PROFª ANA LUCIA FERREIRA
28 de setembro de 2009
1 - CONHECIMENTO EMPÍRICO OU DO
SENSO COMUM
caracterizado pelo improviso; pela espontaneidade;
pelo aparente; experiência do dia a dia; subjetivo;
particular; generalizador; valorativo; assistemático.
o conhecimento empírico ou do senso comum não é
desprezado pelo conhecimento científico, mas, sim,
analisado de outra forma.
busca no sobrenatural – fora dos próprios
fenômenos e de seu contexto relacional – a
explicação dos fenômenos
mito, narrativa, fala
foi superado na Grécia antiga pela filosofia (séc.
VI a.C) – uma forma de conhecimento lógico e
racional – entendimento a partir da própria
realidade
conhecimento científico – “certo na medida em que
explica os motivos da certeza”; desmistifica as
explicações do senso comum, desqualifica o
preconceito e reconstrói a realidade com um novo
olhar
diferenças entre uma explicação de senso comum e
uma explicação científica para um mesmo fato
a formulação de uma explicação científica – texto
com critérios lógicos, reflexivos e analíticos
a construção do conhecimento científico depende da
pesquisa e da metodologia;
a relação sujeito objeto possibilita a construção científica
assim como a relação fenômeno essência;
fenômeno = manifestação parcial da realidade;
essência = toda a gama de relações que permite
encontrar a raiz do problema e possibilitar sua
compreensão, superando sua manifestação primeira;
explicar fenômenos pela sua essência é produzir
ciência, explicar de forma lógica, reflexiva, analítica,
sistemática e crítica os fenômenos; portanto, é um
equivoco a concepção fragmentada entre teoria e
prática;
parte necessariamente de uma realidade e de um
questionamento; a verdade é ponto de chegada da
ciência, não ponto de partida.
elaboração conceitual a partir da
realidade; linguagem elaborada
com critérios metodológicos e
científicos para comunicar o
conhecimento científico.
[Pesquisa] é a exploração, é a inquisição, é o
procedimento sistemático e intensivo, que tem por
objetivo descobrir e interpretar os fatos que estão
inseridos em uma determinada realidade.
A pesquisa científica é o produto de uma
investigação, cujo objetivo é resolver problemas e
solucionar dúvidas, mediante a utilização de
procedimentos científicos. A investigação é a
composição do ato de estudar, observar e
experimentar os fenômenos, colocando de lado a
sua compreensão a partir de apreensões
superficiais, subjetivas e imediatas. (BARROS;
LEHFELD, 1999, p. 14).
A pesquisa constitui, portanto, a busca, a
investigação, movida pela necessidade de
solucionar determinado problema. Esta busca
sistemática, planejada e rigorosa consiste na
pesquisa. (DALAROSA, 2000, p. 102).
(...) Pesquisa é sempre também fenômeno
político. (DEMO, 1991, p. 14).
(…) é o caminho ou a maneira para chegar a determinado fim ou
objetivo, distinguindo-se assim, do conceito de metodologia (...) O
método científico é o caminho da ciência para chegar a um
objetivo. A metodologia são as regras estabelecidas para o método
científico. (RICHARDSON, 1999, 22).
[Método] é a “forma de proceder ao longo de um caminho. Na
ciência os métodos constituem os instrumentos básicos que
ordenam de início o pensamento em sistemas, traçam de modo
ordenado a forma de proceder do cientista ao longo de um
percurso para alcançar um objetivo.” (TRUJILLO in:
RICHARDSON, 1999, p. 21).
É um grande equívoco imaginar que a ciência
constitui uma força sobrenatural ou superior ao
próprio homem. Ela é um constructo
essencialmente humano. (DALAROSA (1999, p.
98).
[Ciência] a investigação metódica, organizada,
da realidade, para descobrir a essência dos seres
e dos fenômenos e as leis que os regem com o
fim de aproveitar as propriedades das coisas e
dos processos naturais em benefício do homem.
(VIEIRA PINTO in: RICHARDSON, 1999, p. 21).
(...) metodologia se torna indispensável como
meio para a produção do conhecimento
científico. Portanto, a ciência constitui o fim, a
pesquisa o processo para chegar a este fim e a
metodologia a “organização racional de
investigação, estudos, de actos variados e
complexos com a finalidade de tornar o
trabalho mais fácil, mais organizado, mais
eficaz” (BUENO, in: DALAROSA, 1999, 102).
LEITURA – ENTENDIDA COMO ATO DE
ESTUDAR
ESCRITA – ENTENDIDA ENQUANTO
EXERCÍCIO DE PRODUÇÃO/ELABORAÇÃO
PRÓPRIA
TODA BIBLIOGRAFIA DEVE REFLETIR UMA
INTENÇÃO FUNDAMENTAL DE QUEM ELABORA:
A DE ATENDER OU A DE DESPERTAR O DESEJO
DE APROFUNDAR CONHECIMENTOS NAQUELES
OU NAQUELAS A QUEM É PROPOSTA. (FREIRE,
1981, 09).
ESTUDAR É, REALMENTE UM TRABALHO DIFÍCIL.
EXIGE DE QUEM O FAZ UMA POSTURA CRÍTICA,
SISTEMÁTICA. (FREIRE, 1981, 09).
ESTUDAR NÃO É MEMORIZAR!
ESTUDAR SERIAMENTE UM TEXTO É ESTUDAR O
ESTUDO DE QUEM, ESTUDANDO O ESCREVEU. É
PERCEBER O CONDICIONAMENTO HISTÓRICO
SOCIOLÓGICO DO CONHECIMENTO. É BUSCAR
AS RELAÇÕES ENTRE O CONTEÚDO EM ESTUDO
E OUTRAS DIMENSÕES AFINS DO
CONHECIMENTO. ESTUDAR É UMA FORMA DE
REIVENTAR, DE RECRIAR, DE REESCREVER –
TAREFA DE SUJEITO E NÃO DE OBJETO. (FREIRE,
1981, 10).
O ATO DE ESTUDAR DEVE SER UMA ATITUDE
FRENTE AO MUNDO
NA PESQUISA O ESCREVER DEVE SER
CONDUZIDO POR INTENCIONALIDADES
PRECISAS;
IMPORTA ESCREVER PARA BUSCAR O QUE
LER; IMPORTA LER PARA REESCREVER O QUE
SE ESCREVEU E O QUE SE LEU. ANTES O
ESCREVER, DEPOIS O LER PARA O
REESCREVER. ISSO É PROCURAR; É
APRENDER: ATOS EM QUE O HOMEM SE
RECRIA DE CONTÍNUO, SEM SE REPETIR. ISSO
É PESQUISAR (MARQUES, 2001, P. 90).
ESCREVER É O PRINCÍPIO DA PESQUISA,
TANTO NO SENTIDO DE POR ONDE ELA
DEVE INICIAR SEM PERDA DE TEMPO,
QUANTO NO SENTIDO DE QUE É O
ESCREVER QUE A DESENVOLVE, CONDUZ,
DISCIPLINA E FAZ FECUNDA. PESQUISAR
É UM ESCREVER CENTRADO EM
DETERMINADO TEMA (...) CAPAZ DE
GUIÁ-LO DE MODO EXPLÍCITO E
SISTEMÁTICO. (MARQUES, 2001).
O QUE OCORRE EM EDUCAÇÃO
É, EM GERAL, A MÚLTIPLA
AÇÃO DE INÚMERAS VARIÁVEIS
AGINDO E INTERAGINDO AO
MESMO TEMPO. (LUDKE; ANDRÉ,
1986, p. 5).
SERVIR COMO VEÍCULO ATIVO ENTRE O
CONHECIMENTO ACUMULADO NA ÁREA E
AS NOVAS EVIDÊNCIAS QUE SERÃO
ESTABELECIDAS A PARTIR DA PESQUISA (...)
É PELO SEU TRABALHO COMO PESQUISADOR
QUE O CONHECIMENTO ESPECÍFICO DO
ASSUNTO VAI CRESCER, MAS ESSE
TRABALHO VEM COMPROMETIDO COM
TODAS AS PECULIARIDADES DO
PESQUISADOR (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p. 5).
VERDADE EM PESQUISA
NEUTRALIDADE CIENTÍFICA
BAZARIAN, Jacob. O problema da verdade: teoria do conhecimento. 2ª ed. São Paulo: Editora
Alfa-Omega, 1985, p. 43-50.
DALAROSA, Adair Ângelo. Ciência e pesquisa na Universidade. In: LOMBARDI, José C.
Pesquisa em educação: história, Filosofia e temas transversais. Campinas: Autores Associados.
HISTEDBR: Caçador: Unc, 1999, p. 95-104.
FREIRE, Paulo. Considerações em torno do ato de estudar. Ação cultural para a liberdade. 5
ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981.
RICHARDSON, Roberto Jarry. Métodos Qualitativos e Quantitativos. In: Pesquisa Social:
métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.
MARQUES, Mário Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 4 ed. Ijuí, Ed Unijuí,
2001.
MENGA, Ludke; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo:
EPU, 1986.
PESCUMA, Derna. CASTILHO, Antonio. Projeto de Pesquisa: o que é? Como fazer?: um guia
para sua elaboração. São Paulo: Olho d´Água, 2005.