lideranca by 5IieDb

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									                                 Liderança
                                                       Apostila Organizada pela Docente:
                                                        Joseane Aparecida Tieko Okiishi

Na experiência de Hawthorne ficou clara a existência de líderes informais que
encarnavam as normas e expectativas do grupo e que mantinham estrito controle sobre o
comportamento grupal, ajudando os operários a atuarem como um grupo social coeso e
integrado. A liderança é necessária em todos os tipos de organizações humanas,
principalmente nas empresas.



                       1904/1944 – Teoria dos Traços
A teoria de traços de personalidade é a mais antiga teoria sobre liderança e nela o líder é
aquele que possui alguns traços específicos de personalidade que o distinguem das
demais pessoas. Estes traços foram enumerados por diversos autores, e são os seguintes:

      Traços Físicos: energia, aparência e peso.
      Traços Intelectuais: adaptabilidade, agressividade, entusiasmo e auto confiança.
      Traços Sociais: cooperação, habilidades interpessoais e habilidades
       administrativas.
      Traços Relacionados com a tarefa: impulso de realização, persistência e
       iniciativa.

       # 1° esforço sistemático de organizar estudos existentes sobre liderança. #
- Stogdil encontrou mais de uma centena de traços comuns que possuíam aquelas
pessoas reconhecidas como eficazes no desempenho da liderança;
- Encontrou esses mesmos traços em pessoas tidas como líderes não eficazes;
- Líderes eficazes podia não possuir esses traços.

As teorias de traços de personalidade apresentaram alguns aspectos falhos:

      Elas não ponderam a importância relativa de cada uma das características e
       traços de personalidades que realçam os aspectos de liderança.
      Ignoram a influência e reação dos subordinados nos resultados de liderança.
      Eles não distinguem os traços válidos quanto ao alcance de diferentes tipos de
       objetivos a serem alcançados.
      Ignoram as situações em que a liderança se efetiva.
      Acreditam que um indivíduo dotado de traços de liderança é sempre líder,
       durante todo o tempo e em qualquer situação, o que na realidade não ocorre.
→ Cai por terra o paradigma de Liderança Inata!!!

“É temerário afirmar que o líder nasce como tal ou que se possa formá-lo. Na verdade,
não há regras tão gerais dentro desse campo; cada caso é um caso particular. Muitas
variáveis, não somente individuais, como também grupais e ambientais, devem se
cruzar para ser possível observar o fenômeno da liderança verdadeiramente eficaz.”
                                                              (Bergamini, 2005, p.125)
               CONCEITOS DE LIDERANÇA
“Capacidade de influenciar um grupo na direção da realização de seus objetivos. A
fonte dessa influencia pode ser formal, tal como a proporcionada pela posse de um nível
gerencial em uma organização, ou seja, uma pessoa pode assumir um papel de liderança
devido à posição que ocupa dentro dela. Entretanto, nem todos os administradores são
líderes e nem todos os líderes são administradores. Em geral, a liderança refere-se a
técnicas de influencia não coercitivas. Isso implica que a liderança reside, em parte em
sentimentos positivos entre os liderados e seus subordinados.”
                                                (Robbins, Apud Rothmann, 2009, p. 114)


“Liderança é a influência interpessoal exercida numa situação e dirigida através do
processo da comunicação humana à consecução de um ou de diversos objetivos
específicos.”
                                                                     (Tannenbaum)

“Uma pessoa não se torna líder pelo fato de possuir uma determinada combinação de
traços, mas o padrão de características pessoais do líder que deve manter um
relacionamento que seja relevante à características, atividade e objetivos dos
seguidores.”
                                                (Bass, Apud Bergamini, 2005, p.129)

“Um indivíduo no grupo, a quem é dada da tarefa de dirigir e coordenar atividades
relevantes dentro das iniciativas grupais, ou quem, na ausência do líder designado,
assume a principal responsabilidade de desempenhar tais funções no grupo.”
                                              (Fiedler, Apud Bergamini, 2005, p. 131)

Papel do Líder no grupo: “O Líder precisa ser eficaz a ponto de manter o grupo coeso,
de interpretar aquilo que está ocorrendo e fixar, assim, a melhor direção a seguir. Isso é
o que esperam dele os seus seguidores.”
                                                                (Bergamini, 2005, p.129)

“O desempenho da liderança depende tanto da organização quanto dos atributos do
próprio líder. Exceto talvez em casos pouco comuns, é simplesmente insignificante
falar-se de um líder eficaz ou de líder ineficaz; pode-se simplesmente falar de um líder
que tende à eficácia numa situação particular e ineficácia em outra. Se quisermos
aumentar a eficácia organizacional e grupal, temos que aprender não apenas a
desenvolver líderes mais eficazmente, como também a construir em ambiente
organizacional no qual o líder possa desempenha-se bem.”
                                                 (Fiedler, Apud Bergamini, 2005, p. 128)

“É a capacidade que algumas pessoas possuem de conseguir que outras, de modo
espontâneo, ULTRAPASSEM o estabelecido formalmente.”
                                                         (Fiorelli, 2006, p.200)

“Enfatiza-se quatro temas comuns em liderança: é um processo, envolve a influência
sobre terceiros, ocorre dentro de um contexto de grupo e envolve a realização de
objetivos”
                                         (Northouse, Apud Rothmann, 2009, p. 114)
          TEORIAS SOBRE LIDERANÇA
A) Teorias comportamentais
- Estudo de Harvard
-Estudo de Michigan
-Estudo de Ohio

B) Teoria Situacional/ das contingências
- Teoria da Contingência de Fiedler
- Teoria Situacional de Hersey e Blanchard
- Teoria Situacional de Tannenbaum e Schimidt

C)   Teoria da Troca entre líder –liderança
D)   Teoria da Atribuição da liderança
E)   Teoria da liderança carismática
F)   Liderança Transacional X Transformacional
G)   Teoria dos estilos de liderança
H)   Teoria da liderança por objetivo
I)   Teoria dos líderes interativos
J)   Teoria dos líderes servidores
                        Liderança Situacional
 A liderança é estudada num contexto amplo, isto é, elas partem do princípio de que não
existe apenas um estilo ou características de liderança válido para toda e qualquer
situação, mas sim que cada tipo de situação requer um tipo diferente de liderança, para
que se atinja a eficácia dos subordinados.

Estas teorias são mais atrativas aos gerentes, pois possibilita a eles a adequação da
situação a um modelo de liderança ou o contrário, a mudança do modelo de liderança
para adequá-lo a uma determinada situação.


A) Liderança Situacional de Tannenbaum e Schimidt
Tannenbaum e Schimidt em 1948 sugeriram uma gama bastante ampla de padrões de
comportamento de liderança que o administrador pode escolher para as suas relações
com os subordinados, sendo que este comportamento está relacionado com o grau de
autoridade utilizado pelo líder e o grau de liberdade disponível para o subordinado na
tomada de decisão.

1.     O líder. O próprio líder (ou gerente) é um dos principais componentes da
situação. A forma como o líder se comporta é influenciada principalmente por sua
formação, conhecimento, valores e experiência. Uma pessoa que valorize a iniciativa e a
liberdade, por exemplo, tende a dar prioridade aos comportamentos democráticos.

II.     Os funcionários. As características dos funcionários influenciam a escolha e a
eficácia do estilo de liderança. Para Tannenbaum e Schmidt, o dirigente deveria
proporcionar maior participação e liberdade de escolha para os funcionários quando
estes apresentassem as seguintes características, entre outras: capacidade de identificar
os objetivos da organização, desejo de assumir responsabilidade e tomar decisões,
experiência para resolver o problema eficientemente, expectativa de participar e intensa
necessidade de independência.

III.    A organização. O clima da organização, o grupo de trabalho, a natureza da tarefa
e a pressão do tempo caracterizam a situação dentro da qual os estilos funcionam com
maior ou menor eficácia. Em uma organização com cultura hierarquizada, os gerentes
irão preferir os estilos orientados para a tarefa.



B) Liderança Situacional de Hersey e Blanchard

Paul Hersey e Kenneth Blanchard (1986), desenvolveram o modelo da Liderança
Situacional, o qual parte da premissa de que a liderança eficaz é uma função de três
variáveis: o estilo do líder , a maturidade do liderado e a situação.

I) Maturidade é a capacidade e a disposição das pessoas de assumir a responsabilidade
de dirigir seu próprio comportamento. E a capacidade está relacionada com o
conhecimento e a habilidade necessários, ou seja, com o aspecto de saber o que fazer e
como fazer, o que pode ser conseguido através de comunicação e treinamento, já a
disposição está relacionada com a confiança e o empenho, com o querer fazer, com a
motivação. Os autores estabelecem quatro tipos de maturidade:

M1 - pouca capacidade e rara disposição;

   M2 - alguma capacidade e ocasional disposição;

   M3 - bastante capacidade e freqüente disposição; e

   M4 - muita capacidade e bastante disposição.

O nível de maturidade pode ser aplicado a indivíduos ou a grupos. O líder que trabalha
com um grupo pode determinar sua maturidade através da observação da predominância
de maturidades individuais e o nível de maturidade de um indivíduo ou de um grupo
pode variar de situação para situação. Dependendo da atribuição, o indivíduo ou o grupo
podem assumir diferentes níveis de capacidade e disposição.

De acordo com Hersey e Blanchard (1986), para fazer face aos diferentes tipos de
maturidade, o líder eficaz deve utilizar-se de diferentes estilos de liderança. Cada nível
de maturidade suscita um estilo adequado de liderança:

       M1: Estilo de liderança E1, onde o líder deve fornecer instruções específicas e
        supervisionar estritamente o cumprimento da tarefa. O estilo deve ser de
        determinar. A decisão deve ser tomada pelo líder.
       M2: Estilo de liderança E2, onde o líder deve explicar suas decisões e oferecer
        oportunidades de esclarecimento. O estilo deve ser de persuadir. A decisão deve
        ser tomada pelo líder com diálogo e/ou explicação.
       M3: Estilo de liderança E3, onde o líder deve apenas trocar idéias e facilitar a
        tomada de decisões. O estilo deve ser de compartilhar. A decisão deve ser
        tomada pelo líder/liderado, com incentivo pelo líder.
       M4: Estilo de liderança E4, onde o líder deve transferir para o liderado a
        responsabilidade das decisões e da sua execução. O estilo, neste caso, deve ser
        de delegar.

Cada estilo de liderança é uma combinação de comportamentos de tarefa e de
relacionamento. As seguintes relações podem ser feitas:

   a.   E1: Tarefa alta e relacionamento baixo.
   b.   E2: Tarefa alta e relacionamento alto.
   c.   E3: Tarefa baixa e relacionamento alto.
   d.   E4: Tarefa baixa e relacionamento baixo.

Essas três funções estão descritas no quadro abaixo:


E3 COMPARTILHAR                            E2 PERSUADIR

Tarefa baixa                               Tarefa alta

Relacionamento alto                        Relacionamento alto
Maturidade dos liderados moderado a        Maturidade dos liderados baixo a
alto                                       moderado
E4 DELEGAR                                E1 DETERMINAR

Tarefa baixa                              Tarefa alta

Relacionamento baixo                      Relacionamento baixo

Maturidade dos liderados alto             Maturidade dos liderados baixo


      Comportamento de Tarefa: o líder diz para as pessoas o que, quando, onde e
       como fazer.
      Comportamento de relacionamento: empenho do líder em se comunicar com as
       pessoas dando-lhes apoio, encorajamento e “carícias psicológicas”. Que
       significa ouvir atentamente as pessoas.
      Maturidade dos liderados: a capacidade e a disposição das pessoas em assumir a
       responsabilidade de dirigir seu próprio comportamento.


Situação                                    Comportamento do líder
E1 (estagiário ou auxiliar)                 Diretivo, autocrático. Deve dar as ordens
                                            claras e com soluções previamente
                                            orientadas para que o liderado execute a
                                            tarefa com o menor risco possível de erro.
E2 (Profissional da categoria Junior)       Papel de instrutor, treinando o liderado em
                                            todos os sentidos e apoiando-o
                                            simultaneamente.
E3 (Profissional da categoria Pleno)        Apóia o liderado de forma completa,
                                            dando-lhe o máximo de segurança para
                                            que este desenvolva com certa liberdade o
                                            que apreendeu no estágio anterior.
E4 (Profissional da categoria Sênior)       O liderado não precisa de apoio nem de
                                            acompanhamento: sabe o que ou como
                                            fazer para executar uma tarefa ou resolver
                                            um problema. O líder apenas lhe delega
                                            responsabilidades e cobra resultados.



Para promover o crescimento do indivíduo para o nível de maturidade mais alto (M4),
não basta apenas que o líder determine o nível de maturidade de seu liderado e aplique o
estilo de liderança mais adequado. Este é um requisito necessário mas não suficiente. O
líder precisa conduzir um processo de amadurecimento do liderado, que deve ser lento e
gradual, sempre no sentido M1 M2 M3 M4.

A chave da utilização da Liderança Situacional consiste em avaliar o nível de
maturidade dos liderados e comportar-se de acordo com o modelo. Na Liderança
Situacional está implícita a idéia de que o líder deve ajudar os liderados a amadurecer
até o ponto em que sejam capazes e estejam dispostos a fazê-lo. Esse desenvolvimento
dos liderados deve ser realizado ajustando-se o comportamento de liderança, ou seja,
passando pelos quatro estilos [...] (p.193).
A Liderança Situacional baseia-se na premissa de que para pessoas com pouca
capacidade e disposição (M1) é preciso mais controle e estruturação das tarefas. À
medida que a pessoa vá se tornando capaz (M2), o controle deve ir diminuindo e o
apoio sócio-emocional deve ir aumentando. Uma vez que a capacidade e a disposição
tornam-se ainda maiores (M3), o líder deve diminuir ainda mais seu controle e também
seu comportamento de relacionamento. Finalmente, para pessoas com alta maturidade
(M4), já não é mais necessário apoio sócio-emocional. Estas pessoas preferem a
autonomia, sentindo-se satisfeitas quando as tarefas e as decisões são deixadas por sua
conta. Porém, "isto não quer dizer que haja menos confiança mútua e amizade entre
líder e liderado. Pelo contrário, a confiança e a amizade são maiores ainda, mas o líder
precisa adotar menos comportamento de apoio para provar isso" (p.193).

Hersey e Blanchard (p.263) ressaltam que as pessoas estão sujeitas, por fatores internos
e externos à organização, a regredir em seu nível de maturidade. Neste caso, o líder
deve reavaliar a maturidade do subordinado, voltando ao estilo de liderança adequado, a
fim de fornecer-lhe apoio sócio-emocional e direção apropriados. Os líderes devem
estar constantemente atentos às situações de regressão, pois, de acordo com Hersey e
Blanchard (p.267), o processo de retorno a um estágio já anteriormente alcançado será
tão mais dispendioso quanto o tempo decorrido entre a regressão e a efetiva intervenção
de apoio.
             Teoria dos Estilos de Liderança de White e Lippitt
                         As três Atmosferas Sociais
 Essa teoria estuda a liderança em termos de estilos de comportamento do líder em
relação aos seus subordinados, ou seja, pela conduta do líder. Em 1939 através de um
estudo de White e Lippitt surgiu a principal teoria que explica a liderança por meio de
comportamento, e que é a que se refere aos três estilos de liderança: autoritária, liberal e
democrática.


                            Autoritária          Democrática              Laissez-faire
                            Autocrático          Democrático                 Liberal
Objetivo               A     fixação     das Todas as diretrizes      Liberdade completa
                       diretrizes       cabe são     objeto     de    para as decisões
                       unicamente ao líder debates e decisão          grupais            ou
                                             do             grupo,    individuais,     com
                                             estimulado           e   participação
                                             assistido pelo líder.    mínima do líder.
Atividades             As técnicas e as A atividade ganha             A               única
                       providências para o novas perspectivas         participação       do
                       serviço           são durante o período        líder no debate
                       determinadas pela de               debates.    sobre o trabalho é
                       autoridade, uma por Esboçam-se                 apresentar ao grupo
                       vez, de maneira que providências gerais        materiais variados e
                       em grande parte as para atingir o alvo         deixar claro que
                       medidas por vir são do grupo e, quando         poderá       fornecer
                       sempre                há necessidade de        informações,
                       imprevisíveis.        aconselhamento           quando solicitadas.
                                             técnico, o líder
                                             sugere duas ou mais
                                             alternativas para o
                                             grupo escolher.
Divisão das tarefas    Habitualmente, o Os membros têm a              Absoluta falta de
                       líder determina qual liberdade           de    participação   do
                       é a tarefa a ser trabalhar com quem            líder.
                       executada por cada quiserem         e      a
                       membro        e     o divisão das tarefas é
                       companheiro que deixada ao grupo.
                       lhe cabe.
Feedback               O líder inclina-se a O líder é “objetivo”      Comentários
                       ser “pessoal” nos e limita-se aos              espontâneos        e
                       elogios e críticas ao “fatos” em suas          irregulares do líder
                       trabalho de cada críticas e elogios,           sobre as atividades
                       membro; ele só não procura ser um              dos membros, a não
                       fica     fora      de membro normal do         ser          quando
                       participação ativa grupo, em espírito,         perguntado,        e
                       do grupo quando sem encarregar-se              nenhuma tentativa
                       faz demonstrações. de muito serviço.           de     avaliar    ou
                                                                      regular o curso dos
                                                                      acontecimentos.
AUTOCRÁTICA                DEMOCRÁTICA                            LIBERAL
Diretrizes fixadas pelo Diretrizes debatidas e decididas O grupo tem toda a
líder,      sem        a pelo grupo com a assistência e liberdade para decidir, o
participação do grupo.   estímulo do líder.              líder          participa
                                                         minimamente.
O líder determina as       O grupo esboça as providências e       O líder tem uma
providências     e    as   técnicas para a execução das           participação  limitada
técnicas      para     a   tarefas, solicitando aos líder         nos           debates,
execução das tarefas,      aconselhamento            quando       apresentando materiais
uma de cada vez,           necessário. Sempre que solicitado      variados ao grupo, e
conforme               a   o líder oferece duas ou mais           fornecendo     alguma
necessidade,       sendo   alternativas, provocando o debate      informação          se
assim,     imprevisíveis   no grupo.                              solicitada.
para o grupo.
O líder determina a A divisão de tarefas fica à cargo             O líder não participa,
tarefa a ser executada e do grupo e cada membro escolhe           tanto a divisão das
qual o companheiro de seus companheiros de trabalho.              tarefas quanto a escolha
trabalho de cada um.                                              de companheiros fica a
                                                                  cargo do grupo.
O líder é dominador e      O líder é um membro normal do          O líder não avalia nem
pessoal,    tanto   nos    grupo, porém sem encarregar-se         regula o curso dos
elogios quanto nas         muito das tarefas. É objetivo e        acontecimentos.
críticas ao trabalho de    limita-se aos fatos em suas críticas   Quando perguntado, faz
cada membro.               e elogios.                             comentários irregulares
                                                                  sobre as atividades dos
                                                                  membros.




Nas experiências os grupos submetidos a liderança autocrática apresentam uma maior
quantidade de trabalho produzido, os grupos submetidos a liderança liberal não se
saíram bem nem quando a quantidade nem quanto a qualidade e os grupos submetidos a
liderança democrática apresentaram uma melhor qualidade do trabalho, porém com uma
quantidade inferior ao grupo submetido a liderança autocrática. A conclusão a que se
chega, é que não existe um estilo único e melhor a ser utilizado, o líder utiliza os três
estilos de liderança, de acordo com a situação, com as pessoas ou com a tarefa a ser
realizada.
                                REFLEXÃO
Como visto na teoria, a liderança não é inata e nem relacionada somente às
características pessoais, mas vale ressaltar as observações de Max Gehringer, consultor
organizacional, que atuou frente à direção de grandes empresas como Elma Chips,
Pulmann e Pepsi. Ele diz que “Não existe um perfil de líder que se amolde a todas as
empresas. Cada empresa tem sua cultura e o líder deve adaptar-se a ela” mesmo assim,
o consultor descreve algumas competências que as empresas procuram relacionadas ao
fenômeno da Liderança

      O líder deve ser capaz de gerar resultados quantificáveis em curto prazo;
      Defender os interesses da empresa, mesmo que, às vezes, não concorde com
       eles;
      Saber explicar claramente o que precisa ser feito;
      Saber cobrar os que estão em “marcha-lenta” e saber punir os relapsos e, ao
       mesmo tempo, reconhecer e premiar os que mostraram mais mérito;
      Estar em sintonia com os subordinados;
      Saber as necessidades de cada um;
      Identificar a maneira de levar o indivíduo a dar o melhor de si (Saber como
       tratar cada pessoas);
      Lembrar de valorizar o processo contínuo de feedback (formalmente e
       informalmente);
      Os melhores líderes são os que lideram pelo exemplo pessoal. Era assim há
       cinco mil anos, e continua sendo.

Outro autor, José Osmir Fiorelli, ressalta alguns atributos importantes para o fenômenos
da liderança:

      Despertar na relação com o liderado uma relação significativa. “Fazer a
       diferença na relação com os liderados”;
      Conciliar diferentes pontos de vista e dirigir o trabalho para metas estabelecidas;
      Compromisso;
      Habilidade interpessoal;
      Autoconhecimento;
      Autoconfiança;
      Expansividade;
      Inteligência;
      Entusiasmo;
      Ousadia e prudência;
      Sensibilidade;
      Espírito crítico;
      Senso de justiça;
      Disciplina;
      Observador (Paciente, Detalhista, Discrição, Privacidade, Neutralidade)
      Habilidade para escutar e para falar – comportamento não-verbal;
      Envolvimento;
      Compreensão;
      Dar e receber feedback;
      Saber orientar (O que, como, quando, onde e o motivo, ou seja, por que orientar)
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Aguiar, M.A.F. Psicologia Aplicada à Administração: uma abordagem
interdisciplinar. São Paulo: Saraiva, 2005.

Bergamini, C.W. Psicologia Aplicada à Administração de Empresas:
psicologia do comportamento organizacional. São Paulo: Atlas, 1996.

Daft, R.I. Administração. Rio de Janeiro: LTC, 1996.

Fiorelli, J.O. Psicologia para administradores: Integrando teoria e
prática. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

Muchinsky, P. M. Psicologia Organizacional. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2004.

Rothmann, I. & Cooper, C. Fundamentos de Psicologia Organizacional e
do Trabalho. Rio de Janeiro:

Sites consultado:

http://revistavocerh.abril.com.br

http://www.rh.com.br

http://www.maurolaruccia.adm.br/trabalhos/lidera.htm

								
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