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EST�GIO GINECO-OBSTETR�CIA

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EST�GIO GINECO-OBSTETR�CIA
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CURSO DE MEDICINA



9* PERÍODO – 2º SEMESTRE / 2009









RESUMOS









Preceptor do 9* Período

Prof. Vendelino F. da Rocha

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Tipos de Pílula Anticoncepcional no Brasil

ETINILESTRADIOL + GESTODENO

etinilestradiol 15 mcg + etinilestradiol 20 mcg + gestodeno 75 etinilestradiol 30 mcg +

gestodeno 60 mcg mcg gestodeno75 mcg

DIMINUT

CICLO 21

FEMIANE

GESTINOL 28

MINESSE GINESSE

GYNERA

MIRELLE HARMONET

MINULET

MICROPIL R21

TÂMISA 30

TÂMISA 20

ETINILESTRADIOL + DESOGESTREL

etinilestradiol 20 mcg + etinilestradiol 30 mcg + desogestrel

desogestrel 150 mcg 150 mcg)

FEMINA

MERCILON

MICRODIOL

MINIAN

PRIMERA

ETINILESTRADIOL+DROSPERINONA

etinilestradiol 20 mcg + etinilestradiol 30 mcg + drosperinona

drosperinona 3 mg 3 mg

Yaz YASMIN

ETINILESTRADIOL+CLORMADINONA

etinilestradiol 30 mcg + clormadinona

2mg

BELARA

ETINILESTRADIOL+CIPROTERONA

etinilestradiol 35 mcg + ciproterona

2mg

DIANE 35

SELENE

ETINILESTRADIOL E OUTROS

Comp. azul: Desogestrel

0,025 mg + Etinilestradiol

etinilestradiol 30 mcg + etinilestradiol 20 mcg + levonorgestrel

0,04 mg; Comp. branco:

levonorgestrel 150 mcg 150 mcg

Desogestrel 0,125 mg +

Etinilestradiol 0,03 mg

CICLON

GESTRELAN

NOCICLIN LEVEL GRACIAL

MICROVLAR

NORDETTE



etinilestradiol 50 mcg +

levonorgestrel 250 mcg





EVANOR

NEOVLAR

3









Medicamentos que interferem com a Pílula Anticoncepcional



Antibióticos que diminuem o efeito da pílula:



Ácidoclavulânico Amoxicilina ampicilina Ciclacilina

cloranfenicol Dapsona doxicilina eritromicina*

minocilina Oxacilina oxitetraciclina penicilina G

rifampicina Tetraciclina







*Medicamento perigoso: Eritromicina . pode causar perda de

eficácia da pílula.







Antiepiléticos e Anticonvulsivantes que diminuem o efeito da

pílula:



difenil-

carbamazepina fenitoina Fenobarbital

hidantoina

oxcarbazepina primidona topiramato







Outros medicamentos que podem diminuir a ação das pílulas:



griseofulvina guanetidina metronidazol Nelfinavir

óleo mineral ritonavir

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Colpocitologia Oncótica – o mínimo a saber



Exame utilizado para a prevenção do câncer do trato genital feminino Inferior (vulva,

vagina, colo e corpo uterino). É considerado confiável na detecção de lesões pré-

malignas e malignas, quando a pesquisa é elaborada por meio da coleta tríplice (vagina,

ectocérvice e endocérvice). A prevenção deve ser utilizada por pacientes sintomáticas ou

assintomáticas, com ou sem vida sexual ativa, mesmo naquelas que tenham sido

submetidas a histerectomia total. O exame avalia também a microflora vaginal, apesar

de não ser específico para tal pesquisa.



Recomenda-se que a coleta seja realizada com as seguintes indicações:

- Abstinência sexual nos 3 dias anteriores à data da coleta.

- Evitar duchas e tampões vaginais nos 3 dias anteriores à data da coleta.

- Não usar medicamentos locais vaginais no mínimo nos 7 dias anteriores à coleta.

- Evitar a coleta do preventivo durante o período menstrual (1* ao 5* dia do ciclo).



A coleta do material deve ser executada pelo médico assistente ou por profissional

treinado da área de saúde, obedecendo às seguintes orientações:

- Identificar as lâminas de vidro com as iniciais da paciente. Recomenda-se o uso de

duas lâminas: na primeira, o esfregaço vaginal, próximo à parte identificadora da lâmina,

e o esfregaço ectocervical na extremidade da mesma lâmina; e na segunda, a coleta

endocervical.

- Raspar a parede lateral vaginal ou o fundo-de-saco vaginal com a extremidade

arredondada da espátula de madeira de Ayre.

- Raspar a ectocérvice com a extremidade ondulada da espátula, procedendo-se a uma

rotação de 360º para cobertura de toda a área ectocervical periorificial.

- Com a escovinha de Campos da Paz, colher a secreção endocervical, também

procedendo-se a um movimento rotatório suave no interior do canal endocervical.

- Note-se que, após a coleta de cada secreção, esta deve ser distendida gentil e

uniformemente sobre a superfície da lâmina previamente identificada e imediatamente

submersa no recipiente plástico contendo o fixador (álcool a 95º), evitando-se a secagem

ao ar.



O material deve ser sempre acompanhado por requisição médica que contenha os

principais dados da paciente (idade, data da última menstruação, uso de medicamentos,

história clínica e colposcópica) e resultados de exames anteriores, informações

indispensáveis para uma consulta citopatológica direcionada.



O laudo é descritivo, valorizando-se a satisfatoriedade da amostra, e com a conclusão

baseada nas principais classificações utilizadas e em suas correspondências. Deve-se

evitar qualquer prejuízo ao diálogo diagnóstico necessário entre o médico assistente e o

médico citopatologista por intermédio do laudo citopatológico.



A satisfatoriedade da amostra baseia-se fundamentalmente na presença ou não de

elementos celulares (células cilíndricas endocervicais, por exemplo), imprescindíveis para

que um exame colpocitológico seja considerado uma verdadeira prevenção do câncer

ginecológico. São valorizados também o grau de visibilidade desses elementos e a sua

qualidade morfológica, que fornecem a segurança necessária ao citopatologista no

momento de seu diagnóstico.

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Correspondências das conclusões citopatológicas das lesões pré-malignas e

malignas do colo uterino:



BETHESDA RICHART OMS PAPANICOLAU

- - negativo

Classe I

Classe II

- - Negativo

(inflamatório)

HPV (lesão de

- - -

Baixo grau)

Lesão de

NIC I ou NIC I Displasia leve Classe III

baixo grau



Lesão de alto grau NIC II ou NIC II Displasia moderada Classe III



Lesão de alto grau NIC III ou NIC III Displasia acentuada Classe III

Lesão de alto grau NIC III Carcinoma in suti Classe IV

Carcinoma

microinvasor

- - Classe IV

ou Microcarcinoma



Carcinoma invasor Ca invasor Ca invasor Classe V



As siglas utilizadas para graduar as neoplasias (N) intra-epiteliais (I)

variam de acordo com a topografia:





NIV ou VIN Neoplasia Intra-epitelial Vulvar

NIVA ou VAIN Neoplasia Intra-epitelial Vaginal

NIC ou CIN Neoplasia Intra-epitelial Cervical

NIP ou PIN Neoplasia Intra-epitelial Peniana

NIA ou AIN Neoplasia Intra-epitelial Anal









Colaboração: Prof. Vendelino

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Princípios básicos em Ultrassonografia





MEDICINA – 9º Período – INTERNATO









Ilustração das ondas sonoras

emitidas de um objecto em movimento.









Prof. Vendelino F. da Rocha

Agosto 2009

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INTRODUÇÃO – breve histórico do estudo Ultrassonografico



Seu nome sonografía, veio do inglês sonography, ou ecografia.

A história do ultra-som remonta 1794, quando Lazzaro Spallanzini demonstrou

que os morcegos se orientam mais pela audição que pela visão para localizar obstáculos

e presas.

Na natureza encontramos desde tempos imemoriais animais que utilizam o ultra-

som como meio de orientação, comunicação, localização de alimentos, defesa, etc. –

Polillas, pássaros, cachorros, morcegos e golfinhos.

Em 1881, Jacques e Pierre Curie publicaram os resultados obtidos ao

experimentar a aplicação de um campo elétrico alternante sobre cristais de quartzo e

turmalina, os quais produziram ondas sonoras de altas freqüências.

Entre 1914 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou-se

intensamente nesta cria, tentando detectar submarinos inimigos, sendo assim

impulsionado com objetivos militares e industriais.

Em 1942, Karl Dussik, neurologista Austríaco, e primeiro médico a utilizar o

método, tentando detectar tumores cerebrais.

Em 1955, o Dr. Ian Donald utilizou um reflectoscópio industrial, para caracterizar

as peças operatórias de um tumor cístico e um tumor sólido, em 1957,iniciou os estudos

obstétricos a partir dos ecos provenientes do crânio fetal. Desde então, se

desenvolveram os cálipers (cursores eletrônicos para medir).

O método USG teve sua utilização pioneira em GO, pela publicação histórica de

Donald e Browm “Investigation of abdominal masses by pulsed ultrasound”, no The

Lancet em 1958, sendo o primeiro trabalho sobre medição do Diâmetro biparietal fetal.

Em 1969 se desenvolveram os primeiros transdutores trans-vaginais e trans-

retais bidimensionais, giros de 360 graus e foram usados por Kratochwil para avaliar a

desproporção cefalopélvica.

Na década de 70, surge a USG em tempo real.

Em 1971 a introdução da escala de cinzas, por Kossof na Austrilia, marcou o

começo da crescente aceitação mundial do ultra-som em diagnóstico clínico.

Nos idos de 1974, pelas mãos vanguardeiras de Rezende, Rodrigues lima e

Montenegro, iniciam o método em nosso meio. ,,

Em 1981 Manning publica o método do Perfil Biofísico Fetal

Em 1983, a Aloka introduziu no mercado, o primeira equipamento de Doppler a Cor,

que permite visualizar em tempo real e a Cores, o fluxo sanguíneo.

A Dra. Fátima Washington Nicolau foi a precursora da Ultrassonografia em nossa

região, ao trazer em 1979, o primeiro aparelho de ecografia para Balneário de Camboriú.

Em 1982, foi seguida pelo Dr. Lírio Eing, sendo o pioneiro na cidade de Itajaí.

Em abril de 1984, iniciei a atividade de ultrassonografista, na cidade de Itajaí,

após especialização, no Curso Diagnosis, na cidade de Ribeirão Preto, SP.

No ano 2000, recebi aprovação em concursos de obtenção do “TEGO” pela

FEBRASGO, e do “Titulo de habilitação em Ultrassonografia em Ginecologia e

Obstetrícia” pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Em março de 2009, após avaliação em curso Téorico pratico, em Ultrassom

morfológico avançado, no CETRUS, recebi o Certificado de competência, da “The Fetal

Medicine Foundation”,do King College, Londres, para Ultrassom Morfológico, Doppler-

fluxometria e avaliação do colo uterino, como preditivo ao parto prematuro.

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CONCEITO, MÉTODO E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO SOM







O Ultrassom é a mais importante ferramenta diagnóstica para a detecção pré-natal das anomalias

congênitas.

Permite examinar a anatomia interna e externa fetal e, detectar a grande maioria não somente das

malformações graves, mas também avaliar “marcadores biofísicos”ou ecográficos de anomalias cromossômicas

e/ou genéticas.

Embora algumas mulheres estejam no grupo de alto-risco para anomalias e aneuploidias fetais, quer

pela história familiar, exposição de agentes teratogênicos ou infecções, a grande maioria das anomalias fetais

ocorrem no grupo de “baixo-risco”, sem qualquer história anterior.

A Ultrassonografia ou Ecografia é a utilização do ultrassom como meio diagnóstico em medicina,

fornecendo uma imagem de um corte corporal.

Trata-se de energia sonora e não ionizante, como o RX.

Isto confere ao método uma grande importância, pois ele oferece a possibilidade de representar e

diferenciar partes moles.

O som é um fenômeno ondulatório que transposta energia a distância, apenas podendo se propagar em

um meio material. Suas ondas são, na verdade, vibrações passando através de um material.

Uma onda acústica é uma onda mecânica, longitudinal e comprimível.

Os transdutores, setorial, linear ou convexo, contém cristais pizoelétricos nas suas superfícies, que

produzem vibrações nas frequências desejadas, determinando-as a pulsar um cristal, e assim enviar um pacote de

energia para o interior do corpo humano.

Os ecos são refletidos em diferentes interfases, que retornando ao transdutor estimulam pontos na escala

de cinzas, que codificados, formam na tela do monitor as imagens em tempo real.

Assim o transdutor atua como emissor e receptor.



Propriedades e características do som:

Portanto, denominamos Ultrassons, as ondas sonoras cuja frequência é superior a 16.000Hz,

ultrapassando o s limites de percepção auditiva humana, que oscila entre 16.000 e 20.000Hz, de acordo com a

variabilidade individual, a acuidade acústica e a idade do individuo.

As características de uma onda, dependem da fonte sonora, e do meio de propagação.

Em eco-diagnóstico, o meio é o corpo humano, constituído por diferentes tecidos e meios biológicos.

A velocidade média do som nos tecidos, ou no corpo humano, é de aproximadamente 1540 m/s



Propriedades piezelétricas – são apresentadas por cristais de conversão eletromecânica, já que a partir

da energia elétrica consegue-se energia mecânica e vice-versa, tornando-os adequado para o diagnostico medico.

Frequência – é o número de ondas que se formam ou passam em um segundo. As unidades de

freqüência são denominadas de Hertz (Hz)

O comprimento de onda, é a distância que a onda avança durante um período



* Quanto maior a freqüência, menor o comprimento de onda e vice-versa*



Então para planos superficiais utilizamos transdutor de maior freqüência e vice-versa



Velocidade de propagação – quanto maior a densidade e elasticidade do meio, maior a velocidade de

propagação da onda sonora. Isto explica que seja mais rápida nos sólidos que nos liquidos, que é maior que nos

gases.

Os ultrassons propagam-se na água e no corpo humano (média de 1.540m/s) a uma velocidade

constante, exceto nos ossos (3.360m/s), intestinos (350m/s) e pulmões.



Intensidade – é a quantidade de energia sonora, que chega a uma superfície de 1 cm quadrado. É

expressa em Watts por centímetro quadrado (W/cm2)

No diagnóstico médico, o mais importante é a relação entre a intensidade da onda emitida e recebida.

O decibel é a mínima diferença de intensidade sônica que o ouvido humano pode perceber.

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Amplitude – refere-se às oscilações máximas de pressão causadas pela própria onda e é diretamente

proporcional à intensidade do feixe sonoro, determinando a sensibilidade do aparelho



Impedância acústica – é determinada pela densidade física do tecido e pela velocidade do som.

Ela consiste na resistência oferecida pelo meio ao ser atravessado por ultrassons. O seu valor é

constante e característico para cada som.

Ao encontrar a linha divisória ou interface de dois meios contínuos, porém de diferente impedância

acústica, parte da energia contida no pulso é refletida, e retorna à fonte como eco, e parte penetra no novo meio.

Quanto maior a diferença de impedância acústica entre dois meios, mais forte é o som ou eco refletido.

Ex. gordura-músculo, o coeficiente de reflesão é de 0,5%, o restante do feixe continuará transmitindo-se até nova

interface.

No caso de músculo-osso, 70% da energia se reflete em forma de ecos muito fortes, enquanto que a

energia transmitida para atingir novas interfases é tão pequena que não se observa nada abaixo do osso. Situação

semelhante ocorre com o intestino, pela interposição de ar.

O som que continua o seu caminho é o não refletido, ou chamado de som transmitido.



Atenuação – é a perda contínua de energia pelos pulsos de Ultrassons, ao se moverem através da

matéria, pela sua transformação em calor.

As ondas sonoras deixando o transdutor passam pelo gel, (neutro) sofrem os efeitos da atenuação,

(redução da intensidade e da amplitude) e nos tecidos, parte do feixe é absorvida e refletida.



Refração ultrassônica – quando um ultrassom chega a um meio diferente daquele em que se propaga,

em parte se reflete e em parte se refrata, ou seja sua direção muda ligeiramente em função dos ângulos de

incidência.



Difração ultrassônica – a medida que um feixe sonoro avança, tende a experimentar uma certa

divergência, e sua intensidade diminui.

Teoricamente o aumento da frequência melhora a direcionalidade do feixe. ocorrendo menor

divergência, e aumenta sua capacidade de resolução.



Então, os cristais piezoelétricos que estão situados na superfície do transdutor, emitem e recebem os

ultrassons ou ecos refletidos, que são recolhidos nas pausas de emissão, e os transformam em diferenças de

potencial. São levados a uma tela osciloscópica, e registrados graficamente de acordo com os diferentes modos

ou tipos de representação gráfica.





Como solicitar um exame ultrassonografico:

Nome completo e idade da paciente.

Anotar um breve resumo da anamnese, o tipo e objetivo do exame.

Para os exames obstétricos: citar a DUM, e também, o tipo e objetivo do exame.

Como qualquer outro exame médico, a avaliação por ultrassom, só deverá ser realizada quando houver

indicação clinica pré-definida, e considerá-lo como uma propedêutica complementar para uma confirmação

diagnóstica.

Deve-se evitar uma política abusiva de indicações, especialmente se existir um transfundido econômico

ou de medicina defensiva.



Lembrete: - os melhores períodos para solicitar os exames obstétricos,serão de: 12, 22 e 32 semanas

- se houver uma só oportunidade, deverá ser com 20 semanas

- os exames morfológicos de 1* trimestre deverão ser solicitados com 12 semanas e o do 2*

trimestre com 22 semanas.

- o estudo eco-doppler ou dopplervelocimetria, também poderá ser realizado em três períodos, ou

com 22, 28 e 36 semanas.

- o estudo do Doppler das artérias uterinas, deverá ficar estabelecido até 26 semanas, e a partir

desta época, o mais importante passará a ser o Doppler das Artérias Umbilicais.

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Termos ecográficos mais utilizados para laudar:

- Anecóica = a estrutura que não produz ecos. Ex. Massas líquidas ou o conteúdo vesical

ou de um cisto ovariano simples ou folículo

- Ecogênica ou Hiperecogênica, ou Hiperecóica, Ecorrefrigente ou mais refrigente = é a

estrutura que absorve grande parte do feixe que incide sobre ela. Ex. osso

- Hipoecóica = quando não absorve ou transmite bem o som. Ex. liquido

- Bridas = pontos ecogênicos no interior da estrutura. Ex. sangue, pus etc.

- Massa complexa = quando o conteúdo é misto ou tanto hipoecóico, como hiperecóico.

- Sombra acústica = ocorre quando o ultra-som não consegue ultrapassar uma estrutura de alta

densidade: ex. uma calcificação ou o próprio osso

- Reforço acústico ou cauda de cometa – ex. a imagem ecogênica que visualiza-se sob uma massa

cística ou de conteúdo líquido.

- Artefatos = erros na apresentação da imagem.

- Os planos convencionais de varredura são – sagital ou longitudinal,

– coronal

– transverso ou axial.

Aparelho e examinador

A maioria dos aparelhos de ultrassons emite entre 500 e 3.000 pulsos/s, com uma média de 1000/s, o

qual se conhece com freqüência do pulso de recepção, alcançam uma profundidade de 20 cm.

A maioria dos equipamentos utilizados em obstetrícia é de tempo real ou dinâmico, e utilizam

transdutores de varredura linear, convexa e setorial.

A incorporação do Doppler colorido e Power Doppler, permite um melhor estudo e mapeamento dos

vasos.

A experiência do examinador e a qualidade do equipamento, têm relação direta com o resultado do

exame.



Ética – quem deve praticar a ecografia ?

Atualmente médicos de todas as especialidades – radiologia, ginecologia, etc. – que tenham

o título de “TEGO” e posteriormente o de “Atuação na área de Ginecologia e Obstetrícia” podem

realizar os exames ecográficos em “GO”

Não se deve esquecer que o primeiro médico em usá-la foi um Neurologista Vienense.

É absolutamente ilógico pretender que para praticar ultra-som, método que não requer técnicas

radiológicas, deva obter-se especialização em radiologia.

A maioria das sociedades cientificas relacionadas „a ecografia, afirma que o exame ecográfico é um ato

médico.



Objetivos do estágio em Ultrassonografia

Será mostrado a metodologia e o diagnóstico dos procedimentos ultrassonográficos mais

convencionais, e a utilização do Doppler nos principais vasos materno e fetal.

Estimular o adequado planejamento terapêutico, com o auxílio de um manejo propedêutico, que

auxiliará em um diagnóstico, mais ágil, certeiro e seguro.

Com o conhecimento das técnicas e dos diferentes tipos de exames, o futuro médico, clínico ou

especialista, aprenderá a pedi-los no futuro, e poderá se estimular aos métodos de imagem no presente.



Ultrassom tridimensional – A partir de 1995

Em ecografia 2-D, os cortes são realizados em duas dimensões: transversal e sagital.

O exame tridimensional acopla, a partir de imagens bidimensionais clássicas, uma varredura em dois

planos perpendiculares.

Os dados obtidos são então integrados por processamento computadorizado, produzindo as imagens

tridimensionais, visualizando-se tanto a superfície cutânea do feto, como o detalhadamente do sistema ósseo

fetal.

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Resultado do exame

Ainda que o cuidado que se dê ao exame reduz os erros, o exame ecográfico não é infalível. A não

observação de uma patologia não descarta a sua presença e achá-la depende de muitos fatores.

Por isto é aconselhável não usar termos contundentes no laudo, mas preferir expressões como,

possível, compatível, provável, não se pode descartar, etc. que implique uma dúvida razoável.

É importante sempre lembrar – “a clínica é soberana”





Número de exames ecográficos durante a gravidez:



Atendendo aos dados médicos disponíveis, o único exame ecográfico que demonstrou

utilidade em todas as gestações é o praticado por volta da 20* semana.





Por esta razão em países nórdicos, só se pratica este tipo de exame, se a gravidez é de baixo risco.

(Dr. José M. Carrera, Barcelona, Espanha)





1. O ideal é programar em torno de três exames ao longo da gravidez:

- 12, 22 e 32 semanas.

2. A “fetal medicine Foundation” sob o apoio da “International Society of Ultrasound in Obstetrics

and Gynecology and the Internacional Society of Perinatal Medicine”, introduziu o processo

de treinamento e certificação para ajudar a padronizar em alto nível e de forma internacional

o exame ultrassonográfico entre 11 14 semanas ( 1o trimestre), de 18 – 23 semanas (2o

trimestre), e de 36 semanas (3o trimestre).

3. Nas gestações de alto risco haverá necessidade de mais exames.

4. Nas gestações de baixo risco, um único exame ao redor de 20 semanas pode ser suficiente.

5. Na Alemanha, é preconizado e bancado pelo estado a realização de 4 exames.

6. Uma política de screening ecográfico, destinada a diagnosticar malformações fetais, é

habitual em quase todos os países, salvo Dinamarca, Grécia e Holanda.









EFEITO BIOLÓGICO DOS ULTRASSONS



“Os dados atuais indicam que não há efeitos biológicos confirmados em pacientes e seus

fetos pelo uso do ultra-som diagnóstico e que os benefícios aos pacientes expostos ao uso

prudente desta modalidade supera os riscos, se existirem”.

(Peter W. Callen)

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Rotinas do Exame Ultrassonográfico



Ecografia do 1 o trimestre



Deve cumprir os seguintes requisitos:



1. Avaliação do saco gestacional (SG)

a) número de sacos e/ou embriões. Precisão da

corionicidade e amniocidade, em se tratando de

gravidez múltipla.

= Diamniótica – Dicoriônica (sinal de lambda ou “Y”)

= Diamniótica – Monocoriônica ( sinal do “T”)

b) presença ou ausência de embrião

c) presença ou ausência de batimentos cardíacos.

A partir de 6 semanas já podem ser visualizados os batimentos cardíacos

d) A existência e característica do saco vitelino.

A Vesícula Vitelina, pode ser representada entre a 5*-10* sem.

e) características e localização do trofoblasto ou córion frondoso, e possíveis

patologias.

O córion frondoso é mais espesso e refringente que o restante do córion

onde se formará a placenta

f) biometria – medida do SG e comprimento cabeça-nádega (CCN). O CCN foi

utilizado pela primeira vez por Robinson.

g) Diâmetro médio do saco gestacional (DMSG):

h) características do saco gestacional

- forma redonda ou ovalada, e contornos regulares.

- posição fúndica ou central.

- parede ecogênica e espessura >3,0mm = reação decidual

- o crescimento normal é de 1,0mm/dia



2. No que diz respeito ao útero e anexos, é especialmente importante

detectar neoformações ovarianas e miomas uterinos.



Período Fetal – Sonoembriologia – estudo ecográfico das primeiras fases da gravidez.



– na 8* semana termina a organogênese ou período embrionário.

– na 9* semana o embrião é chamado de feto, e tem CCN de 20,0mm.



Entre 10 -14 semanas, mede-se translucência nucal (TN) e

o comprimento do colo uterino



- Translucência nucal (TN) = Coot-off ou corte 20,0 mm

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PATOLOGIAS VIZUALIZADAS NO 1* TRIMESTRE



- Pólo cefálico = acrania, encefalocele, holoprosencefalia, ventriculomegalia,

microcefalia.

- Coluna = espinha bífida, escoliose, regressão caudal e disrafismo espinhal.

- Tórax & coração = pulmões, hérnia, sequestração, coração, defeitos cardíacos.

- Abdome = hérnia fisiológica até 12 sem, onfalocele, gastrosquise, TGI,

- Malformaçöes renais: agenesia renal, bilateral, rins policísticos do tipo infantil, rins

multicísticos, hidronefrose (rara) e megabexiga.

A bexiga deve ser visualizada em 100% e medir com 7 a 9cm ou de 8 a 11sem. por sonda

transvaginal e há o menor erro de datar, nesta => de 3 a 5 dias.

 Em caso de DUM incerta -> CCN + 6,5 => ex.: 2,0cm + 6,5 = 8,5

semanas

Cuidados: - Contrações transitórias do endométrio simulam mioma

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ECOGRAFIA DO 2* TRIMESTRE

A inspeção ecográfica entre a 18* - 24*semana, é fundamental para o diagnóstico de malformações

fetais.

Em caso de gestante com risco de defeitos congênitos, repetir o exame entre a 28* e 30*semana.



A metodologia de exploração deve cobrir os seguintes pontos:

1. Vitalidade Fetal

2. Número de fetos

3. Biometria Fetal



a) Diâmetro Bi-parietal (DBP) =

No plano anatômico ideal, visualizam-se:

- Foice anterior e posterior (F)

- Cavidade ou Cavo do Septo Pelúcido (CSP)

- Núcleos Talâmicos na linha média (T)

- III ventrículo

- Vestrículos laterais e plexo coróide

- A época ideal para medir o DBP será entre 14 e 20 semanas

- A medida do DBP é feita a partir da face interna até a face externa da tábua óssea do crânio fetal.

- Os Plexos coróides (PC) são visualizados nos átrios dos ventrículos laterais (VL)

- A Medida do diâmetro transverso do átrio do Ventrículo lateral, é normal se medir DBP/DOF x 100 = X %

 Temos o IC em Valores normais entre 78,3 +- 4,3

Então: Índice Cefálico (IC) de

- 80% = Normal – o ideal é = 78%

- > 85% = sugestivo de Dólicocefalia (cabeça ampliada)

- Hipo e Hipertelorismo, Anaftalmia,

=> Microoftalmia

=> Calcular Idade gestacional

2) CEREBELO – seu diâmetro transverso, é melhor visualizado com feto em ODA,

 Entre 15 e 23 semanas o diâmetro do cerebelo coincide com as semanas de

gestação – ex. se medir 18 mm, teremos 18 semanas



3) RINS – a partir de 15 sem. o seu crescimento ocorre em proporção relativa/ constante com as

dimensões do abdomem fetal.



4) Todos os ossos longos, pernas, e clavícula - o comprimento do pé permanece quase igual ao

comprimento do fêmur durante a gravidez, na razão CF/Cpé = 1.

Na displasia óssea tende a ser 0,9 para fetos constitucionalmente pequenos

ou com CIUR simétrico, sem displasia óssea.

O Rádio e Ulna, a Tíbia e Fíbula, terminam distalmente ao mesmo nível.

Entretanto no cotovelo a Ulna estende-se mais proximalmente do que o Rádio, enquanto

que a Tíbia e a Fíbula, começam no mesmo nível no joelho.



5) Observações não biométricas e muito úteis:

- Grau de maturação da placenta: 0 – I – II – III graus  segundo Grannum:



- Grau 0  sem qualquer calcificação visível

- Grau I  ecos dispersos refletindo calcificações dispersas

- Grau II  ecogenicidade basal aumentada e semelhante à virgula

- Grau III  possuem extensa ecogenicidade circundando os cotilédonos



- A espessura de uma placenta normal raramente excede 4,0 cm

As placentas espessadas podem estar relacionadas a doenças fetais, como:

- infecção congênita = Sífilis, Toxoplasmose, CMV, Parvovírus, anemia e hidropsia fetal

= É controversa a sua associação com doenças maternas, como Diabetes e anemia.

Isoimunização Rh, hidropsia fetal, anomalia fetal e em mola parcial.



A medida da espessura placentária máxima (percentil 95 para a idade gestacional) em

gestações únicas sem patologias maternas ou fetais corresponde:

- idade gestacional + 13, quando abaixo de 20 semanas

- idade gtestacional + 17, quando acima de 20 semanas



- Aspecto do Liquido amniótico => Presença de Macrogrumos = Vermix caseoso e

Microgrumos = que denunciam a presença de células fetais

- Padrão intestinal maduro



- Presença ou ausência dos Centros de Ossificação Epifisários: Se medir 7mm a Idade gestacional

terá pelo menos 38sem

- Epífise femural distal  32 / 33 semanas

- Epífise tibial proximal  33 semanas

- Epífise tibial distal  35 / 36 semanas

- Epífise proximal do úmero  37 /38 semanas

16



ECOGRAFIA DO 3* TRIMESTRE

- realizada em torno de 34-36 semanas, sendo a ideal com 32 semanas.

- Variabilidade de erro para datar a gravidez no 3* Trimestre => de 3 a 5 semanas

- Aprimora a visualização ecográfica da Biometria fetal, anatomia fetal, estrutura da placenta,

avaliação da quantidade de liquido amniótico, tanto virtual como pelo ILA.

- Hemodinâmica fetal nos casos de alto risco através do estudo Doppler, dos vasos maternos e fetais.

- A relação CC/CA torna-se igual a 1 nas 35/36 semanas



Malformações mais comuns observadas no estudo ecográfico



Malformações do Sistema Nervoso Central – em termos de freqüência perdem

apenas para o sistema urinário. Em muitas ocasiões não é possível definir o grau de

comprometimento intelectual, motor e mesmo as chances de sobrevida para os fetos

acometidos.

Anomalia da Linha média:

1. Holoprosencefalia: Classificada em Alobar, Semilobar e Lobar. Em todas as

formas, o mesencéfalo e cerebelo ficam preservados.

- Esta malformação é um excelente marcador para as

anomalias cromossômicas 13 e 18.

- É anomalia decorrente da falha de clivagem do prosencéfalo embrionário

durante o processo de formação dos hemisférios cerebrais e ventrículos

laterais.

- Na Alobar, possível de ser diagnosticada no 1* trimestre, o cérebro é

pequeno, com cavidade ventricular única, ausência de corpo caloso e cavum

do septo pelúcido. Os tálamos estão fundidos



Malformaçöes faciais associadas:

- fenda facial

- arrimia

- Probócide

- microoftalmia

- hipotelorismo



- Na Semilobar, observam-se lobos e fissura inter-hemisférica rudimentares,

em região occiptal.

- Na Lobar, a mais amena, os Tálamos geralmente não estão fnndidos.



2. Agenesia do Carpo Caloso – em 80% dos casos há associações com outras

malformações do SNC>

- Na agenesia completa, pode-se observar alargamento do septo pelúcido

e ventriculomegalia associada.



3. Ventriculomegalia – (Hidrocefalias) – corresponde ao acúmulo de liquor

devido a sua produção excessiva. deficiência de circulação ou absorção.

- o principal parâmetro é a medida do diâmetro transverso do ventrículo

lateral, entre 15 e 40 semanas = 2,35



Artéria Umbilical (AU) e Veia Umbilical (VU) – Circulação Útero-placentária



- A presença de Diástole zero na Artéria Umbilical no 1*Trimestre é fisiológica. Em

condições normais aparece fluxo diastólico na AU ao redor de 13 semanas. A presença

precoce de inversão distólica do fluxo umbilical obriga a um seguimento da gestação,

aconselhando estudo citogenético fetal, pois observou-se um aumento da resistência em

anomalias mais letais. (trissomia 13 e 18), apesar da base etiopatogênica ainda ser

desconhecida. (JMC 361)

- Sonograma Normal da Artéria Umbilical no 3* Trim. = fluxo diastólico elevado, pela

baixa resistência placentária

- SonogramaAnormal => Fluxo diastólico ausente = DIASTOLE ZERO e fluxo reverso =

DIASTOLE REVERSA – e apontam diretamente para lesão placentária

- Utiliza-se a Artéria Umbilical para reconhecer placenta insuficiente e para

acompanhar o Feto por ela agredido

- A presença de pulsação na Veia Umbilical, é a ocorrência que por último surge, sendo

o sinal Dopplerfluxométrico mais grave de sofrimento fetal, refletindo a falência do

mecanismo de proteção fetal diante da hipóxia. Apontando fetos seguramente

comprometidos.



Artéria Cerebral Média ( ACM ) – Circulação Fetal



 Sonograma NORMAL da ACM no 3* trimestre, nota-se IP elevado = 1,72 –

representando a vasoconstricção fisiológica da circulação cerebral

 Sonograma ANORMAL DA ACM, na resposta inicial à hipóxia, o IP diminui devido

à vasodilatação no território cerebral



 Fenômeno denominado de Centralização da circulação Fetal

 Índice de Wladimirof = ou seja, o fluxo Cerebral é maior que o

Umbilical ou relação IR das ACM/AU é > 1



A identificação do mecanismo de centralização fetal permite detectar de maneira

precoce, fetos com alto risco para o desenvolvimento de acidose metabólica, asfixia e dano

neurológico, e recomenda-se a realização de DOPPLER VENOSO.



1,0 e 1,5 e oligoâmnio com ILA = entre 3,0 e 5,0

21



IMPORTANTE: O momento para interrupção da gestação, portanto, poderá ser:

*imediato – não precedido do uso de corticoterapia antenatal – impossibilidade de

controle de doença materna (risco de morte materna), diástole reversa na umbilical,

ducto venoso com: - Índice de Pulsatilidade >1,5

- Perfil biofísico 1 )

Obs.: em caso de optar-se por apenas uma avaliação morfológica especializada durante a gestação, recomenda-se

o período entre 20 a 24 semanas e nas gestantes de alto risco a conduta será personalizada

22





Exame Fluxométrico (Dopplervelocimetria propriamente dita)



 Compartimento Materno ou Unidade Útero-placentária: avaliado pelas aa. Uterinas



 Compartimento Placentário ou Unidade Placento-fetal: avaliado pelas aa. Umbilicais

na sua inserção placentária, que é o melhor local para sua interpretação.



 Compartimento Fetal ou Unidade Fetal: avaliado pela a. Cerebral média, e também

pela Aorta descendente e a. Renal.



 Ducto venoso alterado ou com Onda “A” reversa, no 1* trimestre (11 a 14 sem)

+ TN alterada e Cariótipo normal, é um marcador de malformações cardíacas

em 63% dos casos: Tetralogia de Fallot, Hipoplasia esquerda, transposição

de grandes vasos, coartação da Aorta, defeito septal A-V, cardiopatias complexas.



 No 3* trimestre => Onda “A” reversa significa insuficiência cardíaca fetal.





Para a utilização do Perfil hemodinâmico fetal, preconiza-se a realização do Doppler,

e quantificação do volume de liquido amniótico, com a avaliação subjetiva ou ILA.







Quantificação do líquido amniótico – Índice de ILA





menor que 5cm Oligoâmnio

entre 5 – 8cm Diminuído

entre 8 – 18cm Normal

entre 18 – 24cm Aumentado

maior que 24cm Polidrâmnio







Medida do maior bolsão





maior de 8cm Polidrâmnio

3 – 8cm LA normal

2 – 3cm LA reduzido

menor de 2cm Oligoâmnio

menor de 1cm Oligoâmnio grave

23





ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA

DICAS DE USG: - Mulheres com ciclos normais, são melhores examinadas

do 1* ao 10* dia do ciclo

- Há tendência de elevação do Índice de Pulsatilidade no

decorrer da Menopausa



Atrofia Endometrial =>

- É a maior causa de sangramento vaginal pós-menopausa

- O Endométrio é bastante fino, medindo de 0 a 3 mm de espessura

- Com alterações císticas, caracteriza a Atrofia Endometrial Cística,

ou Hiperplasia cística benigna



Espessura Endométrial na Menopausa

=> Sem TRH = 4 a 8mm

=> Com TRH = 6 a 10mm



Hiperplasia Endometrial => é uma proliferação glandular anormal

Pode ser: - Cística = + comum e benigna

- Adenomatosa

- Típica - podem ser precursora do Câncer uterino

* o aspecto sonográfico destes 3 tipos é indistinguível e só se

manifesta por Endométrio espesso, com ou sem alteração cística



Carcinoma de Endométrio

- Suspeitar de espessura > de 5 a 8 mm sem TRH

- O espessamento endometrial por CA, pode ser irregular, e

apresentar margens, indefinidas ou bem definidas



Pólipos: - Geralmente há espessamento endometrial inespecífico

ou apresentar-se como massa ecogênca intraluminal



Doppler: - nos casos de espessamento E maligno,

- o IR é de 0,47 a 0.64

- 0 IP de 0,49 a 0,62 ou seja, tem valores BAIXOS



Achados USG em torção de um Anexo:

- ao Doppler => há ausência ou 3,5 e 8,0cm = Cistos neoplásicos



OVÁRIOS POLICÍSTICOS:



Critérios sugeridos para o diagnóstico da SOP, em maio;03 em Rotterdan (Holanda)

no encontro da European Society for Human Reprodution e da American Society of

Reproductive Medicine.



Para confirmar o diagnóstico, dois destes achados devem estar presentes –



1. Hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial)

2. Anovulação crônica (oligo ou amenorréia)

3. Ovários policísticos „a USG = quando houver a presença de 12 ou +

folículos, entre 2 e 9mm de diâmetro médio ou volume ovariano = ou > de 10cc, sendo

que apenas um ovário é suficiente para o diagnóstico.



Na presença de corpo lúteo ou de um folículo com 10 mm de diâmetro ou

mais, deve-se repetir o exame no ciclo subseqüente para confirmar o diagnóstico.

Deve-se também excluir a presença de hiperprolactinemia, doença

tiroidiana, hiperplasia adrenal congênita de início tardio ou síndrome de Cushing.



Dopplerfluxometria em ovário micropolicístico – a vascularização localiza-se na medula

ovariana.

Em ovários normais ou com ovulação normal, o Doppler quase não evidencia

vascularização na medula ovariana.



Posição e medidas do Útero - Volume = Longitudinal x Antero-posterior x Transverso



Útero Retrovertido = é a angulação posterior tanto do corpo quanto da cérvix

em relação à vagina, Incidência de 10%

Útero Retroflexão = é a angulação posterior do corpo uterino em relação à cérvix



Medidas USG do Útero: - RN = 2,5 x 1,0cm

- Menarca = 8,0 x 3,0 x 5,0cm n = 25 a 90cc

- Menopausa = 5,0 x 3,0 x 3,0cm



Os valores são multiplicados pelas constantes (K) - 0,45 se útero e 0,52 se ovários

25









SACO GESTACIONAL = 6 SEMANAS EMBRIÁO DE 7 SEMANAS









CRÄNIO – NIVEL DO DBP





CRÂNIO – CEREBELO









Bolsa escrotal com HIDROCELE ESPINHA BÍFIDA

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TRANSLUCÊNCIA NUCAL









GRAVIDEZ GEMELAR – DI-MO









TRANSDUTOR TRANSVAGINAL



Utero – endométrio – TV Perfil facial fetal

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REFERENCIAS





1. Callen, Peter W. Ultrassonografia em obstetrícia e ginecologia, 3*ed,

Guanabara Koogan, RJ, 1996



2. Carrera, JM, Ecografia em medicina fetal, 1* ed Salvar, Barcelona, 2003



3. Nyberg, David A. Ultrassonografia transvaginal, 1* ed. Revinter, RJ, 1996



4. Rocha, Domingos Correa da, Ultrassonografia abdominal, 1* ed SP 1985



5. Zugaib, Marcelo, Medicina Fetal, 2* ed. Atheneu, Rio de Janeiro, 1998



6. Zugaib, Marcelo, Obstetrícia, 1* ed. Atheneu, Rio de Janeiro, 2008


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