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Reino Plantae

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Reino Plantae
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11/18/2011
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Colégio Padre Machado

De mãos dadas com você.









REINO PLANTAE

Prof. Weber Camisassa Dornas

O SUCESSO NO AMBIENTE

TERRESTRE



O reino Plantae engloba Briófitas,

Pteridófitas, Gimnospermas e

Angiospermas. As plantas desse

reino surgiram no meio aquático,

e evidências permitem supor que

elas foram originadas a partir

das algas verdes: as clorofíceas.

A passagem do meio aquático para

o terrestre envolveu uma adaptação

estrutural que permitiu a sobrevivência

no novo meio.

No meio aquático, as algas são

constantemente banhadas pela água e

dela retiram gases e nutrientes

necessários à sobrevivência. Ao mesmo

tempo, a água é um eficiente meio de

sustentação do corpo do vegetal, graças

ao empuxo por ela exercido. A

reprodução é facilitada pela produção

de gametas móveis que têm na água um

eficiente meio de locomoção.

No momento em que o

vegetal invade o meio terrestre,

são muitas as adaptações

morfológicas necessárias à sua

sobrevivência:

 eficiente mecanismo de

absorção da água do solo:

 mecanismo rápido de condução

de água e nutrientes até as

células mais distantes dos

centros de absorção:

 eficiente mecanismo de

impermeabilização das

superfícies expostas, o que

evita a perda excessiva de água;

 eficiente mecanismo de trocas

gasosas que permita o ingresso

de gás carbônico, facilitando a

ocorrência de fotossíntese;

 eficiente mecanismo de

sustentação do corpo por meio

de tecidos rígidos, já que o ar,

pouco denso, é incapaz de

exercer essa tarefa;

 possibilidade de reprodução,

mesmo na ausência de água. As

primeiras plantas com vasos

condutores ainda dependem da

água para o deslocamento dos

gametas.









 adaptação dos jovens ao meio

terrestre, por meio da produção

de sementes. O embrião fica

dentro de um meio desidratado,

rico em alimento e envolvido por

um revestimento protetor.

Tradicionalmente, as plantas têm sido divididas em

dois grandes grupos:



 Criptógamas (cripto = escondido; gamae =

gametas): plantas que possuem as estruturas

produtoras de gametas pouco evidentes.

Exemplo: musgos e samambaias;





 Fanerógamas (fanero = visível):

plantas que possuem estruturas

produtoras de gametas bem

visíveis. Todas desenvolvem

sementes e por isso são também

denominadas espermatófitas

(sperma = semente). Exemplos:

pinheiros, mangueiras, roseiras e

coqueiros.

As criptógamas dividem-se em dois

grupos;

 Briófitas: criptógamas que não

possuem vasos especializados

para o transporte de seiva

(avasculares); são plantas de

pequeno porte. Exemplos: musgos

e hepáticas;



 Pteridófitas: criptógamas que possuem vasos

condutores de seiva (vasculares). Exemplos:

samambaias e avencas.

 São plantas vasculares ou traqueófitas e

são plantas de maior porte que as

avasculares.

 O corpo é constituído basicamente por

raiz, caule e folhas, enquanto nas

briófitas fala-se em rizóide, caulóide e

filóide, estruturas semelhantes

respectivamente a raiz, caule e folha,

mas sem vasos condutores de seiva.

As fanerógamas também são divididas em dois grupos:

 Gimnospermas: possuem sementes, mas não formam frutos.

Suas sementes são chamadas “nuas”, pois não estão

abrigadas no interior de frutos (daí a denominação: gimno =

nu; sperma = semente). Exemplo: pinheiro-do-paraná

(Araucaria augustifolia)









Estróbilo masculino









Estróbilo feminino

 Angiospermas: possuem sementes abrigadas no interior de

frutos (angio = urna; sperma = semente). Os frutos são

resultantes do desenvolvimento do ovário da flor. São

exemplos: mangueira, figueira, laranjeira.

 O modo como ocorreu a evolução dos processos sexuados e dos ciclos

de vida nas plantas foi fundamentalmente importante para a

conquista do ambiente terrestre. Todas apresentam ciclo de vida do

tipo haplonte-diplonte. Nesse tipo de ciclo há alternância de

gerações.

A geração gametofítica é formada

por indivíduos (gametófitos) que

são haplóides (n) e produzem

gametas por diferenciação

celular e não por meiose. A

geração esporofítica é composta

de indivíduos (esporófitos) que

são diplóides (2n) e produzem

esporos por meiose.





 Nas Briófitas, a fase gametofítica é a mais desenvolvida, e a fase

esporofítica cresce sobre a planta haplóide, dependendo dela para

sua nutrição.

 Nas Pteridófitas, a fase esporofítica é a mais desenvolvida, além de

ser independente da fase gametofítica, que é muito reduzida.

 Nas Gimnospermas e especialmente nas Angiospermas, a fase

gametofítica é extremamente reduzida, não ocorrendo alternância

típica de gerações, pois não se formam indivíduos haplóides bem

caracterizados: o gametófito feminino desenvolve-se no interior do

óvulo e o masculino, no grão de pólen. Nessas plantas o óvulo não é o

gameta feminino; ele constitui uma estrutura que abriga o

gametófito feminino, que dará origem ao gameta feminino chamado

oosfera.

 Na evolução das plantas verifica-se, portanto, a redução da fase

gametofítica e maior desenvolvimento da fase esporofítica.









t

e

m

p

o

Bibliografia

- DAVIS, Willian; et all. The World of Biology. Fourth Edition. Saunders

College Publishing. 1990.

- LOPES, Sônia. Bio. Volume 2. 2ª Edição. Editora Saraiva. 2003.

- UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia 2. 3º Edição. Editora

Harbra. 2005.

- LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Biologia. Volume Único. 1ª Edição. Editora

Saraiva. 2006.

- LINHARES, Sérgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje.

Volume 2 - Os seres vivos. 11ª Edição. Editora Ática. 2003.

- LAURENCE. J. Biologia. Vírus, Unicelulares e Fungos. Editora Nova

Geração. 2001.

- AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R..Fundamentos da Biologia Moderna.

Volume Único. 3ª Edição. Editora Moderna. 2002.

- Selecções do Reader’s Digest. Ao Encontro da Natureza. Como explorar e

apreciar o mundo fascinante que o rodeia. 1ª Edição. 1978.


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