KARDEBRAILE by HC111123193614

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									  KARDEBRAILE
       Órgão da Sociedade Pró-Livro-Espírita
                em Braille – SPLEB

Publicado em tinta, em Braille e em versão eletrônica

  “Braille: nas pontas dos dedos, uma história de
             independência e cidadania”




        ANO XLIX - Junho - 2009 - Nº 135


                   Rio de Janeiro
                      BRASIL
                    IMPRESSO
                       Comissão Editora:
       Diretora Responsável: Ana Cristina Zenun Hildebrandt
         Coordenadora: Franceschina Angelina Giglio Maio

               Revisor do texto: Susana Dias Ferreira
       Revisor do Braille: Maria Salete Semitela de Alvarenga
            Versão eletrônica: Maria Waldívia da Cunha

                         EXPEDIENTE

         SEDE PRÓPRIA - Rua Thomaz Coelho, 51 - Vila Isabel
               Rio de Janeiro - RJ - Brasil - CEP 20540-110
      Tels.: (0xx21) (Geral 2288-9844) - (Administração 2208-4989)
                         Fax: (0xx21) 2572-0049
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                      Home Page: www.spleb.org.br
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      Declarada de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal.
  Conta para doações: Banco Bradesco: Agência: 0226-7 - C/C: 97531-1


                      Distribuição gratuita

 O conteúdo dos artigos assinados é da inteira responsabilidade de seus
autores.

                       FUNCIONAMENTO
             De 2ª a 6ª Feira - 9 às 17h / Sábado - 9 às 12h


 "A Voz da Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille"

  Você, leitor, que é splebiano ou amigo da SPLEB, não deixe de ouvir e
prestigiar o nosso programa radiofônico que, sob a direção e apresentação
de Luiz Cláudio de Oliveira Millecco, é transmitido todos os domingos, às
11:15 (onze e quinze) horas, através da onda da Rádio Rio de Janeiro, na
frequência de 1.400 Khz, a "Emissora da Fraternidade da Fundação Cristã
Espírita Cultural Paulo de Tarso". Ouça e fale com seus amigos.
                                    EDITORIAL
  Quando Marcus Vinicius e Millecco se encontraram, no Instituto Benjamin
Constant, e tiveram a ideia de criar uma sociedade, nos moldes da Sociedade
Bíblica do Brasil, para transcrever e distribuir livros espíritas em Braille, estavam
lançando a semente de uma grande árvore que, hoje, depois de cinquenta e seis
anos, dá muitos frutos e nos abriga sob sua copa frondosa.
  Isso mesmo. A SPLEB completa, no dia 30 de junho de 2009, cinquenta e seis
anos de uma existência frutífera. Todos nós, splebianos, colaboramos de alguma
forma para que o sonho desses dois jovens cegos, desejosos de estudar o
Espiritismo em suas próprias fontes, se tornasse realidade. O primeiro adepto de
seu sonho foi o marechal Mário Travassos que, sendo vidente, compreendeu a
necessidade dos cegos de crescimento, estudo e aprimoramento pessoal.
  Não deve ter sido fácil a luta desses três homens corajosos.
  Mas eles contaram com muitos outros braços fortes e corações idealistas, que
apoiaram a ideia e lhes ofereceram incentivo, recursos, adesão, trabalho suado...
  A Espiritualidade também não faltou, colocando em suas mãos as condições
necessárias à realização da obra.
  Kardebraile é um dos frutos dessa árvore frondosa chamada SPLEB. A Comissão
Editora parabeniza a todos os splebianos por mais uma flor colhida e agradece
sinceramente aos três fundadores - Luiz Antonio Millecco Filho, Marcus Vinicius
Telles e Mário Travassos - cujo exemplo de idealismo e coragem os splebianos
buscam seguir incessantemente.
  Também cumprimentamos o querido leitor, desejando sua permanência ao nosso
lado. Ainda há muito trabalho a fazer, pois, na seara de Jesus, é sempre
necessário adubar, regar, podar, colher e semear novas árvores mundo afora...
  Que o Pai abençoe a SPLEB e a cada um de seus voluntários, diretores,
associados, leitores, médiuns, simpatizantes, frequentadores, funcionários, e a
quantos colaboram com seu pensamento amigo em favor de nossa causa e de
nossa Casa.


                      SE QUERES SER FELIZ!
                              Aïla Janot Martins

Se queres ser feliz, procura dar,
                                               Se queres ser feliz, sê positivo.
Ao semelhante aflito, teu carinho.
                                               Procura em tudo ver o que é bom.
Se queres ser feliz, procura amar
                                               E radiante pois, segue o Senhor.
A tudo que encontrares no caminho.

Se queres ser feliz, sê generoso.
                                               Buscando trabalhar, estar ativo,
A teu irmão, a mão busca estender.
                                               Desenvolvendo em ti teu maior dom:
Se queres ser feliz, procura o gozo
                                               - Se queres ser feliz, sê todo AMOR!
De a serviço de Deus sempre viver.
               RECEBEMOS E AGRADECEMOS:
    A) Em Braille:                          “Jornal Mundo Espírita”, Ano 76, nºs
ARGENTINA                                   1493 e 1494.
“Revista Braille Jovem” da Biblioteca       “O Imortal”, Jornal de Divulgação
Argentina para Cegos.                       Espírita, Ano 56, nºs 660 a 662.
“Hacia La Luz”.                             “Jornal Comunica Ação Espírita”,
                                            Ano XIII, nº 71.
BRASIL
  “Revista Brasileira para Cegos” do        RIO DE JANEIRO
Instituto Benjamin Constant, nº 511.        “Benjamin Constant”, Ano 14, nº 41.
  “Pontinhos”, do Benjamin Constant.        “Dirigente Espírita”, Ano XVIII, nº
   “Boletim Ponto a Ponto”, Petrobrás.      111.
                                            “Terra Azul”, Ano 12, nº 49.
PORTUGAL                                    “O Cruzado”, Ano LII, nº 165.
 “Jornal de Notícias”.                      “Macaé Espírita”, Ano LXXIII, nº 331.
 “Poliedro”, da Santa      Casa    de       “SEI     -   Serviço    Espírita   de
Misericórdia do Porto.                      Informações”, nºs 2133 a 2143.
                                            “Reformador”, Ano 126, nº 2158.
     B) Em tinta:                           “Revista Espírita de Campos”, Ano
BRASIL:                                     26, jan/fev/mar de 2009.
BRASÍLIA:
“Brasília Espírita”, Ano XXXVII, nº         SÃO PAULO
157.                                        “Correio Fraterno”, Ano 41, nºs 425 e
                                            426.
ESPÍRITO SANTO                              “Despertador”, Ano 45, nº 445.
“Templo Espírita Pedro da Rocha             “Dirigente Espírita”, Ano XVIII, nº
Costa”, Ano 12, nº 73. Cachoeiro do         109.
Itapemirim.                                 “Jornal Espírita”, Ano XXVIII, nº 384.
                                            “Revista ICESP”, Ano 6, nºs 29 e 30.
MINAS GERAIS                                “Revista        Internacional       de
“Arauto de Luz”, nº 9.                      Espiritismo”, Ano LXXXIII, nº 12.
PARAÍBA                                     INTERNACIONAL
“Tribuna Espírita”, Ano XXVI, nº 147.       ESPANHA
                                            “El Gran Corazón”, Ano XX, nº 21.
PARANÁ
“Alvorada de Luz”, Edição 53.               PORTUGAL
                                            “Jornal Espiritismo”, Ano V, nº 32.


  "O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest
ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros."
  "Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se
fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"
 "Devemos efetuar campanhas de silêncio contra as chamadas fofocas, cultivando
orações e pensamentos caridosos e otimistas, em favor da nossa união e da nossa
paz, em geral.”
                           Francisco Cândido Xavier
    SETOR DE ATENDIMENTO MARIO KLINGER
NÚCLEOS, BIBLIOTECAS, INSTITUIÇÕES PARA DEFICIENTES,
  INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS E LEITORES CADASTRADOS
               Coordenadora: Maria Waldívia da Cunha
NÚCLEOS = 02: SALVADOR – BA; SÃO BERNARDO DO CAMPO – SP.

BIBLIOTECAS:
BRASIL = 18.
MANAUS – AM; CAMAÇARI, SALVADOR – BA; GOIÂNIA – GO; ARAXÁ,
UBERLÂNDIA, OURO PRETO, MUZAMBINHO, ITABIRA – MG; BELÉM – PA;
SAPÉ - PB; CASCAVEL – PR; OLINDA – PE; BARRA MANSA, RESENDE, RIO
DE JANEIRO – RJ; CAMPINAS, SÃO PAULO – SP.

EXTERIOR = 02.
PORTUGAL.

INSTITUIÇÕES PARA DEFICIENTES = 15.
BRASIL
FEIRA DE SANTANA, SIMÕES FILHO – BA; CONSELHEIRO LAFAIETE,
JANAÚBA, JOÃO PINHEIRO – MG; RESENDE, RIO DE JANEIRO – RJ; SANTA
MARIA – RS; GUARULHOS, SANTOS, SÃO PAULO – SP; ARACAJU – SE.

INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS = 21.
BRASIL
MANAUS – AM; SALVADOR – BA; BRASÍLIA – DF; TUPICIGUARA, UBERABA,
CONSELHEIRO LAFAIETE – MG; CASCAVEL, CURITIBA – PR; ITAPERUNA,
ITAQUI, MIGUEL PEREIRA, RIO DE JANEIRO, VALENÇA, VOLTA REDONDA -
RJ; ARARAQUARA, FRANCA, SÃO PAULO, SERRA NEGRA – SP.

LEITORES CADASTRADOS

ÁFRICA = 1                                  EQUADOR = 1
ARGENTINA = 2                               PORTUGAL = 6
BRASIL = 159                                VENEZUELA = 1


                             ATOS DE AMOR
  “Ó homem, procura em volta de ti chagas a pensar; os males a curar, as aflições
a consolar. Alarga as inteligências, guia os corações transviados, associa as forças
e as almas, trabalha para ser edificada a alta cidade de paz e de harmonia que
será a cidade de amor, a cidade de Deus! Ilumina, levanta, purifica! Que importa
que se riam de ti! Que importa que a ingratidão e a maldade se levantem na tua
frente! Aquele que ama não recua por tão pouca coisa; ainda que colha espinhos e
silvas, continua sua obra, porque esse é seu dever, sabe que a abnegação o
engrandece.” (Do livro “Conversando com Léon Denis”, pág. 20).
                      ACONTECE NA SPLEB
 Será realizada, no período de 28 de junho a 04 de julho de 2009, a Semana do
Livro Espírita em Braille. A primeira ocorreu em 1960 e, desde então, a SPLEB
visita, neste período, instituições co-irmãs para divulgar o Sistema Braille. A
comemoração do aniversário de nossa Casa, este ano, abrirá esta Semana.
 Domingo – 28/06 – 56º Aniversário da SPLEB, na Casa de Jacira – 15 h - Rua
Aguiar, 72 – Tijuca
 2ª feira – 29/06 – Centro Espírita Ibirajara – 14h30 às 15h50 - Rua Barão de São
Francisco, 156 - Andaraí
 3ª feira – 30/06 – Agremiação Espírita Francisco de Paula – 15 h - Rua dos
Araújos, 28 – Tijuca; SPLEB – 20 h – Rua Thomaz Coelho, 51
 4ª feira – 01/07 – Grupo Espírita Fraternidade Francisco de Assis – 15 h – Rua
Getúlio, 444 - Cachambi
 5ª feira – 02/07 – Centro Espírita Maria Angélica – 15 h - Rua Odilon Duarte
Braga, 240 – Recreio dos Bandeirantes
 6ª feira – 03/07 – Rádio Rio de Janeiro – Programa “Uma Bandeira para o Futuro”
– 16 h – na frequência de 1.400Khz
 Sábado – 04/07 - Aliança da Fraternidade – 09 h – Rua Paula Brito, 715 - Andaraí


            Escola de Evangelização Irmão Marius
  Suas atividades recomeçaram em março. Traga suas crianças, a partir de três
anos, para conhecerem o Evangelho! As aulas acontecem todos os sábados, às
15h, na SPLEB. Também há reunião para os pais. A escola completa seu
aniversário no dia 17 de agosto.


              Audioteca José Álvares de Azevedo
      Coordenadora: Solange. Encarregadas: Gilzete e Elza
  A Audioteca está a todo vapor, graças à ajuda de vários irmãos voluntários! Estes,
percebendo a importância do acesso rápido às novas informações, por parte de
nossos queridos usuários, auxiliam, seja com suas vozes nas gravações do livro
falado, seja trabalhando no atendimento da Audioteca ou através de doações de
equipamentos de som, CD’s e capas finas de DVD´s, dando um exemplo de amor
e solidariedade.
  Agradecemos a todos esses irmãos que, junto conosco, abraçam esses
propósitos. A Audioteca conta hoje com 954 obras gravadas em fitas e 70 obras
gravadas em CD’s, nos formatos áudio e mp3, que podem ser retiradas pelos
usuários na SPLEB ou enviadas por cecograma.
  Horários de atendimento:
  4ªs feiras, de 9 às 11 h – atendimento aos ledores e serviços internos. Não há
atendimento aos usuários.
  3ªs feiras – Márcia, das 9 às 11 h e         (exceto a última quinta-feira do mês)
           Maria José, das 18 às 20 h           Sábados – Maria da Penha, das 10
  5ªs feiras – Joana, das 9 às 11 h,           às 12 h
          Grupo Vocal da SPLEB Ladário Teixeira
 O grupo retomou suas atividades em março, às 5ªs feiras, às 15h, em nossa
sede. A regência é do prof. Sebastião Anselmo.

                    Cursos Balbina de Moraes
  Boas-vindas à prof. Maria Sulamita Vieira da Cunha!
 No primeiro semestre deste ano, o Curso Balbina de Moraes diplomou três
alunos: Francisco José Rodrigues Rocha, Heitor Barbosa Lima de Oliveira e João
Paulo Moreno Dias. Parabéns aos brailistas! Dois alunos estão fazendo suas
provas por correspondência. E alunos novos iniciaram seu aprendizado. Venha
você também aprender o Sistema Braille! Informe-se na SPLEB ou compareça à
nossa sede numa 3ª feira, de 11h às 17 horas.


                Setor de Atividades Doutrinárias
 Na primeira quinta-feira do mês, há uma reunião de Reabastecimento Espiritual,
voltada para os voluntários da Casa, visando à renovação das nossas forças para
as lutas do cotidiano. A ideia é de união e fraternidade, de acordo com a vontade
do Pai e com os ensinamentos do Mestre Jesus. O primeiro encontro ocorreu em
02 de abril. Todos estão convidados a participar. Que cresçamos para o Bem.
 Terças-feiras, às 20h, podemos participar de estudos doutrinários, ouvindo
palestras e tirando dúvidas sobre os ensinamentos eternos do Mestre Jesus e da
Doutrina Espírita. A direção é de Ana Cristina Hildebrandt.


                    Biblioteca Casimiro Cunha
                     Bibliotecário: Miguel J. Cúneo
 Os leitores, em Braille e em tinta, devem deixar o número de seu telefone de
contato, que será colocado na ficha existente no livro. Esta medida não elimina a
necessidade de ficha cadastral.


                            VOCÊ SABIA?
  O Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº
235/79 e foi gradualmente adotado em outras partes do mundo. A data foi criada
pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à
lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória
científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do
universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu
mestre, meu discípulo e meu companheiro".
  Hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo - no Brasil
também. Curiosidade: Em alguns países, por exemplo, nos Estados Unidos,
comemora-se o Dia Internacional da Amizade no primeiro domingo de agosto.
                      TÓPICOS E NOTÍCIAS
                  56º ANIVERSÁRIO DA SPLEB
 Será comemorado no dia 28 de junho, na Casa de Jacira, Rua Aguiar, 72, Tijuca,
às 15 h. Teremos muitas atrações, nesta oportunidade de festejarmos o aniversário
de nossa casa. Contamos com a presença de todos!

                    CIRENEUS – TELE-CRISTO
 Você está precisando ouvir ou falar com alguém? Ligue: apoio fraterno ecumênico
gratuito – compreensão, sigilo, privacidade, anonimato.
 Mensagens: 2568-4472 (dia e noite). Diálogos: 2261-2612 (de 2ª a 6ª, de 16 h às
22 h).

                             MAPAS TÁTEIS
 Deficientes visuais que vivem em São Paulo, ou que visitam a cidade, terão à sua
disposição mapas táteis instalados nas estações de metrô, para orientá-los sobre a
região em que se encontram as estações. O lançamento do primeiro mapa foi
realizado dia 8 de abril, na sede da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Ele
mostra toda a região onde está localizada a entidade.
 No metrô, a primeira estação que recebeu o mapa foi a de Santa Cecília, na
região central da cidade. O mapa foi elaborado por especialistas em mobilidade e
orientação, do departamento de arquitetura do Complexo Educacional Faculdades
Metropolitanas Unidas (FMU). Em um primeiro momento, voluntários de
organizações não-governamentais vão orientar os usuários sobre a utilização dos
mapas. Fonte: www.lerparaver.com/node/8496

                            ASSIM VIVEMOS
 A nova série da TV Brasil - Assim Vivemos - estreou no domingo, dia 15 de
março, às 18h e 30 min, contemplando as acessibilidades para o telespectador.
Com essa exibição semanal, a TV Brasil abre espaço para a discussão dos
problemas enfrentados por pessoas com deficiência. Essas dificuldades, ainda
pouco debatidas pela sociedade, são vividas por mais de 24,5 milhões de
brasileiros que, de alguma forma, são excluídos do mercado de trabalho e do
convívio na sociedade. Esses dados mostram que, de cada 100 brasileiros, no
mínimo, 14 deles apresentam alguma limitação física, sensorial ou intelectual,
colocando o Brasil entre os países que possuem o maior número de pessoas com
deficiência. O programa mostrará, ainda, dois curtas-metragens. Ao final de cada
programa, os telespectadores poderão participar do bate-papo no site da TV Brasil
– www.tvbrasil.org.br/assimvivemos, comandado por Marco Antonio de Queiroz, o
MAQ, um deficiente visual. O programa está previsto para ficar no ar de março a
agosto de 2009.
                   GUIA BRASIL PARA TODOS
  Por Andréa Schwarz e Jaques Haber, os autores, nas 320 páginas deste guia, o
primeiro de abrangência nacional dedicado a pessoas com deficiência, há
informações importantes para esse público planejar suas viagens – a passeio ou a
trabalho. No último ano, pesquisaram os avanços de acessibilidade e adequação
da estrutura da rede turística, verificando que há ganhos inegáveis nesse sentido.
Com informação objetiva e prática de consultar, o Guia valoriza bons exemplos e
demonstra o potencial de ocupação que esse público representa. Sua versão
eletrônica está em www.brasilparatodos.com.br. Quem preferir a versão impressa,
deve solicitá-la no site e a receberá gratuitamente pelos Correios. Fonte:
www.brasilparatodos.com.br


                          SEI – NOVO E-MAIL
 Agora, os contatos, via Internet, com o “Serviço Espírita de Informações” deverão
ser feitos por meio do correio eletrônico boletimsei@gmail.com . O endereço antigo
(boletimsei@lfc.org.br)será está sendo desativado.


          TRATAMENTO COM CÉLULAS TRONCO
 Menina vê pela 1ª vez. A britânica Dakota Clarke, da cidade de Newtownabbey,
na Irlanda do Norte, nasceu com displasia septo óptica, uma deficiência rara no
nervo ótico que provoca cegueira. Ela foi submetida a um tratamento no hospital de
Qingdao, na China. A família arrecadou dinheiro por meio de doações para a
operação na China, pois este tipo de cirurgia e seu tratamento não são realizados
na Grã-Bretanha. O dispendioso tratamento utiliza células-tronco retiradas do
cordão umbilical da criança. Ao serem injetadas na corrente sanguínea, elas
corrigem as células danificadas. Após o procedimento, Dakota Clarke conseguiu
ver contornos e cores dos objetos, além de distinguir luzes à sua volta.


       CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPERANTO
  “Juventude e Esperanto: as bases para o futuro” será o tema do 44º Congresso
Brasileiro de Esperanto, marcado para acontecer de 12 a 17 de julho, em Juiz de
Fora (MG). Da programação constarão palestras, seminários, reuniões e
apresentações de arte, dentre outras atividades. A promoção é da Liga Brasileira
de Esperanto (BEL, na sigla em Esperanto) que, paralelamente, realizará também
o 29º Congresso Brasileiro da Juventude Esperantista e o 8º Minicongresso Infantil.
  Mais detalhes na página www.44bke2009.blogspot.com ou diretamente com a
BEL. Endereço: SDS Ed. Venâncio III – sala 303 – CEP 70393-900 Brasília, DF –
telefone (61) 3226-1298, fax 3226-4446 e correio eletrônico bel-
co@esperanto.org.br.

 “Não há nada que mais estreite dois corações do que haverem chorado juntos.”
                            Jean-Jacques Rosseau
              RAZÕES LÓGICAS DA HUMILDADE
  Do Livro “Evangelho, Psicologia, Ioga” Estudos Espíritas, pelos
 Espíritos Ramatis, Nicanor, Akenaton e Rama-Schain, pela médium
               América Paoliello Marques. Capítulo I
                                   Preâmbulo
  O homem bem-intencionado, em determinado momento da existência, sente a
necessidade de adquirir uma ciência grandiosa ao contato com o semelhante.
Procura adaptar-se à realidade ambiente e, quando o consegue, diz-se que é um
ser ajustado, em plena maturidade ou, ainda, que é um homem humilde, na
acepção perfeita da palavra.
  Reluta-se, geralmente, na aplicação do último termo, por haver, ainda, certa
incompreensão quanto ao seu verdadeiro significado. A criatura habituada a impor-
se não admite a necessidade de ajustamento ao meio e, quando se fala em
humildade, imediatamente surge uma associação indesejável com a humilhação.
Convém, pois, esclarecer que humildade é a busca voluntária e consciente de
ajustamento às leis do conjunto da vida e só será humilhado aquele que sofrer a
ação compulsória do meio sobre si, sem compreender o aprendizado que ela
representa. Se souber aproveitar as experiências, só engrandecimento lhe advirá
da ação corretiva que o ambiente exerce sobre sua individualidade.
  Os pesquisadores dos problemas da alma já encontraram como conclusão para
seus esforços, a necessidade de cultivar sistematicamente as virtudes evangélicas
no ajustamento ao meio. Falta-lhes apresentar razões mais lógicas para que o
indivíduo se esforce no auto-aprimoramento, além daquelas que dizem respeito à
arte de bem viver. Essas não são suficientes para reter a criatura,
equilibradamente, junto às provações consideradas por demais doloridas.

                                     Análise
  Analisando a humildade, como sinônimo que é de ajustamento e maturidade,
chegamos à conclusão de ser ela formada por dois elementos: 1. capacidade de
auto-afirmação; 2. reconhecimento da própria pequenez.
  Por ser constituída de dois fatores aparentemente tão contraditórios, compreende-
se a dificuldade sentida na sua procura por muitas almas bem intencionadas.
  Quem sente a realidade da vida e deseja ajustar-se a ela, projeta-se em
realizações ostensivas na afirmação do próprio “eu”. Sente a força que impele sua
evolução e inebria-se diante das próprias possibilidades. São as almas ativas, que
muitas vezes pecam pelo excesso de auto-afirmação.
  Existem, simultaneamente, as que sentiram o contraste entre a grandiosidade da
vida e a situação apagada da própria individualidade e, mergulhadas na noção das
suas próprias limitações, negam-se o direito de auto-afirmação. Entre essas duas
atitudes, encontra-se a real humildade. Para conciliar aqueles dois elementos
formadores da sublime virtude, é preciso recorrer a um fator comum que os reúna
numa única solução, o que será, justamente, o reconhecimento dos valores
eternos. Após analisar a humildade, podemos então compreender a sua
composição. Assim como na química, para ser acelerada a reação dos elementos
de difícil combinação, utiliza-se um catalisador; na química da alma, a
compreensão dos valores eternos apressa a solução da humildade.
  Isso, porém, não significa que os homens afastados dos ambientes religiosos
estejam impossibilitados de adquiri-la. Os valores eternos não são propriedade de
quem os admite e estuda simultaneamente. São assimilados por quem os
pressente, seja qual for sua situação externa. Existem, muitas vezes, nas almas
aparentemente leigas, que já os trazem como valores adquiridos em existências
anteriores.
  Portanto, não nos surpreende que os homens de ciência já os tenham
identificado, embora não possuam elementos para dissertar sobre eles com maior
largueza. Para confirmar, citaremos Karl Weissman, quando considera que a
maturidade se mede através das seguintes qualidades: humildade, confiança e
gratidão.Entretanto, como a vida é uma constante troca de valores e só poderemos
transmitir com êxito conhecimentos que soubermos analisar, não basta afirmar ao
homem a necessidade de ser humilde para ser ajustado. É preciso apresentar-lhe
as razões lógicas da humildade. Eis por que o leigo, isto é, o homem que não se
aplica ao estudo dos valores eternos, embora os conheça na prática, falha em sua
missão de orientar, pois afirma a necessidade de valores para os quais não se
encontra capacitado a oferecer argumentação lógica.
  Entretanto, pesquisando as almas e seus problemas, cedo ou tarde, chegará a
obter as razões lógicas da humildade, por mais obscuras que elas lhe pareçam
ainda no momento.
  O homem ajustado é humilde, pois é capaz de se conduzir com simplicidade,
porque se afirma dentro dos valores eternos, diante dos quais é possível sentir-se
pequeno, sem, no entanto, se anular. Voltemos nossos olhos para o Senhor, a fim
de sentir nossa grandiosa pequenez.

                                   Conclusão
  Há, no Universo, uma lei determinando a evolução do menor para o maior.
Seremos chamados a compreender essa verdade através das inúmeras
experiências que nos surgem pelos séculos afora.
  Os homens insensatos desejam revogar essa lei, projetando-se além de sua
própria condição, numa evidência forçada, para a qual não possuem credenciais. E
se desesperam, quando constrangidos a despir os véus da ilusão.
  Elevando-se aos pináculos de uma glória imerecida, buscam satisfazer de
maneira inadequada os anseios normais de elevação, naturais a todas as criaturas.
Se bem orientados, abririam caminhos verdadeiros de aprendizado. Entretanto,
como almas distraídas das realidades eternas, constroem sobre bases efêmeras os
pretensos alicerces de seu progresso, que ruirão mais tarde por carecerem de
consistência para sustentar o edifício sólido da realização no Bem. Então surge a
revolta naqueles que se habituaram ao deslumbramento das grandezas falsas.
  Muitos séculos serão necessários para o retorno à compreensão verdadeira, com
a renovação de seus destinos. Almas perplexas seguem descrendo do próprio
engrandecimento dentro do ritmo normal da vida, estabelecido pela Lei.
Desesperam e se julgam injustiçadas quando já não podem usufruir da embriaguez
do orgulho e da vaidade. Maceram-se por tempo indeterminado, tentando o retorno
às falsas concepções de engrandecimento do 1º “eu”, desejando permanecer nos
quadros de exceção em que as ilusões da vida material as colocaram.
  Porém, a luta cansa quando não produz frutos positivos, e surge o momento em
que a verdade é pressentida. A alma começa a despir-se do personalismo para
investigar as razões de sua insatisfação, da improdutividade de seus esforços.
  Embora não sinta o apelo íntimo da humildade como uma necessidade própria,
embora não vibre na excelência da harmonização com o Todo, encontra-se na
situação de quem precisa se orientar e lança mão dos recursos intelectuais para
discernir os meios de alcançar a paz. É quando começa a perceber e admitir a
existência de uma razão lógica para seus padecimentos e que algo pode ser feito
para livrar-se deles. Penetra mentalmente as razões maiores da vida, retirando, por
momentos, os olhos do seu mundo circunscrito e, a contragosto, começa a
observar o que se passa à sua volta. Identifica, surpresa, que a Criação constitui
um conjunto harmônico de leis indestrutíveis até então ignoradas, pois ocupa-se
exclusivamente em impor as de seu mundo particular, com as quais as grandiosas
normas da Vida estavam em contradição. Sente-se como se tivesse despertado
para uma realidade nova de que, voluntariamente, se afastara.
  Entretanto, pressente grande segurança nas leis entrevistas e, para usufruir seus
benefícios, desiste de contrapor-se a elas. Compreende que há duas grandes
razões lógicas para a humildade: as universais e as pessoais.
  Observando o Universo, a alma é arrebatada pelo sentimento grandioso de
constituir uma partícula humílima da Criação. Com alegria, identifica a felicidade de
ser pequena, como parte infinitesimal da Obra do Eterno. Quanto mais se afina
com a beleza da Vida, mais prazer encontra em ser humilde, por sentir-se ajustada
a uma realidade grandiosa. Não há mais luta pela imposição de valores fictícios.
  Veem, em seguida, as razões pessoais da humildade. Analisando-se, com
isenção de ânimo, pode a criatura ver como são falhos e acanhados os seus
pontos de vista, como, egressa da Origem Divina, afastou-se da compreensão
adequada de seus próprios problemas, tornando-se incapaz de conquistar a
felicidade. Novo aspecto imperativo da humildade surge aos seus olhos: no seu
universo interior, falharam as leis que adotara, e a busca da paz tornou-se
improdutiva. Ao sentir a pequenez das leis que impusera a si mesma como as
únicas aceitáveis, encontra-se vazia de orientação. Sente então a conveniência de
fazer vigorar, em seu mundo interior, o conjunto de leis harmônicas observadas no
Universo e vai, pouco a pouco, assimilando as noções básicas da Vida Eterna.
  Surge uma alma que se abre para o processo de retorno à harmonia. Dois
mundos que se chocavam – o pessoal e o universal – passam a absorver-se
mutuamente. Desfazem-se os atritos. O pequenino ser, com a consciência de sua
condição, adquiriu a possibilidade de assimilar a parcela de harmonia que lhe cabe.
  Louvado seja Deus! Nicanor


          O EVANGELHO NO LAR E NO CORAÇÃO
  Amplie o bem que existe em você. Participe, faça e ensine a
            fazer. Paz no Lar. Paz na Humanidade
 208: Os Espíritos dos pais não exercem influência sobre os dos filhos, após o
nascimento destes?
 “Exercem e muito, pois já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o
progresso recíproco. Pois bem, os Espíritos dos pais têm a missão de desenvolver
os dos filhos pela educação: isso é para eles uma tarefa. Se nela falharem, serão
culpados.” O Livro dos Espíritos, Allan Kardec (em folheto da campanha
permanente da FEB para realização do Culto do Evangelho no Lar)
                    ECOLOGIA E ESPIRITISMO
                               André Trigueiro
  É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da doutrina, os
sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos
recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica
da história do planeta. Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a
humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos
lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a
desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre
outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento “ecologicamente
predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.
  Na pergunta 705 do Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de
Conservação, Allan Kardec pergunta: “Por que nem sempre a terra produz
bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a espiritualidade
responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe.
Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua
imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com
o necessário soubesse o homem contentar-se” (...).
  É evidente que em uma sociedade de consumo, nenhum de nós se contenta
apenas com o necessário. A publicidade se encarrega de despertar apetites
vorazes de consumo do não necessário - daquilo que é supérfluo, descartável,
inessencial – renovando, a cada nova campanha, a promessa de felicidade que
advém da posse de mais um objeto, seja um novo modelo de celular, um carro ou
uma roupa. Para nós, espíritas, é fundamental que o alerta contra o consumismo
seja entendido como uma dupla proteção: ao meio ambiente - que não suporta as
crescentes demandas de matéria-prima e energia da sociedade de consumo, onde
a natureza é vista como um grande e inesgotável supermercado – e ao nosso
espírito imortal, já que, segundo a doutrina espírita, uma das características
predominantes dos mundos inferiores da Criação é justamente a atração pela
matéria. Nesse sentido, não há distinção entre consumismo e materialismo, e
nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar.
Essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que na pergunta 799 do Livro dos
Espíritos, quando Kardec pergunta “De que maneira pode o Espiritismo contribuir
para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma
das chagas da sociedade (...)”.
  Uma das mais prestigiadas organizações não governamentais do mundo, o
Worldwatch Institute, com sede em Washington, divulga anualmente o relatório
“Estado do Mundo”, uma grande compilação de dados e estudos científicos que
revelam os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento. Na última
versão do relatório, referente ao ano de 2004, afirma-se que “o consumismo
desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores do Worldwatch
denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e
meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo
a qualidade de vida de muitas pessoas”.
  Aos espíritas que mantém uma atitude comodista diante do cenário descrito
nessas breves linhas, escorados talvez na premissa determinista de que tudo se
resolverá quando se completar a transição da Terra (de mundo de expiações e de
provas para mundo de regeneração) é bom lembrar do que disse Santo Agostinho
no capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo. Ao descrever o mundo de
regeneração, Santo Agostinho diz que mesmo livre das paixões desordenadas,
num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará sujeita “às vicissitudes
de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há
ainda provas a suportar (...) e que “nesses mundos, o homem ainda é falível, e o
Espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império. Não avançar é
recuar, e se não está firme no caminho do Bem, pode voltar a cair nos mundos de
expiação, onde o esperam novas e terríveis provas”. Ou seja, não há mágica no
processo evolutivo: nós já somos os construtores do mundo de regeneração e, se
não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos
situações de desconforto já amplamente diagnosticadas.
  Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de regeneração de braços
cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá
retornar a esse mundo pelas portas da reencarnação. Se ainda quisermos
encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e
um clima estável - sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo,
gás e carvão que agravam o efeito estufa – deveremos agir agora, sem perda de
tempo.
  Depois que a ONU decretou que 2003 seria o ano internacional da água doce, os
católicos não hesitaram em, pela primeira vez em 40 anos de Campanha da
fraternidade, eleger um tema ecológico: “Água: fonte de vida”. Mais de 10 mil
paróquias em todo o Brasil foram estimuladas a refletir sobre o desperdício, a
poluição e o aspecto sagrado desse recurso fundamental à vida. E nós, espíritas?
O que fizemos ou o que pretendemos fazer? O grande Mahatma Gandhi - que
afirmou certa vez que toda bela mensagem do cristianismo poderia ser resumida
no sermão da montanha – nos serve de exemplo, quando diz “sejamos nós a
mudança que nós queremos ver no mundo”.
  Fonte: http://arquivoconfidencial.blogspot.com/2007/04/ecologia-e-espiritismo.html


                      MENSAGEM DO PERDÃO
                                 Pietro Ubaldi
     (2 de agosto de 1932, dia do "Perdão da Porciúncula " de São Francisco)

  Filho meu, minha voz não despreza tuas pequeninas coisas de cada dia, mas
delas se eleva para as grandes coisas de todos os tempos.
  Ama o trabalho, inclusive o trabalho material.
  Coisa elevada e santa, o trabalho, presentemente, foi transformado em febre. De
que não se tem abusado entre vós? Que coisa ainda não foi desvirtuada pelo
homem? Em tudo vos excedeis e, por isso, ignorais o labor equilibrado, que tão
elevado conteúdo moral encerra: se busca o necessário ao corpo, ao mesmo
tempo contenta o espírito. E, no entanto, transformastes esse dom divino, com o
qual poderíeis plasmar o mundo à vossa imagem, em tormento insaciável de
posse. Substituístes a beleza do ato criador, completo em si mesmo, pela cobiça
que nunca descansa. Quantos esforços empregados para envenenar-vos a vida!
  Ama o trabalho, mas com espírito novo; ama-o, não pelo que ele é propriamente,
porém, como um ato de adoração a Deus, como manifestação de tua alma, nunca
como febre de riqueza ou domínio. Não prendas tua alma aos seus resultados, que
pertencem à matéria e, portanto, sujeitos à caducidade; ama, porém, o ato,
somente o ato de trabalhar. Não seja a posse, o triunfo, a tua recompensa, mas
sim, a satisfação íntima de haveres cumprido, cada dia, o teu dever, colaborando
assim no funcionamento do grande organismo coletivo.
  Esta é a única recompensa verdadeira, indestrutível, solidamente tua; as demais
depressa se dissipam e se perdem. Ainda que nenhum resultado positivo
obtivesses, uma recompensa ficaria contigo para sempre: a paz do coração, paz
que o mundo perdeu por prender-se às coisas concretas, julgando-as seguras.
  Desapega-te de tudo, inclusive do fruto de teu trabalho, se queres entrar na posse
da paz. Ocupa-te das coisas da Terra, mas apenas o suficiente para aprenderes a
desapegar-te delas.
  Toda construção deve localizar-se no teu espírito, deve ser construção de
qualidades e disposições da personalidade, e não edificação na matéria, que é um
remoinho de areia que nenhum sinal pode conservar.
  Tudo o que quiserdes vos seja unido eternamente deve ser unido por qualidades
e merecimento, deve ser enlaçado pela força sutil da Lei, por vós movimentada,
nunca por vossa força exterior ou por vínculos das convenções sociais ou ainda
por liames da matéria. Só nesse sentido se pode realmente possuir: de outro
modo, não obtereis senão a tristeza, depois da ilusão, e a consciência posterior da
inutilidade de vossos esforços.
  Outro grande problema, que voz diz respeito, é o amor. Elevai-vos em amor,
como deveis elevar-vos em todas as coisas, se quereis encontrar profundas
alegrias. Martelai vossa alma, num íntimo trabalho de cada dia, que vos leva à
conquista de amores sempre mais extensos, únicos que têm a resistência das
coisas terrenas.
  Sabes que o amor se eleva do humano ao divino e que nessa ascensão ele não
se destrói, mas se fortalece, aperfeiçoando e multiplicando-se. Segue-me e, então,
poderás entoar o cântico do amor:
  "Meu corpo tem fome, e eu canto; meu corpo sofre, e eu canto; minha vida é
deserta, e eu canto; não há carícias para mim, porém todas as criaturas vêm a
mim. Meu irmão de mim se aproxima como inimigo, para prejudicar-me, e eu lhe
abro os braços em sinal de amor. Eu vos bendigo a todos vós que me trazeis dor,
porque com ela me trazeis a purificação, que me abre as portas do Céu. Minha dor
é um cântico que me faz subir. Louvado sejas, ó Senhor, pelo que é a maior
maravilha da vida; que as pobres intenções malignas de meu próximo sejam para
mim a Tua Bênção".
  Estes meus ensinamentos são dirigidos mais à vossa intuição que ao vosso
intelecto. Tem um sentido mais amplo o que vos tenho dito: a felicidade dos outros
é vossa única felicidade, verdadeira e firme. Significa extinção dos egoísmos num
amplexo universal de altruísmo. Tudo isso pode ser de fácil compreensão, mas é
difícil senti-lo. Não procuro vossa razão que discute, antes busco essa visão
interior que em vós opera, que sente por imediata concepção, que enxerga com
absoluta clareza e lealmente se entrega à ação.
  Peço-vos o ímpeto que somente nasce do calor da fé e que nunca vem pelos
tortuosos caminhos do raciocínio. Não desejo erudição, pesquisas e vitórias do
intelecto; quero, antes, que vejais, num ato sintético de fé e que imediatamente
vivais vossa visão, e personifiqueis a ideia avistada, e resplendais vós mesmos, em
seu esplendor. Somente então a ideia viverá na Terra e, personificado em vós,
existirá um momento da concepção divina.
  Não estou apelando para vossos conhecimentos nem para vosso intelecto, que
não são patrimônios de todos, mas venho até junto de vós por caminhos inabituais
e em vós penetro como um raio que desce às profundezas e dissipa as trevas, que
cintila e vos arrasta através de novas vias, com forças novas, que levantarão o
mundo como num turbilhão.
  Também falarei, para ser entendido, a linguagem fria e cortante da razão e da
ciência, porém usarei, acima de tudo, da linguagem ardente e direta da fé. Minha
palavra será ora o brado de comando, ora a ternura de um beijo de mãe.
  Para ser por todos compreendida, minha palavra percorrerá os extremos de
sabedoria e de singeleza, de força e de bondade. Será pranto de amargura e
remoinho de paixão; será nostálgico lamento, suspirando por uma grande pátria
distante, como será também ímpeto de ação para até ela conduzir-vos. Minha
palavra rolará, por vezes, como regato sussurrante em verde campina, a trazer-vos
o frescor das coisas puras; outras vezes trovejará com os elementos enfurecidos
na fúria da tempestade.
  Ao seio de cada alma quero descer e adaptar-me a fim de ser compreendido;
para cada uma devo encontrar uma palavra que a penetre no mais íntimo, que a
abale, que a inflame e a arroje para o alto, onde eu estou, que até junto de mim a
conduza, onde eu a espero.
  Almas, almas eu peço. Para conquistá-las, vim das profundezas do infinito, onde
não existe espaço nem tempo, vim oferecer-vos meu abraço, vim de novo dizer-vos
a palavra da ressurreição, para elevar-vos até mim, para indicar-vos um caminho
mais elevado onde encontrareis as alegrias puras.
  Vós vos identificastes de tal modo com a vida física que já não podeis sentir
senão uma vida limitada como a do vosso corpo. Pobre vida, rápida e cheia de
incertezas, enclausurada nas limitações de vossos pobres sentidos. Pobre vida,
encerrada num ataúde, na sepultura que é o corpo a que tanto vos agarrais. Minha
voz encerrará todos os extremos de vossas diferentes psicologias. Escutai-me!
  Não vos ensino a gozar das coisas terrenas, porque são ilusórias; indico-vos as
alegrias do céu, porque somente estas são verdadeiras. Minha verdade não é a
fácil verdade do mundo; não vos prometo alegrias sem esforços, mas minha
promessa não vos ilude. Meu caminho é caminho de dor, porém, eu vos digo que
somente ele vos conduzirá à liberação e à redenção. Minha estrada é de luta e de
espinhos, mas vos fará ressurgir em mim, que vos saciarei para sempre. Não vos
digo: "Gozai , gozai", como o mundo vos fala. O mundo, porém, vos engana, eu
não vos enganaria nunca.
  Minha verdade é áspera e nua, contudo é a verdade. Peço o vosso esforço, mas
dou a felicidade. Digo-vos: "Sofrei", mas junto de vós estarei no momento da dor;
com piedade maternal, velarei por vós; medindo todo o vosso esforço,
proporcionarei as provas segundo vossa capacidade; finalmente, farei o que o
mundo não faz: enxugarei vossas lágrimas.
  O mundo parece espargir rosas, mas na verdade distribui espinhos; eu vos
ofereço espinhos, porém vos ajudarei a colher rosas.
  Segui-me, que o exemplo já vos dei. Levantai-vos, ó homens: é chegado o
momento. Não venho para trazer guerra, mas, sim, paz. Não venho trazer
dissensão às vossas ideias nem às vossas crenças: venho fecundá-las com meu
espírito, unificá-las na minha luz.
  Não venho para destruir e sim para edificar. O que é inútil morrerá por si mesmo,
sem que eu vos dê exemplo de agressividade. Desejaríeis sempre agredir, até
mesmo em nome de Deus. Com que grande avidez ansiais por discussões e lutas
contra vossos próprios irmãos, prontos a profanar, assim, minha pura palavra de
bondade. Repito-vos: "Amai-vos uns aos outros". Não discutais, mas dai o exemplo
de virtude na dor, amai vosso próximo; aprendei a estar sempre prontos para
prestar um auxílio, em qualquer parte onde haja um padecimento a aliviar, uma
carícia a oferecer. Vossas eruditas investigações tornaram tão ásperas vossas
almas que não vos permitiram avançar um só passo para o Céu.
  Não venho para agredir, mas para ajudar; não para dividir, mas unir; não demolir,
mas edificar. Minha palavra busca a bondade, antes que a sabedoria. Minha voz a
todos se dirige. Ela é ampla como o universo, solene como o infinito. Descerá aos
vossos corações, às vezes com a doçura de um carinho, outras vezes arrastadora
como o tufão.


                                  PERDÃO
  (Mensagem retirada dos guardados do M. Mario Travassos)
  Nada mais agradável a Deus que o Perdão. Nada mais difícil para os que se
julgam ofendidos que perdoar. Quereis saber onde a dificuldade? É simples... Está
em sermos humildes. Sem humildade não há perdão, porque não se pode resistir
ao sentimento de revide. Diz-se então que estamos atingidos em nosso amor
próprio, em nossa honra, que estão sendo injustos conosco e até mesmo ingratos.
Nada disso. O que realmente sentimos é a humilhação da ofensa. E se nos
sentimos humilhados é sinal de que ainda não somos humildes.
  Perdoar é, assim, cultivar a humildade. Quanto mais humildes formos melhor
saberemos perdoar. É a humildade de amar os que nos odeiam. É a luminosa linha
do horizonte espiritual em que se encontram a humildade e o amor, as duas
virtudes cristãs essenciais. Pax (Irmão X)


                           FALANDO DA PAZ
Contribuição do “Grupo Amigos da Paz” – Irene Araújo Bastos
 O fundador do Grupo Ecumênico “Amigos da Paz”, nosso querido e saudoso Luiz
Antonio Millecco Filho, fez a tradução do livro “Doze Passos Rumo à Paz Interior” –
da Peregrina da Paz. Eis, a seguir, um resumo de dados deste excelente livro.
 Início da peregrinação: 1953. Ostentava uma túnica e poucos objetos pessoais.
Andou cerca de 25 mil milhas, em grande parte a pé, nos Estados Unidos da
América. Dialogou com pessoas de todas as classes, desde simples operários até
governos de Estado. Acreditava que a Paz só seria possível quando cada ser
humano a descobrisse dentro de si mesmo. A mensagem da Peregrina da Paz é a
seguinte: “Vence o mal com o Bem; a mentira com a Verdade; o ódio com o Amor”.
 Propôs 12 passos para serem trilhados por todas aqueles que buscavam sua
autorrealização espiritual. Os 12 passos podem ser divididos em 4 Preparações, 4
Purificações e 4 Renúncias.
 1ª Preparação: Deixar de viver a vida de superfície. Não ser um “escapista”. Viver
os problemas, aprendendo o que eles ensinam e, sobretudo, sabendo que cada
problema contém em si mesmo a sua solução. 2ª Preparação: Colocar-se em
harmonia com as leis do Universo, vivendo todas as crenças boas que professa. 3ª
Preparação: Atender ao chamado do Divino, isto é, a sua verdadeira vocação: só é
feliz aquele que atende a esse chamado. 4ª Preparação: Simplificação da vida.
Todas as posses desnecessárias, diz a Peregrina da Paz, são também
sobrecargas desnecessárias. Quem quer que deseje caminhar livremente na Vida
Espiritual, deve libertar-se deste peso incompatível com seus ideais.
  As Purificações são:
  1ª) Purificação do Corpo. O homem não vive para comer, come para viver. Os
hábitos do fumo, das drogas embaraçam o seu progresso espiritual. 2ª) Purificação
dos Pensamentos. Os pensamentos são poderosos, atraem tanto o bem quanto o
mal. 3ª) Purificação dos Desejos. Somos um verdadeiro labirinto e é preciso
conhecermos nossos desejos reais, a fim de aprofundá-los, se forem bons, e
superá-los, se forem maus. 4ª) Purificação da Motivação. Que motivações nos
impulsionam para isto ou para aquilo. Só o autoconhecimento poderá levar-nos a
descobri-las e espiritualizá-las.
  As 4 Renúncias são: 1ª - Renúncia à vontade própria em função da Vontade
Divina. Como já foi dito uma vez, ouvido o chamado do Alto, é preciso render-se a
ele sem a mínima reserva. 2ª - Renúncia ao Sentimento de Separação. A ciência,
hoje em dia, cada vez mais comprova que fazemos parte de um organismo
universal. Interagimos com o Universo. Ele compõe a nossa história, e nós
compomos a dele. 3ª - Renúncia a todos os apegos. Se formos apegados a coisas
ou pessoas, não crescemos e nem permitimos que elas cresçam. Desapego,
porém, não é indiferença. É amor sem sentimento de posse. “O amor é a ausência
de engarrafamento”, diz um compositor popular. 4ª- Renúncia a todos os
sentimentos negativos. Conforme se sabe, os sentimentos, na realidade,
determinam nossa vida até mesmo no plano físico.
  A Peregrina da Paz aceita como leis: A sobrevivência da alma – ela própria teve
contato com o Plano Espiritual; a reencarnação e a evolução de todos os seres.
  Luiz Antonio Millecco Filho fez uma música baseada neste tema, cuja letra é a
seguinte: “Vence o mal com o Bem, a falsidade com a Verdade, o ódio com o
Amor. Foi assim que ela falou. E é isto que dizemos nós. Bem alto para que nós
mesmos escutemos nossa voz”.
  Venha participar das reuniões realizadas pelo Grupo Amigos da Paz. O objetivo
do grupo é orar e trabalhar pela Paz. O Grupo Amigos da Paz reúne-se aos
primeiros e terceiros domingos de cada mês, às 17 horas, na SPLEB.


                                 ORAÇÃO
                       Poema de Geoffrey Hodson
Eu não sou o meu corpo físico,              Mais radiante do que o Sol,
Eu não sou os desejos que o afetam,         Mais puro do que a Neve,
Eu sou a mente;                             Mais sutil do que o Éter;
Eu sou a Divina Chama                       É o Espírito – o EU,
Dentro do meu coração,                      O Ser dentro do meu coração!
Eterna, Antiga, Sem Começo                  Eu sou esse Ser, esse Ser sou EU!
E Sem Fim!

 Do livro “O Evangelho à Luz do Cosmo”, de Ramatis, pelo médium Hercílio Maes
                     JÚLIA PÊGO DE AMORIM
  Nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de setembro de 1879. Diplomou-se professora,
pela antiga Escola Normal do DF, em 1898, lecionando em várias Escolas da
Capital. Ocupou o cargo de Diretora de Música da Escola Normal, estagiou no
Instituto Benjamin Constant, na Praia Vermelha, para cegos, e foi diretora da
Escola Pública de São Cristóvão, então 6º Distrito Escolar.
  Casou-se em 1899, com o Dr. Aurélio D’Amorim, oficial do Exército, e foram
residir no Alto da Boa Vista. Notando a ausência de Escolas naquela localidade, D.
Júlia empenhou-se, junto à Prefeitura Municipal, para que ali se fundasse uma,
cedendo uma de suas salas para que funcionasse a primeira Escola do Alto da Boa
Vista, mais tarde substituída pela Escola “Menezes Vieira”, ainda hoje existente no
populoso bairro, da qual foi a primeira Diretora.
  De família espírita, D. Júlia Pêgo de Amorim fez-se abnegada trabalhadora da
Doutrina. Sua tia, D. Engrácia Ferreira, pioneira do alfabeto Braille para cegos,
desencarnou a 21 de abril de 1937. Menos de um mês depois, a 6 de maio,
comunicava-se através de Chico Xavier, dando uma mensagem dirigida a D. Júlia,
solicitando a continuação de sua obra. Onze dias depois, Chico recebe a segunda
mensagem, agora na própria grafia do braille, que foi publicada em “Reformador”
de junho de 1938; diz uma nota de rodapé da revista que o médium, não
conhecendo o Sistema Braille, levou duas horas para receber essa comunicação
psicográfica. Essa a mensagem transcrita: “Minha boa Julinha, a Paz de Deus,
nosso Pai, seja em teu generoso coração, sempre tão cheio de fé. Trabalhemos
pelos cegos, minha filha, pensando que a cegueira do espírito é bem mais triste
que a dos olhos. Hei de ajudar-te com o favor de Deus. A tia - Engrácia.”
  No dia 16 de novembro de 1938, transmite a 3ª mensagem, sugerindo que ela
transpusesse para o Braille determinado Dicionário de Português, obra que havia
deixado inacabada. D. Júlia, atendendo a solicitação da querida amiga espiritual,
aprendeu sozinha o alfabeto Braille, copiando letra por letra. Para certificar-se,
pediu a um cego que lesse o que havia escrito, cujo resultado encheu-lhe de
alegrias. A partir daí, transformou-se numa verdadeira missionária do Braille.
  Reuniu, em sua casa, senhoras interessadas nessa obra de altruísmo, na prática
do ensino Braille. Em 1939, iniciou a transcrição do Dicionário da Língua
Portuguesa, de Hildebrando Lima e Gustavo Barroso, cujo trabalho durou cerca de
quatro anos, dando, ao todo, 64 volumes. Em 1945, Chico Xavier recebe outra
mensagem do Espírito Engrácia Ferreira, agradecendo à sobrinha o atendimento e
o valioso trabalho em prol dos cegos.
  D. Júlia iniciou um curso gratuito do Braille no centro da cidade, visando maior
número de colaboradores. Transcreveu para esse alfabeto inúmeras obras
espíritas e não espíritas, entre as quais: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,
“Agenda Cristã”, “Cartas do Evangelho”, “Voltei”, “Pequenas Mensagens” e muitos
outros, todos doados à Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille - SPLEB.
  A sua desencarnação ocorreu no Rio de Janeiro, em 29 de novembro de 1974,
aos 95 anos de idade, dos quais 37 dedicados à Doutrina Espírita e ao Braille.
Deixou exemplos dignificantes, de quanto vale entender o Evangelho de Jesus e
sua Doutrina, que enseja a fé raciocinada, capaz de separar a letra que mata, do
espírito que vivifica.
          Fonte: http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_4036.html
     COMENSALIDADE: REFAZER A HUMANIDADE
                                Leonardo Boff
  Comensalidade significa comer e beber juntos ao redor da mesma mesa. Esta é
uma das referências mais ancestrais da familiariedade humana, pois aí se fazem e
refazem continuamente as relações que sustentam a família.
  A mesa, antes que um móvel, remete a uma experiência existencial e a um rito.
Ela representa o lugar privilegiado da família, da comunhão e da irmandade.
Partilha-se o alimento e, junto com ele, comunica-se a alegria de encontrar-se, o
bem-estar sem disfarces, a comunhão direta, que se traduz pela sem-cerimônia
dos comentários dos fatos cotidianos, das opiniões sem censura sobre os
acontecimentos da crônica local, nacional e internacional.
  Os alimentos são mais que coisas materiais. São sacramentos do encontro e da
comunhão. O alimento é apreciado e feito assunto de comentários. A maior alegria
da mãe ou da cozinheira é perceber a alegria dos comensais.
  Mas importa reconhecer que a mesa é também lugar de tensões e de conflitos
familiares, onde as coisas são discutidas abertamente, diferenças são explicadas e
acertos podem ser estabelecidos. Onde há também silêncios perturbadores que
revelam todo um mal-estar coletivo.
  A cultura contemporânea modificou de tal forma a lógica do tempo cotidiano em
função do trabalho e da produtividade que enfraqueceu a referência simbólica da
mesa. Esta foi reservada para os domingos ou para os momentos especiais, de
festa ou de aniversário, quando os familiares e amigos se encontram. Mas, via de
regra, deixou de ser o ponto de convergência da família.
  A mesa familiar foi substituída pelo fast food que permite apenas a nutrição, mas
não a comensalidade.
  A comensalidade é tão central que está ligada à própria essência do ser humano
enquanto humano. Há 7 milhões de anos, teria começado a separação lenta e
progressiva entre os símios superiores e os humanos, a partir de um ancestral
comum. A especificidade do ser humano surgiu de forma misteriosa e de difícil
reconstrução histórica. Entretanto, etnobiólogos e arqueólogos nos acenam para
um fato singular: quando nossos antepassados antropoides saíam a recoletar
frutos, sementes, caças e peixes, não comiam individualmente o que conseguiam
reunir. Tomavam os alimentos e os levavam ao grupo. E aí praticavam a
comensalidade, distribuíam os alimentos entre si e comiam-nos grupal e
comunitariamente.
  Portanto, a comensalidade, que supõe a solidariedade e a cooperação de uns
para com os outros, permitiu o primeiro salto da animalidade em direção à
humanidade. Foi só um primeiríssimo passo, mas decisivo, porque coube a ele
inaugurar a característica básica da espécie humana, diferente de outras espécies
complexas (entre os chimpanzés e nós há apenas 1,6% de diferença genética): a
comensalidade, a solidariedade e a cooperação no comer. Essa pequena diferença
faz toda uma diferença.
  Essa comensalidade, que ontem nos fez humanos, continua ainda hoje a fazer-
nos sempre, de novo, humanos. Por isso, importa reservar tempos para a mesa em
seu sentido pleno de comensalidade e da conversação livre e desinteressada. Ela
é uma das fontes permanentes de refazimento da humanidade, hoje globalmente
anêmica. (Fonte: www.leonardoboff.com.br/artigos)
                            BOAS NOTÍCIAS
                           Carla Maria de Souza
  Um dos grupos do Setor de Atividades Doutrinárias da SPLEB resolveu
desenvolver um trabalho com boas notícias. A ideia é que em uma das reuniões do
grupo (a quarta do mês) cada um traga, pelo menos, uma boa notícia para contar
aos outros. Logo que a proposta foi lançada, confesso que achei difícil todos
conseguirem boas notícias para todos os meses. Qual não foi minha surpresa
quando observei que, por vezes, conseguíamos até mais de uma notícia! A ideia
agradou tanto que adquirimos o hábito de "colecionar" boas notícias para levar
para o grupo e comentá-las. A sede de ouvir coisas positivas é tão grande que
esperamos ansiosamente por este dia. Um dos membros do grupo descobriu que
existem sites só para divulgar boas notícias, sinal de que não somos os únicos
interessados nelas.
 Fico me perguntando se, quando nos reunimos com amigos, parentes ou quando
vamos ver televisão, falamos de coisas ruins por hábito, prazer mórbido ou,
simplesmente, porque não encontramos nada de bom para falar. Observando o
que aconteceu neste grupo, afastei a última hipótese e fiquei só com as duas
primeiras.
  Vocês já repararam que quando alguém chega com uma boa notícia, sempre tem
um outro para dizer "Mas será que..."? E lá vem um obstáculo que só passou pela
cabeça daquela pessoa, como se fosse impossível acontecer algo de bom. Já
notou também que quando alguém diz: "Vamos falar de coisas alegres." - os outros
o tratam como se ele fosse um alienado? Será que conseguimos mesmo
estabelecer o limite entre a não alienação e o pessimismo? Será que, achando que
não somos alienados, não estamos cedendo a um outro formato de alienação,
acreditando erradamente que não há nada de bom e por isso nos entregando ao
desânimo? Acreditar que não há mais nada de bom não é o mesmo que acreditar
que Deus nos abandonou? Acreditar que nossos irmãos nunca serão capazes de
fazer nada de positivo não é o mesmo que supor que Deus é um pai incompetente,
já que ele é pai de todos nós?
  Desacreditamos de nossos irmãos, sempre com aquela impressão de que os
outros estragam o mundo. Nós, os perfeitos, os bonzinhos, os anjos, fazemos tudo
certo e somos obrigados a conviver neste mar de acontecimentos ruins por causa
deles. Chega a ser uma injustiça! Se realmente é assim, que tal virarmos o jogo e
começarmos a ser causadores de boas notícias, só para variar?
  As más notícias são um fato do qual não se pode fugir, mas talvez não estejamos
garimpando bem para encontrar o mais precioso.
  Há alguns meses, li uma reportagem sobre o sucesso de público do
despretensioso filme "Bezerra de Menezes, o Diário de Um Espírito", que superou,
inclusive, filmes com mais cartaz. "Estou cansada de ver tiro e maldade. Quero ver
alguém fazendo coisas boas.", era a fala geral. Parece que alguns já estão se
cansando do mal, mesmo o da ficção, e preferindo o bem da realidade.
  Talvez seja esta a hora de buscarmos também os bons acontecimentos, por mais
sem importância que nos pareçam. O clima à nossa volta ficará melhor, atrairemos
para nós a esperança, a alegria, a leveza, o otimismo saudável e vigilante que
reconhece o mal, mas está convicto de que ele "não merece comentário".
Procuremos os bons acontecimentos e façamos acontecer coisas boas. É a nossa
colaboração para a sanidade de nossa sociedade.
                                O SILÊNCIO
                        José Walter de Figueiredo
 "A infelicidade de um homem começa com a incapacidade de estar a sós, consigo
mesmo, num quarto." (Pascal)
  Sem dúvida, um dos maiores problemas de se viver hoje em dia, nas grandes
cidades, é a poluição sonora. O ruído acima dos limites recomendados pelas
organizações de saúde é causa de diversos males, sendo a dificuldade de ouvir, ou
mesmo a perda da audição, um dos mais comuns.
  Além do barulho, atualmente inevitável das ruas, ainda há pessoas que, ao
chegar à sua casa, fazem mais barulho, como os jovens, que têm o costume de
ouvir seus equipamentos de som em volume insuportável. No caso deles, sabemos
que esse comportamento é considerado normal, desde que não ultrapasse um
certo limite, pois é próprio da juventude procurar estímulos que causem alguma
excitação.
  Mas, e os adultos? Por que fogem do silêncio? Bem, há pessoas que procuram o
barulho, e aquelas que fazem barulho. Em ambos os casos, podemos perceber
diversos motivos: há quem confunda estar em silêncio com tristeza,
acabrunhamento, mau humor; há quem trabalhe com a voz, como professores,
locutores, palestrantes em geral. E, devido ao costume de muito falar, se habituam
a tal procedimento, sentindo dificuldade quando precisam se calar; há quem diga
que o silêncio lhe traz angústia, ansiedade e até medo. Estes precisam de algo
mais para se sentirem vivos.
  Na verdade, as razões acima citadas são o que as pessoas percebem, servindo-
lhes de fuga, para não se depararem com as verdadeiras causas, mais profundas,
que se negam a olhar. Tanto o ruído externo, até agora citado, quanto o interno,
causado pelos pensamentos, traduzem a causa de todos os males da vida: a perda
do contato com a nossa essência.
  Se as pessoas têm dificuldade de fazer o silêncio externo, imagine o interno, que
para nós ocidentais é muito mais difícil! A mente inquieta é como um veículo
desgovernado, sem piloto, que nos leva a defrontarmos todos os perigos possíveis
e imaginários. Qualquer um de nós, diante de um desastre iminente, tentaria
descer de tal veículo. No caso em tela, como faríamos isso?
  Bem, há várias técnicas que podem ser tentadas, com sucesso, mas cada pessoa
se adequará àquela que lhe parecer mais fácil. Todas elas têm por fim, acalmando
a mente, trazer o silêncio interior e, com ele, a atenção plena que, em última
análise, é o “vigiai” recomendado por Jesus. Descreverei a que eu pratico:
  O pensamento é como uma moça muito pudica que, ao se sentir observada, se
esconde e, de vez em quando, olha para ver se o seu observador ainda a espreita.
Só sai do esconderijo quando ele desiste dela. Se atentarmos para o que estamos
pensando, notaremos que imediatamente ficamos em silêncio. A nossa dificuldade
surge em mantermos a atenção na mente, pois nos dispersamos com qualquer
acontecimento fora de nós. Aí a “moça” continua o seu desfile. Mas não devemos
desistir. Voltamos a observá-la e ela novamente se esconde. Cada um tem um
tempo, maior ou menor, em que consegue se manter concentrado, findo o qual,
volta a se dispersar.
  Isso é um exercício que deve ser tentado a todo instante, pois só requer um
pouco de persistência. Com o tempo, notaremos que a nossa concentração se
prolonga cada vez mais. Outra dificuldade será conseguirmos manter a atenção na
mente, mesmo praticando ações externas. Mas o treinamento é tudo. Também
esta etapa será vencida e conseguiremos algo de valor incalculável. Imagine você
viver livre da maior causa dos sofrimentos da vida, que são os pensamentos
involuntários! Então, não vale a pena tentar?
  O ideal é que pratiquemos esta meditação pela manhã, ao acordarmos, quando
ainda não entulhamos a nossa mente com as preocupações do dia-a-dia. Se
preferir, faça um relaxamento respiratório para ajudar na concentração. Ao
observar os pensamentos principais, você notará que, ao silenciarem, eles são
substituídos por outros, que ficam em pano de fundo, normalmente despercebidos.
Mantenha a atenção, e também eles irão passar. Então, você perceberá o vazio da
mente, trazendo uma paz nunca sentida antes, uma atenção, sem esforço, em tudo
que nos cerca. Neste estado, acontecem os chamados "insights", em que se capta
o pensamento vindo do Alto. As emoções que normalmente nos surpreendem,
levando-nos a ações irrefletidas, ficam contidas, pois quando estamos atentos, elas
se mantêm à distância de nós.
  Assim, podemos, de fato, perceber quem somos, nossas qualidades e defeitos,
sem máscaras, com calma e com a certeza de que agora podemos trabalhar o
nosso interior. Praticando o autoconhecimento, poderemos transmutar as energias
próprias do nosso ego que, em tais circunstâncias, deixará o comando das nossas
ações ao nosso Eu Superior, para que tenhamos o coração puro e possamos ver a
Deus.


        GRUPO UNIVERSALISTA DOS CIRENEUS –
           TELE-CRISTO – DEUS AMA VOCÊ
                    Luiz Cláudio de Oliveira Millecco

  O que você acha da discussão? Uns dizem que acaba em briga, outros que dela
nasce a luz... Podem acontecer as duas coisas, depende de como encaramos esta
questão.
  Quando eu quero aprender, e aquele que discute comigo também quer aprender,
da discussão nasce a luz. Quando eu quero me mostrar como dono da verdade,
sem me abrir para outras opiniões, a discussão não traz a luz e pode trazer
violência, além de vibrações ruins para nossa vida.
  Discussão é diálogo. Eu me calo enquanto o outro fala, e o outro se cala
enquanto eu falo; então pensamos e sentimos para tirar nossas conclusões, é uma
troca. Por mais acalorada que seja a conversa, ela denota o nosso interesse no
aprendizado.
  Se não me engano, Carl Rogers disse: “ se discordas de mim, me enriqueces...”
Isto acontece porque se eu não me supus ser dono da verdade, eu aprendo com
essa discussão, e se eu estiver convicto daquilo que estou defendendo, ela me
obriga a encontrar e a desenvolver argumentos para esta defesa. De qualquer
maneira, é um crescimento. A divergência pode existir; a dissidência, não.
  Para um diálogo amigo conosco, ligue, de 2ª a 6ª, das 16h às 22 h, para os
telefones: 2261-2612 e 2581-4174. Para ouvir uma mensagem, 2568-4472. Ou
escreva para a Rua Dr. Garnier, 217 – Rocha. E lembre-se: “Você é importante
para Deus e para nós também”.
         EU CANTO

Luiz Antonio Millecco Filho
       Meu corpo está cansado
       E eu canto, eu canto, eu canto
       Minh’alma está sofrendo
       E eu canto, eu canto, eu canto

  Meu canto é como um pássaro ferido
  Que sangra, mas voa
  Meu canto fala como a voz do sino
  Que plange, ecoa

       Meu corpo está cansado
       E eu canto, eu canto, eu canto
       Minh’alma está sofrendo
       E eu canto, eu canto, eu canto

  Eu canto, mas meu canto não me ilude
  Pois clama e chora
  Meu canto não desdenha a noite escura
  Pois sente a aurora

       Meu corpo está cansado
       E eu canto, eu canto, eu canto
       Minh’alma está sofrendo
       E eu canto, eu canto, eu canto

								
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