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VISITA DOMICILIAR

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VISITA DOMICILIAR
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11/16/2011
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VISITA

DOMICILIAR

Fabiana prado dos Santos Nogueira

Especialista e Medicina de Família e Comunidade – AMMFC - AMB

Especialista em Saúde da Família – UFTM

Docente Graduação Internato – UNIUBE e UFTM

Supervisora e Preceptora de Residência em MFC – UNIUBE

Médica de Família e Comunidade – PMU - SMS

CONCEITOS

Atendimento Domiciliar



É o cuidado prestado no domicílio, para

pessoas com problemas agudos, e que em

função disto estejam temporariamente

impossibilitadas de comparecer à

Unidade Básica de Saúde (UBS).

Acompanhamento Domiciliar

Pessoas que necessitem contatos freqüentes e

programáveis com os profissionais da Equipe:

• portador de doença crônica c/ dependência física

• fase terminal

• idosos com dificuldade de locomoção ou sozinhos

• egressos do hospital, que necessitem

acompanhamento por condição incapacitante

• problemas de saúde, incluindo doença mental, o

qual determine dificuldades de locomoção ou

adequação ao ambiente da Unidade de Saúde.

Internação Domiciliar

Pacientes com problemas agudos ou egressos

de hospitalização, que exijam uma atenção

mais intensa, mas que possam ser mantidos

em casa, desde que disponham de

equipamentos, medicamentos e

acompanhamento diário pela equipe da UBS e

a família assuma parcela dos cuidados.

Vigilância Domiciliar

Decorrente do comparecimento de um integrante da equipe até o

domicilio para realizar ações de promoção, prevenção, educação e

busca ativa da população de sua área de responsabilidade,

geralmente vinculadas à vigilância da saúde que a Unidade

desenvolve:

• Ações preventivas: visitas a puérperas, busca de recém-nascidos,

• Busca ativa dos Programas de Prioridades, abordagem familiar

para diagnóstico e tratamento,

• Acompanhamento de Egressos Hospitalares: a assistência

domiciliar pode ser importante instrumento para prevenção de

reinternações, bem como para abordagem de problemas

recorrentes de saúde.

OBJETIVOS

• Geral: vigilância, assistência e promoção da

saúde no domicílio, dentro dos princípios do

SUS, numa área adscrita.



• Específicos: a partir de sua necessidade,

estando em consonância com a finalidade

para a qual atividade foi proposta.

VISITA FIM X VISITA MEIO



Duas formas de visita:

• A visita domiciliar fim: com objetivos

específicos de atuação,

• A visita domiciliar meio: na qual realiza-se a

busca ativa, promoção e prevenção da saúde.

COMPLEXIDADE

• Não é específico;

• A demanda pode ser gerada pelo sistema de

saúde;

• Cuidados assistenciais e sociais;

• Articulação entre os níveis de atenção;

• Integração com outros recursos da assistência;

• Participação do cuidador.

RESPONSÁVEL PELA REALIZAÇÃO



• ACS



• Profissional da equipe de saúde lotado na

Unidade: médico, dentista, auxiliar ou técnico

de cirurgião dentista, enfermeiro, auxiliar ou

técnico de enfermagem, nutricionista,

farmacêutico, psicólogo, assistente social,

outro.

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

• Idosos;

• Dificuldade de locomoção à Unidade (acidentado,

distúrbios psicológicos, questões sociais ou

ambientais);

• Pacientes egressos de internação hospitalar, com

necessidades de cuidados domiciliares;

• Portador de doença crônica, com deficiência física;

• Consentimento da família;

• Paciente terminal;

• Morar na área adscrita.

CUIDADOR

• Pessoa com ou sem vínculo familiar,

capacitada para ajudar o paciente em suas

necessidades e atividades cotidianas.

• Merece um enfoque na atenção.

• Geralmente abdica da sua vida para a

realização do cuidado.

• Importante entender suas dificuldades.

CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO



• Não aceitação da família;

• Se a dificuldade de locomoção for

sanada;

• Mudança;

• Óbito.

DESAFIOS

• Realizar a assistência integral à saúde do indivíduo, que

beneficie também a família e a comunidade;

• Resgatar e potencializar esta modalidade de assistência;

• Transformar o modelo médico e hospitalo-centrado em

usuário centrado;

• Implementar a educação permanente em saúde numa

abordagem mais cuidadora e humanizada;

• Incorporar instituições de ensino num processo de trabalho

focado na realidade;

• Trabalhar pelo máximo de contato multiprofissional: diversos

saberes;

DIFICULDADES

• Perfil profissional adequado;

• Não há remuneração diferenciada;

• Difícil acesso aos domicílios e condições

climáticas por vezes desfavoráveis;

• Violência urbana;

• Cultura hospitalocêntrica;

• Sentimento de impotência das equipes frente à

miséria vivenciada.

PLANEJAMENTO

• Ter claro o objetivo da visita;

• Fazer ‘anamnese’ com o solicitante sobre o motivo da

solicitação;

• Avaliar o prontuário previamente;

• Fazer uma análise crítica(devo optar pela visita domiciliar?,

quais os motivos que justificam a visita domiciliar?, que

profissional vai?, qual a duração da visita?, qual deve ser a

freqüência das visitas? );

• Avaliar o grau de urgência;

• Anotar endereço pontos de referência;

• Levar material e medicações apropriados;

• Levar formulários próprios para o registro do atendimento.

OS ACADÊMICOS EM ESTÁGIO NA EQUIPE DEVM SER

PREPARADOS PARA A VISITA DOMICILIAR



• Múltiplos e complexos determinantes do processo

saúde-doença e muitas situações temidas e emoções

raramente abordadas nos cursos médicos podem ser

vivenciadas e elaboradas em poucas horas: violência,

miséria, carência, desapontamento, desinteresse,

impotência, fracasso, rejeição e desconfiança.

• Prepará-los para uma perspectiva interdisciplinar e

intersetorial, para que tenha uma visão ampliada do

paciente inserido na sua família e contexto

sociocultural.

Um estranho à minha porta: preparando estudantes de medicina para visitas domiciliares - Ana

Teresa de Abreu Ramos-Cerqueira; Albina Rodrigues Torres; Sueli Terezinha Ferreira Martins;

Maria Cristina Pereira Lima

ALGUMAS TENTATIVAS DE

SISTEMATIZAR A VISITA

DOMICILIAR

ESCALA DE COELHO

• Escala de risco familiar baseada na ficha A do

SIAB que utiliza sentinelas de risco avaliadas

na primeira VD pelo ACS.

• Instrumento simples de análise do risco

familiar, não necessitando a criação de

nenhuma nova ficha ou escala burocrática.

• A relação morador/cômodo é importante

indicador na avaliação do risco

DADOS DA FICHA A ESCORE

ACAMADO 3

DEFICIÊNCIA FÍSICA 3

DEFICIÊNCIA MENTAL 3

SANEAMENTO RUIM 3

DESNUTRIÇÃO (GRAVE) 3

DROGRADIÇÃO 2

DESEMPREGO 2

ANALFABETISMO 1

MENOR DE 6 MESES 1

MAIOR DE 70 ANOS 1

HAS 1

DIABETES MELLITUS 1

RELAÇÃO > QUE 1 3

MORADOR/ igual a 1 2

CÔMODO < que 1 0

INTERPRETAÇÃO DA

ESCALA DE COELHO

• ESCORE 5 OU 6: R1

• ESCORE 7 OU 8: R2

• MAIOR QUE 9: R3



• R1 – risco MENOR

• R2 – risco MÉDIO

• R3 – risco MÁXIMO

ROTEIRO PARA VISITA DOMICILIAR



• Paciente alvo: sexo, idade, estado civil, escolaridade, emprego, situação de saúde (patologias)

tratamentos, historia pregressa. Queixas do momento. Exame físico. Tratamento atual. Impressão do

paciente sobre a sua situação de saúde, expectativas.

• Cuidador: se há, quem é, qual o vinculo com o paciente-alvo, qual o conhecimento sobre a doença do

paciente e suas expectativas. Saúde do cuidador.

• Estrutura familiar: esboçar um genograma com quem reside no domicilio, sexo, idade, escolaridade e

situação de saúde e de vida.

• Necessidades de cuidado e tratamento: verificar quais medicamentos compra, quais recebe da unidade,

se há outra necessidade(material de curativo, fralda, etc)

• Medicamentos: como são as condições de estoque, quem administra, dificuldade de leitura, como fica

escrito horários, etc.

• Alimentação: quem prepara e administra. A que horas o paciente come, relação com horários de

medicação.

• Ferramentas sociais envolvidas: há alguma ajuda ao paciente do tipo religiosa, política ou outras.

• Domicilio: como é o quarto do paciente, como é o banheiro, quem o ajuda a se deitar e ir ao banheiro.

Estado de conservação, como é feita a limpeza, necessidade e uso de cama e cadeiras especiais.

• Fontes de prazer do paciente: como são as atividades diárias do paciente, o que ele fica fazendo o dia

todo. Do que o paciente gosta? Restrições que a doença trouxe.

• Metas: ao final traçar uma lista das necessidades do paciente em ordem de prioridade e prazos, tentar

esboçar um plano de cuidados.

Frente da ficha de visita domiciliar – Fonte: Visitas domiciliares pela equipe de Saúde da Família:

reflexões para um olhar ampliado do profissional (Artur Oliveira Mendes e Fernanda Araújo de Oliveira)

Verso da ficha de visita domiciliar – Fonte: Visitas domiciliares pela equipe de Saúde da Família:

reflexões para um olhar ampliado do profissional (Artur Oliveira Mendes e Fernanda Araújo de Oliveira)

Escala de Avaliação Individual – ABCDE

Knupp – RMMFC do HMOB



Esta escala tem uma abordagem individual, não

familiar, para a definição de prioridades na

visita domiciliar. Avaliação de 5 itens:

• A = autonomia

• B = base/risco social

• C = cuidador

• D = doença x restrição de locomoção

• E = especialidades, interconsultas

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA FAMÍLIAS – Plano Diretor MG





CONDIÇÕES OU PATOLOGIAS

FATORES SÓCIO-ECONÔMICO PRIORITÁRIAS

• Nenhum dos fatores de risco – • Nenhum dos fatores de risco –

0 0



• Presença de um dos fatores de • Presença de um dos fatores de

risco – 1 risco – 1



• Presença de dois fatores de • Presença de dois fatores de

risco – 2 risco – 2



• Presença de três ou mais • Presença de três ou mais

fatores de risco - 3 fatores de risco - 3

CRITÉRIOS SÓCIO-ECONÔMICOS





PONTUAÇÃO FINAL PARA Presença Presença Presença

CLASSIFICAÇÃO POR GRAU DE RISCO

Nenhum

de um dos de dois de três ou

dos fatores

fatores de fatores de mais fatores

de risco

risco risco de risco



P 0 1 2 3

Nenhum dos

componentes tem

alguma condição ou 0 0 1 2 3

patologia



Apenas 1 dos

componentes tem 1 1 1 2 3 4

CRITÉRIOS CLÍNICOS









patologia ou condição





2 ou mais componentes

têm 1 patologia ou 2 2 3 4 5

condição





1 ou mais componentes

têm concomitantemente

2 ou mais condições ou 3 3 4 5 6

patologias

INTERPRETAÇÃO

PONTUAÇÃO TOTAL GRAU DE RISCO





0 SEM RISCO





1 RISCO BAIXO





2–3 RISCO MÉDIO





Maior ou igual a 4 RISCO ALTO

A excelência do atendimento



• Não transformar a visita domiciliar em um trabalho de

caridade.

• O profissional deve ter objetivos claros ao adentrar a casa do

paciente.

• O atendimento médico deve ser de excelência: avaliação do

estado mental, avaliação clínica completa, ter em mente

planos terapêuticos, propedêuticos, medicamentosos, e um

plano de ação interdisciplinar eficaz, não permitindo que as

dificuldades inerentes ao atendimento em domicílio

prejudique a qualidade da atenção.

• Os profissionais devem ter espontaneidade.

• Atrair os problemas progressivamente.

• Valorizar as informações nos silêncios

A visita domiciliar enquanto

ferramenta da equipe cumpre o seu

papel na saúde:

• Responde aos 4 princípios básicos da Atenção

Primária e aos 3 princípios doutrinários do SUS:

• Princípios da APS: Acessibilidade,

Longitudinalidade, Integralidade,

Coordenação

• Princípios Doutrinários do SUS: Universalidade,

Eqüidade na assistência, Integralidade da

assistência.

CONCLUSÕES

• PRIVILÉGIO: Oportunidade de observar e analisar o

sujeito por inteiro, dentro de sua realidade, suas

nuances e particularidades, possibilitando intervenções

mais efetivas.

• A visita domiciliar tem um potencial transformador

muito grande.

• Humaniza o profissional.

• Dá bastante satisfação pessoal.

• Responsabilidade: Fazer pontes adequadas e eficazes

entre todas as esferas da assistência, para garantir a

continuidade do cuidado. A casa está na esfera central

de todas as ações, está no centro de todos os níveis.

OBRIGADA

BIBLIOGRAFIA

• SAVASSI, LCM; DIAS, MF. Visita Domiciliar. Grupo de Estudos em Saúde da

Família. AMMFC: Belo Horizonte, 2006. Disponível em

http://www.smmfc.org.br/gesf/gesf_vd.htm [acesso em 29/01/2009]

• SAVASSI, LCM; DIAS, MF; DIAS, MB; SÁ, MMG, SÁ, MJ. Relatoria do GESF:

Módulo Visita Domiciliar. Grupo de Estudos em Saúde da Família.

AMMFC: Belo Horizonte, 2006 (Relatório, 20p). Disponível em

http://www.smmfc.org.br/gesf/relatoriavd.pdf [acesso em 29/01/2009]

• www.geocities.com/lsavassi/visita.pdf

• Mendes, AO; Oliveira, FA. Visitas domiciliares pela equipe de Saúde da

Família: reflexões para um olhar ampliado do profissional. Rev Bras Med

Fam e Com. Rio de Janeiro, v.2, n° 8, jan / mar 2007/ pág 253 a 260

• Plano Diretor – MG . Oficina 2 e 3

• Um estranho à minha porta: preparando estudantes de medicina para

visitas domiciliares - Ana Teresa de Abreu Ramos-Cerqueira; Albina

Rodrigues Torres; Sueli Terezinha Ferreira Martins; Maria Cristina Pereira

Lima

• www.saude.gov.br/dab

• www.geocities.com/lsavassi


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