Palestra

Document Sample
Palestra Powered By Docstoc
					                                         Palestra




                            EDUCAÇÃO BÁSICA DO CAMPO:

                   UM DESAFIO AOS TRABALHADORES DA TERRA



                                   MARLENE RIBEIRO




Resumo:

O texto discute a contradição vivenciada pela educação rural que pode significar, ao mesmo
tempo, um instrumento de perda e de luta pela terra. O objetivo é confrontar dois modelos de
educação rural: a escola rural tradicional e a perspectiva de educação projetada pelas lutas
dos trabalhadores rurais, tentando não fazer uma caricatura da primeira nem idealizar a
segunda. Esse confronto mostra, ao final, que uma escola básica do campo pode ser um
espaço para a formação de agricultores familiares, na perspectiva de luta pela conquista e
permanência da e na terra.

Palavras-chave:

educação rural; escola rural; escola básica do campo
         Palestra - Educação básica do campo: um desafio aos trabalhadores da terra

         Perfil do palestrante

         Comentários
O conteúdo desta palestra é de exclusiva responsabilidade do autor, não representando a opinião da
Fundação Lyndolpho Silva / BNAF. Nosso objetivo é colocar em debate as mais diversas opiniões, sem
censura.

                                             Palestras anteriores




                                           Perfil da Palestrante




Marlene Ribeiro

Doutora em Educação; Profª Titular da FACED/UFRGS; pesquisadora apoiada pela FAPERGS. O
compromisso com os agricultores decorre de suas origens e história de vida. Desenvolveu trabalho de
Educação Popular (1980-1990), como Profª da UA, através da Fetagri/AM, CPT e PT, no Amazonas. Pertence
à equipe de supervisão do Projeto Lumiar/RS. Publicou: Universidade Brasileira: democratização x
competência e, em parceria com Alceu Ferraro, Movimentos Sociais: Revolução e Reação.

E-mail para contato: maribe@adufrgs.ufrgs.br

Telefone profissional: (51) 316.3266 e 316.3428




                   Educação básica do campo: um desafio aos trabalhadores da terra

                                                                                        Marlene Ribeiro



   1. Introdução

   A educação dos filhos tem representado historicamente um grave dilema para os agricultores
   familiares. Muitas famílias deixam a terra e vão para as periferias das cidades em busca da escola que
pode significar uma oportunidade de emprego assalariado para os filhos. Porém, mesmo para as
famílias que enviam seus filhos para a escola rural, o ensino feito através desta escola não os prepara
para permanecerem na terra. Toda a política para a educação rural tem-se restringido a oferecer um
arremedo da escola urbana, que, nem habilita os filhos dos agricultores para dar continuidade às lides
dos pais, nem os qualifica para os empregos urbanos.

Hoje o desafio colocado para as famílias dos agricultores, no que tange à educação dos filhos, ainda é
maior. De um lado, porque as novas tecnologias que se refletem sobre o trabalho e a educação estão
longe de chegarem à escola rural; de outro, porque o desemprego estrutural e tecnológico coloca os
filhos e filhas dos agricultores, formados pela escola rural, em condições inferiores de concorrer no
mercado urbano pelos escassos empregos existentes.

Os agricultores, no entanto, reconhecem a importância da escola para a formação de seus filhos.
Assim, pergunto: Pode a escola ser um instrumento de permanência na terra para os filhos dos
agricultores familiares? É o que pretendo trabalhar neste texto, no qual discuto a contradição
vivenciada pela educação rural que pode significar, ao mesmo tempo, um instrumento de perda e de
luta pela terra.

Estudos e reflexões acerca da trajetória da escola rural no Brasil mostram que esta escola, incluída no
processo de "modernização do campo", teve um papel fundamental no processo de
expropriação/proletarização dos agricultores familiares. Ao mesmo tempo, pesquisadores vinculados
ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) pensam que a terra, enquanto projeto de vida e de
trabalho pelo qual lutam, é também, essencialmente, a terra com a escola, com a saúde e com o lazer.
Mais do que escola (Caldart, 2000) esse movimento retoma o sentido de educação como formação na
luta e no trabalho (Arroyo, 1995), que transcende a mera instrução a que se restringe a escola.

Meu objetivo não é recuperar a trajetória da escola rural para mostrar o que ela representa enquanto
mecanismo de expulsão da terra, nem sintetizar as lutas do MST pela escola e as tentativas deste
Movimento de implantar uma educação vinculada à sua realidade. Tanto no primeiro caso, a escola
rural tradicional, como no segundo, as lutas do MST por uma escola afinada com os seus interesses, já
existem muitos estudos, alguns dos quais auxiliaram-me na construção deste texto. Meu propósito é
confrontar dois modelos de educação rural: a escola rural tradicional e a perspectiva de educação
projetada pelas lutas dos trabalhadores rurais, tentando não desenhar uma caricatura da primeira nem
idealizar a segunda. Esse confronto mostra, ao final, que uma escola básica do campo pode
representar um espaço para a formação de agricultores familiares, na perspectiva da luta pela
conquista e permanência da e na terra.



2. Caracterização da escola rural tradicional

Se consultarmos a história temos, nos primeiros quatro séculos, a constituição da formação social
brasileira, em que é preciso considerar a colonização, o regime de escravidão, o latifúndio e a
predominância da produção extrativista e agrícola voltada para a exportação. Esta formação social não
irá demandar a qualificação da força de trabalho, ocasionando até um certo desprezo, por parte das
elites, em relação ao aprendizado escolar das camadas populares (Romanelli, 1982).

Mesmo encontrando-se iniciativas de educação rural ainda no século XIX, é a partir dos anos 30 do
século XX que começa a delinear-se um modelo de educação rural amarrado a projetos de
"modernização do campo", patrocinado por organismos de "cooperação" norte-americana e difundido
através do sistema de assistência técnica e extensão rural (Calazans, 1993). As políticas públicas para
a escolarização das populações rurais mostram seu fraco desempenho ou o desinteresse do Estado
com respeito à educação rural, quando analisamos o analfabetismo no Brasil que, ainda em 1991,
continuava a ser mais elevado na área rural do que na área urbana (Ferrari, 1991: 66).

O modelo brasileiro de educação rural apresenta uma série de elementos os quais aparecem na
legislação, nas instituições pedagógicas, no currículo e mesmo nas "recomendações" dos organismos
internacionais, que possibilitam traçar um esboço da educação rural brasileira a partir dos anos 30.
Pinçarei alguns desses elementos com os quais é possível desocultar, embutido nas propostas para a
educação rural, o movimento do capital de desestruturação da produção camponesa, tanto para a
formação de um mercado de força de trabalho quanto para a constituição de condições para a
modernização da produção agrícola. O emprego de máquinas, de tecnologias e insumos, próprios
desta modalidade de produção, demandará o aumento das lavouras e, conseqüentemente, das
propriedades rurais, fortalecendo o latifúndio que nasce com a colonização.
Dessa forma, o modelo de escola rural implantado no Brasil caracteriza-se por:

a) Quanto à legislação

As diferentes leis que têm conferido as diretrizes e bases da educação brasileira não contemplam a
especificidade do meio rural e do agricultor familiar. Mesmo a flexibilidade curricular, prevista nas leis
4.024/61 e na atual 9.394/96, não consegue sair do papel devido à força com que se impôs uma cultura
de organização do ano letivo e das férias, segundo a escola urbana (Gritti, 2000; Leite, 1999).

b) Quanto às instalações, aos professores e à metodologia

Nos anos 40 e 50 é muito forte a influência norte-americana que pode ser observada nos relatos de
experiências e nas orientações didático-pedagógicas divulgadas pelas revistas especializadas.
Professores são escolhidos entre membros das classes médias para funcionarem como fermentos
transformadores; junto com a escola, o professor deve ser um modelo para a comunidade, estimulando
a criação de novos valores de higiene, de disciplina e de eficiência. Na análise documental é possível
perceber a expulsão da terra como conseqüência inevitável e natural dos processos produtivos e
pedagógicos introduzidos com os acordos de "cooperação" entre Brasil e EUA (Calazans, 1993; Leite,
1999).

c) Quanto às instituições vinculadas à escola rural

Destacam-se os clubes agrícolas como espaços de demonstração e propaganda de técnicas, produtos
e instrumentos à venda nas casas especializadas. A imposição de conhecimentos produzidos em
outras realidades e orientados pela lógica do lucro e da eficiência objetivam fazer com que os
agricultores percam a autonomia do conhecimento e da produção de sementes, matrizes, adubos e da
aplicação de suas próprias tecnologias e ritmos de trabalho (Gritti, 2000; Leite, 1999; Ribeiro, 1987).

d) Quanto ao currículo

O currículo da escola rural é um apêndice da organização de atividades e conteúdos da escola urbana;
recebe apenas o acréscimo de objetivos e a indicação de conhecimentos que valorizam o trabalho
agropecuário realizado em bases científicas e objetivam modificar o "homem rural". Esse currículo
estimula apenas o conhecimento de plantas e animais; não faz referência ao humano, à sua cultura, à
sua história, ao seu trabalho, ao meio em que vive (Gritti, 2000; Ribeiro, 1987).

O modelo de escola rural que tem predominado na nossa história é constituído quase que em sua
maioria de classes multisseriadas a cargo de professoras leigas, ou com menor tempo de formação que
as professoras das escolas urbanas. Tal modelo omite a existência dos trabalhadores rurais ou, quando
faz menção à sua existência, é para demarcar, nas entrelinhas dos artigos, discursos e
recomendações, a sua diferença, o seu atraso, a sua incapacidade, a sua ignorância, a sua - até - falta
de higiene. O agricultor é visto como um "bicho a ser amansado", um "matuto" a ser civilizado. Daí a
negação com que os agricultores familiares têm respondido aos apelos de uma escolarização que em
nada contribui com a sua lida; daí a revolta com que os pais agricultores são capazes de arrancar de
dentro do peito, em concorrida assembléia do Orçamento Participativo do Estado/RS, em um município
da Região Alto Uruguai, o grito: Chega da escola carregar nossos filhos para o desemprego na
cidade!



3. Uma proposta de escola construída nas lutas pela terra

Na grande luta pela Reforma Agrária, que é também uma luta sem trégua dos trabalhadores consigo
mesmos, com suas heranças étnicas, seus aprendizados, suas práticas conservadoras, quando
afirmam - nós somos teimosos; nós somos topetudos; nós queremos explicações que nos convençam
-, vai se formando um novo homem e uma nova mulher. Esses novos seres humanos produzidos no
sofrimento das lutas comuns e na alegria do compartilhamento de experiências se auto-reconhecem
como produtores de riquezas e de conhecimentos que emergem por dentro do tradicional agricultor e
agricultora isolados e alienados da sua condição de trabalhadores e de classe social.

A constituição de uma escola básica do campo vai se configurando nesse aprendizado em que os
trabalhadores se percebem diferentes, reconhecem a importância da luta para a sua formação, mas
nem sempre transferem para as práticas escolares dos filhos a compreensão que têm do valor da
conquista da terra e de uma política agrícola que lhes seja conveniente. O agricultor familiar ama sua
terra, orgulha-se do que produz, mas divide-se ao pensar no futuro dos filhos; quer para eles um futuro
melhor, uma vida com mais tempo livre e, mesmo que quisesse ver os filhos dando continuidade ao seu
trabalho, a terra é pouca, não dá para dividi-la com todos.

Caldart (2000), Camini (1999), Lucas (1999) e Cruz (1996), entre outros, retraçam com muito realismo a
relação entre a luta pela terra e a luta pela escola. A escola não é uma prioridade inicial na luta dos
trabalhadores sem-terra; ela é uma exigência que se impõe pela realidade das crianças em idade
escolar que acompanham os pais durante as ocupações e nas perguntas dessas crianças e desses
pais sobre seu futuro.

Três aspectos marcam a diferença essencial entre a escola rural tradicional e a proposta de uma escola
básica do campo, que vem sendo construída em conjunto, pelos agricultores familiares e por
educadores e assessores ligados ao MST e a instituições que congregam e/ou apoiam agricultores
familiares.

1º) O modelo de escola rural, imposto através de políticas públicas dirigidas à produção agropecuária e
à educação rural, é vinculado ao sistema capitalista de produção e de sociedade, que se fundamenta
na divisão campo/cidade e na exploração da força de trabalho. A proposta de escola básica do campo
vem sendo construída pelos trabalhadores, sejam eles agricultores, técnicos ou professores; não está
pronta, não é fechada, nem é imposta.

2º) A finalidade da escola rural está comprometida com a lógica da produtividade, daí porque, mesmo
não estando expressa em seus objetivos, metodologias e currículos, a expropriação da terra do
agricultor familiar está implícita na sua natureza e na sua concepção em que o mundo urbano impõe-se
sobre o mundo rural e o subordina. A finalidade de uma escola básica do campo é a formação do
trabalhador e da trabalhadora rurais com competência para enfrentar os desafios da produção e da vida
contemporânea. Esse aprendizado articula-se com o trabalho cooperativo e com uma produção em
harmonia com os seres humanos e a terra, tendo como meta a constituição de relações sociais
democráticas e solidárias.

3º) Currículo, objetivos e metodologias da escola rural estão direcionados para o sistema produtor de
mercadorias, no qual o próprio ser humano é uma mercadoria que pode ser descartável e flexível em
tempos de desemprego estrutural e tecnológico. Para a escola básica do campo a memória das lutas e
das experiências produtivas constitui-se em base curricular, em que se articulam a produção da vida,
dos alimentos, da sociedade e da ciência. Em contraposição ao conhecimento científico que expulsa e
subordina os agricultores, a proposta de escola básica do campo pensa a produção de conhecimentos
a partir das experiências dos agricultores, articulando tais experiências com o conhecimento científico e
tecnológico socialmente produzido.



4. Escola básica do campo: um desafio aos trabalhadores da terra

A escola é uma bandeira fincada no coração da luta pela terra. De um lado, ela sempre esteve de
costas para o mundo rural - foge totalmente à nossa realidade porque lá a teoria é uma e aqui a prática
é outra. O compromisso da escola rural era civilizar o "caipira"; seu objetivo era prepará-lo para os
empregos urbanos, principalmente nas fábricas, moldando seu corpo e sua mente para obedecer
tempos e espaços alheios e restritos (Ribeiro, 1987). Sua linguagem, sua metodologia e currículo
expressavam o processo civilizatório capitalista baseado na expropriação da terra, dos instrumentos e
dos produtos do trabalho, expropriação esta que transformava o agricultor familiar em operário.

De outro lado, a escola fornece importantes instrumentos de leitura, compreensão e resolução de
problemas do mundo social e cultural. Os agricultores têm muita clareza da necessidade de contar com
profissionais habilitados e qualificados, em nível médio e superior, que, juntamente com eles, e,
preferencialmente tendo suas origens sociais ligadas à agricultura familiar, pensem, planejem e
executem a produção, a moradia, a educação, a saúde, a segurança e a organização voltados para os
seus interesses. Os agricultores familiares não renegam a técnica e o conhecimento científico, mas
querem-nos adequados aos seus propósitos, principalmente a uma produção agro-ecológica
autônoma. O conhecimento científico e a tecnologia têm servido para criar a dependência do agricultor
que, não conseguindo acompanhar os constantes pacotes tecnológicos, acaba por perder sua terra.

Uma sociedade solidária e democrática que oportunize a criação de uma escola básica do campo é
uma utopia; sonhar e escrever o que se sonha é fácil. Difícil, doloroso e complicado é transformar o
sonho, ou seja, a escola rural tradicional em escola básica do campo, porque isso implica alterar, ou
melhor, mudar as estruturas sociais baseadas no individualismo possessivo e na expropriação da terra
e do produto do trabalho. Assim, nesse processo lento e dífícil, há professores em escolas de
assentamentos que discriminam alunos e seus pais; há prefeituras que não aceitam a política de
Reforma Agrária e impõem às professoras o trabalho escolar nos assentamentos como se fora um
castigo; há professores solidarizando-se com os assentados; há outros que procuram reaprender a
ensinar, articulando o saber dos livros, das práticas, e das lutas; há ainda, outros professores, dentro de
assentamentos, colocando como modelos, nas classes de alfabetização, as palavras elefante, girafa,
avião, deixando de evidenciar as palavras arroz, vaca, leite, milho, carregadas de sentido porque
ligadas ao trabalho e à vida dos agricultores; há agricultores familiares que precisam retirar os filhos das
salas de aula para ajudar no plantio e na colheita porque o ano letivo das escolas rurais ainda segue o
calendário das escolas urbanas... Esses são apenas alguns dos muitos desafios que estão postos para
a organização de uma escola básica do campo.

A divisão de tarefas e de saberes entre trabalhadores "intelectuais" (professores) e trabalhadores
"manuais" (agricultores familiares) dificulta o entrosamento de interesses na construção da proposta,
principalmente porque os cursos de formação de professores, tanto na escola normal como na
universidade, baseiam tal formação na diferença dos trabalhos, na valorização do trabalho intelectual e
no privilegiamento da teoria em relação à prática. Além do mais, o trabalho de cooperação, peculiar à
pequena produção rural porque envolve todos os membros da família, conflita com a organização
escolar, seja ela urbana seja ela rural, voltada para a formação e o disciplinamento do indivíduo
competitivo, destinado a integrar-se à sociedade através de um emprego assalariado.

É o sonho - materializado em projetos - que se antecipa no pensamento e alimenta a dura caminhada
de homens e mulheres que lutam pela conquista e permanência da e na terra, porque vêem, a cada dia
com maior nitidez, que as cidades, com seu desemprego e violência crescentes, já não lhes oferecem
um lugar de trabalho e um futuro para os filhos. O delineamento de uma proposta de educação básica
do campo, compreendida dentro de um projeto maior de sociedade democrática e solidária, já vem
sendo traçado com sofrimento, alegria e esperança, nos encontros entre agricultores familiares,
enquanto pais, com professores, técnicos e assessores ligados a ONGs e a entidades representativas
e de apoio aos agricultores. Neste traçado aproximam-se escola e trabalho, instrução e formação,
conhecimento científico e saber popular, em uma perspectiva de convivência multicultural em que a
escola possa significar também um espaço de lutas pela terra, por uma agricultura ecológica autônoma,
pela conquista de direitos sociais e, acima de tudo isso, por uma vida com alegria.



5. Referências Bibliográficas

        ARROYO, Miguel. O direito do trabalhador à educação. FRIGOTTO, Gaudêncio.
        Trabalho e Conhecimento: dilemas na educação do trabalhador. 3. ed. São Paulo:
        Cortez, p. 75 - 92. 1995.

        CALAZANS, Maria Julieta Costa. Para compreender a educação do Estado no meio
        rural. - Traços de uma trajetória. THERRIEN, Jacques e DAMASCENO, Maria Nobre.
        Educação e Escola no Campo. Campinas: Papirus, p. 15 - 42. 1993.

        CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis: Vozes,
        2000.

        _____Educação em Movimento. Formação de educadores e educadoras no MST.
        Petrópolis: Vozes, 1997.

        CAMINI, Isabela. O Cotidiano Pedagógico de Professores e Professoras em uma
        Escola de Assentamento do MST: limites e desafios. Porto Alegre: PPGEDU/UFRGS,
        1999. 170 p. Dissertação de Mestrado.

        CRUZ, Armando. Sem Escola. Sem Terra. Pelotas/RS: Ed. UFPel, 1996.

        FERRARI, Alceu. O problema do analfabetismo no Brasil: dez itens. Revista da
        Associação Nacional de Educação. São Paulo: ANDE/Cortez, n. 17, p. 66 - 68. 1991.

        GRAMSCI, Antonio. Concepção Dialética da História. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização
        Brasileira, 1981.
GRITTI, Silvana Maria. O papel da escola rural na penetração do capitalismo no
campo. Pelotas/RS: MDS/UCPel, 2000. 158 p. Dissertação de Mestrado.

LEITE, Sérgio Celani. Escola Rural: urbanização e políticas educacionais. São Paulo:
Cortez, 1999.

LUCAS, Rosa E. A. Escola, Sociedade, a Questão Agrária e a Educação: um estudo de
caso em escolas que atendem crianças de assentamentos. Pelotas/RS: MDS/UCPel,
1999. 223 p. Dissertação de Mestrado.

RIBEIRO, Marlene. De Seringueiro a Agricultor-Pescador a Operário Metalúrgico: um
estudo sobre o processo de expropriação-proletarização-organização dos
trabalhadores amazonenses. Belo Horizonte: FAE/UFMG, 1987. 375 p. Dissertação de
Mestrado.

_____. Relatório Final de Avaliação do Projeto Lumiar/RS. Porto Alegre: INCRA;
COCEARGS; CAPA; UFRGS, fev. 2000. 25 p.

ROMANELLI, Otaíza. História da Educação no Brasil. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1982

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:37
posted:11/18/2011
language:Portuguese
pages:7