Aves by qha3fS

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									Aves




ABETARDA
Uma ave grande e assustada


NOME COMUM: Abetarda
NOME INGLÊS: Great Bustard
NOME CIENTÍFICO: Otis tarda
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Otididae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento: até 0,90 m
Peso: Macho , até 16 kg
Plumagem: marrom. Listras pretas no dorso, peito branco.
Ovos 2 ou 3 de cada vez
                              Período de incubação: 24 dias

                                 A abetarda é uma ave grande, mas com único meio de defesa: o
                                 vôo. Por causa disso, ela é extremamente esquiva e assustadiça.
                                 A menor mudança em seu ambiente familiar provoca sua
                                 suspeita, e até mesmo simples pedra revirada pode torná-la
                                 cautelosa. Nunca se arrisca. Prefere correr, levantar vôo e ir para
                                 longe bem depressa. A abetarda passa seu tempo escondida
                                 entre as plantações de cereais e nas estepes da Europa oriental,
                                 Norte da África e Espanha. No inverno é encontrada também na
                                 Austrália, na Índia, no sul e no centro da África. Mas esconder-se,
                                 no caso da abetarda, não é fácil, pois é uma das maiores aves.
                                 Os machos podem chegar a mais de 90 cm de comprimento e 16
quilos de peso.

A abetarda vive em bandos de cerca de 20 indivíduos,
alimentando-se plantas, sementes e insetos. Em fevereiro,
começa a estação de acasalamento e o comportamento dessa
                                ave muda muito: os grupos se
                                desfazem e as aves andam sem
                                rumo, até o início da época em
                                que vão para o campo construir
                                ninhos. Estranhamente, quando
                                nascem os filhotes, essa ave
                                cautelosa passa a atrair os
                                intrusos. É o seu jeito de afastá-
                                los do ninho e assim proteger os
filhotes.


                                     Agapornis

Este texto visa dar uma visão geral de como manter Agapornis
em cativeiro.
É um pássaro fascinante, que apresenta cores fantásticas. Pode
ser amansado, vivendo pacificamente no ombro de seu dono.

Este pássaro é conhecido popularmente como Agapornis,
periquito-namorado, love-bird (pássaro do amor). Isto porque a
vida entre o casal é harmoniosa, cheia de "beijocas" e carinhos o
dia todo.

O Agapornis está assim classificado:


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidæ
Gênero: Agapornis
Espécies: A. roseicollis; A. nigrigenis; A. taranta; A. personata; A. cana; A. swinderniana; A.
lilianæ; A. fischeri; A. pullaria.

É um pássaro pequeno, que atinge por volta de 15cm (variando pouco de espécie para espécie).

                          Como todo Psittacídeo, é um pássaro bem "barulhento" (eu, pelo menos,
                          considero seu "barulho" como um belo canto). Fica andando pela gaiola o
                          dia todo, fazendo "traquinagens". Se o ambiente for grande, arrisca vôos
                          entre os poleiros, mas prefere andar pelas malhas da gaiola para chegar
                          ao poleiro.

                          Os Agapornis distribuem-se principalmente no continente africano, como
                          A. cana, em Madagáscar; A. roseicollis, em Angola e Namíbia; A.
                          personata, Tanzânia. Vivem em regiões secas relativamente arborizadas.

                        A fidelidade entre o casal não é apenas uma constante entre os
                        Agapornis, mas entre todos os Psittacídeos. Este comportamento fica
                        bem evidenciado na espécie A. cana, onde um imita o comportamento do
                        outro o dia todo. Se criados pelo dono desde
                        filhote, acostuma-se viver facilmente fora da
gaiola, não sendo, na maioria das vezes, necessário cortar sua asa.

Não é um pássaro falante, como Araras, Cacatuas e Papagaios, mas
aprende a balbuciar algumas palavras curtas e sons humanos.

Quando o pássaro é adquirido adulto pode mostrar-se assustadiço no
primeiro contato. Mas com bastante paciência, afinco e amor podemos
acostumar o pássaro à nossa presença e, pelo menos, fazer com que não se assuste e não se
debata tanto na gaiola quando chegamos perto.

A única espécie que não é criada pelo homem é A. swinderniana, que não se adapta em cativeiro.
Das outras oito, conhecemos várias mutações, que oferecem um colorido ímpar.

O dimorfismo sexual nos Agapornis é relativamente difícil. À exceção de A. cana, A. pullaria, A.
taranta, que oferecem um dimorfismo seguro, as demais espécies só podem ser sexadas
observando-se o espaçamento entre os ossos pélvicos: no macho, os ossos encontram-se bem
unidos. Nas fêmeas, os ossos oferecem um espaçamento tal que conseguimos colocar nosso dedo
indicador entre eles. Mas infelizmente esse método tem uma eficácia que não ultrapassa 30%.

O que torna ainda mais difícil a sexagem é que machos convivem bem entre si, assim como
fêmeas. Esse comportamento pode nos enganar!

O método mais seguro é fazer exame de sangue, para comprovação de genótipo, mas infelizmente
ainda é um método caro no Brasil.

Colocando dois pássaros na gaiola, você pode Ter
por base o seguinte: se há a feitura do ninho mas a
suposta fêmea não botar, pode se tratar de um
macho. Mas o mais provável neste caso é que o
ninho não seja confeccionado. Mas atenção:
podemos Ter aqui dois casos. Primeiro, uma fêmea
estéril; segundo, um macho experiente que
confeccione bem o ninho. Se você notar que há
postura de muitos ovos num certo período de tempo,
então provavelmente se trate de duas fêmeas. Estas
põe um ovo por dia.

Os filhotes tem cores mais esmaecidas que as do adulto. Geralmente, na primeira muda já
adquirem coloração de adulto. O aconselhável é que a reprodução seja feita numa gaiola,
contendo apenas um casal. Uma gaiola com dimensões aproximadas de 70x30x40 e um ninho de
20x17x17 servem bem ao nosso propósito. Se deixarmos os pássaros em ambiente comunitário,
teremos dois problemas: a formação de casais indesejados e disputas pelo mesmo ninho.

O cortejo do macho é simples, seguido da cópula. A fêmea bota seus ovos geralmente de
madrugada, bem no amanhecer. Cada ninhada pode ser composta por até 6 filhotes, mas o mais
comum são 4. No Brasil verifiquei ovipostura o ano todo, mas principalmente na primavera e no
verão. Já cheguei a tirar 6 crias anuais de um casal! Os ovos demoram 18 dias para a eclosão
mas, por segurança você deve aguardar até o 21º dia. Não é necessário que separemos os ovos, a
fim de eclodirem simultaneamente.

A fêmea de Agapornis é habituada a cuidar bem de filhotes com diferentes idades.Na fase
reprodutiva é aconselhável que a alimentação seja reforçada, acrescentando-se um pouco mais de
aveia à dieta, aumentando-se a variedade de frutas, legumes e verduras, e acrescentando-se
suplemento vitamínico na água ou ração.

O melhor ambiente para os Agapornis é um ambiente sossegado. O sol pela manhã (até 11h00) é
fundamental. É importante que sejam manejados sempre, para que se habituem à presença do
dono, principalmente na época reprodutiva. Isto porque, caso precisemos mexer no ninho para
verificar algo, não corramos o risco de a fêmea abandonar o choco.
O mais importante no manejo dos Agapornis é a alimentação. Há alguns anos
muitas empresas têm dado atenção à alimentação das aves, formulando
misturas balanceadas. Atualmente há rações extrusadas de excelente
qualidade, que por serem embaladas e manuseadas por máquinas, estão
livres de poeira, fungos e outras contaminações. Deve-se preferir esse tipo de
ração. Em uma emergência, utilizo a seguinte mistura:

250g de aveia
250g de painço
250g de alpiste
125g de arroz com casca
100g de colza
100g de níger
100g de senha
100g de linhaça
100g de quirela média

Em outro comedouro, ponho girassol.

Quando tiver que comprar sementes soltas, verifique se o recipiente que as contém está tampado,
e se há poeira nas sementes ao serem manuseadas. Caso tenha, evite comprar, pois as sementes
ao ar pegam umidade (facilitando o desenvolvimento de fungos) e a poeira faz mal às aves.

Sou amante de todos os Psittacídeos, principalmente de Agapornis. Gostaria imensamente que o
leitor enviasse opiniões, pois a troca de experiências é arma fundamental para o aumento dos
conhecimentos.

                               Luigi Leonardo Mazzucco Albano
    Aquarista dulcícula e marinho; comportamento de peixes em cativeiro; Cinofilia e Gatofilia;
                                   agapornis - São Carlos - SP

Bibliografia:

- Coleção Animais de Estimação - Pássaros, Ed. JBIG, 1 986
- Coleção Zoo - O Fantástico Mundo Animal, Ed. Rio Gráfica, 1 982
- Revista Animal Pet, nos. 02 (junho 1 999), 03 (agosto 1 999), 04 (outubro 1 999), 05 (janeiro 2
000), Editada por Animal Com. De rações e Manuf. para Criação Ltda

                                       Águia-dourada

                                        Características:
  Nome científico: Aquila chrysaetos
    Nome em Inglês: Golden Eagle
  Outros Nomes: American War Bird
 (Pássaro de Guerra americano) ou the
   Bird of Jupiter (Pássaro de Júpiter).
             FILO: Chordata
             CLASSE: Aves
         ORDEM: Falconiformes
          FAMÍLIA: Accipitridae
           Comprimento: 30-40
             Peso: 4 a 6 kg.
           Envergadura: 6-7 ft
                                Ninhada: de 1 a 4 ovos (normalmente 2)
                                 Período de incubação: 35 a 45 dias
Características físicas: As asas são grandes e arredondadas. Machos e fêmeas são semelhantes
 na aprência, porém, as fêmeas são maiores que o macho. A Plumagem do adulto, se forma entre
os 4-6 anos de idade, é largamente marrom, escurecendo mais próximo às asas. O rabo é marrom
      cinzento. Debaixo das asas aparece um castanho cinza, enquanto a cabeça, corpo e penas
     menores no das asas são escuras. As penas da cabeça e nuca de seu pescoço são marrom
dourado, por isso o seu nome águia-dourada. Os olhos de adultos são marrom escuro. Seu bico e
garras são pretas, enquanto os pés são amarelos. As pernas são emplumadas até os dedão do pé.
  Alimentação: Sua dieta inclui mamíferos principalmente pequenos como coelhos e lebres como
                                      também roedores maiores.
      Aproximadamente 20% da dieta são compostos de pássaros e répteis. Foram vistos águias
        douradas capturar pássaros voadores grandes como gansos. Eles também foram vistos,
   ocasionalmente, comendo carne putrefata. Suas comidas habituais- são: -coelhos, marmotas, e
        esquilos. Um casal de águias caçará freqüentemente juntos; um persegue a presa para
esgotamento, e o outro desce rápido e pega a presa. Um pássaro pode levar até 8 libras em vôo. A
   águia dourada ficou conhecida por mergulhar para pegar sua presa a velocidades calculada de
                                             150-200 mph.
Reprodução: Estação de cria começa em meio-janeiro e continua em maio - setembro, entretanto
 pode variar de acordo com região geográfica. Cada casal pode ter até 10 ninhos, mas só 2-3 são
     usados em rotação. Alguns casais usam o mesmo ninho cada ano, enquanto outros usam os
ninhos alternando os anos. O mesmo ninho pode ser usado por gerações. O ninho normalmente é
  construído em um precipício alto, entretanto podem ser usadas árvores se precipícios não estão
disponíveis. O local de ninho preferido é onde a presa pode ser avistada facilmente. O ninho pode
      ser enorme se o local permite. Alguns ninhos de precipício mediram 8-10 pés por e 3-4 pés
    profundamente. É volumoso e é composto de varas, ramos, raizes, ervas daninhas, e mato. A
  fêmea é responsável pela maioria da incubação, entretanto o macho freqüentemente ajuda. Eles
podem botar 1-4 ovos, entretanto dois são muito comuns. Os ovos são branco sujo e manchado ou
manchado com marrom ou marrom avermelhado. A Incubação dura durante 35-45 dias. Os filhotes
 que nascem primeiro e são mais fortes, frequentemente matam ps irmãos menores e mais fracos
 e, os pais não interferem. Entretanto o filhote é dependente de seus pais durante 30 dias ou mais.
     Comportamento:As Águias douradas formam casaisa, e um casal precisa até 35 milhas de
     território para caçar. Um pássaro pode levar até 8 libras durante vôo. Pode voar até 80 mph,
   entretanto a velocidade comum é 28-32 mph, e foi dito que mergulha a velocidades de 200 mph
    para pegar uma presa que avistou. A maioria das águias douradas no Alasca e Canadá viajam
   para o sul no outono quando a provisão de comida começa a faltar no norte. Mas nem todas as
            águias migram; alguns ficam no Alasca, Canadá meridional, e o E.U.A. do norte.
Habitat: A Águia Dourada existe na Eurasia e África do Norte e na América do Norte. O alcance de
    procriação na América Norte inclui o México norte-central, os Estados Unidos ocidentais como
   como Dakotas, Kansas e Texas, também o Alasca, e pelo norte do Canadá. Não existe nenhum
registro de ninhos em Minnesota. Durante o inverno eles podem ser achados no Alasca meridional
      e Canadá, os Estados Unidos ocidentais e México. São vistas alguns Águias Douradas em
     Minnesota todos os outonos durante migração e ocasionalmente no rio Mississippi durante o
                                                inverno.

As águias douradas são protegidas pelo governo dos Estados Unidos e, são conisderadas
ameaçadas de extinção. A caça, a elimininação de presas por alteração do habitat natural e o
envenenamento por mercúrio são os fatores principais que limitam as populações dessa ave. As
águias -douradas abandonam seus ninhos durante a incubação
se foram pertubadas.

                       Águia-filipina
Características:
Nome científico: Pitecophaga jefferyi
Outro nome: águia-pega-macacos
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Accipitridae
Comprimento: 80 a 100 cm
Envergadura: 1,5 m
Alimentação: Sua dieta consiste em macacos e grandes pássaros.
Ninho: faz seu ninho no topo das árvores mais altas das florestas tropicais.
Habitat: é encontrada somente nas ilhas Filipinas
Características físicas: É castanho-escura nas costas e branca no ventre. Na cabeça leva uma
crista de penas, como se fosse um manto. As asas são realtivamente curtas e redondas, enquanto
a cauda é comprida e reta na extremidade. Possui pernas poderosas com garas enormes e bico
estreito e recurvado.
Ninhada: 1 a 2 ovos chocados por ambos os pais
Período de incubação: 2 mês - nunca se reproduz em cativeiro
Pio: Surpreendentemente seu grito é um assobio suave: huiiu
Até recentemente os zoológicos de todo o mundo queriam exibi-la. Hoje, porém, evitam importá-la,
uma vez que a esécie está em sério perigo de extinção: há menos de cem indivíduos vivos. Para
agravar a situação, ter essa águia empalhada tornou-se símbolo de status entre os filipinos.


Águia-de-botas
Nome Comum: Águia-de-botas
Nome em Ingles: Booted Eagle
Nome em Espanho: Águila calzada
Nome científico: Hieraaetus pennatus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Accipitridae

Comprimento: 45 a 52 cm
Envergadura: 1,20 m
Peso: 1,3 kg

A Águia-de-botas é a menor das verdadeiras águias-europeias, apresentando um tamanho e
formas semelhantes aos da Águia-de-asa-redonda Buteo buteo. O voo da Águia-de-botas é mais
semelhante aos das águias verdadeiras, seguindo uma trajectória mais direta.

Conservação - Em termos europeus encontra-se na categoria SPEC 3 (SPEC corresponde a
Species of European Conservation Concern – espécies que suscitam preocupações de
conservação a nível europeu). O critério para a inclusão desta espécie nesta categoria prende-se
com o fato de ser uma espécie rara na Europa com uma população inferior a 10 mil casais. Os
decréscimos registados parecem dever-se a factores relacionados com a degradação e destruição
dos habitats . A caça furtiva e a mortalidade devida a electrocussão nos postes eléctricos, também
parecem constituir importantes factores de ameaça.

Alimentação: Se alimenta de outras aves, roedores, serpentes e até insetos.
Habitat: Nativa das florestas da Europa e da Ásia ocidental. No inverno migra para o sul da Ásia
ou para a África, onde faz o seu ninho. Surante a permanência em zona temperada, ou seja,
durante o período de reprodução, a água-de -botas habita unicamente as florestas.

Características físicas: Pode parecer em várias plumagens, que nada tem a ver com o sexo nem
com a estação: as asas e o dorso são sempre marrom-escuros, mas o ventre pode ser do mesmo
marrom ou quase branco.

Ninho: construido pelo macho e pela fêmea, é feito de galhos secos. às vezes eles se limitam a
"reforçar" um ninho abandonado por outra ave de rapina.

Ninhada: dois ovos botados na primavera
Período de incubação: 30 dias (os ovos são chocados apenas pela fêmea).

Filhotes: seis semanas depois de sair da casca os filhotes já voam, mas só deixam o ninho mais
tarde.

                ALMA-DE-GATO
NOME COMUM: alma-de-gato
OUTROS NOMES: rabilonga , chincoã, tinguaçu e rabo-
de-escrivão, meia-pataca, crocoió, alma-de-caboclo,
atingaú, tincoã e rabo-de-palha.
NOME EM INGLÊS: Squirrel Cuckoo
NOME EM ESPANHOL: bobo chizo
NOME CIENTÍFICO: Piaya cayana
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Cuculiformes
FAMÍLIA: Cuculidae
COMPRIMENTO: 50 cm (2/3 pertencem à cauda)
REPRODUÇÃO: É comum entre as aves desta espécie,
várias fêmeas usarem o mesmo ninho, mesmo sendo de
um outro pássaro. A ninhada consiste de 10 a 20 ovos,
de cor verde azulada. Não se sabe se as fêmeas se
revezam no choco, mas são muitas as que contribuem
na alimentação dos filhotes. |
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Venezuela, Guiana, em quase todo o território nacional, no
Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.

Segundo uma lenda amazônica, a alma-de-gato possui um canto fatídico: quando canta à porta da
casa de alguém, este está com os dias contados. Claro que isto não passa de lenda. Aliás, essa
ave deve ser protegida, pois é muito útil ao agricultor. O exame de 155 estômagos de almas-de-
gato evidenciou que estas aves são insetívoras e que 50% do conteúdo era de lagartas que
atacam as nossas culturas.

A alma-de-gato é uma ave da família dos cucos; mede 50 cm de comprimento, dos quais2/3
pertencem à cauda, daí também ser conhecida como rabilonga. A cor é castanho-parda no dorso e
cinza-ardósia na barriga. O pescoço e o peito são vermelho-acinzentados e a cauda tem penas
escuras de pontas brancas. No norte do país é ainda conhecida como chincoã, tinguaçu e rabo-de-
escrivão. Existem 7 subespécies ou raças geográficas dessa ave, encontrada na Venezuela,
Guiana, em quase todo o território nacional, no Paraguai, Uruguai e norte da Argentina. Em outros
Estados do Brasil são atribuídos à alma-de-gato ainda os seguintes nomes: meia-pataca, crocoió,
alma-de-caboclo, atingaú, tincoã e rabo-de-palha.
                        Ararajuba
Nome vulgar: ARARAJUBA
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Nome científico: Aratinga guarouba
Nome inglês: Golden Conure
Nome em Alemão: Goldsittich
Nome em Espanhol: Periquito dourado
Distribuição: Norte do Brasil - Pará e Maranhão
Habitat: Floresta Tropical Úmida
Hábitos: Animais silenciosos, se seguram pelo bico,
pendurando-se nos galhos
Longevidade: 30 anos
Maturidade: 2 anos
Época reprodutiva: Agosto a Dezembro
Gestação: Incubação: 30 dias
Nº de filhotes: Dois a três filhotes
Alimentação na natureza: Semente e frutas
Alimentação em cativeiro: Sementes, banana, coco, laranja e mamão
                           Causas da extinção: Destruição do meio ambiente

                         A Guaruba ou Ararajuba é uma das aves mais belas da família
                         psittacidae.
                         Mede 34 cm aproximadamente. Tem o porte de um papagaio, porém
                         possui a cauda longa com penas de tamanho desigual e bico curvo,
                         característico da família. Tem como cores da plumagem o amarelo ouro
                         e o verde bandeira, sendo o verde encontrado unicamente na
                         extremidade externa da asa. Suas pernas são rosadas.

                         Vivem em florestas chuvosas da região tropical, no norte do Brasil,
                         especialmente nos estados do Pará e Maranhão. Os pares de
                         Ararajubas buscam ocos de árvores ou palmeiras para fazerem ninho. O
                         período de incubação dos ovos é em torno de um mês. Na natureza,
                         Ararajubas em pequenos grupos alimentam-se nos topos das árvores e
                         palmeiras, onde buscam preferencialmente sementes e frutos oleosos.
                         No Zoológico recebem: banana, mamão, coco da Bahia, cana-de-
                         açúcar, amendoim, girassol e frutas da época.

         Ibama dissolve comitê de recuperação da ararinha-azul
                                                               IBAMA -Terça-feira, 16/07/2002

                               (O governo brasileiro quer a soberania sobre o destino de
                               todas as ararinhas-azuis em cativeiro existentes no mundo)

                               O Ibama decidiu dissolver o Comitê para Recuperação da
                               Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii), criado em 1990 com o
                               objetivo de estabelecer estratégias de recuperação da
                               espécie, uma das mais ameaçadas de extinção do mundo e
                               endêmica da caatinga baiana. A dissolução do grupo deve-
se, entre outros fatores, à falta de colaboração e às atitudes tomadas, à revelia do comitê,
por parte de alguns membros.

O que desencadeou a crise interna do comitê foi o fato de o governo brasileiro não ter a
soberania sobre o destino das aves que encontram-se no exterior, sendo isso uma grave
ameaça ao programa de recuperação da espécie. Das cerca de 60 aves existentes em
cativeiro no mundo, o Brasil detém a propriedade de apenas oito delas. As demais estão em
poder de mantenedores que integravam o grupo e de colecionadores particulares.

Nos últimos meses, o Ibama tentou reestruturar o comitê mas não obteve sequer o
posicionamento da maioria dos membros em relação à nova proposta, fundamentada no
princípio de que o governo brasileiro deve ter a soberania sobre o destino de todas aves. No
entendimento dos especialistas, as ararinhas-azuis cativas devem ser manejadas como uma
única população devido a fatores genéticos e demográficos. O último exemplar selvagem
conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu
em outubro de 2000.

“A dissolução do comitê não representa o fim dos esforços do Brasil para salvar a
espécie.”, afirma Iolita Bampi, coordenadora-geral de Fauna do Ibama. A partir de agora,
cabe apenas ao instituto a continuidade do programa de recuperação da ararinha-azul. “Sem
a cooperação dos mantenedores será impossível a recuperação da ararinha-azul e teremos
que assumir a trágica extinção de mais uma espécie brasileira”, disse Iolita Bampi.

Além da extinção do comitê, o Ibama e o Itamaraty pediram às autoridades Cites
(Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens
em Perigo de Extinção, na sigla em inglês) a intervenção junto aos mantenedores
estrangeiros para que eles se posicionem em relação à proposta brasileira. O Ibama também
espera o apoio das ONGs ambientalistas nacionais e estrangeiras para pressionar os
mantenedores a devolverem a propriedade das aves ao Brasil.

Fonte: IBAMA - www.ibama.gov.br

                                       AVESTRUZ
NOME COMUM: Avestruz
NOME CIENTÍFICO: Struthio camelus
NOME EM INGLÊS: Ostrich
FILO: Chordata
CLASSE: aves
ORDEM: Struthioniformes
FAMÍLIA: Struthionidae
ALTURA: 2 m (média)
PESO: até 135 kg
CURIOSIDADE: Dois dedos em cada pé. Asas
atrofiadas. Penugemm escassa na cabeça, pescoço
e pernas.
NINHADA: uma por ano (10 a 12 ovos)
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 40 a 42 dias
Plínio, o Velho, um naturalista de Roma Antiga, disse que o avestruz é o mais estúpido dos
animais. Observando essa ave com atenção, no entanto, nada encontraremos que justifique essa
afirmação. Fala-se que o avestruz engole objetos estranhos, como latas de conservas,
despertadores, pedaços de metal e assim por diante. Isso não é certo. Mas é verdade que esse
animal engole grandes quantidades de areia e cascalho, cuja função é puramente digestiva.

A alimentação básica do avestruz consiste em gramas, sementes e também insetos e pequenos
animais. Essa ave estranha compensa a incapacidade de voar com sua grande habilidade de
correr. Um avestruz perseguido pode chegar a uma velocidade de 45 km/h, com passos de mais
de 3,5 m!

O avestruz em geral vive em pequenos grupos de um macho e algumas fêmeas. A fêmea do grupo
põem seus ovos no mesmo ninho. Os filhotes são coberto de uma penugem bem rija. O avestruz
vive bem em cativeiro. Como suas penas são muito apreciadas, há numerosas criações de
avestruz.




                               Criação de Azulão
                                                         Iremos falar agora sobre a criação de
                                                       "AZULÃO", compreendendo as três formas
                                                             diversas ocorrentes no Brasil.

                                                             Como sempre, vamos adotar a
                                                        classificação de Sybley, que cita quatro
                                                       subespécies: Cyanocompsa cyanoides, C.
                                                       brissonii, C. parellina e C. glaucocaerulea.
                                                       Eles existem em quase todos os países da
                                                                         América.

     Consideramos como o C.brissonii, o existente de Goiás em direção ao Sul do Brasil até a
  Argentina, 16 a 17 cm - mais longilíneo, o macho adulto possue penas azul escuro e fêmea de
 penas marrom cor de terra; o C.cyanoides o do Nordeste brasileiro até a América Central, 16,5 a
         17,5 cm- mais corpulento, o macho adulto possue penas azul claro e a cabeça bem
esbranquiçada; a fêmea de penas marrom claro; o C. glaucocaerulea, é o AZULINHO, menorzinho
  de 13 a 14 cm, e população bem mais restrita, ocorre no Sul do Brasil de Santa Catarina até a
Argentina. O C. parrellina existe na América Central e não no Brasil. Estão, como não podia deixar
de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do
                                          meio-ambiente.

  No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou
seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-
 se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos
meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e
as florestas ralas, sempre por perto de muita água. A verdade é que eles não são exigentes com o
                       habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais.

Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal
  demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho
 canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. O AZULÃO, além de ser um
pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem
 despertado interesse para a criação doméstica. Daí, como se faz com os outros passeriformes é
preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz
que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente
 com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam
 nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o
                                   incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições
para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o AZULÃO.
  Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é
  muito fácil fazê-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto
esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso;
    dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de
     determinada pessoa e não demonstra nenhum medo. Dificilmente suas unhas crescem.

 Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda
verdes; pequenas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito
as comidas macias. Seu canto é muito mavioso e pode
               ser dividido em dois tipos:

a) o canto normal - compõe-se de uma frase de cerca de
10 notas repetindo um som tipo "tifliu"- em variados tons,
este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos,
 cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso
                       que o outro;
b) a surdina, mata-virgem ou alvorada que querem dizer
a mesma coisa - neste caso ele chega a cantar certa de
   2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou
menos 6 notas - ti-é-té-é-tuéé, como exemplo. A surdina
  é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode
 ouvir de um pássaro cantando. O AZULÃO, consegue ir
alternando o tom e o volume das notas à medida que vai
  cantando, dando a impressão a quem escuta que está
  longe e depois mais próximo. Ele não aprende o canto
de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente
          é que assimila muito bem o seu canto.

 Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de "Carbô", que apresenta os dois tipos de
 cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do Estado do Paraná.
  No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG.
             Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos.

  A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca
   10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou
 Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d'água. Não recomendamos a utilização de verduras
         de espécie alguma, provoca diarréia e o AZULÃO é muito susceptível a este mal.

 Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar
grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma:
5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4
 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da
     mistura; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac
(probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa
cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante
       20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada.
 Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita
 com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo,
   tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote. Em suma, o AZULÃO
                consome quase de tudo, é muito fácil alimentá-lo adequadamente.

 Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase
 sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são
   muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para
combater. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado
e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade
                                  relativa na faixa de 40 a 60%.

 A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o
 período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos,
 todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali
   os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas - que têm a
relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento
  x 40cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para
 dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou
 bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no
   mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no
    centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para
                                          estimular a fêmea.

Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo,
carregar capim no bico e levá-lo para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-lo para
 galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6
  fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma
divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes
 ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é
                                  quase sempre 2, às vezes 3.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade
podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de
 uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no
 tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão
 colocadas do 7 o ao 10o dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm - bitola 4, a ser adquirida no Clube
  onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada.
Quase todas as AZULONAS são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos
   criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos. Fundamental, porém, é que se
tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os
 maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene
   dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas
           para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

   Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso
 pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo
aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa
combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação
                                           executado.

 Agradecemos pelas informações recebidas dos criadores Claro e Antonio de Moraes Neto, bem
                         como do Diretor da FOG, Fábio Souza Jr
                                         Bacurau
                                    Adivinhe onde estou?




                                                  "Você consegue descobrir onde estou? Me
                                                  procure! estou nesta árvore." Clique na foto e
                                                  veja como me escondo!

                                                  Os bacurais vivem no mundo inteiro,
                                                  principalmente na América do Sul (incluindo o
                                                  Brasil), América Central (até o México), e
                                                  gostam de lugares quentes. Caçam durante a
                                                  noite voando com a boca aberta e comem
                                                  insetos até o amanhecer.

                                                 Os bacurais medem em torno de 35 cm e
                                                 dormem e fazem seus ninhos em árvore,
                                                 normalmente em tronco ôco e em árvores
                                                 velhas. Quando está descançando fica tão
imóvel que muitas vezes é confundido com os galhos da árvore onde está.




FAMÍLIA: Caprimulgidae

ORDEM: Caprimulgiformes

NOME CIENTÍFICO: Caprimulgus cayennensis




                                         Beija-Flor
                                                                       Dr. Zalmir Silvino Cubas

                                        Os beija-flores ou colibris são os menores pássaros do
                                        mundo. Ágeis e irrequietos em suas lindas e variadas
                                        cores, encantam a todos aqueles que observam as
                                        admiráveis coreografias que eles desenham no ar.
                                        Voando sem parar, em todas as direções, estão sempre
                                        à procura do néctar de que se alimentam e para obtê-lo
                                        introduzem seu bico longo e fino em cada flor que
                                        encontram.

                                        A velocidade e a agilidade no vôo são, sem dúvida, suas
                                        características mais marcantes. Como pequeninos
                                        mísseis alados, cortam o ar em manobras inesperadas e
                                        parecem nada temer. Suas asas invisíveis, de tão
rápidas, permitem grandes façanhas, até mesmo enfrentar pássaros cem vezes maiores. Por isso,
são considerados campeões de vôo. Sua plumagem colorida e brilhante dá a impressão de mudar
de tonalidade a cada instante, originando a grande variedade de denominações que recebem.
Alguns colibris são comparados a pedras preciosas, como rubi, safira ou esmeralda; outros têm
nomes de contos de fada; há ainda aqueles que lembram corpos celestes, cometas ou raio de sol.

Para atrair os beija-flores e garantir seu alimento, costuma-se colocar nos jardins bebedouros
apropriados, porque facilmente esses minúsculos pássaros se aproximam dos locais floridos, sem
temer a presença de estranhos: voam sobre a cabeça das pessoas e às vezes pairam no ar como
se as estivessem observando. Parecem mesmo gostar de exibir sua agilidade e beleza.

Em geral, esses pássaros são diminutos. O menor deles é o beija-flor-abelha, encontrado em
Cuba. Mede cerca de 5 centímetros de comprimento, sendo que a metade deste tamanho
corresponde ao bico e à cauda, e pesam em média 6 gramas. Existem também beija-flores
maiores, embora sejam exceção. O beija-flor-gigante, por exemplo, que vive na América do Sul e
chega a medir 20 centímetros de comprimento.

Pertencentes a uma das maiores famílias de pássaros, as
inúmeras espécies de beija-flores apresentam uma grande
variedade de cores, tamanhos, tipos de plumagem e formatos de
bico. Existem beija-flores nas três Américas, tanto nas
montanhas frias do Alasca como na florestas tropicais do
hemisfério sul.

Agitados, independentes e espertos, esses graciosos bichinhos
se aclimatam a qualquer temperatura ou tipo de vegetação. E em
todo o mundo, seja qual for sua espécie, o beija-flor é admirado como o pássaro mais delicado e
encantador.

O MINÚSCULO CORPO do beija-flor apresenta aspectos bastantes originais. O desenho peculiar
de suas asas, aliado aos poderosos músculos que as movimentam, fazem dele um dos mais
exímios voadores. Em pleno ar, o beija-flor executa verdadeiros malabarismos, impossíveis a
qualquer outro pássaro.

As penas do beija-flor brilham como diamantes e, com seus movimentos rápidos, parecem mudar
de cor a cada momento. Seu bico mais se assemelha a uma espada fina e comprida, e sua língua
é ainda duas vezes mais longa. Cada uma dessas características faz do beija-flor um pássaro
muito original.

As asas do beija-flor se movimentam em todas as direções. Isso porque seus ossos são diferentes
dos que compõem as asas das outras aves. Estas têm ossos longos, enquanto que as asas do
beija-flor têm ossos curtos e flexíveis.

O esqueleto do beija-flor parece um delicado brinquedo feito de palitos de fósforo, mas tem uma
estrutura surpreendentemente forte. O osso maior é o do peito, que sustenta os poderosos
músculos que impulsionam o vôo. Mais de um terço do peso de um beija-flor corresponde aos
músculos peitorais, o maior conjunto de músculos que o pássaro possui e que é responsável pela
força de seu esplêndido vôo.

Para retirar o néctar do interior das flores, o beija-flor usa seu longo bico e sua língua, cuja
extremidade é dividida em duas partes recobertas de minúsculos pêlos.
A GRANDE VARIEDADE de beija-flores constitui uma riqueza do mundo
animal. Com cerca de trezentas espécies, estes minúsculos animais
formam uma das maiores famílias de pássaros do mundo.

O beija-flor tem sua origem na América do Sul, de onde se espalhou para
o resto do continente. Pode ser encontrado tanto nas florestas tropicais
como nos desertos, montanhas e planícies, adaptando-se a todo tipo de clima. Algumas espécies
vivem nas regiões frias do norte do Alasca, enquanto outras se dão bem nas condições ambientais
do extremo sul da América. Em qualquer recanto onde houver flores se abrindo, aparecem essas
pequeninas criaturas para visitá-las e retirar seu mel.

E como que para competir com a imensa variedade de colorido das flores, os colibris apresentam
plumagens com um largo espectro de matizes, além de todo tipo de caudas e topetes.

                                SÃO GRANDES COMILÕES os beija-flores. Embora sejam muito
                                pequenos, eles gastam uma grande quantidade de energia
                                porque estão sempre em movimento: suas asas, por exemplo,
                                são as mais rápidas, com cerca de setenta batidas por segundo.
                                Para repor essas forças, eles estão sempre sugando as flores.

                                O alimento em tal quantidade deve ser digerido rapidamente, por
                                isso sua dieta consiste sobretudo de açúcar, que logo é
                                transformado em energia. Esse combustível é encontrado nas
várias espécies de flores.

As proteínas necessárias para fortalecer seus músculos são fornecidas pelos insetos que os beija-
flores apanham. Assim, o total de alimentos que eles consomem é muito grande em relação a seu
peso e tamanho. Basta lembrar que, se um homem de 75 quilos gastasse energia na mesma
proporção, por exemplo, do beija-flor-de-pescoço-vermelho (Archilocus colubris), teria de ingerir
diariamente cerca de 150 quilos de batata.

Para saciar seu grande apetite, algumas espécies de beija-flores visitam por dia cerca de 1500
flores. Embora a principal fonte de alimento desses pássaros sejam as flores, eles não dispensam
o açúcar encontrado nas frutas suculentas. Enquanto o beija-flor está ocupado em obter o néctar,
ele carrega o pólen de uma flor para outra, ajudando no processo de fecundação das flores. Assim
eles mantém uma simbiose com as plantas.

NO VÔO nenhum outro pássaro se compara aos beija-flores.
Eles se lançam como uma flecha para a frente e para trás, para
os lados, para cima e para baixo; podem dar marcha a ré ou ficar
parados no ar batendo as asas com incrível rapidez. Nesse
movimento elas ficam quase invisíveis, mas chegando bem perto
é possível ouvir seu zumbido. Em poucos segundos eles já estão
longe, sem que os olhos possam perceber.

Na época do acasalamento, os colibris costumam fazer o vôo
nupcial, cujo trajeto varia de acordo com a espécie.

Para levantar vôo, o beija-flor não precisa dar impulso com os pés, como os outros pássaros.
Apenas bate as asas, alcançando a velocidade máxima quase imediatamente.

A VIDA DO BEIJA-FLOR é muito agitada. Apesar do seu tamanho, ele costuma gastar num só dia
mais energia do que qualquer outro animal de sangue quente. Grande parte do dia ele passa
procurando flores para sugar seu néctar.
Mas o beija-flor também gasta seu tempo em outras atividades, como tomar banho, por exemplo.
Chapinhando em alguma fonte ou corrente d'água, sempre encontra maneiras variadas e criativas
de tomar seu banho diário.

Muitos independentes, os beija-flores costumam comer, banhar-se ou descansar sempre sozinhos.
Juntos, passam a maior parte do tempo brigando ou perseguindo um ao outro, a não ser na época
de acasalamento. Seu namoro é breve e com bonitos torneios de vôo.

AS FÊMEAS têm muito trabalho porque não contam com a ajuda dos machos. São elas que
constróem os ninhos, chocam os ovos e protegem os filhotes.

Apesar de minúsculos, os ninhos são muito bonitos. E, por incrível que pareça, esse pequeno e
frágil abrigo resiste ao vento, às chuvas e ao crescimento dos filhotes. Na verdade, os beija-flores
são hábeis construtores --além de interessantes, seus ninhos são muito confortáveis. E para sorte
das fêmeas, os filhotes crescem muito rápido. Nascem menores que uma mamangaba, mas,
deixam o ninho poucas semanas depois.

Depois de construir o ninho com grama, folhas, flores, pétalas e musgo, o beija-flor fixa isso tudo
com o fio viscoso da teia de aranha, deixando o abrigo bastante firme. Geralmente, os beija-flores
botam apenas dois ovos. Seus ninhos não comportam mais, e a fêmea não consegue alimentar
mais que dois filhotes. Ao nascer, o beija-flor não tem penas nem enxerga. A mãe alimenta os
filhotes colocando em sua garganta o bico cheio de néctar. Na maioria das vezes, os filhotes
abrem os olhos com 3 ou 4 dias. Então, já observam ansiosos a mãe, que chega para alimentá-los.
No início, a fêmea protege seus filhotes com as asas, mantendo-os bem aquecidos. Mas como são
incrivelmente resistentes, depois da primeira semana já estão prontos para se aquecer sozinhos no
ninho aconchegante. Com duas semanas de idade, a maioria dos beija-flores já tem os olhos
brilhantes e atentos, e o corpo coberto de penas. Às vezes, se levantam no ninho e batem as asas
- exercícios importantes para desenvolver os músculos. Com 3 ou 4 semanas, o pequeno beija-flor
já está pronto para deixar o ninho e começa a dominar o vôo com rapidez e facilidade. Mas ainda
tem dificuldade para se alimentar sozinho: nesta fase de treinamento, coloca o bico em objetos
coloridos julgando serem flores.

O FUTURO dos beija-flores está diretamente ligado à preservação da flora terrestre, sobretudo das
árvores e arbustos que têm florescência abundante. Facilmente adaptáveis a qualquer ambiente,
os beija-flores, na verdade, não exigem muito para sobreviver: constróem seus ninhos em todo tipo
de árvore e podem encontrar alimento nas flores em geral, encontradas em diversos lugares, como
jardins, hortas e parques. Além disso, não temem as pessoas e vivem nas cidades sem dificuldade.

Mesmo assim, o crescimento acelerado da população e a destruição de muitas espécies de
plantas nativas podem constituir um grave problema para esses pássaros: muitas vezes começam
a faltar-lhes locais apropriados para construir seus ninhos ou onde possam encontrar alimento
adequado.

É praticamente impossível acreditar que alguém seja capaz de perseguir ou matar beija-flores.
Muitos, no entanto, fazem isso sem perceber, ao derrubar matas ou eliminar famílias inteiras de
plantas e flores. Tendo mais consciência da necessidade de maior equilíbrio entre a vida das
plantas, dos animais e dos homens, pode-se evitar muitos danos à natureza, da qual dependemos
e fazemos parte. Ao se preservar as centenas de espécies de beija-flores conhecidas, estaremos,
no mínimo, assegurando uma vida mais colorida e alegre, e nosso mundo será melhor e mais
bonito.
                                                        Bem-te-vi
                                                   Pitangus sulphuratus
                               NOME - Bem-te-vi
                               NOME CIENTÍFICO - Pitangus sulphuratus
                               SINÔNIMOS - Lanius sulphuratus - Linnaeus, 1766
                               ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Tyranni
FAMÍLIA: Tyrannidae
SUBFAMÍLIA: tyranninae
GÊNERO, E SUBGENERO: Pitangus
ESPÉCIE: sulphuratus

NOME EM INGLÊS: Great Kiskadee
OUTROS NOMES: Pituã, Triste-vida, Bem-te-vi-de-coria, Pitanguá, Siririca (fêmea)
TAMANHO: 25 cm
ALIMENTAÇÃO: Insentívoro
LOCALIZAÇÃO: América do Sul, América do Norte e América Central.

Aves da família do tiranídeos gênero Pitangus. É o mais conhecido em todo Brasil. Tem 25 cm, de
coloração parda no dorso e amarelada no ventre, com sobrancelha branca muito visível na grande
cabeça; uma listra no alto da coroa varia de amarelo-claro a laranja-vivo.

O Bem-te-vi é insetívoro, come todo o tipo de comida, devora centenas de insetos diariamente mas
também fruta e flores de um jardim, ovos de outros passarinhos, minhocas, outros bichos (até
cobras). Seu nome popular é onomatopaico, pois ele emite um chamado curioso, no qual parece
pronunciado com clareza: "Bem-te-vi. No calor do dia chamará sua atenção constantemente
cantando o seu nome e se sentará em um fio de telefone ou em um telhado. A maioria dos outros
pássaros manterá silencioso, ao redor, enquanto o bem-te-vi canta.

O ninho do Bem-te-vi fica em lugar visível e é feito de todos os tipos de plantas, freqüentemente
com capim. Este pássaro defende seu ninho vigorosamente e, ele será agressivo com outros
pássaros mesmo que não tenha nenhum ninho. É comum ver um Bem-te-vi perseguindo um
pássaro que ele, sobretudo corujas e rapineiros, que afugenta para longe. Entretanto, um colibri
poderia perseguir um Bem-te-vi e colocá-lo para fora.

O seu genérico provém de pitanguá, nome que lhe davam os indígenas brasileiros do grupo Tupi.
Costuma capturar peixinhos na beira dos \rios ou lagos de pouca profundidade e banhar-se nos
tanques ou chafarizes das praças públicas. É das aves mais populares do Brasil.

O Bem-te-vi é uma ave conhecida em quase todos os países. Veja os selos criados com o
tema Bem-te-vi:




     Uruguai (1962)
                            Venezuela (1962)
                                                   Argentina (1963)
                     Honduras Britânica
                     (1964)                      Suriname (1966)
                                                                   Guiana (1968)




                                                   Brasil (1998)
                        Nicaragua (1971)


      Bibliografia:

       Souza, Deodato - 1990

       Aves do Brasil - Editora Itatiaia - Belo Horizonte - MG

       Aves - 1963

       Ministério da Educação e Cultura - Artes Gráficas Gomes de Souza

       Mil Bichos

       Editora Abril - 1975 - São Paulo




                                          Bico-de-cera


NOME COMUM: Bico-de-cera
NOME EM INGLÊS: Strawberry Finch e Red Avadavat
NOME EM ESPANHOL: Bengalí Rojo
NOME EM PORTUGAL: Bengalim Mosqueado
NOME EM ITALIANO: bengalini moscati
NOME EM FRANCÊS: Bengali rouge
NOME CIENTÍFICO: Amandava amandava
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Estrildídae
COMPRIMENTO: 10 cm
REPRODUÇÃO:
                       DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: São encontrados na Índia até o sul da
                       Ásia e Malásia
                       REPRODUÇÃO: Põe de 3 a 5 ovos brancos num ninho reservado,
                       geralmente uma pequena caixa.
                       PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 11 a 17 dias
                       SAÍDA DO NINHO: 18 a 20 dias, primeira muda com cerca de 2 meses de
                       idade.
                       HÁBITOS SOCIAIS: são sociais e vivem em bandos. Eles são amigáveis
                       com outros da sua espécie e trabalham bem em grupos. Eles são bem
                       ativos e muito energéticos.
                       CÔR: Macho vermelho escuro com pontos brancos, fêmea verde. Ambos
                       têm uma mancha preta na parte superior do bico.

                         Os bico-de-cera são encontrados em muitas partes do mundo, mas não nas
                         Américas. O mais conhecido deles é o bico-de-cera-indiano. Durante o ritual
                         de acasalamento esses pássaros fazem um curioso jogo com um feixe de
palha. O macho ou a fêmea segura no bico um pouco de palha ou de grama, estufa as penas e faz
uma série de mesuras graciosas diante do parceiro. Seja macho , seja fêmea, o pássaro que toma
a iniciativa do jogo canta enquanto o realiza.

Os boc-de-cera vivem em regiões úmidas onde há caniços e grama alta. Alimentam-se de
sementes e insetos. Durante a estação de acasalamento, a plumagem do macho aprenseta-se
com uma cor de bronze ou marro-acobreada. Ao fim da estação de acasalamento, ele perde a
coloração viva. Sóo macho defende um território que abrange vários metros além do ninho; os
invasores são expulsos violentamente. Os bico-de-cera têm o costume de alisar com o bico as
penas uns dos outros. Os etólogos acreditam que essa arrumação mútua reduz a agressão entre
os membros do mesmo grupo, fortalecendo dessa forma os laços sociais.

                                           BICUDO
                                          Seu canto melodioso, semelhante a uma flauta, faz do
                                          Bicudo (Oryzoborus maximiliani) um dos pássaros
                                          canoros mais famosos do Brasil. Costumam viver em
                                          áreas isoladas próximas às regiões alagadiças, pelos
                                          estados de Minas Gerais, Bahia e também na região
                                          Centro-Oeste. São pássaros territorialistas e, nos
                                          períodos de acasalamento, não permitem que outros
                                          pássaros (Curió, Azulão) adentrem pelos seus limites
                                          demarcados.

                                          Pertence ao mesmo gênero do Curió e diferencia-se
                                          deste por apresentar o corpo todo preto (macho) e ser
                                          um pouco maior (15 cm em média). A coloração do bico
                                          e o canto variam de uma região para outra. Para
                                          campeonatos os bicudos são divididos de acordo com
                                          seu estilo de canto (fibra, canto, canto livre, peito de aço
                                          e pardo). Entre os cantos mais apreciados encontramos
                                          o Goiano, o Alta Mogiana e o Grego.

Possui os sentidos da visão e audição muito apurados e um bico cônico utilizado com destreza na
alimentação. Podem viver cerca de 30 anos e valer verdadeiras fortunas.

Devido à caça predatória os Bicudos encontram-se ameaçados de extinção e só podem ser
comercializados junto aos criadores que estejam legalmente registrados no IBAMA. O não
cumprimento desta legislação é caracterizado por crime ambiental inafiançável.
Reprodução:
A fêmea do Bicudo, assim como os exemplares jovens, apresenta uma coloração marrom que os
diferencia do macho adulto, que é preto com apenas uma manchinha branca em cada asa.

Recomenda-se ter cuidado ao juntar o casal para a reprodução, não devendo dispor para o
acasalamento Bicudos com menos de 1 ano de idade. A utilização de ninhos tipo cestos,
semelhantes aos de Canários, ou feitos com casca de coco seca é indicada. Disponibilize fibras
vegetais e capim para a forração do ninho. A fêmea coloca dois ovos em média e os choca por
cerca de 18 dias. Após o 20º dia do nascimento os filhotes já estão prontos para deixar o ninho,
porém ainda serão alimentados pelos pais até a fêmea começar a nidificar, ou seja, próximo do 45º
dia, época em que realizam a primeira muda.

Manutenção:
O Bicudo pode ser mantido em um viveiro que contenha uma árvore bem copada ou em gaiolas de
60 cm de comprimento, 35 cm de altura e 25 cm de largura, com uma divisória para separar a
fêmea dos filhotes no momento certo. Limpar diariamente os recipientes de água e comida, bem
como a gaiola. Acrescentar um recipiente onde ele possa, eventualmente, banhar-se. O banho
ajuda também durante o período do choco, garantindo a umidade para os ovos. Evitar locais muito
movimentados e com correntes de vento, principalmente na época da muda.

                 Bule-bule
NOME COMUM: Bule-bule
NOME CIENTÍFICO: Pycnonotus cafer
NOME EM INGLÊS: Red vented Bulbul
FILO: Chordata
CLASSE: Ave
ORDEM:Passeriformes
FAMÍLIA: Pycnonotidae
CARACETRÍSTICAS: Crista de penas atrás do
pescoço
OVOS: 3 a 5 por vez
PERÍODO DE INCUBAçÃO: 10 a 15 dias

Este pássaro castanho ou verde é louco por
frutos maduros. Às vezes, ele até adoece por ter
                    comido um fruto já
                    fermentado. Algumas
                    espécies (há 119) cantam
                    tão bem que já foram até
                    confundidas com o ouxinol.
                    Eles apresentam dois tufos
                    de cabelo de cada lado do
                    bico, uma espécie de bigode que serve para capturar e prender os insetos que
                    comem. Os bule-bules são encontrados em toda a África do Sul, havendo
                    também espécies asiáticas. O vermelho de bigodes, o de cara branca e o
                    preto são três das muitas espécies conhecidas.

                    A exibição de namoro feita pelo bule-bule é incomum. Ao aproximar-se da
                    fêmea, o macho arrepia as penas e mostra as manchas
                    coloridas que ornam seu corpo junto à base da cauda.

                    A fêmea põe e choca de três a cinco ovos (em geral,
                    quatro) e o macho alimenta-a enquanto ela permanece
no ninho. Ela també, se mantém vigilante contra possíveis inimigos - mangustos, corovos, corujas
e outros predadores. Os bule-bules sabem que a força está na quantidade. Quando o alrma é
dado, o bando se reúne e ataca o inimigo.


                                   CABOCLINHO
Caboclinho do papo preto - Sporophila ruficollis;
Caboclinho do papo branco - Sporophila palutris.
Caboclinho do peito preto - Sporophila melanogaster;
Caboclinho ferrugem - Sporophila cinnamomea;
Caboclinho - Sporophila minuta

Distribuição: Os Caboclinhos tem uma vasta distribuição
nas regiões Centro, Sudeste e Sul do Brasil. Descolam-se
frequentemente (às vezes a grandes distâncias), fora da época de reprodução, à procura de
alimentos. Na Amazônia ocorre a espécie S. castaneiventris e no Pará e Nordeste a espécie S.
minuta.

                               Habitat: Campos , campos cultivados, brejos, capinzais.

                               Fêmeas e jovens. As fêmeas são pardas e muito semelhantes
                               entre si, dificultando a identificação de cada espécie e
                               possibilitando a mestiçagem entre vários tipos, o que dá origem a
                               formas intermediárias. Os jovens tem a mesma coloração das
                               femeas.

Tipo de ninho: em forma de taça. Aceitam perfeitamente ninhos de corda de 8,5 cm de
diamentro.

Postura: 2 a 3 ovos

Incubação: 13 dias

                 Comportamento e reprodução: Reproduz em cativeiro. O canto de todos os
                 caboclinhos é muito parecido.

                 Tamanho: 10 cm

                 Anel: todas as espécies: 2,2 mm


Outras formas: além das espécies aqui ilustradas, existem mais sete tipos de pássaros
conhecidos com o nome popular de Caboclinho.

Caboclinho fradinho (Sporophila bouvreuil bouvreuil) - Alto da cabeça ( como uma coroa),
asas e rabo pretos; resto da plumagem marrom avermelhado.

Caboclinho paulista: (Sporophila bouvreuil pileata) como o anterior, porém róseo-
esbranquiçado, em vez de marrom- avermelhado

Caboclinho de são Paulo (Sporophila bouvreunil saturata) Espécie pouco conhecida descrita
como sendo dos arredores da cidade de São Paulo.
Caboclinho ferrinho: (Sporophila bouvreunil crypta) coloração semelhante à de uma fêmea,
apenas um pouco mais escura.

Caboclinho do pará: (Sporophila hypoxantha). Semelhante à espécie minuta, porém de coloração
mais clara e com o azul acinzentado da cabeça somente até a altura dos olhos.

Caboclinho do amazônas: (Sporophila castaneiventris). Todo cinza, exceto a garganta, o centro
do peito e o abdome, que são casatnhos, e as asas e cauda, pretas.

Caboclinho do mato grosso. (Sporophila nigrorufa). Espécie rara. Partes superiores pretas; resto
das penas ferrugem canela.

*Fonte: Animais de Estimação - Pássaros Paulo Flecha (Consultoria, organização ,
pesquisa) Rolf Grantsau (ilustrações das espécies) JB Indústrias Gráficas, 1986

                 Cacatua-Rosa
Nome popular: Cacatua-rosa
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Nome científico: Cacatua leadbeateri
Nome inglês: Cockatoo
Nome em Espanhol: La Cacatúa Inca
Comprimento: até 46 cm
Vida Média: até 80 anos
Alimentação: frutos, sementes, raízes; às vezes,
insetos e larvas.
Postura: 3 a 4 ovos de cada vez
Período de incubação: 25 dias
Características: Quatro dedos opostos aos pares.
Crista erétil.

Ao contrário do que se poderia imaginar, o nome de cacatua não vem do ruído que ela faz. Vem de
uma palavra malaia que significa tenaz. A grande cacatua-negra tem um bico tão forte que é capaz
de entortar barras de ferro. Com uma bicada, ela consegue partir a casca da mais dura noz.

Inteligentes e imprevisíveis, as cacatuas adoram tagarelar. Empoleiradas no alto das árvores,
passam o dia inteiro chamando umas pelas outras. Sua memória é excelente. Elas sabem imitar as
vozes de outros animais e a fala humana.

Existem 17 espécies desta belíssima ave. Elas vivem em
bandos, tanto nas arvores como no chão, nas florestas da
Austrália, Indonésia e Nova Guiné. Diferem principalmente no
tamanho e na cor das penas e crista. Algumas são muito
coloridas, outras quase inteiramente pretas ou brancas.
Alimentam-se durante o dia e, para auxiliar a digestão,
engolem pedrinhas que conservam na moela. Macho e fêmea
formam casais permanentes e criam seus filhotes juntos. São
geralmente fáceis de domesticar. A cacatua grande de crista
amarela é conhecida pela facilidade com que aprende a
"falar"e a fazer toda a sorte de truques.
                       CAGU
NOME COMUM: Cagu
NOME EM INGLÊS: Kagu
NOME CIENTÍFICO: Rhynochetos jubatus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rhynochetidae
Comprimento: 60 cm
Período de Incubação: 36 dias
Tempo de vida: 30 anos

                                Os cagus foram
                                abundantes nas
                                florestas da Nova
                                Caledônia (um grupo
                                de ilhas do Pacífico),
                                até mais ou menos
                                1850. Nessa época,
                                chegaram os europeus
                                e, com eles, os cães, gatos e ratos. A quase incapacidade de
                                voar e mais a carne excelente condenaram o cagu. Atualmente,
                                existem apenas uns poucos casais deles nas florestas
                                montanhosas mais inacessíveis.

                               O cagu tem o tamanho de uma galinha e é típico da Nova
Caledônia. Tem asas, mas só consegue voar uns poucos metros. Sua plumagem é cinza-pérola,
um pouco mais escura no dorso. As patas e o bico são vermelho-vivos.

A ave alimentam-se principalmente de vermes, insetos e
caracóis. É um animal solitário, embora o período
nupcial dure boa parte do ano. Nessa época, o macho
executa danças muito originais, girando em torno de si
mesmo com a ponta da asa dentro do bico. Em seguida,
o casal constrói no chão um ninho de galhinhos. Aí a
fêmea põe um único ovo, que os pais se revezam para
chocar.




                                         Calafate
                                [Lonchura (Padda) oryzivora]
                                                                 Conhecido também por Java Rice
                                                                 Finch ou Rice Sparow , o Calafate
                                                                 [ Lonchura (Padda) oryzivora ] é
                                                                 nativo das Ilhas de Bali e Java, na
                                                                 Indonésia. Foram introduzidos por
                                                                 marinheiros e viajantes em outros
                                                                 locais como Borneo, China,
                                                                 Japão, Ilhas Fidji, Malásia e
                                                                 Filipinas. Ávidos por arroz e
                                                                 aveia, eram considerados pragas
                       agrícolas e exterminados aos milhares.

                      O nome Calafate vem de “calafetar”, atividade realizada pelos marinheiros
que preenchiam as frestas dos barcos com estopa e piche, fechando-as bem. De forma
semelhante faz o Calafate, que constrói seu ninho no formato de bola, bem vedado, com uma
única abertura.

Possuem diversas variações de cores e penas muito sedosas. São ativos e curiosos e na natureza
vivem em bandos. Sua coloração original é a cabeça preta e branca, com o restante do corpo em
dois tons de cinza. Com os cruzamentos selecionados encontramos uma grande variedade de
cores, incluindo pássaros inteiramente brancos. Podem chegar aos 15 cm de comprimento.

Reprodução:
Não é muito fácil a distinção entre machos e fêmeas pelo aspecto externo, porém os machos
geralmente apresentam o bico e o contorno dos olhos mais vermelhos e também cantam, ao
contrário das fêmeas.

Os Calafates formam um par para a vida toda. O macho constrói um ninho com fibras de coco,
sisal, grama e outros materiais fibrosos, no formato de um túnel, onde a fêmea deposita de 4 a 7
ovos. Este ninho é construído dentro dos ninhos tipo caixa e o mesmo local é utilizado pelo casal
nas próximas posturas. O período de incubação é de 15 dias em média. Após 1 mês os filhotes já
saem do ninho, mas só começam a comer sozinhos uma semana após este evento.

Manutenção:
Os Calafates adoram banhar-se e esta atividade deve ser permitida diariamente para refrescá-los e
deixar suas penas em boas condições. O banho relaciona-se também com o comportamento
coletivo destes pássaros, pois quando um começa a banhar-se os outros o seguem.

A gaiola deve ser grande (mínimo de 70 cm de comprimento x 40 cm de largura e 30 cm de altura)
para o casal e, se possível, possuir alguma planta ou camuflagem. Um ninho semelhante ao usado
para Periquitos Australianos (20 x 20 x 20 cm) é recomendado. Mantê-los em local iluminado longe
de correntes de ar e frio é muito importante já que são aves tropicais. Limpe sempre os recipientes
de água e comida, bem como a gaiola.

                                           Canários
Há mais de 5 séculos estes belos, coloridos e canoros pássaros, capazes de formar duetos e
quartetos musicais, tem encantado milhares de pessoas no mundo todo.

São originários das Ilhas Canárias, localizadas na costa oeste da África, que curiosamente
receberam este nome dos romanos não pelos Canários, mas devido aos cães ( canis em latim) de
grande porte que ali habitavam. Acredita-se que os primeiros registros sobre Canários datem do
ano 1402.
Muito utilizados pelos marinheiros como animal de estimação, os Canários conquistaram a Europa
e o mundo rapidamente.

Antes da Revolução Industrial era comum a manutenção de Canários pelos artesões nas oficinas e
lojas, como forma de entretenimento. Essa prática de manter os Canários no local de trabalho foi
adotada também pelos mineiros de carvão, que os utilizavam como alarme, pois caso estes
morressem dentro da mina era sinal de que havia vazamento de gás.
Da época do descobrimento do Canário selvagem ( Serinus canarius ), de cor verde acinzentada,
até os dias de hoje, muito se fez através das criações seletivas.

Atualmente existem 4 agrupamentos de raças de Canários: Canários silvestres, Canários de cor,
Canários de canto e Canários de porte ou postura.

Dentre os Canários silvestres, encontramos no Brasil o Canário-da-terra, assim chamado em
oposição aos Canários-do-reino, trazidos pela corte portuguesa quando aqui se instalaram.

Em relação aos Canários de cor, existem hoje mais de 300 cores catalogadas, sendo agrupadas
em: cores melânicas preto-castanho, melânicas castanho, lipocrômicas, ágatas e Isabel.

Já entre os Canários de canto, destacam-se algumas raças como a Harzer , também conhecida
por Harz ou Belga de origem alemã, a Malinolis , descendente de Canários belgas da região de
Flandres (cidade de Malines) e o Timbrado Espanhol, criado na Espanha desde 1700.

Canários de porte ou postura recebem esta designação devido à forma do corpo e a posição que
adquirem no poleiro. Os Canários de porte dividem-se em Ingleses ( Norwich e Yorkshire ) e
Frisados (do Norte e do Sul).

Reprodução:
O ciclo de reprodução dos Canários, da postura dos ovos até a saída do ninho, dura em torno de
30 dias. Neste período é importante o mínimo de perturbações possíveis, para não interferir nos
processos biológicos envolvidos. A sexagem dos indivíduos se faz por observação da região anal.
A diferença entre machos e fêmeas também pode ser percebida pela diferença do canto. Apesar
de algumas fêmeas cantarem, seu canto não tem a mesma intensidade ou o volume do canto dos
machos. A fêmea coloca 5 ovos em média (um por dia, na parte da manhã). O macho e a fêmea
revezam o choco e o período de incubação é de cerca de 15 dias.

Manutenção:
Existem vários tipos de gaiolas para Canários: gaiolas para Canários cantores, gaiolas para criação
e voadeiras. Para a manutenção de Canários em casa, é interessante a opção de uma gaiola de
no mínimo 60 cm de comprimento, 30 cm de largura e 40 cm de altura, com comedouro,
bebedouro, uma banheira rasa (2,5 a 3 cm em média) e alguns poleiros.
A limpeza é fundamental para a prevenção de doenças. Por isso, é interessante que a gaiola tenha
uma bandeja removível que facilite o processo. Você pode optar por forrá-la com algum papel
absorvente (tipo jornal) que deve ser trocado diariamente. Troque também a água diariamente e
limpe os demais recipientes. Faça a desinfecção do bebedouro, comedouro, banheira e fundo da
gaiola no mínimo duas vezes por semana. É interessante a retirada da banheira para evitar banhos
à tarde. Evitar correntes de vento e locais úmidos e muito movimentados são cuidados que
também auxiliam no bem estar destes canoros pássaros.
                                        CARÃO
NOME COMUM: CARÃO
NOME EM INGLÊS: Limpkin
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
NOME CIENTÍFICO: Aramus guarauna
FAMÍLIA: Aramidae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento 65 cm
Bico forte ligeiramente recurvado
Plumagem marrom malhada de branco Conchas vazias, carão
por perto

O carão se alimenta principalmente dos grandes caracóis
aquáticos que apanha no meio do lodo com seu bico comprido.
Ao contrário da maioria dos comedores de caracol, ele não sabe
quebrar a concha. Por isso, ele a prende numa forquilha de
arbusto e fica esperando. Cedo ou tarde, o caracol pões a
                         cabeça para fora, e o carão, rápido
                         como um raio, pesca - o com o bico. Perto dessa forquilha fica um
                         punhado de conchas vazias que revelam o grande apetite dessa ave.

                        Difundido da Flórida à Argentina, o carão da preferência aos pântanos
                        onde os caracóis são abundantes. Ele os apanha andando com a água
                        até o ventre. Para dormir, empoleira-se numa árvore. Emite uma espécie
                        de gemido e é conhecido também como "a ave que chora".

                        Seu ninho é amontoado de galhos numa moita ou numa árvore, mas
                        sempre perto da água. As fêmeas pões de 4 a 8 ovos pintados de verde.




                                        CARCARÁ
NOME COMUM: Carcará
NOME EM INGLÊS: CARACARA, CRESTED,
AUDUBON'S OUTROS NOMES: bútio mexicano
NOME CIENTÍFICO: Polyborus plancus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Falconidae
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 50 a 60 cm
Manchas mais claras nas pontas das asas. Cara
vermelha


A invenção do automóvel trouxe grande benefício para o
carcará. Este grande pássaro consegue bom suprimento de alimento dos restos de animais
atropelados nas rodovias.

O carcará é um limpa-estradas. Come tudo o que acha, desde as carcaças de cadáveres comidos
pelos corvos, até insetos e lesmas. Seu sistema digestivo é poderoso e o que não consegue digerir
é regurgitado sob a forma de pelotas. Ele tem pernas fortes e passa a maior parte do tempo no
solo. Freqüentemente é visto pousando no meio das estradas e nas cercas. Essa ave ocorre desde
o extremo sul dos Estados Unidos, México até a América do Sul.

Embora seja às vezes chamado de "bútio mexicano", o carcará é na realidade um falcão de pernas
e pescoço compridos. De cor parda, ele apresenta manchas brancas na garganta, peito e cauda, e
possui uma crista negra no alto da cabeça.
Há nove espécies de carcará. Aquela que se encontra mais ao norte foi adotada como a ave
nacional do México.

       CARDEAL-VERMELHO
NOME COMUM: Cardeal-vermelho
NOME EM INGLÊS: Cardenal
NOME CIENTÍFICO: Richmondena cardinalis
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringilidae
COMPRIMENTO: 22 cm FILHOTES: 2 a 5 ovos
por ninhada INCUBAÇÃO: 12 dias

Além de possuir um repertório bem variado de
cantos complexos, o cardeal é um músico
incansável: o macho canta de janeiro a
novembro, enquanto a fêmea, que também é
boa cantora, canta a partir de março, quando
começa a estação de acasalamento.

Espalhado pela zona temperada dos Estados
                                      Unido
                                      s e do
                                      Méxic
                                      o, o
                                      cardeal-vermelho freqüenta os bosques e jardins. Sua
                                      bela plumagem e a alegria do canto animam as pessoas
                                      a preparar-lhe viveiros especiais para o inverno. Por
                                      isso, ele migra cada vez menos para o sul, e seu habitat
                                      natural se estende pouco a pouco para o norte.

                                         Tão notável quanto o colorido é o grande bico do
                                         cardeal, e sobretudo a crista que orna a parte dianteira
                                         de sua cabeça. O ninho consiste em uma taça mais ou
                                         menos fechada feita de ramos, folhas e capim. Como a
                                         fêmea pode ter três ou quatro ninhadas por ano, ela
                                         precisa construir um segundo ninho para chocar,
enquanto o macho alimenta a ninhada precedente. Tratados com uma substancial dieta de insetos,
os filhotes crescem depressa e deixam o ninho depois de 10 dias.
                                         Casuar
NOME COMUM: Casuar
NOME CIENTÍFICO: Casuarius casuarius
NOME EM INGLÊS: Southern Cassowary
FILO: Chordata
CALSSE: Aves
ORDEM: Casuariiformes
FAMÍLIA: Casuariidae
ALTURA: até 1,5m
PESO: até 60 kg

O Casuar tem na testa uma crista óssea protuberante,
de aspecto estranho e aparentemente sem utilidade. A
cabeça e o pescoço são azuis, com barbelas (dobras de
gordura) vermelhas no pescoço. Esconde-se de dia em
arbustos cerrados e, em geral, sai à noite. Atravessa
com rapidez as moitas mais densas, rompendo os
galhos com as asas, que tem penas muito resistentes.
Chega a saltar quase 1 m e nada bem.

O casuar é uma ave de mau gênio. Fica zangado com facilidade e tem acessos de raiva à menor
contrariedade. Ataca o inimigo com seu bico afiado e com as garras, que, nos dedos do lado de
dentro, chegam a 20 cm de comprimento. Conhecem-se algumas histórias, muitas sem
fundamento, de gente morta em conseqüência desses ataques. A fêmea põe de três a seis ovos
grandes, de cor verde-escura. O macho os choca durante sete semanas. Ao nascer, os filhotes
estão cobertos por uma penugem bege, riscada de marrom. O pai e a mãe cuidam deles. A
diferença entre as três espécies de casuar existentes está basicamente na cor da barbela. Vivem
ao norte da Austrália, Nova Guiné e ilhas adjacentes. Vive só ou em grupos pequenos. Alimenta-se
de frutos, insetos e aranhas.




                               Cisne-de-Pescoço-Preto
Nome Comum: Cisne-de-pescoço-preto
Nome Científico: Cygnus melanocoryphus
Inglês: Black-necked Swan
Francês: Cygne à cou noir
Espanhol: Cisne Cuello Negro
Dinamarca: Schwarzhalsschwan
Reino: Animália
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrado
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
Gênero: Eurypyga
Distribuição geográfica: Sul da América do Sul
Habitat: Lagos, lagunas e pântanos
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: No estado selvagem, a estação de
procriação começa em Julho e estende-se até Novembro. Os ninhos são normalmente construídos
perto da água, em vegetação grossa. Utilizam muitos paus e palhas para cobrirem os ovos. A
fêmea põe entre três a seis ovos que eclodem após 36 dias de incubação. A fêmea choca os ovos
enquanto o macho preocupa-se em proteger o território.
Comportamento: os cisnes-de-pescoço-preto são muito bons pais. Por vezes podemos avistar os
filhotes passeando montados nas costas dos pais.
Tempo de vida: Aproximadamente 25 anos
Tamanho: 1 m de comprimento
Alimentação: Plantas aquáticas, sementes, vegetais, pequenos insectos e moluscos.
Estatuto de conservação: É considerada uma espécie ameaçada.

                                 O cisne-de-pescoço-preto pode figurar na lista das preciosidades
                                 ornitológicas. Distribuído pelo sul do Brasil e Chile, é também
                                 encontrado no Uruguai, Paraguai, Argentina, Terra do Fogo e
                                 Ilhas Falkland. Sendo um pouco menos que seus parentes do
                                 hemisfério norte, o cisne-de-pescoço-preto atinge 1 m de
                                 comprimento; é todo branco, com exceção da cabeca e do
                                 pescoço, que são pretos. Tem uma carúncula vermelha sobre o
                                 bico e uma listra branca que corre dos olhos até a nuca.

                                  O Cisne-de-pescoço-preto é ave gregária e de hábitos
                                  sedentários. Vive perdo das lagoas e, particularmente, próximo
                                  ao mar, alimentando-se de plantas aquáticas. É excessivamente
                                  arisco e, quando pressente o perigo, levanta vôo com grande
alarido. Desajeitado no andar, precisa correr alguma distância para levantar vôo. Produz com as
asas um ruído especial que, mesmo nos vôos em bando, se mantêm cadenciado, pois todos os
elementos do grupo batem as asas ao mesmo tempo.

             COMBATENTE
NOME COMUM: Combatente
NOME CIENTÍFICO: Philomachus pugnax
NOME EM INGLÊS: Ruff
NOME EM ESPANHOL: Combatiente
NOME EM ITALIANO: Combattente
NOME EM FRÂNCES: Combattant varie
NOME EM ALEMÃO: Kampfläufer
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Scolopacidae
TAMANHO DO MACHO: de 27 a 30 cm
TAMNHO DA FÊMEA: de 19 a 25 cm
COR: Muitas combinações de cores. Peito
acinzentado

O combatente é um tipo de maçarico-europeu.
Na época e acasalamento, os machos se
reúnem numa área própria, que dividem em
territórios. Ali eles se exibem, cada um
mostrando sua plumagem exuberante. Eles são
capazes de inflar a plumagem do pescoço, formando um colar majestoso e multicolorido. As
fêmeas não têm a crista e o colar próprio dos machos. Reúnem-se em torno do local onde os
machos se exibem e abaixam-se. Isso indica que estão prontas para o acasalamento. Sempre há
um macho dominador que se acasala com a maior parte das fêmeas.

Os ninhos são escavados no chão. As fêmeas botam 3 a 4 ovos e se sentam sobre eles durante
17 a 19 dias. Depois do choco os machos perdem a plumagem especial. Seu aspecto, então, fica
bem semelhante ao de qualquer outro maçarico.

Os indivíduos dos dois sexos vivem separados fora da época de acasalamento. Como acontece
com a maior parte dos pernaltas, os maçaricos podem ser encontrados freqüentemente em
pântanos e alagadiços. Alimentam-se de insetos, vermes e algas de água doce. No outono,
migram para o sul. Alguns chegam à Austrália. A migração é feita principalmente à noite.




                              Coruja-buraqueira
                                  Speotyto cunicularia


                                               Ordem: Strigiformes
                                               Família: Strigidae
                                               Gênero: Speotyto
                                               Espécie: cunicularia
                                               Nome em Inglês: Burrowing Owl
                                               Ovos: de 7 a 9
                                               Incubação: 28 a 30 dias
                                               Habitat: Desde o Canadá até a Tierra del Fuego
                                               no extremo sul da América do Sul. Vivem nos
                                               campos e cerrados de todo o Brasil.
                                               Hábitos Alimentares: Alimenta-se de pequenos
                                               roedores, répteis, anfíbios, pequenos insetos,
                                               pequenos pássaros como pardais, escorpiões,
                                               etc..
                                               Tamanho: 21.6 a 27.9cm

                                               Peso: 170.1 g

                                               Envergadura: 50.8 a 61.0 cm

Sinônimo Recente: Athene cunicularia

                                  A coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos
                                  cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria
                                  cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de
                                  pradaria e tocas de outros animais. De porte pequeno, a
                                  Coruja-buraqueira possui uma cabeça redonda, tem
                                  sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao
                                  contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior
                                  que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que
                                  os machos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares
                                  sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma
                                  sol nos galhos de árvores. Possui uma visão 100 vezes mais
                                  penetrante que a visão humana e uma ótima audição. Tem
                                  vôo suave e silencioso.
PPara enxergar alguma coisa ao seu lado ela tem que virar a cabeça, pois seus grandes olhos
estão dispostos lado a lado, num mesmo plano. Por alimentar-se de insetos, é muito útil ao
homem, beneficiando-o na agricultura. Come pequenos roedores (ratos), insetos e cobras. A coruja
buraqueira anda sem destino enquanto caça, e depois de pegar sua presa vai para um puleiro,
como uma cerca ou pousa no próprio solo. São aves principalmente crepusculares (ativo ao
entardecer e amanhecer), mas caçará, se preciso, ao longo de 24 horas.

A reprodução da coruja-buraqueira começa
entre março ou abril. Ela faz seu ninho em
buracos no solo, aproveitando antigas tocas de
tatu ou de outros animais. O casal se
revezando, alarga o buraco, cava uma galeria
horizontal usando os pés e o bico e por fim forra
a cavidade do ninho com capim seco. As covas
possuem, em torno de 1,5 a 3 m de
profundidade e 30 a 90 cm de largura. Ao redor
acumula estrume e se alimenta dos insetos
atraídos pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11
ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A
Incubação dura de 28 a 30 dias e é executada
somente pela fêmea. Enquanto a fêmea bota os
ovos, o macho providencia a alimentação e a proteção para os futuros filhotes. Os cuidados da
cria, enquanto ainda estão no ninho são tarefa do macho. Quando os filhotes estão com 14 dias
podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando pelos adultos e pela comida. Os
filhotes saem do ninho com aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão
com 49 a 56 dias.

                                A CRIAÇÃO DE COLEIRO


Continuando na linha de bem informar o leitor e na
seqüência de dicas sobre a criação dos principais
pássaros canoros brasileiros, não poderíamos deixar
de mencionar a criação do Coleiro.

Sem dúvida, é o mais popular dos pássaros
brasileiros, como disse o amigo Epaminondas Jr. em
seu artigo no Jornal do CUBIVALE N. 11. Seu
tamanho diminuto facilita o manejo. É a maior paixão
de crianças que gostam de pássaros. Esse lindo
passarinho cantador é quase sempre o primeiro tipo
de pupilo dos passarinheiros. Foi o meu primeiro,
quando tinha 6 a 7 anos, lá pela minha Manhuaçu.
Havia centenas deles por perto de minha casa. Hoje
bem mais escasso, mas ainda é, certamente, o que
existe em maior número pelo Brasil afora. Conhece-
se, pelo menos, quatro formas diferentes: o coleiro de
gola e do peito branco, o Sporophila caerulescens
caerulescens; o cabeça preta do peito amarelo, o
Sporophila nigricollis nigricollis; o de gola e do peito
amarelo, o Sporophila caerulescens hellmayri.

Há ainda citações sobre o Sporophila ardesiaca e o Sporophila melanops, como Coleiro mineiro e
Coleiro de Goiás, respectivamente. Sobre o cabeça preta do peito branco não há uma clara
definição sobre o nome científico É preciso mais clareza dos técnicos e dos livros existentes sobre
a questão para se ter a certeza sobre o nome correto. É difícil, também, é conhecer as fêmeas de
cada um deles, são idênticas. O mais comum é o de gola, coleira e de peito branco, o de dupla
coleira - e é aquele que mais se cultiva, o espécie típica. Afirmam os mais entendidos que é o mais
valente e cantador. Conhecido também como: Coleirinha, Coleirinho, Papa-Capim, Coleira - Coleiro
Laranjeira e Papa-Arroz - é um pássaro de porte pequeno, 11 cm de comprimento, envergadura 17
cm, com 14 penas grandes em cada asa. De cor preta chamuscada na cabeça e costas; abdome
branco ou amarelo; mosca branca nas asas; garganta preta em cima de uma gola branca para ter
logo abaixo uma coleira de um preto bastante intenso. Os olhos enegrecidos são circundados com
pequenas penas claras, formando um gatinho. Bico é delicado e possui tons amarelados, cor de
laranja. Há um marcante dimorfismo sexual: a fêmea tem a cor diferente do macho. Ela é parda,
castanho claro, a mesma cor dos machos jovens que vão gradativamente se tornando pretos, e já
procriam pardos com a idade de 7/8 meses.

Distribui-se por grande parte do Brasil, especialmente o Centro-Sul e países limítrofes. Na
natureza, costuma procriar entre os meses de novembro e março.

Preferem as beiradas de matas, pomares, pastos, brejos, capoeiras e praças das cidades. É um
pássaro territorialista, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica em torno do
ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie. Canta muito e assim
delimita seu território. Quando não estão na época da reprodução, contudo, podem ser vistos em
pequenos grupos junto com os filhotes. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semente de
capim verde. Para isso, agarram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; são
especialistas nisso. Embora o braquiária, seja um capim exótico, apreciam muito sua semente e
ele tem ajudado muito como alimento. Nos meses de julho e agosto costumam se juntar em
grandes bandos, especialmente nos anos de seca prolongada. Nessas ocasiões, o fogo costuma
destruir os capinzais fazendo com que os nossos queridos pássaros desesperados e famintos
procurem os locais onde possam encontrar comida, muitas vezes até no interior das cidades.

Seu canto é simples, melodioso e a frase musical tem, em geral, poucas notas; entre cinco ou dez.
Não repetem o canto, mas retomam muito rápido em alguns casos um a dois segundos de espaço
entre um canto e outro. Existe uma infinidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui
um próprio. Todavia, há alguns que são mais apreciados e cultivados pelos criadores. São eles: o
tuí-tuí-zero-zero ou tuí-tuí-zel-zel (o mais comum), exemplo desse canto está na fita do Cabrito; já
nos cantos mais sofisticados, considerados clássicos, o Coleiro emite a terceira nota, assim: tuí-tuí-
grom-grom -grom-ze-ze-zel-zel-zell ou tuí-tuí-tcho-tcho-tcho-tchá-tchá-tchaá e outras variações,
para frases bem parecidas. A diferença está apenas no entendimento e na interpretação de
segmentos de criadores nas nomenclaturas onomatopéicas das notas. Exemplo desse tipo de
canto são as gravações dos Coleiros Mirante e Capricho. Em ambientes domésticos a
característica principal do Coleiro é gostar de passear e de ser submetido a muita lida, isto é,
quanto mais manuseado (mexido) mais canta. E seu desempenho nos torneios de canto e fibra
está em relação direta com a dedicação que seu dono lhe dispensa. Depende muito disso. É,
todavia, de fácil entrosamento e fica muito manso com um pouco de carinho. Em suma, o Coleiro é
uma ave muito apreciada por todos os segmentos de passarinheiros e para vários objetivos,
especialmente os torneios de canto.

Agora, pela Portaria 057 do IBAMA, só podem ser transacionados, sair de casa e participar de
torneios aqueles que forem criados em ambientes domésticos e que tiverem anilha fechada, como
prova disso.. Está aí, também, a Portaria 118, que é a de criadouro comercial, a pessoa física ou
jurídica que quiser montar um é só falar com o IBAMA, em sua respectiva Superintendência
Estadual. Dessa forma, compete-nos então, reproduzi-los em larga escala para poder preservá-los
e suprir a grande demanda que está aí. Quem quiser e puder praticar a sua procriação, terá, com
certeza, sucesso garantido. O Coleiro reproduz-se com mais facilidade que o bicudo e o curió e
com uma produtividade excelente. É uma ave longeva, vive por volta de trinta anos, dependendo
de sua saúde e do trato que se lhe dispensa.
A alimentação básica deve ser de grãos, notadamente o alpiste 50%, painço amarelo 30%, senha
10%, niger 10%, acrescentar periodicamente o painço português legítimo. É salutar que de
disponibilize, também, ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à
base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou
Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d'água. Já sua alimentação especial para a fase de
reprodução deverá ser a seguinte. Quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada,
colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 6 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja
torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal
2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito
bem misturado, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de
"aminosol®" para uma colher bem cheia de farinhada. Dá-se larvas, utilizando a chamada "praga
da granja"; (tipo de Tenébrio molitor, em miniatura, muito comum em granjas de avicultura
industrial), é a melhor e tem mais digestibilidade. Essa larva é diminuta e condizente com o
tamanho do bico do Coleiro. Oferecer até o filhote sair do ninho.

É bom, também, colocar sempre à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia
esterilizada e sal mineral (tipo aminopan®). Outra questão importante diz respeito ao lugar
adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro, arejado e sem
correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade
relativa entre 40 e 60%.

O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor. A época para a reprodução no Centro Sul
do Brasil é de novembro a maio, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.
Deve-se utilizar gaiolas de puro arame, com medida de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm
altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. A tala, a
medida entre um arame e outro não pode ser maior do que 13mm. No fundo, ou bandeja da gaiola,
colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho. Logo
depois se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo.

O ninho, tipo taça, tem as seguintes dimensões: 6cm de diâmetro X 4 cm de profundidade, e será
colocado pelo lado de dentro da gaiola. Pode ser feito de bucha ( Luffa cylindrica) por cima de uma
armação de arame. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco,
assim ela cobrirá o ninho com estes materiais. O número de ovos de cada postura é quase sempre
2.




Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano, podendo tirar até
8 filhotes por temporada. As coleiras podem ficar bem
próximas umas das outras separadas por uma divisão de
tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma
alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o
processo do choco, se isto acontecer.

Utilizar um macho de excelente qualidade, de
preferência um campeoníssimo, para 5 fêmeas. Nunca
deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o
processo de reprodução, e mata os filhotes. O melhor, é
colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea.
O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e
sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser
separado da mãe com 35 dias. Com 8 meses, ainda
pardos, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10o dia, com anilha 2,3 mm de
diâmetro - bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes
de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a
higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da
criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao
criadouro.

Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se
fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Os tipos de torneio mais comuns são: 1) Fibra -
os pássaros são dispostos em círculo, a 20 centímetros do outro; aquele que mais cantar no final
da prova é o que ganha; 2) Canto livre - ganha aquele que mais cantar em 5 minutos, ele compete
sozinho, não é analisada a qualidade do canto; 3) Canto Clássico - A ave é examinada sozinha
durante 5 minutos; ganha aquela que tiver o canto mais perfeito dentro do padrão pré-escolhido.
Tem sido realizados torneios de Coleiros por quase todo o Brasil; sem poder citar todos,
destacamos aqueles que tivemos a oportunidade de presenciar ou de ser convidado: Porto Alegre-
RS , Florianópolis-SC SAC, Paranaguá- PR , Jacareí -SP-CUBIVALE , Ribeirão Preto-SP,
Campos-RJ , Cachoeiro do Itapemirim-ES, Belo Horizonte -MG, Brasília-DF, São Paulo-SP
SERCA, Duque de Caxias-RJ. Como vimos, as regiões são as mais diversas, a paixão é nacional,
sem fronteiras.

Por fim, como sempre dissemos, não podemos deixar de mencionar essa importante questão:
como em todos os tipos de pássaros canoros, os produzidos domesticamente têm muito mais
qualidade do que seus irmãos selvagens, isto porque poderemos cruzar os melhores com
melhores. Esse é o grande fator de incremento e de estímulo da criação. Quem poderá duvidar
disso, a seleção através da genética funciona, e funciona bem. É só testar. A confiança da classe é
grande, a responsibilidade também, os aficionados são muitos, a demanda é enorme, as matrizes
estão aí, capturar é proibido; daí criatórios em ação, o respeito da sociedade e hobby preservado.




         DANÇADOR ou TANGARÁ
NOME COMUM: dançador ou tangará
NOME EM INGLÊS: Blue Manakin
NOME CIENTÍFICO: Chiroxiphia caudata
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Pipridae
COMPRIMENTO: 9 a 16 cm conforme a espécie
ALTURA NA CERNELHA: até 1,60 m
OVOS: dois

De todas as aves, o dançador macho é, sem dúvida, a
que passa mais tempo se exibindo para as fêmeas.
Durante quase todo o ano ele pode ser visto saltando de
galho em galho ou, conforme a espécie, dançando no
chão. As fêmeas, atraídas por essas exibições,
escolhem um parceiro. Logo depois do acasalamento,
vão-se embora, enquanto o macho retoma sua dança para seduzir outras fêmeas.

Há dezenas de espécies de tangarás nas florestas tropicais da América, das Antilhas e ao sul do
Brasil. São passarinhos pequenos e rechonchudos, de plumagem pardacenta nas fêmeas e
brilhantemente colorida nos machos.

Comem principalmente frutos, mas também pequenos insetos e até aranhas. A dieta variada
facilita a procura de alimento, dando tempo aos machos para se dedicar às suas exibições. É a
                   fêmea que constrói, numa moita, um pequeno ninho de folhas e musgo,
                   atapetado de teias de aranha. Aí põe dois ovos, que choca durante três
                   semanas. Os filhotes são alimentados principalmente com insetos para
                   crescerem mais depressa.

                                                      Ema
                 NOME COMUM: Ema
                 NOME EM INGLÊS: Rhea
NOME EM ESPANHOL: Ñandú Grande
NOME CIENTÍFICO: Rhea americana
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Rheiformes
FAMÍLIA: Rheidae

CARACTERÍSTICAS:

Comprimento: até 2m
Envergadura: 1,50m
Peso: até 36 kg
Plumagem: cinzento e castanho
Período de incubação: 39 a 42 dias
Número de filhotes: até 15 ovos (por fêmea)
Hábito Alimentar: onívoro, diurno
Alimentação: Folhas, brotos, sementes,
insetos e pequenas serpentes e animais

   A ema é uma ave corredora que vive nas
planícies da América do Sul, do Brasil até o sul
 da Argentina, vive nas regiões campestres e
 cerrados. Embora possua grandes asas, ela
   não voa. Usa as asas para equilibrar-se e
   mudar de direção na corrida. Se faz muito
calor, a ema dorme durante o dia e sai à noite
para alimentar-se de insetos, roedores, répteis,
  capim e sementes. Bebe pouca água. Suas
penas são usadas para decoração. Sua carne,
      embora muito mole,é comestível. É
      considerada a maior ave brasileira.

     Em outubro, no começo da época de
acasalamento, o macho reúne um harém de 5
ou 6 fêmeas, ecolhe um território e faz o ninho.

 Em liberdade, as emas vivem em grupos mais ou menos grande. Na época do acasalamento, os
  noivos abrem as asas e dão os seus passos de dança. Também cantam à moda dêles para as
                          noivas (as notas do canto parecem roncos).

 Quando o ninho está cheio de ovos, cerca de uma dúzia, ele afasta as fêmeas e começa a chocá-
los. os filhotes saem seis semanas depois e são cuidados pelo pai. Em dois anos estão adultos. Os
  ovos são brancos e pesam 600 gramas. Os que não vingam são colocados para fora do ninho e,
   ao quebrarem, atraem muitas moscas, cujas larvas, posteriormente, irão alimentar os filhotes.
   Esta espécie é onívora, ou seja, come de tudo: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores,
moluscos, terrestres e outros pequenos animais. Além disso, a Ema come muitas pedrinhas, que
servem para facilitar a trituração dos alimentos. E, devido a este hábito, ela não resiste à tentação
                               de engolir também outros objetos miúdos.

                A ema está na lista dos animais que estão em perigo de extinção.

                            EMU
NOME COMUM: emu
NOME EM INGLÊS: Emu
NOME CIENTÍFICO: Dromiceius novaehollandiae
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Casuariiformes
FAMÍLIA: Dromiceiidae
CARACTERÍSTICAS:
ALTURA: zté 1,80
PESO: até 55 kg
OVOS: 7 a 13 de cada vez, com 13 cm de comprimento,
pesando 680 gramas cada.
Três dedos com garras em cada pé


Na Austrália, pagava-se uma recompensa pela cabeça de um emu, como se ele fosse um
criminoso procurado. Em 1930, o governo desencadeou uma campanha de extermínio em massa,
e bandos de emus foram atacados com metralhadoras. Por que esta crueldade? Simplesmente
porque o emu, que é essencialmente vegetariano, come as colheitas, derruba cercas, pisoteia as
lavouras, em suma, é uma verdadeira praga para a agricultura. Hoje é considerado a ave nacional
da Austrália.

                                  O emu vive principalmente nas planícies semi-áridas da parte
                                  oriental da Austrália. Depois do avestruz, ele é a maior espécie
                                  viva de ave. Não consegue voar, mas é um corredor de primeira,
                                  capaz de manter uma velocidade de cerca de 50 quilômetros por
                                  hora durante um certo tempo. Os emus vagueiam pelos campos
                                  em grupos de três a seis, formando pares na estação do
                                  acasalamento, que vai de fevereiro a abril. O ninho é um simples
                                  buraco no chão, ao pé de uma árvore, revestindo de capim e
                                  folhas. O macho choca os ovos durante dois meses e continua a
                                  cobri-los por vários dias. O pai ainda toma conta dos filhotes por
                                  algum tempo, embora estes logo se tornem capazes de se
                                  alimentarem e se cuidarem por si mesmos.




                                         Estercorário
NOME COMUM: Estercorário
NOME EM INGLÊS: Great Skua
NOME EM FRANCÊS: Grand Labbe
NOME EM ESPANHOL: Págalo grande
NOME EM INTALIANO: Stercorario maggiore
NOME EM ALEMÃO: Grote Jager
NOME CIENTÍFICO: Catharacta skua
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Stercorariidae
COMPRIMENTO: até 61cm
OVOS: e de cada vez
INCUBAÇÃO: 28 a 30 dias
EXISTEM 4 ESPÉCIES

                             Ele corre ligeiro,
                             nada como um
                             peixe, voa como
                             uma flecha. Paira
                             a grandes
                             altitudes e
                             mergulha sobre a presa como um avião bombardeiro. Com uma
                             plumagem marrom-escura, peito claro e penas negras, o estercorário
                             é uma autêntica ave do mar.

                             O estercorário se alimenta de aves pequenas, peixes,
                             vermes e insetos. Come também os peixes mortos
                             que vão dar nas praias, além de algas e liquens.
                             Pequenas colônias chegam à costa em meados de
                             maio. O macho e a fêmea se revezam para chocar os
                             ovos.

Os filhotes nascem no começo de julho e são alimentados pelos pais com moluscos, vermes e
ovos. À medida que os filhotes vão crescendo, sua dieta muda para peixe picado, aves e roedores.
Se o alimento for escasso, comem frutos e insetos. Os filhotes são muito cautelosos. Em caso de
perigo, eles se escondem, quanto os adultos atacam o inimigo.
                               FALCÃO PEREGRINO


FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Falconidae
NOME CIENTÍFICO: Falco peregrinus
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: até 45 cm
Cauda estreita e comprida
Cor: azul-acinzentada com listras escuras; coroa preta na cabeça;
cauda com pontas brancas; pintas na barriga, que é esbranquiçada
Batida rápida das asas
Período incubação:1 mês
Ninhada: 3 ovos

Apesar de ser um caçador destemido, muito valorizado pelos falcoeiros, o falcão-peregrino nunca
se defende de outras aves. O milhafre e outras aves de rapina muitas vezes esperam o falcão-
peregrino matar uma vítima para tomar-lhe a presa.

O falcão peregrino ocorre na Europa, Ásia, Austrália e América. Durante o inverno, os falcões
europeus migram para a África. O falcão peregrino prefere o campo aberto, as praias e pântanos
perto de colônias de aves aquáticas e ribeirinhas. É encontrado também em cidades grandes.

Em geral põe seus ovos num penhasco, muitas vezes sem ninho. Os ovos são incubados pelo
casal de pais. O falcão peregrino tem o bico superior denteado, próprio dos falcões. Alimenta-se
quase exclusivamente de outras aves, que ele alcança facilmente no vôo. É uma das mais rápidas
aves de velocidade seu mergulho chega a 288 Km/h. O choque que a presa leva ao ser atingida
em pleno vôo pelas garras do peregrino é tão forte que morre instantaneamente. A quantidade de
peregrinos tem diminuído rapidamente nos últimos anos.




                          FRADINHO OU PAPAGAIO-DO-MAR



NOME COMUM: Fradinho ou papagaio-do-mar
NOME EM INGLES: Atlantic Puffin
NOME CIENTÍFICO: Fratercula arctica
FILO: Chordata CLASSE: Aves
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Alcidae
CARACTERÍSTICAS: comprimento: 30 cm
Movimento das asas rápido produzindo um zumbido.
Vem à terra só para acasalar
ALIMENTAÇÃO: crustáceos, peixes pequenos, vermes e
moluscos.

O nome científico, em latim, desta ave é fratercula,
que quer dizer fradinho. Gingando sobre os pés cor-
de-laranja e com dedos azuis, exibindo a plumagem preta e branca, parece mesmo um
jovem frade a passeio. Mas o bico grande e triangular, com faixas em azul, amarelo e
vermelho, lembra o nariz postiço de um palhaço. Por causa desse bico, o fradinho é
conhecido como papagaio-do-mar. As placas ósseas de cores vivas que ele tem no bico
caem depois da estação de acasalamento. O bico, que ele usa muito durante os rituais de
acasalamento e em combate, passa depois a ser empregado apenas para apanhar peixes.

O ninho do papagaio-do-mar é uma toca com um cômodo na extremidade. O filhote nasce
no fundo do buraco. Quando ele está com seis semanas de idade, os pais voltam para o mar,
onde passam o inverno. Quando o filhote está suficientemente faminto, sai da toca, se
arranja na água como pode e vai pescar para comer. Existem três espécies de papagaio-do-
mar: o papagaio-do-mar comum (foto acima)do Atlântico Norte; o papagaio-do-mar de
chifres da região do pacífico perto do estreito de Bering, e o papagaio-do-marde-topete do
Pacífico Norte.

                 Frango D'Água
NOME COMUM: frango d'água
NOME EM INGLÊS: Moorhen
NOME EM ESPANHOL:: Polla de água
NOME EM ITALIANO: Gallinella d'acqua
NOME EM FRANCÊS: Gallinule poule-d'eau
NOME EM ALEMÃO: Teichhuhn
NOME CIENTÍFICO: Gallinula chloropus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rallidae
CARACTERÍSTICAS:
COMPRIMENTO: até 30 cm
PLUMAGEM: marrom-escura
BICO: amarelo e vermelho. Placa vermelha sobre o bico
OVOS: 6 a 12 de cada vez
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 21 dias

                                         O frango-d'água é encontrado em quase todo o mundo.
                                         Vive sozinho ou em pequenos bandos na beira dos
                                         banhados ricos em vegetação. Pode locomover-se de
                                         várias maneiras. Geralmente nada entre os juncos,
                                         comendo os insetos que encontra. Mas é também
                                         capaz de caminhar sobre folhas flutuantes. Ao menor
                                         sinal de perigo, ele corre pela superfície da água até
                                         atingir velocidade suficiente para levantar vôo. Seu vôo
                                         é lento e ele nunca se
                                         afasta muito da água. Mas
                                         sua segurança está mesmo
                                         no mergulho; ele
desaparece rapidamente das vistas do inimigo, nadando
vigorosamente com as asas. Sobe à superfície para respirar e torna a
mergulhar, imediatamente.

Além de vegetação e insetos, o frango-d'água come larvas, moluscos e
peixes. Em fevereiro, o macho começa a construir grandes ninhos de raízes secas. Na primavera,
a fêmea escolhe um deles e o território passa a ser guardado pelo macho. Depois de dois meses,
os filhotes já são capazes de nadar e voar, e os pais dão início a uma nova ninhada. Em setembro,
a família se desfaz..

                                                             GAIO-AZUL
                                         NOME COMUM: Gaio-azul
                                         NOME CIENTÍFICO: Cyanocitta cristata
                                         NOME EM INGLÊS: Blue jay
                                         FILO: Chordata
                                         ORDEM: Passeriformes
                                         FAMÍLIA: Corvidae
                                         COMPRIMENTO: 29 cm
                                         ALIMENTAÇÃO: amplamente variada
                                         CARACTERÍSTICAS: Residência permanente, pés e
pernas adaptados ao empoleiramento.

O gaio-azul é muito conhecido pelo som áspero de seu pio. Mas
essa ave barulhenta e briguenta também é capaz de cantar
suavemente, com um som semelhante ao de uma flauta. Esse
som é comum nos bosques onde habita, no início da primavera.

O gaio-azul é uma ave de má fama, porque invade o ninho de
outras aves e come seus ovos e filhotes. Mas seu cardápio inclui
também muitos insetos grandes, rãs, sapos e até sementes e
nozes. Da mesma forma que o esquilo, o gaio esconde bolotas
de carvalho na terra para consumir depois. E, freqüentemente, essas bolotas brotam, dando
origem a carvalhos. Por essa razão, o gaio é chamado de "plantador de carvalhos".

                                         O gaio-azul vem prontamente ao local onde lhe é
                                         oferecida comida. É provavelmente uma das aves
                                         menos tímidas, que forma bandos barulhentos durante
                                         certas épocas do ano. Sua ocorrência é ampla na
                                         América do Norte. Encontra-se espalhando desde a
                                         península do Labrador até o sul e oeste dos Estados
                                         Unidos.




             GAIVOTA REAL
          Um observador das águas.

FILO: Chordata
CLASSE: aves
ORDEM: Canadriiformes
Nome Científico: Larus argentatus
FAMÍLIA: Laridae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 60m
Envergadura: 137 cm
Dorso e asas cinza-pérola nas pontas, cabeça, pescoço, cauda e peito brancos.

A gaivota real é um dos habitantes mais comuns dos lagos costeiros e dos ancoradouros. E a
gaivota real é também a mais comum das gaivotas. Esta ave passa a maior parte do tempo
sobrevoando a superfície da água de rios e mares à procura de alimento. Quando as gaivotas reais
são perturbadas, grandes bandos delas levantam vôo guinchando. Na maré baixa, as aves podem
ser vistas caminhando pelas pedras e lodaçais à cata de pequenos animais marinhos.

Uma parente próximo da gaivota real é a gaivota da Califórnia. Esta espécie vive mais no interior,
preferindo os lagos e rios em vez da costa marítima. Na primavera, quando se semeiam os solos,
centenas dessas gaivotas podem ser encontradas nos campos recém arados, banqueteando-se
com insetos e vermes.

As gaivotas geralmente são mais corpulentas que suas primas, as andorinhas do mar, elas fazem
seus ninhos no chão, nos rochedos ou nas praias, conforme a espécie. Sua plumagem geralmente
é branca e cinza, apesar de algumas espécies serem parcialmente negras. O bico grosso e
recurvado das gaivotas é muito resistente.

                                        Galo-da-serra
                                      Para formar o casal, quem escolhe é a fêmea

                                 NOME COMUM: Galo-da-serra
                                 NOME EM INGLÊS: Cock-of-the-Rock
                                 NOME EM ESPANHOL: Gallito de las rocas
                                 NOME EM ESPANHOL: el gallito de las rocas
                                 NOME CIENTÍFICO:Somente duas espécies são conhecidas:
                                 Galo-da-serra andino (Rupicola peruviana), é o Pássaro Nacional
                                 do Peru. È encontrado apenas no norte dos Andes. e o galo-da-
                                 serra-do-pará (Rupicola rupicola) vive nas antigas montanhas
                                 erodidas nas Terras Altas das Guianas.
                                 FILO: Chordata
                                 CLASSE: Aves
                                 ORDEM: Passeriformes
                                 FAMÍLIA: Cotingidae
                                 COMPRIMENTO: cerca de
                                 30 cm
                                 COR DO MACHO: Galo-da-
                                 serra-do-pará: Alaranjado
                                 Galo-da-serra andino:
                                 vermelho
                                 COR DA FÊMEA: marrom
OVOS: 2 ou 3 de cada vez
ALIMENTO: frutas e insetos
Crista semicircular

O galo-da-serra é um pássaro do norte e noroeste da América
do Sul. Vive sob as árvores altas, perto dos rios, e deixa este
território somente na época da procriação, para encontrar seu
par. O ritual para a escolha dos pares é um espetáculo
extraordinário. Os galos-da-serra, ajudados pelas fêmeas,
preparam um círculo de dança, limpando uma superfície plana
que vai servir de palco. Em seguida, os machos vão se empoleirar nas árvores ao redor, enquanto
as fêmeas agrupam-se em torno do palco. De repente um dor machos voa para o chão e executa
uma dança estranha: abre as asas e vira a cabeça de um lado para o outro, bate os pés com força
                       no chão e pula para cima e para baixo. Quando está exausto, dá um grito
                       característico, realiza a cena mais uma vez e volta ao galho. Um outro galo-
                       da-serra toma o seu lugar no palco e o espetáculo continua até que todos
                       os machos do bando tenham se apresentado.

                       Quando termina a exibição, cada fêmea escolhe um companheiro. Os
                       casais constroem os ninhos nas cavidades das rochas, usando lama,
                       pequenas raízes e penas. Cada ninho vai abrigar depois, dois filhotes.

                                                    Ganso-Nêne
                    NOME COMUM: Ganso-nêne
NOME CIENTÍFICO: Branta sandvicensis
NOME EM INGLÊS: Hawaiian Goose
FILO: Chordata
CLASSE: Ave
ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
COMPRIMENTO: 60 cm
PESO: 2 kg

NÚMERO DE FILHOTES: 3 a 5 ovos
INCUBAÇÃO: de 24 a 25 dias
ALIMENTAÇÃO: alimentam de vegetação verde e bagas de plantas nativas.

Em 1950, havia no mundo inteiro apenas 34 gansos-nenês ( ou gansos havaianos): 17 em
liberdade e 17 em diversos zoológicos. Protegendo mais os últimos gansos livres e reunindo os
cativos em melhores condições, conseguiu-se salvar a espécie. Em 1969, contavam-se já 800
gansos, a metade dos quais em duas ilhas do arquipélogo do Havaí, seu logal de origem. Entre o
período de 1960 e 1990 mais de 2.100 gansos-nenês criados no Havaí e Maui foram soltos na
natureza.

Trata-se de um ganso terrestre, pode-se dizer montês, pois habita as encostas dos vulcões. Eles
mais andam do que nadam: suas patas são palmadas só até a metade. Alimentam-se de ervas e
sementes, em pequenos grupos. Na época do acasalamento, o macho torna-se feroz, atacando
sem temor tudo o que se aproxima de seu território. É a fêmea que choca enquanto ele monta
guarda. Os filhotes não podem voar antes dos três meses.

Qual a causa do quase desaparecimento do ganso-nenê? Como sempre, os europeus quando
chegaram ao Havaí encontraram cerda de 25.000 gansos. Graças às suas espingardas e mais
ainda aos seus cães, gatos, porcos e ratos, os homens conseguiram reduzir de muito esse
número. os gansos refugiaram-se em nmontanhas inacessíveis, mas com pouco sucesso.




                        Grou
                 O gritador dos céus

NOME COMUM: Grou
NOME CIENTÍFICO: grus grus
NOME EM INGLÊS:Crane
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Gruidae
CARACTERÍSTICAS:
Prefere viver em bandos
Peso: cerca de 5 kg
Ovos: 2 ovos oblongos de cada vez
Período de incubação:
28 a 30 dias
Maturidade sexual: aos 5 ou 6 anos

De repente, o silêncio do pântano é rompido por um grito. O som é semelhante ao de uma corneta.
O grou-sentinela acabou de dar o toque de alarme. O seu bando, distante alguns quilômetros,
recebe o sinal e fica em guarda. Agora, se algum perigo os ameaçar, eles estão preparados para
enfrentá-lo. O grou tem a plumagem cinzenta, o bico comprido e pontudo e as pernas compridas e
pretas. A cauda é semelhante à de um galo. O pescoço é longo, a cabeça tem uma mancha
vermelha e é coberta de penas delicadas. Esta elegante ave migradora é o grou europeu comum,
que mede cerca de 1 m de altura.

Em março e outubro, bandos de grous, em formação em V, cruzam o sul da Europa. Voam muito
alto, mas seus gritos podem ser ouvidos do solo. O grou vive em pântanos, rios e lagos. Alimenta-
se de sementes, ervas, insetos, lagartos e anfíbios. Geralmente faz seus ninhos em ilhas. O grou-
cinza da Mandchúria tem 1,50 m de altura. O grou-gritador da América é uma espécie quase
extinta, embora estejam sendo realizados esforços para preservá-lo. O grou-coroado do Nilo, com
cerca de 90 cm (e altura, é facilmente domesticável. O grou da Ásia central, Ásia Menor e Europa
oriental é uma espécie não migradora.

              Gaturamo-bandeira
NOME COMUM: Gaturamo-bandeira
NOME CIENTÍFICO: Chlorophonia cyanea
NOME EM INGLÊS: Blue-naped Chlorophonia
NOME EM FRANCÊS: Organiste à nuque bleue
FILO: Chordata
CLASSE: Ave
ORDEM:Passeriformes
FAMÍLIA: Emberizidae CARACETRÍSTICAS: Um dos
passarinhos mais bonitos do Brasil.
HABITAT: da Bahia e Minas ao Rio Grande do Sul e
Paraguai
PESO: 13 Gramas
TAMANHO: 10 cm
ALIMENTAÇÃO: Frutinhas duras da mata do cipó,
folhas e também néctar. Aprecia a erva-do-passarinho,
planta nociva frequente nas cidades, folhas
OVOS: 2 a 3 por vez
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 17 dias
NINHO: redondo e bem escondido dentro do penacho dos coqueiros ou na barba-de-velho. macho
e fêmea trabalham juntos para construir o ninho onde os ovos serão chocados.

Este passarinho é muito perseguido pelos índios, que usam suas penas como enfeite, e também
pelos passrinheiros, que o colocam em gaiolas só pelo colorido. Esta ave é conhecida por possuir
as cores da Bandeira brasileira, o que lhe valeu o apelido de "bandeirinha". Seu canto é fraco,
vocaliza constantemente e possui um canto repetitivo.
Grou Americano


NOME COMUM: grou americano
NOME CIENTÍFICO: grus americana
NOME EM INGLÊS: Whooping Crane
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÌLIA: Gruidae

CARACTERÍSTICAS:
Altura: 1,5 m
Envergadura: 2 a 2,5 m
Tempo de vida: 40 anos
Postura: 2 ovos, apenas um fértil

Alguns anos atrás, um caçador do Texas atingiu acidentalmente um grou. Teve que pagar uma
multa de 500 dólares e sua licença de caça foi suspensa por 3 anos. O grou é a mais alta ave
norte-americana e uma das mais raras do mundo. Antigamente centenas delas eram vistas
migrando, todos os anos, entre o Canadá e o golfo do México. Em 1941, porém, foram tão caçadas
que restaram somente quinze. Esses belos pássaros estariam hoje extintos, não fossem as
severas leis dos governos americano e canadense contra seu extermínio.

Mesmo com tal proteção, levará ainda muito tempo para que atinjam um número capaz de colocá-
los fora do perigo de extinção. Cada ninhada produz apenas um filhote por ano, que leva vários
anos para atingir a maturidade. Seu número cresce lentamente e hoje já há mais de cinqüenta.
Mas bastaria uma tempestade violenta para acabar com todos eles.

Quase todo branco, o grou americano voa lentamente com seu longo bico em forma de espada e
seu pescoço esticado. Vive em charcos isolados. Passa o inverno no Texas e viaja 2 mil milhas
para o norte para sua postura de verão.

                                    Grou do Canadá
NOME COMUM: grou do Canadá
NOME CIENTÍFICO: grus canadensis
NOME EM INGLÊS: Sandhill Crane
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Gruidae
CARACTERÍSÌICAS:
Cor: cinzento, bordas das asas pretas, manchas vermelhas na cabeça

Comprimento: até 1,20 m
Envergadura das asas: 1,80 m
Som: um "gar-oo-ooo" vibrante, que ecoa a uma grande distância
Ovos: 2
Periodo de incubação: 28 a 36 dias
                                    O grou do Canadá é uma das mais antigas aves existentes.
                                    Já foram encontrados ossos fossilizados exatamente iguais
                                    aos do atual grou do Canadá e, segundo os cientistas, eles
                                    datam de 4 a 9 milhões de anos!

                                    O grou do Canadá é uma ave grande, de pescoço e pernas
                                    compridos, muito semelhante à garça. Mas, ao contrário
                                    desta, o grou do Canadá voa com o pescoço esticado. Corno
                                    não pode viver em regiões muito elevadas, essa espécie se
                                    espalhou muito pouco. Atualmente ela habita o centro e o
                                    oeste do Canadá e também o centro e o noroeste dos
                                    Estados Unidos, migrando no inverno para o México e sul da
                                    Califórnia.

Os grous do Canadá vivem em pântanos e às margens de lagos rasos em carnpinas. Utilizam o
bico comprido para pegar rãs, cobras, camundongos e insetos grandes. Eles fazem os ninhos em
água rasa, usando plantas aquáticas e capim. Tanto o macho quanto a fêmea chocam os ovos.

                                     Grou Coroado
            A ave sagrada da tribo Watusi

NOME COMUM: grou coroado
NOME CIENTÍFICO: Balearica pavonina
NOME EM INGLÊS: Crowned Crane
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Gruidae
CARACTERÌSTICAS:
Altura: 96 cm
Número de ovos: de 1 a 3
Tempo de incubaçáo: 28 a 35


O grou coroado é a mais bonita das aves de sua família.
Destaca-se entre os gruídeos pelo penacho sedoso que
ostenta no alto da cabeça e pela parte nua em tomo dos
olhos que é branca manchada de vermelho escarlate. Possui um bico pequeno e bem
proporcionado e uma carúncula vermelho-viva pendurada sob o pescoço. Vive aos pares ou em
bandos de centenas de indivíduos. Habita as margens dos rios e lagos cobertos por vegetação
alta. Anda em passos lentos, mas, se perseguido ou assustado, pode alcançar grande velocidade.
Antes de alçar vôo, corre pelo chão com as asas abertas.

Quando está excitado o grou coroado se entrega a uma dança peculiar, dando saltos e abrindo as
asas. Alimenta-se de sementes e pequenos répteis e anfíbios. Ao amanhecer abandona os lugares
onde pernoitou e dirige-se para os descampados em busca de alimento. Depois de algumas horas,
dirige-se para os bancos de areia no meio dos rios, onde passa algum tempo limpando as penas.
Ao entardecer, dirige-se em bandos ao alto das árvores para passar a noite. É considerado a ave
sagrada da tribo watusi e encontra-se por toda a África meridional, desde a Rodésia e Transvaal
até a África do Sul.

                                            Harpia
                                  Animais em Extinção
Nome vulgar: HARPIA
Outro nome: Águia Real
Nome em Inglês: Harpy Eagle
Nome científico: Harpia harpyja
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Accipitridae
Nome inglês: Harpy eagle
Distribuição: México, América Central, Brasil, Argentina e
Colômbia.
Habitat: Florestas tropicais
Hábitos: É rápido e possante em suas investidas sendo capaz
de levar para a árvore uma presa de grande porte
Longevidade: 40 anos
Maturidade: 6 anos
Época reprodutiva: Junho a Novembro
Gestação: Incubação: 30 dias
Nº de filhotes: 01
                                               Alimentação na natureza: Animais de pequeno e
                                               médio porte (mamíferos e aves)
                                               Alimentação em cativeiro: Carne, pequenos
                                               animais como pintos, ratos, etc.
                                               Causas da extinção: Destruição de seu habitat,
                                               uma vez que necessita de grandes áreas para viver.

                                               Também conhecida como gavião-real ou uiraçu-
                                               verdadeiro, a harpia é a ave de rapina mais
                                               poderosa do Brasil, com porte e força inigualáveis.

                                               Esta ave da família Accipitridae possui asas largas e
redondas, pernas curtas e grossas, e dedos extremamente fortes, com enormes garras, capazes
até de levantar um carneiro do chão. Sua cabeça é cinza; o papo e a nuca, negros e o peito, a
barriga e a parte de dentro das asas, brancos. A harpia possui, como principais características
físicas, olhos pequenos, um longo topete, uma crista com duas penas maiores e uma cauda com
três faixas cinzentas, que pode medir até 2/3 do comprimento da asa.

Tem entre 50 a 90 centímetros de altura, uma envergadura de até 2 m e um peso variando entre 4
e 4,5 Kg quando macho e entre 6 e 9 Kg quando fêmea. Esta ave de rapina pode ser encontrada
do México à Bolívia, na Argentina e em grande parte do Brasil, vivendo em árvores altas, dentro de
vasta mata, onde constrói seus ninhos.

Ela voa alternando rápidas batidas de asa com planeio. Tem um assobio longo e estridente e, nas
horas quentes do dia, costuma voar em círculos sobre florestas e campos próximos.

Sua alimentação é feita de animais de porte médio, como aves, macacos e preguiças, que são
capturadas quando tomam sol nas copas das árvores, de manhã cedo.

Atualmente, a harpia encontra-se praticamente restrita à Floresta amazônica, devido à caça
predatória do homem.


                                      ÍBIS-CALVO
                                                                                      NOME COMUM:
                                                                                      Íbis-calvo da
                                                                                      África do sul
                                                                                      NOME EM
                                                                                      INGLÊS:
                                                                                      Southern Bald
                                                                                      Íbis
                                                                                      NOME EM
                                                                                      ESPANHOL: Ibis
                                                                                      Calva
                                                                                      NOME EM
                                                                                      FRANCÊS: Ibis
                                                                                      du Cap
                                                                                      NOME
                                 CIENTÍFICO: Geronticus calvus
                                 REINO: Animal
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Threskiornithidae
SUBFAMÍLIA: Threskionithinae
GÊNERO: Geronticus
ESPÉCIE: G. Calvus
COMPRIMENTO: 75 cm
ENVERDADURA: 1,25-1,35 m.
HABITAT: gramado aberto ou semi-deserto nas
montanhas da África do Sul
DISTRIBUIÇÃO: África do Sul
HABITAT: zonas áridas e semiáridas, em campos de
cultivo e em pastagens, na proximidade de escarpas
rochosas junto a linhas de água ou à costa, nas quais
nidificam. Vice em pequeno bando de mais ou menos
40 indivídos.
REPRODUÇÃO: Criam em colônias entre pedras e
precipícios, botando 2-3 ovos.
MATURIDADE SEXUAL: Os juvenis abandonam o
ninho com 43 a 47 dias. Atingem a maturidade sexual
aos três anos de idade, embora geralmente não se
reproduzam antes dos seis anos.
INCUBAÇÃO: é realizada durante 24 a 28 dias.
ALIMENTAÇÃO: Procuram alimento no chão,
normalmente em fissuras e debaixo de pedras e
vegetação, formando pequenos bandos dispersos.
Alimenta-se de insetos (tais como, gafanhotos e
escaravelhos) e pequenos répteis, mas podem ainda
ingerir lagartas, ovos de formigas, minhocas, caracóis,
aranhas, escorpiões, anfíbios adultos e girinos, peixes,
pequenos mamíferos e crias de aves e, ainda, matéria vegetal (rizomas, rebentos e bagas).
STATUS: Muito Vulnerável, criticamente em perigo. Motivos: Mudança de clima, caça e praguicidas podem
ser a causa da vulnerabilidade.
PRINCIPAL PREDADOR: Homem


                  ÍBIS-SAGRADO
NOME COMUM: Íbis sagrado
NOME CIENTÍFICO: threskiornis aethiopica
NOME EM INGLÊS: Sacred Ibis
FILO: Chordata
CLASSE: aves
ORDEM: Galliformes
FAMÍLIA: Threskionithidae
ALTURA: 75 cm
HABITAT: Vive em colônias
OVOS: 3 a 4 de cada vez, incubados pelo macho ou pela fêmea.
FILHOTES: se alimentam no bico dos pais. A plumagem adulta só aparece aos 2 anos.

O íbis é encontrado na Europa meridional, no norte da África, na América do sul e na Austrália. No
antigo Egito era uma ave sagrada, criada nos templos e enterrada mumificada junto aos faraós.
Tot, o deus do tempo e do universo, era representado como tendo a cabeça de um íbis. Por que os
egípcios cultuavam essa ave? Provavelmente, porque ela surgia na época da cheia anual do Nilo,
a qual tornava possível a agricultura e assim a própria sobrevivência dos egípcios.

Hoje em dia, o íbis é caçado por sua carne e linda plumagem. Por isso, o íbis está quase extinto.

Geralmente essas aves habitam as proximidades de pântanos e lagos, onde encontram sua dieta
preferida: rãs, vermes, peixes, répteis, inclusive cobras venenosas. Com seu bico longo e curvo,
elas podem resolver os alagados à cata de alimento. O íbis careca prefere regiões secas e quentes
do Oriente Próximo, alimentando-se de carne putrefata e insetos.

                                   JABURU ou TUIUIÚ
   Espécie animal brasileiro ameaçado de
                 extinção

NOME COMUM: Jaburu
OUTRO NOME: tuiuiú
NOME EM INGLÊS: Jabiru
NOME CIENTÍFICO: Jabiru mycteria
FILO: Chordata
CLASSE: AVES
ORDEM: Ciconiformes
FAMÍLIA: Ciconiidae
HABITAT: Pântanos
ALTURA: 1,15 m
COMPRIMENTO DO BICO: 30 cm
COMPRIMENTO DAS ASAS: 62 cm
COMPRIMENTO DA CAUDA: 20 cm

O tuiuiú ou jaburu (Jabiru mycteria), uma das maiores
aves da América do Sul e o símbolo do Pantanal, além do seu tamanho, chama a atenção pelo seu
enorme ninho feito de galhos de arbustos secos, construído em árvores como o "manduvi"
                     (Sterculia striata), a "piúva" (Tabebuia impetigosa) ou em troncos de árvores
                     mortas.

                    O Jaburu é uma ave de corpo robusto e chega a medir 1,15m de altura. O
                    bico, grosso e afilado na ponta, tem 30 cm de comprimento. O pescoço é preto
                    e a parte do papo, dotada de notável elasticidade, é vermelha. A cor
                    predominante das penas no indivíduo adulto, é branca.

                     Ele vive em bandos numerosos nas zonas de lagoas
e rios piscosos, pois consome uma quantidade incrível de peixes. O ninho
é feito com ramos entrelaçados no alto das árvores. Na época da
incubação, enquanto um choca dois ovos, o outro fica de pé sobre a
beirada do ninho em constante vigília.

O jaburu tem grande capacidade de vôo, elevando-se a grandes altitudes.
Quando descansa, na margem do rio ou lagoa, costuma ficar em uma só perna. Seu andar é
deselegante e vagoroso. Alimenta-se além de peixes, de moluscos, anfíbios. Sua distribuição
geográfica vai do sul do México até a Argentina, mas não é encontrado na parte ocidental dos
Andes.

                           JACUTINGA (Pipile jacutinga)




                                                                         Luiz Roberto Francisco
                                                                                        Biólogo

       Descrição

       A jacutinga é uma das aves mais impressionantes da Floresta Atlântica.
       Espécie pertencente à família Cracidae, caracteriza-se por possuir a
       plumagem negra brilhante, com manchas brancas nas asas. Igualmente,
       as penas do alto da cabeça (píleo) são brancas, além de bastante
       alongadas e eriçáveis. Possui a face toda emplumada de negro, com
       região perioftálmica nua, branco-gesso. Ainda, possui a base do bico
       azulada. A barbela, provida de pouquíssimas penas é vermelha em sua
       porção posterior, enquanto que a anterior é dividida em uma área lilás
       superior e outra azul brilhante, inferior. O colorido da barbela torna-se
       bastante acentuado durante o período reprodutivo, enquanto que fora
       deste, as cores ficam esmaecidas e mesmo a barbela encolhe. (Sick,
       1985).

                                         Distribuição

                                         Habitante típico da região Sudeste do Brasil, era
                                         encontrada na região da Serra do Mar em qualquer
                                         altitude, em locais acidentados, semeados de rochas e
                                         cobertos por mata espessa, onde nidificava (Sick, 1985).
                                         Em decorrência da caça, do tráfico de animais selvagens
                                         e da inclemente destruição de seu habitat natural,
                                         notadamente a Floresta Atlântica, a espécie desapareceu
                                         da maioria dos locais onde era encontrada
                                         habitualmente. Atualmente, apesar de admitir-se que a
                                         espécie tenha sua distribuição para o Brasil desde o sul
                                         da Bahia até o Rio Grande do Sul, é na verdade de
                                         ocorrência bastante pontual.

       Reprodução
Como os demais representantes da família, são monogâmicos, ou seja: possuem apenas
um parceiro. Podem fazer posturas sobre galhos grossos, ramificações de troncos e
rochas quase sem material de construção (SICK, 1985). Os ovos são brancos e o período
de incubação é de 28 dias. Os filhotes já nascem com os olhos abertos, e movimentam-se
livremente apesar de sempre acompanhados pela mãe, abrigando-se sob sua cauda ou
suas asas. Mesmo empoleirados, enquanto seu tamanho lhes permitir, abrigam-se
embaixo das asas da mãe durante o seu desenvolvimento.

Criação em cativeiro

Como a maior parte das espécies de Cracidae (com raras exceções), Pipile jacutinga é
monogâmica, ou seja, machos e fêmeas têm apenas um parceiro. Bastante difundida no
Brasil atualmente, a manutenção de Cracidae em cativeiro, visando sua reprodução tem se
mostrado um sucesso, com várias espécies tendo se reproduzido e algumas, como o
mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) só escaparam da extinção em razão de serem alvo
de projetos de reprodução em cativeiro. Quanto à jacutinga contudo, apesar do status de
espécie ameaçada, apenas recentemente tem sido alvo de trabalhos de reprodução em
cativeiro com objetivos definidos. No passado, apesar de ter sido uma espécie bastante
reproduzida em cativeiro por criadores particulares, por diversas vezes foram promovidos
cruzamentos com outras espécies de Pipile, procedimento este que em nada beneficiou a
espécie por ter produzido animais híbridos. Felizmente isso é passado e atualmente
aqueles que mantêm jacutinga sabem da importância de se desenvolver a reprodução
dessa espécie em cativeiro, primando pela manutenção da qualidade genética das aves.




                                  Luiz Roberto Francisco
                         Biólogo - Diretor do Zoológico de Curitiba

REFERÊNCIAS

Collar, N. J.; Gonzaga, L. P.; Krabbe N.; Mandroño Nieto, A.; Naranjo, L.G.; Parker III, T.
A. & Wege, D. C Wege, 1992. Threatened birds of the Americas: The ICBP/IUCN
Red Data Book. Cambridge, International Council for Bird Preservation 1150pp.

Sick, H. 1985. Ornitologia brasileira: uma introdução. Brasília, Editora UnB, 827 pp.,
2 vols.

Delacour, J & D. Amadon. 1973. Curassows and related birds. Nova Iorque, American
Museum of Natrual History. 247 pp.

Strahl, S.D.; Beaujon, s.; Brooks. D. M.; Begazo, A. J.; Sedaghatkish, G. & Olmos, F.
1997. The cracidae. Their biology and conservation. Canadá e USA. Hancock
House Publishers, 506 pp.
                                   João de barro
NOME COMUM: João de Barro
OUTRO NOME: forneiro
NOME EM INGLÊS: Ovenbird
NOME EM ESPANHOL: Rufous Hornero
NOME CIENTÍFICO: Furnarius rufus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passariformes
FAMÍLIA: Furnaridae
CARACTERÍSTICAS: Ninho medindo 30 cm de
diâmetro na base. Paredes com espessura de até 5 cm.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: O joão-de-barro
(Furnarius rufus) encontra-se desde Minas Gerais e
Mato Grosso até a Argentina, onde é conhecido como
Hornero. Um outra espécie habita o norte do Brasil e é
conhecida como maria-de-barro, oleiro e amassa-barro.


                                   É admirável a habilidade com que esta ave constrói a sua
                                   casa nos postes, nas traves das porteiras ou nos galhos de
                                   árvores desnudas. O ninho consiste em uma bola de barro,
                                   dividida em dois compartimentos. A porta, que permite ao
                                   pássaro entrar sem se abaixar, impede que o vento atinja o
                                   interior, pois é sempre voltada para o norte. Macho e fêmea
                                   ocupam-se ativamente da construção, transportando grandes
                                   bolas de barro que são amassadas com os bicos e com os
                                   pés. No compartimento maior, forrado com musgo, cabelos e
                                   penas, a fêmea deposita de 3 a 4 ovos brancos, três vezes ao
                                   ano.

                                   O joão-de-barro é pouco menor que um sabiá, porém mais
                                   delgado. Sua cor é cor de terra, com a garganta branca e a
                                   cauda avermelhada. É uma ave alegre que gosta de conviver
                                   com o homem. Vivem em casais e passam os dias a gritar em
curiosos duetos.

MITO DA FLORESTA

O João de Barro é tido como passarinho trabalhador e inteligente. Seu
canto parece uma gargalhada (no Sul dizem que, quando ele canta, é
sinal de bom tempo) e é amigo de todos, lutando para salvar seu ninho,
sua casa. Um dia, conta-se, brigou com Tapera (andorinha), que chegou
a dominá-lo e despejou-o do ninho ainda em construção. A fêmea,
conhecida como "Joaninha-de-barro" ou "Maria-de-Barro", ajuda na
construção do ninho, mas parece não ser constante, abandonando o
macho. O João-de-Barro é fiel até o fim e, por isso, quando percebe que
a esposa mudou de amor, tampa a abertura da casa, fechando-a para
sempre.
                                       Kea
                             papagaio da Nova Zelândia
Estado: Ameaçado
Nome popular: Papagaio da Nova Zelândia
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Nome científico: Nestor notabillis
Nome inglês: Kea
Nome em Espanhol: Kea
Comprimento: média 48 cm
Postura: 3 a 4 ovos de cada vez
Período de incubação: 3 semanas
Número de Ovos: 2 a 4

Na Nova Zelândia, como na Austrália, os
carneiros são animais sagrados. Assim, quem
se mete com o carneiro fica malvisto. É o caso
do Kea, um papagaio da Nova Zelândia, que se
atreve a comer os carneiros mortos. Ele foi
declarado “matador de carneiros” e, o governo
neozelandês pôs sua cabeça a prêmio. A ave
está ficando cada vez mais rara, mas os criadores de carneiros continuam a exterminá-la. O kea é
verde-oliva e tem um bico muito resistente: diz-se que ele é capaz de despedaçar uma chapa de
ferro fundido. Como todos os seus parentes, ele se sente melhor nas árvores do que no chão e voa
bem.

Alimenta-se principalmente de brotos e folhas tenras e, na primavera, lambe o néctar das flores.
Come também os insetos e larvas que encontram no chão e é necrófago, isto é, alimenta-se de
carcaça de animais (carneiros). Ele vive em pequenos bandos e passa o verão nas montanhas. Se
o inverno não for muito rigoroso, ele ficará aí o ano todo: é o único papagaio do mundo que pode
viver na neve. É um animal brincalhão e cheio de curiosidade.

                    Foram observados Keas procriando durante todo o ano, menos no outono. O
                    período reprodutivo principal deles dura de Julho a Janeiro. Eles aninham em
                    covas debaixo de pedras ou entre raízes de árvore. Os Keas botam de dois a
                    quatro ovos, e incuba os ovos durante três a quatro semanas. Estes papagaios
                    são altamente sociais, vivem em grupos de família até que eles alcançam a
                    maturidade sexual. Os Machos são
                    sexualmente maduros depois de quatro
                    ou cinco anos, enquanto fêmeas podem
                    se tornar sexualmente maduras já com
três anos de idade. O sistema de acasalamento é polígamo.
Machos lutam para dominar e a hierarquia é rígida.




                           Lori
NOME COMUM: Lori
NOME EM INGLÊS: Lorikeet
NOME CIENTÍFICO: Vários
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Psitaciformes
FAMÍLIA: Psitacidae
SUBFAMÍLIA: Loriinae
GÊNERO:
Chalcopsitta
Eos
Pseudeos
Trichoglossus
Lorius
Phigys
Vini
Glossopsitta
Charmosyna
Oreopsittacus
Neopsittacus
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: São encontrados tanto nas pequenas ilhas como em territórios maiores,
como Austrália, Nova Guiné e Ilha do Bornéo, onde os bandos fazem pequenas viagens acompanhando a
                                          florada das árvores.
                                          HABITAT: variadas florestas de todos os tipos, litorais ou ilhas
                                          TEMPO DE VIDA: 20 anos. Acredita-se que possa viver em cativeiro,
                                          com os devidos cuidados entre 40 e 50 anos
                                          IDADE REPRODUTIVA: em cativeiro é possível reproduzir até os 25
                                          anos ou mais.
                                          TAMANHO: 25 a 30 cm incluindo a cauda
                                          PESO: 120 a 140 gramas
                                          ALIMENTAÇÃO: Pólem e néctar, flores, bagas, frutas. Também
                                          comem insetos pequenos e são importantes para a polinização das
                                          árvores, incluindo as palmas de coco.
                                          PREDADORES: aves de rapina como falcões e alguns répteis.
                                          PERÍODO DE REPRODUÇÃO: De setembro a março.
                                          MATURIDADE SEXUAL: 2 anos
                                          NÚMERO DE OVOS:
                                          Normalmente são 2 ovos ,
                                          raramente 3. Podem fazer até
                                          quatro posturas por ano.
                                          TEMPO DE INCUBAÇÃO: 25 a 26
                                          dias.
FILHOTES: são alimentados pelos pais por um período de 50 a 55 dias.
CARACTERÍSTICAS: Os Loris são pelas suas características físicas únicos
no mundo, quer pela estrutura das suas línguas especializadas na recolha
de pólen, quer pelo seu caráter muito ativo e social (raramente voam
sozinhos), normalmente em bandos, e ainda pela riqueza de cores
estonteantes das suas plumagens, o que leva a alguns apaixonados
classificá-los como os mais belos “Psitacideos” do mundo.

DIFORMISMO SEXUAL: Na maior parte das espécies não existe diferença aparente entre os sexos, para se
descobrir se é macho ou fêmea é preciso recorrer a uma sexagem seja por DNA ou endoscopia .
VOCALIZAÇÃO: Podem reproduzir algumas palavras, no entanto reproduzem melhor o som de telefones,
alarmes, sirenes, etc.
                                       MACUCO

NOME COMUM: macuco - macuca
NOME EM INGLÊS: Solitary Tinamou
NOME EM ESPANHOL: Macuco Grande, Macuco e
Tinamú Macuco
NOME CIENTÍFICO: Tinamus solitarius
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: TINAMIDAE
ORDEM: Tinamiformes
TAMANHO: 52 cm
PESO: O macho pesa de 1200 g a 1500 g e a fêmea de
1300 g a 1800 g.
COR: Ave inconfundível pela coloração do dorso pardo
azeitonado e ventre cinza-claro.
ALIMENTAÇÃO: alimenta-se de frutos caídos, folhas,
sementes duras e também de alguns pequenos
artrópodes e moluscos.
DISTRIBUIÇÃO: A espécie se distribui por todas as regiões florestadas do Brasil Oriental, indo de
                         Pernambuco ao Rio Grande do Sul, incluindo Minas Gerais, Sul de Goiás e
                         Sudeste de Mato Grosso. Ocorre também no Paraguai e Argentina.
                         HABITAT: Vive em floresta, mas pode ser encontrada em áreas como
                         córregos e grotas de difícil acesso.
                         HABITOS: Desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço
                         ereto, parte posterior do corpo levantada ou deitam-se; algumas vezes.
                         Quando assustados e perseguidos, fingem-se de mortos. Escondem-se
                         ocasionalmente em buracos.
                         Levantam vôo apenas como
                         último recurso pois são
                         muito pesados e retilíneos, o
                         que dificulta evitar os
                         obstáculos. Gostam de
                         tomar banho de poeira além
                         de banhos de sol. A sua
plumagem freqüentemente adquire, por estar
impregnada, a cor da terra local. Sob chuva
adquirem forma ereta (sua silhueta então
assemelha-se à de uma garrafa) deixando a água
escorrer sobre a plumagem. Empoleira-se para
dormir e andam em casais.
REPRODUÇÃO: Cor do ovo: Verde-turquesa ou
azul. A fêmea põe os ovos no intervalo de três a
quatro dias, completando a postura com seis ovos.
O macho se incube da tarefa de chocar e criar
filhotes, sistema de reprodução que envolve a
poligamia. Não se empoleiram enquanto se dedicam
a essa tarefa.
SOM: Voz: piado grave, monossilábico "fón"; tanto o
macho como a fêmea podem piar mais grosso ou
mais fino ou sustentar a nota por tempo variável.
Clique aqui e ouça o piado.
PREDADORES NATURAIS: gato-do-mato, raposa, guaxinins, furões, gambás e iraras, além dos
gaviões e corujas. Também os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos e outros
carnívoros.
AMEAÇA: Estão ameaçados pela destruição ambiental e pela caça indiscriminada. Um novo
perigo são as caçadas noturnas facilitadas pelas modernas e possantes lâmpadas que não tem
dificuldade em localizar a ave no poleiro.
CARACTERÍSTICAS: O Macuco foi presentado a ciência por Vieillot en 1819. É o maior dos
representantes meridionais da familia Tinamidae.

                                         MANDARIM




Pertencente à Família Estrildidae , assim como outros “Finches” ou “Diamantes” (Diamante de
Gould, Manon, etc.). O Mandarim, Poephila ( Taeniopygia ) guttata , é um pássaro de fácil adaptação
que apresenta uma mistura de cores invejável.

Sua distribuição natural ocorre na Austrália e também nas ilhas da Indonésia, próximas à Bali. É
um pássaro de fácil manutenção, fato que os torna muito populares em todo mundo.

Alegres e dóceis, os Mandarins são indicados para quem está começando a criar pássaros, por
serem mais resistentes às doenças que outras espécies. Apesar de não adoecerem facilmente, os
Mandarins podem vir a arrancar suas penas devido ao estresse causado por superlotação, falta de
espaço para voar ou ainda pela falta de material para confecção do ninho.

Estes pequenos pássaros que podem viver até 15 anos, atingem 9 cm de comprimento e devem
ser mantidos em duplas ou em bando. Não são pássaros para serem afagados ou acariciados,
devendo a observação ser a atividade predominante para aqueles que os tem ou pretendem ter.

Reprodução:
Os machos possuem as patas e o bico de cor vermelho-alaranjado intenso. Apresentam ainda as
“bochechas” de coloração diferente, sendo laranja a cor mais comum. Possuem listras pretas e
brancas no peito, o que confere a eles o nome “Zebra Finch”. Nas fêmeas a cor do bico e das
patas é mais clara e elas não apresentam as “bochechas” diferenciadas ou as listras no peito.

Os Mandarins são bons pais, não abandonam o ninho e defendem muito seus filhotes. Após 11 a
12 semanas de vida as fêmeas já estão prontas para reproduzir, porém não é aconselhável o
acasalamento antes dos 6 meses de idade.

O macho constrói o ninho utilizando pequenos pedaços de barbantes, capim e algumas penas
caídas no fundo da gaiola. As fêmeas colocam de 3 a 8 ovos, que poderão eclodir após 14 dias.
Os pais revezam o choco. Aos 21 dias os filhotes já estão prontos para deixar o ninho e com 4
semanas de idade já podem se alimentar sozinhos.

Manutenção:
Para a manutenção do Mandarim, assim como para outros “Diamantes”, recomenda-se uma gaiola
mais comprida do que necessariamente alta, com no mínimo 45 cm de comprimento por 30 cm de
largura e 30 cm de altura. O ninho pode ser de madeira, com uma única entrada, com 15 cm de
altura e 11 cm para os lados. Um comedouro e um bebedouro sempre bem limpos são muito
importantes. Evite colocar a gaiola em locais com correntes de ar e escuros. O banho de sol pela
manhã é fundamental, porém não os esqueça lá, pois, assim como os humanos, eles sentem calor
bem rápido. Aproveite para permitir que os Mandarins se banhem em uma tigela com água,
atividade que eles adoram.

                                            MANON




                                   (FOTO: http://www.zebrafinch.com)


Fruto da intervenção humana na natureza, o Manon tem sua origem no Japão. Nesta região, assim
como também na China, Índia, Tailândia e Sumatra, eram comuns pássaros classificados
cientificamente por Lonchura striata , raríssimos hoje em dia. Do cruzamento de várias espécies
deste gênero, surgiu o Lonchura domestica que é o Manon que nós conhecemos.

Seu nome deriva do francês Moineau du Japon (Pardal do Japão). Na Inglaterra é conhecido por
Bengalese e nos Estados Unidos por Society Finch .

São pássaros pacíficos, que adaptam-se muito bem ao convívio com outras espécies. Dócil,
esperto e fácil de criar, o Manon é o pássaro indicado para quem quer começar a criação de outros
“Finches” ou Diamantes, como o Diamante de Gould, o Mandarim, o Bavete e o Sparow, entre
outros.

Podem atingir 11 cm de comprimento. Suas cores variam do preto ao branco passando por cores
como marrom-chocolate e canela. Podem exibir apenas uma cor (monocolor), duas (bicolor) ou
três (tricolor).

Para concursos, são avaliados aspectos como a qualidade da cor das penas, que deve ser intensa
e bem definida, o porte e as proporções das cores do corpo, que não devem conferir ao Manon a
impressão de um pássaro gordo ou magro.
Por serem pássaros sociais é melhor mantê-los em grupo ou pelo menos em duplas. Chegam a
viver mais de 5 anos.

Reprodução:
Não apresentam dimorfismo externo. Para diferenciá-los, observe os Manons na hora em que
tomam sol ou banho. Geralmente os machos cantam mais, erguendo a cabeça e eriçando as
penas. O período de incubação é de 13 a 18 dias e as fêmeas podem botar de 1 a 8 ovos. Após 45
dias os filhotes já são independentes.

Os Manons levam o papel da maternidade a sério. São muito utilizados como ama-seca de outros
pássaros da mesma família, como Diamante de Gould e Mandarins. O macho reveza o choco com
a fêmea. Interferências externas, como a abertura do ninho, não os atrapalha. Este instinto natural
de chocar os ovos que os machos possuem causa confusão entre as pessoas que possuem dois
machos e são surpreendidos ao vê-los em um ninho de outro pássaro chocando um ovo, fazendo
menção a uma possível homossexualidade. Isto não procede, pois, assim como acontece com os
humanos, na falta da mãe, o pai assume a responsabilidade.

Manutenção:
Para a manutenção do Manon recomenda-se uma gaiola mais comprida do que necessariamente
alta, com no mínimo 45 cm de comprimento por 30 cm de largura e 30 cm de altura. O ninho de
madeira pode ter 15 cm de altura e 11 cm para os lados. Recomenda-se o fornecimento de palha
seca, estopa ou barbante para a confecção do ninho. Um comedouro e um bebedouro sempre bem
limpos são muito importantes. Evite colocar a gaiola em locais com correntes de ar e permita o
banho de sol pela manhã. Os Manons adoram se banhar e para isso coloque à disposição um
recipiente com água.

                                       Mutum pinima


Nome vulgar: MUTUM PINIMA
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Cracidae
Nome científico: Crax fasciolata
Nome inglês: Bare faced curassaw
Distribuição: Brasil (Paraná, Norte do Maranhão, leste e sul de
Goiás, Oeste de Minas Gerais e Panamá)
Habitat: Zonas tropicais
Hábitos: São monógamos. O macho dá comida à femea
Longevidade: 40 anos
Maturidade: 2 anos
Época reprodutiva: Setembro a Janeiro
Incubação: - 33 dias
Nº de filhotes: 2 a 4
Alimentação na natureza: Predominantemente frugívoros; sementes e restos vegetais, folhas e
brotinhos
Alimentação em cativeiro: Ração, agrião picado, carne moída, cenoura ralada, milho inteiro

Habita as florestas existentes próximas aos rios, preferindo ciscar em suas margens bem cedinho
(pela manhã) e ao entardecer.
Além de comer frutas silvestres, folhas e brotos, caçam gafanhotos, pererecas, lagartos e aranhas.
Na época reprodutiva, o macho oferece alimenta à fêmea e, após formado, o casal não mais se
separa.

A fêmea põe 2 a 5 ovos. Apesar de logo ao nascer serem capazes de andar, os pintos ficam sob a
guarda da fêmea por até quatro meses. Normalmente, dormem empoleirados no tronco das
árvores.




                       Papagaio-cinza
NOME COMUM: Papagaio-cinza
NOME EM INGLÊS: Grey Parrot
NOME CIENTÍFICO: Psittacus erithacus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: Psittacidae
COMPRIMENTO: até 30 cm
OVOS: 2 de cada vez
TEMPO DE VIDA: até 32 anos (Recorde)

Não é preciso ter muita inteligência para repetir uma frase recém-
aprendida, reproduzir o miado de um gato ou um assobio estridente.
Os papagaios precisam somente de habilidades comuns à sua
espécie, mas o papagaio-cinza africano distingue-se de seus
                                        parentes palradores por ser
                                        mais loquaz.

                                      Essa habilidade do papagaio-
                                      cinza já era mencionada nos
                                      antigos documentos gregos e
                                      romanos. De maneira geral, os papagaios desenvolvem a
                                      habilidade de falar e imitar vozes humanas apenas em
                                      cativeiro. No habitat natural produzem apenas ruídos
                                      roucos, quer dizer, sua expressão vocal é muito pobre.

                                      Esses pequenos papagaios habitam as florestas da África
                                      central e ocidental, desde a Serra Leoa até o Quênia. Vivem
                                      aos pare, em grandes bandos que se alimentam de frutas e
                                      sementes. São muito caçados devido aos grandes danos
                                      que causam às colheitas. E também por causa do delicado
                                      sabor de sua carne e pelas lindas penas vermelhas da
                                      cauda. Esse papagaio é facilmente treinado. Na época do
                                      acasalamento, o par abandona o bando e ambos se
                                      revezam no choco. Há muitas espécies de papagaios na
                                      Ásia, Oceania e América do Sul.
                         Papagaio-de-peito-roxo
          Nome vulgar: PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO
                         Classe: Aves
                     Ordem: Psittaciformes
                      Família: Psittacidae
              Nome científico: Amazona vinacea
            Nome inglês: Vinaceous breasted parrot
Distribuição: Sudeste do Brasil, sul do Rio Grande do Sul, oeste
               do Paraguai e nordeste Argentino
       Habitat: Matas secas, pinheirais e orlas de capões
 Hábitos: Os movimentos são lentos e servem para melhor se
                       ocultar nas matas
                    Longevidade: 30 anos
                      Maturidade: 2 anos
            Época reprodutiva: Agosto a Dezembro
                                 Período de incubação: 30 dias
                                        Nº de filhotes: 02
                          Alimentação na natureza: Frutas e sementes
           Alimentação em cativeiro: Sementes, coco seco, laranja, banana e mamão.
                                   Causas da extinção: Caça
Vive em florestas e pinheiros associados a ambientes campestres. Necessitam da disponibilidade
    de buracos de árvore (ocos de tronco) e fendas formadas pela decomposição dos troncos.


                                       PARDAL
                               NOME COMUM: Pardal
                               NOME EM INGLÊS:
                               House Sparrow
                               NOME EM ITALIANO:
                               Passero
                               NOME EM FRANCÊS:
                               Moineau domestique
                               NOME EM ESPANHOL:
                               Gorrión común
                               NOME EM ALEMÃO:
                               Haussperling
                               NOME EM ESPANHOL:
                               NOME CIENTÍFICO:
                               Passer domesticus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: Pioceidae
                                          ORDEM:
                                          Passariformes
                                          TAMANHO:
                                          15 cm com cauda
                                          COR: Cabeça e pescoço cinza-chumbo. Listra branca
                                          sobre as asas. Peito e ventre brancos
                                          ALIMENTAÇÃO: Pardais comem vários tipos de
                                          sementes e complentam a dieta com alguns insetos,
                                          frutas e migalhas de pão.
                                          DISTRIBUIÇÃO: O Pardal é distribuído mundial
                                          (excluindo os polacos). É nativo da Europa e Norte a
                                          África. Foi introduzido no Sul da África, América do Sul,
                                          Austrália, Nova Zelândia, e América. Sua introdução em
ocupação na América Norte ocorreu em 1851, quando um grupo de 100 pássaros da Inglaterra foi
lançado em Brooklyn, Nova Iorque.
HABITAT:
HABITOS: Pardais tendem a forragear comida no solo e usam um movimento saltando quando
não estão em vôo. O vôo deles é direto, sempre agitando as asas e nenhum período de vôo livre.
REPRODUÇÃO: Pardais formam pares monógamos para cada estação de procriação. São
construídos ninhos entre fevereiro e maio. Na época do acasalmento o mcaho procura um lugar
adequado. Este lugar pode ser o oco de uma árvore no campo, o bneiral de um telhado ou a
saliência de um edifício na cidade. Com o território estabelecido, ele chama uma fêmea que esteja
próxima. Enquanto mostra-lhe a casa, ele eriça a penugem negra do pescoço. Se ficar satisfeita, a
fêmea entra no ninho e a família está constituida. São construídos ninhos de vegetação seca,
penas, cordas, e papel. Um a quatro ovos. Machos e fêmeas incubam os ovos para períodos
pequenos de alguns minutos cada. Incubação dura durante 10 a 14 dias. Depois que os ovos
forem chocados, machos e fêmeas alimentam o jovem por regurgitação.
PREDADORES NATURAIS: Muitos falcões e corujas caçam e alimentam de Pardais. Outros
predadores conhecidos que se alimentaam dos filhotes e ovos incluem gatos, cachorros, raccoon,
e muitas serpentes.

Esta ave robusta, com seu bico curto e cônico, é uma criatura bastante familiar em todas as
cidades. Existem mais de 60 spécies relacionadas na Europa, Ásia, África e América. O pardal
instalou-se nos primeiros povoados há muito tempo atrás e hoje vive bem tanto no campo quanto
nas cidades.

Pardais e agricultores são inimigos porque o pardal causa grande prejuízos nos pomares e
plantações de cereais. Nas cidades, essas aves se reúnem ao entardecer em bandos muito
barulhentos, que não se aquietam até que a noite chegue.
                                                  Pássaro Preto
                      Muito sociável e companheiro, o Pássaro Preto (Gnorimopsar chopi) é uma
                      ave nativa muito conhecida no país. Vale ressaltar que, apesar de seu
                      nome científico, este pássaro não é o Chupim ou Chopim (Molothrus
                      bonariensis), cujo macho é preto azulado e a fêmea amarronzada.

                      Também conhecido por Melro e Graúna, encontram-se distribuídos por todo
                      Brasil, menos na região Amazônica. Habitam campos, cerrados e outras
                      regiões de mata. Assim como ocorre com todos os animais pertencentes à
                      fauna brasileira, sua comercialização só é permitida junto aos criadores
                      legalmente cadastrados no IBAMA.

São capazes de aprender alguns truques e reconhecer os membros da família, aceitando carinhos
e respondendo aos chamados com seu belo canto. Deve, porém, ser “treinado” aos poucos, pois
assusta-se facilmente e um trauma maior poderá comprometer a saúde do pássaro, tornando-o
medroso e arredio. O Pássaro Preto pode ainda aproximar sua cabeça das barrinhas da gaiola em
troca de um afago.

Atingem cerca de 22 cm e na natureza são vistos em bandos, deslocando-se de um lado ao outro.

Reprodução:
Este pássaro não apresenta dimorfismo sexual. Aos 18 meses de vida já estão prontos para a
reprodução. A fêmea coloca de 2 a 4 ovos e o período de incubação é de 14 dias em média. Após
cerca de 40 dias os filhotes já estão prontos para sair do ninho.

Manutenção:
Não devem ser mantidos em locais com correntes de ar ou onde haja circulação excessiva de
pessoas. Dar preferência por viveiros com galhos e árvores. Forneçer folhas de palmeira, capim e
estopas para a confecção do ninho. Pendurar também alguns ninhos do tipo caixa com uma única
abertura. Limpar sempre os recipientes de água e comida bem como a gaiola e fornecer um
recipiente para que possam, eventualmente, banhar-se.


                                   Pássaro-cetim




                                Nome comum: Pássaro cetim
                              Nome em Inglês: Satin Bowebird
                           Nome Científico: Ptilonorhynchus violaceus
                                         Reino: animal
                                              Filo: chordata
                                               Classe: Ave
                                          Ordem: Passeriformes
                                        Gênero: Ptilonorhynchus
                                          Comprimento: 30 cm
                                         Ninhada: 2 ovos por ano
         Características físicas: O macho é negro azulado com bico azul. A fêmea é esverdeada,
                                     com as asas e a cauda marrons

            O pássaro-cetim é um verdadeiro pintor e decorador, pinta as paredes do ninho que
parece um edifício de gravetos. Ele sabe que a fêmea gosta muito da cor azul e assim captura tudo
o que for desta cor e leva ao seu local da sedução. O azul para as paredes ele consegue obter das
bagas da redondeza. Ele apanha as bagas suculentas no bico, esmaga-as contra os gravetos que
  entrelaçou, revestindo-os completamente. Às vezes sua técnica é ainda mais elaborada. Mistura
 uma tinta comporta de saliva e qualquer material colorido que encontrar, como bagas em madeira
               queimada. E usa um pedaço de casca de árvore como se posse pincel.

   Só o macho se dedica à decoração e na verdade não é um ninho que ele está pintando. É o
cenário para o acasalamento. Sobre uma plataforma de galhos, ele constrói um caramanchão. Em
todas as partes o pássaro-cetim coloca objetos decorativos: seixos, penas de cor viva, conchas de
  caracóis, pedaços de vidro, prendedores de roupa a até flores, que ele troca quando murcham.

Quanto a fêmea entra no caramanchão, ele inicia uma dança indo de um adorno para outro, como
 se os estivesse mostrando a ela. Após o acasalamento, a fêmea constrói um ninho rústico, onde
choca dois ovos. Cuida sozinha dos filhotes quando nascem, enquanto o macho protege o ninho.




                          PAVÃO
NOME COMUM: Pavão
NOME CIENTÍFICO: Pavo cristatus
NOME EM INGLÊS: Peacock
FILO: Chordata
CLASSE: aves
ORDEM: Galliformes
FAMÍLIA: Phasianidae
COMPRIMENTO: até 2,15 m, incluindo 60 cm de cauda
                              Ominívoro

                                PERÍODO DE
                                ACASALAMENTO: de janeiro a
                                outubro (no Hemisfério norte)

                                O pavão já foi considerado um
                                animal sagrado na Índia. Quem
                                matasse um pavão seria
                                condenado à morte. Hoje esse
                                costume já Não existe , mas dezenas de pavões andam ainda
                                livremente por certos templos hindus e são alimentados pelos
                                sacerdotes.

                                O pavão prefere viver em árvores. À tarde, sobe numa árvore, de
                                galho em galho, até chegar ao topo, onde passa a noite. Desce
ao amanhecer. Se ameaçado, foge. Só voa depois de correr por uma certa distância. Seu vôo é
ruidoso e desajeitado. Assim que a noite cai, pode-se ouvir os gritos do pavão. Ele é um guardião
                                 da floresta e dá o alarma logo que aparece algum predador. Não
                                 se domesticam mais
                                 pavões porque são
                                 aves de convivência
                                 difícil. São brigões e
                                 não gostam da
                                 presença de outros
                                 animais; são capazes
                                 de destruir flores e
                                 arbustos. Seus gritos
                                 noturnos,
                                 principalmente na
                                 época de
                                 acasalamento, são muito desagradáveis. O macho tem várias
fêmeas. Corteja a fêmea abrindo a cauda e formando um leque. As fêmeas não aparentam estar
prestando atenção, mas é então que cada uma faz um ninho, geralmente em uma porção elevada
do terreno. Ale põem de 8 a 10 ovos e os chocam cuidadosamente a'te que os filhotes saiam da
casca, um mês depois.

                               Pavãozinho-do-Pará
Nome Comum: Pavãozinho-do-pará
Nome Científico: Eurypyga helias
Alemão: Zonneral
Inglês: Sunbittern
Francês: Caurale soleil
Espanhol: Tigana
Surinamese: Sonfowru
Caribe: Akere
Arowak: Oenikoeja
Reino: Animália
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrado
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Eurypydae
Gênero: Eurypyga
Espécie: Eurypyga helias
Tamanho: 46-53 cm (18-21 inch)
Número de filhotes: 2 ovos vermelhos cehios de pintas
Período de Incubação: 4 semanas
Habitat: Florestas tropicias, pântanos Arborizados, floresta úmida ao longo de fluxos. Planícies
acima de 1800 metros
                                           Distribuição geográfica: Florestas tropicais das
                                           Américas Central e do Sul

                                          Quando as asas do pavãozinho-do-pará estão
                                          dobradas, vêem-se apenas suas plumas azul-noite
                                          granjadas de vermelho. Quando ele as abre, durante
                                          o ritual da corte ou para intimidar um intruso, o
                                          espetáculo é magnífico: sobre cada asa, uma malha
                                          de cor de fogo, sublinhada de preto e dourado,
ressalta sobre o fundo azul-noite. Além disso, a cauda é listrada de laranja e negro e a
cabeça enfeitada por quatro riscas brancas.




Esta ave é encontrada nas florestas tropicais das Américas Central e do Sul.
Seu corpo é alongado, a cabeça delicada, o bico pontudo e as pernas
compridas e alaranjadas.

Ele contrói o seu ninho nas árvores, o que é raro entre as aves do seu grupo.
O ninho é um amontoado de fibras e musgo ligados com lama. os filhotes
desenvolvem-se rapidamente e com dois meses atingem o tamanho adulto.




                                            Pega




Nome Comum: pega-rabuda ou pega-rabilonga
Nome em Inglês: Magpie
Nome científico: Pica pica
Reino: animal
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeríformes
                                Família: Corvídae
                                Subespécies:

                                 P. pica mauritanica
                                 P. pica melanotos
                                 P. pica pica
                                 P. pica galliae
                                 P. pica fennorum
                 P. pica bactriana
P. pica asirensis
P. pica hemileucoptera
P. pica bottanensis
P. pica sericea
P. pica leucoptera
P. pica camtschatica




Comprimento: 44 a 48 cm
Peso: 200 a 250 g
Longevidade: 15 anos
Distribuição: A pega-rabuda é comum em toda a Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. Distribui-
se pelo Hemisfério Norte, entre os 70º N na Europa e 15º N na Arábia Saudita. Na América do Norte está
confinada à parte ocidental. Na Península Ibérica, encontramos a subespécie Pica pica melanotos que em
Portugal é comum no norte e centro do país, estando no Alentejo mais confinada ao interior.
Habitat: São aves generalistas, podendo ser encontradas numa grande variedade de habitats. Vivem
principalmente em zonas agrícolas de características diversas, como terrenos de cultura com arbustos e
árvores ou pequenas matas nos campos, mas ocorrem mesmo em zonas suburbanas com parques ou jardins.
Reprodução: vai de Abril a Junho, a fêmea incuba normalmente 5-6 ovos durante 17 a 18 dias.
Filhotes: As crias são, depois de 17 a 18 dias, alimentadas pelo macho e pela fêmea, duas a três vezes por
hora. As primeiras penas nas crias aparecem ao oitavo dia de vida e com 14 dias já têm cauda. A
permanência no ninho é de 22 a 27 dias
Alimentação: Da Primavera até ao Outono, alimentam-se principalmente de insetos, que nunca chegam a
faltar completamente mesmo no Inverno. Também exploram carcaças de animais mortos, caçam pequenos
vertebrados, especialmente ratos-do-campo e atacam ninhos até ao tamanho das posturas dos faisões.
Comem também grãos de cereais e outros alimentos vegetais. Alimentam-se essencialmente no chão ou
saltitando entre ramos e arbustos.

A pega é um pássaro elegante, com seus olhos brilhantes e bico forte. Parece estar vestida a rigor, de preto e
branco. Voa tranqüilamente ou saltita graciosamente pelo chão, cuidando para não sujar de poeira a longa
cauda. Na Europa, é conhecida como pega comum e, na América do Norte, como Magpie. Não é migratória e
gosta de ficar, cautelosamente mais curiosa, nos arredores das aldeias ou nos parques das cidades.

Apesar de alguns acessos de mau humor, a pega é sociável e pode ser facilmente treinada para imitar a voz
humana. Muitas vezes, seu canto é um tagarelar barulhento. É um gatuno, fascinado por qualquer objeto
brilhante e tudo o que rouba esconde como se fosse um tesouro. Come tudo o que encontra: insetos,
aranhas, lesmas, passarinhos, pererecas, e bichos mortos. Constrói ninhos nos galhos altos. Cada fêmea
começa vários ninhos antes que se decida a terminar um deles. O ninho é uma pequena abóboda coberta de
gravetos e com duas portas. No outono e no inverno, juntam-se à noite, em bandos de 200 a 250. São seus
parentes: a pega de asas azuis da China e Japão, a pega azul do Ceilão e a pega verde da Indochina.
                                   Perdiz-cinza Européia
                                      Nome Comum: Perdiz-cinza Européia
                                      Nome em Inglês: The Grey Partridge
                                         Nome Científico: Perdix perdix
                                                 Filo: Chordata
                                           Classe: Aves
                            Ordem: Galliformes
                            Família: Phasianidae
                       Comprimento: Cerca de 30 cm
                         Peso: 700 a 900 gramas
                       Período de incubação: 24 dias

  A perdiz européia pertence à família dos pavões, faisões e codornizes.
 Existem várias espécies de perdizes, como a perdiz da Ásia que vive nas
     árvores, a perdiz dos Bálcãs que vive nas rochas, além das duas
  variedades de perdiz comum, de pernas cinza ou vermelhas. Todas as
   perdizes têm forma arredondada e pernas fortes; possuem cabeças
    pequenas com bicos curtos e pontudos que são próprios para bicar
sementes e apanhar insetos. Como todos os membros da família, a perdiz
  comum voa somente para os bosques, onde dorme, e para os campos
  onde se alimenta. O vôo baixo, a cerca de 9 m do chão, acompanha as
             ondulações do terreno e termina em vôo planado.

Até pouco tempo atrás, a perdiz comum era encontrada por toda a Europa,
 mas atualmente ela corre o risco de desaparecer dali. Ela foi introduzida
com êxito na América do Norte. Vive em bandos de 40 até 50. Em março,
 o macho começa sua batalha na procura de uma companheira com quem
passará a primavera e o começo do verão. A fêmea choca os ovos sozinha,
    protege o ninho e educa os filhotes. A perdiz do Brasil (Rhynchotus
         rufescens) é ave de campos e cerrados e pertence à ordem dos Tinamiformes.




                                   PERU
Filo: Chordata
Subnfilo: Vertebrata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
família: Phasianidae
científico: Meleagris gallopavo
inglês: Wild Turkey
alemão: Truthuhn
dinamarquês: Kalkun
espanhol: Guajolote Gallipavo
finlandês: Kalkkuna
francês: Dindon sauvage
Islândico: Kalkúni
italiano: Tacchino comune
Japonês: shichimenchou
japonês:
neerlandês: Kalkoen
Polonês: indyk
Portugues (Brasil): Peru
Sueco: Kalkon
Tamanho: São pássaros grandes: Os machos medem 117 cm (46 in) da ponta do bico até a ponta
do rabo; as fêmeas medem 94 cm (37 in).
Peso: Os machos pesam 6.8 a 11 kg. As fêmeas normalmente pesam 3.6 a 5.4 kg. Peso varia
consideravelmente com tempo de ano e disponibilidade de recurso.
Distribuição geográfica: Os Perus selvagens são uma das espécies de pássaro mais
amplamente distribuídas na América do Norte. Eles são achados ao longo da maioria dos Estados
americanos. Eles também são encontrados em algumas partes do México. Os perus selvagens
foram introduzidos na Alemanha e Nova Zelândia. (Eaton, 1992)
Habitat: Perus selvagens preferem as florestas que possuem locais abertos como pastos, campos,
pomares e pântanos sazonais. (Eaton, 1992)
Reprodução: Perus selvagens são poligamos. Machos tentam atrair fêmeas "gorgolejando" e
abanando o rabo de um lado para o outro, as asas abaixam e se arrastam no chão, a parte de trás
empena e se ergue, a cabeça é jogada para trás e inflam o peito. Podem ser ouvidos os gorgolejos
de perus selvagens machos podem ser ouvidos a uma distância de até 1.61 quilômetros. (Eaton,
1992)



Perus selvagens criam em começo de primavera; populações sulistas começam namoro em fim de
janeiro e populações do norte começam em fim de fevereiro. Eles criam uma ninhada por estação.
O ninho é uma depressão rasa no chão, normalmente cercado por grama densa, videiras, ou topos
de árvore caídos. As fêmeas põe de 4 a 17 (normalmente 8 a 15) ovos. Ela incuba os ovos durante
25 a 31 dias. Os pintinhos são precoces, e são capazes de se alimentar sozinhos dentro de 24
horas após o nascimento. Os perus jovens ficam com a mãe e o pai por todo o outono (machos) ou
o começo de primavera (fêmeas). Perus são capazes de procriação com 10 meses de idade
aproximadamente, entretanto machos jovens não são tipicamente prósperos competindo com
machos mais velhos.
É comum as fêmeas botarem seus ovos no ninho de outras fêmeas. Estas espécies também são
conhecidas por botar ovos nos ninhos de faisão. (Eaton, 1992)
Tempo de Vida: A probabilidade de vida comum para perus selvagens é calculada a 1.3 a 1.6
anos.
Comportamento: Perus selvagens são de habitos diurnos e não migratórios. De dia, eles pastam
em campos e bosques e podem ser vistos facilmente. À noite, eles empoleiram em árvores.
Perus selvagens são geralmente cautelosos, e tem boa visão e bons ouvidos. Eles podem voar a
uma dintância curta acima de 88 km/hr e podem correr a 29 km/hr.
Comunicação: Os Biólogos reconhecem 15 vocalizações de peru selvagens diferentes pelo
menos, inclusive o "gorgolejo". O "gorgolejo" é dado principalmente por machos com o propósito de
atrair fêmeas e repelir outros machos. Outras vocalizações são usadas através de ambos os sexos
para comunicar uma variedade de mensagens. (Eaton, 1992)
Curiosidades: O peru é um dos pássaros mais famosos na América do Norte.. Na realidade,
Benjamim Franklin quis fazer o peru selvagem, não a Águia Careca, o pássaro símbolo nacional
dos Estados Unidos. A popularidade do peru vem da tradição americana de comer o peru em
ocasiões especiais como Dia de Ação de graças e Natal.
Peru doméstico: O peru doméstico origina dos perus selvagens, cuja origem vem dos Estados
Unidos e México. Através de cruzamerntos e de trabalhos genéticos conseguiu-se chegar a várias
outras raças com características próprias, não só na mutação de cores, como também no peso de
cada espécie.
Há nos Estados Unidos, uma raça que não atinge o peso exagerado e é ideal para o
consumo familiar, é a Beltsville White. O macho chega a pesar 8 quilos e a fêmea 6
quilos. Perus jovens, com 6 meses de idade, chegam a pesar 3,5 quilos e uma
fêmea de um ano chega aos 5 quilos.

Além do Beltsville white, outras raças também podem ser criadas, como a Standard
Bronzeado, o Bronze peito largo (Bronze Breasted Turkey) , o Holandês branco, o
Bourbon vermelho, o Narragansett, o Negro de Norfolk e o Ardósia. O macho
holandês branco chega a pesar 15 quilos, e a fêmea, 8 quilos. Já o macho Bourbon
vermelho atinge 16 quilos, enquanto a fêmea pode ter até 9 quilos .

Subespécies (6):

Meleagris gallopavo gallopavo
Meleagris gallopavo merriami
Meleagris gallopavo osceola
Meleagris gallopavo silvestris
Meleagris gallopavo mexicana
Meleagris gallopavo onusta
Meleagris gallopavo intermedia




                 PERU-DO-MATO
NOME COMUM: Peru-do-mato
NOME EM INGLÊS: Australian Brush-turkey
NOME CIENTÍFICO: Alectura lathami
FILO: Chordata
ORDEM: Galliformes
FAMÍLIA: Megapodiidae
COMPRIMENTO: 75 cm
OVOS: 15 a 25 ovos
INCUBAÇÃO: 48 a 56 dias

Os megapodiídeos põem seus ovos para chocar em
"chocadeiras artificiais"que, conforme a espécie, utilizam
o calos dos vulcões, ou do sol, ou o calos desprendido
pela fermentação de matéria vegetal. Este último é o
caso do peru-do-mato.

                                                        Com efeito, esta grande ave semelhante a
                                                        um peru de patas gigantes vive nas
                                                        florestas úmidas da costa leste da
                                                        Austrália, onde o sol quase nunca penetra,
                                                        mas a matéria vegetal, em compensação, é
                                                        abundante. O peru-do-mato junta-a em
                                                        montes cônicos que chegam a atingir 4 m
                                                        de diâmetro por 1 m de altura, e revolve-a
                                                        de tempos em tempos até obter a
                                                        temperatura ideal para que a fêmea ponha
                                                        seus ovos.
Os ovos são postos com alguns dias de intervalo durante semanas. Até que o ultimo se abra, o
macho continua a controlar e retificar a temperatura de sua chocadeira. Cada ovo pesa
aproximadamente 200g e o filhote sai completamente desenvolvido, forte o bastante para abrir
caminho para fora do monte. Um dia depois está pronto para voar, o que representa um recorde
absoluto de precocidade entre as aves.

                                 PINGÜIN DE MACARONI

NOME COMUM: Pingüin de macaroni
NOME CIENTÍFICO: Eudyptes crysocome
NOME EM INGLÊS: Macaroni penguin
FILO: Chordata
CLASSE: aves
FAMÍLIA: Spheniscidae
COMPRIMENTO: até 60 cm
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 35 dias
CURIOSIDADE: Não sabe voar.

Os pingüins de macaroni põe dois ovos, um maior que o
outro. Mas apenas o maior dos dois é chocado. Se este for
destruído ou roubado por algum animal, os pais possam a se
dedicar ao outro ovo, que estava de reserva.

                    Os pingüins de macaroni distinguem-se das outras 15 espécies de pingüin
                    pelas longas penas amarelas que tem acima dos olhos. Eles passam o inverno
                    no mar. Na época do acasalamento, essas aves vão
                    para as numerosas ilhotas espalhadas pelo Atlântico Sul
                    e oceano Índico, perto da costa da Antártida. Formam
                                        colônias imensas, algumas com
                                        cerca de 2 milhões de indivíduos.
Os machos chegam                        primeiro,seguidos das fêmeas. Os
ovos são postos 10                      dias depois, em campo aberto ou
entre rochedos. O                       macho choca o ovo durante dez
dias; depôis vai                        para o mar em busca de comida, e vai se alimentar. Então
é a vez da fêmea,                       que fica mais uma semana no choco, e finalmente o ovo é
aberto. Depois da muda de penas, a colônia se espalha e volta para o oceano. Os filhotes estão
aptos para a reprodução ao fim de 7 anos. Como todos os pingüins, o pingüins de macaroni é
predado pelas orcas e leões marinhos.

                                       PINTASSÍLGO
                              Construtor de ninhos retardatários

NOME COMUM: Pintassilgo
NOME EM INGLÊS: Siskin
NOME EM JAPONÊS: MAHIWA
NOME CIENTÍFICO: Carduelis spinus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Frigillidae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 13 cm
Vôo ondulante
Gregário - é freqüente encontrar-se muitos indivíduos
juntos.
                           No início da primavera, os pintassilgos voltam a seu lugar de origem
                           para construir os ninhos e apresentam um belo espetáculo. O macho é
                           um lindo passarinho, com o peito coberto por um colete de amarelo-
                           limão. As asas e a cauda são pretas, marcadas de branco. A cabeça
                           tem um "chapéu" bem preto. A fêmea não é
                           tão bonita: tem coloração amarelo - pálida
                           embaixo e as partes de cima são amarelo-
                           oliva, com riscas marrons.

Os pintassilgos começam a fazer seus ninhos muito tarde e a construção
pode avançar até o verão. Os ninhos são feitos de grama, casca de
árvores e talos e forrados com penugem, em geral são construídos perto
do chão, numa forquilha de arbusto ou árvore. Os ovos são de cor azul-
pálida.

Durante o verão, os pássaros gostam de áreas arborizadas, onde se alimentam de ervas,
sementes de coníferas e alguns insetos. Sementes parcialmente digeridas servem de comida para
os filhotes. No Brasil, os pintassilgos encontram-se distribuídos da Bahia para o Sul. --



                                             Pita
NOME COMUM: Pita
NOME EM INGLÊS: banded pitta
NOME CIENTÍFICO: Pitta guajana
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Pittidae
COMPRIMENTO: 15 a 20 cm. Cauda muito curta
CARACTERÍSTICAS: Patas fortes
OVOS: 2 a 5 ovos

Todas as pitas têm plumagem esplêndida, de diversas
cores (azul, vermelha, amarela, verde). Algumas
espécies têm ainda uma "meia-máscara" negra que vai
do bico até a nuca. O corpo é pequeno e rechonchudo, e
a cauda, bastante curta.

Existem 25 espécies de pita e a maioria delas é encontrada no sudeste asiático e na Indonésia.
Embora passe a maior parte do tempo no chão, essas aves geralmente são migratórias e capazes
de cobrir grandes distâncias.

As pitas alimentam-se de insetos, vermes e caracóis que encontram no meio das folhas mortas no
chão da floresta. Todas as espécies são extremamente vorazes.

Fora da época de reprodução, as pitas são animais solitários. Elas constroem o ninho numa
árvore, utilizando galhinhos e fibras, com uma entrada de lado e um pequeno corredor. Os pais se
revezam para chocar os ovos, cujo número varia de 2 a 5.
                                 POMBA DOMÉSTICA
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
NOME EM INGLÊS: Rock Dove, Feral Pigeon
NOME CIENTÍFICO: Columba livia
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 30 cm aproximadamente
Período de incubação: 18 dias
Os filhotes passam um mês no ninho
Tempo de vida: 9 anos

                           Um dos mais velhos amigos
                           do homem

                           Os faraós tinham a pomba a seu serviço, há mais de 3000 anos antes
                           de Cristo. Eles haviam reconhecido sua grande resistência e espantoso
                           senso de direção, e usavam-na como mensageira. Mais tarde, a pomba
                           passou a ser valorizada pelo sabor de sua carne e por sua beleza
decorativa. Na verdade, há três tipos de pomba doméstica: as que são criadas para o abate; os
pombos-correio, usados para levar mensagens; e as pombas ornamentais, criadas por suas
qualidades decorativas.

A pomba de granja comum pode ser pintada, preto-avermelhada-cinza ou branca, e tem a
vantagem de ser muito fértil. O pombo-correio, cuidadosamente criado e selecionado, é pequeno,
mas tem asas grandes e enorme resistência no vôo. Sabe-se de alguns pombos que chegaram a
voar mais de 960 Km. As pombas ornamentais são criadas por causa de seu canto, por sua
habilidades acrobatas ou de vôo, ou pela sua beleza. Criam-se pombos no mundo inteiro, e eles
são alimentados com trigo, cevada, aveia e milho. A fêmea tem seis ninhadas por ano. São postos
dois ovos de cada vez. Os filhotes são alimentados com "leite de pomba", feito de células que se
formam dentro da mandíbula inferior da fêmea.




              POMBA-GOURA
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
NOME CIENTÍFICO: Goura cristata
NOME EM INGLES: COMMON-CROWNED PIGEON
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 73 a 83 cm
Plumagem: azul e verde-brilhante
Ovos: geralmente 2                                                           Período de
incubação: 17 dias

                                                                             Mais um
                                                                             condenado à
                                                                             extinção

                                Agora que o pombo gigante chamado dodó se extinguiu, a
                                pomba-goura é o maior pombo do mundo. É uma ave de colorido
                                brilhante, do tamanho de um peru pequeno. Há 3 espécies de
                                goura, todas vivendo nas florestas na Nova Guiné. Geralmente
                                andam pelos campos em pequenos grupos, apanhando frutos e
                                sementes do chão. As penas do topo da cabeça formam uma
                                crista semelhante a um leque. A ave pode erguer a crista à
                                sua vontade, produzindo o efeito de uma bela coroa
finalmente rendada.

Como todos os pombos, ela alimenta seus filhotes com "leite de pombo", uma substância
espessa parecida com coalhada, secretada no papo do pai e depois regurgitada.

A pomba-goura goza da infeliz fama de bom petisco entre os nativos da Nova Guiné, tem
sido caçada a ponto de desaparecer de certas regiões, e seu número diminuiu cada vez
mais. A menos que sejam protegidas, elas parecem condenadas ao mesmo destino triste de seu
primo, o dodó.




                                    Pombo-da-mata
                   Nome Comum: Pombo-da-mata
                   Nome em Inglês: Wood Pigeon
                Nome em Espanhol: Paloma Torcaz
                  Nome em Fancês: Pigeon ramier
                  Nome em Italiano: Colombaccio
                 Nome científico: Columba palumbus
                            Filo: Chordata
                             Classe: Ave
                       Ordem: Columbiformes
                                       Família: Columbidae
                                   Comprimento: cerca de 40 cm
   Distribuição: Encontrada em quase toda a Europa, norte da África, leste da Sibéria e no Irã.
  Características: cinza-azulado, com auda negra, pescoço verde e roxo, e asas com manchas
                                             brancas
  Reprodução: O macho corteja a fêmea na primavera, com batidas de asas e exibição de vôos
  elaborados. O ninho, bem escondido em uma árvore, é construído em abril. Feito de gravetos,
resiste a grandes tempestades. O macho e a fêmea chocam os ovos. Os filhotes, sem penas, são
                   alimentados e protegidos pelos pais. Vivem sempre aos pares.
                    Ovos: Bota dois ovos brancos e choca durante 17 a 19 dias.
Filhotes: Voam com 33 a 34 dias de                                              vida.
Alimentação: Sua alimentação inclui                                    sementes, grãos, folhas,
        brotos, nozes, frutos e,                                      ocasionalmente, lesmas e
                vermes.                                                 Comportamento: É um
  pássaro tímido que gosta de ficar                                oculto na folhagem. Durante o
   côo, suas asas fazem um som                                                sibilante.
 O pombo-da-mata é um pássaro cinza-azulado, com cauda negra, pescoço verde e roxo, e asas
com manchas brancas. Empoleirado em uma árvore, ele canta sem abrir o bico. Sua garganta se
avoluma e a cabeça balança para cima e para baixo, no compasso do canto. Quando nasce o dia,
     começa a cantar e outros pombos o acompanham. Somente no inverno ele não canta.




                                     Quero-quero
NOME COMUM: Quero-quero
OUTRO NOME: téu-téu, terém-terém e espanta-boiada
NOME EM INGLÊS: Southern Lapwing
NOME EM ESPANHOL: Tero común
NOME CIENTÍFICO: Vanellus Chilensis
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
CARACTERÍSTICAS: Possui 2 esporões sob as asas.
Faz o ninho no chão.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: América do Sul, desde
a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do
baixo Amazonas, no Brasil.
HABITAT: Habita as grandes campinas úmidas e os
espraiados dos rios e lagoas.

O quero-quero é uma ave do tamanho de uma perdiz e caracteriza-se pelo colorido geral cinza-
claro, com ornatos pretos na cabeça, peito e cauda. A barriga é branca e a asa tem penas verde-
metálicas. Apresenta um penacho na região posterior da cabeça; o bico e as pernas são
vermelhadas e tem um par de esporões no encontro das asas.

O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarma quando algum intruso invade seus domínios. É
uma ave briguenta que provova rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As
capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o
grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água.

O quero-quero, afasta os intrusos que se aproxima de seu ninho, fingindo-se ferido.


                                          Quetzal
         Um símbolo de liberdade

NOME COMUM: quetzal
NOME EM INGLÊS: Resplendant Quetzal
NOME CIENTÍFICO: Pharomachrus mocinno
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Trogoniformes
FAMÍLIA: Trogonidae
COMPRIMENTO: 25 a 35 cm CARACTERÍSTICAS:
Bico duro e compacto. Macho e fêmea têm
aparências diferentes. Pés de 4 dedos
POSTURA: de 2 a 4 ovos brancos e redondos de cada vez
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 29 dias

                O quetzal é um belo pássaro de plumagem verde-esperalda com reflexos
                dourados. Sua cauda longa ondula quando ele voa. Foi escolhido na Guatemala
                como símbolo de liberdade e sua imagem aparece na moeda do país,
                denominada "quetzal". Pertence a uma família de pássaros chamados trogões, a
                qual tem um representante no Brasil, o sucuruá. Às vezes, é chamado de
                "serpente de penas". Ele foi considerado um pássaro sagrado pelas antigas
                civilizações americanas. Suas penas eram usadas para rituais, embora o pássaro
                sempre fosse poupado. As penas da cabeça e das asas são semelhantes às da
                ave-de-paraíso.

                O quetzal vive nos ramos mais baixos das árvores das florestas tropicais do
                México e da Guatemala, em altitudes que vão de 1000 a 3000 metros. É uma ave
                tranqüila, que pode ficar horas pousada à espera de um inseto que passe ou de
                uma fruta que caia. Seu canto é um assobio ondulante que fica cada vez mais
                agudo e cessa repentinamente. Juntos, o macho e a fêmea constroem o ninho,
                geralmente escondido em um oco de árvore. A incubação é feita por turnos.
                Quando o macho entra no ninho para cumprir seu turno, ele gira e senta-se de
                maneira que as penas da cauda fiquem fora do oco.




       ROUXINOL DO JAPÃO (Leiothrix lutea )

    Espécie que reúne todas as qualidades desejadas por um
     criador: possui lindas cores, nidifica e domestica-se com
   facilidade, é resistente e possui um canto muito melodioso.

                       Características:
Atinge cerca de 15 cm. A cabeça, pescoço, o dorso, as laterais e
     as penas superiores da cauda são verde-acinzentados.

A garganta é amarelo brilhante, transformando-se em alaranjado
                                          na região do peito .

                                                 Habitat:
                                              Habitam áreas
                                           florestais, vivendo em pequenos grupos ou aos pares
                                                        durante o período reprodutivo.
                                                Cativeiro:
                São melhor mantidos em aviários amplos, com muitos arbustos, onde poderão
        encontrar insetos para comer, esconder-se e nidificar na vegetação mais frondosa.

                                          Reprodução:
  A postura é constituída de 03 a 05 ovos que são incubados alternadamente pelo macho e pela
     fêmea, por um período de 12 dias. Os filhotes deixam o ninho com 03 semanas de vida.




                                 SABIÁ-LARANJEIRA
                                  Turdus rufiventris
NOME - Sabiá laranjeira
NOME CIENTÍFICO - Turdus rufiventris

NOME EM INGLÊS: Rufous-bellied Thrush

OUTROS NOMES: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Turdidae

LOCALIZAÇÃO: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em
quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

TAMANHO: cerca de 25 cm

LONGEVIDADE: em torno de 30 anos

Nº DE FILHOTES: número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea
choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.
TEMPO DO CHOCO: O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho
também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir
à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá
laranjeira (Turdus rufiventris).

Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O
macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem
em todo o mundo. Foi motivo - com muito merecimento - de inspiração para renomados poetas
elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias "minha terra tem palmeiras onde
canta o sabiá - as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá" e nosso poeta e músico maior,
Chico Buarque "vou voltar para o meu lugar - e é lá - que eu hei de ouvir cantar - uma sabiá"

São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros
adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que
os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente
com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais
daonde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos
ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar
se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou
papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor.

Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência
dos mantenedores. Muita pessoas - 20% dos lares brasileiros tem aves - querem tê-los perto de si
e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala
é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir
domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação. Nada como
ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as
formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros.

Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita
facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de
canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo.

A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a
reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é
bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira - à medida da
cessação/diminuição da caça predatória - tem aumentado muito, especialmente nas grandes
cidades. A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução
na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas.

Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo,
Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos
naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos
cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à
exceção da floresta amazônica.

A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e
branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste
brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado. Não há disformismo sexual, a fêmea é
exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza,
procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares,
capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É
um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de
reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente.
Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e
fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer.

Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase
não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos.
Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de
árvores silvestres abundantes em nosso País. Apreciam também pimenta, amora, mariana e
alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo
do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e
chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar.

A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência
das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos "krom-
krom" ou os joão-de-barro "quel-quel-quel".

Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de
dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o
"cai-cai-balão", o camboriú, o "to-to-ito" e o "piedade". Este último é o mais solicitado de todos,
oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas. Nesse
canto, o sabiá diz claramente: piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô..... Muitos
criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo
futuramente como padrão. Existe também o canto "trinta e oito", de frase curta e muito repetitivo
são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro.

Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri.... às
vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o
emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato ;
b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo;
c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento - serve para marcar o
território e desafiar pretensos rivais - seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz
muito claro, parecendo um gato, "minhau" "minhau" várias vezes, é o sinal de sua presença para a
fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a
chamar cachorro e repetirá "tui-tui-tui-tui-tui......."- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto.
O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe
dispensa, há registro de um que viveu 32 anos.

A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pera, banana
prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também,
farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por
semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base
de 2 gotas para 50ml d'água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a
seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia,
farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de
germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo,
/ Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem
misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo
cozido e uma colher cheia de "aminosol®".

Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de
5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da
califórnia e de fácil criação. Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de
Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante
diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser
claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve
ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo
que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro,
coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros,
grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente
impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos
com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro,
ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas - que
tem a relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 1m
comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de
fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.
A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal,
para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a
banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se
uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a
banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar
a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas.

Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho
médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o
ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois
dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não
estiver bem feito - é comum que fique pontiagudo e cheio de
ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje
desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro
(canários franceses ondulados) para colocar e proteger
melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e
aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura
é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes
por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua
ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o
processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e
imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do
ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já
poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro - bitola 7
a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando
estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos
que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas
ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os
alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a
quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus
albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na
criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e
encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do
sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o
seu dialeto preferido.

                            Veja os selos criados com o tema Sabiá:
                              SARACURA TRÊS-POTES


NOME COMUM: Saracura Três-potes
OUTROS NOMES: Chirincoco, cocaleca, pone-pone,
NOME EM INGLÊS: Grey-necked Wood-rail
NOME CINETÍFICO: Aramides cajanea
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rallidae
CARACTERÍSTICAS: Pernas e pés vermelhos com o
tarso mais comprido do que o dedo médio

As saracuras são aves que vivem em pântanos e brejos,
do sul da América Central ao Uruguai e norte da
Argentina, alimentando-se de pequenos peixes,
crustáceos, insetos e larvas.No Brasil existem duas
espécies de saracuras três-potes, encontradas em todos
os Estados, tanto no litoral como no interior.

A saracura três-potes tem dorso castanho-esverdeado, pescoço e cabeça cinzentos; o peito é
castanho-ferruginoso e o bico, amarelo-esverdeado. Vive em pequenos bandos, sendo muito
comum no interior do sertão brasileiro onde constrói seu ninho no meio do junco, rodeado por água
ou nas margens dos córregos, em meio a vegetação densa.

Pequena e desajeitada, a saracura passa o dia escondida em silêncio, mas nas horas do alvorecer
e do fim da tarde, ouve-se seu canto que diz claramente "três-potes - um coco - um coco", e que,
segundo a crença popular, é prenúncio certo de chuva.




                                          SERIEMA

         NOME COMUM: Seriema também conhecida como siriema e sariema
                       NOME EM INGLÊS: red-legged seriema
                       NOME CIENTÍFICO: Cariama cristata
                        REINO: Animal
                         FILO: Chordata
                         CLASSE: Aves
                       ORDEM: gruiformes
                      FAMÍLIA: cariamidae
 TAMANHO: de 82 a 92cm de comprimento, que vai da ponta do
                         bico até a cauda.
                        PESO: 25 a 30 kg
CARACTERÍSTICA FISICA: a seriema possui porte imponente e
  cauda longa. Sua plumagem é cinza-amarelada, com finas riscas
 escuras: abdomêm um pouco mais claro, bico e pernas vermelhos.
Tem a crista formada por um tufo de penas longas, com cerca de 12
         cm. É uma das poucas aves que possuem pestanas.
                     HABITAT: áreas de cerrado, pastos e Campinas.
    DISTRIBUIÇÃO: América do Sul, leste da Bolívia ao Norte da Argentina, incluindo
Paraguai, Uruguai e todo o Brasil Central (Minas Gerais e Goiás) e Oriental (Piauí a Minas
                    Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul).HABITAT:
 DIFORMISMO SEXUAL: os machos são mais acinzentados que as fêmeas, e estas mais
                                         amareladas.
   REPRODUÇÃO: nesta época os machos lutam violentamente para disputar as fêmeas.
                                         POSTURA: entre fevereiro e março. Os macho
                                          colaboram com as fêmeas na choca dos ovos.
                                                       OVOS: de 2 a 4 ovos
                                                  INCUBAÇÃO: de 26 a 29 dias
                                        FILHOTES: nascem conertos de penugem de cor
                                         parda que com o tempo vai escurecendo o dorso.
                                          Abandonam o ninho com 12 dias de idade e já
                                       começam a emitir um som estridente para chamar a
                                                          atenção dos pais.
                                         NINHO: Os ninhos são construídos em cima de
                                      árvores de médio porte, de 1 a 5 metros de altura. Eles
                                        são rústicos, e construídos de materiais grosseiros,
                                      como gravetos, barro, folhas e estrume de gado, que é
                                      depositado no fundo do ninho, formando uma "tigela"
                                      que garante revestimento e conforto térmico durante a
incubação. É construído em cima de árvores ralas de médio porte, de 1 a 5 metros de altura.
 HÁBITOS: Andam em casais ou em associação em pequenos bandos de 2 a 5 indivíduos.
 Costuma voar somente em perigo mesmo assim seus vôos são curtos e baixos. Sua marcha
 é rápida e corre muito bem, podendo percorrer distâncias que variam entre 40 a 70 km por
                                             hora.
    ALIMENTAÇÃO: caça todo o tipo de insetos (principalmente gafanhotos), sáurios
 (lagartos), pequenos mamíferos e aves que venham ao alcance de seu poderoso bico, e não
                          gosta de se alimentar de animais mortos.

    A sua principal característica é o canto longo e estridente que pode ser ouvido a um
 quilômetro de distância, sendo, sem dúvida, a vocalização mais
importante e conhecida nos cerrados. A seriema possui a fama de
avisar quando vai chover. Dizem no campo que quando a seriema
                      canta é chuva na certa.

Se for apanhada bem pequena a seriema transforma-se facilmente num animal
doméstico. Os fazendeiros costumavam criá-la em galinheiro, pois ela come
pequenas cobras e dá um sinal de aviso à chegada de qualquer intruso. Hoje a
seriema é protegida pelo IBAMA e é proibida sua criação em cativeiro.
Já as seriemas adultas não se deixam apanhar facilmente e ficam
bem camufladas entre as árvores com sua plumagem cinza-
amarelado. Elas voam mal, mas são boas corredoras. A "crista" da
seriema é um tufo de penas bem compridas, com cerca de 12 cm,
situado na base do bico. Essas aves vivem aos pares ou em
pequenos grupos e passam o dia no chão, catando vermes,
insetos e pequenos répteis (lagartos, cobras). À noite, empoleiram-
se num galho baixo para dormir.




                        Shoebill ou Bico-de-tamanco
NOME COMUM: Bico-de-tamanco ou Shoebill
NOME EM INGLÊS: Shoebill. Outros nomes em inglês: Shoe-billed Stork, Whale-Headed Stork, Bog Bird
NOME CIENTÍFICO: Balaeniceps rex
REINO: Animal
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Ciconiformes ou Pelecaniformes
FAMÍLIA: Balaenicipitidae
GÊNERO: Balaeniceps
ESPÉCIE: B. rex
DISTRIBUIÇÃO: leste-central da África; Sul do Sudão, Uganda, Tanzânia, Zâmbia
HÁBITAT: Áreas de alagamento; pântanos de água doce, pântanos densos e grama.
ALIMENTAÇÃO: Principalmente carnívoro; peixe como lungfish, tilapia, e bichirs.
Tambémse alimenta de pequenos répteis como cobras d' água, rãs, lagartos, e
tartarugas pequenas.
STATUS: Vulnerável, protegido por lei na África. População atual entre 8 e 10 mil.
ALTURA: 115 a 140 cm
BICO: 30 cm de comprimento e 12.7cm de largura. Possui o formato de um tamanco
de madeira.
TEMPO DE VIDA: até 30 anos em cativeiro
DESCRIÇÃO: Machos e fêmeas são semelhantes em cor e aparência, os machos são
ligeiramente maiores que as fêmeas e com bico mais longos. Ambos têm penas
cinzentada e com topetes brancos que aderem atrás e fora da cabeça. Bico possui uma
cor bronzeada e pode ter manchas grandes escuras. As pernas são longas e magras.
COMPORTAMENTO: O shoebill é uma espécie solitária, raramente achadas em
grupos. Muitas vezes podem ser vistos pares que pastam em territórios opostos, mas
raramente são vistos juntos. Shoebills normalmente não emitem som mas estão
sempre movimentando o bico, uma característica de comportamento das cegonhas.
Eles podem ser achados em cima de árvores, mas normalmente é encontrado no chão
próxima a água. Eles forrageiam em ambientes rasos, aquáticos, geralmente cercado
por mato e grama. Se a água estiver muito funda, eles se levantarão em uma
plataforma flutuante de vegetação. Shoebills são muito dóceis e tolerantes com a
presença humana.
REPRODUÇÃO: a época de criar é variável mas geralmente está relacionado com o
nível das águas locais. Os ninhos são construídos com cuidado e longe dos animais e
outros Shoebills. Podem ser construídos em plataformas de vegetação flutuante, ou em
ilhas.
NÚMERO DE OVOS: Shoebills geralmente se deitam entre um e três ovos,
normalmente dois, a intervalos de até cinco dias. Geralmente só um ovo acabará
sobrevivendo. Ovos medem 80-90 x 57-61 mm.
INCUBAÇÃO: dura aproximadamente 30 dias e é compartilhada por ambos os pais.
NASCIMENTO: se tornam mais independentes em torno de 95-105 dias.
MATURIDADE SEXUAL: ao redor dos três anos, mas ainda é desconhecido.

A espécie só foi descoberta no século 19 quando algumas peles foram trazidas para a
Europa. Somente depois de anos é que foram vistos ao vivo pela comunidade
científica. Porém, o pássaro era conhecido pelos egípcios antigos e árabes. Existe
                  imagens egípcias que descrevem o Shoebill enquanto os árabes recorreram ao pássaro
                  como abu markub que significa a pessoa com um sapato.

                  Embora a maioria considere esta ave como uma cegonha, os antecedentes do Shoebill
                  estão obscuros, e nenhum parente é conhecido. Por isso são classificados na sua
                  própria família, Balaenicipitidae. Embora shoebills compartilham algumas características
                  de cegonhas, eles estão mais como as garças em muito dos comportamentos e
                  características fisiológicas, contudo também possui algumas das características comuns
                  dos pelicanos.

                  Se calcula que a a população de Shoebills está entre 8,000 a 10,000. A população
                  reduzida é devido a perda de hábitat para a agricultura, fogos, e colonização. A caça
                  também contribui ao declínio da espécie. A reprodução na natureza é muito lenta e a
                  reprodução em cativeiro é muito difícil.




                      Tadorna
Nome popular: Tadorna
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
Nome científico: Tadorna tadorna
Nome inglês: Shelduck
Nome em Francês: Tadorne de Belon
Comprimento: 65 cm (macho)
Peso: 1,5 kg (macho) - A fêmea é menor.

A muda da maioria das aves ocorre gradualmente, mas
a tadorna, como todos os anatídeos, perde as penas de
suas asas de uma vez só. Enquanto essas penas não
crescem, a tadorna é incapaz de voar. Exatamente antes
da muda, as tadornas se reúnem em grandes bandos
sobre os bancos de areia e aí ficam até poder usar de novo as asas.

                                          As tadornas se aninham nas costas do norte da Europa,
                                          nas costas do mar Negro e na Ásia ocidental. São
                                          encontradas somente nos lugares onde a maré deixa a
                                          descoberto os bancos de areia ou lodo.

                                          As tadornas são sociais e vivem em bandos. Na época da
                                          reprodução, os machos brigam pela posse das fêmeas.
                                          Seu ninho é geralmente uma toca abandonada de coelho,
                                          às vezes um pouco longe do mar. No fundo dessas tocas,
                                          a fêmea põe de 8 a 12 ovos sobre um amontoado de
                                          capim seco e os choca sozinha. Durante a maré baixa, ela
                                          sai para se alimentar.
Tangará


NOME COMUM: Tangará
OUTRO NOME: Saíra-pintor
NOME CIENTÍFICO: Tangara fastuosa
NOME EM INGLÊS: Seven-coloured Tanager
FILO: Chordata
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Thraupidae
COMPRIMENTO: 13,5 cm
ALIMENTAÇÃO: A alimentação básica na natureza
consiste de pequenas frutas e bagas, insetos que
recolhem nas folhagens e ramos.
DISTRIBUIÇÃO: Espécie exclusiva da região Nordeste.
Ocorre no litoral de Pernambuco à Alagoas.
HABITAT: Vive nas porções remanescentes de Mata
                                                   Atlânti
                                                   ca no
                                                   Norde
                                                   ste.
                                                   CARACTERÍSTICAS: Bico cônico, triangular na
                                                   base.
                                                   NINHO: Ninho em forma de taça rasa, contruído
                                                   nos galhos de árvores.
                                                   OVOS: 3 ou 4 por vez. 15-17 dias de incubação
                                                   MATURIDADE SEXUAL: 12 meses
                                                   PERÍODO DE REPRODUÇÃO: Primavera e
                                                   verão
AMEAÇA: . As populações da espécie só existem no litoral de Pernambuco e Alagoas. Foram ao
longo dos anos muito perseguidas pelos criadores de pássaros. Hoje elas estão em estado crítico
devido e encontra-se ameaçada de extinção, devido principalmente à forte pressão de caça para
abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à rápida degradação de seu habitat

O Tangará é conhecido no Brasil desde o século XVII, quando um naturalista de nome Macgrave
visitou nosso País e descreveu inúmeros representantes da nossa fauna e flora. Esta ave da um
toque latino-americano à América do Norte durante a primavera e o verão. A maior parte das 200
espécies de tangarás vive na América Central e do Sul, embora existam 4 espécies que procriam
nos Estados Unidos e Canadá.

O macho, durante a época de acasalamento, apresenta cores brilhantes, enquanto as fêmeas são
menos vistosas. Depois da temporada de acasalamento, a plumagem do machos de tangará norte-
americano são vermelhos, mas o tangará que habita as montanhas do oeste do EUA é amarelo
com asas pretas e rastro vermelho.

Há tangarás menores que um pardal e outros maiores que uma pega. Todos têm bico cônico. O
tangará raramente pousa no chão, passando a maior parte do tempo em árvores ou arbustos.
Alimenta-se de frutas, grãos, sementes e insetos. Algumas espécies vivem em bandos; outras são
solitárias. O nome tangará vem do tupi tãga 'rá.
NOME COMUM: Tangará
OUTRO NOME: Saíra-pintor
NOME CIENTÍFICO: Tangara fastuosa
NOME EM INGLÊS: Seven-coloured Tanager
FILO: Chordata
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Thraupidae
COMPRIMENTO: 13,5 cm
ALIMENTAÇÃO: A alimentação básica na natureza
consiste de pequenas frutas e bagas, insetos que
recolhem nas folhagens e ramos.
DISTRIBUIÇÃO: Espécie exclusiva da região Nordeste.
Ocorre no litoral de Pernambuco à Alagoas.
HABITAT: Vive nas porções remanescentes de Mata
                                                   Atlânti
                                                   ca no
                                                   Norde
                                                   ste.
                                                   CARACTERÍSTICAS: Bico cônico, triangular na
                                                   base.
                                                   NINHO: Ninho em forma de taça rasa, contruído
                                                   nos galhos de árvores.
                                                   OVOS: 3 ou 4 por vez. 15-17 dias de incubação
                                                   MATURIDADE SEXUAL: 12 meses
                                                   PERÍODO DE REPRODUÇÃO: Primavera e
                                                   verão
AMEAÇA: . As populações da espécie só existem no litoral de Pernambuco e Alagoas. Foram ao
longo dos anos muito perseguidas pelos criadores de pássaros. Hoje elas estão em estado crítico
devido e encontra-se ameaçada de extinção, devido principalmente à forte pressão de caça para
abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à rápida degradação de seu habitat

O Tangará é conhecido no Brasil desde o século XVII, quando um naturalista de nome Macgrave
visitou nosso País e descreveu inúmeros representantes da nossa fauna e flora. Esta ave da um
toque latino-americano à América do Norte durante a primavera e o verão. A maior parte das 200
espécies de tangarás vive na América Central e do Sul, embora existam 4 espécies que procriam
nos Estados Unidos e Canadá.

O macho, durante a época de acasalamento, apresenta cores brilhantes, enquanto as fêmeas são
menos vistosas. Depois da temporada de acasalamento, a plumagem do machos de tangará norte-
americano são vermelhos, mas o tangará que habita as montanhas do oeste do EUA é amarelo
com asas pretas e rastro vermelho.

Há tangarás menores que um pardal e outros maiores que uma pega. Todos têm bico cônico. O
tangará raramente pousa no chão, passando a maior parte do tempo em árvores ou arbustos.
Alimenta-se de frutas, grãos, sementes e insetos. Algumas espécies vivem em bandos; outras são
solitárias. O nome tangará vem do tupi tãga 'rá.
                                TARAMBOLA-DOURADA

                                        NOME COMUM: Tarambola-dourada
                                        NOME EM INGLÊS: Golden plover
                                        NOME EM FRANCÊS : Pluvier doré
                                        NOME CIENTÍFICO: Pluvialis apricarius
                                        FILO: Chordata
                                        CLASSE: Aves
                                        ORDEM: Charadriiformes
                                        FAMÍLIA: Charadriidae
                                        COMPRIMENTO: 27 cm
                                        PESO: 200 g
                                        PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 27 a 30 dias

                                          Como os gansos migratórios,
                                          as tarambolas-douradas
                                          voam em formação,
                                          desenhando no ar um V com
                                          o vértice voltado para a
frente. Supõe-se que tal formação, muito freqüente entre os pássaros
gregários (que vivem em bandos), permite0lhes economizar energia.
Cada um, ao mover as asas, produz uma pequena corrente ascendente
de ar. O pássaro seguinte da formação aproveita-se dessa corrente, de
forma que seu esforço para voar torna-se pequeno. Por essa razão as
batidas guardam sempre a mesma cadência.

A tarambola-dourada vive no norte da Europa e da Ásia, nas tundras e
terras desoladas. No inverno, migra para o sul, até as regiões do MediterrÂneo e do norte da
África. Durante o dia descansa ao sol e voa à noite. No verão, sua plumagem dourada é negra,
manchada de ouro sobre as asas e o dorso. Uma faixa branca parte do bico, contorna os olhos,
desce pelo pescoço, antes de se alargar sobre os flancos. No inverno, também o ventre fica
branco. É a fêmea que faz um buraco no chão e forra-o com raminhos antes de botar quatro ovos
manchados de castanho e verde-claro. Os filhotes deixaram o ninho assim que nascem e buscam
seu alimento, protegidos pelos pais.




                              TENTILHÃO
  O melhor exemplo de evolução das espécies

NOME COMUM: Tentilhão
NOME EM INGLÊS:
NOME CIENTÍFICO: Camarhynchus pallidus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringilidae
COMPRIMENTO: 15 cm

Quando Charles Darwin passou pelo arquipélago das
Galápagos, em 1835, na sua viagem ao redor do mundo, ele
começava a reunir argumentos em favor da sua teoria da
evolução das espécies. Segundo essa teoria, as atuais
espécies animais são o resultado da modificação de espécies
                              anteriores; um mesmo ancestral pode ter descendentes
                              inteiramente diferentes. Darwin iria encontrar nas Galápagos -
                              grupo de pequenas ilhas do Pacífico, a cerca de 1000 km da costa
da América do Sul - um exemplo perfeito de evolução: a família de tentilhões que hoje leva seu
nome.

Oriundas de um mesmo ancestral americano já desaparecido, essas aves encontraram à sua
chegada ilhas sem pássaros. Aí havia possibilidades para todas as adaptações, para todos os
modos de vida; e, pouco a pouco, os tentilhões das Galápagos deram origem a 13 espécies
diferentes, que comem coisas diferentes, que possuem bicos diferentes. Desde o bico enorme do
comedor de grãos até o bico pontudo do comedor de insetos, existe entre eles a série completa de
bicos possíveis entre os passeriformes. Uma dessas espécies utiliza um espinho de cacto para
desalojar insetos nas cascas das árvores.

Os seus hábitos reprodutores são semelhantes aos dos outros tentilhões-de-darwin. 0 macho
define um território e constrói diversos ninhos em cúpula. Exibe-se perante a fêmea e esta escolhe
o ninho ou ajuda a construir outro. 0 macho alimenta a fêmea durante o período que antecede a
postura dos seus dois a cinco ovos brancos pintados e durante os cerca de doze dias de
incubação. Os jovens são alimentados pelo casal e abandonam o ninho aos treze a catorze dias de
idade. Podem ser produzidas diversas ninhadas anuais, o que está condicionado pelas
disponibilidades alimentares.




                                         Tiê-bicudo

NOME COMUM: Tiê-bicudo
NOME CIENTÍFICO: Conothraupis mesoleuca
NOME EM INGLÊS: Cone-billed Tanager
NOME EM FRANCÊS: Le Tangara de Berlioz
CLASSE: Aves
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: THRAUPIDAE


CATEGORIA: Ameaçada de extinção no Brasil - Vulnerável.


CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
Negro com um brilho esverdeado, meio do peito e barriga brancos assim como o espéculo e a face
inferior das asas; bico e pés pretos.


                                 COMPRIMENTO: 14,5cm.
HABITAT: MT e provavelmente, ocorre também na Amazônia brasileira (alto Purus) em vegetação
       secundária meio aberta. Atualmente encontrado no Parque Nacional das Emas.

 Esta espécie esteve desaparecida de 1938 à 2003, mas foi encontrada por acaso pelo ornitólogo
 Dante Buzzetti no Parque Nacional das Emas, em 2004. Apesar de suas características já serem
    conhecidas, o canto do tiê-bicudo era inédito. A fêmea, que nunca havia sido vista por um
       pesquisador, também foi analisada. Ela foi encontrada alguns dias antes do macho.
                         Treparisco
                 Nome comum: Treparisco
               Nome em inglês: Wallcreeper
            Nome em italiano: Picchio muraiolo
              Nome em espanhol: Treparriscos
               Nome em francês: Tichodrome
                    échelette
         Nome em alemão: Mauerläufer
       Nome científco: Tichodroma muraria
                Filo: Choordata
                 Classe: aves
            Ordem: Passareiformes
                Família: Sittidae
         Comprimento: cerca de 17cm
               Ninhadas: uma por ano. 3 a 4 ovos brancos pintados de marrom

Quem diria que este bonito passarinho azul-acinzentado, de grandes manchas vermelhas nas asas
 pretas, só é encontrado nos locais mais inacessíveis? De fato, ele vive no alto das montanhas da
Europa e Ásia meridional, nos picos rochosos que se erguem sobre os prados alpinos. Alimenta-se
 dos insetos e aranhas que caça com seu bico afiado nas poucas touceiras de capim encontradas
nessa altitude. Só o frio mais rigoroso do inverno obrigando o treparisco a deixar os picos e descer
para as planícies em busca de alimento; então é visto nas paredes de todos os tipos de edifícios. A
menor irregularidade serve-lhe de ponto de apoio, e ele escala uma parede vertical como se fosse
 uma rampa. Deixa a parede subtament6e, batendo as asas como uma borboleta ou mergulhando
            de ponta-cabeça como uma ave de rapina.

A época do acasalamento é em maio e junho. O grande ninho é
 construído às presas num ligar frio e sombrio como uma fenda
   nas rochas. É redondo e raso, forrado de pêlos e penas. Os
filhotes voam três semanas depois de sair da casca, mas ainda
não estão plenamente desenvolvidos; o bico continua a crescer
                       por vários meses.




                        TUCANO-DE-BICO-PRETO
NOME COMUM: Tucano-de-bico-preto
NOME EM INGLÊS: Channel-billed toucan
NOME CIENTÍFICO: Ramphastos Vitellinus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: Ramphastidae
COMPRIMENTO DAS ASAS: 19 cm
COMPRIMENTO DO BICO: 15 cm
CARACTERÍSTICAS: Adoram banho
O gênero Ramphastos abrange 11 espécies de tucanos, das quais 7 são encontradas na
Amazônia. De maneira geral, os tucanos são aves cuja cor principal é a preta; o peito pode ser
branco, amarelo e vermelho. O bico é grande, colorido e confere à ave um aspecto engraçado. São
aves gregárias, isto é, vivem em bando e alimentam-se principalmente de frutos. Apanham também
animais vivos, como pássaros e ratos.

São aves da mata e voam menos que pulam. Aos saltos, o bando passa de um galho para outro e
assim percorre o alto da mata fazendo grande algazarra e dando verdadeiros concertos,
principalmente de madrugada e ao cair da tarde. O tucano-de-bico-preto é encontrado na parte
oeste -setentrional da América do Sul cisandina até a margem esquerda do baixo Amazonas.
Distingue-se de outra espécie (Ramphastos Ariel), também chamada tucano-de-bico-preto, por ter
a parte superior do bico amarela e o peito branco com a parte inferior vermelha. A pele ao redor
dos olhos é azul, como também a base inferior do bico. O tucano-de-bico-preto faz ninho em um
oco de árvore onde a fêmea deposita de 2 a 4 ovos; os filhotes nascem sem penas e permanecem
no ninho por 40 a 50 dias.




TUCANO DE PEITO AMARELO

NOME COMUM: Tucano de peito amarelo
NOME EM INGLÊS: Toucan Sam, a Keel-billed Toucan
NOME CIENTÍFICO: Ramphastos sulfuratus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Piciformes
FAMÍLIA: Ramphastidea
CARACTERÍSTICAS:
Os pasaros vivem em bandos até a altitude de 3000 m. A
                         língua tem uma borda peluda.
                         OVOS: 2 ovos brancos de cada
                         vez.
                         PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 16
                         dias


                           O tucano é um pássaro sul-americano que tem
                           um enorme bico formado de tecido ósseo
                           esponjoso. Por isso, o bico é leve e não cria
                           problemas para o seu equilíbrio. No vôo ele é
                           mantido horizontalmente, em linha com o
                           pescoço. Quando o tucano dorme no oco de uma
                           árvore, ele vira completamente a cabeça e
                           descansa o bico nas costas. Os maiores tucanos
                           colhem frutinhas e pegam insetos em pelo vôo,
                           com o bico bem aberto. Às vezes, atiram algum
inseto para um companheiro.

Os tucanos são facilmente domesticáveis quando filhotes. Na floresta eles defendem seu território
ferozmente. Quando são atacados por uma ave de rapina pi um animal pequeno eles se juntam
para repelir o inimigo.

Os indígenas acreditam que quando um bando barulhento de tucanos se junta é que vai chover.
Eles apreciam a plumagem brilhante desta ave e o gosto de sua carne.
                        UIRAPURU-VERDADEIRO

NOME COMUM: Uirapuru-verdadeiro
OUTROS NOME: corneta ou músico.
NOME EM INGLÊS: Organ Wren
NOME CIENTÍFICO: Cyphorhinus aradus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
FAMÍLIA: Troglodytidae
PLUMAGEM: pardo-avermelhada e bem simples
CARACTERÍSTICA FÍSICA: Tem bico forte, pés
grandes e, às vezes, nos lados da cabeça, um desenho
branco.
COMPRIMENTO: 12,5 cm.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Presente em quase toda a Amazônia brasileira, com exceção do
alto Rio Negro e da região a leste do Rio Tapajós. Encontrado também em todos os demais países
amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
HABITAT: É localmente comum no estrato inferior de florestas úmidas, principalmente na terra
                                           firme, mas também em florestas de várzea.
                                           COMPORTAMENTO: Irrequieto, locomove-se
                                           rapidamente em meio à folhagem ou mesmo no solo.
                                           Pode aparecer em casais ou junto com pássaros de
                                           outras espécies. Há uma lenda que diz que o uirapuru
                                           atrai bandos de aves com seu belo canto. A verdade é
                                           que ele apenas integra bandos em busca de comida.
                                           ALIMENTAÇÃO: Come frutas, mas, principalmente
                                           insetos. Após uma época de seca e logo que começa a
                                           chover, as formigas taocas saem de seus formigueiros e
                                           atacam todos os pequenos seres que encontram. Isso
                                           gera uma movimentação desesperada de vários seres
                                           na floresta, chamando a atenção de vários pássaros,
inclusive o uirapuru. É um banquete para todos os pássaros que comem formigas. Enquanto os
outros comem, o uirapuru canta. O seu canto, curto e forte, demonstra que ele está dominando o
território.
CANTO: Com um canto longo e melodioso, sua "intenção" é outra: a atração para acasalamento.
Esses cantos duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer, na época de
construção do ninho. Durante o ano todo, o uirapuru canta apenas cerca de quinze dias. O canto
do uirapuru ecoa na mata virgem. O som, puro e delicado como o de uma flauta, parece ter saído
de uma entidade divina. Os caboclos mateiros dizem com grande convicção que, quando canta o
uirapuru, a floresta silencia. Como se todos os cantores parassem para reverenciar o mestre.

Uirapuru, também chamado corneta ou músico, é um pássaro típico da Amazônia, da família dos
trogloditídeos, cuja plumagem pardo-avermelhada e bem simples não condiz com a exuberância
do canto, de grande beleza. Tem bico forte, pés grandes e, às vezes, nos lados da cabeça, um
desenho branco.

O nome aplica-se ainda a outros trogloditídeos amazônicos, como o uirapuru-de-peito-branco
(Henicorhina leucosticta), o uirapuru-veado (Microcerculus marginatus) e o uirapuru-de-asa-branca
(Microcerculus bambla ). Cada um deles com seu canto característico mas nenhum se iguala ao
uirapuru-verdadeiro (Cyphorhinus aradus ).

AS LENDAS DO UIRAPURU
"Um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique. Como não poderia se
aproximar dela, pediu à Tupã que o transformasse em um pássaro. Tupã transformou - o em um
pássaro vermelho telha, que à noite cantava para sua amada. Porém foi o cacique que notou seu
canto. Ficou tão fascinado que perseguiu o pássaro para prendê-lo. O Uirapuru vôou para a
floresta e o cacique se perdeu. À noite, o Uirapuru voltou e cantou para sua amada. Canta sempre,
esperando que um dia ela descubra o seu canto e o seu encanto. É por isso que o Uirapuru é
considerado um amuleto destinado a proporcionar felicidade nos negócios e no amor."

"Dizem que no Sul do Brasil, havia uma tribo de índios, cujo cacique era amado por duas moças
muito bonitas. Não sabendo qual escolher, o jovem cacique prometeu casar-se com aquela que
tivesse melhor pontaria. Aceita a prova as duas índias atiraram as flechas, mas só uma acertou o
alvo. Essa casou-se com o chefe da tribo."

"A outra, chamada Oribici, chorou tanto que suas lágrimas formaram uma fonte e um córrego.
Pediu ela a Tupã que a transformasse num passarinho para poder visitar o cacique sem ser
reconhecida. Tupã fez a sua vontade. Mas verificando que o cacique amava a sua esposa, Oribici
resolveu abandonar aqueles lugares. E voou para o Norte do Brasil, indo parar nas matas da
Amazônia. Para consolá-la, Tupã deu-lhe um canto melodioso. Assim canta para esquecer as suas
mágoas, e os outros pássaros quando encontram o uirapuru, ficam calados para ouvir as suas
notas maravilhosas. Por causa de seu canto belo, chamam de professor de canto dos pássaros."

"Um pássaro de plumas vermelhas e canto perfeito é atingido por uma flecha de uma donzela
apaixonada e se transforma num forte e belo guerreiro. Muito enciumado, um feio e aleijado
feiticeiro toca uma linda música em sua flauta encantada e faz com que o jovem desapareça.
Desde então, só restou a bela voz do guerreiro na mata. É muito difícil conseguir ver o uirapuru,
mas com freqüência seu canto perfeito é ouvido."

" Reis e rainhas cobiçam uma pena ou um pedaço do ninho do uirapuru, tidos como precioso
talismã. O homem que tiver uma pena, diz a lenda, será irresistível às mulheres e terá sorte nos
negócios. A mulher que conseguir um pedaço do ninho terá o amado fiel e apaixonado por toda a
vida. O felizardo que ouvir o canto deve fazer um pedido e este será prontamente realizado."

INSPIRANDO ARTISTAS

O uirapuru também encanta os artistas. Villa-Lobos compôs em 1917 o poema sinfônico
"Uirapuru", baseado em material do folclore coletado em viagens pelo interior do Brasil. Na lenda
que inspirou a obra, o pássaro encantado - "rei do amor" - é flechado no coração por uma moça
embevecida com a suave canção e transforma-se em um garboso jovem.

                                         URUBU-REI
                                         O papa-defuntos

FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Falconiformes
FAMÍLIA: Cathartidae
NOME CIENTÍFICO: Sarcorhampus papa
NOME EM INGLÊS: king vulture
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: até 900 mm
Pés: com 4 garras afiadas
Bico forte e recurvo
Ovos: 2 de cada vez
Os filhotes têm desenvolvimento lento e devem ser treinados pelos adultos.

                                         A voracidade dessa ave é por vezes muito útil,
                                         especialmente em regiões de clima quente. Quando
                                         muitos animais são exterminados por doença, o urubu
                                         ajuda a controlar a epidemia comendo os animais mortos
                                         e agonizantes.

                                         O urubu rei sobrevoa as planícies e florestas da América
                                         do Sul, desde o México até o Norte da Argentina.
                                         Raramente ele voa mais alto que 400 metros e nunca é
                                         encontrado em regiões desérticas. Essa ave de rapina
                                         diurna é chamada urubu rei devido ao respeito que
                                         inspira nos outros urubus americanos - o urubu negro, o
                                         urubu de cabeça amarela e o condor. Essas aves nunca
                                         disputam alimento com o urubu rei; esperam
                                         respeitosamente que ele se satisfaça para então comer
                                         o que sobra. Depois de passar a noite empoleirado em
um galho baixo, sempre no mesmo lugar, o urubu rei levanta vôo quando o sol nasce e planta
acima do topo das árvores. assim que avista uma carcaça, mergulha ruidosamente em direção ao
solo e pousa nas proximidades. Por mais fome que tenha, espera
cautelosamente durante uma hora. Então, convencido de que não há
nenhum perigo, come até mal poder se mover. De barriga cheia, exala
um cheiro forte, repugnante.




Queridos amigos

Lembre-se que qualquer animal é para estar em seu habitat
natural e não para ser criado em cativeiro.

Vamos preservar nossos animais.

								
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