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Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:

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Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:
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Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:

– O que é unção?

O homem de Deus, então, chamando a atenção do garoto para um boi, que

pastava a distância, indagou:

– Você está vendo aquele boi pastando?

– Sim.

– Aquilo não é unção.

Em seguida, olhou para um passarinho, que cantava no galho de uma

árvore, e disse:

– Você está ouvindo aquele passarinho cantando?

– Sim.

– Aquilo também não é unção.

O garoto, exasperado, insistiu com o ancião:

– Diga-me, então, o que é unção?

Após uma pausa breve, o homem voltou-se para o garoto e concluiu,

dizendo:

– Se você vir um boi, no galho de uma árvore, cantando feito passarinho,

aquilo é unção.

A verdadeira realidade da Igreja é sobrenatural. Se tudo o que temos são

passarinhos cantando nos telhados e bois pastando no campo, então, não temos

nada além do que o mundo tem. A verdadeira obra de Deus precisa ser

sobrenatural, celestial e inusitada.

Estamos falando isto a propósito desse manual sobre a nossa estrutura de

células em nossa igreja local. O nosso crescimento não vem porque temos uma

boa estrutura e uma boa organização. Se a nossa obra se resume a uma boa

estrutura organizacional, então, o que temos que o mundo não tem? O mundo

possui estratégias de marketing, qualidade total, gerenciamento participativo e

muitas outras coisas semelhantes às que possuímos e praticamos. Não podemos

confiar na técnica e na mera organização. Ela é apenas uma roupa que colocamos

e que podemos trocar de acordo com a necessidade. Crianças trocam de roupa à

medida que crescem, e como elas as igrejas mudam de estrutura e organização na

medida que crescem também.

Se a comunhão que praticamos em nada difere da do Rotary ou do Lyons,

o que estamos fazendo de mais? Se a nossa pregação não difere da oratória

política ou das palestras acadêmicas, o que estamos ministrando de mais? A

mensagem de Jesus foi muito clara: Ele não veio para revogar, veio para

transcender. É aqui que reside a grande diferença: precisamos transcender às

práticas comuns do mundo.

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Transcender não é apenas fazer melhor; é fazer sobrenaturalmente. Não

podemos atrair o mundo apenas com nossas canções, pois as pessoas do mundo

têm músicas até melhores que as nossas. Não podemos atrair o mundo apenas

com teatro, dramas e encenações, pois lá eles fazem isto muito melhor do que

nós. Nem podemos atrai-los com grupos pequenos, pois isso eles também

possuem. Entretanto, existe algo que nem eles e nem ninguém pode fazer: um

boi cantar em cima do telhado. Isto somente a unção pode fazer.

Sem o poder de Deus, entretemos os santos e nos iludimos com atividades.

A Igreja não é terrena; a sua origem é celestial, assim como o seu poder e a sua

própria vida. Qualquer coisa que não for feita com base nesta força espiritual,

não traduzirá a realidade da Igreja; seja comunhão, pregação, aconselhamento,

música ou as células.

Precisamos da unção do Senhor, pois ela subverte a nossa ordem e os

nossos conceitos. Ela transcende ao padrão do nosso trabalho. Nossa comunhão

não pode ser comum, natural, mas sim aquele tipo com o qual o próprio Deus

subsiste. Nossa pregação não pode ser uma palestra inteligente e intrigante, mas

sim a voz do próprio Deus trovejando dos céus sobre a Terra. Nossa autoridade

não pode se prender aos nossos títulos acadêmicos, nem ao volume de voz que

usamos nas pregações, e sim à autoridade do Espírito do Santo. Não somos

frutíferos porque temos técnicas, mas porque possuimos a unção. Não importa o

quanto tentemos; só a unção poderá levar um boi a cantar como um pássaro, em

cima de um telhado.

Se, a nossa ministração, nas células, reproduzir as técnicas e dinâmicas

aplicadas na Psicologia de grupos, estaremos perdendo o nosso tempo. Não

somos uma empresa, somos igreja do Senhor Jesus. Aprenda a técnica e a

metodologia de nossa visão, mas lembre-se que mais importante que os odres é a

fonte real do crescimento, da vida, dos frutos e de tudo o mais: o vinho novo do

Espírito.

Que o Senhor da glória, o rei Jesus, derrame sobre você desta unção que faz

o inusitado e frutifica além do esperado. Esta unção é que torna a vida mais que

um evento e que faz dela uma expressão do celestial.



Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:

– O que é unção?

O homem de Deus, então, chamando a atenção do garoto para um boi, que

pastava a distância, indagou:

– Você está vendo aquele boi pastando?

– Sim.

– Aquilo não é unção.

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Em seguida, olhou para um passarinho, que cantava no galho de uma

árvore, e disse:

– Você está ouvindo aquele passarinho cantando?

– Sim.

– Aquilo também não é unção.

O garoto, exasperado, insistiu com o ancião:

– Diga-me, então, o que é unção?

Após uma pausa breve, o homem voltou-se para o garoto e concluiu,

dizendo:

– Se você vir um boi, no galho de uma árvore, cantando feito passarinho,

aquilo é unção.

A verdadeira realidade da Igreja é sobrenatural. Se tudo o que temos são

passarinhos cantando nos telhados e bois pastando no campo, então, não temos

nada além do que o mundo tem. A verdadeira obra de Deus precisa ser

sobrenatural, celestial e inusitada.

Estamos falando isto a propósito desse manual sobre a nossa estrutura de

células em nossa igreja local. O nosso crescimento não vem porque temos uma

boa estrutura e uma boa organização. Se a nossa obra se resume a uma boa

estrutura organizacional, então, o que temos que o mundo não tem? O mundo

possui estratégias de marketing, qualidade total, gerenciamento participativo e

muitas outras coisas semelhantes às que possuímos e praticamos. Não podemos

confiar na técnica e na mera organização. Ela é apenas uma roupa que colocamos

e que podemos trocar de acordo com a necessidade. Crianças trocam de roupa à

medida que crescem, e como elas as igrejas mudam de estrutura e organização na

medida que crescem também.

Se a comunhão que praticamos em nada difere da do Rotary ou do Lyons,

o que estamos fazendo de mais? Se a nossa pregação não difere da oratória

política ou das palestras acadêmicas, o que estamos ministrando de mais? A

mensagem de Jesus foi muito clara: Ele não veio para revogar, veio para

transcender. É aqui que reside a grande diferença: precisamos transcender às

práticas comuns do mundo.

Transcender não é apenas fazer melhor; é fazer sobrenaturalmente. Não

podemos atrair o mundo apenas com nossas canções, pois as pessoas do mundo

têm músicas até melhores que as nossas. Não podemos atrair o mundo apenas

com teatro, dramas e encenações, pois lá eles fazem isto muito melhor do que

nós. Nem podemos atrai-los com grupos pequenos, pois isso eles também

possuem. Entretanto, existe algo que nem eles e nem ninguém pode fazer: um

boi cantar em cima do telhado. Isto somente a unção pode fazer.

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Sem o poder de Deus, entretemos os santos e nos iludimos com atividades.

A Igreja não é terrena; a sua origem é celestial, assim como o seu poder e a sua

própria vida. Qualquer coisa que não for feita com base nesta força espiritual,

não traduzirá a realidade da Igreja; seja comunhão, pregação, aconselhamento,

música ou as células.

Precisamos da unção do Senhor, pois ela subverte a nossa ordem e os

nossos conceitos. Ela transcende ao padrão do nosso trabalho. Nossa comunhão

não pode ser comum, natural, mas sim aquele tipo com o qual o próprio Deus

subsiste. Nossa pregação não pode ser uma palestra inteligente e intrigante, mas

sim a voz do próprio Deus trovejando dos céus sobre a Terra. Nossa autoridade

não pode se prender aos nossos títulos acadêmicos, nem ao volume de voz que

usamos nas pregações, e sim à autoridade do Espírito do Santo. Não somos

frutíferos porque temos técnicas, mas porque possuimos a unção. Não importa o

quanto tentemos; só a unção poderá levar um boi a cantar como um pássaro, em

cima de um telhado.

Se, a nossa ministração, nas células, reproduzir as técnicas e dinâmicas

aplicadas na Psicologia de grupos, estaremos perdendo o nosso tempo. Não

somos uma empresa, somos igreja do Senhor Jesus. Aprenda a técnica e a

metodologia de nossa visão, mas lembre-se que mais importante que os odres é a

fonte real do crescimento, da vida, dos frutos e de tudo o mais: o vinho novo do

Espírito.

Que o Senhor da glória, o rei Jesus, derrame sobre você desta unção que faz

o inusitado e frutifica além do esperado. Esta unção é que torna a vida mais que

um evento e que faz dela uma expressão do celestial.



Tudo começa com oração



A minha oração é que, em algum momento, enquanto você estiver estudando este

manual, você receba uma revelação especial de Deus. Que você veja a igreja pelos

olhos de Deus e seja conquistado por uma visão celestial: a edificação de uma igreja

de vencedores. Deixe-se contagiar por estes dois sonhos: (a) multiplicar as células

(uma vez por ano) e (b) conquistar a nossa geração para Cristo. Mas, antes de tudo,

tire alguns minutos para escrever o que você está sentindo. Talvez você queira usar

as linhas abaixo para escrever uma oração a Deus.





Uma igreja de vencedores

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“NOSSO ENCARGO é edificar uma igreja de vencedores, onde cada

membro é um ministro e cada casa uma igreja, conquistando, assim, a

nossa geração para Cristo, através das células”.

Este é o nosso “slogan”, a nossa declaração de propósito. A primeira parte

dele diz que nosso encargo é edificar uma igreja de vencedores.

– O que é ser uma igreja de vencedores?

– É a igreja que cumpre o propósito de Deus.

– E qual é esse propósito?

– Ter um grupo de pessoas à Sua imagem e semelhança. Deus deseja que o

homem seja enchido com Ele mesmo como vida a fim de expressá-Lo e tenha o

Seu domínio para representá-Lo na terra.

O homem foi criado como um vaso para conter Deus dentro de si. Fomos

feitos como uma luva para conter a Deus. A luva é a imagem e semelhança da

mão, mas a mão é a realidade da luva. Uma luva é criada conforme a semelhança

da mão com o propósito de conte-la. Igualmente o homem foi criado à imagem

de Deus, com o propósito de conter a Divindade.

Uma vez que o homem recebe a Pessoa de Deus como vida dentro de si

mesmo, ele se torna um instrumento nas mãos de Deus. Para que o homem fosse

usado como instrumento, Deus deu a ele a seguinte ordem:

Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a;

dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e

sobre todo animal que rasteja pela terra. Gn. 1:28





Crescer e multiplicar

A primeira ordem dada ao homem, na velha criação, foi para crescer e

multiplicar-se. A mesma ordem nos é dada, hoje, na nova criação. Todos nós

recebemos a ordem de crescer e multiplicar (Mt 28.20; Mc 16.15). A diferença é

que Adão se multiplicava como alma vivente; hoje, porém nós nos multiplicamos

pelo espírito de vida (1 Co 15).

Uma igreja de vencedores, portanto, é aquela que cumpre o propósito

original de Deus: crescimento e multiplicação. Não há como cumprir o propósito

de Deus sem fecundidade e multiplicação; por isso, nossa visão exige multiplicar

cada célula pelo menos uma vez por ano. Um líder vencedor é aquele que

multiplica sua célula pelo menos uma vez por ano.



Sujeitar e dominar

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Deus também disse para o homem dominar, ou seja: deu-lhe a autoridade

para exercer o domínio como se fosse o próprio Deus. Qualquer um que visse

Adão saberia que ele representava Deus, pois, em tudo, era semelhante ao

Criador.

Conserve em sua mente estas duas palavras: imagem e domínio. Porque eu

tenho a imagem eu exerço o domínio. Imagem é para expressar (o próprio Deus)

e domínio é para exercer autoridade (de Deus).

Todos nós precisamos lidar com o inimigo sujeitando-o em todas as esferas

de nossas vidas (Mt 16.19; Mt 18.18; Rm 16.20). Sujeitar o inimigo significa

vencê-lo em todas as circunstâncias e não deixá-lo levar vantagem em nenhum

momento.

Quando sujeitamos e exercemos domínio, dizemos que estamos cumprindo

a visão de que cada crente é um ministro. O ministro sujeita e domina através da

oração e da autoridade no nome de Jesus.

Assim uma igreja de vencedores é aquela que cresce e se multiplica, mas que

também exerce domínio porque possui a imagem de Deus em seu caráter.

Guarde o propósito duplo de Deus: primeiro ele quer ter o homem a sua

imagem para exercer domínio, ou seja: ser um ministro; em segundo lugar Deus

deseja que esse homem se multiplique. Uma igreja de vencedores tem a visão

para conquistar a sua geração.



Não apenas salvos, mas vencedores¹

Sei que o entendimento comum no meio evangélico é que todo crente é um

vencedor. De fato isto é parcialmente verdadeiro.

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores,

por meio daquele que nos amou. Rm 8:31-37.

Na verdade, todo crente é legalmente um vencedor por causa da vitória de

Cristo. Mas experimentalmente muitos vivem como derrotados. Os crentes

venecedores cumprem o propósito de Deus, enquanto os crentes derrotados

ignoram e desprezam o encargo de Deus para esta era.

Há uma diferença entre posição legal e posição experimental. Posição legal é

aquilo que, por direito, é nosso. Legalmente, já somos mais que vencedores –

Cristo já nos garantiu a vitória. Ele já pagou o preço da nossa Redenção na cruz e

subjugou todos os principados e potestades. Ele venceu. E assim, porque

estamos nele, nós também somos vencedores. A posição dele é a nossa posição

também.

Entretanto, posição experimental é algo bem diferente. Tomar algo

experimentalmente significa experimentar algo que já é verdade legalmente. Há

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muitos crentes que, legalmente são herdeiros de uma grande fortuna, mas,

experimentalmente vivem numa miséria absoluta. Sendo filhos do Rei, vivem

como se fossem escravos.

Em nossa igreja, adotamos este slogan: “O nosso encargo é edificar uma

Igreja de vencedores.” Vencedores são aqueles crentes que já experimentam, na

prática, daquilo que lhes pertence legalmente. Uma coisa é ser salvo, outra coisa é

ser vencedor.

Apesar de todo crente nascido de novo ser um vencedor legalmente,

sabemos que esta não é a experiência de todos. Na verdade existem muitos

crentes que são derrotados.

Talvez, você não concorde com esta tese e me questione: “Você está

dizendo que um crente derrotado é salvo?” Entenda isto: a condição para alguém

obter a salvação é uma, enquanto a condição para o salvo tornar-se vencedor é

outra. A salvação tem a ver com a vida eterna, que é um presente de Deus a todo

aquele que crê; agora, tornar-se um vencedor é algo relacionado com o galardão e

o reinado milenar com Cristo. A salvação é alcançada mediante a fé; a

recompensa, pelas obras que praticarmos diante de Deus.

A salvação – ter a vida eterna – é uma coisa; enquanto o reino – ser

vencedor – é outra coisa. A recompensa é apenas para os vencedores. Você pode

ter a vida eterna, você pode ter salvação e ainda assim viver como um derrotado.

Essa é uma questão muito séria.

Poucos se importam com a questão da recompensa ou do galardão que

receberemos diante de Deus. Ninguém se engane pensando que receberemos

galardão por que aceitamos a Jesus. Galardão tem a ver com trabalho feito para

Deus.

A grande recompensa dos crentes será reinar com Cristo, durante o milênio,

depois que Ele voltar. Mas deixe-me dizer-lhe algo: se você não está disposto

nem mesmo a liderar uma célula, como poderá reinar com Cristo? Se não existe o

desejo, o encargo de multiplicar a sua célula uma vez por ano, não haverá

galardão algum.

Numa igreja de vencedores cada membro é um ministro e todos se dispõem

a liderar uma célula multiplicando-a uma vez por ano. O sinal de que estamos

atuando como uma igreja de vencedores é quando as células se multiplicam.



NOTAS



Se você deseja compreender melhor a visão dos vencedores leia:

Watchman Nee, O dano da segunda morte (Árvore da Vida, 1996).

Watchman Nee, The King and the kingdom of heaven (Christian Fellowship

Publishers, 1978).

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Watchman Nee, Aids to Revelation (Christian Fellowship Publishers, 1978).

Watchman Nee, Interpreting Matthew (Christian Fellowship Publishers, 1978).

Watchman Nee, Coleção o Evangelho de Deus (Árvore da Vida, 1993).

Watchman Nee, A igreja Gloriosa (Árvore da Vida, 1991).

Watchman Nee, A ortodoxia da Igreja (Árvore da Vida, 1990)..





CADA CASA UMA EXTENÇÃO DA IGREJA



NÓS SOMOS uma igreja em células.

É algo realmente gratificante ver tantas pessoas funcionando como membros

do corpo vivo de Cristo. Temos o privilégio de ver uma estrutura funcionando

com liberdade, sem temores e permitindo o desenvolvimento do pleno potencial

de cada um.

Em nossa igreja já não temos que convencer as pessoas a respeito de células,

nós apenas as vivemos em nosso dia a dia. Ainda temos sacerdotes profissionais

(Nada é perfeito!), mas cada crente tem funcionado como um sacerdote, um

ministro.

Vejamos agora o terceiro aspecto de nossa visão: “cada casa é uma extensão

da igreja”.

O prédio onde nos reunimos não é o retrato de nossa igreja. Ela poderia ser vista melhor

como um tabernáculo no deserto, perambulando de um lugar ao outro, acontecendo

simultaneamente por toda a cidade – nas casas.

Nas células existe uma mobilização natural para ajudar os necessitados. Os

mais velhos ensinam os mais novos o que é ser crente. Os pastores treinam os

novos líderes para o desempenho do serviço e todo o corpo se mobiliza para a

festa da colheita de almas. Afinal cada célula visa se reproduzir e se multiplicar

uma vez por ano. Falamos todos uma mesma linguagem e há uma unanimidade

santa de propósito entre todos. Em nosso coração sentimos que estamos

voltando para os primórdios da igreja do primeiro século.

Nós somos uma igreja em células.

Cada instituição é a cara do prédio onde se reune, mas a nossa igreja não

existe em função do prédio onde nos reunimos. O prédio para nós é apenas um

lugar de treinamento e celebração, a vida normal da igreja acontece em outros

lugares – no nosso dia-a-dia.

Apesar de, no Velho Testamento, Deus ter habitado num templo, isto já não

acontece no Novo Testamento. Hoje, nós somos o templo de Deus: ele habita

em nós. Assim, biblicamente falando, a igreja do Novo Testamento possui um

lugar de reunião, mas não possui templos.

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Os templos são uma grande contradição do cristianismo. Na verdade eles

não existiam até o segundo século. Se você procurasse pela igreja no primeiro

século você seria conduzido a um grupo de pessoas se reunindo numa casa. Não

havia nenhum prédio especial. No entanto, aquele foi o tempo em que a igreja

mais cresceu em número e na vida espiritual. ¹

Na verdade esses são os dois objetivos básicos da igreja: crescimento em

número e crescimento em fé e serviço. E olha, os prédios não ajudam em nada a

atingirmos isso. Não sou contra o uso de prédios como lugares para a reunião da

igreja. Creio que eles têm muitas lições a nos ensinar.



1. Prédios falam de imobilidade

O mover de Deus diz :”Ide”, mas nossos prédios nos dizem: “fiquem”. O

mover de Deus diz para “buscarmos os perdidos”, mas os prédios nos dizem:

“deixa que eles venham até nós”. ²

Uma igreja em célula é um Tabernáculo ambulante. É sempre móvel, é uma

peregrina. Nossa identidade não está associada a prédios. Prédios possuem um

utilidade meramente funcional, e não existencial.



2. Prédios falam de inflexibilidade

Faça você mesmo um teste. Vá a uma igreja onde o prédio seja a própria

identidade dessa comunidade. Avalie o grau de abertura para mudanças no meio

deles. Pode ter certeza: o resultado é zero. O prédio determina o tipo de igreja

que nele se reune. Tudo fica em função do espaço disponível. Mas a pior coisa a

respeito da falta de flexibilidade é a estagnação. Entra ano e sai ano, e aquela

igreja é a mesma. Sabe por quê?Porque ela e o prédio se confundem. Os prédios

mudam pouco, principalmente quando são caros e magníficos.

Na antiguidade, os judeus guardavam vinho em odres feitos de couro de

ovelha. Esses odres precisavam ser untados, frequentemente, por fora para não

se enrijecerem e se partirem perdendo-se todo o vinho. Assim a maior

necessidade de um bom odre era ser flexível. Isto era necessário por causa da

fermentação do vinho que emite gases e força a estrutura do odre.

Essa ilustração é incrivelmente clara. Odres (estruturas), precisam ser flexíveis porque o

vinho (Espírito Santo) é algo cheio de vida que produz movimentos e mudanças eventuais de

volume. E uma boa maneira de torna-lo flexível é sempre mantê-lo cheio do óleo. Nós somos

uma igreja flexível e aberta ao mover de Deus, justamente porque a nossa identidade está nas

células.



3. Prédios falam de impessoalidade

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Por si só os prédios são coisas impessoais. Apesar de em alguns momentos

inspirarem o culto, transpiram formalidade e distanciamento. Podemos estar

alegres e descontraídos, mas quando entramos num “templo” somos atingidos

por um espírito de impessoalidade. Nos tornamos imediatamente frios, distantes

e formais.

Esse tipo de problema não existe quando a vida da igreja extrapola os limites

do prédio, através das células. Estas definem tanto a nossa liturgia quanto a nossa

maneira de existir como igreja.



4. Prédios nos falam de orgulho

Uma das motivações da construção da Torre de Babel foi a perpetuação do

nome dos seus construtores. Eles queriam tornar-se célebres e famosos (Gn.

11:4). Grupos que estão a procura de ostentação e glória se preocupam muito

com prédios.

As células por outro lado não ostentam coisa alguma, estão em todo lugar:

nas casas, nas escolas, nas empresas. Não temos em que nos gloriar, a não ser no

poder de Deus.

Ao usar a analogia do templo, não estou dizendo que somos contra o prédio,

creio mesmo que eles são inevitáveis. Mas, cuidado! ! Quando a identidade de

uma igreja está ligada ao prédio, então a vida já se foi; o que restou foi uma

instituição morta.

Acabou-se o tempo em que a vida da igreja era algo que acontecia aos

domingos, nos templos. Numa igreja de vencedores ser cristão é um estilo de

vida que praticamos em nosso dia-a-dia. A igreja acontece em todo lugar: nas

ruas, nos colégios, nos supermercados, nos shoppings e acima de tudo nas casas.

Numa igreja de vencedores não recrutamos membros, fazemos discípulos.

Membros de igreja não podem alcançar muito para Deus, discípulos, porém,

conquistam nações. Se a visão entrar em você onde você for a igreja irá junto

com você. Se você se mudar para outra cidade, a igreja irá junto com você. Você

não vai à igreja, mas carrega a igreja aonde você vai.







NOSSO ENCARGO é ganhar a nossa geração para Cristo através de uma

igreja de vencedores. E uma igreja de vencedores é aquela onde cada um é um

ministro e faz de sua casa uma extensão da igreja. Através das células edificamos

uma igreja de vencedores e ganhamos a nossa geração. O alvo é edificar uma

igreja de vencedores; o meio são a células.

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Todo líder cristão sonha em encher sua igreja com milhares de vidas. Nós

sabemos que as células têm suprido esta ânsia em muitas igrejas. Elas são uma

base sólida para a manifestação dos dons, para o surgimento de líderes, para o

apascentamento das ovelhas e para a multiplicação. Através das células podemos

realizar o sonho de ver a nossa cidade completamente tomada por grupos que

expressam a Cristo em vida, amor e santidade.

Os grupos são uma possibilidade real de crescimento exponencial. Considere

a seguinte possibilidade: se uma igreja tem a maioria de seus membros em células

onde se reunem cinco pessoas, e se cada célula ganhar apenas uma única pessoa

ao ano, o número de membros dessa igreja poderia dobrar a cada cinco anos. Eu

penso que uma única alma por ano para um grupo é um alvo muito pessimista.

Mas suponha ainda que apenas 40% das células de uma igreja se

multiplicassem a cada ano. Crescer 40% ao ano significa que cada grupo de 10

pessoas ganhará apenas quatro em um ano inteiro, ou seja, uma pessoa a cada

três meses. Mas, mesmo com um crescimento de apenas 40% ao ano, uma igreja

poderia dobrar a cada dois anos. Assim, uma igreja de 200 membros terá, no

final de dez anos, 5.785 membros. O crescimento da Igreja deixou de ser uma

possibilidade remota e tornou-se um alvo realista e concreto. ¹

Todavia, cremos que é possível uma célula se multiplicar uma vez por ano.

Este é o nosso desafio e a nossa visão. Eu convido você para abraça-la. Nossa

geração, nossa cidade, nossa nação pode ser alcançada para Cristo. Para isso basta

que multipliquemos nossas células uma vez a cada ano.

Nós podemos transformar nosso país num exército de líderes de células os

quais, como você, abraçará, a visão de multiplicar as suas células anualmente.

Nós podemos fazer isso porque nós podemos todas as coisas naquele que nos

fortalece. Eu quero fazer isso, e você?

Pense nisso! Uma célula, normalmente, começa com seis ou sete pessoas.

Para duplica-la em um ano sua tarefa será levar esse grupo de seis ou sete pessoas

a ganhar uma pessoa a cada dois meses aproximadamente. Isto não me parece ser

um alvo tão difícil assim. Você pode fazê-lo! Centenas de outros líderes têm feito

isso todos os anos em nossa igreja.

Nós somos uma igreja em células.

Para nós, as células são a nossa maneira de sermos igreja. Não ficamos

preocupados em fazer coisas diferentes ou termos programações variadas em

nossa igreja. O que fazemos é concentrar-nos num único objetivo: levar cada

célula a se multiplicar a cada ano.

A nossa igreja acontece nas células. Ensino, cuidado mútuo,

compartilhamento, amor, encorajamento, dons, serviço, tudo acontece nas

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células e através delas. Até algum tempo atrás isso era um alvo, mas hoje já é uma

realidade.

Nós podemos ter uma série de outros programas suplementares tais como:

programas televisão, rádio, revista e ministérios sociais. Entretanto, é no trabalho

da célula que está o fundamento do crescimento constante e consistente.

Venha caminhar entre vencedores. Queremos contagiar você com esse

sonho de alcançar a nossa geração para Cristo. Esse pequeno manual é para dar a

você as primeiras direções de como conduzir uma célula e leva-la a se multiplicar

uma vez por ano. Nós podemos alcançar a nossa nação com líderes de célula que

multiplicam o seu grupo uma vez por ano. Não estamos convidando você para

nos ajudar num trabalho, estamos compartilhando com você o nosso sonho.

Venha sonhar conosco!

Se cada crente for um ministro e cada casa for uma extensão da igreja, então

seremos uma igreja de vencedores e, conseqüentemente, conquistaremos a nossa

geração para o Senhor! O propósito de Deus somente pode ser atingido pela

multiplicação, pela fecundidade, pela frutificação, pelo crescimento e pela

expansão. As células são apenas um meio; o fim é a edificação e a expansão do

Corpo de Cristo nesta geração!

O desafio é claro: cada líder deve multiplicar a sua célula uma vez por ano.

Esse é um ponto muito importante dentro da nossa visão, nunca será demais

enfatiza-lo. Nós podemos conquistar a nossa nação nessa geração se tivermos

líderes dispostos a multiplicar a sua célula uma vez por ano.

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Eu lhe convido para abraçar

a visão de contemplar a nossa geração

conquistada para o Senhor,

por meio de uma igreja,

onde cada membro é

um ministro.

Eu lhe convido a fazer parte

de um exército de crentes

que estão usando seus

dons para levar suas células

a crescerem e se multiplicarem,

uma vez por ano.

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EM NOSSA IGREJA, as células não são apenas uma estratégia que

escolhemos, dentre as muitas disponíveis. Elas fazem parte de uma visão de

como a Igreja deveria ser. O nosso objetivo não é simplesmente levar a nossa

igreja a crescer numericamente; nós desejamos estar, de fato, trabalhando na

edificação da Igreja como a noiva de Cristo.

Não consideramos as células uma doutrina, mas cremos que elas estabelecem

uma visão e definem o nosso modelo de igreja. Por esta razão somos tão radicais

na visão de células. Em nossa igreja, as células não são mais um dentre os muitos

departamentos em atividade; elas são a própria vida da Igreja. Um membro que

se recusa a participar de uma célula, está se excluindo da vida do Corpo.

Não somos uma igreja em célula por modismo, mas por convicções claras e

firmes. Vamos enumerar algumas razões porquê somos uma igreja em células.



1. Porque a igreja deve crescer e se multiplicar.

Assim como as células biológicas se juntam para formar o corpo humano, as

células da igreja se juntam para formar o Corpo de Cristo. Do mesmo modo

como o corpo humano cresce e se desenvolve através do processo de

multiplicação celular (cada uma delas, ao atingir a maturidade, se divide em outras

duas), a Igreja também cresce através da multiplicação de células sadias.



2. Porque queremos ser uma

comunidade terapêutica e transformadora.

Esta é a vocação da Igreja: ser um lugar onde há vida, libertação, cura e

aconchego. Queremos ser um povo que conhece e vive plenamente a Verdade.

Queremos ser uma comunidade carismática e missionária, que cresce na vida

interior e se expande para o exterior, para ganhar a nossa cidade, o nosso país e a

nossa geração! As células são a nossa estratégia.



3. Porque, para um crente crescer

saudável, ele precisa de ouvir e de falar.

Todos nós necessitamos de uma dieta espiritual equilibrada, que envolve

ouvir e falar. Em Romanos 10:17 vemos que a fé vem pelo ouvir a Palavra.

Quando participamos da reunião de celebração, o alvo é recebermos fé pelo

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ouvir. Por outro lado, se queremos crescer, precisamos também compartilhar o

que ouvimos. É pelo falar que somos cheios do Espírito; é pelo falar que

geramos, liberamos e ministramos vida! Nas reuniões de celebração ouvimos para

recebermos fé; e nas reuniões da célula, falamos para crescermos em fé!



4. Porque a Igreja deve ser um edifício

e não um amontoado de pedras.

Para muitos hoje, no meio evangélico, a Igreja não passa de um prédio feito

de concreto. Chegam mesmo a reverenciar o lugar e cometem a heresia de

chamá-lo “Casa de Deus”. Eles dizem que estão indo à igreja se referindo ao

edifício. Este é um conceito completamente equivocado, pois a Igreja somos nós

– as pedras vivas(I Pe 2:5) que após sermos edificados mutuamente somos

constituídos habitação de Deus no Espírito (Ef 2:20-22).

A Igreja, indiscutivelmente, não é o prédio onde nos reunimos. No entanto,

ainda assim é um edifício, ou seja: um edifício espiritual feito de pedras vivas. A

palavra de Deus nos diz que a Igreja é uma construção e como tal requer uma

planta, um alicerce e materiais adequados para a sua edificação.

Toda Igreja local deve ser um edifício. Todavia, um grupo de crentes pode se

reunir aos domingos e ainda assim não ser um edifício. Para isto, as pedras

devem estar edificadas mutuamente e ligadas pela argamassa do Espírito. Pedras

isoladas e amontoadas aos domingos não constituem um edifício. Assim como

um depósito de tijolos não é uma construção.

Você percebe a diferença entre um edifício e um depósito de material de

construção? Tudo que está no edifício também está no depósito, mas com um

única diferença: no edifício, os materiais estão edificados dentro de um projeto e

uma visão.









Desejamos ser uma grande igreja onde os vínculos entre os irmãos são

preservados. Mas a única chance de atingirmos esse alvo é edificando a igreja nas

16





reuniões menores, ou seja: nas células. Numa igreja (estruturada em

departamentos) onde se reúnem mais de duzentas pessoas, torna-se difícil a

manutenção de vínculos satisfatórios. Já na igreja estruturada em células, esse

problema não existe.



5. Por que a Igreja deve ser um Corpo.

Referências: Ef 4:15,16, I Co 12:12-27.

Para ser um corpo pelo menos duas condições são necessárias: os membros

precisam estar ligados e também precisam estar funcionando. Vejamos primeiro a

questão de estar vinculado.

Se pegarmos pernas, braços, cabeça, tronco, e os ajuntarmos, teremos um

amontoado de membros. Ter um amontoado de membros em nossas reuniões

não faz de nós um corpo! Para ser um corpo, os membros precisam estar

vinculados - ligados uns aos outros - para que o sangue da vida de Deus circule

entre eles. Nós somos uma igreja em células porque desejamos ser um organismo

vivo, e não uma mera organização!

Vamos fazer uma breve comparação entre um organismo e uma

organização.

 No organismo os membros estão vinculados; na organização

estão associados.

 No organismo os membros têm funções; na organização têm

cargos.

 No organismo cada membro tem um ministério; na

organização têm mandatos.

 Na organização, trabalhamos por responsabilidade ou

recompensa; no organismo temos encargos no coração.

 Na organização a autoridade é pelo cargo; no organismo a

autoridade vem pela vida e pelo reconhecimento.

 A organização é algo morto e o organismo é essencialmente

vivo.

17









Mas o corpo não é apenas uma questão de ter membros vinculados, é

também, necessário que os membros funcionem e exerçam seus dons.

Nas igrejas convencionais, as pessoas somente podem exercer seus dons nos

cultos. Por isso não vemos ali o corpo funcionando. Se fôssemos dar

oportunidade para cada membro participar do culto de domingo, precisaríamos

de uma eternidade para que todos exercitassem os seus dons. É uma situação

impossível. Todavia, a Palavra de Deus, em I Coríntios 14:26, nos mostra o

padrão bíblico de reunião e nesse padrão todos devem participar.

“Que fazer irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo,

outro doutrina, este traz revelação aquele outro língua, e

ainda outro interpretação. Tudo seja feito para

edificação.”

Não podemos simplesmente dizer que não é mais possível praticarmos, nas

reuniões da igreja, o padrão da Palavra de Deus. ² Cremos que o padrão de

Coríntios deve ser aplicado. Esse é o segredo da edificação da igreja e do seu

crescimento. Mas, evidentemente esse padrão somente pode ser atingido nas

reuniões da célula. É preciso enfatizar que a reunião da célula é tão importante

quanto as reuniões gerais de celebração. Um crente que deixa de participar da

célula está comprometendo o seu próprio crescimento espiritual, do mesmo

modo que, aquele que deixa de participar da reunião geral de celebração, está se

privando do alimento da fé. Nós precisamos desses dois tipos de reuniões para

crescermos apropriadamente.

Os dons são um grande instrumento para a edificação e o crescimento da

Igreja. Quando há profecia, fé, milagres, curas, palavras de sabedoria e de

conhecimento, os incrédulos são impactados e os crentes, renovados na sua fé. A

célula é o lugar mais apropriado para a manifestação dos dons do Espírito

disponíveis a todo membro do corpo.



6. Porque a igreja precisa

ser uma grande família.

De um modo geral, as pessoas estão carentes de amor e aceitação. Por isso,

precisamos ser a resposta de Deus para os seus anseios! A igreja precisa ser uma

18





grande família. A sociedade está cheia de pessoas feridas e desajustadas

emocionalmente, as quais somente serão alcançadas através de um ambiente de

amor e aceitação familiar. É justamente esta a visão que temos para as células de

nossa igreja: que cada uma célula seja um grupo familiar onde as pessoas são

aceitas e amadas.

Na mente de todo homem, o lar é o ponto de convergência - o lugar de

aceitação e de expressão incondicionais, o lugar de acolhimento e aconchego.³ A

Igreja, dentre tantas ilustrações bíblicas, é um lar, que deve ter todas estas

expressões de vida e amor. É por isso que somos uma igreja em células, porque

desejamos ser um lugar de acolhimento em amor.



7. Porque não há uma

maneira melhor de se fazer discípulos.

O plano de Deus para formar discípulos espiritualmente maduros envolve

colocá-los dentro de um contexto de grupos pequenos, ou seja, células. Ninguém

jamais escalou o monte Everest sozinho, mas, a cada ano, pequenas equipes o

fazem, atingindo as maiores alturas!4



8. Simplesmente porque podemos

ganhar a nossa geração, com células que se

multiplicam pelo menos uma vez por ano.

As células são uma estratégia leve, ágil e feroz, diz Ralph Neighbour. 5 O

inimigo pode até resistir a grandes líderes e ministérios, mas como ele poderá

resistir a todo o Corpo de Cristo, funcionando em milhares e milhares de células?

As portas do Inferno não poderão nos resistir!



9. Porque nós cremos na restauração da Igreja.

O clericalismo e o templismo são impedimentos sérios para o cumprimento

do plano de Deus. Ministros profissionais e templos fechados não podem

produzir a Igreja do Novo Testamento. As células são um manifesto de

restauração – o retorno às origens, onde cada membro é um ministro e cada casa

uma extensão da igreja.









¹ Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).

² Ralph Neighbour, Where do we go from here (Touch publications, 1990).

³ Apostila do Ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995).

19





4 Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).

5 Ralph Neighbour citado no Manual do ano da Transição

(Ministério Igreja em células, 1995).









NO VELHO TESTAMENTO, o povo se encontrava com Deus no

Tabernáculo de Moisés e depois no templo de Salomão. Ali era o lugar onde

Deus morava. Se alguém quisesse buscar a Deus, deveria ir até aquele lugar.

Havia um lugar designado para servir a Deus e as ofertas deveriam ser entregues

ali. Hoje, no tempo da nova aliança, Deus já não habita em lugares feitos por

homens. Nós somos a habitação de Deus. Cada um individualmente é habitação

de Deus e, como igreja, somos individualmente pedras, e estamos sendo

edificados mutuamente para a habitação plena de Deus, no Espírito.

Em I Coríntios 3:16 Paulo nos adverte:

“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de

Deus habita em vós?

E outra vez, em I Coríntios 6:19, ele repete a pergunta:

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do

Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de

Deus, e que não sois de vós mesmos?”

E ainda, no verso 17, ele mesmo nos dá a resposta:

“aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele.”

Individualmente somos habitação de Deus e, como Igreja, estamos sendo

edificados casa de Deus, como diz em Efésios 2:20-22:

“... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas,

sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual

todo edifício bem ajustado, cresce para santuário dedicado

ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo

edificados para habitação de Deus no Espírito.”

Também, em I Pedro 2:5, entendemos que a verdadeira casa espiritual somos

nós:

“... também vós mesmos como pedras que vivem, sois

edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a

fim de poderdes oferecer sacrifícios espirituais agradáveis

a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

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Durante os três primeiros séculos, a igreja não tinha templos. E foi neste

período que ela experimentou o maior crescimento de sua história. Os irmãos se

reuniam basicamente nos lares e usavam lugares neutros como sinagogas e

anfiteatros apenas para evangelizar. A igreja era uma igreja nos lares.

Em Atos 2:46 Lucas diz que

“diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o

pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com

alegria e singeleza de coração.”

pois,

“todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam

de ensinar, e de pregar a Jesus, o Cristo.”

Depois de saírem da prisão Paulo e Silas se dirigiram para a casa de Lídia que

era o lugar onde os irmãos se reuniam.

“Tendo-se retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de

Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram (Atos 16:40).

Falando aos presbíteros de Éfeso, Paulo os exorta dizendo que ele próprio

jamais havia deixado de anunciar coisa alguma proveitosa, de ensinar

publicamente e também de casa em casa (Atos 20:20).

Em Romanos 16:5 e I Coríntios 16:19 Paulo faz uma saudação a igreja que

se reúne na casa de Áquila e Priscila.

“No Senhor muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem

assim, a igreja que está na casa deles.”

Ao que tudo indica não era uma reunião temporária mas uma prática normal

da igreja.

Em Colossenses 4:15 Paulo saúda os irmãos de Laodicéia, a Ninfa e à igreja

que ela hospedava em sua casa.

E finalmente, em Filemon 1:2, ficamos sabendo de uma igreja que se reunia

na casa de um certo irmão Arquipo:

“...e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas,

e à igreja que está em sua casa.”

No Velho Testamento, quando Moisés se sentiu cansado, por causa do peso

do trabalho, a orientação dada por Deus nos faz lembrar as células. Todo o povo

deveria ser dividido em grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez pessoas.

Cada grupo com o seu líder (Êxodo 18:1-27). Foi uma estratégia dada

diretamente por Deus. É impossível um único líder cuidar de centenas de

pessoas.

21





Jesus priorizou um grupo pequeno de pessoas no seu ministério. E apesar de

ter gasto um tempo considerável ensinando nas sinagogas e ao ar livre, parece

que dava especial atenção a grupos pequenos quando separou setenta e os enviou

de dois em dois (Lucas 10:1), e também nas inúmeras vezes em que ministrou em

casas. (Marcos 1:29-34, 2:15,3:20-34, 7:17, 9:28, Mt.10:12-14, Lc 10:5-7).

“Quando olhamos para a história da igreja, notamos que a igreja nas casas

tem sido a forma de expressão comum da igreja cristã.

Quando Constantino se tornou cristão, houve uma grande mudança da

adoração subterrânea nas catacumbas e das igrejas nas casas para as catedrais. A

igreja nas casas, que tinha sido o símbolo de comunidade e espiritualidade,

desapareceu da estrutura da igreja. No entanto, parte do movimento monástico e

alguns grupos sectários continuaram com a igreja nas casas como uma tradição

paralela.

Na época da Reforma protestante a corrente principal da reforma continuou

atada às catedrais, mas os anabatistas, que não tinham prédios de igrejas, se

reuniam em casas para adoração e crescimento espiritual. Os pietistas se

tornaram a expressão mais marcante da igreja nas casas logo após a reforma.

Dois séculos depois encontramos um importante personagem da história da

igreja: João Wesley. Ele foi profundamente influenciado pelos morávios. Ele

criou os chamados “clubes de santidade”. Esses “clubes de santidade” se

tornaram a base para o avivamento Wesleyano. Eles funcionavam basicamente

como as células de hoje e se espalharam por todo o mundo.

As igrejas que mais crescem hoje no mundo são igrejas em células. Isso é

causado pela ação poderosa do Espírito Santo, o qual está restaurando a noiva de

Cristo para a glória do “ primeiro século.”¹







AS CÉLULAS não são um ministério novo dentro da igreja; elas são a igreja

funcionando. Não há um ministério de células; há ministérios nas células. As

células são uma maneira de nos organizarmos e de sermos expressivos e

eficientes dentro da visão que Deus nos deu. As células são a nossa maneira de

sermos igreja.

Nós somos uma igreja em células. Uma igreja em células é aquela onde existe um

equilíbrio entre as células e as reuniões de celebração. Os grupos não são opcionais e nem

tampouco um ministério. Nessas igrejas, os líderes-chave são os líderes das células e todo o

processo de liderança é integrado e descentralizado, para que os líderes de grupo tenham

autonomia para apascentar. Ali, os ministérios fluem através das células e acaba-se com a

distinção entre clérigos e leigos, sendo os grupos, normalmente, homogêneos. ¹

22





Na igreja em células há um equilíbrio entre as reuniões da célula e as

reuniões de celebração. Bill Beckham define uma igreja em células como uma

igreja de duas asas, onde uma asa é a célula e a outra a celebração de domingo. Se

as duas asas estão equilibradas, a igreja poderá voar para posições mais altas. Não

podemos admitir que os irmãos participem apenas de uma das reuniões;

precisamos das duas. ²



O que são reuniões de celebração?

São reuniões semanais, onde todas as células se reúnem para adoração e

treinamento. Essas reuniões acontecem a cada Domingo, no prédio da igreja. Elas

são muito importantes e nenhum membro deveria faltar a elas.



Diferenças entre a reunião

de celebração e a reunião da célula

 Na celebração, ouvimos para gerar fé; na célula, falamos para

crescer em fé.

 Na celebração, fazemos oração de guerra a nível estratégico;

na célula, fazemos oração de guerra a nível pessoal.

 Na celebração, buscamos libertação; na célula, mantemos a

libertação.

 Na celebração, o alvo é treinamento; na célula, o alvo é

discipulado.

 Na celebração, o alvo é ministrar a Palavra; na Célula, o alvo é

praticar e compartilhar a Palavra.

 Na celebração, aprende-se com o pregador; na célula,

aprende-se uns com os outros.

 Na celebração, temos testemunho e evangelismo de massa; na

célula, temos testemunho e evangelismo pessoal.

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Durante muitos séculos a igreja tem ignorado as reuniões pequenas e tem

enfatizado somente as reuniões gerais de celebração. Isto fez com que a igreja se

tornasse uma igreja de uma única asa: tornou-se desequilibrada e incapaz de voar

apropriadamente. Veja o que mudou na igreja, quando ela trocou o grupo

pequeno pelo grande:

 A Ceia do Senhor transformou-se em um mero ritual.

 O estilo de liderança tornou-se profissional.

 O discipulado virou treinamento.

 A oferta virou um negócio com Deus.

 O testemunho tornou-se uma venda.

 Deixou-se de participar do culto para assistir ao culto.

 O uso dos dons mudou da edificação para o impressionismo.

 O membro tornou-se um simples consumidor.

 O crescimento mudou da multiplicação para a adição.

 Os edifícios mudaram de funcionais para sagrados.





Nós somos uma igreja em células. Trabalhamos para ver as células em pleno

funcionamento. Para tanto demonstramos claramente aos membros que as

células são a prioridade. Fazemos isso de diversas formas:

 Os líderes de grupo são honrados e reconhecidos

publicamente e recebem um tratamento especial;

 A preparação para o batismo é feita na célula;

 O batismo é feito pelos pastores junto com os líderes de

célula;

 Ninguém se batiza a menos que esteja numa célula;

 Para participar de um ministério de apoio (como o louvor,

por exemplo) o membro prcisa ter a recomendação do líder

de sua célula;

 Ministramos a ceia e coletamos ofertas na célula;

 Uma pessoa somente pode receber ajuda ada assistência social

pela recomendação do líder de célula;

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 Nunca permitimos que as programações especiais na igreja

atrapalhem as reuniões da célula de modo que estas sejam

canceladas.

Estas medidas práticas trazem seriedade ao grupo e estimulam a participação

da igreja. Na prática toda a estrutura de funcionamento da igreja tem como base a

célula.







¹ O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995). Esse conceito de igrejas em células

e igrejas com célula foi desenvolvido por Ralph Neighbour.

² O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995). O conceito da igreja de duas asas

foi concebido por Bill Beckham.





UMA CÉLULA é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas,

reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o

Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar

pessoas ao Evangelho.

Cada célula deve ter no mínimo cinco pessoas e não deverá ultrapassar o

limite de quinze. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Ex 18.21) e Jesus

liderou doze. Quinze pessoas é o número ideal de membros para uma célula.

Quando atingir esse limite, a célula deve se multiplicar.



1. Onde a célula se reúne?

Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir também em

empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios)

e em qualquer lugar onde haja um mínimo de silêncio e privacidade. Só não

recomendamos reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não

se reunir numa casa, naturalmente não haverá ali a figura do anfitrião. A maioria

das nossas células acontecem em residências.



2. Por que uma célula não pode

ter mais que quinze pessoas?

Não há tempo suficiente numa reunião para mais de quinze pessoas

receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder,

mesmo com um auxiliar, apascentar mais de quinze pessoas. Também, as casas,

normalmente, não comportam mais do que quinze pessoas numa sala, para uma

reunião.

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A razão para se limitar o número de pessoas numa reunião de células tem

muito a ver com as “linhas de comunicação”. Ralph Neighbour enfatiza essa

questão com muita clareza: “Quando duas pessoas se encontram, existem duas

linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro

pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e

quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas

reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é

apropriada.”



3. Cuidado! Isso pode

não ser uma célula!

Existem alguns tipos de grupos que não são células. Assim precisamos

também saber o que não é uma célula. ²



a. Grupo de oração

Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte

atitude: “- O que esse grupo pode fazer por mim?”



b. Grupo de estudo bíblico

O problema deste tipo de grupo é que ele não estimula o compartilhar de

necessidades e nem a verdadeira comunhão; pelo contrário, tende a se tornar um

grupo restrito e fechado, onde o incrédulo não é bem-vindo.



c. Grupo de discipulado

Este tipo de grupo procura um crescimento espiritual num ambiente fechado

e exclusivista.



d. Grupo de cura interior

É um tipo de grupo que usa técnicas da psicologia para buscar cura para os

seus traumas emocionais. Todos eles são estéreis, melancólicos e introspectivos.



e. Grupo de apoio

Grupos assim são semelhantes a alcoólicos anônimos: as pessoas se reúnem

para falar de seus problemas, vez após vez, semana após semana.



f. Ponto de pregação

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Grupos assim têm como deficiência básica o fato de não compartilharem a

realidade da vida do Corpo. As pessoas vêm e vão e o grupo é só um

ajuntamento.

g. Qualquer grupo com as seguintes características:

 Grupo fechado, criado só para as pessoas de um

departamento da igreja.

 Qualquer grupo que não tenha a multiplicação como objetivo.

 Qualquer grupo que não se submeta à liderança geral das

células.

 Qualquer grupo que seja apenas uma reunião social.

Cuidado! Não se engane! Esses grupos acima não são células!



4. Como é uma célula?

A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja umdos seus

ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado

aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a

edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que

seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo

básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada um desses

grupos.

A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula

não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para

gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.

Nesse contexto, célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se

nas casas. Não existe algo tal como um ministério de células; as células são o

lugar onde os ministérios fluem.

A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da

reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece

a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas.

Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica

da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.



a. A célula não é um lugar onde, a cada semana, comparece um

grupo diferente de pessoas.

Apesar da reunião de célula não ter como objetivo o evangelismo, o visitante

será sempre bem-vindo. Na verdade, a célula visa à multiplicação, enquanto a

reunião propriamente dita está voltada para edificação.

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Ainda que a reunião não seja evangelística, todo o projeto final da célula visa

à multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E

o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A

reunião do grupo funciona como um lugar de treinamento e motivação, para que

cada um possa enfrentar, com ousadia, a guerra lá fora.



b. Uma célula possui endereço

e dia certo de reunião.

Existem igrejas onde a reunião da célula é feita, a cada semana, na casa de

um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado, que

um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade,

constância e segurança.



c. A célula se reúne regularmente.

A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um

lugar de reunião; é preciso que o grupo se reúna numa base regular,

semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído

sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade

e de aceitação.



d. A célula é homogênea.

Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características

gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar.

Em nossa igreja, as células são padronizadas por faixa etária e não por sexo.

Assim, temos redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (mas

temos também algumas células mistas).







¹ Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995). Esse conceito de

linhas de comunicação foi desenvolvido por Ralph Neighbour.

² Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).

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UMA CÉLULA é mais do que a reunião semanal. A reunião é o encontro

dos membros da célula que acontece a semana toda. Não queremos apenas ter

cultos nos lares; nós queremos edificar células.

A diferença entre estas duas coisas é muito grande. Um culto caseiro é uma

reunião realizada numa casa, onde os presentes não estão necessariamente

vinculados e, às vezes, nem mesmo se conhecem. A célula, por outro lado, é mais

que uma reunião; é um grupo de irmãos que estão ligados e vinculados entre si.

Esses irmãos buscam, ao mesmo tempo, uma vida de comunidade e almejam

multiplicar-se pelo menos uma vez por ano. A célula é maior que a sua reunião e

vai muito além dela.

Resumimos os objetivos da célula em quatro pontos:

Comunhão. Visa ao desenvolvimento de uma vida compartilhada, alvos

comuns e aliança mútua entre todos os membros.

Ensino. A célula oferece o ambiente para crescimento espiritual,

aprendizado prático e disciplina em amor.

Multiplicação. A célula é o lugar por onde inserimos novos membros na

igreja. É nela que alimentamos, guardamos e suprimos os novos irmãos.

Serviço. Na célula, cada membro é um ministro. Ali, os membros exercitam

os seus dons para o serviço mútuo.

A seguir, apresentaremos, em detalhes, cada um desses objetivos.



1. Comunhão

A igreja é um corpo vivo. Nela, através das células, os vínculos de comunhão

do Corpo são edificados. Esses vínculos são importantes, pois eles propiciam a

29





circulação de vida. A Palavra de Deus diz que o sangue é vida; é um símbolo

perfeito da vida do próprio Deus, pois aquilo que o sangue faz em nosso corpo

físico, a vida de Deus faz na Igreja – o corpo de Cristo. O sangue realiza, pelo

menos, cinco funções no corpo:

 retira as impurezas;

 mata os germes;

 alimenta as células;

 trás energia e

 mantém a temperatura.



a. A comunhão retira as impurezas

Em primeiro lugar, sangue tem o poder de retirar as impurezas do nosso

organismo. Do mesmo modo a vida de Deus – circulando entre os membros do

corpo – expele todo tipo de impureza na vida dos membros. Quanto mais a vida

de Deus fluir em um grupo maior será a expressão de santidade pessoal.

A vida de Deus se manifesta plenamente nos relacionamentos. Quando

estamos conectados uns aos outros, em vínculos de amor e comunhão, a vida

espontaneamente, eliminando as impurezas do pecado. Se tudo na igreja se

resume em fazer coisas, então nos tornamos uma organização morta. Uma

organização morta é apenas uma instituição, um monumento. Mas um corpo

acontecerá quando formos membros uns dos outros e, ajudados e consolidados

pelo auxílio de toda junta, efetua o seu próprio crescimento pela vida de Cristo

(Rm 12.5; Ef 4.16)



b. A comunhão mata os germes

Um dos componentes do sangue são os leucócitos ou glóbulos brancos, cuja

função é promover a defesa do organismo celular e imunitária. Em outras

palavras, ele são os agentes de defesa do corpo humano. Eles têm a propriedade

de atacar e destruir os germes invasores do organismo. Semelhantemente, a vida

de Deus, que circula entre os membros do Corpo de Cristo, destrói as setas do

diabo e expulsa os demônios invasores.

Cada membro do corpo precisa compreender a importância de estarmos

juntos, de ministrarmos uns aos outros, de funcionarmos como membros de um

corpo. Tal funcionamento não tem nada a ver com o prédio, é uma relação viva

no meio das células.



c. A comunhão alimenta as células

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Assim como os membros do corpo humano são supridos e alimentos pelo

mesmo sangue que circula entre eles, a vida de Deus também supre e alimenta os

membros do Corpo de Cristo em comunhão uns com os outros. Os membros

podem ser muitos, mas a vida que circula entre eles é a mesma: a vida de Deus.

Muitos podem testificar que são alimentados nos cultos pela Palavra

ministrada, e isto é bom e necessário. Mas há um tipo de fortalecimento que é

mais que aprender algo novo, é ver e ouvir repetidamente o mesmo ensino no

relacionamento espontaneo entre irmãos. A comunhão alimenta o membro e

fortalece a vida.



d. A comunhão trás energia

Ainda que a forma e o estilo de comunhão variem, o crente que não

experimenta uma vida de intimidade com uma célula de irmãos já perdeu o real

sentido do que significa ser membro do corpo.

Quando estamos vinculados uns aos outros, somos supridos de energia e

vigor espiritual. O poder de Deus é a sua prórpia vida liberada através da

comunhão. Uma coisa é a oração individual, mas outra muito diferente e mais

poderosoa é a oração em um grupo. O mesmo se pode dizer da adoração, do

louvor e da celebração. O sangue da vida de Deus é poder disponível a todos

quando estamos conectados no corpo.



e. A comunhão mantém a temperatura

Enfim, é o sangue que tem a propriedade de manter a temperatura do nosso

corpo humano. Uma célula cheia de vida, invariavelmente será um lugar quente,

cheio do fogo do Espírito. Quando não há vida os membros se tornam frios, mas

se o sangue circula entre eles a temperatura se elevará. Existem muitos que se

esfriaram porque estão sós. Individualismo, definitivamente, é uma palavra que

não combina com cristianismo. Uma brasa sozinha logo se apaga.

Sei que os evangelistas podem me apedrejar por dizer isso, mas a Bíblia fala

muito mais de comunhão da igreja do que de evangelismo. Creio mesmo que a

melhor estretégia de evangelismo é a verdadeira e genuína comunhão entre os

irmãos. Jesus disse que o mundo nos reconheceria como seus discípulos se nos

amássemos uns aos outros. É através da comunhão que testemunhamos desse

amor.

Você notou quantas coisas a vida de Deus pode operar em nós? Basta que os

membros estejam devidamente ligados pelo auxílio “de toda a junta, segundo a

justa cooperação de cada parte” (Ef 4.16).

Precisamos ser cuidadosos para que a nossa comunhão não se transforme

em clube social e, assim, sermos distraídos por outras coisas.

31





Tudo isso foi dito para mostrar o quanto é importante a questão dos

vínculos de comunhão dentro da Igreja. Por isso, cada líder deve priorizar a

comunhão do seu grupo.

Cada membro do grupo deve estar vinculado a outro membro em amor e

também em sujeição de autoridade. Cada um deve ter alguém a quem se sujeitar

em amor para receber edificação pessoal, e suprimento em amor. O discipulador

natural de uma pessoa é aquele que o ganhou para Cristo, mas mesmo aqueles

que já têm muitos anos de convertidos devem se submeter a outro que seja

reconhecido como mais maduro e experiente na fé. Não deve existir ninguém

sem vínculo.



2. Ensino

Cada grupo precisa ter um nível forte de compartilhamento da Palavra.

Quando falo de nível, não me refiro à erudição, nem à cultura dos irmãos, mas ao

fogo que queima, quando a palavra é ministrada. Quando temos o coração

incendiado pela palavra, contaminamos todo o grupo.

O ensino ministrado deve ser fruto de revelação. O líder não precisa saber

muito, mas aquilo que ele falar, por mais simples que seja, deve vir do coração,

fruto da luz de Deus no seu espírito. Uma Palavra forte não é necessariamente

profunda ou erudita. Conta-se que quando Evans Roberts pregava, às vezes ele

não dizia muita coisa, apenas repetia algumas frases do tipo: “Deus ama você.”

Acontece que ele dizia isto com o coração queimando, e o seu auditório era

fortemente impactado. Talvez não tenham aprendido algo profundo, mas foram

ministrados de forma correta.

Este é o segundo objetivo do grupo: compartilhar a palavra de Deus com

vida. Não é ensinar muito, mas ensinar de forma correta, com revelação.



3. Multiplicação

Cada célula deve se multiplicar pelo menos uma vez ao ano. Para que esse

alvo seja alcançado, é necessário ganhar e consolidar as pessoas. Assim, a célula

não é somente para ganhar, mas também para consolidar e cuidar das novas

ovelhas. A multiplicação é fruto de ganhar e consolidar.

Todo novo convertido é como uma criança e como tal necessita de alguns

cuidados básicos. Tal qua uma criança, ele necessita de cinco coisas:

 Alimento.

 Proteção.

 Ensino.

 Disciplina.

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 Amor.

Estes cuidados não podem ser dados de maneira massificada, mas individual.



a. Alimento

Todo novo convertido necessita de uma dieta balanceada. Se não for

alimentado nesta fase da vida espiritual, poderá tornar-se um crente

problemático, se não morrer de inanição. Na célula eles são alimentados com

palavras de fé, de encorajamento e de ânimo.



b. Proteção

Além de alimento o recém-nascido precisa de proteção. A rotatividade na

igreja é fruto de falta de cuidado e proteção. O lobo entra e leva a ovelha, pois

não há pastores guardando o rebanho. Líderes de célula são pastores vigiando o

rebanho. Até que o novo convertido aprenda a caminhar sozinho, é fundamental

a proteção de um pai espiritual.



c. Ensino

O termo ensino aqui, não se refere simplesmente ao aprendizado de

doutrinas, mas à aquisição de hábitos espirituais. O ensino aponta para a conduta

e as atitudes que devem ser desenvolvidas no novo crente. Se, por exemplo,

quando criança o crente não é ensinando a ser dizimista, é difícil ser mudado

depois de velho na fé. É na célula que a criança espiritual recebe o ensino.



d. Disciplina

Todo novo convertido deve ser alimentado, protegido, ensinado e também

corrigido, quando sair do padrão da Palavra. . Na célula, existe um ambiente para

ele ser exortado, admoestado e corrigido em amor.



e. Amor

Por último, a criança na fé precisa ser amada. Todos vimos para a vida da

igreja com nossas emoções destruidas. Entretanto, o amor paciente dos irmãos

na célula restaura a nossa alma. Uma criança só recebe amor e suprimento

adequado em um ambiente famíliar. E a proposta das células é justamente esta:

ser uma família vinculada pelo amor. Nesse ambiente familiar, nossos filhos serão

supridos e, de forma alguma, nenhum deles se extraviará.



4. Serviço mútuo

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Muita gente pensa que servir a Deus é fazer coisas na igreja, como cantar,

orar e pregar. Poucos percebem que servimos a Deus quando exercitamos nossos

dons e conhecimentos para ajudar e edificar as pessoas, sejam irmãos ou não. Se

você tem filhos e é experiente em cuidar de crianças, ajude as novas mães

ensinando-as como cuidar dos filhos; outros podem servir de babá para que um

casal possa passear um dia a noite; ou ainda, se alguém não pode pagar um

cursinho, poderíamos ajuda-lo com aulas para o vestibular. São tantas as

possibilidades de ajuda mútua e serviço, que não poderíamos enumera-las aqui.

Jesus disse que seríamos conhecidos como seus discípulos se nos amássemos

uns aos outros. Não existe melhor forma de expressar o nosso amor do que

servindo os nossos irmãos.

Quando uma célula atinge esses quatro objetivos: comunhão, edificação,

multiplicação e serviço, ela se torna uma pedaço do céu na terra.



MULTIPLICAÇÃO É O PROCESSO pelo qual uma célula se divide em

duas, quando atinge o número de 15 membros. Todavia, jamais dizemos que uma

célula se dividiu ou rachou em duas; sempre dizemos que ela se multiplicou em

duas. Multiplicar é positivo, enquanto que dividir, nesse contexto, é negativo.

Multiplicar-se é o alvo primário de cada célula.

Normalmente, uma célula começa com sete ou oito pessoas. Sendo assim,

precisamos alcançar apenas uma pessoa a cada dois meses, aproximadamente,

para atingirmos o objetivo de multiplicarmos a célula uma vez por ano. Este é

um alvo perfeitamente alcançável! Para atingir esse objetivo, o líder deve

apresentar o alvo para todo o grupo e mostrar sua praticidade e simplicidade.



Como é feita a multiplicação?

Na multiplicação da célula, o líder mais experiente sai com a metade dos

membros para formar outro grupo. O líder mais novo fica com a outra metade

na célula que já está funcionando. A distribuição dos membros entre os grupos é

feita pelo líder, com o auxíliio do seu discipulador, que deve acompanhar todo o

processo. O alvo de cada célula é multiplicar-se pelo menos uma vez ao ano.



Formas de multiplicação

1. A multiplicação por tempo decorrido.

Uma célula não deveria demorar mais do que um ano para se multiplicar. Se

um grupo após um ano ou mais, ainda não se multiplicou, é necessário

multiplicá-lo assim mesmo, ainda que não tenha atingido o número de 15

pessoas, se não jamais romperá. Esse é o caso onde todos os crentes já são

maduros e estão aptos a iniciarem uma nova célula.

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2. A multiplicação em mais de dois grupos.

Esta situação ocorre quando uma célula cresce de maneira explosiva. Num

mês estava com doze pessoas, e no mês seguinte mais quinze pessoas foram

acrescentadas ao grupo. Assim, depois de consolidar os novos convertidos, é

possível multiplicar essa célula em quatro. Esta situação tem se tornado muito

comum entre nós.



3. A criação de uma

“célula embrião” – ou grupo pioneiro.

São células que se iniciam do zero. Não são fruto de uma multiplicação.

Existem muitos irmãos com o dom de evangelista dentro da igreja. Tais irmãos

possuem a habilidade especial de começar um grupo do zero. Muitas vezes, nem

a casa para as reuniões eles têm, a princípio. Eles ganham uma família, vão para a

casa dela e, a partir dali, começam uma célula. Recomendamos que essa estratégia

seja usada somente por líderes com o dom de evangelista.



Considerações para

se fazer a multiplicação

1. Relacionamentos

Na hora de distribuir as pessoas entre as duas novas células, o primeiro

critério a ser considerado são os relacionamentos e vínculos pessoais dentro da

célula. Se alguém ganhou o outro, ambos devem ficar juntos. Se pertencerem à

mesma família, também é melhor que fiquem juntos.



2. Localização geográfica

O segundo critério a ser seguido é a localização geográfica. As pessoas que

moram mais próximas da casa do anfitrião deveriam ficar na célula que se reunirá

ali. Em alguns momentos, os relacionamentos não são tão fortes e as pessoas

optam por ficar na célula mais próxima. O processo de multiplicação precisa ser

o mais suave possível.



3. Maturidade dos membros

Quando não existem diferenças de vínculos entre os irmãos, os

relacionamentos são igualmente significativos para todos. Neste caso a

localização geográfica já não é importante porque os grupos são muito próximos,

então lançamos mão da maturidade espiritual dos irmãos e simplesmente

enviamos as pessoas mais maduras para iniciarem a nova célula em outra casa.

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Quando a multiplicação não

é feita no tempo certo

A multiplicação é uma necessidade. Quando o grupo atinge o número de

quinze pessoas ele deve se multiplicar. Se retardarmos o processo algumas

consequências virão:



1. A reunião já não é produtiva

Como foi dito, depois que o número de pessoas ultrapassa o limite de

quinze, a célula se desvirtua e se torna simplesmente um culto no lar. As pessoas

já não têm liberdade para compartilhar e o ambiente torna-se impessoal.



2. Os membros se tornam turistas no grupo

Quando o grupo fica demasiadamente grande, começa a ocorrer uma

rotatividade entre os membros. O raciocínio é simples: quando havia 10 pessoas

no grupo e um casal faltava, o percentual de ausência era de 20%. Mas com o

grupo maior as pessoas faltam e ninguém sente falta. A tendência é se degenerar.



3. A intimidade diminui

Num grupo muito grande, as pessoas perdem a liberdade para abrir-se e o

líder não tem como fazer um apascentamento efetivo.



4. O anfitrião pode ficar desanimado

Um anfitrião pode ficar traumatizado com os problemas de uma célula

gigante e se fechar para receber o grupo no futuro. Imagine ter 20, 30 ou 40

pessoas na sua casa toda semana? O lanche vira uma festa e a casa uma tremenda

bagunça.



5. A célula pode morrer

Se uma célula chegar ao ponto de multiplicação, mas esta não é feita ela pode

vir a morrer. Temos visto isso acontecer muitas vezes. Por todos os motivos

mencionados o grupo pode vir a se desintegrar.



O que é a festa da multiplicação?

É o dia marcado para a multiplicação de uma célula. Tal dia não pode ser um

evento triste de separação, mas sim a celebração de uma vitória alcançada, de um

tremendo alvo atingido. O líder precisa fazer com que esta festa seja bem

significativa! É tempo de comemorar, ouvir testemunhos, lembrar-se de

momentos engraçados vividos juntos e receber a bênção do discipulador.

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O que é a festa da colheita?

Na medida do possível, fazemos com que todas as células se multipliquem

numa mesma época do ano (normalmente no final do ano). Quando isso

acontece, fazemos então uma grande celebração, com fogos de artifício, balões,

danças, testemunhos e algum tipo de ato simbólico que nos faça lembrar uma

grande colheita. Todo líder deve participar desta festa!





DENTRO DA ESTRUTURA de células existem algumas pessoas

fundamentais. Elas desempenham funções básicas e imprescindíveis para o

funcionamento da célula.



O líder da célula

É alguém que se converteu, foi ao Encontro, batizou-se, fez o Curso de

Maturidade no Espírito, tornou-se um auxiliar de célula durante algum tempo, e que

agora, depois da multiplicação da célula, tornou-se líder e tem a sua própria

célula. Ele lidera uma célula de acordo com sua faixa etária, no próprio bairro ou

região da cidade onde mora.

O líder de célula é a figura chave dentro da estrutura de células. Ele não

precisa ter um alto nível cultural ou intelectual, e nem tão pouco ser um grande

conhecedor das Escrituras. Não precisa saber responder a todas as perguntas

sobre a Bíblia, nem ter uma retórica impecável. Todavia, deve apresentar as

seguintes características: ser cheio do Espírito Santo, ser submisso, ser ensinável,

ser transparente e ser tratável.



1. O líder de célula deve ser cheio do Espírito.

O que se espera de um líder, em primeiro lugar, é que ele seja cheio do

Espírito Santo. Isto vai gerar vida na célula e fazer frutificar o seu trabalho. É

preciso uma vida de oração íntima e diária com Deus e com a Sua Palavra. As

pessoas vão ao grupo esperando receber vida de Deus, e o líder cheio do Espírito

vai manifestar alegria, intensidade, profundidade e amor.



2. O líder de célula deve ser submisso.

Quem não aprendeu a se submeter, também não pode liderar. Não

podemos tolerar pessoas arrogantes, soberbas, jactanciosas e divisivas na

liderança. Tais pessoas acabam por esfacelar o Corpo de Cristo. Precisamos ser

cuidadosos neste ponto.

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3. O líder de célula deve ser ensinável.

Isso significa: disposto a aprender com qualquer um, sem se julgar doutor

em coisa alguma. Líderes que se julgam conhecedores de tudo e nunca participam

de reuniões de treinamento e discipulado deveriam ser afastados; eles não trazem

o Espírito de Cristo.



4. O líder de célula deve ser transparente.

O líder, como homem de Deus, deve andar na luz e não ocultar coisa

alguma do seu caráter. Isto é o que o torna alguém confiável. Ele não dissimula

coisa alguma e os seus problemas podem ser percebidos e, conseqüentemente,

corrigidos.



5. O líder de célula deve ser tratável.

Se, na sua transparência, percebemos algo errado, ele deve ser

suficientemente aberto para permitir ser tratado e corrigido. Um líder não pode

ser melindroso e deve estar disposto a ouvir o que precisa e não somente o que é

agradável. Sem estas características básicas, uma pessoa não deve ser constituída

como líder de célula.



O líder auxiliar

É alguém que se converteu, foi ao Encontro, batizou-se, fez o Curso de Maturidade no

Espírito, e que está agora sendo treinado, de forma prática, pelo líder de célula, para ser um

líder, depois da multiplicação daquele grupo do qual faz parte. Ele caminha junto com o líder e

é o seu virtual substituto.

O líder auxiliar é um líder em treinamento. Não temos o ministério de líder

auxiliar. Todo líder auxiliar deverá tornar-se um líder de célula depois da

multiplicação desta.

Todos os aspectos de caráter que se aplicam ao líder, devem ser observados

na vida do auxiliar, durante o tempo em que estiver auxiliando.

Todo o trabalho que o líder de célula realizar, deverá ser feito junto com o

seu líder auxiliar. Esta é uma forma prática de treiná-lo para fazer o mesmo

depois, em outra célula.

Cada líder de célula deve ter um líder auxiliar. Uma célula sem um líder

auxiliar tem poucas chances de se multiplicar com saúde. O auxiliar é aquele que

carrega o DNA da visão, para que a próxima célula mantenha a visão como foi

concebida.

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O líder e seu auxiliar são servos para a célula, e não mestres ou professores.

Podemos dizer que eles são “facilitadores”. O líder e seu auxiliar devem ter em

mente que precisam conduzir o grupo de tal forma, que cada membro possa

funcionar de acordo com o seu dom.



O anfitrião da célula

É aquele que recebe os irmãos na sua casa com disposição e amor, para o

bom funcionamento de um célula. Ele pode receber o grupo por um tempo

determinado (por exemplo, por seis meses), ou pode ter a célula na sua casa por

tempo indeterminado. O que se espera dele é que seja hospitaleiro e receba bem

os irmãos.

Um anfitrião pode receber mais de uma célula em sua casa em dias diferentes

da semana. Também é normal haver uma célula de adultos e outra de crianças se

reunindo simultaneamente na mesma casa.

O ideal é termos grupos somente em casas onde os dois cônjuges são

crentes. Entretanto, reconhecemos que há circunstâncias onde este padrão não

pode ser seguido. Temos tido bons grupos, que funcionam em casas onde apenas

um dos cônjuges é convertido. Se o não convertido não se opõe, podemos ter

uma célula saudável em sua casa.

O anfitrião tem duas funções básicas: receber bem os irmãos e se envolver

na vida do grupo.

O anfitrião é uma peça chave na multiplicação da célula. Se as pessoas que

forem a uma célula não se sentirem à vontade, aquela célula jamais prosperará!

Por isso, o anfitrião deve ser amável, hospitaleiro e receptivo, mantendo sempre

um sorriso aberto para todos. É necessário também que ele evite a todo custo

ausentar-se das reuniões. É desagradável ir a uma casa onde o dono não está

presente.

Se o anfitrião tem algo a reclamar sobre qualquer coisa, desde a intimidade

exagerada de algum irmão na casa,ou danos causados nos móveis, etc., deverá

fazê-lo ao líder, à parte, e nunca na frente do grupo. Cabe ao líder corrigir os

problemas. Quando o próprio líder for o anfitrião, caberá ao auxiliar

desempenhar esse papel.

Durante as reuniões da célula, não deve haver televisão ligada na sala ao lado,

e nem outra reunião paralela (exceto a célula de crianças). O anfitrião deve zelar

para que nada atrapalhe o bom andamento da reunião. Isto só é possível quando

o anfitrião entende que está desempenhando um ministério diante de Deus, e não

meramente cedendo a sua casa para uma reunião.

Há anfitriões que entregam a sua casa, mas não participam da célula. Isso é

tomado pelas pessoas como indiferença e contrariedade. Os donos da casa

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devem ser mais do que sorridentes e simpáticos; eles devem participar ativamente

da célula. A questão aqui não é de formalidades, como cortesia e gentileza, mas

de levar as pessoas a se sentirem parte da família. Com a nossa família não nos

preocupamos com deferências. Por quê? Por que todos estão à vontade. É o

suficiente. O mesmo vai acontecer na célula; quando a intimidade crescer,

desaparecerão as formalidades.



O discipulador

É um líder de célula que multiplicou sua célula diversas vezes. Ele

supervisiona uma quantidade “x” de células, de acordo com a sua capacidade e

disponibilidade de tempo. A princípio, ele pode supervisionar enquanto ainda

lidera o seu próprio grupo. Anteriormente, chamávamos o discipulador de

supervisor, porque esta é a sua principal função: supervisionar as células e zelar

pela visão, para que não se degenere.



O pastor de área

É um líder de célula bem sucedido, que se tornou um discipulador , cuja

capacidade para liderar e multiplicar seus grupos foi reconhecida. Ele apascenta

as células debaixo de sua cobertura, edificando encorajando seus membros. O

pastor de área é responsável por uma quantidade de discipuladores e suas

respectivas células. Ele se reúne uma vez por semana com eles, como um grupo,

e individualmente, com cada líder.









BASICAMENTE SEGUIMOS o modelo de Jetro com relação á cadeia de

autoridade.

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1. O líder de célula

Pré-requisitos do líder de célula.

 Aliança com a visão da igreja e com a sua liderança;

 Vida santa, irrepreensível e consagrada ao Senhor (coração

ensinável, transparência e submissão);

 Prática diária de oração e leitura bíblica, e jejum semanal;

 Ter sido batizado no Espírito Santo.



O objetivo do líder de célula.

O líder deve ter como objetivo principal na célula a edificação dos irmãos,

levando cada membro do grupo a funcionar no Corpo, providenciando para que

seja suprido em amor, disciplina, alimento e proteção. Deve levar o grupo à

multiplicação, no mínimo uma vez ao ano. Deve trabalhar sempre com muita

alegria, diligência e motivação, lembrando que “no Senhor, o nosso trabalho não é vão”.

Estamos edificando uma igreja de vencedores!



As responsabilidades do

líder de célula na célula.

1. Estar na reunião da célula sempre com disposição e alegria.

2. Planejar junto com seus auxiliares a reunião principal.

3. Coordenar o compartilhamento da Palavra com a participação de todos os

membros do grupo.

4. Resolver todos os problemas de discórdia durante a reunião.

5. Proporcionar vínculos de comunhão no grupo.

6. Entrar em contato com os membros que faltaram na reunião, o mais

rápido possível.

7. Fazer o apascentamento dos membros, semanalmente.

8. Visitar os membros e aqueles que visitarema célula.

9. Resolver - e comunicar imediatamente ao discipulador- todos os casos de

pecado dentro da célula.

10. Planejar e realizar reuniões extras.

11. Monitorar a assistência social aos carentes.

12. Repassar todos os avisos da semana.

13. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas.

14. Participar da reunião de discipulado e entregar os relatórios

semanalmente.

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15. Planejar, junto com o discipulador, a multiplicação do grupo.

16. Valorizar cada momento de reunião da célula.

17. Responder amorosa e imediatamente a uma necessidade surgida.

18. Lidar com pessoas problemáticas, individualmente, fora do contexto da

célula.

19. Manter um ambiente calmo e descontraído no grupo.

20. Consolidar os novos convertidos.



As responsabilidades do líder de célula na igreja.

1. Estar sempre presente nas celebrações da igreja.

2. Ter compromisso de oração e ministração nas celebrações da igreja.

3. Ser modelo de intensidade na oração, no louvor e na adoração nas

celebrações.

4. Auxiliar na ministração dos apelos.

5. Ser padrão nos dízimos e ofertas.

6. Anotar e repassar para o grupo todos os avisos da igreja.

7. Todo líder de célula possui autonomia na sua célula. O discipulador e o

pastor não o controlarão. Ele é livre para ministrar ou não a Palavra, ou

transformar a reunião numa festa de aniversário.

Autonomia implica em responsabilidade, e responsabilidade produz

autoridade. Se o líder é responsável, ele tomará decisões – não ficará passivo

esperando todas as direções do discipulador ou do pastor. Ele é o pastor da sua

célula.



A autoridade do líder de célula.

Na célula, o líder tem autoridade máxima para resolver questões relativas ao

grupo, desde que não ultrapasse para os níveis de supervisão.



A submissão do líder de célula.

O líder de célula está diretamente submisso ao seu discipulador, a quem deve

sempre prestar relatórios de suas responsabilidades.



Tipos de líder de célula

Existem atitudes na vida de um líder que bloqueiam o fluir de Deus na célula

e sua consequente multiplicação. São atitudes contrárias á visão. Assim podemos

ter alguns tipos de líderes que estão fora da visão.

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1. O monopolizador

É aquele líder que trata a célula como se ela fosse uma congregação. Ele é o

pregador e não permite que os membros se expressem nas reuniões. Ele faz tudo

no grupo, não distribui funções e impede, com essa atitude, a célula de funcionar

como um corpo. Normalmente, são líderes bem intencionados. Eles presumem

que os membros mais novos ou os novos convertidos são incapazes de assumir

responsabilidades; por isso, fazem tudo por todos.



2. O nominal

Essa situação é comum quando o verdadeiro líder é a esposa do líder, apesar

de ele ter sido oficialmente constituído na liderança. Também acontece quando o

líder não compreendeu bem a visão de células e pensa que o seu trabalho é

apenas dirigir a reunião da célula. Assim, ele não toma nenhuma iniciativa e nem

conduz o grupo com firmeza em direção à multiplicação.



3. O deprimido

É aquele líder que vive em crise. O seu lema é: “Minha capacidade e não a

unção de Deus é que move a célula”. Como ele se sente incapaz ele logo conlui

que sua célula não multiplicará.Ele é muito voltado para si mesmo e vive debaixo

de acusação pois está sempre se comparando com outros.



4. O ansioso

A pressão pela multiplicação, ao invés de produzir motivação nele, tem

produzido angústia. Ele se torna melancólico e inseguro. O medo está na base

dessa situação de ansiedade. É preciso que ele se sinta seguro de que o alvo é

alcançável e que no Senhor tudo é possível.



5. O “super star”

Alguns líderes possuem a noção equivocada de que eles são a razão da

unção, do crescimento e do êxito da célula. Desenvolvem a postura de

independência e de busca de reconhecimento para si mesmos. Seu lema é: “sem

mim, esta célula não é nada”.



6. O dependente

Existem dois tipos de líderes que não são úteis na visão de células: aqueles

que não fazem o que se manda e aqueles que só fazem o que se manda. Os do

primeiro tipo são rebeldes, os do segundo, são dependentes: não têm ousadia,

nem são criativos – dependem do discipulador para as mínimas coisas.

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7. O líder de célula ideal.

O líder de célula ideal age como um maestro. Ele faz a célula toda funcionar

em harmonia. Ele é um facilitador e não um manipulador. Seu alvo é ver todos

os membros funcionando. Ele trabalha para o Reino e tributa toda glória ao

Senhor. Seu lema é: “Eu sou o instrumento de Deus para edificação do seu

povo”.



O líder auxiliar

O objetivo do líder auxiliar.

O auxiliar, juntamente com o líder, deve ter como objetivo principal na

célula, a edificação dos irmãos e a multiplicação do grupo, no mínimo uma vez

ao ano.



Responsabilidades do líder auxiliar.

1. Participar do planejamento de todos os eventos da célula, junto com o

líder.

2. Facilitar e proporcionar os vínculos de comunhão na célula.

3. Fazer o apascentamento dos membros durante a semana.

4. Organizar uma escala de visitas entre os membros.

5. Monitorar a assistência social e a oferta na célula.

6. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas, assim

como manter uma vida constante de oração, jejum, leitura da Palavra e

santidade.

7. Fazer a consolidação dos novos convertidos.

8. Participar, quando solicitado pelo líder, da reunião de discipulado.

9. Planejar a multiplicação da célula, junto com o líder.

10. Motivar o surgimento de novos líderes.



A autoridade do líder auxiliar.

Na célula, o auxiliar está submisso à autoridade do seu líder, ao qual deverá

sempre estar consultando sobre suas ações; e, debaixo das orientações do líder,

poderá assumir outros níveis de liderança dentro da célula.



A submissão do líder auxiliar.

O auxiliar está diretamente submisso ao líder da célula, a quem deve sempre

prestar relatório pessoal e de suas responsabilidades no grupo.

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O Anfitrião

O objetivo do anfitrião.

O propósito básico da função do anfitrião de célula é produzir um ambiente

físico propício para o fluir de Deus, e ser agradável e hospitaleiro para com os

irmãos.



Responsabilidades do anfitrião.

1. Estar sempre presente na reunião, resguardando-se das possíveis

eventualidades.

2. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas, assim

como manter uma vida constante de oração, jejum, leitura da palavra e

santidade.

3. Receber bem os membros da célula – com alegria e satisfação – sem

formalidades.

4. Preparar o ambiente com oração, desligando horas antes a televisão e

organizar os assentos.

5. Participar ativamente da Célula.

6. Informar sempre ao líder sobre eventuais problemas de abuso de

liberdade na casa ou quaisquer prejuízos de ordem material causados pelos

membros da célula.

7. Auxiliar e motivar, juntamente com o líder, o surgimento de novos

anfitriões.



A autoridade do anfitrião.

Tem autoridade na célula para organizar e preparar o ambiente como achar

melhor, porém sempre checando com o líder se está satisfatório.



A submissão do anfitrião.

O anfitrião está diretamente submisso ao líder da célula, a quem deve sempre

prestar relatório pessoal e de suas responsabilidades no grupo.



Tipos de anfitrião

1. O indiferente

Há alguns anfitriões que julgam que já fazem um grande favor em ceder a

sua casa para uma célula. Não participam da reunião; não recebem as pessoas

calorosamente; não se envolvem com a reunião e muito menos com os

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membros da célula. Não são anfitriões, apenas cedem a casa. Esse tipo está

completamente fora da visão da igreja.



2. O falante.

Por ser muito falante ele não dá oportunidade para o líder e nem para os

membros da célula falarem; tende a monopolizar todas as atenções e comumente

fala o que não deve, tornando-se inconveniente.



3. O constrangedor.

É o tipo de anfitrião que não dá liberdade para o uso da casa. Ele restringe

áreas essenciais e mostra descontentamento com incidentes durante as reuniões.

O seu lema é: “eu cedi a minha casa, mas as minhas coisas não estão à

disposição da célula”.



4. O mal humorado.

Não basta ceder a casa para a célula, é preciso que o anfitrião seja

hospitaleiro, receba bem as pessoas e tenha sempre um sorriso nos lábios. Se as

pessoas sentem que estão incomodando elas nunca mais voltam à célula.



5. O controlador.

Todos nós já brincamos de bola com alguém que era o dono da bola. Porque

a bola era dele ele ditava as normas. As vezes, acontece o mesmo com o anfitrião

da célula. Ele quer determinar todas as regras e definir tudo na célula, porque é o

dono da casa. Esse tipo de anfitrião impede a multiplicação do grupo.



6. O anfitrião de célula ideal.

É aquele que é gentil no acolhimento às pessoas, espontâneo nos

relacionamentos; educado para dar orientações quanto ao uso da casa, paciente

para tratar com incidentes e que participa ativa e intensamente da reunião da

célula. Seu lema é: “A célula é minha família”.



O Discipulador

Os pré-requisitos do discipulador.

 Ter aliança com a visão da igreja e com a sua liderança;

 Ter uma vida santa, irrepreensível e consagrada ao Senhor,

expressando um coração ensinável, transparência e

submissão;

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 Ter uma prática diária de oração e leitura bíblica, e jejum

semanal.

 Ter frutificado na função de líder de célula, multiplicando-a

várias vezes.



O objetivos do discipulador.

Supervisionar a célula, apascentar e discipular o líder do grupo e levar todas

as células debaixo de sua supervisão a se multiplicar no mínimo uma vez ao ano.



Responsabilidades do discipulador.

1. Reunir-se semanalmente e individualmente, com os líderes de célula, para

apascentamento, discipulado e supervisão dos grupos.

2. Estabelecer uma escala mensal de visitação dos grupos, e visitá-los

semanalmente para supervisão, encorajamento e apascentamento.

3. Estabelecer, juntamente com os líderes de célula, as metas a serem

alcançadas, principalmente as datas de multiplicação dos grupos.

4. Supervisionar a assistência aos carentes de sua região (não podemos

permitir que tenha uma única pessoa com necessidades básicas não

supridas em nosso meio).

5. Participar das reuniões previamente marcadas pela liderança da igreja.

6. Gerar novos discipuladores entre os seus discípulos (líderes de célula).

7. Entregar mensalmente a ficha de supervisão de célula e participar do

grupo de discipulado do pastor de área.

8. Verificar se a oferta e a Ceia estão acontecendo mensalmente na célula.

9. Verificar se está havendo consolidação dos novos convertidos.

10. Observar se o grupo tem crescido em comunhão.

11. Checar se o ensino tem sido ministrado, quando este for previamente

determinado.

12. Reunir-se semanalmente com o pastor de área para ser apascentado e

supervisionado.

13. Acompanhar o cescimento de cada célula debaixo de sua supervisão.

14. Verificar se cada célula possui um líder auxiliar.

15. Acompanhar, de perto, a freqüência de cada grupo.

16. Atualizar mensalmente a listagem das células.

17. Verificar se estão acontecendo as visitas e o “evento-ponte” em cada

célula.

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A autoridade do discipulador.

O discipulador tem autoridade plena para resolver todos as questões

relativas aos grupos que estão sob a sua supervisão, dentro dos limites das

orientações do seu pastor de área.



A submissão do discipulador.

O discipulador está diretamente submisso ao pastor de área, a quem deve

sempre prestar relatórios e de quem deve receber direção para o trabalho.





TODO ORGANISMO é organizado, mas nem tudo o que é organizado é

um organismo; às vezes é apenas uma organização. Quando falamos de

supervisão e relatórios podemos incorrer no extremo de nos tornarmos uma

mera organização humana.

Por outro lado, não deveríamos pensar que um organismo seja

desorganizado. A organização humana é inteiramente diferente da organização

feita por Deus. Vamos tomar a natureza como exemplo.

Quando olhamos uma floresta tendemos a pensar que aquilo tudo é uma

grande bagunça. Mas isso é um tremendo engano. Existe uma ordem sutil, uma

hierarquia finamente estabelecida e um equilíbrio maravilhoso. Cada animal, cada

planta, cada elemento está organizado e perfeitamente integrado dentro de um

todo que é vivo e altamente organizado.

O problema é que para nossa mente carnal e obsessiva o melhor seria

derrubarmos a floresta e fazermos ali um jardim com gramas e árvores

geometricamente cortadas, com cada animal dentro do seu espaço, enfim tudo

sob controle. O problema é que esse tipo de jardim é uma organização humana e

como tal é tedioso e pobre.

Ficamos olhando para o céu e imaginamos que todas as estrelas e astros

espalhados pelo cosmos nos parecem tão caótico. Penso que se pudéssemos

organizar as estrelas, o nosso céu seria quadriculado, com as estrelas devidamente

agrupadas por categorias. Você já viu uma área reflorestada? As árvores todas em

fila, organizadas, sem surpresas. A ordem de Deus é livre, flexível, adaptável e

absolutamente viva.

Precisamos praticar essa organização divina. Creio que a igreja deve ser

assim. Nossa organização precisa ser clara, as funções devidamente definidas e o

propósito claramente estabelecido, mas com bastante espaço para a

espontaneidade da vida de Deus. A organização que vem de Deus é algo vivo, é

um organismo.

48





A organização, quando apropriada, nos ajuda a crescer e a frutificar mais.

Vamos tomar a lavoura como exemplo. A lavoura é uma organização humana

tirando o máximo do potencial da vida.

Muitos dizem que a igreja deve crescer espontaneamente, sem a cooperação

do homem. Isto não é totalmente correto. A Bíblia não diz que a igreja é apenas

uma planta, mas ela diz que a igreja é uma lavoura. O quanto a lavoura vai

produzir não depende só de Deus, mas do empenho e técnica do agricultor. Essa

cooperação humana é maravilhosa e divina. É Deus quem gera a vida, mas o

quanto vamos colher depende de nós. E o quanto colhemos depende de técnica,

planejamento, estratégia, trabalho, ou seja, muita organização.

O quanto uma igreja vai alcançar, o quanto uma célula poderá se multiplicar

depende da organização, da estrutura e da liderança que houver ali. No meio da

desordem a vida não pode se manifestar.

Sei que quando falamos de relatórios as pessoas nos resistem dizendo que

isso não é de Deus. As coisas de Deus devem ser espontâneas, dizem elas.

Relatóro é coisa de homem.

Mas isso é um equívoco. Veja o caso da criação da terra. Em Gênesis 1:2

vemos que a terra era sem forma, vazia, em trevas, coberta de águas e sem luz.

Não havia vida ali porque não havia ordem. A vida de Deus não se desenvolve

no meio do caos. Antes de criar a vida Deus teve que colocar as coisas em

ordem. Primeiro separou a luz das trevas, depois as águas de cima das águas de

baixo e, por fim, a terra do mar. Só então o mistério da vida germinou.

O mesmo acontece na igreja. Ela não pode ser sem forma, ou seja, sem

funções claras. Não pode ser vazia, isto é, sem vida. E nem tão pouco em trevas,

ou seja, sem visão, sem alvo nem direção.

Para sermos uma igreja em células precisamos ser organizados. Mas

precisamos ser cuidadosos para que a nossa organização não seja tão rígida e

humana que destrua a vida e a espontaneidade. Como conciliar organização com

vida? Como ser organização sem deixar de ser organismo? A resposta me parece

clara: se a vida da igreja não possui ordem não é de fato uma vida de Deus; é

apenas uma expressão humana. E se a organização da igreja destrói a vida, então

não é a organização de Deus, é a ordem humana decaída. A vida de Deus é

sempre organizada e a organização de Deus sempre cria condições para a vida.

Assim estabelecemos algumas rotinas de controle de informação sobre a célula. Estas

rotinas não devem nos prender, mas apenas nos servir. E lembre-se: nós controlamos

informações, mas nunca controlamos as pessoas.

O relatório

O líder de célula deve preencher semanalmente uma ficha de

acompanhamento, onde descreverá como está o andamento do grupo. Esta ficha

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contém dados que sinalizam quando há qualquer problema no grupo, o que

permite ao discipulador corrigir o problema imediatamente.

Um modelo de ficha de acompanhamento deve conter os seguintes dados:

 O número de membros da célula;

 O número de membros presentes na reunião;

 A frequência de visitantes na célula;

 Quantas visitas foram feitas pelo líder;

 Se o líder tem vindo às reuniões de discipulado;

 Se tem havido comunhão no grupo;

 Se há novos convertidos;

 Se tem havido eventos de evangelismo;

 O relato de qualquer situação fora do habitual;

 Se a ceia e a oferta foram realizadas.

Os dados do relatório demonstram para o discipulador se há problemas no

grupo. Tais relatórios devem ser feitos de forma espontânea e sem formalidades

ou burocracia. Um relatório frio e impessoal está fora da visão de células. As

fichas devem servir mais como roteiro de conversa do que para um documento a

ser arquivado.



O discipulado e a supervisão

Cada líder deve se reunir semanalmente com o seu discipulador. É uma

reunião de pastoreamento do líder, que visa orientá-lo, motivá-lo e assisti-lo em

qualquer dificuldade. A reunião deve enfocar os aspectos positivos e as bênçãos

que têm acontecido na célula. Normalmente, os problemas serão tratados de

maneira individual. Não nos reunimos só para tratar de problemas, pois isso seria

completamente desestimulante. É nesta reunião que os líderes devem entregar os

seus relatórios semanais.

Cada discipulador, por sua vez, deve se reunir semanalmente com o seu

pastor de área. É uma reunião de pastoreamento do líder, que visa orientá-lo,

motivá-lo e assisti-lo em qualquer dificuldade. Nessa reunião serão checados os

objetivos da visão – se estão sendo atingidos em cada célula.

O discipulador deve entregar mensalmente um relatório de cada célula que supervisiona

ao pastor de área que o acompanha. Este relatório é baseado tanto nas fichas semanais

entregues pelos líderes que lhe são submissos, quanto nas visitas que porventura tiver feito, às

células, durante o mês.

Todo líder de célula é acompanhado por um discipulador.

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Nenhum líder pode liderar, se não estiver debaixo de liderança. O

discipulador desenvolve com o líder de célula um relacionamento de pai e filho.

Nesse aspecto, o discipulador tem uma responsabilidade maior que a do líder de

uma célula, pois vai cuidar de vários líderes de acordo com a sua capacidade e

disponibilidade.

Como foi visto, célula, temos as “ovelhas”; no grupo de líderes, os

discípulos. A seguir, mostramos algumas diferenças entre o tratamento

dispensado a cada um desses grupos:

 Conduzimos as ovelhas pela mão, ensinando-as a galgar os

degraus escada do crescimento. Ouvimos suas queixas e

reclamações, atendemos suas necessidades, curamos suas

feridas, não lhes fazemos grandes exigências, nem lhes

atribuímos grandes encargos.

 Com o discípulo, é diferente (ele já está mais amadurecido,

“não chora à toa”, não fica reclamando, pois sabe que se o

fizer, será corrigido): ele transpõe os degraus do crescimento,

com maturidade. Apontamos-lhe o caminho, e ele segue

sozinho.

 A “ovelha” – não lidera – ainda precisa de “colo”, e nós lho

damos.

 Aos discípulos-líderes, delegamos responsabilidades.

Dessa maneira, o papel de discipulador é fundamental na estrutura de

células, pois o líder bem acompanhado cuidará bem da sua célula e gerará

“ovelhas” sadias, que logo virão a ser discípulos também.



O discipulado

1. Cada discipulador deve usar o formato do “VOS”¹

V: Ver. Repita a visão constantemente e de várias formas aos seus líderes e

auxiliares.

O: Ouvir. Gaste o tempo necessário para ouvir os seus líderes e tomar

conhecimento sobre o que está acontecendo nas suas células, tanto em relação

às notícias boas, quanto às dificuldades.

S: Servir. Sirva aos seus líderes em qualquer circunstância, procurando suprir,

de imediato, as necessidades apresentadas.

Tanto o pastor de área, quanto o discipulador precisam aprender a praticar o

método de Jesus:

a. Faça.

b. Delegue.

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c. Deixe que os outros façam, enquanto você os guia.

d. Libere-os para o ministério.



2. O auxiliar deve ser

discipulado pelo líder de célula

Eis o padrão do treinamento: ²

1. O seu auxiliar observa o que você está fazendo.

2. Você verbaliza o que fez, e explica a ele por que razão o fez.

3. Você observa, enquanto o seu auxiliar faz aquilo que você já fez.

4. Você o encoraja e mencione os pontos fortes e fracos que observou na

atuação dele.

5. Você providencia atividades que o ajudem a se fortalecer nas suas áreas

de fraqueza.

6. Entregue ao auxiliar a responsabilidade por uma determinada tarefa.

7. Largue essa tarefa na mão dele, empregando a estratégia da “negligência

benigna”.

8. Após a multiplicação, observe cuidadosamente a maneira como o seu

auxiliar discipula o auxiliar dele.

9. Continue sendo amigo próximo do seu ex-auxiliar, tratando-o de igual

para igual.



Dicas de como ensinar o

auxiliar a conduzir reuniões da célula. ²

1. Antes de cada reunião, conte para ele tudo o que você pretende fazer,

explicando o porquê desse plano.

2. Depois da reunião, vocês dois deverão trocar idéias sobre o que

aprenderam por meio daquilo que aconteceu. Aí, elaborem juntos o plano

da próxima reunião.

3. Troquem idéias sobre problemas que tiverem surgido, como por exemplo,

alguém que travou a reunião por falar demais. Seja onde você for ministrar,

leve junto o seu auxiliar!

4. Quando julgar que o auxiliar está pronto, deixe-o conduzir as reuniões.

5. Avalie os aspectos fortes e fracos da maneira com que ele conduziu a

reunião.

6. Durante o último mês antes da multiplicação, deixe o auxiliar dirigir todo

o ministério da célula. Dessa maneira, quando metade do grupo for

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embora, sob a liderança dele, esses membros estarão sentindo plena

confiança em seu novo líder.

7. Quando for oportuno, deixe que o auxiliar assista, enquanto você

aconselha alguém. Depois, explique o porquê de cada coisa que você fez.

8. Quando fizer visitas ou procurar fazer novos contatos, leve junto o seu

auxiliar.

9. Deixe que ele o observe ganhando pessoas para Cristo.

10. Realizem juntos uma vigília de oração – realmente orando!





NUMA REUNIÃO normal de célula, pelo menos seis momentos devem

acontecer:

1. Envolvimento ou quebra-gelo;

2. Louvor e adoração;

3. Ensino da Palavra;

4. Compartilhamento da Palavra;

5. Oração pelas necessidades;

6. Comunhão ou lanche.

Qual é a razão para uma célula bem sucedida? É a vida de Deus fluindo entre nós, na

Pessoa do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo. O que faz um grupo ser bem sucedido é a

unção poderosa do Senhor. É a unção que permite uma comunhão genuína e gratificante; é a

unção que libera a Palavra; é a unção que faz fluírem os dons, os milagres e o poder de Deus.

Uma reunião bem sucedida, cheia do poder e da presença de Deus é

resultado da unidade de propósito de todo o grupo em buscar o poder do

Espírito Santo. Nada vai funcionar sem o óleo do Espírito. Muitos pensam que

não precisam de orar por uma festa, uma dia de lazer ou uma comunhão do

grupo. Sem oração e sem a presença de Deus tudo é insípido – até mesmo a

atividade mais estimulante. Que essa dependência de Deus seja a base de nossos

grupos!

A principal característica da célula é a espontaneidade e a liberdade para a

atuação do Espírito Santo. Não há como padronizar a reunião. É preciso seguir o

mover do Espírito, o qual, como o vento, não pode ser contido nem

sistematizado. Numa reunião, o Espírito pode mover para o quebrantamento, em

outra para a adoração profunda, em outras ainda para a comunhão.

Simplesmente, não há regras. Cada líder deve procurar perceber em qual direção

o vento está soprando!

Tudo o que Deus faz, Ele o faz pela Palavra e pelo Espírito. Da união da

Palavra com o Espírito, a vida é gerada. Cada célula precisa, basicamente, destes

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dois ingredientes: unção do Espírito e revelação da Palavra. Tendo estes dois

ingredientes, o resultado será a vida de Deus fluindo no grupo. Esta vida se

manifestará na forma de comunhão.



A reunião da célula - o “quebra-gelo”.

A primeira parte da reunião da célula é o “quebra-gelo”. O “quebra-gelo” é

de suma importância, principalmente quando o grupo é novo e as pessoas ainda

não se conhecem bem. O seu objetivo é produzir um ambiente informal e não

ameaçador. As perguntas de apresentação têm sido usadas como “quebra-gelo”

por centenas de pessoas. Use-as quando o grupo for novo, ou sempre que

houver visitantes.

As perguntas de apresentação são do tipo: “Onde você mora?”; “Quantos irmãos você

tem?”; “O que você faz?”; “Quem é a pessoa mais próxima de você?”; “Quando foi que

Deus se tornou mais que uma palavra para você?” Nenhuma das perguntas expõe a

intimidade da pessoa. É importante que todos do grupo respondam a uma mesma pergunta,

antes de ir à próxima.

O “quebra-gelo” deve ser apropriado para o grupo. Não muito infantil –

para que as pessoas não se sintam desconfortáveis –, nem ameaçador – para elas

não se afastem do grupo. Existem alguns métodos que são mais apropriados

para o início de um grupo, do que outros.

Alguns podem ser usados muitas vezes. Por exemplo: “Qual foi a coisa mais

importante que aconteceu com você nesta semana?”

Lembre-se sempre que o “quebra-gelo” não é um jogo. É uma atividade que

ajuda a pessoa a tirar a atenção de si mesma, para se sentir à vontade com os

outros. Ele ajuda a concentrar a atenção de toda a célula numa única direção.” ¹

Não espere muito do “quebra-gelo”; a comunhão que ele produz é sempre

superficial. Mas nunca o despreze; ele não é um tempo jogado fora. Use-o em

cada reunião! ²



Cuidados no período de “quebra-gelo”.

1. Não prolongue-o por mais de dez minutos;

2. Cuidado para que não pareça triste ou melancólico;

3. Faça um rodízio, deixando um irmão responsável pelo “quebra-gelo” de

cada reunião;

4. Permita sempre um testemunho novo no grupo;

5. Seja positivo! Tenha uma palavra de fé!



Alguns lembretes para a reunião da célula.

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1. Coloque as cadeiras em forma de círculo;

2. Apresente os visitantes, quando houver;

3. Use uma forma de “quebra-gelo” ;

4. Testemunhe alguns motivos de louvor.

5. Ministre a Palavra para aquela reunião;

6. Facilite a conversa no compartilhamento;

7. Compartilhe a “visão do grupo”;

8. Ore pelas pessoas necessitadas;

9. Faça um apelo para salvação.

10. Termine com um lanche.





É POSSÍVEL que aconteçam reuniões sem louvor, mas elas serão muito

raras. O normal é termos um bom tempo de louvor, provavelmente no início de

cada reunião. Cada célula deve desenvolver um ambiente de adoração. Deus não

apenas habita no meio dos louvores, mas também age poderosamente ali.

O líder precisa ter intensidade no Senhor. Onde não há instrumentos

musicais ou uma grande multidão, as pessoas tendem a ser frias e superficiais. O

líder precisa também ser exemplo de espontaneidade, incentivando os irmãos a

fazerem o mesmo. Ele deve ser o primeiro a cantar, a dançar, a gritar, a erguer as

mãos, a se prostrar, a cantar um novo cântico e tudo o mais. Os mais novos

aprendem pela imitação.



1. O caminho normal do louvor em uma reunião

Numa reunião, geralmente, as pessoas passam por três fases distintas em

relação a comunhão com Deus. E isto é graficamente ilustrado pelo Tabernáculo

de Moisés:

ÁTRIO - lugar de cânticos de testemunho e de comunhão co os irmãos.

LUGAR SANTO - cânticos de louvor, de exaltação a Deus por aquilo que

Ele tem feito por nós.

SANTO DOS SANTOS - cânticos de adoração, exaltação, atitude de

quebrantamento e cânticos espirituais que falam daquilo que Ele é.

O propósito de Deus é que todos, na reunião, cheguem ao Santo dos Santos.

Mas, infelizmente, boa parte do povo não alcança este nível de adoração.

O louvor normal em uma reunião segue um padrão ou uma ordem

específica: envolvimento, louvor e adoração. Sendo assim o líder deve ter uma

lista dos cânticos subdivididos por tópicos e por ordem alfabética. Estas

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subdivisões nos ajudam a escolher um cântico adequado para cada momento do

louvor.



2. Diretrizes para o louvor na célula.¹

O nosso objetivo, enquanto louvamos e adoramos, é chegar ao Santo dos

Santos. O fato de enfatizarmos alguns cânticos em determinados momentos é

visando desobstruir o espírito das pessoas e gerar fé para se achegarem diante de

Deus. Devemos evitar todas as distrações possíveis. A regra geral é: faça tudo o

mais suavemente possível.

Inicie o período de louvor com músicas “leves” e conhecidas. Escolher um

cântico que o povo não conhece, pode prejudicar e muito a reunião. Use cânticos

que testemunham ou enfatizam, com leveza e alegria, o amor, a graça e a

misericórdia de Deus. Deixe os cânticos do tipo devocional ou consagratório

para mais tarde.

Comece onde as pessoas estão espiritualmente.Talvez você já tenha orado o

suficiente e esteja pronto para entrar no louvor, mas eles não estão. Vá devagar,

até que todos estejam com você.

Não tente atingir o clímax do louvor rapidamente. Alguns líderes tentam

entoar um cântico espiritual depois de todo corinho. Dirija o povo antes ao

clímax do louvor quando eles estiverem mais cientes da presença de Deus.

Se tentarmos guiar o povo ao cântico espiritual muito cedo na reunião, isto

se tomará uma coisa sentimental e melancólica, ao nível da alma. A atmosfera

espiritual toma-se pesada e os, mais novos podem até mesmo sentir condenação

porque eles querem responder e não conseguem. Alguns tentam agradar ao líder

fazendo movimentos como se estivessem adorando e assim estaremos

encorajando a religiosidade.

Por outro lado, não tenha medo de cantar um cântico mais de uma vez, nem

tenha receio de conduzir o grupo a um cântico espiritual. Não espere que algo

extraordinário aconteça para ministrar um novo cântico ao Senhor.

Conforme Efésios 5.19, cânticos espirituais são a resposta interior

espontânea de um adorador, tocado pelo Espírito Santo. Isto é expresso numa

oferta pura de amor com frescor e espontaneidade [SI 149.6 (tradução literal

“louvor alto”); 96.1; 66.17 ; Ap 5.9].

Ao final de uma música apropriada o líder levará o grupo numa expressão

espontânea de louvor e adoração no espírito. E juntos, tentarão harmonizar e

misturar os tons com o louvor do restante da célula.

Esse novo cântico poderá surgir eventualmente (as vezes profeticamente),

através de um indivíduo. Após essa expressão livre e espontânea, toda a célula

prossegue cantando no momento em que o cântico individual terminar.

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Nem todos os cânticos conduzem ao cântico espiritual. Saiba quais os

cânticos que levam ao clímax e aperfeiçoe-se neles. Procure variar os cânticos nas

reuniões e tenha cânticos diferentes para cada espécie de ênfase.

Uma maneira simples de você conduzir ao louvor intenso é repetindo o

estribilho de um cântico. Normalmente, eles são a parte mais intensa da música.

Há um momento certo para o louvor elevado. Isto requer que o líder seja

sensível. Se esperamos muito tempo, cantando muitas vezes, perderemos a

intensidade que poderíamos ter alcançado. Se, por outro lado, não cantamos o

tempo suficiente o louvor não atingirá a intensidade que poderia ter sido atingida.



3. Orientações para o dirigente

Procure dirigir o louvor, e não apenas anunciar os cânticos que serão

cantados.

Providencie uma folha escrita com os cânticos, em cada reunião. A secretaria

da igreja pode fornecer as fotocópias.

Se não há nenhum músico na célula, o louvor pode ser feito sem

acompanhamento, desde que haja alguém com a voz forte e firme. Caso

contrário, é melhor usar um CD ou uma fita gravada e acompanhar a reprodução

do cântico.

Cante em voz alta com um aspecto de confiança. A unção está na voz do

líder e a firmeza incentiva os outros a unirem-se a ele. No começo da estrofe,

antecipe-se uma fração de segundos, para dar segurança aos irmãos.

Mantenha o controle do louvor. Não se perca na sua própria adoração, ou

você não estará liderando. Mantenha os olhos abertos e atentos ao ambiente, sem

descuidar-se de manter uma receptividade espiritual interna.

Evite exortar o povo para ser mais expressivo. Lembre-se: as ovelhas ser

dirigidas, nunca forçadas. Constrangindo-as, você estará somente reforçando a

religiosidade, fazendo com que apenas respondam exteriormente. Temos que

achar a chave para guiá-las a Deus, numa resposta que vem do íntimo.

Evite cânticos com ações que obriguem as pessoas a uma resposta externa,

quando ainda não houver um ambiente no louvor. Precisamos de muita

sensibilidade e sabedoria para sabermos quando usar cânticos com movimentos.

Por outro lado, estimule e dê liberdade para expressões físicas de louvor, tais

como: palmas, danças, brados, prostrar-se, ajoelhar-se, assobios, risos, choro,

erguer as mãos, clamor, silêncio, marcha e cânticos.

Considere sempre a espécie de reunião que você está dirigindo. É importante

considerarmos a espécie de povo que está participando da reunião: se é o grupo

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costumeiro, se há muitos visitantes, se é um evento-ponte, se é um aniversário,

etc. Em cada tipo de reunião temos de tomar uma direção adequada.

Não pregue sermões entre cada cântico, nem faça comentários sobre cada

um deles. Ocasionalmente, isto é apropriado, especialmente quando as pessoas

precisam ter suas atenções voltadas para o que estão cantando. Mas isto é mais

exceção do que a regra.

Não use um mesmo corinho em demasia. Se cantamos um cântico semana

após semana, ele perde o seu frescor e significado para o povo. Mais tarde,

pode-se voltar para eles. Existem centenas de bons cânticos; por isso não há

necessidade de cantarmos o mesmo em todas as reuniões.

Em toda música de adoração profunda há momentos de silêncio. Haverá

ocasiões em que um silêncio total será desejado (Hb 2:20, Zc 2:13, Ap 8: 1). Use-

o.

Não prolongue demasiadamente o louvor. Muitos líderes querem que Deus

se mova no louvor em todas as reuniões. Mas talvez, naquela reunião, Ele queira

mover-se através da Palavra ou do compartilhamento.

4. Aspectos que podem influenciar

o nível de louvor em uma reunião

Os caminhos de Deus são tão definidos quanto qualquer lei científica. Deve

haver uma razão específica pela qual a reunião está indo bem e também deve

haver uma razão específica pela qual a reunião não está fluindo. Vamos enumerar

alguns princípios que afetam a sua reunião, tanto positivamente quanto

negativamente. Vejamos:



Oração

Se desejarmos uma reunião forte, com um louvor fluente, devemos antes

pagar o preço em oração.



Fé e dependência

Quando há fé o suficiente para seguir a direção do Espírito e existe completa

dependência, então haverá um ambiente adequado para Deus atuar.



Escolha de cânticos adequados

Este é um aspecto muito importante pois se escolhemos os cânticos a esmo

não teremos nenhuma ênfase na reunião; mas se os escolhemos adequadamente,

segundo a ênfase que o Espírito quer trazer, então isto influencia no nível do

louvor.

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Tempo gasto com Deus

Se estamos dispostos a gastar tempo, ministrando diante de Deus, então

podemos esperar grandes manifestações da sua presença.



Líder novo

Quando há um novo líder na célula, a tendência é de os irmãos se sentirem

inseguros, porque ainda não estão acostumados com ele. E essa insegurança

afetará o nível do louvor. Não fique muito preocupado com isso, logo as pessoas

se acostumarão e o louvor fluirá.



Localização

Faça com que as pessoas se sentem próximas umas das outras, em círculo. Se

as pessoas ficam dispersas, o louvor não flui.

Cansaço

É muito comum às pessoas chegarem cansadas, nas reuniões da célula,

depois de um dia de trabalho. Nesta circunstância, é bom que elas fiquem

sentadas um pouco mais, pois assim responderão melhor ao louvor.



Muita descontração

Se há muita desatenção no ambiente, é bom corrigirmos isso; caso contrário,

não conseguiremos levar o povo a lugar algum.







¹ Estas orientações foram baseadas em um artigo do Pastor Victor Vellekoop

do Centro Crístiano Salém Assunção - Paraguai



NO MOMENTO do ensino da Palavra, o líder precisa estar claro

sobre a diferença entre uma escola e uma família. O grupo é para ser

família. O alvo não é fazer um treinamento, mas ministrar vida. É por

isso que não haverá lugar para discussões teológicas ou doutrinárias. A

questão não é o que aprendemos, ou qual a nossa opinião, mas qual é o

nosso testemunho: estamos, ou não, praticando a Palavra?

Cada líder receberá periodicamente, uma apostila com as palavras

que devem ser ministradas na célula. Não queremos que apostilas sejam

simplesmente lidas na reunião, nem usadas como se fossem revistas de

Escola Dominical. As apostilas são um simples auxílio para o líder que

trabalha a semana toda e não tem como preparar algo sistematicamente .

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Apesar disso, o líder tem liberdade de ministrar algo que Deus tenha

direcionado especificamente para o seu grupo, ou deixar de ter a

Palavra em uma reunião em que o Espírito se moveu de forma

diferente. O normal, entretanto, é termos a edificação na Pal avra, em

cada reunião.

O alvo da ministração no grupo é a prática da Palavra e não o

ensino teológico. Quando compartilhamos a Palavra, queremos levar o

grupo à prática da verdade exposta. O líder deve cuidar para que

muitos irmãos se revezem com ele, no compartilhamento da Palavra.

Quanto mais irmãos falarem, mais forte o grupo se tornará! Se um

irmão novo convertido quiser pregar, o líder deve permitir que ele o

faça, reservando, porém, um tempo, no final, para complementar algum

ponto que não tenha sido falado por ele.

A maneira como as pessoas se sentam no grupo faz muita diferença

na sua participação. O melhor é sempre um círculo, com uma ou duas

cadeiras vazias. Nunca organize o grupo como se fosse uma

congregação - com os bancos enfileirados. Isto produz religiosidade e

passividade.

No final da Palavra, o líder pode usar o momento para orar o texto bíblico

que foi pregado, com todo o grupo, ou fazer uma gostosa confissão, com todos

juntos. Além de facilitar a memorização e o aprendizado, esse método permite

que a Palavra penetre em nosso ser e nos transforme.

A célula não é uma escola, mas um grupo familiar. Veja as diferenças:

 Na escola, algumas pessoas passam e são recompensadas; na

família, cada um pode alcançar objetivos e ser reconhecido.

 Na escola, o professor fala, os alunos ouvem; na família, as

pessoas aprendem umas com as outras.

 Na escola, o alvo é completar a lição; na família, o alvo é

modificar vidas.

 Na escola, senta-se de frente para o professor; na família,

senta-se em círculos, de frente uns para os outros.

 A escola é formal; a família é informal.



Marcas de um bom ensino¹

1. Paixão

Quando apresentamos a verdade da Palavra, precisamos fazê-lo com fogo e

paixão! Se a verdade não empolgar nem a você, que a ministra, não empolgará a

mais ninguém! Se quisermos entediar as pessoas, não devemos usar a Palavra de

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Deus para isso. Por isso, todo líder de célula precisa perseguir este alvo: cultivar

um coração cheio de fogo e paixão pela Palavra! Lembre-se: não é uma questão

de conteúdo, mas de paixão! O conteúdo não tem de ser profundo, ou uma

novidade; precisa, sim, ser vivo! A ordem bíblica é clara: “Sede fervosoros de espírito!”

(Rm 12.11).



2. Praticidade

O que as pessoas sempre querem saber é: “ o que isso tem a ver com a

minha vida?”- “Como esse ensino vai me ajudar no meu dia-a-dia?” Se você não

tem uma resposta para essa questão, então páre! O ensino não tem sentido, se ele

não tem uma aplicação prática. Tenha idéias práticas do que as pessoas podem

fazer durante a semana, para viverem o que foi ensinado. Não busque mudanças

dramáticas nas pessoas todas as semanas, mas estimule passos simples e práticos.

Nem toda aplicação é para ser praticada; algumas são para nos mover em fé;

outras, para nos motivar e despertar. Seja prático!



3. Humor

Devem existir momentos em que o grupo vai cair na risada. Isso é bom!

Risos são um dos maiores indicadores de saúde em um grupo. Quando as

pessoas se amam e gostam de estar umas com as outras, elas riem bastante. A

Palavra não tem de ser chata. Jesus foi desafiado a transformar pedras em pães,

mas muitos têm transformado o pão (a Palavra) em pedra. Bom humor não

significa contar piadas, mas fazer comparações interessantes ou contar histórias

engraçadas, como exemplos práticos. O sorriso é a anestesia da espada do

Espírito. Não seja um comediante, mas tenha um bom humor!



4. Cheio de testemunho pessoal

O ensino que não se aplica a mim, não pode ser aplicável aos outros

também. O bom ensino não é vago e abstrato. Relate algumas experiências

pessoais, para mostrar a realidade do ensino da Palavra. Ser igual às pessoas é

uma ótima maneira de gerar interesse. As pessoas sempre querem saber a

respeito da nossa vida. Conte a elas aquilo que lhes possa ser edificante. Seja

transparente e honesto, mas não ultrapasse os limites do bom senso e da

discrição!



5. Envolvente

A Palavra tem estimulado a participação de todos na célula? Todos estão

interessados? Uma maneira de manter as pessoas atentas e interessadas é fazendo

perguntas a elas. Quando elas estiverem falando, você pode estar certo de que

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elas estarão interessadas. Uma outra maneira de manter o interesse é levar as

pessoas a relatar experiências pessoais a respeito do assunto. Quanto mais o

grupo for envolvido, mais as pessoas se interessarão!



6. Preparação anterior

Não chegue diante da sua célula sem uma mínima preparação anterior.

Normalmente, o líder de célula recebe, previamente, o material a ser ministrado.

Prepare-se de antemão! Preparo produz confiança e segurança. Não tente saber

tudo ou responder a todas as perguntas, mas tente saber o máximo que você

puder!



7. Ilustração

Jesus sempre empregou parábolas e analogias. Uma boa ilustração vale mais

que mil palavras. Você não tem de ser original; conte ilustrações que você ouviu

ou leu; mas, na medida do possível, não fale sem citar nenhuma ilustração.

Ilustrações esclarecem, inspiram e motivam.



8. Inspiração e motivação

O objetivo básico do ensino é inspirar e motivar as pessoas. Por isso, seja

positivo! Não se coloque como um militar, dando uma “dura” no seu pelotão. A

melhor maneira de se motivar alguém é mostrando-lhe as vantagens e as

recompensas de alguma coisa. Mostre sempre a recompensa e a vantagem de se

obedecer à Palavra que você está ensinando! Pregar é inspirar e motivar as

pessoas. Lembre-se que inspiração tem a ver com entusiasmo. Se você está

entusiasmado com a Palavra, a célula se motivará a praticá-la!



9. Focalizada numa idéia principal

Não seja uma metralhadora, atirando em todas as direções! Se alguém

perguntar para você, antes da reunião, a respeito do que você irá falar, você

precisa ser capaz de responder com uma única frase! Você não tem de falar

muito e nem deve falar sobre muita coisa. Seja breve e específico!





¹ Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).







A REUNIÃO DA CÉLULA-

62









O COMPARTILHAMENTO

DA PALAVRA



O PERÍODO DE compartilhamento é fundamental para a edificação dos

membros do grupo. Nesse momento, o líder deve pedir que cada irmão

compartilhe aquilo que Deus falou com ele durante a ministração da Palavra ou

algo que tem acontecido em sua vida naqueles dias. O alvo é que cada um possa

compartilhar o que ouviu de Deus, e se está ou não praticando o que foi

ministrado. Todos devem falar, ainda que por poucos minutos.



1. Diretrizes para o

compartilhamento da Palavra:

a. Não pressione ninguém a orar, falar ou compartilhar. Estimule as pessoas,

mas não as pressione! Isso pode afastá-las do grupo.

b. Não deixe que os irmãos aproveitem a oportunidade, para falar de

assuntos irrelevantes. Cada um deve compartilhar somente o que Deus

falou consigo, através da Palavra ministrada no dia ou sobre algo que ele

está enfrentando em sua vida prática.

c. Estimule o compartilhamento de problemas e lutas pessoais com o grupo.

Onde há honestidade os vínculos são firmados. Tenha o bom senso de

perceber os limites de detalhes das confidências compartilhadas.

d.Todo testemunho deve ser para edificar e motivar o grupo. Desestimule

toda palavra negativa e pessimista!

e. Nunca permita discussões doutrinárias! O momento não é para debater

doutrina, mas para relatar vivências pessoais.

f. Não deixe que uma pessoa monopolize esse tempo, falando

excessivamente.

g. Não permita que um irmão exponha a falha de outro! Cada um deve falar somente

dos seus próprios pecados, suas própias lutas e fracassos.

h. Não tente ter todas as respostas! Uma vez que alguém faça uma pergunta,

não se julgue na obrigação de ter que dar uma resposta. Caso não saiba,

diga que vai perguntar a um dos pastores e depois trará a resposta ao

grupo.

63





i. A regra geral para o líder é: sempre esteja alegre e bem humorado nas

reuniões! Isto libera a tensão, relaxa o corpo e descansa o nosso espírito.

Todo o grupo se ressente de um líder constantemente melancólico.

j. Lembre-se sempre de deixar o Espírito dirigir a reunião. Deus pode usar

alguém nesse momento de compartilhamento e dar uma virada na reunião.

Seja sensível a isso!



2. A melhor forma de conduzir o compartilhamento é

fazendo

perguntas aos membros

As pessoas estão mais interessadas no que elas têm a dizer do que no que

elas têm de ouvir. Por isso, a melhor forma de estimular o compartilhamento na

célula é fazendo perguntas. No final de cada Palavra, escreva algumas perguntas

para facilitar o compartilhamento do grupo.



a. Perguntas envolvem o grupo

Quando não há envolvimento, não há discipulado. Quando não há

envolvimento, não há mudança. Quando não há envolvimento, não há instrução

e ensino. É impossível envolver pessoas sem fazer-lhes perguntas! O líder precisa

trabalhar para que cada membro da célula compartilhe algo significativo com o

grupo, a cada semana.



b. Perguntas edificam relacionamentos

A célula possui muitos objetivos, e um deles é a edificação de

relacionamentos e vínculos de amor. Boas perguntas ajudam o grupo a se

conhecer e a aprofundar os vínculos. Quando respondemos perguntas, falamos

de nós mesmos e nos damos a conhecer. Quando somos conhecidos e

conhecemos os outros, os medos e constrangimentos desaparecem.



c. Perguntas nos ajudam a descobrir

as necessidades da célula.

Os líderes precisam conhecer o nível espiritual de cada membro e quais suas

necessidades mais urgentes. Essas informações são claramente fornecidas,

quando as pessoas respondem às perguntas. As perguntas revelam o grau de

maturidade do grupo. Não é possível haver compartilhamento na célula, sem

perguntas.



3. Como elaborar boas perguntas ¹

64





Todo líder de célula precisa ser um especialista na arte de formular

perguntas. Não podemos deixar nenhuma pessoa excluída do compartilhamento,

e as perguntas são a melhor forma de envolvê-las.



a. Boas perguntas são amplas

Nunca faça um apergunta cuja resposta seja simplesmente sim ou não. Uma

boa pergunta deve estimular o compartilhamento e não bloquea-lo.



b. Boas perguntas não inibem a resposta

Um líder resolve perguntar para alguém: “você crê na Bíblia, não crê? Esta é

uma pergunta repressora que já traz a resposta que esperamos que a pessoa nos

dê.



c. Boas perguntas estimulam a honestidade

É melhor perguntar: “O quê?”, “Qual?” ou “Como?”, do que perguntar o

“porquê”. É melhor perguntar, por exemplo, “Como você se sentiu?”, do que

“Por que você sentiu?”. Respostas aos porquês são difíceis e quase sempre

polêmicas. Mas, quando perguntamos:“O quê?”, “Qual?” ou “Como?”, a

resposta é quase sempre pessoal e prática; é um estímulo à honestidade.



d. Boas perguntas produzem novas perguntas

Perguntas amplas estimulam as opiniões e as experiências, além de

favorecerem o pensamento e aprendizagem. Se, depois de perguntar algo a

alguém, o compartilhamento acaba então a nossa pergunta não foi feliz.

4. A honestidade na célula ¹

Um dos objetivos do compartilhamento é que as pessoas possam também

abrir eventuais dificuldades pessoais e buscar ajuda no grupo. Somos perdoados,

quando confessamos nossos pecados a Deus; mas somos curados quando

também confessamos aos nossos irmãos.

Sua tarefa como líder de célula é criar um ambiente onde as pessoas possam

ser honestas e possam encontrar ajuda para sua dificuldade. Procure eliminar

toda barreira à honestidade em sua célula. Veja como você pode estimular a

honestidade na célula:



a. Estimule um ambiente adequado

Os membros da célula estão mais interessados em discutir teologia do que se

envolver com vidas carentes do amor de Deus? Estão mais interessados na

65





festividade do que nas pessoas? Crie, então, um ambiente que valorize as pessoas

e suas necessidades.



b. Ensine as pessoas a serem sensíveis

Uma das maiores barreiras à honestidade surge quando pensamos que somos

os únicos com problemas. Quando estamos numa batalha e ninguém se

solidariza conosco, a tendência é nos sentirmos os piores e mais fracos da igreja.

Sempre que alguém estiver em dificuldade, solidarize-se com ele, compartilhando

algo pessoal também.



3. Não permita, na célula, a presença dos “amigos de Jó”

Eventualmente, alguns irmãos bem intencionados, são muito rápidos em

oferecer diagnósticos. E assim, ao invés de ajudar-nos, acusam-nos, dizendo:

“Você não tem orado o suficiente” ou “O diabo está oprimindo você”, etc. Tais

comentários até podem ser verdadeiros, mas precisam ser expostos de forma a

não produzir fardo e acusação.

Há pessoas que não expõem suas dificuldades financeiras, por temor de

serem acusados de infidelidade nos dízimos e nas ofertas. Outras, carregam

enfermidades sozinhas com receio de alguém afirmar que aquela doença é castigo

de Deus, por algum pecado oculto e não-confessado. O que não falta em nosso

meio são os “amigos de Jó”. Estão sempre prontos a dizer: “Se não houvesse

pecado na sua vida, você não estaria assim.”



4. Não permita inconfidências

Uma das maiores barreiras à honestidade é o medo das fofocas. Se as

pessoas perceberem que algum membro da célula não é confiável elas jamais se

abrirão ali honestamente.



¹ Ralph Neighbou faz uma explicação exaustiva de como fazer boas perguntas célula. Vários,

Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

²Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).

¹ Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

² O miistériuo Igreja em Células possui um pequeno manual com

centenas de sugestões de quebra-gelo.

66









A REUNIÃO DA CÉLULA-

A COMUNHÃO

MUITOS CRENTES podem testemunhar que, primeiro se converterem

aos irmãos; depois a Jesus. A comunhão foi a isca com que foram fisgados.

A principal característica da Igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. A

Igreja é uma grande rede, onde os vínculos são os nós. Quando esses nós são

firmes e bem ligados, os peixes são apanhados naturalmente.

A célula, porém, não pode ter aquele tipo de comunhão tão intimista, que se

torne exclusivista. Ser tão fechada que um novo convertido não seja bem vindo

para não atrapalhar a comunhão do grupo. Devemos ter cuidado para não

transformar o corpo em corporação, “koinonia” em “koinonite”.

A célula deve ser um lugar onde as pessoas gostem de estar. Qualquer

ocasião é um pretexto a mais para o grupo se reunir, seja um almoço juntos, um

churrasco, um aniversário ou um jogo da seleção brasileira. As necessidades

devem ser compartilhadas na reunião e todos devem se empenhar em oração e

em ação para resolver o problema do irmão.



1. A comunhão na célula

Em cada reunião, deve sempre haver um tempo de comunhão descontraída

entre os irmãos. Este momento pode ser antes ou depois da reunião. O ideal é

que sempre haja algum tipo de lanche. Os membros do grupo devem se revezar

no preparo desse lanche. É um momento de alegria e descontração e também a

hora de todos os membros envolverem o visitante e o novo convertido.

O líder deve evitar uma atmosfera de clube particular. Isto vai realmente

constranger o novo convertido e o visitante. Ele deve ser inclusivo e abraçar

todos os membros do grupo, não se detendo nesta ou naquela



MUITOS CRENTES podem testemunhar que, primeiro se converterem

aos irmãos; depois a Jesus. A comunhão foi a isca com que foram fisgados.

A principal característica da Igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. A

Igreja é uma grande rede, onde os vínculos são os nós. Quando esses nós são

firmes e bem ligados, os peixes são apanhados naturalmente.

A célula, porém, não pode ter aquele tipo de comunhão tão intimista, que se

torne exclusivista. Ser tão fechada que um novo convertido não seja bem vindo

para não atrapalhar a comunhão do grupo. Devemos ter cuidado para não

transformar o corpo em corporação, “koinonia” em “koinonite”.

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A célula deve ser um lugar onde as pessoas gostem de estar. Qualquer

ocasião é um pretexto a mais para o grupo se reunir, seja um almoço juntos, um

churrasco, um aniversário ou um jogo da seleção brasileira. As necessidades

devem ser compartilhadas na reunião e todos devem se empenhar em oração e

em ação para resolver o problema do irmão.



1. A comunhão na célula

Em cada reunião, deve sempre haver um tempo de comunhão descontraída

entre os irmãos. Este momento pode ser antes ou depois da reunião. O ideal é

que sempre haja algum tipo de lanche. Os membros do grupo devem se revezar

no preparo desse lanche. É um momento de alegria e descontração e também a

hora de todos os membros envolverem o visitante e o novo convertido.

O líder deve evitar uma atmosfera de clube particular. Isto vai realmente

constranger o novo convertido e o visitante. Ele deve ser inclusivo e abraçar

todos os membros do grupo, não se detendo nesta ou naquela “rodinha”. Como

apascentador do grupo, ele deve dar atenção a todos, indistintamente.



2. A Ceia na célula

A Ceia deve ser ministrada em cada grupo, pelo menos uma vez a

cada mês. Normalmente, a celebramos na segunda reunião do mês.

Deve ser uma reunião especial, distinta da reunião normal do grupo.

Cremos que esta celebração é algo exclusivo do grupo, reservada aos

membros batizados.

No livro de Atos, vemos como a Ceia do Senhor está relacionada aos grupos

pequenos. A Ceia era servida de casa em casa. Outras passagens no Novo

Testamento indicam que esse ato também incluía práticas como o auto-exame

(por cada membro), confissão de pecados, perdão, discernimento do Corpo de

Cristo, oração, gratidão e louvor. Tudo isso estava ligado à reflexão em memória

da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor, até à sua volta (1 Co 10.16-21;

1 Co 11.18-34; Jo 6.26-59; Lc 22.17-20; Mt 26.26-30).

No dia da Ceia, é importante repassar as dez alianças do grupo. Nos tempos

bíblicos, partir o pão freqüentemente significava que as duas partes estavam

fazendo uma aliança. A história do povo de Deus é a de um povo de alianças e

compromissos. O estilo de vida do Novo Testamento, obviamente envolve

muito compromisso, tanto para com o Senhor, como de uns para com os outros.



3. Sugestões para o momento da Ceia na célula ¹

Faça com que cada ocasião seja especial e única, prevenindo assim que se

torne em um formalismo morto.

68





a. Peça a cada membro que diga, em uma sentença, o que significa para ele o

Corpo de Cristo. Em seguida peça a cada um para que diga, em uma

sentença, o que significa para ele o sangue de Cristo. Peça a cada um que

faça uma oração de agradecimento, ou cante uma música de adoração, ou

ainda leia um versículo bíblico, durante um momento de reconhecimento

da presença do Senhor.

b. Leia uma das passagens da Bíblia indicadas e permita que as pessoas

participem a respeito da aplicação pessoal da passagem lida, antes de

distribuir a Ceia.

c. Compartilhe lembranças, a respeito de tomar a Ceia do Senhor no

passado, que foram significativas. Pergunte sobre o que é especial e

diferente no fato de ser tomada em um grupo pequeno. Entrem em um

tempo de louvor e tomem a Ceia juntos.

d. Discuta o significado de Jesus ter lavado os pés dos discípulos antes de

repartir a Ceia da Páscoa em João 13. O líder da célula pode começar

lavando os pés de um dos membros, enquanto compartilha o que ele

próprio aprecia nesta pessoa. Permita que cada pessoa faça o mesmo.

Compartilhem juntos da Ceia.

e. Recrie uma refeição koinonia do primeiro século. Repartam um banquete

de amor juntos, ao tomarem a Ceia do Senhor. Este banquete pode ser

uma refeição simples.

f. Recrie a Última Ceia, e a Santa Ceia original, com uma refeição de Páscoa

tradicional, se você tem um judeu convertido em seu grupo. Descubra

novas intensidades de significados na Ceia do Senhor, ao voltar para as

raízes do Velho Testamento.

g. Declarem uns aos outros as alianças feitas no grupo, antes da celebração

da Ceia do Senhor. A igreja é o lugar onde eu estou em aliança com o

Corpo de Cristo. Todos os meses, no dia da Ceia, os pactos são renovados

na célula. Não podemos participar de uma célula, a não ser que estejamos

dispostos a entrar em aliança uns com os outros.



4. Visitante na célula! - Como agir?²

 Não mude a reunião por causa dele.

 Não faça um apelo apelativo - principalmente se há apenas

um visitante.

 Não se apresse em evangelizá-lo. Deixe que ele estabeleça

amizades na célula.

 Não faça perguntas que o deixem embaraçado.

69





 Não pregue exclusivamente para ele.

 Todos devem ser apresentados ao visitante.

 Forneça a ele as letras das músicas, quando houver.

 Anote seu nome e telefone, com vistas a uma visita durante a

semana.

 Faça uma pequena explanação do que é uma célula ao visitante

e pergunte a ele se quer receber oração da célula.

 Convide-o para voltar na próxima semana.

5. Visitante na célula!

- Como agir durante a semana?

 O líder deve se informar mais sobre o visitante com quem o

trouxe.

 Dê ao visitante um cartão em nome da célula.

 A pessoa que trouxe o visitante deve continuar mantendo

contato com ele, convidando-o para a próxima reunião.

 O líder - ou alguém designado - deve fazer uma ligação a ele,

agradecendo a sua visita e convidando-o novamente para a

próxima reunião.

 Ore todos os dias pelo visitante!



¹ Manual do ano da transição (Ministério Igreja em células, 1995).

²Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

70









ESTRATÉGIAS BÁSICAS



PARA O CRESCIMENTO

DA CÉLULA



UTILIZAMOS CINCO estratégias básicas de evangelismo e crescimento

das células: oração de concordância, evento-ponte, Encontro evangelístico, “anjo

da gurda” e visitas de consolidação. Essas quatro estratégias são usadas

simultaneamente.



1. Oração de concordância.

A oração de concordância acontece quando dois membros da célula se

comprometem a orar e jejuar por três ou mais pessoas durante trinta ou quarenta

dias. No final desse período, as pessoas que receberam oração serão convidadas

para participar de um “evento-ponte” da célula, ou de uma reunião de celebração

e colheita no prédio da igreja.



2. Encontros evangelísticos.

Na maioria das igrejas, os “Encontros” ¹ são apenas para crentes. Em nossa

igreja, nós os adaptamos, para que qualquer pessoa possa participar,

principalmente visitantes e não-crentes. Cada célula deve enviar pelo menos duas

pessoas para o Encontro da sua região, a cada vez que for marcado. ²



3. O “anjo da guarda”.

Cada novo convertido do grupo deve receber um “anjo da guarda” para

acompanhá-lo. O “anjo da guarda” é um irmão mais velho na fé, que se

responsabilizará por consolidá-lo na vida da célula. Os objetivos principais são a

proteção do novo convertido e o estabelecimento de amizades dentro da célula.



4. “Evento-ponte”.

Cada célula deve realizar pelo menos um “evento-ponte” a cada mês. Esses

eventos podem ser de muitos tipos: um jogo de futebol, um passeio no campo,

um piquenique ou uma festa. O mais comum é fazermos uma festa com comida,

brincadeiras e um testemunho com apelo no final.

71









Como organizar um “evento-ponte”.

a. Planejamento e preparação.

Um “evento-ponte” é um evento de evangelismo. Ele pode ser de muitos

tipos: um partida de futebol, um dia no campo, um piquenique, uma festa, etc. O

mais comum é fazermos algum tipo de festa. Toda célula deve realizar pelo

menos um “evento-ponte” por mês. Nem sempre as pessoas se converterão nele,

mas certamente um laço de amizade será formado para uma oportunidade futura.

O planejamenento é a chave para o sucesso de um “evento-ponte”.

Preparação é a chave para a implementação de um plano. “Eventos-ponte” não

acontecem por acaso. Alguém deve fazer com que eles aconteçam! Alguém deve

decidir que tipo de festa se fará, onde será e quando irá acontecer.

No planejamento do evento, o líder precisa pensar em coisas como:

 “O que vestiremos?” Sempre há a possibilidade de um

convidado vir com roupa inadequada.

 “O que comeremos?” Uma festa sem comida é uma

incoerência.

 “Como os convidados se sentirão?”; ou “Quem irá

recebê-los à porta?”; e ainda, “Quem irá acolhê-los?”

 “O que fazer com as crianças?”; ou “E se os convidados

trouxerem seus filhos pequenos?”

 “Como reagir, se o convidado pedir uma bebida alcoólica?”

Nós precisamos planejar nosso trabalho e trabalhar nosso plano depois.

Depois de planejar, precisamos, então, distribuir responsabilidades. É preciso

decidir quem fará cada coisa; mas lembre-se: distribua responsabilidades e faça as

cobranças devidas no tempo certo! Não permita que ninguém deixe de fazer a

sua parte!



b. As atividades.

Defina se na festa haverá algum tipo de brincadeira – como jogos ou

dinâmicas. Escolha atividades que não exijam experiência. Quanto mais a

atividade tirar o constrangimento das pessoas e puder fazê-las rir, melhor.

Charadas e jogos de mímica são muito divertidos e simples. Não importa o que

se faça no evento, o importante é que a festa não seja chata e maçante.



c. Criando afinidades.

O alvo do “evento-ponte” é que as pessoas se sintam tão a vontade, que

desejem vir a fazer parte do grupo. Para isso, elas têm de ter afinidade – sentir

72





que possuem algo em comum com o grupo. As pessoas gostam de estar com

outras com as quais elas sentem afinidade. Engenheiros gostam de estar com

engenheiros, músicos com outros músicos, e assim por diante. Depois de algum

tempo conversando as pessoas perceberão que não somos tão diferentes como

elas imaginavam.



d. Converse com o convidado.

A maneira de estabelecermos afinidade é através de conversas. Os membros

da célula não devem fazer rodinhas para conversar entre si; o alvo é envolver e

fazer amizades com os convidados. Se um convidado ficar sozinho, enquanto os

crentes conversam entre si, ele se sentirá excluído e, provavelmente, nunca irá à

igreja, por causa disso.

Normalmente, serão os membros da célula que terão de puxar conversa com

o convidado. Use perguntas comuns que não tenham o tom de interrogatório,

tais como: “Há quanto tempo você vive aqui?”; “De onde você é?”; “Você

trabalha em quê?”; “Você tem filhos?”; “É casado?”; etc. Se o convidado tocar

num assunto que você conhece, vá fundo nele, mas se ele tocar em algo que você

desconhece completamente, faça disso sua arma para prolongar a conversa. Nada

melhor do que fazer uma investigação a respeito de uma profissão – ou assunto –

do qual você não sabe nada a respeito.

O melhor assunto para se conversar é aquele a respeito do qual não sabemos

nada. É bom porque não temos de fazer nada - apenas ouvir o outro. As pessoas

adoram falar de si mesmas. Conversação é uma habilidade: para mostrar-se

curioso, para fazer perguntas e, acima de tudo, para ouvir. Mas também envolve

uma habilidade para contar histórias e para manter um clima de bom humor

(quem sabe uma boa e santa piada?).



e. A hora da comida.

No momento da comida, o ambiente já deverá estar mais livre e as pessoas

provavelmente já estarão rindo e contando as suas histórias. Não podemos

programar o riso, mas, numa festa onde não há risos, certamente há algo errado.

Rir é estar transbordante com a vida! Sorrir é um dom de Deus!



f. Finalize com um testemunho.

Tudo o que for feito deve ser permeado de oração e jejum. Toda a célula

deve se envolver, orando pelas pessoas que serão convidadas. Teremos

momentos de descontração e conversa, mas precisamos terminar com um

testemunho. É melhor que ele seja antes dos “comes-e-bebes”. Que seja breve e

focalizado nas necessidades das pessoas.

73









g. Consolide os convertidos

Podemos fazer apelo ou não em um evento-ponte, tudo depende do

ambiente. Mas, uma vez que façamos o apelo, algumas pessoas poderão se

decidir. Nesse caso precisamos consolida-la na vida da célula. Siga as

recomendações que mencionamos no final do capítulo anterior.



5. Visitas de consolidação

Uma célula que não visita efetivamente, nunca se multiplicará. As células

recebem a cada semana, cartões com o nome de pessoas que se decidiram no

domingo anterior e elas próprias também recebem visitantes a cada semana. Cada

um desses visitantes do culto de celebração ou da reunião da célula devem ser

visitados na semana seguinte.

A visita não deve ser feita apenas pelo líder, mas todos os membros da célula

devem ser envolvidos.



Orientação para a visita de consolidação

a. Estabeleça um horário definido de visitação

O melhor é termos um nossa agenda um tempo separado para fazer visitas.

Precisamos vigiar esse tempo porque o unimigo tentará nos manter cheios de

atividades nesse horário.



b. Esteja limpo e bem arrumado

Não deixe que a sua aparência impeça as pessoas de virem a Cristo. Esteja

limpo e bem arrumado. A aparência é fundamental no evangelismo.



c. Leve consigo um Novo Testamento

Não use uma Bíblia de estudos de sete quilos. Isto pode ser intimidante. Use

uma Bíblia de bolso ou um Novo Testamento pequeno.



d. Saia em duplas

Jesus enviou os seus discípulos de dois em dois. Nunca vá fazer uma visita

sozinho. Além de evitar a aperência do mal, quando saímos em duplas um

estimula o outro.



e. Deixe que apenas uma pessoa fale

74





É terrível quando duas pessoas tentam falar ao mesmo tempo. Deixe que

apenas um fale e o outro deve apenas concordar e interceder.



f. Saia em fé e cheio do Espírito

Tenha uma atitude positiva. Creia que o Espírito já está operando na vida do

Novo convertido. O Espírito Santo vai inspirar você nas palavras que você deve

falar. Por isso não vá visitar sem antes colocar a pessoa diante de Deus em

oração.



g. Seja gentil

Não fique usando o tempo todo a linguagem religiosa. Cuidado para não

dizer demais “glórias a Deus” e “aleluias”. As pessoas se sentem intimidadas com

isso. Seja sempre contês e nunca discuta com as pessoas a quem estiver visitando.



h. Seja um bom ouvinte

As pessoas sempre querem compartilhar de alguma luta ou de alguma

dúvida. Ouça bastante. Quando ouvimos valorizamos as pessoas e as

conquistamos. Além disso ao ouvir você capta informações a respeito das

necessidades deles e assim você pode aplicar melhor a mensagem do evangelho.



i. Seja cauteloso para entrar na casa

Não temos necessaramente de entrarmos na casa, podemos ficar na garagem,

na varanda ou até no portão. As pessoas as vezes se constragem com suas casas

por estarem desarrumadas ou algo assim. Seja sensível a isso.



j. Mantenha o objetivo da visita

Não se perca em discussões de doutrinas controversas ou opiniões. Não

critique outras religiões ou igrejas. Não tente ter resposta para tudo, apenas se

mantenha ao ponto central do evangelho que é a salvação em Cristo.



l. Use uma mensagem simples

Use as quatro leis espirituais da Cruzada Estudantil. Elas são simples e fáceis

de memorizar. Mas, se preferir siga outros modelos. Uma progressão simples de

versículos para salvação é encontrada em Romanos (3:23; 6:23; 5:8 e 10:13).



m. Faça sempre um apelo no final

Pergunte para ele se ele iria para o céu se morresse hoje. Convença-o a

confessar a Cristo como Senhor e Salvador.

75









n. Convide-o para ir à igreja ou a célula

Quando ele for a igreja sente-se ao lado dele no culto. Vá a frente com no

momento do apelo. Convide-o para estar em sua célula.



o. Dê a ele algum material da igreja

Sempre fornecemos algum material para ser dado ao novo convertido. Use-o

como um presente. Assim as pessoas se sentirão valorizadas e se abrirão para

voltar à célula.



p. Mantenha contato

Envie uma mensagem fonada para ela durante a semana e ligue para ela no

dia da reunião da célula. Não tenha receio de parecer insistente, lembre-se que é a

vida eterna dela que está em jogo.







¹ O Encontro é uma estratégia que foi desenvolvida na Colombia pelo Pr. César Castellanos.

² Para uma maior explanação sobre o “Encontro” leia “A Base para a visão dos doze

(Ministério Internacional da Restauração, 1999).”





CARACTERÍSTICAS

DE UMA CÉLULA FORTE



EXISTEM TRÊS princípios espirituais que são tão básicos e fundamentais

que são a chave para o o crescimento de qualquer pessoa em qualquer

circunstância, seja na célula, na vida espiritual, profissional, etc. Esses três

princípios são: compromisso, disciplina e relacionamento.

O primeiro princípio é o compromisso. Todo crescimento começa com

compromisso. Nós nos tornamos semelhantes a aqueles com quem nos

comprometemos. No casamento, os cônjuges se tornam parecidos depois de

algum tempo, por causa do compromisso. Nossa igreja será conhecida pelo nível

de compromisso que tivermos como membros. Um líder precisa se comprometer

com Deus e com o seu poropósito se deseja ver sua célula se multiplicando. Uma

célula comprometida com Deus e com a igreja vai se multiplicar com certeza.

76





Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na

Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se

divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não

termos necessidade de acrescentar coisa alguma. I Ts. 1:8

Jesus exige compromisso dos seus discípulos. Não podemos seguir a Jesus

sem compromisso. Precisamos ter compromissos com Deus em primeiro lugar,

mas devemos ter também compromisso com a igreja, com os líderes, com uma

visão e com irmãos.

O segundo princípio é a disciplina. Os hábitos são formados pela disciplina e

repetição durante um certo tempo. Depois que os hábitos são formados eles

dificilmente são removidos.

Os hábitos são também chamados de disciplinas espirituais. Elas são muitas,

mas podemos resumi-las em três grupos: precisamos colocar Deus em primeiro

lugar em nosso: tempo (Mc. 1:35); dinheiro (I Cor. 16:2) e relacionamento (Hb.

10:25).

Uma célula onde as pessoas procuram a disciplina nessas áreas

invariavelmente deverá se multiplicar.

O terceiro princípio básico de crescimento são relacionamento corretos.

Nossa personalidade é formada pelo nosso relacionamento com nossos pais e

irmãos. O mesmo acontece na vida espiritual, nós crescemos quando nos

relacionamos com pais e irmãos espirituais.

Costumo dizer que todos nós precismaos em nossa vida de um Paulo, de um

Barnabé e de um Timóteo. paulo aponta para o nosso discipulador, aquele que

fala em nossa vida. Barnabé é aquele que caminha conosco, é o nosso

companheiro de jugo. Timóteo é o nosso filho na fé, nosso discípulo.

Todos nós precisamos de um pai espiritual a quem possamos imitar, mas

também de um irmão que possa caminhar conosco. Todavia o crescimento só se

completará quando eu tiver um filho espiritual.

A partir desses princípios podemos estabelecer uma célula saudável. Célula saudável será

aquela que possui um compromisso firme, que caminha de forma disciplinada e se relaciona

entre si e com Deus dinamicamente.

Além disso queremos enfatizar ainda alguns pontos cruciais:



1. Ela possui um líder forte.

Líder forte não é aquele que possui um dom de evangelista, ou que possui

uma personalidade carismática, ou uma formação educacional superior. Líder

forte é aquele que ora, jejua, se alimenta da Palavra e se enche do Espírito. A vida

77





de oração do líder é o fator mais importante para a saúde e a multiplicação da

célula. Líder forte é aquele que é determinado e perseverante.



2. Nela, todo o grupo é

mobilizado para o serviço.

O trabalho na célula é um trabalho em equipe. Quando todos exercitam

seus dons, a célula cresce saudável e se multiplica. Numa célula saudável, a

pescaria é feita em grupo. Seus membros usam a rede (esforço coletivo), em vez

de anzóis (esforço individual). Quanto mais o grupo estreitar seus vínculos de

amor e amizade, mais forte ele será!



3. Ela possui alvos claros de multiplicação.

Alvos claramente definidos e uma atuação bem sucedida da célula formam

um elo fortíssimo! A célula forte tem uma data definida para a sua multiplicação.

Com isto, todos trabalham e se esforçam para atingi-lo.



4. Ela pratica a visão de que

cada crente é um ministro.

Uma célula forte tem um ou mais líderes auxiliares. Seu líder não recruta

novos membros, mas novos líderes. Seu alvo prioritário é treinar os auxiliares.

Ali, todo auxiliar é um líder em treinamento.



5. Ela faz contato com

pessoas novas – ela evangeliza.

Uma célula onde não há visitantes, acaba por definhar ou voltar-se para si

mesma, numa comunhão doentia entre os membros. Novos convertidos trazem

mudança, desafio e crescimento. Por isso, uma célula forte sempre tem novos

filhos na fé.



6. Ela faz visitas.

Se as pessoas vão à célula e não recebem uma visita dentro das próximas

quarenta e oito horas, dificilmente voltarão. A visitação, portanto, é vital para a

consolidação do novo convertido, mas também é importante para o crescimento

e o fortalecimento da célula. Não pense que apenas os novos devem ser

visitados; os membros também devem ser visitados pelo líder. Um grupo que

visita é um grupo forte!

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7. Ela se multiplica.

O maior e mais evidente sinal de saúde de um grupo é o seu crescimento e,

conseqüentemente, sua multiplicação. Uma célula que não se multiplica, revela

que seus membros estão espiritualmente enfermos. Há uma relação direta entre a

saúde e a fecundidade da célula.



Ambientes de uma célula saudável.

1. Um ambiente diretivo.

Uma célula saudável é aquela onde existe um ambiente diretivo, ou seja: o

líder diz o que se deve fazer, demonstra como fazer e leva cada membro a fazer o

que ele faz. Num ambiente diretivo, o líder estimulará a participação de cada

membro, seja no louvor, na oração, no evangelismo ou nos eventos. Numa célula

normal, o líder é o cabeça; não há espaço para o provérbio: “cada um faça o que

quiser”.



2. Um ambiente facilitador.

Numa célula saudável, as pessoas se sentirão à vontade para aprender

fazendo, ou seja: por tentativa e erro. Ali o líder, apesar de ser diretivo, também é

um facilitador. Ele não faz tudo na célula, mas deixa que os membros funcionem,

exercitando seus próprios dons.



3. Um ambiente descontraído e não ameaçador.

A célula saudável é um lugar de descontração e risos. Não possui qualquer

tipo de formalidade. As pessoas vêm e se sentem em casa. Se elas não tiverem

liberdade para a abertura e transparência umas com as outras, jamais se livrarão

de seus temores. Quanto mais livres forem, mais descontraídas serão!



4. Um ambiente alegre e festivo.

Uma célula saudável não perde nenhuma oportunidade de festejar. Aniversários,

“chás-de-berço”, “chás-de-panela”, noivados, casamentos, e qualquer outro tipo

de evento, são motivos para um churrasco, uma pizza ou um jantar.

Naturalmente, haverá dias de lutas e de luto, mas, normalmente, a célula terá um

ambiente alegre e festivo.

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ESTÁGIOS DE UMA

CÉLULA NORMAL



UMA CÉLULA pode nascer basicamente de duas formas:

 A partir de uma obra pioneira;

 Vindo da multiplicação de uma outra.

Normalmente, ele passará por quatro fases: comunhão, edificação,

evangelismo, e multiplicação. A duração média de um grupo é entre seis meses e

um ano, quando obrigatoriamente terá de se multiplicar. Após a multiplicação, os

dois grupos resultantes são considerados grupos novos. E como tais, talvez

tenham de passar novamente por esses quatro estágios. Contudo, haverá casos

em que não será necessário.

Algumas células poderão passar de uma fase a outra tão rapidamente que, talvez nem

percebamos; outras, porém, poderão demorar-se mais numa determinada fase que a maioria.

Cada grupo possui características próprias. Seja sensível e perceba a personalidade do grupo.

Existem grupos dinâmicos, grupos passivos, grupos alegres, grupos jovens, grupos mais

velhos e assim por diante.



1. Estágio da comunhão - primeiras 4 ou 6 semanas.

O alvo neste período é produzir vínculos e relacionamentos de comunhão.

Os eventos sociais devem ser mais freqüentes, para que as pessoas se conheçam e

criem intimidade entre si. Será necessário dedicar pelo menos um mês inteiro

para isso, até que haja afinidade entre os irmãos. O processo pode ser acelerado,

se for programado um retiro de final de semana.

Nesse estágio, deve ser feita uma avaliação se as pessoas se sentem parte do

grupo ou não, conforme os seguintes critérios:



a. Nível de vinculação dentro do grupo

Quando visitar a célula, pergunte às pessoas se elas se sentem incluídas no

grupo ou não. Verifique também se elas estão incluindo os outros no seu círculo

de amizade.

Procure observar se as pessoas conseguem expressar seus

pensamentos e sentimentos no meio do grupo. Verifique se na hora de

decidir uma questão o grupo tem postura própria ou fica apático,

esperando por uma definição do líder. Grupos apáticos são grupos

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ainda desvinculados. Isto também pode ser observado na hora do

compartilhamento na reunião.

Observe como a comunhão acontece no final da reunião. Em grupos

desvinculados, as pessoas se dispersam rapidamente ou simplesmente ficam

sentadas.



b. Entendimento do compromisso e do propósito

Todos as partes básicas da visão devem ser estabelecidas: a multiplicação

(quando o grupo atingir a faixa de 15 membros), cada crente deve ser um

ministro, cada casa deve se abrir para receber a igreja e os outros objetivos

básicos do grupo (oração, comunhão e edificação).

Cada membro do grupo deve ter bem claro que tipo de compromisso se

espera dele no grupo.

As quatro primeiras reuniões serão dedicadas, basicamente, ao entendimento

da visão, ao estabelecimento das alianças do grupo e à compreensão dos

objetivos e da dinâmica da reunião do grupo. Nunca é demais lembrar que a

reunião é composta de: envolvimento, ministração, edificação, compartilhamento

e comunhão.

Cada membro da célula deve entender por que nós somos uma igreja em

células.



c. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:

Muitos grupos, no começo são apenas cultos nos lares. Trabalhe para mudar

isso. Fale, explique, exorte, mas não permita que um grupo seja apenas um culto

familiar.

Todo grupo deve ter no mínimo um auxiliar. O auxiliar funciona como o

DNA do grupo, ou seja: ele é quem leva as informações básicas que edificarão o

próximo grupo dentro da visão. Se não houver auxiliar, a tendência é que, o

próximo grupo, resultante da multiplicação do grupo atual, se fragilize e a visão

se degenere.

Enfatize as alianças do grupo.

Enfatize os objetivos do grupo: oração, comunhão, edificação e

multiplicação.

Nesta primeira fase, a ênfase maior deve ser dada à comunhão. Estabeleça e

monitore junto com o líder os eventos de comunhão.

Seria apropriado você fazer um treinamento para demonstrar o nosso padrão

de reunião de célula, realçando cada parte da reunião e mostrando a importância

e necessidade de cada uma.

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Deixe claro, desde o início, os objetivos do grupo e o paradigma da igreja:

oração de concordância – consolidação – encontro – curso de Maturidade no

Espírito – Escola de Ministério.



2. Estágio de edificação - do segundo ao quarto mês.

Este é o estágio de conflito na vida do grupo, no qual os relacionamentos

terão de passar do nível social para o pessoal. Nesse momento, é natural a

ocorrência de conflitos nos relacionamentos. Não pense que, com isso, o grupo

está decaindo; na verdade, é um grande avanço, pois mostra que já não são

indiferentes uns com os outros.



a. Os relacionamentos pessoais:

Nesta fase todos já devem se conhecer dentro grupo.

Espera-se que o líder já tenha sido reconhecido pelo grupo.

Espera-se que o grupo tenha avançado de um mero culto de quarta-feira

para um grupo razoavelmente vinculado.

Muito mais pessoas já podem ministrar a Palavra e o compartilhamento na

reunião deve estar bem mais participativo.



b. Compreensão do propósito

Dos quatro propósitos, o da edificação deve ocupar a posição central.

(Lembre-se de que os quatro objetivos do grupo são: comunhão, edificação,

serviço e multiplicação.)

Muitos dos propósitos estabelecidos para a célula serão desafiados.

As tensões dentro grupo podem ser resolvidas pelos pactos ou alianças do

grupo.

c. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:

Cada crente é um ministro. Estimule o revezamento da Palavra, monitore e

estimule o compartilhamento.

Todos os membros devem entender o nosso paradigma: Oração de

concordância – Evento-ponte – consolidação – Encontro – Curso de Maturidade

no Espírito – Escola de Ministério.

Monitore quantos membros ainda não fizeram todo o processo até o Curso

de Maturidade no Espírito.

Na medida do possível, inclua o líder auxiliar na reunião de supervisão e

discipulado. Uma outra possibilidade seria fazer uma reunião mensal que

incluisse o líder auxiliar e o anfitrião do grupo.

82









3. Estágio de evangelismo - depois do quinto mês.

Os membros do grupo tornam-se livres para se expressar, se comprometer e

falar abertamente. É neste tempo que a célula torna-se um verdadeiro purê de

batata, ou seja: o relacionamento sai do nível pessoal para o nível de comunidade.

Os objetivos a serem mais realçados no grupo são a oração e a edificação. É

também uma fase onde o grupo corre o risco de ficar embriagado consigo

mesmo, visto que os relacionamentos são excelentes, a comunhão é real e a

reunião é viva. Se não for enfatizada a visão da multiplicação, o grupo pode se

estagnar.

Se acontecer de o grupo não sofrer uma crise de multiplicação, é porque a

visão não foi assimilada apropriadamente.



a. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:

Procure ajudar a célula através do projeto de oração e das vigílias. Nesse

momento os jejuns deveriam ser comuns.

Mais do que em qualquer outra fase os eventos-ponte precisam ser

centralizados na vida do grupo.

Em hipótese alguma tolere um grupo sem um líder-auxiliar, nessa fase.

Procure mostrar a importância e a bênção da multiplicação.

Comece a estimular irmãos a cederem as suas casas para a futura

multiplicação. É tempo de localizar um anfitrião.

4. Estágio de multiplicação (ou terminação)

Geralmente, o tempo de vida de um Grupo será de 6 meses a um ano. Temos

descoberto que qualquer Grupo que não se multiplique depois de 12 meses, poderá se

estagnar, perder seu dinamismo e eventualmente morrer.

Toda célula deve ter uma terminação de algum tipo, e cada membro deve

estar atento para isto, desde o início. Consideramos que uma célula se encerra ao

se multiplicar. Os dois grupos resultantes da multiplicação são considerados,

então, dois novos grupos. E como tais, talvez se torne necessário passar

novamente por todas as fases.



a. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:

Este é um tempo de celebração.

O líder deve ajudar os membros a verem a multiplicação como uma ocasião

de alegria para todos os envolvidos.

É tempo de planejar a multiplicação.

83





Espera-se que o líder-auxiliar tenha tido oportunidade de realizar todas as

tarefas de um líder, ao lado do líder do grupo. Se for necessário ministre esse

manual de células para o líder auxiliar (e para o anfitrião), para reafirmar a visão.



Atividades constantes em todas as fases de um grupo

 Preencha a ficha de avaliação mensal do grupo e apresente ao

pastor de área.

 Envie todos os novos convertidos para o “Encontro”.

 Os novos membros vindo de outras igrejas somente serão

recebidos pela ficha de indicação de novos membros, depois

de pelo menos oito reuniões.

 O evento-ponte deve acontecer mesmo quando grupo ainda

é um bebê; por isso, planeje-os junto com o líder e o auxiliar.

 O paradigma deve tornar-se nítido para todo o grupo, e a sua

prática normal e comum. A oração de concordância, o

evento-ponte, a consolidação, o encontro, o curso de

Maturidade no Espírito e a Escola de Ministério devem ser

mostrados sempre como o caminho normal para cada

membro em nossa igreja.

 Esteja sempre atento à possibilidade de gerar novos anfitriões

e líderes.

 Estimule cada membro a passar pelo processo completo: da

consolidação ao curso de Maturidade no Espírito.

 Cada líder deve estar consciente quanto a responsabilidade de

indicar ou retirar qualquer membro do seu grupo, de qualquer

dos ministérios da igreja, conforme cesse a qualificação do

membro.





¹ As fases de uma célula foram primeiro propostas por Steve Barker, Good

Things come in small groups (Scripture Unin, 1985). Nós adptamos as fases de

acordo com a nossa experiência e terminologia.

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COMO COMEÇAR

UMA CÉLULA



A PRIMEIRA FASE de uma célula normal é a de comunhão. É uma das

mais importantes e precisa ser estabelecida apropriadamente. Nesta fase, que

dura em torno de um mês, pelo menos quatro passos devem ser dados (cada um

deles, numa reunião):

 Convergir expectativas.

 Estabelecer o alvo.

 Reafirmar a visão da igreja.

 Estabelecer os pactos do grupo.

Vejamos como:

1. Convergindo expectativas.

Ao iniciar-se uma célula, logo na primeira reunião, o líder deve explicar aos

membros o seguinte: o que é e como funciona uma célula. Cada membro precisa

saber qual a é dinâmica da reunião e o que se espera dele. Além disso, é bom

esclarecer-lhes sobre o que não é uma célula, para que ninguém tenha

expectativas erradas.



2. Estabelecendo o alvo.

Na segunda reunião, o líder deve expor, de forma bem clara, os quatro

objetivos da célula: comunhão, edificação, serviço e multiplicação. Também deve

ser definida a data da multiplicação do grupo. Quando os membros da célula são

previamente informados sobre os objetivos, uma de duas coisas acontece: ou eles

se comprometem e se motivam mais, ou abandonam o grupo.



3. Reafirmando a visão da igreja.

Cada membro da célula precisa ver a Videira como parte do Corpo, a célula

como parte da Videira e o ele próprio como parte da célula. Aí está a razão de

nossa existência. Por isso, reafirmamos: “Somos uma igreja em células. E tudo

quanto fazemos, fazemos a partir delas”. Além disso, procuramos manter um

equilíbrio entre a reunião da célula e a reunião de celebração. Todo membro deve

participar dessas duas reuniões, pois delas origina a trilha de crescimento na

Videira: Consolidação – Encontro – Batismo – Cursão (Curso de Maturidade no

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Espírito) - Auxiliar de célula - Líder de célula – Discipulador - Pastor de área.

Tudo isso deve ser explicado na terceira reunião.



4. Estabelecendo os pactos da célula ¹

O nosso crescimento espiritual depende de três coisas: compromisso,

relacionamentos e disciplina. Sem compromisso e sem alianças não podemos

edificar verdadeiramente a igreja. Sem compromisso mútuo, a célula não pode

existir. Mostramos nosso compromisso com Deus, quando temos compromisso

com os nossos irmãos. Os pactos devem ser firmados na quarta reunião e

relembrados, freqüentemente, pelo líder nas celebrações da Ceia.



O pacto da amor incondicional.

Colossenses 3:4-15.

“Eu escolho amar vocês, edificá-los e aceitá-los, não importa o que digam ou façam. Eu

escolho amá-los do jeito que vocês são. Nada do que fizeram ou venham a fazer, poderá me

impedir de amá-los. Posso não concordar com suas ações, mas vou amá-los como pessoas e fazer

tudo para suportá-los, na força do amor de Deus que habita em mim,”



O pacto da honestidade.

Efésios 4:25-32.

“Eu não vou esconder como me sinto a respeito de vocês. Contudo, pelo Espírito Santo,

procurarei conversar francamente com vocês, de modo amoroso e perdoador, para que nossas

frustrações mútuas não se transformem em amargura. Comprometo-me a ser sincero e honesto

com vocês, pois sei que, quando falamos a verdade em amor, é que crescemos em tudo, naquele

que é o cabeça, Cristo (Ef 4.15). Empenhar-me-ei para expressar esta honestidade de maneira

sincera e controlada”.



O pacto da transparência.

Romanos 7:15-25.

“Prometo empenhar-me para ser uma pessoa mais aberta e compartilhar meus sentimentos,

minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores com vocês, da melhor maneira possível. Eu farei

isso, porque sei que, sem vocês, não irei muito longe. Digo isto para afirmar o valor que vocês

têm para mim, como pessoas. Em outras palavras: eu preciso de vocês!”



O pacto da oração.

II Tessalonissenses 1:11,12.

“Eu faço um pacto de orar regularmente por vocês, pois creio que é isto que o nosso amado

Pai deseja: que oremos uns pelos outros, para que todos sejam supridos em suas necessidades.

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Participarei ativamente de quaisquer circunstâncias pelas quais vocês estejam passando,

ajudando a cada um a levar o seu fardo”.



O pacto da sensibilidade.

João 4:1-29.

“Assim como desejo ser ouvido, conhecido e compreendido por vocês, do mesmo modo farei

tudo ao meu alcance para ouvi-los, conhecê-los e compreendê-los. Também prometo ser sensível

tanto a vocês, quanto às suas necessidades, e esforçar-me para livra-los do abismo do desânimo e

do isolamento. E, com esse propósito, recusar-me-ei a dar-lhes respostas simplistas para as

situações difíceis nas quais vocês se encontrarem”.



O pacto da disponibilidade.

Atos 2:47.

“Aqui estou, se precisarem de mim! Tudo o que tenho – tempo, energia, entendimento,

bens, etc. – está à disposição de vocês, até o limite dos meus recursos. Dou todas estas coisas a

vocês, sem quaisquer outras exigências.”



O pacto de ser confiável.

Provérbios 10:19; 11:9,13, 12:23; 15:4; 18:6-8.

“Prometo manter em segredo tudo o que for compartilhado dentro da célula, de modo a

proporcionar uma atmosfera de confiança, necessária à transparência. Entendo, no entanto, que

essa discrição não proíbe o meu líder de célula de compartilhar informações adequadas ao meu

pastor. Entendo que os líderes e auxiliares trabalham sob a supervisão pastoral e, como

resultado disso, devem prestar contas aos pastores desta igreja, os quais, por sua vez, prestam

contas ao Pastor maior – Jesus Cristo, meu Senhor!” (Hebreus 13.17).



O pacto da prestação de contas.

Ezequiel 3:16-21 e Mateus 18:12-20.

“Dou a vocês o direito de questionar-me, confrontar-me e desafiar-me em amor, quando eu

estiver falhando em relação à minha vida com Deus, à minha família e ao meu crescimento

espiritual (oração, estudo da Palavra, etc.). Confio que vocês serão guiados pelo Espírito,

quando assim o fizerem. Preciso de sua correção e repreensão, de modo a aperfeiçoar meu

ministério, dado por Deus, no meio de vocês. Faço o pacto de não reagir!” (Pb 12.l,15;

13.10,18).



O pacto da assiduidade.

Lucas 9:57-62.

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“Não entristecerei o Espírito, nem impedirei o seu trabalho na vida dos meus irmãos, por

minha ausência às reuniões, exceto em caso de emergência. Somente com a permissão dEle, em

oração, considerarei a ausência uma possibilidade. Se estiver impossibilitado de comparecer, por

qualquer razão, em consideração aos irmãos, comunicarei ao meu líder de célula, para que todos

os membros do grupo saibam o que está acontecendo, para que possam orar por mim e não

tenham maiores preocupações comigo”.



O pacto da multiplicação.

Mateus 25:31-46.

“Faço o pacto de encontrar meios de me sacrificar por aqueles que se encontram fora da

igreja, da mesma forma como fiz a aliança de me sacrificar por vocês, meus irmãos e irmãs.

Darei o máximo de mim para trazer dois ou mais incrédulos para a minha célula, durante o

seu ciclo de vida. Quero fazê-lo em nome de Jesus, para que outras pessoas sejam adicionadas ao

reino de Deus, por amor a Ele!”







¹ Tomamos como base os pactos propostos por Bill Beckham no Manual do ano

da transição (Ministério Igreja em Células, 1999)



CADA LÍDER é um guardião da visão. Se desejamos manter a direção

precisamos ser radicais na prática de alguns valores como: cada célula existe para

se multiplicar, todo líder deve fazer o curso de treinamento, todo auxiliar é um

discípulo e cada crente é um ministro. Além desses, outros valores devem ser

guardados. Colocamos aqui alguns, na forma de mandamentos para que sejam

ainda mais reforçados.



Mandamentos que protegem a Visão

1. As células são a base da igreja

A célula não é somente uma parte da vida da igreja, nem pode ser

confundida com dezenas de outras organizações. A célula é a vida da igreja; logo,

quando ela existe apropriadamente, todas as outras estruturas tornam-se

desnecessárias e inválidas.



2. Não permitiremos uma célula com

mais de 15 pessoas sem se multiplicar.

A tendência de uma célula que não se multiplica é a estagnação. A

assiduidade cai, pois já não como todos participarem do compartilhamento. A

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reunião ftorna-se muito parecida com o culto de domingo. Já não há um

apascentamento adequado e os membros ficam acomodados.



3. Não permitiremos que uma

célula se embriague consigo mesma.

Células que ficam apenas olhando o próprio umbigo, estão condenadas ao

fracasso. Se não há a intenção de ganhar os perdidos, então a célula perdeu a

razão de existir.

4. Não permitiremos que uma célula

fique mais de um ano sem se multiplicar.

Faremos tudo ao nosso alcance para monitorar o crescimento da célula. Se

for preciso, trocaremos de anfitrião, mudaremos de bairro e até inseriremos nela

membros de outras células. E, se essas medias forem ineficazes, a célula será

remanejada.



5. Não fecharemos células.

Para nós, o fechamento ou encerramento de uma célula significa derrota. Faremos tudo

o que for possível para salvar uma célula e levá-la a se multiplicar: capacitaremos o líder,

mudaremos a casa, o anfitrião, o auxiliar e até o discipulador. Fechar uma célula, é uma

medida que não faz parte da nossa visão.



6. Não permitiremos uma célula sem líder auxiliar.

O líder auxiliar é o DNA da célula. É ele que vai reproduzir exatamente o

padrão da célula. Se fizermos uma multiplicação, sem que um líder auxiliar tenha

sido treinado, o DNA não será transferido. Conseqüentemente, a nova célula

poderá morrer, ou então reproduzir a visão de forma errada.



7. Não permitiremos que uma única

célula se transforme em congregação.

Uma congregação será formada por um grupo de células numa determinada

região, mas nunca por uma única célula que se recusou a se multiplicar. Uma

célula que se recusa a multiplicar é como um grão de mostarda que vira árvore -

uma monstruosidade.



8. Não permitiremos atividades

que concorram com as células.

No geral, as pessoas preferem os grandes eventos às reuniões da célula.

Apesar de considerarmos isto absolutamente natural, não concordamos que

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outras atividades concorram com as reuniões das células. É impossível conciliá-

las.



9. Não permitiremos que

uma célula fique sem supervisão.

Todo líder deve ter sobre si uma autoridade. Alguém que não admite estar

debaixo de autoridade, também não está qualificado para exercer autoridade. Isto

é proteção para o rebanho.



10. Não permitiremos pregadores de fora nas células.

Apenas os pastores estão habilitados a fazer convites a pregadores de fora.

Pessoas estranhas à visão de células, costumam ensinar padrões diferentes e

contrários ao ensino da igreja local, os quais podem produzir confusão entre os

membros. Os líderes podem não perceber tais ensinos errados, por inexperiência;

por isso, somente o pastor tem autoridade para convidar um pregador de fora.



Valores inegociáveis

É necessário que tenhamos a visão de células clara em nossa mente. Quando

tentamos edificar sem uma visão clara, negociamos facilmente valores vitais.

Vamos enumerar alguns desses valores que são vitais para nós.



1. As células são a coluna da nossa igreja.

Em nossa igreja, as células não são apenas uma estratégia que escolhemos

dentre as muitas disponíveis. Elas são parte de uma visão a respeito da igreja, ou

de como a igreja deveria ser. Não se trata, portanto, de uma estratégia, mas de

um novo paradigma.

Em nossa igreja, tudo é feito a partir das células:

 Só pode se batizar quem estiver firme em um grupo.

 A Ceia é celebrada em cada célula, mensalmente.

 Um membro só pode fazer parte de um ministério com a

recomendação do seu líder de célula.

 Um membro só recebe ajuda social com a recomendação

escrita do seu líder de célula.

 Só consideramos membros aqueles que estão participando de

uma célula.

 Para alguém ser recebido como membro da igreja, é preciso

primeiro que ele se integre a uma célula.

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 A função mais destacada em nossa igreja é a função de líder

de célula.







2. Nenhuma atividade pode concorrer com as células.

Nunca permitimos que as programações especiais na igreja atrapalhem as

reuniões das células. Estas jamais serão canceladas. Agindo assim, todos

percebem qual é a nossa prioridade. Ninguém tem dúvidas de que, para crescer

em vida, em fé e em profundidade, precisará participar ativamente de uma célula.



3. Cada célula se reúne semanalmente.

Nossas células não se reúnem eventualmente. A cada semana nos

encontramos para renovar nosso compromisso, cultuar a Deus juntos e ser

supridos pela vida do corpo. Talvez nem sempre haja o culto da célula, mas a

célula sempre se reunirá, seja para um aniversário, uma festa, uma visita a um

membro enfermo, um velório, etc.



4. Edificamos células, e não apenas cultos nos lares.

A célula é mais que uma reunião na quarta-feira. A célula é mais que um

evento. A célula é um estilo de vida. Quando entendemos isso, a célula passa a

acontecer todos os dias da semana. A reunião é apenas um elemento da vida em

comunidade na célula.



5. Cada crente é um ministro

e deve se tornar um líder de célula.

O sistema de clérigos e leigos é totalmente maligno; logo, e uma grande

ameaça para as células, pois anula completamente o conceito básico do

sacerdócio universal dos crentes. Cremos que todos podem pregar, ensinar,

expulsar demônios, orar com os enfermos, e fazer tudo o que for necessário para

a edificação do Corpo.

Por que cada membro deve ser um líder de célula?

 Porque faz parte da nossa visão cada crente ser um ministro.

 Porque mostra compromisso com a visão.

 Porque é uma oportunidade dada por Deus para o

crescimento espiritual.

 Porque é a melhor forma de o crente ser discipulado.

91





6. Todo membro é equipado e treinado para o serviço.

Um líder não deve ser constituído numa célula antes que conclua o curso de

treinamento (Curso de Maturidade no Espírito – o Cursão). Todo membro deve

fazer o curso. Assim, ele compreende por que cada um recebeu a unção para ser

um ministro e liderar uma célula.



7. Cada célula existe para se multiplicar

Desde que a célula funcione da maneira como foi estabelecida, tendo os

objetivos bem claros, com o padrão de reunião forte, podemos dizer que esta

célula frutificará espontaneamente. Uma célula que não se multiplica está fora da

visão!



8. As células não são um

departamento; são a própria igreja.

Não somos uma igreja na qual as células são apenas departamentos e

programas existentes ou uma dentre as muitas opções dentro da igreja. Em

igrejas, onde as células são apenas um departamento, as pessoas dizem que fazem

parte do ministério de células, como se fizessem parte do grupo de teatro, de

música ou de qualquer outro. Nós somos o inverso disso: somos uma igreja em

células!



9. Cada nível de liderança possui um discípulo auxiliar.

O líder auxiliar não é apenas um ajudante do líder; ele é um aprendiz, um

discípulo. Ninguém será um auxiliar eternamente; seu destino é tornar-se um

líder. Esse é o segredo do sucesso na visão de células: todos os líderes estão

treinando um auxiliar!



10. Todos os níveis de liderança estão

debaixo de cobertura e supervisão.

Não existem líderes independentes em nossa igreja. Todos devem prestar contas

a um outro líder, no nível acima de autoridade. Pessoas que não se submetem ao

seu nível de liderança estão demonstrando que são desqualificadas para liderar

entre nós. O bom líder é um bom liderado.

92









BENEFÍCIOS

DA VISÃO



1. Não há gastos.

Para o funcionamento de uma célula, muito pouco é necessário, além da

própria residência de um irmão. Nunca poderemos nos justificar diante de Deus,

dizendo que a nossa obra não prosperou por falta de recursos financeiros. Com a

estratégia de células, podemos fazer a Obra, mesmo não tendo recurso algum.



2. Não limita o crescimento.

Quando atinge certo tamanho, a célula deve se multiplicar e, portanto, nunca

chega ao ponto de não poder conter mais ninguém. Depois de cada

multiplicação, a célula diminui, o que produz um novo ciclo de crises de oração

entre os membros, para o grupo crescer novamente. Este ciclo se renova, a cada

vez que o grupo se multiplica, tornando o crescimento virtualmente ilimitado.

Não haverá prédios suficientes para conter o grande número de vidas que serão

colhidas nestes últimos dias!



3. Criam-se lideranças reais.

Se um líder é colocado por meio de eleições, ou outro método artificial,

criam-se líderes que têm o título, mas sem a realidade da posição. São líderes

artificiais.

Na célula, esse processo acontece de maneira natural. Quando chega o

tempo de um grupo se multiplicar, todos, naturalmente, já percebem quem deve

ser o líder do novo grupo. O novo líder é reconhecido por causa da sua vida.



4. É uma estrutura flexível.

A célula pode se adaptar a novas exigências, circunstâncias de emergência,

ou até mesmo a uma situação de perseguição. As reuniões podem mudar de dia,

horário ou duração, e novos métodos e estratégias podem ser tentados, sem

perda ou risco para a estrutura geral da igreja.



5. Facilita a mobilização da igreja.

Uma necessidade da liderança é poder mobilizar toda a igreja, de maneira

rápida e eficiente, para a realização de um programa ou atividade. Isto se torna

muito simples, quando temos a nossa estrutura baseada nas células.

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6. Produz crescimento numérico.

O crescimento vem através do trabalho dos membros, os quais, na célula, se

tornam responsáveis pelo crescimento da igreja. Os membros das células

entendem que evangelizar é mais do que convidar alguém para ir ao culto. Além

disso, cada grupo deve se multiplicar uma vez ao ano, no mínimo. Isto produz

uma crise de crescimento em todo o grupo. Tal crise (que poderíamos chamar de

“dores de parto”) é o grande segredo do crescimento de uma igreja em células.



7. Leva cada membro a funcionar.

Nós não estamos apenas tentando estabelecer um departamento ou um

programa de grupos na igreja. O nosso alvo é bem mais ambicioso. Nós

queremos estabelecer um novo modelo de igreja, com um novo tipo de membro.

Não mais um mero consumidor espiritual no “shopping” da igreja, mas um

produtor útil e frutífero na família de Deus.



8. Quebra-se a tradição e a religiosidade.

O ambiente familiar da célula estimula a espontaneidade. Na maior parte das

chamadas igrejas pentecostais, os dons se manifestam muito mais freqüente e

livremente nas casas do que nas reuniões da igreja. É comum ouvirmos que

pequenas reuniões de oração nos lares mudaram a história de toda uma igreja. A

maior parte das igrejas tradicionais que se renovaram, entraram na renovação

quando um grupo começou a orar em casas. A partir daí, um mover de Deus se

estabeleceu, contagiando a muitos.



9. Um lugar para os dons.

Os dons são um grande instrumento para a edificação e o crescimento da

igreja. Quando há profecia, fé, milagres, curas, palavras de sabedoria e de

conhecimento, os incrédulos são impactados, e os crentes renovados na sua fé. A

célula é o melhor lugar para a manifestação dos dons do Espírito.



10. Gera apascentamento.

Todo novo convertido é como uma criança, e como tal necessita de alguns

cuidados fundamentais. Toda criança necessita de cinco coisas: alimento,

proteção, ensino, disciplina e amor.

Estes cuidados não podem ser dados de maneira massificada, mas individual,

nas células.

94





11. Propicia assistência social mais eficiente.

Na célula, conhecemos as necessidades dos nossos irmãos. Temos visto

grupos que se mobilizaram para construir casas para viúvas, sustentar o líder que

ficou desempregado e ajudar os irmãos nas mais diversas situações. A igreja deve

ter uma assistência social mais abrangente e estruturada, mas o grupo deve

procurar assistir aos seus membros e só levar para a igreja aquilo que estiver fora

do seu alcance.



12. Estabelece vínculos de comunhão.

Muitos podem testemunhar que, antes de se converterem a Jesus, se

converteram aos irmãos. A comunhão foi a isca com que foram fisgados. A

principal característica da igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. Podemos

dizer que a igreja é uma grande rede e os vínculos são os nós da rede. Quando

esta rede tem os seus nós firmes e bem ligados, os peixes são naturalmente

presos.









INIMIGOS

DA VISÃO



A ESTRUTURA de células é muito sensível. É como uma lavoura. Se a

abandonamos por um momento ela pode ser atacada por todo tipo de praga.

Cultivar a visão, portanto, é acima de tudo guarda-la e protegê-la. Vamos

enumarar algumas dessas pragas que podem destruir a visão de células.



1. O clericalismo

Clericalismo é o sistema que surgiu dentro da Igreja depois do quarto século,

que estabelece que na igreja há dois tipos de pessoas. Há aquelas especialmente

dotadas e capacitadas - chamadas clérigos - e a outra classe, dos ignorantes e

incapazes - chamados de leigos. O sistema de clérigos e leigos é totalmente

maligno e uma grande ameaça para as células, pois ele anula completamente o

conceito básico do sacerdócio universal dos crentes!



2. Templismo

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Provavelmente, a atitude de templismo, e o clericalismo, são as duas maiores

heranças católicas presentes no meio evangélico. Ambas são assassinas da visão

de grupos. Até o século terceiro, a Igreja não tinha templo. Estes surgiram com

Constantino, no século quarto, quando sua mãe, chamada Helena, espalhou

templos por todo o Império Romano. Os templos, portanto, não são

característica da Igreja do Senhor Jesus.

Para muitos, hoje, no meio evangélico religioso, a igreja não passa de um

prédio feito de concreto. Chegam mesmo a reverenciar o lugar, e se atrevem a

chamá-lo casa de Deus. Eles dizem que estão indo à igreja, se referindo ao

edifício. Muitos pastores gastam toda a sua vida construindo prédios e pensam

que estão edificando a igreja. Que melancolia! Em quase todas as igrejas, os

diáconos têm a função medíocre de cuidar do prédio. “- Os pobres?” “- Não é função

nossa!” - dizem. “- As vidas?” “- É função do pastor!” - respondem. Perdeu-se o senso

de valores!

Os prédios têm o seu lugar, mas a Igreja somos nós, as pedras vivas (I Pe

2:5), que após sermos edificados mutuamente, somos constituídos habitação de

Deus, no espírito. Sagrados somos nós, onde Deus habita (I Co 3:16). Quando

cada célula entende que a arca de Deus está onde os crentes estão, e que onde

chegamos, ali está a igreja, o trabalho prospera e o inimigo é derrotado.



4. Tradição

Tradição é a atitude de sacralizar algo que Deus fez no passado. Naquele

momento, era direção de Deus, mas Deus avançou e nós ficamos presos no

passado. É perder o vento e ficar à deriva. Quando não conseguimos seguir o

mover de Deus, perdemos o fluir nas células.



5. Medo

Muitos líderes não têm provado o melhor de Deus para os seus ministérios,

por causa do medo. Fé é correr riscos com Deus. Não podemos viver numa

estrutura totalmente sem riscos. A partir do momento que abrimos o trabalho

para mais líderes, os riscos se estabelecem. É tolice ficar parado sem fazer nada,

porque algo é arriscado. O melhor é termos um bom trabalho de supervisão e

corrigirmos os possíveis desvios, assim que eles forem detectados.



6. Transformar um grupo em congregação.

Depois que o grupo cresce, começa a haver uma certa resistência quanto à

sua multiplicação. O grupo passa a se reunir, não numa roda, mas em bancos

enfileirados, compra-se um púlpito, retroprojetores, e as reuniões se

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descaracterizam. Uma congregação não deve ser fruto de um grupo que resistiu à

multiplicação. Qualquer grupo que se recusa a multiplicar-se, deve ser encerrado.



7. Critérios muito altos para se constituir um líder.

Colocamos como líder de célula uma pessoa que, mesmo sendo recém-

convertida, seja cheia do Espírito e tenha feito o curso de treinamento. Além

disso, cremos que um líder deveria demonstrar pelo menos quatro características:

ser submisso, ensinável, transparente e tratável.



8. Falta de visão de crescimento.

O objetivo final das células é dar à igreja uma estrutura para conter o

crescimento. Se a liderança não tem uma visão de crescimento, os grupos perdem

a razão de existir. Sem visão não há projeto, sem projeto não há alvos, e sem

alvos ficamos à deriva, pois não teremos um rumo para seguir. Se desejamos

grupos, precisamos pensar em termos de multiplicação, e não mais de adição.



9. Falta de unidade.

Um povo dividido não constitui ameaça para o Inferno, e muito pouco pode

realizar para o reino de Deus. A falta de unanimidade é uma brecha terrível e

deve ser eliminada a qualquer preço.



10. A célula ser apenas mais

uma das atividades da igreja.

Não é possível conciliar as células com muitas programações semanais. No

geral, as pessoas preferem os grandes eventos às reuniões dos grupos. Isto é

absolutamente natural; por isso, não deve haver concorrência com as reuniões de

grupo. Quando os grupos são apenas mais uma atividade da igreja, essa situação

será muito freqüente e logo as células definharão.



11. Imediatismo

Precisamos ser cautelosos quando colocamos alvos de multiplicação para as

células. Um alvo exageradamente alto, influenciado pelo nosso imediatismo, pode

ter um efeito contrário ao desejado. Ao invés de estimular, pode trazer

prostração. Antes de estabelecer alvos, devemos pedir discernimento ao Senhor e

ouvir os nossos liderados.



13. Modismo.

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Precisamos ter consciência de que as células são, antes de tudo, uma

orientação bíblica, que tem demonstrado ser muito funcional em todo o mundo.

Os grupos são uma estratégia para a edificação da igreja. Eles somente

funcionarão, se eu tiver clareza sobre o que significa edificar a igreja. Se eu não

sei como edificar a igreja, os grupos serão uma boa ferramenta, mas inútil. Isso é

modismo: quando eu copio um método, sem entender a sua finalidade.



14. Falta de treinamento dos líderes.

Um grande impedimento para o crescimento dos grupos é a falta de

treinamento adequado para os líderes. Um líder precisa de um treinamento

básico. Multiplicar células é multiplicar líderes! Se os líderes não são treinados, as

células param.



15. Falta de disciplina nas reuniões.

Uma situação relativamente comum é quando o grupo degenera o conceito

de reunião e se transforma numa constante festa. A reunião do grupo é um

momento de ministração e deve ser preservada a todo custo. O oposto também

pode acontecer, quando o líder, demasiadamente zeloso da espiritualidade do

grupo, anula qualquer tipo de festa. Não podemos ter um grupo que faz de cada

reunião um evento festivo; entretanto, um grupo que retira a comemoração da

dimensão da sua espiritualidade está condenado a morrer.



16. O grupo não possuir um auxiliar.

O treinamento mais apropriado é aquele feito pelo discipulado. O auxiliar de

um grupo é muito mais do que um ajudante do líder; ele é alguém que está

aprendendo, com o objetivo de assumir a liderança. O auxiliar é um discípulo! Se

esta visão for ignorada, o resultado será que, em duas ou três gerações, a visão se

perderá.



17. Preletores de fora.

O líder de célula é proibido de convidar preletores de fora sem o

consentimento do pastor de grupos. Muitas vezes, esses tais preletores são lobos

mercenários, buscando devorar o rebanho e roubar a sua lã. Pessoas de fora

costumam ensinar padrões diferentes e até contrários ao ensino da igreja local,

produzindo confusão entre os membros. Os líderes podem não perceber tais

ensinos errados, por inexperiência; por isso, somente o pastor tem autoridade

para convidar um pregador de fora.



18. Demora em se multiplicar.

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Quando um grupo atinge 15 pessoas, ele deve se multiplicar rapidamente. O

discipulador e o líder devem planejar a multiplicação com bastante antecedência,

para que, no momento de executá-la, o grupo já tenha o novo anfitrião e o novo

líder.

Quando tarda a multiplicação, as pessoas começam a ficar inconstantes nas

reuniões, a estrutura da casa entra em colapso e já não há lugar para todos. Não

há como todos participarem do compartilhamento e a reunião fica muito

parecida com o culto de domingo. Já não há um apascentamento adequado e os

membros ficam acomodados.



19. Competição entre grupos.

Naturalmente, os participantes de um grupo tendem a desenvolver um

ambiente de equipe e passam a encarar os alvos de multiplicação como uma

competição entre grupos. A competição é um meio de interação que não deveria

ser estimulado na igreja. O ambiente dos grupos deve ser de cooperação mútua.

A competição produz separação e, eventualmente, discórdia.

Aqueles membros que vivem trocando de grupo, e fazendo comparação

entre eles, podem se tornar um instrumento de Satanás para produzir

competição; portanto, devem ser seriamente exortados. Os discipuladores

também podem vir a desenvolver este espírito, por desejarem mostrar aos

pastores o quanto são melhores e mais competentes que os outros. A competição

mina a base da visão!



C A P Í T U L O 26



CADA LÍDER enfrentará diversos problemas durante a reunião e na vida

do grupo. Normalmente, serão pessoas que, pelas suas atitudes, tenderão a

obstruir o fluir de Deus no grupo. Para proteger os membros e manter a

integridade da célula, o líder deve restringir essas atitudes em amor, ciente de que

ele está ali, confirmado pela autoridade que lhe foi dada pelo presbitério da igreja.



1. O membro pecaminoso¹

A Palavra de Deus diz, em 1 Coríntios 5.13 que devemos “expulsar, de entre

nós o malfeitor”. Deus é muito zeloso pela Sua santidade e também é muito zeloso

pela santidade da Igreja. Ele não permitirá de forma alguma o pecado no meio do

Seu povo. Cada líder deve saber que não basta haver crescimento numérico; é

preciso haver santidade!

Baseados em 1 Coríntios 5.11-13, dizemos que seis grupos de pecados não

podem ser tolerados:

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 Impureza. Inclui todos os pecados sexuais.

 Avareza. É o amor ao dinheiro.

 Idolatria. Inclui feitiçaria, adivinhação, prognóstico, consulta aos

mortos, etc.

 Maledicência. Inclui calúnia, difamação, infâmia, mexerico,

fofoca, etc.

 Bebedice. Toda embriaguez provocada por bebida alcoólica,

drogas ou remédios.

 Furto. Aqui, inclui-se: ladrão, assaltante, sonegador,

chantagista, etc.

Como lidar com o pecaminoso?

O membro faltoso deverá primeiro ser admoestado pelo irmão que

testemunhou ou tomou conhecimento do erro. Se o faltoso ouvir e abandonar o

erro, o pecado deve ser coberto.

Se o membro faltoso voltar a pecar, deverá ser admoestado pelo líder da

célula, em companhia da testemunha do pecado.

Caso o pecaminoso não mude de conduta e continue no pecado, o líder deve

entregar o problema para o discipulador, e este para o pastor de área. Caso o

irmão não ouça também os pastores, ele deverá ser convidado a se retirar da

célula, até que resolva mudar de vida.



2. Aquele que se acha mais espiritual que os outros.

O supercrente, certamente, tentará impressionar o grupo com os seus dons e

poderes especiais. Ele sempre discorre sobre passagens bíblicas difíceis e

assuntos polêmicos. E, se lhe deixarem falar, provavelmente criticará o líder do

grupo, ainda que sutilmente, procurando mostrar o quanto é mais capacitado e

experiente.

Como lidar com esse tipo de membro?

No hora do compartilhamento, o líder não deve encorajá-lo a falar muito

sobre suas experiências. Deve também procurar redirecionar o assunto e dar

oportunidade para outras pessoas opinarem. E quando perceber oportunidade,

deve conversar com a pessoa em particular, mostrando-lhe os objetivos do

grupo e o quanto ela pode ser útil servindo os irmãos. Sutilmente, coloque-o para

servir em algo mais humilde, que trate com o seu Ego.



3. Aquele que é discipulado à

distância, por líderes de outras igrejas.

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Normalmente, esse tipo de membro estará sempre se referindo ao

conhecimento obtido fora da igreja local e assumindo uma atitude crítica tanto

em relação grupo, quanto ao líder. Tais pessoas podem trazer confusão e, até

mesmo, levar a célula a morrer.

Como lidar com esse tipo de membro?

Não permita que alguém, com estas características, ensine no grupo, muito

menos aos novos convertidos. Não admita críticas contra a visão da igreja, nem

comparações com o que acontece em outros lugares. Procure estar com ele a sós,

e mostre-lhe a necessidade de ter como discipulador alguém da liderança da

igreja local, e não pessoas de fora.



4. Pastores que vêm de fora.

Depois que a igreja cresce, passa a atrair muitos pastores desgarrados de

outras igrejas. Geralmente, eles vão ao grupo e, sutilmente, resistem à autoridade

do líder, tentando até mesmo controlar a célula. Comumente, se utilizam do

título de pastor para causar impressão e ficam indignados quando não são

reconhecidos como pregadores.

Como lidar com esse tipo de membro?

O líder não deve se intimidar com o título de pastor ostentado pelo irmão.

Ao contrário, deve procurar mostrar-lhe que ele é bem-vindo no grupo, mas

somente será reconhecido como pastor ali, depois que o presbitério da igreja

reconhecê-lo. Cabe também ao líder mostrar ao irmão que, em nossa igreja,

valorizamos a função e não o título. Por outro lado, o líder não deve permitir

que monopolize a Palavra durante o tempo de compartilhamento.



5. O irmão muito falante

É aquele que procura monopolizar o tempo de compartilhamento.

Normalmente, opina sobre todos os assuntos, ainda que não os conheça a fundo.

Conta longas histórias ou ilustrações que não têm nada a ver com o que está

sendo discutido e muda de assunto o tempo todo. É muito imprudente em seus

discursos: fala de situações íntimas que não deveriam ser compartilhadas no

grupo e geralmente matam a reunião quando abrem a boca. Este tipo de irmão

atrai a antipatia dos irmãos e costuma ser rejeitado.

Como lidar com esse tipo de membro?

O líder deve ajudar o irmão falante a se expressar, dirigindo-lhe comentários

do tipo: “Parece que você tem experimentado muitas coisas, mas o que

gostaríamos de saber é o que Deus falou com você hoje, nesta reunião.” Se ele

persistir, em sua digressão, o líder deverá confrontá-lo, dizendo: “Para que os

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outros também possam compartilhar, por favor, resuma a sua conclusão em

trinta segundos”. O líder deve mostrar amor e paciência, sem rejeitar o irmão.



6. A pessoa que é antiga na igreja,

mas que ainda não lidera.

Normalmente, as pessoas mais antigas, que não atingiram posição de

liderança, tendem a participar do grupo de forma inconstante e sem

compromisso. Pessoas desse tipo, quando participam, são difíceis de ser lideradas

e sempre pensam que, por serem mais antigas, devem ter uma posição diferente.

Comumente, são saudosistas e se referem ao passado como “os bons dias”. Por

se referir ao passado, como sendo melhor que hoje, tais pessoas produzem

discórdia no grupo.

Como lidar com esse tipo de membro?

Não se deve dar nenhum tratamento especial a tais pessoas. O líder deve

enfatizar, constantemente, que tempo de igreja não faz de ninguém líder. No

tempo de compartilhamento, estimule o tal irmão a falar sobre o que Deus está

fazendo em sua vida hoje, e quais são os seus alvos imediatos em Deus. Desafie-

o a entrar na visão e a ser um ministro!



7. O crítico da Visão

Tais pessoas inicialmente serão muito sutis, mas no decorrer do tempo

expressarão suas opiniões acerca da liderança e da igreja. Talvez apenas façam

expressões de ironia e sarcasmo, quando algum líder for mencionado na reunião.

Estas pessoas, além de fazerem com que um espírito de divisão e sectarismo

penetre no grupo, podem também se tornar um tropeço na vida da igreja.

Como lidar com esse tipo de membro?

Quando ele expressar suas críticas, o líder deve dizer ao grupo que todos,

ali, têm liberdade para fazer suas críticas; todavia, a célula não é o lugar

apropriado para isso. Quem tiver críticas e/ou “sugestões” a fazer, faça-as

pessoalmente aos líderes. Se o irmão insistir, diga que, se todos concordarem,

anotará as críticas e entregará pessoalmente ao pastor principal. O líder deve

mostrar ao grupo que todos têm liberdade de dar sugestões construtivas e trazer

novas idéias, mas que as críticas negativas devem ser abolidas.



8. Anfitriões que não são hospitaleiros

O anfitrião é uma pessoa muito importante no contexto da reunião da célula.

Um anfitrião que freqüentemente esteja ausente no dia da reunião, pode ser um

grave problema. Existem aqueles que, pela idade e temperamento, tendem a

manipular o grupo e se julgam no direito de falar o que bem quiserem, a qualquer

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hora. Pessoas assim podem impedir o fluir de Deus nas reuniões e,

conseqüentemente, destruir o grupo.

Como lidar com esse tipo de membro?

O líder deve admoestá-lo amorosamente e mostrar-lhe o seu papel no grupo.

Deve também conscientizá-lo tanto sobre o dom da hospitalidade, quanto sobre

os benefícios que, na Bíblia, são prometidos aos que recebem a igreja na sua casa.

Se os problemas continuarem, a única alternativa é mudar o grupo de residência.



9. Crianças destruidoras

Esta é uma situação delicada, que o líder deve administrar com muito

cuidado e paciência. Uma repreensão pública pode ser danosa e inibir os pais de

levar os filhos à reunião. Por outro lado, tolerar por muito tempo o problema,

pode causar muito desgaste aos anfitriões.

Como lidar com esse tipo de membro?

Se os pais da criança forem novos no grupo, todos devem exercitar a

paciência e procurar contornar o problema, segurando as crianças de uma

maneira a demonstrar a insatisfação. Caso seja um grupo maduro, a melhor

alternativa é uma orientação pública sobre o problema. Separe uma reunião para

falar sobre o papel de cada um na célula e o dever dos pais de cuidar dos seus

filhos.



10. O grupo se recusa a se multiplicar

Existem muitas causas para este problema. A primeira é que os membros se

tornaram confortáveis demais na companhia uns dos outros. Eles se apegam

fortemente a esses relacionamentos e não querem deixá-los. Alguns chamam essa

doença de koinonite.

A segunda causa desse problema é que as pessoas experimentaram um

grande mover na sua célula e agora temem que esse mover desapareça no novo

grupo.

Como lidar com essa situação?

Nas duas situações mencionadas anteriormente, a solução é relembrar a

todos a visão da multiplicação e mostrar-lhes a necessidade da salvação das vidas.

Todos precisam estar cientes de que a unção é boa, mas que ela existe para o

propósito da multiplicação. A comunhão é boa, mas também só tem sentido

quando gera fecundidade e produz filhos.



11. A maioria dos membros da célula

não está indo à celebração de domingo

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Depois que uma igreja transiociona-se completamente para o modelo de

igreja em células, um fenômeno poderá ocorrer: as pessoas começarão a preferir

as reuniões da célula que as reuniões de celebração aos domingos. Os motivos

podem ser muitos, mas, o mais comum é a distância. Na medida que a igreja

cresce as células vão ficando cada vez mais distantes. Mas às vezes a causa é que

não há estacionamento no prédio da igreja, o trânsito é ruim, os cultos são muito

lotados e até mesmo o horário do culto pode ser um problema numa área

particularmente perigosa.

“- Como lidar?” - O líder deve obervar se essa situação é fruto de

descompromisso com a igreja local. Se esse for o caso os membros devem ser

seriamente exortados. Todavia, se a causa for qualquer um dos motivos

mencionados, não há muito o que fazer. Toda igreja precisa crescer em

quantidade, qualidade e também em estrutura física.





¹ Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).

² Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

³ Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).

4 Paul Yonggi Cho, Grupos familiares e o crescimento da Igreja (Editora Vida, 1982).









“POR QUE A MINHA

CÉLULA NÃO CRESCE ?”



RECUSAMO-NOS a fechar células em nossa igreja. Consideramos o

fechamento de uma célula uma grande derrota! Se a célula não cresce, o

discipulador e o pastor de área precisam observar os seguintes fatores:



1. O líder não ora

Monitore o tempo devocional do líder da célula. Joel Komiskey diz que os

líderes que investem 90 minutos ou mais em devocionais diárias, multiplicam os

seus grupos duas vezes mais do que aqueles que investem menos do que 30

minutos por dia. Se o líder não ora, não há multiplicação! ¹



2. O líder não intercede pelos membros da célula.

Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores

probabilidades de multiplicar seus grupos. O discipulador deve fazer com que o

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líder carregue consigo uma lista, com os nomes dos membros do grupo, levando-

o a orar por cada um deles, todo o tempo que lhe for possível.



3. Não há jejum

O discipulador deve programar uma campanha de jejum, de pelo menos 21

dias, com os membros da célula que não se multiplicou depois de um ano inteiro.

Não existem cadeias malignas que resistem um bom tempo de jejum e oração!



4. O líder não se prepara para a reunião da célula.

Investir tempo com Deus (preparar o coração para um encontro da célula) é

mais importante do que o preparo do estudo. Quando o líder chega à célula, com

o coração aquecido e cheio de fé, o seu grupo será contagiado e se disporá a

atingir o alvo da multiplicação.



5. O alvo da multiplicação não

foi devidamente estabelecido.

O líder que falha na fixação de alvos, os quais os membros recordam, tem

50% menos de probabilidade de multiplicar a sua célula. Fixar alvos aumenta em

75% a probabilidade de multiplicação. Cada discipulador deve checar se o líder

tem lançado os alvos com clareza e se os membros têm compreendido. Todos

precisam saber a data da multiplicação da célula.



6. O líder não foi bem treinado

Líderes de célula que foram bem treinados, multiplicam suas células com

maior rapidez. No entanto, treinamento não é tão importante quanto a vida de

oração do líder e a clareza de seus alvos. Todavia, quando o líder não conduz o

grupo com segurança e firmeza, as pessoas se sentem inseguras e não respondem

adequadamente. O discipulador deve reciclar e capacitar o líder.



7. O líder não visita

Líderes que fazem contato com cinco a sete pessoas novas por mês têm 80%

de probabilidade de multiplicar a sua célula. Quando o líder visita somente 1 a 3

pessoas por mês, as chances caem para 60%. Líderes que visitam oito pessoas

novas, ou mais, a cada mês, multiplicam os seus grupos duas vezes mais do que

aqueles que visitam uma ou duas vezes apenas.



8. Não há visitantes na célula

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Líderes de célula que encorajam semanalmente os membros para convidar

visitantes duplicam sua capacidade de multiplicar os seus grupos, em

contraposição àqueles líderes que o fazem apenas ocasionalmente - ou nunca. Se

nunca há visitantes na célula, não há como multiplicá-la. Há uma relação direta

entre o número de visitantes no grupo e o número de vezes que o líder multiplica

o grupo.



9. O grupo é muito formal

As células que têm seis ou mais encontros sociais por mês se multiplicam

duas vezes mais do que aquelas que têm apenas um ou nenhum. Quanto mais o

grupo se parecer com uma família, ou com uma equipe bem unida, mais

facilmente ele se multiplicará. Grupos festeiros e que gostam de estar juntos

atraem pessoas como o ímã atrai o ferro.



10. Não há cuidado pastoral.

Visitação regular pelo líder aos membros da célula ajuda a consolidar o

grupo. Se um membro falta à reunião e o líder nem sequer faz uma ligação para

saber o que está acontecendo, fatalmente tal membro se afastará.



11. O anfitrião não é hospitaleiro.

Provavelmente, poucas coisas afetam tanto o grupo como um anfitrião que

não é hospitaleiro: os visitantes se sentem constrangidos e não voltam, os

membros sempre estão entrando em atrito e o ambiente da célula fica pesado. O

melhor, nesse caso, é mudar a célula de casa, imediatamente.



Sugestões práticas para

tirar a célula da estagnação ²

 Experimente mudar o líder, ou o auxiliar;

 Experimente mudar o anfitrião, mesmo sendo ele,

aparentemente, um bom anfitrião;

 Experimente mudar a célula de bairro;

 Experimente mudar o dia da reunião;

 Experimente mudar o horário da reunião.



Nem pense nisso! Não fechamos células.

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Fechar uma célula é um acontecimento muito traumático. Quando isso

acontece, o líder e os membros da célula ficam com um sentimento de fracasso e

incapacidade. Isto pode afetar a fé deles para uma nova tentativa.

Se não houver outro meio e a única saída for fechar, que se faça da maneira

mais discreta possível, como juntar uma célula a outra, por exemplo.

Cremos que não é apropriado colocar sobre o líder e a célula a pressão

esmagadora de “multiplicar ou fechar”. Precisamos fazer como Jesus, na parábola

da figueira; precisamos dar tempo para que o líder e a célula frutifiquem. Em

Lucas 13:6-9 o prazo que o Senhor deu para a figueira frutificar foi de quatro

anos. Nossa visão é multiplicar cada célula uma vez por ano, mas precisamos ser

pacientes como o Senhor foi com a figueira.

Se os grupos que fecham são iguais em número aos novos que são abertos,

então não temos crescimento real. Fechar uma célula deve ser a última

possibilidade a passar pela cabeça de um líder, discipulador ou pastor.









¹ Penso que o melhor livro sobre o crescimento e a multiplicação da célula é de Joel

Comiskey, O crescimento explosivo da Igreja em Célula (Ministério Igreja em Células, 1998)

² Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida, 2000).





“POR QUE A MINHA

CÉLULA NÃO CRESCE ?”

RECUSAMO-NOS a fechar células em nossa igreja. Consideramos o

fechamento de uma célula uma grande derrota! Se a célula não cresce, o

discipulador e o pastor de área precisam observar os seguintes fatores:



1. O líder não ora

Monitore o tempo devocional do líder da célula. Joel Komiskey diz que os

líderes que investem 90 minutos ou mais em devocionais diárias, multiplicam os

seus grupos duas vezes mais do que aqueles que investem menos do que 30

minutos por dia. Se o líder não ora, não há multiplicação! ¹



2. O líder não intercede pelos membros da célula.

Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores

probabilidades de multiplicar seus grupos. O discipulador deve fazer com que o

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líder carregue consigo uma lista, com os nomes dos membros do grupo, levando-

o a orar por cada um deles, todo o tempo que lhe for possível.



3. Não há jejum

O discipulador deve programar uma campanha de jejum, de pelo menos 21

dias, com os membros da célula que não se multiplicou depois de um ano inteiro.

Não existem cadeias malignas que resistem um bom tempo de jejum e oração!



4. O líder não se prepara para a reunião da célula.

Investir tempo com Deus (preparar o coração para um encontro da célula) é

mais importante do que o preparo do estudo. Quando o líder chega à célula, com

o coração aquecido e cheio de fé, o seu grupo será contagiado e se disporá a

atingir o alvo da multiplicação.



5. O alvo da multiplicação não

foi devidamente estabelecido.

O líder que falha na fixação de alvos, os quais os membros recordam, tem

50% menos de probabilidade de multiplicar a sua célula. Fixar alvos aumenta em

75% a probabilidade de multiplicação. Cada discipulador deve checar se o líder

tem lançado os alvos com clareza e se os membros têm compreendido. Todos

precisam saber a data da multiplicação da célula.



6. O líder não foi bem treinado

Líderes de célula que foram bem treinados, multiplicam suas células com

maior rapidez. No entanto, treinamento não é tão importante quanto a vida de

oração do líder e a clareza de seus alvos. Todavia, quando o líder não conduz o

grupo com segurança e firmeza, as pessoas se sentem inseguras e não respondem

adequadamente. O discipulador deve reciclar e capacitar o líder.



7. O líder não visita

Líderes que fazem contato com cinco a sete pessoas novas por mês têm 80%

de probabilidade de multiplicar a sua célula. Quando o líder visita somente 1 a 3

pessoas por mês, as chances caem para 60%. Líderes que visitam oito pessoas

novas, ou mais, a cada mês, multiplicam os seus grupos duas vezes mais do que

aqueles que visitam uma ou duas vezes apenas.



8. Não há visitantes na célula

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Líderes de célula que encorajam semanalmente os membros para convidar

visitantes duplicam sua capacidade de multiplicar os seus grupos, em

contraposição àqueles líderes que o fazem apenas ocasionalmente - ou nunca. Se

nunca há visitantes na célula, não há como multiplicá-la. Há uma relação direta

entre o número de visitantes no grupo e o número de vezes que o líder multiplica

o grupo.



9. O grupo é muito formal

As células que têm seis ou mais encontros sociais por mês se multiplicam

duas vezes mais do que aquelas que têm apenas um ou nenhum. Quanto mais o

grupo se parecer com uma família, ou com uma equipe bem unida, mais

facilmente ele se multiplicará. Grupos festeiros e que gostam de estar juntos

atraem pessoas como o ímã atrai o ferro.



10. Não há cuidado pastoral.

Visitação regular pelo líder aos membros da célula ajuda a consolidar o

grupo. Se um membro falta à reunião e o líder nem sequer faz uma ligação para

saber o que está acontecendo, fatalmente tal membro se afastará.



11. O anfitrião não é hospitaleiro.

Provavelmente, poucas coisas afetam tanto o grupo como um anfitrião que

não é hospitaleiro: os visitantes se sentem constrangidos e não voltam, os

membros sempre estão entrando em atrito e o ambiente da célula fica pesado. O

melhor, nesse caso, é mudar a célula de casa, imediatamente.



Sugestões práticas para

tirar a célula da estagnação ²

 Experimente mudar o líder, ou o auxiliar;

 Experimente mudar o anfitrião, mesmo sendo ele,

aparentemente, um bom anfitrião;

 Experimente mudar a célula de bairro;

 Experimente mudar o dia da reunião;

 Experimente mudar o horário da reunião.



Nem pense nisso! Não fechamos células.

109





Fechar uma célula é um acontecimento muito traumático. Quando isso

acontece, o líder e os membros da célula ficam com um sentimento de fracasso e

incapacidade. Isto pode afetar a fé deles para uma nova tentativa.

Se não houver outro meio e a única saída for fechar, que se faça da maneira

mais discreta possível, como juntar uma célula a outra, por exemplo.

Cremos que não é apropriado colocar sobre o líder e a célula a pressão

esmagadora de “multiplicar ou fechar”. Precisamos fazer como Jesus, na parábola

da figueira; precisamos dar tempo para que o líder e a célula frutifiquem. Em

Lucas 13:6-9 o prazo que o Senhor deu para a figueira frutificar foi de quatro

anos. Nossa visão é multiplicar cada célula uma vez por ano, mas precisamos ser

pacientes como o Senhor foi com a figueira.

Se os grupos que fecham são iguais em número aos novos que são abertos,

então não temos crescimento real. Fechar uma célula deve ser a última

possibilidade a passar pela cabeça de um líder, discipulador ou pastor.









¹ Penso que o melhor livro sobre o crescimento e a multiplicação da célula é de Joel

Comiskey, O crescimento explosivo da Igreja em Célula (Ministério Igreja em Células, 1998)

² Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida, 2000).





350 DICAS PARA

O LÍDER DE CÉLULA



Dicas de liderança



1. Você trabalhará melhor, se planejar. Planeje as atividades de sua célula no

começo de cada mês. Planeje atividades para os quatro alvos da célula:

comunhão, edificação, multiplicação e serviço.



2. Faça uma lista de bons livros (peça uma indicação para o seu discipulador

ou pastor). Estabeleça como alvo lê-los durante o ano; a leitura vai alargar a sua

visão.

110





3. A liderança de uma célula é muito mais uma aventura liderada pelo Espírito Santo do

que uma técnica de estudos bíblicos (Ralph Neighbour).



4. Você já marcou a data da multiplicação da sua célula? Líderes que

trabalham em função de alvos são mais bem sucedidos. Divulgue a data para a

sua célula e profetize a vitória!



5. Líderes que fizeram um bom curso de treinamento são mais seguros e

ousados para avançar com a sua célula. Estimule a todos, para que participem do

Curso de Treinamento de Líderes.



6. “A unção está na visão.” Seja fiel e coerente com a visão da igreja e você

será participante da unção que está na visão celular!



7. “A unção está no propósito.” Se você se mantém fiel ao propósito de

multiplicação, o Senhor vai honrar você!

8. Tenha uma atitude positiva e confiante em Deus! As pessoas desejam

andar com vencedores, os quais pisam na cabeça do diabo.



9. Líderes que oram e visitam, incomodam o inferno. Aprenda a suportar as

pressões que vêm! Não se deixe intimidar pelo inimigo!



10. Fracassos fazem parte da vida; aprenda com eles! Para um homem

de Deus, o fracasso é momentâneo e a vitória é definitiva!



11. Cada crente recebeu uma unção para a multiplicação e a fecundidade. Creia

nisto e creia na multiplicação da sua célula! (Cesar Castellanos).



12. Ame os membros da célula! Jamais fale de seu grupo de forma

negativa ou desdenhosa; trate-os como vencedores, e eles responderão como tais.



13. O seu sucesso como líder de célula não depende do que você é, mas

do que você faz. Quem visita e consolida, se multiplica.



14. Um líder que demonstra continuamente que Deus fala com ele,

adquire reconhecimento e autoridade espiritual. Não despreze seu tempo

devocional!

111









15. Os membros da célula sabem quando será a próxima multiplicação

do grupo? Trabalhe em função de um alvo! Líderes orientados por alvos são

líderes bem sucedidos.



16. Se você estiver entusiasmado, o seu grupo avançará. Motivação é

contagiante! Líderes entusiasmados com o Senhor levantam grupos fortes.



17. Valorize a reunião da célula! Ore para que ela seja forte e inspiradora. Reuniões

vivas são explosivas e tocam no coração dos visitantes.



18. Não busque a multiplicação apenas por realização pessoal ou por

vaidade. Deus nos abençoa quando nossos motivos são puros.

19. Delegue funções e responsabilidades para cada membro da célula,

mesmo que seja algo bem simples. Isto produz compromisso e seriedade entre

todos.



20. Deus é especialista naquilo que é humanamente impossível! Não

olhe para os seus próprios recursos, mas dependa do poder de Deus e você

multiplicará a sua célula.



21. Ter um líder auxiliar é vital para a multiplicação da célula. Defina rapidamente

quem são os auxiliares e treine-os para fazer o que você faz.



22. A maneira de treinar um auxiliar é simples. Você faz e ele vê. Em

seguida, você o ensina a fazer. Depois, ele faz e você observa. Por último, você o

envia para fazer sozinho.



23. Treine o seu auxiliar. Antes de cada reunião, diga-lhe tudo o que

você pretende fazer e explique o porquê do plano.



24. Treine o seu auxiliar. Depois de cada reunião, troque idéias com ele

sobre o que aprenderam a respeito do que aconteceu na reunião.



25. Treine o seu auxiliar. Troque idéias com ele sobre como resolver os

problemas que surgem na célula.

112





26. Treine o seu auxiliar. Trace todas as estratégias de atuação na célula

junto com ele. Permita que ele dê sugestões!



27. Treine o seu auxiliar. Quando julgar que ele está pronto, deixe que

ele mesmo dirija as reuniões da célula.



28. Treine o seu auxiliar. Avalie a forma como ele dirigiu a reunião.

Elogie-o e realce os seus pontos fortes.



29. Treine o seu auxiliar. Durante o último mês, antes da multiplicação

da célula, deixe que ele coordene todas as atividades da célula. Deixe que os

membros o reconheçam.

30. Treine o seu auxiliar. Sempre que for oportuno, deixe que seu

auxiliar veja você aconselhando alguém. Explique-lhe, depois, o porquê de cada

coisa.



31. Treine o seu auxiliar. Deixe que ele o observe, enquanto ganha

outras pessoas para Cristo, e leve-o consigo sempre que for fazer uma visita.



32. Treine o seu auxiliar. Realizem juntos um jejum ou uma vigília de

oração. Ore pra valer! Deixe que ele o veja orando.



33. Treine o seu auxiliar. Onde quer que você for ministrar, leve-o junto

com você.



34. O poder dos líderes está no poder de seus sonhos e na capacidade

de comunicá-los. Grandes líderes estão sempre prontos para avançar. Mire

sempre a multiplicação.



35. O líder de célula que não visita, dificilmente se multiplicará. Faça

uma agenda de visitação e siga-a, criteriosa e diligentemente.



36. O bom líder de célula visita, aconselha e ora pelo rebanho doente.

O líder que se vê como um pastor terá muitas ovelhas que se multiplicarão.

113





37. Líderes de célula eficazes procuram conhecer cada pessoa que entra

na célula. Ele dá atenção a todos, indistintamente, e não se limita a um pequeno

grupo.



38. Um verdadeiro líder de célula tem um coração de pastor. Ele não

desiste das ovelhas que abandonaram o grupo. O segredo da multiplicação é

fechar a porta de trás.



39. Se você for fiel em cuidar bem das ovelhas que Deus lhe deu, Ele,

com certeza, confiará muitas outras aos seus cuidados.

40. Não se preocupe com a reunião da célula; antes, priorize as ovelhas.

Alimente-as e proteja-as, que a sua célula crescerá saudável e fecunda.



41. O bom líder de célula não é um mestre, um profeta ou um grande

pregador. O bom líder é aquele que é expert na arte de relacionar-se com as

pessoas (Ralph Neighbour).



42. Se você, como líder de célula, faz do desenvolvimento da liderança

o seu alvo supremo, você está a caminho de uma multiplicação bem sucedida da

célula.



43. Não exite em copiar, de outros, uma estratégia que funciona. Os

melhores líderes são os melhores tomadores de nota, os melhores perguntadores,

os mais curiosos e os que têm mais “fome”.



44. As pessoas aprendem fazendo; por isso, envolva todos os membros

da célula nas atividade do grupo.



45. Dê várias oportunidades às pessoas do seu grupo. Não rotule ou

desista de alguém só porque falhou em trazer o lanche na última reunião.



46. Não tema o fracasso! Líderes bem sucedidos aprendem com suas

próprias falhas, tornando-se, em conseqüência, muito mais fortes. Desafie seu

grupo a crescer!

114





47. Para o líder bem sucedido, o fracasso é o começo – é o trampolim

da esperança. Aprenda com seus próprios erros! Nunca desista! Se você não

atingiu o alvo, tente novamente, e novamente, e novamente...



48. O sucesso somente pode ser obtido por meio de fracassos repetidos

e avaliados. O sucesso é resultado de muitas tentativas fracassadas.



49. A liberdade para cometer erros resulta em inovação e progresso.

Tente coisas novas, idéias novas e maneiras novas de fazer as mesmas coisas. A

multiplicação pode estar depois da “esquina”.

50. Admita fracassos diante do grupo. Não oculte os seus erros, e

desculpe-se sinceramente. As pessoas irão amá-lo e se sentirão livres para ser

gente.



51. Líderes de células bem sucedidos vêem um líder em potencial em

cada membro da célula e investem tempo e fé para que isso se torne realidade.



52. Você já marcou a data de multiplicação da célula? Líderes que

trabalham em função de alvos são mais bem sucedidos. Divulgue a data para a

célula e profetize a vitória!



53. Estabeleça uma data para a multiplicação da célula e leve todos a

trabalhar em função dela.



54. Líderes que sabem bem a sua função e o que se espera deles, têm

mais chances de multiplicar as células.



55. O líder que falha em fixar alvos de crescimento para a célula tem

menos chance de multiplicação.



56. Você já recebeu imposição de mãos do seu pastor, para receber a

unção de transferência? Você pode ser participante da unção do seu pastor!



57. Sem visão o povo perece. Não permita que a visão das células se

apague! Reafirme sempre que cada crente é um ministro e cada casa uma igreja.

115





58. Toda célula deve crescer mais calorosa através do companheirismo,

mais profunda através do discipulado, mais forte através da adoração e mais

numerosa através do evangelismo.



59. Você sabe quais são os quatro objetivos da célula? São eles:

comunhão, edificação, serviço e multiplicação. Se você se esquecer deles, correrá

o risco de se perder no caminho.

60. Você não está adicionando membros, mas multiplicando discípulos.

Priorize o compromisso na vida da célula! Sem compromisso não teremos uma

célula saudável e forte.



61. Tempo gasto “afiando o machado” para decepar as árvores não é

tempo perdido. Uma hora gasta em oração fará com que uma hora de trabalho

renda mais que uma centena delas sem oração. Desenvolva uma disciplina de

oração!



62. A mensagem nunca muda, mas os métodos são variados. Seja

criativo, mas sem comprometer a mensagem do Evangelho! Bem aventurados os

criativos, porque eles se multiplicarão!



63. Por que sua célula existe? Qual a missão dela? Como essa missão

será alcançada? Se você não sabe responder a essas perguntas, você não pode ser

um líder de célula.



64. Você quer ver a célula fluindo na direção certa? Então, relembre os

objetivos da célula com os membros, pelo menos uma vez a cada mês.



65. A célula conhece a visão da igreja? (“Nosso encargo é edificar uma

igreja de vencedores, onde cada crente é um ministro, e cada casa uma igreja,

conquistando assim a nossa geração, através das células”).



66. Os membros da célula sabem quando será a multiplicação do

grupo? Trabalhe em função de um alvo! Líderes orientados por alvos são líderes

bem sucedidos.



67. Acredite nas pessoas! Delegue responsabilidades para cada membro

da célula. Quando nos sentimos úteis, nos comprometemos mais.

116





68. Não recrute pessoas para um trabalho, mas para um sonho! As

pessoas se alegram em poder participar da concretização de um grande sonho.

Sonhe e leve a célula a sonhar.



69. Lembre sempre aos membros da célula qual é a trilha de

crescimento: fazer o Encontro, batizar-se, fazer o curso de Maturidade no

Espírito, tornar-se um auxiliar e, depois, um líder de célula.



70. Você é o pastor do grupo. Ali, você batiza os novos convertidos,

ministra a Ceia e ora pelos enfermos.



71. Lembre-se, líder, de que a célula não é o seu rebanho particular! As

células se ligam umas às outras numa só visão e prática.



72. O líder é alguém que emprega integralmente seu tempo, na célula.

Dedique-se e você verá a célula crescendo e se multiplicando.



73. O poder do grupo não consiste no desenvolvimento de uma

dinâmica de grupo. Seu poder está no fluir do Espírito Santo na vida da célula.



74. Todo líder de célula precisa ser cheio do Espírito Santo. Busque

poder e ousadia. Todos querem estar perto de quem está perto de Deus.



75. Você nunca poderá levar os outros a níveis que você mesmo não

atingiu. Antes de ministrar ao grupo, ministre a Deus.



76. Jogue fora a idéia de que o serviço do líder se limita a uma noite por

semana. Ser líder é um estilo de vida. Aperfeiçoe a sua liderança.



77. Você, líder, é responsável, para que cada membro da célula torne-se

um ministro na casa de Deus. Você é um guardião da visão.



78. Não seja um supercontrolador, nem um superprotetor da célula.

Permita que os membros façam experimentações. Dê a eles liberdade para errar,

enquanto aprendem.

117





79. Deixe que os sonhos de Deus encham o seu coração. Fale deles

com paixão para os membros da célula e permita que eles sejam contagiados.



80. Espere grandes coisas de Deus e empenhe-se em fazer grandes

coisas para Deus. Sonhe com muitas células, e Deus satisfará o desejo do seu

coração.



81. Você não tem que ser um crente fenomenal, para ser um líder de

célula. Deus usa pessoas comuns para fazer, através delas, coisas extraordinárias.



82. Sem fé, você não chega lá! A multiplicação de uma célula resulta do

poder de Deus, e não de simples habilidade ou estratégia. Creia - e você verá!



83. Deus usa pessoas simples, que têm sonhos extraordinários. Gente

que sonha alto e realiza grandes coisas para Deus. Sonhe multiplicando a célula

duas vezes neste ano.



84. Não queremos grupos grandes, sem vidas transformadas! Qualidade

é mais importante que quantidade. Faça discípulos, e não membros de igreja!

Faça discípulos, e não freqüentadores de cultos!



85. Discípulos mostram evidências externas de mudanças interiores.

Mas a mudança corre primeiro no interior. Aconselhe, ajude, ensine e exorte, sem

cessar, até que cada membro cresça.



86. Seja sal na boca dos membros da célula. Procure despertar neles

fome e sede de Deus. Se eles buscarem a intimidade com o Senhor, o grupo

crescerá espontaneamente.



87. Jesus disse que o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Caro líder,

você é um pastor na célula. Ame os membros da célula, ao ponto de se dar por

eles.



88. Se os membros da célula têm tido compromisso com a Palavra de

Deus e com a igreja, então você está de fato fazendo discípulos.

118





89. Se os membros da célula são vistos como pessoas cheias de amor

uns pelos outros, então você está sendo bem sucedido em formar discípulos.



90. Nós nos tornamos discípulos quando frutificamos. Estimule cada

membro do grupo a frutificar. Nosso encargo é edificar uma igreja de

vencedores. Ser vencedor é ser discípulo.



91. Tudo o que Deus faz, Ele o faz pela Palavra e pelo Espírito. Isto é

tudo o que você precisa na célula: uma palavra viva e apaixonada e a unção fresca

do Espírito.



92. Ao ministrar, na célula, fale de coisas práticas, que podem ser úteis

no dia-a-dia. Fuja das doutrinas estéreis e de teologias mortas!



93. Permita que o fogo de Deus incendeie você! Deixe o seu coração

arder-se, que as pessoas virão para vê-lo pegando fogo! Seja um incendiário na

sua célula!



94. Se você investir tempo para ouvir atentamente os membros da

célula, eles lhe ouvirão, quando você falar.



95. Não permita membros ociosos na célula! Se há alguém assim,

desafie-o a mudar! Se resistir, exorte-o! Seja firme e não desista de fazer de cada

membro um ministro.



96. Sempre teremos irmãos desanimados entre nós. Conforte-os e seja

sensível às suas dificuldades. Dê a eles uma palavra de ânimo; não permita que

eles percam a esperança.



97. Os irmãos mais fracos devem ser carregados pelos fortes. Os

membros devem dar-lhes a mão, passo a passo, amá-los e conduzi-los, até que se

fortaleçam no Senhor.



98. Seja cauteloso para não se sobrecarregar com excesso de atividades

na célula! Zele para que os membros também estejam se dedicando apenas a um

trabalho, de cada vez, na igreja.

119





99. Sem visão o povo perece. Não permita que a visão de células se apague.

Reafirme sempre a necessidade de vínculos de amor e de multiplicação.



100. Compartilhe com a célula o seu sonho. Fale daquilo que enche o

seu coração e espere até que o coração deles também se encha da mesma visão. A

explosão será uma questão de tempo.



101. Forme nas crianças da célula uma mentalidade de líder vencedor. Se

todos fizermos isto, estaremos garantindo os novos líderes da próxima geração.



102. Criança não dá trabalho: dá frutos! Ensine as crianças da célula a

evangelizar. Faça delas agentes do reino de Deus!



103. O líder deve ser um facilitador, ou seja, alguém que faz a célula

acontecer, e não um chefe controlador que a sufoca.



104. Dobrar a célula não é multiplicá-la. Dobrar é sair de sete membros e

chegar a quinze ou mais. Multiplicar é ter duas células depois de um ano. Só

multiplica quem gera discípulos auxiliares.



105. Tudo o que você fizer, faça-o de todo o coração, como para o

Senhor! Você não está trabalhando para homens. Por isso, seja zelozo, pois a sua

recompensa virá do Senhor.



106. Lembre-se que Jesus, que era cheio de zelo espiritual, realizou o

trabalho mais duro de toda a História, sem jamais estressar-se. Seu jugo é suave;

por isso você não precisa viver estressado!



107. Líderes devem ser incendiados, mas nunca queimados. Deus não

deseja fazer a Sua obra sugando a energia do trabalhador. Você é apenas uma

sarça, que pega fogo sem se consumir.



108. Você não conseguirá cuidar efetivamente de mais do que quinze

pessoas. Se a célula já chegou nesse patamar, planeje a multiplicação o mais breve

possível.

109. Você é um motivador. Como líderes de células, nós encorajamos os membros

a desenvolver seus dons e a avançar frutificando para o Senhor.

120









110. Se existe uma forma de melhorar a célula, descubra-a! Reinvente o

grupo! Experimente novas estratégias! Permita ao Espírito conduzi-lo em

criatividade!



111. Há dois tipos de líderes que não ajudam a igreja a avançar: aqueles

que não fazem o que se manda e aqueles que só fazem o que se manda. Tenha

iniciativas com submissão.



112. Obstáculos são aqueles gigantes que vemos diante de nós quando

tiramos os olhos de Canaã. Fixe sua atenção no seu objetivo de fé e não se

detenha diante de gigantes!



113. Vista a camisa de líder! Fale de si mesmo como líder! Apresente-se

como líder! Veja-se como tal! Identidade é a chave do reconhecimento. Se o

grupo o reconhecer como líder, todos o seguirão.



114. Tenha uma atitude positiva e estimule os membros a fazerem o

mesmo. O problema não é o problema; o problema é a atitude em relação ao

problema.



115. Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão.

A maior característica do líder é a capacidade de suportar pressão. Resista e você

verá o grupo se multiplicar.



116. Siga o modelo de reunião da igreja e faça os relatórios. Nunca

houve um campeão indisciplinado!



117. Existem duas coisas que levaremos daqui, quando partirmos: o

nosso nome e as vidas que ganharmos. Reputação e caráter, frutos e vidas - estes

são os nossos tesouros no céu.



118. Existe o risco que você jamais pode correr e existe o risco que você

jamais pode deixar de correr. Aprenda a distingui-los. Liderar é correr riscos com

Deus!

119. Para crescer exteriormente, a célula precisa crescer interiormente, ou

seja: para se multiplicar, os membros precisam, antes, desenvolver uma vida

íntima com o Espírito Santo.

121









120. Primeiro as pessoas olham para você, depois elas ouvem o que você

diz. Cuide bem da sua aparência! Seja um líder vencedor, com aparência de

vencedor!



121. Reconheça os membros da célula, elogie-os e mostre-lhes o quanto

são importantes para a igreja como um todo! Fazendo isso, você os estará

motivando para o avanço da célula!



122. Você está comprometido com os membros da sua célula, da mesma

forma como espera que eles estejam com você? O compromisso é a base da

expansão da célula.



123. A célula deve ter olhos para dentro e para fora. O líder procura

ajudar a cada membro a tornar-se um ministro fecundo espiritualmente.



124. Determinação e perseverança são ingredientes básicos de um líder

vencedor. Proponha no seu coração alcançar o alvo da multiplicação e não

desista! O Senhor honrará você.



125. Nós nos tornamos aquilo que nos comprometemos a ser. A célula

se multiplicará, se ela se comprometer nisto.



126. Alguém somente se tornará membro da igreja depois de freqüentar

a célula e ser indicado pelo líder. Seja criterioso!



127. Lembre-se de que o nosso alvo é alcançar não-cristãos. Membros de

outras igrejas devem ser cordialmente recebidos, mas nunca os convide para

voltar ou participar da célula.



128. Não tenha medo de repetir a visão e o ensino. As pessoas demoram

a assimilar uma verdade da Palavra. Você não está na célula para ensinar, mas

para alimentar as ovelhas.

129. Os pastores estão presentes para fazer com que o seu ministério seja

bem sucedido na célula. Mas, nunca se esqueça, de que a responsabilidade pela

célula está sobre você, como líder, e não sobre eles.

122





130. Acredite no potencial de todos os que estão ao seu redor. Aqueles que

pensamos serem os mais fracos, poderão vir a ser os mais frutíferos.



Dicas de multiplicação



1. Não fique preocupado com a sua classe social, idade, estado civil ou sexo.

Está comprovado que esses fatores que não afetam na multiplicação de uma

célula.



2. Não fique preocupado se você não é a pessoa mais engraçada da festa. Tanto os

introvertidos, quanto os extrovertidos, multiplicam suas células.



3. As pessoas com os dons de ensino, de pastor, de misericórdia e de

evangelismo multiplicam suas células do mesmo modo que as outras.



4. Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores

probabilidades de multiplicar seus grupos.



5. Líderes que gastam tempo com Deus, em preparação para a reunião da

célula, certamente atingirão o alvo de multiplicação.



6. Investir tempo com Deus e preparar o coração para o encontro da célula é

mais importante que o preparo do estudo.



7. Líderes que contatam entre cinco a sete novas pessoas por mês, têm 80% a mais de

probabilidade de multiplicar a célula (Joel Komiskey).



8. Se o líder visitar de uma a três pessoas por mês, suas chances de

multiplicação caem para 60% (Joel Komiskey).



9. Líderes que visitam oito pessoas novas - ou mais - por mês, multiplicam

seus grupos duas vezes mais do que aqueles que visitam uma ou duas apenas

(Joel Komiskey).



10. Os líderes que preparam auxiliares para ajudar na liderança dobram

a sua capacidade de multiplicar a célula.

123





11. Visitas regulares feitas pelo líder e pelo auxiliar, aos membros da

célula, ajuda a consolidar o grupo, cria um ambiente de aceitação e favorece a

multiplicação da célula.



12. Ao analisar a relação entre a visitação a pessoas novas e a presença

de visitantes, constatou-se que a quantidade de visitantes é fator secundário; fazer

visitas é mais importante (Joel Komiskey).



13. Orar por membros da equipe e estabelecer alvos são princípios

primordiais para a primeira multiplicação de uma célula.



14. Os fatores essenciais para a multiplicação da célula são as

devocionais dos líderes, o evangelismo do grupo e a formação de uma equipe

(Joel Komiskey).



15. Se um líder não visitar, ele terá poucas chances de multiplicar a

célula no tempo determinado. Agende suas visitas, ou então delegue para que

outros membros também colaborem.



16. Líderes de células que possuem dois, três ou mais auxiliares,

duplicam a capacidade de multiplicar a célula (Joel Komiskey).



17. Fixar alvos, aumenta em 75% a chance de multiplicação de uma

célula (Joel Komiskey).



18. Líderes de célula que estabelecem alvos específicos de multiplicação

multiplicam as suas células com mais freqüência do que os líderes sem alvo (Joel

Komiskey).



19. De acordo com a Bíblia, o fracasso nunca é o final. Em Deus,

podemos nos levantar e tentar de novo. Se a célula não se multiplicar neste ano,

tente de novo no próximo ano.



20. Líderes de célula que encorajam os membros para convidar

visitantes, semanalmente, duplicam as chances de multiplicar seus grupos (Joel

Komiskey).

124





21. Os líderes que investem 90 minutos, ou mais, em devocional diária,

multiplicam seus grupos duas vezes mais que aqueles que investem menos de 30

minutos ao dia (Joel Komiskey).



22. Ao comparar o tempo devocional, alvos, treinamento e preparo,

constatou-se que a devocional e os alvos são os mais importantes (Joel

Komiskey).



23. As células que têm quatro ou mais encontros sociais por mês,

multiplicam duas vezes mais do que as que têm apenas um, ou nenhum (Joel

Komiskey).



24. Treinamento da liderança e encontros sociais são necessários para a

multiplicação contínua da célula.



Dicas de evangelismo



1. Prepare um evento evangelístico (“evento-ponte”) especialmente para um

segmento da sociedade, como, por exemplo: policiais militares, bombeiros,

professores, etc.



2. Planeje um piquenique, com o propósito de convidar amigos. Leve o

lanche para eles e faça-os se sentir à vontade.



3. Prepare enquetes breves para evangelismo de rua. Além de ser uma

estratégia de evangelismo, vai produzir mais vínculos entre os membros da célula.



4. Convide o grupo de teatro da igreja para fazer um trabalho evangelístico

na rua onde fica a célula.



5. A Cruzada Estudantil fornece gratuitamente projetores para a exibição do

filme Jesus. Experimente projetar o filme na rua onde a célula funciona.



6. Peça a alguns membros do grupo para se vestirem como palhaços, durante

o evento. É uma excelente estratégia para atrair a multidão, enquanto outros

falam de Cristo.

125





7. Faça cartões de visitas com o endereço da célula e distribua-os na

vizinhança.



8. Experimente o projeto “Saindo da Toca”. Uma hora antes da reunião da

célula, os membros saem e convidam as pessoas para a reunião que está por

acontecer.



9. Compre folhetos e ponha neles um carimbo com o endereço da célula;

depois, distribua-os nas caixas de correio da vizinhança.



10. Simplesmente fazer um culto ao ar livre pode ser uma boa idéia,

ainda mais se a célula fica perto de um local movimentado.



11. Há uma relação direta entre o número de visitantes na célula e o

número de vezes que o líder multiplica a célula.



12. Experimente fechar a rua e fazer um dia de lazer com os vizinhos da

célula. Programe esportes e brincadeiras. Finalize com um testemunho.

13. Se você possui o dom de cura, use-o para ganhar almas. Faça uma

campanha de oração pelos enfermos.



14. Mateus era um discípulo popular que, quando se converteu, fez uma

festa e convidou todos os amigos para ouvir Jesus. Veja se há um “Mateus” na

célula (Mt 9.9,10).



15. Use o batismo de cada novo membro como pretexto para uma festa

de testemunho para a família dele.



16. André foi alguém que, quando se converteu, foi e chamou a Pedro,

seu irmão. Veja quantos “Andrés” há na célula. Estimule-os a convidar os seus

irmãos (Jo 1.41,42).



17. Lázaro foi um dos que Jesus ressuscitou dos mortos. Ele não

precisava falar nada; as pessoas vinham apenas para vê-lo. Veja se há um

“Lázaro” na célula e leve-o a testemunhar (Jo 12.1).

126





18. Use a revista da igreja como um cartão de visitas, para convidar não-

cristãos para a reunião da célula.



19. Se o seu bairro é pobre, talvez seja uma boa idéia fazer um sopão -

ou algum outro tipo de projeto social - para atrair a vizinhança.



20. Você já pensou em entrar numa sala de bate-papo na internet, para

falar de Jesus? Não despreze nenhum tipo de oportunidade.



21. Experimente usar um filme secular para discutir com não-cristãos o

que é o novo nascimento ou o sentido da vida. Vendo tais filmes, eles poderão se

desarmar.



22. Procure desenvolver um interesse real pelas pessoas. Quando se

sentem importantes e valorizadas, elas se abrem para o Evangelho.



23. Não tenha receio de fazer apelos e desafiar pessoas a crerem em

Jesus. Mesmo que haja um único visitante na célula, desafie-o a crer!



24. Faça pelo menos um “evento-ponte” a cada dois meses. Planeje-o

com antecedência e com oração e jejum. Qual foi o último que você realizou na

célula? (Pode ser esta a hora de planejar outro...).



25. Durante um tempo, a célula poderá fazer rodízio de anfitrião, se

reunindo, a cada semana, na casa de um membro. Esta pode ser uma boa forma

de atrair parentes e visitantes.



26. Torne-se um servo de quem você quer atrair para Jesus, ajudando-o

em alguma necessidade que tenha, como, por exemplo, cuidar de um bebê

recém-nascido, fazer-lhe as compras, etc.



27. Ensine o grupo a usar “As quatro leis espirituais”, da Cruzada

Estudantil; depois, desafie cada membro a pregar na escola, no trabalho e em

casa. Grupos que semeiam, certamente colherão.



28. Prepare uma noite de serenata para cada visitante que foi ao grupo

num determinado mês. A serenata tem um grande poder de amolecer corações.

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29. Faça um cartão personalizado da célula. Dê uma quantidade para

cada membro e peça-lhes que os distribua entre seus próprios amigos.



30. Não há um modo que seja “o correto” para você multiplicar a

célula. Seja criativo e experimente todas as estratégias que o Espírito Santo

inspirar você a fazer.



31. Deixe uma cadeira vazia em toda reunião da célula. Leve todos a

orar para que a cadeira seja ocupada nas próximas reuniões, por um novo

convertido.





32. Não tenha receio de usar um velório como meio de evangelização.

Muitas pessoas só pensam na morte nesses momentos.



33. O segundo domingo de maio é o dia das mães. Que tal fazer um

“evento-ponte” para todas as mães da região, ou para as mães dos membros da

célula? Não perca oportunidades!



34. Anuncie constantemente o alvo de multiplicação para a sua célula!

Estabeleça uma data-limite e declare desde já a vitória do plano!



35. Se você acabou de conhecer alguém na igreja, que está sem célula,

não exite em convidá-lo. Às vezes, temos de “pescar” dentro de nosso próprio

“aquário”.



36. Cada líder de célula deve lembrar constantemente aos membros da

célula para convidar os amigos para a reunião.



37. Líderes experientes sabem que é necessário que se convide vinte e

cinco pessoas, para que no mínimo quinze compareçam. Das quinze, apenas oito

virão realmente; e das oito, somente cinco - ou menos - se decidirão a

permanecer. Portanto, convide muitas pessoas.

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38. Tente fazer jantares evangelísticos, eventos sociais, piqueniques e

festas. Jesus sempre comia com as pessoas. Comida, descontração e visitantes são

uma ótima combinação.



39. Faça o que funciona para você. O que importa é que o evento atraia

o visitante. Utilize o método à exaustão e, quando já estiver cansado dele, tente

algo diferente.



40. A maioria das pessoas se converte aos poucos - gradualmente. Não

desista se alguém parece estar retrocedendo. Crie um ambiente de liberdade e

aceitação, e a pessoa acabará se firmando.



41. O dia dos namorados é um evento muito popular. Programe algo

com os casais da célula. Talvez vocês possam fazer um jantar romântico na casa

de um deles.



42. Faça um “evento-ponte” especial para o Dia das Mães, para a

Páscoa ou para o Natal. As pessoas se abrem para participar de eventos, nessas

ocasiões.



43. Uma maneira prática de conquistar a simpatia dos vizinhos é fazer

um dia de serviços na comunidade: amolar facas e tesouras, limpar jardins, lavar

carros, arrumar telhados, etc.



44. Leve os membros da célula a cultivarem amizades com os vizinhos,

convidando-os para almoçar juntos ou participar de um churrasco - na casa deles.



45.Seváriosmembrosdacélulavivemnumamesmaáreaoucondomínio,juntem-seefaçamumrefeiçãopara

osnovosvizinhosrecémchegados.



46. Sua célula é capacitada a alcançar certo tipo de pessoas. Existem

alguns tipos aos quais a célula jamais alcançará. Então, invista naquele tipo de

peixe que você é capaz de pescar.



47. Como líder de célula, você vai atrair quem você é, e não quem você

quer. Se você é jovem, pregue para jovens; e assim por diante...

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48. Não tente ser algo que você não é. Procure aperfeiçoar sua bagagem

e experiência, e invista tempo em alcançar aqueles que se parecem com você.



49. Pessoas com familiares doentes, pais com filhos problemáticos,

casais com problemas conjugais e com problemas financeiros estão mais abertos

para ouvir falar de Jesus.



50. Você é um pescador. Saiba que peixes você quer pegar. Cada tipo de

peixe exige uma isca específica e uma época específica de pescaria. Escolha um

público alvo.



51. Você é um pescador. Diferentes tipos de peixes se alimentam em

diferentes locais, em horas diferentes do dia. Vá aonde os peixes estão. Nem

todo peixe virá à sua célula.

52. Você é um pescador. Aprenda a pensar como um peixe. Entenda os

hábitos e os gostos de cada peixe. Em outras palavras: fale a linguagem que as

pessoas entendem.



53. Você é um pescador. Uma pescaria bem sucedida requer que

façamos coisas desagradáveis para nós, mas boas para os peixes. Faça qualquer

coisa para pescar uma alma.



54. Você é um pescador. A maioria tem o hobby da pescaria, mas você

é um pescador que possui uma responsabilidade diante de Deus. Seja sério e

diligente na pescaria, e os peixes virão.



55. Encoraje aqueles que estão sendo batizados a convidar os seus

amigos não-crentes para assistirem ao batismo. Use o batismo como um “evento-

ponte” da célula.



56. Leve toda a célula a fazer uma oração de entrega a Jesus; depois,

pergunte se alguém nunca fez aquela oração antes. Leve a pessoa que se decidiu a

reafirmar a entrega, de forma voluntária.



57. Nunca deixe de orar por cura, se houver alguém enfermo, nem por

libertação, se houver alguém oprimido na célula. Os milagres são a grande isca de

Deus para salvar as vidas!

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58. Se você possui o dom, experimente fazer uma campanha de cura,

libertação, ou prosperidade, por sete ou dez reuniões seguidas. Não tenha

preconceitos com métodos.



59. O segundo domingo de agosto é o Dia dos Pais. Que tal fazer um

“evento-ponte” para todos os pais da região, ou para os pais dos membros da

célula? Não perca oportunidades.



60. Se alguém na célula possui o dom de evangelista, use-o para

começar uma célula pioneira numa outra região da cidade.



61. Estamos numa guerra. Espere por lutas. Prepare-se para elas. Uma

célula é um pelotão empenhado em assaltar as portas do inferno, para libertar as

vidas.



62. Ore para que Deus manifeste sinais na célula. Isto fortalece a fé dos

irmãos e atrai os não-cristãos.



63. Nunca deixe de participar de festas na sua empresa, na sua escola ou

no seu prédio. São excelentes oportunidades para fazer amizades e dar

testemunho.



64. Se o grupo tem disponibilidade, experimente fazer uma outra

reunião com a célula, exclusivamente para evangelismo.



65. Não fale de Jesus às pessoas assim que as encontrar, pela primeira

vez. Primeiro converse com elas sem nenhum interesse e torne-se amigo delas.

Supra as suas necessidades e ame-as.



66. Se o seu grupo tem sete pessoas e você quer multiplicá-lo em um

ano, o seu desafio será ganhar duas pessoas a cada quatro meses. Não parece ser

tão difícil, parece?



67. Podemos fazer convites, eventos, visitas e tudo o que for necessário

para encher o grupo de visitantes, mas se alguém não falar algo da parte de Deus,

com paixão, as pessoas não voltarão.

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68. É a verdade que liberta. Precisamos ter uma palavra viva, se

queremos ver gente sendo liberta. Não temos de pregar muito, mas temos de

pregar a verdade com vida.



69. É a unção que liberta do jugo. Precisamos orar para que haja um

fluir na célula e as pessoas sejam livres das cadeias malignas, pela unção de Deus.



70. Crescimento não acontece por acaso. Você precisa querer se multiplicar e se

aplicar nesse propósito. Fale disso, compartilhe isso, e faça-o!

71. Estimule os membros da célula a ampliar seus círculos de amizade.

Quanto mais amigos não-convertidos ele tiverem, maiores serão as chances de

multiplicação!



72. Existe uma lei chamada de “Lei do número máximo”. Que lei é

esta? Se você desejar ter quinze visitantes no “evento-ponte”, então convide pelo

menos sessenta.



73. Não confunda atividade com produtividade. Não queira apenas

fazer um “evento-ponte” para cumprir um programa. Queira frutos; resultados.



74. O preço do crescimento da célula é ouvir “não” centenas de vezes.

Ensine os membros do grupo a não ficar desanimados com recusas.



75. Convide um amigo para a reunião da célula, pelo menos uma vez

por mês, durante pelo menos um ano. Água mole em pedra dura...



76. Você possui um dia definido de jejum semanal? E a élula? Manter

uma disciplina constante de jejum e oração é uma das garantias de crescimento e

multiplicação.



77. O dia 12 de outubro é o dia das crianças. Programe um “evento-

ponte” para atrair as crianças do bairro. Conte alegremente para elas que o reino

dos céus já é delas.



78. Receba as crianças da maneira como Jesus fazia: abençoando-as e

impondo-lhes as mãos para orar por elas. Pregar para as crianças pode ser uma

boa isca para também atrair os pais.

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79. Uma pesquisa comprova que mais de 50% dos membros das igrejas

se converteram antes dos 13 anos de idade. Esta é a melhor fase para lhes

apresentarmos o plano do amor de Deus.



80. Use as crianças como agentes do Reino. Não permita que as

crianças fiquem de fora de nenhum projeto de oração ou jejum da célula! Adapte

o projeto para a realidade delas.



81. No dia 2 de novembro, os cemitérios da cidade estarão cheios de

pessoas visitando sepulturas de entes queridos. Por que não sair com a sua célula

para distribuir folhetos ali?



82. O amor aproxima as pessoas, como um poderoso ímã. A falta de

amor faz com que as pessoas se afastem. Não apenas ame as pessoas, mas

demonstre esse amor por elas na célula.



83. Lembre-se de que os parentes e os amigos dos novos convertidos

são as pessoas mais receptivas ao Evangelho e devem ser o seu alvo primordial.



84. A maioria das pessoas se sente constrangida ao ser convidada para

assistir um culto, mas nunca se constrangem quando o convite é para uma festa.

Faça, então, festas evangelísticas!



85. Planeje um “Jantar da amizade” em vez do encontro normal da

célula e convide amigos não-cristãos.



86. Durante uma reunião da célula, assistam a um filme evangelístico,

em vez de terem um estudo bíblico.



87. Muitas pessoas fechadas ao Evangelho se abrem, quando enfrentam

uma enfermidade ou problema na família. Ore por milagres! Espere por milagres!

A explosão é uma questão de tempo.



88. Dezembro é o mês do Natal. Use essa data para fazer um “evento-

ponte” com as crianças da rua ou com os parentes dos membros da célula. O

“amigo oculto” pode ser uma boa idéia.

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89. Estimule os membros a testemunhar na célula sobre o que Deus

tem feito na vida deles. Isto fortalece a fé de todos e abre o coração do visitante.



90. Ensine aos membros da sua célula o que significa oikos

(relacionamentos com família, colegas de trabalho, vizinhos e colegas de escola).

Ensine-os a fazer evangelismo por amizade.



91. Incentive os membros da célula a fazer das festas de aniversário - ou

qualquer outra comemoração - um motivo para convidar amigos não-crentes e

testemunhar para eles.



92. Recomende aos membros da célula a não se isolarem dos

incrédulos, mas estar no meio deles para atraí-los para Jesus.



93. Faça um rodízio entre os membros, durante um certo período, com

o propósito de evangelizar os familiares e amigos de cada um.



94. Torne-se um servo daquele que você quer ganhar para Jesus,

ajudando-o em suas necessidades, como, por exemplo: carregar sacolas, lavar

roupas quando um bebê nasce, oferecer e dar carona, etc.



95. Faça evangelismo em equipe. Experimente bater de porta em porta

e entregar um convite ou um folheto a respeito do Evangelho.



96. Use as crianças como instrumento para ganhar os pais. Muitos

adultos estão nas células por causa de uma criança. São muitos os testemunhos

de crianças que atraíram pais não-cristãos às células.



97. As crianças são mais fiéis à freqüência nas células do que seus pais.

São elas que não deixam pais faltarem às reuniões, porque elas não querem faltar.

Use-as como meio para consolidar os pais!



98. Seja espontâneo ao falar de Jesus! Fale do Evangelho com a mesma

espontaneidade que você fala do seu time de futebol (ou daquilo que mais gosta

de fazer)!

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99. Se no seu bairro existe uma gangue, ore pela conversão do líder e

você receberá todos os outros membros juntamente com ele.



100. deixe uma cadeira vazia na reunião da célula e peça que os membros

orem pela próxima pessoa que irá sentar-se ali.



Dicas de Consolidação



1. Existem muitas empresas de telemensagens. Use esse recurso e mande

mensagens para os visitantes que forem à célula.



2. As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até elas saberem o

quanto você se importa. Visite o novo decidido, imediatamente após a decisão

dele por Cristo.



3. 85% dos decididos que são visitados até 36 horas depois, permanecem.

Entretando, somente 60% dos que são visitados 72 horas após retornam, e

apenas 15% dos que são visitados uma semana depois, voltam. O que você está

esperando? Vá visitá-los!



4. Caso você não possa fazer uma visita em 36 horas, para o novo convertido

ou visitante, faça um telefonema ou envie-lhe uma mensagem. Nunca deixe de

contatar o novo decidido!



5. Não espere que o novo convertido vá sozinho à reunião da célula. Busque-

o, ou determine alguém para fazê-lo.



6. Valorize o momento do lanche na célula. Ele pode ser a chave para

consolidar o visitante. Estimule a célula a ficar em função do visitante nesse

momento.



7. Com respeito ao novo convertido, lembre-se: visite-o, sente-se ao lado

dele no culto de domingo, convide-o para almoçar na sua casa e ligue

freqüentemente para ele.

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8. Faça um rodízio na célula para cuidar do novo convertido. Escolha três

pessoas para se revezarem, ora visitando-o, ora ligando para ele, durante toda a

semana.



9. Deixe bem claro aos membros que eles precisam ter como prioridade fazer

com que os novos convertidos se sintam à vontade na célula.



10. Consolidar é formar vínculos de amizade. Um novo convertido só

se consolidará na célula se for envolvido com amizade.



11. Uma pesquisa feita com crentes que estão fora da igreja mostrou

que 70% deles saíram da igreja porque sentiam que ninguém se importava com

eles. O amor é a chave para ganhar e consolidar.



12. Nunca se esqueça de um visitante e também nunca deixe que um

visitante se esqueça de você! Não espere que ele volte ao grupo; providencie

antes para que alguém vá até ele!



13. Não deixe de visitar! Vá atrás da ovelha desaparecida. Não aceite

perder ninguém! Tenha uma atitude radical, que a célula prosperará!



14. Não espere que o novo convertido vá sozinho para a reunião da

célula! Às vezes, é necessário ir buscá-lo de carro. Insista, até que ele se firme!



15. Um novo-decidido precisa fazer pelo menos seis novas amizades na

igreja, para poder continuar participando. Estimule os vínculos de amizade!



Dicas de oração



1. Aproveite os tempos de espera ou quando está no carro, dirigindo: tenha

sempre um livro consigo, traga sempre um versículo bíblico no bolso ou ouça

fitas e CD´s no carro. Isto manterá você incendiado o tempo todo.



2. Estimule cada membro da célula a comprar uma agenda e a criar um diário

pessoal de oração. Quando escrevemos o alvo de oração e anotamos o dia da

resposta, nossa fé é fortalecida.

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3. A oração quebra todas as cadeias. Leve cada membro da célula a orar pela

conversão de três pessoas, numa oração diária de concordância por um mês (use

a ficha de oração de concordância).



4. O tempo devocional do líder afeta na multiplicação da célula. Desta forma,

invista tempo em oração e você verá os resultados no seu grupo!



5. Como está a sua disciplina de oração? Talvez seja a hora de parar para uma

avaliação séria. Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma

oração, nenhum poder.



6. Escreva os nomes dos membros da célula num pedaço de papel e

carregue-o sempre consigo. Sempre que puder, ore por um deles!



7. Você possui um dia definido de jejum semanal? E a sua célula? Manter

uma disciplina constante de jejum e oração é uma garantia de crescimento e

multiplicação.



8. Como está o seu tempo diário de oração devocional? Peça ao seu

discipulador que o ajude a estabelecer uma disciplina de oração.



9. Uma forma prática de levar a célula a orar é criando uma cadeia de oração,

onde cada um ora durante uma hora e liga para o próximo da lista, passando a

vez.



10. Caminhadas de oração com toda a célula são uma boa estratégia

para quebrar as resistências espirituais na rua ou no bairro.



11. Muitos se sentem mais motivados a orar em vigílias. Programe

vigílias eventuais para a célula.



12. Faça o mapeamento espiritual da sua região, na cidade; depois saia

com a célula, orando e quebrando as amarras malignas no seu bairro.



13. Orar diariamente pelos membros da célula transforma o seu

relacionamento com eles. Eles o reconhecerão e seguirão a sua liderança,

espontaneamente.

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14. Se você orar diariamente pelos membros da célula, você sentirá o

seu coração cheio de amor e paciência por eles.



15. Ore por todos os eventos da célula - seja um culto, uma festa de

aniversário ou um jogo de futebol. Esteja pronto para testemunhar em qualquer

circunstância!



16. Células que oram são células poderosas! Se o poder de Deus vem

sobre nós não precisaremos nos esforçar para multiplicar; frutificaremos

espontaneamente.



17. Somente Deus pode converter o coração de um incrédulo. Assim,

sem oração não há multiplicação da célula. Existe algum evento de oração

programado para esse mês na sua célula?



18. Existem muitas formas de jejum. Experimente fazer um jejum de

carnes e doces durante uma semana com da célula. Oração e jejum são uma

combinação explosiva!



19. Coloque um mapa da cidade na célula. Circule nele o seu bairro e

ore em todas as reuniões pelo crescimento da igreja ali. Deus ouvirá a sua oração.



20. Antes de ensinar seus filhos a serem bem sucedidos, ensine-os a

serem cheios do Espírito. Não há motivos para pensarmos que as crianças não

podem ser cheias do Espírito. Ore por elas!



21. Faça um mural na sua célula. Escreva o nome ou coloque a foto de

todos por quem a célula está orando ou a quem está evangelizando. Ore por eles

em toda reunião da célula. Espere por resultados!



22. Estabeleça um dia fixo de jejum semanal da célula. Ore por milagres

na vida dos irmãos e pela conversão de pessoas. Onde houver oração, o poder se

manifestará!

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23. Se queremos ver uma geração de intercessores, precisamos ensinar

as crianças a orar. Não deixe as crianças da célula indiferentes no momento da

oração.



24. Faça um livro de oração para a célula. Registre nele os pedidos e as

respostas de oração. Ore com ele em toda reunião do grupo.



25. Experimente fazer uma lista de alvos de oração da sua célula.

Entregue uma cópia para cada membro, e ore em toda reunião por cada pedido

da lista.



26. Qualquer crente pode ser um “homem de oração”, mas você precisa

se tornar um “homem de orações respondidas”.



27. Crie um relógio de oração para a célula. Cada pessoa ora numa

determinada hora e, no final, liga para o irmão, que deve orar a hora seguinte.



28. Estabeleça um tempo de oração, jejum e leitura da Palavra. Tenha

sempre um bom livro consigo. O segredo do crescimento é a nutrição.



29. A oração é o segredo do reavivamento. E o reavivamento é o

segredo do crescimento da célula. A multiplicação é uma consequência; comece

pela oração.



30. Pode ser uma boa idéia estabelecer parceiros de oração na célula.

Distribua o grupo de dois em dois e peça para que um estimule o outro na

disciplina devocional.



31. Se a célula não estiver rompendo, experimente um jejum de sete

dias. Não há barreiras que o jejum não possa quebrar!



32. Não ignore as resistências espirituais! Ore quebrando toda seta

maligna direcionada contra a sua célula para resisti-la!



Dicas de comunhão

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1. Quanto mais a sua célula se parecer com uma família unida e amorosa,

mais rapidamente ela se multiplicará.



2. Celebre uma ceia especial, para o lava-pés uns dos outros. Esse ato cria um

ambiente de unção e aliança mútua vital para o mover de Deus na célula.



3. Procure criar um ambiente descontraído e alegre na célula. Os grupos em

que há riso e descontração, tendem a se multiplicar mais facilmente do que

grupos formais.



4. Aproveite todo tipo de evento para fortalecer a célula: chás de berço,

casamentos, batismos, chás de panela, aniversários. Tudo é pretexto para festa e

evangelismo.



5. Eventos de comunhão são fundamentais. Sem eles, a célula não se vincula

em amizade. Você programou algum evento este mês? Bem, o próximo mês está

apenas começando...



6. Programe um dia de lazer com a célula. Faça um passeio ao campo ou a

algum lugar turístico.



7. Já pensou em fazer uma noite inteira só de brincadeiras? Eventos assim

são importantes para as células que estão começando e os membros ainda não

estabeleceram vínculos.



8. No dia da Ceia, prepare uma páscoa judaica, com cordeiro assado e tudo.

A Ceia pode ser um momento muito impactante para o grupo.



9. Recrie uma refeição koinonia do primeiro século, no dia da Ceia.

Repartam um banquete de amor juntos, ao tomarem a Ceia do Senhor.



10. Programe para que todo o grupo participe da celebração de

domingo, vestindo uma camiseta padronizada. Isto cria uma identidade própria

na célula e um senso de grupo unido.

140





11. Se no grupo há alguém com algum talento especial, programe uma

apresentação, na celebração de domingo. Pode ser uma música ou uma

encenação breve. Isto gera unidade entre os membros.



12. Que tal recriar a Última Ceia e a Santa Ceia original, com uma

refeição de Páscoa tradicional? Não deixe de celebrar a Ceia na sua célula.



13. Divertir-se juntos, para os membros da célula, é magnético - atrai as

pessoas para o grupo e cria um ambiente de vida. Divirta-se com os irmãos da

célula!



14. Enfatize um compartilhamento transparente na célula! O visitante

pode ser tocado, se ele puder perceber que não somos perfeitos, mas apenas

perdoados.



15. No dia da Ceia, repasse os compromissos de aliança na célula. Uma

célula onde cada um é comprometido com a visão tende a se multiplicar com

saúde.



16. Conhecer-se mutuamente e compartilhar as necessidades têm que

ser alvos primordiais das células. Nessa atmosfera de aconchego e amor, os

visitantes são impactados.



17. Células eficazes fazem mais que orar. Elas suprem, de maneira

prática, as necessidades dos irmãos.



18. Estimule os membros a se convidarem mutuamente para almoços,

jantares e lanches, nas casas uns dos outros. Isto aumenta os vínculos do grupo.



19. Envie cartões especiais - de aniversário e em ocasiões festivas - para

os membros da célula e para os visitantes.



20. Mantenha uma lista das datas de aniversário de cada membro da

célula. Não deixe que nenhum aniversário passe em branco. Quanto mais festiva,

mais forte é a célula.

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21. A multiplicação de uma célula é uma ocasião especial. Faça uma

festa e convide o máximo possível de pessoas! Celebre!



22. Estabeleça um “anjo da guarda” para cada novo convertido no

grupo, ou seja, um irmão mais velho para cuidar dele e consolidá-lo.



23. Experimente usar um CD no louvor da célula. Cantem juntos,

acompanhando o CD. Isto pode melhorar significativamente o momento de

louvor e adoração.



24. Quando algum membro da célula for ao Encontro, prepare para ele

uma gostosa recepção. Faça com que se sinta parte da família.



25. Talvez seja a hora de repassar os pactos e alianças das células.

Experimente fazer isso no dia da Ceia.



26. Oficialmente, a célula se reúne uma vez por semana. Mas a célula,

em si, é um estilo de vida. Os vínculos acontecem a semana toda!



27. Você já fez a lista de aniversários dos membros de sua célula? Não

perca nenhuma oportunidade de festejar! Células alegres e festivas se multiplicam

mais rapidamente.



28. Deveria ser gostoso e divertido participar de uma célula.

Experimente contar experiências engraçadas e deixe os membros rirem à

vontade! Descontração combina com participação.



29. Faça perguntas nas reuniões da célula. Perguntas envolvem o grupo

e geram relacionamentos de amizade.



30. Quando as pessoas ouvem, elas podem estar interessadas ou não;

quando falam, elas se interessam. Use e abuse das perguntas. Não deixe ninguém

calado na célula.



31. As pessoas só se vinculam se puderem falar e se expressar na célula.

Por isso, não deixe ninguém calado no grupo! Estimule-os, fazendo perguntas de

compartilhamento.

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32. Não é apropriado dar dinheiro publicamente a um membro da

célula que está necessitado. É melhor que ele receba a ajuda anonimamente,

como que partindo de toda a célula.



33. As reuniões da célula servem para aumentar o nosso amor uns pelos

outros. O amor surge pela convivência. Precisamos nos reunir continuamente,

para que o amor crie raízes profundas.



34. As reuniões da célula são importantes para nos encorajarmos

mutuamente. Precisamos de pessoas que nos amem, e que nos ajudem quando

passarmos pelas crises da vida.



35. As reuniões da célula são importantes para que possamos fortalecer

a fé uns dos outros. Todos precisamos de uma dose de poder, a cada semana.



36. Células são como times de futebol: elas precisam fazer aquecimento

antes de começar. Faça sempre um quebra-gelo no início da reunião; isto deixará

o ambiente mais descontraído.



37. O ambiente da célula é muito importante. Não deixe as pessoas se

sentarem muito distantes umas das outras. Isto produz uma sensação de frieza e

formalidade.



38. Envolva as crianças na vida da célula! Organize atividades em

função delas! Faça com que as crianças se sintam aceitas e valorizadas!



39. O ambiente da célula é muito importante. Não deixe as pessoas

sentadas em linha reta. Isto impede que vejam o rosto uns dos outros, o que

dificulta a comunicação.



40. O ambiente da célula é muito importante. Se o telefone tocar de dez

em dez minutos, a melhor coisa a fazer é desligá-lo.



41. O ambiente da célula é muito importante. Se as pessoas se sentarem

atrás umas das outras, em vez de em círculo, o ambiente produzido será de

exclusão, ao invés de aproximação.

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42. O ambiente da célula é muito importante. Gatos ou cachorros

devem ser mantidos fora!



43. Estimule os pais a acalentar os filhos para que não chorem no

momento da reunião; mas, se eles não conseguirem, estimule-os a sair com a

criança até ela se acalmar.



44. O ambiente da célula é muito importante. Não permita televisão ou

rádio ligados no momento da célula!



45. O ambiente da célula é muito importante. Providencie uma

iluminação adequada. Um ambiente de penumbra estimula o cansaço e o sono.



46. No período do louvor, escolha cânticos conhecidos e fáceis. É mais

fácil focalizar a atenção em Deus, quando não temos que lutar com letras e

ritmos.



47. Providencie folhas com a letra dos cânticos para ajudar aqueles que

não sabem as letras de cor. No caso de haver visitantes, isto se torna

fundamental, para que não se sintam excluídos.



48. O seu trabalho principal como líder de célula não é dirigir uma

reunião, mas motivar pessoas, edificar vidas e aperfeiçoar os santos.

Relacionamento é tudo!

49. É comum fazermos o “amigo oculto” em dezembro. Use esse tipo

de festa para evangelizar. Envolva outras pessoas, além dos membros da célula.

Se preferir, use a brincadeira como “isca” para um evento de comunhão.



50. Anime os membros a se edificarem mutuamente, por meio dos dons

espirituais que Deus distribuiu a cada um deles.

144









A CÉLULA

INFANTO-JUVENIL



“A MELHOR MANEIRA de você se interessar por um assunto é

identificar-se com ele!”

– Como eu poderia me identificar com crianças, se elas não tem nada a ver comigo?

Bem, talvez seja esta a primeira vez que você se faz esta pergunta. Em todo caso,

deixe-me dar-lhe três razões por que este assunto não é direcionado apenas aos

líderes de crianças, mas a todos quantos se interessarem pelo reino de Deus.

Em primeiro lugar, ainda que elas lhe sejam indiferentes, Deus age de modo

totalmente contrário. Para Ele, as crianças são incomensuravelmente

importantes. A própria Bíblia – o Livro dos livros – trata-as de uma forma

especial. Se elas são objeto do enfoque bíblico, não há nenhuma razão para

dúvidas: é um assunto importante. E se é um assunto importante para Deus,

deve ser importante para nós também!

Em segundo lugar, ser “perfeito” é uma virtude que só Jesus teve. No

entanto, Ele próprio se referiu certa vez a um ato humano considerado perfeito

aos olhos de Deus: o perfeito louvor extraído da boca de pequeninos e crianças

de peito (Mt 21.16).

Houve alguma ocasião em que Deus fez uma declaração semelhante, acerca

de você? Neste caso, ou você tem algo em comum com as crianças, ou então,

algo a aprender com elas!

Em terceiro lugar, Jesus – o nosso modelo de vida, de liderança e de caráter

– usou uma criança como “modelo” para ensinar aos discípulos, sobre o tipo de

pessoa que agrada a Deus.

Bem, se criança é um assunto importante para Deus, se elas conseguem

agradar o padrão perfeito de Deus e se Ele diz que elas são modelo para nós,

quem somos nós para discutir com Ele? O melhor que temos a fazer é começar a

olhar para elas da mesma forma como Deus olha e tratá-las da forma como Ele

próprio as trata e nos ordenou tratar.

Como Deus nos manda tratar as crianças?

A resposta vem logo a seguir, em forma de mandamentos. Antes de expô-

los, é importante esclarecer duas coisas:

1) Os mandamentos foram dados por Deus, no Velho Testamento, para

expressar o próprio Deus: aquilo que Ele é e a Sua maneira de agir. Deus é santo

e justo; por isso, Seus mandamentos expressam Sua santidade e justiça.

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2) Os mandamentos elaborados para as células de crianças expressam o

padrão do líder, tanto no ser quanto no fazer. Mas, desde já, garantimos-lhe uma

coisa: não tente cumpri-los com seu próprio esforço. É algo tão impossível

quanto cumprir os primeiros mandamentos do Velho Testamento. Entretanto, se

você depender de Deus, aí, sim, você cumprirá cada um deles, pois Jesus mesmo

disse: “... sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5).



Os 10 mandamentos da célula de crianças e de juvenis



1. Veja as crianças da mesma forma como Deus as vê.

“A visão é ganhar essa geração e também a próxima!”

2. Receba-as como se elas fossem a própria Pessoa deJesus.

“Receba com o melhor!”

3. Não seja tropeço para as crianças.

“Seja o primeiro a abrir-lhes o caminho até Jesus”

4. Ame-as como Jesus as amou.

“Invista tempo com elas !”

5. Valorize as habilidades das crianças.

“As pessoas são sempre mais importantes do que as coisas”

6. Supra as suas necessidades espirituais.

“Crianças também fazem parte do Corpo”

7. Toque o coração delas com a unção.

“Ministre com Vida!”

8. Não desista delas.

“Persevere até ver os resultados!”

9. Identifique-se com elas.

“Torne-se como uma criança!”

10. Transforme-as em agentes do reino.

“Crianças não dão trabalho; elas dão frutos”



1. Veja as crianças da mesma

forma como Deus as vê.

· Deus sempre trabalha “de geração para geração”. Desde o princípio,

quando Ele disse: “multiplicai-vos”, Ele via as crianças, trazendo dento de si o

potencial para multiplicar-se à Sua imagem e semelhança. Foi o próprio Deus

quem ordenou para ensinar-lhes enquanto fossem pequenas, pois Ele sabia o que

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elas poderiam fazer quando crescessem. Por isso, nosso encargo é alcançar tanto

esta quanto a próxima geração.

Esta é a nossa visão: “Edificar uma igreja de vencedores, onde cada criança torne-se um

líder e leve a igreja para as suas casas. Assim, conquistaremos essa geração através das células!”

Quando nos reunimos nas células, o nosso propósito não é dar

entretenimento às crianças, e sim levá-las a conhecer Jesus, formar nelas a Sua

imagem e levá-las a multiplicação.

Como isso é possível?

Seguindo os mesmos passos da vida da igreja e adaptando-os ao contexto

infanto-juvenil. Esses passos são: a comunhão, a edificação, o serviço e o

evangelismo.

Como isso acontece na prática?

A comunhão

Visa a atrair as crianças para a célula, através de um ambiente familiar.

Conseqüentemente, elas também estarão sendo atraídas para Jesus.

A faixa etária das crianças com as quais trabalhamos nas células é entre 5 e

12 anos de idade. A maioria delas, nesta faixa etária, gosta de fazer parte de uma

turma, principalmente os maiores. (A comunhão é o ponto forte de uma turma.)

Enturmando-se, elas sentir-se-ão mais à vontade e o alvo será alcançado.

A Bíblia diz que esse estilo é bom:

“... como é bom que os irmãos vivam em união” (Sl 133.1)

Comunhão é viver unido com os irmãos.

Para estimular a comunhão, o líder deve promover eventos especiais com a

célula. Por exemplo: “A noite do pijama”, “Uma tarde no shopping”, etc. As

crianças adoram isso!



Edificação

Edificar é fortalecer. Isso acontece através da Palavra liberada pela boca do

líder e também de uns para com os outros.

O líder deve ensinar às crianças a declarar a Palavra, sozinhas e também em

grupo.

Edificar visa também “formar uma mentalidade de filho de Deus”. Edificar é

construir. Forme nas crianças uma mentalidade de filho de Deus, isto é, de

vencedor!



Serviço

Visa inserir a criança na vida normal da igreja.

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O sentido espiritual de corpo é que cada membro sirva uns aos outros, de

acordo com a função de cada um. Um dedo mindinho é pequenino, mas é muito

importante para o corpo. Assim também são as crianças: apesar de pequenas,

podem e devem servir ao Corpo de Cristo.

As crianças devem crescer, aprendendo a fazer isso. Comece com coisas

simples, tais como: servir o lanche, manter limpo o lugar de reunião, etc. Depois,

elas estarão abertas para novos desafios. Lembre-se: “Quem aprende a ser fiel no

pouco, certamente o será no muito.”



Evangelismo

O objetivo final é dar frutos.

Primeiro, elas devem alcançar outras crianças, vizinhos, colegas da escola e

amigos. Depois, alcançar os familiares. O líder deve ensiná-las como falar de

Jesus às outras pessoas.

Marque, com antecedência, eventos evangelísticos e mobilize toda a célula

para orar e jejuar. No dia programado, elas poderão praticar o que aprenderam

através de testemunhos, encenações teatrais, músicas, etc. Esses eventos

alcançam tanto crianças, quanto adultos.

Uma boa sugestão para o evangelismo é comemorar os aniversários na

célula, especialmente daquelas crianças cujos pais ainda não se converteram. Nem

sempre evangelizamos pregando, mas podemos fazer isso expressando o amor de

Deus.

2. Receba-as como se elas fossem

o próprio Senhor Jesus.

Jesus disse que devemos receber as crianças:

“E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome,

a mim me recebe” (Mt 18.5).

Receber significa: “mostrar-se aberto a um relacionamento”. É importante que as

crianças se sintam aceitas na célula. Se elas se sentirem aceitas, certamente elas

sentir-se-ão como parte dela.

Jesus acrescentou que deveríamos recebê-las “como se tivéssemos recebendo-O!” Se

fôssemos receber a Jesus, como O receberíamos? Certamente com “o melhor”. É

assim que devemos receber as crianças: com o melhor que nós temos. Isto

implica em ter um lugar limpo e decente; investir em material para a célula;

preparar a reunião com antecedência; colocar cartazes de boas vindas; orar pela

reunião e pelas crianças.

O melhor de um grupo pode não ser o mesmo de outro. Mas o importante é

que todos façam o melhor dentro de sua realidade.

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3. Não seja tropeço para as crianças.

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes

pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe

pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e

fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18.6).

Isso acontece quando se coloca empecilho no caminho delas, impedindo-

lhes o acesso a Deus. A reunião da células de crianças e de juvenis é tão

importante quanto a de adultos. Nada deve impedir que ela aconteça.

Tenha muito cuidado com a sua atitude em relação a essa questão, pois a

célula nunca é neutra. Ela pode ser um canal para levar uma criança a Deus e

firmá-la em seus caminhos, como também pode tornar uma criança indiferente à

Palavra de Deus.

O desprezo da parte daqueles que deveriam ser os primeiros a liberar o

caminho, tem sido a maior pedra de tropeço para conduzir as crianças a Cristo.

Desprezo é a atitude de “ignorar o outro, não fazer caso, não dar importância”.

Essa tem sido a atitude de alguns pais, líderes de crianças e, até mesmo, pastores

em relação ao trabalho infanto-juvenil na igreja. Aos que assim procedem, o

Senhor Jesus faz esta advertência: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos”.

O líder deve ser o primeiro a mudar. Como? Valorizando a célula, cuidando

e protegendo as crianças de tudo que vem para destruí-las, escandalizá-las e

impedir-lhes de ter um encontro verdadeiro com Deus. É dever do líder

incentivar os pais das crianças a investir e participar desse trabalho.



4. Ame-as. Como Jesus as amou.

“... se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como

o símbolo que retine. Ainda que eu tenha o dom de

profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência;

ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar

montes, se não tiver amor, nada serei “ 1 Co 13.2).

Toda obra de Deus deve ser feita com amor. Guarde estas duas maneiras

bem práticas de expressar o amor de Deus às crianças na célula:

1) Seja paciente

Para lhe dar com crianças, é preciso paciência. E paciência é uma Pessoa:

Jesus! Por isso elas gostavam de ficar perto dEle. Criança gosta de ficar perto de

gente alegre. Jesus, com certeza, era alegre e sorridente. O líder de célula deve ser

assim também. Portanto, do mesmo modo como Jesus se relacionou com as

crianças, relacione-se você também.

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Se você conquistar o coração das crianças, poderá influenciá-las com a

Palavra de Deus. A seguir, damos algumas sugestões que o ajudarão a atingir esse

objetivo.

a) Gaste tempo com elas

Jesus expressou seu amor pelas crianças, ao gastar seu tempo com elas.

Líder, o seu tempo não é mais valioso do que o de Jesus! Portanto, invista e

valorize seu tempo na reunião de célula. O ideal é que a reunião dure uma hora,

não mais que isso.

É bom lembrar que a célula existe todo o tempo, além do período da

reunião. Por isso, o relacionamento entre o líder de célula e as crianças deve

estender-se além da reunião.

b) Ouça o que elas têm a dizer

Para desenvolver um relacionamento de amor, você precisa aprender a ouvir.

Mostre preocupação com os problemas e dificuldades delas.

Na reunião da célula, o “compartilhamento” é o momento mais importante

pois, através do que a criança fala, você pode conhecê-la melhor. Então, ouça-a.



c) Toque-as, com o toque de Deus

O toque é uma expressão de amor. Normalmente, as crianças gostam de ser

tocadas. Ao fazer isso, faça com respeito e carinho. Toque-as como se fossem

seus filhos!

Existe um provérbio que diz: “Diga-me, e me esquecerei. Mostre-me, e talvez eu

me lembre. Envolva-me, e compreenderei.”



d) Ore com elas e abençoe-as

Abençoar é um ato de amor. É importante que o líder, antes de orar

abençoando, ore intercedendo. Intercessão é colocar-se no lugar daquele por

quem você intercede. Ore pelas crianças, para que elas conheçam a Deus e sejam

sensíveis ao Espírito Santo. Ore também pela família delas.

Depois, ore, abençoando-as. Faça isso com elas e deixe que elas ouçam.

Declare que elas são crianças inteligentes, obedientes, amadas, preciosas e que

serão cheias do poder de Deus. Ao fazer isto, você estará ligando o céu à terra,

isto é, trazendo à existência o propósito de Deus para elas.



2) Mantenha a disciplina

“ Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de

sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.11) .

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Onde existe a vida de Deus, há ordem! O líder deve manter a disciplina, para

que a vida de Deus possa se manifestar. A disciplina visa ao aproveitamento, isto é,

ao bem das crianças. Do contrário, elas mesmas serão prejudicadas. O único

interessado na indisciplina é o diabo.

Mantenha um quadro na parede, com as regras escritas em letras grandes e

faça-os lembrar-se delas, se precisar.

A disciplina depende muito de como é conduzida a reunião. Portanto, seja

criativo. A seguir, damos algumas sugestões simples e práticas:

 De vez em quando, sente-se no chão com elas.

 Use uma linguagem clara, que elas entendam bem. Uma mente

dispersa pode levar à indisciplina.

 Seja espontâneo e alegre. Evite chamar-lhes a atenção, a todo instante

(Isso traz peso à reunião). Lembre-se: o ideal é elogiar em público e

repreender em particular.

 Tenha sempre à mão algo interessante, que possa prender a atenção

das crianças, enquanto você fala. Pode ser uma gravura, ou algo

relacionado com a lição. As crianças têm a capacidade de prestar

atenção em duas coisas ao mesmo tempo.

 Deixe-as participar. Você pode passar a mensagem, enquanto brinca

com elas.



5. Valorize as habilidades das crianças

As crianças são, normalmente, ativas: gostam de fazer uma série de coisas. O

líder deve explorar essas habilidades naturais para ensinar-lhes princípios

espirituais. Portanto:

 Descubra aquilo de que elas gostam e que sabem fazer.

 Deixe que elas percebam que você realmente aprecia aquilo que elas

fazem. Um dos papeis do líder é ser um motivador.

As crianças são muito criativas: gostam de inventar coisas. Portanto:

 Deixe que elas expressem com desenhos, pinturas e trabalhos

manuais, como elas se sentem, ou o que aprenderam no dia.

Elas gostam de representar. Portanto:

 Estimule um grupo de teatro na célula;

Elas gostam de contar suas experiências. Portanto:

 Reserve uma reunião só para testemunhos. (Não deixe de

compartilhar com os adultos, aquilo que Deus tem feito na vida delas.)

Elas gostam de ler histórias. Portanto:

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 Faça um plano de leitura bíblica específico para elas e deixe que elas

contem a história que leram.

Elas gostam de ouvir histórias. Portanto:

 O líder deve ser “um bom contador de histórias”. Uma boa história

pode despertar a sede delas em conhecer mais de Jesus.

Além de habilidades naturais, as crianças possuem outras:

 Elas podem orar nas reuniões. Então, a cada reunião, escale duas

crianças: uma criança para conduzir o período de oração e outra para

declarar a Palavra.

 Elas podem orar com os enfermos. Leve-as a orar com outras crianças

enfermas e, depois, com os adultos enfermos também.

 Elas gostam de cantar. Cante com elas. Se não houver

acompanhamento de algum instrumento musical, use um CD.

Estimule a adoração. Foi através de um grupo de cantores mirins que

Jesus declarou ter sido expresso o perfeito louvor.



6. Supra as necessidades

espirituais das crianças.

Toda criança possui espírito, alma e corpo. Cada uma dessas partes tem

suas necessidades próprias. Toda criança tem necessidades espirituais, que devem

ser conhecidas e supridas por aqueles que trabalham com elas. Portanto, a

criança precisa:

 Ter um conceito verdadeiro de Deus. Para que isto aconteça, ela precisa

conhecer o Deus da Bíblia, pois quando a Bíblia fala, Deus fala! O

líder deve evitar usar frases prontas, do tipo: “Deus não gosta de criança

que faz isso ou aquilo...”, pois distorcem o caráter de Deus. Deus nunca

deixa de amar uma criança, porque ela fez algo de errado. Ele odeia o

pecado, mas ama o pecador.

 Saber que ela tem valor para Deus. A criança precisa saber que ela é

importante para Deus e que Deus quer morar dentro dela.

 Saber que a Bíblia é a verdade e aprender a aplicá-la à sua vida. Ela precisa

saber que Deus é o autor da Bíblia e que Ele a escreveu porque queria

que o conhecêssemos. A Bíblia mostra a vontade de Deus para nós;

por isso, deve-se ser obedecida.

 Saber que ela tem um inimigo. Ela precisa saber que existem dois reinos: o

reino do bem, onde Deus reina; e o reino do mal, onde o diabo reina.

Ela não precisa temer o diabo, porque Deus está sempre com ela e,

ainda, é maior e mais poderoso do que esse inimigo. O diabo mata,

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rouba e destrói. Entretanto, Deus quer usar a própria vida da criança

para destruir as obras do diabo.

Ela precisa conhecer e receber o plano de salvação. Todos precisam de

salvação, que é gratuita. Para a criança ser salva, basta crer e confessar

a Jesus como seu salvador e Senhor. Através do novo nascimento,

qualquer um – e não apenas a criança – torna-se um filho de Deus. É

a única maneira de viver com Deus para sempre. Ela pode escolher,

Deus não a força. Mas essa escolha só pode ser feita nesta vida; não

haverá mais outra oportunidade.



7. Toque o coração delas com a unção.

A unção é a vida de Deus que flui através de você. Ela tem o poder de

transformar as pessoas. E as crianças também precisam de transformação.

O coração é a porta de entrada e saída de toda pessoa. Se você tocar o

coração da criança, ela irá abri-lo para receber a Palavra de Deus.

Não é pelo fato de tratar-se de crianças, que a reunião tenha de ser

superficial. Isto é um engano! As crianças não precisam de um animador de

auditório, nem de alguém para distraí-las, enquanto os pais fazem alguma coisa.

Elas precisam ter contato com a vida de Deus. E esse líder de célula é o canal.As

reuniões acontecem com o propósito de transmitir vida de Deus a um grupo de

pessoas carentes e sedentas – as crianças. Portanto, não fuja do alvo.

As crianças precisam nascer de novo; por isso, pregue o Evangelho para elas,

faça apelos, leve-as a confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas

vidas.

Elas precisam de transformação na alma, e isto só acontece mediante a

Palavra. Fale a Palavra de Deus e aplique-a à vida das crianças – isto tem poder!

A Palavra é viva ! Ensine-as a viver com Deus no dia-a-dia: Influencie-as a orar, a

ler a Bíblia, a obedecer, a desejar agradar a Deus. Para isso, você, líder, precisa ser

alguém que vive e conhece a Deus. Por que? Porque as crianças receberão aquilo

que você der para elas. Se, o que você tem, for só aparência, de nada adiantará.

Enfim, não dependa de um manual. Dependa do Espírito Santo.



8. Não desista delas!

“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc 21.19).

A palavra chave para o líder é determinação. Determinação é a decisão de

continuar até atingir o objetivo. Por isso, o líder deve sempre estar...

 Determinado a vencer os testes. Muitos líderes de crianças desistem na

primeira dificuldade. Lembre-se: dificuldades, freqüentemente, são

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testes, sob a permissão de Deus, para nos aprovar. Então, persevere e

responda a Deus.

Determinado a vencer as resistências. Você luta contra um inimigo

determinado – o diabo; mas se você resistir-lhe, a sua determinação

prevalecerá. Resistências são vencidas com oração, perseverança no

trabalho e exercício de autoridade no mundo espiritual. Deus deu

autoridade ao líder para agir no lugar dEle. Ao orar, ordene que o

diabo solte essas crianças, a sua célula, a multiplicação, etc. Essas

crianças são tesouros preciosos; não deixe que o diabo os roube de

suas mãos.

Determinado a vencer os desafios.Os testes e resistências são desafios que

nós não escolhemos, mas temos de enfrentar. Os alvos, porém, são

aqueles desafios que nós mesmos estabelecemos. Ao estabelecer alvos,

determine aquilo que você quer ver e alcançar. Seja específico e

estabeleça alvos para o mês, para o semestre e para o ano; mas não se

esqueça de envolver as crianças neles. Crie estratégias para alcançá-los.

Lembre-se de sonhar grande, porque o seu Deus é muito grande! Ele

é o maior interessado que a sua célula permaneça e dê frutos!

Determinado a manter o seu compromisso com as pessoas. Seu compromisso

começa com Deus, depois com os pastores e discipuladores e,

também, com as crianças. No dia da reunião da célula, o seu

compromisso principal é com as crianças, não pode haver outro. O

líder não deve desmarcar a reunião da célula, a menos que seja

inviável. Quando o líder deixa de ir à reunião, por displicência, ele

estará passando a mensagem de que nem as crianças, nem os seus

líderes, são importantes. Estará dando um mau exemplo de liderança

às crianças. Um líder que tem compromisso, jamais abandona sua

célula. Compromisso é sinônimo de responsabilidade. O líder é

responsável tanto pelo sucesso, quanto pelo fracasso da célula.

Determinado a vencer o desânimo. O desânimo é a ferramenta mais eficaz

que o diabo usa para nos paralisar. Cuidado com ela! A maneira mais

comum de sermos atingidos pelo desânimo é através de palavras de

desencorajamento.

Conta-se que certa vez uma formiguinha decidiu subir um monte

muito alto. Durante o trajeto, ela encontrou outras formigas, que

tentaram dissuadi-la de alcançar o topo do monte.

– É melhor você parar e voltar – disseram-lhe. – Você nunca

conseguirá chegar ao topo. Este monte é muito alto. Volte!.

A formiguinha, porém, continuou assim mesmo. Logo, logo a

seguir, apareceu outro grupo e, entre eles, mais conselheiros.

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– Você é muito pequenininha – disse-lhe uma operária, às voltas

com um enorme torrão de açúcar. – Não vai chegar lá em cima.

– Olhe as suas perninhas... – agora era um robusto soldado,

chamando-a à razão. – São tão fininhas... – uma sonora

gargalhada soou, sarcasticamente. – Você não vai agüentar –

continuou o defensor do ninho. – Desista!

Ela, porém, continuou. De repente, olhando para o alto, viu, lá

no topo, outra formiguinha. Então, ela se voltou para os outros

membros da colônia e perguntou:

– Uai! Se for tão difícil assim, como é que aquela formiguinha

chegou lá?

– Ah! Você não sabia? Ela é surda!

Moral da história: Decida-se a respeito daquilo que você quer ouvir

e daquilo em que vai acreditar. Existe um tipo de declaração

pessimista, que vem só para desanimar. Por isso, recuse-se a ouvir

esses relatórios negativos. Firme-se na Palavra de Deus e

mantenha os olhos fixos nos alvos.

Nosso alvo é consolidar as crianças e firmá-las na igreja. Toda

criança na faixa etária entre 11 e 12 anos deve ser preparada para o

batismo. O líder deve esforçar-se para levá-las ao Encontro e, logo

após batizá-las, inseri-las na célula, como líderes em treinamento.

Além da consolidação, visamos também à multiplicação de células,

que deve ocorrer simultaneamente à multiplicação dos adultos. No

capítulo 10, você encontrará instruções sobre os procedimentos

para a multiplicação de células.

Determinado a ver um milagre. Tenha certeza de uma coisa: “A menos

que Deus realize um milagre, você fracassará!” Por isso, volte os seus

olhos para o Senhor, porque dele vem o seu socorro. A única garantia

de que você jamais fracassará é a intervenção de Deus. Trabalhe

sempre com a expectativa de que o seu trabalho é fruto de um milagre

de Deus.



9. Identifique-se com as crianças

O líder de criança deve tornar-se como uma criança! Como?

 Seja alegre. A alegria é uma característica própria das crianças. Elas

gostam de coisas alegres: o ambiente (decore o ambiente), as

histórias, as músicas... Alegria se traduz em bom humor. O líder de

criança deve ser uma pessoa bem humorada. Sendo assim, as crianças

certamente vão querer ficar perto de você. Explore ao máximo essa

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virtude e você terá uma célula forte. Pois é na alegria que está a sua

força!

 Seja espontâneo. Ser espontâneo é ser livre! Você pode seguir cada

passo do Manual de Líder e, mesmo assim, ser livre. A sua

espontaneidade deve estar na sua expressão. Ser espontâneo é ser

criativo. Use a sua criatividade e brinque com as crianças!

 Seja dependente. A crianças são as pessoas mais dependentes que

existem. Aprenda com elas a depender de Deus, e certamente você irá

alcançá-las com muito mais eficácia.



10. Transforme-as em agentes do Reino

“O verdadeiro líder é aquele que consegue despertar nas pessoas aquilo que

elas têm, mas não sabem que têm!”

As crianças têm um grande potencial, do qual elas não têm conhecimento. A

melhor maneira de começar, é formando nelas uma identidade de vencedor.

Mostre, então, que este é o perfil de um agente do reino:

 Ele é um vencedor – alguém que obedece a Deus.

 Ele é alguém que trabalha com Deus; por isso, é chamado de agente

do reino, pois conhece os planos de Deus.

 Ele é um guerreiro; ele luta contra o pecado – que nos separa de

Deus; contra o mundo – que só tem ilusão e contra o diabo – que

engana e mente.

 Ele é alguém que agrada a Deus. Conte histórias de pessoas que

enfrentaram desafios, que venceram e que agradaram a Deus. Diga-

lhes que elas também vencerão.

 Um agente do reino é alguém que ora! Cremos que Deus quer

levantar uma geração de intercessores, mas para que isso aconteça,

primeiro precisamos ensinar-lhes a orar.

O

 vencedor realiza os sonhos de Deus. Plante sonhos no coração

delas. Estimule o crescimento espiritual e estabeleça desafios. Por

exemplo: “Vamos ver quem consegue orar mais tempo esta semana?”

Ou então: “Este mês, a criança que ler mais versículos do livro...

(escolha um livro da Bíblia) terá direito a um lanche, no McDonalds”.

Lembre-se: Você alcançará melhores resultados, se associar os

desafios – que visam explorar o potencial – com a recompensa.

Crianças não dão trabalho, elas dão frutos. Estimule-as a testemunhar

daquilo que Deus tem feito em suas vidas. Uma criança de dez anos testemunhou

que ganhou para Jesus cinco amigas da Escola e levou-as para a célula. Uma

dessas amigas se converteu. Sabe por quê? Porque amiguinha cristã orou pelos

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pais dela, que estavam separados e – depois de um mês – eles se reconciliaram.

Uma simples ação de fé, de uma criança, pode salvar toda uma família.

As crianças, comumente, têm uma fé mais prática do que os adultos. Mas

elas precisam ser estimuladas a pregar. Líderes, vocês têm um grande potencial

nas mãos! Não o desperdice! Creiam e vocês verão a glória de Deus!

As crianças são líderes em potencial. Inculque isto na mente delas. Se elas

acreditarem nisto, no tempo certo estarão liderando e, assim, nós teremos uma

geração de líderes! Por isso, você deve manter uma expectativa igual para com

todas as crianças.Talvez, uma criança que você pensa não ter condições para

liderar, poderá tornar-se um grande líder.

Lembre-se: Nem sempre a resposta vem rápido. “Crescer, leva tempo!”

Gostaria de lembrar-lhes, ainda, que vivemos num país onde metade da

população é composta de menores de idade. Isto não é por acaso; é providência

de Deus. Nós podemos alcançar esta nação, se alcançarmos as crianças.

Um querido homem de Deus disse, certa vez: “Muitos estão dispostos a

perder a vida por causa de Jesus, mas poucos estão dispostos a perder a glória!”

Muitos não vêem glória nenhuma em trabalhar com crianças. Mas, afinal, de

quem é glória? A glória deve ser apenas de um, daquele que merece toda a glória,

honra e louvor – Jesus Cristo ! Faça pra ele!



Conclusão

Na Videira, incentivamos o trabalho com as crianças. Temos toda uma

estrutura especial para elas, na célula infantil. As células de crianças funcionam

simultaneamente com as células de adultos. A maioria delas funciona no mesmo

dia e hora que a célula de adultos, em outro cômodo da casa, ou em outra

residência.

As células de adulto que não têm uma célula infantil paralela, passam por

dificuldades pelos seguintes motivos:

Muitos pais deixam de ir à célula, pois não têm com quem deixar as

crianças e ficam constrangidos em levá-las, com receio de que perturbem a

reunião.

Quando os pais levam as crianças e não há uma célula infantil, as crianças

ficam inquietas e passam a não querer mais ir à célula.

 anfitriões ficam incomodados com a bagunça e com o

Os

barulho das crianças. Células com esse perfil chegam a fechar,

pois as reuniões não são produtivas.

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

Muitos adultos pensam erroneamente que a célula é só para

adultos, e que as crianças precisam apenas ser entretidas com

alguma atividade.

Temos um treinamento específico para preparar líderes de crianças. Os

líderes de crianças estão ligados a discipuladores, os quais, por sua vez, estão

ligados à liderança geral das células.

Os grupos infantis também são cadastrados e prestam relatórios. Na célula

infantil, existe o mesmo acompanhamento e apoio que também há na célula de

adultos.



Este manual de treinamento foi desenvolvido a partir das

seguintes fontes:

1. Paul Yonggi Cho, Grupos familiares e o crescimento da Igreja (Editora

Vida, 1982).

2. Ed René Kivits, Koinonia Manual para líderes de pequenos grupos (Abba

Press, 1994).

3. Mikel Neumann, Alcançar a cidade - as células na evangelização urbana

(Ed. Vida Nova, 1993).

4. Roy Pointer, Good things come in small groups (Inter-varsyty, 1985).

5. Ralph Neighbour, Where do we go from here (Touch publications, 1990).

6. Howard Snyder, Vinho novo odres novos (ABU, 1997).

7. Vários, Manual do auxiliar de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

8. Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).

9. Vários, Manual do supervisor de célula (Ministério Igreja em células,

1995).

10. O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995).

11. Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).

12. Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).

13. Joel Comiskey, Crescimento exlosivo da igreja em células (Ministério

Igreja em Células, 1997).

14. Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida,

2000).

15. Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).


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