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									CRONOGRAMA DE ADM1010 – ADM. DE REC. MAT. E PATRIMONIAIS I 2004-1 MANHÃ
                               Turma: MV6.1          Horário: 3CD 6CD

FEVEREIRO
06 – Apresentação do conteúdo programático, bibliografia, forma de avaliação.
10 – Introdução, conceito e objetivo da administração de material e a abordagem logística:
            considerações preliminares, conceitos, definições, objeto, funções de materiais na empresa
            e os mercados.
13 – Introdução, conceito e objetivo da administração de material e a abordagem logística: campo de
            atuação da administração de materiais.
17 – Introdução, conceito e objetivo da administração de material e a abordagem logística: logística
            empresarial, cadeia de suprimento, interação da cadeia de suprimento.
20 – Feriado – Especial.
24 – Feriado – Carnaval.
27 – Administração de materiais: recursos materiais, conceito, administração; amplitude, organograma
            da administração de materiais.

MARÇO
02 – Administração de materiais: classificação de materiais, conceitos, atributos, tipos.
05 – Administração de materiais: materiais não de estoques e materiais de estoque; classificação de
            materiais quanto à aplicação, valor de consumo, importância operacional.
09 – Administração de materiais: método ABC de classificação de materiais.
12 – Administração de materiais: especificação de materiais, conceito, estrutura e formação; codificação
            de materiais, objetivos, tipos.
16 – Armazéns, centros de distribuição e armazéns alfandegados: conceitos, tipos e introdução à
            armazenagem.
19 – Armazéns, centros de distribuição e armazéns alfandegados: recebimento, expedição e sistemas de
            estocagem, sistemas de localização do estoque e dimensionamento de espaços.
23 – Armazéns, centros de distribuição e armazéns alfandegados: sistema de gerenciamento de
            armazéns; tendências na armazenagem de materiais, sistemas próprios e terceirizados.
26 – Manuseio e movimentação de materiais: logística e os tipos de movimentação de materiais, “cross-
            doking”.
30 – Exercícios de aplicação do 1º GQ.

ABRIL
02 – Prova de 1a chamada 1o GQ
06 – Semana de prova 1a chamada 1o GQ (não haverá aula)
09 – Feriado – Semana Santa.
13 – Prova de 2a chamada 1o GQ
16 – Entrega e resolução da prova.
20 – Estudo de caso.
23 – Suprimento: fornecedores; programação de suprimentos.
27 – Suprimento: compras.
30 – Gestão de estoques: métodos qualitativos e quantitativos para previsão de demanda.

MAIO
04 – Custos dos estoques: hipóteses de custos, classificação.
07 – Exercícios de aplicação de custo de estoques.
11 – Controle de estoques: conceitos, gráficos, exemplos.
14 – Controle de estoques: estoque de segurança, níveis de estoques.
18 – Controle de estoques: ponto de pedido, tempo de reposição, fórmulas, composição do tempo de
            pedido.
21 – Exercícios de aplicação de controle de estoque.
25 – Administração de patrimônio: introdução, conceitos, objetivos, importância e tipos de bens
            patrimoniais.
28 – Exercícios de aplicação do 2º GQ.

JUNHO
01 – 2o G.Q.
15 – 1a chamada final
                                                                                                     1
      a
18 – 2 chamada final
                            AULA 06/02/2004
APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO, BIBLIOGRAFIA, FORMA DE AVALIAÇÃO

Código ADM1010                Créditos: 04  Carga horária: 60h/a
Nome da Disciplina: ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MAT. E PATRIMONIAIS 1
Departamento Responsável: ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO
Professor: EGENILTON RODOLFO DE FARIAS
EMAIL: egenilton@terra.com.br

PROGRAMA DE DISCIPLINA
1. ENUNCIADO:
        a) Introdução, conceito e objetivo da administração de material e a abordagem logística:
          considerações preliminares, conceitos, definições, objetivo, funções de materiais na
          empresa e os mercados; campo de atuação da administração de materiais; logística
          empresarial, cadeia de suprimento, interação da cadeia de suprimento.
       b) Administração de materiais: recursos materiais, conceito, administração; amplitude,
          organograma da administração de materiais; classificação de materiais, conceitos,
   1º     atributos, tipos; materiais não de estoques e materiais de estoque; classificação de
          materiais quanto à aplicação, valor de consumo, importância operacional; método ABC de
   GQ     classificação de materiais; especificação de materiais, conceito, estrutura e formação;
          codificação de materiais, objetivos, tipos.
       c) Armazéns, centros de distribuição e armazéns alfandegados: conceitos, tipos e introdução
          à armazenagem; recebimento, expedição e sistemas de estocagem, sistemas de
          localização do estoque e dimensionamento de espaços; sistema de gerenciamento de
           armazéns; tendências na armazenagem de materiais, sistemas próprios e terceirizados.
       d) Manuseio e movimentação de materiais: logística e os tipos de movimentação de materiais,
      
          “cross-doking”.

         e) Suprimento: fornecedores; programação de suprimentos; compras.
         f) Gestão de estoques: métodos qualitativos e quantitativos para previsão de demanda.
  2º     g) Custos dos estoques: hipóteses de custos, classificação.
     
  GQ     h) Controle de estoques: conceitos, gráficos, exemplos; estoque de segurança, níveis de
            estoques; ponto de pedido, tempo de reposição, fórmulas, composição do tempo de
            pedido.
     
     
          i) Administração de patrimônio: introdução, conceitos, objetivos, importância e tipos de bens
             patrimoniais.


2. BIBLIOGRAFIA:
       a) ARNOLD, J. R. Tiny. Administração de materiais. São Paulo: Atlas, 1999.
       b) BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimento. Porto Alegre: Bookman,
          2001.
       c) CHING, Hong Yun. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada. São Paulo:
          Atlas
       d) DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais. São Paulo: Atlas, 1995.
       e) FLEURY, Paulo Fernando. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 2000.


3. METODOLOGIA:
              Aulas expositivas; atividades extra-classe: seminários, visitas técnicas, uso do
simulador gerencial da indústria. O plano de ensino da disciplina contemplará metodologia
direcionada a realização de trabalhos práticos, desenvolvidos no ambiente organizacional e/ou com
dados e informações reais, visando a interação da teoria com a prática.

4. FORMA DE AVALIAÇÃO:
1O GQ: prova do GQ (0 a 10)
2O GQ: até 2 pontos + prova do GQ (0 a 8)
                                                                                                    2
        1 trabalho individual fora da sala de aula (Aplicação de administração de materiais)
                     DIRETRIZES PARA O TRABALHO INDIVIDUAL DO 2º GQ

                Este trabalho tem como principal objetivo fazer uma aplicação real dos conceitos
estudados em sala.




Instruções para configuração do trabalho


a) No dia da prova do 2º GQ o aluno entregará uma cópia impressa do trabalho e no mais tardar
também até a prova do 2º GQ enviará também para o email: egenilton@terra.com.br.


b) O texto deverá ser digitado em WORD (Fonte Times New Roman 12 com espaçamento 1,5) e
justificado.


c) Estrutura: 1ª Página: Título do trabalho, nome do aluno, email do aluno, data, turma, etc. A partir
da 2ª página: Introdução, Explanação do assunto conforme o tema escolhido, Conclusão e
Bibliografia.


d) O trabalho deve ser no formato A4.
                                                                                              3
                             AULA 10/02/2004
    INTRODUÇÃO, CONCEITO E OBJETIVO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL E A
 ABORDAGEM LOGÍSTICA: CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES, CONCEITOS, DEFINIÇÕES,
        OBJETO, FUNÇÕES DE MATERIAIS NA EMPRESA E OS MERCADOS.


O QUE É ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS?

        O conceito de se ter um departamento responsável pelo fluxo de materiais a partir do
fornecedor, passando pela produção até o consumidor, é relativamente novo. Embora muitas
empresas tenham adotado esse tipo de organização, há ainda diversas que não o fizeram. Se as
empresas desejam minimizar seus custos totais nessa área e prover melhor nível de serviços ao
cliente, devem agir desse modo.

       O nome geralmente dado a essa função é administração de materiais. Outros nomes
incluem planejamento e controle da distribuição e administração da logística.

       Administração de materiais é uma função coordenadora responsável pelo planejamento e
controle do fluxo de materiais. Ela pode fazer muito para melhorar os lucros de uma empresa.

OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

OBJETIVO BÁSICO - Suprir os diversos setores da empresa com os materiais de que necessitam
com a qualidade requerida, na quantidade correta, no instante adequado e no local apropriado ao
mínimo custo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  Minimizar o investimento em estoques.
  Prever necessidades e disponibilidades de materiais, assim como as condições de mercado.
  Manter contato permanente com fornecedores, tanto atuais como em potencial, verificando
  preços, qualidade e outros fatores que tenham influência no material e nas condições de
  fornecimento.
  Pesquisar continuamente novos materiais, novas técnicas administrativas, novos
  equipamentos e novos fornecedores.
  Padronizar materiais, embalagens e fornecedores.
  Controlar disponibilidades de materiais e situação dos pedidos, tanto em relação a
  fornecedores como em relação à produção da empresa.
  Obter segurança de fornecimento.
  Obter preços mínimos de compra.

QUALIDADE
  A qualidade do material é definida em função de quem o utiliza.
  Diz-se que a qualidade é a adequação ao uso.
  Conjunto de normas ISO 9000 define conceitos de qualidade para as empresas.
  Um material tem suas "qualidades" definidas pela sua ESPECIFICAÇÃO, que é algo que torna
  o material inconfundível, ou seja, "específico".
  Descrição, nome, nomenclatura e designação são termos que não devem ser confundidos
  com especificação.

FUNÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
       A Administração de Materiais é uma função administrativa semelhante a outras funções de
administração de recursos tais como a Administração Financeira, a Administração de Recursos
Humanos etc.
       É composta, basicamente, das atividades de COMPRAS, ESTOCAGEM e
MOVIMENTAÇÃO, interligadas pela atividade de PLANEJAMENTO E CONTROLE.
                                                                                         4
Comumente é denominada, também, de Administração de Suprimentos, adquirindo um conceito um
pouco mais geral, englobando também serviços e energia. Quando associada à distribuição de
produtos e materiais em geral é denominada Logística.

      Em algumas organizações as atividades de compras estão em um setor, as de estocagem
em outro e as de movimentação em outro. A localização no organograma depende do tipo de
empresa.




                                    AULA 13/02/2004
                                                                                                        5
      INTRODUÇÃO, CONCEITO E OBJETIVO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL E A
    ABORDAGEM LOGÍSTICA: CAMPO DE ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS.

        A evolução da administração de materiais processou-se em várias fases, por exemplo:
       Atividade exercida diretamente pelo proprietário da empresa, uma vez que comprar era a
        essência do negócio.
       Atividades de compras como apoio às atividades produtivas e, portanto, integradas à área de
        produção.
       Coordenação dos serviços envolvendo materiais, começando com o planejamento das matérias-
        primas e a entrega de produtos acabados, em uma organização independente da área produtiva.
       Agregação à área de logística das atividades de suporte à área de marketing.
       Modelo atual da área de logística da qual faz parte a administração de materiais.

        Tais pontos podem ser mais bem compreendidos através do quadro a seguir:

                            Quadro 1 - Evolução da administração de materiais
     PERCEPÇÃO            SITUAÇÃO       PROCESSO DE            ESTÁGIO        SITUAÇÃO ATUAL
    EMPRESARIAL             INICIAL         EVOLUÇÃO          AVANÇADO
    O administrador     Pessoa de        Funcionário a      Executivo         Executivo que
    de materiais        recados          serviço da         conhecedor do     administra 60% dos
                                         produção           mercado de        custos e das
                                                            abastecimento     despesas
    Perfil do           Pessoa bem       Burocrata          Conhecedor de     Executivo com
    profissional        considerada      eficiente          administração     preparo técnico,
                                                            comercial e de    econômico e legal
                                                            mercados
    Progresso do        Sem              Comprador          Planejamento do Diretor executivo
    profissional        possibilidades                      negócio
    Atividades da       Faz despesas     Evita faltas e     Planejamento      Concentração em
    administração de                     desmobiliza        estratégico       uma visão de
    materiais                            estoques                             melhoria dos
                                         excedentes                           resultados
 Fonte: Francischini, P. G. & Gurgel, F. A. Administração de materiais e do patrimônio. São Paulo:
 Pioneira, 2002. Página 4.

       A evolução da administração de materiais até chegar na fase atual pode ser melhor
 compreendida quando se considera o fato de que, para haver o progresso da atividade produtiva, se fez
 necessário o suporte dos recursos de materiais.

                                  Quadro 2 - Evolução da atividade produtiva
  Período      1750-1800        1800-1850          1850-1900            1900-1950          1950-2000
Inovações     Máquina a       Locomotivas, Lâmpadas, telefone,        Náilon, radar, Microeletrônica, raio
              vapor e tear    telégrafo,      motor a explosão,       eletrônica,    laser, fibra óptica,
              mecânico        fotografia      adubo químico           rádio e TV     biotecnologia
 Fonte: Francischini, P. G.   & Gurgel, F. A. Administração de materiais e do patrimônio. São Paulo:
 Pioneira, 2002. Página 4.

         A necessidade de utilizar sistemas de computação mais modernos facilitou sobremaneira a
 integração e o comando único na administração desse fluxo.

 Gestão de materiais
         Este conceito originou-se na função de compras de empresas que compreenderam a importância
 de integra o fluxo de materiais e suas funções de suporte, tanto através do negócio, como através do
 fornecimento aos clientes imediatos. Isto inclui a função de compras, de acompanhamento, gestão de
 estoques, gestão de armazenagem,planejamento e controle da produção e gestão da distribuição física.
         Por outro lado, o resultado da gestão funcional separada do fluxo de materiais é, normalmente,
 altos níveis de estoque.

                                             AULA 17/02/2004
                                                                                                6
       INTRODUÇÃO, CONCEITO E OBJETIVO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL E A
      ABORDAGEM LOGÍSTICA: LOGÍSTICA EMPRESARIAL, CADEIA DE SUPRIMENTO,
                     INTERAÇÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTO.

Gerenciamento da logística
      É o processo de administrar o movimento de matérias-primas, peças, trabalho, produtos
acabados e informações relacionadas ao longo da cadeia de valor de uma forma eficiente e com um
bom custo para atender às exigências do consumidor.

        As demandas do consumidor dirigem todo o processo. Cada aspecto do gerenciamento de
logística está voltado para a conclusão de uma troca de marketing que fornece ao consumidor o
produto certo na hora certa no local certo, nas condições certas e ao preço certo. É claro que
compreender o que os consumidores esperam é um pré-requisito para criar um sistema de
gerenciamento de logística.

       O gerenciamento de logística é, para muitas empresas, o maior desafio em termos de
concorrência. Um grande produto, com o preço escolhido de forma correta, nos canais de marketing
adequados e com uma comunicação integrada de marketing de alto nível não é mais suficiente.

       Para construir de forma lucrativa relacionamentos de longo prazo com o consumidor - e
vencer os concorrentes - , as empresas mais atentas estão formulando estratégias para movimentar
os produtos e a informação de forma mais eficiente ao longo da cadeia de valor.

Conceito de "cadeia de valor":
       "A Vantagem Competitiva não pode ser compreendida olhando-se para uma firma como um
todo. Ela deriva das muitas atividades discretas que uma firma desempenha projetando, produzindo,
comercializando, entregando e apoiando seu produto. Cada uma dessas atividades pode contribuir
para a posição de custo relativo da firma e criar a base para a diferenciação... A cadeia de valor
desdobra a firma em suas atividades estrategicamente relevantes, para compreender o
comportamento dos custos e as fontes de diferenciação existentes ou potenciais. Uma firma ganha
vantagem competitiva executando estas atividades estrategicamente importantes de maneira mais
barata ou melhor do que seus concorrentes".

       As atividades da cadeia de valor podem ser categorizadas em dois tipos: atividades
primárias (logística de entrada, operações, logística de saída, marketing e vendas e assistência
técnica) e atividades de apoio (infra-estrutura, gerenciamento de recursos humanos,
desenvolvimento de tecnologia e aquisição).

Como a Logística Movimenta os Produtos e a Informação
       Logística Interna é o fluxo interno de matérias-primas, equipamentos e outros bens e
serviços, assim como as informações necessárias para fabricar o produto ou prestar o serviço.

      A Logística Externa, também conhecida como distribuição física, cuida do fluxo de produtos
acabados e a informação para o consumidor a fim de completar a troca de marketing.

       As importantes atividades logísticas que ocorrem no fluxo de produtos e informações ao
longo da cadeia de valor são: Transporte, armazenagem, manuseio de materiais, gerenciamento de
estoques, processamento de pedidos e logística reversa.

       O gerenciamento dessas atividades significa o cruzamento tanto das fronteiras que separam
os departamentos internos de uma organização quanto das fronteiras externas entre parceiros da
cadeia de valor como fornecedores, atacadistas e varejistas.


      Nem todas as empresas colocam a mesma ênfase em cada uma destas atividades. Muitas
delas não têm que se preocupar com transporte, armazenagem manuseio de materiais,
                                                                                            7
gerenciamento de estoques, ou trazer de volta os produtos para jogá-los fora, consertá-los ou
reciclá-los.

        Por exemplo, uma firma de corretagem de ações não possui produtos tangíveis para
transportar ou guardar, de forma que ela se concentra no processamento de pedidos e funções
logísticas relacionadas.

       Outras empresas de serviço como uma cadeia de hotéis concentra-se na logística de
processar pedidos (reservas) e gerenciar estoques (toalhas e outros materiais) para renovar a
arrumação dos quartos.

        O custo de movimentar produtos e informações ao longo da cadeia de valor é assustador.
Em um ano recente, as empresas americanas gastaram US$ 670 bilhões - quase 11% do produto
interno bruto do país - em atividades logísticas como embalagem, transporte e armazenagem.

        O simples gerenciamento da logística de forma mais eficiente pode conseguir economias
significativas para a empresa e, em última análise, para os consumidores.



Os Objetivos da Logística Integrada
       O gerenciamento logístico, do ponto de vista de sistemas totais, é o meio pelo qual as
necessidades dos clientes são satisfeitas através da coordenação dos fluxos de materiais e de
informações que vão do mercado até a empresa, suas operações e, posteriormente, para seus
fornecedores. A realização desta integração total exige uma orientação bastante diferente daquela
tipicamente encontrada na organização convencional.

      Na verdade, evolui-se hoje para algo além do gerenciamento integrado da logística interna.
Mercados mais evoluídos reconhecem a importância do gerenciamento da Cadeia de Suprimentos,
o Supply Chain Management, um conceito relativamente novo para a maior parte das empresas.

        No atual cenário, o tempo surge como a chave principal, e, nesse aspecto, a rápida resposta
logística se torna crucial. A má administração da cadeia de suprimentos trará como resultado a falta
de visibilidade do fluxo logístico.

         Em empresas tradicionais, os setores funcionais fazem com que, a máxima visão permitida,
seja a do próprio departamento ou setor. Possíveis gargalos ou excessos de estoque dificilmente
são identificados, prejudicando o fluxo como um todo. Estas situações são caracterizadas como
barreiras organizacionais, e precisam ser removidas, para que se possa proporcionar a necessária
visibilidade do fluxo logístico total.

        Empresas que não possuem visibilidade do processo logístico são, normalmente, aquelas
orientadas funcionalmente, constituídas por uma estrutura organizacional convencional, e a idéia é a
do "território", onde a informação e a comunicação são pobremente compartilhadas.

       Por outro lado, empresas típicas da Era da Informação atuam de forma diferenciada, a partir
de estruturas voltadas para o mercado, horizontalizadas, ágeis nas respostas requeridas,
amparadas em sistemas de informações de última geração, que lhes permite identificar e agir, em
tempo real, em qualquer estágio da cadeia de suprimentos.

        A importante questão a ser compreendida neste aspecto é que, o gerenciamento logístico
deve ser visto como um sistema interligado, e que, uma decisão tomada em qualquer parte da
cadeia, afetará o sistema inteiro. Este tipo de gerenciamento leva à necessidade de compreender
que o enfoque deve ser no fluxo de materiais, ao contrário da visão tradicional, onde o que se busca
é a eficiência funcional ou departamental.
                                          AULA 27/02/2004
  ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: RECURSOS MATERIAIS, CONCEITO, ADMINISTRAÇÃO;
               AMPLITUDE, ORGANOGRAMA DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS.
                                                                                                8



                                    ATIVIDADES PRIMÁRIAS

       São aquelas de importância fundamental para a obtenção dos objetivos logísticos de custo e
nível de serviço que o mercado deseja, e essas atividades são consideradas primárias porque
contribuem com a maior parcela do custo total da administração de materiais ou são essenciais para
a coordenação e para o cumprimento da tarefa logística. São as seguintes:


Transporte
        É uma das atividades logísticas mais importantes, simplesmente porque ela absorve, em
média, de um a dois terços dos custos logísticos. É essencial, porque nenhuma organização na
atualidade pode funcionar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus
produtos acabados para serem levados, de alguma forma, até ao consumidor final. Ele refere-se
aos vários modelos disponíveis para se movimentar matéria-prima, materiais produtos e serviços, e
os modais utilizados são: rodoviário, ferroviário, hidroviário, dutoviário e o aeroviário.

Manutenção de estoques
       É a atividade para atingir-se um grau razoável de disponibilidade de produto em face de sua
demanda, e é necessário manter estoques, que agem como amortecedores entre a oferta e a
demanda. A grande preocupação da administração de estoques envolve manter seus níveis os mais
baixos possíveis, e ao mesmo tempo prover a disponibilidade desejada pelos clientes.

Processamento de pedidos
       Sua importância deriva do fato de ser um elemento crítico em termos do tempo necessário
para levar bens e serviços aos clientes, em relação, principalmente, à perfeita administração dos
recursos logísticos disponíveis. Ela dá partida ao processo de movimentação de materiais e
produtos bem como a entrega desses serviços.




                                     ATIVIDADES DE APOIO
       São aquelas, adicionais, que dão suporte ao desempenho das atividades primárias, para que
possamos ter sucesso na administração organizacional, que é manter e criar clientes com pleno
atendimento do mercado e satisfação total do acionista em receber seu lucro. São as seguintes:

Armazenagem
        É o processo que envolve a administração dos espaços necessários para manter os
materiais estocados, que podem ser internamente, na fábrica, como em locais externos, mais
próximos dos clientes. Essa ação envolve fatores como localização, dimensionamento da área,
arranjo físico, equipamentos de movimentação, recuperação do estoque, projeto de docas
(plataformas) ou baías de atracação, necessidades de recursos financeiros e humanos.

Manuseio de materiais
        Está associado com a armazenagem e também à manutenção dos estoques. Essa atividade
envolve a movimentação de materiais no local de estocagem, que pode ser tanto estoques de
matéria-prima como de produtos acabados. Pode ser a transferência de materiais do estoque para o
processo produtivo ou deste para o estoque de produtos acabados. Pode ser também a
transferência de um depósito para outro.
Embalagem
        Dentro da Logística tem como objetivo movimentar produtos com toda a proteção e sem
danificá-los além do economicamente razoável. Um bom projeto de embalagem do produto auxilia a
garantia perfeita e econômica movimentação sem desperdícios. Além disso, dimensões adequadas
de empacotamento encorajam manuseio e armazenagem eficientes.
                                                                                               9

Suprimentos
        É a atividade que proporciona ao produto ficar disponível, no momento exato, para ser
utilizado pelo sistema logístico. É o procedimento de avaliação e da seleção das fontes de
fornecimento, da definição das quantidades a serem adquiridas, da programação das compras e da
forma pela qual o produto é comprado.

Planejamento
       Refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas bem como
quando, onde e por quem devem ser fabricadas. É a base que servirá de informação à
programação detalhada da produção dentro da fábrica. É o evento que permitirá o cumprimento dos
prazos exigidos pelo mercado.

Sistema de informação
        São as informações necessárias de custo, procedimentos e desempenho essenciais para o
correto planejamento e controle logístico. Por conseguinte, uma base de dados bem estruturados,
com informações relevantes sobre os clientes, sobre os volumes de vendas, sobre os padrões de
entregas e sobre os níveis dos estoques e das disponibilidades físicas e financeiras que servirão
com base de apoio a uma administração eficaz das atividades primárias e de apoio ao sistema
logístico.


          ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA DE MATERIAIS

Compras
      Execução das rotinas operacionais; seguimento das compras contratadas (follow-up) ;
desenvolvimento de fornecedores.

Armazenagem
      Recebimento (controle quantitativo e qualitativo); devolução; estocagem; conservação;
embalagem.

Movimentação
       Equipamentos de movimentação (empilhadeiras, carrinhos, etc.); áreas de escoamento;
fornecimento e controle; alienação e venda.

Controle
      Físico (inventários, contagens, etc.); financeiro; inventário periódico.

Planejamento e programação
       Planejamento das necessidades; previsão de estoques e níveis de estoques; estudos e
acompanhamentos; métodos gráficos, estatísticos e matemáticos.


Questões de revisão
  1. O que você entende por atividades primárias? Dê exemplos.
  2. O que você entende por atividades de apoio? Dê exemplos.
  3. Desenvolva um esquema logístico para uma empresa de:
             a) Bebidas
             b) Alimentos
             c) Brinquedos
                                     AULA 02/03/2004
     ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS, CONCEITOS,
                                    ATRIBUTOS, TIPOS.

CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS
     A classificação tem a finalidade de separar um conjunto de itens em classes.
                                                                                                      10
         É importante distinguir-se bem a diferença entre identificação e classificação. A identificação
busca uma identidade do material, ou seja, busca torná-lo único. Um item só pode estar associado a
um único código de identificação, ao passo que pode estar associado a várias classes
simultaneamente.
         É recomendável que o sistema de classificação permita que um mesmo item possa ser
classificado em quantas classes forem necessárias. Assim, o produto álcool pode ser classificado
por função tanto como solvente como combustível. A seguir se encontram exemplos dos diverso
tipos de classificação que podem ser feitas com os itens de uma empresa.

                                     TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO

natureza: características físico-químicas
    produtos de aço: barras, chapas                     madeiras : compensados, tábuas, toras ...
    produtos de petróleo: combustíveis, graxas,         produtos químicos : ácidos, acetatos, nitratos ...
    óleos ...
função: o que o material faz
    combustíveis : gasolina, álcool ...                 solventes : álcool, querosene, água raz ...
    materiais de fixação e ligação : pregos,            rolamentos : de esfera, de rolos cônicos, de
    parafusos, porcas...                                agulhas ...
aplicação por equipamento
    centrífugas peças para bombas                       peças para motores a gasolina
aplicação por setor genérico
    materiais para escritório                           materiais para laboratório
aplicação por setor específico
    materiais para o CPD                                materiais para a seção de forjaria
aplicação por projeto
    materiais para ampliação da ala de produção         materiais para o protótipo XH5
    número 3
criticidade: grau de imprescindibilidade
    grau 1 : paralisa setores importantes, acarreta riscos de vida, não há materiais alternativos
    grau 2 : paralisa setores importantes, acarreta riscos de vida, há materiais alternativos
    grau 3 : paralisa setores importantes, não acarreta riscos de vida, não há materiais alternativos
    grau 4 : ...
origem: onde é obtido
    internamente fabricado                              importado
    produzido no mercado nacional                       recuperado
    produzido no exterior e adquirido no mercado
    nacional
fiscal: para fins de tributação
    produto acabado                                     materiais para manutenção
    matéria prima                                       materiais para obras em andamento
    produto em processo                                 materiais para revenda
    insumos para produção                               materiais para alienação
    materiais para embalagem                            materiais de consumo
valor de utilização: curva ABC
    A : materiais de alto valor de utilização
    B : materiais de médio valor de utilização
    C : materiais de baixo valor de utilização
valor de estoque: método ABC
    A : materiais com alto valor de estoque
    B : materiais com médio valor de estoque
    C : materiais com baixo valor de estoque
dificuldade de aquisição
    sazonalidade de mercado                             padrão de mercado, fabricação por encomenda
    greves no setor                                     padrão de mercado, fabricação normal :
                                                        parafusos, pregos, ...
                                                                                              11
    regulamentados : cotas de fornecimento,           não padrão de mercado, fabricação sob
    explosivos etc.                                   especificação
    transporte difícil                                importado
    monopólio/tecnologia exclusiva/cartéis            alta tecnologia
freqüência de demanda
    consumo regular                                   consumo eventual
    consumo irregular
dificuldade de armazenagem
    umidade                                           voláteis
    inflamáveis                                       oxidáveis
    explosivos                                        tóxicos
    peso muito grande                                 radiativos
    volume muito grande                               corrosivos
    temperatura                                       combustíveis
    manuseio especial                                 forma irregular
periculosidade
    norma NBR 7502 da ABNT
recuperação
    reparáveis                                        reutilização : embalagens, pallets
    reprocessamento                                   irrecuperáveis
perecimento
    tempo de estocagem                                volatilidade
    data limite                                       deposição
    contaminação                                      ação da luz
    higroscopia                                       mudança de temperatura
    instabilidade química                             ação da gravidade
    magnetização/desmagnetização                      corrosão
    fragilidade                                       pressão (empilhamento)
    ação de seres vivos
linha de produtos de fornecedores
    materiais de escritório                           tintas e vernizes
    materiais de construção                           produtos eletrônicos
    tecidos                                           materiais elétricos
métodos de ressuprimento
    ponto de ressuprimento                            estoque base
    calendário                                        MRP
quem compra
    adquiridos pelo departamento de compra            adquiridos por fundo fixo
estoque/não de estoque
   Estoque normal: parafusos, porcas, tintas ...
   Estoque eventual: cimento, cal, areia ...
   Não de estoque: pincel atômico, corretor de datilografia ...
previsão
   Previsão feita por computador                      previsão feita pelos setores usuários
   Previsão manual pelo setor de suprimentos


                                   CONTROLE DE ESTOQUES
   Controle central pelo sistema de computação  controle manual pelo usuário
controle de qualidad6e
   controle visual pelo almoxarifado recebedor  controle no IPT
   controle pelo laboratório da empresa
localização de estoques
   só no almoxarifado central                   em qualquer almoxarifado
   só nos almoxarifados locais
                                                                                             12

PADRONIZAÇÃO
        A excessiva variedade de itens em uma empresa causa um aumento de custo, tanto devido
ao excesso de estoques como à necessidade de controlar muitos itens. É importante que uma
organização se preocupe em reduzir a variedade de itens ao estritamente necessário.
        A utilização de itens que não são típicos do mercado fornecedor também é fator de custos
para a empresa, pois esses materiais geralmente acabam sendo mais caros por falta de economia
de escala.
        A padronização de materiais busca reduzir a variedade de itens e, ao mesmo tempo, a
utilização de materiais que são facilmente encontrados no mercado fornecedor, desde,
naturalmente, que atendam às exigências de qualidade da empresa.
        No estudo de padrões, deve-se atentar para os organismos de padronização em geral
(ABNT, ISO, ASTM, NEMA, ANSI, etc.), procurando-se normas impostas por legislação e de maior
uso no mercado fornecedor.
        A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas é o organismo oficial de normalização
no Brasil, representando-o nos organismos internacionais.


Questões de revisão
  1. Qual a importância da padronização para a administração de materiais?
  2. Qual a importância da classificação de materiais para a administração de materiais?




                              AULA 05/03/2004
   ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: MATERIAIS NÃO DE ESTOQUES E MATERIAIS DE
ESTOQUE; CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS QUANTO À APLICAÇÃO, VALOR DE CONSUMO,
                        IMPORTÂNCIA OPERACIONAL.


                    IDENTIFICAÇÃO DE MATERIAIS: CONCEITO DE ITEM
      O termo item de material é aplicável a um conjunto de objetos (materiais) que possuem as
mesmas características.
      Como exemplo, consideremos as latas de cerveja de 330 ml em uma caixa de latas de um
supermercado. Apesar de poder haver diferença entre uma lata e outra (pequenas diferenças
                                                                                                  13
dimensionais, de peso, etc.), para o cliente que adquire uma lata da caixa essas diferenças
praticamente não têm interesse algum.
        A lata de cerveja do exemplo acima é um item de material (o código de barras que identifica
o produto é o mesmo para as diversas latas). As características que definem essa lata (volume
líquido, composição, tipo de lata, marca, tipo de cerveja, data de validade etc.) são as mesmas para
as diversas latas da caixa.
        Um item pode especificar, também, um produto vendido a granel. Quando colocamos
combustível em um posto, o álcool comum é um item.
        Um item pode se referir, ainda, a um conjunto de peças iguais em uma embalagem (uma
caixa de borracha escolar com várias borrachas) ou a um conjunto de peças diferentes (um “kit” de
ferramentas, por exemplo).

       Numa empresa existem itens que são estocados e itens que são utilizados imediatamente
após a aquisição (ou que se comportam, para fins contábeis, como se fossem utilizados
imediatamente após a aquisição). Geralmente são denominados, respectivamente, itens de
estoque e itens não de estoque.
       A embalagem com que o material é comercializado, por ser uma característica que pode ser
importante para o cliente, pode determinar a existência de itens diferentes para o mesmo material
básico. Como exemplo, álcool em embalagens de 1 litro é um item diferente de álcool em
embalagens de ½ litro.
       A marca do produto é uma característica importante para o cliente em um supermercado,
devido ao preço, à confiança na marca, à forma da embalagem etc. No supermercado, para cada
marca tem-se um item diferente.
       Em um setor de manutenção de uma empresa a marca do álcool utilizado para a limpeza
não é importante, desde que o produto tenha a qualidade requerida. Neste caso, para as várias
marcas tem-se um só item.

                                CONCEITO DE NÚMERO DE PARTE
        A identificação de itens de material em uma organização pode ser feita de diversas formas,
dependendo de onde é utilizada: código interno, número de desenho, código do fabricante, código
do fornecedor, número de catálogo, amostra, protótipo, modelo, aplicação, nome, descrição, norma
técnica, especificação, código internacional de produtos (código de barras) etc.
        Os códigos de identificação de itens de material são geralmente conhecidos, na indústria,
como número de parte. No comércio costuma-se dar a denominação de código do produto. Às
vezes são denominados número de peça, o que nem sempre é adequado, principalmente para
materiais vendidos a granel (exemplo: mangueira vendida em metros) ou vendidos em caixas com
várias peças (exemplo: caixa com 4 velas para um motor de automóvel).

                              CONCEITO DE NÚMERO DE SÉRIE
       Há situações em que se torna importante a distinção de cada uma das peças de um item.
Como exemplo típico, os itens que possuem garantia (televisores, máquinas em geral, etc.) tornam
necessária a identificação de cada peça isoladamente. Essa identificação é feita por um código
denominado número de série. O número de série é, portanto, uma espécie de detalhamento do
número de parte.
       Os itens onde há necessidade de utilização de número de série são conhecidos,
habitualmente, como serializados.
       O número do chassi de um automóvel é um número de série típico. Na fábrica de
automóveis todos os chassis com as mesmas características correspondem ao mesmo item, porém
possuem números de série diferentes. O número de série individualiza o material.

                                   IDENTIFICAÇÃO DE LOTES
       Certos materiais, tanto por necessidade legal como por interesse de controle de qualidade,
devem ser identificados por lotes de fabricação. Essa identificação pode ser feita no próprio produto
ou em sua embalagem e visa localizar todos os produtos (peças, remédios, produtos metalúrgicos,
alimentos, etc.), com algum tipo de problema detectado tanto pelos clientes como pela própria
empresa. Uma empresa que fabrica parafusos, por exemplo, pode detectar uma incidência muito
grande de refugos no processo de fabricação. É importante, nesse caso, que o controle de
                                                                                                 14
produção permita rastrear o processo de fabricação até a identificação do lote da matéria prima
utilizada no processo, para poder pesquisar as possíveis causas do problema. Essa característica
de “rastreabilidade” é muito importante no processo de fabricação para se poder ter garantia de
qualidade do processo.
        A identificação por lotes é uma espécie de intermediário entre o número de série e o número
de parte. Nos produtos serializados o lote fica facilmente identificado pela faixa de números de
série.

                                 IDENTIFICAÇÃO PELOS ATRIBUTOS
        A descrição de um item através de suas características (atributos, propriedades), conhecida
por nome, nomenclatura, descrição, denominação, designação, especificação, etc., é uma das
formas de identificação de materiais.
        O termo especificação é, em geral, empregado com o significado de identificar
precisamente o material, de modo a torná-lo inconfundível (ou seja, específico), principalmente para
fins de aquisição.
        O conjunto de descrições de materiais forma a nomenclatura de materiais da empresa. É
altamente interessante a padronização da nomenclatura. Uma nomenclatura padronizada é
formada por uma estrutura de nomes ou palavras-chave (nome básico e nomes modificadores),
dimensões, características físicas em geral (tensão, cor, etc.), embalagem, aplicação,
características químicas, etc. É conhecida, também, como nomenclatura estruturada.
        O nome básico é a denominação inicial da descrição (exemplo: arruela, parafuso, etc.),
enquanto o nome modificador é um complemento do nome básico (exemplo para arruela: pressão,
lisa, cobre, etc.). Um nome básico pode estar associado a vários modificadores.
Exemplo: arruela lisa de cobre, espessura 0,5 mm, diâmetro interno 6 mm, diâmetro externo 14 mm.
nome básico = arruela
modificadores = lisa, cobre, ...
A nomenclatura deve ser apresentada em catálogos em diversas ordens para facilidade de se
encontrar o código de identificação a partir do nome ou vice-versa, ou então para se encontrar o
material pretendido a partir de características conhecidas.

                                 IDENTIFICAÇÃO POR CÓDIGOS
       A identificação por códigos pode ser feita por diversos tipos de códigos: seqüencial, em
grupos, em faixas, mnemônicos, numéricos, alfanuméricos, etc. O que é fundamental é que para
cada item haja um e um só código, assim como que o código não produza confusões de
comunicação, principalmente com o uso de caracteres que podem ser confundidos um com o outro
(zero com a letra O, cinco com a letra S, dois com a letra Z, seis com a letra G, etc.).
Alguns tipos de códigos:
CÓDIGO SEQÜENCIAL - quando o código é formado a partir de um código inicial e de uma regra
de seqüência. O código seqüencial, apesar de poder ser alfabético ou alfanumérico, é,
normalmente, um código composto por caracteres numéricos com a regra de seqüência “soma 1”. A
cada novo item a ser identificado um novo código é dado, somando-se 1 ao último código dado.
Para se definir um código seqüencial basta determinar-se o primeiro código e a regra de seqüência.
       Para fins de processamento de dados é interessante definir-se previamente o número
máximo de caracteres (posições) que o código pode ter, bem como não usar espaços ou zeros à
esquerda do código. Assim, por exemplo, para se codificar materiais em uma empresa que jamais
terá mais que 6.000 itens, pode-se utilizar um código de 4 posições, começando-se pelo número
1001.
VANTAGENS DO CÓDIGO SEQÜENCIAL: é simples, tanto em estrutura como no modo de se dar
novos códigos, e é compacto, utilizando poucos caracteres.
CÓDIGO EM GRUPOS - quando o código é dividido em grupos e a cada grupo se associa um
significado. Exemplo: os códigos 30-12-347 e 30-13-523, em que 30 = materiais elétricos; 30-12 =
fios e cabos nus e 30-13 = fios e cabos isolados. Os caracteres separadores de grupos são,
                                                                                                 15
usualmente, o “-” ou o “.”. Recomendamos usar sempre o hífen como separador, pela sua clareza e
não confusão com o ponto decimal.
O computador permite facilmente a utilização de códigos seqüenciais com a colocação dos grupos
ao lado do código de identificação, unindo as vantagens dos códigos seqüenciais com as dos
códigos em grupos.
VANTAGENS DO CÓDIGO EM GRUPOS: possui informação dentro do próprio código, o que pode
contribuir para evitar erros grosseiros de código errado (por exemplo, em uma fatura usar um código
do grupo de parafusos e a descrição de um material de limpeza), facilitar a distribuição física em
almoxarifados, etc.
CÓDIGO EM FAIXAS - quando, numa codificação seqüencial, certas faixas de códigos possuem um
significado tal como o dos grupos do código em grupos. Exemplo:
101 a 299 = matérias primas
301 a 599 = semi-acabados
601 a 999 = acabados
CÓDIGOS MNEMÔNICOS - quando possui caracteres que permitem associação fácil de idéia com
o elemento a ser codificado. Exemplo: as siglas de estados do Brasil.
VANTAGENS DO CÓDIGO MNEMÔNICO: fácil memorização e dedução do significado do código.

                                         EQUIVALÊNCIAS
       Os terceiros de quem a empresa adquire ou para quem fornece materiais também possuem
seus códigos. A fim de facilitar aquisições e controles em geral, é interessante a elaboração de
tabelas de equivalências entre o código interno da empresa e os vários códigos de seus
fornecedores ou clientes.




                                AULA 09/03/2004
    ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: MÉTODO ABC DE CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS.

       O princípio da curva foi elaborado por Vilfredo Pareto por volta de 1897, na Itália, quando
elaborava um estudo de renda e riqueza da população local.

       Ele percebeu que 80% da riqueza local estava concentrada com 20% da população.

       A aplicabilidade dos fundamentos do método de Pareto foi comprovada e posta em prática
nos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial (1951), pela General Eletric (GE), tendo
como responsável H. F. Dixie.

       Ele fez a seguinte classificação:

                          GRUPO            VALOR (%)        ITENS (%)
                            A                 75                8
                                                                                                  16
                             B                20                 25
                             C                5                  67

Grupo A: São os itens mais importantes e que devem receber toda a atenção no primeiro momento
do estudo. A orientação é         no máximo 20% dos itens corresponderem, em média, a
aproximadamente 75% do valor monetário total.
       Característica deste grupo: poucos itens - maiores valores, peso ou volume.

Grupo B: São os itens de importância intermediária e que devem receber atenção logo após as
medidas tomadas sobre os itens da classe A. A orientação é no máximo 30% dos itens
corresponderem, em média, a aproximadamente 20% do valor monetário total.
       Característica deste grupo: itens em situação intermediária.

Grupo C: São os itens de menos importância, embora volumosos em quantidades, mas com valor
monetário bem reduzido, permitindo maior período de tempo para a sua análise e estratégia de
decisão. A orientação é no máximo 50% dos itens corresponderem, em média, a aproximadamente
5% do valor monetário total.
       Característica deste grupo: bastante itens - menores valores, peso ou volume.


Vantagens do Método ABC
    Novo entusiasmo pelo controle do estoque e análise dos inventários;
    Redução imediata de inventários;
    Custos de serviços burocráticos mais baixos;
    Melhor planejamento.


Critério para a elaboração da curva ABC
Passo 1: Definir a variável a ser analisada
               - identificação do material (descrição ou código);
               - quantidade (consumo, estoque, compra) Þ média mensal ou anual;
               - preço unitário;
               - peso unitário ou embalagem;
               - volume unitário ou embalagem.
Passo 2: Coletar os dados
Passo 3: Ordenar os dados decrescentemente, por valor, peso ou volume.
Passo 4: Acumular os valores, peso ou volume.
Passo 5: Calcular os percentuais do valor, peso ou volume.
Passo 6: Construir o diagrama
Passo 7: Analisar os resultados
Exemplo 1 (Paulino e Floriano página 141 Exercício 10)
       Faça uma Curva ABC para verificar quais produtos devem ser submetidos a uma análise de giro de
estoque.
                                       ITEM            Toneladas / mês
                                         A                    30
                                         B                    10
                                         C                   310
                                         D                   100
                                         E                    20
                                          F                   60
                                         G                    25
                                         H                     6
                                          I                  600
                                          J                    2
                                          L                  900
                                         M                    15
                                         N                     1
                                         O                     4
                                                                                           17
                                            P                  7
Solução:
Passo 1: Definir a variável a ser analisada
       A variável a ser considerada para o exemplo é toneladas / mês.

Passo 2: Coletar os dados
       Veja tabela do enunciado do exemplo.

Passo 3: Ordenar os dados decrescentemente, por valor, peso ou volume.
                            ORDEM              ITEM           Toneladas / mês
                                1º               L                  900
                                2º                I                 600
                                3º               C                  310
                                4º               D                  100
                                5º               F                   60
                                6º               A                   30
                                7º               G                   25
                                8º               E                   20
                                9º               M                   15
                               10º               B                   10
                               11º               P                     7
                               12º               H                     6
                               13º               O                     4
                               14º               J                     2
                               15º               N                     1

Passo 4: Acumular os valores, peso ou volume.
                      ORDEM        ITEM     Toneladas / mês       Ton / mês Acum.
                          1º         L            900                    900
                          2º          I           600                   1500
                          3º         C            310                   1810
                          4º         D            100                   1910
                          5º         F             60                   1970
                          6º         A             30                   2000
                          7º         G             25                   2025
                          8º         E             20                   2045
                          9º         M             15                   2060
                         10º         B             10                   2070
                         11º         P              7                   2077
                         12º         H              6                   2083
                         13º         O              4                   2087
                         14º         J              2                   2089
                         15º         N              1                   2090
Passo 5: Calcular os percentuais do valor, peso ou volume.
          ORDEM       ITEM Toneladas / mês Ton / mês Acum.                 Percentuais %
              1º         L            900                900                   43,06
              2º         I            600                1500                  71,77
              3º        C             310                1810                  86,60
              4º        D             100                1910                  91,38
              5º         F             60                1970                  94,26
              6º        A              30                2000                  95,69
              7º        G              25                2025                  96,89
              8º        E              20                2045                  97,85
              9º        M              15                2060                  98,56
             10º        B              10                2070                  99,04
             11º        P               7                2077                  99,38
             12º        H               6                2083                  99,67
             13º        O               4                2087                  99,86
             14º         J              2                2089                  99,95
             15º        N               1                2090                 100,00
                                                                                               18


Passo 6: Construir o diagrama

                                                Percentuais %


                      120

                      100

                      80

                      60

                      40

                      20

                       0
                              L   I   C D F      A G E M B P H O J           N


Passo 7: Analisar os resultados

            CLASSES     Nº ITEM       % ITENS          VALOR             ITENS EM
                                                     ACUMULADO          ESTOQUE
                A           2          13,33           71,77 %              L,I
                B           4          26,67           23,92 %            C,D,F,A
                C           9          60,00            4,31 %       G,E,M,B,P,H,O,J,N


        A aplicação prática dessa classificação ABC pode ser vista quando, por exemplo, reduzimos
20% do valor em estoque dos itens A (apenas dois itens), reduzindo o valor total em 20%x71,77%
= 14,35%; enquanto uma redução de 50% no valor em estoque dos itens C (9 itens), reduzirá o
valor total em 50%x4,31% = 2,16%.


Questões de revisão
  1. (Hamilton Pozo, página 101, Problema 1) Elabore a Curva ABC para os itens de estoque,
      conforme a seguir, no intuito de tomada de decisão urgente sobre não mais que 25% deles e
      justificar sua decisão. Os itens a seguir apresentados estão em Reais (R$) = 1) 1.100,00; 2)
      7.000,00; 3) 1.080,00 ; 4) 2.500,00; 5) 20.000,00; 6) 1.090,00; 7) 3.000,00; 8) 6.500,00; 9)
      2.000,00; 10) 1.050,00; 11) 25.000,00; 12) 1.800,00; 13) 18.000,00; 14) 1.400,00; 15)
      1.250,00; 16) 1.040,00; 17) 1.000,00; 18) 1.550,00; 19) 1.030,00 e 20) 1.990,00.

   2. (Hamilton Pozo, página 102, Problema 4) Em um estoque, encontramos as seguintes peças
      com seus respectivos custos unitários, conforme lista a seguir, que deverá ser analisada e
      ter seus valores de estoques reduzidos. Usando a Curva ABC e estipulando os itens A em
      não mais que 12% de sua quantidade, classifique-os.
     PEÇA             QUANT            VALOR $             PEÇA      QUANT         VALOR $
                                       UNITÁRIO                                    UNITÁRIO
    Eixo    1           100               25,50          Suporte 1      10            15,50
    Polia   1            35              100,00          Suporte 2    1000            25,50
    Polia   2            85              500,00          Eixo    4      33           125,00
    Polia   3             5               10,00          Motor   1     100          5000,00
    Mola    1          1000                1,00          Motor   2     100          3500,00
                                                                                                   19
    Mola 2             35               15,00         Painel   1           100            25,50
    Polia 4           550              125,00         Eixo móvel            10             5,50
    Eixo 2             55               40,00         Eixo    35             1            10,50
    Coroa 1            15             1500,00         Catraca               21             2,50
    Eixo 3            105              100,00         Painel   2            50            12,50


   3. (Hamilton Pozo, página 102, Problema 5) Com base no exercício anterior. Montar a Curva
      ABC considerando os itens A com 75% dos valores analisados e montar o gráfico (curva).


   4. (Ballou, Logística Empresarial, página 111, Problema 3) Um varejista de produtos
       farmacêuticos tem duas opções para reabastecer suas mercadorias de prateleira: (a)
       diretamente dos vendedores ou (b) através do depósito da empresa. Itens com alto volume
       de vendas e lotes de ressuprimento grandes geralmente são mais baratos quando
       comprados diretamente, pois não são necessários a armazenagem e o manuseio extras no
       depósito. O varejista ouviu falar da curva ABC e imaginou que ela poderia ser útil para dividir
       sua linha de produtos e alcançar maior economia no suprimento.
       Existem doze itens numa classe particular de remédios. Dados de vendas anuais foram
tabulados a seguir:
                         CÓDIGO DO PRODUTO                         VENDAS ($)
                               10732                                56.000,00
                               11693                                51.000,00
                               09721                                10.000,00
                               14217                                 9.000,00
                               10614                                46.000,00
                               08776                                71.000,00
                               12121                                63.000,00
                               11007                                 4.000,00
                               07071                                22.000,00
                               06692                                14.000,00
                               12077                                27.000,00
                               10542                                18.000,00

       Se o tamanho do lote de compra segue o nível de vendas, use o princípio da curva ABC para
determinar que itens devem ser comprados diretamente.




                               AULA 12/03/2004
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS, CONCEITO, ESTRUTURA
          E FORMAÇÃO; CODIFICAÇÃO DE MATERIAIS, OBJETIVOS, TIPOS.

       Com o desenvolvimento da informática, tem-se hoje diversas opções para inserir
informações em sistemas de bancos de dados sobre a especificação de materiais: digitação
(teclado), leitura óptica, tarjas magnéticas, sensores de marca e código de barras.

         A EAN BRASIL - Associação Brasileira de Automação Comercial -, fundada em 8 de
novembro de 1983, recebeu do governo federal a incumbência de administrar no âmbito do
território brasileiro o Código Nacional de Produtos, Sistema EAN/UCC. A atuação da entidade
decorre da edição do Decreto-Lei n.º 90.595, de 29.11.84 e da Portaria n.º 143 de12.12.84, do
Ministério do Estado da Indústria e Comércio.

      Por seu lado, a EAN International, entidade com sede em Bruxelas, Bélgica, nomeou a EAN
BRASIL como a Organização de Numeração no Brasil, para proporcionar assistência completa à
implementação do Sistema EAN/UCC às empresas filiadas.
                                                                                            20
        Suas principais responsabilidades são: Em 01.06.96, foi estabelecido um acordo de
cooperação entre a EAN Internacional e o UCC - Uniform Code Council, Inc., Entidade americana
que administra o sistema UPC (Código Universal de Produtos) de numeração e código de barras
utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. Essa aliança promoveu maior colaboração, intercâmbio
e suporte técnico entre os parceiros comerciais de todo o mundo. O Sistema EAN/UCC em
detalhes Há trinta anos, o bloco de notas e a gaveta da caixa registradora eram ferramentas
comuns usadas para somar a conta de um consumidor. A manutenção do estoque era um
pesadelo, e os resultados costumavam ser impreciso. Em pouco tempo, as companhias
perceberam que, se quisessem ter êxito nas condições que cada vez mais lhes eram impostas no
mundo dos negócios, teriam de revisar seus sistemas de gestão interna e o de comunicação de
dados com seus parceiros comerciais.

        Atualmente, parte importante das transações em organizações varejistas e atacadistas é
feita através do uso da tecnologia do código de barras, permitindo o registro rápido e preciso de
movimentos de venda e a gestão dos estoques, garantindo a melhor produtividade e qualidade. As
sementes desse desenvolvimento foram plantadas em 1974, quando os fabricantes e distribuidores
de doze países europeus formaram um conselho para examinar a possibilidade de desenvolver um
sistema padronizado de numeração de artigos para a Europa, semelhante ao sistema do Código
Universal de Produtos (UPC) já estabelecido nos Estados Unidos pelo Uniform Code Council
(UCC). Como resultado, foi criada em 1977 uma entidade sem fins lucrativos, a "European Article
Numbering Association" (EAN). Com o êxito do sistema EAN expandindo-se para outros países fora
da Europa, a European Article Numbering Association adquiriu um status internacional e ela tornou-
se a International Article Numbering Association, conhecida como EAN International. Hoje, milhares
de companhias em todo o mundo usam o sistema EAN através de uma rede internacional de
Organizações de Numeração, atendendo as empresas em mais de 100 países.

         Embora o sistema EAN tenha sido implementado inicialmente pelo setor varejista, ele
expandiu-se em pouco tempo para todos os setores industriais e comerciais com o objetivo de
identificar não apenas bens de consumo mas também produtos para a saúde, têxteis, autopeças, e
muitos outros produtos e serviços.

       O sistema EAN permite que as companhias tenham um sistema eficiente de comunicação,
integrando todos os parceiros comerciais ao longo da cadeia de suprimentos, sejam eles
fabricantes, atacadistas, distribuidores ou consumidores finais. A identificação correta é decisiva
sempre que são obtidas, gravadas, comunicadas ou transferidas informações e conhecimentos. O
sistema provê todo o necessário para isso por meio de uma abordagem única para a identificação e
comunicação.
Elementos que compõe o sistema EAN
     Um sistema para numerar itens (produtos de consumo e serviços, unidades de transporte,
       localizações, etc.), permitindo que sejam identificados
     Um sistema para representar informações suplementares (número de batch, data, medidas,
       etc.)
     Códigos de barras padronizados para representar qualquer tipo de informação que possa
       ser lidam facilmente por computadores (escaneada)
     Um conjunto de mensagens EANCOM para transações pelo Intercâmbio Eletrônico de
       Documentos (EDI).

Benefícios do Sistema EAN/UCC
    Padrão utilizado internacionalmente em mais de 100 países
    Cada identificação de mercadoria é única no mundo
    Decodificação rápida do símbolo, gerando informações instantâneas.
    Linguagem comum no intercâmbio de informações entre parceiros comerciais.

Vantagens para a Indústria
    Conhecimento exato do comportamento de cada produto no mercado
    Estabelecimento de uma linguagem comum com os clientes
                                                                                         21
       Organização interna, mediante a codificação de embalagens de despacho e da matéria-
        prima.
       Controle de inventários e do estoque, expedição de mercadorias
       Padronização nas exportações
       Aproximação do consumidor ao produto (merchandising)
        Possibilidade de utilizar o Intercâmbio Eletrônico de Documentos (EDI).

Vantagens para o Comércio
    Otimiza o controle de estoque
    Aumenta a eficiência no ponto de venda: elimina erros de digitação, diminui o tempo das
      filas
    Otimiza a gestão de preços e de crédito
    Melhora o controle do estoque central
    Obtém informações confiáveis para uma melhor negociação
    Vende mais com maior lucro
    Atende às mudanças rápidas dos hábitos de consumo
    Melhora o serviço ao cliente
    Estabelece linguagem comum com fornecedores
    Possibilita o uso de ferramentas baseadas nas informações coletadas
    Possibilita a utilização do Intercâmbio Eletrônico de Documentos (EDI).

Vantagens para o Consumidor
    Cupom fiscal detalhado
    Passagem rápida pelo check-out
    Eliminação de erros de digitação em sua compra
    Preço correto nas gôndolas e no check-out
    Linhas de produtos à venda de composição mais adequada ao perfil da clientela
    Melhores serviços.


      O Sistema EAN disponibiliza atualmente diversos tipos de códigos de barras, dentre eles o
EAN-8, EAN-13, EAN/UCC-14 e EAN-128.



EAN-8
     É utilizado quando a embalagem dispõe de pouca área e é fornecido pela EAN através de
pagamento de uma taxa.

        Estrutura de codificação:
3 dígitos (fornecidos pela EAN):                  País
4 dígitos (fornecidos pela EAN Brasil):           Produto
1 dígito (obtido pelo cálculo algoritmo):         Dígito de controle

EAN-13
         A principal diferença para o modelo anterior é que a numeração vem acrescida da
identificação da empresa.

        Estrutura de codificação:
3 dígitos (fornecidos pela EAN):                  País
5, 4 ou 3 dígitos (fornecidos pela EAN Brasil):   Empresa
4, 5 ou 6 dígitos (fornecidos pela EAN Brasil):   Produto
1 dígito (obtido pelo cálculo algoritmo):         Dígito de controle
                                                                                                   22




                          7   8    9   1   2   3   4   5   6   7   8   9   5




             7 89                      1 2 3 4             5 6 7 89             5
             País                    Empresa          Produto                   DC - dígito de
           3 dígitos               4 ou 5 dígitos  4 ou 5 dígitos              controle (cálculo
        concedidos pela           concedidos pela elaborados pela                algorítmico)
          EAN Brasil                EAN Brasil       empresa


EAN/UCC-14
       Adicional ao modelo anterior tem-se um dígito que identifica a quantidade de produto ou a
quantidade de embalagens de vendas. Ele é utilizado para identificar caixas de papelão, fardos e
unidades de despacho em geral.


EAN-128
        Esse código permite identificação de número de lote, série, data de fabricação, validade,
textos livres e outros dados.




                                        AULA 16/03/2004
   ARMAZÉNS, CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO E ARMAZÉNS ALFANDEGADOS: CONCEITOS,
                           TIPOS E INTRODUÇÃO À ARMAZENAGEM.
CONCEITOS
       Embora os termos “estocagem” e “armazenagem” sejam utilizados muitas vezes como
sinônimos, alguns especialistas optam por distinguir a sua aplicação.

       Estocagem refere-se aos suprimentos, matérias-primas e materiais em processo, bem como
as peças que estão para serem despachadas para as operações de montagem. Esse termo
também é definido como uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e o ponto destinado
à locação estática dos materiais.

       Armazenagem refere-se aos produtos acabados. Por outro lado, de uma forma genérica e
ampla, inclui todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e à distribuição de
materiais (depósitos, almoxarifados, centro de distribuição, etc.)

       Os principais fatores que afetam a armazenagem são: Material, Espera, Estoque, Fluxo,
Unitização, Espaço, Pessoal e Evolução.
                                                                                                 23
Os vinte princípios de armazenagem
          1. Planejamento
          2. Sistema híbrido
          3. Fluxo de materiais
          4. Controle
          5. Simplificação
          6. Capacidade de reabastecimento
          7. Capacidade de espaço
          8. Tamanho unitário
          9. Automação / Mecanização
          10. Seleção do equipamento
          11. Padronização
          12. Adaptabilidade / Flexibilidade
          13. Layout / Corredo
          14. Utilização
          15. manutenção
          16. Obsolescência
          17. Desempenho
          18. Auditoria
          19. Instalação
          20. Segurança


TIPOS DE ARMAZÉNS
    Espaço físico próprio: Esta forma pode variar desde uma sala dos fundos para
      suprimentos de escritório até um armazém para produtos acabados com dezenas de metros
      quadrados. Os armazéns mais modernos são geralmente de um pavimento e, em média são
      mais largos que os antigos, têm elevado nível de automação e informática para garantir alto
      desempenho.
    Aluguel de espaço de terceiros: Alguns especialistas classificam em cinco tipos básicos:
             Armazéns de commodities: São aqueles que limitam seus serviços a certos grupos
                de mercadorias-padrão. Por exemplo: madeira, algodão, cereais, etc.
             Armazéns para granéis: Produtos granelizados, como petróleo e derivados, grãos
                etc.
             Armazéns frigoríficos: Usados para produtos perecíveis, tais como frutas, comida
                congeladas, etc.
             Armazéns para utilidades domésticas e mobiliário: Seus principais clientes são
                empresas que distribuem miudezas de uso caseiro e não os fabricantes de
                móveis.
             Armazéns de mercadorias em geral: Manuseiam amplo leque de itens, não
                exigindo as especializações anteriores.

      Estoque em trânsito: Refere-se ao tempo no qual as mercadorias permanecem nos
       veículos de transporte durante sua entrega. É um tipo especial de armazenagem que requer
       coordenação precisa com a escolha do modal de transporte.



Formas de armazenagem
       Não vigoram regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser colocados
no almoxarifado. A decisão final depende de diversas variáveis que devem ser analisados. Algumas
formas de distribuição ou colocação dos materiais no almoxarifado:

a) Armazenagem por Agrupamento.
Sempre em um local físico único. Os materiais são estocados por grupos ou tipos. Facilita as tarefas
de arrumação e busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do espaço.
                                                                                                24
b) Armazenagem por Tamanho, Peso e Volume.
Os materiais com tamanho peso ou volume significativos são agrupados numa mesma área de
almoxarifado. Permite um bom aproveitamento do espaço. Exige que todos os documentos de
entradas e saídas contenham a localização do material no almoxarifado a fim de facilitar sua busca.

c) Armazenagem por Freqüência.
Dos materiais cujo volume de movimentação e freqüência é significativo, devem ser colocados tão
próximo quanto possível da saída da instalação de armazenamento. Pode-se identificar através da
classificação A.B.C.

d) Armazenagem por Setores de Montagem.



Tipos de instalações de armazenamento
       Armazém: edificação dotada de piso, cobertura, paredes frontais e laterais.

        Galpão: edificação dotada de piso, cobertura e, quando necessário, de cercos frontais e
laterais.

      Pátio: áreas descobertas, dotadas de piso drenado, compactado e, quando necessário,
pavimentado e provido de limitações frontais e laterais.



Dispositivos de Armazenamento
        São estruturas metálicas ou de madeira (tratada contra fogo e insetos), dispostos de modo a
formar dispositivos de sustentação de materiais destinados a otimizar a utilização do espaço
vertical, proteger, facilitar a localização, organizar e racionalizar a estocagem de material. Por
exemplo:
     Estantes (metálica ou madeira): material de pequeno volume
     Armações de estocagem
     Estrutura porta-palete
     Unidades auxiliares de estocagem
        As estantes são estrutura metálica ou de madeira, destinada à estocagem de materiais de
reduzido peso e/ou volume. Podem ser:
- estantes leves (tradicional)
- armários modulados (gavetões com separadores
- estante para estocagem dinâmica (PEPS) - carrinhos deslizantes
- estantes deslizantes (espécie de gavetas que são estantes)
- estante de múltiplos pisos (mezanino)

        As armações de estocagem são construídas de metal ou de madeira de seção variável
destinada à guarda de material.. Recomendam a utilização de estante ou porta-palete. Podem ser:
- berços empilháveis (tubos)
- estrutura tipo cantileves (tubos)
- armações de estocagem (chapas empilhadas)

        Os Porta-Palete são formados por estrutura pesada metálica ou de madeira, com
características semelhantes às estantes, porém destinadas a suportar cargas paletizadas. Podem
ser:
- estruturas porta-palete convencional
- estruturas porta-palete deslizante
- estruturas porta-palete com trânsito interno
- estruturas porta-palete de estocagem dinâmica
                                                                                                 25
        As unidades auxiliares de estocagem são dispositivos de estocagem de uso repetitivo,
formado por estruturas metálicas, plástico, de papelão ou de madeira, de forma variável, destinadas
a conter e proteger o material. Podem ser principalmente:
- paletes: plástico, metálico, papelão rígido e madeira
- paletes contentores
- conteineres
- berço para tambores



INTRODUÇÃO À ARMAZENAGEM
      É a atividade que compreende o planejamento, coordenação, controle e desenvolvimento
das operações destinadas a abrigar, manter adequadamente estocado e em condições de uso, bem
como expedir no momento oportuno, os materiais necessários.

Funções da armazenagem
   1. Recebimento (descarga).
   2. Identificação e classificação.
   3. Conferência (qualitativa e quantitativa).
   4. Endereçamento para o estoque.
   5. Estocagem.
   6. Remoção do estoque (separação de pedidos).
   7. Acumulação de itens.
   8. Embalagem.
   9. Expedição.
   10. Registros das operações.

Objetivos Básicos da Armazenagem
    Máximo uso do espaço.
    Acesso fácil a todos os itens de material.
    Máxima proteção dos itens de material.
    Movimentação eficiente dos itens de material.
    Utilização efetiva da mão-de-obra e equipamentos.
    Boa qualidade de armazenagem.
Vantagens
    Garantia da continuidade de produção;
    Necessidade de compensação das diferentes capacidades das fases de produção;
    Custos e especulações;
    Equilíbrio sazonal


Desvantagens
    Os materiais armazenados imobilizam capital;
    As mercadorias envelhecem ao fim do tempo excessivo em depósitos;
    Grandes estoques ocupam grandes armazéns acarretando maiores custos de movimentação
      e administração.



Referência Bibliográfica:
 MOURA, Reinaldo A. Armazenagem e distribuicao fisica. 2. ed. São Paulo: Iman, 1997. Capítulo 1.
 (série manual de logistica ; v. 2)
 Número de Chamada: 658.784 M929A


  BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: Transportes, administracao de materiais e distribuicao
                                                                                              26
  fisica. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1995. Capítulo 8.
  Número de Chamada: 658.7           B193L




                              AULA 19/03/2004
 ARMAZÉNS, CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO E ARMAZÉNS ALFANDEGADOS: RECEBIMENTO,
 EXPEDIÇÃO E SISTEMAS DE ESTOCAGEM, SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DO ESTOQUE E
                       DIMENSIONAMENTO DE ESPAÇOS.

RECEBIMENTO
     As principais atribuições do recebimento são:
   Coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais.
   Analisar a documentação recebida, observando se a compra está autorizada.
   Confrontar os volumes expressos na Nota Fiscal com os volumes a serem efetivamente
     recebidos.
   Proceder a conferência quantitativa e qualitativa, verificando inclusive as possíveis avarias
     na carga transportada.
   Decidir pela recusa, aceite ou devolução, em conformidade com o resultado da conferência.
   Liberar o material inspecionado e aprovado para o estoque.
   Levar a carga da doca de recebimento até o local definido.

       Ao receber o material, o recebedor confronta a nota fiscal com o pedido. Uma vez conferido
antes de dada quitação assinando a respectiva nota fiscal, deve-se proceder a uma conferência
rigorosa conforme as indicações abaixo:
       a) antes de abrir os volumes, deve-se verificar se as indicações contidas nas notas de
           entrega: endereço, números, marca, etc., constante dos volumes, conferem
           devidamente;
                                                                                               27
       b) conferência quanto a quantidade, quebras e faltas;
       c) conferência quanto ao peso, certo ou errado;
       d) conferência do peso cobrado no frete com o peso do nosso material inspecionado pelo
          Controle de Qualidade de Recebimento - C.Q.R.

       Caso o material seja controlado pelo C.Q.R. o Almoxarifado coloca a disposição mantendo o
material em separado para aprovação do mesmo, e uma vez liberado encaminhar ao estoque. No
caso em que o material não sofra inspeção do C.Q.R. encaminhar diretamente ao estoque.



Devoluções de Materiais
        É muito comum numa empresa a devolução de materiais. Com isso o recebedor tem que
estar bem preparado para providenciar uma devolução. Normalmente o material é rejeitado pelo
C.Q.R. ou pelo usuário, e é muito importante que o departamento de compras fique informado sobre
a rejeição do material, fazendo assim. O contato com o fornecedor e acertando todos os detalhes da
devolução. Uma vez autorizado pelo departamento de compras, o Almoxarifado providenciará o
formulário de devolução para a emissão da nota fiscal e logo em seguida o despacho.

       Caso o material tenha que ser devolvido no ato do recebimento, o recebedor escreverá no
verso da nota fiscal em todas as vias, o motivo da devolução, datar e assinar. Procedendo assim
não será necessária a emissão de uma nota fiscal.



Material de Trânsito Direto (MTD)
       Trata-se de material comprado para suprir pequenas necessidades da fábrica, normalmente
são materiais que não justificam o seu estoque no Almoxarifado.

       Este tipo de material tem uma presença muito marcante no Almoxarifado, uma vez que
normalmente ele tem um fluxo muito grande de entrada. Com isso o setor de recebimento de
materiais deverá dedicar um bom controle na entrega.
Conferência quantitativa
    Manual: para situações de pequenos volumes.
    Cálculo: para situações que envolvem embalagens padronizadas com grandes quantidades.
    Balanças contadoras pesadoras: quando se tem grande quantidade de pequenas peças,
       como arruelas, porcas, parafusos, etc.
    Pesagem: Para materiais de maior peso ou volume.
            Com o veículo transportador sobre a balança.
            Pesagem direta sobre a balança.
    Medição: em geral realizadas com o uso de trenas.
    Critérios de tolerância: margem de erro aceitável.


Competências do setor de controle de materiais
        No almoxarifado, entende-se por “Controle de Materiais” a forma pela qual é possível
verificar com exatidão a entrada, estoque e saída de material.

       O controle de material, abrangendo os mínimos detalhes, permite a tranqüilidade setorial,
pois envolve internamente todos os elementos que fornecem dados para os setores externos. Sem
esses controles rígidos, integrais e contínuos, jamais se conseguirá igualar a conta almoxarifado
com a contabilidade.

        Este setor deve ter um controle geral, para fornecer elementos reais de orientação, com
reflexos na produção ou distribuição.
                                                                                               28

EXPEDIÇÃO
        A expedição é o último elo entre o fabricante e o consumidor. No planejamento dessa
atividade é importante levar em consideração:
     Quantidade total a ser expedida.
     Peso e volume total a ser expedido.
     Número de pontos de embarque.
     Distâncias a serem percorridas.
     Tipos de transporte.
            Quando é paletizado ou não.
            Caso seja um item volumoso.
            Por ter peso concentrado.
            Quando são itens frágeis.
            Se são contamináveis, explosivos ou perigosos.
     Prazo de entrega.
     Documentação envolvida.


SISTEMAS DE ESTOCAGEM
     Sistemas híbridos: Por exemplo, dependendo do fluxo de materiais, os itens de
         movimentação rápida podem ser recolhidos de cestos ou carrosséis, numa área de seleção
         especializada, já os de movimentação mais lenta podem ser selecionados de uma estrutura
         porta-palete, numa área de estocagem de reserva.
     Estocagem externa.
     Estocagem de pouca seletividade e rotatividade lenta.
     Estocagem de material soltos, ou em pilhas: O emprego desse sistema serve especialmente
         para matérias-primas de origem vegetal, como a madeira de celulose, ou de origem mineral,
         como o carvão.
     Estocagem de pós e grãos em silos e tanques.
     Armazenagem utilizando contêineres.
SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DO ESTOQUE
         Um esquema de localização tem por objetivo estruturar e proporcionar facilidades em
identificar imediatamente o endereço da guarda do material do almoxarifado. Isso pode ser
comparado ao esquema de localização de vias públicas em qualquer cidade.

       Alguns critérios para a seleção da locação dos estoques são:
      Estocagem por característica do produto.
      Uso de grandes áreas para grandes lotes.
      Uso de locais mais altos de estocagem para produtos que possam ser colocados aí de forma
       segura e eficiente. Estocar itens pesados em pisos resistentes e mais próximos da área de
       expedição. Localizar os itens o mais próximo possível dos idênticos ou similares já
       estocados.
      Estocar os itens movimentados com menos frequência mais longe do recebimento e da
       expedição e nas posições mais altas do armazém.
      Colocar os itens movimentados mais freqüentemente perto da expediçãio e em localização
       mais baixa.

       As possíveis vantagens que o sistema de localização deve proporcionar:
      Máximo uso de espaço.
      Utilização efetiva de mão de obra e do equipamento.
      Acesso fácil a todos os itens.
      Movimentação eficiente dos itens.
      Máxima proteção dos itens.


DIMENSIONAMENTO DE ESPAÇOS
                                                                                              29

      Antes de se efetuar um planejamento de espaço, será necessário obter uma grande quantia
de dados detalhados do espaço (disponível ou sendo planejado). Os dados requeridos incluirão:
    Estoque máximo
    Estoque médio
    Política de reposição
    Unidade de estocagem
    volume recebido/expedido por período de tempo
    Tipo de área de estocagem (disponível ou sendo planejada)
    Método de movimentação atuais ou planejados
    Capacidade de equipamento - disponível ou proposto: tipo, tamanho, capacidade, raio de
      giro, etc.


Layout
       No projeto do "layout" há diversos itens que merecem considerações cuidadosas. Entre eles
estão os seguintes:
     Tamanho do produto
     Tamanho do palete
     Equipamento mecânico a ser usado - empilhadeira para corredor estreito VS e empilhadeira
       contra-balanceada
     A razão entre a largura do corredor e o tamanho do palete
     O espaçamento do palete nos porta-paletes
     O espaçamento entre dois paletes
     O espaçamento das colunas
     A forma e tamanho do prédio
     Localização desejada do recebimento e expedição
     Localização dos corredores
     Área de serviço requerida, sua localização e tamanhos desejados.
Espaçamento entre as colunas

       O espaçamento das colunas é uma função dos diversos itens acima. Este espaçamento é
importantíssimo no projeto de um bom armazém, e é difícil na sua determinação. Um dos fatores
mais importante é o tamanho dos paletes. Ele determinará as dimensões da estrutura porta-paletes,
que por sua vez influenciará no espaçamento das colunas.


Corredores
        O arranjo e dimensionamento dos corredores é uma das chaves para se conseguir a máxima
eficiência do armazém. Eles são os caminhos de passagem dentro e entre as áreas de estocagem,
recebimento e expedição.

       Devem ser localizados de forma a manter um bom acesso ao estoque, aos equipamentos de
carga e descarga e as áreas de serviços auxiliares.

         Alguns dos fatores que afetam a distribuição e a largura dos corredores são:
         Tipo de estrutura de armazenagem
         Equipamento de movimentação: tipo, tamanho, capacidade, raio de giro, etc.
         Tamanho dos itens estocados
         Distância e acessibilidade às portas e as áreas de carregamento e descarregamento
         Tamanho dos lotes estocados
         Localização das paredes corta-fogo
         Capacidade de carga do piso
         Localização de elevadores e rampas
         Facilidade de acesso desejado
                                                                                                       30
       Há diversos tipos de corredores, os mais comuns são:
       1) Corredores de Trabalho
          São aqueles através dos quais o material é colocado ou retirado na estocagem:
          a) Corredores de transporte principal - se estendem através de todo o prédio e
              permitem tráfego nos dois sentidos;
          b) Corredores de cruzamento - se estendem através de todo o prédio geralmente
              conduzindo a portas opostas do armazém.

       1) Corredores de Pessoal
          São aqueles usados somente por pessoas para acesso a áreas especiais ou interiores
          do prédio. Devem, na medida do possível serem demarcados.

       2) Corredores Auxiliares
          Necessários para acesso a fontes de utilidades, equipamento anti-incêndio, etc.




Referência Bibliográfica:
 MOURA, Reinaldo A. Armazenagem e distribuicao fisica. 2. ed. São Paulo: Iman, 1997. Capítulos 5, 6,
 7, 12 e 13. (série manual de logistica ; v. 2)
 Número de Chamada: 658.784 M929A


  VIANA, João José. Administração de materiais. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2002. Capítulo 13.
  Número de Chamada: 658.566     V614a



                                        AULA 23/03/2004
   ARMAZÉNS, CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO E ARMAZÉNS ALFANDEGADOS: SISTEMA DE
     GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS; TENDÊNCIAS NA ARMAZENAGEM DE MATERIAIS,
                           SISTEMAS PRÓPRIOS E TERCEIRIZADOS.
SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ARMAZÉNS
       Existe uma certa confusão entre os termos “sistemas de administração de estoques” e
“sistemas de gerenciamento de armazéns”. A administração dos estoques está relacionada com o
que vai ser colocado no centro de distribuição, enquanto o gerenciamento do armazém apresenta
um conjunto diferenciado de funções. Por exemplo, o sistema de gerenciamento de armazéns
determina onde o estoque deve se localizar fisicamente e quando deve ser movimentado. Sua
função principal é controlar as operações do depósito, incluindo o recebimento de materiais ou
produtos, localização, armazenagem, abastecimento, etc.

       O desenvolvimento tecnológico voltado ao processo de armazenagem se caracterizou pelo
aprimoramento e customização dos equipamentos de movimentação e estocagem de materiais,
capacitação dos recursos humanos envolvidos com o armazém, bem como o desenvolvimento da
tecnologia de informação aplicada ao armazém. Por exemplo o Warehouse Management Systems –
WMS (Sistema de gerenciamento de armazéns).


Warehouse Management Systems - WMS
       As dimensões de um produto (comprimento, largura e altura) são informações a serem
compiladas, pois através destas que o WMS pode identificar e sugerir as localizações de estocagem
dentro de um armazém. Por exemplo: se uma determinada carga excede as dimensões dos "boxes"
de estocagem, o sistema WMS precisa ter esta informação para direcionar este produto específico
para outras áreas mais adequadas.
                                                                                           31
       O levantamento das informações dimensionais das embalagens pode ser feito manualmente,
medindo item a item ou com o auxílio da tecnologia que já desenvolveu equipamento específico
para levantamento destas dimensões.

       Junto ao levantamento dimensional, deve-se identificar os pesos de cada carga unitária, pois
o WMS pode ser usado como uma parte do processo de transporte, pois os pesos podem ser
necessários para determinação de custos de frete, bem como o WMS pode identificar o local de
estocagem mais adequado, pois existirão locais que não comportarão determinados pesos.

        No WMS, o recebimento é definido quando uma carga chega ao local definido para a
descarga e o documento de recebimento está em um arquivo do WMS. Este documento poderá
estar relacionado a um pedido de compra de um cliente da empresa, um pedido de manufatura da
produção da empresa, uma transferência de outro centro de distribuição, um retorno de mercadoria
que foi previamente expedida para um cliente ou outros pedidos definidos pela empresa.

          O gerenciamento das atividades operacionais, características dos sistemas WMS, fica ainda
mais otimizado, quando aliamos a sua capacidade à uma política de polivalência operacional, onde
cada operador está capacitado a executar todas as atividades operacionais de um armazém
(flexibilidade operacional).

       Este gerenciamento refere-se ao fato que o WMS tem que ter a habilidade para selecionar a
próxima tarefa operacional de uma série completa de atividades pendentes, e não só de um módulo,
subgrupo de tarefas ou seqüência de pedidos. Por exemplo: se um operador completou há pouco
uma atividade de estocagem, o mesmo não tem que voltar, necessariamente, à área de
recebimento, para pegar outra carga para estocar. Ele pode executar uma outra atividade para
atender uma separação de pedidos, por exemplo, já que está próximo do item a ser separado e
transportá-lo para o local da expedição antes de continuar o que estava fazendo – estocagem de
um material recebido.

      Um outro foco de aumento da produtividade operacional é o aumento da utilização do
espaço. A melhor ocupação do espaço disponível é gerada porque o WMS sugere ao operador
aonde este deve colocar um determinado produto quando este é recebido, conforme disponibilidade
de espaços disponíveis para alocar fisicamente a sua mercadoria.

        O WMS deve possuir a capacidade de visualizar a ocupação de espaços dentro do
armazém, informando quando um espaço ainda possibilita a colocação de materiais, mesmo que
este espaço já esteja ocupado com um palete que poderá impedir a colocação de um maior número
de itens nesta posição. Logo, com esta informação, o WMS pode apresentar uma necessidade de
reavaliarmos os espaços físicos que foram dimensionados com o propósito de se ter uma eficiente
distribuição física dos produtos.

        Aumento de produtividade operacional não é a única meta. O gerenciamento de tarefas
operacionais deve considerar os altos níveis de serviço, onde o WMS deve poder designar um
pedido crítico (urgente) e priorizar as tarefas associadas com aquele pedido, garantindo assim a
satisfação do cliente no atendimento de um pedido urgente. Esta priorização pode requerer aqueles
operadores multifuncionais ou polivalentes que trabalham ao mesmo tempo, no mesmo pedido para
satisfazer as exigências de atendimento ao cliente.



Principais objetivos do WMS
    Apoiar a estratégia de logística operacional;
    Refletir a cultura operacional da empresa e possibilitar a evolução;
    Apoiar simultaneamente o fluxo de material e de informação;
    Aumentar a intensidade de fluxo, garantindo a confiabilidade dos dados;
    Apoiar a rápida comunicação com clientes e fornecedores;
    Ser flexível, possibilitando expansões e mudanças futuras;
                                                                                           32
      Apoiar os programas e objetivos financeiros;
      Otimizar os espaços de estocagem;
      Melhorar a utilização dos equipamento.



Principais funções de WMS
    Recebimento
    Identifica e registra recebimentos do inventário por unidades de estocagem
    Atualiza o inventário físico
    Gera etiquetas
    Designa automaticamente locais de estocagem
    Confirma a guarda acurada
    Rastreia todo o inventário por local
    Designa e direciona as atividades de separação
    Rastreia todas as exceções
    Dimensiona a embalagem
    Verifica cada item no pedido
    Calcula os pedidos para embalagem nas caixas de papelão
    Gerencia as necessidades de rotulação
    Gera seqüência de expedição
    Direciona a entrega do pedido às docas
    Gera documentos de expedição

        A funcionalidade da tecnologia de WMS se encontra em franca expansão. O WMS se torna
literalmente o sistema central de informações às operações de armazenagem e distribuição.

TENDÊNCIAS NA ARMAZENAGEM DE MATERIAIS
       Antigamente, a imagem que se fazia de um armazém era a de um lugar escuro, um
depósito empilhado de material, sem a organização adequada. Atualmente, ele é um ambiente de
operação dinâmica, o centro da cadeia de suprimentos.

       As principais tendências na armazenagem de materiais são:
      Valor agregado do armazém (VAA), calculado como o faturamento pós-armazenagem
       menos despesas de operações e o ônus do capital.
      Custeio da armazenagem fundamentado na atividade.
      Centros de logística.
      Separação a partir do “pontos aleatórios de estocagem dinâmica”.
      Zonas de complementação de pedidos, são áreas menores formadas em torno de grupo de
       itens que possam completar uma alta porcentagem de pedidos de clientes.
      Estratégias de operação paralela.
      Sistemas de movimentação de materiais automatizados.
      Armazenagem assistida por computador.
      Armazém favorável ao ser humano.
      Profissionais de armazenagem certificados.

SISTEMAS PRÓPRIOS E TERCEIRIZADOS
       Ao tomar a decisão de gerenciar o próprio armazém ou terceirizar, é apropriado se fazer
uma pesquisa cuidadosa quanto à qualidade dos fornecedores terceirizados. Para facilitar o
processo decisório deve-se levar em considerações os seguintes aspectos:
    Gerenciamento: disponibilidade e filosofia.
    Capital: custo e disponibilidade.
    Mão-de-obra.
    Flexibilidade.
    Controle.
                                                                                                   33
       A filosofia gerencial tem muito a ver com a decisão de administrar ou terceirizar. Atualmente,
muitas empresas têm premiado os gerentes por reduzir o ativo e o pessoal que estão sob a sua
responsabilidade.

       A estratégia financeira te fundamental importância na questão de gerenciar seu próprio
armazém ou terceirizar. Naturalmente, o proceder da maioria das empresas é melhorar o retorno
sobre o ativo. Nesse caso, os gerentes são premiados pela redução dos inventários e minimização
da quantidade de ativo fixo.

       A flexibilidade também é um fator determinante na decisão. Poucos usuários possuem
necessidades estáveis para espaço ou mão de obra, e é esta instabilidade que pode tornar atraente
o uso de um terceiro.

       Quanto à armazenagem por contrato, ela é mais atraente quando o negócio está em
crescimento, porque criar uma parceria pode ser útil para sua expansão.

Referência Bibliográfica:
 MOURA, Reinaldo A. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais.
 4. ed. São Paulo: Iman, 1998. Capítulos 4 e 12. (série manual de logistica ; v. 1)
 Número de Chamada: 658.784 M929S

  BANZATO, Eduardo. Warehouse managements system –WMS – Sistema de
  armazenamento de armazéns. 1. ed. São Paulo: Imam.
  Número de Chamada: 658.784     B219W

 BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: Planejamento, organização
 e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. Capítulo 8.
 Número de Chamada: 658.7         B193G
                                        AULA 26/03/2004
MANUSEIO E MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS: LOGÍSTICA E OS TIPOS DE MOVIMENTAÇÃO
                              DE MATERIAIS, “CROSS-DOKING”.

LOGÍSTICA E OS TIPOS DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
       Classificando as características de cada movimento e o tipo de equipamento adequado:
            CARACTERÍSTICAS DOS MOVIMENTOS                                EQUIPAMENTOS
                                  Programação repetitiva           Monovia
 Roteiro
                                  Programação aleatória            Empilhadeiras
                                  Fluxo contínuo de materiais      Correia        e       correntes
                                                                   transportadoras
 Frequência de movimentação
                                  Fluxo intermitente de materiais Tratores para movimentação
                                                                   horizontal
                                  Distâncias curtas e freqüentes   Empilhadeiras
 Distâncias percorridas           Distâncias       longas        e Compoios      tracionados    por
                                  sistemáticas                     tratores industriais
                                  Interno                          Empilhadeiras elétricas que
                                                                   evitam a contaminação das
 Ambiente fabril                                                   mercadorias e dos operários
                                  Externo                          Tratores movidos a GLP ou
                                                                   diesel
                                  Horizontal                       Tratores industriais
 Direção do fluxo
                                  Vertical                         Elevadores de carga
                                  Manual                           Paleteiros
 Acionamento                      Motorizado                       Empilhadeiras        e  tratores
                                                                   industriais
       Fonte: Francischini, P. G. e Gurgel, F. A. Administração de materiais e do patrimônio.
São Paulo: Pioneira Thomson, 2002. Página 227.
                                                                                                     34

Peculiaridades na escolha do equipamento
    Estado de conservação do piso da fábrica e sua capacidade de suportar carga.
    Dimensões das portas e dos corredores.
    Limitações da altura máxima permitida.
    Condições ambientais e sua natureza.
    Poluição de produtos (p.ex. alimentícios) por equipamentos tracionados por motores à
       combustão.
    Legislação de segurança da mão-de-obra.
    Tipos de energia disponível e a capacidade de suprimento.


Regras básicas de movimentação sugeridas por Moura (1998)
     Usar a análise da curva ABC.
     As operações de movimentação de materiais são somente tão boas quanto o arranjo físico
        da fábrica permite.
     Movimente os materiais em linha reta.
     Desenvolva estudos e análises.
     Use a gravidade onde possível para mover materiais.
     Economize espaço.
     Quando necessário, reprojete embalagens para melhor formação das cargas e prevenir
        avaria do produto.
     É mais econômico usar equipamento de movimentação que a força do homem.
     Padronize métodos e equipamentos.
     A medida do movimento de trabalho é o fluxo da movimentação de materiais (volume ou
        peso) multiplicado pela distância movimentada.
Uso de Pallet
        Os dispositivos que permitem a formação da carga unitária são vários, entre eles o mais
conhecido é o pallet, que consiste num estrado de madeira de dimensões diversas, de acordo com as
necessidades de cada empresa ou país. Existem diversos tipos de pallets, mas eles poderiam ser
divididos em algumas classes:
Pallets de duas entradas. Usados quando o sistema de movimentação de materiais não exige
“cruzamento” de equipamento de manuseio.
Pallets de quatro entradas. Usados quando é necessário o “cruzamento” de equipamentos de
manuseio.
Pallets de uma face. Aplicado quando a operação não exige estocagem, ou quando o pallet pode
dispensar reforços, em virtude das características do material a ser manuseado.
Pallets de duas faces. É escolhido quando se precisa de uma unidade mais reforçada, ou quando se
quer aproveitar o pallet por duas vidas úteis. Os dois conceitos acima exigem palles diferentes.

          Fatores a ser considerados, ao se escolher um pallet para operar um determinado sistema:
1.    Peso;
2.    Resistência;
3.    Tamanho;
4.    Necessidade de manutenção;
5.    Material empregado na sua construção;
6.    Umidade (para os de madeira);
7.    Tamanho das entradas para os garfos;
8.    Custo;
9.    Tipo de construção;
10.   Capacidade de carga;
11.   Tipo de carga que carregará;
12.   Capacidade de empilhamento;
13.   Possibilidade de manipulação por transportador;
14.   Viabilidade para operações de estiva.


“CROSS-DOKING”
                                                                                                    35
      As instalações do tipo cross-doking caracterizam-se por envolver múltiplos fornecedores que
atendem a clientes comuns. As cadeias de varejo são candidatas naturais à utilização desse sistema.

         Em sistemas de cross-doking automatizados, são utilizados leitores de códigos de barras que
identificam a origem e o destino de cada palete. Dessa forma, os paletes são automaticamente
direcionados para as respectivas docas por meio de correias transportadoras e carregados nos veículos
que farão a entrega local. Estes partem com carga completa, formada por produtos de diversos
fornecedores.

         Embora seja operacionalmente simples, para que possa haver sucesso na operação de cross-
doking é preciso alto nível de coordenação entre fornecedores e transportadores, viabilizada pela
utilização intensa de sistemas de informação, como transmissão eletrônica de dados e identificação de
produtos por código de barras. Além disso, é fundamental o uso de softwares de gerenciamento de
armazenagem (WMS) para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas.

Referência Bibliográfica:
  MOURA, Reinaldo A. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. 4.
  ed. São Paulo: Iman, 1998. Capítulos 3. (série manual de logistica ; v. 1)
  Número de Chamada: 658.784 M929S

  FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, PETER; FIGUEIREDO, KLEBER FOSSATI. Logística
  empresarial: a perspectiva brasileira. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2000. (coleção coppead de
  administração) Capítulo 5, páginas 154 a 160.
  Número de Chamada: 658.7         L832




                                       AULA 30/03/2004
                           EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DO 1º GQ.
Questão 01 (Petrônio Garcia Martins)
      Projete uma cadeia de suprimentos para uma fábrica de refrigerante.

Questão 02 (João José Viana)
        Imaginemos uma empresa que fabrique e recondicione motores elétricos para utilização
residencial, comercial e industrial, a qual, para o exercício de suas atividades, conta com uma frota
de veículos e normalmente, mantém em seu estoque os seguintes produtos:
    a. Artigos de escritórios;
    b. Materiais de limpeza;
    c. Óleos automotivos;
    d. Sobressalentes para veículos;
    e. Componentes elétricos diversos utilizados em motores;
    f. Matéria-prima (como a carcaça, por exemplo) para fabricação de motores.
        Considerando que a classificação é primordial para o gerenciamento dos estoques, pois
seleciona os itens de maior relevência na empresa, classificar os agrupamentos de materiais
anteriormente relacionados, em conformidade com sua imaginação e entendimento, no tocante a:
    a. Valor de consumo (ABC);
    b. Perecibilidade;
    c. Periculosidade
    d. Dificuldade de aquisição.
        Justificar resumidamente a classificação adotada.

Questão 03 (Petrônio Garcia Martins)
      De que são constituídos os estoques nas seguintes empresas:
   a. Hospital
   b. Restaurante

Questão 04 (Marco Aurélio Dias)
      Qual a utilidade de se agrupar os materiais em classes?
                                                                                                  36

Questão 05 (Petrônio Garcia Martins)
      Construir a curva ABC do estoque sabendo-se que, durante um determinado ano base, a
empresa Condor apresentou a seguinte movimentação de seu estoque de 15 dias:
              ITEM    CONSUMO (unidades/ano)            CUSTO (R$/unidade)
              1010                 450                           2,35
              1020               23590                           0,45
              1030               12025                           2,05
              1045                 670                           3,60
              1060                   25                        150,00
              2015                6540                           0,80
              2035                2460                          12,00
              2050                3480                           2,60
              3010                1250                           0,08
              3025                4020                           0,50
              3055                1890                           2,75
              5050                 680                           3,90
              5070                 345                           6,80
              6070                9870                           0,75
              7080                5680                           0,35

Questão 06 (João José Viana)
      Como tratar o problema da obsolescência no estoque?

Questão 07 (João José Viana)
      Qual a utilidade da codificação de materiais?
Questão 08 (Marco Aurélio Dias)
      Descreva pelo menos um dos sistemas de codificação de materiais?

Questão 09 (João José Viana)
      Conceituar almoxarifado.

Questão 10 (João José Viana)
      Relacionar critérios para recebimento de materiais, detalhando as fases mais importantes.

Questão 11 (Marco Aurélio Dias)
      Qual a importância do layout de almoxarifado para o sistema de localização?

Questão 12 (João José Viana)
      Detalhar a importância dos conjuntos de regras e critérios para a determinação de layout na
armazenagem.

Questão 13 (João José Viana)
      Quais os principais equipamentos de manuseio? Detalhar as funções típicas de cada
equipamento.

Questão 14 (Marco Aurélio Dias)
      Como podem ser classificados os pallets?

Questão 15 (Marco Aurélio Dias)
      Cite quatro fatores fundamentais para escolha de um pallet.



Referência Bibliográfica:
  DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: resumo da teoria, questões de revisão,
  exercícios, estudo de caso. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
  Número de Chamada: 658.56 D541AA
                                                                                             37

VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. 1. ed. São Paulo: Atlas,
2002.
Número de Chamada: 658.566         V614a
MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos. Administração de materiais e recursos
patrimoniais. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
Número de Chamada: 658.566         M386A

								
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