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                LESÕES DESPORTIVAS NO FUTSAL –
               comparação entre diferentes níveis de equipe
                      Ângela Luciana De Bortoli e Robélius De Bortoli



1 INTRODUÇÃO



O desporto em geral requer praticantes sadios, aptos a praticá-lo de forma que lhe dê prazer.
Se o desporto em questão é o esporte competitivo, semiprofissional ou de resultados, onde
envolve interesses econômicos e sociais, a necessidade que as equipes têm de manter seus
atletas em condições física adequadas o maior tempo possível durante a temporada é, por
vezes, superior aos cuidados tomados para tal fim.

Em situações normais os cuidados com a saúde dos atletas é menor que o interesse em tê-lo
sadio. Freqüentemente encontramos pessoas responsáveis pela alimentação das equipes, seja
aquele que faz o rancho mensal para a alimentação diária, seja o responsável pela refeição
após os jogos, ou ainda quem escolhe o cardápio para os dias de jogos, com ou sem viajens,
com conhecimento restrito sobre valores nutricionais dos alimentos, quantidade de calorias
indicadas para ingestão por parte dos atletas ou combinações adequadas para um melhor
aproveitamento do organismo.

Outra situação encontrada é o pouco conhecimento que os atletas têm dos métodos de
recuperação de lesões desportivas, o que demonstra um certo grau de despreparo profissional,
tendo em vista estes dependerem de seu desempenho físico para conseguirem melhores
oportunidades e melhores classificações dentro do seu meio.

Desta forma, então, haveria diferenças entre os procedimentos de prevenção, tratamento e
freqüência das lesões desportivas entre equipes com condições diferentes na tabela de
classificação. Equipes formadas por atletas com melhores conhecimentos a respeito dos
processos de formação e cicatrização de lesões, ou seja, com uma melhor percepção cognitiva
da lesão, dispondo de departamento médico estruturado devem ter melhores resultados dentro
de quadra

Assim, baseado na pesquisa sobre os 'métodos de prevenção, recuperação e frequência de
lesões em atletas de futsal no estado do Rio Grande do Sul' (DE-BORTOLI e DE-BORTOLI,
1998), quais seriam as diferenças entre os métodos de prevenção, tratamento e incidência de
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Lesões Desportivas (L.D.) em atletas masculinos disputantes do campeonato gaúcho de futsal
adulto, Série Ouro, no ano de 1998, em diversas situações na tabela de pontuação ?



1.1 OBJETIVOS



1.1.1 Comparar incidência, tipologia, prevenção e tratamento de lesões em atletas de futsal em
diversas condições na tabela de classificação;

1.1.2 Verificar quais lesões acontecem com mais frequência em cada grupo de atletas;

1.1.3 Verificar os critérios mais utilizados para prevenção a lesões em cada grupo de atletas;

1.1.4 Verificar quais os métodos de tratamento de lesões mais frequentes em cada grupo de
atletas;

1.1.5 Caracterizar lesões do tipo muscular e articular em cada grupo de atletas.



2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA



2.1 LESÕES NO FUTSAL



Todas atividades esportivas estão sujeitas a lesão dos atletas participantes. O desporto
competitivo, de rendimento, exige dos atletas uma grande dedicação aos treinamentos e
competições, o que aumenta os riscos da formação de lesões. 'No campo da medicina
desportiva é óbvio a necessidade de permitir que o atleta lesionado retorne o mais rápido
possível às suas atividades competitivas. Contudo é importante utilizar terapias que
favoreçam o ótimo processo de cicatrização e reparação do ponto de vista biológico’
(CANATA e Cols., 1982:11), pois o atleta cumpre uma função no seu clube e grupo de
trabalho e dele se espera a conquista do melhor resultado possível, que obviamente é
prejudicado por posíveis lesões. Confirmando esta posição, Rodrigues e Pedrinelli (1993:66)
colocam que ‘o retorno do atleta traumatizado à atividade no menor prazo possível e em
perfeita condição física é o grande objetivo dos profissionais da área da medicina do esporte,
e o gelo contribui intensamente para que tal fato ocorra, desde que científica e
cuidadosamente utilizado’.

Em cada esporte há ocorrência de grupos de lesões desportivas específicas. No futsal (futebol
indoor ou soccer indoor) a literatura ainda não é muito extensa, contudo vários autores
apresentam resultados de estudos sobre a incidência de lesões. No quadro I estão
representados os grupos de lesões que ocorrem com mais freqüência no futsal, divididos pelo
autor de acordo com suas características.
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QUADRO I: Lesões mais freqüentes no Futsal (OLIVEIRA, 1990:151-152).
       Lesões nas
                              Lesões Musculares           Lesões Cortantes          Lesões com Fraturas
     Articulações
Entorses de tornozelo    Tendinite e rutura do Aquiles   Ferimentos cortantes   Fraturas de tíbia
Entorses de joelho       Distensões Musculares do        na face                Fratura clavícula e dedos das
Lesões ligamentares de   bíceps femural                                         mãos (goleiro)
joelho                   Distensões Musculares do                               Fraturas Malar (goleiro)
Ruturas de menisco       quadríceps                                             Fraturas do escafóide
                         Distensão virilha                                      (goleiro)
                         Cãibras na Panturrilha



Outros autores apresentam dados quanto a origem das lesões no futsal onde '66,7% das lesões
encontradas em atletas de futsal aconteceram em lances de disputa de bola e é a causa mais
frequente' (DE-BORTOLI e DE-BORTOLI, 1998), resultados semelhantes encontrados por
Lindenfeld e Cols. (1994) e Hoff e Martin (1986) que, 'em estudos com jovens sub 16 anos
afirmam que 24,3% das lesões no futebol necessitam de atendimento médico e que 66,6% das
lesões resultaram de contato físico entre atletas'. Quanto a gravidade das lesões, Lindenfeld e
Cols. (1994) 'encontraram lesões com maiores gravidades em grupos de atletas acima de 25
anos de idade', posição confirmada por Tucker (1997:22) que afirma que 'o risco de lesões
graves aumenta com a idade' com 'as lesões dos goleiros não diferindo dos não-goleiros'
(LINDENFELD e Cols., 1994).

Em um estudo mais detalhado comparando 824 atletas, homens e mulheres em futebol indoor,
Putukian e Cols. (1996) encontraram ocorrência de '65,8% das lesões suaves/leves com 71,4%
das lesões ocorrendo nas baixas extremidades. Entorse em tornozelo foram as lesões mais
comuns e combinadas com lesões de ligamento de joelho foram as lesões sérias mais comuns,
demonstrando baixa incidência de lesões em homens e mulheres, bem como similaridade nas
lesões no futebol indoor e outdoor'.



2.2 SINTOMAS



'Quanto a sua manifestação, as lesões desportivas (L.D.) podem ser classificadas como agudas
ou crônicas' (GONÇALVES e Cols., 1995). As L.D. Agudas são de evolução imediata e
segundo Ayres e Gonçalves (1989) 'são imprevistas e causadas por acometimento súbito
(agente mecânico) fator externo que atua sobre os tecidos e vence sua oposição'. Para Amorim
e Cols. (1988) as lesões agudas decorrem de 'movimentos bruscos em que o indivíduo faz um
esforço para o qual não está preparado'. 'As lesões agudas provocam uma reação inflamatória
com células de defesa, congestão vascular e exsudato protéico constituído por número
variável de neutrófilos e macrófagos, mas nenhum ou alguns linfócitos. Os sinais clínicos são:
calor, vermelhidão, tumefação, dor e perda da função' (ROBBINS, 1975). As L.D. Crônicas
são de evolução cumulativa e segundo Ayres e Gonçalves (1989) 'ocorrem quando uma
estrutura (óssea, muscular, tendínea ou articular) é exposta à ações repetitivas'. Amorim e
Cols. (1988) complementam afirmando que 'são lesões que se mantêm ao longo do tempo
com períodos de remissão e exacerbação, devido a lesões consecutivas da mesma estrutura,
sem nunca haver recuperação completa'.
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Robbins (1975) considera a fase crônica das L.D. quando 'acumula-se grande número de
linfócitos com sintomas que podem durar de meses a anos'. Como causa, Grisogomo (1989)
coloca que 'as lesões crônicas ocorrem por excesso de uso, dor que aumenta gradualmente,
com associação direta a certa atividade, usualmente repetitiva'. Para Lenamar (1989) as lesões
desportivas crônicas podem ter suas causas na 'iniciação desportiva precoce onde acontece
uma antecipação prematura da prática esportiva', o que serve de alerta para os profissionais
que atuam na formação e iniciação no futsal para evitar esta deturpação nos objetivos
inicialmente propostos.

As lesões desportivas podem ser divididas também quanto a estrutura atingida. Desta forma,
as L.D. freqüentes no futsal são enquadradas em dois grupos: lesões musculares (incluindo
ferimentos cortantes) e lesões articulares (meniscos, ligamentos e cápsula articular). As
fraturas entram em um outro grupo de L.D. que são geralmente relacionados com a fatalidade
e com diagnóstico facilitado na maioria dos casos por apresentar sintomas bem característicos,
com mínimas possibilidades de prosseguimento das atividades do atleta sem o tratamento
necessário.

Quanto a caracterização das diversas L.D. musculares, Oliveira (1979) coloca que
'escoriações são ferimentos superficiais, mas extensos, interessando unicamente a pele.
Costumam ser muito dolorosos, especialmente quando envolvem grandes porções de pele
(esfoladura)'. 'A contusão muscular caracteriza-se por sintomatologia dolorosa e intensa e
incapacidade funcional, sem provocar aparente solução de continuidade do tegumento
comum. Pode provocar desde uma simples dor localizada, contratura, isquemia, hemorragia
interna até rotura muscular' (PINI, 1983:48-49). De acordo com OLIVEIRA (1979), 'a
contusão não ocasiona corte na pele e músculos, mas ferimentos profundos das partes
subcutâneas, de onde tem origem o derrame de sangue e linfa sob a pele, produzindo
hematoma. Os sintomas são: dor, inchação e vermelhidão' sendo que 'a contusão nos estágios
inicias não aparecem marcas pretas ou azuis' (HARTLEY, 1983).

Esta contusão muscular também apresenta subdivisões, em vários estágios, de acordo com sua
gravidade. Pini (1983:48-49) classifica as contusões musculares em 'contratura muscular -
contração muscular involuntária e dolorosa - e distensão que é uma lesão muscular verificada
durante a contração muscular, caracteriza-se por rotura ou arrancamento de fibras musculares,
acompanhada de rotura de vasos sangüíneos'. As distensões musculares, segundo Oliveira
(1979), 'são acidentes que interessam a um músculo ou um grupo de músculos, modificando
sua relação natural com os ossos ou ligamentos aos quais estão presos. Os sintomas mas
comuns são dor e inchação localizados no percurso do músculo inteiro, muitas vezes com
reflexos espasmódicos em outros músculos, dificultando os movimentos'.

Além das musculares, as lesões articulares também ocorrem com freqüência. Oliveira (1979)
cita uma das mais graves lesões articulares, a distorção (distensão) de ligamentos,
caracterizando-a como 'acidentes que atingem os ligamentos das articulações, determinando-
lhes frequentemente a rotura'. Böhler (19483a:37-39) apresenta um histórico detalhado sobre
as lesões articulares, divididas em contusão, distensão, torções, luxações e desgarros
articulares.

           'CONTUSÃO: lesão articular produzida por uma violência direta que haja fratura, luxação nem
           grave lesão ligamentar. Articulação fica inchada, dolorida a pressão no lugar da contusão e
           mostra derrame sanguineo (hematoma). Existe sempre limitação de movimentos, mas menos
           pronunciada.
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             DISTENSÃO OU TORCEDURA: Lesão articular produzida por uma violência indireta que
             conduz a um movimento além do limite da articulação. Pode produzir uma distensão dos
             ligamentos e da cápsula articular até rompimento de um lado. Se os ligamento são apenas
             distendidos a articulação conserva sua firmeza e se os ligamentos rompem de um lado a
             articulação fica mais u menos frouxa (subluxação). Nas distensões sem rompimento de ligamentos
             a mobilidade esta mais limitada que nas distensões com rompimento.

             LUXAÇÃO: Um deslocamento repentino e duradouro dos extremos articulares, parcial ou
             completo, produzida por uma violência exterior. Só acontece quando de um lado se rompe a
             cápsula articular e uma parte dos ligamentos.

             DESGARRO DA ARTICULAÇÃO (LUXAÇÃO IRREGULAR): Grave lesão articular com ruptura
             da maior parte dos ligamentos. A parte periférica do membro pode ser levada em todas as
             direções e não encontra resistência elástica, que é o sinal mais característico das luxações'.

Quanto a rutura (ruptura) de ligamentos cruzados da articulação do joelho, Böhler
(1948³b:1158) assim as divide, de acordo as suas causas:

             'Ruptura de ligamento cruzado anterior (isolado): Causa: Hiperextensão do joelho quando uma
             força atua diretamente à frente da articulação. Ao mesmo tempo rompem ligamentos acessórios e
             cápsula articular na parte posterior da articulação.

             Ruptura de ligamento cruzado posterior (isolado): Causa: Joelho flexionado em ângulo reto, uma
             força violenta atua sobre o extremo superior da tíbia. Ex. motociclista chocando-se o joelho a
             algum obstáculo. Esta ruptura é muito menos freqüente que a do ligamento cruzado anterior'.




No quadro II está representado o diagnóstico diferencial das lesões de menisco e ligamento
lateral interno (medial) de joelho. Estão caracterizados os mecanismos causadores da lesão,
tipo e localização da dor apresentada pelo atleta, aparência e limitações da articulação.



QUADRO II. Diagnóstico diferencial de lesões de menisco / ligamento. (KRÖMER citado
por BÖHLER, 1948³b. p.1172)
                                      Distorções de ligamento lateral    Ruptura de ligamento lateral
   Lesões de menisco interno
                                                   interno                           interno
                                  Mecanismo indireto por rotação e Mecanismo indireto por rotação e
Mecanismo indireto por rotação
                                  inflexão lateral                    inflexão lateral
Dor intensa e imediata            Dor inicial leve que vai aumentado  Dor intensa e imediata
Não há inchaço                    Não há inchaço                      Há inchaço
Não há derrame                    Não há derrame                      Hemartrose
A extensão só fica limitada
                                  A extensão pode estar limitada        A extensão está limitada
quando existe bloqueio
Dor interna por adução            Dor interna por abdução             Dor interna por abdução
Dor a pressão somente na          Dor a pressão somente mais acima da Dor a pressão acima e abaixo da
interlinha articular              interlinha articular                interlinha articular
                                                                                            6



2.3 TRATAMENTOS



Lesões Desportivas diferem entre si na sua etiologia, tipologia, tratamento e período para
cicatrização. 'Após pancadas, hematomas, lesões musculares, derrames articulares, entorses,
lesões ligamentares e de tendões, aplica-se gelo' (OLIVEIRA, 1990:139-140), confirmado por
Starkey (1976) Scott (1984) e Knight(1985) que ‘referem não ter dúvida que a crioterapia é o
tratamento de escolha, de imediato, para as lesões agudas em atletas em geral, associado a
proteção, repouso, compressão e elevação do membro afetado. Quando utilizado
adequadamente diminui a quantidade de tecido lesado, o edema, o espasmo muscular, a dor e
o tempo de incapacidade, permitindo recuperação rápida da lesão'. Assim, com exceção das
escoriações onde o procedimento mais adequado é 'limpar com água e sabão, soro fisiológico
ou água oxigenada; aplicar sobre o ferimento um anti-séptico e cobrir com gaze esterilizada'
(OLIVEIRA, 1979), as demais lesões musculares são melhor tratadas se aplicado gelo. De
acordo com Hartley (1983), 'o tratamento para as contusões é a aplicação de gelo durante 8
horas ou tanto tempo quanto for possível', posição corroborada por Oliveira (1979) segundo o
qual 'o tratamento das contusões está na aplicação de gelo nas primeiras 24 horas, após
aplicação de compressas de água quente. Este procedimento é explicado da seguinte forma: o
frio contrai os vasos sangüíneos diminuindo a sangria; o calor, aplicado quando não há mais
perigo de hemorragia, dilata os vasos provocando afluxo de sangue ao local e apresentando
regeneração dos tecidos'.

'A recuperação da distensão muscular (PINI, 1983:48-49) é lenta e conforme a gravidade     há
necessidade de intervenção cirúrgica, imobilização com gesso e dois a três meses ou mais   de
tratamento', posição confirmada por Oliveira (1979) afirmando que 'o tratamento para       as
distensões musculares é massageamento suave e enfaixamento que permita o repouso           da
região afetada'.

As L.D. de articulações, mais especificamente de ligamentos são mais rigorosas em seu
tratamento sendo que para 'distorção (distensão) de ligamento é necessário repouso com o
membro levantado, aplicação de gelo nas primeiras 24 horas; aplicação de calor, fazer leves e
repetidas massagens sobre o local' (OLIVEIRA, 1979). Canata e Cols. (1982:12) encontraram
'bons resultados no tratamento de lesões musculares e osteoarticulares por meio de campos de
impulsos eletromagnéticos de alta freqüência e baixa intensidade, sem observar efeitos
colaterais. Contudo os efeitos são melhores se a patologia for tratada precocemente, na fase
aguda’. Lesões articulares de menor gravidade como entorses, 'no tratamento são aplicados
banhos quentes e frios alternados, sempre iniciando e terminando com o banho quente. Em
lesões pequenas recomenda-se 3 minutos quente/1 minuto frio; em lesões maiores, 5
minutos/1 minuto, sendo recomendado no máximo 6 imersões de cada, em 3 sessões diárias'
(OLIVEIRA, 1990:141-142). Esta posição é confirmada por Rodrigues e Pedrinelli (1993:66)
que indicam ‘o uso de gelo no local da lesão, como tratamento inicial das afecções
traumáticas, particularmente as contusões, entorses com ou sem rotura ligamentar e algumas
fraturas, tem lugar bem definido no arsenal terapêutico médico' por seus efeitos que são:
'vasoconstrição, diminuição do aporte sangüíneo, diminuição do hematoma e efeito
anestésico' (OLIVEIRA, 1990:139-140).

Além destes efeitos, Lianza (1985) sugere que ‘após 10 a 15 minutos da utilização do gelo e
vasoconstrição inicial ocorre uma vasodilatação reflexa profunda, sem aumento de atividade
metabólica local. Esta redução do metabolismo determinado pela queda da temperatura leva a
uma diminuição de oxigênio e nutrientes necessários, na área afetada. Fica, portanto, evidente
  NOME DA      Tendinite      Entorse         Estiramento       Rutura Muscular             CÃIMBRA
   LESÃO       (p. 143-146)   (p.137-138)     (p. 135-136)      (p. 133-134)                (p. 129-130)



                              Quedas, giros                     Falta de aquecimento        Esforço excessivo
                                                                Fadiga musc. Intensa
                                                                Preparação Muscular
   CAUSA
                                                                deficiente



               Inflamação do Hiperextensão de Sintoma – dor     Rompe fibras musculares     Contração/
               tendão        ligamentos        quando usa o     desde algumas até todas     Contratura
                             Dor forte e edema músculo          1º grau - estiramento
                             e por vezes                        2º grau – dificulta mov.,   Forte, aguda,
                             hematoma                           hematoma, rutura parcial    involuntária,
   O QUE É                                                      3º grau – rutura total,     dolorosa e
                                                                depressão/buraco no         prolongada
                                                                músculo
                                                                                                                                                                                     temperatura muscular de até 11 graus centígrados por hora'.




           Repouso, calor, Gelo no mínimo     Gelo, relaxante   2º grau – gelo, repouso,    Alongar o músculo
           antinflamatório 20 minutos         muscular, calor   antinflamatório,            com cãimbra
                           seguidos           apóes 24 horas,   relaxantes (massagem
                                                                                                                QUADRO III. Caracterização das lesões musculares (OLIVEIRA, 1990).




TRATAMENTO                 Imobilização       ondas curtas,     nunca)
                           Banhos/contraste   ultrassom         3º grau - cirurgia



                                              Aproximadamen 2º grau – 30 a 60 dias          Imediata
RECUPERAÇÃ                                    te 15 dias
    O
                                                                                                                                                                                     dia, para que não haja efeito vasodilatador, e de até 30 minutos para se ter uma queda de
                                                                                                                                                                                     ‘relata que a vasoconstrição cutânea aumenta com a queda de temperatura da pele a 15 graus
                                                                                                                                                                                     centígrados, abaixo disto a vasodilatação ocorre atingindo seu máximo a 0 graus centígrados


                                                                                                                                                                                     aplicação de gelo para alcançá-lo’ (KOWAL, 1983), contudo, Hocutt (1981) preconiza que 'o
                                                                                                                                                                                     (geralmente após 25 minutos de aplicação de gelo)' e ‘quanto maior for a profundidade do
                                                                                                                                                                                     músculo lesionado menor é a diminuição da temperatura e, portanto maior o tempo de

                                                                                                                                                                                     tempo de aplicação do gelo nas lesões desportivas deverá ser de até 15 minutos, 3 vezes ao
                                                                                                                                                                                     a indicação da aplicação de gelo imediatamente após traumas esportivos'. Guyton (1981)
                                                                                                                                                                                                                                                                                   7
                                                                                              8



Quanto aos cuidados na utilização do gelo no tratamento de L.D., Covington e Basset (1993)
‘alertam que há possibilidade de lesões de nervos periféricos, especialmente em atletas, que
apresentam diminuída quantidade de tecido adiposo subcutâneo’.

No quadro III estão caracterizadas as lesões musculares (câimbra, rutura muscular,
estiramento, entorse e tendinite), suas causas, qual a reação objetiva no organismo, o
tratamento e período de recuperação.



2.4 PREVENÇÃO



O primeiro passso para um bom tratamento das L.D. é a sua prevenção. Várias estratégias de
prevenção são difundidas e aceitas entre a comunidade esportiva, entretanto, nem todas
representam meios seguros e eficientes de evitar-se a formação de lesões. Alguns autores
como Oliveira (1990:19-22) e Kujala e Cols. (1997:403) citam que 'como prevenção a lesões
musculares pode-se usar aquecimento (que aumenta o metabolismo, aumenta o aporte
sangüíneo nas células, melhorando a transmissão nervosa) e alongamento que incremente a
flexibilidade', contudo, trabalhos de Hoff e Martin (1986) demonstraram que 'não houve
relação observada entre risco de lesões e posição, conduta dos exercícios de aquecimento ou
capacidade/titulação do Treinador', sendo que, em recente pesquisa De-Bortoli e De-Bortoli
(1998) encontraram diferenças entre a tipologia de lesão em cada grupo de posições, no futsal.

Mas não só aquecimento e alongamento são citados como possíveis fatores preventivos de
lesões. Klafs e Lyon (1981) colocam que 'o treinamento, quando bem explorado, além de
trazer resultados positivos, contribui para reduzir a incidência de agravos à integridade física
do esportista. É o que Greco e Chagas (1992:48) caracterizam como 'Rendimento Desportivo,
cujos componentes se constituem da técnica, tática, preparação física, capacidades psíquicas,
aspectos de constituição física e saúde e condições sociais, tanto externas quanto internas ao
grupo'.

Dentro dos aspectos de constituição física e saúde, a alimentação e reposição hídrica
contribuem, também, de forma significativa para prevenção de L.D.. Olszewer e Naveira
(1997:100) citam que 'segundo recomendações do American College of sports Medicine, os
atletas devem consumir dieta e líquidos adequadamente 24 horas anteriores a competição;
ingerir 500 ml de líquidos aproximadamente 2 horas antes da competição; e durante a
atividade física deve-se hidratar precocemente e regularmente (aproximadamente 180 ml a
cada 15 minutos)'. Este procedimento, embora aparentemente trivial, concorre efetivamente
para que o atleta mantenha suas funções orgânicas em equilíbrio, retardando a fadiga e
disponibilizando maiores recursos energéticos para a prestação esportiva, dificultando a
formação de lesões.

Uma correta percepção subjetiva da lesão por parte do atleta também contribui para a sua
prevenção e recuperação. Crossman (1997:338) sugere que a 'aplicação de estratégias
psicológicas para terapias de lesões podem fazer grande diferença na velocidade e eficiência
de recuperação'. O atleta, quando ciente dos riscos que corre, dos processos de formação de
lesão, métodos de tratamento e período necessário para a sua reintegração às atividades
esportivas competitivas tem melhores condições para 'proteger-se' sem diminuir a sua
capacidade de prestação desportiva.
                                                                                                             9



2.5 CAUSAS



Os esportes diferem entre si em vários, quanto a sua estrutura, prática, regras, etc., e por isto
mesmo, de acordo com Hell e Schonle (1987) 'as lesões desportivas (LD) estão diretamente
associadas às modalidades esportivas praticadas', e como tal devem ser estudadas
separadamente quanto às suas causas, pois estas são específicas de cada evento. Inklaar
(1994) 'sugere que as lesões têm fatores de risco intrínsecos (flexibilidade, instabilidade
funcional, etc.) e fatores de risco extrínsecos (equipamentos inadequados, condições de
quadra, etc.); que a origem das lesões pode diferir entre diferentes subgrupos; como
conseqüência, diferentes subgrupos podem realizar tratamentos diferentes para reduzir
incidência e gravidade da lesão; que há poucos estudos sobre lesões no futebol, por isto
sugere para futuros estudos uniformização de termos e definições'. Esta posição é
compartilhada por Meneses (1983) que descreve 'fatores intrínsecos e extrínsecos que
colaboram na intensidade da ocorrência de lesões desportivas (LD), indo das instalações
desportivas até a ocorrência do dopping, passando por calçado e piso, objetivo da modalidade,
proteção corporal, vida diária do atleta, escolha do esporte e tipo de condicionamento'.

Contudo, em relação ao futebol indoor e outdoor, os fatores de risco intrínsecos e extrínsecos
assim como estão presentes na prática, alguns possuem pouca influência nas lesões
apresentadas pelos atletas. Barker e Cols (1997:73) 'afirmam que alguns autores concordam
com os fatores proteção de tornozelo, tipo de pé e frouxidão de articulações como efetivos
fatores de risco de lesões contudo, há muita controvérsia quanto aos demais fatores de risco'.
Esta controvérsia pode ser constatada através de afirmações de diferentes autores quanto aos
fatores causadores de lesões. Se o alongamento pode prevenir lesões (KUJALA, 1997:403) 'o
excesso de exercícios de alongamento pode provocar lesões musculares' (OLIVEIRA,
1990:19-20), necessitando quantificar o alongamento para obter-se a medida exata, o que
seria muito difícil pois a individualidade dos atletas e dos esportes requerem níveis e padrões
diversos e próprios. No quadro IV esão apresentadas as causas das lesões musculares nos seus
diversos graus, de forma genérica, abrangente, sem contudo perder objetividade.



QUADRO IV: Causas das lesões musculres (PINI, 1983:48-49)
      CONTRATURA                    CONTUSÃO
                                                                  DISTENSÃO MUSCULAR
        MUSCULAR                   MUSCULAR
É provocada por estímulo       É uma lesão            Nos atletas parece estar relacionada à inatividade
mecânico, comumente            provocada por agente   física prolongada, falta de preparo físico, falta de
representado por uma pancada   externo, geralmente    aquecimento muscular adequado, ao uso de técnica
ou um ‘pinçamento’ do          do tipo mecânico.      inadequada ao gesto esportivo praticado, falta de
músculo.                       (HARTLEY, 1983 e       atenção na execução dos movimentos próprios da
                               OLIVEIRA, 1979)        modalidade esportiva praticada, idade, entre outros



Além das lesões musculares, as lesões articulares estão presentes no futsal com certa
freqüência e possuem um mecanismo próprio de formação. Esta 'individualidade' das lesões
articulares está muito claramente explicada por Salter (1985:33-36) quando coloca que 'a
cápsula e ligamentos articulares fibrosos permitem a amplitude desejada do movimento,
porém conferem estabilidade da articulação evitando movimentos indesejáveis. Estas
estruturas reagem a condições anormais de 2 formas: 1) tornando-se impropriamente
                                                                                                        10



distendidas e alongadas (frouxidão articular) e, então, permitindo instabilidade da articulação
e 2) tornando-se tensas e encurtadas (contratura articular) limitando a amplitude do
movimento articular. A frouxidão articular provém de: a) frouxidão congênita generalizada de
cápsulas e ligamentos (causa genética); b) lesão traumática (luxação traumática e subluxação
com rupturas de cápsulas e ligamentos); c) infecção (na artrite séptica a cápsula pode ser
destruída pelo pus, provocando luxação patológica da articulação)'.

Não bastasse as lesões do tipo muscular e articular, específicas da prática desportiva, uma
outra forma de lesão muscular ocorre com certa freqüência e atua de forma lenta, destruindo a
'vida útil' do atleta, reduzindo suas possibilidades de performance qualitativamente e
quantitativamente. 'A miosite ossificante é uma formação onde o músculo apresenta uma
densidade cálcica. No seu tratamento e prevenção deve-se abster-se de cargas funcionais
prematuras e massagens' (SCHINZ, 1953). Esta afirmação, embora antiga, parece ser aceita
através dos tempos pois Kujala e Cols. (1997:402) confirmam 'a possibilidade de formação da
miosite ossificante por massagem enérgica na recuperação de lesões musculares'. Este tipo de
lesão, provocada não pelo esporte, mas pela terapia e reintrodução do atleta nas suas
atividades normais é explicada por Böhler (1948:48-52) assim: ‘a miosite ossificante
traumática não é conseqüência de traumatismos primários, da luxação; tampouco do
secundário, da imobilização se esta foi realizada precocemente e com cuidado, senão que
depois da imediata e exata imobilização é exclusivamente resultado do tratamento seguinte, o
tratamento consecutivo e a irritação prolongada produzida no músculo, representada pela
inadequada aplicação de vigorosas massagens e enérgicos movimentos passivos’.



QUADRO V. Concepções sobre Massagem Enérgica. (BÖHLER 1948³a:56-58)
                  Postura a favor da
   Lesões                                                       Contra a massagem
                      massagem
              Só desaparece com           Desaparecem espontaneamente. Não se pode eliminar hematomas
Hematomas
              massagem                    sanguineos em cavidades, por exemplo.
                                          Quando desaparece o hematoma não há mais edema (1 semana
Edemas        Onde mais utiliza-se.       depois do acidente). A massagem produz inchação e consequente
                                          dor local.
                                          Atrofia se produz da inatividade ou dor permanente que alteram a
              Impede a atrofia muscular e
Atrofia                                   circulação causando uma defeituosa nutrição do músculo. A
              fortifica o músculo
muscular                                  massagem causa dor pelo movimento e consequente inchaço, sinal
              debilitado.
                                          da circulação defeituosa
              Impede o surgimento e
Miosite
              contribui para o seu        É sua causa. Produz irritação continuada no local.
ossificante
              desaparecimento.



No quadro V estão representados os argumentos de defensores da massagem como método de
tratamento de diversas lesões e os argumentos contra a utilização da massagem como
tratamento, demonstrando suas inconveniências.

Vale ressaltar que outros fatores concorrem como causa da formação de lesões e
aparentemente são considerados apenas sob a sua contribuição ao rendimento. Por exemplo, 'a
deficiência hídrica corporal pode aumentar a probabilidade de prejuízo da performance
esportiva e lesões teciduais provocadas pela hipertermia' (OLSZEWER E NAVEIRA
1997:101). A ansiedade também interfere tanto no rendimento como pode contribuir para a
                                                                                             11



formação de L.D., pois, de acordo com Garcia e Aragües (1998), 'muito altas ou muito baixas
pontuações na escala de ansiedade traço favorece o surgimento de lesões desportivas'.

Mas um dos fatores que mais frequentemente contribuem para a formação de L.D. está
relacionado com a percepção subjetiva e cognitiva das capacidades físicas, psicológicas e
técnicas do atleta. Kratzer (1998:74) afirma que a 'fadiga psicológica leva a um
comportamento de risco. O atleta tem a tendência a correr mais riscos', confirmando
Crossman (1997:335) quando cita que 'alguns atletas possuem a falsa auto-imagem de
invulnerabilidade, assumindo riscos desnecessários com objetivo de vencer'. Kujala e Cols.
(1997:402) são mais diretos quando afirmam que 'um grande estresse psicológico pode causar
lesões musculares'. Esta fadiga e ansiedade geralmente são produzidas pelo próprio
treinamento. Hagedorn (1997:14) explica que a 'sobrecarga de treinamento e jogo conduz a
experiências de insucesso que provocam ansiedade e lesões por fadiga' e Crossman
(1997:335) complementa afirmando que 'os atletas dispendem muita energia para a
preparação física para competição e freqüentemente não estão preparados psicologicamente
para manipular o estresse associado com imprevisíveis e inesperadas lesões'.



3 METODOLOGIA



3.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA



Pretende-se realizar um estudo comparativo e exploratório entre jogadores de futsal, categoria
adulto, verificando suas percepções subjetivas quanto aos cuidados relativos à prevenção,
incidência e tratamento de lesões desportivas utilizados por eles, em seus clubes.

A população abrangida neste estudo são os atletas da categoria adulto, disputantes do
campeonato gaúcho de futsal, Série Ouro (elite). A amostra selecionada para responder ao
questonário sobre lesões foi composta de 3 equipes da região do Planalto Médio do Estado do
Rio Grande do Sul em situações diferentes na tabela de classificação do Campeonato Gaúcho
do ano de 1998, totalizando 27 atletas ou 9 atletas por equipe. Os questionários foram
respondidos na semana anterior ao último jogo de cada equipe na fase classificatória do
campeonato. A equipe 'X', a partir de agora chamada de Classificada, obtivera sua
classificação à segunda fase do campeonato com certa antecedência e jogaria o último jogo
apenas para definir a colocação entre os 3 primeiro da tabela. A equipe 'Y', a partir de agora
chamada de Desclassificada, jogaria o último jogo sabendo com antecedência que estaria
rebaixada à divisão de Prata, portanto sem pretensões quanto a colocação pois já a alguns
jogos estava confirmado sua colocação final. A terceira equipe, 'Z', a partir de agora chamada
de Disputante, jogaria seu último jogo sob pressão de ter que vencer para conseguir classificar
para a outra fase. Esta situação arrastava-se nos últimos jogos e ao clube havia a possibilidade
de classificar ou encerrar sua participação nas competições naquela temporada, sem contudo
haver risco de rebaixamento de divisão.
                                                                                           12



3.2 INSTRUMENTOS



A partir do trabalho experimental elaborado por De-Bortoli e De-Bortoli (1998), onde um
questionário com perguntas abertas para coletar informações sobre as lesões desportivas no
futsal foi sugerido, foram reavaliadas as questões de acordo com os resultados obtidos e o
instrumento foi aperfeiçoado, com 46 questões referentes a L.D., sendo que trinta e oito (38)
questões foram formuladas de forma objetiva e o atleta deveria responder, assinalando com
um 'x', as perguntas, na escala LIKERT de '0' a '3' (0 - corresponde a 'não/nunca'; 1 -
corresponde a 'algumas vezes'; 2 - corresponde a 'frequentemente' e 3 - corresponde a
'sempre') e oito (8) questões foram formuladas de forma aberta, onde o atleta deveria citar
qual tratamento realiza para recuperar determinada lesão.

O questionário foi dividido em seis (6) grupos de perguntas: a) quanto a ocorrência de lesões;
b) quanto ao medo de lesionar-se; c) quanto a origem das lesões; d) quanto a prevenção de
lesões; e) quanto as causas das lesões e f) quanto ao tratamento das lesões.

Os dados coletados foram analisados inicialmente em relação as médias e desvios padrões
obtidos em cada grupo de atletas, em cada questão. Após foram reunidas as médias e desvios
padrões dos grupos de questões referentes ao mesmo tema, em cada grupo de atletas. No final
foram comparados os resultados dos três (3) grupos de atletas.



4 RESULTADOS E DISCUSSÃO



As respostas dos questionários foram divididas em 6 grupos para efeito de contabilização.
Contudo, o grupo das perguntas abertas, sobre as formas de tratamento das lesões não
contaram com a cooperação dos atletas, pois nem todos as responderam. Assim, foram
desconsiderados os métodos utilizados para recuperação de lesões. Supõe-se que os atletas
deixaram de responder estas questões por se tratarem justamente de perguntas abertas, onde
teriam que listar os métodos de tratamento e, porque os questionários foram distribuídos
imediatamente antes de uma sessão de treinamento. Também supõe-se que os atletas tenham
dificuldade de expressar-se através da escrita, pois seus níveis de escolaridade não são muito
elevados.

Desta forma, após ignorar as questões abertas onde os atletas listariam seus procedimentos
para o tratamento de lesões, as demais questões foram divididas em 5 grupos: 1) que tipos de
lesões os atletas tiveram e em que intensidade e freqüência elas acontecem; 2) tipos de lesões
que mais os atletas temem; 3) como acontecem as suas lesões - em disputa com os adversários
ou sozinhos; 4) quais os métodos de prebenção utilizados e 5) quais as causas das lesões.

No gráfico I estão representadas as médias e desvios padrões das respostas dos três (3) grupos
de atletas juntos. Pode-se notar que há pouca homogeneidade nas respostas.. O grupo de
questões sobre os métodos de prevenção é o que apresenta maior homogeneidade entre as
respostas, demonstrando que neste aspecto os atletas parecem ter um mesmo padrão de
comportamento.
                                                                                                                      13




 GRÁFICO I: Média e Desvio Padrão Geral

                     3,00

                     2,50
      Escala 0 a 3




                     2,00

                     1,50

                     1,00

                     0,50

                     0,00
                                1   3   5       7    9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37
                                                         Média Geral     Desvio Padrão




Após análise geral das respostas dos três grupos de atletas, foram comparadas as respostas por
grupos de perguntas entre os três grupos de atletas, quando foram verificados as diferenças
entre eles. No gráfico II estão representadas as respostas do grupo de perguntas lesões
ocorridas (tabela I) onde pode-se observar que há uma semelhança nas médias dos grupos
quanto às lesões do tipo entorse de tornozelo e é o tipo de lesão que mais ocorre. O grupo e
atletas da equipe Disputante apresentou menores médias nas perguntas de número 3, 4, 7, 10,
11, 13 e 14, sendo que em 3 das 4 perguntas que se referem às lesões do tipo muscular (10,
11, e 13) obtiveram médias de respostas inferiores.




 GRÁFICO II: Comparação das Médias - Lesões Ocorridas

                  1,2

                  1,0
 Escala - 0 a 3




                  0,8

                  0,6

                  0,4

                  0,2

                  0,0
                            1       2       3        4    5     6    7     8        9     10    11     12   13   14
                                                                  Questões 1 a 14
                                                    DESCLASSIFICADO  DISPUTANTE         CLASSIFICADO
                                                                                                                  14



TABELA I: Médias e desvios padrões das questões de número 1 a 14 (X = média; S = desvio
padrão).
                                                             Desclassificado   Disputante   Classificado
LESÕES NO FUTSAL
                                                               X        S       X     S      X       S
1         Você já lesionou-se ?                               1,11     0,33    0,80 0,42    1,00 0,00
2         Você já lesionou-se com gravidade ?                 0,67     0,50    0,60 0,70    0,33 0,50
3         Você já teve entorse no joelho ?                    0,44     0,53    0,10 0,32    0,00 0,00
4         Você já teve lesão de ligamento no joelho ?         0,33     0,50    0,20 0,42    0,56 0,53
5         Você já teve lesão de menisco no joelho ?           0,33     0,50    0,30 0,48    0,11 0,33
6         Você já teve entorse no tornozelo ?                 0,89     0,33    0,90 0,32    0,89 0,33
7         Você já teve lesão de ligamento no tornozelo?       0,44     0,73    0,00 0,00    0,33 0,50
8         Você já teve entorse nas mãos/punhos/braços ?       0,33     0,50    0,10 0,32    0,00 0,00
9         Você já teve luxação nas mãos/punhos/braços ?       0,33     0,50    0,30 0,48    0,33 0,50
10        Você já teve tendinite ?                            0,67     0,71    0,30 0,48    0,78 0,83
11        Você já teve contratura muscular ?                  0,78     0,44    0,20 0,42    0,78 0,44
12        Você já teve distensão muscular ?                   0,67     0,50    0,80 0,42    0,56 0,53
13        Você já teve ruptura de fibras musculares ?         0,22     0,46    0,10 0,32    0,22 0,44
14        Você já sofreu lesões por traumatismos ou pancada? 0,78      0,44    0,40 0,70    0,56 0,53



No gráfico III estão representadas as respostas do grupo de perguntas que dizem respeito ao
medo de lesões entre os atletas (tabela II). Aqui pode-se observar que o grupo de atletas da
equipe Disputante tem maior temor de lesões do tipo articular (respostas 15, 16 e 17) que os
outros dois grupos, os quais parecem não diferir em seus temores. Também observa-se que o
grupo Disputante possui menor temor de lesões do tipo muscular (20) que os grupos
Classificado e Desclassificado. Esta resposta contrasa com as perguntas 10, 11 e 13 onde o
grupo Disputante cita como lesões de menor incidência as musculares, em relação aos outros
dois grupos.



TABELA II: Médias e desvio padrão questões 15 a 20. (X = média; S = desvio padrão)
Durante o treino ou jogo você tem medo de sofrer alguma destas          Desclassificado     Disputante   Classificado
lesões ?                                                                  X        S         X     S      X       S
15 Lesões no(s) tornozelo(s) ?                                           0,44     0,53      1,10 1,37    0,56 0,53
16 Lesões no(s) joelhos (s)?                                             0,78     0,67      1,30 1,49    0,78 1,09
17 Lesões no(s) braços/punhos/mãos ?                                     0,56     0,73      1,00 1,45    0,56 1,01
18 Lesões no tronco e/ou cabeça ?                                        0,67     1,00      0,90 1,20    1,00 1,12
19 Lesões provenientes de traumatismos e/ou pancadas ?                   0,89     0,93      0,70 0,99    0,44 0,73
20 Lesões musculares ?                                                   0,78     0,44      0,50 0,53    0,67 0,71


          GRÁFICO III: Comparação das Médias - Medo de
                            Lesões
                                                 Questões 15 a 20
                    1,4
                    1,2
     Escala 0 a 3




                    1,0
                    0,8
                    0,6
                    0,4
                    0,2
                    0,0
                          15         16            17           18             19             20

                      DESCLASSIFICADO           DISPUTANTE              CLASSIFICADO
                                                                                                      15



Em relação a forma como as lesões ocorrem (tabela III) novamente o grupo Disputante diferiu
dos outros dois grupos de atletas quanto as lesões que ocorrem em disputa de bola, quando
respondem que as suas lesões em disputa não são tão frequentes quanto aos outros grupos
(gráfico IV), com grande homogeneidade nas respostas (S= 0,35). Além disto há menor
diferença entre a incidência de lesões em disputa e sozinhos.

       GRÁFICO IV: Comparação das Médias - Como
                     Acontecem
                                                                      Questão 21 e 22
                    2,0
     Escala 0 a 3




                    1,5

                    1,0

                    0,5

                    0,0
                                       21                               22
                          DESCLASSIFICADO         DISPUTANTE            CLASSIFICADO




TABELA III: Médias e desvios padrões questões 20 e 21 (X = média; S = desvio padrão).
                                                            Desclassificado Disputante Classificado
Sobre a origem de suas lesões:
                                                              X         S    X     S    X       S
21 Suas lesões ocorrem quando você está sozinho na quadra ? 0,22      0,44 0,50 0,97 0,44 0,53
22 Suas lesões ocorrem em disputa com outros atletas?        1,78     0,87 0,90 0,35 1,56 0,88



No gráfico V, dos métodos de prevenção de lesões, observa-se que o grupo Disputante, em
todos os itens, demonstrou menores cuidados que os atletas dos grupos Desclassificado e
Classificado, atingindo menores médias de pontuação. Há grande similaridade nas curvas das
respostas dos três grupos (tabela IV), contudo o grupo Disputante, na questão n° 28,
demonstra que não atribui muita importância para o reforço muscular como prevenção de
lesões, comparativamente com suas respostas e com os outros dois grupos, contrastanto com a
resposta n° 31 onde admitem ser a principal causa de lesões a deficiência física.



 GRÁFICO : Comparação das Médias - Métodos de
                 Prevenção
                                          Questões 23 a 30
   3,5
                    3,0
  Escala 0 a 3




                    2,5
                    2,0
                    1,5
                    1,0
                    0,5
                    0,0
                            23    24        25    26    27       28          29      30
                    DESCLASSIFICADO              DISPUTANTE           CLASSIFICADO
                                                                                                                   16



TABELA IV: Médias e desvios padrões questões 23 a 30 (X = média; S = desvio padrão).
                                                                   Desclassificado   Disputante   Classificado
Com objetivo de prevenir as lesões, você costuma fazer:
                                                                     X        S       X     S      X       S
 23              Alongamento ?                                      2,44     0,73    1,90 0,99    2,89 0,33
 24              Aquecimento ?                                      2,44     0,88    2,20 1,14    2,89 0,33
 25              Antecipa ao advesário ?                            1,78     0,97    1,40 1,24    1,67 0,87
 26              Jogar com firmeza ?                                2,67     0,71    2,30 1,06    2,44 0,88
 27              Massagem ?                                         1,22     1,09    0,70 0,44    0,78 0,97
 28              Reforço muscular ?                                 1,67     0,87    1,10 0,88    1,56 0,73
 29              Utilizar equipamentos de proteção ?                1,89     0,78    1,10 1,20    1,78 0,97
 30              Outros procedimentos ?          Cite:              0,00     0,00    1,00 1,26    1,00 1,41



O gráfico VI apresenta o resultado da percepção subjetiva dos atletas sobre os motivos
causadores das lesões. Com exceção do grupo Disputante, há uma clara indicação que os
atletas identificam como maior causador de lesões a maldade dos adversários, ou seja, as
lesões decorrem de lances em disputa, de colisão. A deficiência física também foi relacionada
como agente que concorre para a formação de lesões. As 7 perguntas sobre as causas de
lesões (tabela V) foram formuladas a partir das causas mais citadas pelos atletas no trabalho
de De-Bortoli e De-Bortoli (1998) e apresenta um resultado interessante: o grupo de atletas
Classificados não relacionou problemas com familiares como agente causador de lesões, o
que sugere existir uma relação entre desempenho e capacidade de isolar vida pessoal familiar
e vida profissional. Também houve por parte do grupo de atletas Desclassificados a atribuição
das causas de lesões por parte de problemas com a arbitragem com média muito superior aos
outros dois grupos, demonstrando a tendência de as equipes derrotadas transferirem seus
problemas a terceiros, principalmente a equipe de arbitragem.


GRÁFICO VI: Comparação das Médias - Causas
                                                                                                Questões 31 a 37
               1,6

               1,4

               1,2
Escala 0 a 3




               1,0

               0,8

               0,6

               0,4

               0,2

               0,0
                        31            32           33         34             35            36             37

                          DESCLASSIFICADO                DISPUTANTE               CLASSIFICADO
                                                                                                      17



TABELA V: Médias e desvios padrões questões 31 a 38 (X = média; S = desvio padrão).
                                                        Desclassificado   Disputante   Classificado
Quanto às causas das suas lesões, elas ocorrem por...
                                                          X         S      X     S      X       S
31    Deficiência Física ?                               0,67     0,87    0,90 0,88    1,00 1,12
32    Deficiência Psicológica ?                          0,22     0,44    0,10 0,32    0,44 0,53
33    Deficiência Tática ?                               0,11     0,33    0,20 0,42    0,11 0,33
34    Deficiência Técnica ?                              0,78     0,67    0,60 0,97    0,22 0,44
35    Maldade dos Adversários?                           1,44     0,53    0,60 0,52    1,44 1,01
36    Problemas com a Arbitragem ?                       0,78     1,09    0,10 0,32    0,11 0,33
37    Problemas Familiares?                              0,33     0,71    0,40 0,52    0,00 0,00
38    Outros problemas ?           Cite:                 0,00     0,00    0,83 1,17    0,00 0,00



O último grupo de questões, abertas, não obteve respostas suficientes dos atletas e foram
desconsideradas para efeito deste estudo (tabela VI).



TABELA VI: Quadro de questões abertas apresentado aos atletas.
Qual o seu procedimento para recuperar as seguintes lesões ?
39    Entorse:
40    Lesão de ligamento:
41    Lesão de menisco:
42    Luxações:
43    Tendinites:
44    Contraturas:
45    Distensão:
46    Ruptura de fibras musculares:



5 CONCLUSÃO



Após comparar os resultados dos questionários aplicados em três diferentes grupos de atletas,
com situações na tabela de classificação e perspectivas futuras distintas, ficaram evidentes os
seguintes pontos:

     1. Não há relação entre rendimento desportivo no futsal e incidência e métodos de
     prevenção de lesões;

     2. Há pouca qualidade e fundamentação científica nos métodos de prevenção de lesões no
     futsal;

     3. A maior incidência de lesões no futsal é decorrente de disputas de bola com outros
     adversários, sendo que o entorse de tornozelo é a mais frequente;

     4. Os atletas têm maior medo de fazer lesões do tipo articulares;

     5. As deficiências tática e psicológica não são consideradas importantes como causa de
     lesões no futsal;
                                                                                          18



  6. Um dos fatores mais importantes em relação à incidência e prevenção de lesões
  desportivas no futsal é a percepção cognitiva da lesão, ou seja, o conhecimento do atleta
  quanto aos mecanismos da lesão, suas causas, seu comportamento e seu desenvolvimento;

  7. Outro fator que concorre para a formação de lesões no futsal é a percepção subjetiva da
  lesão, que pode expor o atleta ou preservá-lo de situações de risco durante um evento (jogo
  ou treino);

  8. A percepção cognitiva é afetada pela percepção subjetiva que é modificada pela pressão
  interna e externa sofrida pelo atleta, inerentes ao desporto competitivo;

  9. As lesões desportivas no futsal competitivo, de rendimento, relacionam-se mais com a
  regulação psicológica do atleta que com outros fatores.

Observando a bibliografia e resultados encontrados neste estudo, assim como as conclusões
supracitadas, é importante ressaltar, visando futuros estudos os seguintes temas:

  I. Comparar a percepção cognitiva do atleta em relação às lesões com a orientação e
  procedimentos do Departamento médico dos seus respectivos Clubes;

  II. Traçar o perfil psicológico dos atletas e compará-lo a incidência das lesões;

  III. Quantificar a percepção subjetiva das lesões entre os atletas.
                                                                                            19



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