele goza de si infinitamente, e nada deixa para nenhum dos lados, pois está presente

em cada momento, em cada estado. Não há sensação de perda, no indivíduo que anda

realizado. Não há sensação que está faltando alguma coisa: Ele está inteiro, integrado.



Então ele vê, sabe o que quer, onde quer, e sabe caminhar. O labirinto não vai o

pegar. Ele domina o labirinto. Não se perde nele. A realidade não o tonteia. Ele está firme

nela. Ele cria Ela. Tudo se assenta, está assentado. Ele vê a verdade, anda na verdade,

conhece a verdade.



Vide que na vida há pessoas que andam conforme a moda. A moda amolda sua

cabeça. O indivíduo consciente usa da moda. A única e grande diferença é que ele é sempre

Ele. Ele sai com o cavalo Onde Quer ir, e se quiser levar o cavalo para passear, Ele também

o faz. No final, a diferença, é A Presença.



A firmeza no caminho reto não é como alguns, limitadamente acreditam, apenas o

seguir um caminho posto, mas, sobretudo, manter-se consciente no caminho, presente na

Luz da própria consciência. Isto é palpável em diversos sentidos para quem conhece, isto é

claro para quem está na Luz. Este é o verdadeiro caminho da integridade.



A consciência reta é a do homem que só tem uma palavra. Isto é o seu fundamento.

O resto é excremento, superficialidade, bobagem. Que também termina quando não há mais

utilidade.







A CASA DA FÉ

Conhecer a Luz e estar na Luz é o ideal. Assim a vida do Iluminado, santificado. Este está

em Deus e Nele permanece. Não se confunde nem perece pois é consciente inconteste.



Mas o homem comum, o homem suscetível a quedas, pecados, este merece abraçar

a Fé como Casa erigida em cima do Monte, sobre Pedra, Metal, Cristal. Isto quer dizer ter

bases firmes para não ruir, para não sucumbir.



Isto representa em termos de vida comum estar alicerçado em princípio santos,

dignos, de paz, amor, fraternidade, de virtudes firmes que possibilitem uma vida saudável e

luminosa. Esta é uma segurança palpável no qual o homem procura nortear sua vida, sua

criação. Isto significa que o indivíduo quer ter estes princípios em si, mas também expandi-

los para todos de sua família, amigos, vizinhos, de modo que possa ter paz e segurança no

porvir. Então ele quer se cercar destas qualidades, criar esta realidade, esta comunidade

paradisíaca.



Isto é fruto de maturidade e de êxito na vida. O indivíduo que vive diferente pode

ter êxito pessoal vivendo uma luta individual, mas crescer isto é viver num paraíso ideal.

Então o que me motivou estas linhas foram as bases da religião. O indivíduo que

tem religião tem o que acreditar, seguir, implantar. Os que não tem ficam a vagar, sem

terem no que acreditar, bases firmes da realidade para firmarem sua casa no presente à

eternidade.



Vide que religião é um caminho de religação com a Vida Eterna, de celebração para

a Vida Perfeita, a Vida em Deus, criado para ser praticado aqui na Terra.



Lembrei do sujeito que namora muitas mulheres, cada uma num porto. Este modelo

pode o deixar muito exposto, principalmente se o tesão não tiver muitos limites sociais e

envolver relações extraconjugais. Lembrei do casamento sem o compromisso da fidelidade

que fica frágil quando surgem as intempéries.



Lembro da força do amor e da força sem amor. Como conquistar seu espaço

trazendo felicidade, e o que isto representa quando há crueldade, maldade. Lembro do

significado do agir com ódio no coração, do ser egoísta, de gozar com o infortúnio do

irmão.



Uma casa construída de maneira isolada só pode existir no propósito do homem se

curar, aprender a amar para caminhar, pois a vida é fluir, irradiar, integrar, irmanar, enfim é

livre por onde tiver de ir. E que bom que seja por um caminho de “flores humanas”, onde o

amor encontre um espelho de esplendor.



Por isto a Casa da Fé é uma casa de jardineiros, é uma casa de irmãos que

comungam juntos da mesma expressão. Fazem o que é factível, miram o atingível. A

felicidade é a flor que cuidam com amor. O paraíso virá nas Graças do Nosso Senhor.







A ILUSÃO DO MUNDO

A ilusão do mundo é viver fora do amor. E como há uma realidade exterior,

acreditar que ela justifica isto. Então um mundo de dor e morte é legitimado em função de

um estado encontrado, uma realidade dada pela ancestralidade, pela cultura demoníaca.



A religião retrata muito bem esta questão. Alegoricamente ela dá nome aos atores

do mau que nada são do que na vida real personagens que não se leva para o altar de

oração, a não ser quando se celebra o desamor até na devoção.



Mas acontece. E não tem fim enquanto não há o abandono deste caminho, enquanto

se crê na realidade da dor. Por isto Buda disse ao demônio “Esta Terra é Minha”, Sou Eu o

Criador de Minha Realidade de Amor. Por isto Cristo segurou a espada de Pedro. O espelho

não pode se impor ao Criador, ao original. Ele é apenas uma imagem distorcida, uma

ilusão, algo do temor, do horror, escondido oculto no coração. Limpou acabou. O espelho

vai refletir a imagem do criador.

Mas quando há tanta gente embebida na dor, parece que o espelho aumentou seu

horror. Que nada. É apenas uma ilusão da estrada. Isto muda como um passe de mágica. E

vai pagando tudo: Karma, Darma e o que mais tiver na estrada.



A ilusão geral do mundo termina dentro de você. Vai sanando, e deixando

(abandonando) as brigas, dissabores e ilusões. Com todo mundo, com tudo que tiver em

questão. Esta passa a ser a sua opção, e a realidade de vida, meu irmão.



A Benção Maior silencia o mundo e goza em você. Não adianta o resto, não tem

resto, tudo parte de você. Você é o princípio e o fim, e a realidade goza em você. Eu já falei

isto: não há realidade fora de si. Então é uma administração intermitente e contínua que não

tem fim, Ó Criador. E é um gozo. O Gozo do Amor.



Ah, não há determinantes pré-estabelecidos para isto, estes são apenas

condicionantes reguladores. Há vida em abundância. Em consonância com o meio

ambiente, com o caminho onde você estará sempre presente. A Ilusão do Mundo, acabou. A

Luz Triunfou. A Claridade Chegou. Enfim o Amor Imperou. Eu Sou Krishna, Eu Sou

Buda, Eu Sou Jesus Cristo Redentor. Cheio de Amor.







EQUILÍBRIO DINÂMICO – ESTABILIDADE EMOCIONAL

Sem emoção, sem sentimento, isto parece sem graça. Mas no verdadeiro sentido não

é. É que a estabilidade consciencial emocional fica inserida num patamar contínuo de

exercício, onde variações de emoções costumam não serem cultivadas, ainda que possíveis.



O elã está em ter uma estabilidade de grande energia, para que se possa ter o gozo

do exercício de vida. Fora disto a coisa fica mais restrita. Mas dentro disto, é possível se

viver expressões de sensibilidade sem que isto signifique euforia/apatia. A vibração

permanece clara e equilibrada na ação e no repouso. Variações vibratórias criam outras

realidades de vida. Então, na realidade, a vibração elevada não tem de ser rebaixada para

ser sensível ou delicada. Ela é “Fina Luz”.



Ora, a consciência deve comportar tanto a estabilidade, numa forma de conservação,

de manutenção da vida, como a mudança, numa dinâmica de transformação, de alteração da

vida para frente ou para melhor. Ora, um estado é superado. Todo um horror é evitado

quando se tem consciência do universo em movimento. Há a imortalidade da consciência.



O que não pode haver é medo, pois este cria todo um construto defensivo, e assim

edifica sob a égide do temor. A base, a pedra angular, diz o Mestre, tem que ser o amor.



Sim porque este cria outro patamar de realidade. E a loucura do fim não mais o

invade, pois o amor em si é o único que se dissolve como gozo universal. Então no amor há

um gozo universal, uma expansão infinita, uma outra vida. Nesta entrega a consciência

muda de dimensão, de vibração, ela se expande ao tamanho que for.

Esta energia pode ser intensa e muito suave. Ela é também uma expressão da vida

universal.



No espaço tem lugares de tanto vácuo que não tem absolutamente nada, e há

lugares que planetas são formados por atmosferas correspondentes ao nosso fino ar. Isto é

possível através de interstícios ambientais, pois ainda que uma matéria não ocupe lugar de

outra, no campo subatômico já sabemos que há verdadeiras distâncias e possibilidades entre

orbitais de um mesmo átomo, e entre átomos. Isto propicia realidades perspassando outras,

ou seja, performances distintas a partir de abordagens, campos de interação, distintos (o

homem não ultrapassa a grade mas a luz o faz, o pensamento o faz, a voz o faz). Se ele tiver

consciência de seu corpo como luz ele também o poderá fazer.



A água é maleável e obedece a atração gravitacional com toda fluidez, tomando a

forma que for necessária para continuar seu caminho. E não se machuca e nem tem

características comuns de compressibilidade.



Vibrar no amor é criar uma realidade de amor. Isto se explica pois “a magia” está no

espaço vibratório inerente a tal realidade, que passa a ser revelada e comungada. Eis A

Chave Racional deste que era um Mistério da Criação. Vibrou no Amor abriu a Porta desta

Dimensão de Esplendor. Vide que isto existe desde a paixão até o mais radiante amor de

pura luz.



A construção do amor não tem fim. Porque é de sua natureza a comunhão, a

harmonia universal. É uma questão de princípio. Então Ser A Luz do Amor é Vibrar Na

Luz do Amor. Este É O Paraíso de Jesus Cristo Redentor.







A PARÁBOLA DO SEMEADOR

É sabedoria de vida. Não adianta semente boa em solo inadequado. Não adianta

semente ruim em solo bom. Ou morrem ou dão frutos que não chegam à plenitude. Uma

vida de imperfeições acontece. Então o casamento solo-terreno é essencial para o

aproveitamento ideal. Qualquer outra combinação não chega à plenitude da satisfação. Tem

de haver perfeita adequação.



E isto pode demorar em termos da vida humana. Até que o homem possa acertar seu

caminho, saindo de todas as condições adversas e entrando no seu ideal.



Ora, a parábola do semeador se refere muito mais que à mera religiosidade, a

palavra de Deus enquanto prática religiosa segmentada. Ela se refere à vida com V maior.

Ou seja, ela se refere às oportunidades de vida que te permitam realização, satisfação,

iluminação, a verdadeira felicidade do autêntico cristão. Isto engloba tudo, pois é toda A

Vida do Irmão.



Quantas oportunidades eu não perdi, ao negar ou vacilar, e vi sendo aproveitadas

por irmãos (digo vacilar pois há as oportunidades que são como os fios de cabelo que

passam voando, tem que ter eximiedade para segura-las). Há outras que precisam trabalhar

para conquistar, e enquanto se está pensando, analisando, outro pode estar praticando no

seu lugar. Há ainda a oportunidade que é sua, está reservada, mas há tantos obstáculos na

estrada, que você resolve parar de caminhar e outro tem a concessão de entrar no seu lugar

pois o tempo da reserva não podia esperar mais. E assim por diante há inúmeras chances ou

casos. Todos eles são como roupas que você pode usar.



Se tivesse que acrescentar algo que vi sobre esta parábola apenas acrescentaria a

semente que vem doente, pois está empestada, ou ainda que é semeada em terreno de

vermes e pragas diversas. Ela só sofre pois está exposta à morte. Já aparece contaminada ou

sentenciada à decomposição. Eu já vi isto acontecer em termos de iniciativa de trabalho.

Ver no astral uma coisa linda que logo em seguida os bichos se põe a devorar.



Eu vivi isto quando estive a me endividar. Não só em relação à oportunidade de

trabalho não, em relação à maioria das coisas que poderiam me motivar a ação. Tudo ficava

contaminado, estragado, e não adiantava ir a frente, havia exceção, pois o que era

visualizado no mental se concretizava no real, ou seja, entravam vários obstáculos que

impediam o sucesso ou mesmo a realização do intento em questão.



Pensou, contaminou, deixou. E se não deixar vai ter de lutar para conquistar, e

dependendo não vale à pena pois os adversários são muitos e o ônus maior que a

recompensa. Então está preso, doente, sitiado pelo inimigo que está a lhe espreitar para lhe

matar ou afligir. Isto é real. E quem não está nisto no real é porque conseguiu alguma

alforria no Plano Comportamental que lhe salvaguardou de ficar dando murro em ponta de

faca. As cadeias do mundo real existem (penitenciárias), assim como hospitais, clínicas de

recuperação para doentes mentais e outras limitações até de ordem físicas (mutilações,

derrames etc.) ou sociais (relacionamentos que limitam sua vida num condicionamento de

responsabilidade que lhe é imposta como obrigação, você não é dono de si porque tem um

compromisso com alguém a cumprir).



Muito do que escrevo neste livro é como se libertar destas condições mantendo a

paz e o amor interior, caminhando para a verdadeira libertação. Não é só como parar de

brigar, aceitar, se adaptar, é revelar o amor e a perfeição de cada situação, é caminhar para

se realizar.



Sou perseverante enquanto não conquistei. Até que a perseverança não tenha mais

sentido, pois se desfez na verdade da vida. Assim é que tudo é resolvido com garantia.



Falo isto porque a conquista não é necessariamente do jeito que se desejou quando

iniciou, mas é algo superior, é algo que brilha com a singeleza da verdade e da pureza na

sua existência, é algo que traz paz, que verdadeiramente o satisfaz como um nada que

chegou esvaziando a vontade no mais fundo recôndito de sua alma. Este estado é simples e

reconhecido, ele não guarda dúvida de ter sido vencido, do abandono da luta porque não

pode vencer ou não valer a pena continuar pois vai perder. Ele é a verdade, que se

estabelece sem máculas, sem deixar dívidas no consciente que lançou suas raízes nas

profundezas de seu ser (foi ao fundo do inconsciente quando ele existir). Quem conhece

isto conhece a natureza cristalina da verdade.

Note que existe um ensinamento que diz: “seja como a flor, que nasce em meio ao

excremento e representa a beleza do amor”, e outro que considera: “as doenças como

caminho de cura imposto ao homem por sua consciência superior, da alma, para correção

de sua vida”. Estas são pérolas lançadas para nos libertar de condições difíceis onde a

revolta costuma atacar. Que a benção e a graça estejam a nos salvaguardar de forma que

nenhuma destas condições precisemos experimentar.



Pois é. Então meu irmão, o que não foi não prestou e não pode nem será obstáculo

para o que virá, o caminho certo que você vai adentrar. Este está de acordo com você e

você vai trilhar. E vai acertar, do início ao fim. Todos que não estão nisto estão limpando

caminho, procurando se adequar, ou seja, procurando de alguma forma este caminho de luz

encontrar em meio às condições que a vida já lhe deu. Isto pode parecer diferente de acordo

com sua condição de inserção social (vínculos sociais, idade, profissão etc.) mas na

realidade é sempre presente para quem ainda não brilhou verdadeiramente.



A luta do Vencer o Mundo não é contra o irmão, mas sim de encontrar a perfeição

em Sua Realização. É você feliz meu irmão. Os frutos também são de perfeição.







O NASCIMENTO DA CONSCIÊNCIA

Já ouvi falar de alguns nascimentos de consciências. Já ouvi dizer que ocorreu

abruptamente, a partir de um acidente físico, ou de uma passagem dolorosa na vida, mas o

que tenho a testemunhare é algo como o nascimento humano de uma criança, este é o que

posso falar pois conheci como se dá.



A consciência se desenvolvendo desde o nascimento, como bebê, sendo criança,

adolescente, jovem, adulto, anciã. Claro que vos falo da consciência espiritual, pura,

“angelical”.



Ela quando criança precisa ser protegida e tratada como um precioso bebê. É algo

que você carrega no alto de sua cabeça com toda delicadeza, e age em função dela. Se você

já é adulto seu corpo tem condições de desempenhar outras atividades, mas sua consciência

requer que ele se comporte de acordo com a maternidade. Isto significa proteção,

alimentação, agasalhamento e todos os zelos e cuidados inerentes ao bom desenvolvimento

do “bebê”.



É por isto que os indivíduos ao cultivarem suas consciências nascentes se tornam

tão prudentes com o andar, falar, contracenar. A atenção ao pensar é especial, pois isto se

torna vivo e de importância fundamental, e quanto melhor cuidado mais vivo é, mais nítido,

verdadeiro e revelador de uma vida muito especial. Então tudo fica em função disto pois é

uma nova vida que está sendo revelada, algo incomum. Amar é tratar “sem pensar”.



Com isto a consciência vai se desenvolvendo e voce aprendendo a lidar com mais

naturalidade diante dos fatos. Se antes ela era algo pequenino, no interior de sua mente, ela

agora passa a se manifestar em sua vida real, em torno de você, dominando seu corpo físico

e relacional (pense dominando num sentido de harmonia especial, no sentido do espaço

cósmico que é sua terra natal, fruto da criação espiritual; num sentido vivencial geral).



Então a consciência continua se expandindo e vai definindo seu espaço, ela vai

alçando as esferas de contato a distância e vai conferindo seu trato especial. Assim continua

sua construção luminosa, como uma fonte, luzeiro, que a tudo torna especial.



E continua, avançando para a dimensão planetária. Ela alça o mundo. mas antes

disto ela pode alcançar a nação, então como fala uma das canções que exponho nesta obra,

ela se torna como a Consciência de Um Avatar que abençoa uma nação, um povo, uma

Religião.



E continua sua expansão para a dimensão cósmica. Ela alça a constelação do Sol ao

qual está afeta. Ela entra em harmonia e verdade com esta dimensão da espacialidade.



E daí vai por diante alcançando a espacialidade até chegar à universalidade que é A

Casa de Seu Pai na Integralidade.



Tudo isto é apenas a revelação do que é a consciência e até aonde ela pode ser

reconhecida.



Outro dado são os poderes inerentes a cada ato, como por exemplo ouvir a alma até

dos seres inanimados. Outro é que com a expansão há o sentimento de unidade com a

criação, e a expressão de verdade se faz como “obrigação” pois ela é claridade. Então se

caminha na mais pura verdade, sem contestação. Você sabe, você conhece, você vê.



A diferença entre um ser que expande sua Consciência Individual em Deus, e outro

de Consciência Normal, é que um se torna interativo com a realidade maior, divina, está em

constante vida essencial (não será julgado, já anda na consciência do Criador ao menos

numa condição superior aos demais), e o outro está sob um véu especial, um manto protetor

e velador de uma dimensão especial com caracterísiticas coletivas (o equilíbrio se dá em

relação à uma coletividade em Deus, não a uma individualidade), então ele vive e ascende

conforme o corpo da espécie (a consciência é coletiva, é humana, e daí tem suas

identidades étnicas-religiosas-culturais).



Vide então que há muitas casas na Morada do Pai. E tudo nasce na consciência, e do

sutil se derrama ao material.



É assim que se explica o fato de sermos centelhas divinas, frutos do Sonho de Deus,

pois estamos conforme Sua Criação (inclusive o livre arbítrio faz parte desta perfeição). E é

isto quem explica o fato do Poder Divino, de Sua Vontade ser Superior, pois somos como

parte de seu corpo, de sua Criação, sobre a qual ele tem o direito consciencial de correção,

arrumação, organização. E isto é algo natural onde ele projeta sua atenção especial. E no

criador tem amor.

Para viver assim Jesus apontou o caminho do amor como libertador da atual

condição da humanidade. Foi isto que o mestre falou e revelou. Pelo que pude conhecer, ao

ser que concede expandir sua consciência ao nível do sistema solar, começa a experiência

de criador, ou seja, se torna um sol de criação própria, vivendo as experiências de sua

criação.



Isto que se dá ao nível grandioso, divino conquanto na proporção de um sistema

solar, se dá ao nível simples de criador de sua vida, sua realidade, sua empresa, sua

agremiação, sua religião, seu país, sua nação. Vide que no micro o modelo se dá como no

macro com as devidas diferenciações de proporções e algumas outras condições de

refinamentos providenciais.



Então é isto que se vê na vida. Muita gente criando, tentando estabelecer seu

modelo. Os mestres ascensionados deixaram conselhos e exemplos, alguns (todos)

continuam ajudando, a consciência de perfeição burilando.



A diferença que existe entre verdade e realidade é de nível consciencial. Há

verdades que são próprias de níveis conscienciais existenciais de dimensões até atemporais,

e há realidades que são bem circunstanciais, momentâneas. Então a verdade e a realidade só

são distintas se as consciências estão trabalhando em planos distintos. A verdade é sempre

uma só no caminho único, na consciência unificada.



Na união a consciência pode ser diversificada, mas há a solidariedade por um

objetivo comum, que foi eleito como tal e que unifica por tal. Na unidade não há mais isto,

todos pensam igual, ou seja, a verdade é comum e real, e sendo assim a concordância é

integral. Isto é como um coral que canta a mesma música e se ouve várias vozes, assim ele

está na união. Quando ele cantar e uma única voz for ouvida ele está na unidade (isto era

algo muito comum no Canto da Casa de Oração, frequentemente eu ouvia todas as vozes se

modulando e formando só uma). Chegaram na mesma vibração. A consciência na

celebração unificou as consciências. Nesta Eu me encontrei.



“Onde estiverem dois ou mais rezando em Meu Nome aí Estarei”, é um princípio de

unidade divina na celebração.



O que Jesus falou como Salvador é “entrem em unidade comigo, pois Eu e O Pai

somos Um”. Assim Ele é a Porta para O Pai, A Consciência Maior, Universal. E o Seu

Reino é o do Amor. É o Reino da Comunhão, por isto O Paraíso.



Todos que quiserem alçar este tipo de morada O Terão como a Porta de Entrada.



Na Grande Casa de Deus tem muitas outras moradas, referentes à outras criações.

Quando se fala da Salvação é que os que a desejarem pela fé A Conseguirão: daí tem toda

uma sorte de graças e providências do caminho.



Quando se fala da separação (do joio do trigo), da condenação, é apenas uma

simples Organização da Criação. O julgamento é um balizamento da condição de cada

irmão. Se não estiver na condição volta até aprender a lição. Se estiver está livre para

brilhar, no Paraíso adentrar.



O nascimento da consciência é algo assim. Ela brota no seu coração como um sinal,

ela chega na sua cabeça como confirmação, visão. É a sementinha que O Pai da Luzes

plantou de acordo com a sua condição. Bem tratada vai crescer forte e altaneira, florescer,

frutificar, e bem feliz ficar.





O BOM HÁBITO

O bom hábito deve ser cultivado. O hábito deve ser abandonado quando se torrnou

problemático, pois já não o serve mais, ou ao menos durante certa passagem. Isto pode ser

fruto da sabedoria para manter a harmonia e a independência de vida.



Um bom hábito pode ser digno de sacrifício para mantê-lo quando as virtudes de

seu uso são superiores, e o bem que traz o faz por merecer. Mas se conhece que o bom

hábito está a perecer quando este falha com você. Você procura o que esteve a acontecer e

descobre que está contaminado. Então tem de se abster até ao mal vencer. Isto não quer

dizer que você fique parado, inerte, esperando as coisas acontecerem, mas que seja zeloso

para bem proceder.



Quem conhece a paz e o equilíbrio costuma celebrar assim a resolução de seus

problemas até como forma de manter a coerência.



Então assim que o hábito puder ser resgatado ele retoma como Bom Hábito.



Mas não se deve falar mal do que conheceu bom. É como algo que adoeceu mas que

em seu estado natural, puro, foi bom. Ouvi uma vez uma aluna que não queria mais amar,

pois doeu muito se entregar e se decepcionar. Foi tanto amor que ela ficou com medo de

amar novamente e se machucar. Então fechou a porta enquanto estava a se recuperar.



Tudo isto tem um tempo e uma condição. Não se pode ignorar as necessidades fora

do amor. A saúde pode se dar com vigor no trabalho de compaixão, assim você possuindo

grande equilíbrio na relação. E se quiser sair pode ficar perdido, sem direção, sem saúde,

sem orientação.



É o mesmo que o indivíduo ficar rico e perder a felicidade, a riqueza ser sinônima

de sofrimento e desgraça (desunião, sofrimento e prisão). Então o que está fora da

consciência, da luz, não serve não.



Se um descende de uma família de patrão, se também não for patrão, “caiu”, não

honrou ou preservou as conquistas da família, haja riqueza interior para superar os

condicionamentos culturais. Ele nasce com isto, cresce com isto, se acostuma com a

realidade de tudo que está relacionado à isto. Já o pobre não tem este ônus não. Isto não lhe

é preocupação. Embora ele deva progredir, melhorar de situação.

No fundamento todos devem ser vitoriosos. Cada um na sua condição tem a sua

preparação e um caminho certo para a progressão. A sociedade de castas não é uma ilusão.

Ela tem uma condição de acontecer. Quem quiser dela sair tem de merecer, ter a condição

certa para proceder. Se for pela rebelião vai enfrentar um problemão pois o princípio da

revolta, que aciona o espelho, está em si mesmo. Então vai sofrer para se conhecer, para

conhecer a Deus, para conhecer a vida. Por isto riqueza verdadeira, universal, só em Deus

(inclusive material).



Quem odeia o ódio fica no ódio. Só sobe ao paraíso quem ama. A ilusão só acaba

quando a paz reina tranquila e segura. É assim que se pacificam as oposições. Assim o

mecanismo classico dármico, kármico, de ação e reação, é proveitoso (lei física que fala

que a todo esforço direcionado num sentido compreende outro de mesma intensidade em

sentido contrário). Se o seu esforço é amor, vai voltar amor. Plantou amor, vai colher amor.









A MENTE COMO REFÉM E A SOLUÇÃO

Já vos falei de como foi difícil minha caminhada de aprendizado mental/espiritual.

Aqui vão mais algumas considerações.



De acordo com o que creio, foi no caminho trilhado por São Francisco, Patrono da

Missão, que eu me colocoquei a servir como aprendiz. Então aquilo que Jesus falou de

quem é o maior é o menor, valeu.



Me coloquei a aprender a ver a partir dos predicados das pessoas, a centrar minha

visão nisto e na solução das coisas. Então deslizes no meu mental por vezes eram quedas no

qual eu apagava ou entristecia. Vou detalhar.



Olhei para alguém no ônibus e pensei: “é feia”. Se estivesse vigilante não declinava

ao pensamento, e me mantinha concentrado observando. Mas teve um tempo que isto para

mim era como ser invadido em minha intimidade, e eu sofria. Apenas por ter isto em minha

mente eu sofria.



Depois eu observava querendo me manter incólume, distante, silencioso, mas só o

fato de querer já me colocava em luta com o pensamento, então eu já tinha caído. Foi duro

ter a mente limpa, clara e contínua, porque o caminho me parecia como um constante

desafio. Eis o porque que vivia rezando, controlando a respiração e a concentração.



Eu já li uma história de um mestre budista que quando voltava pro seu mosteiro

resolveu jejuar na viagem pois não queria carregar nada do astral do trem que o

transportava. Então eu andava mais ou menos assim, não querendo nada do mundo. E o

mundo vivia a me convidar para uma série de coisas, pois bastava olhar para entrar em

assuntos alheios, e quando não elevado e concentrado na luz, sentir quem entrava na

viagem, como entrava, o que me dizia.

Então manter uma harmonia era custoso, porque o preço para manter aquela sintonia

luminosa era elevado em termos de atenção e concentração, vigilância.



Se você é comum, tem caminhos bem definidos, tem as portas fechadas para estas

coisas ou as dá um trato comum, você não costuma distoar ou importunar seu cotidiano, ou

seja, você não fica a se afetar por qualquer coisinha. Você está condicionado numa

corrente, num caminho, e pronto. Seus canais espirituais não estão abertos para

interferências sutis.



A minha idéia era a de chegar a brilhar com tanta energia que nada daquilo me

afetaria. Experimentei um pouco disto, sabia que existia, mas um herói encontra desafios. E

se ele está frágil então é como se habitasse numa terra hostil onde o vento e o clima o

flagelam e a terra é pobre.



Ao ler a história de Jesus eu posso um pouco imaginar o que sofria. Porque se

retirava para orar. Porque não parava em algum lugar. Até os seus discípulos ficavam a o

tentar. Basta, disse Ele certa vez.



Mas eu cansei desta condição de refém da natureza, de aprendiz, de me colocar

servil esperando que minha mãe, a natureza, sempre me dissesse o que fazer e como fazer e

o que está precisando. Cansei de frequentar templos e ser o último da fila. De ser guiado

forçosamente pela mente a cumprimentar pessoas, e buscar relacionamentos quando meu

interior estava sofrido e acuado, e queria evadir, repousar, ou correr e me libertar.



Assim cansei de depender do tempo alheio. Via uma pessoa e pensava: fumando em

meio à sessão, e logo vinha a repressão, dizendo que a pessoa era uma porteira, uma amiga,

e que eu devia era agradá-la porque tinha uma chave importante do Reino da Vida. Isto

acontecia sempre (o mesmo tipo de coisa), muito, e fiquei cansado deste papel.



Eu nunca fui assim ruim. Sempre fui alegre, de bem com a vida, animava e

felicitava muitos por onde passava. Tinha iniciativa e tinha liberdade, tinha brilho e graça

no viver. Encantava. Admirava, amava com meu jeito simples e forte de ser.



No processo de aprendizado julgava o que comia, como comia, e esperava

aprovação e adequação para tal. Então perdia a expontâneidade e a iniciativa. Perdia o

ritmo na expectativa dos sinais exteriores. E se sentia algum constrangimento, em minha

mente ou na natureza, logo o ligava a mim. E divergia do mundo da ação e reação

defendendo a compaixão. Então passivo e submisso, sendo que o meu ser nunca foi isso.



Então cansei de me expor desse jeito. Não quero mais, não me interessa, não me

acende, não me recompensa o amor doído e sofrido em meio ao brilho. A leveza da alma, a

paz interior do servir a tudo e a todos buscando celebrar o divino amor não tiveram o

equilíbrio.



Não quero mais depender de carona para ir ou voltar de algum lugar, nem passar

horas, ou ônibus pegar para celebrar (estou abaixo da média de vida material do meu lugar).

Prefiro ficar em casa com minha esposa e filhos. Não quero mais cantar no tempo alheio. E

atender a hora de começar e de parar. Oro em casa, faço meu tempo, cultivo meu lugar.



Não quero mais ter a minha cabeça invadida por muitos pensamentos aos quais eu

tenha de controlar ou vigiar, não quero ir me expor a isto. Não quero mais procurar isto. Se

ampliar minha consciência tiver este preço quero-a pequena, em paz. Se subir for ter de

carregar um peso miserável e ônus para o meu ambiente familiar, não quero, quero ficar no

meu lugar.



Não quero mais dar vazão ao desejo de me iluminar ou santificar. Se isto for de

minha graça que seja natural, com harmonia ambiental. Não quero mais jejuar, e me privar

de amar minha esposa (sexualmente) porque a energia kundalini tenho que preservar em

elevação para a sessão. Não quero divisão.



Nem quero mais padecer de culpa, e trabalhar por isto. Não pensar que eu fui

Francisco, ou João Evangelista, que Jesus deixou até que ele venha (ao qual deu sua mãe

para zelar), e que tenho de despertar. Isto não me serve mais. Não é um bom caminho.



Não quero mais criar estas perspectivas, estes anseios, estas realidades em mim ou

na natureza. Quero o equilíbrio no meu lugar. Quero trabalhar, construir minha casa, cuidar

de minha família, celebrar com meus amigos, e ajudar com o melhor que eu tenha a dar

(que só pode ser feliz, pois outros frutos são difíceis de suportar porque trazem frustraçoes,

e frustrações são dívidas).



Claro que eu quero o amor devocional celebrar, pois é o amor mais sublime que

conheci. E vou fazendo isto como e onde Deus permitir. Claro que celebrar com os amigos

é uma forma brilhante de existir. Isto está no meu coração. Ajudar e servir faz parte de

minha oração, só as quero de forma diferente, da forma que eu possa me expressar livre e

bem contente, sincero e presente.



Todos tem uma natureza. A minha não é obediente nem de briga. É alegre e

presente. Assim eu me encontro, e sou feliz. Então a natureza servil eu experimentei na

compaixão e no temor. A compreendi, a respeito, mas não a elejo. Conheci o Céu e o

inferno, não fui feliz.



Este é um ensinamento digno da temperança, da maturidade, do conhecimento da

realidade. Quem tiver que aprender vai aprender; eu aprendi. Quem tiver condição vai

beber aqui e ficar bom. Quem não tiver vai pagar pra ver.



Aqui eu inicio uma nova vida de muita alegria e prazer. E com ela eu vou ascender,

Sempre no Verdadeiro Caminho Luminoso do Paraíso do Ser.







UMA VIDA NORMAL

Uma vida normal costuma ser relativamente equilibrada em relação ao seu meio

natural, tanto social quanto ecológico.



É assim que a cultura celebra, educa. É assim que a criança é formada e conduzida,

pela estrada da vida. Crescer saudável, estudar, se formar, casar, ter filhos etc. E para isto

ela dá todo o norte vivencial.



Esta é a vida que comumente chamam de real. A vida espiritual é uma extensão

comumente entendida como uma preparação para o além que ajuda na vida atual também.

E em cada lugar tem especialistas que cuidam de sua seara, e como numa grande

cooperativa cada um faz a sua parte. Esta é a vida normal, comum.



Quando eu falo que a igreja católica não abre para o espiritual, assim como outras

igrejas, eu não digo que ignorem tal. É que elas decidiram formatar a realidade fechada

para outros espaços astrais que não interessam. Assim ela Tem Um Mestre, UM Caminho

de Criação do Paraíso, e nisto ficou centrada e fez sua caminhada. Assim é Luz do Céu para

a Terra para materializar a obra divina. Ela não abre para mais lugar por não precisar e

achar que muita história iria complicar em vez de colaborar.



Ela tem idéia do que significa Criação e de quantas civilizações tentaram obter a

perfeição. E de que tudo isto há no espiritual. Só que ela vive uma história, e tem uma

grande organização voltada para construir um ideal de vida cristã. Isto a basta, a tem

bastado. Ela tem idéia do que se encontra no univerdso variado. Ela vive e conhece o que se

vive, mas direciona em Cristo. Quem foi Cristo? Foi o amor personificado. E ponto.



No caminho os Evangelhos e cartas dos discípulos é a base doutrinária, que leva ao

Cristo, que ensina a seguir o caminho para O Cristo. Que constrói a civilização cristã. E

pronto.



Outros culturas já emergiram, bateram à porta, e ela disse não, aqui tá bom. Coisas

sensacionais, diferentes, monumentais. Mas ela não se interessou e disse de novo: Aqui tá

bom. A Torre de babel subiu e caiu. Aqui tá bom continuou.



Só muda quando ouvir a voz do Pastor. Pois está escrito. E o Pastor será o

unificador de todas as igrejas. Será A Luz sobre A Mesa.



E O Pastor compreende tudo que existe, e nada mudará, apenas elevará a

consciência para que assim vejam o que pode, como pode e quando pode ser transformado,

para que assim cada um, de posse de sua razão, sentimento e intenção possa seguir com sua

embarcação, consciente do seu dever e da sua limitação, no Caminho da Obra da Perfeição.







UM TRABALHO REALIZADOR, ILUMINADOR

Já falei muito de trabalhar com amor, mas isto já me ecoou como algo normal, de

médio valor, e assim não realizador. Então para expressar o que verdadeiramente quero

dizer me lembrei do cantar.



Eu cantava e ficava realizado. Aquilo fazia resplandecer meu ser. Minha saúde se

elevava, meu sistema ficava tão radiante que sentia meu tubo digestivo fonador como um

cristal de luz. E ficava elegante. Até a pele ficava macia e brilhante. E a alegria de todos era

algo impressionante, algo intenso ao mesmo que singelo.



A nossa vocalização chegava ao uníssono: todas as vozes se encontrando formando

uma só no alto.



Então pensei, outra forma de trabalhar não vai me levar a este lugar. Não vai me

iluminar, e assim não vai me realizar. Cada ser humano deve procurar sobretudo Deus, e

Deus não pode estar noutro lugar diferente daquilo que está a lhe felicitar. Então vou

cantar!



Mas note, busquei compreender este modelo em expansão para saber se todos o

poderiam tomar em perfeição. Daí descobri que o cantar é só uma expressão, como um

símbolo da vida (em termos literais está ao alcance de todos os irmãos como o foi para

mim, na oração), mas na realidade o cantar pode representar, e representa, o expressar da

realização, o contentamento com a ação .



Não me iluminei apenas no ato de cantar, já me iluminei por 02 vezes ao falar.

Sobre projetos sociais que acreditava, ou ao rezar. Então a coisa vem do coração, está

relacionada ao fazer do irmão. Assim fiquei feliz, pois cada um tem um dom.



Então o fundamento é estar fazendo aquilo que acredita, de alma e coração, com

entrega e devoção. Atender, tratar, zelar, consertar, cada um tem uma aptidão que lhe

enriquece o coração. E estes meus momentos de iluminação, indicativos da riqueza do

caminho, ocorreram em locais distintos: na mesa de um bar ao ar livre, dentro de uma

biblioteca numa associação de prefeituras de municípios, em casa, diante de irmãos muito

especiais, um jovem, outro idoso e minha esposa.



Então é isto que estou a celebrar. Todo homem, ainda que por diversas

circunstâncias esteja noutra dinâmica, não deve perder a esperança da luz encontrar no

pleno exercício de seu lar (lar de labor, lar de zelo, lar de amor).







O MESTRE E O RITUAL

Agradeçam ao mestre, respeitem-no profundamente. O Mestre do Alto existe, ajuda,

é alguém que atingiu um nível consciencial tão avançado que pode o cuidar, o ajudar, o

iluminar, o ensinar.

O mestre de baixo pode ser como o professor, aquele que reuniu uma gama de

informações que sem elas seria difícil realizar a tarefa. Imagine as coisas antes do domínio

da luz elétrica, antes dos aparelhos. O mestre de baixo pode ser como o “guia de cego” para

o mundo espiritual. E um abençoado ou até iluminado.



Quem não acredita em magia é bobo, pois magia é uso de energia. O que ele pode

considerar é que sua defesa é maior, e portanto é invulnerável. A sua realidade não se

sujeita a tais coisas porque a força objetiva de sua criação, da criação de seu grupo de afins

culturais (incluindo religião), não permite tal intrusão (estão num nível de consciência que

tem proteção ou não pode ser acessada por magias. Isto com certeza pode ser verdade: as

nergias de fora não passam ou não o alcançam.



Mas magia é arte do sutil, é domínio natural da energia, cuja sabedoria desperta com

a consciência ou é sorvida em escola normais ou espirituais. A magia comumente

processada na realidade é grande, as pessoas é que não as tem como tal, comumente não

conhecem na totalidade sua abrangência nem influência, e não a dão este nome ou

tratamento referencial.



Mas o Mestre é importante, o ritual também. Ele serve para os sintonizar no Plano

da Luz de Deus e prover para que na camimnhada possas encontrar paz e instruções de

como proceder para bem vencer. Assim o indivíduo aprende a viver. Este é o sentido

prático do ritual: preparar o homem para a Vida em Deus.



Daí, se o homem se esqueceu, caiu, se perdeu, volta para ver onde errou, o que

perdeu, o que precisa curar ou reparar, recebe nova energia, resintoniza, e volta a caminhar.



Quem tem a sintonia é o mestre, eis sua importância. Ele foi eleito, a ele foi dada

esta relevância. É ele quem sabe das técnicas para bem caminhar. É ele quem tem “manha”

de pedir o perdão no começo de cada sessão para que você possa leve ficar, e pedir a Deus

a proteção para você bem caminhar.



Ele é o zelador do templo, do local consagrado, que é especialmente reservado para

o culto especial. E cria, na sua condição especial, um manto de proteção e uma condição de

irradiação muito especial que o acompanha por onde for. E o universo “conspira” com isto,

pois a verdade à sua volta, e em sua realidade, é especial.



Então é isto: amem o mestre e o ritual, e tenham um cultivo genial.







EU SOU UM COM DEUS – O NÃO EGO DE JESUS



Quem passou por uma iniciação cósmica tem uma melhor condição de entender isto.

Quem despertou o seu Ser conscientemente tem noção da dimensão disto. Este sigificado é

palpável porque é sentido, é conhecido, se manifesta por pura energia e compreensão.

Isto é como sentir-se centro do universo, integrado, iluminado e irradiando luz, ou

ao menos com a consciência vislumbrando esta dimensão da integração (consciência: visão

interior do espaço luminoso ou universal). Sentir-se como fonte, que pode ser doce e suave

ou ainda de pura energia radiante. Fina e sutil é uma forma sua de manifestação constante,

porque ela se expande, sua aura alcançando vastas dimensões, planetária inclusive, de

acordo com sua condição.



Certa vez vi um radioestesista examinar uma pessoa com aparelhos de medição

áurica, e a revelar que deveria se tratar pois sua aura original media centenas (ou milhares)

de quilômetros mas no caso estava acusando poucos metros. Então deveria se harmonizar

mais com o universo para expandi-la. Vide que assim posto isto é uma questão de

expressão da energia pessoal. É como se todos tivessem esta ligação essencial com Deus (e

a tem pois a essência do espírito é isto), mas com variações na sua forma de expressão.



Isto não é comumente sentido porque as pessoas por vezes se acostumam a uma

média tradiconal, um patamar cultural que a nivela em determinados níveis do normal,

comum às pessoas de modo geral com uma maior ou menor expressão relativa. Mas note

que isto é energia, e quando isto é expandido a energia é sentida. E quando é centrada

desperta a consciência deslocada ou adormecida.



Para clarear mais ainda vou lhes fazer uma alusão de minha experiência. Quando

expandi minha consciência meu ser ficava sensível a fenômenos da natureza de acordo com

a amplitude em que ele se encontrava. Já experimentei isto em relação ao firmamento,

quando sentia o céu como integrando minha consciência (como fazendo parte de sua

consciência sutil, você o sente como algo ao qual está conectado, uma energia fina mas

bem sensível). Já experimentei isto em ambiente doméstico ou de trabalho. Minha

consciência se expandia aos limites físicos do local, instituição ao qual me encontrava.



Isto é como dizer que é criado uma egrégora, ou em outra palavras um manto ou

cúpula de energia em torno do local ao qual sua consciência se expandiu. Então há um véu

de luz consciencial sobre o local, e este véu está ligado a você, pois é de ti que emana esta

consciência luminosa. As pessoas comuns não sabem disto, elas apenas estão imersas nisto.

E quem tem consciência zela, ajuda e protege como quem cuida de sua casa consciencial.



É assim que se pode entender uma única pessoa tratar uma cidade ou um povo.

Assim é que se pode entender os Avatares que abençoaram as nações, povos, religiões. E

assim é que pode entender o Cristo Planetário, o que pode salvar e abençoar um Planeta.

Assim se pode entender o Manto de Maria sobre seus filhos, sobre Sua Igreja. Agora tudo

isto é amor, é zelo, é primor.



Os que vivem assim, sob este manto, carregam um certo primor, frescor. Mas como

tudo que é manifestação de energia, esta mesma pode se expressar de outra forma para

curar algum distúrbio, e assim se concentrar para usar de energia e vigor.



Mas voltando à compreensão do Eu Sou, isto não é algo banal ou mentiroso, isto é

algo especial, fruto consciencial seja do tamanho que for. O Eu Sou pode ser pequenininho

e bem sensivelzinho, na dimensão do coraçãozinho da pessoa humilde, do tamamnho da

sensibilidade da pessoa que sente e conhece um pouco da vida, e assim até nem se expandir

para o corpo. Pode ser algo mental, que faz a pessoa conhecer, sentir, perceber, e ser

consciente de sua diminuta condição. E pode ser algo que se irradie pelo corpo, fazendo-o

brilhar como um gerador de energia luminosa a irradiar, uma lâmpada de energia brilhante

acesa a iluminar (esta é a sensação que me refiro quando falo Iluminação).



Assim meus irmãos é que se pode acreditar em Cristo, em Santos, no Divino

Espírito Santo. É esta força cósmica em diferentes formas de manifestação e gradação que

eles representam. Isto pode ser interno ou externo, depende de sua condição.



Não adianta ao homem comum dizer sem coração, sem fé, Eu Sou, porque não é. A

ligação não se completa. Há que se ter sinceridade nisto, um caminho de verdade. É comum

se dizer que no desespero o clamor é mais forte, é a dor arrancando do fundo do ser o

pedido da benção. Mas o homem pode se preparar neste caminho, cuidar, zelar, e assim

estar de pé em condição de obter este galardão. Este não tem dolo não. Mas é difícil se

conquistar esta condição. É difícil e nem todos tem a mesma condição de suporte de energia

dada a sua condição, a sua constituição (Kármica, Dármica). Então cada um na sua

condição. Acreditar que isto existe. E agradecer ao receber do irmão a Santa Benção, posto

que o agradecimento do coração é um dos sentimentos de maior satisfação da vida.



No Eu Sou não há perigo. O Eu Sou é como a Luz que uma vez alcançada termina

com os problemas da estrada. O Eu Sou mantido é o presente e o futuro garantido. Mas o

iniciante deve cuidar, e mesmo o praticante, para a vaidade não o pegar e ele tombar. Por

isto Jesus falou do Amor. A humildade caminha bem com a faculdade da luz quando ainda

não se tem a estabilidade da luz, quando ela lhe é fugaz. Por isto a mansidão.



Mas outra consideração de suma importância é a invocação. Quando um cidadão

comum, não iniciado e nem consciente desta dimensão espiritual, professa eu sou, é algo de

pouca essência, que remete a algo de sua dimensão presente culturalmente. Mas quando o

religioso da corrente da Grande Fraternidade Branca diz, ou ora, Eu Sou, ele invoca toda

aquela egrégora de energia, de cultivo, de cultura cósmica, que há em torno desta corrente,

desta escola, deste universo dimensional. Então o ser deste o remete a este espaço, a mente

o liga, a expressão o liga. E quanto mais ele se identifica mais acredita, e mais caminha

neste sentido, nesta celebração, e neste encontro com a iluminação. Eu dou testemunho que

esta luz existe, e que há vi muito estável na casa de um irmão que abre seus trabalhos de

oração dentro desta “Dimensão”.



Vide que com isto eu não retiro a condição de outra religião, pois todas cultivam a

luz e o crescimento de cada irmão. Umas mais pela devoção ao Cristo Superior, mas todas

pedem que Ele, de acordo com sua condição, Se manifeste no seio de cada um (condição

sim, porque energia demais queima, enlouquece, alucina o irmão). Por isto também que

algumas escolas não estão ao alcance de todas as pessoas. Ele as rejeita porque está fora de

sua condição (sem consciência do porque de fato não gosta, nega o que está acima de sua

condição). E houveram uma série de sociedades secretas que tinham uma série de

restrições, e até provas para o ingresso de um irmão. Então tudo tem sua adequação. E é

melhor assim.

Vide que Jesus ensinou sobre o Eu Sou. Note só quando disse: “Sou Forte Naquele

que Me Fortalece”, “eu por mim, nada sou” (enquanto seu ego é pequenino, é comum, não

tem a força divina, ainda que seu Ser seja um tanto quanto indissociável posto que era um

abençoado predestinado). Isto torna compreensível a sua condição de filho, e de Pai

também. Vede: “O Meu Pai dá testemunho de mim”, “O Pai está Em Mim”, “Eu e Meu Pai

Somos Um”.



E Jesus na Unidade com O Pai dizia como Expressão Dele: “Eu Sou O Caminho, A

Verdade e A Vida”. “Ninguém vai ao Pai senão Por mim” (ninguém vai a Deus senão pela

Luz representada por Jesus, pela identificação, reconhecimento e unidade com A Pessoa

que Se Manifestava como Expressão do Próprio Pai). Quem vê a luz glorifica Jesus, ou

seja, o reconhece (deixa de ser cego para as coisas do espírito e ama seu próximo tão

especial). Eu Sou A Luz do Mundo e Quem Me Segue não anda nas trevas”. Ora, quem está

sintonizado na luz, e a obedece, com ela conta no caminho. É como ser guiado andando na

luz do farol, ou ainda, viver sob o sol (para que vocês tenham idéia da condição

diferenciada que pode ter uma iluminação – e isto está manifesto em termos de igrejas, mas

cada um na sua situação pois só abrem os olhos quando estão na condição).



“E Tudo que Pedirdes Ao Pai Em Meu Nome Será Concedido”. Isto de forma

alguma representa Jesus permissivo, mas sobretudo verdadeiro conforme Deus Ë Criador.

Para pedir verdadeiramente em Nome de Jesus, terás de estar em Unidade Sincera com Ele,

assim Estarás ligado à Fonte, e Obterás. Fora disto vem as coisas do ego e do mundo da

ilusão que representam o homem em sua perdição (tudo tem um sentido, mas seu valor é

relativo, por isto frouxa sua verdade e pequena sua consciência da Realidade do Seu Divino

Ser, daí a “fraqueza” (inconsciência) do pedido e a ciência de como é atendido (o caminho

de santificação que lhe é estendido).



Então irmãos, ficar dizendo “eu sou”, se sentindo “o puro, poderoso”, já teve a

oportunizar um dano malicioso. Vide na história os nazistas da raça ariana. Mobilizaram

muita força, se uniram com povos baluartes da disciplina e da religião, mas não tiveram em

sua razão o equilíbrio da comunhão do coração. Saint Germain nasceu antes disto na pátria

em questão, ele é o precurssor da referida missão, o do Raio mais alto da referida

organização, no entanto houve o que houve, fato que não lhe retira a santificação. A

Purificação foi pela contramão. Quantas questões “religiosas” (no caso racial/cultural) já

não houveram na história.



Outra dificuldade que conheci é a do individualismo doentio, competitivo, típico do

capitalismo ou do comunismo ditador, em relação ao respeito e reconhecimento do valor

exterior, do galardão de quem está mais adiantado, já chegou, ou mesmo daqueles que do

alto estão a ajudar.



As coisas que são muito centradas em si costumam acostumar o sujeito a se

individualizar, e isto exagerado pode pecar. A unidade é comunhão, e o que vem de fora já

se materializou na “criação”do irmão. Então tem de prestar atenção e colocar a sua

condição na devida dimensão. O ideal não pode desconsiderar o Real. O que ele pode é

trabalhar para mudar. Eu Sou sabe disto, mas o querer ser, repetindo eu sou, não. Por isto

estas práticas são zeladas e devem ser guiadas por quem do alto, (da sabedoria, da vidência,

da profecia) já enxerga a estrada.



No campo da religião escutei em minha mente contrariedades como se disputasse

com o mestre que tive. Isto é um mal. Eu Sei que não há Verdade nisto, não Me permito

cultivar isto, pois sei que não passa de fruto pobre da ilusão. Mas no plano mental me senti

absorvido por esta consideração em tal monta que cheguei a me perguntar, “onde amarrei

meu bode?”, por respirar tanta contaminação. É que sou telepático e sensitivo das energias

que respiro; caso eu não tenha dentro de mim nenhuma personificação trabalho a questão

sem esta forma de interpretação, caso a tenha é assim que ela se apresenta (a imagem da

situação). Então tenho de andar em meditação, observando o pensar (evitando cair neste

lugar) quando invadido por esta situação. E tem igrejas e meios em que isto é uma praga,

pois são cheios de ciúme e divisão.



Não me importa se ao nível de uma consciência inferior, doentia, isto exista, porque

sempre sei e saberei reconhecer a dimensão do amor. Nesta eu caminho. Noutra tenho de

me sentir em condição de enfrentar o lamaçal sem nele cair. Tenho de saber que meu

coração vai bem resistir. Que eu vou poder trabalhar feliz. Que minha casa vai resistir sem

se ferir. Não quero sarna para me coçar, nem à minha família incomodar.



Cada um tem sua preparação. O sábio não luta com seus limites. Há questão que já

vos disse, uma simples brecha no pensamento já traz a tribulação. Então vencer o mundo

tem esta dimensão. Quando tiver vencido não se sofre nenhum tipo de contaminação (a não

ser por compaixão, missão de resgate), apenas toma consciência do mal que aflige aos

irmãos. Mas isto é força, é energia, e quando você está trabalhando com os irmãos, está em

comunhão, tem de estar pronto para não se contaminar, e despachar. Imagine, se até Jesus

teve de orar e vigiar.



Enquanto isto existe, se combate tal com a compreensão, ou até com a admoestação

(quando este tipo de coisa está degenerando a situação: a luz comanda esta ação). É como

aquele ditado que diz: “bruxas, não creio nelas, mas que elas existem, existem”. Então

mesmo que você diretamente não cultive, não creia, se elas fazem parte do seu “campo de

ação-atração”, consciência maior, (ocorrem no ambiente), tem de tratar.



Se ela ainda tem passagem na dimensão de consciência na qual você vive “conhece-

te a ti mesmo” é um ordenamento de aperfeiçoamento do ser para se atingir a condição de

libertação, para Ser; e uma condição para a superação pode ser conhecer o mal que está a

padecer, ter humildade para reconhecer, e caminhar para vencer.



Quando vencer tal não mais existirá, estará extinto de sua realidade, não toca a você

(ainda nisto há a condição individual e a global: na individual isto não o afeta, na global

isto deixa de existir na sociedade em que você vive).



Na Luz de Deus todos são irmãos. Não interessa quem é o centro da irradiação, há

comunhão. Na Luz de Deus não há divisão, há caminho.

E no caminho o amor ao próximo é uma coisa maravilhosa, pois é quem nos mostra

a Perfeição da Criação.



Mas vejam o que ocorre se não houver amor ou compreensão. Tome de maneira

egoísta o ensinamento “Jesus o Único Caminho”, ou ainda o 1º Pilar (são 5) do Islamismo:

“Eu testemunho que não há ninguém a quem devo adorar a não ser Deus e que Mohammad

é seu profeta”. Para maus entendedores só Jesus conheceu a Verdadeira Luz, e para outros

te-lo como Deus é um sacrilégio, pois profeta nenhum pode ter este galardão.



Ìmagine isto em relação às denominações de todas as demais religiões. Até os

Judeus celebram o Cristo, mas não se contentaram com o que viram. Quem se contentou já

despertou, e é bom entendedor em qualquer lugar. Cristo veio como Jesus para alguns, para

outros Ele ainda está por chegar.



O Eu Sou verdadeiro, que é o Eu Sou do Coração, permite isto enxergar, e mais, se

colocar no seu lugar.



Agora imagine este tipo de oração “Eu Sou” para quem teme a Deus e Sua

Condição, pois não o toma com pureza de coração. Isto seria um absurdo, uma violação,

uma soberba, e um insulto aos demais irmãos. Para outros isto seria didaticamente

incoveniente, sendo a humildade da caridade a melhor celebração. A devoção à condição

divina exterior é mais prudente, diria outro, temendo os ardis da vaidade.



A quem julgar ou condenar?, diria o Mestre. Cada um pode estar cônscio de sua

condição. Para rezar Eu Sou tem de estar livre destas considerações e ter discernimento que

O Usa como prece, ditretriz de conscientização, e personificação da Luz da Criação, com

devoção e profundo respeito a tudo que existiu e existe até então, inclusive aos irmãos que

promovem e celebram tão abençoada invocação (no Céu e na Terra).



Sois escravos de tuas limitações. Escutei que foi proposto a um camarada que queria

se iluminar que ele não pensasse em determinada palavra, e aquela palavra virou uma praga

em sua cabeça. O Ser é além da mente, na Sua intimidade é divino. A afirmação de

propriedades divinas, excelentes, é um exercício consciencial, verbal, de impregnar a vida

com coisas boas, ideais, perfeitas: a si mesmo e à natureza. Ela procura criar esta realidade

para si e toda sua extensão. É uma ação do verbo criador que atua na forma.



E não é um caminho sozinho, há uma escola que é acionada com esta invocação. É

tal qual o que vos falei sobre o Terço Budista ou Cristão, você aciona uma egrégora de luz,

um caminho celebrado pelos irmãos.



Deus está Nisto Tudo, mas um só é o seu coração, a sua família, o princípio de tua

união. A unificação provém disto para todos os irmãos. Na luz conhecerão como farão para

celebrar uma só religião. Eu já sei: é só andar no coração.



A verdade é uma só.

A VIBRAÇÃO DO AMOR E A CAUSA POLÍTICA

O amor é Um Ser, ou ao menos Um Estado de Ser. A Causa Política é Uma questão.



A vibração do amor por vezes se complica quando encontra a causa política. Porque

a causa política muitas vezes é resultado de uma crítica. Para a Causa Política o vencedor é

o menos devedor, o cobrador. Mas para o amor um caminho de dor não é bom. Por isto há

frustração.



Porque no meio da confusão um está cobrando o perdão, outro a punição. E o amor

então fica para depois que estiver resolvido esta questão. E pau na mão.



Quando se há culpa nos dois lados pode haver a reação, aí há briga para resolver a

questão até que se chegue à solução. Há um acerto de contas para se solucionar a questão.

Quando estão cegos, cada um entricheirado na sua posição, o amor fica batendo no portão

para bem resolver a questão.



A raiva, ódio, rancor, ressentimento são dores que requerem tratamento. No amor e

na compreensão se resolve toda questão. Na represália, na vingança, há satisfação, mas

corre-se o risco de no abuso se criar outra admoestação, daí uma nova prisão.



Por isto a Justiça deve ser fruto de uma eleição consciente. Para que resolva a

questão corretamente. A Paz na consciência faz o Ser Agir, sem problema. Daqui nasce o

Ser Impenitente.







POR QUÊ AS PESSOAS ENVELHECEM E MORREM

Porque é a dinâmica natural desta vida de pecados, desequilíbrios. Há peças que tem

um tempo médio de vida, e há até os testes de engenharia de “resistência à fadiga”.



A coisa é interessante. Simulam o uso, por exemplo o abrir e fechar de uma

maçaneta. Calculam a força média empregada, o ângulo de inclinação e a posição em que o

esforço é feito. Tendo estas médias de um uso normal, colocam uma máquina a realizar o

ensaio, e de tempos em tempos analisam o comportamento dos materiais. E fazem um

gráfico de quando aparecem pequenas trincas até quando estas se tornam comprometedoras

pois à beira da falência. Com isto fazem um cálculo de tempo médio de vida em perfeito

estado de forma que naquele tempo há garantia, e de quando o equipamento deva ser

trocado a fim de que não haja interrupção ou até perigo com a quebradura.



Isto gera uma análise econômica do equipamento, que técnicamente é chamada de

depreciação do bem. Este cálculo envolve não só o tempo médio de vida do bem, mas as

considerações de mercado. Um equipamento eletrônico, por exemplo, tende a ser

ultrapassado em pouco tempo, então um computador ou televisor de 10 anos torna-se

inadequado ainda que em perfeito funcionamento neste tempo, porque outros mais velozes

e com mais recursos foram inventados. A economia acompanha e avalia estas coisas.

Hoje a máquina humana começa a ser recondicionada, não mais só com

“equipamentos artificiais”, implantes de máquinas ou peças adaptadas, mas a partir de

elementos de outra parte do próprio corpo ou células tronco, células básicas que tem a

capacidade de reproduzir a especialidade a que são destinadas (substituem qualquer parte

do corpo) e se multiplicam, formando um novo orgão.



Mas note que tudo é uma dinâmica. Há elementos que são considerados de vida

eterna, pois não há desgaste em seu uso. Assim, um movimento ou elemento que trabalhe

sem atrito, possui esta característica. O movimento que se reproduz sem ter perda se diz

que está em “moto perpétuo”. Há experiências realizadas no vácuo (espaço vazio, nada

absoluto) que demonstram que um movimento inicial tende a se manter quando não há

resistência, quando não há desgaste ou oposição (se torna um movimento inercial). A terra

se encontra num movimento inercial relativo enquanto gira sobre si mesma ou roda ao

redor do sol. Mas esta inércia não é absoluta pois há atmosfera e há um movimento

meteórico (que em determinado aspecto são insignificantes).



Mas digo estas coisas para que compreendeis que a dinâmica do corpo não pode ser

diferente disto que está na criação, desta lei de manutenção dos corpos e da vida. A idéia do

espírito ser imortal reside na consideração que ele é perfeitamente integrado com Deus. E a

idéia da evolução da consciência reside no fato de expandir isto para o corpo da alma e o

corpo material. Até que o Paraíso, a Perfeição se instaure, esta seria a Iluminação. A

Unidade em Deus, em Cristo, é isto.



Assim, envelhecimento está relacionado com a cultura, com a forma que se vive,

que por sua vez encontra uma relação com o meio ambiente. Por isto o Evangelho fala de

pessoas com mais de 900 anos, e já ouvi falar de culturas antigas ou de habitantes de ilhas

que vão comumente além dos 100 (por outro lado houve os que viviam em torno dos 30).



Há uma tendência no homem que envelhece em se tornar mais cerebral, descartando

a atividade física que cultivou noutros períodos de sua vida. Isto, se não for feito de modo

adequado representa estagnação, e ficar parado pode representar ficar congestionado, e

congestionado é entupimento que traz enchimento, inchaço, falência do sistema.



Dizem que o carro não pode ficar parado para o motor não engrimpar. Ao menos

deve ser ligado todo dia durante deterrminado tempo para poder esquentar, o óleo circular.

Ora, o óleo lubrifica os tubos, as engrenagens, e com isto impede que haja oxidação (a

ferrugem que impede ou dificulta o movimento).



Assim é o indivíduo que tem um equilíbrio dinâmico de funcionamento. O que não

deve ocorrer é parar sem alterar as demais coisas. No início pode haver uma certa inercia

relacional que sustente, o indivíduo ainda não se desligou totalmente, mas depois tem de

adequar. Só o fato de andar, girar, se alongar, pode lubrificar as rótulas, avivar as

cartilagens, veias e vasos inanimados. Isto é fogo de vida para todo o corpo.



Ao jovem em expansão é adequado ousar, explorar. Ao homem maduro vem a

norma do estabilizar. Ele é contido e enquadrado para procriar, se dedicar à nova geração

que o vai continuar. Então há uma especializaçao, divisão dos papéis. E imaginando que há

uma dinâmica de equilíbrio interativo no núcleo familiar, há papéis conforme a idade. Isto

não é fechado pois existe outros espaços de relação, dentre os quais o trabalho costuma ser

o principal, podendo até se constituir como base fundamental.



Mas note o que falo: deve haver harmonia, não só nos papéis de cada um, mas no

interior de cada um. Esta harmonia é relativa ao equilíbrio que vos falei. E harmonia se dá

na comunhão, e comunhão representa a felicidade entre o dar e o receber, e isto é

integração, é união, é Unidade do Ser. É Amor.



Sem atrito não há desgaste, sem desequilíbrio não há pecado, sem problema no fluir

não há envelhecer ou morrer. Sempre foi simples e óbvia a questão do amor. “Amai a Deus

sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.”



Eis O Paraíso. O Moto perpétuo que na Vida Espiritual é consagrado como existente

e na vida carnal costuma ser uma passagem da vida da gente. Dar e receber. Por isto já ouvi

falar muito em literaturas espirituais que o estado evolutivo da terra deveria ser encarado

como de passagem, ou seja, que a dinâmica própria inerente à evolução do planeta trazia o

envelhecimento e a morte como uma certeza (salvo raras exceções como a de Babagi, santo

iogue que resolveu continuar habitando a terra com pleno domínio sobre a matéria corporal

– e João, apóstolo ao qual Cristo entregou Sua Mãe dizendo que ele fique até que Ele

Volte).



Este livro é um exercício de manutenção e expansão de consciência. Isto me foi

necessário para me orientar, para me equilibrar. Pintei muitas vezes assim. O trabalho é

isto. A vida é isto. Viver perfeitamente isto é o ideal.



Fui à frente no sentido individual, conheci muita coisa, mas a harmonia me pegou.

Algo faltou, a peça não encaixou, e a mandala de areia (arte realizada em mosteiros

budistas), bela mas impermanente, se desmanchou. Toda obra que não é completamente

perfeita é peremptória, o fim mora em seu seio (a dinâmica do Tao), e morrerá. Assim é o

que chamam de aperfeiçoamento da alma, de lapidação da jóia, do processo de encarnação

e reencarnação. Até que o Cristal esteja purificado, completamente limpo e iluminado: eis

O Cristo que Desperta.



A morte não é um fenômeno apenas carnal, mas sobretudo existencial. É uma

renovação da vida. Os tesouros que o homem conquistou ele carrega em sua alma,

“tesouros espirituais”, sabedoria. Então ele inicia uma nova jornada.



Dizem que alguns homens idosos não envelhecem pois tem a alma jovem. São ricos

em seu interior. Não conquistaram o domínio completo sobre a matéria, ou se o fizeram, se

travestem de velhos por uma questao de simples harmonia, de interação de acordo com sua

“missão”, propósito de vida. Saber envelhecer e morrer pode fazer parte da harmonia, do

amor do ser.



Por isto a consciência se torna valor fundamental. Porque é sempre ela que deve

estar liberta, clara. Em paz.

Há formas e formas de se celebrar a existência. E nisto um equilíbrio sistêmico. Vi,

quando criança, um filme muito bonito que retratava isto. Em detrerminado local, além das

montanhas, havia um Paraíso. Neste todos eram felizes e não envelheciam. A natureza

exuberante, as pessoas de uma beleza deslumbrante. As pessoas que o descobriram

gostaram, mas quiseram voltar, e teve uma do local que ficou a se apaixonar e os quis

acompanhar. Quando saiu do Paraíso, logo envelheceu e morreu (era centenária ou

milenar). Isto representou que mudou a referência da existência sem compatibilidade

ambiental para a permanência.



Ora, há árvores milenares. Não é porque não se move que vive tanto. O segredo está

na simbiose. Há árvores que vivem poucos anos. Está na natureza delas isto, Mas quanto ao

Filho de Deus está na Consciência a Semente da Criação. Esta é a sua Realidade Maior.

Ainda que possa parecer menor em dadas circunstâncias. Entao à consciência criadora cabe

o papel do amor, que lhe dá o caminho por onde for.



Por isto é cada um com seu tesouro interior, com a sua viagem existencial, seja por

onde for. Quem hoje não é religioso, e vive bem como um comum, pode o ter sido em vida

passada, e dela ter guardado muitos bens preciosos que hoje derrama em sua nova estada,

estrada.



Por isto entre os comuns há puros e elevados. Há alegria natural, há humor e há

muito humor. Por vezes disciplinados estão passando por um caminho difícil e apertado,

cheio de restrições e contenções, enquanto outros resolvem “de letra” ou nem são

importunados com tais questões. Por isto é possível a diferença entre religiosos, estudiosos,

técnicos, e sábios. Os primeiros ainda estão fazendo a peneira, a Internet que usam é de

Banda Estreita (caminho lento e sujeito a quedas), os outros já se limparam, o joio do trigo

separaram, e navegam na Banda Larga (veêm longe e compreendem logo, ainda que sejam

tranquilos).



Eu já passei a “vida de muitos homens”, “de muitas idades”, até “de muitas

histórias”. No meu processo de desenvolvimento vi surgindo consciências coletivas de

povos (relações indivíduo-sociedade-Deus que envolveram decobertas e conflitos das mais

diversas ordens). Poder, domínio, ciência, liberdade, amor.



Então o envelhecimento pode não ser natural, mas falta de consideração com

determinada questão, que bem tratada é resgatada, e a saúde recuperada. É uma questão de

interação e iluminação. A Criação está presente na sua estrada. O amor por onde for.



A morte é apenas uma opção de construção, e a doença um resgaste de determinada

situação. Isto é Deus quem está a dizer, é a Consciência Superior quem está a conhecer.

Quem não tem consciência não é criador, é criatura. Sem consciência o indivíduo anda

sujeito às trevas existenciais (não me refiro em especial ao corpo, pois há uma certa

consciência coletiva que o encaminha, mas sobretudo em relação ao mental existencial,

espaço-temporal, à verdade, vida eterrna). A estes dizem estarem consumidos pela vida

material em detrimento da espiritual. O Pai é quem fecunda A Mãe para o Filho Criar. É o

espírito quem age sobre a matéria para frutificar. Mas no equilíbrio deve operar. Eis a

condição propícia à fecundação. Esta é a perfeição entre o Ato de Criar (O Espírito) e A

Criação (A Matéria). Aqui a Unidade.



Ninguém deve ignorar a Matéria Criada, mas ninguém deve ignorar ser Filho do

Criador. Por isto a Consciência do Amor.







AMOR AO PERECÍVEL

Isto é obra comum do mundo de nascimento e morte, está circunscrito no Plano do

Desejo. Vou ser objetivo em seu significado.



O amor imperecível é Um Ser, Um Estado de Ser. Ele pode ser mantido, é um

contínuo, que não acaba: ainda que possa ter diferenças de gradação ele mantém sua

identidade.



O amor ao perecível vai acabar junto ao objeto que morre, ao ser que morre. Ele está

identificado com o objeto exterior, o de fora, o inapropriado é seu alimentador. Não é algo

que brota da alma ou possa viver nela. Por isto morre. É de sua natureza existencial, é

próprio do mundo dual.



Assim, tudo que se busca com apego, fora de um centro existencial, é fugaz,

peremptório, mortal.



Os obedientes ao Pai cumprem sua missão. Ao serem um com o Pai, São a Sua

Realização. Neste ambiente não há “divisão”, nem tentação, nem “morte”, há apenas

realização, caminho.



Sem amor isto pode parecer uma coisa sem graça. E o seria.



Os buscadores do amor buscam atender aos entes em dor simplesmente porque estes

tem sede de amor. Doutra forma só poderiam viver dentre aos Filhos do Amor. Porque o

meio ou é receptivo ao amor ou é de amor. Assim permanecem no exercício do amor.



Percebam então que é um estado interior que dá a diferença, ainda que o exterior

possa parecer comum. A ausência do desejo interior cria outra forma de relação com o

exterior, assim outra expectativa e outra forma de manifestação. Assim é que a verdade não

causa frustração. Ela é recebida com gratidão e compreensão (com amor).



Eis a ciência da vida em Sua Maior Dimensão (fora da confusão, dos rolos e

emaranhados da ilusão). Neste Estado não há “amor” ao perecível, mas à vida, que é eterna.

E a vida etrerna contém o perecível sem se identificar com ele, sem morrer com ele, e ainda

que “morra”, tem vida. A consciência compreende a essência da vida em sua infinita

dimens ão, inclusive sujeita à transformação no Mundo das Formas. O amor ao perecível é

uma ilusão, inerente à falta de consciência e concentração. A vida é uma só meu irmão. E é

eterna.

O QUE SIGNIFICA UMA PALAVRA

Aquilo com o qual você a associa. Por isto um Palavrão tem significado distinto

para cada irmão. Tem os que o usam como algo banal, não tem ofensa na expressão.



Despetei para isto quando ouvi uma música que falava sobre o Cajueiro Santo. A

música relacionava o Cajueiro com Jesus. Para estes a árvore é santa porque seu significado

é espiritual. O significado tem esta decodificação, interpretação, ligação.



Mas se outra pessoa o toma como um mero pé de fruta, pode até dizer que não gosta

dele, da fruta, do sabor, sem ter maior consciência da negação da sacralidade do pé, nem

quanto à fé em Jesus. No caso não ouve sintonia de conexão do significado. As

experiências que formaram o significado foram distintas para cada um. Para que falem da

mesma coisa deve haver uma afinação de significados.



Assim o é para uma série de questões até que se tenha uma consciência superior que

permita alcançar o próximo onde ele estiver. A isto se dá o nome de Saber Ouvir. Saber

ouvir é isto, é extrair do próximo a essência de sua mensagem. Assim há condição de bom

entendimento, mesmo que os significados de um mesmo termo possam ser historicamente,

culturalmente, diferentes. Porque o Bom Ouvidor capta a “energia”, capata o teor da

mensagem, além do rótulo, além de alguma impressão que já possa estar registrada. Por isto

a consciência do “Presente” é uma ausência de preconceitos. A consciência ampliada é

despreconceitualizada.



Na cultura simples de Umbanda é muito comum usar “linguagem cifrada” para se

referir à coisas elevadas. Linguagem cifrada no sentido de se referir à coisas simples, à

elementos da natureza comuns, ou típicos dos povos antigos, ou da roça, para designar bens

espirituais. Quem alcança é quem tem “olhos para ver” o significado ao qual estão

verdadeiramente a remeter. Para outros está oculto. Para os de bom coração vale a

percepção da beleza daquelas simples palavras que são postas à mesa.



Então a espiritualidade é assim, as coisas são assim entre duas ou mais pessoas. Se

são próximas é bem provável que uma melhor sintonia se estabeleça (mesma referência de

significados). Se são de culturas distantes deve haver uma aferição de significados para

ajustar o entendimento das mensagens. Mas a consciência elevada (“amorosa”) capta,

porque o nível de energia em que opera é “poliglota”.







PRETO E VERMELHO

Li ontem, em Oração Doméstica, as Regras de Ouro, enviadas por Saint Germain.

Este Santo é o Representyante do Sétimo Raio, uma forma de expressão da Grande

Fraternidade Branca. Esta tradição, sobre a qual já discorri algumas linhas, é espiritualista,

histórica e futurista, remontando coisas da antiga Atlândida, e outras cidades e raças de

milhares de anos atrás, sendo em escala planetária, ou seja, fala dos povos como oriundos

de planetas, de raças de diversos graus de evolução, sendo algo que nossa atual cultura não

tem como científico, ainda que hajam indícios. Falam do controle sobre a matéria, naves

espaciais, domínio de energias naturais surpreendentes, e quanto à existência em cidades

etéricas acima do nível material dos Planetas (havendo na Terra várias de suas cidades

sutis, invisíveis aos olhos comuns).



Neste sentido, de civilizações anímicas, de corpos e vidas sutis, se aproximam dos

Kardecistas, os quais bem se sabe descrevem cidades espirituais espaciais, em suas obras

mediúnicas (inclusive os serviços de resgate e salvação, regeneração e cura das almas). Nos

livros que li, as cidades sutis (da alma) que se aproximam das nossas, apenas o fazem como

forma de adaptação para os recém chegados de nossa realidade, pois em verdade a maioria,

ou todas as coisas, se resolvem a nível do mental, pela faculdade criacional.



No escopo da Grande Fraternidade Branca (GFB) todos os Avatares e seres

brilhantes da história estão contemplados como representantes de algum Raio, tendo vivido

algumas encarnações na Terra (p. ex. Saint Germain foi São José). Assim Buda, Jesus, Rei

Arthur, São Francisco de Assis, Leônidas, Asclépios, Samana, bem como seus pares

femininos, a exemplo de Maria, todos fazem parte da GFB. E além destes, seus notáveis

representantes na Terra, como p. ex.: Apóstolo Mateus, Pedro, João Evangelistae e Paulo de

Tarso. Há uma explicação evolutiva e existencial para a vida, a nível de planetas e mesmo

de sistemas planetários ou constelações, então há uma ciência própria que não permite

ignorar ou julgar sem respeitar.



Como já vos disse o primeiro contato que tive em oração com tal “instituição” foi

algo promissor, pois a luz que se colocou inundou a sala de forma ampla e estável,

puríssima. Ela iluminou o ambiente de forma surpreendente (sabe aquela imagem da luz

quando entra pela janela e inunda o ambiente: é como tal só que vem do mundo espiritual).



Mas tudo isto vos falo como preparação à declaração que farei. Nas Regras de Ouro

de Saint Germain havia a orientação de não usar roupas vermelhas ou pretas. E isto mal

entendido parece negar uma porção da existência que tem sua excelência. E dizer também

que provém da influência da Raça Ariana, da qual provém a população germânica, seria

pouco considerar a excelência da fonte.



Então como entendo e explico a questão. Entendo que a recomendação para o uso

de roupas claras e não-vermelhas seja uma forma de estimular o discípulo ao Alto Astral.

Mas não ignorar ou negar as realidades das cores, nem sua perfeição divinal. Contudo, esta

restrição a mim posta, repercutiu no pescoço de meu filho menor, que “acidentalmente” se

enroscou no cordão da cortina e ganhou um vergão. Este sinal de ferimento entre a cabeça e

o restante do corpo de meu filho (pescoço), só não me levou a cancelar minha participação

numa celebração da GFB que ocorreria no dia porque o pequeno demonstrou não ter se

abatido com a situação. Então firmei e atendi à solicitação, vestindo branco.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, apareceu como negra, se vestindo de

negra. Jesus portava um manto vermelho. Ninguém pode negar ou ouvidar o amor e

sabedoria destas divindades.



Então aqui entra o coração que resolve, abençoa, e purifica qualquer situação,

santifica a Criação.



O preto é a quietude universal, é onde o universo pode se expandir. Quando está

escuro e se acende uma lâmpada logo clareia a situação. Porque houve energia, a luz é

energia em expansão. A vastidão do universo vai clareando conforme sua ocupação. É algo

tão óbvio que é natural. A luz é matéria em movimento, é vida, é ação.



E conforme a incidência de energia a superfície vai se transformando. Não se

percam em considerações racistas e preconceituosas sobre a situação. Deus tem a Suprema

Sabedoria para colocar tudo em ordem e adequação no Universo. E o mandamento continua

sendo único.



Quanto ao vermelho compreendo as relações da carne que lhe são inerentes, e a

personificação do inferno como um local rubro. É uma questão de densidade que o Ser

Espiritual está abençoando, está purificando, mas recomendando aos neófitos cuidarem

doutras expressões onde há cargas menores que possam afetar sua integridade existencial

material.



O vermelho é uma expressão terminal, é o elo de ligação espírito-material, é o

físico-corporal, o que nos aproxima do ser animal. E há um certo paradoxo entre a pureza

de um animal, que é inconsciente, e sua faculdade natural (selvagem, animal) de matar e

morrer, da reprodução sexual, como forma de viver. Este espelho existencial da vida,

passageira, peremptória, é o que é alertado ao discípulo para ter o devido cuidado ao lidar,

para ter êxito consciencial ao tratar (como ser consciência, eterna, sem se apegar e sofrer, se

iludir, em meio a todas as impermanências que são “culturalmente” (profanamente) tidas

como “valores dignos de vida” e na realidade são apegos que conduzem desamorosamente

a prisões e mortes.



Quanto ao sexo, também representado como vermelho, a exacerbação e o

desequilíbrio quanto ao prazer nele contido pode levar o homem ao vício nesta densidade

vibratória: daí a “condenação”, a evitação para a sublimação, para o viver noutras

vibratórias, como a do coração, da inteligência, da consciência..



Mas o sexo físico, denso, vermelho, faz parte da criação e é uma forma legítima de

expressão, saudável mesmo que diretamente não usado para a procriação, mas para o prazer

e equilíbrio da relação. Imagine como condenada estaria a mulher que menstrua todo mês:

ou teria que procriar sempre, durante todos os anos de sua maturidade sexual, ou teria de

mudar sua fisiologia funcional. Então calma e sabedoria no trato de tal.



Contudo, está ligado à uma dinâmica de vida e uma sabedoria, não comumente

usual para os que celebram um estado de manutenção universal, sendo estes naturalmente

mais conservadores em relação ao processo de criação. É nas coisas densas que os seres de

menor consciência se identificam a nível dos desejos materiais (animais, e cobiçam, por

vezes até com o uso da Força do Dragão, os bens ou direitos do irmão).



A expresão de vida ideal está relacionada com um equilíbrio sistêmico, a

consciência do ser. Assim o coração deve acender para realmente transcender a expressão

desta natureza do ser. Transcender da paixão à iluminação. Mas vede que são formas,

gradações do amor. ( A “cabeça de baixo” nos aproxima mais dos animais selvagens do que

a “cabeça de cima”).



Um caminho é bom quando tem um coração. Então é melhor amar.



Sublimar, conhecer sua essência luminosa, andar por caminhos onda a paz

(representada pelo branco) o possa inundar, a suavidade alcançar. Depois cuidar da

expansão ou dos estados “mais difíceis” (circunstancialmente ou históricamente falando) da

vida material. É isto que os mestres estão a conselhar aos discípulos da luz.



Na vida espiritual há o galardão para quem conhece a luz, mas mais avançado está

aquele que a domoinou a tal ponto que no mundo consegue morar, no vermelho tem

autoridade para caminhar. Dos pés à cabeça ele consegue estar, Cristo no Mundo está a

Reinar.



Entenderam isto? Entenderam o alerta da regra quando avisa do vermelho ligado à

ira, ao derramamento do sangue, e do preto ligado à morte, à noite, à falta de energia e à

escuridão de orientação? Conheçam primeiro a luz, despertem Cristo em seu interior, e

ganhem a Liberdade na Luz do Amor.



Outra chave para bem usar o preto e o vermelho é ser humilde, ser puro, ser simples.



Entao tenham intimidade com o preto, com a noite, na pura paz interior. Tenham o

vermelho de uma flor, de um rubi cristalino, vibrando na luz de seu interior. E Sejam

Radiantes no Amor.







LIGAÇÕES

A melhor ligação que há é aquela que vem do alto. Ela é representada como

o Divino Espírito Santo ou a Coroa dos Anjos, dos Santos, o Lótus de Mil Pétalas dos

indianos. Vi uma vez uma foto de São Francisco com um facho de Luz descendo direto do

céu sobre sua cabeça. Estas ligações são as melhores.



Mas há as ligações nas correntes. A cabeça do indivíduo está ligada ao trabalho, à

tarefa, à família, à religião, à alguma forma de instituição que lhe dê direção, força,

caminho de realização. Assim há muitas agremiações. As militares costumam ser muito

fortes, pois exigem obediência e disciplina. Estas mentes ligadas nas correntes costumam

criar um ambiente próprio, mas quando percorrem caminhos especiais ou excepcionais

costumam refletir o grau de fidelidade de seu grupo, ou seja, a mente não é muito suscetível

às variações do padrão ao qual está formatada.



Então tanto mais institucionalizada é uma pessoa tanto mais formada sua concepção

existencial, seu caminho, seu modo de proceder diante das coisas. Educação de berço é

como chamam isto nas tradições familiares. Mas há os que nascem bem preparados (seres

evoluídos de outras vidas).



Então há culturas e culturas. Culturas maiores raciais, culturas menores nacionais,

culturas locais; culturas universais, culturas planetárias, culturas da moda, culturas de faixas

etárias, culturas de gêneros, culturas de níveis sociais, cultura de níveis educacionais;

culturas religiosas, culturas da forma, culturas antigas e novas.



E tem gente que é “bem” ligado nalgumas, de sorte que forma uma. E tem gente que

possui ligação fraca com todas, e não forma nenhuma. Isto cria diferença de vida, isto

diferencia um quotidiano. Qual é a identidade brasileira. A maioria responde miscigenada:

misturada. Isto pode ser uma benignidade, se não houver confusão de valores (conflito e

crise), pois propicia a formação de uma cultura superior, rica no amor, diversa e

compreensiva.



Mas nisto também há uma ordem, ainda que representada pela figura do sentimento.

O ordenamento da harmonia, do equilíbrio, da comunhão universal, e nisto há muitos

códigos de consideração e respeito às alteridades. Assim o canteiro de diversas matizes se

estabelece.



Mas se uma ligação é frouxa, miscigenada ou não, o indivíduo tem a mente

disponível, e isto pode ser terrível como a internet com vírus ou recebendo Spans a todo

momento, ou noutra linguagem, mudando de idéia a todo momento ou sendo atormentada.



O sim não é sim, o não não é não, fica tudo relativo dependendo da situação: o

sujeito sem um caminho definido e perdidão. Esta cabeça sofre desequilíbrio, enfrenta

problemas na vida como drogas, divórcios e descaminhos os mais variados possíveis. Não

há estrutura linear de vida assim não há saúde, paz, segurança e outras virtudes que são

interessantes „a vida de qualquer um (não falo no sentido da monotonia, mas sim da

consciência sempre presente num caminho de luz, consequente),.



Com a globalização os sistemas de vida estão cada vez mais em interação. E cada

vez mais está revelado o amor como única solução. Mas a mente firmada num caminho de

fé, altruísta, é o caminho de luz que conquista a Bem-Aventurança.



Mas o que me motivou escrever estas linhas foi o fato de conhecer como algumas

pessoas estão disponíveis para determinadas coisas e outras não. Como se abre e fecha

portas, como se estrutura um caminho reto de sorte que não haja desvios de percurso.



Por um lado eu já vos falei do Manto de Maria onde há toda uma cobertura do

devoto como se vivesse em um envoltório, ou seja, num recorte especial da realidade. Está

inserido mentalmente (existencialmente), e daí seu ser. A comunhão cristã lhe confere uma

identidade. É uma forma de enxergar a realidade, seja por onde for. Há uma sintonia de

concepção da vida que acompanha o indivíduo: assim seus olhos vêem, assim ele entende a

realidade: assim sua identidade. Então, no caso, o ser é cristão dentre cristãos (num meio

típico), e continua sendo dentre outros meios pois seu interior está formado e continua

sintonizado.



Assim ocorre nas mais diversas ligações institucionais ou ideológicas, e isto

estrutura o indivíduo a nível de sua realidade, porque mesmo que invisível, nesta ligação há

força além de orientação. Com isto é produzido “realidades distintas” conforme ligações

distintas.



No caminho tem de haver força e luz, pois só isto explica como se é inteligente, ou

rico, ou belo, em meio à indigentes e necessitados. Há ligação com a fonte que sustente tal

condição. Em verdade vos falo que se isto não houvesse não viveriam, não sustentariam

suas vidas desta forma, pois o meio ambiente os tragaria.



Se estivessem disponíveis seriam solicitados pelos “necessitados” do caminho a

cada instante. Quando a mente não está firmada no Caminho aparecem várias

oportunidades de se desviar. Quando a mente está aberta para muitas coisas, também elas se

apresentam com suas forças. E se isto ocorre no real, pode ocorer com maior alcance no

plano mental.



Uma estrutura mental bem resolvida consegue discernir e dar a correta resposta ao

que vir. E muitas vezes ela nem é interrompida posto que há um direcionamento unívovo de

sua atenção, concentração, que se torna imperturbável, impenetrável, indesviável.



Quando andei em confusão perdia o curso de minha situação, e ficava meio

desorientado, meio perdido, em dúvidas e vacilações. Isto requer concentração, oração,

vigilância, para voltar à à atenção contínua e concentrada, ao Caminho Luminoso. A

natureza também é prodigiosa, Nossa Mãe é maravilhosa, e você pode ser ajudado a

reencontrar o Caminho por Santa benção (amigos, guias espirituais, meio-ambientes novos

especiais, a caridade limpa a situação etc.).



Alguém te pede ou te pergunta alguma coisa, e você atende. Abriu espaço para a

intervenção da Lei de Ação e Reação, para receber, no caso. Isto é conforme o mandamento

Cristão de “amar ao próximo”, e mesmo mais antigos que diziam “fazei ao próximo o que

gostaria que fosse feito contigo”, ou ainda conforme São Francisco “É dando que se

recebe”.



Quando isto ocorre a porta foi aberta para a iluminação, para a orientação, para o

acertro de sua questão. Eu dou testemunho disto. Mas acontece que por vezes em meio à

sua perturbação você não tem condição, não tem coração, para ajudar (está com pressa,

irritado, aflito, e vê o irmão com pouco coração). Então calma, paciência, aprende a lição

para não se perder mais não, pois todo que cai tem de levantar.



Outro ponto importante de ser alertado é “viver como uma multidão em conflito”,

com tantos casos o cercando, puxando um para cada lado. Isto é comum, e é entendido

como estresse. O indivíduo sente a energia no ser, no corpo, e vive a correr tentando

escapar, fugir, não sucumbir, diante daquele estado de coisas. A pressa é luta, é fruto da

desobediência: o ser deixou de atender à porta que a Luz Divina lhe abriu, deixou de

atender à Vontade do Pai, daí perdeu a Paz. (Note que distinguo pressa (stress) de

velocidade (agilidade); Compreeenda Cristo aqui quando revelava: “Eu e Meu Pai Somos

Um”)



O fundamento do Stress é este, janelas e portas abertas, sem resolver, que ficam

inundando o ser. O indivíduo que é estruturadinho, tem sua mente “fechadinha”, “certinha”,

firmada no caminho de luz, bem-aventuroso, mantém sua paz e proceder diante do que está

fora a acontecer.



Isto no mundo material também é espelhado pelos artefatos de segurança, por tantas

defesas e proteções que o homem se cerca. O exterior espelha o estado interior. A vida bem

resolvida, equilibrada em Deus, em verdade é bem mais pacífica, simples e ecológica. Mas

são tantas forças a se relacionarem, cada um em seu lugar, tantos “impérios” a sustentar,

ordens a alimentar, que tais condições passam a ser tidas como normais, naturais, em

virtude das “condições atuais”, de caos e conflitos sociais. Por isto há a representação dos

locais infernais, onde uma boa travessia requer condições especiais.



Mudar isto vem no meditar, orar, aprender a caminhar e bem temperar a vida,

buscando tratar e resolver cada coisa com A Presença Divina, a verdade que não deixa

arestas (coisas mal resolvidas). Esta é uma conquista que parte do interior e o acompanha

por onde for. “Eu venci o mundo”, disse Cristo. Ele aprendeu a viver.



Então é isto, Aprender a viver e bem resolver. Não é maior que você. A mente fica

limpa e a Luz o pode bem preencher. “Meu Pai dá testemunho de Mim”: outra forma do

Cristo se referir à Sua Ligação Divina (consciência). Assim é que se brilha pra valer.







AMOR VERDADEIRO

Amor dos humildes. Amor do povo brasileiro. Amor daqueles que todo dia

levantam cedo e vão cuidar dos seus afazeres. Amor de quem trabalha e se dedica pelo lar.



Amor que está a brilhar de forma sossegada, paulatina, reservada; internalizado no

caminhar. Amor dos que recebem o salário de cada vez, de cada mês, e com eles celebram

milagres de adaptação, a mente segura na administração e adaptação à condição.



Amor que ganha o mundo do aposento, que se aposenta, que festeja a cada

pequenina obra que incrementa, a cada eletrodoméstico que acrescenta, a cada filho que se

forma ou arruma trabalho, com a saída do aluguel, com a quitação da Casa Própria.



Amor de feijão e arroz no prato, de pão com manteiga, de café, de leite, do uniforme

e do material escolar de cada ano dos filhos. Amor que faz chorar porque consegue um

lugar, uma vaga escolar.

Amor do sim senhor, da obediência, anos a fio, ao patrão, à patroa, à dedicação aos

filhos. Amor interior que tempera com o mesmo sabor os anos que passam. Amor que faz

brilhar por onde, na condição e no tempo que for.







ANIMAIS DOMÉSTICOS

Os animais domésticos são adoções geralmente operadas por amor.



Há quem obtenha alguma utilidade prática deles: como vigilantes, como artistas (os

amestrados), como guias (no caso de cegos), como pastores, como caçadores, como tração

animal (no caso dos trenós em regiões geladas).



Mas o que é comum é que sejam adotados como de estimação, onde além da alegria

natural de suas presenças, de sua beleza, de sua amizade, pouco lhes é cobrado. Na

realidade dão trabalho pois precisam ser cuidados (estão fora do habitat natural e a

adaptação pode ser às custas de manutenção). Assim requerem alimentação, asseio e

passeio. E demais cuidados que se fizerem necessários.



São brinquedos vivos, amigos de outras espécies que muitas crianças e adultos

adoram. Mas o sentido prático é pequeno quando não são produtivos nem operativos.

Ficam ao nível estético, emocional ou educativo (quando qualidades inerentes à sua espécie

ou a ecologia são ensinadas). Não se dá o mesmo com as crianças humanas, que crescem,

se tornam autônomas, e por vezes até ajudam seus criadores. Os animais de estimação são

limitados em sua evolução e adaptação.



Então o que quero frisar é que “dão trabalho sem pagar”, são “investimentos a fundo

perdido”, e portanto muitas vezes fogem à um pragmatismo funcionalista do prático no lar

ou mesmo de uma perspectiva de racionalização do trabalho e organização de mínimo

esforço de manutenção.



O que se sucede então se há tanta adoção. Alguns dizem que a identificação é por

puro coração. Outros, geralmente espíritas, costumam dizer que há sim uma contrapartida

de doação por parte dos animais de estimação, sendo estes como “para-raios” dos males

que viriam atormentar seus donos. Há ainda quem acredite que eles colaboram no equilíbrio

ambiental, absolvendo a contrapartida do “Karma, Darma ou identidade Animal” de seus

adotadores.



Dizem que a caridade tem essa condição, de possibilitar ao caridoso a redenção, o

perdão dos pecados e mesmo a manutenção sadia (equilibrada) em determinado estado.

Mas o comum é que isto seja feito de coração, sem consciência e mesmo sem intenção

destas coisas (assim sendo mais perfeita a obra que vem do puro amor do coração). E se

não tiverem nada a quitar (a pagar a Deus através da caridade para com “os semelhantes”),

talvez fiquem créditos. Há uma condição do viver onde só há o viver, sem conpensação,

nada a perder ou ganhar, apenas viver.

Então a caridade para com os animais se dá ao alimentar, quando se leva para

passear, quando se está a acariciar ou mesmo a limpar o cocô ou o chichi feito ou não fora

do lugar. E na lei kármica da ação e reação (na magia do Karma/Darma) isto conta. É por aí

que a caridade está a abençoar.



Contudo veja que se pelo amor há certa compensação, no tocante à consciência,

como Filho de Deus (que conhece O Pai), fica uma lacuna a completar (que é o salto da

consciência animal para a consciência humana (divina).



Mas tem um trecho de uma música, que muito cantei, que diz que Jesus operava sua

misericórdia não pelas humanas obras, mas pelo Amor da Virgem Senhora. Isto quer dizer

que pelo amor que devotava à sua Mãe Jesus atendia do Céu, onde nada tinha a perder ou a

ganhar, aos apelos de sua Mãe que estava a abençoar.



O que quero informar é que para Os Celestiais podes ser como um “animalzinho”

domésticos que eles estão a cuidar (sem nada perder ou ganhar egóicamente). Houve em

determinada época a crendice mágica da imolação à Deus para se operar graças e bençãos.

Ora, em verdade, a magia pode se dar, mas o Criador não tem só este caminho para operar.

Ele tem outras soluções.



Isto não nega o valor da magia, está apenas a dizer que há mais coisa “no ar”, há

domínio de outras “tecnologias do criar e operar”. Mas a criação é concernente à cada

irmão, sendo dele o caminho de resolução (o livre arbítrio). Os Avatares ensinaram sobre

esta questão e a natureza deu testemunho das consequências de cada decisão.



Então receber com gratidão a faculdade de ser do rebanho cristão, animal doméstico

de Nosso Senhor, até que possas chegar à devida elevação da revelarção como Filho de Sua

Criação, é sábio.



Há quem possa bater no peito e dizer “eu sou útil ao Senhor”, pois obro para os

irmãos e em Sua Devoção. A Consciência Divina é Juiza desta questão, pois isto só pode

garantir quem conhece e está no Pai (Em Comunhão com A Coroa da Luz Divina).



Eu, desligado da Consciência Superior, da Presença Una com Nosso Senhor (de

uma consciência espiritual) sou como um animalzinho (que pretende ser grato ao seu Dono

Criador). Sem Ele não sou nada senão uma criatura que se lembra de Deus na estrada.



Por isto a fé, e a gratidão.







REJUVENESCIMENTO

Andei vendo algumas pessoas com olhos espirituais, e vi idosas muito belas e

jovens. Vi que suas almas exultam de alegria e boa forma, ainda que seus corpos sejam

aparentemente antigos.

Conheci que dentro delas mora uma força incrível que precisa ser ressuscitada,

resgatada. Rejuvenescer é reencontrar o que fazer com graça e alegria. É reacender o ânimo

que traz esta perspectiva de vida.



Eis um segredo do rejuvenescimento, da boa disposição e da permanente alegria no

coração. Obrar, viver com disposição de realização. Desenferruja, desoxida, conserta,

emagrece, fortalece.



Viver! Eis o Elixir.







CONSCIÊNCIA ADQUIRIDA

As práticas religiosas costumam ser condicionamentos, ou ainda ensinamentos,

sobre práticas e princípios de vida, caminhos existenciais.



Depois de introjetados (tais princípios de concepção e visão da situação, da vida),

eles integrados ao ser como sua realidade: ele passa a ser conforme isto. Então

determinadas práticas religiosas perdem seu sentido, pois não são mais novas, e o

indivíduo, se as repetisse, seria como um papagaio.



Então ensinamentos como o perdão, como o desejar bem e amar todos os irmãos, já

é uma realidade para o ser em questão. Assim sobra espaço para a verdade.



Quando deixa de se condicionar uma realidade, há mais condição de audição e visão

da verdade, consciência do que é como é. Só assim se pode ter completa paz no coração e

aceitar o que é de cada um sem vacilação. (esta condição interior, de paz, luz e

discernimento não é a mesma daquele que foi tragado e maculado n‟alma)



Assim é que a morte advém com naturalidade, as perdas e danos, mas também as

riquezas de toda sorte. Tudo é natural conforme a Vontade do Pai, a Vontade de Deus

Superior.



Mas note que não vos digo que se houver queda não se pode ou deve rezar, porque a

reza é como um banho, uma cura, uma renovação ou religação com o Plano das Bençãos,

da Paz e da Perfeição. Então a reza ou a prática de meditação/oração não é feita apenas para

o aprendizado de determinados dados, mas também como reorientação até que se atinja a

perfeição que não cai mais não. Esta é a Consciência Maior, Contínua, que é adquirida,

desperta ou reencontrada.







POBREZA E HUMILDADE

Houve um tempo em que estas coisas eram práticamente sinônimas, ou seja, tinham

o mesmo significado.



Hoje em dia, principalmente em guetos, morros e favelas de periferia dos grandes

centros urbanos, o povo sofre com os revoltosos. O meio ambiente sócio-doentio é mal que

leva até à morte. E a pressão é grande, pois as carências diversas se acumulam. Então haja

idoneidade moral ou fé religiosa para suportar as pressões de fora.



Há culturas ascéticas onde o voto de pobreza é feito por uma busca divina, então se

faz na verdade um voto de busca da riqueza interior, e há amor, respeito e sabedoria (não há

confusão revoltosa que gere banditismo).



No interior é comum se ver pessoas vivendo da natureza, as vezes pobres em

dinheiro e tecnologia mas ricos na humildade natural que comporta a sabedoria. E o

ambiente ajuda muito nisto. O céu estelar aparece mais, as árvores naturalmente tem

postura contemplativa, o ecossistema natural (menos alterado pelo homem), pode ser

melhor observado, e isto, creio, aproxima mais de um equilíbrio cósmico. Isto influencia o

ser.



Já na cidade o panorama é dinâmico, de velocidade, e de atrações que envolvem

geralmente condições de participação, condição do capital financeiro. Os prazeres,

diversões e realizações são anunciados, publicizados para serem vendidos. Então desejos

são criados nas massas.



E quem mora em prédio ou apertado, casa geminada ou sem quintal, não tem mais

espaço interior reservado para pegar sol ou contemplar o céu. As luzes da cidade ofuscam a

visão do céu estelar. Nestes locais é comum haver grande contigente populacional.



Isto cria um grande fluxo de energia que deve estar ativa. E dentro de um modelo de

sociedade competitiva só vão alcançar os campeões. Como alguns não veêm perspectiva de

uma vitória por caminhos legais, resolvem apelar, e “salgam” o lugar. Ouvi outro dia na Tv

que 80% dos traficantes de determinada região eram Jovens, e ouvi noutro momento que

perspectiva de vida era o momento. Tratar como “traficantes” estes jovens não me parece

provir de boa compreensão social.



Mas o povo em geral não pode bobear porque o stress está a bailar.



Outra coisa, ser pobre antigamente era compreendido como fenômeno da natureza,

dom de Deus. Os fenômenos naturais (chuva, sol, pragas, água etc.) eram muito

considerados e relativos a uma ciência maior ao qual o homem deveria ao menos respeitar

(amar ou temer) para buscar merecer. Assim a humildade era prestigiada.



Brigar com Deus Todo Poderoso era uma grande besteira. Vide a história dos

grandes personagens religiosos que derramavam sabedoria. E ali estava a natureza a

confirmar. Mesmo o Reinado deveria ser abençoado, ou seja, os dirigentes ou eram

religiosos ou abençoados por tais. Então a relação com a vida era bem mais identificada

com uma postura existencialista relacionada `Deus, à riqueza, vastidão e sabedoria da

natureza.



Mas hoje em dia a natureza se tornou humana. A organização social é humana, o

chão, o espaço marítimo, aéreo, social, tudo é controlado pelo humano. As leis que regem o

ciodadão são humanas. Mas a natureza humana não é tida como incomensurável,

impalpável ou divina. Então entram as imperfeições, as imputabilidades e os culpados. As

classes dirigentes reconhecidas como corruptas e incompetentes.



Isto está na boca do povo, na mídia, na consciência crítica. Então a perfeição divina

e o temor a Deus foram substituídos pelas obras humanas, “que falham”. Multidão em

conflito: caos social (banditismo, revoltas, terrorismo, guerra etc.).



A história do oprimido é como a revolta dos bichos que foram abatidos para

alimento ou viveram sob arreios. Imagine o que seria ser julgado por vacas, galinhas,

porcos, cavalos por tererm nos “alimentado”. Se não houvesse amor não teria solução

(perdão), seria condenação.



O exemplo é forte mas é isto. O fato pelo quie se vê, ao menos no noticiário, é

população acodstumada a combate armado (não por uma revolta classista ou religiosa como

acontece em outros países, mas na luta de polícia e bandido).



Então o pobre é contido. Ele é disciplinado pelo bandido, por um lado, e pelo

policial, por outro. Isto não é uma condição natural de humildade, ainda que ela exista, mas

uma condição de adequação, sujeição (disciplina ambiental severa – caminho estreito).



Ó Estado, Ó Estado, Ó Estado, o povo está com o “sapato” apertado. A vingança (o

ódio) contra a natureza, é tolo. Mas contra o indivíduo assumiu um significado especial:

matar o inimigo, o criador de tanta dor. Pau nele. “ Sai Satanás!”



Assim a humildade fica difícil de sustentar, a humildade do coração que vive com

devoção.” “Eu tenho de vencer” no individual contrasta com o revolucionário social, e “ A

Luta Continua”.



E surgem os “justiceiros” (marginais para outros) que praticam o chamado em

direitês (advoguês) “Uso arbitrário das próprias razões”. E daí vem toda a sorte e tipo de

condenações. E cadeia, e prisão e rebelião...



É neste instante que o povo está verdadeiramente a clamar por se libertar, sair do

pesadelo, renascer, Viver. E nisto estão todos da nação como irmãos. Fora da Luz não tem

solução. Na Luz Espiritual é que está toda a solução (O Divino Espírito Santo é quem tem a

condição de banhar a cada um e a nação. Este é o Caminho.







CABALA OU MANDALA CIRCULAR

O ponto, o círculo, a esfera são representações de um universo centrado. O cruzeiro,

ainda que o madeiro que tenha representado Cristo tenha a haste vertical mais longa,

também é um símbolo de equilíbrio centrado, pois o centro, o meio, se extende nas quatro

direções do plano universal, simbolizando o homem em sua figura corporal ( em pé, de

braços abertos).



Estes símbolos centrados, a exemplo dos circulares, simbolizam a perfeição da

Criação Divina pois não ensejam, não suscitam, na interpretação simbólica comum, a noção

da divisão, da dualidade contraditória, entre o encima e o embaixo, entre a direita e a

esquerda, entre concentrações fora do equilíbrio. O símbolo me comunica perfeito

equilíbrio.



Então não tem o que ascender, não tem a noção de estar de um lado e ter que ir para

o outro, a fim de encontrar o meio. É como se o meio estivesse sempre presente, ainda que

manifesto em sua expansão que se dá em todos os sentidos. Vislumbrem isto. É algo

sempre presente e centrado. E sempre equilibrado. Assim é o universo da Presença.



Assim eu não estou em lugar algum antes de mim. A Criação, a Vida, está centrada

em mim. Eu posso percorrer o universo assim. Em mim. Eu Sou.









O PORQUÊ DO CELEBRAR O AMOR

Primeiro porque é bom. Para si e para o mundo. É o sentimento de comunhão

universal. Segundo porque você cria isto, respira isto, vive isto. Então seu mundo, seu

universo será isto.



Vide que há muitas outras qualidades, virtudes, que se poderia priorizar. A virtude

da força, a virtude da inteligência, do conhecimento, da saúde, das riqueza, da arte etc. Mas

nenhuma delas atinge o seu climax nem é tão boa sem amor. O amor é a pérola que

enaltece a obra, que faz brilhar a vida em tudo quanto é lugar.



É no amor que se é possível a inteligência mais radiante, a força mais exuberante.



A solução sem amor pode ser a dor. Com amor novas coisas aparecem, acontecem.

É assim que a luz do amor enaltece. Ela mostra coisas, abre a consciência para a perfeição

universal, e assim cada coisa fora do lugar é arrumada de modo ideal. Este é o segredo.

Assim todos os problemas encontram soluções brilhantes.



Isto não é só um querer de um romântico idealizador, isto é energia que brota do

coração, abrindo a visão, a percepção de um universo harmônico através do chacra cósmico

da integração, e as pessoas sentem o perfume e conhecem que é bom. Elas acalmam e

recebem luz.



Então é físico, é mágico, é admirável. Contagia e revela esta natureza fantástica, a

natureza de perfeição do mundo divino. Cria paraísos porque vibra assim, tem esta sintonia

na realidade. É um caminho passoal que irradia para o geral.







O TRABALHO

Disse certa vez um Grande mestre aos seus discípulos que no caminho da

iluminação, do autoconhecimento, do encontrar Deus, aqueles que não trabalhavam, que

não desejavam isto, deveriam trabalhar, e aqueles que muito queriam ou muito

trabalhavam, tendo-o como algo essencial à vida, deveriam deixar de trabalhar.



Isto parece um escândalo da contrariedade, e é, a não ser que se tenha fé que Deus

está além das relações de trabalho humanas, além de altruísmo culturais (ainda que

“caritativos”) e assim é prioridade e estará em qualquer condição, pois ele é antes disto tudo

e é criador natural.



É sabido que alguns homens que muito trabalharam quando se aposentam morrem.

Perdem a ligação com o mundo, a disciplina e a energia que os fazia levantar e caminhar a

cada dia. E perdem o equilíbrio pois das tarefas que fazia se esvazia.



Imagine que a mente de um homem recebe uma ocupação todo dia, então tem de se

empregar, está direcionada e aplicada, e assim celebra e direciona sua energia. Os homens

que assim fazem estão ligados a correntes de energia, a fluxos operacionais. Assim eles

pensam, tem força e celebram a vida.



O trabalho como aprendizado traz uma performance de ensinamento sobre a vida.

Ele não é pura caridade porque é trocado, recebe salário. Mas pode ser feito com amor e

assim ser rehabilitado. Todo trabalhador é digno de seu salário. Isto em verdade, no mais

alto valor, teria como pagamento as graças divinas em unidade com a remuneração

material. Isto é perfeição.

No trabalho o que se ensina se aprende, o que se conserta a si endireita etc. Disse

um sábio mestre que quando isto se esvazia, termina, ou seja, a lição foi aprendida e

expontâneamente se encaminha outra coisa pois a natureza é prodigiosa em celebrar aquilo

que é necessário para cada um em seu aprendizado da vida divina. Por isto que falam em

muitas vidas, pois o aprendizado da perfeiçãop pode ser extenso. “Tudo para sua

santificação” é compreensão superior disto.



Imagine que um Buda chegou a um vazio existencial com plena consciência de sua

mente, sem desejos. A primeira coisa que lhe brota ele caminha. Porque ele não tem

julgamento e é a vontade de Deus. Tudo é puro nesta condição.



Neste sentido um Buda não necessariamente habita o paraíso (aos olhos exteriores),

a não ser um paraíso interior. O fato é que ele se iluminou, e mergulhou. mergulhou onde

Deus “mandou” (O Caminho é natural). Nova vida, nova situação, nova condição. Como

conhece a Luz, e veio da Luz, ele empreende nova ascensão, Iluminação. Há iluminações

temporárias e duradouras. Quanto dura cada uma depende da condição. Só Deus sabe.



Mas há também uma condição de emancipação desta situação. É quando o mundo

espiritual é revelado pelo consciente que é independente, é gestor criador. Esta é uma

posição muito elevada, a de criador de sua própria realidade.



Numa condição a mente se eleva e enxerga a criação, o amor divino é sentido no

coração do irmão. Noutro esta situação já é íntima e consciente, é a Vida Presente.



No final todos cumprem a vontade de Deus com grau de liberdade e autonomia

diferenciados (é sempre uma questão de consciência). A diferença é que uns optam pela

dor, outros pelo amor. A Unidade só este último encontra.







CIRCULAÇÃO

Já vos escrevi sobre correntes, mas agora vou esmiuçar, detalhar, entrando na

filigrana do pensamento.



Lembre que já vos falei da importância e do valor do pensar, do cultivar algo que

parece tão delicado e sutil, e o é, pois é de extrema relevância no mundo espiritual. O

pensamento é energia, é ação no mundo espiritual. Com ele há elaboração, há força de

transformação, ele dá forma à energia da criação.



Mas compreenda que esta energia está relacionada ao ser que a mobiliza, e nisto

pode haver gradações em termos de dimensões (consciência cósmica ou tópica) e pureza

(um pensamento cristalino e outro turvado).

A vida assim é algo especial e os condicionamentos são revelados, são desfeitos sob

a luz espiritual. Isto representa viver na matéria como espiritual, neste patamar

consciencial.



Agora imagine que uma porta se abre na sua frente, no seu caminho. O que você faz

com ela é relativamente o mesmo que você faz com seu pensamento. Quando há amor a

porta é abençoada. Mas para uns há portas e portas, numa confusão danada. Portas a

esquerda e à direita, portas de todo tipo, tanto para cima como para baixo. E ainda portas

que se contradizem, se julgam e disputam.



Limpar tudo isto, e ter clareza, discernimento do caminho, é uma benção e um

cultivo. E isto é geral, e “igual”, do indivíduo à humanidade (consciência pessoal e

planetária).



Quanto maIs o homem se perde do amor, da harmonia universal, mais o homem

entra em condicionamentos, daí o que vos falei das leis. A ordem natural, ou divina, foi

sobreposta por um condicionamento disciplinar. Assim, muitas vezes, não mais o Pai do

Céu, a consciência luminosa, comanda a ação do indivíduo, do ser, mas as normas. Com

isto criou-se instâncias particulares de vida, que ainda que sejam distintas de uma ordem

maior, universal, um dia voltarão à ela, pois aqui está a paz, o amor e a felicidade última de

toda consciência de vida.



Isto explica o chamado arrependimento dos povos bíblicos que retornam a Deus a

fim receberem Suas Bençãos, inclusive o perdão. Isto explica a devoção a Deus como o

todo poderoso e todo bondoso. Isto explica o temor a Deus, Senhor dos Exércitos e de

Todas as Forças da Natureza. A desobediência à natureza divina, ou o pecado como é

comumente chamado, é quem traz esta ambivalência entre a natureza divina e o ser. Então

este é o Deus Supremo, o Pai da Criação, visto de acordo com a condição de cada irmão

(isto por vezes não apenas inerente à forma pessoal, como responsabilidade individual, mas

também relacionado à situação em questão, por exemplo ao “buraco” em que está cada um,

onde as culpas são diversas num meio pouco ecológico, pouco amoroso).



E o Deus Humano, o Cristo, é aquele que como Jesus falou, conhece o Pai e entrou

na Unidade Divina. Obedece ao Pai, porque é Um Consigo. O amor do Pai está no Filho. E

neste amor há Vida. Vejam vocês que isto diferencia os filhos de Deus das criaturas, mas

como também já vos revelei é qualidade da consciência.



Agora imaginem a diferença entre obedecer a correntes do pensamento e a correntes

universais. Há que se ter discernimento para reconhecer. Há correntes que são culturais, que

são modas peremptórias. Por isto sempre o amor. A consciência por onde for.



Bom, chegando no que me motivou a dissertar, o que quero revelar é que problemas

de circulação físicos estão relacionados aos espaços conscienciais mal resolvidos, às portas

abertas que o pensamento mostrou e que a consciência divina do ser não alcançou, não

solucionou, não tratou com a devida luz do amor.

Esta filigrana é consciencial, e como tal é relacional, pois representa interação

social/natural. E de acordo com a administração de tal é que há os problemas circulatórios

em suas mais diversas manifestações (relacional ou física) e as conseguintes soluções,

curas.



A ciência é tão complexa quanto o é a vida. Imagine que Jesus andava sobre as

águas. Isto quer dizer que sua consciência cósmica pairava acima das correntes, marés, dos

oceanos ou rios. E pescava homens, pescava suas consciências, elevava-as para que

conhecessem o Universo, Deus. Na correnteza a consciência comum é a do caminho, das

coisas do mar ou do rio. Nas alturas a consciência é cósmica, é o que chamam de

transceNdental.



Vide então que isto cria uma diferença de interatividade, de contato. As portas que

alcançam um não são as mesmas que alcançam outro quando suas consciências andam por

paragens distintas. Assim suas necessidades e seus sentimentos. É como se fóssemos de

acordo com a sintonia de nossas antenas. De acordo com esta é que falamos ou dançamos.

E quanto mais próximos de Deus, mais próximos da consciência da vida eterna e das coisas

celestiais. Mas note que não há julgamento pejorativo sobre as demais, apenas um lar

natural e um poder natural de acordo com a consciência de cada um. Há sim identidades

distintas, ambientes distintos, na Grande Casa de Deus. Na compreensão Céu e Inferno são

“perfeitos” ainda que de qualidades diferentes (um carretel e um embaraço são prefeitos

como tais ao olhar puro).



A saúde é benção divina que dá a condição de entrar e sair de cada situação com

perfeição. Com esta todas as portas vão sendo tratadas, solucionadas, sanadas. Isto é saúde,

isto é amor, isto é paz interior.



É Ciência Superior o ligar e o desligar coisas e pessoas, o “abrir e o fechar portas”.

Ligar ao céu um terreno é literalmente como enviar um faixo a iluminá-lo, é como uma

abertura do céu descendo como um foco de luz até a cabeça, proporcionando saúde, guia,

uma boa vida para o irmão. Esta é a ligação que a espiritualidade fala.



O amor foi a instrução que Cristo nos deixou. É um sentimento que vai trazendo o

aclaramento. É nesta graça que vamos sendo absolvidos dos nossos pecados, das nossas

ligações de mortes, dores e horrores. Até quando no ligado ao céu nos encontramos.



Há lutas, há teimosias, que apenas trazem altas pressões ou depressões (calor ou

frio), problemas circulatórios. Esta luta costuma ser danosa. Já vos falei que o simples

ajoelhar permite um descarregar do que estava fazendo os joelhos inchar. Mas tem de se

entregar, de pedir esta benção e deixar a energia o abandonar, “a Mãe Terra está a

abençoar”. Doeu, não retenha o ar a trancar, isto é somatizar através da pressão do ar (o ar

que se respira e se está a trancar mantém uma ligação). Deixe a dor o abandonar.



Se abra para conversar. Cuide, observe as energias que estão a chegar. Mantenha a

consciência.

Círculo-ação, uma volta em torno, de si, o centro do universo, de Deus, do existir.

Saiba receber, o centro em você. Quem está ligado no céu faz isto naturalemente onde

estiver, e o faz puro e acertadamente. A mente vazia e iluminada é o estado deste irmão.

Assim presente em toda a situação, com solução. Este é o estado da perfeita circulação.







QUEM NÃO TEM EGO

Não tem o que fazer. Não tem destino, não tem propósito, não tem interesse, não

tem por quê. Então ou fica a deriva sem ter o que fazer, ao sabor das marés, ou cumpre

missão, ou ainda tem elevação para os Planos da Sublimação, em êxtase e gozo sem

pretensão.



Tudo isto faz parte da criação. Olhe na rua quem não tem objetivo como anda. Anda

meio devagar, sem pressa, sem destino. Se tem objetivo, se tem missão, tem um caminho

definido. Então sua mente tem orientação. Busca cumprir sua missão como prioridade de

sua situação. Assim ele “luta”, não contra os outros, mas principalmente para ser eficaz em

sua elaboração. No Caminho está a Luz de Sua Realização.



Mas a renúncia a tudo e por tudo o leva a “morte”, pois já não tem tesão para brigar

por nenhuma situação. Sem desejo e sem agressividade ele sucumbe no cúmulo da

passividade. Há um tempo que ainda que não brigue por si, briga na defesa do próximo,

mas há outro tempo que até isto se esvazia. Então ele encontra a morte (num suicído

passivo se estiver num meio competitivo). Sem se defender vai “embora”.



Isto é doentio, é sinal de “perdido no mundo”. Se estivesse na Luz estaria realizado,

vigoroso, saudável. No Caminho de Luz um Ser destes derrama sua graça por todo local

que passa.



Esta passagem que vos narro vos assinala um ser em profunfo estado depressivo,

estagnado, em meio à grandes trevas existenciais. Tudo cai e/ou não lhe motiva a

conquistar ou perseverar.(talvez seja o que os Grandes Místicos chamam de Noite Negra da

Alma). “Tudo” leva a pessoa ao recolhimento, renúncia, abandono.



Lembram daquela passagem do Evangelho que descreve a Piscina de Siloé. Dizia

que de tempos em tempos a pisciana era agitada pela descida de um anjo, e que o primeiro

que mergulhasse receberia sua cura (muitos doentes ficavam `a sua volta esperando a

oportunidade). Ali Jesus encontra um Paralítico que há muitos anos esperava sua cura (até

então outros mergulhavam na sua frente). E Jesus diz “levanta...” e o homem prontamente é

curado.



Aquele que não tem ego mas está no buraco é similar a estes que aguardam as

bênçãos celestiais.



E ela chega. E formado em Jesus e Maria ELA JÁ CHEGOU.

O homem sem ego encontra o Pai da Criação e vive em Eterna Iluminação.







SURFAR NO OCEANO DA VIDA

Usei por diversas vezes esta alegoria, mas creio que não a tive tão clara quanto

posso transmitir agora. Por isto volto a me referir para que compreendam.



No oceano, que representa a vida, a água é como uma atmosfera composta por

pensamentos onde há correntes de pensamentos, correntezas, que comumente são denotadas

como rios, ou seja, caminhos por onde passa determinados fluxos, só que no caso do

oceano o “meio exterior” às correntezas pode não ser terra, mas também água. E no caso do

surf o que se fala é quanto à “vaga”, onda, fenômeno comum nos mares agitados,

principalmente testemunhado em algumas praias.



As ondas são diversas, surfáveis ou não. As ondas não-surfáveis são comumentes

denominadas de caixotes, posto que quebram repentinamente por sobre si sem dar espaço a

navegação, e com isto dão “soca” no banhista que se aventura (quando criança brinquei

muito com isto, tomar soca, e a sensação é a de quem é enrolado, virado de cabeça para

baixo, para cima, por vezes bate na areia do fundo, e vai avançando em cambalhotas

submersas, geralmente com o ar contido, até a beira da praia, onde a onda chegou e se

esvaziou). Já a onda surfável forma um tapete em sua frente e lateral onde o surfista fica a

deslizar, e se comporta de tal modo que permite ao surfista escapar de seu quebrar,

inclusive mantendo-se no limiar do túnel de água que se forma em seu deslizar lateral.

Assim o surfista não toma soca, apenas desliza por sobre as águas.



Mas além de ondas há correntes marítimas, “rios” de água que correm dentre as

águas do oceano, que afastam ou aproximam do litoral, que carregam a destinos diversos.

Assim ocorre na “água-da-vida” quanto às correntes de pensamento e o próprio oceano do

pensar. Na vida mental há tudo isto que comumente conhecemos como fenômeno natural. E

a terra seca seria um local onde a água não é o meio físico envolvente (luz pura, estável

como “Terra Firme”). Daqui se compreende melhor a alegoria cristã do “pescar homens”.



Então, trocando em miúdos, há modas, tendências de comportamento, ideologias,

todas encaminhando o ser numa corrente de idéias/comportamentos. Formam rebanhos de

adeptos, filiados, fãs, partidários etc.



Então surfar é deslizar sobre estas coisas. Consciência em Deus.







O TEMPO NA VIDA ESPIRITUAL

Quando se está na unidade espiritual o tempo é a expressão do real, do que se vive:

é sempre presente.

Ou seja, quando não se está dividido, tudo tem seu tempo, não há conflito. Se não

há conflito não há ansiedade, não há divisão de sensação (“ a mente” limpa está na luz

espiritual). Então há aplicação, concentração, Presença.



Note que isto é fundamental pois elimina a sensação de divisão, e portanto a

ansiedade que nos traz inquietação. É paz. É só um influxo que o está chegando e que está

prontamente sendo resolvido. Então não há uma dimensão do conflito o coabitando,

realizando o que chamamos de situação estressante, comportamento estressante . Não há

espaço para isto.



Nisto o presente se estabelece como contínuo. E a vida, como eterna (um caminhar

sem ansiar). Só é possível testemunhar isto quem conhece a unidade (a paz de se estar puro

em meio a um ambiente de pureza – a luz espiritual reproduz este ambiente paradisíaco

onde não há estresse ou contaminação). Não há desejo do porvir nela. A vida é contínua e

eterna, sem desligar.



A dimensão é a da claridade, pureza e paz.







A ARTE MARCIAL, O BOM COMBATE

A arte marcial deve ser vista como um exercício de aprimoramento do ser. A

expressão do que busca a perfeição dos movimentos traz um domínio sobre o próprio

corpo, destreza, elasticidade, e daí a própria vida vai sendo trabalhada.



Conforme os limites vão sendo superados (a confiança e a paz conquistadas), a luta

se transforma numa arte como um bailado coreografado. E isto criando prazer, satisfação,

equilíbrio, fluidez, saúde, vai eliminando o ambiente do conflito (mais alegria, beleza e

força pacífica). Assim se luta sem agredir, sendo o Bom Combate o do aperfeiçoamento de

si.







A LEVEZA DO SER

Conta uma parábola oriental que um urso, um coelho e um cão encontraram um

ancião adoentado no caminho. Logo se prontificaram a ajudar. O urso trouxe peixes, o cão

uvas, e os ofertaram. Mas o coelho nada encontrou que pudesse ofertar.



Então o coelho meditou. Após, pediu ao ancião que acendesse o fogo, e pulou. Logo

sua alma é vista voando para o Céu.



Li esta parábola num mangá (gibi) que conta a história do Buda. No mangá viajam

um monge, uma mulher e um menino, por um local seco, sem alimento. Já na iminência de

morrerem de fome, descobrem a existência de uma grande cobra com muitos ovos, e os

desejam.



O menino, que tinham o dom de se comunicar com os animais, e até de usá-los

(dominava-os espiritualmente), consulta a cobra quanto a oferta de alguns ovos. Ela fala

que trocaria por um deles, que a pudesse servir de alimento.



O menino propõe tirar a sorte no palitinho, e propositalmente perde, se oferecendo

ao sacrifício. O monge protesta. O menino diz: a mulher estava procurando pelo filho, o

monge tinha uma missão, mas ele mesmo nada tinha, então se entrega à cobra.



O monge logo lembra da parábola ensinada por seu mestre. (O menino não morreu,

mas chega a adentrar o interior da cobra: a cobra, abatida por um guerreiro passante,

acabou os servindo como alimento)



O que me despertou escrever foi a leveza, a sutileza da vida de tal menino. O

desprendimento próprio da liberdade de quem possui a consciência da eternidade e o amor

em suprema simplicidade. Os poder que ele tinha sobre os animais não foi nem cogitado.



Um lindo menino, bom toda vida, bem simples. Sem vínculos a cumprir a não ser o

servir. Ofertou sua vida como uma roupa que se dá aos mais necessitados do caminho (um

caminho natural como um gesto simples de felicidade).



Eu fiquei pensando na consciência de um espírito assim, quanta paz, quanto amor e

quanta liberdade. Tudo isto com muita simplicidade. E sobretudo verdade.







A RELIGIÃO DO SIMPLES

Vede que o homem que anda de bem com a vida é um realizado. Ele não precisa

conhecer as coisas do espaço, ele tem luz para viver. Assim o saber é simples, a vida

também. E a paz e a alegria imensas e simples.



Isto vos digo pois volto a afirmar que cada um está bem no seu lugar se tem luz, se

tem paz, se tem amor, se tem Deus em seu interior. E não há de ter nada de fantástico na

vida de um homem de bem. Ele será limpo e feliz e conhecerá as coisas conforme a luz de

seu caminho.



Mas no amadurecer o ser tem a luz do saber. Assim naturalmente tem fé e celebra o

porvir. A vida de um homem equilibrado, realizado, antevê seu destino. Assim abre a porta

para a espiritualidade. Ela naturalmente celebra seu caminho infinito e universal com

consciência de tal.







“EU NÃO SOU ESTE CORPO”

Esta frase, que é um pouco estranha ao ocidente, é comum ao meio espiritualista do

oriente. Ela representa a falta de identidade entre a matéria e o espírito, entre o perecível e o

imperecível.



Isto quer dizer que estes ascetas tinham consciência, ou ao menos fé, de seu corpo

espiritual, ou seja, estavam centrados em seu “corpo sutil” com o qual realizavam viagens

astrais (no meio espiritista ocidental isto é chamado de “desdobramento” ou “projeção”).



Então note que isto pode ser entendido como havendo um corpo espiritual, uma

consciência, em desalinho com o corpo material, de expressão terrena. Isto quer dizer, e

revela, existir uma diferença entre a essência e sua vestimenta, o espírito e o corpo (o

motorista e o carro só são um no Zen, na Unidade, fora disto a identidade é relativa, e

mesmo no Zen, na Unidade, há uma identidade natural diferenciada: o carro e o piloto). Por

isto “no amor somos iguais”, “somos um” tem de ser devidamente compreendido para ser

verdadeiro. A comunhão universal com Deus não é ser o universo, mas amá-lo. A união

indissolúvel celebrada no casamento cristão é antes objeto consciencial (não meramente

carnal).



O corpo traz um conjunto de relações sociais, naturais, tradicionais, genéticas

(cármicas), que foram cultivadas desde sua geração paterno-materna até todo processo de

condicionamento cultura educativo pelo qual passam os filhos até alçarem sua

independência cidadã. Claro que isto é interativo com o espírito. Mas imagine que mesmo

um espírito sábio tem de ir assumindo controle sobre seu corpo para se expressar (corpo

físico e relacional, além das correntes). E num nascimento comum, desde bebê, isto

representa uma caminhada, não só de aquisição da destreza física, mas das habilidades

relacionais finas representadas pela expressão do ser em geral: postural, facial, da falar e do

pensar.



Mas o corpo me pertence. Sim, o corpo te pertence enquanto tens domínio sobre ele.

Lembram o que Cristo falou para seus apóstolos, que por enquanto decidiam seus

caminhos, mas que haveria o tempo em que seriam levados para onde não queriam. “Se em

teus olhos tiverdes luz, então todo o teu corpo luz será.”



Mas quem não anda assim, não anda pela luz, anda conforme o corpo, pois ele

comunica à mente seus influxos, suas necessidades, e pode moldar seu comportamento. Se

isto estivesse na luz, veriam luz sempre (na realidade há níveis de iluminação / de saúde/ de

consciência que criam as realidades específicas de cada meio). No comum não se tem

consciência desta dança de vida, desta dança do corpo e espírito, apenas se vive procurando

manter o equilíbrio. Mas se o estágio evolutivo do planeta for “inferior”, “selvagem”, isto

será natural ao equilíbrio das relações. Nisto estão as correntes, as relações sociais-

culturais, que estão no sansara da vida, ou seja, no rio da vida, na roda de nascimentos e

mortes.



Quando o espiritual bota a cabeça para “fora d‟água” (visão espiritual, compreensão

da verdade que se torna nítida) ele começa a enxergar a Vida, a vastidão do infinito e sua

vida eterna. É a visão do horizonte universal. O pescar homens representa isto, elevar a sua

consciência existencial.



A consciência crística é voltada para a luz, para o amor. Ela é ligada ao cosmo. Em

se tratando de água, ela é ligada não a um rio, mas ao oceano cósmico da vida. Ela é

diferente por isto, não só porque ela crê nisto, mas é isto, está em consonância com isto.

Assim Ela É.



Mas aos que dizem que em essência todos são, posso dizer que ainda que perfeitos,

estão no Caminho do Rio, crendo e vivendo no rio, conforme o rio, segundo o horizonte do

rio. E isto é natural para os que o estão a navegar. E o rio tem vida, tem força, tem brilho.

Se o Rio for cristalino, no paraíso ele pode estar.



Por isto dizem que as coisas do espírito só tem sentido para cada um quando

despertam para ele. Quando a pessoa do rio tem “saudade” do oceano, deseja navegar nas

águas eternas.



Mas assim mesmo não há que “criticar” o rio quando suas águas forem cristalinas.

Esta é a vida do criador em sua forma pura. Então na realidade tem de reencontrar o

equilíbrio cósmico da criação na matéria, na terra, e sair da ilusão de dores, da poluição, e

encontrar a perfeição. Este caminho é o da comunhão, que no seu ápice recebe o nome de

amor puro, cósmico, universal.



A Unidade Divina não é unidade com tudo que é maldade ou mesmo com a ilusão.

Ela é unidade com o Pai da Criação. Daqui se compreende a perfeição das coisas. A

conquista desta condição é que requer a desidentificação com o mundo da ilusão (a vitória

sobre o “mundo”), ao qual chamam figuradamente com lapidação do cristal, purificação,

que o torna Translúcido, cristalino.



A Luz sempre existiu e existirá, mas este estado de consciência encarnada iluminada

é rara. Iluminar um corpo é criar um paraíso existencial individual que irradia para o

universal. Só assim se entende a frase “Eu Sou a Luz do Mundo”. É deste brilho que Ele

falou.



Ele representa o Cristo. “Eu e Meu Pai Somos Um”, eis Sua Representação. Mas

note que para determinada consciência da existência esta Luz Humana foi temporária, o

Templo foi derrubado, e sumiu aos olhos dos comuns. Aquele corpo social que o condenou

não mais o viu, a condição expirou.



O Cristo `a Sua Casa voltou.







MANSOS COMPASSIVOS

Estes são os que mais endividam. Porque encarecem a vida daqueles que toleram.

Porque suportaram sem se prenderem, sofreram sem molestar. Difícil é conquistar este

galardão para os que tem no coração orgulho, revolta, sede da justiça da ilusão.



Os mansos se elevam desde então. O ser deles se compadece nas alturas, se rigozija,

se enaltece e se enobrece. E isto não é um dom próprio da condição econômica, ainda que

no mundo possa estar mais próximo dos simples, que não agridem pela conquista ou

preservação de seus bens perecíveis.



Os mansos herdarão a Terra. A Terra de paz e de Amor. A terra da União, da

Comunhão. Não adianta querer comparar porque a Terra destes se encontra em outra

vibração. Quem vibra “mais baixo” não encontra. Esta vibração não é prostração, doença,

mas sobretudo paz e elevação porque tem consciência de Deus na ação. Há ainda os mansos

pela fé. Creiam, tudo é levado em consideração para a elevação.







MORTE E REPOUSO

O repouso não está na morte. O repouso é antes um estado de equilíbrio, paz,

harmonia. A morte já é uma ruptura, um fim de algum estado.



Assim descansa na luz aquela que está radiante. Um ser pode repousar para

descansar e suas células estarem emitindo luz, em plena radiação. E assim ele pode

trabalhar e ficar, sem se cansar.



Note que a paz, aqui falo de corpo e alma, é um profundo estado de gozo, que pode

ser entendido como um repouso excelente.



Note: equilíbrio, harmonia, inteiro, integral, ecologia ambiental. isto traz repouso,

descanso, satisfação, realização e outros sentimentos de ação em felicitação de comunhão.

Você pode estar parado, ao mesmo tempo em que aceso.



Já na morte houve interrupção de algo, alguma alteração de estado. A morte pode se

dar via desagregação, do corpo com a alma, do corpo em si em decomposição. A morte

pode se dar com uma simples mudança de estado. Mudou de endereço, de emprego, de

visual, de astral etc.



A morte é o repouso onde a ação cessa de uma forma de manifestação. Assim, a

morte, em seu limite, seria a inércia total, quando cessa toda ação, e a matéria, que é

energia, fica estacionária. Mas lembrem que a energia pode ser despertada para emissão,

expansão, ação. Lembrem da energia atômica como se dá.



E a vida, a luz da criação, é a ação. Ela expande, emite, irradia, inter-relaciona. O

limite da ação pura é a pura luz.

Note que o preto, cor de absorção da luz (dentre as cores o preto é a cor que em vez

de emitir luz, a absorve), mesmo que considerado como símbolo da morte, da energia

estacionária, das trevas, da escuridão, tem na natureza uma brilhante demonstração. O preto

é a cor do carvão, que submetido durante determinado tempo a determinada pressão, é

ativado e se transforma em diamante (mineral translúcido e brilhante). A matéria básica que

os compõe é a mesma, o carbono, apenas seu arranjo, sua organização molecular muda.



A natureza é isto, a criação é isto. Esta exuberância de manifestação, de morte e

repouso, de vida meu irmão.



O TEMPO

Já vos falei que o conceito de tempo está ligado ao sentimento. Todos, creio, já

tiveram a sensação do tempo passar mais rápido ou devagar.



Hoje vou revelar que sem ansiedade a sensação do tempo é de paz, e a paz

proporciona amplitude, completude, um preenchimento de satisfação que nos conduz à

eternidade.



Então para aqueles que tem a vida mais equilibrada, mais estabilizada, a sensação de

tempo é bem diferenciada daqueles que tem uma vida estressada, onde não há monotonia

nem tampouco harmonia, e as coisas correm em louco afã, como quem busca suprir a todo

instante um equilíbrio instável que precisa constantemente de previdência para não ruir.



De fato a sensação do tempo está relacionada com a eternidade via a paz. Fora dela

o tempo é lento ou fugaz. E esta paz tem a ver com atenção, concentração, no objeto de

realização (isto se dá com naturalidade na paz). Com unidade em relação ao ato de

elaboração. Quem está nisto, está limpo, inteiro no que faz. Assim tem a Paz da Realização.

Tem a capacidade da dedicação e da integração com o objeto da realização, seja ele qual

for.



Mas fora disto o indivíduo está dividido, pois está acometido por outros influxos de

energia, solicitações na mente ou no corpo, que o ficam a preterir de uma dedicação

integral, total, com seu objeto de atenção especial. E conforme a freqüência e o tipo de

interferência a que ele esteja acometido, se tem o stress ou a tribulação.



O indivíduo que fica assim fica a “apagar fogo” ou administrar muitas coisas ao

mesmo tempo, em “pouco tempo”. Em contraponto a isto está o Zen, que também pode se

chamar de Paz, ou seja, o indivíduo, a vida, como um fluir contínuo de um rio único, numa

única direção, em perfeita e pacífica ligação. Assim é que chama a arte Zen, quando o

indivíduo se conecta ao seu objeto de realização e forma com ele uma unidade relacional

pacífica. Assim não há dualidade ente o ser e o objeto de realização, há uma unidade de

interação, ação. Um exemplo comum disto é dirigir um carro tendo consciência de seu

motor, lataria, faróis, rodas e todas as suas partes; não apenas conhecendo sobre isto, mas

sentindo isto (sutilmente sem pensar ou manifestar no físico: se sabe, se conhece o

equilíbrio que há na unidade). É desta forma que a consciência percebe como vivas todas as

coisas e as escuta, a natureza, mesmo material mineral ou física inercial, tem vida e se

comunica (isto pode ser traduzido como pensamento mas não o é).



Esta forma de ser estabiliza o universo existencial, e é bem propícia para se

conhecer o mundo espiritual.



Imagine agora você respondendo à velocidade da luz. Quantas coisas seriam

possíveis de ser feitas numa velocidade de 300.000 Km/s (trezentos mil quilômetros por

segundo). Isto é quase inconcebível para quem como um complexo vivo (corpo físico) se

desloca, em boa forma, a 16 Km/h, ou seja, a 4,4 m/s.



Mas é algo inteligível, ou seja, a mente alcança. Agora imagine isto para quem se

comporta assim, nada nesta velocidade. Isto passa a ser uma coisa natural, normal, sua

qualidade, inerente à sua manifestação.



Então percebam que o tempo para “Este Ser de Luz” se comporta assim. Algo

normal e natural como quem “anda”. Imagine então a noção de tempo com relação à

capacidade de realização quando se comparam as coisas. E lembrem que o espírito é

energia, é luz.



Então, estar em unidade com seu espírito, e ter seu corpo iluminado, consciente na

unidade, bem pode explicar as crenças orientais de seres iluminados que assumiram o

completo domínio de seu corpo físico, desmaterializando e materializando o corpo onde

quer no tempo-espaço.



Note que a paz se dá em qualquer velocidade.



Hoje em dia estas coisas estão mais próximas da imaginação, assim do real, haja os

filmes de ficção científica já se referirem ao teletransporte de corpos, das naves para os

planetas ou outras naves, e mesmo em Túneis do Tempo-Espaço e demais formas de

transporte. E para quem ainda ache isto incrível é só pensar na televisão, que transporta as

imagens, e hoje cada vez mais populares como no caso das Web Cam, dos Celulares, que

fazem isto com simplicidade e individualidade. E se de alguma forma há alguma densidade

de energia na fotografia, a questão do corpo é uma questão de evolução.



Vide então, meus irmãos, como o tempo pode ser concebido de forma tão

“fantástica” e “universos paralelos” podem engendrar vidas e tempos tão distintos. A

Consciência é Deus, é quem nos dá esta Presença, de Vida. A Paz é Universal.







QUEM VAI E QUEM FICA

Quem vai vive outros ambientes, outras coisas. Quem fica cultiva a casa.

O mundo de quem vai são as coisas do mundo, da nova localidade aportada, do

caminho. O mundo de quem fica são os elementos de uma certa intimidade da moradia, da

família, da “rotina” de suas cercanias.



Quem fica por vezes sente muita falta de quem vai, pois fica um espaço vago no seu

dia a dia. Quem vai por vezes sente muita falta de quem fica, dos elementos de sua

moradia.



Para quem vai, quem fica pode ser mais um querido, especial, no seu dia a dia. Para

quem fica, quem vai pode ser o elemento essencial que traz as boas novas de um outro

espaço de vida.



Para quem vai, quem fica pode ser o mais que queria. Para quem fica, quem vai

pode ser uma expressão especial de sua vida.



Quem vai e quem fica dependem do sentimento no qual se sintoniza. São especiais

na dança da vida. E por vezes até se revezam nas partidas e vindas. Belo é o amor. Sempre!







RACIONALISMO E AMOR

Tenho ouvido falar que preferem o racionalismo, que preferem a razão antes do

coração. Isto tem conformado “consciências”, principalmente algumas acadêmicas. Como

refutar?



Note que vos falei que consciência não provém necessariamente do conhecimento

histórico processual, tecnológico, operacional, ou seja, do “mundo do conhecimento”

também chamado “mundo racional”. Isto porque a consciência é presente e funciona numa

dinâmica diferente, inerente à dimensão do amor, da comunhão à que está relacionada.

Assim a consciência não é mais só conhecimento, mas sabedoria viva.



Ao homem que crê em determinados caminhos como próprios do amor, até por uma

questão cultural, pode Deus, a luz, refutar como sendo falso e peremptório seu ideal. “Não

sabem o que fazem”, nem o que pedem, muitas das vezes. Não têm consciência espiritual,

amorosa, e navegam na morte dolorosa da vida ilusória. Nisto os ensinamento bíblicos, ou

religiosos em geral, são contumazes em alertar (os vãos prazeres materiais, perecíveis e

ilusórios, em contraposição às eternas riquezas espirituais). Mas quem está perdido disto

não sabe, crê ou lembra como é isto. Então vamos iluminar para que haja o reencontrar.



O problema não é a razão em si, a luz da razão, mas o caminho obscuro, falso e

odioso que se encontram os que se acham cheios de razão e na realidade são repletos de

abominação (por isto não amam).



Então, assim, a razão não passa de um mero caminho sem um final verdadeiro, ou

seja, é apenas uma “visão de ocasião”, relativa a determinada posição, a determinada

questão, que não enxerga o todo, uma justiça maior, e assim funciona num patamar odioso.

É como numa confusão onde acabam se destruindo em vez de conquistarem o galardão da

justiça que traz a recompensa da paz e do amor.



Num mar de lama, de confusão há o conflito que encerra a vida do irmão. Não é à

toa que não vêem as portas ou janelas do céu. Não é à toa que lutam tanto, tem dissabores,

adoecem, envelhecem e morrem. Dizem que tal é tão sério que é inerente à cultura natural,

animal, planetária. É assim o Plano Evolutivo, o Patamar, o Nível do Planeta Terra, onde se

nasce, cresce e se degenera. Mas nem todos, ainda que em Terra, são criadores deste tipo de

realidade, e vivem noutra esfera, e quando se vão a consciência os liberta da “degeneração

da terra”.



A consciência difere da razão pelo simples fato de ver mais amplo, de pertencer a

uma vibratória de luz imaculada, de ser própria de outra realidade, e assim ver “com mais

verdade”. A razão da consciência está relacionada com a vibratória a que está conectada,

por isto que se diz que a “razão do coração” é a melhor, porque há amor.



Então a razão de uma pessoa que odeia e quer vingança é punir, matar, extravasar, a

justiça pela dor alheia conquistar. A razão de quem ama é ter uma solução que permita

amar sem ter que abandonar este paraíso.



É curar e fazer brotar o amor por todo lugar que for. Este é o ideal de quem está e

quer ficar no amor.



Mas numa vida comum um tal ser pode ser considerado um bobo, e ficar por último

por não quere disputar ou lutar. Então a sabedoria se torna relacional, como que no

caminho do ideal. Ela não age como seria no paraíso, mas o constrói de acordo com as

condições do meio ambiente para a obra.



Então vejam o fato como uma gradação, um caminho para a perfeição. Até que o

racionalismo e o amor possam se dar as mãos em profunda comunhão. Mas vejam que o

ideal é que os dois caminhem juntos desde já.







“PARAÍSOS”

Viver no paraíso é ser feliz com gente feliz.



Eu imaginei um supra-sumo disto num ambiente espiritual de pura luz. Tudo sendo

luz de perfeição e pureza. Assim eu fui procurando em terra como criar isto e me deparei

com a morte e todos os parâmetros de contrariedade de uma vida que não pressupõe a

morte como uma transformação dadivosa mas como uma perda danosa.



Então uma das coisas básicas e bastante simbólicas ao qual me defrontei foi com a

alimentação à base de carne animal. Não matar, não frustrar. mas logo pensei que com o

aumento da sensibilidade nem ao vegetal gostaríamos de ofender. Então pensei em colher

apenas os frutos maduros que estivessem no tempo de se oferecer para serem transformados

por amor, como um caminho de beleza que se oferece ao Criador. Então a alimentação

asssim passou a ser um ritual de entrega, de comunhão com devoção, de um ser ao outro,

em transformação.



Mas daí novamente minha sensibilidade, meu intelecto, deu um salto, e disse:

porque amadurecer e morrer. Em tal grau de harmonia, amor, estabilidade por onde for, as

coisas não pereceriam, mas continuariam, manteriam seu esplendor. E daí passeri a me

alimentar da luz.



Pronto, neste constituinte minha mente, sensibilidade, não encontrou ofensa a

ninguém.



Mas daí me perguntei: como ser feliz em terra sem esta forma tão incomum

(alimentar-se de luz) sustentar. Daí me veio que há pessoas felizes a irradiar paz e amor

sem nesta performance “restritiva” se encontrar.



Então encontrei a comunhão com o que tem de bom. Em tudo há o bom. É uma

questão de discernimento e aproveitamento. Aqui o paraíso terrestre em meio às

intempéries ou condições diversas. A cabeça ligada na luz, o resto Deus conduz.







DIVISOR DE ÁGUAS

O cristianismo em geral, a exemplo do próprio Cristo, só cultiva a Vida. “Amai a

Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Amor, perdão e caridade são

palavras chaves desta religião.



Então todo o seu culto é baseado nisto. Há muito pouco de admoestação. Isto

caracteriza a religião. Os problemas, as dificuldades, as provações costuma ser entregues à

Deus para expiação. O auto-sacrifíco, a exemplo do que fez o próprio Mestre, é a outra

forma de redenção.



Mas noutras religiões esta não é a ênfase não. Dente por dente, olho por olho, e o

pau quebra na “encomenda da celebração”. O que digo é que na macumba e demais rituais

desta sorte as encomendas são feitas para a morte, a queda ou desunião do irmão.



Dizem que não se deve ser amigo de um Exu, mas respeita-lo. É porque o tipo de

personalidade não tem vínculo de compaixão nem de tolerância, podendo auferir o próprio

mandante de sua ação. Mas o que vi, e senti no que conheci, é que são “humanizados”estes

encantados, podendo ser bons, honestos e justos, até sem caráter ou escrúpulo de acordo

com sua freguesia, seu meio. Então note que são como a vida. Árvore boa dá frutos bons,

árvore má não.



A entrega a Deus para a melhor solução não é o caso não. É pedido o que se deseja.

É contratado um Exu, uma Pombagira, ou qualquer outra denominação, de forma que

possam realizar o que está a pedir o irmão. Então a energia, a magia, é direcionada com esta

intenção. E daí entra o que acharem conveniente para o feito em questão, manipulando

elementos da natureza que venham a contribuir com aquela intenção. E se oferecem

pagamentos, aos encantados, às entidades, aos quais são chamados de obrigação. E daí tem

toda uma sorte de sustentação como uma batalha que se mantém a fim de interferir na vida

do irmão. O reverso da medalha pode ocorrer e a maldade voltar toda contra o perverso e a

casa de sua celebração.



Então eu já falei e vou falar mais uma vez: vamos cuidar de coisas boas para não

guardar nenhum temor. A justiça não é mesquinha.



Os que cuidam de coisas boas são libertos pois saem da vibração da guerra e entram

no amor. Já expliquei e falei muito sobre isto. Mas há a justiça e os justiceiros.







CONCLUSÃO

O Ser Humano é Um Abençoado Filho de Deus que dentre as criaturas está no mais

Alto Pilar da Existência, o que pode ser considerado como O Ser da Mais Alta Consciência.

Sua Manifestação é a Síntese do Criador.



Neste Ser está o Amor, o único irradiador da perfeita comunhão. Isto ocorre pois a

Luz Fina que representa o Amor é A Constituição mais Prima e Pura do Criador, É A Base

de Toda Vida, do Viver. Quem nisto está ou alcança atinge a Verdade Absoluta e Enxerga

deste Plano a Criação. É por isto, por atingir este Plano Primordial, Básico, da Existência,

onde habita A Perfeição Inicial, Constitutiva de Tudo que Existe, é que o Ser se torna

Universal, em Perfeita Comunhão Existencial.



Por isto é que dizem que A Consciência Divina do Homem, O Espírito, É Eterno.

Porque neste, nesta, está e reside O Princípio Imanente, A Chama da Vida. Daí O Espírito

Vivificar a Alma (que é um corpo sutil), e por conseguinte, através Dela, O Corpo.



O Homem que Unifica A Vida Em Deus Unifica Seus Corpos, Se Ilumina.



Então veja que são gradações, que podem ser chamadas de revelações, por isto se

diz Tomar Consciência de Sua Divindade, Despertar para Cristo (O Cristal Limpo) e Ser

Luz na Unidade do Divino Espírito Santo.



Vide que isto, como nos disse Cristo, era Sua Realidade em Seu Reino, No Reino do

Pai ao Qual pertencia, Conhecia, e De Onde Vinha. O vencer o mundo, e o viver no mundo,

tem esta diferença consciencial para o Ser de Luz, Que Tem consciência de Sua Luz.



A “morte”, vista assim, é apenas como a vida que se transforma pois a Consciência

Imperecível continua luzindo em Seu Amor. A Vontade do Pai é reconhecida pela

Consciência Divina Que Caminha.

No fundo está A Força, no Âmago está A Verdade, são expressões que representam

este encontro com a Essência Luminosa da Vida, com Este Amor Universal. Por isto falam

que a agitação da superfície não corrompe o Homem Centrado Em Si, Que Se Conhece,

Que Está Fundamentado Em Sua Sagrada Expressão Eu Sou.



Andar Conforma Isto, Em Unidade Física, é A Vitória Final, do Corpo de Cristo, da

Igreja de Cristo, de Seu Retorno ao Mundo Carnal. Note que Isto Já Foi Possível, mas

Pouco Durou. Estado de Consciência é Estado Vibratório Organizado, Claro, Limpo:

Consciente. É um Estado de Ser que pode ser considerado como A Visão Limpa, o

Sentimento Limpo, de Um Paraíso Iluminado, completamente Clarificado, Harmonizado,

Tonificado, Consciente ainda que No Mais Absoluto Repouso Que É Vida.







CONSCIÊNCIA E AMOR

A consciência está relacionada à existência, O amor à comunhão.







PRÓXIMOS PELO AMOR

O mandamento cristão diz; “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo

como a si mesmo”. O que isto significa: Amai ao Criador, à Luz Divina, à Consciência que

é Vida Eterna, Ao Pai que Está no Céu, sobre todas as coisas; e ao próximo, aquele que te

toca o coração, pelo qual te enterneces, como a si mesmo.



O que há de real e de possível dentro de um contexto gradual, verdadeiro.

Obedeça à consciência, refine sua existência no sentido de ficar conforme à Luz Divina,

que é a vida de todas as vidas, por onde for e em que tempo for. E o amor significa estar em

comunhão com isto, de bem com isto, realizado com isto, ligado nisto e feliz com isto.

Quem tem a Deus tem A Vida.



Mas o próximo não é o ideológico, que rotularam como os “amigos de Cristo”,

quando este se referiu que se quisessem Encontra-lo o veriam nos pobres, adoentados,

aprisionados. Isto não é \necessariamente literal. Isto é uma referência para que os que tem

a alma sob tais condições possam enxergar sua alma no espelho da matéria representada

pelo seu próximo, e daí amando-os, ama a si e brilha a existência.



Aos endemoniados Jesus falou: Saiam, isto é ilusão, pois viu que o coração do

liberto era bom (a Graça de Deus estava com ele). Aquilo era como que uma pura tentação

de sua criação, então fez a correção.



Mas aos demais – pobres, doentes e presos – não foi pelo motivo criminal ou razão

pecaminosa pelo qual se encontravam presos ou doentes que o Mestre os considerou, mas

sobretudo por estarem em condições de reconhecerem e despertarem o amor verdadeiro,

quando já não se encontravam neste caminho. Aqui o motivo e os verdadeiros próximos do

mestre.



Digo isto para que não se confundam que Cristo está do lado da pobreza, da doença,

da prisão, por que estes é que tem a razão pelos seus crimes, como que foram injustiçados

“`a Sua Imagem e Semelhança”. Não se trata disto, não é esta ideologia que o movia. Mas

sim a condição dos que já se encontravam redimidos de coração, rendidos, maduros para o

amor divino. E àqueles que estivessem endurecidos, mesmo fora desta condição de

sofridos, Jesus ensinou que ao olhar para eles com o coração era o caminho de redenção, o

caminho de recuperação, pois neste sentimento encontrariam Jesus presente, em autêntica

ação e manifestação, pois Ele é Comunhão, Deus É Amor.



Então não confundam: quem tem como próximo o doente, o aprisionado e o pobre

em cumplicidade com seus pecados não está no caminho cristão, não está em comunhão

amorosa de libertação. Antes é servo da doença, da prisão e da ilusão que os prende na dor,

na solidão e na penitência da carência.



Uma coisa é o sacrifício por amor, mergulhar na lama para socorrer o irmão. Outra é

se identificar com o princípio da lama, da podridão, e se associar para aumentar a

escuridão.



As cidades, autoridades ou mesmo o crucificado que não recebeu Jesus, não era seu

próximo do coração, não foram para o mesmo lugar que o mestre não, nem caíram em suas

graças ou gratidão. Assim pobres soberbos e duros; doentes que não amansaram o coração,

presos que continuam no ódio e rebelião não são dignos da comiseração do Mestre, e

morrerão (não vou aqui revelar o tipo de morte que terão, mas com certeza não

acompanharão os cristãos).



Então ter pena do que é ruim, ou concordar com o mal, não é estar conforme o

mandamento cristão, mas antes contrariá-lo. Então pobres, doentes e presos somente são

próximos do cristão, ou são cristãos (em penitência de compaixão) nesta condição que vos

orientei. Os justiceiros estão a serviço da lei.







A FUSÃO DO EGO COM O EU

Como resultado tem-se o Eu. Isto porque o Eu é maior que o ego, é a sua porção

prima, superior, elevada, purificada, em comunhão cósmica.



O que seria o ego neste sentido: seria uma vida menor, sujeita aos valores culturais,

morais, tradicionais e às vivências da história de vida restrita do indivíduo na encarnação ao

qual é consciente (entenda por cultura toda uma história da humanidade, da raça, da religião

com a qual se identificou e da maneira como a si se colocou).



Então o ego não é um vilão, como por vezes pode parecer quando tanto insistem em

abandonos e morte do ego. Já falei que é algo que deve ser amado e transcendido, mas não

ignorado. Ele é um fruto cultural lato senso, aqui cultura compreendida como a formação

vivencial do ser em suas diversas relações normais, de uma história de vida

contextualizada.



E o Eu é a União Cósmica, é o amor tão decantado como libertador; É o equilíbrio

universal.



Já ouviram falar que o equilíbrio da parte pode não estar em equilíbrio com o todo

(por isto “perecerá”, mudará). Por isto diferenciam a lei dos homens da Lei de Deus.

Quando ambas concordarem há a unidade. Se isto porventura não estiver no mundo está no

seio do homem realizado, cristificado, e Ele caminhará. Se estiver no mundo unidade

haverá: eis a vida eterna, a eterna consciência do Eu.



Jesus falou destas coisas quando se colocava como divino, como essência do

princípio e fim divino ( O Cristo). Mas quem o via vulgarmente, via o homem de carne e

osso, até como “perigoso” pois se dizia “o Cristo” e tinha poder (fazia milagres, era profeta

etc.).



Nem todos viram Sua Transfiguração, e mesmo que vissem, se não estivessem na

condição,iriam alegar que era algum truque ou magia, para contradizer a expressão.



Como Cristo, Jesus O Verbo de Deus, foi a Ação Divina, o verbo aqui como uma

tradução da língua latina do poder de Criação de Deus. Na sua expressão material estrito

senso Jesus tinha em torno de trinta anos, mas como espírito tinha a idade da eternidade.



Porque Cristo perdoava pecados. Porque elevava a consciência ao amor universal, à

consciência universal, à consciência divina de Criador. Nesta não há dolo, não há culpa.

Tudo é sempre presente, novo, vivo e amoroso. Ele está, vive, tem a ciência disto e

perpetuará. Não há como pegar ou evitar isto. Este é um bem divino.



Quem se encontra com isto é renovado. Vive no perdão e na comunhão. Vive no

perdão porque tudo foi perdoado, não “vive dando perdão”: resolveu o passado e vive sem

pecado.



Quem renasceu como espiritual não presta conta a deus, está com Deus. nesta

dimensão não há prisão. A lei kármica regulava o ego, pois imerso no mundo da ação e

reação, mundo da imperfeição, mundo do pecado, mundo do que é desequilibrado. Mas na

unidade da criação este mundo já não existe mais.



Assim o homem iluminado não é mais sujeito às leis normais. O homem consciente

obedece a Deus porque reconhece Seu Valor Maior, e abençoa quando derrama isto sobre a

humanidade, quando revela isto, quando desfaz os nós da ilusão, da densidade insana, da

escuridão; Ele Em Si tem isto em espírito.



Eis o mistério da consciência divina, que teve de passar pelo coração para encontrar

sua ascensão.

A dimensão do amor espiritual é além do amor compaixão, que comumente é

relacionado à caridade e sacrifício pelo próximo (“morreu para nos salvar”) em detrimento

do corpo físico, do templo, das coisas materiais.



O amor espiritual é ciência universal, justa, sempre una. O que é imanente, é

imanente de toda vida, e como princípio tem a perfeição, tem a pureza primeva.



Mas o ego deve ser amado para ser libertado. Assim advém a compreensão. Quem

ama não possui identidade negativa que contrasta com o mundo da ilusão. Ele tem a justiça

na mão. É O Que É Em Perfeição.



Por isto Deus, o Ser Espiritual, pode “punir” sem estar na rebelião, sem estar afeito

ao karma da ação-reação. A Ação de passar uma roupa pode não ser contra o amarrotado, e

não é, mas antes, e sim, por uma forma almejada. Não há e nunca poderá haver dolo nisto

para quem tem a consciência reta no caminho, e só quem se conhece verdadeiramente e

profundamente pode isto manter: no ápice disto, no mais profundo disto, está o Cristo

(limpo, puro, “Cristal Verdadeiro”).



Nisto, e nisto, o homem pode ser rico à vontade. Ele estará apenas espelhando A

Verdade Que Deus Quer.



Um homem que é pecador, ou anda em meio ao pecado, pode ser fraco pois em

penitência ou missão, no purgatório pagando ou andando. Então humilde e até tímido pode

ir ficando, porque o caminho é estreito, e muitos os perigos que o espreita. Mas se tem fé,

ainda que meio esquecido ou abrandado, pesado, vai vencer, pois conhece e teme a Deus

em primeiro lugar e daquela condição de sofrimento um dia se libertará.



E conforme vá pagando, sendo perdoado, se elevando, irá se transformando. A

fraqueza dará lugar à fortaleza, pois forte é o homem que é limpo, sem dolo, que anda na

Luz de Deus. Este “olha de frente” qualquer coisa, sem medo, pois o que brota de seu seio é

luz, é pureza sem receio. E sabe, tem certeza, do com que está a lidar e o que fará pois a

verdade está a o presentear.



Assim é o Homem Correto perante Deus. E o caminho assinalado é o da

humanidade que O tem buscado.







TEMPO, OBEDIÊNCIA E DESEJO

O tempo aqui referido é o tempo divino. Entendam que o tempo divino é o tempo da

perfeição. É o tempo da força, da iluminação. É o tempo da vida eterna, da consciência

sempre presente. É O Tempo do Eu Sou.



A obediência a este tempo é a observância às coisas que estão sendo solicitadas no

amor divino. Assim, obedecendo-a estará na Luz Divina e esta não é moralista nem

assexual, ela é livre, eterna, imperecível.

Quem anda assim anda na graça, anda em graça. E o corpo é um frescor, pois

quando há luz nos olhos todo corpo se ilumina. É algo radiante. Alegria serena constante.



Nisto não há dores, é como administrar perfeitamente, tudo no seu lugar. Tudo

sendo atendido e resolvido, a máquina deslizando perfeitamente azeitada.



Mas entenda como o contrário se dá. No pensamento, ou melhor, na consciência,

nasce um caminho. Ele é tranqüilo e puro. Logo depois vem outro que diz: este é melhor

ainda. Mas se o outro não for natural e limpo como o primeiro, ele não está no tempo da

paz e da tranqüilidade, não está completamente maduro, não está perfeito para o uso. Assim

a segunda opção requer luta. Isto no Plano das Idéias requer firmeza e vigilância para

manter o “caminho reto”, para vencer no caminho, para vingar no objetivo. Isto no corpo é

contração, enrijecimento, endurecimento, dores etc (podendo chegar até o adoecimento).

No amadurecimento, com o aprendizado. o caminho reto vai sendo instaurado, iluminado e

se tornando único (invariável, indubitável, sem questões ou encruzilhadas que representem

dúvidas ou vacilações).



Por isto o aprendiz vai devagar, como a criança que aprende a andar sem cair. Por

isto que alguns se põe a orar, para não distrair quando algum desafio estão a enfrentar. E

mantém a consciência mesmo dentre legiões de demônios. Quem Está Em Deus é liberto do

mundo. A pérola não perde o valor ou o brilho mesmo se por entre a lama passar. E

proteção maior ninguém pode dar do que a do Pai Zelador.



E como se manifestou na consciência assim será no corpo e na vida.



Então aqui está a chave do tempo, da obediência à este “Tempo”, e o significado do

desejo, como desobediência.



Por isto conheci que um Mestre falou que a verdadeira religião era o Sim, no

sentido do cumprimento da Vontade, do Tempo Divino.



Assim Sou, Assim Sempre Serei.







A APARÊNCIA DE UM SER REALIZADO

Tem luz no seu estado. Quer seja transmitida através do seu vigor, a fé com que

realiza, que transmite em sua expressão, quer seja pelos claros sinais de sua iluminação, no

sorriso, no olhar, através da irradiação que inunda o coração.



A verdade vem como uma expressão da realeza, quer seja ela forte e esplêndida,

quer seja ela simples em sua pureza. Até quando não se sabe, isto é dito com naturalidade,

fruto da sinceridade. Assim ele é.

A BANALIZAÇÃO DA VIDA

Ouvi outro dia uma mensagem que considerei importante como forma de alertar a

consciência quanto ao que se cria como modelo e forma de vida.



Escutei que uma criança, ao ver o sacrifício do animal, caçado para ser comido,

passou mal. Depois aprendeu o ofício e encarou tal como natural. Assim foi quando mais

tarde a morte chegou ao nível humano, fato este que durante a guerra passou a ser algo

banal.



Isto quer dizer que as pessoas se acostumam. Acordar para o amor é ir lá no

fundamento e curar a origem do desamor. Renascer para o amor.







A VERDADE

A verdade é ser o amor. Assim encarar, assim proceder, em tudo que for.







SISTEMAS NUMÉRICOS (o 12 e o 10)

São sistemas de explicação da vida, de entendimento, de enquadramento do

universo.



Através do 12 se descreve o zodíaco, onde estão os signos e estão representados os

planetas e as pessoas. Doze são os meses do ano. Doze é uma unidade de medida

denominada dúzia. E no universo, e na vida humana, várias coisas foram referenciadas

como representativas do 12, lhe deram significado, como o caso do nº dos apóstolos do

Cristo etc.



O 10 já vos descrevi em termos numerológicos, em termos cabalísticos.



Uma coisa importante eu tenho a observar nesta criação. O 10 é concernente ao

sistema que carrega seu nome, o sistema decimal, onde está a matemática que

desenvolvemos enquanto ciência exata, pura. Nesta o 12 não se encaixa tão bem. Ele, o 12,

continua tendo sua lógica, seu equilíbrio existencial, mas não confirma o Oroboros, o fim

encontrando o princípio, o zênite de mãos dadas com o Nadir.



Como já vimos, no sistema numerológico decimal o 10 é o número da ressurreição,

pois 10 = 1+0 = 0+1 = 1, e na Cabala ele vem também após o 9, que é o número da

perfeição, do divino. Assim, numa perspectiva evolutiva, depois do ápice de um Plano há o

renascimento num novo Plano, assim o ciclo se reinicia, mas não igual, mas sim um nível

acima. Este desenho é representado pela espiral evolutiva, que cria círculos como num

feixe de mola ascendente. Assim sucessivamente, após a primeira jornada ascendente do 1

ao 9, temos “repetições” infinitamente, a cada nova dezena, centena, milhar, milhão ...



Esta é uma maneira lógica, emblemática, de ver o universo. Um enquadramento, em

determinada ótica, restritivo, posto que ainda que o Plano de vida mude, o processo é

cíclico. Então vejo-o como um processo didático de compreensão da vida, uma criação

referencial. Decerto alguém poderia dizer que não, que não há repetição, que não há carma,

e criar outra forma de apreensão. Por isto a Criação é livre e o que existe depende de sua fé,

de sua consciência. Lembre-se do Presente Divino como algo eterno (“sempre novo”).



Assim, adentrando na lógica interna de cada construção, tem explicação para o

mundo dual, ternário, quaternário, da estrela de cinco pontas, da estrela de seis, o 7 é o nº

das Igrejas do Apocalipse, no 8 está o Caminho Óctuplo do Buda, e no nove o Eneagrama

Sufista. Enfim todas podem ter uma lógica impecável em seu campo existencial bem

determinado, e assim explicarem a vida e referenciarem o comportamento humano.



Mas note que já o sistema decimal é um referencial. Nele fomos aculturados, e

quem quiser nele bem expressar deve o considerar ou se referir a um outro modelo

numérico, matemático. É através dele, da referência do sistema decimal, que leio o 12 sem

a identidade original de cada uma de suas unidades constituintes. Porque pelo sistema

decimal no 9 já teria terminado o que é original, básico constitutivo, sendo o 10, 11, 12 = 1,

2, 3 num novo Plano de existência ( não deixa de ser novo, mas um novo já referenciado no

princípio 0-9. Assim o círculo no sistema decimal termina no 10 (mais exatamente no 9), e

no sistema duodecimal no 12 (12 signos do zodíaco: 12 horas do relógio). neste o universo

é representado de 12 em 12, não de 9 em 9 como no sistema decimal. Isto significa que não

poderia ser grafado pelos mesmos símbolos numéricos do sistema decimal (que funciona de

9 em 9), mas por outros símbolos de identidade singular para cada um dos 12 elementos

originais. Vide que assim os doze signos seriam autênticos, assim as doze horas e a lógica

constituinte de representação do universo por em 12 bases primárias.



O que me chama a atenção do 12, além dos fatos culturais históricos, é que ele

analisado pelo numerologia baseada no decimal, representa a união do 1 com o 2, o que me

dá a idéia de casal (macho, fêmea), num patamar de equilíbrio, que é o 3 (1+2=3),

equilíbrio do Plano Material. Mas note que isto é um indicativo a partir do Plano Decimal

de Enquadramento Universal. O doze em sua essência não é soma, mas essência básica

universal (seu conjunto forma a unidade designada dúzia.).



Bom, essencial mesmo é o 1, o resto é criação.







TRABALHAR ENAMORADO

Vi, num programa de televisão, uma cena que me chamou atenção. O casal estava

trabalhando de forma muito agradável. É que além de estarem “curtindo” o objeto do

trabalho, estavam tratando-se como apaixonados, mais especificamente enamorados. Havia

na expressão, nos gestos, no olhar, um quê de encantar.



Ah, como isso é bom!







COMBATE À MALDADE

Só é possível com fé. Fé em si, fé na humanidade. Só é possível ao cidadão que

acredita que Deus é Bom. Assim sua Criação. Assim se aproxima do Reino da perfeição. E

este tem de ser um movimento coletivo, para que todos possam encontrar no seu irmão o

mesmo galardão. Todos em busca, acreditando na mesma premiação.



Este é o pacto de solução. A fé nisto tem de residir no seio de cada irmão. Assim

“mortos” ressuscitarão. Eu agradeço.







SISTEMAS DE LINGUAGEM

São sistemas de referência utilizados para a comunicação. Todos estão relacionados

à concepção da vida, pois referenciam ao universo da criação e O Criador. São elementos

simbólicos. São ferramentas mágicas que transportam ao significado referenciado.



Ora, já vos disse que os números também o são, não só em relação ao universo

quantificável mas também ao subjetivo (vide os arquétipos numerológicos).



Há pouco falei do universo organizado em 10 casas originais, de 0 a 9, o sistema

decimal. E também sobreo universo organizado em 12 casas, de 1 a 12, o sistema zodiacal.



Mas, além dos números, há outros sistemas de referência, outros sistemas de

linguagem. Há representação da vida humana em diversas linguagens. Algumas são únicas,

aos quais se dá o nome de arte (pintura, escultura, dança, teatro etc.). Outras são

combinatórias oraculares, representam a vida e servem ao homem em sua prospecção de

conhecimento (é o caso do Tarot com suas 72 cartas, do I Ching etc.). E outras são usadas,

singularmente ou em combinações, repetitivas ou não, criando símbolos para figuras

(objetivas ou subjetivas) definidas (línguas escritas como o português ou japonês).



Assim também o universo é representado, desde suas letras constituintes (o alfa e

omega da criação, o princípio A e o fim Z), até a significância de cada palavra, conjunto de

palavras (frase), texto de expressão (que possui um contexto que também é elemento de sua

composição). Assim vai do básico, puro, ao complexo circunstanciado.



Mas o que me chamou atenção é que se temos por infinito um contexto de

referência universal matemático composto por dez significantes básicos (claro que

repetidos), os números de 0 a 9.999.999.999..., imagine agora um alfabético com 26 letras (

A a Z, incluindo K,W,Y). E se pensarmos ainda na linguagem chinesa dos ideogramas, com

milhares de símbolos referencias básicos(desenhos sui generis), temos a impressão de um

infinito de maior proporção. Mas o fato que quero salientar são os referenciais básicos

constituintes da realidade, são elementos designativos únicos, não derivados.



Num alfabeto ou num sistema numérico restrito, as palavras e os números se

comportam como “universos relativamente repetitivos com poucos elementos básicos

constitutivos ( 0 a 10, A a Z”). Ainda que a lógica combinatória para referenciar o universo

possa ser perfeita, ela parte de poucos símbolos, combinação de traços. Mas a palavra na

sua criação é sui generis, ela tem um significado referencial básico, primeiro, único, mas

seu instrumental designativo, o alfabeto, é um derivativo conceitual. Na evolução da

linguagem procurou-se combinar logicamente o som e a grafia com o real que descrevia.



O fato é que há um prisma básico em cada linguagem, há uma pedra angular para

ela. Tanto as lógicas como as ideográficas ou fonéticas, que tem ou não sua contrapartida

falada ou escrita (haviam linguagens escritas sem contrapartida fonética, e linguagens

fonéticas sem contrapartida escrita). Mas elas são criativas, porque originárias, não

derivativas, ao menos no aspecto cultural da linguagem original). Se ela é evolutiva,

proveniente de uma lógica interna inerente à categoria, é outra teoria. Elas formam culturas,

são origens culturais.



Findando quero dizer que a Mente Compreensiva não é sujeita às lógicas culturais

derivativas. Ela vê o que é sem referência, sem recorrência. Por isto Jesus falou que antes

de alguém ser ele já era, que estava no princípio e está no fim. A Mente Compreensiva

conhece A Verdade Original em Sua Essência Primordial, que é própria, reside no Cristo

Imortal. Esta é A Individualidade Final, Original, que ama sem igual.







A CONSCIÊNCIA E A FORÇA

A consciência isolada pode ser pequenina, mas quando está ligada ela amplia sua

condição de ação.



Vede a devoção à Um Santo como traz graças a muitos. Vede como um líder

influencia as massas. Isto se chama força, tem haver com corrente, tal qual a tomada de

força que tem na parede ou que faz funcionar as lâmpadas e os aparelhos da casa da gente.



Todos que estão ligados no corpo se beneficiam da força, cada um em sua função,

no exercício de seu dom, cumprindo a Vontade do Pai.



A contraposição “filho do demônio, filho de Deus” é fruto da dualidade. Não

existiria demônio sem a funcionalidade (vida-morte), e o demônio não prevalece onde não

há o que o apetece. Então Filho de Deus, se liga com coisa boa, e te mantém, para evitar

ilusão: dor, sofrimento, prazer que logo encomenda o tormento.

Não há problema no prazer se não houver exacerbação. E é a consciência luminosa,

cósmica, quem permite esta compreensão. Na natureza do Mundo Animal (vide um dos seis

mundos budistas), existe aqueles que se disfarçam como iscas, ou com iscas, para comer o

outro. Isto é natural de uma realidade predatória (prazeres que levam à morte). E

comportamentos locais, próprios à um equilíbrio daquele Lócus da Criação, podem ensejar

uma mera reprodução dos costumes e lenta evolução (como o método da tentativa que

pressupõe erro ou acerto). Então quando a consciência alça o Plano Cósmico (as orações

servem à isto, por isto religião, religação com Deus), ela amplia sua existência e se retira

daquele meio de prazeres e dores, vida e morte, (o que chamamos de vida selvagem,

barbárie, terrorismo etc.) focando o Caminho da Luz como sua orientação da vida, de agora

à eternidade. Amém.



Este é o Caminho dos Chamados Filhos de Deus.



Daí a consciência no amor, que é lúcida comunhão, ser a melhor ligação.



Na vida tem de tudo, liberdade e prisão. A justiça sempre prevalece em toda

questão. E como na Casa de Deus tem muita habitação, é tua a opção de se ligar ao inferno

ou ao céu, e será este o meio ambiente de tua relação (a “verdade” da vida de tua criação).

Consciência clara é o caminho da salvação.



No meio campo se faz a opção, tudo é vida e tem solução. Para mim há um único

caminho: a luz, o céu, a Habitação mais Alta da Criação, e só a partir desta ligação se pode

descer sem confusão, em Santa Missão, ao Mundo dos Iludidos, trazendo A Verdade.



Eu agradeço.







A ESSÊNCIA É LUZ

A Iluminação consiste em Ser Luz.



Creio que a essência do ser humano, sua porção primordial, imortal, espiritual, é

luminosa. Em algumas culturas isto é chamado de Centelha da Luz Original. Eu denomino

como ao espírito de cada um, deixando à alma um estado intermediário para o corpo físico.



Há quem divida o espírito em três partes, a alma em três partes e o corpo físico

também. Assim nove partes ao todo:



1- O corpo do corpo

2- A Alma do corpo

3- O espírito do Corpo



4- O corpo da Alma

5- A alam da alma

6- O espírito da alma

7- O corpo do espírito

8- A alma do espírito

9- O espírito do espírito.



Eu comumente me refiro a três estados nesta obra: o corpo, a alma e o espírito, e

considero o espírito como a essência pura do homem, a essência de luz.



Então vejo a saga humana da iluminação como a conquista desta condição: Ser Luz

em todos seus corpos de manifestação: no corpo físico, anímico e espiritual. Isto se dá na

unidade integral.



Então o homem parte de seu primórdio espiritual, luminoso, conquistando mundos,

integrando estes mundos à verdade universal Eu Sou Luz.



Ele conquista a alma e depois a matéria.



Entendam que Jesus Cristo disse Meu Reino Não é deste Mundo, para mim numa

clara alusão ao Seu Reino Anímico. Mas Também disse Eu Venci O Mundo, pois reinou

iluminado no corpo deste mundo e o consolidou quando apareceu ressuscitado (domínio da

consciência sobre a matéria física praticado não só nas curas das pessoas que havia

operado, ou mesmo ressuscitado – Lázaro – mas sobre um ponto ao qual havia sido

questionado “Não é Filho de Deus? Então cura-te a ti mesmo.” E Ele apareceu ressuscitado

dando este testemunho.



O Caminho de Jesus foi sagrado.



A nós Ele transmitiu Este Legado. Tenham Fé! Eu agradeço.







A MANUTENÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Quem não tem ou pouco tem, ou não sabe o que significa ou pouco dá valor, pois

pouco conhece.



Mas quem a tem em boa conta, em bom valor, é bem precioso do qual o sujeito não

aceita se alienar. Ela é a coisa mais importante de sua vida, bem primoroso do qual o

sujeito nunca quer se apartar.



Imagine você batalhar, trilhar um caminho árduo em meio a verdadeiras tormentas e

caos social até chegar à uma condição de paz. Esta paz é um caminho largo, de energia

limpa, em sua consciência. Não há nada mais, nenhuma perturbação, só a vida em paz. Isto

é um “deleite”, sossego, vida serena e plena. Na sua mente reside um oceano seguro e

tranqüilo de luz e paz, luz brilhante, ainda que equilibrada, completamente harmonizada.

Então esta é a consciência iluminada, pacificada. Um infinito de paz em luz. Nisto o

indivíduo vive, assim ele aprecia toda a natureza, e é impossível que não seja com paz, com

amor. Então o caminho largo da vida corresponde ao caminho largo da consciência: paz,

luz, amor.



Faça um contraponto em relação à existência mundana. A mente sendo invadida por

tormentos das mais diversas ordens, quando não confusão, dúvida, desorientação. Um

caminho estreito sujeito à dores, perdas e danos. Olhe para o trabalho desagradável, para a

obrigação. Olhe pro mundo com atentados a bombas, olhe para as ruas onde se corre o risco

de assaltos, violência, assassinato. Olhe para o medo dos devedores diante dos cobradores,

das multas, juros, impostos e sanções penais. Olhe para quem oculta um crime, que pode

ser desde uma mentira íntima até um ilícito que envolva prisão. Olhe para o desespero dos

sem sustento para conferir aos familiares. Olhe para os que não tem paz nem em sua sala ou

seu quarto, ao qual o travesseiro se tornou pesado e nos sonhos há pavor.



Agora dá para ter uma melhor idéia do que chamo zelar ou manter a consciência. Ao

homem simples isto significa viver em paz, deitar a noite a cabeça no travesseiro e dormir

tranqüilo, com a leve sensação do dever cumprido. Os atributos da consciência também são

conhecidos na vida e na linguagem popular. Sábios existem em todo lugar. E na paz há a

melhor velocidade e bem aventurança que podem existir, pois há unidade consciencial.



Eu agradeço.







A MATURIDADE FECHA PORTAS

Digo com isto que a maturidade consolida um caminho e uma verdade, ou ao

menos, quando em andamento, deixa caracterizado como certo que determinadas caminhos

não servem como remédio, não curam, tampouco são eficazes soluções, fazem parte sim de

mais um artifício da ilusão.



Isto é discernimento, fechar portas neste termos é sinônimo de enxergar melhor para

não entrar em ilusão.



Mas vamos ao fático. Quando em oração, pensando no amor e na humildade, já

beijei os pés de minha esposa lhe suplicando piedade, que rezasse comigo, que me amasse e

não me maltratasse, dura ela gritava e louca ameaçava destruir minhas fitas de oração

(hinos). Isto não ocorreu apenas uma única vez, ainda que no mesmo período de vida.



A negação anterior, interior, impedia o diálogo do amor, então não havia acordo,

eram dois na mesma casa, onde quem cedia era quem havia feito o voto de “sofrer o

impulso descaridoso”, “renunciar com alegria” etc. (os 14 princípios missionários já

citados).



O que passei, passei, e quem precisar passará. Mas uma coisa é certa: consolidei que

este tipo de caminho não me interessa. A súplica para mim está na luz da consciência, onde

não há súplica, mas “inteligência”, compreensão, verdade e solução. Solução de dignidade,

“hombridade”.



Quem cometeu um delito e crer que mereça ser preso por tal, o será. Mas quem não

acredita na cadeia como solução educativa, como remédio eficaz, como pena meritória

regenerativa dos danos causados, não deve aceitá-la. Amor ao Pai, ao próximo e a si

mesmo, é o 1º mandamento.



Como construtor de realidades deves aceitar o que imperar conforme este princípio

fundamental, assim terás abrigo neste portal. Deus é sempre presente, Jesus idem: o

mandamento é dinâmico, vivo (não é vingativo), é para a Glória de Deus, é para a Salvação

Imediata de quem desperta para A Verdade.



“Bem no fundo está a força, na superfície a agitação”. Isto consolida a solução.

Liberta da provação, tribulação, ilusão. Isto está maduro. Assim se afasta a ilusão.



A sinceridade do homem é um atributo interior que deve espelhar sua vida. Assim

clareza, franqueza. Esta será a criação de sua vida. Este caminho interior se torna integral:

do conceber, pensar, falar e realizar. Encontrará este ajuste perfeito da criação. A justiça já

está nisto, o equilíbrio, a ecologia, e claro: o amor.



As “meias-verdades” são como trilhar caminhos difíceis onde a verdade integral não

seria suportada se falada de imediata, pois há muita confusão, imbricação de valores em

conflito, e sentimento de destruição. Mas quem cultiva a verdade, a sinceridade, encontrará

solo fértil para esta realidade. É como vos disse, o mal vai se apartando, o caminho do bem

alargando. O Divino Espírito Santo iluminando.



Sê Santo.



Eu agradeço.







A MEDICINA DA CONSCIÊNCIA

Li um texto no Bhagavad Guita que comparava o homem com um administrador de

uma cidade. Lembrei de quando lia a bíblia no antigo testamento e tinha a nítida impressão

que quando Deus se referia à uma cidade estava falando à situação da administração de um

corpo físico. E hoje voltei à consciência disto. No profundo relaxamento a consciência

diagnostica o corpo humano com precisão, profundidade e verdade, avaliando e corrigindo

cada situação.



São poucos que tem a consciência nesta profundidade. No mais das vezes são em

volvidos por correntes prioritárias (fluxos de energia principais) que “inibem” a consciência

das demais. Quando a consciência cósmica se acerca do indivíduo em profundidade ele se

ilumina, todas as células brilham de claridade.

Bom, mas o fato que quero transmitir é que na cidade corporal é importante

procurar realizar uma medicina consciencial. Vou aqui traduzir a medicina consciencial

como se fosse uma medicina sutil, uma medicina de energia fina, ainda que ela não seja

isto, ela é isto também.



O que friso é que a medicina deve operar sobretudo na consciência, de forma que o

indivíduo verdadeiramente se livre do mal, e não apenas da aparência. A medicina deve vir

da essência. Assim a medicina curativa se associa com a preventiva.



Um ser inconsciente pode apenas fazer girar a roda cíclica do bem e do mal, ora

doente, ora sadio, ora no bem, ora no mal. A medicina consciencial impede tal. A medicina

consciencial liberta do mal.



O corpo é cheio de sabedoria e se você o trata adequadamente (vestimenta,

alimentação, moradia, locomoção, comportamento...) ele recebe a cura divina. E assim se

mantém. Lembro que o corpo possui mecanismos naturais de excreção e purificação.



Não estou com isto dizendo não a todo e qualquer tipo de intervenção médica e

cirúrgica, mas da importância da consciência para que o mal não volte a se pronunciar, nem

no próprio nem no próximo (inconsciente). Quando isto fica claro o mal é evitado. Assim

ele é erradicado. Este termo é tradicionalmente usado pelas organizações mundiais de saúde

quando se obtém nível zero de incidência da doença por mais de 5 anos.



Toda cura tem seu merecimento, o que vos falo é de uma cura bem amorosa. A cura

pela consciência traz qualidade de vida e o ser brilha. É como um despertar que vai vendo

tudo mudar, a saúde voltar. Espírito, alma e corpo em comunhão voltam a bailar, à vida

felicitar. Este é O Caminho que a Medicina Consciencial tem a apresentar.



Eu agradeço.







A MORTE COMO VIDA

Ela é assim compreendida como caminho. Uma porta que se abre ao qual o

indivíduo cruza, despojando a vida anterior.



Já vos falei de mortes existenciais, mortes de estados vivenciais.



A morte física é uma passagem. Aos seres conscientes isto é nítido e natural. É

como uma mudança de endereço, onde se experimenta nova vida. O universo é muito

grande, há muitas moradias. Para onde se vai qualifica a morte de cada um.



Para quem gravita consciente dos Planos Espirituais desde a vida física, o endereço

para o qual se vai e as condições da partida, podem ser conhecidas. Cristo quando falava:

“ainda não chegou minha hora” dava conhecimento de que sabia quando seria a hora de

Sua partida.

Já vi filme e ouvi estórias de pessoas que sabiam da hora de sua partida (morte) e

tinham paz de espírito. Um dos filmes retratava a consciência do momento da morte como

um legado cultural, ou seja, comum aos anciões daquele povo (esquimó). Já li que os

elefantes se retiram do meio da manada e partem para um local especial, onde morrem.

Algumas pessoas sentem isto para com as outras ou para com os animais.



Mas a clareza da morte pode se dar como o conhecimento do local para onde se

muda (como é a cidade, o país, a cultura, a casa etc.).



Já vos falei que no oriente há conhecimento detalhado sobre isto. Neste livro tem

várias descrições sobre isto. A morte pode se dar em vida. Imagine algo oculto que

revelado muda toda sua perspectiva. Os olhos se abriram: nova vida.



Eu agradeço.







A MORTE DO MAL

É muito interessante ler acerca do Caminho do Samurai. A literatura é muita rica em

honra, compromisso, coração e iluminação. A vida é sublime e cheia de respeito e

consideração.



Agora só tem um detalhe crucial: há a morte do mal.



Isto tem termos de literatura espiritual é genial pois aparece, em termos de uma vida

comum, todos os aspectos do mal, que são ceifados. Assim a espada guerreira do espiritual

ceifa todo o mal.



Não há injustiça que prevaleça. É um verdadeiro prodígio.



Isto no tocante ao espiritual, onde somos incentivados a combater o mal com a

espada de luz e verdade, que corta o embaraço e o laço da maldade, é magistral. E os

enredos nos trazem histórias de coragem, habilidade, força, fé e firmeza existencial.



Mas isto se dá na vida real. A espada de luz não só corta no Plano Espiritual, mas no

Plano Real Material. Ela ceifa vidas, carne humana.



A firmeza quanto às coisas espirituais é transmitida ao Plano Real Material. E a

espada desce machucando, aleijando, matando aos profanos que não se renderem, ou forem

insolentes à desafiando.



Assim como no espiritual não há dúvida quanto ao mal, no real material também

não há. E ninguém quer ser babá de coisa ruim: mata o mal logo na raiz. Não há dúvida

quanto à isto: há verdade. É isto que quero ressaltar.

A vida se fez assim: o combate, o discernimento, a separação do joio do trigo se dá

na materialidade, em verdade.



No gibi o samurai resolve trilhar o Caminho do Meifumadô, a trilha do assassino, e

com muita honra o executa. Sua meta é a vingança em face da desonra que lhe roubou o

trabalho, bens e parte da família. E com quanta benção ele conta numa conduta impecável.



Ele recebe para matar sem ser mercenário. Não julga errado, tem discernimento, e

só mata pelo mal comportamento (faz justiça sempre).



Seu filho, pequeno, que optou por o acompanhar, segue a mesma linha de desapego

ao mundo terreno, não servindo suas vidas nem mesmo para os chantagear: são

desapegados (a paixão não tem laços de prisão que detenham ou mesmo turvem o

caminho).



Tem uma cena muito linda. O pai plantando arroz e o menininho sentindo no

coração a paz. Mais eis que invadem o plantio em desafio, a mente do menino logo

novamente se transporta ao Meifumadô, e com o olhar brilhante e frio, imperturbável,

assiste o pai educador.



É assim que se dá. Não há o limite da carne a parar. A luz, a honra, o equilíbrio, a

habilidade, a força, a justiça está a matar.



E outro detalhe, o homem anda armado. A arma lhe é natural em face de seu

caminho.



O seu caminho é este. No amor ele ficaria em seu lugar. No amor a justiça já está.



Eu agradeço.







A VERDADE NA HUMILDADE

Esta história de Iluminação, Amor, tem de encontrar a devida gradação da

humildade. Senão fica no Plano da Não Realização e com isto Insatisfação. E o gozo deve

ser sincero a cada pequena expressão. Assim paz e satisfação.



A exacerbada busca da perfeição pode ser uma perigosa e prejudicial doença que

traz uma forte carta de descontentamento e inadaptação. Por isto vale a humildade que traz

a paz necessária à caminhada de vida do irmão.



Assim é que os mansos de coração tem seu galardão de viver de bem com a vida

onde estão. Manso de coração não é manso da vida, no sentido de sem alegria, mas pelo

contrário, é aquele que aproveita a vida pois vê graça em sua expressão. Estes abençoam

(em contraposição ao julgamento que cria o apartheid, a guerra, a rebelião), e com isto

ganham a Visão de Felicitação (a forma de integração harmônica que aproveita a situação).

Esta sabedoria dos simples e puros de coração é uma verdadeira benção. E os humildes nela

estão.



Assim o Pão Nosso de cada Dia é vivido com o valor da gratidão. Com o devido

respeito, alegria e atenção. Com humor e tudo que é bom.



Eu agradeço.







ALTERNÂNCIA DE LUZES E TREVAS

Há pessoas que em seu comum costumam brilhar e felicitar, mas eis que parece que

alguma coisa está a faltar. A impressão que tenho é que por trás daquela casca, aparência,

se esconde o mal. Isto sem falar das sádicas, falsas, perversas.



Isto é real. Algumas pessoas brilham num território demarcado como ideal. Passou

dele elas compactuam com o mal. Chamo aqui de mal os maus humores, agressividade,

violência e toda sorte de sacanagem inerente ao ódio, à guerra. Elas se revelam.



Na linguagem popular costumam falar “pisou no calo dele, ele se transforma, vira

bicho”. Isto ocorre com maior ou menor regularidade segundo a suscetibilidade de cada

um, ou seja, há os mais fáceis de “apelarem” (recorrer à este tipo de comportamento), os

mais difíceis, e os que não caem.



Isto se dá porque são os limites atitudinais que a pessoa acreditou como corretos

para assumir em sua forma de viver. Sim, ela aprendeu e creu nestes limites, em atitudes e

respostas comportamentais, os adotou, e em situações comuns as põe em prática. Note que

isto é tão comum que em diversos aspectos há padrões distintos até por sexo, onde ao

homem em especial, e não ao ser humano (homem/mulher) é cobrado ter atitudes de defesa

da honra e dignidade que legitimam a agressão por comoção.



Além desta admissão consciente de valores de conduta, reflexos atitudinais, há

ainda processos maiores que vão além da consciência de um comum, pois vem com a força

da corrente, ou seja, vem como uma verdade que arrasta (“faz a cabeça do cidadão”). Falo

de identidades de grupos, bandeiras corporativistas.



Para não sucumbir a isto ou o cidadão é muito centrado, consciente de seus valores

e sua base existencial, ou conta com o apoio de uma base institucional que o guarda dos

vieses (igreja, instituto militar, etc.) A palavra de alguma autoridade, que é líder, mestre,

também é um referencial para a vida em termos de justiça.



A forma simples de adesão ocorre quando o sujeito já naturalmente se identifica

com aquele tipo de valor, então “é dar de comer a quem tem fome”. Mas tem outra forma

que é a do convencimento: martelam na cabeça do indivíduo aquela sentença, cobrando

uma atitude. A dúvida é terreno fértil para este tipo de manifestação. A cooptação é o

arregimentamento para a causa, para o modo de ver a situação.

Estas manifestações são comuns no campo ideológico das religiões e da política (a

lente posta para enxergar a existência e a realidade é a filosofia de cada instituição). Nisto

há os que passam a borracha no passado e buscam viver o doravante na paz e harmonia. E

outros que cobram dívidas históricas de classes, raças, tradições. São forças a contracenar

no Balanço da Vida. A Verdade está a Clarear.



Eu agradeço.







AMANDO A DOENÇA HÁ SALVAÇÃO

Assim a doença é vista com a sabedoria que traz a correção.



A doença só é vista com gratidão quando há consciência, redenção do coração.



Assim ela se torna caminho de reconciliação com Deus.



A doença é um caminho de recuperação que equilibra a vida divina do irmão.



Tendo sido amada se atingiu a perfeição de sua compreensão e advém o perdão. A

luz traz então o correto remédio à libertação, a cura.



Eu agradeço.







CAMINHO ÉTICO X AMOROSO

O Caminho Amoroso é um avanço em relação ao Caminho Ético. Ele não o nega,

mas o compreende naturalmente.



O Caminho Ético é suscetível de gerar condicionamentos. O indivíduo anda

conforme a Luz do Conhecimento Ético, ou seja, o Caminho Ético se dá conforme as leis, o

comportamento ético recomendado, a disciplina.



Isto pode deixar um ser condicionado, endurecido e até robotizado. A extensão

natural da ética é o amor, porque ela engloba a comunhão natural do ser com a natureza.



O indivíduo condicionado no mental acaba buscando controlar todas as coisas por

este, achando que aí está o supra-sumo da consciência, e não está. O mental é limitado,

além dele há o Ser. O Ser respira com tudo, é a consciência integrada. Assim a expressão se

dá de forma integral, pois o Ser Consciencial está presente em todo corpo, em toda

manifestação. O mental está mais ligado ao “Caminho”, ao sexto chacra (onde se enxerga a

luz e há o terceiro olho). Além dele há o Ser, coroado universalmente (7º Chacra,

Coronário, no alto da cabeça). Este não segue um caminho, faz O Caminho.

Como conhecedor das características somáticas, vou lhes representar um pouco

através da forma cristalizada no corpo o que acontece.



O indivíduo ético condicionado costuma ter comportamento pontual (não contínuo),

atendendo subitamente aos estímulos (para pensa age, para ouve faz, para é tocado

responde etc.). Isto no corpo cria expressões rígidas, duras, sem “jogo de cintura”,

maleabilidade.



Há povos que apresentam isto comumente no traço físico da média de seus

representantes. Possuem muita rigidez na coluna, na musculatura costal, ao ponto de não a

envergarem quando abaixam, fazendo o movimento via a articulação do quadril ou usando

as pernas mantendo a coluna reta.



Observei um amigo que cultivava a consciência ao dirigir. Este apreço era tão

grande que sua velocidade não era concordante com o fluxo natural do trânsito, ele não

deixava se influenciar por tal, dando preferência ao seu controle mental. Ele controlava seu

corpo e por extensão assim ia estendendo seu domínio sobre a natureza material.



Esta condição a que estava sujeito, em função de um fluxo de seu caminho

consciencial centrado no mental, por vezes não o permitia ser global, ter a condição de

andar no tempo integrado do mental com o trânsito fluido, maois dinâmico. Exemplificando

fica fácil de entender. Ao se aproximar de um cruzamento não eram analisados ou

observados o tempo, a velocidade e o fluxo natural de sua e da próxima pista que entraria,

para que manobrasse de maneira contínua e fluida. Ou seja, o horizonte não era enxergado,

e o caminho mental mandava fazer uma coisa de cada vez. A disciplina fazia com que,

mesmo que tudo livre, pistas vazias, houvesse a parada no cruzamento, e daí sim, ele seria

olhado e analisado. O caminho na mente era privilegiado e seu tempo diferenciado, assim o

comportamento.



As pessoas que cultivam por demais o silêncio e a observação, caem no vazio. E o

vazio pode levar ao isolamento para seu próprio cultivo. Isto por sua vez pode até almejar

uma nova vida em Planos Imateriais (onde haja a paz sublime). Claro que há uma

inadaptação com o meio ambiental de uma vida normal.



O Caminho Amoroso por sua vez dá um salto disto e integra o ser no seu presente,

de alma e corpo.



Escrevo isto para alertar, e chamar à consciência, os que se encontram nisto, de

forma a saberem que há mais o que trilhar nesta vida, há mais o que aperfeiçoarem para a

felicidade e o paraíso encontrarem (paraíso da auto-realização, da satisfação em Deus onde

estiverem).



Esta liberdade de fluir em unidade é o Tempo Ideal. Aquele que cultiva o caminho

no mental sabe que existe este ser ambiental, este Zen Natural. O Caminho do Amor é este.

Espírito, alma, corpo, tudo no mesmo, Ser.

Eu agradeço.







CONSCIÊNCIA CONTÍNUA, PRESENTE

Ela permanece o acompanhando, passo a passo, instante a instante. É com algo do

qual você não desgruda, porque ela é você a todo instante. É mais do que o volante do carro

que você dirige atentamente, ela é o seu enxergar, o seu sentir, o seu racionalizar. Ela é

você. Sou Eu.



Imagine que na vida há muitas impressões, muitos “olhares”, “muitas verdades”.

Imagine que a Verdade é Sua, da sua vida, do seu centro, da natureza, de Deus. Outras

verdades são relativas de outras partes, não tem o brilho nem A Presença Divina na Sua

Vida, então não são verdades. Quem identifica a Verdade é você, sempre você. É você que

traz o correto discernimento de toda a vida em toda manifestação, ou seja, é você quem

conhece e reconhece o que é verdadeiro, mas isto tem de ser a partir de você, eis o centro e

o cerne da questão. A Verdade em Tudo é percebida pela Verdade Em Você.



A Consciência Presente é a Luz de Deus que brilha em seu interior. Sem ela você se

sujeita a reproduzir vozes menos expressivas que clamam em seu interior. Estas vozes, que

vem “dos lados”, não trazem todo o brilho e fulgor do seu interior, por isto não lhe

despertam o ânimo autêntico.



Assim o homem comum, banal, trivial, mundano, que costuma andar conforme estas

vozes em geral (Saber ouvir não é se alienar), não tem uma identidade integral, não é ligado

a Deus. Não é ligado na Luz Espiritual, não anda no Caminho da Verdade. O homem

“comum” possui consciência coletiva, consciência “média”, relativa à sua identidade

cultural (será mais ou menos avançado de acordo também com a instituição ao qual estiver

afiliado).



Um a consciência vulgar é desatenta, e isto a é natural, por isto não se dá conta de

outro Plano Existencial. Por isto o coração lhe fica a cuidar. Como ela ama, a Mãe natureza,

a Criação, a cuida, a zela e a encaminha à evolução. Mas note o que é a desatenção, vou

lhes dar um simples exemplo para que tenham a devida compreensão:



Comecei a conversar com uma pessoa dizendo: Isto não ocorreu hoje. E contei uma

história, curta. Ao final ela perguntou: Isto foi hoje?



Logo li que não estava escutando em verdade. Sua mente tinha um preconceito

impregnado que deturpara sua atenção. Sua concentração estava em tentar confirmar o que

havia em sua mente, em relacionar o fato que eu relatava com seu conceito, pré-conceito.

Sem a mente vazia, ela não escutara. A mente estava ocupada no desejo de fechar a lógica,

comprovar a tese que tinha de antemão. Aquela hipótese, falsa, a levava a ouvir de forma

viciada, tendenciosa, preconceituosa, e portanto errônea. Quem conhece as coisas da mente

sabe que isto provém da ansiedade causada por lutas interiores, coisas que não foram

apaziguadas e ficam na iminência de serem confirmadas, para assim serem expressadas.

A mente livre é vazia (o fluxo é perfeito), daí a Luz de Deus, a Devida Atenção.

Aquela “velha história do recipiente vazio”. Quanto mais isto for efetivo, vívido, contínuo,

mais o Caminho Divino, o Caminho de Vida, é sentido, é percebido, se torna conhecido,

Real. Isto é Energia, É Vida. Verdade. Presença.



Andar cheio de luz, é andar vazio e contente, muito bem com a vida.



O indivíduo que não anda no seu brilho anda preocupado. As ligações de sua vida

lhe roubam a Presença Divina. Isto acontece com povos e culturas. São as prisões

existenciais, de quem tanto já falei, das quais o indivíduo deve se libertar. Vencer o Mundo.



Cada um tem “um preço” para obter este Galardão. Cada povo e cada religião

também o têm. É o Caminho de cada um. A Luta, o que se tem de derrotar.



A fé é o que faz perseverar, é o que alimenta a esperança de alcançar.



Então para os que andam subjugados, assim tristes, vivendo da luzinha que ainda

resta em seu ser interior, tenham fé. A luzinha há de aumentar, e assim por diante, até

brilhar.



No altar sagrado do meu interior pedi a Deus que me satisfizesse três desejos:

Humildade, Paz e Amor. Eles são quem me seguram, estão fundamentados no meu interior.

São maiores do que o “ego exterior”, que alimentam desejos que levam a quedas, e assim

me livram dos ardis e tramas.



Quem julga em verdade o limite de um homem é Seu Interior. Quem está na luz

sabe disto, pois tem e reconhece a verdade. Em si e na vida. Na verdade há a Comunhão

Divina. O homem que sacralizou sua vida reina sem vaidade, em verdade. Ele julga o que é,

em si e no que se lhe expuser. Reina no pouco e reina no muito.



A Consciência Contínua de um homem o faz um Indivíduo Presente. Isto com

menor ou maior manifestação de força, mas sempre Em Verdade. De uma pequenina

expressão de humildade `a Radiante Luz Cósmica de Poder e Verdade.



Eu agradeço.







CONSCIÊNCIA DA LUZ

Eis que no início do caminho o aprendiz desperta, conhece, que há uma luz no seu

interior. Mas é uma luzinha que só aparece de vez em quando. Mas que o deixa muito

contente. Então ele vai cultivando.



Sua cabeça vai se transformando num recipiente vazio. Só claridade. Através desta

consciência ele caminha pela eternidade.

Antes de encontrar esta plenitude de paz, ele pode ser invadido, ter confusão, ter

dúvida. Mas depois de completamente esclarecido só se apresenta a ele a verdade. E tudo

resolvido conforme esta qualidade.







CONSCIÊNCIA UNIVERSAL / ESPIRITUAL

A consciência universal é um êxtase de luz ou um olhar compreensivo sobre uma

existência.



Mas a vida é um caminho inseguro para quem é limitado por uma forma de

existência terrena de pouca consciência (pouco sabe sobre sua saúde, seus negócios, sobre a

morte ou paras onde vai, no dia de “amanhã”).



O caminho para quem é espiritual atenta para o que Jesus revelou: O vento sopra

onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes donde vem, nem para onde vai“. A única

diferença de um para o outro é a consciência. E a consciência é vida eterna.



Quem anda como espiritual anda concernente a tal. Quem atingiu a compreensão

ampliou o escopo de sua visão. Este atingiu a Consciência da Criação.



Estas coisas são concernentes à evolução consciencial.



Eu agradeço.







DE ONDE VEM O PODER

Vem da Verdade.



Estava raciocinando sobre o poder mântrico. Lembrei-me do preciosismo para com

algumas recitações na língua original. E com isto a aculturação como um fenômeno que

traz no seu bojo mais do que o específico, mas corolários gerais, bens culturais, e como

nisto pode haver fenômenos que são ambientais, ou seja, inerentes às condições especiais

(temporal e geográfica, humana).



Então resolvi escrever que o poder vem com a verdade que está ligada ao fato. Se

um mantra, uma palavra de poder, recitação, oração ou mesmo produto tem esta identidade,

é porque teve esta originalidade, ou seja, proveio da capacidade de sua verdade.



Isto não quer dizer que só por aquele caminho se pode conhecer, mas antes é que

por ele se encontrou a verdade. Mas todo homem, ato, que tiver esta faculdade, de remeter à

verdade, produz esta identidade.

Com isto quero dizer, e digo, que a língua não é a essência da remessa ao espaço da

verdade, ainda que possa conte-la, mas sobretudo a integralidade de sua execução, a

consciência. A unidade da ação, a fé, que causa a verdade, traz essa qualidade. Assim o

poder.



Então traduções que não consigam a devida interpretação têm problema de

comunicação. Mas aquele que sintoniza a verdade não. Este tem o poder da criação, da

recriação, da comunicação.



Eu agradeço.







DESENVOLVIMENTO FÍSICO-SOCIAL-CONSCIENCIAL



Despertei este texto ao ouvir uma música sobre um beija-flor que ao buscar o sol se

abrigou sob as asas de uma águia, que naquela direção ia. Em determinada altura a águia

parou e o beija-flor continuou e ao sol chegou.



Aqui me lembrei do desenvolvimento físico da criança que cresce pela mãe, no

ventre, pelo colo/seio/mão. Depois ela anda com as próprias pernas e se alimenta pelas

próprias mãos.



Também lembrei do social, quando se é dependente institucional. Só na maioridade

que se ganha a autonomia social.



Quanto ao consciencial a mesma lógica se dá. Quando pequena a consciência o

indivíduo é guiado e cuidado pela natureza divina. Quando adulto é criador e mantenedor.



Nisto está a vida.



Eu agradeço.







DEUS ABENÇOA OS INOCENTES

Imagine um ser cuja consciência, cuja cabeça, esteja ligada no Reino da Pureza.

Imagine um bebê, uma criança sem dolo.



Ela não conhece o mal, o perigo, não tem discernimento sobre tal. Assim caminha e

assim pode sofrer o mal. Porque além de sua consciência interior, há a exterior, relacional,

a qual não pode não dominar e de onde pode vir o perigo e o mal. Ela quando nasce mal

sabe se alimentar. Se a mãe lhe der leite envenenado ela tomará e mal passará.

Estas coisas variam com o “cosmos” da pessoa (quem assiste Cavaleiros do

Zodíaco, desenho animado, sabe que mesmo os bebês dos Deuses, dos fortes, possuem uma

aura que naturalmente lhes traz proteção, pois isto faz parte de sua energia existencial,

então literalmente há a mobilização das forças da natureza em sua defesa e condução, de

pessoas e “coisas”). Na linguagem espírita isto é normalmente conhecido como o Karma de

cada um, destino etc. A vida tem um correspondente “meio evolutivo” de acordo com cada

um (a seara de criação, de vida), ainda que hajam os meios comuns à uma cultura,

sociedade).



Por conseguinte assim é a vida quanto às coisas que não se domina, não se tem

consciência. Os atos são praticados ou recebidos pelos inocentes sem a qualidade do mal

que neles há ou pode advir. Quem culpa um inocente traz a maldade em si.



Deus protege os inocentes porque não há culpa neles.



Um ser pode beber muito, e beber mais porque está contente, mas depois frágil,

pode ser sacaneado. E daí passar mal. Aí ele se ressente e passa a evitar aquele caminho.

Fica defeso de se fragilizar diante de um possível mal. E se mantém vigilante.



Deus revela Sua Face aos inocentes porque os puros têm condição de Vê-la: são

próximos desta Expressão Divina, que é a pureza.



A inocência é a consciência do que parece ser natural, porque o é para tal.



A inocência não se macula com o que vem de fora, mas o inocente quando sofre

relaciona aquela dor àquele caminho, àquilo que lhe violentou. Assim o inocente não deixa

de ser inocente no sentido de ter o coração puro, mas deixa de ser ignorante quanto às

possíveis conseqüências de cada coisa. Ele amplia o escopo de sua consciência.



O inocente que aprende com a vida se torna um sábio.



Eu agradeço.







DIMENSÕES EXISTENCIAIS

Vide o que vos apresentei acerca da numerologia e da cabala. Na numerologia,

assim como na Cabala, os números 3,6,9 representam estados de equilíbrio em Planos

Existenciais distintos.



Mas todos o números compõe a Árvore da Vida, ou seja, representam sagradamente

a vida, que é Santa no Repouso ou na dinâmica. Quem centra cada caminho, cada etapa é o

ser, na consciência reside a verdade da única face divina, do caminho único. Eu Sou O Que

Sou, Porque Sou O Que Sou, Eu Sou, representa uma interatividade verdadeira, presente,

com a vida.

Mas a vida, conforme já vos assinalei, pode receber esquemas de entendimento

interpretativo. Não se prendam a isto, mas não ignorem pois é linguagem, tem significado,

e da forma, no tempo apropriado, tem verdade. A sabedoria viva é o conhecimento, raro ou

comum, usado na forma e no tempo apropriado. A sabedoria morta é ciência inadequada,

seja ela é referenciada exteriormente nos sujeitos ou obras mais importantes, homens

notáveis ou livros sagrados, sem a devida adequação.



Então, como linguagem designativa da vida eu mesmo já me declarei como tendo

mais de 90 anos, mas isto porque acreditei que o símbolo era propício ao que estava sendo

inquirido (ainda que estivesse sido desconcertante porque aparentemente me era consultado

a idade da encarnação não consciencial), pois notei que a idade seria usada como símbolo

de menos maturidade, de inferioridade, coisa que minha consciência pescou e não aceitou.

Então declarei o mais de noventa como quem diz: compreendo a vida, tenho sabedoria não

sou mais ignorante que você.



Numa simbologia da vida existencial identificada pela idade, antes dos trinta o

homem viveria os aspectos da matéria, o desenvolvimento do corpo e da economia física.

Assim cresce, adquiri a potencialidade adulta (força, reprodução, domínio de habilidades e

linguagens). Se forma Lato Senso (inclusive profissionalmente), acasala, constrói sua casa

(inicia a prole).



Depois dos trinta caminha já no Plano das idéias, já no universo do “Astral”. O que

se espera é que o período básico da matéria já esteja concluso, já esteja potencialmente e

fáticamente completo. Isto na realidade, e em verdade, pressupõe que ao nível das coisas

materiais o ser já tenha atingido o equilíbrio existencial físico-material.



Isto representa que ele já bem domine o ser ecológico, a existência ecológica, as

faculdades operativas que bem o permitem lidar com a matéria, tanto ao nível do que

chamamos de social como o natural, incluindo aqui o corpo físico. Este foi o aprendizado

que consolidou ao completar os 30 anos.



Dos 30 em diante vive o Plano Mental, das idéias, dos sonhos, dos desejos. Note

que é um estado mais fino, sutil, pois já não é tão palpável, mas antes coisas do

pensamento, do coração, da ordem dos desejos de realização, onde em especial se encontra

a paz, os perfumes sutis existenciais. Assim as qualidades, as virtudes, têm valores

especiais, e suplantam, a partir de uma estabilidade material, os prazeres antes centrados

nos estímulos e sentidos carnais, sensoriais (mais densos).



Note que isto é um princípio ao qual costumamos relacionar como algo espiritual,

algo do Dom e da Riqueza que provém de Deus, que é interior (d‟alma) ainda que se

manifeste também no mundo exterior, na vida física (o brilho, a ternura, a modulação etc.).

A mesma realidade aparente se modifica conforme os olhos do observador, e aquele que se

tornou cultivador, apreciador destes “encantos” da vida com amor, com comunhão divina,

já não se aventura nem é atraído por outras coisas que não o permitam continuar com esta

paz e cultivos especiais (por vezes obtido com pequenas ou poucas coisas, com a família,

com a esposa, com a natureza, com o ofício, com a paz de espírito quando repousa toda a

noite).

Mas note, nesta fase o sujeito ainda habita um mundo criado, só que sutil, de uma

ordem mais sublime da existência. Então esta seria uma fase característica de se aprender a

viver, ou consolidar a vida, neste mundo sutil (astral). O refinamento disto pode ser

representado como o de quem constrói, consolida, o corpo da alma. Na realidade ele

aprende a desenvolvê-lo, a bem encaminhá-lo, ou ainda a contatá-lo em sua sublimidade.

São as coisas da alma. É comum ouvir-se referências às coisas da alma como sendo

inerentes às coisas do interior, às coisas mais profundas e significativas do ser, aos

sentimentos e às razões mais verdadeiras. Sim, este é o Plano que representa a vida dos 30

aos 60 anos.



Note, recapitulando, que até aos 30 0 indivíduo aprende a ouvir, sentir, ver,

degustar, cheirar (desenvolve os sentidos), com perfeição, com equilíbrio. Assim ele

aprende a viver com harmonia no Mundo da Matéria. Dos 30 aos 60 isto ocorrerá num

plano mais sublime, o Plano Astral, o Plano da Alma.



E dos 60 aos 90 isto ocorrerá no Plano Espiritual, também Chamado de Plano da

Criação. Aqui está a perfeição da alma e o Filho de Deus, não mais criatura, mas Criador,

desenvolve as “coisas do espírito”, realiza as obras espirituais. Aqui tudo luz, é pura Luz.

(na realidade ele pode ser criador em todos os Planos e Tempos, mas este período é o que

representa o contato com a essência criadora consciente, por isto a referência da

consciência de criatura à de Criador).



Dos 90 em diante há só a Profusão das Luzes da Criação, é o Mundo da Emanação.

É Luz, luz e mais Luz. Em repouso ou em Franca Dispensação, como numa Cachoeira de

onde se forma A Criação. Na história espiritual ouvi dizer que Metatron chegou nesta porta.



Então vejam a realidade, vejam sua situação, e verão onde estão, onde se encontram,

em que situação. Claro que o fenômeno coletivo tem importância nisto ainda que o

fundamento seja interior e particular.



Consolidar a Vida Divina da Pura Luz nos diversos corpos, é o que oramos a Deus

quando pedimos que “Venha a nós o Vosso Reino”. É viver esta verdade sem idade de

aprendizagem, ou seja, viver na Terra como no Céu.



A Vida Eterna, a Perfeição da Realização. É esta consciência dos corpos, em uma

única e infinita verdade de perfeição o que clamamos na Oração do Pai Nosso.



Por isto as coisas são tão simples e fazem parte de uma Revelação. Agradeço pela

Santa Comunhão.







FORA DA VERDADE NÃO HÁ SOLUÇÃO

No Tempo Divino a verdade é uma determinação eternamente presente. Não há

passado nem futuro, não há nada fora da verdade. A aposentadoria só existe em Verdade de

Vida para quem está nisto, ainda que o tempo possa ser bem tranqüilo. Porque isto é Vida, e

vida sempre abundante, bem-aventurosa, felicitosa, realizante ou “tudo de bom”.



Um aprendiz se torna monitor, oficial, professor. E o que era professor continua no

amor.



Eu agradeço.







HARMONIA

É a qualidade que lhe permite uma ambiência perfeita.



Um indivíduo pode ter hábitos distintos de seu meio e estar em harmonia. Sua

presença traz um valor apreciado. Então ele é respeitado e até consagrado.



Eu agradeço.







INÍCIO DE POESIA

Oh meu Senhor

Quão grato eu sou

De tanta luz e alegria

Que provém do vosso amor.







MATERIALISMO E ESPIRITUALISMO

“Cabeça nas alturas e pés no chão” é uma antiga orientação. Isto se traduz como

verdade na vida, verdade de vida. É fático: é simbólico e físico.



Assim é que o materialismo é uma expressão da verdade da vida, só que esta, a vida,

como essência, é consciência. Este é o princípio que dá o sentido.



Assim o materialismo erroneamente tratado pode gerar um Mundo Ávido, e como já

vimos, este é o mundo dos insaciáveis, e esta é uma doença que não se cura pelo caminho

da igualdade (se há aquele ditado de que é melhor dar os anéis que perder os dedos,

também há o que diz que a determinadas pessoas não se pode dar a mão que quer o braço e

assim sucessivamente e abusivamente).



Então o remédio para os ávidos é a correção. O materialismo comunista pecou pelo

igualitarismo material totalitário, e pereceu por falta de luz. O homem ama a liberdade, pois

é luz de vida.

Nisto o espiritualismo nos ensina, nos ilumina. Sede rico com aquilo que não

termina. Obre para despertar a luz divina. Ela acende a riqueza da vida. Obre amando.

Encontre e caminhe na luz divina que todas estas coisas vos serão reveladas, zeladas. Esta é

a solução.



O resto é prisão. Obrar por amor é caminho da libertação.



Eu agradeço.







O 12 E O 21

Numericamente representam quantidades diferentes, mas numerologicamente estão

na mesma essência de equilíbrio representada pelo nº 3 (1+2 = 2+1 = 3).



A diferença aqui representada é pela ordem dos fatores. No 12 o 1 vem na frente, o

2 depois. Isto quer dizer o princípio antes da forma. O Pai fecunda a mãe e juntos formam o

equilíbrio da família, o 3.



No 12 O Criador emana Sua Luz cuja forma a Mãe produz.



No 12, o ser orienta sua vida a partir de seu elemento interior criador, dando a

forma. Ele percorre seu caminho.



Já no 21 é a Luz da Mãe (natureza) que reflete o princípio criador. No 21 é o filho,

aqui representado pelo princípio masculino do 1, quem recebe a orientação, a luz da mãe,

para caminhar. Assim ele lê na natureza, na criação, sua orientação.



A luz do dia e da noite podem ser vistas sob esta conotação. Quem orienta sua vida

a partir dos sinais da natureza está sob esta orientação. Ele anda conforme o mundo exterior

lhe responde, conforme a lei, conforme o caminho que A Mãe Natureza o apresenta.



Na faculdade de Pai já é Criador, faz o caminho, Um Astro de Luz Própria é uma

boa representação.



“Deixa a vida me levar, vida leva eu...” “Não sou eu quem me navega, quem me

navega é o mar”, são trechos de músicas populares que falam da vida “ao sabor da maré”.

“Eu Sou O Caminho, A Verdade e A Vida” é a frase do Cristo.



Aquele que apascenta e aquele que é apascentado só são iguais no amor.



E no caminho a natureza é a Mãe, é Quem zela o revelar do Filho Criador. Por isto

o amor pela Mãe revela o Pai Criador.

Em termos comuns isto é vivido quando ora se é “pai” ou “mãe”, 12 ou 21,

independente do sexo físico.



Então eis o 12 e o 21 em seu existencialismo.



Eu agradeço.







O 19 E O 91

Despertei para este significado lendo-os de acordo com os números das músicas de

um hinário (Cavaleiros da Paz).



A música 19 fala sobre prestar atenção no que acontece na hora da prece. A música

traz, como o número 1, um princípio de tomada de consciência. E a consciência traz a

revelação. E ensina que com a firmeza da consciência se anda na luz da oração para se

obter a realização (o que simbolizo como o estado final, o 9).



Já música 91 fala sobre o Reinado da Rainha, o reinado sobre a natureza divina.

Assim pede licença ao Pai e à Mãe, e obtém, para entrar, no “Reinado Azul do mar”.



O 19 = 91 = 1+9 = 9+1 = 10 = 01 = 1+0 = 0 + 1 = 1 em síntese numerológica.



Eu agradeço.







O AMOR É LUZ

Tem um trecho de uma música santa que fala que os maus são dispersos com luz e

vigor.



O amor ficou muito relacionado à Paixão de Cristo, ao Seu Sofrimento, então foi

conceituado um tanto quanto paixão (ainda que esta seja do caminho para o amor). O amor

é a Luz da Verdade. Ele é Comunhão Radiante. Mas é atinente a uma determinada

realidade.



O amor não é aquele coraçãozinho sofredor que a tudo sofre e aceita em sofrimento

e dor. Ao contrário o amor é A Luz que se num tempo permitiu ao Cristo resistir ao mundo,

sofrer, sem sucumbir, noutro é a Força Viva da paixão que irá corrigir.



Ele é forte na verdade para agir corretamente, inclusive educando e disciplinando.



Assim a Luz de Deus, A Luz do Amor, baixa expulsando e condenando.



Eu agradeço.

O CAMINHO DEVOCIONAL

Claro que é importante ter como devoção um Avatar, um ser de Luz, um Guia

Divino. Mas o caminho devocional não é isto de forma viciada. O caminho devocional é o

1º mandamento cristão. Ele é a ioga, é a submissão, é a sabedoria do caminho da perfeição.



O Caminho Devocional é a religião além do ritual de celebração. Ainda que o ritual

de celebração possa ser um momento especial de cultivo do sublime amor.



O Caminho Devocional é a vida.

Eu agradeço.



O CAMINHO PARA A LUZ

Não há determinação exterior verdadeira sem vossa consciência sobre tal. Não há

Cristo ali ou acolá sem que você ouça com a devida atenção do coração.



Muitas igrejas dizem: Este é O Caminho, Nós temos a Verdade: viram a luz e estão

numa prisão. Quem tem a Luz em Verdade sabe que Ela pode ser Encontrada em Toda

Manifestação onde haja fé, ou seja, onde você se encontre em Verdade.



Quem andava na treva, ao ver um túnel de luz, pode achar isto “o máximo”.

E se não encontrar as pessoas naquele mesmo caminho pode achar-se o certo dentre as

erradas. Mas há quem esteja no caminho largo, onde a luz já se manifesta no ambiente, por

todo lugar ela está presente.



Assim uma canção pode ser belíssima, arranjadíssima, mas se não tiver no tempo e

local ideal ao irmão, pode ser que não tenha a chave para abrir seu coração (o coração aqui

é posto como a entrega necessária para a devida audição que traz a iluminação).



O simples som da natureza, de uma criança, de uma fato dentro de casa, podem ter a

conotação que Eureka!, acende a Luz na cabeça do irmão.



Assim, muito condicionamento, muita disciplina na vida do irmão, pode ser prisão.

E o problema é que quem vive isto pode não conhecer o fenômeno da culpa, o caminho

condicionado, que atribui à desobediência de uma regra uma penitência (como isto existe

no real, há no mental por associação, justificativa ou explicação).



Ora, quem se desapega deve estar livre para viver a Natureza da Criação, que é

liberdade e contínua iluminação. Caiu no fosso, tenha fé e suba novamente, saia da prisão.

O Eu Interior é onde está a fé que remove as montanhas dos condicionamentos.



“Tem de tomar Daime para ver a Luz.” Ouviu isto com o coração, soou bem o

caminho proposto pelo irmão? Tome com galardão, gratidão. Não soou bem? Não está na

condição. Não há culpa nisto. Pois O Caminho de cada um é quem diz se é para não não

beber, beber ou deixar de beber. Esta é a verdade sensível, verdade da humildade. Escutou,

aceitou ou renunciou. E segue avante.



“O Chá Daime é o Único Caminho para a Luz”. Ninguém carrega esta determinação



para ninguém. Isto seria colocar um caminho exterior material no lugar do Eu Superior



Espiritual, e o Espírito, O Eu Sou, é a Própria Luz, é A Fonte de Toda Vida.









Em verdade A Luz dá O Caminho da Santificação ao irmão.





Falo do Chá Daime, porque é comunhão de minha casa, foi veículo de meu

conhecimento, de minha intimidade, de minha comunhão, que proporcionou a minha

primeira consciência de iluminação. Assim falo de cadeira, porque falo sobre mim e sobre

minhas coisas.



Mas como disse certa vez um sábio ao ser questionado se há necessidade de um

Mestre para se chegar à iluminação, ele disse que não, mas pode economizar um tempão.



O caminho de cada um é de cada um: a natureza vai o conduzindo à superação do

que está pegando, obstaculizando a Vida do irmão. Isto é o que chamam Tudo é para Sua

Santificação.



Então tem de se submeter ao Islã, ao Cristianismo, ao Hinduismo, ao Budismo, para

se ter a iluminação? Escute tudo isto com atenção. Veja a verdade da mensagem,

compreenda o que está sendo dito ao seu coração. Foram grandes mestres, são grandes

nações. Mas a Disciplina Maior, a verdadeira Disciplina, está em seu coração. Ela é o maior

galardão, nela está a Luz de Deus dentro e fora de qualquer nação. Na consciência está a

libertação, está a Compreensão, que revela a Perfeita Razão de todas estas coisas. Quem

não a tiver pode ser que entre na escola para aprender; quem já a tiver é sábio e não tem

dolo. Compreende até a carência de quem está nesta precisão.



Orientações sobre o caminho devem estar escritas nas mais diversas religiões. Eu sei

na passagem Cristã porque foi meu berço de aculturação: “Se nos Tempos Finais ouvirdes

falar que O Cristo está lá ou acolá, não saia de seu coração”. Esta é a minha tradução desta

Santa Parábola. Uma mãe sente seu filho, mesmo à distância; as ovelhas conhecem a voz de

seu pastor, assim também o coração, uma expressão da consciência, sabe discernir o

chamado certo do orientador.

As coisas no namoro não são tão sérias, são suscetíveis de serem um experimento

para se conhecer o sabor. Mas no casamento se forma uma família no compromisso do

amor. Vide os votos que o consagram.



O homem só se liberta de um amor menor por um maior. Ele não se liberta do amor.

É a comunhão que aumenta. Não se perde o amor por um filho ao se ter outro. Um

governador eleito presidente não nega o Estado que governou, ainda que mude. O que há é

expansão da comunhão, evolução, vida. Assim se compartilha com Toda a Criação.



Eu agradeço.



O COLHER MUSICAL

A consciência do sagrado faz brilhar a vida.



Esta consciência diferencia cada momento, cada coisa, em seu aspecto especial.

Assim tudo tem brilho, tudo tem luz, excepcional.



Cada pessoa, cada movimento, cada expressão tem um significado primoroso e

único pois é a verdade sagrada que se manifesta, é o universo divino que se apresenta, e ele

é amor.



Assim tudo que lhe chega é santificado, tem um conteúdo repleto de significado: é o

maná divino que lhe é oferecido a cada momento.



Viver isto é viver com amor no primor.



Isto, no comum, representa alguém feliz, radiante, alto-astral, inteligente, desperto,

dinâmico, pacífico etc. Talvez um ser destes não saiba de seu estado de consciência porque

o é natural, porque vive assim no normal e não muda, pouco muda. Isto é o que chamo de

estabilidade consciencial natural.



Mas o que me despertou este texto foi ler um gibi oriental onde a colheita do arroz

era feita ao som do tambor e das toadas do cantador (odes divinas).



Pensei eu quão especial não seria o alimento colhido daquele jeito.



Contrapûs o pensamento pensando que melhor seria no silêncio, ao som da

natureza. Pois a música da colheita trazia um condicionamento que poderia ser uma cadeia,

já que “artificial”. Logo vi que sem este Caminho Musical a colheita seria desordeira, cada

um à sua maneira, com a cabeça nas “fraquezas” e problemas de uma realidade malfazeja.

Assim a colheita não seria tão especial, teria o sabor mundano dos problemas do cotidiano

sem um caminho especial.



Então O Caminho Musical, a disciplina do toque do tambor e as melodias musicais

serviam como meio ambiente natural à uma colheita especial, devocional, sagrada. E quem

disto se alimentar, disto enriquecerá. E quanto mais se viver nisto, mais isto celebrará, e

dessas bênçãos em sua vida se servirá.



Lembrei-me das grandes cidades, das culturas mecanizadas, e lembrei-me de quanta

distância do sagrado há. Lembrei-me que certa vez falara que era muito difícil ter saúde na

cidade, e só entendia isto quando dizia que o ambiente do Campo era mais natural, assim

mais limpo por mais obediente e concernente à natureza divina, à criação espiritual.



E me lembrei das catástrofes naturais e das guerras e eventos diversos que atingem

grandes extensões de terras urbanas ou populações, como uma reacomodação da mãe

natureza: o que foi construído sem amor não pode ficar (não tem equilíbrio natural). A mãe,

que é a vida, vai consertar.



No Campo estas coisas não são tanto sentidas enquanto não foram tão mexidas: não

há apegos ou desejos, mas antes respeito ao que é natural (respeito à natureza divina, à obra

do Criador).



Isto não quer dizer que na cidade não haja amor, que no modo de vida moderno não

haja amor, mas sim que a sacralidade da existência ficou um tanto quanto preterida face à

funcionalidade sem poesia, ao afã de vencer na vida, à insegurança de uma sociedade

competitiva sem consciência da eternidade da vida. A avidez e a ansiedade por viver

trouxeram um viver que roubou a paz do ser. Sem paz a vida é luta, e todos lutam para

sobreviver.



A paz é ciência do universal, ela desaloca o sujeito do mundo infernal.



“Lembrei da relação custo-benefício de se contratar um sujeito para tocar e cantar

durante uma colheita. Isto seria coisa para ricos, encareceria o preço do arroz. Doutro modo

esta mesma mão-de-obra poderia estar sendo usada na colheita do arroz, para colher mais

arroz”.



Vide quanto argumento funcionalista, de mercado, de uma cultura capitalista,

(economicista materialista ignorante, não livre) se contrapõe. Por isto a cultura tem de ser

reorientada, e creiam, a sacralidade põe a mesa.



A Qualidade-de-Vida não é um bem divino limitado, ele é farto. Mas a ignorância

não a conhece, este é um dado. Assim a sociedade humana ignorante carece de ser

reorganizada com vista a agregar este bem que nasce por tudo quanto é lado e torna as

pessoas mais felizes. Ela é fruto da inteligência, da boa administração, da competência

(sobretudo da consciência feliz).



Um isótopo radioativo quando ativado emana uma enorme energia. Dormindo ele

pouco serve (“uma pedra tosca”). Um alimento idem.



Quem consegue transmitir o brilho vai acabar com o presídio. A prisão é a ilusão de

uma sociedade em confusão. E a sociedade anda presa numa série de vícios que são

traduzidos por: miséria, doença, medo, stress, ódio, vingança, violência, inveja etc.

A Colheita de Arroz representada num gibi, referente à uma cultura antiga, me fez

lembrar a singeleza, a simplicidade e a sacralidade da vida.



Celebrar a vida. O material e o espiritual num mesmo ritual. Assim viver com

poesia.



É certo que o povo precisa de guia, do colher musical de suas vidas.



Em perfeita harmonia.



Eu agradeço.



O EU DENTRO DO EU

Já vos falei que é relativamente comum na literatura espiritualista oriental (budista,

,iogue) esta declaração “eu não sou esse corpo”, demonstrando um relativo desprendimento

com relação à identidade física de seu corpo.



Isto é verdade sim. Deixe-me, mais uma vez, explicar. Em determinada altura do

caminho meditativo do autoconhecimento o Eu Interior observa as manifestações do

exterior, ouve até os pensamentos. Isto é como dizer que o cérebro pode entrar num

turbilhão de inquietação como quem anda por águas agitadas, mas o piloto não se agita,

assim serena a água.



Um indivíduo comum, que não meditou, cultivou o autoconhecimento, poderia se

identificar com a agitação e entrar em aflição como se estivesse “tomado” por tal

perturbação. O que está ancorado na serenidade do Eu Interior observa o que acontece sem

se identificar com aquela expressão exterior (Deus é Paz, Deus É Amor), e toma o caminho

da bonança. Isto se dá pela rota de correção que ele empreende à embarcação. (se na mente

os pensamentos sacolejam, “de lá para cá”, e pertubam a navegação, o Timoneiro toma o

Leme e empreende O Caminho da Paz, onde o fluir é único: no Porto chegará, e já chegou)



Chega-se à unidade quando mente e corpo estão no mesmo diapasão. Isto em alto

nível se chama iluminação. Experimentar isto como um vulgar é se identificar com o que

ocorre no exterior e ir lutar, brigar, operar, trabalhar, sem a presença do Eu Superior, ou,

noutra linguagem, sem a Presença de Deus (sem com grande fé realizar, Realização é outro

nome dado à iluminação). Isto é vida meio sem graça, de penitência, de acomodação, de

resignação, de sofrimento, de pobreza no mundo profano.



O ser que é muito espiritualizado, quando cumpre sua missão, parte para outra

dimensão: isto se torna um caminho claro para ele. É O Caminho da Evolução. Na Casa de

Meu Pai (A Criação) há muitas habitações.



O Mundo Divino é O Paraíso, É O Mundo do Cristo. Assim a Centelha de Luz, que

é o eu Interior, A Consciência Divina. se manifesta buscando retornar ao Pai e com Ele

Estar para Unificar a Vida, e Abençoar a Criação com A Perfeição. Esta é a revelação da

iluminação. Creio que todos a conheceram em algum momento de suprema realização.

Viver nisto é o Grande Galardão. (quem tem o ser na luz tem grande paz e presença

radiante)



Então a meditação é o cultivo para se viver nesta dimensão da perfeição. A

meditação pode começar na quietude, na imobilidade, mas seu objetivo é a qualidade de

vida: é a iluminação. Esta é a Revelação que busca o Cultivador Divino, O Meditador.



Mas há que se ter humildade e compreensão, para que se tenha a libertação, e a

unidade perfeita do ser em ação.



Eu agradeço.



O QUE É O AMOR

O amor é um estado, é um ser.



É um estado porque existe, é um Plano, é uma dimensão, é uma forma de se viver.



É um ser quando se está a o viver.



A Existência é muito além disto. Nela existe tudo que se conhece. Nela está toda a

vida.



No amor é que está Toda a verdade significa que há um jeito especial de se viver, de

revelar toda a vida. Esse jeito é tão especial que ninguém que dele prove e se lembre quer o

esquecer. E todos que estão nele não querem sair.



Como ele é uma condição de existência, funciona como uma magia que muda toda a

realidade de vida. Nas alturas do amor não há contaminação. O ambiente é puro, de

verdadeira adoração.



O amor é uma revelação. O amor é uma irradiação. O amor é uma interação.



No amor está a pureza e a transparência de toda relação.



O amor é um paraíso.



A existência só não é maior que ele, ainda que “mais ampla”, porque sendo ele uma

revelação infinita, ele traz esta condição à qualquer situação. Assim ele ilumina a relação.



Ele não é só um paraíso localizado num ponto alto do espaço. Ele é o ser que o

acompanha por tudo quanto é lado. Ele é você.

Mas por vezes é muito difícil der ser encontrado ou sustentado. Por isto se contam

com os amigos nos diversos estados, dentro ou fora do limitado paraíso. A amizade é uma

ponte segura para o amor, é o amor em ação, em toda situação e gradação.



Eu agradeço.



POSTURA CONSCIENCIAL

Criador. Eis o estágio do iluminado. Ele entrega à criação, outorga, um estado

inovado, sempre vivo, presente.



O homem que busca expansão cósmica procura o estado de equilíbrio de harmonia

universal. Isto está também no parte ainda que sua consciência seja apenas do ser.



Assim pensamento correto, atitude correta, são essenciais na elaboração na obra do

amor, na purificação da criação. Para o bem se cria com o bem.



Para tudo há salvação, há redenção, ainda mais quando se está em contato com o

topo da Criação. Mas note a questão da semeadura. Existe na natureza diversas formas de

se colher sua realeza. Há aquela que é feita com nobreza. Em verdade essencial isto parte

de sua atitude existencial, “pensamento e atitudes reais”.



A morte, assim considerada como um limiar máximo da vida, também é

representada. Há a morte para a Vida. O alimento se sacrifica, se sacro oficia. A passagem é

distinta. No sacro ofício há evolução para uma santa vida. Do trigo que fez o pão, da uva

que originou o vinho, e do cordeiro que nos trouxe a redenção, eis a santa comunhão.



Assim, ainda que na essência material a conseqüência pareça ser a mesma - morte,

transformação - o caminho é diferente. Há paz, equilíbrio, harmonia, ainda que dinâmicos

ou complexos, há amor na criação. Alimentar é comungar. Assim é objeto de realização

com relação à natureza em geral.



Eu agradeço.



POUCO OU MUITO

Diz um velho ditado que “O Pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é pouco”.



Sábia frase. Ela revela que o muito no Mundo da Insaciabilidade é fugaz, ou seja,

não satisfaz. o ser continua ávido por mais. Isto é o que representa quando fala que mesmo

o muito, sem Deus, é pouco.



Já o indivíduo que encontra a Paz, ou já está na paz, sabe apreciar dos grandes aos

pequenos frascos e fragrâncias. Ele se satisfaz ou já é satisfeito. Quem ama assim é dito

encontrar ou estar com Deus, por isto a vida lhe fica ou é naturalmente rica. Na folha que

cai, no diamante que brilha sob as águas cristalinas.

Eu agradeço.





CABALA DA CONSCIÊNCIA



MÃE DEUS PAI



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NA NASCIMENTO

ÇÃO E

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RENASCIMENTO

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I ENQUADRAMENTO IDEAÇÃO

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A ORGANIZAÇÃO AÇÃO

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FORMA VIDA PRINCÍPIO

EM 0 O NASCIMENTO

EM 10 O RENASCIMENTO

EM 3 A FORMAÇÃO (CRIAÇÃO)

EM 6 A CONCEPÇÃO (ASTRAL)

EM 9 A CONCRETIZAÇÃO (MATERIAL)

No Plano da Emanação só há Consciência. A Consciência Divina do Criador.



No Plano da Criação inicia a profusão de luz emanada do criador.



Em cada Plano de existência há um Árvore da Vida, uma Cabala da Consciência.

De um Plano para outro há um renascimento, um despertar para uma nova forma de

existência.



O Caminho do meio é o caminho não dual, é o caminho do fluxo contínuo. O que se

pensa é o que é e continua a ser na Formação, Concretização e Repouso. É um Caminho

Contínuo. Isto é o que falo da atenção concentrada e contínua, em Sua maior Escala, Uma

com a Verdade, Realizadora.



Na Criação, entre o Pai e a Mãe, há também uma figura central, não numerada, que

é própria da mente iluminada num fluir harmonioso, que sabe sem pensar, sem conjeturar,

sem desejar, é algo como o universo em manutenção, em perfeito equilíbrio, tendo em seu

cerne, centro, a Consciência do Caminho Crístico.



Após a Obra há o descanso (Repouso), que se funde à Contemplação do Criado para

depois voltar à Emanação para uma Nova Criação. Este é o caminho da Consciência

Crística. Este é o caminho da Árvore da Vida. O Tempo é Infinito. E a Criatividade

Também. Vide que o chamado “Renascimento” é um ato de nascimento do eterno presente

da vida onde o criado reencontra a Consciência do Criador. Então o caminho é mais uma

vez percorrido, da Emanação `a Materialização.



Mas vide que cada caminho da árvore da vida tem um meio, e assim, no grande

universo divino, pode-se andar no meio por todos os caminhos. Todos os caminhos: abaixo,

acima, esquerda, direita, tem um meio. Para quem vive consciente há um único caminho,

que é o caminho “direito”. O caminho Bem-Aventuroso é a Vida. Cristo: O Único Caminho



RIQUEZA ESPIRITUAL / MATERIAL

Tanto em cima como em baixo é uma situação que se quer encontrar para Cristo

reinar. Assim o Reino de Luz vai se instaurar.



Mas o que se dá com a riqueza espiritual pode ser comparado ao que se dá com a

riqueza material.

Quando algo se abre na consciência do ser espiritual, ele é tratado, mas como será

tratado depende da condição. O Ser Espiritual pode ir individualmente resolver quando lhe

for pedido colaboração ou pode irradiar iluminação.



No tocante ao homem rico o mesmo se dá. Ele colaborar pessoalmente com o que

estão a lhe solicitar ou com seu dinheiro. Isto todos sabem que há.



O homem rico administra sua fortuna. Vários batem à sua porta. Com sabedoria ele

atende a cada situação. Quanto mais rico for maior aparato terá para atender. Assim ele cria

uma instituição onde é o chefão. E atende pessoalmente sua diretoria, importantes

autoridades e os de sua intimidade. E seu Staff cuida de todos os despachos encaminhando

as providências. Assim vive os que alcançam o poder.



Na riqueza espiritual o mesmo se dá, só que a riqueza e o poder são relativos ao

nível da consciência (o tesouro que se pode carregar pela vida eterna). E assim santos,

anjos, anciões, sábios, elementais, missionários, forças armadas, ficam todos a lhe servir. E

nisto tem e é amor.



Tem luz e tem discernimento. Assim atende, consciente, sabendo o que está

fazendo.



Eu agradeço.



TRINA IDENTIDADE

Defini uma identidade pela qual identifico os Avatares, com fins didáticos

associativos daquilo que me comunicaM em primeiro plano, ou seja, da idéia chave que

imediatamente associei a cada uma das grandes personalidades, não em essência, pois os

vejo luminosos, unos e integrados ao criador, mas como um caráter cultural que a religião

me propiciou.



Note que isto está associado à imagem e ao tipo de culto com o qual me relacionei.

Como Eles são completos, as experiências-identidades são comunicáveis de acordo com a

oportunidade com a qual o Mestre se apresentou, mas creio que haja um aspecto especial

pelo qual ficou referenciado, de acordo com os valores do momento e do local onde Se

Apresentou. Este aspecto-identidade é o que creio ter captado, é o que vos apresento agora.



Krishna: Beleza



Buda: Iluminação



Jesus: Amor



Beleza: A imagem de Krishna é representada sempre alegre e bem ornamentado. O

seu envoltório é paradisíaco, e suas celebrações são realizadas pela arte da Dança e dos

Cantos Mântricos. krishina aparece como o Músico Transcendental e não raro vem

acompanhado de Sua Esposa (um Belo Casal).



Iluminação: Associo esta idéia ao campo da razão, da compreensão. O Buda

normalmente é representado sentado, em meditação. Ele geralmente aparece só e

transparece equilíbrio, harmonia do Ser. A iluminação está associada aos atributos da

consciência, portanto a idéia de estar centrada na meditação.



Amor: Está relacionado às coisas do coração, do sentimento, da emoção. Jesus é

muito representado em Sua Paixão. Aquele que sofreu pela humanidade talvez seja sua

maior identidade dentre os homens. Jesus desperta os sentimentos de humildade, esperança,

perseverança, compaixão e gratidão.



Em todos há beleza, iluminação e amor. Também há força, sabedoria e as diversas

virtudes em flor. Mas as qualidades pelas quais foram mais reconhecidos, talvez os

remédios mais prementes para os povos em cada época, foram estes atributos pelos quais

ficaram reconhecidos.



Vide agora estes atributos, estas identidades primorosas, como compondo os três

lados, ou os três vértices, de um triângulo eqüilátero (lados e ângulos iguais). Agora gire-o

livremente.



É isto.



Eu agradeço.



A INVEJA “EXISTE”

Numa condição mundana de consciência, este sentimento do outro, que despeita, e

por isto tenta roubar ou prejudicar, a inveja existe, e prejudica.



Numa condição de consciência superior o ser não se afeta por estas coisas, mas

antes busca solucionar o que está operando para abrir aquela porta, para sofrer aquele

sentimento na sua esfera de relação existencial.



Ora, um ser ignorante, dentre ignorantes, sofre isto como algo normal, verdadeiro,

real, ele não tem a ciência divina, e para ele aquela “coisa”, aquele sentimento, é algo que

simplesmente existe, é verdadeiro, comum à cultura que existia com ele e “ antes dele” (não

foi ele quem inventou tal). Então para ele tal sentimento é algo que existe, é real no social.



Então um sujeito que entrou nesse espaço de coisas conturbadas, de sentimentos

misturados (onde se acusam com rancores, há feridas “de tudo quanto é lado”), se não

entrar com perfeição, pode sofrer, pelo papel social que assumiu (tal sentimento da

confusão, próprio do universo da criação em competição não fraternal, ou mesmo em luta).

Então é pedir a Deus por zelo contínuo, para que não caia e perca a paz. E se já

estiver no meio dela, para que saia.



Então riqueza e status só com a benção de Deus, para que seja de Fato. Com paz,

saúde e todas as virtudes. Sempre.



Eu agradeço.



O QUE É A CIDADE, O QUE É O MUNDO

GLOBALIZADO

É comunhão. É cooperação. Cada um no seu lugar de então. E tem mobilidade. A

graça divina, O Tempo Divino é a verdade.



Sim, é esta a fiel representação da vida coletiva que dá certo. Num tempo o pai e a

mãe põem a mesa, noutro tempo ensinam, noutro apenas curtem a natureza.



E as muitas vidas se colocam desta maneira.



Quem tá dormindo acorda! E anda “rápido” que o mundo é dinâmico, as

transformações fazem parte da dinâmica da vida, e quem as acompanha tem o Presente da

Vida. Quem não acompanha lamenta, chora a morte doentia. Mas quem acorda arruma a

vida.. Deixa de reclamação e se põe em ação.



Quem teve sem estudar, sem avançar espiritualmente, esteve “dormindo” em seu

lugar. O homem probo deve sempre avançar, estar consciente em Deus. Este não há de

lamentar. Ele conhece o seu lugar, respeita a natureza, compreende o movimento do

planeta. Sabe se colocar e aconselhar.



Não é a riqueza material que determina a questão, nem a científica, mas antes a

espiritual é quem dá a condição: e esta respeita e bem considera todas as demais, sabe de

suas verdades, é consciente. E todas devem se encontrar para a unidade celebrar: a verdade

encaminha ao amor.



O pobre e o rico egoístas vão “dançar”, os revoltados ladrões idem. Os que negaram

o conhecimento, ensimesmados em sua vileza, não podem alçar a Deus em Sua Realeza. A

Sabedoria É Luz Espiritual Viva, e isto deve ser celebrado como Presente de Vida.



Deus dá o Tempo correto em cada ocasião. É Dele o tempo de surfar, o tempo de

repousar, o tempo de contemplar, o tempo de navegar.



Então a Vida em Comunhão é esta Verdade para Aqueles que estão na Unidade. Os

que estão fora são os mortos que enterram seus mortos.

Pense em especialização, em mercado, em espaço. Um faz a comida, num cardápio

específico ou variado, outro lava a roupa, outra guia o turismo, outro limpa, outro canta, e a

todos encantam.



Não tem teimosia, tem vida. A rebeldia é doentia: é oposição ao princípio da vida, à

luz primeira. Então o fluxo traz energia.



Eu agradeço.



O QUE É A CORRUPÇÃO ESPIRITUAL

É fazer a vontade do mundo me detrimento, em queda, em descumprimento à

Vontade do Pai.



Assim comer, beber, falar, agir, pensar, se expressar, qualquer coisa que contrarie a

Luz Espiritual, O Equilíbrio Energético Divinal. Por isto dizem ser muito difícil seguir o

espiritual, ter o desapego providencial. Por isto Jesus disse “amem”. No amor as coisas são

mais fáceis. E ele como Mestre de Tal disse: “Meu fardo é leve e meu jugo é suave”,

porque é vitória do amor.



Então o sentido de macular pode ser o sentido de poluir, de cair da energia de onde

está, de baixar a vibratória por contaminação. Sim por isto amar revelar e manter a criação

neste bom tom.



Se sobe pelo caminho errado, o caminho deve se tornar árduo: é o que chamam de

caminho dármico ou cármico: vai quedar porque não promoveu o amor que é a revelação

da Comunhão Maior. Pode até ter reinado, ter habitado um paraíso forjado, mas é limitado,

é peremptório, um dia vai cair, porque a pedra angular da criação não é a da base de

sustentação da criação primordial, reveladora pelo amor da perfeição de todas as coisas. Só

este possibilita o Eterno Paraíso.



Então o conceito de corrupção espiritual pode ser difícil para quem anda na

confusão do mundo, porque pode se parecer com o egoísmo das pessoas e crendices

elitistas, segregadoras. O desvio da purificação é o desamor. Então a compaixão, sem ser

confundida com apego. é caminho de consolidação, de purificação, melhor que o apartheid

(ele não gera débitos, ligações imperfeitas oriundas de ódios e rancores deixados por

ingratidões, injustiças relativas).



Então amar, ver a vida no tempo, saber optar: é bom contar com O Mestre a nos

guiar. É bom se elevar no amor para alcançar, para ver além do problema, para ver o

horizonte, acima d´água, amar.



Por isto o mundo é tão complicado, mas quando se eleva, se purifica, ele parece

clarear, e clareia. Os inimigos vão cessando, o débito acabando, a liberdade em verdade

chegando.

Com isto o discernimento e a sabedoria para ir operando, neste caminho santo.



Eu agradeço.



OBEDIÊNCIA AO PAI

Vou relatar um pouco mais o que significa isto.



Primeiro devo dizer que quem não conhece ao Pai está na ignorância do mundo:

então amor. Jesus disse: “não conheceis ao Pai; se O conhecesse, Me conheceria”.



Então tanto falo de zelo, de amor, de ética, como caminho da verdade, onde se

revela O Pai.



É de Deus Todas as Coisas, e de onde vem Toda A Força. Mas quem conhece o

Melhor Caminho não entra nos torvelinhos, não se enreda na ilusão do ódio e da destruição.

A consciência Santa empreende a Eterna Libertação.



Isto explica como Jesus pede ao Pai “afasta de mim este cálice”. Diante do mundo,

diante de tanta dor, horror, ele pede, mas contudo sabe o que deve “que seja feita a Tua

vontade, pois é Teu Toda a Honra e Toda a Glória” (eternas digo eu).



Isto explica também como diante de Pilatos afirmou “quem te deu este poder foi

meu Pai”, por isto não discutiu sobre a verdade do poder do mundo, porque como ego sabia

que todo poder advém do Pai e cumpria a ele continuar a obedecer, mantendo a unidade.



Jesus Todo Poderoso, Curador, Expulsador de Demônios, é Jesus na Unidade com

O Pai. Existiam dois Jesus?: não. Existiam duas ou mais condições de acordo com a vida, e

nisto o Mestre, foi o mais obediente, foi o mais concorde, e assim venceu o Mundo

consolidado na Unidade com O Pai.



Um ser comum pode obedecer ou não ao seu pai: obedece numa hora desobedece

noutra|, sobe e cai. Obedece no momento sagrado, quando sobe, e se perde no profano,

quando cai. Assim caminha a humanidade mais ou menos perdida, pois mal sabe, se

esqueceu do Pai. Ela cumpre umas coisas, julga outras, e assim vai buscando a sabedoria, o

discernimento, a disciplina, a ética, a obediência às leis, a cidadania, mas O Pai Vivo como

têm O Cristo, não é algo comum ao mundo.



Consciência Iluminada, Luz Espiritual, é desta coisas que vos falo. A fé é caminho e

amparo, guia de salvação. O Pai Vivo é Presença na Consciência.



“Pai, porque me abandonaste?” (como foi escrito que Jesus exclamou quando

crucificado) É queda, é perda de consciência, é clamor, é pedido de socorro. Tinham dois

então? Não. Teve foi um caminho difícil de danado, que ficou estreito, apertado, nas horas

de maior aflição. (comparem isto à uma sintonia de energia límpida, translúcida, que

comunica amor e primor, perfeição existencial, em relação à uma interferência brutal que

quase corta o sinal, deixando apenas uma ligação tênue quase como um fio de memória).



Quanto mais forte mais iluminado, mais presente, mais firme a ligação e com ela as

bênçãos da criação. Quanto mais esquecida mais débil fica a relação. Quando isto se

consolidou é porque terminou, findou a oscilação (aposentou, venceu o mundo, cumpriu a

missão).



E é claro que no caminho existem sistemas mais ou menos estáveis, assim pessoas,

vidas, mais ou menos sujeitas a quedas, intempéries (vide O Mundo dos Deuses na

Doutrina Budista; e o Mundo Búdico).



A destruição provém da força da contradição, da força de renovação, da Força da

Criação. Tudo é do Pai por isto consciência é Vida Eterna e fim da ilusão. A Luz Espiritual

é paraíso de Salvação, é Porto Seguro da Alma do irmão: é espaço de pureza, de perfeição.

È a imaculada salvação. Viver conforme ela é viver iluminado, abençoado.



Eu agradeço.



SER GRATO

Eu Sou. Esta consciência é perfeita. Ela alude à consciência da Perfeição Divina.

Ela reside no mais alto estado de Compreensão do Ser. Ela é Gratidão.



Um bálsamo para vida de todo e qualquer irmão. Aquele que consegue ser e andar

com gratidão é um Feliz Cidadão, do mundo, do Universo, em Toda e Qualquer Situação.



A gratidão é pequenina ou gigantesca, ela é imorredoura, pois reside na consciência

de quem a conheceu verdadeira.



Eu Agradeço.



SOBRE HABITAÇÃO (CENTRO-PERIFERIA-

CAMPO)

Fundamental é o amor. Uma comunidade integrada é feliz. Com isto, mesmo se a

casa for pequena engrandece, pelos muitos quartos e salas compartilhadas. Assim a

fraternidade, a solidariedade preenche a vida do sujeito, que me primeira análise vive para

ser feliz.



Os desejos de um ser feliz são inerentes à sua felicidade. Por isto os simples podem

amar, a si, entre si, e se locupletar. Podem cantar, se banhar de sol, dançar, enfim festejar o

encantamento do viver com “mil e uma maneiras” de ser. A arte é sábia nisto, e viver com

arte, fazer arte, faz parte.

Então quer seja no campo, quer seja no centro, quer seja na periferia, é importante

ter uma boa relação (ecologia com a natureza, com a sociedade).



A partir desta essência vem as condições de desenvolvimento e sustento, ou mesmo

transformação de cada realidade, para que se tenha um efetivo equilíbrio, onde as demandas

sejam atendidas.



Cada um tem de reconhecer, querer e fazer, isto acontecer. Onde for, como for.



Eu agradeço.



LUZ JUSTICEIRA, LUZ DO AMOR

No Paraíso impera a Luz do Amor. Então a Luz Justiceira não tem sentido em si

porque é plenamente satisfeita no amor.



Mas fora do amor perfeito a Luz Justiceira entra em ação. Mas também há a Luz do

Amor fora do Paraíso, claro que sim. Ela se manifesta no que normalmente chamamos de

paixão ou mais precisamente compaixão (sofre na busca do amor).



Assim os sacrifícios por amor, assim as paixões, assim as caridades pelos

necessitados. Note que nisto há uma compensação que equilibra a vida, e abre o coração

com o brilho da compaixão que abre o amor do coração.



Há os que mesmo não vivendo no amor ou na compaixão, pela caridade equilibram

sua situação, e assim conseguem levar uma vida “normal” sem grande imolação ou ação

justiceira. Há uma compensação. Equilíbrio da natureza sistêmica.



Mas a Luz Justiceira leva principalmente em consideração A Verdade, O Caminho

Reto da Ilumin-Ação. Então, neste Plano Justiceiro, a Espada ganha sentido para cortar a

maldade, a falsidade, a ilusão (mas note que mesmo aqui tem a história que já vos narrei, da

espada com o corte virado para fora e a com o corte virado para dentro).



O Bom Combate não é necessariamente ético, eis que Jesus curou em Dia de

Sábado (a cultura judaica acreditava que em tais dias nada deveria ser feito a não ser

descansar). Mas com certeza a Espada do Mestre Jesus tinha seu corte voltado para dentro,

tanto que morreu em sacrifício como O Carneiro Imolado na Cruz (os judeus sacrificavam

animais em seus rituais).



Tudo é Uma Luz Só, trabalhando em diversos Campos, Espaços Existenciais, da

Criação. É a Verdade quem dá o discernimento, O Poder, que faz o indivíduo Se Entregar

em Imolação, ou Desembainhar Sua Espada.



A diferença entre o ignorante e o consciente é que este último tem discernimento

quanto a esta situação (os ignorantes atuam como animais, inconscientes, levados pela força

da natureza, da criação: como a Terra que estremece buscando restaurar seu equilíbrio, ela

não quer matar, é apenas ecológica).



A Força pode ser gigantesca e isto explica os heróis combatentes que não olvidam

em entregar suas vidas pela causa.



“Enquanto lábios beijarem e olhos fitarem, Viverás Isto e Isto e Te fará Viver”

(Kama Sutra). O Puro Não Ser é objeto da Realidade Transcendental.



EXERCER O EU

Exercer o ideal. Exercer a vida sem deixar pontas nem arestas, ou ao menos disto

buscar se aproximar, sem deixar oportunidades passar. Como disse o poeta: “É preciso

amar como se não houvesse amanhã”.



“AHhh, tem tanto fragmento escapando pelo corpo (inconsciente), pelo pensamento

(relativamente consciente) que nem sei como fechar esta peneira que vive em mim. São

tantos condicionamentos.”



“Começar de novo, neste apartamento, vai valer a pena...” diz outro trecho musical.

Renascer a cada momento até dar certo.



“Caiu do cavalo! ... Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima.” São trechos de

outras músicas.



E assim vai de poço em poço, passando por oásis, até por cachoeiras e mares. “pode

ser a gota d´água, pode ser a gota d´água”.



Falo o que quero, como quero, onde quero, ajo, sou gentil, presente pra caralho.



Foda-se o avião, puta que pariu, faço gol com determinação.



Já pensou se Jesus fosse doutrinar o demônio, pedindo que se retirasse por vontade

própria a partir do reconhecimento que era um injusto invasor, sem ter força, sem ter poder

para repreender?: ele dependeria do Pai para a Justiça proceder de forma passiva, desvalida

de se exercer (não teria a unidade do justo proceder).



Aos caridosos a misericórdia, mas aos que nela não andam ou mesmo zombam:



“Paciência tem limite. Fora! Rua! Vade Retro Satanás! Ladrão! Vai arder no inferno com

sua turma!”



Contudo note que trago a Luz do Grande Mestre para que abençoe a compreensão

do irmão: de meias justiças e meias verdades (ódio, raiva, rancor no lugar do amor) vive o

“mundo” lutando, girando a roda Kármica da imperfeição (ora em cima, ora em baixo, na

mesma viciosa e pouco consciente prisão). Assim há que se ter discernimento para a correta

ação. Não há interesse pessoal egoísta para quem está nesta condição. E a força é a da pura

realização (a solução tem grande galardão e é a melhor e única opção).



Assim a verdade supra-ética e amorosa se coloca, através da JUSTIÇA.



Agradeço.



A ARVORE PROIBIDA

Aquela da história bíblica, cujo fruto a serpente serviu a Eva, que por sua vez

estendeu a Adão. Esta árvore é também chamada Arvore do Conhecimento, Árvore da

Criação.



Isto representou para as Criaturas do Paraíso um mergulho na existência: um

mergulho em tudo que existe. Sim, a árvore representa a Criação, o Universo, e o fruto a

Porta de Acesso.



Sim, O Daime (Jagube e Rainha), A Jurema, A Figueira Sagrada, a Sabedoria

Esotérica ou Magística, representam esta Árvore dos Mistérios da Vida. Seus frutos são as

comunhões, são as iniciações: são um mergulho na existência que se põe em revelação.



Não só do fruto físico se faz a comunhão, ele é um símbolo, um portal

materializado, mas sobretudo da aceitação do Caminho.



O fato do desejo, não condenado, traz o mergulho sagrado. Consciente.



Ademais, quem está no Paraíso, e já não se sente atraído pelo Fruto da Àrvore da

Vida, já realizou seu Caminho como Filho Consciente. Este está realizado e não é mais

temente, ainda que seja prudente.



Imagine um local puro e alvo, sem mácula: O Paraíso. Imagine o Universo da

Criação como sendo O Mundo Cheio de Contradição (O Mundo da Dualidade, O Mundo da

Ilusão, O Mundo Kármico, O Mundo Sansárico, O Mundo Imperfeito).



Sim, é isto. Quem sai do Mundo da Ilusão realizado sai como Filho de Deus,

Consciente da Criação. Os guiados pelo Cristo são as Ovelhas do Senhor no Caminho da

Salvação. Não pode haver soberba aqui, porque O Mundo pode ser muito dolorido, como O

Vale de Lágrimas da Oração (e quanto mais se eleva no Sublime Amor mais se conhece em

verdade luminosa esta condição de sofrimento da humanidade).



A consciência das alturas é como a de quem sobe ao monte e vê onde está, o que há,

onde o sol nasce: Vê no horizonte. Quem tem a consciência restrita não vê na plenitude,

contudo isto não significa que não possa ser feliz, realizado. Assim são felizes, cada um em

condição existencial, sem desejo do que é do outro, porque isto não faz sentido no melhor

caminho de cada um, feliz, perfeito, iluminado. Por isto que se diz Tudo ao Seu Tempo, Em

Seu Lugar. Assim grandes e pequeninos são felizes, todas as cores idem. São santos

conforme a essência criadora.



O amor é um fio condutor. É um excelente caminho de tratar bem a criação, ainda

mais quando se é inconsciente de sua condição: assim ele traz a emancipação. Isto chega a

tal ponto que os valores do mundo perecem diante de tal condição: assim se conquista a

verdadeira libertação para o mundo da perfeição: que é pureza, primor, luz e verdade.



Outro dia vi uma gorda, e pensei que ela tinha de se conduzir com amor para se

sustentar: era muita massa, muita água, para ela tratar. Se se revoltasse com sua condição

seria uma lástima, pois ali havia uma condição que estava grudada ao seu ser, incorporada:

no desespero, tentar se livrar do peso seria como se violentar, dilacerar, imolar, suicidar.

Então Deus dá a alegria, a força, a sabedoria: a calma, paciência, tranqüilidade, para bem

tratar. Então, com isto, tudo vem a sanar.



A Força não é Carro Chefe não porque não seja santa, mas sim porque serve à

ruptura, e para isto a consciência deve falar (para não criar causalidade kármica, gerar

débitos, prisões). Então só por isto que a Força não é indicada como caminho principal de

aperfeiçoamento, ainda que ela seja utilizada. O Ser que age na Verdade Usa da Força em

Toda Sua Integridade, sem dever ou se arrepender (o Coração dele é reto, os demais é que

se condenam de acordo com suas iniqüidades: eis o julgamento).



Então O Mestre, O Condutor, é O Auxiliador, O Iluminador, O Guia do Caminho. É

quem vê melhor, tem mais sabedoria, tem mais conhecimento, para livrar do sofrimento e

levar seu povo „a Eternidade da Perfeição que Há em Cada Momento, ainda que isto leve

Tempo.



Então muitos sacrificam, sacrificaram, suas vidas, porque viram um sinal disto,

desta semente de luz da eternidade. Então faz sentido os Mestres Espirituais e os Mestres

Carnais. São como os idosos, os professores, Pais e Mães, Amigos, que ensinam.



A Porta do Espiritual é revelada em Verdade a Cada Um, por isto o sacrifício

necessário é revelado a cada um. Morrer para Viver, Renascer em Vida: isto é de cada um.

Deus é sábio e a Vida É Criação de cada um: eis o Livre Arbítrio que é verdadeiro. “ Meu

fardo é leve, E o meu jugo é suave, Assim dizia Jesus Cristo Salvador” foi o “toque” de

Jesus para os que quisessem consigo caminhar.



Entendam com isto o respeito e a pureza do homem consciente para com A Criação.

Como disse o Sábio, a diferença entre ele e o ignorante é o próprio saber. Daí a Obra, O

Reino, e os Frutos, se tornam diferentes.



Mas creiam, pouca coisa pode fazer muita diferença. O Fruto da Árvore da Vida já

foi comido por todos neste mundo, então é amá-lo, compreendê-lo, santificá-lo, e nem ter o

desejo de querer ver Deus, Subir ao Alto, mas sobretudo de viver feliz em seu lugar, que a

essência brilhará ( e a essência é divina, cada uma em seu lugar).

Eu sou livre para falar, revelar. Eu tenho a Graça de Deus, a Benção, mas como uma

pedra não vos sirvo para digerir, mas para iluminar, não só refletir, mas emitir de uma fonte

inesgotável a sabedoria do existir. Mas mesmo isto tem uma condição de existir.



Eu, no mundo dos presos pela ilusão, sou um preso do Cristo (a cruz me é

apresentada a cada dia, até a cada instante). No Reino do Cristo Sou Luz.



Não sou sobre ninguém, Sou a Virtude que Reside em Mim. Não quero sobre

ninguém, não faço minha vontade egoísta, não trabalho ou deixo de trabalhar por mim, não

sou egoísta: Sou um Prisioneiro do Meu Pai. Eu não quero cumprir a Vontade Dele, Eu

Cumpro. Este foi o meu voto, é o meu voto, e não tem jeito de mudar, eternamente. Assim

foi e é meu compromisso diante de Deus (por isto todos os falsos julgamentos, inclusive os

sobre mim, caem diante de mim). E quanto mais eu me firmo assim, na Presença, mais

resplandecente e luminosa se revela a minha existência (isto teve um tempo de

amadurecimento, da semente que havia em mim, cultivada pela fé, até o amadurecimento

que é Certeza, Firmeza, Paz, Luz, Força, Sabedoria, Harmonia, Integralidade, Realeza:

Tudo isto na Verdade e Justiça que Eternamente Põe A Mesa).



Então para os verdadeiros, para os justos, sou amado, sou comum, sou irmão da

criação. Não há sentimento menor para os que se amam de coração: sejam eles pais, mães,

filhos, sobrinhos, professores, doutores, patrões, empregados ou qualquer outra

denominação. Então, mesmo que isto exista, não há o sentimento de discriminação, ainda

que haja a diferença de condição (um jardim de variadas espécies vivendo em comunhão).



Eleve seu pensamento a Deus e veja que nisto há sabedoria e Perfeição, e nisto tudo

é perfeito.



Eu não me revelo aos ignorantes é uma condição de respeito, revelada por Krishna,

em mim.



Com humildade, Paz e Amor, Agradeço.



A RIQUEZA DO JUSTO

É paz. O santo tem este atributo.



O fato é que a consciência dá a devida nitidez do real valor da vida.



Então não tem disputa: a fartura da Bem-Aventurança não é limitada (não tem o

caráter do finito e perecível). Não é que o finito e o perecível não existam, é a perda do

sentido, do significado disto na vida. As coisas são do tamanho que são, no tempo que são,

e pronto: são perfeitas: são “infinitas enquanto durem” porque foram bem aproveitadas (na

condição adequada) e passaram, sem deixar marcas, seqüelas, “saudades”. Só não sente

saudade do que foi bom quem vive o presente, o eterno presente (esta é a solução).

Viver assim é o grande galardão: é a única liberdade do viajor realizado: por isto se

diz “obedecer a Deus”.



Por isto se explica uma liberdade e uma realidade tão diversificada ao mesmo que

abençoada: um é hippie, outro é padre ..., veja na rua, olhe pros lados. É assim que é, não

tem de querer parametrizar, comparar, engessar um padrão de vida, mesmo que econômico.

Contudo tem de saber atender o que chega do próximo a você: mas sem exacerbar.



As coisas silenciam, as reclamações e lamentações silenciam: até o mendicante lhe

agradece sem que necessariamente a materialidade seja veículo da messe.



Respeite o tesouro alheio: tudo tem o seu lugar. Esta magia da Criação é o que estou

a ensinar. A partir dela se é feliz onde está e se está pronto para enricar sem pecar.



Sim, a riqueza da natureza é isto: A Riqueza é de Deus: só esta que você tem

condição de carregar, sempre, por onde quer que vá. E é a melhor em qualquer lugar.

Aonde há muita prisão, padronização, insatisfação, mesmo assim você vai passar: livre,

leve e solto também por aquele lugar, e espargir a sabedoria divina de quem encontrou a

graça do compartilhar em Deus e com Deus tudo que está a realizar (assim um grande

tesouro material é como um pequeno: É Deus quem está a consagrar).



Eu agradeço.



A TEMPERANÇA

O termo me faz lembrar equilíbrio, harmonia. E me veio o título com uma passagem

que observei ontem, no carro.



A mãe mantém a janela fechada, o filho, aberta. Se o filho fecha tem sido dor de

cabeça na certa (ao menos este é o temor do que já se configurou por experiências

passadas). Então fico pensando numa postura equilibrada.



Assim o quente e o frio se misturam dando uma temperatura agradável chamada

conforto. E conforto, neste sentido que traduzo, é paz.



A temperança que aqui traduzo é familiar, social. Os “confortos” pessoais,

individuais, tem sido um tanto extremado, cada um defendendo o seu lado, fechado (ou

“aberto”), de forma egoísta (“individual”).



Eu tenho andado numa “lenha danada”: as minhas ligações, minhas portas abertas,

têm me levado a um estado, a viver num tempo, que não me é natural (não é do tipo que se

faz as coisas com paz, despreocupado, num deleite tranqüilo com o que está sendo

realizado). Meu Tempo tem sido pressionado: até para limpar o barro do pé eu tenho um

tempo determinado, passou disto a mente fica acusando, a paz acabando, o conflito ou a

tristeza aportando (caminho estreito, instável, onde a manutenção da luz exige precisão,

velocidade, atenção, concentração: um Tempo adequado). Claro que isto é próprio de um

meio em conflito, competitivo, difícil.



A Temperança é sabedoria de vida, dá o grau de afinamento da corda do violão, é a

Justiça. É graça para todos que nela caminham.



Eu agradeço.



A TERRA EXISTENCIAL

O ser humano almeja terra para habitar, viver. Assim “luta” por um pedaço de chão

onde possa exercer sua expressão na criação. Isto é concreto, real, material.



Mas há uma Terra Especial, Fundamental: é a Terra Existencial: É O Caminho, O

Ambiente Espiritual.



Sim, no meio da cidade, ou no campo, é Esta Terra Que É Importante.



Sim, há algo como um encantamento, uma magia da criação, que faz especial A

Terra, que é o solo, o caminho da vida do irmão.



Com isto digo, afirmo, que esta Terra é individual ou coletiva, e é Ela quem dá o,

sabor de felicidade, alegria, para o irmão.



Eu agradeço.



CONSCIÊNCIA DA VIDA ESPIRITUAL

Ter esta consciência é algo excelente. Além de toda perfeição que ela pode

proporcionar, vale citar que a certeza que a matéria é só uma vestimenta, possível de ser

limitada de acordo com a condição momentânea, é uma benção



A vida espiritual neste sentido poderia ser comparada ao corpo valer mais que a

veste, e a alma mais que o corpo. Quanta mais fina mais leve por natureza, quanto mais

consciência mais vida em abundância, em radiância.



Então é certo que um ser espiritual pode deixar o corpo em consciência e gratidão,

de forma que o deixe em seu distinto caminho de evolução. Isto é comum aos que cumprem

sua missão.



Eu agradeço.



CORPO E ALMA

O Ser que atinge a Consciência Espiritual, a consciência de sua vida na alma, fica

um tanto quanto independente de cumprir padrões mundanos morais ascéticos, que

normalmente são seguidos na caminhada evolutiva quando através das doutrinas se quer

atingir o autoconhecimento.



Sim, porque ele já atingiu um grau que lhe permite saber lidar com as energias que

envolvem seu corpo, sua ligação contextual: assim mantendo a consciência ele busca o

equilíbrio desta expressão local (este grau de refinamento remonta à sabedoria de Jesus que

com relação aos alimentos disse aos seus discípulos: coma o que vos puserem à mesa).



Então, noutras palavras, se a mente é franca, corrompida, doentia, ainda tem de

aprender a lidar, se libertar, das ligações sofridas: por isto dieta, regime, abstinência e todos

os cuidados de uma vida seletiva.



Mas conforme se fortaleça não fica mais a mercê destas condições da vida (a

consciência tem discernimento e sabe lidar, ou mesmo tem condição de abençoar, purificar,

saudar a perfeição da vida em seu eterno caminho santo).



Assim há uma condição que pode ser em gradação: cada coisa em seu devido tempo

e situação. O Caminho de Deus é perfeito desde Já. Então as coisas exteriores, chamadas

materiais, não têm tanta relevância quanto às espirituais, que estão na essência (interior) de

tudo, e dão a Verdade em Sua Condição Superior.



Por isto o Caminho Santo dá a condição de trato com o corpo, e isto se torna

natural: é próprio do Amar ao Pai: “Faça-se a Sua vontade, e não a minha” ensinou Jesus

quanto „a expressão de seu ego, de seu corpo, em face „a obediência ao Pai. A Vida Eterna

tem tudo a ver com isto, pois Vida Eterna é Consciência Eterna, e é O Pai quem dá Isto. E o

amor é o Caminho desta Revelação da Luz Espiritual, da Vida Espiritual, da Unidade com

o Pai Consciencial. O Mestre ensina isto a seus discípulos (este é o pescar espiritual).



Digo-vos estas coisas para que compreendas que a Vida Eterna, inclusive com o

Domínio Completo sobre o Corpo, quem dá é O Pai. Eu creio nisto, na ressurreição, na

materialização consciente de um corpo material, mas isto é inerente a um grau de evolução

onde no caminho é que se compreende a condição de tal (ou seja, é de posse da consciência

espiritual, da consciência da alma, é que se tem melhor condição de compreender sobre os

desígnios da Vida de cada Um em Deus).



Falo isto como quem diz que pode ser melhor morrer na matéria mantendo a saúde

da alma do que sofrer por um apego, fruto de uma menor consciência que alimenta o desejo

de imortalidade material (os loucos da história que buscaram fora de Deus a Fonte da

Juventude material morreram mal). Então consciência devocional, amor, é o “sal”.



Eu agradeço.



EU SOU ETERNO

Esta é uma declaração da consciência. A consciência espiritual, a consciência da

alma, a consciência do ser integral.



Sim, porque em verdade é isto que se dá. Esta é a revelação, este é o despertar

divino, Este é o Encontro Divino (Consigo Mesmo).



Esta “babaquice” toda de religião, doutrina, técnicas ascéticas, para chegar a Sim

Mesmo, se dá em virtude do “ser coletivo” presente no Império dos Sentidos, ao qual está

inserido o “homem mundano”.



Enquanto mundo ele é parte do mar da vida, sujeito às correntes e marés, e pode

estar sujeito à uma performance contraditória, não amorosa, pouco lúcida, e portanto

trevosa, inconsciente de si mesmo, de sua divindade e perfeição: a vida consciente é

perfeita.



Então a cultura, a fé em particular, e até a condição de saúde, são condicionantes de

base material da vida. Assim sujeitam: assim a criação.



Quando falam de desconstrução do ego, falam de desconstrução de verdades

menores, limitadas, acerca da natureza real e transcendental do homem. Mas para os cegos

das coisas espirituais isto é como um imaginário, surreal, porque ele não vê, é pouco

palpável, e ele está acostumado a ter que ter a comprovação material do fato (o que é algo

um tanto limitado se comparado a amplitude da visão espiritual (o espiritual vê o material,

pois é uma expressão da vida, mas vê além, vê com mais profundidade, com mais nitidez,

com mais realidade, com amplitude: vê até no Tempo e Espaço Universal – mas o contrário

não se dá, o grosseiro (visão material, “físico-científica”) é limitado).



Então imaginem que o “cego do espírito” recebe influxos:



. De sua natureza ambiental (do ar, da terra, do fogo, da água e das suas expressões

em geral: animal, vegetal, mineral etc.);





. De sua natureza social (conceitos culturais, crenças espirituais, leis, normas, éticas,

pressões etc.);



De sua natureza física (o composto físico-orgânico denominado corpo é interativo, e

cria demandas que precisam estar satisfeitas, equilibradas, para serem perfeitas);



. De sua natureza mental (projeções, sonhos, relações com o astral (mundo sutil da

criação);



Tudo isto precisa ser discernido, precisa ser compreendido, precisa ser bem

resolvido, para que se chegue ao bem mais precioso espiritual (O Universo Divino, A

Consciência Divina Transcendental).

Então, por isto, devido a isto, para se libertar disto, para alçar o Plano Divino, A

consciência iluminada, o Autoconhecimento Integral, o homem pede guia, pede auxílio,

pede salvação.



Note que toda natureza é sagrada, por isto amor como caminho de libertação (para

não ficar preso, apegado, nas lutas que enredam em meio à confusão. O Karma, que

significa ação, se refere à faculdade conseqüente de se gerar reação, ou melhor dizendo, ao

produto de sua criação (aquilo que plantarás, colherás).



Assim a “ciência” viva de libertação dos Mestres é a mesma, ainda que falem ao

indivíduo, a um povo, ou a ambos, de acordo com a sua condição (Deus fala ao povo ou ao

profeta, sobre o coletivo e sobre o individual: estas coisas existiram e existem).



Os mestres são importantes amigos que lá chegaram. E todos eles disseram que

voltavam (Krishna disse voltar de 1.000 em 1.000 anos ou sempre que a humanidade

precisar, Cristo deixou João até Ele voltar ...).



Fluir, a consciência, ainda que sob diversos aspectos e condições, não para de fluir.

Quem está centrado em consciência vive além da aparência (da vestimenta).



Desperto: o que era desde o princípio, o que é, e o que será, se unificaram no Eu

Sou Eterno.



Eu Agradeço.



FELICIDADE

É tudo de bom.



Há harmonia, há paz, há alegria.



Eu agradeço.



O FIM JUSTIFICA OS MEIOS

Esta é uma proposição que ficou conhecida como Maquiavélica, famoso autor de

uma obra clássica intitulada O Príncipe, que instruía o nobre a manter o poder sob

caminhos “tortuosos”, centrado no objetivo.



Isto significa manter um ideal a qualquer custo, ainda que este ideal ignore o

presente real, pisando em sutilezas, destruindo delicadezas, ou mesmo sob um alto custo de

um então em função de um futuro que se acredita promissor, realizador, enfim: ideal.



O aqui e agora, perfeito, amoroso, cuidado, zeloso, não existe se exigir renúncia.

Isto é coisa da compaixão, que zela por uma comunhão „as custas de sacrifícios, ainda que

na perfeição luminosa, o caminho cristão, haja unificação, um único caminho de realização.

O que digo é que na fé, na Luz Divina, tudo é concordante e o maquiavelismo não

existe, há apenas um caminho de verdade, extasiante.



Então loucos revolucionários, que vêem o mundo em guerra constante, voltem suas

espadas para o lado contrário e aperfeiçoem vossa humildade, sirvam, em caridade. Eu

tenho autoridade para vos fala sobre isto.



Os incêndios servem ao consumos das vossas almas em chamas, em chagas, não à

redenção ao amor. Vós não crêem na perfeição divina, crêem em si próprio, egos iludidos.

Serão consumidos.



A Voz do Pastor não vos pertence. A Luz da Libertação é Clarividente e Tem A Paz

Sempre Presente.



Eu Agradeço.



O INDIVÍDUO CENTRADO

Conhece a realidade e faz de sua vida, que é a existência, esta verdade.



Assim é o caminho de quem se depara com esta realidade cristalina.



O Povo de Deus é privilegiado, não porque são protegidos acobertados (não são

favorecidos injustamente), mas vivem conforme um espaço privilegiado, vivem ligados, em

Deus. Assim são Filhos de Deus.



Isto muda uma realidade. Os filhos de Deus em meio ao trânsito tem paz,

conseguem dirigir sem forçarem suas máquinas, sem se violentarem. Andam e não estão

preocupados com o salário, com seus bens, pois são estáveis (o que é de Deus, como eles,

não admite os temores egóicos do pecado). Estas coisas tem gradações, individuais e

coletivas, mas chegam à perfeição (paz absoluta).



Alguns santos descobriram na pobreza esta condição de liberdade perfeita. A alguns

outros Deus deu bens, até realeza. A riqueza é individual e divina (ela é centrada no Filho e

compreende, é legítima, como verdade universal).



Eu agradeço.



O MEDO

É uma doença seriíssima. Ele limita a vida.



“Vamos cuidar de coisas boas para não guardar algum temor” é sinônimo de zelo,

mas não pode partir do medo.

Assim, quem tem medo do escuro, está com algum destempero, pois o mal, o medo,

vem da mente, doente (ligações “indecentes”).



Quem superprotege crianças, as limitando, estás apenas externando seu medo e seu

apego, limitando (retendo em sua prisão carente, solitária e insegura, cheia do mal

existencial).



O medo machuca e fere o universo existencial, o social. Ele limita o relacionamento

a partir do mal. Ele é traumatizado, inseguro, em fuga e é perigoso, pois se arma diante do

“espelho”.



O medo é uma doença que gera grades, polícia, repressão, leis, engessa a vida,

condiciona o homem, robotiza. O medo padroniza, e seu padrão não é feliz, não é livre,

leve e solto, é preso, contido.



A polícia apita “zona de segurança, não pode parar, circulando”, os quebra-molas”

danificam, os pardais visam sua carteira, seu salário: todos eles limitam, coagem, limitam a

vida. Disciplina, controle, jugo: falta de amor, de ética, de sensibilidade, de respeito à vida.



O medo é grosseiro e limita a vida. Ele revista, ele trava a passagem com medo dos

metais, ele arma a pessoa para defenderem seus bens materiais.



Ele é um cancro da vida. Sem medo: Só com “Jesus e Maria”.



Eu agradeço.



O TEMPO DÁ A PERFEIÇÃO

Fazer as coisas no Tempo é o mesmo que fazer as coisas na pureza da luz.



Sim porque o Tempo dá o princípio e o fim sem interferência, sem perda de

claridade.



Eu agradeço.



SAÚDE DO CORPO

“Se em teus olhos tiverdes luz, todo teu corpo luz será”. Se O Mestre, a consciência,

for iluminada, o corpo será bem zelado, portanto sanado, iluminado. A gestão perfeita leva

ao universo perfeito, daí o reconhecimento da perfeição divina, da saúde universal.



A consciência espiritual comanda isto. No Reino do Cristo isto é real: por isto há O

Paraíso Espiritual: um Paraíso Sutil. Isto existe no Material para quem é iluminado: seu

corpo consciente reconhece isto pelo caminho, mas o centro é de quem detém a iluminação.

Claro que a expansão disto é o universo em iluminação. Esta revelação, e esta realidade,

parte de cada ser (a morada do Cristo em Cada Um), mas resplandece na existência com o

Reinado da Perfeição (todos os seres são conscientes na Criação).



A Presença do Divino cria isto em sua existência, esta perfeição (“Tudo é Santo aos

Olhos do Homem Santo”). A coletivização disto, exterior, nos outros, em cada um, vai

dependendo “desta graça de salvação”.



Alinhar com Cristo, com a fé absoluta na salvação, com a remissão dos pecados na

cruz, é condição de afinação para os descendentes desta tradição, e para todos aqueles que

nisto tiverem fé, reconhecerem o galardão. Isto basta para o ajuste, e basta para sempre

quando estiver firmado na consciência da existência.



O Messias, a figura do Messias é esta Guia. Do exterior para o interior. É esta a

imagem do Salvador. Este cultivo é o único que o acompanha por onde for. O cultivo

interior. “Eu conheço Meu Pai. Eu e O Pai somos Um.”.



Eu agradeço.



O CAMINHO E O TEMPO

O que é teu é teu, e o que é bom pode ser relativo, porque cada coisa está

relacionada a um Tempo, No Tempo é boa, fora Dele não presta, Não presta porque não

interessa. Não é que seja ruim em si, pode até ser bom. Não é que não sirva para outras

pessoas. Se estiver fora do Tempo não serve para você.



As cartas do Tarot, que são uma codificação da vida, são sábias ao demonstrar que

uma pessoa pode andar pelas casas da vida, em cada tempo. O Tempo da Sabedoria é o

Tempo certo da pessoa certa no lugar certo.



O Tempo é A Luz do Teu Caminho: O Caminho Reto do Senhor. Neste Caminho

cada coisa tem sua adequação.



Então qualquer coisa neste Tempo é Boa, fora dele não presta. Mas só sabe deste

Tempo quem O Conhece. Quem se perdeu, ou a Ele não conhece (ou não se lembra), busca

realinhar para novamente Nesta Luz Readentrar. Daqui saberá como Caminhar.



Eu Agradeço.



A REBELDIA É O CAMINHO DO CAOS

As coisas despertas e praticadas motivadas pelo egoísmo, pelo ódio, pelo despeito,

pelo rancor, são da ordem destrutiva.



Assim elas contrastam com O Caminho do Amor.

As coisas do Espírito, da Luz, não nutrem em si nenhum dos elementos desta ordem

da contaminação, da confusão, da ilusão (do amor mal resolvido, doente, ferido).



Esta é a diferença básica e consciencial que distinguem o chamado bem do mal.



Se na confusão não se sabe discernir, porque o emaranhado mistura por tudo quanto

é lado, o fato é procurar se elevar para enxergar, pedir ajuda para quem pode dar.



Isto dá a diferença entre uma solução do mundo da ilusão, peremptória, passageira e

falsa, e uma solução verdadeira, que encaminha sem deixar tristeza (sem criar carma, sem

mais dívidas amealhar e continuar a se enrolar).



A VIDA SIMBOLIZADA PELA ÁRVORE

Estava caminhando na mata. Uma árvore me chamou atenção: fotografei. Procurei

saber o que aquela forma complexa me comunicava. Encontrei.



Ela era toda torta, com os troncos se encurvando para tudo quanto é lado. Então

conheci que aquilo representava uma vida sem um caminho definido, que mudava de

direção a cada estágio (assim o tronco entortado).



Esta é característica de algumas árvores do cerrado, ter o tronco entortado.



A vida reta, bem definida, é simbolizada pelo tronco único, altaneiro.



Eu agradeço.



ASCENSÃO E CAMINHO

Aquele que sobe deve ter um caminho condizente para tal.



Isto para que o caminho da luz, o caminho consciencial, possa se efetivar sem

conflitar. Então fluir dentro de uma condição de liberdade, de harmonia, de comunhão

propícia para tal.



Assim um autônomo, um profissional liberal, cria seu caminho, exerce a sua

dinâmica no mercado.



Mas se ele estiver encerrado num caminho burocratizado, limitado por capitais de

prestígio, status, ou mesmo por “plano de cargos e salários”, que envolve competências e

poderes, sua atuação será limitada, condicionada.



A liberdade de exercício da própria vontade, da própria criatividade, a liberdade de

gestão pode ocorrer normalmente num caminho propício, desde a tenra infância, ou pode

ser conquistada com o tempo.

É importante ter esta consciência.



FLUENTE LUZ UNIVERSAL

Quem está no Sétimo Andar, de Posse de Sua Coroa Universal, tem Luz Fluente

Universal.



As correntes de pensamento, inerentes ao corpo, não interferem neste

Abastecimento Divino.



Mas note que isto é para os que estão conscientes, firmados na Compreensão, ou

noutras palavras, centrados na Coroa Universal.



Já no Sexto Andar, ao qual dizem ser o último andar em que pode alcançar a Besta,

estão as correntes de pensamento, os fluxos já derivados das fontes. Tais pensamentos já

tem a força do caminho.



No Sétimo você faz O Caminho ao Caminhar.



No sexto há um Fluxo, como um Rio de Energia.



O sétimo é a estabilidade de um manancial cósmico de prosperidade e bem-

aventurança.



Quando Satanás tenta Jesus para pular de cima do Monte foi como querer empurrá-

lo a sair de sua Consciência Divina, despojar-se de Sua coroa Universal, para andar pelos

Mundos Inferiores, pelos purgatórios humanos. Ora, Cabeça nas Alturas e pés no chão é

uma antiga lição: assim fica tudo arrumado. Jesus tinha seus pés no chão, e não perdeu a

“cabeça”. E Satanás sumiu.



Então a Fluente Luz Universal da Coroa, do Chacra Coronário, do Topo da cabeça,

é Compreensão da Vida, é discernimento, é autonomia.



A Fluente Luz Universal da Testa requer obediência e firmeza, pois pode ser o

caminho estreito que está a levar à Salvação do Mundo Divino.



Então há mundos, os chacras correspondem aos mundos. Neles estão as vidas. Na

cabeça está a Guia. E no Topo da Cabeça o Coroamento da Vida.



O DOM E A PROFISSÃO

No exercício de seu dom o ser humano ao menos se aproxima da perfeição, pura

realização.



O trabalho de acordo com o dom é arte, fora disto é obrigação. Então amor, dom,

benção, se encontram.

É sábia a natureza divina que coloca cada um em sua especificidade em meio à

diversidade. Ela sabe o que faz. Respeitando a isto todos vivem bem e em paz.



Eu agradeço.



O ESPÍRITO

Não briga com nada, ele é realização em toda estrada.



Mas no meio da seara conturbada, ele faz o que é de sua praia: ele compete sempre

dando o que é bom, e reconhecendo o que é de então: é feliz consigo e com o desempenho

do irmão: imagina se o homem não gosta que sua mulher goze de montão. Então ela delira,

ele entra em êxtase desde então.



È por aí a liberdade de um espírito realizado desde então.



Mata sem pestanejar e ainda acha bom!



Com gratidão.



O PODER E O AMOR

Pode haver um descompasso entre o poder e o amor. Assim é que a ousadia cede à

compaixão para celebrar uma obra mais ampla de comunhão.



falo isto porque já abdiquei várias vezes de um caminho onde a dor ia se apresentar

ao lado ou no meu meio ambiente. Pessoalmente poderia ousar, mas seria sacrificar um

semelhante: forçar.



Então o amor mais maduro, mais sábio, sabe renunciar aos ímpetos ou frear os

impulsos, na conquista de algo mais pleno, mais perfeito no espaço-tempo.



Acredito que este seja o conceito de Temperança.



O SEGREDO E A VERDADE

Vi um flime intitulado O Segredo. Nele uma lição, onde grandes personalidades que

venceram na vida depôs. Em resumo: ter e fé e sempre atitude positiva. Eis o segredo da

vida.



Oram, quem tem realmente esta performance tem um alto astral na vida, ou seja,

tem luz, tem energia e tem inteligência para sempre ir resolvendo seus problemas e se

manter bem ou prosperando. Assim a fé é acreditar nisto, e realizar isto. Não há o que

discutir.

Quem está nas alturas da criação está sempre criando. Então da Fonte Suprema ele

vai realizando. Tudo novo, tudo presente, e ele vai realizando. É como estar de posse, com

acesso livre, à fonte da riqueza. Então não tem nem muito sentido “dinheiro perdido”,

porque ele tem uma fonte inesgotável, a seu dispor. O sentido de investimento, que dê

retorno, também não é tão importante,. Porque é a fonte dos recursos que o provê.



Um sujeito assim não tem Carma nem cria Darma. Não tem dívidas de vidas

passadas nem gera dívidas na presente. Então sempre presente em Deus ele vive. Ele tem a

Solução que É A Criação.



Todo o resto das coisas dizem respeito à uma outra condição: a de quem caiu no

Mundo das Causas e Efeitos e perdeu a consciência da liberdade do mundo da criação, ou

seja, adentrou nas trevas ou no mundo da ilusão. Isto é estar preso, isto é “cair”.



Assim mesmo, para tais, tem o “abecedário da libertação”, que são os ensinamentos

e o caminho/auxílio dos amigos superiores que nos tem compaixão.



Quem está nos mundos inferiores está no sal. Quem está nos mundos superiores está

melhor. Ainda que possa haver queda, seus recursos, sua maturidade, enfim sua condição,

torna mais difíceis que as quedas ocorram ou mesmo no caso de ocorrerem, a recuperação

também é mais fácil.



Então do caminho estreito ao caminho largo há uma caminhada, como se fosse um

estudo ou uma obra evolutiva.



O SENTIMENTO QUE LIBERTA

È preciso amar, é preciso sentir, é preciso ter um coração. São frases comuns que

entraram em plena consagração em verso e prosa.



Mas porque isto liberta? Porque acende o Fogo da Vida que liberta o irmão da

mesmice, do cotidiano avarento, do condicionamento de uma vida de prisão onde se paga

por obrigação um tributo de pouco coração.



Assim é que se diz que grandes homens, que grandes poetas, artistas, compositores,

muito amaram, foram loucos. O sentimento transcendeu ao corpo médio da expressão:

ultrapassaram as portas dos condicionamentos do medo, dos limites dos velhos decrépitos,

sem dolo de coração.



Então a Luz da Criação brilha neste coração. Neste coração que ousa, que se

entrega, que é puro de intenção.



O sentimento também se avoluma e busca libertação. È a expressão de um povo, ou

de um indivíduo, em franca manifestação. A força chega com a fé, a convicção, de que

chegou a hora da libertação. Assim seguir o coração, A Luz Espiritual que dá a Verdadeira

Direção.



Falo isto porque o sentimento de comoção pode trazer a força da rebelião, e esta,

sem amor, sem luz, leva a decomposição. O único, mas essencial problema da rebelião, é o

chamado Carma ou Darma, ou seja, é a sujeição ao Mundo da Imperfeição (onde ora se está

por cima, ora por baixo, como numa prisão de dores e prazeres).



Então toda a orientação espiritual é para a liberação do Sansara, para superação

desta condição do Mundo da Contradição. Assim, uma nova solução é celebrada, e passa

longe da raiva, da comoção movida pela vingança ou pela sede de sangue (justiceira

diabólica).



Então o artista, o povo, transcende pelo Caminho do Amor, e fica feliz, contente,

esperto, por onde for. Os próximos desta caminhada se reconhecem por onde for (são

evangelizadores com ou sem “bíblia” na mão). Os demais são de outro mundo (outra

realidade existencial), e terão suas pagas conforme a fé que alimentam.



Consciência e Coração, eis o Caminho da Libertação.



O TEMPO DA VERDADE

É o Tempo da Forças, da Luz, da Humildade, da Renúncia, de tudo que é bom para

o amor e a gratidão, a vitória de sempre então.



É o que é, e é bom!



PENSAMENTO, VERBO, AÇÃO

Tem escopos diferentes de acordo com a consciência. Uma consciência cósmica tem

ação cósmica. Uma consciência mundana tem ação mundana. A dimensão, e por

conseguinte o campo de verdade, são diferentes. Assim os poderes são diferentes.



No oriente falam muito de concentração da energia, e até os desenhos animados

falam sobre as invocações de tais. Mas um ser limitado não domina tais artes.

Aparentemente eles podem ser iguais, comuns, mas quem “enxerga” os vê diferenciados.



Um ser emaranhado pelas coisas do mundo pode ser literalmente como um ser

amarrado, limitado ao comum do mundo. Um sr liberto pode ser pequeno, ainda que puro,

mas pode ser grande, como um gigante em poderes de acordo com aquilo que é mobilizado

em verdade pelo seu consciencial.



Sim, os deuses existem não por seus egos, mas sobretudo por sua condição de

consciência, de acordo com o alcance de sua Ciência Divina. E isto pode ser simples.

Assim há poderes, poderes e poderes. Assim um mago pode ter poder um poder

consciencial cujo caminho é diferenciado de um político, que tenha comandados. E a

amplitude suas ações é de acordo com a condição de cada um.. Isto é lógico, não há

mistério. O mistério que dizem haver é quanto ao domínio de uma ciência, consciência, que

só é alcançada por aqueles que transcendem a mera realidade material (transcender não é

negar, é ver além).



QUÍMICA CORRETA

Come bem, bebe bem, vive bem.



RECLAMAÇÃO E ATITUDE POSITIVA

Uma reclamação que soa lamentação é como algo pesado, que puxa para baixo, que

é pegajoso, ou ainda, quando irada é luta exacerbada.



Contraponho isto à atitude positiva, àquela que celebra o caminho da verdade do

amor divino. Assim, a atitude positiva vai transformando os problemas em guia de

manutenção, ou até de ascensão, como o sábio que faz do problema mais um degrau para

Deus. Assim é que as coisas podem ser vistas sob a ótica da construção, ou da revelação, da

infinita perfeição do amor divino. Quando um Mestre da Compaixão opta pelo perdão e por

uma solução não conflituosa, ele naturalmente se mantém em seu ambiente luminoso e

pacífico, amoroso. Então sua opção celebra esta dimensão da vida. Isto é o que Ele tem, o

que transborda do seu coração. Isto não quer dizer que não exista punição, mas que ele

celebra, sobretudo em seu caminho, o que há de bom, e cá entre nós para quem vive no

amor o conflito não é uma boa opção. Mas como conhecedor da Lei do Carma, do Dharma,

como conhecedor da Vida Universal, ele sabe o que aguarda a cada um, em cada natureza,

em cada mundo. Então sua simples admoestação não tem o dolo de sua intenção, mas sim a

profecia, que deve ser tomada como uma orientação. A clarividência é um dom que permite

andar em paz e verdade. Na defesa de outrem, porém, recursos podem ser mobilizados para

intervir, para sanar situações, e assim a espada cortar, e, na realidade, isto também pode se

dar para si, pois na realidade o diferencial primordial é a ausência do egoísmo, e entenda

por egoísmo aquilo que mascara a verdade divina em virtude de um interesse individual que

não pertence à seara da Comunhão Divina, do Amor, da Perfeição da Criação.



Então existem mundos em diversas gradações, situações, conforme o emaranhado

de confusões a que estão submetidos, e estas confusões são ilusões que obnubilam um

Caminho Reto, Bem Definido, dentro do amor, da Luz do Divino.



A graça de uma consciência clara é trilhar o caminho como quem segue um mapa

sabendo o que há pela estrada: ele sabe onde vai chegar, como chegar. Assim, na

consciência do chamado Caminho Reto, existe um único Caminho, não há dúvida sobre ele.



Mas na Babilônia (Terra da confusão) são muitos caminhos se oferecendo ao irmão,

então se a mente não tem um foco contínuo, seguro, permanente, ele fica desviando, atraído

pelo foco que se apresenta em cada etapa do percurso, que se lhe apresenta mais atraente.

Isto o pode levar a demorar, a criar loop. Mas o fato é que se tais coisas se tornaram

verdade, realidade, a objetividade do caminho se tornou um deveria ser, o que é mais um

fruto que remete à ilusão quando lamenta o morto passado. Assim a sabedoria de viver o

presente com atitude positiva é revelação permanente do Bom Caminho.



A reclamação comum faz parte de um mecanismo estressante, ou ao menos

catártico, de interação cotidiana, ajustando assim um mecanismo ao Fluxo da Vida. Água

mole pede passagem quando bate na dura pedra. A pedra sofre ou se abre no Tempo é uma

consideração sutil sobre a realidade de cada coisa. O rio carrega elementos que estão em

sua corrente, e por vezes, quando enche, os que estão em sua margem. Assim barrancos e

até árvores. Noé não lutou contra o dilúvio, que é divino, mas simplesmente o navegou.





RELACIONAMENTOS

Além da fidelidade conjugal física, há a fidelidade à um Ideal. Um casamento

harmônico, bem realizado, feliz, reúne em si estes espaços em boa sintonia, em boa

integração, onde o ápice está na unidade de interação.



Isto quer dizer que há verdade, há honestidade, e há compreensão, uma fidelidade de

coração, de consciência, unindo os parceiros. Claro que isto de forma avançada vai além de

uma estreiteza ideológica qualquer, um partidarismo ou um corporativismo. Ele chega ao

nível do amor, ao nível existencial de uma vida sagrada: livre, justa e abençoada por Deus.

Assim muito respeito, consideração e até admiração pelo caminho de cada um, cônscios do

que deve ser compartilhado, da essência que os uniu.



Os compromissos do caminho não devem ser ignorados. Ainda que se vislumbre um

ideal superior, mais livre, mais oportuno, é importante se manter a comunhão, o amor que

traz os frutos abençoados da mais pura libertação. Então nisto solidariedade e dedicação, de

forma que a vitória triunfe na santa união. Deus sabe do caminho e dos custos para cada

irmão.



E Deus não volta atrás em caso de separação, pois cada caminho é sempre novo,

ainda que possa parecer re-união.



Como ser divino posso vos garantir que a fidelidade perfeita só há em Deus, ou seja,

na comunhão existencial, onde a unidade universal é celebrada. Crer nisto é importante,

porque é referência que não permite se perder.



FORÇA

A força vem de Deus e de toda sua criação.



A Força vem do Pai Criador, na forma da Luz primeva que dá origem a todas às

coisas.

A Força vem da Comunhão Cósmica, como Um Gigante Galáctico que se põe a

realizar.



A Força vem da natureza, de onde o homem se põe a contatar e representar.



A força vem do povo, da massa que se põe a emanar.



A Força vem da tecnologia, que a esteve a confinar e mobilizar.



A Força vem do coração que se põe a creditar e a amar.



Luz espiritual é Luz do Perfeito Realizar, a Luz Imaculada que se põe a obrar.



Eu agradeço.



VIDA LUMINOSA

A fineza do sutil: Portais de Luzes, Seres Deuses, Orixás: Senhores dos Sete Raios.



A prece sentida, a Verdade da Alma Reluzente que clama ascender aos Planos

Sublimes da Eternidade.



Cristalizar, purificar, amar, cuidar, zelar, viajar como num sonho de Pura Luz, Real,

de Vida Especial.



Devotar, caprichar, esmerar, brilhar: aperfeiçoar.



Luz, luz, luz, no Mundo da Luz adentrar.



OBEDIÊNCIA AO PAI

Vou relatar um pouco mais o que significa isto.



Primeiro devo dizer que quem não conhece ao Pai está na ignorância do mundo:

então amor. Jesus disse: “não conheceis ao Pai; se O conhecesse, Me conheceria”.



Então tanto falo de zelo, de amor, de ética, como caminho da verdade, onde se

revela O Pai.



É de Deus Todas as Coisas, e de onde vem Toda A Força. Mas quem conhece o

Melhor Caminho não entra nos torvelinhos, não se enreda na ilusão do ódio e da destruição.

A consciência Santa empreende a Eterna Libertação.



Isto explica como Jesus pede ao Pai “afasta de mim este cálice”. Diante do mundo,

diante de tanta dor, horror, ele pede, mas contudo sabe o que deve “que seja feita a Tua

vontade, pois é Teu Toda a Honra e Toda a Glória” (eternas digo eu).

Isto explica também como diante de Pilatos afirmou “quem te deu este poder foi

meu Pai”, por isto não discutiu sobre a verdade do poder do mundo, porque como ego sabia

que todo poder advém do Pai e cumpria a ele continuar a obedecer, mantendo a unidade.



Jesus Todo Poderoso, Curador, Expulsador de Demônios, é Jesus na Unidade com

O Pai. Existiam dois Jesus?: não. Existiam duas ou mais condições de acordo com a vida, e

nisto o Mestre, foi o mais obediente, foi o mais concorde, e assim venceu o Mundo

consolidado na Unidade com O Pai.



Um ser comum pode obedecer ou não ao seu pai: obedece numa hora desobedece

noutra|, sobe e cai. Obedece no momento sagrado, quando sobe, e se perde no profano,

quando cai. Assim caminha a humanidade mais ou menos perdida, pois mal sabe, se

esqueceu do Pai. Ela cumpre umas coisas, julga outras, e assim vai buscando a sabedoria, o

discernimento, a disciplina, a ética, a obediência às leis, a cidadania, mas O Pai Vivo como

têm O Cristo, não é algo comum ao mundo.



Consciência Iluminada, Luz Espiritual, é desta coisas que vos falo. A fé é caminho e

amparo, guia de salvação. O Pai Vivo é Presença na Consciência.



“Pai, porque me abandonaste?” (como foi escrito que Jesus exclamou quando

crucificado) É queda, é perda de consciência, é clamor, é pedido de socorro. Tinham dois

então? Não. Teve foi um caminho difícil de danado, que ficou estreito, apertado, nas horas

de maior aflição. (comparem isto à uma sintonia de energia límpida, translúcida, que

comunica amor e primor, perfeição existencial, em relação à uma interferência brutal que

quase corta o sinal, deixando apenas uma ligação tênue quase como um fio de memória).



Quanto mais forte mais iluminado, mais presente, mais firme a ligação e com ela as

bênçãos da criação. Quanto mais esquecida mais débil fica a relação. Quando isto se

consolidou é porque terminou, findou a oscilação (aposentou, venceu o mundo, cumpriu a

missão).



E é claro que no caminho existem sistemas mais ou menos estáveis, assim pessoas,

vidas, mais ou menos sujeitas a quedas, intempéries (vide O Mundo dos Deuses na

Doutrina Budista; e o Mundo Búdico).



A destruição provém da força da contradição, da força de renovação, da Força da

Criação. Tudo é do Pai por isto consciência é Vida Eterna e fim da ilusão. A Luz Espiritual

é paraíso de Salvação, é Porto Seguro da Alma do irmão: é espaço de pureza, de perfeição.

È a imaculada salvação. Viver conforme ela é viver iluminado, abençoado.



Eu agradeço.



O SENTIR E O PENSAR

Oh Meus Deus, como é bom sentir. Estive ontem lendo e se me abriu o amor.

Fechei o livro e fiquei desfrutando aquele momento de puro êxtase de amor. Suspirava.



E de vez em quando vinha um pensamento e “me roubava”. Ah. que saudades tenho

da mente vazia, silenciosa, que sente a vida. Ela sabe de tudo, ela sente tudo, sem necessitar

pensar ou falar.



Ah, como é bom se deleitar.



MOTIVO ORIGINAL

O fundamento, o motivo original, dá a diferença a obras que podem parecer

idênticas. Assim é que uma Torre de babel cai, porque a “pedra Angular” foi mal posta. Ela

ruirá.



O motivo aparente pode ser o mesmo: a igreja, a fé, a religião, o avatar etc, mas se a

motivação for deturpada, ela perecerá. Assim é que na disputa por algo, se alguém,

alimenta em seu coração ódio, inveja, competição, mesmo que pareça ganhar, fracassará.

Por isto os inocentes, os puros de coração, prevalecerão.



A “Torre de Babel” parece que faz tudo certinho, parece que tem razão, mas tem o

vício de origem, tem o fundamento num sentimento não bom.



Arrependimento, reconhecimento e perdão são possíveis a qualquer irmão, mas tem

de ser verdadeira esta condição.



O fundamento faz diferir o luxo da luxúria, o frio do bom coração, a avidez da

satisfação.



Então se o fundamento da criação é bom, será assim, para sempre, A Criação.



Eu Agradeço.



O BOM SENSO E A RENÚNCIA

Vide que sois um cidadão. Vide que a Terra em boa parte está ocupada, apropriada,

os locais definidos e os caminhos demarcados.



Vide que a condição de ermitão, na qual o sujeito se isola, quer seja num mosteiro

quer seja numa montanha (como nos casos dos hinduístas ou até dos devotos de Krishna), é

um caminho de ascensão ao universal, de encontro com uma amplidão universal, mas com

certeza muito pouco social, e cada vez mais difícil num panorama de globalização e de

crescimento da população mundial.



Então o que me parece é que o razoável, o bom sentido, é saber aproveitar a encarnação

neste Plano de Ação, saber bem viver nesta condição. A mente no cosmo e os pés no chão,

solidário aos irmãos, à natureza, humana, interagindo vivamente com o social em questão.

Assim não há alienação: há presença, consciência, interação.



Outro foco da espiritualidade ascética foi a renúncia do caminhante. Nada lhe

pertence, e se for questionado ele é um renunciante. Assim, sem apego, ele segue adiante,

num caminho cigano, de viajante sem bolsa, sem mantimento, sem provisão: o que Deus

lhe dá é a paga de cada ocasião. Muito bom noutro tempo, sem família, sem socialização

(hoje nem os ciganos bem suportam tal condição (são taxados de ladrão, não tem bem onde

parar ou com que contar, devido às demarcações, às obrigações, e à própria tecnologia que

exige um certo comprometimento e resposta a cada invento socializado: esta foi a solução

do bom uso que encontraram).



Então renunciar plenamente pode ser seguir o caminho hippie, ser pobre, abdicar

constantemente: é um caminho difícil e estreito para os que vivem atualmente. Neste

sentido, ainda que Francisco e muitos santos, orientais ou ocidentais, tenham tido sua

interação cósmica, divina, com este caminho do renunciante, hoje me parece que vale a

pena lembrar também do que disse Jesus: “haverá dias em que portarão bolsas”. Então isto

me “cheira” a Bom Senso, a pés no chão, a justiça social desde então, e até a uma

adaptação à natureza terrestre em seu estado de evolução (imagine a natureza animal

predatória em face à natureza pacífica paradisíaca).



Então leis e cuidados sociais são como encaminhamentos justos a um estado de

direcionamento para as condições ideais (note que as questões Kármicas, se obscuras por

não ser da cultura esta clarividência de vidas passadas, mesmo assim de alguma forma são

comunicadas por questões históricas, inter-raciais e direitos atuais desiguais). Contudo o

bom senso do justo permite que se avance além da mera reprodução sansárica da troca de

posições, posição-oposição, de difícil condição evolutiva: difícil porque sofrida, doída.



Então: Justiça (força para valer o que é justo e conter avanços ignorantes do abuso:

Deus também exerce seu Poder pela Natureza Humana: o que é cósmico, divino, universal,

ou até maior/melhor também deve prevalecer diante do caos das mesquinharias da

degradação: È Tempo Disto). Leis, obediência, mudança: o Tempo opera a Nova Herança;

O Tempo faz a Presença da Bem Aventurança. Eu agradeço.



O SIM DA CONSCIÊNCIA

É o sim à obediência divina: a Unidade com O Pai. É o sim até para o não.



A mente, o ser, que vai se aproximando da paz, do silêncio, conhece esta verdade. O

silêncio a que me refiro é o da consciência que flui continuamente (fluxo de consciência),

ao mesmo sendo plácida como água tranqüila: a isto se dá o nome de pacificada,

harmonizada.



Posição e oposição, o mundo da dualidade, o anjinho e o diabinho da consciência,

fazem parte da realidade de um mundo “não espiritual”, “não celestial”, “não paradisíaco”.

O Mundo da Ilusão, da Impermanência, do Peremptório, é isto em várias gradações. O

Mundo Búdico ou O Mundo Celestial é o mundo da Unidade, do Real, da Unicidade, ao

qual se diz que Deus só tem uma face. Não há sexo como oposição, ainda que possa haver

complementaridade e diferença de expressão.



O homem que cultiva A Obediência (A Deus) vai aprendendo a silenciar sua mente,

vai aprendendo a ouvir, a ficar em paz. Assim ele anda em verdade. Este Caminho da

Unidade faz da Vida Uma Verdade onde as coisas do ego, do apego, da contrariedade,

desaparecem.



É assim que o homem transcende existências, vive no mundo espiritual (não é mais

carnal). A isto se diz renascer para o espiritual.



Quem vive no um, vive neste caminho. O dois, que dá a forma, o objeta. O um não

se importa, ele flui como a água que perspassa caminhos da forma. No três ele encontra o

equilíbrio e desemboca. Daí segue adiante, sempre um na essência. Esta é a consciência

divina que caminha pela criação. Há sempre saída para consciência luminosa, pois está em

Deus, em Comunhão com a Criação.



O um é consciência, o dois é contradição, mas para o um o dois é criação, por isto

não tem briga, tem caminho, tem fluxo, tem harmonia e tem unificação. O um é essência

interior, é princípio espiritual, que o acompanha por onde for (por isto dizem que no mundo

espiritual não há sexo, porque não há esta ilusão de diferenciação da forma enquanto algo

apegado).



O um é a liberdade, o dois é a condição. O um é a vida fluindo em franca

abundância, o dois é a limitação. No um está o princípio criador e transformador, no dois

estão as leis, as normas, as disciplinas, que condicionam o caminho. O um as respeita, tem

profundo respeito pela criação, e traz sempre a solução.



Assim não há briga, não há discussão, não há contradição: no um há a perfeição,

inclusive porque se casa com o dois em perfeita comunhão.



Não tem apego quem anda na consciência porque não há dúvida. Onde não há

dúvida só há um caminho, sempre. Por isto é tão simples: é certo, é óbvio.



A mente reta é aquela que não desvia para outras opções em relação ao que foi

posto, assim a palavra: ela segue a estrada iluminada. A mente firmada é a que luta. “se

agarra”, para se manter na reta estrada. A mente que tem fé é a que pede à Graça, aos

Deuses, para ser guiada. E pode ser que se tenha um pouco de cada uma de acordo com a

condição da caminhada.



A mente liberta é a que anda iluminada, pacificada, unificada.



Eu agradeço.



OBRA SOCIAL

È fruto do amor transcendental. Sim, vocês imaginam o que é ver ao invés de

doentes, pobres carentes, amores. Como é doce.



Alegria divinal, conforto especial.



Sim, tenho andado em meio a horrores. Tenho sofrido a dor do mundo, a dor da

consciência pesada, de quem não faz nada: assim olhando a vida com temor e dissabor. O

sentimento de culpo tem me avassalado. Olhar para um carente, para um doente, e sofrer,

entristecer, ou então correr ou ainda evitar ou combater, é deitar no travesseiro e não ter

paz, orgulho, alegria de ser. A consciência tranqüila é o bem mais precioso a se obter.



Consciência tranqüila é a consciência de estar na verdade, de estar fazendo o que

deve ser, a paz merecer.



Obra social, operação no mundo real: reparação, reequilíbrio, amor. O universo se

expandindo em flor. “Todos os males cessarão, todas as doenças curarão” diz a oração.



Sim, fim do temor do assalto, da doença, da morte, do amanhã: “o hoje está

cumprido: o amanhã a Deus pertence” é de quem tem a consciência do dever cumprido.



Estar em paz com sua obrigação, eis o galardão.



Fim de toda ilusão de toda briga, de toda insatisfação. Cada um sabe de sua

obrigação. Para mim é a canção, é a ternura, é a alegria que irradia toda a satisfação do

dever cumprido. Saravá então. Eu agradeço pelo dever cumprido em cada estação. Com

todas alegria e satisfação.



A Obra Social de cada um é sua vida em expressão de realização, ou seja, com fé e

alegria de execução. Integridade de ação. Construção. Gratidão. Entrega, Suprema Paixão

(que é o amor em revelação). Exercício do Eu com Fé Plena em Realização.



Eu agradeço.





ÍNDICE SABEDORIA LAICA

AGRADEÇO - 01

COMENTÁRIO AFIM - 01

HUMILDADE, PAZ E AMOR - 03

REMÉDIO CONJUGAL - 03

COMPREENSÃO - 03

LER NO LIVRO DA VIDA - 04

O JUSTICEIRO E O MISERICORDIOSO - 04

VISÃO SAUDÁVEL - 04

A DEVOÇÃO, A SACRALIDADE E O “EU SOU” - 05

A MORAL POLÍTICA E A RELIGIOSA - 05



INTELIGÊNCIA, PODER, DESEJOS, REALIZAÇÃO - 05



O REINO DE DEUS - 07





DEUS É QUEM DÁ TUDO - 08

A FÉ, A VERDADE E O DIREITO – 09

A CONSTRUÇAO DA CASA - 10

O SIGNIFICADO DO CASAMENTO - 10

AUTOCONHECIMENTO E EGO - 10

O RIO DA VIDA – 11

TRANQUILIDADE, PAZ E AMOR - 13

CHAVES DO AMOR DIVINO - 14

ASCENSÃO E VIDA - 14

O SOM E O SILÊNCIO - 15

PORTAIS DA VIDA - 16

O DEVOTO, O MESTRE, A IGREJA - 16

A RESSURREIÇÃO - 18

JULGAMENTOS - 18

DESEJO - 20

INDIVÍDUO E SOCIEDADE, UNIÃO E UNIDADE - 20

A REALIDADE - 22

A HEREDITARIEDADE – 23

CONSCIÊNCIA - 23

BUSCAR ATENDER AO PRÓXIMO COM MAIS AMOR - 24

UM SÓ PONTO DE VISTA - 24

A CARIDADE E A COMPAIXÃO - 24

OS SANTOS PODERES - 25

VIDA - 26



AMOR AO MESTRE - 26

AS PORTAS DA EXISTÊNCIA - 29

RENÚNCIA COMO UM CAMINHO PARA A PAZ - 29

A LEI E O PECADO - 31

SER A LUZ DO MUNDO - 31

LIBERTAÇÃO DAS ORAÇÕES - 32

ENTRE O AMOR E A FORÇA – 32

VIDA ESPIRITUAL – 32

A CONSCIÊNCIA DO CAMINHO CRISTÃO - 36

UM PAI NOSSO E UMA AVE MARIA - 39

QUESTÕES DIFERENCIAIS - 40

TESOUROS PERECÍVEIS – 42

VIDA E MORTE E ADEQUAÇÕES – 42

VENCENDO A MORTE, DOENÇA E TRISTEZA - 43

EQUILÍBRIO EM DEUS - 44

LUZ, TREVA, GUIA E PROFETA - 46

DIVERSAS LINGUAGENS, UM SÓ CAMINHO – 48

PENSAMENTO E DESEJO - 51

A GRATIDÃO - 52

CATDOG - 52

SANTA PUBLICIDADE - 52

RENASCER COMO ESPIRITUAL - 53

A MENTE RETA DEVE TER UM CORAÇÃO PURO – 53

A REALIDADE – 55

A SABEDORIA E O TESOURO - 57

O IDEAL E A VERDADE - 57

TUA FÉ TE CUROU - 58

A 1ª IGREJA - 59

O AMOR E A RELIGIÃO - 61

O QUE É DE DEUS - 61

A FORÇA DO AMOR – 64

LUTAR PARA VENCER - 66

CORRENTE, ESPAÇO, FONTE - 68

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE CORRENTES – 68

O TEMPO - 70

O SAGRADO - 72

ONDE ESTÁ A SOLUÇÃO - 72

CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL - 74



GUIADO PELA LUZ, ENTRANDO NUM AMBIENTE DE

LUZ - 75

O CAMINHO QUE RECOMENDO - 76

MAIS RECOMENDAÇÕES DO CAMINHO - 79

A FORMA E A CONSCIÊNCIA - 79

A MORTE - 81

O MEIO AMBIENTE DA CRIAÇÃO - 82

AZUL, VERMELHO, A VERDADE - 84

NO AMOR ESTÁ A COMUNHÃO - 88

A IDENTIDADE DO CORPO - 91

O CAMINHO A SEGUIR - 91

A MATURIDADE DO CRIADOR - 92

FIDELIDADE - 92

O LABIRINTO E A CONSCIÊNCIA - 93

A CASA DA FÉ - 94

A ILUSÃO DO MUNDO - 95

EQUILÍBRIO DINÂMICO – ESTABILIDADE EMOCIONAL -

96

A PARÁBOLA DO SEMEADOR - 97

O NASCIMENTO DA CONSCIÊNCIA - 99

O BOM HÁBITO - 102

A MENTE COMO REFÉM E A SOLUÇÃO - 103

UMA VIDA NORMAL - 105

UM TRABALHO REALIZADOR, ILUMINADOR - 106

O MESTRE E O RITUAL – 107

EU SOU UM COM DEUS – O NÃO EGO DE JESUS – 1108

A VIBRAÇÃO DO AMOR E A CAUSA POLÍTICA – 114

POR QUÊ AS PESSOAS ENVELHECEM E MORREM - 114

AMOR AO PERECÍVEL – 118

O QUE SIGNIFICA UMA PALAVRA - 119

PRETO E VERMELHO - 119

LIGAÇÕES - 122

AMOR VERDADEIRO - 125

ANIMAIS DOMÉSTICOS - 126

REJUVENESCIMENTO - 127

CONSCIÊNCIA ADQUIRIDA - 128

POBREZA E HUMILDADE - 128

CABALA OU MANDALA CIRCULAR - 130

O PORQUÊ DO CELEBRAR O AMOR – 131

O TRABALHO - 132

CIRCULAÇÃO - 133

QUEM NÃO TEM EGO - 136

SURFAR NO OCEANO DA VIDA - 137

O TEMPO NA VIDA ESPIRITUAL – 137

A ARTE MARCIAL, O BOM COMBATE – 138

A LEVEZA DO SER - 138

A RELIGIÃO DO SIMPLES - 139

“EU NÃO SOU ESTE CORPO” - 140

MANSOS COMPASSIVOS - 141

MORTE E REPOUSO - 142

O TEMPO - 143

QUEM VAI E QUEM FICA - 144

RACIONALISMO E AMOR – 145

DIVISOR DE ÁGUAS - 147

CONCLUSÃO - 148

CONSCIÊNCIA E AMOR - 149

PRÓXIMOS PELO AMOR - 149

A FUSÃO DO EGO COM O EU - 150

TEMPO, OBEDIÊNCIA E DESEJO - 152

A APARÊNCIA DE UM SER REALIZADO - 153

A BANALIZAÇÃO DA VIDA - 154

A VERDADE - 154

SISTEMAS NUMÉRICOS (o 12 e o 10) - 154

TRABALHAR ENAMORADO - 155

COMBATE À MALDADE - 156

SISTEMAS DE LINGUAGEM - 156

A CONSCIÊNCIA E A FORÇA - 157

A ESSÊNCIA É LUZ - 158

A MANUTENÇÃO DA CONSCIÊNCIA - 159

A MATURIDADE FECHA PORTAS - 160

A MEDICINA DA CONSCIÊNCIA – 161

A MORTE COMO VIDA - 162

A MORTE DO MAL - 163

A VERDADE NA HUMILDADE - 164

ALTERNÂNCIA DE LUZES E TREVAS - 165

AMANDO A DOENÇA HÁ SALVAÇÃO - 166

CAMINHO ÉTICO X AMOROSO - 166

CONSCIÊNCIA CONTÍNUA, PRESENTE - 168

CONSCIÊNCIA DA LUZ - 169

CONSCIÊNCIA UNIVERSAL / ESPIRITUAL - 170

DE ONDE VEM O PODER - 170

DESENVOLVIMENTO FÍSICO-SOCIAL-CONSCIENCIAL –

171

DEUS ABENÇOA OS INOCENTES - 171

DIMENSÕES EXISTENCIAIS - 172

FORA DA VERDADE NÃO HÁ SOLUÇÃO - 174

HARMONIA - 175

INÍCIO DE POESIA – 175

MATERIALISMO E ESPIRITUALISMO - 175

O 12 E O 21 - 176

O 19 E O 91 - 177

O AMOR É LUZ - 177

O CAMINHO DEVOCIONAL - 178

O CAMINHO PARA A LUZ - 178

O COLHER MUSICAL - 180

O EU DENTRO DO EU - 182

O QUE É O AMOR - 183

POSTURA CONSCIENCIAL - 184

POUCO OU MUITO - 184

CABALA DA CONSCIÊNCIA – 185

RIQUEZA ESPIRITUAL / MATERIAL - 186

TRINA IDENTIDADE - 187

A INVEJA “EXISTE” - 188

O QUE É A CIDADE, O QUE É O MUNDO GLOBALIZADO –

189

O QUE É A CORRUPÇÃO ESPIRITUAL - 190

OBEDIÊNCIA AO PAI – 191

SER GRATO - 192

SOBRE HABITAÇÃO (CENTRO-PERIFERIA-CAMPO - 192

LUZ JUSTICEIRA, LUZ DO AMOR - 193

EXERCER O EU - 194

A ARVORE PROIBIDA - 195

A RIQUEZA DO JUSTO - 197

A TEMPERANÇA - 198

A TERRA EXISTENCIAL - 199

CONSCIÊNCIA DA VIDA ESPIRITUAL – 199

CORPO E ALMA - 199

EU SOU ETERNO - 200

FELICIDADE - 202

O FIM JUSTIFICA OS MEIOS - 202

O INDIVÍDUO CENTRADO - 203

O MEDO - 203

O TEMPO DÁ A PERFEIÇÃO - 204

SAÚDE DO CORPO – 204

O CAMINHO E O TEMPO - 205

A REBELDIA É O CAMINHO DO CAOS - 205

A VIDA SIMBOLIZADA PELA ÁRVORE - 206

ASCENSÃO E CAMINHO – 206

FLUENTE LUZ UNIVERSAL - 207

O DOM E A PROFISSÃO - 207

O ESPÍRITO - 208

O PODER E O AMOR - 208

O SEGREDO E A VERDADE - 208

O SENTIMENTO QUE LIBERTA – 209

O TEMPO DA VERDADE - 210

PENSAMENTO, VERBO, AÇÃO - 210

QUÍMICA CORRETA – 211

RECLAMAÇÃO E ATITUDE POSITIVA - 211

RELACIONAMENTOS - 212

FORÇA - 212

VIDA LUMINOSA - 213

OBEDIÊNCIA AO PAI - 213

O SENTIR E O PENSAR - 214

MOTIVO ORIGINAL – 215

O BOM SENSO E A RENÚNCIA - 215

O SIM DA CONSCIÊNCIA - 216

OBRA SOCIAL – 217

ÍNDICE – 218.


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