METODOLOGIA CIENT�FICA APLICADA � ENFERMAGEM

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METODOLOGIA CIENT�FICA APLICADA � ENFERMAGEM Powered By Docstoc
					                UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




  METODOLOGIA

         CIENTÍFICA

            APLICADA

                              À

    ENFERMAGEM
                     UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
     DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




APRESENTAÇÃO



•   Aspectos históricos, importância e tópicos de interesse da
    pesquisa em Enfermagem

•   Ciência e Conhecimento científico: conceito e classificação da
    Ciência, o conhecimento científico e outros tipos de
    conhecimento, características do conhecimento científico.


•   Terminologia básica de pesquisa: conceitos, constructos,
    fatos, leis e teorias.

•   O método Científico: desenvolvimento, histórico, método
    indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, dialético, das ciências
    sociais, etc.

•   As hipóteses e objetivos: definições, tema, problema, fontes
    de elaboração de hipóteses, características das hipóteses e
    objetivos.


•   As variáveis: conceitos, no universo da ciência, composição,
    independentes e dependentes, intervenientes e antecedentes.


•   Tipos de pesquisa: experimental, não-experimental, quase-
    experimental, levantamentos/surveys, estudos de caso, de campo,
    histórica, documental e bibliográfica.

•   Técnicas de pesquisa: de laboratório, observação, entrevista,
    questionário, formulário,medidas de opinião.


•   Planos de amostragem: população e amostra, probabilistica, não
    probabilistica, tamanho da amostra.


•   Aspéctos éticos da pesquisa

•   Estrutura do Projeto e do Trabalho de Pesquisa e orientação sobre TCC

•   Citações e referências bibliográficas
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ASPECTOS HISTÓRICOS


1870 a 1900
As raízes em Nightingale – Notes of Nursing – de 1860
           • Deixou a convicção de que a enfermagem necessitava de um conhecimento
              próprio que a distinguisse do conhecimento médico

1900 a 1930 - expansão
Inserção dos cursos de enfermagem nas universidades e criação dos primeiros cursos de pós-
graduação
Publicações sobre procedimentos de enfermagem


1930 a 1960 - Levantamento e ascensão da pesquisa
American Nurses’ Association e National League for Nursing             cursos de pós-
graduação                                            maior nº de enfermeiras docentes nas
pesquisa                       criação de um centro de pesquisa em enfermagem
investimentos governamentais


Últimas décadas

   •   Maior nº de cursos de pós-graduação
   •   maior nº de enfermeiros mestres e doutores
   •   Crescimento das universidades e valorização dos cursos de enfermagem
   •   Maior participação de enfermeiros da prática
   •   grande participação de alunos
   •   maior incentivo à pesquisa – órgãos de fomento
   •   Crescimento dos veículos de comunicação de pesquisas
   •   Criação das diversas sociedades de especialistas


No Brasil – fatos históricos de destaque

Evolução parecida porém com alguns anos de atraso
1923 – primeira escola de enfermagem do pais
1932 – Revista Brasileira de Enfermagem
1958 – primeiro ponto de referência da pesquisa – “Levantamento de recursos e necessidades
de enfermagem”
1963 – 1ª tese em enfermagem – Glete de Alcantara
1964 – 16º CBEnf - “Enfermagem e Pesquisa” – diversas recomendações para o
desenvolvimento da pesquisa
1972 – criação do Curso de Mestrado da Escola Ana Nery
 nesta década – criação do Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem
1981 – criação dos cursos de doutorado nas duas unidades da USP
Nesta década – Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem
A seguir – criação de outros periódicos e eventos
HOJE – grande volume de trabalhos de pesquisa – dissertações, teses, etc
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IMPORTÂNCIA

A pesquisa gera e valida novos conhecimentos:
   • leva ao desenvolvimento da prática profissional
   • leva ao desenvolvimento da enfermagem enquanto ciência

É a única via de geração, refinamento e expansão do conhecimento em enfermagem.

Buscar o conhecimento teórico consistente que fundamente a prática.

A renovação do conhecimento teórico é fundamental para o desenvolvimento da prática.
Permite acabar com a prática baseada em rotinas não explicadas cientificamente, com o
achismo, com a repetição de ações pela experiência passada.


COMUNICAÇÃO DO CONHECIMENTO

   1952                 - revista Nursing reserch

Revista Brasileira de Enfermagem – 1932
Revista da Escola de Enfermagem da USP
Resvistas Gaúcha – Baiana – Mineira de Enfermagem
Revista Latino-Americana de Enfermagem
Anais de eventos


Congresso Brasileiro de Enfermagem
Congressos das sociedades de especialistas
Eventos nacionais, regionais, locais
Fórum Mineiro de Enfermagem


Internet – Revistas Eletônicas


TÓPICOS DE INTERESSE DE PESQUISA EM ENFERMAGEM

Promoção da saúde – bem-estar, alimentação, exercícios, etc
Prevenção de doenças – ambiente, vacinação, etc
Análise dos aspectos relativos ao cuidado
Impacto da tecnologia – efeitos positivos e negativos na saúde, etc
Necessidade de cuidados por parte do paciente
Princípios éticos na assistência e na pesquisa
Desenvolvimento de instrumentos de medida da prática de enfermagem
Desenvolvimento de metodologias de ação para melhoria da assistência
Criação de modelos de assistência e de administração de serviços de saúde
Analise de fatores históricos e contemporâneos da enfermagem
Analise das relações de trabalho da enfermagem
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Estudo dos fenômenos da prática de enfermagem


CIÊNCIA E CONHECIMENTO CIENTÍFICO


CIÊNCIA
“acumulação de conhecimentos sistemáticos”
“atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações
prátricas”
“forma sistemáticamente organizada de pensamento objetivo”




CLASSIFICAÇÃO (várias)
  • Formais: lógica, matemática

   •    Factuais:
            naturais (física, química, biologia, etc)
            Sociais (antropologia, direito, economia, política, psicologia social, sociologia,
              etc)


TIPOS DE CONHECIMENTO

   1. POPULAR: é o conhecimento popular existente (valorativo, reflexivo, assistemático,
      verificável, falível, inexato)

   1. FILOSÓFICO: resultado do pensamento filosófico (valorativo, racional, sistemático,
      não verificável, infalível, exato)

   1. RELIGIOSO: apoia-se em proposições sagradas (valorativo, inspiracional, sistemático,
      não verificável, infalível, exato)

   1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO: obtido com a utilização do método científico (real,
      contingente, sistemético, verificável, falível, aproximadamente exato)




CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

   1.   RACIONAL: conceitos, raciocínio lógico
   2.   FACTUAL: parte dos fatos e volta a eles
   3.   CLARO E PRECISO: formulado de forma clara e precisa
   4.   COMUNICÁVEL: escrito em linguagem entendível, pertence à humanidade
   5.   VERIFICÁVEL: testado por outros pesquisadores
   6.   SISTEMÁTICO:sistema de idéias relacionadas logicamente
   7.   FALÍVEL: não definitivo, absoluto ou final
   8.   ABERTO: não há limites, pode sofrer acréscimos, modificações ou correções
   9.   ÚTIL: tem utilidade para a humanidade
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                       TERMINOLOGIA BÁSICA


FATOS OU FENÔMENOS: é tudo aquilo que é evidenciado pelos
nossos sentidos (a cor de uma laranja, um livro, a água ferve a 100°C)



CONCEITOS: idéia ou enunciado que expressam uma abstração
formada através de observações particulares. Ex. Cão

CONSTRUCTOS: é um conceito conscientemente inventado com
propósito científico resultante de um grande nível de abstrações.
Ex. Massa, força

LEIS: são enunciados que descrevem regularidades ou normas
sobre os fatos, visam resumir grande quantidade de fatos, prever
novos fatos.

TEORIA: é uma idéia ou um conjunto de idéias não comprovadas
que, uma vez submetidas à verificação, se revelam verdadeiras.
Explica as relações existentes entre os fatos, elabora conceitos,
classificações, correlações, princípios, leis, teoremas, etc


               O MÉTODO CIENTÍFICO


A preocupação em descobrir e explicar os fenômenos da natureza
vem desde os primórdios da humanidade.
Senso comum - explicação religiosa - conhecimento filosófico


A preocupação com o conhecimento científico se inicia no século
XVI com as propostas de métodos.
Galileu Galilei – Francis Bacom – Descartes – Método atual


           É um conjunto genérico de procedimentos ordenados e
           disciplinados, utilizado para aquisição de informações
           seguras e organizadas.

           Componentes:
           ordem e sistematização – controle – evidência empírica
           (problema existente na realidade) – generalização (> ou <)
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                MÉTODO INDUTIVO X MÉTODO DEDUTIVO



   A forma de pensar ou o processo mental utilizado no estudo
   científico pode ser indutivo ou dedutivo.




   INDUTIVO – É um processo mental através do qual partindo de
   dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma
   verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas.
   Ex. o corvo 1 (2 e 3) é negro - logo, todo o corvo é negro


  DEDUTIVO – A partir dos dados gerais se deduz os dados particulares
  Ex. todo mamífero tem um coração. Ora, todos os cães são
  mamíferos. Então, todos os cães têm um coração.




  HIPOTÉTICO-DEDUTIVO – problema – conjectura/hipótese -
  teste




DIALÉTICO – a discussão se dá sob todos os pontos de vista
               “tudo se relaciona”
             “tudo se transforma”
                “quantidade/qualidade – mudança qualitativa”
                “interpretação dos contrários”



O MÉTODO CIENTÍFICO ATUAL

Se propõe a cumprir as seguintes etapas:

   •   Descobrimento do problema
   •   Procura de conhecimentos sobre o problema
   •   Colocação precisa do problema
   •   Criação de hipóteses/objetivos
   •   Teste da hipótese/coleta de dados
   •   Análise dos resultados e comparação com o conhecimento existente
   •   Comprovação, rejeição ou modificação da hipótese
   •   Divulgação dos resultados
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               DESCOBRIMENTO DO PROBLEMA

      O problema surge das observações do dia-a-dia, das situações
      práticas de trabalho ou de situações de estudos de determinado
      tema.

          COLETA DE DADOS SOBRE O PROBLEMA
     Coleta de dados relativos ao problema
     Busca do conhecimento sobre o problema



                 DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA
      Definição e descrição clara do problema
             •Pode ser traduzida por uma pergunta para a qual se quer
             uma resposta.
             Ex. a desnutrição favorece o aparecimento de diarréia?




                        AS HIPÓTESES E OS OBJETIVOS



O próximo passo após a delimitação do problema é a criação de hipóteses ou
objetivos, que nortearão a realização da pesquisa.

Normalmente representa o pensamento do pesquisador acerca da resposta ao
problema:
      hipótese: a desnutrição não interfere no aparecimento da diarréia.
      objetivo: verificar se a desnutrição interfere no aparecimento de diarréia




A partir das hipóteses (ou objetivos) se traçam os objetivos específicos da
pesquisa.
       verificar a freqüência de diarréia em crianças com desnutrição.
       comparar a freqüência da diarréia em crianças sadias e com
desnutrição.
       analisar as características da diarréia em crianças sadias e com
desnutrição.
       analisar a relação existente entre o estado de desnutrição e a fisiologia
do sistema digestivo.
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                             AS HIPÓTESES




DEFINIÇÕES:

“expressam sempre a relação entre duas ou mais variáveis.”

“são conjecturas sobre a relação entre dois fenômenos.”

“tentativa de explicação mediante uma suposição ou conjectura, destinada a
ser provada pela comprovação dos fatos.”

          “a desnutrição não interfere no aparecimento da diarréia”




              RELAÇÃO ENTRE TEMA, PROBLEMA E HIPÓTESES



                                   TEMA:

É o assunto que se deseja provar ou desenvolver com a pesquisa.
É decorrente da indagação principal do estudo (problema). Assim, o tema é
uma proposição abrangente.




                                 PROBLEMA:

É uma proposição específica. Indica exatamente a dificuldade que se pretende
estudar.
Formular um problema significa dizer de maneira clara, explicita, compreensível
e operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos
resolver
Deve ser cientificamente válido e importante.
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                                   HIPÒTESE:


Assim como o problema é uma sentença que expressa relações entre as
variáveis do estudo, a diferença é que o problema é uma sentença interrogativa
e a hipótese é uma sentença afirmativa.




Tem a função de orientar a busca da relação entre os fatos, o que será feito na
coleta de dados ou teste da hipótese.



                       Fontes de elaboração de hipóteses:

Conhecimento familiar - Observação – comparação com outros estudos –
cultura geral – experiência pessoal - Analogia – Indução – Dedução – intuição




                          Características das hipóteses:

Verificabilidade – ter possibilidade de verificação, de confirmação

Simplicidade – clareza – fácil de ser entendida, interpretada e praticada

Relevância – deve trazer benefícios, deve ser importante

Apoio teórico – apoiada em uma teoria ou no conhecimento já existente

originalidade – ser interessante, diferente das já formuladas
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 Classificação:

Independente (X)

é aquela que influencia, determina ou afeta uma outra variável. É fator
determinante, condição ou causa para determinado resultado, efeito ou
conseqüência.
“a imobilidade no leito leva a úlcera de pressão”

É fator manipulado pelo pesquisador na tentativa de assegurar a sua relação
com um fenômeno observado.


Dependente (Y)

Consiste nos fatos a serem explicados em virtude de serem influenciados,
determinados ou afetados pela variável independente.

É o fator que aparece, desaparece ou varia à medida que o pesquisador tira,
introduz ou modifica a variável independente.
“a imobilidade no leito leva a úlcera de pressão”


Intervenientes (W)
É aquela que numa seqüência causal se coloca entre a independente e
a dependente, para ampliar, diminuir ou anular a influência de X sobre
Y.

“a imobilidade no leito na presença de obesidade leva a úlcera de
pressão”

Antecedentes (Z)

Tem a finalidade de explicar a relação X-Y, coloca-se antes da variável
independente indicando influência verdadeira, sem afastar a relação X-Y.

“quando ocorre por tempo prolongado a imobilidade no leito leva a úlcera
de pressão”


Relação entre as variáveis:

Se X então Y
Se X na presença de W então Y
Na presença de Z, se X então Y
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                          TIPOS DE PESQUISA

Na elaboração do plano de pesquisa o pesquisador deve saber qual tipo de
pesquisa é mais adequado para investigar o problema que norteia a pesquisa.




Experimental

É o tipo de pesquisa em que há manipulação de uma ou mais variável, um ou
mais grupos controle e distribuição aleatória dos sujeitos nos grupos controle e
experimental.
É o mais confiável, porém existem caos em que não podem ser realizados.



Quase-experimental

São aqueles em que ocorre a manipulação de uma variável independente, mas
não há a distribuição aleatória ou a presença do grupo controle.




Não experimental

São os estudos em que não existe a manipulação da variável independente,
assim, não há interferência do pesquisador na realidade estudada .
Pode ser retrospectiva (a partir de fatos passados) ou prospectivas (seguem
no tempo)

Surveys

são levantamentos que buscam informações sobre prevalência, distribuição e
relação entre variáveis

Levantamento de necessidades

Estudo realizado para levantar necessidades de grupos ou comunidades.


Estudo de campo

É aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações acerca de um
problema para o qual se procura uma resposta, de uma hipótese que se
queira comprovar, ou então, para descobrir novos fenômenos.
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 Estudo de caso

 São investigações com alto grau de profundidade realizados junto a uma
 pessoa, grupo ou comunidade.


 Pesquisa histórica

 Análise de dados passados que podem ter interferido em fenômenos atuais ou
 para esclarecer fatos passados.


 Pesquisa metodológica

 São as que se referem às investigações dos métodos de obtenção,
 organização, avaliação e análise dos dados, tratando da elaboração, validação
 e avaliação dos instrumentos e técnicas de pesquisa.


                                TÉCNICAS DE PESQUISA


São os métodos utilizados pela ciência para coleta de informações que
fundamentem o estudo em qualquer uma de suas etapas, ou seja, no momento da
construção do projeto, no teste da hipóteses ou coleta de dados e na análise dos
resultados.

Pesquisa documental


É aquela em que a fonte de dados são documentos, escritos ou não.


Documentos de arquivos públicos ou     Fotografias
privados                               Filmes
leis, atas, alvarás,etc                Gravações em fita magnética
Publicações parlamentares              Gravações em fita de vídeo
Dados estatísticos levantados em       Gráficos
censos                                 Mapas
Cartas                                 Desenhos
Contratos                              Pinturas
Relatos de visitas                     Gravuras
Diários                                Vestuário
Relatório de pesquisa                  Músicas
Autobiografias                         folclore
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Pesquisa bibliográfica

   É o estudo em que se utiliza bibliografia tornada pública (publicada)
   em relação ao tema de estudo.


   É realizada em quatro fases:
                •Identificação
                •Localização
                •Compilação
                •fichamento
 Publicações avulsas                           Cinema
 Boletins                                      Rádio
 Jornais                                       Televisão
 Revistas                                      Material cartográfico
 Livros pesquisas                              internet
 Monografias
 Teses




     Tipos de instrumentos:

     •    Quantitativos-descritivos

           •    Entrevista - estruturada, semi-estruturada, não estruturada
                (questionário/formulário)
           •    Questionário – levantar opinião    -   aberto, fechado
           •    Formulário – preencher com dados específicos

                         •    Análise de forma e conteúdo – pré-teste
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Tipos de instrumentos:

•    Quantitativos-descritivos

      •    Entrevista - estruturada, semi-estruturada, não estruturada
           (questionário/formulário)
      •    Questionário – levantar opinião     -   aberto, fechado
      •    Formulário – preencher com dados específicos

                    •       Análise de forma e conteúdo – pré-teste




                              AMOSTRAGEM


População
É o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam uma ou mais
características previamente determinadas pelo pesquisador.
Ex. enfermeiros com doutorado residentes no Brasil.



Amostra
É uma porção ou parcela selecionada da população. O principal fator a ser
observado é a sua representatividade em relação à população.
Ex. 10% dos enfermeiros com doutorado de cada estado do Brasil.




Tipos de amostragem

      •Probabilística
      •Não probabilística
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Amostragem probabilística

“todos têm a mesma possibilidade de ser escolhido – sorteio”


           •Aleatória simples         (aleatória = ao acaso – sorteio)

       •Aleatória estratificada     - a população é dividida inicialmente em alguns estratos ou
       grupos que possuem características semelhantes – proporcional/não proporcional - sorteio.

       •sistemática      - ordenar a população, selecionar um ponto de partida aleatório de 1 a 10 e,
       selecionar a amostra segundo intervalos correspondentes ao número escolhido.

           •Por grupos ou múltiplo estágio – nas populações muito grandes com muitos
           grupos com características diferentes – ex. pesquisas de opinião com a população.

Amostragem não probabilística
        (os elementos não têm a mesma probabilidade de ser escolhido – menos desejável por ser
menos representativa)



     •Por conveniência - favorece o uso das pessoas mais disponíveis como sujeitos de um estudo
     •Por quota – divide a população em grupos e escolhe os sujeitos de acordo com a conveniência
      •Intencional – o pesquisador escolhe intencionalmente os sujeitos que participarão do estudo


Tamanho da amostra

Não existe uma equação que responda, automaticamente, a indagação
sobre o tamanho da amostra, por isto, os pesquisadores são aconselhados a
usar a maior amostra possível, por ser mais representativa.


O pesquisador deve considerar que nem sempre a maior amostra é a
mais representativa e que as amostras menores são mais viáveis de
serem pesquisadas – custo reduzido – rapidez – facilidade -

Existem cálculos estatísticos que ajudam na definição do tamanho da
amostra, utilizando-se os cálculos de intervalos de confiança, médias,
proporções, etc

O conhecimento do pesquisador sobre a população e o controle de algumas
variáveis antecedentes ou intervenientes pode ajudar o pesquisador na
determinação do tamanho da amostra.
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                       ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA



Todas as pesquisas envolvendo seres humanos devem atender exigências
éticas e científicas que impliquem em autonomia, beneficência, não
maleficência, justiça e equidade.


Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde de ministério da Saúde
      •Incorpora conceitos de bioética
      •Consentimento esclarecido do sujeito da pesquisa
      •Aprovação por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)


Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do MS – CONEP-MS – colegiado
de natureza consultiva, normativa e educativa – estimular criação dos CEPs -
vinculada ao CNS.
Comitê de Ética em Pesquisa – CEP – analisar e aprovar projetos de
pesquisa e acompanhar a realização do estudo em alguns casos.



Encaminhamento ao CEP

      •Oficio do pesquisador encaminhando o projeto
      •Folha de rosto
      •Projeto de pesquisa
      •Termo de consentimento livre e esclarecido


Os princípios éticos


•    Beneficência / não maleficência – não causar nenhum mal aos
     sujeitos
              •    Isenção de dano (físico, moral, espiritual, perda de
                   privacidade, de tempo, financeira)
              •    Isenção de explorarão – não expor os sujeitos a
                   situações para as quais não foram preparados –
                   precisam ter segurança de que as informações não
                   vão ser usadas contra eles
                      UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
      DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES

•    Respeito à dignidade humana
               •      Autodeterminação – participar, desistir
               •      Revelação completa – conhecer o estudo, os riscos e
                      benefícios
               •      Consentimento autorizado – decisão de participar
                      voluntariamente ou recusar
               •      Respeito - à opinião dos sujeitos
•    Justiça
               •      Tratamento justo – seleção justa dos sujeitos / sem
                      preconceitos / honrar os acordos feitos / acesso ao
                      pesquisador a qualquer momento /cortesia
               •      Privacidade
               •  Sujeitos vulneráveis – crianças / incapazes
                  mentalmente / pessoas em instituições (hospitalizados
                  – sem
Outras questões éticas pressão) / mulheres grávidas (riscos)
      Não manipular os dados / não omitir participação de colaboradores /
      não assumir autoria de algo feito por outro pesquisador / divulgar os
      resultados de interesse geral




    REFERÊNCIAS E CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

 REFERÊNCIAS

                  Localização:
                  •Rodapé
                  •Fim do texto ou capítulo
                  •Em lista no final do trabalho

Letra maiúscula                                    Grifo (negrito ou itálico)
•Sobrenome dos autores
•Nomes de entidades coletivas (entrada)            •No título dos documentos
•Primeira letra do título (entrada)                •No nome de periódicos
•Títulos de eventos                                •Anais
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      DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES

         ITENS COMPONENTES DA REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA



•    Autores

SOBRENOME, Prenome e outros sobrenomes (abreviados ou não)
“separar os autores por ponto e vírgula seguido de espaço simples”




    •FREITAS, Marcos                  ou          FREITAS, M.
    •CASTELO BRANCO, Camilo             ou        CASTELO BRANCO, C.
    •MARQUES JUNIOR, Henrique           ou        MARQUES JUNIOR, H.
    •GARCIA MARQUES, Gabriel            ou        GARCIA MARQUES, G.




Vários autores
VEIGA, I.P.A.; CARDOSO, M.H.F. (abreviado ou não)
AMBROSIO, P. et al. (+ 3 autores)




Entidades coletivas (órgãos, empresas, associações, congressos)
INSTITUTO DE PESQUISAS ESPACIAIS (Brasil). Estudos econômicos
brasileiros. Brasília, 1968. 281 p.
FÓRUM MINEIRO DE ENFERMAGEM, 3., 2002, Uberlândia. Anais. Uberlândia:
UFU, 2002. 311 p.




Autoria desconhecida (entrar pelo título – primeira palavra toda maiúscula)
BÍBLIA Sagrada. Rio de Janeiro: [s.n.], 1972.
                       UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
       DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES

•     Título (e subtítulo)
    Projeto de pesquisa: educação física, desporto e esporte para todos
      na educação especial ...


•    (Tradução, colaboração, revisão, atualização, etc)
    SHELDON, S. Um estranho no espelho. Tradução de Ana Lúcia Deiró
     Cardoso. São Paulo: Circulo do Livro, 1981. 296 p. Título original: A
     stranger in the mirror.


•     Edição   (após o título)

não informar se primeira – informar se revisada)
... 6. ed.     ou    ... 6. ed. rev.

•     Local de publicação

( homônimos + estado/país – sem local [S.l.] )
RESENDE, M. Pedologia. 5. ed. Viçosa, MG: Imprensa Universitária, 1995. 100
p.
RESENDE, M. Pedologia. 5. ed. [S.l.]: Imprensa Universitária, 1995. 100 p.




•    Editora
Jorge Zahar                       usar                  J. Zahar
Editora Martins Fontes LTDa         usar                   Martins Fontes
Sem editora (sine nomine)          usar                   [s.n.]




•    Data da publicação (da publicação, da impressão ou do copirraite)
1981
Nov. 1991
1985? ou 198- ou          19-- ou 18--?




•   N° de páginas ou volumes
Documentos no todo indicar o n° total          -      260 p. ou 260 f. (tese)
Volumes                                    -       3 v. (todo) ou v. 7. (só 7)
Doc em partes                              -        p. 233- 39
                     UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
     DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
                       LIVROS E FOLHETOS

CASTELLIS, M. Problemas de investigação em sociologia humana. 2. ed.
São Paulo: Martins Fontes, [1989?]. 209 p.

SANT‟ANNA, F. M. et al. Dimensões básicas do ensino. Rio de Janeiro:
Livros Técnicos e Científicos, 1979. 161 p.

VEIGA, I. P. A.; CARDOSO, M. H. F. (Org.) escola fundamental:
currículo e ensino. Campinas: Papirus, 1991. 216 p.

BRAISL. Ministério da Educação e Cultura. SEED/CENESP. Projeto de
pesquisa: educação física, desporto e esporte ... [s.l.]: 1989. 113 p.

 Livros e folhetos em partes
 CASTELLIS, M. Problemas de investigação em sociologia humana.
 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, [1989?]. P. 11-22
 SOUZA, M. Os grupos sociais. In: CASTELLIS, M. Problemas de
 investigação em sociologia humana. 2. ed. São Paulo: Martins
 Fontes, [1989?]. 209 p.




Dissertações, teses e outros trabalhos acadêmicos

CORRÊA, G. G. As reformas educacionais brasileiras: programas de
ensino em Ciências e seriação escolar. 1997. 201 f. Dissertação (Mestrado
em Educação) – Centro de Ciências Humanas e Artes, Universidade Federal
de Uberlândia, 1997.




Enciclopédias, anuários, etc

ZANINI, G. Legislação: direito internacional público. In: ENCICLOPÈDIA
Saraiva do Direito. São Paulo: Saraiva, 1980. v. 48, p. 144-149.

ENCICLOPÈDIA Saraiva do Direito. São Paulo: Saraiva, 1980. v. 8, v. 12.
                      UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
      DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
Atas
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Biblioteca Central. Ata da
reunião realizada no dia 24 out. 1997. Uberlândia, 1997. Livro 2, p. 11.


Normas técnicas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:
referências bibliográficas. Rio de Janeiro, 1989. 9 p.


Congressos
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 10., Curitiba. Anais ... Curitiba: Associação
Bibliotecária do Paraná, 1979. 3 v.
SILVA, M. H. Documentação de periódicos In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 10., Curitiba. Anais ...
Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná, 1979. 3 v.
SILVA, M. H. Documentação de periódicos In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 10., Curitiba. Resumos ...
Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná, 1979. 3 v.



Periódicos

REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS DO ESPORTE. Maringá:
Departamento de Educação Física da Universidade de Maringá, v. 13, n.2,
jan. 1992. 99 p.

As 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro:
FGV, v. 38, n. 9, set. 1984. 135 p. Edição Especial

SINO, M. A. de. Uso de agrofilmes cresce mais de 15%. Plástico Moderno,
São Paulo, v. 26, n. 279, p. 16-21, ago/set 1997.

SINO, M. A. de. Uso de agrofilmes cresce mais de 15%. Plástico Moderno,
São Paulo, v. 26, n. 279, p. 16-21, ago/set 1997. Número Especial. (ou
suplemento 3)

CASCÃO venceu. Veja, São Paulo, v. 31, n. 10, p. 81, mar. 1998. (sem autoria)


OLIVEIRA, W. P. DE. Judô, educação física e moral. Estado de Minas, Belo
Horizonte, 17 mar. 1981. Caderno de Esporte, p. 7.
                     UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
     DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




Trabalhos apresentados em eventos
SILVA, Ângela Maria. A biblioteca na pesquisa tecnológica.
1996. trabalho apresentado ao 4° Encontyro de Recursos Humanos,
Uberlândia, 1996. Não publicado.




Publicações eletrônicas

CONFERENCE OF THE BRAZILIAN MICROELECTRONICS SOCIETY, 12 .,
1997, Caxambu. Proceedings ... Caxambu: Brazilian microelectronics
Society / Federal School of Enginiering of Itajubá, 1997. 1CD-ROM. (1
disquete 3 ½ Word for Windows 6.0.)

PARRISH, T. J. Teaching of the new testament on slavery. New York: J. L.
Ladd, 1986. Disponível em: http://www.cs.edu/books.html. Acesso em 17 set.
1995.




     CITAÇÕES

     Diretas
           autores em letras minúsculas, se entre parênteses em letra maiúscula,
           após a data especificar página, volume, etc




      •Longas      - parágrafo independente, 4cm da margem esquerda,
      espaço simples, letra menor, sem aspas.
                          As atividades da Educação Física e da Recreação devem, sempre que
                          possível, estar correlacionadas com as matérias do programa escolar,
                          fazendo parte das unidades de trabalho de cada classe. O
                          desenvolvimento ou fixação de conhecimentos de matemática, História,
                          português, ciências, pode ser feito, por meio de jogos, dramatizações,
                          danças e outras atividades. (MILWARD, 1968, p. 512)



    •Curtas       - até três linhas, com aspas (aspas simples)

    Conforme Castro (1978, p. 45) “uma tese deve ser original, importante e
    viável.”
    “A informação pode ser usada, „como uma forma de pressão‟, e mesmo
    como um elemento vital no bloqueio a um país.” (CUNHA, 1984, p. 28).
                      UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
      DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES

Indiretas
       traduzem idéias e informações sem transcrever as palavras do autor,
sem aspas.


 No dizer de Saviane (1980) as licenciaturas têm sido desenvolvidas sem
 considerar problemas psicológicos, demográficos, históricos, sociopolíticos
 e econômicos da educação brasileira.



Citações de citações
      na referência bibliográfica menciona-se apenas a obra consultada.

•(MARINHO, 1980 apud MARCONI; LAKATOS, 1982)
•Segundo Silva (1980 apud FERREIRA, 1982, p. 8)


INDICAÇÃO DAS FONTES CITADAS


•Sistema autor-data
Martins (1984) - (MARTINS, 1984, P. 2) - Marconi e Lakatos (1987)
(MARCONI; LAKATOS, 1987) – Martins; Leme; Souza (1996) – Carmo et al
(1987) FUNDAP (1988) – (FUNDAP, 1988) – (A CRIANÇA EXCEPCIONAL...,
1973, p. 13) Castro (1984a)




•Sistema numérico
“Uma tese deve ser original, importante e viável.”(3)

“A informação pode ser usada, „como uma forma de pressão‟, e mesmo como
um elemento vital no bloqueio a um país.” 15
                     UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
     DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




      NORMAS PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE
        PESQUISA E DO TRABALHO CIENTÍFICO




           ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA




1. Capa
2. Folha de rosto
3. Introdução
4. Justificativa
5. Referencial teórico ou revisão literária (de acordo com orientador)
6. Objetivo
7. Metodologia
8. Orçamento
9. Cronograma
10. Referências bibliográficas
11. Anexos
                UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




                               (CAPA)



             UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
                   FACULDADE DE MEDICINA
             CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM




                      PROJETO DE PESQUISA


ESTUDO DO ESTRESSE NA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA UNIDADE DE
                    TERAPIA INTENSIVA




                            UBERLÂNDIA
                               2004
                 UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
 DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




                       (FOLHA DE ROSTO)



                    APOLÔNIO ABADIO CARMO




ESTUDO DO ESTRESSE NA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA UNIDADE DE
                    TERAPIA INTENSIVA




                    Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso
                    de Graduação em Enfermagem da Faculdade de
                    Medicina da Universidade Federal de Uberlândia,
                    como requisito para a conclusão do Curso e obtenção
                    do título de Enfermeiro.




                                Orientador: Prof. Antônio Carlos da Silva




                            Uberlândia
                              2004
                            UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
            DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
                                 INTRODUÇÃO

    •        Falar brevemente sobre o tema, sobre os pontos principais
             do tema que serão abordados
    •        Falar sobre como surgiu a idéia do trabalho
    •        Falar sobre as questões norteadoras, o problema




                                  JUSTIFICATIVA

              •    Falar sobre a importância do trabalho
              •    Quem será beneficiado
              •    Os benefícios para a enfermagem
              •    Os benefícios para o paciente




             REFERÊNCIAL TEÓRICO OU REVISÃO DA LITERATURA

•           Explicar o referencial teórico que embasa o estudo ou
•           Fazer revisão da literatura abordando de forma consistente os
            pontos do tema que serão abordados no trabalho, que tenham
            relação direta com o estudo


                                       OBJETIVO

        •     Fazer uma pequena introdução aos objetivos (questões
              norteadoras – hipótese)
        •     Relacionar de forma bem clara os objetivos do estudo
                         UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
         DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
                                   METODOLOGIA

•       Citar o tipo de pesquisa
•       Descreve o local onde será realizada, com ênfase nos aspectos
        relacionados ao estudo
•       Falar sobre a população de referência do estudo, características dos
        indivíduos
•       Falar sobre a amostra e a forma de amostragem adotada
•       Falar sobre a técnica de coleta de dados, sobre os instrumentos de
        coleta a serem utilizados, sua construção, citando o anexo
•       Esclarecer sobre o período da coleta de dados e deixar claro quem a
        fará
•       Falar sobre a aprovação no CEP


                                   ORÇAMENTO

    •    Explicar a origem dos recursos que serão necessários para a
         pesquisa



                                      CRONOGRAMA

    Fazer cronograma explicando quando será feita cada uma das etapas do estudo



PERÍODO
                  AGOSTO       SETEMB       OUTUB      NOVEMB       DEZEMB
ATIVIDADE

ELABORAR
PROJETO

APROVAÇÃO
CEP

COLETA
DADOS

ANALISE
DADOS

ESREVER
TRABALHO
                UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES



                        REFERÊNCIAS

 •    Apresentá-las de acordo com as normas solicitadas

        ordem alfabética – sistema autor/data
numerada conforme ordem de citação – sistema numérico




                             ANEXOS
            Instrumentos de coleta ou registro de dados
                Temo de consentimento esclarecido
                             Tabelas
                              Outros
                        UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
        DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
MODELO CEP – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO




        Você está sendo convidado para participar da pesquisa “ Título”, sob a responsabilidade dos
pesquisadores ............... sob orientação do professor.........
        Nesta pesquisa estamos buscando entender (objetivos).
        Na sua participação você ........ ( o sujeitofara o que? para o caso de coleta de sangue, etc,
indicar a quantidade, o que será feito ... de que forma – com palavras simples para um leigo
entender) (em caso de gravações e filmagens – após as transcrições serão desgravadas)
        Em nenhum momento você será identificado. Os resultados da pesquisa serão publicados e
ainda assim sua identidade será preservada.
        Você não terá nenhuma perda ou ganho financeiro por participar da pesquisa.
        Os riscos de sua participação .....
        Os benefícios da pesquisa são ......
        Se você concordar em participar você assinará um termo de consentimento que lhe será
apresentado pelo pesquisador. Você é livre para participar ou não, e também para parar de participar
a qualquer momento, sem nenhum prejuízo para você.
        Uma cópia deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ficará com você.
        Qualquer dúvida sobre a pesquisa você poderá entrar em contato com (nome, endereço e
telefone dos pesquisadores) ou com o Comitê de Ética em Pesquisa da UFU – Done: 34-3239-4531.




                                        Uberlândia _____/____/_________




                                  ______________________________________
                                               Participante da Pesquisa
                                              Fone: ________________
                                              RG: _________________
                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
    DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES
            ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTÍFICO




•   Capa
•   Folha de rosto
•   Folha de aprovação (CEP)
•   Agradecimentos
•   Resumo
•   Listas
•   Sumário
•   Introdução (juntar introdução, justificativa e objetivo do projeto)
•   Referencial teórico ou revisão literária (de acordo com orientador)
•   Metodologia (se quiser pode colocar o cronograma seguido)
•   APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
•   CONCLUSÕES
•   Referências
•   Anexos




                    (FOLHA DE APROVAÇÃO)




                 FOLHA DE APROVAÇÃO NO CEP




                    COLOCAR NO TRABALHO
                       Após folha de rosto
                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
    DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




                           NORMAS DE DIGITAÇÃO

•   Papel A4
•   Espaço 1,5 no texto – simples notas, citações, legendas de tabelas
•   Parágrafos alinhados à esquerda ou não
•   Letra tamanho 12 e menor para citações, notas numeração de páginas e
    legendas das ilustrações e tabelas
•   Margens E e S = 3 cm, D e I = 2,5cm
•   Usar numeração progressiva nos títulos
•   Os títulos pré-texto devem ser centralizados e sem numeração
•   Título do trabalho e títulos principais em maiúsculas e negrito
•   Os títulos primários devem iniciar em folha distintas
•   Títulos secundários com primeira letra maiúscula, demais minúsculas,
    negrito
•   Títulos terciários com primeira letra maiúscula, demais minúsculas, sem
    negrito

                           NORMAS DE DIGITAÇÃO

•   Dois espaços 1,5 antes e depois dos títulos das subseções e entre as
    referências
•   Um espaço 1,5 antes e depois dos títulos secundários
•   Título das tabelas deve especificar o conteúdo
•   Evitar usar números no inicio da frase – usar algarismos para números de
    mais de uma palavra
•   A contagem das páginas inicia na página de rosto, mas só aparece a partir
    da primeira página do texto – canto superior direito a 2 cm da margem S e D


                       SEGUIR NOMAS DO PERIÓDICO
                                       UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
                       DISCIPLINA ORIENTAÇÃO E PESQUISA - PROFESSOR ARTHUR VELLOSO ANTUNES




Tabela 1 – Número e percentagem de mulheres católicas e não católicas e
           uso de pílulas anticoncepcionais, uberlândia, 2001


             USO PÍLULA                ALGUMA VÊZ                           NUNCA



RELIGIÃO                              N                %               N               %


          Católica                   700               70             150                15



        Não católica                 120               12              30                    3



Total                               820               82              180               18

				
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posted:11/17/2011
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