UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - DOC 2

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - DOC 2 Powered By Docstoc
					         UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
                FACULDADE DE MEDICINA
                ESCOLA DE ENFERMAGEM
NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA E NUTRIÇÃO- NESCON
   SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE




         CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM
              SAÚDE DA FAMÍLIA


        MANUAL DE ORIENTAÇÃO PARA O ALUNO




                          Autores:
                  Horácio Pereira de Faria
                 Marília Rezende da Silveira
             Raphael Augusto Teixeira de Aguiar




                 BELO HORIZONTE-MG
                            2002


                                                         1
INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES



ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UFMG
FACULDADE DE MEDICINA DE UFMG
NÚCLEO DE ESTUDOS DE SAÚDE COLETIVA E NUTRIÇÃO – NESCON
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE
MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA DE POLÍTICAS DE SAÚDE
ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE – COORDENAÇÃO DE RECURSOS
HUMANOS




COMISSÃO COORDENADORA

Francisco Eduardo de Campos camposfr@medicina.ufmg.br
Horácio Pereira de Faria hpf@medicina.ufmg.br
Joaquim Antônio César Motta jacmota@medicina.ufmg.br
Marília Rezende da Silveira marilia@polopsf.ufmg.br
Raphael Augusto Teixeira de Aguiar raphael@medicina.ufmg.br
Veneza Berenice de Oliveira veneza@medicina.ufmg.br


SECRETARIA DO CURSO


Márcia Maria Pereira Leite Ribeiro mmplr@medicina.ufmg.br
Suzana Maria Morais Miranda suzana@medicina.ufmg.br




                                                              2
SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO                                                  4
1.1 O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DE              4
    IMPLANTAÇÃO DO SUS
1.2 O PSF NO CONTEXTO DO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO
                                                               5
    HORIZONTE



2. A PROPOSTA DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA   6
2.1 DISCIPLINAS                                                6
2.2 PROPOSTA PEDAGÓGICA                                        12
2.3 AVALIAÇÃO                                                  12
2.4 O PAPEL DA WEB NO PROJETO PSF BH-VIDA                      12



3. REGULAMENTO                                                 14



4. CORPO DOCENTE                                               20



5. INFORMAÇÕES GERAIS                                          22


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6. CRONOGRAMA DO CURSO




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   1. INTRODUÇÃO

1.1 O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DE
    IMPLANTAÇÃO DO SUS

   A reforma sanitária brasileira, concebida democraticamente e expressa na Constituição Brasileira
de 1988, legou ao Estado o dever de estender a assistência à saúde a todos os cidadãos brasileiros,
delegando a esses a tarefa de controlar socialmente o sistema de prestação do cuidado à saúde. Para se
alcançar as metas determinadas pela Carta Magna, tornou-se imprescindível substituir
definitivamente o modus operandi hospitalocêntrico e mercantilista de subsídio ao setor privado e de
pagamento indiscriminado de procedimentos, sem critérios que garantissem racionalidade ou mesmo
a satisfação do usuário.
       Esse contexto de mudanças de paradigmas levou a sociedade e os teóricos, mentores e
executores da reforma ao debate sobre a assistência primária em saúde e seu potencial para garantir
uma atenção holística do indivíduo dentro da comunidade. A racionalização das ações, para sua maior
eficiência e menor custo, também começou a ser delineada.
       O Programa Saúde da Família foi a estratégia assumida pelo Ministério da Saúde com o
seguinte objetivo geral:
       “Contribuir para a reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica em
conformidade com os princípios do SUS, imprimindo uma nova dinâmica de atuação nas unidades
básicas de saúde com definição de responsabilidades entre os serviços de saúde e a população
(MS/DAB/1998)”
   E com os seguintes objetivos específicos:
      Prestar na unidade de saúde e no domicílio, assistência integral, contínua, com resolubilidade
       e boa qualidade.
      Intervir sobre os fatores de risco aos quais a população está exposta.
      Eleger a família e o seu espaço social como núcleo básico de abordagem no atendimento á
       saúde
      Humanizar as práticas de saúde através do estabelecimento de um vínculo entre os
       profissionais de saúde e a população.
      Proporcionar o estabelecimento de parcerias através do desenvolvimento de ações
       intersetoriais.
      Contribuir para a democratização do conhecimento do processo saúde doença, da organização
       do serviço e da produção social da saúde.


                                                                                                    4
      Contribuir para que a saúde seja efetivamente assumida como um direito de cidadania e,
       portanto, expressão da qualidade de vida.
      Estimular a participação da comunidade para o efetivo exercício do controle social.


       Após alguns anos de acúmulo de experiências e debates sobre sua implantação, sobretudo no
interior do país, a Estratégia de Saúde da Família caminha para o seu maior desafio: a sua
transposição para as grandes regiões metropolitanas do país. Tal ação, ao requerer um grande número
de profissionais e capacitação adequada, passa a inserir a questão da assistência primária na ordem do
dia, tanto para a sociedade como para o meio acadêmico. O modelo proposto a partir daqui não se
pretende universal. Antes, ele provavelmente pode se adequar àquelas grandes cidades onde existem
instituições acadêmicas com tradição de cooperação com os serviços de saúde e com experiência na
atenção básica. Seria contraproducente, em muitas ocasiões, promover elos entre escolas que estão
“descoladas” da realidade sanitária, e tão somente vinculadas a uma medicina altamente
especializada e tecnológica, o que poderia acirrar ainda mais o conflito entre os “role models”
exposto aos profissionais aderentes à proposta de saúde da família.



1.2 O PSF NO CONTEXTO DO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE DE
    BELO HORIZONTE

       Em nosso país, a reorganização sanitária fundamenta-se na universalização do cuidado à
saúde e na descentralização, cabendo à esfera municipal um papel de suma importância na condução
e afirmação do processo.
       Todos os municípios brasileiros têm passado pelo desafio de construir e consolidar, em
parceria com a sociedade, um Sistema de Saúde equânime, integral e universal. A vontade política e a
consciência da responsabilidade dos mesmos produzem a diferença de gerenciamento vista pelos
municípios, que se encontram em diferentes modalidades de gestão do sistema e de implantação do
modelo assistencial preconizado.
       Reafirmando o seu papel no novo contexto de atenção à saúde, a Secretaria Municipal de
Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH) elaborou um plano para a implantação da Estratégia de Saúde de
Família no município, possibilitando a cobertura de mais de 75% de sua população, iniciando nas
áreas de alto e médio risco de morbi-mortalidade, de acordo com os indicadores estabelecidos
previamente.
       Para atingir esses objetivos, a Secretaria esta implantando o BH-VIDA, que prevê a
constituição de quatrocentas e cinqüenta de saúde da família, compostas por médicos, enfermeiros e
agentes comunitários. No segundo semestre de 2000, esses agentes foram contratados e treinados,

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dando início ao processo de cadastramento das famílias.
        Este ano os esforços têm sido concentrados na capacitação das demais categorias
profissionais envolvidas, de modo a prepará-los para o exercício de um trabalho centrado na atuação
em equipe e no reconhecimento dos problemas de saúde de maior prevalência em cada área de
adscrição, assim como na capacidade de se lidar com informações, planejar e avaliar as intervenções
sobre a realidade.



2 A PROPOSTA DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA
  FAMÍLIA

2.1 DISCIPLINAS


2.1.1   MODELO ASSISTENCIAL

Carga Horária: 30 horas
Créditos: 02
Coordenação: Eli Iôla Gurgel Andrade
Ementa: Aborda as diversas conceituações/concepções de modelo assistencial e discute o SUS como
modelo legalmente constituído. Analisa o processo de construção do sistema de saúde no Brasil,
discute a crise nos sistemas públicos de saúde nos anos 90 e aborda as propostas de reorganização da
atenção básica na perspectiva da promoção da saúde, tendo o PSF como estratégia operacional.

Bibliografia:

JÚNIOR, A. G. da S. Modelos Tecnoassistenciais em Saúde – O Debate no campo da Saúde Coletiva.
   Saúde em Debate – Série Didática, Editora Hucitec, São Paulo 1998; 143 páginas.
PAIM, J. S. A reforma sanitária e os modelos assistenciais. In ROUQUAYROL M. Z. (Org)
   Epidemiologia e Saúde, Rio de Janeiro: Medsi, Cap. 20 (pg. 455 – 466). 1998
PAIM, J. S. Políticas de Descentralização e Atenção Primária à Saúde. In ROUQUAYROL M. Z.
   (Org.) Epidemiologia e Saúde, Rio de Janeiro: Medsi, Cap. 21 (pg. 489 – 494). 1998
TEXTO CONSTITUCIONAL, Lei 8080 e Lei 8142.
CUNHA J. P. P., CUNHA ROSANI R. E. Sistema Único de Saúde – SUS: princípios.In: CAMPOS, F.
   E., OLIVEIRA JÚNIOR, M., TONON, L.M. Cadernos de Saúde. Planejamento e Gestão em
   Saúde. Belo Horizonte: COOPMED, 1998.Cap. 2, p. 11-26
ACÚRCIO,        F.A.     Evolução     Histórica     das     Políticas   de     Saúde      no     Brasil
   www.farmácia.ufmg.br/cespemed/


                                                                                                  6
BARROS, M. E. D. Política de Saúde: a complexa tarefa de enxergar a mudança onde tudo parece
   permanência. In: CANESQUI, A. M. (Org.) Ciências Sociais e Saúde. Hucitec/ABRASCO, São
   Paulo, 1997 (pg. 113 – 133)
VIANA, A. L. D. As políticas de saúde nas décadas de 80 e 90: o (longo) período de
   reformas. In: CANESQUI, A. M. (Org.) Ciências Sociais e Saúde para o Ensino
   Médico, Hucitec/FAPESP, São Paulo, 2000. (pg. 113 a 133)
WWW.SAUDE.GOV.
BUSS, P. M., FERREIRA, J.R. Atenção Primária e Promoção da Saúde. In: Promoção da Saúde.
   Revista do Ministério da Saúde. Brasília, 2001.
CAMPOS, F.E., BELISÁRIO, S.A. O Programa de Saúde da Família e os desafios para a formação
   profissional e a educação continuada. In: Interlace Comunicação, Saúde, Educação. Fundação
   UNI Botucatu/Unesp, v.5, n.9, São Paulo, 2001 (pg. 133-142)



2.1.2 O USO DA INFORMAÇÃO NA PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES EM SAÚDE

Carga horária: 30 horas
Créditos: 2
Coordenação: Waleska Teixeira Caiaffa

       Ementa: Trabalha a capacidade de articulação dos conhecimentos epidemiológicos dentro de
um contexto histórico e coletivo, bem como o uso da informação no planejamento de ações e tomada
de decisões. Aborda o papel da vigilância epidemiológica e oferece subsídios metodológicos para a
construção de indicadores em saúde, orientados pela prática cotidiana do trabalho.

Bibliografia:

BEAGLEHOLE R, BONITA R, KJELLSTRÖM T. Epidemiologia básica. Organização Mundial
   da Saúde, 1994 [Publicado em português pela Editora Santos]
GORDIS, LEON. Epidemiology. 2nd Edition. W.B. Saunders Company, 2000.




                                                                                               7
2.1.3 O TRABALHO EM EQUIPE

Carga horária: 60 horas
Créditos: 04
Coordenação: Horácio Pereira de Faria e Marília Rezende da Silveira
Ementa: Discute o processo de trabalho em saúde, trabalho em equipe, processo saúde-doença,
comunicação e cuidado em saúde, visando à reorganização do trabalho nas áreas de abrangência das
equipes. Propõe a construção de competências para o desenvolvimento e utilização de metodologias e
protocolos de cuidado, na busca de resultados que garantam a qualidade da atenção.
Bibliografia:
SANTANA, J. P. (org). Organização do cuidado a partir de problemas: Uma Alternativa
   Metodológica para Atuação da Equipe de Saúde da Família. Organização Pan-americana da
   Saúde - Representação do Brasil, 2000.

2.1.4 SAÚDE DO ADULTO

Carga horária: 30 horas
Crédito: 2
Coordenação: Sônia Maria Soares e Carlos Haroldo Piancastelli
Ementa: Aborda temas clínicos relacionados às patologias prevalentes em ambulatório, do ponto de
vista individual e coletivo, abordando formas de intervenção em âmbito primário e a referência e
contra referência para os demais níveis. Discute condutas preventivas e terapêuticas apropriadas,
considerando a abordagem clínica do indivíduo, família e comunidade.
Bibliografia:

BENNETT, J.C. & PLUM, F. Cecil textbook of medicine. 20th ed. Philadelphia: W.B. Saunders
   Company, 1996.
BLACK J. M; MATASSARIN- JACOBS E; Enfermagem Médico-Cirúrgica: uma abordagem
   psicofisiológica, 4.ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1993.
BOFF L.; Saber cuidar: ética do humano - compaixão pela terra. 6.ed. Petrópolis, Vozes,1999.
BRUNNER, L.S. & SUDARTH, D.S. Enfermagem médico-cirúrgica. 5ª ed. Rio de Janeiro,
Interamericana, 1993.
CAMPEDELLI, M.C; Processo de Enfermagem na Prática, São Paulo, Ática, 1989.
FONSECA R. M. G. S.; BERTOLOZZI M. R. A epidemiologia social e a assistência à saúde da
   população In: A Classificação das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva e o Uso da
   Epidemiologia Social, Brasília, Associação Brasileira de Enfermagem, 1997.
WALDOW V.R.; LOPES M. J. M; MEYER D. E; Maneiras de cuidar e maneiras de ensinar: a
   enfermagem entre a escola e a prática profissional; Porto Alegre, Artes Médicas, 1995.
                                                                                                8
WALDOW V.R.; Cuidado Humano: resgate necessário, Porto Alegre, Sagra Luzzato, 1998.
WESTPHALEN, M. E. A E CARRARO, T. E.; Metodologia para a Assistência de Enfermagem:
   teorizações, modelos e subsídios para a prática, Goiânia, AB editora, 2001.



2.1.5 SAÚDE DA MULHER

Carga horária: 30 horas
Crédito: 2
Coordenação: Lívia de Souza Pancrácio de Errico e Washington Cançado Amorim
Ementa: Aborda temas relacionados ao atendimento integral à saúde da mulher, do ponto de vista
individual e coletivo, abordando formas de intervenção em âmbito primário, bem como a referência e
contra referência para os demais níveis. Discute condutas preventivas e terapêuticas apropriadas,
considerando a abordagem clínica da mulher, nos contextos individual, familiar e comunitário.
Bibliografia:
BEREK, E.R. Tratado de Ginecologia Novak , 12° ed , Rio de Janeiro. Guanabara Koogan S.A, 1998
HALBE, H.W. Tratado de Ginecologia, 2a ed. São Paulo: Rocca, 1995.
RESENDE, J, MONTENEGRO, C.A.B. Obstetrícia fundamental. 8 ed. Guanabara Koogan, 1999
CORRÊA, S. "Saúde Reprodutiva", Gênero e Sexualidade: legitimação e novas interrogações. In:
   GIFFIN, K. e COSTA, S. H. (Org.). Questões da Saúde Reprodutiva, Rio de Janeiro: FIOCRUZ,
   1999. p. 39 - 49.
SILVER, L. D. Direito à Saúde ou Medicalização da Mulher? Implicações para a avaliação dos
   serviços de saúde para mulheres. In: GIFFIN, K. e COSTA, S. H. (Org.). Questões da Saúde
   Reprodutiva, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999. p.299 - 317.
GIFFIN, k. Corpo e Conhecimento na Saúde Sexual: uma visão sociológica. In: GIFFIN, K. e
   COSTA, S. H. (Org.). Questões da Saúde Reprodutiva, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999. p. 79 -
   91.
COSTA, A.M. Desenvolvimento e implantação do PAISM no Brasil. In: GIFFIN, K. e COSTA, S. H.
   (Org.). Questões da Saúde Reprodutiva, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999. p. 319 - 335.




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2.1.6 SAÚDE DA CRIANÇA


Carga horária: 30 horas
Crédito: 2
Coordenação: Matilde Meire Miranda Cadete e Cláudia Regina Lindgren Alves
Ementa: Aborda temas relacionados à saúde da criança do ponto de vista individual e coletivo,
abordando formas de intervenção em âmbito primário, bem como a referência e contra referência para
os demais níveis. Discute condutas preventivas e terapêuticas apropriadas, considerando a abordagem
clínica da criança, nos contextos familiar e comunitário.
Bibliografia:

TONELLI E., FREIRE L.M.S.. Doenças Infecciosas na Infância e Adolescência 2 ed. Rio de Janeiro:
   MEDSI, 2000, Vol. 2, Cap. 89, p. 1371 - 1383.
LEÃO et al. Pediatria Ambulatorial 3 ed. Belo Horizonte: Cooperativa Editora e de Cultura Médica,
   1998, Cap. 34, p. 346 - 354
XAVIER, C.C., MOULIN, Z.S. DIAS, N.M.O. Aleitamento materno e orientação alimentar para o
   desmame. Belo Horizonte: Coopmed, 1999, 36p.
VIANA, M.R.A., MOULIN, Z.S. Assistência e controle das doenças diarréicas. Belo Horizonte;
   Coopmed, 1997, 16p.
DIAS, L.S., MAGALHÃES, M.E.N., FONTES, M.J.F. Assistência e Controle das Doenças
   Respiratórias Agudas na Infância. Belo Horizonte; Coopmed, 1999.
BRASIL. Ministério da Saúde. Acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento. 3 ed.
    Brasília, 1986. (Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança).
_____________. Aleitamento Materno e Orientação alimentar para o desmame. 3 ed. Brasília:
    1999. (Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança).
_____________. Assistência e controle das doenças diarreicas. 3 ed. Brasília: 1993. (Programa
    de Assistência Integral à Saúde da Criança).
_____________. Assistência e controle das infecções respiratórias agudas. 4 ed. Brasília, 1994.
    (Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança).
ORGANIZAÇÃO           PANAMERICANA           DE    SAÚDE.     Infecções      respiratórias   agudas:
    Fundamentos técnicos das estratégias de controle. Washington: Benguigui,1997. (Série
    HCT/AIEPI-P)
MARCONDES, E. et al. Pediatria Básica. 8 ed. São Paulo: Sarvier S.A.,2 v, 1994.
PERNETTA, C. Semiologia Pediátrica. 5 ed. Interamericana, 1990.
WHALEY, L.F.; WONG, D.L. Enfermagem Pediátrica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
         1989
                                                                                                  10
2.1.7 TÓPICOS ESPECIAIS

Carga horária: 30 horas
Crédito: 2
Coordenação: Veneza Berenice de Oliveira
Ementa: Discute temas clínicos de relevâncias sociais e prevalentes no contexto atual, do ponto de
vista individual e coletivo.


2.1.8 CAPACITAÇÃO COMPLEMENTAR

Carga horária: 30 horas
Crédito: 2
Coordenação: Horácio Pereira de Faria, Marília Rezende da Silveira e Veneza Berenice de Oliveira
Ementa: Resgata habilidades técnicas específicas, tomando-se como ponto de partida as dificuldades
pessoais identificadas durante o processo de tutoria.


2.1.9 APOIO ÀS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Carga horária: 90 horas
Crédito: 6
Coordenação: Horácio Pereira de Faria, Marília Rezende da Silveira e Veneza Berenice de Oliveira
Ementa: Promove o acompanhamento, em serviço, do desempenho e das dificuldades da equipe,
otimizando suas habilidades e competências.




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2.2- PROPOSTA PEDAGÓGICA


          A alternativa pedagógica escolhida para o desenvolvimento do curso se orienta pela
metodologia problematizadora e participativa, considerando o aluno como sujeito ativo e criativo do
processo ensino-aprendizagem, oportunizando momentos de reflexões e discussões sobre os
problemas apresentados na realidade. Esta técnica de ensino deverá facilitar a integração entre o
conteúdo em estudo e a experiência e conhecimento prévio dos alunos. Ocasionalmente,
metodologias de transmissão como aulas expositivas e palestras também serão utilizadas, mas
procurando-se estimular a interação aluno-professor, onde este deverá assumir o trabalho pedagógico
de forma intencional, sistemática e planejada com vistas a facilitar a inserção do aluno neste processo.

2.3- AVALIAÇÃO


          A avaliação do curso será realizada, preferencialmente, através de trabalhos de campo,
trabalhos em sala de aula, como apresentação de seminários temáticos e participação em aulas
teóricas e práticas.


2.4 – O PAPEL DA WEB NO PROJETO PSF BH-IDA

          A concepção do projeto prevê um curso presencial com apoio virtual, principalmente em
relação      à    disponibilização   de    conteúdo        e   para    a    ágil   comunicação      entre
tutores-alunos-coordenadores. Não estão previstos cursos on-line devido ao caráter essencialmente
presencial requisitado previamente pela Secretaria Municipal de Saúde.
          A utilização da internet no curso está pensada para cumprir os seguintes objetivos:
         Disponibilizar material bibliográfico, conteúdos de apoio, links e referências bibliográficas.
         Ser um canal de comunicação entre os participantes do curso e seus tutores para o
          esclarecimento de dúvidas e para discussões.
         Funcionar como um meio de divulgação da secretaria do curso (horário, notas, locais de aula,
          etc.)

          Para tanto utilizaremos:

1. E-Mail: ferramenta consagrada como meio de comunicação a distância. Deverá propiciar o
   esclarecimento individual de dúvidas e discussões e principalmente                para comunicação
   tutor-aluno.




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2.Fórum (Newsgroup): essa modalidade de comunicação permite o compartilhamento da dúvida
  (lembrando-se que a dúvida de um pode ser a dúvida de muitos), bem como o levantamento de
  discussões relevantes. Conta, ainda, com a vantagem do armazenamento de mensagens anteriores,
  o que possibilita a pesquisa do assunto requerido entre as discussões previamente estabelecidas.




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3 REGULAMENTO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA


                                     CAPÍTULO I
                            DA VINCULAÇÃO E FINALIDADES


Art.1º O Curso de Especialização em Saúde da Família-CESFAM está vinculado aos Departamentos
de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública-EMI, Departamento de Enfermagem Básica-ENB
e Departamento de Enfermagem Aplicada-ENA da Escola de Enfermagem da Universidade Federal
de Minas Gerais-EEUFMG e aos Departamentos de Medicina Preventiva e Social-DMPS,
Departamento de Clínica Médica-DCLM e Departamento de Pediatria-PED da Faculdade de
Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais-FMUFMG e tem seu funcionamento disciplinado
por este Regulamento.

Art.2º O Curso tem como finalidade aprofundar conhecimentos dos profissionais médicos e
enfermeiros necessários à sua atuação no âmbito de atenção primária de saúde e saúde da família.
            Parágrafo Único. Os alunos que concluírem o Curso receberão o Certificado de
Especialista em Saúde da Família.


                                  CAPÍTULO II
                        DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO


Art.3º O Curso se organizará em disciplinas e será desenvolvido em 2 ou 3 semestres letivos, com
períodos de concentração e dispersão com uma carga horária presencial mínima de 360 horas.
            § 1º Durante os períodos de dispersão os alunos desenvolverão atividades práticas sob
        orientação, nas áreas de atuação das equipes de saúde da família.
            § 2º Cada disciplina terá um Coordenador eleito pelos docentes do Curso que responderá
técnica e administrativamente pelo seu desenvolvimento, com um mandato de 01 (um) ano, permitida
a recondução.

Art.4º A Coordenação Didática do Curso será exercida por uma Comissão Coordenadora do Curso,
designada pelas Câmaras Departamentais dos Departamentos nele envolvidos, com a seguinte
composição:
             I - Coordenador e Sub-Coordenador do Curso;
            II - um representante de cada um dos Departamentos envolvidos no Curso, indicado pela
respectiva Câmara Departamental, que exerça atividade permanente no mesmo;
            III - integrantes de seu corpo discente, na proporção de 1/5 (um quinto) dos membros
docentes, indicados pelos Diretórios Acadêmicos da Escola de Enfermagem e Faculdade de
Medicina.

Art.5º Compete à Comissão Coordenadora do Curso de Especialização em Saúde da Família as
seguintes atribuições:
           A) Eleger dentre os membros do corpo docente do Curso, por maioria absoluta, o
               Coordenador e o Sub-Coordenador do Curso;
           B) Orientar e coordenar as atividades do Curso podendo recomendar aos departamentos a
               indicação ou substituição de docentes do mesmo;
           C) Elaborar o currículo do Curso, com indicação dos pré-requisitos e dos créditos das
               disciplinas que o compõem para aprovação pela Câmara de Pós-Graduação;


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           d) Fixar diretrizes para os programas das disciplinas e recomendar sua modificação aos
              departamentos;
           e) Decidir as questões referentes a: matrícula e rematrícula; reopção e dispensa de
              disciplina; transferência e aproveitamento de créditos; trancamento parcial ou total de
              matrícula; representações e recursos impetrados;
           f) Representar o órgão competente no caso de infração disciplinar;
           g) Propor à Câmara de Pós-Graduação a criação, transformação, exclusão e extinção de
              disciplinas do Curso;
           h) Propor aos chefes dos departamentos e diretores das unidades envolvidas as medidas
              necessárias ao bom andamento do Curso;
           i) Aprovar, mediante análise de curriculum vitae, os nomes de professores que integram o
              corpo docente do Curso, bem como dos orientadores e co-orientadores, quando houver;
           j) Apreciar diretamente ou através de comissão especial, os projetos de Trabalho Final do
              Curso;
           k) Designar Comissão Examinadora para julgamento dos Trabalhos Finais do Curso;
           l) Estabelecer procedimentos que assegurem ao aluno efetiva orientação acadêmica;
           m) Fazer planejamento orçamentário do Curso e estabelecer critérios para a alocação de
              recursos;
           n) Colaborar com a Câmara de Pós-Graduação no que for solicitado;
           o) Colaborar com os departamentos envolvidos nas medidas necessárias ao incentivo,
              acompanhamento e avaliação da pesquisa e produção do Curso;
           p) Estabelecer e acionar mecanismos de captação de recursos necessários à
              implementação do Curso;

           Parágrafo Único. A Comissão Coordenadora reunir-se-á ordinariamente a cada 01 (um)
mês e extraordinariamente quando se fizer necessário;

Art 6º O Coordenador e Subcoordenador do Curso serão eleitos pela Comissão Coordenadora do
Curso, dentre os membros do corpo docente e terão mandatos de 02 (dois) anos, permitida a
recondução.

            Parágrafo Unico. Cabe ao Coordenador presidir a Comissão Coordenadora e atuar como
principal autoridade executiva da mesma, com responsabilidade pela iniciativa nas diversas matérias
de competência desta.


Art.7º Compete ao Coordenador do Curso as seguintes atribuições:
          a) Convocar e presidir reuniões da Comissão Coordenadora e outras que se fizerem
             necessárias para o bom andamento do Curso;
          b) Representar o Curso de Especialização em Saúde da Família;
          c) Executar as deliberações da Comissão Coordenadora do Curso;
          d) Coordenar e acompanhar a execução das atividades do Curso, propondo as medidas
             necessárias ao seu bom funcionamento;
          e) Elaborar calendário e relatório anual das principais atividades do Curso e encaminhar
             aos órgãos competentes;
          f) Remeter à Câmara de Pós-Graduação todos os relatórios e informações sobre as
             atividades do Curso, de acordo com as instruções daquele órgão;
          g) Responder pelas questões administrativas relativas ao Curso no âmbito da unidade;
          h) Executar atribuições afins.

Art.8º Compete ao Sub-Coordenador, trabalhar conjuntamente com o Coordenador nas atividades
técnico-administrativas do Curso, e substituí-lo em seus impedimentos.

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                                   CAPÍTULO III
                        DO CORPO DOCENTE E DA ORIENTAÇÃO


Art.9º A qualificação mínima exigida aos docentes do Curso é o título de especialista obtido em
curso credenciado no país.
            §1º Por solicitação da Comissão Coordenadora do Curso, a juízo da Câmara de
Pós-Graduação e com a anuência dos interessados poderão ser excepcionalmente admitidos docentes
sem titulação formal, desde que considerados como profissionais de alta qualificação, por experiência
e conhecimentos especializados, comprovados através de curriculum vitae.
            §2º No máximo 1/3 (um terço) do corpo docente efetivamente em atividades no Curso,
poderá ser constituído de profissionais externos à UFMG.
            §3º Para efeito do cômputo de parcela do corpo docente interno, admite-se a participação
de professores aposentados pela própria instituição, desde que o mínimo de 50% dos professores do
Curso estejam em atividade na UFMG.

Art.10 Todo discente em fase de elaboração do Trabalho Final deverá ter um Orientador aprovado
pela Comissão Coordenadora do Curso que desempenhará as competências estabelecidas nas Normas
Gerais de Pós-Graduação da UFMG.

Art.11 Poderá ser credenciado como orientador para Trabalho Final do Curso, pesquisador ou
docente com no mínimo o título de especialista, não vinculado ao mesmo, ou pertencente à outra
instituição, desde que comprovada a sua anuência e análise de seu curriculum vitae.
             Parágrafo Único. O credenciamento a que se refere o caput deste artigo, fica
condicionado à aprovação pela Câmara de Pós-Graduação.


                                          CAPITULO IV


DA INSCRIÇÃO, NÚMERO DE VAGAS, SELEÇÃO, ADMISSÃO E REOFERECIMENTO.


Art.12 O Curso destina-se, prioritariamente, a enfermeiros e médicos inseridos nas equipes de saúde
da família do município de Belo Horizonte

Art.13 O número de vagas no Curso será proposto anualmente, pela Comissão Coordenadora do
Curso, à Câmara de Pós-Graduação, em formulário próprio, até 90 (noventa) dias antes da abertura
das inscrições, ficando vedada a divulgação de edital antes da aprovação final da matéria.
            Parágrafo Único. No estabelecimento do número de vagas a Comissão Coordenadora
levará em consideração a capacidade de orientação do Curso, comprovada pela existência de
orientadores com tempo disponível, considerando uma relação global média de, no máximo 08 (oito)
alunos por orientador com credenciamento pleno, incluídos os alunos remanescentes de outros cursos
ou de períodos anteriores e excluídos os estudantes orientados por docentes com credenciamento
específico.

Art.14 A inscrição ao Curso será realizada na Secretaria do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva e
Nutrição - NESCON da Faculdade de Medicina e o candidato deverá apresentar:
           a) Formulário de inscrição devidamente preenchido, acompanhado de 03 (três)
              fotografias 3x4;

                                                                                                  16
           B) Comprovante de conclusão de curso superior de enfermagem ou medicina (cópia do
              diploma ou documento equivalente);
           c) Histórico escolar;
           d) Curriculum vitae
           e) Prova de estar em dia com as obrigações militares e eleitorais, no caso de candidato
              brasileiro e, se estrangeiro os exigidos pela legislação específica;
           f) Carta de apresentação do gestor municipal, declarando anuência com a participação do
              aluno no Curso.

Art.15 O processo seletivo será realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

Art.16 Os candidatos selecionados deverão proceder ao registro e matrícula, nos prazos estabelecidos
em calendário escolar, na Secretaria do Curso, quando deverão:
                     Preencher ficha de registro na UFMG;
                     Apresentar requerimento de matrícula devidamente preenchido.

Art.17 O aluno, com anuência do seu orientador, poderá solicitar à Comissão Coordenadora do
Curso, o trancamento parcial de matrícula (em uma ou mais disciplinas), dentro do primeiro 1/3 (um
terço) do período letivo, devendo a Secretaria registrar o trancamento e comunicá-lo ao
Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA).
            Parágrafo Único. Será concedido trancamento de matrícula apenas 2 (duas) vezes na
mesma disciplina durante o Curso.

Art.18 A Comissão Coordenadora do Curso poderá conceder trancamento total de matrícula à vista
de motivos relevantes, não sendo o período de trancamento computado para efeito de integralização
do tempo máximo do curso.

Art.19 Será excluído do Curso, o estudante que deixar de renovar sua matrícula por 02 (dois)
períodos letivos.

Art.20 O Coordenador do Curso solicitará anualmente o reoferecimento do Curso à Câmara de
Pós-Graduação em formulário próprio, pelo menos 60 (sessenta) dias antes da data prevista para a
abertura das inscrições, no caso de não haver alterações no projeto anterior, e a pelo menos 90
(noventa) dias, caso haja modificação, que deverá ser explicitada e justificada por escrito.




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                                       CAPÍTULO V
                                   DO REGIME DIDÁTICO


Art.21 O Curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 18 meses para o aluno concluir os
créditos e apresentar o Trabalho Final.

Art.22 Cada disciplina do Curso terá um valor expresso em créditos, correspondendo cada crédito a
15 (quinze) horas de aulas teóricas presenciais e 30 horas de treinamento em serviço (período de
dispersão ou trabalho equivalente).

Art.23 Os créditos relativos a cada disciplina só serão conferidos ao aluno que obtiver na mesma,
pelo menos freqüência de 75% (setenta e cinco por cento) das atividades previstas e rendimento
escolar equivalente a, no mínimo, conceito D, sendo vedado o abono de faltas.

Art.24 O rendimento escolar de cada aluno, será expresso em nota e conceitos de acordo com a
seguinte escala:

       de 90 a 100 pontos    a (excelente)
       de 80 a 89 pontos    b (ótimo)
       de 70 a 79 pontos    c (bom)d)
       de 60 a 69 pontos    d (regular)
       de 40 a 59 pontos    e (fraco)
       de 0 a 39 pontos     f (rendimento nulo)


Art.25 Durante a fase de elaboração do Trabalho Final até seu julgamento o aluno, independente de
estar ou não matriculado em disciplinas curriculares, deverá inscrever-se em “Tarefa Especial -
Elaboração do Trabalho Final”.

Art.26 No caso de insucesso do Trabalho Final avaliado pela Banca Examinadora, a Comissão
Coordenadora do Curso poderá dar ao candidato oportunidade de apresentar novo trabalho, no prazo
máximo de 06 (seis) meses.

Art.27 O aluno que obtiver conceito inferior a D mais de uma vez, na mesma ou em diferentes
disciplinas, será desligado do Curso.



                                CAPÍTULO VI
                  DA INTEGRAÇÃO COM O ENSINO DE GRADUAÇÃO


Art.28 No período de dispersão do Curso, o aluno deverá envolver atividades práticas conjuntas com
alunos de graduação da Faculdade de Medicina e Escola de Enfermagem que estejam em estágio em
suas áreas de atuação, visando a formação do futuro profissional de Saúde da Família.

Art.29 Mediante análise da Comissão Coordenadora, alunos dos Cursos de Graduação em
Enfermagem e Medicina poderão matricular-se em disciplinas do Curso, em caráter optativo.

Art.30 Mediante aquiescência da Comissão Coordenadora do Curso, o aluno poderá participar do
programa de monitoria da pós-graduação.
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                                       CAPÍTULO VII
                                     DOS CERTIFICADOS


Art.31 Para obter o Certificado de Especialista em Saúde da Família o aluno deverá, no prazo mínimo
de 12 meses e no máximo de 18 meses:
            a) completar 33 (trinta e oito) créditos em disciplinas obrigatórias do Curso;
            b) ser aprovado em Trabalho Final conforme os seguintes critérios:
1. O conteúdo deve ser pertinente ao desenvolvimento do seu trabalho no Programa de Saúde da
   Família.
2. O trabalho final deve ser apresentado sob a forma de artigo a ser publicado em periódicos.
3. Deve ser aprovado em comissão avaliadora indicada pela Comissão Coordenadora do Curso.

Art.32 Para a emissão do Certificado de Especialista em Saúde da Família, o Coordenador enviará à
Secretaria do Curso, cópia da ata da reunião da Comissão Examinadora, contendo a avaliação de
Trabalho Final dos alunos, para ser anexada aos demais documentos exigidos pela Câmara de
Pós-Graduação para expedição do referido Certificado.


                                  CAPÍTULO VIII
                      DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS


Art.33 Este Regulamento entrará em vigor após aprovação da proposta de criação do Curso pela
Câmara de Pós-Graduação.

Art.34 Este Regulamento poderá ser modificado, no todo ou em partes, por proposta da Comissão
Coordenadora do Curso e aprovado pelas Câmaras Departamentais nele envolvidas.

Art.35 Os casos omissos neste Regulamento serão resolvidos pela Comissão Coordenadora, do
Curso.




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4 – CORPO DOCENTE                     9. Maria Judith Silva Rios
                                      10.Marília Rezende da Silveira

MODELO ASSISTENCIAL                   11.Marli Nacif de Souza

1. Eli Iôla Gurgel Andrade            12.Max André dos Santos

2. Francisco Carlos Felix Lana        13.Neuslene Rivres de Queiroz

3. Francisco Assis Acúrcio            14.Raphael Augusto Teixeira de Aguiar

4. José Otávio Penido Fonseca         15.Sandra Maria Byrro

5. Maria Imaculada de Freitas         16.Soraya de Almeida Belisário

6. Marcos Furquim Werneck
7. Max André dos Santos               SAÚDE DO ADULTO
8. Soraya de Almeida Belisário        1. Aidê Ferreira Ferraz
                                      2. Alba Otoni

O USO DA INFORMAÇÃO NA                3. Alcione Rodrigues
PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES EM              4. Anelise Impeliziere Nogueira
SAÚDE
                                      5. Antônio Ribeiro
1. Cláudia Di Lorenzo Oliveira        6. Carlos Haroldo Piancastelli
2. Divane Leite Matos                 7. Davidson Pires de Lima
3. Fátima de Moura                    8. Lígia Mohallem Carneiro
4. Fernando Augusto Proietti          9. Marco Túlio
5. Geraldo Cunha Cury                 10.Maria Consolação
6. Jorge Gustavo Velásques Melendez   11.Maria de Fátima
7. Mark Drew Crosland Guimarães       12.Mariza Magal
8. Mônica Silva Monteiro de Castro    13.Mércia Heloísa Ferreira
9. Waleska Teixeira Caiaffa           14.Rosângela Milagres
                                      15.Rosângela Teixeira
TRABALHO EM EQUIPE                    16.Salete Maria S. Resende
                                      17.Sônia Maria Soares
1. Aristides José Vieira Carvalho     18.Tânia Picardi
2. Carlos Haroldo Piancastelli        19.Vânia Azevedo Travassos
3. Dolores Soares Madureira           20.Walter Caixeta
4. Eliane Villa
5. Elza Machado de Melo               SAÚDE DA MULHER
6. Horácio Pereira de Faria           1. Agnaldo Lopes as Silva
7. Kátia Ferreira Campos              2. Aline Fernandes de Paula
8. Maria Édila de Abreu Freitas       3. Aloma Campos Morici

                                                                              20
4. Antônio Aleixo Neto                   8. Joel Alves Lamounier
5. Cláudia Valéria Chagas S. das Neves   9. Lúcia Maria Horta Figueiredo Goulart
6. Corina Costa Guedes                   10.Luciano Soares Dias
7. Elizabeth Peres Galastro              11.Maria Elizabeth Neves Magalhães
8. Irene de Paula                        12.Maria Jussara Fernandes Fontes
9. Jackson Machado Pinto                 13.Maria Regina de Almeida Viana
10.Jacy Bastos Gorgens                   14.Matilde Meire Miranda Cadete
11.João Lúcio dos Santos Júnior          15.Mirtes Maria do Vale Beirão
12.João Vaz da Silva                     16.Rachel A F. Fernandes
13.Karla Adriana Caldeira                17.Rosilene Miranda Barroso da Cruz
14.Leandro Ramirez                       18.Tatiana Matos Amaral
15.Lívia de Souza Pancrácio de Errico    19.Zeína Soares Moulin
16.Marcos Mendonça
17.Maria de Fátima Seixas e Silva        TÓPICOS ESPECIAIS
18.Maria Lígia Mohalen Carneiro          1. Ada Ávila Assunção
19.Maria Paula Pimenta Gonçalves         2. Andréa Maria Silveira
20.Maurício Noviello                     3. Anielo Greco R. Santos
21.Myriam Celeni                         4. Climene Mendonça
22.Paulo Tarcísio Pinheiro da Silva      5. Dorotéia Fernandes
23.Regina Amélia Pessoa Aguiar           6. Edgar Nunes de Moraes
24.Renata Vital Franco                   7. Elizabeth Costa Dias
25.Sandra Armond                         8. Eulita Maria. Barcelos
26.Sérgio Trignelli                      9. João Marcos D. Dias
27.Torcata Amorim                        10.Karla Giacomini
28.Washington Cançado Amorim             11.Leani S. Máximo
29.Yula Franco Porto                     12.Marcela Tirado
                                         13.Maria A. Mello
SAÚDE DA CRIANÇA                         14.Marília C. Abreu Marino
1. Anésia Moreira Faria Madeira          15.Mércia Maria
2. César Coelho Xavier                   16.Musso Garcia Grego
3. Claúdia Márcia de Resende e Silva     17.Rosãngelo Correa Dias
4. Cláudia Regina Lindgren Alves         18.Ruth Myssior
5. Cristina Gonçalves Alvim              19.Tárcísio Márcio Magalhães Pinheiro
6. Ieda Maria Andrade Paulo              20.Vanessa Barreiros Freire
7. Joaquim Antônio César Mota

                                                                                 21
5 INFORMAÇÕES GERAIS


Local de realização do curso: a maior parte das atividades do curso será realizada na Escola de
formação de técnicos e auxiliares de enfermagem situada na Av. do Contorno no 4788, Serra.
Qualquer alteração do local do curso será comunicada oportunamente.


Horário das aulas: as aulas serão de 8:00 às 12:00 pela manhã e de 13:30 às 15:30 pela tarde.
Eventualmente serão realizados seminários no turno da noite.


Site do curso: recomendamos a todos os participantes a acessar rotineiramente o site do curso
“www.profamilia.ufmg.br/bhvida“ onde poderão ter acesso a informações sobre o curso,
material bibliográfico, textos e exercícios de apoio, “dicas” de sites de interesse, etc.


Qualquer problema no desenvolvimento das disciplinas deverá ser discutido inicialmente com
o professor ou o coordenador da disciplina.


Informações ou problemas de ordem administrativos deverão ser tratados com a secretaria do
curso.


Telefones de contato:


3248 9673 – geral do NESCON
3248 9800 – Horácio Pereira de Faria
3248 9940 – Veneza Berenice de Oliveira
3248 9846 – Marília Rezende da Silveira




                                                                                            22
6. CRONOGRAMA DAS DISCIPLINAS

              CRONOGRAMA DO MÓDULO “ MODELO ASSISTENCIAL”
MANHÃ        T1 a T4                  25 a 28/02 e 04 a 07/02

TARDE        T5 a T8                     25 a 28/02 e 04 a 07/02



                       CRONOGRAMA DO MÓDULO
      “O USO DA INFORMAÇÃO NA PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES EM SAÚDE”
MANHÃ      T1 a T4               11/12/14/15/18/19/20/21 de março

TARDE        T5 a T8                11/12/14/15/18/19/20/21 de março
                        CRONOGRAMA DO MÓDULO “TRABALHO EM EQUIPE”
 TURMA         TURNO         PRIMEIRA ETAPA             SEGUNDA ETAPA             TERCEIRA ETAPA
 01-04         MANHÃ                01-06/04                  06-10/05                   10-13/06
 05-08         TARDE                01/06/04                  06-10/05                   10-13/06
 09-12         MANHÃ                08-13/04                  13-17/05                   17-20/06
 13-16         TARDE                08-13/04                  13-17/05                   17-20/06
 17-20         MANHÃ                15-20/04                  20-24/05                   24-27/06
 21-24         TARDE                15-20/04                  20-24/05                   24-27/06
 25-28         MANHÃ                22-27/04                  03-07/06                   01-04/07
 29-32         TARDE                22-27/04                  03-07/06                   01-04/07

     Cada turma será composta de 04 equipes de saúde da família completas: enfermeiro, médico, auxiliares de
enfermagem e agentes comunitários de saúde.




                                                                                                          24
                     CRONOGRAMA DOS MÓDULOS TEMÁTICOS - MÉDICOS
DIA             Saúde do adulto Saúde da mulher       Saúde da mulher      Saúde da criança    Saúde da criança
29/04              T1 – A1             T2 – A1             T3 – A1              T4 – A1
30/04               T1 - A2            T2 – A2             T3 – A2              T4 – A2
02/05              T1 – A3             T2 – A3             T3 – A3              T4 – A3
03/05              T1 – A4             T2 – A4             T3 – A4              T4 – A4
04/05              T1 – A5             T2 – A5             T3 – A5              T4 – A5
11/05              T1 – A6             T2 – A6             T3 – A6              T4 – A6
18/05              T1 – A7             T2 – A7             T3 – A7              T4 – A7
25/05              T1 – A8             T2 – A8             T3 – A8              T4 – A8
27/05              T1 – A9             T2 – A9             T3 – A9              T4 – A9
28/05              T5 – A10           T2 – A10            T3 – A10             T4 – A10
29/05              T5 – A1             T6 – A1                                  T7 – A1             T8 – A1
08/06               T5 - A2            T6 - A2                                  T7 - A2             T8 - A2
74/06              T5 – A3             T6– A3                                   T7 – A3             T8 – A3
75/06              T5 – A4             T6 – A4                                  T7 – A4             T8 – A4
27/06              T5 – A5             T6 – A5                                  T7 – A5             T8 – A5
22/06              T5 – A6             T6 – A6                                  T7 – A6             T8 – A6
28/06              T5 – A7             T6 – A7                                  T7 – A7             T8 – A7
29/06              T5 – A8             T6 – A8                                  T7 – A8             T8 – A8
05/07              T5 – A9             T6 – A9                                  T7 – A9             T8 – A9
06/07              T5 – A10           T6 – A10                                 T7 – A10            T8 – A10
Cada profissional médico deverá cursar 2 de 3 módulos (saúde da criança, saúde da mulher e saúde do adulto).

                                                                                                                  25
  CRONOGRAMA DOS MÓDULOS TEMÁTICOS - ENFERMEIROS
 DIA                     SAÚDE DO       SAÚDE DA                       SAÚDE DA       SAÚDE DA
          SAÚDE DO                                      SAÚDE DA
                          ADULTO         MULHER                        CRIANÇA        CRIANÇA
           ADULTO                                        MULHER
 29/04      T1 – A1        T2 – A1         T3 – A1                       T4 – A1
 30/04      T1 - A2        T2 – A2         T3 – A2                       T4 – A2
 02/05      T1 – A3        T2 – A3         T3 – A3                       T4 – A3
 03/05      T1 – A4        T2 – A4         T3 – A4                       T4 – A4
 04/05      T1 – A5        T2 – A5         T3 – A5                       T4 – A5
 11/05      T1 – A6        T2 – A6         T3 – A6                       T4 – A6
 18/05      T1 – A7        T2 – A7         T3 – A7                       T4 – A7
 25/05      T1 – A8        T2 – A8         T3 – A8                       T4 – A8
 27/05      T4 – A1                        T1 – A1        T2 – A1        T3 – A1
 28/05      T4 – A2                        T1 - A2        T2 – A2        T3 – A2
 29/05      T4 – A3                        T1 – A3        T2 – A3        T3 – A3
 08/06      T4 – A4                        T1 – A4        T2 – A4        T3 – A4
 74/06      T4 – A5                        T1 – A5        T2 – A5        T3 – A5
 75/06      T4 – A6                        T1 – A6        T2 – A6        T3 – A6
 27/06      T4 – A7                        T1 – A7        T2 – A7        T3 – A7
 22/06      T4 – A8                        T1 – A8        T2 – A8        T3 – A8
 28/06      T3 – A1                        T4 – A1                       T1 – A1       T2 – A1
 29/06      T3 – A2                        T4 – A2                       T1 - A2       T2 – A2
 05/07      T3 – A3                        T4 – A3                       T1 – A3       T2 – A3
 06/07      T3 – A4                        T4 – A4                       T1 – A4       T2 – A4
 08/07      T3 – A5                        T4 – A5                       T1 – A5       T2 – A5
 09/07      T3 – A6                        T4 – A6                       T1 – A6       T2 – A6
 12/07      T3 – A7                        T4 – A7                       T1 – A7       T2 – A7
 13/07      T3 – A8                        T4 – A8                       T1 – A8       T2 – A8
TODOS OS PROFISSIONAIS DEVERÃO CURSAR OS 3 MÓDULOS (SAÚDE DA CRIANÇA, DA MULHER E DO ADULTO)

                                                                                                 26
                    CRONOGRAMA DO MÓDULO “TÓPICOS ESPECIAIS”
25/03          SEMINÁRIO: ÉTICA NA ASSISTÊNCIA
26/03          SEMINÁRIO: VIOLÊNCIA
79/07          SEMINÁRIO: PROMOÇÃO EM SAÚDE
20/07          SEMINÁRIO: O USO DE TECNOLOGIA EM SAÚDE
LOCAL: SALÃO NOBRE – FACULDADE DE MEDICINA

          T1                T2            T3            T4            T5            T6            T7
26/07 IDOSO         TRABALHADOR   IDOSO         MENTAL        TRABALHADOR   IMUNIZAÇÃO    IMUNIZAÇÃO
27/07 IDOSO         TRABALHADOR   IDOSO         MENTAL        TRABALHADOR   ENDEMIAS      ENDEMIAS
02/08 ENDEMIAS      IMUNIZAÇÃO    MENTAL        IDOSO         MENTAL        TRABALHADOR   TRABALHADOR
03/08 IMUNIZAÇÃO    ENDEMIAS      MENTAL        IDOSO         MENTAL        TRABALHADOR   TRABALHADOR
09/08 TRABALHADOR   IDOSO         ENDEMIAS      IMUNIZAÇÃO    IDOSO         MENTAL        MENTAL
70/08 TRABALHADOR   IDOSO         IMUNIZAÇÃO    ENDEMIAS      IDOSO         MENTAL        MENTAL
76/08 MENTAL        MENTAL        TRABALHADOR   TRABALHADOR   ENDEMIAS      IDOSO         IDOSO
77/08 MENTAL        MENTAL        TRABALHADOR   TRABALHADOR   IMUNIZAÇÃO    IDOSO         IDOSO

LOCAL: AV. DO CONTORNO 4788


                                                                                                       27
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