1
Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:
– O que é unção?
O homem de Deus, então, chamando a atenção do garoto para um boi, que
pastava a distância, indagou:
– Você está vendo aquele boi pastando?
– Sim.
– Aquilo não é unção.
Em seguida, olhou para um passarinho, que cantava no galho de uma
árvore, e disse:
– Você está ouvindo aquele passarinho cantando?
– Sim.
– Aquilo também não é unção.
O garoto, exasperado, insistiu com o ancião:
– Diga-me, então, o que é unção?
Após uma pausa breve, o homem voltou-se para o garoto e concluiu,
dizendo:
– Se você vir um boi, no galho de uma árvore, cantando feito passarinho,
aquilo é unção.
A verdadeira realidade da Igreja é sobrenatural. Se tudo o que temos são
passarinhos cantando nos telhados e bois pastando no campo, então, não temos
nada além do que o mundo tem. A verdadeira obra de Deus precisa ser
sobrenatural, celestial e inusitada.
Estamos falando isto a propósito desse manual sobre a nossa estrutura de
células em nossa igreja local. O nosso crescimento não vem porque temos uma
boa estrutura e uma boa organização. Se a nossa obra se resume a uma boa
estrutura organizacional, então, o que temos que o mundo não tem? O mundo
possui estratégias de marketing, qualidade total, gerenciamento participativo e
muitas outras coisas semelhantes às que possuímos e praticamos. Não podemos
confiar na técnica e na mera organização. Ela é apenas uma roupa que colocamos
e que podemos trocar de acordo com a necessidade. Crianças trocam de roupa à
medida que crescem, e como elas as igrejas mudam de estrutura e organização na
medida que crescem também.
Se a comunhão que praticamos em nada difere da do Rotary ou do Lyons,
o que estamos fazendo de mais? Se a nossa pregação não difere da oratória
política ou das palestras acadêmicas, o que estamos ministrando de mais? A
mensagem de Jesus foi muito clara: Ele não veio para revogar, veio para
transcender. É aqui que reside a grande diferença: precisamos transcender às
práticas comuns do mundo.
2
Transcender não é apenas fazer melhor; é fazer sobrenaturalmente. Não
podemos atrair o mundo apenas com nossas canções, pois as pessoas do mundo
têm músicas até melhores que as nossas. Não podemos atrair o mundo apenas
com teatro, dramas e encenações, pois lá eles fazem isto muito melhor do que
nós. Nem podemos atrai-los com grupos pequenos, pois isso eles também
possuem. Entretanto, existe algo que nem eles e nem ninguém pode fazer: um
boi cantar em cima do telhado. Isto somente a unção pode fazer.
Sem o poder de Deus, entretemos os santos e nos iludimos com atividades.
A Igreja não é terrena; a sua origem é celestial, assim como o seu poder e a sua
própria vida. Qualquer coisa que não for feita com base nesta força espiritual,
não traduzirá a realidade da Igreja; seja comunhão, pregação, aconselhamento,
música ou as células.
Precisamos da unção do Senhor, pois ela subverte a nossa ordem e os
nossos conceitos. Ela transcende ao padrão do nosso trabalho. Nossa comunhão
não pode ser comum, natural, mas sim aquele tipo com o qual o próprio Deus
subsiste. Nossa pregação não pode ser uma palestra inteligente e intrigante, mas
sim a voz do próprio Deus trovejando dos céus sobre a Terra. Nossa autoridade
não pode se prender aos nossos títulos acadêmicos, nem ao volume de voz que
usamos nas pregações, e sim à autoridade do Espírito do Santo. Não somos
frutíferos porque temos técnicas, mas porque possuimos a unção. Não importa o
quanto tentemos; só a unção poderá levar um boi a cantar como um pássaro, em
cima de um telhado.
Se, a nossa ministração, nas células, reproduzir as técnicas e dinâmicas
aplicadas na Psicologia de grupos, estaremos perdendo o nosso tempo. Não
somos uma empresa, somos igreja do Senhor Jesus. Aprenda a técnica e a
metodologia de nossa visão, mas lembre-se que mais importante que os odres é a
fonte real do crescimento, da vida, dos frutos e de tudo o mais: o vinho novo do
Espírito.
Que o Senhor da glória, o rei Jesus, derrame sobre você desta unção que faz
o inusitado e frutifica além do esperado. Esta unção é que torna a vida mais que
um evento e que faz dela uma expressão do celestial.
Certa vez, um garoto perguntou para um homem de Deus:
– O que é unção?
O homem de Deus, então, chamando a atenção do garoto para um boi, que
pastava a distância, indagou:
– Você está vendo aquele boi pastando?
– Sim.
– Aquilo não é unção.
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Em seguida, olhou para um passarinho, que cantava no galho de uma
árvore, e disse:
– Você está ouvindo aquele passarinho cantando?
– Sim.
– Aquilo também não é unção.
O garoto, exasperado, insistiu com o ancião:
– Diga-me, então, o que é unção?
Após uma pausa breve, o homem voltou-se para o garoto e concluiu,
dizendo:
– Se você vir um boi, no galho de uma árvore, cantando feito passarinho,
aquilo é unção.
A verdadeira realidade da Igreja é sobrenatural. Se tudo o que temos são
passarinhos cantando nos telhados e bois pastando no campo, então, não temos
nada além do que o mundo tem. A verdadeira obra de Deus precisa ser
sobrenatural, celestial e inusitada.
Estamos falando isto a propósito desse manual sobre a nossa estrutura de
células em nossa igreja local. O nosso crescimento não vem porque temos uma
boa estrutura e uma boa organização. Se a nossa obra se resume a uma boa
estrutura organizacional, então, o que temos que o mundo não tem? O mundo
possui estratégias de marketing, qualidade total, gerenciamento participativo e
muitas outras coisas semelhantes às que possuímos e praticamos. Não podemos
confiar na técnica e na mera organização. Ela é apenas uma roupa que colocamos
e que podemos trocar de acordo com a necessidade. Crianças trocam de roupa à
medida que crescem, e como elas as igrejas mudam de estrutura e organização na
medida que crescem também.
Se a comunhão que praticamos em nada difere da do Rotary ou do Lyons,
o que estamos fazendo de mais? Se a nossa pregação não difere da oratória
política ou das palestras acadêmicas, o que estamos ministrando de mais? A
mensagem de Jesus foi muito clara: Ele não veio para revogar, veio para
transcender. É aqui que reside a grande diferença: precisamos transcender às
práticas comuns do mundo.
Transcender não é apenas fazer melhor; é fazer sobrenaturalmente. Não
podemos atrair o mundo apenas com nossas canções, pois as pessoas do mundo
têm músicas até melhores que as nossas. Não podemos atrair o mundo apenas
com teatro, dramas e encenações, pois lá eles fazem isto muito melhor do que
nós. Nem podemos atrai-los com grupos pequenos, pois isso eles também
possuem. Entretanto, existe algo que nem eles e nem ninguém pode fazer: um
boi cantar em cima do telhado. Isto somente a unção pode fazer.
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Sem o poder de Deus, entretemos os santos e nos iludimos com atividades.
A Igreja não é terrena; a sua origem é celestial, assim como o seu poder e a sua
própria vida. Qualquer coisa que não for feita com base nesta força espiritual,
não traduzirá a realidade da Igreja; seja comunhão, pregação, aconselhamento,
música ou as células.
Precisamos da unção do Senhor, pois ela subverte a nossa ordem e os
nossos conceitos. Ela transcende ao padrão do nosso trabalho. Nossa comunhão
não pode ser comum, natural, mas sim aquele tipo com o qual o próprio Deus
subsiste. Nossa pregação não pode ser uma palestra inteligente e intrigante, mas
sim a voz do próprio Deus trovejando dos céus sobre a Terra. Nossa autoridade
não pode se prender aos nossos títulos acadêmicos, nem ao volume de voz que
usamos nas pregações, e sim à autoridade do Espírito do Santo. Não somos
frutíferos porque temos técnicas, mas porque possuimos a unção. Não importa o
quanto tentemos; só a unção poderá levar um boi a cantar como um pássaro, em
cima de um telhado.
Se, a nossa ministração, nas células, reproduzir as técnicas e dinâmicas
aplicadas na Psicologia de grupos, estaremos perdendo o nosso tempo. Não
somos uma empresa, somos igreja do Senhor Jesus. Aprenda a técnica e a
metodologia de nossa visão, mas lembre-se que mais importante que os odres é a
fonte real do crescimento, da vida, dos frutos e de tudo o mais: o vinho novo do
Espírito.
Que o Senhor da glória, o rei Jesus, derrame sobre você desta unção que faz
o inusitado e frutifica além do esperado. Esta unção é que torna a vida mais que
um evento e que faz dela uma expressão do celestial.
Tudo começa com oração
A minha oração é que, em algum momento, enquanto você estiver estudando este
manual, você receba uma revelação especial de Deus. Que você veja a igreja pelos
olhos de Deus e seja conquistado por uma visão celestial: a edificação de uma igreja
de vencedores. Deixe-se contagiar por estes dois sonhos: (a) multiplicar as células
(uma vez por ano) e (b) conquistar a nossa geração para Cristo. Mas, antes de tudo,
tire alguns minutos para escrever o que você está sentindo. Talvez você queira usar
as linhas abaixo para escrever uma oração a Deus.
Uma igreja de vencedores
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“NOSSO ENCARGO é edificar uma igreja de vencedores, onde cada
membro é um ministro e cada casa uma igreja, conquistando, assim, a
nossa geração para Cristo, através das células”.
Este é o nosso “slogan”, a nossa declaração de propósito. A primeira parte
dele diz que nosso encargo é edificar uma igreja de vencedores.
– O que é ser uma igreja de vencedores?
– É a igreja que cumpre o propósito de Deus.
– E qual é esse propósito?
– Ter um grupo de pessoas à Sua imagem e semelhança. Deus deseja que o
homem seja enchido com Ele mesmo como vida a fim de expressá-Lo e tenha o
Seu domínio para representá-Lo na terra.
O homem foi criado como um vaso para conter Deus dentro de si. Fomos
feitos como uma luva para conter a Deus. A luva é a imagem e semelhança da
mão, mas a mão é a realidade da luva. Uma luva é criada conforme a semelhança
da mão com o propósito de conte-la. Igualmente o homem foi criado à imagem
de Deus, com o propósito de conter a Divindade.
Uma vez que o homem recebe a Pessoa de Deus como vida dentro de si
mesmo, ele se torna um instrumento nas mãos de Deus. Para que o homem fosse
usado como instrumento, Deus deu a ele a seguinte ordem:
Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a;
dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e
sobre todo animal que rasteja pela terra. Gn. 1:28
Crescer e multiplicar
A primeira ordem dada ao homem, na velha criação, foi para crescer e
multiplicar-se. A mesma ordem nos é dada, hoje, na nova criação. Todos nós
recebemos a ordem de crescer e multiplicar (Mt 28.20; Mc 16.15). A diferença é
que Adão se multiplicava como alma vivente; hoje, porém nós nos multiplicamos
pelo espírito de vida (1 Co 15).
Uma igreja de vencedores, portanto, é aquela que cumpre o propósito
original de Deus: crescimento e multiplicação. Não há como cumprir o propósito
de Deus sem fecundidade e multiplicação; por isso, nossa visão exige multiplicar
cada célula pelo menos uma vez por ano. Um líder vencedor é aquele que
multiplica sua célula pelo menos uma vez por ano.
Sujeitar e dominar
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Deus também disse para o homem dominar, ou seja: deu-lhe a autoridade
para exercer o domínio como se fosse o próprio Deus. Qualquer um que visse
Adão saberia que ele representava Deus, pois, em tudo, era semelhante ao
Criador.
Conserve em sua mente estas duas palavras: imagem e domínio. Porque eu
tenho a imagem eu exerço o domínio. Imagem é para expressar (o próprio Deus)
e domínio é para exercer autoridade (de Deus).
Todos nós precisamos lidar com o inimigo sujeitando-o em todas as esferas
de nossas vidas (Mt 16.19; Mt 18.18; Rm 16.20). Sujeitar o inimigo significa
vencê-lo em todas as circunstâncias e não deixá-lo levar vantagem em nenhum
momento.
Quando sujeitamos e exercemos domínio, dizemos que estamos cumprindo
a visão de que cada crente é um ministro. O ministro sujeita e domina através da
oração e da autoridade no nome de Jesus.
Assim uma igreja de vencedores é aquela que cresce e se multiplica, mas que
também exerce domínio porque possui a imagem de Deus em seu caráter.
Guarde o propósito duplo de Deus: primeiro ele quer ter o homem a sua
imagem para exercer domínio, ou seja: ser um ministro; em segundo lugar Deus
deseja que esse homem se multiplique. Uma igreja de vencedores tem a visão
para conquistar a sua geração.
Não apenas salvos, mas vencedores¹
Sei que o entendimento comum no meio evangélico é que todo crente é um
vencedor. De fato isto é parcialmente verdadeiro.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores,
por meio daquele que nos amou. Rm 8:31-37.
Na verdade, todo crente é legalmente um vencedor por causa da vitória de
Cristo. Mas experimentalmente muitos vivem como derrotados. Os crentes
venecedores cumprem o propósito de Deus, enquanto os crentes derrotados
ignoram e desprezam o encargo de Deus para esta era.
Há uma diferença entre posição legal e posição experimental. Posição legal é
aquilo que, por direito, é nosso. Legalmente, já somos mais que vencedores –
Cristo já nos garantiu a vitória. Ele já pagou o preço da nossa Redenção na cruz e
subjugou todos os principados e potestades. Ele venceu. E assim, porque
estamos nele, nós também somos vencedores. A posição dele é a nossa posição
também.
Entretanto, posição experimental é algo bem diferente. Tomar algo
experimentalmente significa experimentar algo que já é verdade legalmente. Há
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muitos crentes que, legalmente são herdeiros de uma grande fortuna, mas,
experimentalmente vivem numa miséria absoluta. Sendo filhos do Rei, vivem
como se fossem escravos.
Em nossa igreja, adotamos este slogan: “O nosso encargo é edificar uma
Igreja de vencedores.” Vencedores são aqueles crentes que já experimentam, na
prática, daquilo que lhes pertence legalmente. Uma coisa é ser salvo, outra coisa é
ser vencedor.
Apesar de todo crente nascido de novo ser um vencedor legalmente,
sabemos que esta não é a experiência de todos. Na verdade existem muitos
crentes que são derrotados.
Talvez, você não concorde com esta tese e me questione: “Você está
dizendo que um crente derrotado é salvo?” Entenda isto: a condição para alguém
obter a salvação é uma, enquanto a condição para o salvo tornar-se vencedor é
outra. A salvação tem a ver com a vida eterna, que é um presente de Deus a todo
aquele que crê; agora, tornar-se um vencedor é algo relacionado com o galardão e
o reinado milenar com Cristo. A salvação é alcançada mediante a fé; a
recompensa, pelas obras que praticarmos diante de Deus.
A salvação – ter a vida eterna – é uma coisa; enquanto o reino – ser
vencedor – é outra coisa. A recompensa é apenas para os vencedores. Você pode
ter a vida eterna, você pode ter salvação e ainda assim viver como um derrotado.
Essa é uma questão muito séria.
Poucos se importam com a questão da recompensa ou do galardão que
receberemos diante de Deus. Ninguém se engane pensando que receberemos
galardão por que aceitamos a Jesus. Galardão tem a ver com trabalho feito para
Deus.
A grande recompensa dos crentes será reinar com Cristo, durante o milênio,
depois que Ele voltar. Mas deixe-me dizer-lhe algo: se você não está disposto
nem mesmo a liderar uma célula, como poderá reinar com Cristo? Se não existe o
desejo, o encargo de multiplicar a sua célula uma vez por ano, não haverá
galardão algum.
Numa igreja de vencedores cada membro é um ministro e todos se dispõem
a liderar uma célula multiplicando-a uma vez por ano. O sinal de que estamos
atuando como uma igreja de vencedores é quando as células se multiplicam.
NOTAS
Se você deseja compreender melhor a visão dos vencedores leia:
Watchman Nee, O dano da segunda morte (Árvore da Vida, 1996).
Watchman Nee, The King and the kingdom of heaven (Christian Fellowship
Publishers, 1978).
8
Watchman Nee, Aids to Revelation (Christian Fellowship Publishers, 1978).
Watchman Nee, Interpreting Matthew (Christian Fellowship Publishers, 1978).
Watchman Nee, Coleção o Evangelho de Deus (Árvore da Vida, 1993).
Watchman Nee, A igreja Gloriosa (Árvore da Vida, 1991).
Watchman Nee, A ortodoxia da Igreja (Árvore da Vida, 1990)..
CADA CASA UMA EXTENÇÃO DA IGREJA
NÓS SOMOS uma igreja em células.
É algo realmente gratificante ver tantas pessoas funcionando como membros
do corpo vivo de Cristo. Temos o privilégio de ver uma estrutura funcionando
com liberdade, sem temores e permitindo o desenvolvimento do pleno potencial
de cada um.
Em nossa igreja já não temos que convencer as pessoas a respeito de células,
nós apenas as vivemos em nosso dia a dia. Ainda temos sacerdotes profissionais
(Nada é perfeito!), mas cada crente tem funcionado como um sacerdote, um
ministro.
Vejamos agora o terceiro aspecto de nossa visão: “cada casa é uma extensão
da igreja”.
O prédio onde nos reunimos não é o retrato de nossa igreja. Ela poderia ser vista melhor
como um tabernáculo no deserto, perambulando de um lugar ao outro, acontecendo
simultaneamente por toda a cidade – nas casas.
Nas células existe uma mobilização natural para ajudar os necessitados. Os
mais velhos ensinam os mais novos o que é ser crente. Os pastores treinam os
novos líderes para o desempenho do serviço e todo o corpo se mobiliza para a
festa da colheita de almas. Afinal cada célula visa se reproduzir e se multiplicar
uma vez por ano. Falamos todos uma mesma linguagem e há uma unanimidade
santa de propósito entre todos. Em nosso coração sentimos que estamos
voltando para os primórdios da igreja do primeiro século.
Nós somos uma igreja em células.
Cada instituição é a cara do prédio onde se reune, mas a nossa igreja não
existe em função do prédio onde nos reunimos. O prédio para nós é apenas um
lugar de treinamento e celebração, a vida normal da igreja acontece em outros
lugares – no nosso dia-a-dia.
Apesar de, no Velho Testamento, Deus ter habitado num templo, isto já não
acontece no Novo Testamento. Hoje, nós somos o templo de Deus: ele habita
em nós. Assim, biblicamente falando, a igreja do Novo Testamento possui um
lugar de reunião, mas não possui templos.
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Os templos são uma grande contradição do cristianismo. Na verdade eles
não existiam até o segundo século. Se você procurasse pela igreja no primeiro
século você seria conduzido a um grupo de pessoas se reunindo numa casa. Não
havia nenhum prédio especial. No entanto, aquele foi o tempo em que a igreja
mais cresceu em número e na vida espiritual. ¹
Na verdade esses são os dois objetivos básicos da igreja: crescimento em
número e crescimento em fé e serviço. E olha, os prédios não ajudam em nada a
atingirmos isso. Não sou contra o uso de prédios como lugares para a reunião da
igreja. Creio que eles têm muitas lições a nos ensinar.
1. Prédios falam de imobilidade
O mover de Deus diz :”Ide”, mas nossos prédios nos dizem: “fiquem”. O
mover de Deus diz para “buscarmos os perdidos”, mas os prédios nos dizem:
“deixa que eles venham até nós”. ²
Uma igreja em célula é um Tabernáculo ambulante. É sempre móvel, é uma
peregrina. Nossa identidade não está associada a prédios. Prédios possuem um
utilidade meramente funcional, e não existencial.
2. Prédios falam de inflexibilidade
Faça você mesmo um teste. Vá a uma igreja onde o prédio seja a própria
identidade dessa comunidade. Avalie o grau de abertura para mudanças no meio
deles. Pode ter certeza: o resultado é zero. O prédio determina o tipo de igreja
que nele se reune. Tudo fica em função do espaço disponível. Mas a pior coisa a
respeito da falta de flexibilidade é a estagnação. Entra ano e sai ano, e aquela
igreja é a mesma. Sabe por quê?Porque ela e o prédio se confundem. Os prédios
mudam pouco, principalmente quando são caros e magníficos.
Na antiguidade, os judeus guardavam vinho em odres feitos de couro de
ovelha. Esses odres precisavam ser untados, frequentemente, por fora para não
se enrijecerem e se partirem perdendo-se todo o vinho. Assim a maior
necessidade de um bom odre era ser flexível. Isto era necessário por causa da
fermentação do vinho que emite gases e força a estrutura do odre.
Essa ilustração é incrivelmente clara. Odres (estruturas), precisam ser flexíveis porque o
vinho (Espírito Santo) é algo cheio de vida que produz movimentos e mudanças eventuais de
volume. E uma boa maneira de torna-lo flexível é sempre mantê-lo cheio do óleo. Nós somos
uma igreja flexível e aberta ao mover de Deus, justamente porque a nossa identidade está nas
células.
3. Prédios falam de impessoalidade
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Por si só os prédios são coisas impessoais. Apesar de em alguns momentos
inspirarem o culto, transpiram formalidade e distanciamento. Podemos estar
alegres e descontraídos, mas quando entramos num “templo” somos atingidos
por um espírito de impessoalidade. Nos tornamos imediatamente frios, distantes
e formais.
Esse tipo de problema não existe quando a vida da igreja extrapola os limites
do prédio, através das células. Estas definem tanto a nossa liturgia quanto a nossa
maneira de existir como igreja.
4. Prédios nos falam de orgulho
Uma das motivações da construção da Torre de Babel foi a perpetuação do
nome dos seus construtores. Eles queriam tornar-se célebres e famosos (Gn.
11:4). Grupos que estão a procura de ostentação e glória se preocupam muito
com prédios.
As células por outro lado não ostentam coisa alguma, estão em todo lugar:
nas casas, nas escolas, nas empresas. Não temos em que nos gloriar, a não ser no
poder de Deus.
Ao usar a analogia do templo, não estou dizendo que somos contra o prédio,
creio mesmo que eles são inevitáveis. Mas, cuidado! ! Quando a identidade de
uma igreja está ligada ao prédio, então a vida já se foi; o que restou foi uma
instituição morta.
Acabou-se o tempo em que a vida da igreja era algo que acontecia aos
domingos, nos templos. Numa igreja de vencedores ser cristão é um estilo de
vida que praticamos em nosso dia-a-dia. A igreja acontece em todo lugar: nas
ruas, nos colégios, nos supermercados, nos shoppings e acima de tudo nas casas.
Numa igreja de vencedores não recrutamos membros, fazemos discípulos.
Membros de igreja não podem alcançar muito para Deus, discípulos, porém,
conquistam nações. Se a visão entrar em você onde você for a igreja irá junto
com você. Se você se mudar para outra cidade, a igreja irá junto com você. Você
não vai à igreja, mas carrega a igreja aonde você vai.
NOSSO ENCARGO é ganhar a nossa geração para Cristo através de uma
igreja de vencedores. E uma igreja de vencedores é aquela onde cada um é um
ministro e faz de sua casa uma extensão da igreja. Através das células edificamos
uma igreja de vencedores e ganhamos a nossa geração. O alvo é edificar uma
igreja de vencedores; o meio são a células.
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Todo líder cristão sonha em encher sua igreja com milhares de vidas. Nós
sabemos que as células têm suprido esta ânsia em muitas igrejas. Elas são uma
base sólida para a manifestação dos dons, para o surgimento de líderes, para o
apascentamento das ovelhas e para a multiplicação. Através das células podemos
realizar o sonho de ver a nossa cidade completamente tomada por grupos que
expressam a Cristo em vida, amor e santidade.
Os grupos são uma possibilidade real de crescimento exponencial. Considere
a seguinte possibilidade: se uma igreja tem a maioria de seus membros em células
onde se reunem cinco pessoas, e se cada célula ganhar apenas uma única pessoa
ao ano, o número de membros dessa igreja poderia dobrar a cada cinco anos. Eu
penso que uma única alma por ano para um grupo é um alvo muito pessimista.
Mas suponha ainda que apenas 40% das células de uma igreja se
multiplicassem a cada ano. Crescer 40% ao ano significa que cada grupo de 10
pessoas ganhará apenas quatro em um ano inteiro, ou seja, uma pessoa a cada
três meses. Mas, mesmo com um crescimento de apenas 40% ao ano, uma igreja
poderia dobrar a cada dois anos. Assim, uma igreja de 200 membros terá, no
final de dez anos, 5.785 membros. O crescimento da Igreja deixou de ser uma
possibilidade remota e tornou-se um alvo realista e concreto. ¹
Todavia, cremos que é possível uma célula se multiplicar uma vez por ano.
Este é o nosso desafio e a nossa visão. Eu convido você para abraça-la. Nossa
geração, nossa cidade, nossa nação pode ser alcançada para Cristo. Para isso basta
que multipliquemos nossas células uma vez a cada ano.
Nós podemos transformar nosso país num exército de líderes de células os
quais, como você, abraçará, a visão de multiplicar as suas células anualmente.
Nós podemos fazer isso porque nós podemos todas as coisas naquele que nos
fortalece. Eu quero fazer isso, e você?
Pense nisso! Uma célula, normalmente, começa com seis ou sete pessoas.
Para duplica-la em um ano sua tarefa será levar esse grupo de seis ou sete pessoas
a ganhar uma pessoa a cada dois meses aproximadamente. Isto não me parece ser
um alvo tão difícil assim. Você pode fazê-lo! Centenas de outros líderes têm feito
isso todos os anos em nossa igreja.
Nós somos uma igreja em células.
Para nós, as células são a nossa maneira de sermos igreja. Não ficamos
preocupados em fazer coisas diferentes ou termos programações variadas em
nossa igreja. O que fazemos é concentrar-nos num único objetivo: levar cada
célula a se multiplicar a cada ano.
A nossa igreja acontece nas células. Ensino, cuidado mútuo,
compartilhamento, amor, encorajamento, dons, serviço, tudo acontece nas
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células e através delas. Até algum tempo atrás isso era um alvo, mas hoje já é uma
realidade.
Nós podemos ter uma série de outros programas suplementares tais como:
programas televisão, rádio, revista e ministérios sociais. Entretanto, é no trabalho
da célula que está o fundamento do crescimento constante e consistente.
Venha caminhar entre vencedores. Queremos contagiar você com esse
sonho de alcançar a nossa geração para Cristo. Esse pequeno manual é para dar a
você as primeiras direções de como conduzir uma célula e leva-la a se multiplicar
uma vez por ano. Nós podemos alcançar a nossa nação com líderes de célula que
multiplicam o seu grupo uma vez por ano. Não estamos convidando você para
nos ajudar num trabalho, estamos compartilhando com você o nosso sonho.
Venha sonhar conosco!
Se cada crente for um ministro e cada casa for uma extensão da igreja, então
seremos uma igreja de vencedores e, conseqüentemente, conquistaremos a nossa
geração para o Senhor! O propósito de Deus somente pode ser atingido pela
multiplicação, pela fecundidade, pela frutificação, pelo crescimento e pela
expansão. As células são apenas um meio; o fim é a edificação e a expansão do
Corpo de Cristo nesta geração!
O desafio é claro: cada líder deve multiplicar a sua célula uma vez por ano.
Esse é um ponto muito importante dentro da nossa visão, nunca será demais
enfatiza-lo. Nós podemos conquistar a nossa nação nessa geração se tivermos
líderes dispostos a multiplicar a sua célula uma vez por ano.
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Eu lhe convido para abraçar
a visão de contemplar a nossa geração
conquistada para o Senhor,
por meio de uma igreja,
onde cada membro é
um ministro.
Eu lhe convido a fazer parte
de um exército de crentes
que estão usando seus
dons para levar suas células
a crescerem e se multiplicarem,
uma vez por ano.
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EM NOSSA IGREJA, as células não são apenas uma estratégia que
escolhemos, dentre as muitas disponíveis. Elas fazem parte de uma visão de
como a Igreja deveria ser. O nosso objetivo não é simplesmente levar a nossa
igreja a crescer numericamente; nós desejamos estar, de fato, trabalhando na
edificação da Igreja como a noiva de Cristo.
Não consideramos as células uma doutrina, mas cremos que elas estabelecem
uma visão e definem o nosso modelo de igreja. Por esta razão somos tão radicais
na visão de células. Em nossa igreja, as células não são mais um dentre os muitos
departamentos em atividade; elas são a própria vida da Igreja. Um membro que
se recusa a participar de uma célula, está se excluindo da vida do Corpo.
Não somos uma igreja em célula por modismo, mas por convicções claras e
firmes. Vamos enumerar algumas razões porquê somos uma igreja em células.
1. Porque a igreja deve crescer e se multiplicar.
Assim como as células biológicas se juntam para formar o corpo humano, as
células da igreja se juntam para formar o Corpo de Cristo. Do mesmo modo
como o corpo humano cresce e se desenvolve através do processo de
multiplicação celular (cada uma delas, ao atingir a maturidade, se divide em outras
duas), a Igreja também cresce através da multiplicação de células sadias.
2. Porque queremos ser uma
comunidade terapêutica e transformadora.
Esta é a vocação da Igreja: ser um lugar onde há vida, libertação, cura e
aconchego. Queremos ser um povo que conhece e vive plenamente a Verdade.
Queremos ser uma comunidade carismática e missionária, que cresce na vida
interior e se expande para o exterior, para ganhar a nossa cidade, o nosso país e a
nossa geração! As células são a nossa estratégia.
3. Porque, para um crente crescer
saudável, ele precisa de ouvir e de falar.
Todos nós necessitamos de uma dieta espiritual equilibrada, que envolve
ouvir e falar. Em Romanos 10:17 vemos que a fé vem pelo ouvir a Palavra.
Quando participamos da reunião de celebração, o alvo é recebermos fé pelo
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ouvir. Por outro lado, se queremos crescer, precisamos também compartilhar o
que ouvimos. É pelo falar que somos cheios do Espírito; é pelo falar que
geramos, liberamos e ministramos vida! Nas reuniões de celebração ouvimos para
recebermos fé; e nas reuniões da célula, falamos para crescermos em fé!
4. Porque a Igreja deve ser um edifício
e não um amontoado de pedras.
Para muitos hoje, no meio evangélico, a Igreja não passa de um prédio feito
de concreto. Chegam mesmo a reverenciar o lugar e cometem a heresia de
chamá-lo “Casa de Deus”. Eles dizem que estão indo à igreja se referindo ao
edifício. Este é um conceito completamente equivocado, pois a Igreja somos nós
– as pedras vivas(I Pe 2:5) que após sermos edificados mutuamente somos
constituídos habitação de Deus no Espírito (Ef 2:20-22).
A Igreja, indiscutivelmente, não é o prédio onde nos reunimos. No entanto,
ainda assim é um edifício, ou seja: um edifício espiritual feito de pedras vivas. A
palavra de Deus nos diz que a Igreja é uma construção e como tal requer uma
planta, um alicerce e materiais adequados para a sua edificação.
Toda Igreja local deve ser um edifício. Todavia, um grupo de crentes pode se
reunir aos domingos e ainda assim não ser um edifício. Para isto, as pedras
devem estar edificadas mutuamente e ligadas pela argamassa do Espírito. Pedras
isoladas e amontoadas aos domingos não constituem um edifício. Assim como
um depósito de tijolos não é uma construção.
Você percebe a diferença entre um edifício e um depósito de material de
construção? Tudo que está no edifício também está no depósito, mas com um
única diferença: no edifício, os materiais estão edificados dentro de um projeto e
uma visão.
Desejamos ser uma grande igreja onde os vínculos entre os irmãos são
preservados. Mas a única chance de atingirmos esse alvo é edificando a igreja nas
16
reuniões menores, ou seja: nas células. Numa igreja (estruturada em
departamentos) onde se reúnem mais de duzentas pessoas, torna-se difícil a
manutenção de vínculos satisfatórios. Já na igreja estruturada em células, esse
problema não existe.
5. Por que a Igreja deve ser um Corpo.
Referências: Ef 4:15,16, I Co 12:12-27.
Para ser um corpo pelo menos duas condições são necessárias: os membros
precisam estar ligados e também precisam estar funcionando. Vejamos primeiro a
questão de estar vinculado.
Se pegarmos pernas, braços, cabeça, tronco, e os ajuntarmos, teremos um
amontoado de membros. Ter um amontoado de membros em nossas reuniões
não faz de nós um corpo! Para ser um corpo, os membros precisam estar
vinculados - ligados uns aos outros - para que o sangue da vida de Deus circule
entre eles. Nós somos uma igreja em células porque desejamos ser um organismo
vivo, e não uma mera organização!
Vamos fazer uma breve comparação entre um organismo e uma
organização.
No organismo os membros estão vinculados; na organização
estão associados.
No organismo os membros têm funções; na organização têm
cargos.
No organismo cada membro tem um ministério; na
organização têm mandatos.
Na organização, trabalhamos por responsabilidade ou
recompensa; no organismo temos encargos no coração.
Na organização a autoridade é pelo cargo; no organismo a
autoridade vem pela vida e pelo reconhecimento.
A organização é algo morto e o organismo é essencialmente
vivo.
17
Mas o corpo não é apenas uma questão de ter membros vinculados, é
também, necessário que os membros funcionem e exerçam seus dons.
Nas igrejas convencionais, as pessoas somente podem exercer seus dons nos
cultos. Por isso não vemos ali o corpo funcionando. Se fôssemos dar
oportunidade para cada membro participar do culto de domingo, precisaríamos
de uma eternidade para que todos exercitassem os seus dons. É uma situação
impossível. Todavia, a Palavra de Deus, em I Coríntios 14:26, nos mostra o
padrão bíblico de reunião e nesse padrão todos devem participar.
“Que fazer irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo,
outro doutrina, este traz revelação aquele outro língua, e
ainda outro interpretação. Tudo seja feito para
edificação.”
Não podemos simplesmente dizer que não é mais possível praticarmos, nas
reuniões da igreja, o padrão da Palavra de Deus. ² Cremos que o padrão de
Coríntios deve ser aplicado. Esse é o segredo da edificação da igreja e do seu
crescimento. Mas, evidentemente esse padrão somente pode ser atingido nas
reuniões da célula. É preciso enfatizar que a reunião da célula é tão importante
quanto as reuniões gerais de celebração. Um crente que deixa de participar da
célula está comprometendo o seu próprio crescimento espiritual, do mesmo
modo que, aquele que deixa de participar da reunião geral de celebração, está se
privando do alimento da fé. Nós precisamos desses dois tipos de reuniões para
crescermos apropriadamente.
Os dons são um grande instrumento para a edificação e o crescimento da
Igreja. Quando há profecia, fé, milagres, curas, palavras de sabedoria e de
conhecimento, os incrédulos são impactados e os crentes, renovados na sua fé. A
célula é o lugar mais apropriado para a manifestação dos dons do Espírito
disponíveis a todo membro do corpo.
6. Porque a igreja precisa
ser uma grande família.
De um modo geral, as pessoas estão carentes de amor e aceitação. Por isso,
precisamos ser a resposta de Deus para os seus anseios! A igreja precisa ser uma
18
grande família. A sociedade está cheia de pessoas feridas e desajustadas
emocionalmente, as quais somente serão alcançadas através de um ambiente de
amor e aceitação familiar. É justamente esta a visão que temos para as células de
nossa igreja: que cada uma célula seja um grupo familiar onde as pessoas são
aceitas e amadas.
Na mente de todo homem, o lar é o ponto de convergência - o lugar de
aceitação e de expressão incondicionais, o lugar de acolhimento e aconchego.³ A
Igreja, dentre tantas ilustrações bíblicas, é um lar, que deve ter todas estas
expressões de vida e amor. É por isso que somos uma igreja em células, porque
desejamos ser um lugar de acolhimento em amor.
7. Porque não há uma
maneira melhor de se fazer discípulos.
O plano de Deus para formar discípulos espiritualmente maduros envolve
colocá-los dentro de um contexto de grupos pequenos, ou seja, células. Ninguém
jamais escalou o monte Everest sozinho, mas, a cada ano, pequenas equipes o
fazem, atingindo as maiores alturas!4
8. Simplesmente porque podemos
ganhar a nossa geração, com células que se
multiplicam pelo menos uma vez por ano.
As células são uma estratégia leve, ágil e feroz, diz Ralph Neighbour. 5 O
inimigo pode até resistir a grandes líderes e ministérios, mas como ele poderá
resistir a todo o Corpo de Cristo, funcionando em milhares e milhares de células?
As portas do Inferno não poderão nos resistir!
9. Porque nós cremos na restauração da Igreja.
O clericalismo e o templismo são impedimentos sérios para o cumprimento
do plano de Deus. Ministros profissionais e templos fechados não podem
produzir a Igreja do Novo Testamento. As células são um manifesto de
restauração – o retorno às origens, onde cada membro é um ministro e cada casa
uma extensão da igreja.
¹ Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).
² Ralph Neighbour, Where do we go from here (Touch publications, 1990).
³ Apostila do Ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995).
19
4 Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).
5 Ralph Neighbour citado no Manual do ano da Transição
(Ministério Igreja em células, 1995).
NO VELHO TESTAMENTO, o povo se encontrava com Deus no
Tabernáculo de Moisés e depois no templo de Salomão. Ali era o lugar onde
Deus morava. Se alguém quisesse buscar a Deus, deveria ir até aquele lugar.
Havia um lugar designado para servir a Deus e as ofertas deveriam ser entregues
ali. Hoje, no tempo da nova aliança, Deus já não habita em lugares feitos por
homens. Nós somos a habitação de Deus. Cada um individualmente é habitação
de Deus e, como igreja, somos individualmente pedras, e estamos sendo
edificados mutuamente para a habitação plena de Deus, no Espírito.
Em I Coríntios 3:16 Paulo nos adverte:
“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de
Deus habita em vós?
E outra vez, em I Coríntios 6:19, ele repete a pergunta:
“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do
Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de
Deus, e que não sois de vós mesmos?”
E ainda, no verso 17, ele mesmo nos dá a resposta:
“aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele.”
Individualmente somos habitação de Deus e, como Igreja, estamos sendo
edificados casa de Deus, como diz em Efésios 2:20-22:
“... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas,
sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual
todo edifício bem ajustado, cresce para santuário dedicado
ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo
edificados para habitação de Deus no Espírito.”
Também, em I Pedro 2:5, entendemos que a verdadeira casa espiritual somos
nós:
“... também vós mesmos como pedras que vivem, sois
edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a
fim de poderdes oferecer sacrifícios espirituais agradáveis
a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”
20
Durante os três primeiros séculos, a igreja não tinha templos. E foi neste
período que ela experimentou o maior crescimento de sua história. Os irmãos se
reuniam basicamente nos lares e usavam lugares neutros como sinagogas e
anfiteatros apenas para evangelizar. A igreja era uma igreja nos lares.
Em Atos 2:46 Lucas diz que
“diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o
pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com
alegria e singeleza de coração.”
pois,
“todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam
de ensinar, e de pregar a Jesus, o Cristo.”
Depois de saírem da prisão Paulo e Silas se dirigiram para a casa de Lídia que
era o lugar onde os irmãos se reuniam.
“Tendo-se retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de
Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram (Atos 16:40).
Falando aos presbíteros de Éfeso, Paulo os exorta dizendo que ele próprio
jamais havia deixado de anunciar coisa alguma proveitosa, de ensinar
publicamente e também de casa em casa (Atos 20:20).
Em Romanos 16:5 e I Coríntios 16:19 Paulo faz uma saudação a igreja que
se reúne na casa de Áquila e Priscila.
“No Senhor muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem
assim, a igreja que está na casa deles.”
Ao que tudo indica não era uma reunião temporária mas uma prática normal
da igreja.
Em Colossenses 4:15 Paulo saúda os irmãos de Laodicéia, a Ninfa e à igreja
que ela hospedava em sua casa.
E finalmente, em Filemon 1:2, ficamos sabendo de uma igreja que se reunia
na casa de um certo irmão Arquipo:
“...e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas,
e à igreja que está em sua casa.”
No Velho Testamento, quando Moisés se sentiu cansado, por causa do peso
do trabalho, a orientação dada por Deus nos faz lembrar as células. Todo o povo
deveria ser dividido em grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez pessoas.
Cada grupo com o seu líder (Êxodo 18:1-27). Foi uma estratégia dada
diretamente por Deus. É impossível um único líder cuidar de centenas de
pessoas.
21
Jesus priorizou um grupo pequeno de pessoas no seu ministério. E apesar de
ter gasto um tempo considerável ensinando nas sinagogas e ao ar livre, parece
que dava especial atenção a grupos pequenos quando separou setenta e os enviou
de dois em dois (Lucas 10:1), e também nas inúmeras vezes em que ministrou em
casas. (Marcos 1:29-34, 2:15,3:20-34, 7:17, 9:28, Mt.10:12-14, Lc 10:5-7).
“Quando olhamos para a história da igreja, notamos que a igreja nas casas
tem sido a forma de expressão comum da igreja cristã.
Quando Constantino se tornou cristão, houve uma grande mudança da
adoração subterrânea nas catacumbas e das igrejas nas casas para as catedrais. A
igreja nas casas, que tinha sido o símbolo de comunidade e espiritualidade,
desapareceu da estrutura da igreja. No entanto, parte do movimento monástico e
alguns grupos sectários continuaram com a igreja nas casas como uma tradição
paralela.
Na época da Reforma protestante a corrente principal da reforma continuou
atada às catedrais, mas os anabatistas, que não tinham prédios de igrejas, se
reuniam em casas para adoração e crescimento espiritual. Os pietistas se
tornaram a expressão mais marcante da igreja nas casas logo após a reforma.
Dois séculos depois encontramos um importante personagem da história da
igreja: João Wesley. Ele foi profundamente influenciado pelos morávios. Ele
criou os chamados “clubes de santidade”. Esses “clubes de santidade” se
tornaram a base para o avivamento Wesleyano. Eles funcionavam basicamente
como as células de hoje e se espalharam por todo o mundo.
As igrejas que mais crescem hoje no mundo são igrejas em células. Isso é
causado pela ação poderosa do Espírito Santo, o qual está restaurando a noiva de
Cristo para a glória do “ primeiro século.”¹
AS CÉLULAS não são um ministério novo dentro da igreja; elas são a igreja
funcionando. Não há um ministério de células; há ministérios nas células. As
células são uma maneira de nos organizarmos e de sermos expressivos e
eficientes dentro da visão que Deus nos deu. As células são a nossa maneira de
sermos igreja.
Nós somos uma igreja em células. Uma igreja em células é aquela onde existe um
equilíbrio entre as células e as reuniões de celebração. Os grupos não são opcionais e nem
tampouco um ministério. Nessas igrejas, os líderes-chave são os líderes das células e todo o
processo de liderança é integrado e descentralizado, para que os líderes de grupo tenham
autonomia para apascentar. Ali, os ministérios fluem através das células e acaba-se com a
distinção entre clérigos e leigos, sendo os grupos, normalmente, homogêneos. ¹
22
Na igreja em células há um equilíbrio entre as reuniões da célula e as
reuniões de celebração. Bill Beckham define uma igreja em células como uma
igreja de duas asas, onde uma asa é a célula e a outra a celebração de domingo. Se
as duas asas estão equilibradas, a igreja poderá voar para posições mais altas. Não
podemos admitir que os irmãos participem apenas de uma das reuniões;
precisamos das duas. ²
O que são reuniões de celebração?
São reuniões semanais, onde todas as células se reúnem para adoração e
treinamento. Essas reuniões acontecem a cada Domingo, no prédio da igreja. Elas
são muito importantes e nenhum membro deveria faltar a elas.
Diferenças entre a reunião
de celebração e a reunião da célula
Na celebração, ouvimos para gerar fé; na célula, falamos para
crescer em fé.
Na celebração, fazemos oração de guerra a nível estratégico;
na célula, fazemos oração de guerra a nível pessoal.
Na celebração, buscamos libertação; na célula, mantemos a
libertação.
Na celebração, o alvo é treinamento; na célula, o alvo é
discipulado.
Na celebração, o alvo é ministrar a Palavra; na Célula, o alvo é
praticar e compartilhar a Palavra.
Na celebração, aprende-se com o pregador; na célula,
aprende-se uns com os outros.
Na celebração, temos testemunho e evangelismo de massa; na
célula, temos testemunho e evangelismo pessoal.
23
Durante muitos séculos a igreja tem ignorado as reuniões pequenas e tem
enfatizado somente as reuniões gerais de celebração. Isto fez com que a igreja se
tornasse uma igreja de uma única asa: tornou-se desequilibrada e incapaz de voar
apropriadamente. Veja o que mudou na igreja, quando ela trocou o grupo
pequeno pelo grande:
A Ceia do Senhor transformou-se em um mero ritual.
O estilo de liderança tornou-se profissional.
O discipulado virou treinamento.
A oferta virou um negócio com Deus.
O testemunho tornou-se uma venda.
Deixou-se de participar do culto para assistir ao culto.
O uso dos dons mudou da edificação para o impressionismo.
O membro tornou-se um simples consumidor.
O crescimento mudou da multiplicação para a adição.
Os edifícios mudaram de funcionais para sagrados.
Nós somos uma igreja em células. Trabalhamos para ver as células em pleno
funcionamento. Para tanto demonstramos claramente aos membros que as
células são a prioridade. Fazemos isso de diversas formas:
Os líderes de grupo são honrados e reconhecidos
publicamente e recebem um tratamento especial;
A preparação para o batismo é feita na célula;
O batismo é feito pelos pastores junto com os líderes de
célula;
Ninguém se batiza a menos que esteja numa célula;
Para participar de um ministério de apoio (como o louvor,
por exemplo) o membro prcisa ter a recomendação do líder
de sua célula;
Ministramos a ceia e coletamos ofertas na célula;
Uma pessoa somente pode receber ajuda ada assistência social
pela recomendação do líder de célula;
24
Nunca permitimos que as programações especiais na igreja
atrapalhem as reuniões da célula de modo que estas sejam
canceladas.
Estas medidas práticas trazem seriedade ao grupo e estimulam a participação
da igreja. Na prática toda a estrutura de funcionamento da igreja tem como base a
célula.
¹ O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995). Esse conceito de igrejas em células
e igrejas com célula foi desenvolvido por Ralph Neighbour.
² O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995). O conceito da igreja de duas asas
foi concebido por Bill Beckham.
UMA CÉLULA é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas,
reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o
Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar
pessoas ao Evangelho.
Cada célula deve ter no mínimo cinco pessoas e não deverá ultrapassar o
limite de quinze. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Ex 18.21) e Jesus
liderou doze. Quinze pessoas é o número ideal de membros para uma célula.
Quando atingir esse limite, a célula deve se multiplicar.
1. Onde a célula se reúne?
Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir também em
empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios)
e em qualquer lugar onde haja um mínimo de silêncio e privacidade. Só não
recomendamos reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não
se reunir numa casa, naturalmente não haverá ali a figura do anfitrião. A maioria
das nossas células acontecem em residências.
2. Por que uma célula não pode
ter mais que quinze pessoas?
Não há tempo suficiente numa reunião para mais de quinze pessoas
receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder,
mesmo com um auxiliar, apascentar mais de quinze pessoas. Também, as casas,
normalmente, não comportam mais do que quinze pessoas numa sala, para uma
reunião.
25
A razão para se limitar o número de pessoas numa reunião de células tem
muito a ver com as “linhas de comunicação”. Ralph Neighbour enfatiza essa
questão com muita clareza: “Quando duas pessoas se encontram, existem duas
linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro
pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e
quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas
reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é
apropriada.”
3. Cuidado! Isso pode
não ser uma célula!
Existem alguns tipos de grupos que não são células. Assim precisamos
também saber o que não é uma célula. ²
a. Grupo de oração
Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte
atitude: “- O que esse grupo pode fazer por mim?”
b. Grupo de estudo bíblico
O problema deste tipo de grupo é que ele não estimula o compartilhar de
necessidades e nem a verdadeira comunhão; pelo contrário, tende a se tornar um
grupo restrito e fechado, onde o incrédulo não é bem-vindo.
c. Grupo de discipulado
Este tipo de grupo procura um crescimento espiritual num ambiente fechado
e exclusivista.
d. Grupo de cura interior
É um tipo de grupo que usa técnicas da psicologia para buscar cura para os
seus traumas emocionais. Todos eles são estéreis, melancólicos e introspectivos.
e. Grupo de apoio
Grupos assim são semelhantes a alcoólicos anônimos: as pessoas se reúnem
para falar de seus problemas, vez após vez, semana após semana.
f. Ponto de pregação
26
Grupos assim têm como deficiência básica o fato de não compartilharem a
realidade da vida do Corpo. As pessoas vêm e vão e o grupo é só um
ajuntamento.
g. Qualquer grupo com as seguintes características:
Grupo fechado, criado só para as pessoas de um
departamento da igreja.
Qualquer grupo que não tenha a multiplicação como objetivo.
Qualquer grupo que não se submeta à liderança geral das
células.
Qualquer grupo que seja apenas uma reunião social.
Cuidado! Não se engane! Esses grupos acima não são células!
4. Como é uma célula?
A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja umdos seus
ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado
aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a
edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que
seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo
básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada um desses
grupos.
A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula
não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para
gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.
Nesse contexto, célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se
nas casas. Não existe algo tal como um ministério de células; as células são o
lugar onde os ministérios fluem.
A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da
reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece
a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas.
Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica
da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.
a. A célula não é um lugar onde, a cada semana, comparece um
grupo diferente de pessoas.
Apesar da reunião de célula não ter como objetivo o evangelismo, o visitante
será sempre bem-vindo. Na verdade, a célula visa à multiplicação, enquanto a
reunião propriamente dita está voltada para edificação.
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Ainda que a reunião não seja evangelística, todo o projeto final da célula visa
à multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E
o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A
reunião do grupo funciona como um lugar de treinamento e motivação, para que
cada um possa enfrentar, com ousadia, a guerra lá fora.
b. Uma célula possui endereço
e dia certo de reunião.
Existem igrejas onde a reunião da célula é feita, a cada semana, na casa de
um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado, que
um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade,
constância e segurança.
c. A célula se reúne regularmente.
A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um
lugar de reunião; é preciso que o grupo se reúna numa base regular,
semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído
sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade
e de aceitação.
d. A célula é homogênea.
Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características
gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar.
Em nossa igreja, as células são padronizadas por faixa etária e não por sexo.
Assim, temos redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (mas
temos também algumas células mistas).
¹ Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995). Esse conceito de
linhas de comunicação foi desenvolvido por Ralph Neighbour.
² Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).
28
UMA CÉLULA é mais do que a reunião semanal. A reunião é o encontro
dos membros da célula que acontece a semana toda. Não queremos apenas ter
cultos nos lares; nós queremos edificar células.
A diferença entre estas duas coisas é muito grande. Um culto caseiro é uma
reunião realizada numa casa, onde os presentes não estão necessariamente
vinculados e, às vezes, nem mesmo se conhecem. A célula, por outro lado, é mais
que uma reunião; é um grupo de irmãos que estão ligados e vinculados entre si.
Esses irmãos buscam, ao mesmo tempo, uma vida de comunidade e almejam
multiplicar-se pelo menos uma vez por ano. A célula é maior que a sua reunião e
vai muito além dela.
Resumimos os objetivos da célula em quatro pontos:
Comunhão. Visa ao desenvolvimento de uma vida compartilhada, alvos
comuns e aliança mútua entre todos os membros.
Ensino. A célula oferece o ambiente para crescimento espiritual,
aprendizado prático e disciplina em amor.
Multiplicação. A célula é o lugar por onde inserimos novos membros na
igreja. É nela que alimentamos, guardamos e suprimos os novos irmãos.
Serviço. Na célula, cada membro é um ministro. Ali, os membros exercitam
os seus dons para o serviço mútuo.
A seguir, apresentaremos, em detalhes, cada um desses objetivos.
1. Comunhão
A igreja é um corpo vivo. Nela, através das células, os vínculos de comunhão
do Corpo são edificados. Esses vínculos são importantes, pois eles propiciam a
29
circulação de vida. A Palavra de Deus diz que o sangue é vida; é um símbolo
perfeito da vida do próprio Deus, pois aquilo que o sangue faz em nosso corpo
físico, a vida de Deus faz na Igreja – o corpo de Cristo. O sangue realiza, pelo
menos, cinco funções no corpo:
retira as impurezas;
mata os germes;
alimenta as células;
trás energia e
mantém a temperatura.
a. A comunhão retira as impurezas
Em primeiro lugar, sangue tem o poder de retirar as impurezas do nosso
organismo. Do mesmo modo a vida de Deus – circulando entre os membros do
corpo – expele todo tipo de impureza na vida dos membros. Quanto mais a vida
de Deus fluir em um grupo maior será a expressão de santidade pessoal.
A vida de Deus se manifesta plenamente nos relacionamentos. Quando
estamos conectados uns aos outros, em vínculos de amor e comunhão, a vida
espontaneamente, eliminando as impurezas do pecado. Se tudo na igreja se
resume em fazer coisas, então nos tornamos uma organização morta. Uma
organização morta é apenas uma instituição, um monumento. Mas um corpo
acontecerá quando formos membros uns dos outros e, ajudados e consolidados
pelo auxílio de toda junta, efetua o seu próprio crescimento pela vida de Cristo
(Rm 12.5; Ef 4.16)
b. A comunhão mata os germes
Um dos componentes do sangue são os leucócitos ou glóbulos brancos, cuja
função é promover a defesa do organismo celular e imunitária. Em outras
palavras, ele são os agentes de defesa do corpo humano. Eles têm a propriedade
de atacar e destruir os germes invasores do organismo. Semelhantemente, a vida
de Deus, que circula entre os membros do Corpo de Cristo, destrói as setas do
diabo e expulsa os demônios invasores.
Cada membro do corpo precisa compreender a importância de estarmos
juntos, de ministrarmos uns aos outros, de funcionarmos como membros de um
corpo. Tal funcionamento não tem nada a ver com o prédio, é uma relação viva
no meio das células.
c. A comunhão alimenta as células
30
Assim como os membros do corpo humano são supridos e alimentos pelo
mesmo sangue que circula entre eles, a vida de Deus também supre e alimenta os
membros do Corpo de Cristo em comunhão uns com os outros. Os membros
podem ser muitos, mas a vida que circula entre eles é a mesma: a vida de Deus.
Muitos podem testificar que são alimentados nos cultos pela Palavra
ministrada, e isto é bom e necessário. Mas há um tipo de fortalecimento que é
mais que aprender algo novo, é ver e ouvir repetidamente o mesmo ensino no
relacionamento espontaneo entre irmãos. A comunhão alimenta o membro e
fortalece a vida.
d. A comunhão trás energia
Ainda que a forma e o estilo de comunhão variem, o crente que não
experimenta uma vida de intimidade com uma célula de irmãos já perdeu o real
sentido do que significa ser membro do corpo.
Quando estamos vinculados uns aos outros, somos supridos de energia e
vigor espiritual. O poder de Deus é a sua prórpia vida liberada através da
comunhão. Uma coisa é a oração individual, mas outra muito diferente e mais
poderosoa é a oração em um grupo. O mesmo se pode dizer da adoração, do
louvor e da celebração. O sangue da vida de Deus é poder disponível a todos
quando estamos conectados no corpo.
e. A comunhão mantém a temperatura
Enfim, é o sangue que tem a propriedade de manter a temperatura do nosso
corpo humano. Uma célula cheia de vida, invariavelmente será um lugar quente,
cheio do fogo do Espírito. Quando não há vida os membros se tornam frios, mas
se o sangue circula entre eles a temperatura se elevará. Existem muitos que se
esfriaram porque estão sós. Individualismo, definitivamente, é uma palavra que
não combina com cristianismo. Uma brasa sozinha logo se apaga.
Sei que os evangelistas podem me apedrejar por dizer isso, mas a Bíblia fala
muito mais de comunhão da igreja do que de evangelismo. Creio mesmo que a
melhor estretégia de evangelismo é a verdadeira e genuína comunhão entre os
irmãos. Jesus disse que o mundo nos reconheceria como seus discípulos se nos
amássemos uns aos outros. É através da comunhão que testemunhamos desse
amor.
Você notou quantas coisas a vida de Deus pode operar em nós? Basta que os
membros estejam devidamente ligados pelo auxílio “de toda a junta, segundo a
justa cooperação de cada parte” (Ef 4.16).
Precisamos ser cuidadosos para que a nossa comunhão não se transforme
em clube social e, assim, sermos distraídos por outras coisas.
31
Tudo isso foi dito para mostrar o quanto é importante a questão dos
vínculos de comunhão dentro da Igreja. Por isso, cada líder deve priorizar a
comunhão do seu grupo.
Cada membro do grupo deve estar vinculado a outro membro em amor e
também em sujeição de autoridade. Cada um deve ter alguém a quem se sujeitar
em amor para receber edificação pessoal, e suprimento em amor. O discipulador
natural de uma pessoa é aquele que o ganhou para Cristo, mas mesmo aqueles
que já têm muitos anos de convertidos devem se submeter a outro que seja
reconhecido como mais maduro e experiente na fé. Não deve existir ninguém
sem vínculo.
2. Ensino
Cada grupo precisa ter um nível forte de compartilhamento da Palavra.
Quando falo de nível, não me refiro à erudição, nem à cultura dos irmãos, mas ao
fogo que queima, quando a palavra é ministrada. Quando temos o coração
incendiado pela palavra, contaminamos todo o grupo.
O ensino ministrado deve ser fruto de revelação. O líder não precisa saber
muito, mas aquilo que ele falar, por mais simples que seja, deve vir do coração,
fruto da luz de Deus no seu espírito. Uma Palavra forte não é necessariamente
profunda ou erudita. Conta-se que quando Evans Roberts pregava, às vezes ele
não dizia muita coisa, apenas repetia algumas frases do tipo: “Deus ama você.”
Acontece que ele dizia isto com o coração queimando, e o seu auditório era
fortemente impactado. Talvez não tenham aprendido algo profundo, mas foram
ministrados de forma correta.
Este é o segundo objetivo do grupo: compartilhar a palavra de Deus com
vida. Não é ensinar muito, mas ensinar de forma correta, com revelação.
3. Multiplicação
Cada célula deve se multiplicar pelo menos uma vez ao ano. Para que esse
alvo seja alcançado, é necessário ganhar e consolidar as pessoas. Assim, a célula
não é somente para ganhar, mas também para consolidar e cuidar das novas
ovelhas. A multiplicação é fruto de ganhar e consolidar.
Todo novo convertido é como uma criança e como tal necessita de alguns
cuidados básicos. Tal qua uma criança, ele necessita de cinco coisas:
Alimento.
Proteção.
Ensino.
Disciplina.
32
Amor.
Estes cuidados não podem ser dados de maneira massificada, mas individual.
a. Alimento
Todo novo convertido necessita de uma dieta balanceada. Se não for
alimentado nesta fase da vida espiritual, poderá tornar-se um crente
problemático, se não morrer de inanição. Na célula eles são alimentados com
palavras de fé, de encorajamento e de ânimo.
b. Proteção
Além de alimento o recém-nascido precisa de proteção. A rotatividade na
igreja é fruto de falta de cuidado e proteção. O lobo entra e leva a ovelha, pois
não há pastores guardando o rebanho. Líderes de célula são pastores vigiando o
rebanho. Até que o novo convertido aprenda a caminhar sozinho, é fundamental
a proteção de um pai espiritual.
c. Ensino
O termo ensino aqui, não se refere simplesmente ao aprendizado de
doutrinas, mas à aquisição de hábitos espirituais. O ensino aponta para a conduta
e as atitudes que devem ser desenvolvidas no novo crente. Se, por exemplo,
quando criança o crente não é ensinando a ser dizimista, é difícil ser mudado
depois de velho na fé. É na célula que a criança espiritual recebe o ensino.
d. Disciplina
Todo novo convertido deve ser alimentado, protegido, ensinado e também
corrigido, quando sair do padrão da Palavra. . Na célula, existe um ambiente para
ele ser exortado, admoestado e corrigido em amor.
e. Amor
Por último, a criança na fé precisa ser amada. Todos vimos para a vida da
igreja com nossas emoções destruidas. Entretanto, o amor paciente dos irmãos
na célula restaura a nossa alma. Uma criança só recebe amor e suprimento
adequado em um ambiente famíliar. E a proposta das células é justamente esta:
ser uma família vinculada pelo amor. Nesse ambiente familiar, nossos filhos serão
supridos e, de forma alguma, nenhum deles se extraviará.
4. Serviço mútuo
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Muita gente pensa que servir a Deus é fazer coisas na igreja, como cantar,
orar e pregar. Poucos percebem que servimos a Deus quando exercitamos nossos
dons e conhecimentos para ajudar e edificar as pessoas, sejam irmãos ou não. Se
você tem filhos e é experiente em cuidar de crianças, ajude as novas mães
ensinando-as como cuidar dos filhos; outros podem servir de babá para que um
casal possa passear um dia a noite; ou ainda, se alguém não pode pagar um
cursinho, poderíamos ajuda-lo com aulas para o vestibular. São tantas as
possibilidades de ajuda mútua e serviço, que não poderíamos enumera-las aqui.
Jesus disse que seríamos conhecidos como seus discípulos se nos amássemos
uns aos outros. Não existe melhor forma de expressar o nosso amor do que
servindo os nossos irmãos.
Quando uma célula atinge esses quatro objetivos: comunhão, edificação,
multiplicação e serviço, ela se torna uma pedaço do céu na terra.
MULTIPLICAÇÃO É O PROCESSO pelo qual uma célula se divide em
duas, quando atinge o número de 15 membros. Todavia, jamais dizemos que uma
célula se dividiu ou rachou em duas; sempre dizemos que ela se multiplicou em
duas. Multiplicar é positivo, enquanto que dividir, nesse contexto, é negativo.
Multiplicar-se é o alvo primário de cada célula.
Normalmente, uma célula começa com sete ou oito pessoas. Sendo assim,
precisamos alcançar apenas uma pessoa a cada dois meses, aproximadamente,
para atingirmos o objetivo de multiplicarmos a célula uma vez por ano. Este é
um alvo perfeitamente alcançável! Para atingir esse objetivo, o líder deve
apresentar o alvo para todo o grupo e mostrar sua praticidade e simplicidade.
Como é feita a multiplicação?
Na multiplicação da célula, o líder mais experiente sai com a metade dos
membros para formar outro grupo. O líder mais novo fica com a outra metade
na célula que já está funcionando. A distribuição dos membros entre os grupos é
feita pelo líder, com o auxíliio do seu discipulador, que deve acompanhar todo o
processo. O alvo de cada célula é multiplicar-se pelo menos uma vez ao ano.
Formas de multiplicação
1. A multiplicação por tempo decorrido.
Uma célula não deveria demorar mais do que um ano para se multiplicar. Se
um grupo após um ano ou mais, ainda não se multiplicou, é necessário
multiplicá-lo assim mesmo, ainda que não tenha atingido o número de 15
pessoas, se não jamais romperá. Esse é o caso onde todos os crentes já são
maduros e estão aptos a iniciarem uma nova célula.
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2. A multiplicação em mais de dois grupos.
Esta situação ocorre quando uma célula cresce de maneira explosiva. Num
mês estava com doze pessoas, e no mês seguinte mais quinze pessoas foram
acrescentadas ao grupo. Assim, depois de consolidar os novos convertidos, é
possível multiplicar essa célula em quatro. Esta situação tem se tornado muito
comum entre nós.
3. A criação de uma
“célula embrião” – ou grupo pioneiro.
São células que se iniciam do zero. Não são fruto de uma multiplicação.
Existem muitos irmãos com o dom de evangelista dentro da igreja. Tais irmãos
possuem a habilidade especial de começar um grupo do zero. Muitas vezes, nem
a casa para as reuniões eles têm, a princípio. Eles ganham uma família, vão para a
casa dela e, a partir dali, começam uma célula. Recomendamos que essa estratégia
seja usada somente por líderes com o dom de evangelista.
Considerações para
se fazer a multiplicação
1. Relacionamentos
Na hora de distribuir as pessoas entre as duas novas células, o primeiro
critério a ser considerado são os relacionamentos e vínculos pessoais dentro da
célula. Se alguém ganhou o outro, ambos devem ficar juntos. Se pertencerem à
mesma família, também é melhor que fiquem juntos.
2. Localização geográfica
O segundo critério a ser seguido é a localização geográfica. As pessoas que
moram mais próximas da casa do anfitrião deveriam ficar na célula que se reunirá
ali. Em alguns momentos, os relacionamentos não são tão fortes e as pessoas
optam por ficar na célula mais próxima. O processo de multiplicação precisa ser
o mais suave possível.
3. Maturidade dos membros
Quando não existem diferenças de vínculos entre os irmãos, os
relacionamentos são igualmente significativos para todos. Neste caso a
localização geográfica já não é importante porque os grupos são muito próximos,
então lançamos mão da maturidade espiritual dos irmãos e simplesmente
enviamos as pessoas mais maduras para iniciarem a nova célula em outra casa.
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Quando a multiplicação não
é feita no tempo certo
A multiplicação é uma necessidade. Quando o grupo atinge o número de
quinze pessoas ele deve se multiplicar. Se retardarmos o processo algumas
consequências virão:
1. A reunião já não é produtiva
Como foi dito, depois que o número de pessoas ultrapassa o limite de
quinze, a célula se desvirtua e se torna simplesmente um culto no lar. As pessoas
já não têm liberdade para compartilhar e o ambiente torna-se impessoal.
2. Os membros se tornam turistas no grupo
Quando o grupo fica demasiadamente grande, começa a ocorrer uma
rotatividade entre os membros. O raciocínio é simples: quando havia 10 pessoas
no grupo e um casal faltava, o percentual de ausência era de 20%. Mas com o
grupo maior as pessoas faltam e ninguém sente falta. A tendência é se degenerar.
3. A intimidade diminui
Num grupo muito grande, as pessoas perdem a liberdade para abrir-se e o
líder não tem como fazer um apascentamento efetivo.
4. O anfitrião pode ficar desanimado
Um anfitrião pode ficar traumatizado com os problemas de uma célula
gigante e se fechar para receber o grupo no futuro. Imagine ter 20, 30 ou 40
pessoas na sua casa toda semana? O lanche vira uma festa e a casa uma tremenda
bagunça.
5. A célula pode morrer
Se uma célula chegar ao ponto de multiplicação, mas esta não é feita ela pode
vir a morrer. Temos visto isso acontecer muitas vezes. Por todos os motivos
mencionados o grupo pode vir a se desintegrar.
O que é a festa da multiplicação?
É o dia marcado para a multiplicação de uma célula. Tal dia não pode ser um
evento triste de separação, mas sim a celebração de uma vitória alcançada, de um
tremendo alvo atingido. O líder precisa fazer com que esta festa seja bem
significativa! É tempo de comemorar, ouvir testemunhos, lembrar-se de
momentos engraçados vividos juntos e receber a bênção do discipulador.
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O que é a festa da colheita?
Na medida do possível, fazemos com que todas as células se multipliquem
numa mesma época do ano (normalmente no final do ano). Quando isso
acontece, fazemos então uma grande celebração, com fogos de artifício, balões,
danças, testemunhos e algum tipo de ato simbólico que nos faça lembrar uma
grande colheita. Todo líder deve participar desta festa!
DENTRO DA ESTRUTURA de células existem algumas pessoas
fundamentais. Elas desempenham funções básicas e imprescindíveis para o
funcionamento da célula.
O líder da célula
É alguém que se converteu, foi ao Encontro, batizou-se, fez o Curso de
Maturidade no Espírito, tornou-se um auxiliar de célula durante algum tempo, e que
agora, depois da multiplicação da célula, tornou-se líder e tem a sua própria
célula. Ele lidera uma célula de acordo com sua faixa etária, no próprio bairro ou
região da cidade onde mora.
O líder de célula é a figura chave dentro da estrutura de células. Ele não
precisa ter um alto nível cultural ou intelectual, e nem tão pouco ser um grande
conhecedor das Escrituras. Não precisa saber responder a todas as perguntas
sobre a Bíblia, nem ter uma retórica impecável. Todavia, deve apresentar as
seguintes características: ser cheio do Espírito Santo, ser submisso, ser ensinável,
ser transparente e ser tratável.
1. O líder de célula deve ser cheio do Espírito.
O que se espera de um líder, em primeiro lugar, é que ele seja cheio do
Espírito Santo. Isto vai gerar vida na célula e fazer frutificar o seu trabalho. É
preciso uma vida de oração íntima e diária com Deus e com a Sua Palavra. As
pessoas vão ao grupo esperando receber vida de Deus, e o líder cheio do Espírito
vai manifestar alegria, intensidade, profundidade e amor.
2. O líder de célula deve ser submisso.
Quem não aprendeu a se submeter, também não pode liderar. Não
podemos tolerar pessoas arrogantes, soberbas, jactanciosas e divisivas na
liderança. Tais pessoas acabam por esfacelar o Corpo de Cristo. Precisamos ser
cuidadosos neste ponto.
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3. O líder de célula deve ser ensinável.
Isso significa: disposto a aprender com qualquer um, sem se julgar doutor
em coisa alguma. Líderes que se julgam conhecedores de tudo e nunca participam
de reuniões de treinamento e discipulado deveriam ser afastados; eles não trazem
o Espírito de Cristo.
4. O líder de célula deve ser transparente.
O líder, como homem de Deus, deve andar na luz e não ocultar coisa
alguma do seu caráter. Isto é o que o torna alguém confiável. Ele não dissimula
coisa alguma e os seus problemas podem ser percebidos e, conseqüentemente,
corrigidos.
5. O líder de célula deve ser tratável.
Se, na sua transparência, percebemos algo errado, ele deve ser
suficientemente aberto para permitir ser tratado e corrigido. Um líder não pode
ser melindroso e deve estar disposto a ouvir o que precisa e não somente o que é
agradável. Sem estas características básicas, uma pessoa não deve ser constituída
como líder de célula.
O líder auxiliar
É alguém que se converteu, foi ao Encontro, batizou-se, fez o Curso de Maturidade no
Espírito, e que está agora sendo treinado, de forma prática, pelo líder de célula, para ser um
líder, depois da multiplicação daquele grupo do qual faz parte. Ele caminha junto com o líder e
é o seu virtual substituto.
O líder auxiliar é um líder em treinamento. Não temos o ministério de líder
auxiliar. Todo líder auxiliar deverá tornar-se um líder de célula depois da
multiplicação desta.
Todos os aspectos de caráter que se aplicam ao líder, devem ser observados
na vida do auxiliar, durante o tempo em que estiver auxiliando.
Todo o trabalho que o líder de célula realizar, deverá ser feito junto com o
seu líder auxiliar. Esta é uma forma prática de treiná-lo para fazer o mesmo
depois, em outra célula.
Cada líder de célula deve ter um líder auxiliar. Uma célula sem um líder
auxiliar tem poucas chances de se multiplicar com saúde. O auxiliar é aquele que
carrega o DNA da visão, para que a próxima célula mantenha a visão como foi
concebida.
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O líder e seu auxiliar são servos para a célula, e não mestres ou professores.
Podemos dizer que eles são “facilitadores”. O líder e seu auxiliar devem ter em
mente que precisam conduzir o grupo de tal forma, que cada membro possa
funcionar de acordo com o seu dom.
O anfitrião da célula
É aquele que recebe os irmãos na sua casa com disposição e amor, para o
bom funcionamento de um célula. Ele pode receber o grupo por um tempo
determinado (por exemplo, por seis meses), ou pode ter a célula na sua casa por
tempo indeterminado. O que se espera dele é que seja hospitaleiro e receba bem
os irmãos.
Um anfitrião pode receber mais de uma célula em sua casa em dias diferentes
da semana. Também é normal haver uma célula de adultos e outra de crianças se
reunindo simultaneamente na mesma casa.
O ideal é termos grupos somente em casas onde os dois cônjuges são
crentes. Entretanto, reconhecemos que há circunstâncias onde este padrão não
pode ser seguido. Temos tido bons grupos, que funcionam em casas onde apenas
um dos cônjuges é convertido. Se o não convertido não se opõe, podemos ter
uma célula saudável em sua casa.
O anfitrião tem duas funções básicas: receber bem os irmãos e se envolver
na vida do grupo.
O anfitrião é uma peça chave na multiplicação da célula. Se as pessoas que
forem a uma célula não se sentirem à vontade, aquela célula jamais prosperará!
Por isso, o anfitrião deve ser amável, hospitaleiro e receptivo, mantendo sempre
um sorriso aberto para todos. É necessário também que ele evite a todo custo
ausentar-se das reuniões. É desagradável ir a uma casa onde o dono não está
presente.
Se o anfitrião tem algo a reclamar sobre qualquer coisa, desde a intimidade
exagerada de algum irmão na casa,ou danos causados nos móveis, etc., deverá
fazê-lo ao líder, à parte, e nunca na frente do grupo. Cabe ao líder corrigir os
problemas. Quando o próprio líder for o anfitrião, caberá ao auxiliar
desempenhar esse papel.
Durante as reuniões da célula, não deve haver televisão ligada na sala ao lado,
e nem outra reunião paralela (exceto a célula de crianças). O anfitrião deve zelar
para que nada atrapalhe o bom andamento da reunião. Isto só é possível quando
o anfitrião entende que está desempenhando um ministério diante de Deus, e não
meramente cedendo a sua casa para uma reunião.
Há anfitriões que entregam a sua casa, mas não participam da célula. Isso é
tomado pelas pessoas como indiferença e contrariedade. Os donos da casa
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devem ser mais do que sorridentes e simpáticos; eles devem participar ativamente
da célula. A questão aqui não é de formalidades, como cortesia e gentileza, mas
de levar as pessoas a se sentirem parte da família. Com a nossa família não nos
preocupamos com deferências. Por quê? Por que todos estão à vontade. É o
suficiente. O mesmo vai acontecer na célula; quando a intimidade crescer,
desaparecerão as formalidades.
O discipulador
É um líder de célula que multiplicou sua célula diversas vezes. Ele
supervisiona uma quantidade “x” de células, de acordo com a sua capacidade e
disponibilidade de tempo. A princípio, ele pode supervisionar enquanto ainda
lidera o seu próprio grupo. Anteriormente, chamávamos o discipulador de
supervisor, porque esta é a sua principal função: supervisionar as células e zelar
pela visão, para que não se degenere.
O pastor de área
É um líder de célula bem sucedido, que se tornou um discipulador , cuja
capacidade para liderar e multiplicar seus grupos foi reconhecida. Ele apascenta
as células debaixo de sua cobertura, edificando encorajando seus membros. O
pastor de área é responsável por uma quantidade de discipuladores e suas
respectivas células. Ele se reúne uma vez por semana com eles, como um grupo,
e individualmente, com cada líder.
BASICAMENTE SEGUIMOS o modelo de Jetro com relação á cadeia de
autoridade.
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1. O líder de célula
Pré-requisitos do líder de célula.
Aliança com a visão da igreja e com a sua liderança;
Vida santa, irrepreensível e consagrada ao Senhor (coração
ensinável, transparência e submissão);
Prática diária de oração e leitura bíblica, e jejum semanal;
Ter sido batizado no Espírito Santo.
O objetivo do líder de célula.
O líder deve ter como objetivo principal na célula a edificação dos irmãos,
levando cada membro do grupo a funcionar no Corpo, providenciando para que
seja suprido em amor, disciplina, alimento e proteção. Deve levar o grupo à
multiplicação, no mínimo uma vez ao ano. Deve trabalhar sempre com muita
alegria, diligência e motivação, lembrando que “no Senhor, o nosso trabalho não é vão”.
Estamos edificando uma igreja de vencedores!
As responsabilidades do
líder de célula na célula.
1. Estar na reunião da célula sempre com disposição e alegria.
2. Planejar junto com seus auxiliares a reunião principal.
3. Coordenar o compartilhamento da Palavra com a participação de todos os
membros do grupo.
4. Resolver todos os problemas de discórdia durante a reunião.
5. Proporcionar vínculos de comunhão no grupo.
6. Entrar em contato com os membros que faltaram na reunião, o mais
rápido possível.
7. Fazer o apascentamento dos membros, semanalmente.
8. Visitar os membros e aqueles que visitarema célula.
9. Resolver - e comunicar imediatamente ao discipulador- todos os casos de
pecado dentro da célula.
10. Planejar e realizar reuniões extras.
11. Monitorar a assistência social aos carentes.
12. Repassar todos os avisos da semana.
13. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas.
14. Participar da reunião de discipulado e entregar os relatórios
semanalmente.
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15. Planejar, junto com o discipulador, a multiplicação do grupo.
16. Valorizar cada momento de reunião da célula.
17. Responder amorosa e imediatamente a uma necessidade surgida.
18. Lidar com pessoas problemáticas, individualmente, fora do contexto da
célula.
19. Manter um ambiente calmo e descontraído no grupo.
20. Consolidar os novos convertidos.
As responsabilidades do líder de célula na igreja.
1. Estar sempre presente nas celebrações da igreja.
2. Ter compromisso de oração e ministração nas celebrações da igreja.
3. Ser modelo de intensidade na oração, no louvor e na adoração nas
celebrações.
4. Auxiliar na ministração dos apelos.
5. Ser padrão nos dízimos e ofertas.
6. Anotar e repassar para o grupo todos os avisos da igreja.
7. Todo líder de célula possui autonomia na sua célula. O discipulador e o
pastor não o controlarão. Ele é livre para ministrar ou não a Palavra, ou
transformar a reunião numa festa de aniversário.
Autonomia implica em responsabilidade, e responsabilidade produz
autoridade. Se o líder é responsável, ele tomará decisões – não ficará passivo
esperando todas as direções do discipulador ou do pastor. Ele é o pastor da sua
célula.
A autoridade do líder de célula.
Na célula, o líder tem autoridade máxima para resolver questões relativas ao
grupo, desde que não ultrapasse para os níveis de supervisão.
A submissão do líder de célula.
O líder de célula está diretamente submisso ao seu discipulador, a quem deve
sempre prestar relatórios de suas responsabilidades.
Tipos de líder de célula
Existem atitudes na vida de um líder que bloqueiam o fluir de Deus na célula
e sua consequente multiplicação. São atitudes contrárias á visão. Assim podemos
ter alguns tipos de líderes que estão fora da visão.
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1. O monopolizador
É aquele líder que trata a célula como se ela fosse uma congregação. Ele é o
pregador e não permite que os membros se expressem nas reuniões. Ele faz tudo
no grupo, não distribui funções e impede, com essa atitude, a célula de funcionar
como um corpo. Normalmente, são líderes bem intencionados. Eles presumem
que os membros mais novos ou os novos convertidos são incapazes de assumir
responsabilidades; por isso, fazem tudo por todos.
2. O nominal
Essa situação é comum quando o verdadeiro líder é a esposa do líder, apesar
de ele ter sido oficialmente constituído na liderança. Também acontece quando o
líder não compreendeu bem a visão de células e pensa que o seu trabalho é
apenas dirigir a reunião da célula. Assim, ele não toma nenhuma iniciativa e nem
conduz o grupo com firmeza em direção à multiplicação.
3. O deprimido
É aquele líder que vive em crise. O seu lema é: “Minha capacidade e não a
unção de Deus é que move a célula”. Como ele se sente incapaz ele logo conlui
que sua célula não multiplicará.Ele é muito voltado para si mesmo e vive debaixo
de acusação pois está sempre se comparando com outros.
4. O ansioso
A pressão pela multiplicação, ao invés de produzir motivação nele, tem
produzido angústia. Ele se torna melancólico e inseguro. O medo está na base
dessa situação de ansiedade. É preciso que ele se sinta seguro de que o alvo é
alcançável e que no Senhor tudo é possível.
5. O “super star”
Alguns líderes possuem a noção equivocada de que eles são a razão da
unção, do crescimento e do êxito da célula. Desenvolvem a postura de
independência e de busca de reconhecimento para si mesmos. Seu lema é: “sem
mim, esta célula não é nada”.
6. O dependente
Existem dois tipos de líderes que não são úteis na visão de células: aqueles
que não fazem o que se manda e aqueles que só fazem o que se manda. Os do
primeiro tipo são rebeldes, os do segundo, são dependentes: não têm ousadia,
nem são criativos – dependem do discipulador para as mínimas coisas.
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7. O líder de célula ideal.
O líder de célula ideal age como um maestro. Ele faz a célula toda funcionar
em harmonia. Ele é um facilitador e não um manipulador. Seu alvo é ver todos
os membros funcionando. Ele trabalha para o Reino e tributa toda glória ao
Senhor. Seu lema é: “Eu sou o instrumento de Deus para edificação do seu
povo”.
O líder auxiliar
O objetivo do líder auxiliar.
O auxiliar, juntamente com o líder, deve ter como objetivo principal na
célula, a edificação dos irmãos e a multiplicação do grupo, no mínimo uma vez
ao ano.
Responsabilidades do líder auxiliar.
1. Participar do planejamento de todos os eventos da célula, junto com o
líder.
2. Facilitar e proporcionar os vínculos de comunhão na célula.
3. Fazer o apascentamento dos membros durante a semana.
4. Organizar uma escala de visitas entre os membros.
5. Monitorar a assistência social e a oferta na célula.
6. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas, assim
como manter uma vida constante de oração, jejum, leitura da Palavra e
santidade.
7. Fazer a consolidação dos novos convertidos.
8. Participar, quando solicitado pelo líder, da reunião de discipulado.
9. Planejar a multiplicação da célula, junto com o líder.
10. Motivar o surgimento de novos líderes.
A autoridade do líder auxiliar.
Na célula, o auxiliar está submisso à autoridade do seu líder, ao qual deverá
sempre estar consultando sobre suas ações; e, debaixo das orientações do líder,
poderá assumir outros níveis de liderança dentro da célula.
A submissão do líder auxiliar.
O auxiliar está diretamente submisso ao líder da célula, a quem deve sempre
prestar relatório pessoal e de suas responsabilidades no grupo.
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O Anfitrião
O objetivo do anfitrião.
O propósito básico da função do anfitrião de célula é produzir um ambiente
físico propício para o fluir de Deus, e ser agradável e hospitaleiro para com os
irmãos.
Responsabilidades do anfitrião.
1. Estar sempre presente na reunião, resguardando-se das possíveis
eventualidades.
2. Participar do projeto de oração e de reuniões previamente marcadas, assim
como manter uma vida constante de oração, jejum, leitura da palavra e
santidade.
3. Receber bem os membros da célula – com alegria e satisfação – sem
formalidades.
4. Preparar o ambiente com oração, desligando horas antes a televisão e
organizar os assentos.
5. Participar ativamente da Célula.
6. Informar sempre ao líder sobre eventuais problemas de abuso de
liberdade na casa ou quaisquer prejuízos de ordem material causados pelos
membros da célula.
7. Auxiliar e motivar, juntamente com o líder, o surgimento de novos
anfitriões.
A autoridade do anfitrião.
Tem autoridade na célula para organizar e preparar o ambiente como achar
melhor, porém sempre checando com o líder se está satisfatório.
A submissão do anfitrião.
O anfitrião está diretamente submisso ao líder da célula, a quem deve sempre
prestar relatório pessoal e de suas responsabilidades no grupo.
Tipos de anfitrião
1. O indiferente
Há alguns anfitriões que julgam que já fazem um grande favor em ceder a
sua casa para uma célula. Não participam da reunião; não recebem as pessoas
calorosamente; não se envolvem com a reunião e muito menos com os
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membros da célula. Não são anfitriões, apenas cedem a casa. Esse tipo está
completamente fora da visão da igreja.
2. O falante.
Por ser muito falante ele não dá oportunidade para o líder e nem para os
membros da célula falarem; tende a monopolizar todas as atenções e comumente
fala o que não deve, tornando-se inconveniente.
3. O constrangedor.
É o tipo de anfitrião que não dá liberdade para o uso da casa. Ele restringe
áreas essenciais e mostra descontentamento com incidentes durante as reuniões.
O seu lema é: “eu cedi a minha casa, mas as minhas coisas não estão à
disposição da célula”.
4. O mal humorado.
Não basta ceder a casa para a célula, é preciso que o anfitrião seja
hospitaleiro, receba bem as pessoas e tenha sempre um sorriso nos lábios. Se as
pessoas sentem que estão incomodando elas nunca mais voltam à célula.
5. O controlador.
Todos nós já brincamos de bola com alguém que era o dono da bola. Porque
a bola era dele ele ditava as normas. As vezes, acontece o mesmo com o anfitrião
da célula. Ele quer determinar todas as regras e definir tudo na célula, porque é o
dono da casa. Esse tipo de anfitrião impede a multiplicação do grupo.
6. O anfitrião de célula ideal.
É aquele que é gentil no acolhimento às pessoas, espontâneo nos
relacionamentos; educado para dar orientações quanto ao uso da casa, paciente
para tratar com incidentes e que participa ativa e intensamente da reunião da
célula. Seu lema é: “A célula é minha família”.
O Discipulador
Os pré-requisitos do discipulador.
Ter aliança com a visão da igreja e com a sua liderança;
Ter uma vida santa, irrepreensível e consagrada ao Senhor,
expressando um coração ensinável, transparência e
submissão;
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Ter uma prática diária de oração e leitura bíblica, e jejum
semanal.
Ter frutificado na função de líder de célula, multiplicando-a
várias vezes.
O objetivos do discipulador.
Supervisionar a célula, apascentar e discipular o líder do grupo e levar todas
as células debaixo de sua supervisão a se multiplicar no mínimo uma vez ao ano.
Responsabilidades do discipulador.
1. Reunir-se semanalmente e individualmente, com os líderes de célula, para
apascentamento, discipulado e supervisão dos grupos.
2. Estabelecer uma escala mensal de visitação dos grupos, e visitá-los
semanalmente para supervisão, encorajamento e apascentamento.
3. Estabelecer, juntamente com os líderes de célula, as metas a serem
alcançadas, principalmente as datas de multiplicação dos grupos.
4. Supervisionar a assistência aos carentes de sua região (não podemos
permitir que tenha uma única pessoa com necessidades básicas não
supridas em nosso meio).
5. Participar das reuniões previamente marcadas pela liderança da igreja.
6. Gerar novos discipuladores entre os seus discípulos (líderes de célula).
7. Entregar mensalmente a ficha de supervisão de célula e participar do
grupo de discipulado do pastor de área.
8. Verificar se a oferta e a Ceia estão acontecendo mensalmente na célula.
9. Verificar se está havendo consolidação dos novos convertidos.
10. Observar se o grupo tem crescido em comunhão.
11. Checar se o ensino tem sido ministrado, quando este for previamente
determinado.
12. Reunir-se semanalmente com o pastor de área para ser apascentado e
supervisionado.
13. Acompanhar o cescimento de cada célula debaixo de sua supervisão.
14. Verificar se cada célula possui um líder auxiliar.
15. Acompanhar, de perto, a freqüência de cada grupo.
16. Atualizar mensalmente a listagem das células.
17. Verificar se estão acontecendo as visitas e o “evento-ponte” em cada
célula.
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A autoridade do discipulador.
O discipulador tem autoridade plena para resolver todos as questões
relativas aos grupos que estão sob a sua supervisão, dentro dos limites das
orientações do seu pastor de área.
A submissão do discipulador.
O discipulador está diretamente submisso ao pastor de área, a quem deve
sempre prestar relatórios e de quem deve receber direção para o trabalho.
TODO ORGANISMO é organizado, mas nem tudo o que é organizado é
um organismo; às vezes é apenas uma organização. Quando falamos de
supervisão e relatórios podemos incorrer no extremo de nos tornarmos uma
mera organização humana.
Por outro lado, não deveríamos pensar que um organismo seja
desorganizado. A organização humana é inteiramente diferente da organização
feita por Deus. Vamos tomar a natureza como exemplo.
Quando olhamos uma floresta tendemos a pensar que aquilo tudo é uma
grande bagunça. Mas isso é um tremendo engano. Existe uma ordem sutil, uma
hierarquia finamente estabelecida e um equilíbrio maravilhoso. Cada animal, cada
planta, cada elemento está organizado e perfeitamente integrado dentro de um
todo que é vivo e altamente organizado.
O problema é que para nossa mente carnal e obsessiva o melhor seria
derrubarmos a floresta e fazermos ali um jardim com gramas e árvores
geometricamente cortadas, com cada animal dentro do seu espaço, enfim tudo
sob controle. O problema é que esse tipo de jardim é uma organização humana e
como tal é tedioso e pobre.
Ficamos olhando para o céu e imaginamos que todas as estrelas e astros
espalhados pelo cosmos nos parecem tão caótico. Penso que se pudéssemos
organizar as estrelas, o nosso céu seria quadriculado, com as estrelas devidamente
agrupadas por categorias. Você já viu uma área reflorestada? As árvores todas em
fila, organizadas, sem surpresas. A ordem de Deus é livre, flexível, adaptável e
absolutamente viva.
Precisamos praticar essa organização divina. Creio que a igreja deve ser
assim. Nossa organização precisa ser clara, as funções devidamente definidas e o
propósito claramente estabelecido, mas com bastante espaço para a
espontaneidade da vida de Deus. A organização que vem de Deus é algo vivo, é
um organismo.
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A organização, quando apropriada, nos ajuda a crescer e a frutificar mais.
Vamos tomar a lavoura como exemplo. A lavoura é uma organização humana
tirando o máximo do potencial da vida.
Muitos dizem que a igreja deve crescer espontaneamente, sem a cooperação
do homem. Isto não é totalmente correto. A Bíblia não diz que a igreja é apenas
uma planta, mas ela diz que a igreja é uma lavoura. O quanto a lavoura vai
produzir não depende só de Deus, mas do empenho e técnica do agricultor. Essa
cooperação humana é maravilhosa e divina. É Deus quem gera a vida, mas o
quanto vamos colher depende de nós. E o quanto colhemos depende de técnica,
planejamento, estratégia, trabalho, ou seja, muita organização.
O quanto uma igreja vai alcançar, o quanto uma célula poderá se multiplicar
depende da organização, da estrutura e da liderança que houver ali. No meio da
desordem a vida não pode se manifestar.
Sei que quando falamos de relatórios as pessoas nos resistem dizendo que
isso não é de Deus. As coisas de Deus devem ser espontâneas, dizem elas.
Relatóro é coisa de homem.
Mas isso é um equívoco. Veja o caso da criação da terra. Em Gênesis 1:2
vemos que a terra era sem forma, vazia, em trevas, coberta de águas e sem luz.
Não havia vida ali porque não havia ordem. A vida de Deus não se desenvolve
no meio do caos. Antes de criar a vida Deus teve que colocar as coisas em
ordem. Primeiro separou a luz das trevas, depois as águas de cima das águas de
baixo e, por fim, a terra do mar. Só então o mistério da vida germinou.
O mesmo acontece na igreja. Ela não pode ser sem forma, ou seja, sem
funções claras. Não pode ser vazia, isto é, sem vida. E nem tão pouco em trevas,
ou seja, sem visão, sem alvo nem direção.
Para sermos uma igreja em células precisamos ser organizados. Mas
precisamos ser cuidadosos para que a nossa organização não seja tão rígida e
humana que destrua a vida e a espontaneidade. Como conciliar organização com
vida? Como ser organização sem deixar de ser organismo? A resposta me parece
clara: se a vida da igreja não possui ordem não é de fato uma vida de Deus; é
apenas uma expressão humana. E se a organização da igreja destrói a vida, então
não é a organização de Deus, é a ordem humana decaída. A vida de Deus é
sempre organizada e a organização de Deus sempre cria condições para a vida.
Assim estabelecemos algumas rotinas de controle de informação sobre a célula. Estas
rotinas não devem nos prender, mas apenas nos servir. E lembre-se: nós controlamos
informações, mas nunca controlamos as pessoas.
O relatório
O líder de célula deve preencher semanalmente uma ficha de
acompanhamento, onde descreverá como está o andamento do grupo. Esta ficha
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contém dados que sinalizam quando há qualquer problema no grupo, o que
permite ao discipulador corrigir o problema imediatamente.
Um modelo de ficha de acompanhamento deve conter os seguintes dados:
O número de membros da célula;
O número de membros presentes na reunião;
A frequência de visitantes na célula;
Quantas visitas foram feitas pelo líder;
Se o líder tem vindo às reuniões de discipulado;
Se tem havido comunhão no grupo;
Se há novos convertidos;
Se tem havido eventos de evangelismo;
O relato de qualquer situação fora do habitual;
Se a ceia e a oferta foram realizadas.
Os dados do relatório demonstram para o discipulador se há problemas no
grupo. Tais relatórios devem ser feitos de forma espontânea e sem formalidades
ou burocracia. Um relatório frio e impessoal está fora da visão de células. As
fichas devem servir mais como roteiro de conversa do que para um documento a
ser arquivado.
O discipulado e a supervisão
Cada líder deve se reunir semanalmente com o seu discipulador. É uma
reunião de pastoreamento do líder, que visa orientá-lo, motivá-lo e assisti-lo em
qualquer dificuldade. A reunião deve enfocar os aspectos positivos e as bênçãos
que têm acontecido na célula. Normalmente, os problemas serão tratados de
maneira individual. Não nos reunimos só para tratar de problemas, pois isso seria
completamente desestimulante. É nesta reunião que os líderes devem entregar os
seus relatórios semanais.
Cada discipulador, por sua vez, deve se reunir semanalmente com o seu
pastor de área. É uma reunião de pastoreamento do líder, que visa orientá-lo,
motivá-lo e assisti-lo em qualquer dificuldade. Nessa reunião serão checados os
objetivos da visão – se estão sendo atingidos em cada célula.
O discipulador deve entregar mensalmente um relatório de cada célula que supervisiona
ao pastor de área que o acompanha. Este relatório é baseado tanto nas fichas semanais
entregues pelos líderes que lhe são submissos, quanto nas visitas que porventura tiver feito, às
células, durante o mês.
Todo líder de célula é acompanhado por um discipulador.
50
Nenhum líder pode liderar, se não estiver debaixo de liderança. O
discipulador desenvolve com o líder de célula um relacionamento de pai e filho.
Nesse aspecto, o discipulador tem uma responsabilidade maior que a do líder de
uma célula, pois vai cuidar de vários líderes de acordo com a sua capacidade e
disponibilidade.
Como foi visto, célula, temos as “ovelhas”; no grupo de líderes, os
discípulos. A seguir, mostramos algumas diferenças entre o tratamento
dispensado a cada um desses grupos:
Conduzimos as ovelhas pela mão, ensinando-as a galgar os
degraus escada do crescimento. Ouvimos suas queixas e
reclamações, atendemos suas necessidades, curamos suas
feridas, não lhes fazemos grandes exigências, nem lhes
atribuímos grandes encargos.
Com o discípulo, é diferente (ele já está mais amadurecido,
“não chora à toa”, não fica reclamando, pois sabe que se o
fizer, será corrigido): ele transpõe os degraus do crescimento,
com maturidade. Apontamos-lhe o caminho, e ele segue
sozinho.
A “ovelha” – não lidera – ainda precisa de “colo”, e nós lho
damos.
Aos discípulos-líderes, delegamos responsabilidades.
Dessa maneira, o papel de discipulador é fundamental na estrutura de
células, pois o líder bem acompanhado cuidará bem da sua célula e gerará
“ovelhas” sadias, que logo virão a ser discípulos também.
O discipulado
1. Cada discipulador deve usar o formato do “VOS”¹
V: Ver. Repita a visão constantemente e de várias formas aos seus líderes e
auxiliares.
O: Ouvir. Gaste o tempo necessário para ouvir os seus líderes e tomar
conhecimento sobre o que está acontecendo nas suas células, tanto em relação
às notícias boas, quanto às dificuldades.
S: Servir. Sirva aos seus líderes em qualquer circunstância, procurando suprir,
de imediato, as necessidades apresentadas.
Tanto o pastor de área, quanto o discipulador precisam aprender a praticar o
método de Jesus:
a. Faça.
b. Delegue.
51
c. Deixe que os outros façam, enquanto você os guia.
d. Libere-os para o ministério.
2. O auxiliar deve ser
discipulado pelo líder de célula
Eis o padrão do treinamento: ²
1. O seu auxiliar observa o que você está fazendo.
2. Você verbaliza o que fez, e explica a ele por que razão o fez.
3. Você observa, enquanto o seu auxiliar faz aquilo que você já fez.
4. Você o encoraja e mencione os pontos fortes e fracos que observou na
atuação dele.
5. Você providencia atividades que o ajudem a se fortalecer nas suas áreas
de fraqueza.
6. Entregue ao auxiliar a responsabilidade por uma determinada tarefa.
7. Largue essa tarefa na mão dele, empregando a estratégia da “negligência
benigna”.
8. Após a multiplicação, observe cuidadosamente a maneira como o seu
auxiliar discipula o auxiliar dele.
9. Continue sendo amigo próximo do seu ex-auxiliar, tratando-o de igual
para igual.
Dicas de como ensinar o
auxiliar a conduzir reuniões da célula. ²
1. Antes de cada reunião, conte para ele tudo o que você pretende fazer,
explicando o porquê desse plano.
2. Depois da reunião, vocês dois deverão trocar idéias sobre o que
aprenderam por meio daquilo que aconteceu. Aí, elaborem juntos o plano
da próxima reunião.
3. Troquem idéias sobre problemas que tiverem surgido, como por exemplo,
alguém que travou a reunião por falar demais. Seja onde você for ministrar,
leve junto o seu auxiliar!
4. Quando julgar que o auxiliar está pronto, deixe-o conduzir as reuniões.
5. Avalie os aspectos fortes e fracos da maneira com que ele conduziu a
reunião.
6. Durante o último mês antes da multiplicação, deixe o auxiliar dirigir todo
o ministério da célula. Dessa maneira, quando metade do grupo for
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embora, sob a liderança dele, esses membros estarão sentindo plena
confiança em seu novo líder.
7. Quando for oportuno, deixe que o auxiliar assista, enquanto você
aconselha alguém. Depois, explique o porquê de cada coisa que você fez.
8. Quando fizer visitas ou procurar fazer novos contatos, leve junto o seu
auxiliar.
9. Deixe que ele o observe ganhando pessoas para Cristo.
10. Realizem juntos uma vigília de oração – realmente orando!
NUMA REUNIÃO normal de célula, pelo menos seis momentos devem
acontecer:
1. Envolvimento ou quebra-gelo;
2. Louvor e adoração;
3. Ensino da Palavra;
4. Compartilhamento da Palavra;
5. Oração pelas necessidades;
6. Comunhão ou lanche.
Qual é a razão para uma célula bem sucedida? É a vida de Deus fluindo entre nós, na
Pessoa do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo. O que faz um grupo ser bem sucedido é a
unção poderosa do Senhor. É a unção que permite uma comunhão genuína e gratificante; é a
unção que libera a Palavra; é a unção que faz fluírem os dons, os milagres e o poder de Deus.
Uma reunião bem sucedida, cheia do poder e da presença de Deus é
resultado da unidade de propósito de todo o grupo em buscar o poder do
Espírito Santo. Nada vai funcionar sem o óleo do Espírito. Muitos pensam que
não precisam de orar por uma festa, uma dia de lazer ou uma comunhão do
grupo. Sem oração e sem a presença de Deus tudo é insípido – até mesmo a
atividade mais estimulante. Que essa dependência de Deus seja a base de nossos
grupos!
A principal característica da célula é a espontaneidade e a liberdade para a
atuação do Espírito Santo. Não há como padronizar a reunião. É preciso seguir o
mover do Espírito, o qual, como o vento, não pode ser contido nem
sistematizado. Numa reunião, o Espírito pode mover para o quebrantamento, em
outra para a adoração profunda, em outras ainda para a comunhão.
Simplesmente, não há regras. Cada líder deve procurar perceber em qual direção
o vento está soprando!
Tudo o que Deus faz, Ele o faz pela Palavra e pelo Espírito. Da união da
Palavra com o Espírito, a vida é gerada. Cada célula precisa, basicamente, destes
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dois ingredientes: unção do Espírito e revelação da Palavra. Tendo estes dois
ingredientes, o resultado será a vida de Deus fluindo no grupo. Esta vida se
manifestará na forma de comunhão.
A reunião da célula - o “quebra-gelo”.
A primeira parte da reunião da célula é o “quebra-gelo”. O “quebra-gelo” é
de suma importância, principalmente quando o grupo é novo e as pessoas ainda
não se conhecem bem. O seu objetivo é produzir um ambiente informal e não
ameaçador. As perguntas de apresentação têm sido usadas como “quebra-gelo”
por centenas de pessoas. Use-as quando o grupo for novo, ou sempre que
houver visitantes.
As perguntas de apresentação são do tipo: “Onde você mora?”; “Quantos irmãos você
tem?”; “O que você faz?”; “Quem é a pessoa mais próxima de você?”; “Quando foi que
Deus se tornou mais que uma palavra para você?” Nenhuma das perguntas expõe a
intimidade da pessoa. É importante que todos do grupo respondam a uma mesma pergunta,
antes de ir à próxima.
O “quebra-gelo” deve ser apropriado para o grupo. Não muito infantil –
para que as pessoas não se sintam desconfortáveis –, nem ameaçador – para elas
não se afastem do grupo. Existem alguns métodos que são mais apropriados
para o início de um grupo, do que outros.
Alguns podem ser usados muitas vezes. Por exemplo: “Qual foi a coisa mais
importante que aconteceu com você nesta semana?”
Lembre-se sempre que o “quebra-gelo” não é um jogo. É uma atividade que
ajuda a pessoa a tirar a atenção de si mesma, para se sentir à vontade com os
outros. Ele ajuda a concentrar a atenção de toda a célula numa única direção.” ¹
Não espere muito do “quebra-gelo”; a comunhão que ele produz é sempre
superficial. Mas nunca o despreze; ele não é um tempo jogado fora. Use-o em
cada reunião! ²
Cuidados no período de “quebra-gelo”.
1. Não prolongue-o por mais de dez minutos;
2. Cuidado para que não pareça triste ou melancólico;
3. Faça um rodízio, deixando um irmão responsável pelo “quebra-gelo” de
cada reunião;
4. Permita sempre um testemunho novo no grupo;
5. Seja positivo! Tenha uma palavra de fé!
Alguns lembretes para a reunião da célula.
54
1. Coloque as cadeiras em forma de círculo;
2. Apresente os visitantes, quando houver;
3. Use uma forma de “quebra-gelo” ;
4. Testemunhe alguns motivos de louvor.
5. Ministre a Palavra para aquela reunião;
6. Facilite a conversa no compartilhamento;
7. Compartilhe a “visão do grupo”;
8. Ore pelas pessoas necessitadas;
9. Faça um apelo para salvação.
10. Termine com um lanche.
É POSSÍVEL que aconteçam reuniões sem louvor, mas elas serão muito
raras. O normal é termos um bom tempo de louvor, provavelmente no início de
cada reunião. Cada célula deve desenvolver um ambiente de adoração. Deus não
apenas habita no meio dos louvores, mas também age poderosamente ali.
O líder precisa ter intensidade no Senhor. Onde não há instrumentos
musicais ou uma grande multidão, as pessoas tendem a ser frias e superficiais. O
líder precisa também ser exemplo de espontaneidade, incentivando os irmãos a
fazerem o mesmo. Ele deve ser o primeiro a cantar, a dançar, a gritar, a erguer as
mãos, a se prostrar, a cantar um novo cântico e tudo o mais. Os mais novos
aprendem pela imitação.
1. O caminho normal do louvor em uma reunião
Numa reunião, geralmente, as pessoas passam por três fases distintas em
relação a comunhão com Deus. E isto é graficamente ilustrado pelo Tabernáculo
de Moisés:
ÁTRIO - lugar de cânticos de testemunho e de comunhão co os irmãos.
LUGAR SANTO - cânticos de louvor, de exaltação a Deus por aquilo que
Ele tem feito por nós.
SANTO DOS SANTOS - cânticos de adoração, exaltação, atitude de
quebrantamento e cânticos espirituais que falam daquilo que Ele é.
O propósito de Deus é que todos, na reunião, cheguem ao Santo dos Santos.
Mas, infelizmente, boa parte do povo não alcança este nível de adoração.
O louvor normal em uma reunião segue um padrão ou uma ordem
específica: envolvimento, louvor e adoração. Sendo assim o líder deve ter uma
lista dos cânticos subdivididos por tópicos e por ordem alfabética. Estas
55
subdivisões nos ajudam a escolher um cântico adequado para cada momento do
louvor.
2. Diretrizes para o louvor na célula.¹
O nosso objetivo, enquanto louvamos e adoramos, é chegar ao Santo dos
Santos. O fato de enfatizarmos alguns cânticos em determinados momentos é
visando desobstruir o espírito das pessoas e gerar fé para se achegarem diante de
Deus. Devemos evitar todas as distrações possíveis. A regra geral é: faça tudo o
mais suavemente possível.
Inicie o período de louvor com músicas “leves” e conhecidas. Escolher um
cântico que o povo não conhece, pode prejudicar e muito a reunião. Use cânticos
que testemunham ou enfatizam, com leveza e alegria, o amor, a graça e a
misericórdia de Deus. Deixe os cânticos do tipo devocional ou consagratório
para mais tarde.
Comece onde as pessoas estão espiritualmente.Talvez você já tenha orado o
suficiente e esteja pronto para entrar no louvor, mas eles não estão. Vá devagar,
até que todos estejam com você.
Não tente atingir o clímax do louvor rapidamente. Alguns líderes tentam
entoar um cântico espiritual depois de todo corinho. Dirija o povo antes ao
clímax do louvor quando eles estiverem mais cientes da presença de Deus.
Se tentarmos guiar o povo ao cântico espiritual muito cedo na reunião, isto
se tomará uma coisa sentimental e melancólica, ao nível da alma. A atmosfera
espiritual toma-se pesada e os, mais novos podem até mesmo sentir condenação
porque eles querem responder e não conseguem. Alguns tentam agradar ao líder
fazendo movimentos como se estivessem adorando e assim estaremos
encorajando a religiosidade.
Por outro lado, não tenha medo de cantar um cântico mais de uma vez, nem
tenha receio de conduzir o grupo a um cântico espiritual. Não espere que algo
extraordinário aconteça para ministrar um novo cântico ao Senhor.
Conforme Efésios 5.19, cânticos espirituais são a resposta interior
espontânea de um adorador, tocado pelo Espírito Santo. Isto é expresso numa
oferta pura de amor com frescor e espontaneidade [SI 149.6 (tradução literal
“louvor alto”); 96.1; 66.17 ; Ap 5.9].
Ao final de uma música apropriada o líder levará o grupo numa expressão
espontânea de louvor e adoração no espírito. E juntos, tentarão harmonizar e
misturar os tons com o louvor do restante da célula.
Esse novo cântico poderá surgir eventualmente (as vezes profeticamente),
através de um indivíduo. Após essa expressão livre e espontânea, toda a célula
prossegue cantando no momento em que o cântico individual terminar.
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Nem todos os cânticos conduzem ao cântico espiritual. Saiba quais os
cânticos que levam ao clímax e aperfeiçoe-se neles. Procure variar os cânticos nas
reuniões e tenha cânticos diferentes para cada espécie de ênfase.
Uma maneira simples de você conduzir ao louvor intenso é repetindo o
estribilho de um cântico. Normalmente, eles são a parte mais intensa da música.
Há um momento certo para o louvor elevado. Isto requer que o líder seja
sensível. Se esperamos muito tempo, cantando muitas vezes, perderemos a
intensidade que poderíamos ter alcançado. Se, por outro lado, não cantamos o
tempo suficiente o louvor não atingirá a intensidade que poderia ter sido atingida.
3. Orientações para o dirigente
Procure dirigir o louvor, e não apenas anunciar os cânticos que serão
cantados.
Providencie uma folha escrita com os cânticos, em cada reunião. A secretaria
da igreja pode fornecer as fotocópias.
Se não há nenhum músico na célula, o louvor pode ser feito sem
acompanhamento, desde que haja alguém com a voz forte e firme. Caso
contrário, é melhor usar um CD ou uma fita gravada e acompanhar a reprodução
do cântico.
Cante em voz alta com um aspecto de confiança. A unção está na voz do
líder e a firmeza incentiva os outros a unirem-se a ele. No começo da estrofe,
antecipe-se uma fração de segundos, para dar segurança aos irmãos.
Mantenha o controle do louvor. Não se perca na sua própria adoração, ou
você não estará liderando. Mantenha os olhos abertos e atentos ao ambiente, sem
descuidar-se de manter uma receptividade espiritual interna.
Evite exortar o povo para ser mais expressivo. Lembre-se: as ovelhas ser
dirigidas, nunca forçadas. Constrangindo-as, você estará somente reforçando a
religiosidade, fazendo com que apenas respondam exteriormente. Temos que
achar a chave para guiá-las a Deus, numa resposta que vem do íntimo.
Evite cânticos com ações que obriguem as pessoas a uma resposta externa,
quando ainda não houver um ambiente no louvor. Precisamos de muita
sensibilidade e sabedoria para sabermos quando usar cânticos com movimentos.
Por outro lado, estimule e dê liberdade para expressões físicas de louvor, tais
como: palmas, danças, brados, prostrar-se, ajoelhar-se, assobios, risos, choro,
erguer as mãos, clamor, silêncio, marcha e cânticos.
Considere sempre a espécie de reunião que você está dirigindo. É importante
considerarmos a espécie de povo que está participando da reunião: se é o grupo
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costumeiro, se há muitos visitantes, se é um evento-ponte, se é um aniversário,
etc. Em cada tipo de reunião temos de tomar uma direção adequada.
Não pregue sermões entre cada cântico, nem faça comentários sobre cada
um deles. Ocasionalmente, isto é apropriado, especialmente quando as pessoas
precisam ter suas atenções voltadas para o que estão cantando. Mas isto é mais
exceção do que a regra.
Não use um mesmo corinho em demasia. Se cantamos um cântico semana
após semana, ele perde o seu frescor e significado para o povo. Mais tarde,
pode-se voltar para eles. Existem centenas de bons cânticos; por isso não há
necessidade de cantarmos o mesmo em todas as reuniões.
Em toda música de adoração profunda há momentos de silêncio. Haverá
ocasiões em que um silêncio total será desejado (Hb 2:20, Zc 2:13, Ap 8: 1). Use-
o.
Não prolongue demasiadamente o louvor. Muitos líderes querem que Deus
se mova no louvor em todas as reuniões. Mas talvez, naquela reunião, Ele queira
mover-se através da Palavra ou do compartilhamento.
4. Aspectos que podem influenciar
o nível de louvor em uma reunião
Os caminhos de Deus são tão definidos quanto qualquer lei científica. Deve
haver uma razão específica pela qual a reunião está indo bem e também deve
haver uma razão específica pela qual a reunião não está fluindo. Vamos enumerar
alguns princípios que afetam a sua reunião, tanto positivamente quanto
negativamente. Vejamos:
Oração
Se desejarmos uma reunião forte, com um louvor fluente, devemos antes
pagar o preço em oração.
Fé e dependência
Quando há fé o suficiente para seguir a direção do Espírito e existe completa
dependência, então haverá um ambiente adequado para Deus atuar.
Escolha de cânticos adequados
Este é um aspecto muito importante pois se escolhemos os cânticos a esmo
não teremos nenhuma ênfase na reunião; mas se os escolhemos adequadamente,
segundo a ênfase que o Espírito quer trazer, então isto influencia no nível do
louvor.
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Tempo gasto com Deus
Se estamos dispostos a gastar tempo, ministrando diante de Deus, então
podemos esperar grandes manifestações da sua presença.
Líder novo
Quando há um novo líder na célula, a tendência é de os irmãos se sentirem
inseguros, porque ainda não estão acostumados com ele. E essa insegurança
afetará o nível do louvor. Não fique muito preocupado com isso, logo as pessoas
se acostumarão e o louvor fluirá.
Localização
Faça com que as pessoas se sentem próximas umas das outras, em círculo. Se
as pessoas ficam dispersas, o louvor não flui.
Cansaço
É muito comum às pessoas chegarem cansadas, nas reuniões da célula,
depois de um dia de trabalho. Nesta circunstância, é bom que elas fiquem
sentadas um pouco mais, pois assim responderão melhor ao louvor.
Muita descontração
Se há muita desatenção no ambiente, é bom corrigirmos isso; caso contrário,
não conseguiremos levar o povo a lugar algum.
¹ Estas orientações foram baseadas em um artigo do Pastor Victor Vellekoop
do Centro Crístiano Salém Assunção - Paraguai
NO MOMENTO do ensino da Palavra, o líder precisa estar claro
sobre a diferença entre uma escola e uma família. O grupo é para ser
família. O alvo não é fazer um treinamento, mas ministrar vida. É por
isso que não haverá lugar para discussões teológicas ou doutrinárias. A
questão não é o que aprendemos, ou qual a nossa opinião, mas qual é o
nosso testemunho: estamos, ou não, praticando a Palavra?
Cada líder receberá periodicamente, uma apostila com as palavras
que devem ser ministradas na célula. Não queremos que apostilas sejam
simplesmente lidas na reunião, nem usadas como se fossem revistas de
Escola Dominical. As apostilas são um simples auxílio para o líder que
trabalha a semana toda e não tem como preparar algo sistematicamente .
59
Apesar disso, o líder tem liberdade de ministrar algo que Deus tenha
direcionado especificamente para o seu grupo, ou deixar de ter a
Palavra em uma reunião em que o Espírito se moveu de forma
diferente. O normal, entretanto, é termos a edificação na Pal avra, em
cada reunião.
O alvo da ministração no grupo é a prática da Palavra e não o
ensino teológico. Quando compartilhamos a Palavra, queremos levar o
grupo à prática da verdade exposta. O líder deve cuidar para que
muitos irmãos se revezem com ele, no compartilhamento da Palavra.
Quanto mais irmãos falarem, mais forte o grupo se tornará! Se um
irmão novo convertido quiser pregar, o líder deve permitir que ele o
faça, reservando, porém, um tempo, no final, para complementar algum
ponto que não tenha sido falado por ele.
A maneira como as pessoas se sentam no grupo faz muita diferença
na sua participação. O melhor é sempre um círculo, com uma ou duas
cadeiras vazias. Nunca organize o grupo como se fosse uma
congregação - com os bancos enfileirados. Isto produz religiosidade e
passividade.
No final da Palavra, o líder pode usar o momento para orar o texto bíblico
que foi pregado, com todo o grupo, ou fazer uma gostosa confissão, com todos
juntos. Além de facilitar a memorização e o aprendizado, esse método permite
que a Palavra penetre em nosso ser e nos transforme.
A célula não é uma escola, mas um grupo familiar. Veja as diferenças:
Na escola, algumas pessoas passam e são recompensadas; na
família, cada um pode alcançar objetivos e ser reconhecido.
Na escola, o professor fala, os alunos ouvem; na família, as
pessoas aprendem umas com as outras.
Na escola, o alvo é completar a lição; na família, o alvo é
modificar vidas.
Na escola, senta-se de frente para o professor; na família,
senta-se em círculos, de frente uns para os outros.
A escola é formal; a família é informal.
Marcas de um bom ensino¹
1. Paixão
Quando apresentamos a verdade da Palavra, precisamos fazê-lo com fogo e
paixão! Se a verdade não empolgar nem a você, que a ministra, não empolgará a
mais ninguém! Se quisermos entediar as pessoas, não devemos usar a Palavra de
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Deus para isso. Por isso, todo líder de célula precisa perseguir este alvo: cultivar
um coração cheio de fogo e paixão pela Palavra! Lembre-se: não é uma questão
de conteúdo, mas de paixão! O conteúdo não tem de ser profundo, ou uma
novidade; precisa, sim, ser vivo! A ordem bíblica é clara: “Sede fervosoros de espírito!”
(Rm 12.11).
2. Praticidade
O que as pessoas sempre querem saber é: “ o que isso tem a ver com a
minha vida?”- “Como esse ensino vai me ajudar no meu dia-a-dia?” Se você não
tem uma resposta para essa questão, então páre! O ensino não tem sentido, se ele
não tem uma aplicação prática. Tenha idéias práticas do que as pessoas podem
fazer durante a semana, para viverem o que foi ensinado. Não busque mudanças
dramáticas nas pessoas todas as semanas, mas estimule passos simples e práticos.
Nem toda aplicação é para ser praticada; algumas são para nos mover em fé;
outras, para nos motivar e despertar. Seja prático!
3. Humor
Devem existir momentos em que o grupo vai cair na risada. Isso é bom!
Risos são um dos maiores indicadores de saúde em um grupo. Quando as
pessoas se amam e gostam de estar umas com as outras, elas riem bastante. A
Palavra não tem de ser chata. Jesus foi desafiado a transformar pedras em pães,
mas muitos têm transformado o pão (a Palavra) em pedra. Bom humor não
significa contar piadas, mas fazer comparações interessantes ou contar histórias
engraçadas, como exemplos práticos. O sorriso é a anestesia da espada do
Espírito. Não seja um comediante, mas tenha um bom humor!
4. Cheio de testemunho pessoal
O ensino que não se aplica a mim, não pode ser aplicável aos outros
também. O bom ensino não é vago e abstrato. Relate algumas experiências
pessoais, para mostrar a realidade do ensino da Palavra. Ser igual às pessoas é
uma ótima maneira de gerar interesse. As pessoas sempre querem saber a
respeito da nossa vida. Conte a elas aquilo que lhes possa ser edificante. Seja
transparente e honesto, mas não ultrapasse os limites do bom senso e da
discrição!
5. Envolvente
A Palavra tem estimulado a participação de todos na célula? Todos estão
interessados? Uma maneira de manter as pessoas atentas e interessadas é fazendo
perguntas a elas. Quando elas estiverem falando, você pode estar certo de que
61
elas estarão interessadas. Uma outra maneira de manter o interesse é levar as
pessoas a relatar experiências pessoais a respeito do assunto. Quanto mais o
grupo for envolvido, mais as pessoas se interessarão!
6. Preparação anterior
Não chegue diante da sua célula sem uma mínima preparação anterior.
Normalmente, o líder de célula recebe, previamente, o material a ser ministrado.
Prepare-se de antemão! Preparo produz confiança e segurança. Não tente saber
tudo ou responder a todas as perguntas, mas tente saber o máximo que você
puder!
7. Ilustração
Jesus sempre empregou parábolas e analogias. Uma boa ilustração vale mais
que mil palavras. Você não tem de ser original; conte ilustrações que você ouviu
ou leu; mas, na medida do possível, não fale sem citar nenhuma ilustração.
Ilustrações esclarecem, inspiram e motivam.
8. Inspiração e motivação
O objetivo básico do ensino é inspirar e motivar as pessoas. Por isso, seja
positivo! Não se coloque como um militar, dando uma “dura” no seu pelotão. A
melhor maneira de se motivar alguém é mostrando-lhe as vantagens e as
recompensas de alguma coisa. Mostre sempre a recompensa e a vantagem de se
obedecer à Palavra que você está ensinando! Pregar é inspirar e motivar as
pessoas. Lembre-se que inspiração tem a ver com entusiasmo. Se você está
entusiasmado com a Palavra, a célula se motivará a praticá-la!
9. Focalizada numa idéia principal
Não seja uma metralhadora, atirando em todas as direções! Se alguém
perguntar para você, antes da reunião, a respeito do que você irá falar, você
precisa ser capaz de responder com uma única frase! Você não tem de falar
muito e nem deve falar sobre muita coisa. Seja breve e específico!
¹ Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).
A REUNIÃO DA CÉLULA-
62
O COMPARTILHAMENTO
DA PALAVRA
O PERÍODO DE compartilhamento é fundamental para a edificação dos
membros do grupo. Nesse momento, o líder deve pedir que cada irmão
compartilhe aquilo que Deus falou com ele durante a ministração da Palavra ou
algo que tem acontecido em sua vida naqueles dias. O alvo é que cada um possa
compartilhar o que ouviu de Deus, e se está ou não praticando o que foi
ministrado. Todos devem falar, ainda que por poucos minutos.
1. Diretrizes para o
compartilhamento da Palavra:
a. Não pressione ninguém a orar, falar ou compartilhar. Estimule as pessoas,
mas não as pressione! Isso pode afastá-las do grupo.
b. Não deixe que os irmãos aproveitem a oportunidade, para falar de
assuntos irrelevantes. Cada um deve compartilhar somente o que Deus
falou consigo, através da Palavra ministrada no dia ou sobre algo que ele
está enfrentando em sua vida prática.
c. Estimule o compartilhamento de problemas e lutas pessoais com o grupo.
Onde há honestidade os vínculos são firmados. Tenha o bom senso de
perceber os limites de detalhes das confidências compartilhadas.
d.Todo testemunho deve ser para edificar e motivar o grupo. Desestimule
toda palavra negativa e pessimista!
e. Nunca permita discussões doutrinárias! O momento não é para debater
doutrina, mas para relatar vivências pessoais.
f. Não deixe que uma pessoa monopolize esse tempo, falando
excessivamente.
g. Não permita que um irmão exponha a falha de outro! Cada um deve falar somente
dos seus próprios pecados, suas própias lutas e fracassos.
h. Não tente ter todas as respostas! Uma vez que alguém faça uma pergunta,
não se julgue na obrigação de ter que dar uma resposta. Caso não saiba,
diga que vai perguntar a um dos pastores e depois trará a resposta ao
grupo.
63
i. A regra geral para o líder é: sempre esteja alegre e bem humorado nas
reuniões! Isto libera a tensão, relaxa o corpo e descansa o nosso espírito.
Todo o grupo se ressente de um líder constantemente melancólico.
j. Lembre-se sempre de deixar o Espírito dirigir a reunião. Deus pode usar
alguém nesse momento de compartilhamento e dar uma virada na reunião.
Seja sensível a isso!
2. A melhor forma de conduzir o compartilhamento é
fazendo
perguntas aos membros
As pessoas estão mais interessadas no que elas têm a dizer do que no que
elas têm de ouvir. Por isso, a melhor forma de estimular o compartilhamento na
célula é fazendo perguntas. No final de cada Palavra, escreva algumas perguntas
para facilitar o compartilhamento do grupo.
a. Perguntas envolvem o grupo
Quando não há envolvimento, não há discipulado. Quando não há
envolvimento, não há mudança. Quando não há envolvimento, não há instrução
e ensino. É impossível envolver pessoas sem fazer-lhes perguntas! O líder precisa
trabalhar para que cada membro da célula compartilhe algo significativo com o
grupo, a cada semana.
b. Perguntas edificam relacionamentos
A célula possui muitos objetivos, e um deles é a edificação de
relacionamentos e vínculos de amor. Boas perguntas ajudam o grupo a se
conhecer e a aprofundar os vínculos. Quando respondemos perguntas, falamos
de nós mesmos e nos damos a conhecer. Quando somos conhecidos e
conhecemos os outros, os medos e constrangimentos desaparecem.
c. Perguntas nos ajudam a descobrir
as necessidades da célula.
Os líderes precisam conhecer o nível espiritual de cada membro e quais suas
necessidades mais urgentes. Essas informações são claramente fornecidas,
quando as pessoas respondem às perguntas. As perguntas revelam o grau de
maturidade do grupo. Não é possível haver compartilhamento na célula, sem
perguntas.
3. Como elaborar boas perguntas ¹
64
Todo líder de célula precisa ser um especialista na arte de formular
perguntas. Não podemos deixar nenhuma pessoa excluída do compartilhamento,
e as perguntas são a melhor forma de envolvê-las.
a. Boas perguntas são amplas
Nunca faça um apergunta cuja resposta seja simplesmente sim ou não. Uma
boa pergunta deve estimular o compartilhamento e não bloquea-lo.
b. Boas perguntas não inibem a resposta
Um líder resolve perguntar para alguém: “você crê na Bíblia, não crê? Esta é
uma pergunta repressora que já traz a resposta que esperamos que a pessoa nos
dê.
c. Boas perguntas estimulam a honestidade
É melhor perguntar: “O quê?”, “Qual?” ou “Como?”, do que perguntar o
“porquê”. É melhor perguntar, por exemplo, “Como você se sentiu?”, do que
“Por que você sentiu?”. Respostas aos porquês são difíceis e quase sempre
polêmicas. Mas, quando perguntamos:“O quê?”, “Qual?” ou “Como?”, a
resposta é quase sempre pessoal e prática; é um estímulo à honestidade.
d. Boas perguntas produzem novas perguntas
Perguntas amplas estimulam as opiniões e as experiências, além de
favorecerem o pensamento e aprendizagem. Se, depois de perguntar algo a
alguém, o compartilhamento acaba então a nossa pergunta não foi feliz.
4. A honestidade na célula ¹
Um dos objetivos do compartilhamento é que as pessoas possam também
abrir eventuais dificuldades pessoais e buscar ajuda no grupo. Somos perdoados,
quando confessamos nossos pecados a Deus; mas somos curados quando
também confessamos aos nossos irmãos.
Sua tarefa como líder de célula é criar um ambiente onde as pessoas possam
ser honestas e possam encontrar ajuda para sua dificuldade. Procure eliminar
toda barreira à honestidade em sua célula. Veja como você pode estimular a
honestidade na célula:
a. Estimule um ambiente adequado
Os membros da célula estão mais interessados em discutir teologia do que se
envolver com vidas carentes do amor de Deus? Estão mais interessados na
65
festividade do que nas pessoas? Crie, então, um ambiente que valorize as pessoas
e suas necessidades.
b. Ensine as pessoas a serem sensíveis
Uma das maiores barreiras à honestidade surge quando pensamos que somos
os únicos com problemas. Quando estamos numa batalha e ninguém se
solidariza conosco, a tendência é nos sentirmos os piores e mais fracos da igreja.
Sempre que alguém estiver em dificuldade, solidarize-se com ele, compartilhando
algo pessoal também.
3. Não permita, na célula, a presença dos “amigos de Jó”
Eventualmente, alguns irmãos bem intencionados, são muito rápidos em
oferecer diagnósticos. E assim, ao invés de ajudar-nos, acusam-nos, dizendo:
“Você não tem orado o suficiente” ou “O diabo está oprimindo você”, etc. Tais
comentários até podem ser verdadeiros, mas precisam ser expostos de forma a
não produzir fardo e acusação.
Há pessoas que não expõem suas dificuldades financeiras, por temor de
serem acusados de infidelidade nos dízimos e nas ofertas. Outras, carregam
enfermidades sozinhas com receio de alguém afirmar que aquela doença é castigo
de Deus, por algum pecado oculto e não-confessado. O que não falta em nosso
meio são os “amigos de Jó”. Estão sempre prontos a dizer: “Se não houvesse
pecado na sua vida, você não estaria assim.”
4. Não permita inconfidências
Uma das maiores barreiras à honestidade é o medo das fofocas. Se as
pessoas perceberem que algum membro da célula não é confiável elas jamais se
abrirão ali honestamente.
¹ Ralph Neighbou faz uma explicação exaustiva de como fazer boas perguntas célula. Vários,
Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
²Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).
¹ Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
² O miistériuo Igreja em Células possui um pequeno manual com
centenas de sugestões de quebra-gelo.
66
A REUNIÃO DA CÉLULA-
A COMUNHÃO
MUITOS CRENTES podem testemunhar que, primeiro se converterem
aos irmãos; depois a Jesus. A comunhão foi a isca com que foram fisgados.
A principal característica da Igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. A
Igreja é uma grande rede, onde os vínculos são os nós. Quando esses nós são
firmes e bem ligados, os peixes são apanhados naturalmente.
A célula, porém, não pode ter aquele tipo de comunhão tão intimista, que se
torne exclusivista. Ser tão fechada que um novo convertido não seja bem vindo
para não atrapalhar a comunhão do grupo. Devemos ter cuidado para não
transformar o corpo em corporação, “koinonia” em “koinonite”.
A célula deve ser um lugar onde as pessoas gostem de estar. Qualquer
ocasião é um pretexto a mais para o grupo se reunir, seja um almoço juntos, um
churrasco, um aniversário ou um jogo da seleção brasileira. As necessidades
devem ser compartilhadas na reunião e todos devem se empenhar em oração e
em ação para resolver o problema do irmão.
1. A comunhão na célula
Em cada reunião, deve sempre haver um tempo de comunhão descontraída
entre os irmãos. Este momento pode ser antes ou depois da reunião. O ideal é
que sempre haja algum tipo de lanche. Os membros do grupo devem se revezar
no preparo desse lanche. É um momento de alegria e descontração e também a
hora de todos os membros envolverem o visitante e o novo convertido.
O líder deve evitar uma atmosfera de clube particular. Isto vai realmente
constranger o novo convertido e o visitante. Ele deve ser inclusivo e abraçar
todos os membros do grupo, não se detendo nesta ou naquela
MUITOS CRENTES podem testemunhar que, primeiro se converterem
aos irmãos; depois a Jesus. A comunhão foi a isca com que foram fisgados.
A principal característica da Igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. A
Igreja é uma grande rede, onde os vínculos são os nós. Quando esses nós são
firmes e bem ligados, os peixes são apanhados naturalmente.
A célula, porém, não pode ter aquele tipo de comunhão tão intimista, que se
torne exclusivista. Ser tão fechada que um novo convertido não seja bem vindo
para não atrapalhar a comunhão do grupo. Devemos ter cuidado para não
transformar o corpo em corporação, “koinonia” em “koinonite”.
67
A célula deve ser um lugar onde as pessoas gostem de estar. Qualquer
ocasião é um pretexto a mais para o grupo se reunir, seja um almoço juntos, um
churrasco, um aniversário ou um jogo da seleção brasileira. As necessidades
devem ser compartilhadas na reunião e todos devem se empenhar em oração e
em ação para resolver o problema do irmão.
1. A comunhão na célula
Em cada reunião, deve sempre haver um tempo de comunhão descontraída
entre os irmãos. Este momento pode ser antes ou depois da reunião. O ideal é
que sempre haja algum tipo de lanche. Os membros do grupo devem se revezar
no preparo desse lanche. É um momento de alegria e descontração e também a
hora de todos os membros envolverem o visitante e o novo convertido.
O líder deve evitar uma atmosfera de clube particular. Isto vai realmente
constranger o novo convertido e o visitante. Ele deve ser inclusivo e abraçar
todos os membros do grupo, não se detendo nesta ou naquela “rodinha”. Como
apascentador do grupo, ele deve dar atenção a todos, indistintamente.
2. A Ceia na célula
A Ceia deve ser ministrada em cada grupo, pelo menos uma vez a
cada mês. Normalmente, a celebramos na segunda reunião do mês.
Deve ser uma reunião especial, distinta da reunião normal do grupo.
Cremos que esta celebração é algo exclusivo do grupo, reservada aos
membros batizados.
No livro de Atos, vemos como a Ceia do Senhor está relacionada aos grupos
pequenos. A Ceia era servida de casa em casa. Outras passagens no Novo
Testamento indicam que esse ato também incluía práticas como o auto-exame
(por cada membro), confissão de pecados, perdão, discernimento do Corpo de
Cristo, oração, gratidão e louvor. Tudo isso estava ligado à reflexão em memória
da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor, até à sua volta (1 Co 10.16-21;
1 Co 11.18-34; Jo 6.26-59; Lc 22.17-20; Mt 26.26-30).
No dia da Ceia, é importante repassar as dez alianças do grupo. Nos tempos
bíblicos, partir o pão freqüentemente significava que as duas partes estavam
fazendo uma aliança. A história do povo de Deus é a de um povo de alianças e
compromissos. O estilo de vida do Novo Testamento, obviamente envolve
muito compromisso, tanto para com o Senhor, como de uns para com os outros.
3. Sugestões para o momento da Ceia na célula ¹
Faça com que cada ocasião seja especial e única, prevenindo assim que se
torne em um formalismo morto.
68
a. Peça a cada membro que diga, em uma sentença, o que significa para ele o
Corpo de Cristo. Em seguida peça a cada um para que diga, em uma
sentença, o que significa para ele o sangue de Cristo. Peça a cada um que
faça uma oração de agradecimento, ou cante uma música de adoração, ou
ainda leia um versículo bíblico, durante um momento de reconhecimento
da presença do Senhor.
b. Leia uma das passagens da Bíblia indicadas e permita que as pessoas
participem a respeito da aplicação pessoal da passagem lida, antes de
distribuir a Ceia.
c. Compartilhe lembranças, a respeito de tomar a Ceia do Senhor no
passado, que foram significativas. Pergunte sobre o que é especial e
diferente no fato de ser tomada em um grupo pequeno. Entrem em um
tempo de louvor e tomem a Ceia juntos.
d. Discuta o significado de Jesus ter lavado os pés dos discípulos antes de
repartir a Ceia da Páscoa em João 13. O líder da célula pode começar
lavando os pés de um dos membros, enquanto compartilha o que ele
próprio aprecia nesta pessoa. Permita que cada pessoa faça o mesmo.
Compartilhem juntos da Ceia.
e. Recrie uma refeição koinonia do primeiro século. Repartam um banquete
de amor juntos, ao tomarem a Ceia do Senhor. Este banquete pode ser
uma refeição simples.
f. Recrie a Última Ceia, e a Santa Ceia original, com uma refeição de Páscoa
tradicional, se você tem um judeu convertido em seu grupo. Descubra
novas intensidades de significados na Ceia do Senhor, ao voltar para as
raízes do Velho Testamento.
g. Declarem uns aos outros as alianças feitas no grupo, antes da celebração
da Ceia do Senhor. A igreja é o lugar onde eu estou em aliança com o
Corpo de Cristo. Todos os meses, no dia da Ceia, os pactos são renovados
na célula. Não podemos participar de uma célula, a não ser que estejamos
dispostos a entrar em aliança uns com os outros.
4. Visitante na célula! - Como agir?²
Não mude a reunião por causa dele.
Não faça um apelo apelativo - principalmente se há apenas
um visitante.
Não se apresse em evangelizá-lo. Deixe que ele estabeleça
amizades na célula.
Não faça perguntas que o deixem embaraçado.
69
Não pregue exclusivamente para ele.
Todos devem ser apresentados ao visitante.
Forneça a ele as letras das músicas, quando houver.
Anote seu nome e telefone, com vistas a uma visita durante a
semana.
Faça uma pequena explanação do que é uma célula ao visitante
e pergunte a ele se quer receber oração da célula.
Convide-o para voltar na próxima semana.
5. Visitante na célula!
- Como agir durante a semana?
O líder deve se informar mais sobre o visitante com quem o
trouxe.
Dê ao visitante um cartão em nome da célula.
A pessoa que trouxe o visitante deve continuar mantendo
contato com ele, convidando-o para a próxima reunião.
O líder - ou alguém designado - deve fazer uma ligação a ele,
agradecendo a sua visita e convidando-o novamente para a
próxima reunião.
Ore todos os dias pelo visitante!
¹ Manual do ano da transição (Ministério Igreja em células, 1995).
²Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
70
ESTRATÉGIAS BÁSICAS
PARA O CRESCIMENTO
DA CÉLULA
UTILIZAMOS CINCO estratégias básicas de evangelismo e crescimento
das células: oração de concordância, evento-ponte, Encontro evangelístico, “anjo
da gurda” e visitas de consolidação. Essas quatro estratégias são usadas
simultaneamente.
1. Oração de concordância.
A oração de concordância acontece quando dois membros da célula se
comprometem a orar e jejuar por três ou mais pessoas durante trinta ou quarenta
dias. No final desse período, as pessoas que receberam oração serão convidadas
para participar de um “evento-ponte” da célula, ou de uma reunião de celebração
e colheita no prédio da igreja.
2. Encontros evangelísticos.
Na maioria das igrejas, os “Encontros” ¹ são apenas para crentes. Em nossa
igreja, nós os adaptamos, para que qualquer pessoa possa participar,
principalmente visitantes e não-crentes. Cada célula deve enviar pelo menos duas
pessoas para o Encontro da sua região, a cada vez que for marcado. ²
3. O “anjo da guarda”.
Cada novo convertido do grupo deve receber um “anjo da guarda” para
acompanhá-lo. O “anjo da guarda” é um irmão mais velho na fé, que se
responsabilizará por consolidá-lo na vida da célula. Os objetivos principais são a
proteção do novo convertido e o estabelecimento de amizades dentro da célula.
4. “Evento-ponte”.
Cada célula deve realizar pelo menos um “evento-ponte” a cada mês. Esses
eventos podem ser de muitos tipos: um jogo de futebol, um passeio no campo,
um piquenique ou uma festa. O mais comum é fazermos uma festa com comida,
brincadeiras e um testemunho com apelo no final.
71
Como organizar um “evento-ponte”.
a. Planejamento e preparação.
Um “evento-ponte” é um evento de evangelismo. Ele pode ser de muitos
tipos: um partida de futebol, um dia no campo, um piquenique, uma festa, etc. O
mais comum é fazermos algum tipo de festa. Toda célula deve realizar pelo
menos um “evento-ponte” por mês. Nem sempre as pessoas se converterão nele,
mas certamente um laço de amizade será formado para uma oportunidade futura.
O planejamenento é a chave para o sucesso de um “evento-ponte”.
Preparação é a chave para a implementação de um plano. “Eventos-ponte” não
acontecem por acaso. Alguém deve fazer com que eles aconteçam! Alguém deve
decidir que tipo de festa se fará, onde será e quando irá acontecer.
No planejamento do evento, o líder precisa pensar em coisas como:
“O que vestiremos?” Sempre há a possibilidade de um
convidado vir com roupa inadequada.
“O que comeremos?” Uma festa sem comida é uma
incoerência.
“Como os convidados se sentirão?”; ou “Quem irá
recebê-los à porta?”; e ainda, “Quem irá acolhê-los?”
“O que fazer com as crianças?”; ou “E se os convidados
trouxerem seus filhos pequenos?”
“Como reagir, se o convidado pedir uma bebida alcoólica?”
Nós precisamos planejar nosso trabalho e trabalhar nosso plano depois.
Depois de planejar, precisamos, então, distribuir responsabilidades. É preciso
decidir quem fará cada coisa; mas lembre-se: distribua responsabilidades e faça as
cobranças devidas no tempo certo! Não permita que ninguém deixe de fazer a
sua parte!
b. As atividades.
Defina se na festa haverá algum tipo de brincadeira – como jogos ou
dinâmicas. Escolha atividades que não exijam experiência. Quanto mais a
atividade tirar o constrangimento das pessoas e puder fazê-las rir, melhor.
Charadas e jogos de mímica são muito divertidos e simples. Não importa o que
se faça no evento, o importante é que a festa não seja chata e maçante.
c. Criando afinidades.
O alvo do “evento-ponte” é que as pessoas se sintam tão a vontade, que
desejem vir a fazer parte do grupo. Para isso, elas têm de ter afinidade – sentir
72
que possuem algo em comum com o grupo. As pessoas gostam de estar com
outras com as quais elas sentem afinidade. Engenheiros gostam de estar com
engenheiros, músicos com outros músicos, e assim por diante. Depois de algum
tempo conversando as pessoas perceberão que não somos tão diferentes como
elas imaginavam.
d. Converse com o convidado.
A maneira de estabelecermos afinidade é através de conversas. Os membros
da célula não devem fazer rodinhas para conversar entre si; o alvo é envolver e
fazer amizades com os convidados. Se um convidado ficar sozinho, enquanto os
crentes conversam entre si, ele se sentirá excluído e, provavelmente, nunca irá à
igreja, por causa disso.
Normalmente, serão os membros da célula que terão de puxar conversa com
o convidado. Use perguntas comuns que não tenham o tom de interrogatório,
tais como: “Há quanto tempo você vive aqui?”; “De onde você é?”; “Você
trabalha em quê?”; “Você tem filhos?”; “É casado?”; etc. Se o convidado tocar
num assunto que você conhece, vá fundo nele, mas se ele tocar em algo que você
desconhece completamente, faça disso sua arma para prolongar a conversa. Nada
melhor do que fazer uma investigação a respeito de uma profissão – ou assunto –
do qual você não sabe nada a respeito.
O melhor assunto para se conversar é aquele a respeito do qual não sabemos
nada. É bom porque não temos de fazer nada - apenas ouvir o outro. As pessoas
adoram falar de si mesmas. Conversação é uma habilidade: para mostrar-se
curioso, para fazer perguntas e, acima de tudo, para ouvir. Mas também envolve
uma habilidade para contar histórias e para manter um clima de bom humor
(quem sabe uma boa e santa piada?).
e. A hora da comida.
No momento da comida, o ambiente já deverá estar mais livre e as pessoas
provavelmente já estarão rindo e contando as suas histórias. Não podemos
programar o riso, mas, numa festa onde não há risos, certamente há algo errado.
Rir é estar transbordante com a vida! Sorrir é um dom de Deus!
f. Finalize com um testemunho.
Tudo o que for feito deve ser permeado de oração e jejum. Toda a célula
deve se envolver, orando pelas pessoas que serão convidadas. Teremos
momentos de descontração e conversa, mas precisamos terminar com um
testemunho. É melhor que ele seja antes dos “comes-e-bebes”. Que seja breve e
focalizado nas necessidades das pessoas.
73
g. Consolide os convertidos
Podemos fazer apelo ou não em um evento-ponte, tudo depende do
ambiente. Mas, uma vez que façamos o apelo, algumas pessoas poderão se
decidir. Nesse caso precisamos consolida-la na vida da célula. Siga as
recomendações que mencionamos no final do capítulo anterior.
5. Visitas de consolidação
Uma célula que não visita efetivamente, nunca se multiplicará. As células
recebem a cada semana, cartões com o nome de pessoas que se decidiram no
domingo anterior e elas próprias também recebem visitantes a cada semana. Cada
um desses visitantes do culto de celebração ou da reunião da célula devem ser
visitados na semana seguinte.
A visita não deve ser feita apenas pelo líder, mas todos os membros da célula
devem ser envolvidos.
Orientação para a visita de consolidação
a. Estabeleça um horário definido de visitação
O melhor é termos um nossa agenda um tempo separado para fazer visitas.
Precisamos vigiar esse tempo porque o unimigo tentará nos manter cheios de
atividades nesse horário.
b. Esteja limpo e bem arrumado
Não deixe que a sua aparência impeça as pessoas de virem a Cristo. Esteja
limpo e bem arrumado. A aparência é fundamental no evangelismo.
c. Leve consigo um Novo Testamento
Não use uma Bíblia de estudos de sete quilos. Isto pode ser intimidante. Use
uma Bíblia de bolso ou um Novo Testamento pequeno.
d. Saia em duplas
Jesus enviou os seus discípulos de dois em dois. Nunca vá fazer uma visita
sozinho. Além de evitar a aperência do mal, quando saímos em duplas um
estimula o outro.
e. Deixe que apenas uma pessoa fale
74
É terrível quando duas pessoas tentam falar ao mesmo tempo. Deixe que
apenas um fale e o outro deve apenas concordar e interceder.
f. Saia em fé e cheio do Espírito
Tenha uma atitude positiva. Creia que o Espírito já está operando na vida do
Novo convertido. O Espírito Santo vai inspirar você nas palavras que você deve
falar. Por isso não vá visitar sem antes colocar a pessoa diante de Deus em
oração.
g. Seja gentil
Não fique usando o tempo todo a linguagem religiosa. Cuidado para não
dizer demais “glórias a Deus” e “aleluias”. As pessoas se sentem intimidadas com
isso. Seja sempre contês e nunca discuta com as pessoas a quem estiver visitando.
h. Seja um bom ouvinte
As pessoas sempre querem compartilhar de alguma luta ou de alguma
dúvida. Ouça bastante. Quando ouvimos valorizamos as pessoas e as
conquistamos. Além disso ao ouvir você capta informações a respeito das
necessidades deles e assim você pode aplicar melhor a mensagem do evangelho.
i. Seja cauteloso para entrar na casa
Não temos necessaramente de entrarmos na casa, podemos ficar na garagem,
na varanda ou até no portão. As pessoas as vezes se constragem com suas casas
por estarem desarrumadas ou algo assim. Seja sensível a isso.
j. Mantenha o objetivo da visita
Não se perca em discussões de doutrinas controversas ou opiniões. Não
critique outras religiões ou igrejas. Não tente ter resposta para tudo, apenas se
mantenha ao ponto central do evangelho que é a salvação em Cristo.
l. Use uma mensagem simples
Use as quatro leis espirituais da Cruzada Estudantil. Elas são simples e fáceis
de memorizar. Mas, se preferir siga outros modelos. Uma progressão simples de
versículos para salvação é encontrada em Romanos (3:23; 6:23; 5:8 e 10:13).
m. Faça sempre um apelo no final
Pergunte para ele se ele iria para o céu se morresse hoje. Convença-o a
confessar a Cristo como Senhor e Salvador.
75
n. Convide-o para ir à igreja ou a célula
Quando ele for a igreja sente-se ao lado dele no culto. Vá a frente com no
momento do apelo. Convide-o para estar em sua célula.
o. Dê a ele algum material da igreja
Sempre fornecemos algum material para ser dado ao novo convertido. Use-o
como um presente. Assim as pessoas se sentirão valorizadas e se abrirão para
voltar à célula.
p. Mantenha contato
Envie uma mensagem fonada para ela durante a semana e ligue para ela no
dia da reunião da célula. Não tenha receio de parecer insistente, lembre-se que é a
vida eterna dela que está em jogo.
¹ O Encontro é uma estratégia que foi desenvolvida na Colombia pelo Pr. César Castellanos.
² Para uma maior explanação sobre o “Encontro” leia “A Base para a visão dos doze
(Ministério Internacional da Restauração, 1999).”
CARACTERÍSTICAS
DE UMA CÉLULA FORTE
EXISTEM TRÊS princípios espirituais que são tão básicos e fundamentais
que são a chave para o o crescimento de qualquer pessoa em qualquer
circunstância, seja na célula, na vida espiritual, profissional, etc. Esses três
princípios são: compromisso, disciplina e relacionamento.
O primeiro princípio é o compromisso. Todo crescimento começa com
compromisso. Nós nos tornamos semelhantes a aqueles com quem nos
comprometemos. No casamento, os cônjuges se tornam parecidos depois de
algum tempo, por causa do compromisso. Nossa igreja será conhecida pelo nível
de compromisso que tivermos como membros. Um líder precisa se comprometer
com Deus e com o seu poropósito se deseja ver sua célula se multiplicando. Uma
célula comprometida com Deus e com a igreja vai se multiplicar com certeza.
76
Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na
Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se
divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não
termos necessidade de acrescentar coisa alguma. I Ts. 1:8
Jesus exige compromisso dos seus discípulos. Não podemos seguir a Jesus
sem compromisso. Precisamos ter compromissos com Deus em primeiro lugar,
mas devemos ter também compromisso com a igreja, com os líderes, com uma
visão e com irmãos.
O segundo princípio é a disciplina. Os hábitos são formados pela disciplina e
repetição durante um certo tempo. Depois que os hábitos são formados eles
dificilmente são removidos.
Os hábitos são também chamados de disciplinas espirituais. Elas são muitas,
mas podemos resumi-las em três grupos: precisamos colocar Deus em primeiro
lugar em nosso: tempo (Mc. 1:35); dinheiro (I Cor. 16:2) e relacionamento (Hb.
10:25).
Uma célula onde as pessoas procuram a disciplina nessas áreas
invariavelmente deverá se multiplicar.
O terceiro princípio básico de crescimento são relacionamento corretos.
Nossa personalidade é formada pelo nosso relacionamento com nossos pais e
irmãos. O mesmo acontece na vida espiritual, nós crescemos quando nos
relacionamos com pais e irmãos espirituais.
Costumo dizer que todos nós precismaos em nossa vida de um Paulo, de um
Barnabé e de um Timóteo. paulo aponta para o nosso discipulador, aquele que
fala em nossa vida. Barnabé é aquele que caminha conosco, é o nosso
companheiro de jugo. Timóteo é o nosso filho na fé, nosso discípulo.
Todos nós precisamos de um pai espiritual a quem possamos imitar, mas
também de um irmão que possa caminhar conosco. Todavia o crescimento só se
completará quando eu tiver um filho espiritual.
A partir desses princípios podemos estabelecer uma célula saudável. Célula saudável será
aquela que possui um compromisso firme, que caminha de forma disciplinada e se relaciona
entre si e com Deus dinamicamente.
Além disso queremos enfatizar ainda alguns pontos cruciais:
1. Ela possui um líder forte.
Líder forte não é aquele que possui um dom de evangelista, ou que possui
uma personalidade carismática, ou uma formação educacional superior. Líder
forte é aquele que ora, jejua, se alimenta da Palavra e se enche do Espírito. A vida
77
de oração do líder é o fator mais importante para a saúde e a multiplicação da
célula. Líder forte é aquele que é determinado e perseverante.
2. Nela, todo o grupo é
mobilizado para o serviço.
O trabalho na célula é um trabalho em equipe. Quando todos exercitam
seus dons, a célula cresce saudável e se multiplica. Numa célula saudável, a
pescaria é feita em grupo. Seus membros usam a rede (esforço coletivo), em vez
de anzóis (esforço individual). Quanto mais o grupo estreitar seus vínculos de
amor e amizade, mais forte ele será!
3. Ela possui alvos claros de multiplicação.
Alvos claramente definidos e uma atuação bem sucedida da célula formam
um elo fortíssimo! A célula forte tem uma data definida para a sua multiplicação.
Com isto, todos trabalham e se esforçam para atingi-lo.
4. Ela pratica a visão de que
cada crente é um ministro.
Uma célula forte tem um ou mais líderes auxiliares. Seu líder não recruta
novos membros, mas novos líderes. Seu alvo prioritário é treinar os auxiliares.
Ali, todo auxiliar é um líder em treinamento.
5. Ela faz contato com
pessoas novas – ela evangeliza.
Uma célula onde não há visitantes, acaba por definhar ou voltar-se para si
mesma, numa comunhão doentia entre os membros. Novos convertidos trazem
mudança, desafio e crescimento. Por isso, uma célula forte sempre tem novos
filhos na fé.
6. Ela faz visitas.
Se as pessoas vão à célula e não recebem uma visita dentro das próximas
quarenta e oito horas, dificilmente voltarão. A visitação, portanto, é vital para a
consolidação do novo convertido, mas também é importante para o crescimento
e o fortalecimento da célula. Não pense que apenas os novos devem ser
visitados; os membros também devem ser visitados pelo líder. Um grupo que
visita é um grupo forte!
78
7. Ela se multiplica.
O maior e mais evidente sinal de saúde de um grupo é o seu crescimento e,
conseqüentemente, sua multiplicação. Uma célula que não se multiplica, revela
que seus membros estão espiritualmente enfermos. Há uma relação direta entre a
saúde e a fecundidade da célula.
Ambientes de uma célula saudável.
1. Um ambiente diretivo.
Uma célula saudável é aquela onde existe um ambiente diretivo, ou seja: o
líder diz o que se deve fazer, demonstra como fazer e leva cada membro a fazer o
que ele faz. Num ambiente diretivo, o líder estimulará a participação de cada
membro, seja no louvor, na oração, no evangelismo ou nos eventos. Numa célula
normal, o líder é o cabeça; não há espaço para o provérbio: “cada um faça o que
quiser”.
2. Um ambiente facilitador.
Numa célula saudável, as pessoas se sentirão à vontade para aprender
fazendo, ou seja: por tentativa e erro. Ali o líder, apesar de ser diretivo, também é
um facilitador. Ele não faz tudo na célula, mas deixa que os membros funcionem,
exercitando seus próprios dons.
3. Um ambiente descontraído e não ameaçador.
A célula saudável é um lugar de descontração e risos. Não possui qualquer
tipo de formalidade. As pessoas vêm e se sentem em casa. Se elas não tiverem
liberdade para a abertura e transparência umas com as outras, jamais se livrarão
de seus temores. Quanto mais livres forem, mais descontraídas serão!
4. Um ambiente alegre e festivo.
Uma célula saudável não perde nenhuma oportunidade de festejar. Aniversários,
“chás-de-berço”, “chás-de-panela”, noivados, casamentos, e qualquer outro tipo
de evento, são motivos para um churrasco, uma pizza ou um jantar.
Naturalmente, haverá dias de lutas e de luto, mas, normalmente, a célula terá um
ambiente alegre e festivo.
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ESTÁGIOS DE UMA
CÉLULA NORMAL
UMA CÉLULA pode nascer basicamente de duas formas:
A partir de uma obra pioneira;
Vindo da multiplicação de uma outra.
Normalmente, ele passará por quatro fases: comunhão, edificação,
evangelismo, e multiplicação. A duração média de um grupo é entre seis meses e
um ano, quando obrigatoriamente terá de se multiplicar. Após a multiplicação, os
dois grupos resultantes são considerados grupos novos. E como tais, talvez
tenham de passar novamente por esses quatro estágios. Contudo, haverá casos
em que não será necessário.
Algumas células poderão passar de uma fase a outra tão rapidamente que, talvez nem
percebamos; outras, porém, poderão demorar-se mais numa determinada fase que a maioria.
Cada grupo possui características próprias. Seja sensível e perceba a personalidade do grupo.
Existem grupos dinâmicos, grupos passivos, grupos alegres, grupos jovens, grupos mais
velhos e assim por diante.
1. Estágio da comunhão - primeiras 4 ou 6 semanas.
O alvo neste período é produzir vínculos e relacionamentos de comunhão.
Os eventos sociais devem ser mais freqüentes, para que as pessoas se conheçam e
criem intimidade entre si. Será necessário dedicar pelo menos um mês inteiro
para isso, até que haja afinidade entre os irmãos. O processo pode ser acelerado,
se for programado um retiro de final de semana.
Nesse estágio, deve ser feita uma avaliação se as pessoas se sentem parte do
grupo ou não, conforme os seguintes critérios:
a. Nível de vinculação dentro do grupo
Quando visitar a célula, pergunte às pessoas se elas se sentem incluídas no
grupo ou não. Verifique também se elas estão incluindo os outros no seu círculo
de amizade.
Procure observar se as pessoas conseguem expressar seus
pensamentos e sentimentos no meio do grupo. Verifique se na hora de
decidir uma questão o grupo tem postura própria ou fica apático,
esperando por uma definição do líder. Grupos apáticos são grupos
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ainda desvinculados. Isto também pode ser observado na hora do
compartilhamento na reunião.
Observe como a comunhão acontece no final da reunião. Em grupos
desvinculados, as pessoas se dispersam rapidamente ou simplesmente ficam
sentadas.
b. Entendimento do compromisso e do propósito
Todos as partes básicas da visão devem ser estabelecidas: a multiplicação
(quando o grupo atingir a faixa de 15 membros), cada crente deve ser um
ministro, cada casa deve se abrir para receber a igreja e os outros objetivos
básicos do grupo (oração, comunhão e edificação).
Cada membro do grupo deve ter bem claro que tipo de compromisso se
espera dele no grupo.
As quatro primeiras reuniões serão dedicadas, basicamente, ao entendimento
da visão, ao estabelecimento das alianças do grupo e à compreensão dos
objetivos e da dinâmica da reunião do grupo. Nunca é demais lembrar que a
reunião é composta de: envolvimento, ministração, edificação, compartilhamento
e comunhão.
Cada membro da célula deve entender por que nós somos uma igreja em
células.
c. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:
Muitos grupos, no começo são apenas cultos nos lares. Trabalhe para mudar
isso. Fale, explique, exorte, mas não permita que um grupo seja apenas um culto
familiar.
Todo grupo deve ter no mínimo um auxiliar. O auxiliar funciona como o
DNA do grupo, ou seja: ele é quem leva as informações básicas que edificarão o
próximo grupo dentro da visão. Se não houver auxiliar, a tendência é que, o
próximo grupo, resultante da multiplicação do grupo atual, se fragilize e a visão
se degenere.
Enfatize as alianças do grupo.
Enfatize os objetivos do grupo: oração, comunhão, edificação e
multiplicação.
Nesta primeira fase, a ênfase maior deve ser dada à comunhão. Estabeleça e
monitore junto com o líder os eventos de comunhão.
Seria apropriado você fazer um treinamento para demonstrar o nosso padrão
de reunião de célula, realçando cada parte da reunião e mostrando a importância
e necessidade de cada uma.
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Deixe claro, desde o início, os objetivos do grupo e o paradigma da igreja:
oração de concordância – consolidação – encontro – curso de Maturidade no
Espírito – Escola de Ministério.
2. Estágio de edificação - do segundo ao quarto mês.
Este é o estágio de conflito na vida do grupo, no qual os relacionamentos
terão de passar do nível social para o pessoal. Nesse momento, é natural a
ocorrência de conflitos nos relacionamentos. Não pense que, com isso, o grupo
está decaindo; na verdade, é um grande avanço, pois mostra que já não são
indiferentes uns com os outros.
a. Os relacionamentos pessoais:
Nesta fase todos já devem se conhecer dentro grupo.
Espera-se que o líder já tenha sido reconhecido pelo grupo.
Espera-se que o grupo tenha avançado de um mero culto de quarta-feira
para um grupo razoavelmente vinculado.
Muito mais pessoas já podem ministrar a Palavra e o compartilhamento na
reunião deve estar bem mais participativo.
b. Compreensão do propósito
Dos quatro propósitos, o da edificação deve ocupar a posição central.
(Lembre-se de que os quatro objetivos do grupo são: comunhão, edificação,
serviço e multiplicação.)
Muitos dos propósitos estabelecidos para a célula serão desafiados.
As tensões dentro grupo podem ser resolvidas pelos pactos ou alianças do
grupo.
c. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:
Cada crente é um ministro. Estimule o revezamento da Palavra, monitore e
estimule o compartilhamento.
Todos os membros devem entender o nosso paradigma: Oração de
concordância – Evento-ponte – consolidação – Encontro – Curso de Maturidade
no Espírito – Escola de Ministério.
Monitore quantos membros ainda não fizeram todo o processo até o Curso
de Maturidade no Espírito.
Na medida do possível, inclua o líder auxiliar na reunião de supervisão e
discipulado. Uma outra possibilidade seria fazer uma reunião mensal que
incluisse o líder auxiliar e o anfitrião do grupo.
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3. Estágio de evangelismo - depois do quinto mês.
Os membros do grupo tornam-se livres para se expressar, se comprometer e
falar abertamente. É neste tempo que a célula torna-se um verdadeiro purê de
batata, ou seja: o relacionamento sai do nível pessoal para o nível de comunidade.
Os objetivos a serem mais realçados no grupo são a oração e a edificação. É
também uma fase onde o grupo corre o risco de ficar embriagado consigo
mesmo, visto que os relacionamentos são excelentes, a comunhão é real e a
reunião é viva. Se não for enfatizada a visão da multiplicação, o grupo pode se
estagnar.
Se acontecer de o grupo não sofrer uma crise de multiplicação, é porque a
visão não foi assimilada apropriadamente.
a. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:
Procure ajudar a célula através do projeto de oração e das vigílias. Nesse
momento os jejuns deveriam ser comuns.
Mais do que em qualquer outra fase os eventos-ponte precisam ser
centralizados na vida do grupo.
Em hipótese alguma tolere um grupo sem um líder-auxiliar, nessa fase.
Procure mostrar a importância e a bênção da multiplicação.
Comece a estimular irmãos a cederem as suas casas para a futura
multiplicação. É tempo de localizar um anfitrião.
4. Estágio de multiplicação (ou terminação)
Geralmente, o tempo de vida de um Grupo será de 6 meses a um ano. Temos
descoberto que qualquer Grupo que não se multiplique depois de 12 meses, poderá se
estagnar, perder seu dinamismo e eventualmente morrer.
Toda célula deve ter uma terminação de algum tipo, e cada membro deve
estar atento para isto, desde o início. Consideramos que uma célula se encerra ao
se multiplicar. Os dois grupos resultantes da multiplicação são considerados,
então, dois novos grupos. E como tais, talvez se torne necessário passar
novamente por todas as fases.
a. Pontos chaves a serem enfatizados nessa fase:
Este é um tempo de celebração.
O líder deve ajudar os membros a verem a multiplicação como uma ocasião
de alegria para todos os envolvidos.
É tempo de planejar a multiplicação.
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Espera-se que o líder-auxiliar tenha tido oportunidade de realizar todas as
tarefas de um líder, ao lado do líder do grupo. Se for necessário ministre esse
manual de células para o líder auxiliar (e para o anfitrião), para reafirmar a visão.
Atividades constantes em todas as fases de um grupo
Preencha a ficha de avaliação mensal do grupo e apresente ao
pastor de área.
Envie todos os novos convertidos para o “Encontro”.
Os novos membros vindo de outras igrejas somente serão
recebidos pela ficha de indicação de novos membros, depois
de pelo menos oito reuniões.
O evento-ponte deve acontecer mesmo quando grupo ainda
é um bebê; por isso, planeje-os junto com o líder e o auxiliar.
O paradigma deve tornar-se nítido para todo o grupo, e a sua
prática normal e comum. A oração de concordância, o
evento-ponte, a consolidação, o encontro, o curso de
Maturidade no Espírito e a Escola de Ministério devem ser
mostrados sempre como o caminho normal para cada
membro em nossa igreja.
Esteja sempre atento à possibilidade de gerar novos anfitriões
e líderes.
Estimule cada membro a passar pelo processo completo: da
consolidação ao curso de Maturidade no Espírito.
Cada líder deve estar consciente quanto a responsabilidade de
indicar ou retirar qualquer membro do seu grupo, de qualquer
dos ministérios da igreja, conforme cesse a qualificação do
membro.
¹ As fases de uma célula foram primeiro propostas por Steve Barker, Good
Things come in small groups (Scripture Unin, 1985). Nós adptamos as fases de
acordo com a nossa experiência e terminologia.
84
COMO COMEÇAR
UMA CÉLULA
A PRIMEIRA FASE de uma célula normal é a de comunhão. É uma das
mais importantes e precisa ser estabelecida apropriadamente. Nesta fase, que
dura em torno de um mês, pelo menos quatro passos devem ser dados (cada um
deles, numa reunião):
Convergir expectativas.
Estabelecer o alvo.
Reafirmar a visão da igreja.
Estabelecer os pactos do grupo.
Vejamos como:
1. Convergindo expectativas.
Ao iniciar-se uma célula, logo na primeira reunião, o líder deve explicar aos
membros o seguinte: o que é e como funciona uma célula. Cada membro precisa
saber qual a é dinâmica da reunião e o que se espera dele. Além disso, é bom
esclarecer-lhes sobre o que não é uma célula, para que ninguém tenha
expectativas erradas.
2. Estabelecendo o alvo.
Na segunda reunião, o líder deve expor, de forma bem clara, os quatro
objetivos da célula: comunhão, edificação, serviço e multiplicação. Também deve
ser definida a data da multiplicação do grupo. Quando os membros da célula são
previamente informados sobre os objetivos, uma de duas coisas acontece: ou eles
se comprometem e se motivam mais, ou abandonam o grupo.
3. Reafirmando a visão da igreja.
Cada membro da célula precisa ver a Videira como parte do Corpo, a célula
como parte da Videira e o ele próprio como parte da célula. Aí está a razão de
nossa existência. Por isso, reafirmamos: “Somos uma igreja em células. E tudo
quanto fazemos, fazemos a partir delas”. Além disso, procuramos manter um
equilíbrio entre a reunião da célula e a reunião de celebração. Todo membro deve
participar dessas duas reuniões, pois delas origina a trilha de crescimento na
Videira: Consolidação – Encontro – Batismo – Cursão (Curso de Maturidade no
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Espírito) - Auxiliar de célula - Líder de célula – Discipulador - Pastor de área.
Tudo isso deve ser explicado na terceira reunião.
4. Estabelecendo os pactos da célula ¹
O nosso crescimento espiritual depende de três coisas: compromisso,
relacionamentos e disciplina. Sem compromisso e sem alianças não podemos
edificar verdadeiramente a igreja. Sem compromisso mútuo, a célula não pode
existir. Mostramos nosso compromisso com Deus, quando temos compromisso
com os nossos irmãos. Os pactos devem ser firmados na quarta reunião e
relembrados, freqüentemente, pelo líder nas celebrações da Ceia.
O pacto da amor incondicional.
Colossenses 3:4-15.
“Eu escolho amar vocês, edificá-los e aceitá-los, não importa o que digam ou façam. Eu
escolho amá-los do jeito que vocês são. Nada do que fizeram ou venham a fazer, poderá me
impedir de amá-los. Posso não concordar com suas ações, mas vou amá-los como pessoas e fazer
tudo para suportá-los, na força do amor de Deus que habita em mim,”
O pacto da honestidade.
Efésios 4:25-32.
“Eu não vou esconder como me sinto a respeito de vocês. Contudo, pelo Espírito Santo,
procurarei conversar francamente com vocês, de modo amoroso e perdoador, para que nossas
frustrações mútuas não se transformem em amargura. Comprometo-me a ser sincero e honesto
com vocês, pois sei que, quando falamos a verdade em amor, é que crescemos em tudo, naquele
que é o cabeça, Cristo (Ef 4.15). Empenhar-me-ei para expressar esta honestidade de maneira
sincera e controlada”.
O pacto da transparência.
Romanos 7:15-25.
“Prometo empenhar-me para ser uma pessoa mais aberta e compartilhar meus sentimentos,
minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores com vocês, da melhor maneira possível. Eu farei
isso, porque sei que, sem vocês, não irei muito longe. Digo isto para afirmar o valor que vocês
têm para mim, como pessoas. Em outras palavras: eu preciso de vocês!”
O pacto da oração.
II Tessalonissenses 1:11,12.
“Eu faço um pacto de orar regularmente por vocês, pois creio que é isto que o nosso amado
Pai deseja: que oremos uns pelos outros, para que todos sejam supridos em suas necessidades.
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Participarei ativamente de quaisquer circunstâncias pelas quais vocês estejam passando,
ajudando a cada um a levar o seu fardo”.
O pacto da sensibilidade.
João 4:1-29.
“Assim como desejo ser ouvido, conhecido e compreendido por vocês, do mesmo modo farei
tudo ao meu alcance para ouvi-los, conhecê-los e compreendê-los. Também prometo ser sensível
tanto a vocês, quanto às suas necessidades, e esforçar-me para livra-los do abismo do desânimo e
do isolamento. E, com esse propósito, recusar-me-ei a dar-lhes respostas simplistas para as
situações difíceis nas quais vocês se encontrarem”.
O pacto da disponibilidade.
Atos 2:47.
“Aqui estou, se precisarem de mim! Tudo o que tenho – tempo, energia, entendimento,
bens, etc. – está à disposição de vocês, até o limite dos meus recursos. Dou todas estas coisas a
vocês, sem quaisquer outras exigências.”
O pacto de ser confiável.
Provérbios 10:19; 11:9,13, 12:23; 15:4; 18:6-8.
“Prometo manter em segredo tudo o que for compartilhado dentro da célula, de modo a
proporcionar uma atmosfera de confiança, necessária à transparência. Entendo, no entanto, que
essa discrição não proíbe o meu líder de célula de compartilhar informações adequadas ao meu
pastor. Entendo que os líderes e auxiliares trabalham sob a supervisão pastoral e, como
resultado disso, devem prestar contas aos pastores desta igreja, os quais, por sua vez, prestam
contas ao Pastor maior – Jesus Cristo, meu Senhor!” (Hebreus 13.17).
O pacto da prestação de contas.
Ezequiel 3:16-21 e Mateus 18:12-20.
“Dou a vocês o direito de questionar-me, confrontar-me e desafiar-me em amor, quando eu
estiver falhando em relação à minha vida com Deus, à minha família e ao meu crescimento
espiritual (oração, estudo da Palavra, etc.). Confio que vocês serão guiados pelo Espírito,
quando assim o fizerem. Preciso de sua correção e repreensão, de modo a aperfeiçoar meu
ministério, dado por Deus, no meio de vocês. Faço o pacto de não reagir!” (Pb 12.l,15;
13.10,18).
O pacto da assiduidade.
Lucas 9:57-62.
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“Não entristecerei o Espírito, nem impedirei o seu trabalho na vida dos meus irmãos, por
minha ausência às reuniões, exceto em caso de emergência. Somente com a permissão dEle, em
oração, considerarei a ausência uma possibilidade. Se estiver impossibilitado de comparecer, por
qualquer razão, em consideração aos irmãos, comunicarei ao meu líder de célula, para que todos
os membros do grupo saibam o que está acontecendo, para que possam orar por mim e não
tenham maiores preocupações comigo”.
O pacto da multiplicação.
Mateus 25:31-46.
“Faço o pacto de encontrar meios de me sacrificar por aqueles que se encontram fora da
igreja, da mesma forma como fiz a aliança de me sacrificar por vocês, meus irmãos e irmãs.
Darei o máximo de mim para trazer dois ou mais incrédulos para a minha célula, durante o
seu ciclo de vida. Quero fazê-lo em nome de Jesus, para que outras pessoas sejam adicionadas ao
reino de Deus, por amor a Ele!”
¹ Tomamos como base os pactos propostos por Bill Beckham no Manual do ano
da transição (Ministério Igreja em Células, 1999)
CADA LÍDER é um guardião da visão. Se desejamos manter a direção
precisamos ser radicais na prática de alguns valores como: cada célula existe para
se multiplicar, todo líder deve fazer o curso de treinamento, todo auxiliar é um
discípulo e cada crente é um ministro. Além desses, outros valores devem ser
guardados. Colocamos aqui alguns, na forma de mandamentos para que sejam
ainda mais reforçados.
Mandamentos que protegem a Visão
1. As células são a base da igreja
A célula não é somente uma parte da vida da igreja, nem pode ser
confundida com dezenas de outras organizações. A célula é a vida da igreja; logo,
quando ela existe apropriadamente, todas as outras estruturas tornam-se
desnecessárias e inválidas.
2. Não permitiremos uma célula com
mais de 15 pessoas sem se multiplicar.
A tendência de uma célula que não se multiplica é a estagnação. A
assiduidade cai, pois já não como todos participarem do compartilhamento. A
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reunião ftorna-se muito parecida com o culto de domingo. Já não há um
apascentamento adequado e os membros ficam acomodados.
3. Não permitiremos que uma
célula se embriague consigo mesma.
Células que ficam apenas olhando o próprio umbigo, estão condenadas ao
fracasso. Se não há a intenção de ganhar os perdidos, então a célula perdeu a
razão de existir.
4. Não permitiremos que uma célula
fique mais de um ano sem se multiplicar.
Faremos tudo ao nosso alcance para monitorar o crescimento da célula. Se
for preciso, trocaremos de anfitrião, mudaremos de bairro e até inseriremos nela
membros de outras células. E, se essas medias forem ineficazes, a célula será
remanejada.
5. Não fecharemos células.
Para nós, o fechamento ou encerramento de uma célula significa derrota. Faremos tudo
o que for possível para salvar uma célula e levá-la a se multiplicar: capacitaremos o líder,
mudaremos a casa, o anfitrião, o auxiliar e até o discipulador. Fechar uma célula, é uma
medida que não faz parte da nossa visão.
6. Não permitiremos uma célula sem líder auxiliar.
O líder auxiliar é o DNA da célula. É ele que vai reproduzir exatamente o
padrão da célula. Se fizermos uma multiplicação, sem que um líder auxiliar tenha
sido treinado, o DNA não será transferido. Conseqüentemente, a nova célula
poderá morrer, ou então reproduzir a visão de forma errada.
7. Não permitiremos que uma única
célula se transforme em congregação.
Uma congregação será formada por um grupo de células numa determinada
região, mas nunca por uma única célula que se recusou a se multiplicar. Uma
célula que se recusa a multiplicar é como um grão de mostarda que vira árvore -
uma monstruosidade.
8. Não permitiremos atividades
que concorram com as células.
No geral, as pessoas preferem os grandes eventos às reuniões da célula.
Apesar de considerarmos isto absolutamente natural, não concordamos que
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outras atividades concorram com as reuniões das células. É impossível conciliá-
las.
9. Não permitiremos que
uma célula fique sem supervisão.
Todo líder deve ter sobre si uma autoridade. Alguém que não admite estar
debaixo de autoridade, também não está qualificado para exercer autoridade. Isto
é proteção para o rebanho.
10. Não permitiremos pregadores de fora nas células.
Apenas os pastores estão habilitados a fazer convites a pregadores de fora.
Pessoas estranhas à visão de células, costumam ensinar padrões diferentes e
contrários ao ensino da igreja local, os quais podem produzir confusão entre os
membros. Os líderes podem não perceber tais ensinos errados, por inexperiência;
por isso, somente o pastor tem autoridade para convidar um pregador de fora.
Valores inegociáveis
É necessário que tenhamos a visão de células clara em nossa mente. Quando
tentamos edificar sem uma visão clara, negociamos facilmente valores vitais.
Vamos enumerar alguns desses valores que são vitais para nós.
1. As células são a coluna da nossa igreja.
Em nossa igreja, as células não são apenas uma estratégia que escolhemos
dentre as muitas disponíveis. Elas são parte de uma visão a respeito da igreja, ou
de como a igreja deveria ser. Não se trata, portanto, de uma estratégia, mas de
um novo paradigma.
Em nossa igreja, tudo é feito a partir das células:
Só pode se batizar quem estiver firme em um grupo.
A Ceia é celebrada em cada célula, mensalmente.
Um membro só pode fazer parte de um ministério com a
recomendação do seu líder de célula.
Um membro só recebe ajuda social com a recomendação
escrita do seu líder de célula.
Só consideramos membros aqueles que estão participando de
uma célula.
Para alguém ser recebido como membro da igreja, é preciso
primeiro que ele se integre a uma célula.
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A função mais destacada em nossa igreja é a função de líder
de célula.
2. Nenhuma atividade pode concorrer com as células.
Nunca permitimos que as programações especiais na igreja atrapalhem as
reuniões das células. Estas jamais serão canceladas. Agindo assim, todos
percebem qual é a nossa prioridade. Ninguém tem dúvidas de que, para crescer
em vida, em fé e em profundidade, precisará participar ativamente de uma célula.
3. Cada célula se reúne semanalmente.
Nossas células não se reúnem eventualmente. A cada semana nos
encontramos para renovar nosso compromisso, cultuar a Deus juntos e ser
supridos pela vida do corpo. Talvez nem sempre haja o culto da célula, mas a
célula sempre se reunirá, seja para um aniversário, uma festa, uma visita a um
membro enfermo, um velório, etc.
4. Edificamos células, e não apenas cultos nos lares.
A célula é mais que uma reunião na quarta-feira. A célula é mais que um
evento. A célula é um estilo de vida. Quando entendemos isso, a célula passa a
acontecer todos os dias da semana. A reunião é apenas um elemento da vida em
comunidade na célula.
5. Cada crente é um ministro
e deve se tornar um líder de célula.
O sistema de clérigos e leigos é totalmente maligno; logo, e uma grande
ameaça para as células, pois anula completamente o conceito básico do
sacerdócio universal dos crentes. Cremos que todos podem pregar, ensinar,
expulsar demônios, orar com os enfermos, e fazer tudo o que for necessário para
a edificação do Corpo.
Por que cada membro deve ser um líder de célula?
Porque faz parte da nossa visão cada crente ser um ministro.
Porque mostra compromisso com a visão.
Porque é uma oportunidade dada por Deus para o
crescimento espiritual.
Porque é a melhor forma de o crente ser discipulado.
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6. Todo membro é equipado e treinado para o serviço.
Um líder não deve ser constituído numa célula antes que conclua o curso de
treinamento (Curso de Maturidade no Espírito – o Cursão). Todo membro deve
fazer o curso. Assim, ele compreende por que cada um recebeu a unção para ser
um ministro e liderar uma célula.
7. Cada célula existe para se multiplicar
Desde que a célula funcione da maneira como foi estabelecida, tendo os
objetivos bem claros, com o padrão de reunião forte, podemos dizer que esta
célula frutificará espontaneamente. Uma célula que não se multiplica está fora da
visão!
8. As células não são um
departamento; são a própria igreja.
Não somos uma igreja na qual as células são apenas departamentos e
programas existentes ou uma dentre as muitas opções dentro da igreja. Em
igrejas, onde as células são apenas um departamento, as pessoas dizem que fazem
parte do ministério de células, como se fizessem parte do grupo de teatro, de
música ou de qualquer outro. Nós somos o inverso disso: somos uma igreja em
células!
9. Cada nível de liderança possui um discípulo auxiliar.
O líder auxiliar não é apenas um ajudante do líder; ele é um aprendiz, um
discípulo. Ninguém será um auxiliar eternamente; seu destino é tornar-se um
líder. Esse é o segredo do sucesso na visão de células: todos os líderes estão
treinando um auxiliar!
10. Todos os níveis de liderança estão
debaixo de cobertura e supervisão.
Não existem líderes independentes em nossa igreja. Todos devem prestar contas
a um outro líder, no nível acima de autoridade. Pessoas que não se submetem ao
seu nível de liderança estão demonstrando que são desqualificadas para liderar
entre nós. O bom líder é um bom liderado.
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BENEFÍCIOS
DA VISÃO
1. Não há gastos.
Para o funcionamento de uma célula, muito pouco é necessário, além da
própria residência de um irmão. Nunca poderemos nos justificar diante de Deus,
dizendo que a nossa obra não prosperou por falta de recursos financeiros. Com a
estratégia de células, podemos fazer a Obra, mesmo não tendo recurso algum.
2. Não limita o crescimento.
Quando atinge certo tamanho, a célula deve se multiplicar e, portanto, nunca
chega ao ponto de não poder conter mais ninguém. Depois de cada
multiplicação, a célula diminui, o que produz um novo ciclo de crises de oração
entre os membros, para o grupo crescer novamente. Este ciclo se renova, a cada
vez que o grupo se multiplica, tornando o crescimento virtualmente ilimitado.
Não haverá prédios suficientes para conter o grande número de vidas que serão
colhidas nestes últimos dias!
3. Criam-se lideranças reais.
Se um líder é colocado por meio de eleições, ou outro método artificial,
criam-se líderes que têm o título, mas sem a realidade da posição. São líderes
artificiais.
Na célula, esse processo acontece de maneira natural. Quando chega o
tempo de um grupo se multiplicar, todos, naturalmente, já percebem quem deve
ser o líder do novo grupo. O novo líder é reconhecido por causa da sua vida.
4. É uma estrutura flexível.
A célula pode se adaptar a novas exigências, circunstâncias de emergência,
ou até mesmo a uma situação de perseguição. As reuniões podem mudar de dia,
horário ou duração, e novos métodos e estratégias podem ser tentados, sem
perda ou risco para a estrutura geral da igreja.
5. Facilita a mobilização da igreja.
Uma necessidade da liderança é poder mobilizar toda a igreja, de maneira
rápida e eficiente, para a realização de um programa ou atividade. Isto se torna
muito simples, quando temos a nossa estrutura baseada nas células.
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6. Produz crescimento numérico.
O crescimento vem através do trabalho dos membros, os quais, na célula, se
tornam responsáveis pelo crescimento da igreja. Os membros das células
entendem que evangelizar é mais do que convidar alguém para ir ao culto. Além
disso, cada grupo deve se multiplicar uma vez ao ano, no mínimo. Isto produz
uma crise de crescimento em todo o grupo. Tal crise (que poderíamos chamar de
“dores de parto”) é o grande segredo do crescimento de uma igreja em células.
7. Leva cada membro a funcionar.
Nós não estamos apenas tentando estabelecer um departamento ou um
programa de grupos na igreja. O nosso alvo é bem mais ambicioso. Nós
queremos estabelecer um novo modelo de igreja, com um novo tipo de membro.
Não mais um mero consumidor espiritual no “shopping” da igreja, mas um
produtor útil e frutífero na família de Deus.
8. Quebra-se a tradição e a religiosidade.
O ambiente familiar da célula estimula a espontaneidade. Na maior parte das
chamadas igrejas pentecostais, os dons se manifestam muito mais freqüente e
livremente nas casas do que nas reuniões da igreja. É comum ouvirmos que
pequenas reuniões de oração nos lares mudaram a história de toda uma igreja. A
maior parte das igrejas tradicionais que se renovaram, entraram na renovação
quando um grupo começou a orar em casas. A partir daí, um mover de Deus se
estabeleceu, contagiando a muitos.
9. Um lugar para os dons.
Os dons são um grande instrumento para a edificação e o crescimento da
igreja. Quando há profecia, fé, milagres, curas, palavras de sabedoria e de
conhecimento, os incrédulos são impactados, e os crentes renovados na sua fé. A
célula é o melhor lugar para a manifestação dos dons do Espírito.
10. Gera apascentamento.
Todo novo convertido é como uma criança, e como tal necessita de alguns
cuidados fundamentais. Toda criança necessita de cinco coisas: alimento,
proteção, ensino, disciplina e amor.
Estes cuidados não podem ser dados de maneira massificada, mas individual,
nas células.
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11. Propicia assistência social mais eficiente.
Na célula, conhecemos as necessidades dos nossos irmãos. Temos visto
grupos que se mobilizaram para construir casas para viúvas, sustentar o líder que
ficou desempregado e ajudar os irmãos nas mais diversas situações. A igreja deve
ter uma assistência social mais abrangente e estruturada, mas o grupo deve
procurar assistir aos seus membros e só levar para a igreja aquilo que estiver fora
do seu alcance.
12. Estabelece vínculos de comunhão.
Muitos podem testemunhar que, antes de se converterem a Jesus, se
converteram aos irmãos. A comunhão foi a isca com que foram fisgados. A
principal característica da igreja deve ser o vínculo entre os irmãos. Podemos
dizer que a igreja é uma grande rede e os vínculos são os nós da rede. Quando
esta rede tem os seus nós firmes e bem ligados, os peixes são naturalmente
presos.
INIMIGOS
DA VISÃO
A ESTRUTURA de células é muito sensível. É como uma lavoura. Se a
abandonamos por um momento ela pode ser atacada por todo tipo de praga.
Cultivar a visão, portanto, é acima de tudo guarda-la e protegê-la. Vamos
enumarar algumas dessas pragas que podem destruir a visão de células.
1. O clericalismo
Clericalismo é o sistema que surgiu dentro da Igreja depois do quarto século,
que estabelece que na igreja há dois tipos de pessoas. Há aquelas especialmente
dotadas e capacitadas - chamadas clérigos - e a outra classe, dos ignorantes e
incapazes - chamados de leigos. O sistema de clérigos e leigos é totalmente
maligno e uma grande ameaça para as células, pois ele anula completamente o
conceito básico do sacerdócio universal dos crentes!
2. Templismo
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Provavelmente, a atitude de templismo, e o clericalismo, são as duas maiores
heranças católicas presentes no meio evangélico. Ambas são assassinas da visão
de grupos. Até o século terceiro, a Igreja não tinha templo. Estes surgiram com
Constantino, no século quarto, quando sua mãe, chamada Helena, espalhou
templos por todo o Império Romano. Os templos, portanto, não são
característica da Igreja do Senhor Jesus.
Para muitos, hoje, no meio evangélico religioso, a igreja não passa de um
prédio feito de concreto. Chegam mesmo a reverenciar o lugar, e se atrevem a
chamá-lo casa de Deus. Eles dizem que estão indo à igreja, se referindo ao
edifício. Muitos pastores gastam toda a sua vida construindo prédios e pensam
que estão edificando a igreja. Que melancolia! Em quase todas as igrejas, os
diáconos têm a função medíocre de cuidar do prédio. “- Os pobres?” “- Não é função
nossa!” - dizem. “- As vidas?” “- É função do pastor!” - respondem. Perdeu-se o senso
de valores!
Os prédios têm o seu lugar, mas a Igreja somos nós, as pedras vivas (I Pe
2:5), que após sermos edificados mutuamente, somos constituídos habitação de
Deus, no espírito. Sagrados somos nós, onde Deus habita (I Co 3:16). Quando
cada célula entende que a arca de Deus está onde os crentes estão, e que onde
chegamos, ali está a igreja, o trabalho prospera e o inimigo é derrotado.
4. Tradição
Tradição é a atitude de sacralizar algo que Deus fez no passado. Naquele
momento, era direção de Deus, mas Deus avançou e nós ficamos presos no
passado. É perder o vento e ficar à deriva. Quando não conseguimos seguir o
mover de Deus, perdemos o fluir nas células.
5. Medo
Muitos líderes não têm provado o melhor de Deus para os seus ministérios,
por causa do medo. Fé é correr riscos com Deus. Não podemos viver numa
estrutura totalmente sem riscos. A partir do momento que abrimos o trabalho
para mais líderes, os riscos se estabelecem. É tolice ficar parado sem fazer nada,
porque algo é arriscado. O melhor é termos um bom trabalho de supervisão e
corrigirmos os possíveis desvios, assim que eles forem detectados.
6. Transformar um grupo em congregação.
Depois que o grupo cresce, começa a haver uma certa resistência quanto à
sua multiplicação. O grupo passa a se reunir, não numa roda, mas em bancos
enfileirados, compra-se um púlpito, retroprojetores, e as reuniões se
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descaracterizam. Uma congregação não deve ser fruto de um grupo que resistiu à
multiplicação. Qualquer grupo que se recusa a multiplicar-se, deve ser encerrado.
7. Critérios muito altos para se constituir um líder.
Colocamos como líder de célula uma pessoa que, mesmo sendo recém-
convertida, seja cheia do Espírito e tenha feito o curso de treinamento. Além
disso, cremos que um líder deveria demonstrar pelo menos quatro características:
ser submisso, ensinável, transparente e tratável.
8. Falta de visão de crescimento.
O objetivo final das células é dar à igreja uma estrutura para conter o
crescimento. Se a liderança não tem uma visão de crescimento, os grupos perdem
a razão de existir. Sem visão não há projeto, sem projeto não há alvos, e sem
alvos ficamos à deriva, pois não teremos um rumo para seguir. Se desejamos
grupos, precisamos pensar em termos de multiplicação, e não mais de adição.
9. Falta de unidade.
Um povo dividido não constitui ameaça para o Inferno, e muito pouco pode
realizar para o reino de Deus. A falta de unanimidade é uma brecha terrível e
deve ser eliminada a qualquer preço.
10. A célula ser apenas mais
uma das atividades da igreja.
Não é possível conciliar as células com muitas programações semanais. No
geral, as pessoas preferem os grandes eventos às reuniões dos grupos. Isto é
absolutamente natural; por isso, não deve haver concorrência com as reuniões de
grupo. Quando os grupos são apenas mais uma atividade da igreja, essa situação
será muito freqüente e logo as células definharão.
11. Imediatismo
Precisamos ser cautelosos quando colocamos alvos de multiplicação para as
células. Um alvo exageradamente alto, influenciado pelo nosso imediatismo, pode
ter um efeito contrário ao desejado. Ao invés de estimular, pode trazer
prostração. Antes de estabelecer alvos, devemos pedir discernimento ao Senhor e
ouvir os nossos liderados.
13. Modismo.
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Precisamos ter consciência de que as células são, antes de tudo, uma
orientação bíblica, que tem demonstrado ser muito funcional em todo o mundo.
Os grupos são uma estratégia para a edificação da igreja. Eles somente
funcionarão, se eu tiver clareza sobre o que significa edificar a igreja. Se eu não
sei como edificar a igreja, os grupos serão uma boa ferramenta, mas inútil. Isso é
modismo: quando eu copio um método, sem entender a sua finalidade.
14. Falta de treinamento dos líderes.
Um grande impedimento para o crescimento dos grupos é a falta de
treinamento adequado para os líderes. Um líder precisa de um treinamento
básico. Multiplicar células é multiplicar líderes! Se os líderes não são treinados, as
células param.
15. Falta de disciplina nas reuniões.
Uma situação relativamente comum é quando o grupo degenera o conceito
de reunião e se transforma numa constante festa. A reunião do grupo é um
momento de ministração e deve ser preservada a todo custo. O oposto também
pode acontecer, quando o líder, demasiadamente zeloso da espiritualidade do
grupo, anula qualquer tipo de festa. Não podemos ter um grupo que faz de cada
reunião um evento festivo; entretanto, um grupo que retira a comemoração da
dimensão da sua espiritualidade está condenado a morrer.
16. O grupo não possuir um auxiliar.
O treinamento mais apropriado é aquele feito pelo discipulado. O auxiliar de
um grupo é muito mais do que um ajudante do líder; ele é alguém que está
aprendendo, com o objetivo de assumir a liderança. O auxiliar é um discípulo! Se
esta visão for ignorada, o resultado será que, em duas ou três gerações, a visão se
perderá.
17. Preletores de fora.
O líder de célula é proibido de convidar preletores de fora sem o
consentimento do pastor de grupos. Muitas vezes, esses tais preletores são lobos
mercenários, buscando devorar o rebanho e roubar a sua lã. Pessoas de fora
costumam ensinar padrões diferentes e até contrários ao ensino da igreja local,
produzindo confusão entre os membros. Os líderes podem não perceber tais
ensinos errados, por inexperiência; por isso, somente o pastor tem autoridade
para convidar um pregador de fora.
18. Demora em se multiplicar.
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Quando um grupo atinge 15 pessoas, ele deve se multiplicar rapidamente. O
discipulador e o líder devem planejar a multiplicação com bastante antecedência,
para que, no momento de executá-la, o grupo já tenha o novo anfitrião e o novo
líder.
Quando tarda a multiplicação, as pessoas começam a ficar inconstantes nas
reuniões, a estrutura da casa entra em colapso e já não há lugar para todos. Não
há como todos participarem do compartilhamento e a reunião fica muito
parecida com o culto de domingo. Já não há um apascentamento adequado e os
membros ficam acomodados.
19. Competição entre grupos.
Naturalmente, os participantes de um grupo tendem a desenvolver um
ambiente de equipe e passam a encarar os alvos de multiplicação como uma
competição entre grupos. A competição é um meio de interação que não deveria
ser estimulado na igreja. O ambiente dos grupos deve ser de cooperação mútua.
A competição produz separação e, eventualmente, discórdia.
Aqueles membros que vivem trocando de grupo, e fazendo comparação
entre eles, podem se tornar um instrumento de Satanás para produzir
competição; portanto, devem ser seriamente exortados. Os discipuladores
também podem vir a desenvolver este espírito, por desejarem mostrar aos
pastores o quanto são melhores e mais competentes que os outros. A competição
mina a base da visão!
C A P Í T U L O 26
CADA LÍDER enfrentará diversos problemas durante a reunião e na vida
do grupo. Normalmente, serão pessoas que, pelas suas atitudes, tenderão a
obstruir o fluir de Deus no grupo. Para proteger os membros e manter a
integridade da célula, o líder deve restringir essas atitudes em amor, ciente de que
ele está ali, confirmado pela autoridade que lhe foi dada pelo presbitério da igreja.
1. O membro pecaminoso¹
A Palavra de Deus diz, em 1 Coríntios 5.13 que devemos “expulsar, de entre
nós o malfeitor”. Deus é muito zeloso pela Sua santidade e também é muito zeloso
pela santidade da Igreja. Ele não permitirá de forma alguma o pecado no meio do
Seu povo. Cada líder deve saber que não basta haver crescimento numérico; é
preciso haver santidade!
Baseados em 1 Coríntios 5.11-13, dizemos que seis grupos de pecados não
podem ser tolerados:
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Impureza. Inclui todos os pecados sexuais.
Avareza. É o amor ao dinheiro.
Idolatria. Inclui feitiçaria, adivinhação, prognóstico, consulta aos
mortos, etc.
Maledicência. Inclui calúnia, difamação, infâmia, mexerico,
fofoca, etc.
Bebedice. Toda embriaguez provocada por bebida alcoólica,
drogas ou remédios.
Furto. Aqui, inclui-se: ladrão, assaltante, sonegador,
chantagista, etc.
Como lidar com o pecaminoso?
O membro faltoso deverá primeiro ser admoestado pelo irmão que
testemunhou ou tomou conhecimento do erro. Se o faltoso ouvir e abandonar o
erro, o pecado deve ser coberto.
Se o membro faltoso voltar a pecar, deverá ser admoestado pelo líder da
célula, em companhia da testemunha do pecado.
Caso o pecaminoso não mude de conduta e continue no pecado, o líder deve
entregar o problema para o discipulador, e este para o pastor de área. Caso o
irmão não ouça também os pastores, ele deverá ser convidado a se retirar da
célula, até que resolva mudar de vida.
2. Aquele que se acha mais espiritual que os outros.
O supercrente, certamente, tentará impressionar o grupo com os seus dons e
poderes especiais. Ele sempre discorre sobre passagens bíblicas difíceis e
assuntos polêmicos. E, se lhe deixarem falar, provavelmente criticará o líder do
grupo, ainda que sutilmente, procurando mostrar o quanto é mais capacitado e
experiente.
Como lidar com esse tipo de membro?
No hora do compartilhamento, o líder não deve encorajá-lo a falar muito
sobre suas experiências. Deve também procurar redirecionar o assunto e dar
oportunidade para outras pessoas opinarem. E quando perceber oportunidade,
deve conversar com a pessoa em particular, mostrando-lhe os objetivos do
grupo e o quanto ela pode ser útil servindo os irmãos. Sutilmente, coloque-o para
servir em algo mais humilde, que trate com o seu Ego.
3. Aquele que é discipulado à
distância, por líderes de outras igrejas.
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Normalmente, esse tipo de membro estará sempre se referindo ao
conhecimento obtido fora da igreja local e assumindo uma atitude crítica tanto
em relação grupo, quanto ao líder. Tais pessoas podem trazer confusão e, até
mesmo, levar a célula a morrer.
Como lidar com esse tipo de membro?
Não permita que alguém, com estas características, ensine no grupo, muito
menos aos novos convertidos. Não admita críticas contra a visão da igreja, nem
comparações com o que acontece em outros lugares. Procure estar com ele a sós,
e mostre-lhe a necessidade de ter como discipulador alguém da liderança da
igreja local, e não pessoas de fora.
4. Pastores que vêm de fora.
Depois que a igreja cresce, passa a atrair muitos pastores desgarrados de
outras igrejas. Geralmente, eles vão ao grupo e, sutilmente, resistem à autoridade
do líder, tentando até mesmo controlar a célula. Comumente, se utilizam do
título de pastor para causar impressão e ficam indignados quando não são
reconhecidos como pregadores.
Como lidar com esse tipo de membro?
O líder não deve se intimidar com o título de pastor ostentado pelo irmão.
Ao contrário, deve procurar mostrar-lhe que ele é bem-vindo no grupo, mas
somente será reconhecido como pastor ali, depois que o presbitério da igreja
reconhecê-lo. Cabe também ao líder mostrar ao irmão que, em nossa igreja,
valorizamos a função e não o título. Por outro lado, o líder não deve permitir
que monopolize a Palavra durante o tempo de compartilhamento.
5. O irmão muito falante
É aquele que procura monopolizar o tempo de compartilhamento.
Normalmente, opina sobre todos os assuntos, ainda que não os conheça a fundo.
Conta longas histórias ou ilustrações que não têm nada a ver com o que está
sendo discutido e muda de assunto o tempo todo. É muito imprudente em seus
discursos: fala de situações íntimas que não deveriam ser compartilhadas no
grupo e geralmente matam a reunião quando abrem a boca. Este tipo de irmão
atrai a antipatia dos irmãos e costuma ser rejeitado.
Como lidar com esse tipo de membro?
O líder deve ajudar o irmão falante a se expressar, dirigindo-lhe comentários
do tipo: “Parece que você tem experimentado muitas coisas, mas o que
gostaríamos de saber é o que Deus falou com você hoje, nesta reunião.” Se ele
persistir, em sua digressão, o líder deverá confrontá-lo, dizendo: “Para que os
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outros também possam compartilhar, por favor, resuma a sua conclusão em
trinta segundos”. O líder deve mostrar amor e paciência, sem rejeitar o irmão.
6. A pessoa que é antiga na igreja,
mas que ainda não lidera.
Normalmente, as pessoas mais antigas, que não atingiram posição de
liderança, tendem a participar do grupo de forma inconstante e sem
compromisso. Pessoas desse tipo, quando participam, são difíceis de ser lideradas
e sempre pensam que, por serem mais antigas, devem ter uma posição diferente.
Comumente, são saudosistas e se referem ao passado como “os bons dias”. Por
se referir ao passado, como sendo melhor que hoje, tais pessoas produzem
discórdia no grupo.
Como lidar com esse tipo de membro?
Não se deve dar nenhum tratamento especial a tais pessoas. O líder deve
enfatizar, constantemente, que tempo de igreja não faz de ninguém líder. No
tempo de compartilhamento, estimule o tal irmão a falar sobre o que Deus está
fazendo em sua vida hoje, e quais são os seus alvos imediatos em Deus. Desafie-
o a entrar na visão e a ser um ministro!
7. O crítico da Visão
Tais pessoas inicialmente serão muito sutis, mas no decorrer do tempo
expressarão suas opiniões acerca da liderança e da igreja. Talvez apenas façam
expressões de ironia e sarcasmo, quando algum líder for mencionado na reunião.
Estas pessoas, além de fazerem com que um espírito de divisão e sectarismo
penetre no grupo, podem também se tornar um tropeço na vida da igreja.
Como lidar com esse tipo de membro?
Quando ele expressar suas críticas, o líder deve dizer ao grupo que todos,
ali, têm liberdade para fazer suas críticas; todavia, a célula não é o lugar
apropriado para isso. Quem tiver críticas e/ou “sugestões” a fazer, faça-as
pessoalmente aos líderes. Se o irmão insistir, diga que, se todos concordarem,
anotará as críticas e entregará pessoalmente ao pastor principal. O líder deve
mostrar ao grupo que todos têm liberdade de dar sugestões construtivas e trazer
novas idéias, mas que as críticas negativas devem ser abolidas.
8. Anfitriões que não são hospitaleiros
O anfitrião é uma pessoa muito importante no contexto da reunião da célula.
Um anfitrião que freqüentemente esteja ausente no dia da reunião, pode ser um
grave problema. Existem aqueles que, pela idade e temperamento, tendem a
manipular o grupo e se julgam no direito de falar o que bem quiserem, a qualquer
102
hora. Pessoas assim podem impedir o fluir de Deus nas reuniões e,
conseqüentemente, destruir o grupo.
Como lidar com esse tipo de membro?
O líder deve admoestá-lo amorosamente e mostrar-lhe o seu papel no grupo.
Deve também conscientizá-lo tanto sobre o dom da hospitalidade, quanto sobre
os benefícios que, na Bíblia, são prometidos aos que recebem a igreja na sua casa.
Se os problemas continuarem, a única alternativa é mudar o grupo de residência.
9. Crianças destruidoras
Esta é uma situação delicada, que o líder deve administrar com muito
cuidado e paciência. Uma repreensão pública pode ser danosa e inibir os pais de
levar os filhos à reunião. Por outro lado, tolerar por muito tempo o problema,
pode causar muito desgaste aos anfitriões.
Como lidar com esse tipo de membro?
Se os pais da criança forem novos no grupo, todos devem exercitar a
paciência e procurar contornar o problema, segurando as crianças de uma
maneira a demonstrar a insatisfação. Caso seja um grupo maduro, a melhor
alternativa é uma orientação pública sobre o problema. Separe uma reunião para
falar sobre o papel de cada um na célula e o dever dos pais de cuidar dos seus
filhos.
10. O grupo se recusa a se multiplicar
Existem muitas causas para este problema. A primeira é que os membros se
tornaram confortáveis demais na companhia uns dos outros. Eles se apegam
fortemente a esses relacionamentos e não querem deixá-los. Alguns chamam essa
doença de koinonite.
A segunda causa desse problema é que as pessoas experimentaram um
grande mover na sua célula e agora temem que esse mover desapareça no novo
grupo.
Como lidar com essa situação?
Nas duas situações mencionadas anteriormente, a solução é relembrar a
todos a visão da multiplicação e mostrar-lhes a necessidade da salvação das vidas.
Todos precisam estar cientes de que a unção é boa, mas que ela existe para o
propósito da multiplicação. A comunhão é boa, mas também só tem sentido
quando gera fecundidade e produz filhos.
11. A maioria dos membros da célula
não está indo à celebração de domingo
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Depois que uma igreja transiociona-se completamente para o modelo de
igreja em células, um fenômeno poderá ocorrer: as pessoas começarão a preferir
as reuniões da célula que as reuniões de celebração aos domingos. Os motivos
podem ser muitos, mas, o mais comum é a distância. Na medida que a igreja
cresce as células vão ficando cada vez mais distantes. Mas às vezes a causa é que
não há estacionamento no prédio da igreja, o trânsito é ruim, os cultos são muito
lotados e até mesmo o horário do culto pode ser um problema numa área
particularmente perigosa.
“- Como lidar?” - O líder deve obervar se essa situação é fruto de
descompromisso com a igreja local. Se esse for o caso os membros devem ser
seriamente exortados. Todavia, se a causa for qualquer um dos motivos
mencionados, não há muito o que fazer. Toda igreja precisa crescer em
quantidade, qualidade e também em estrutura física.
¹ Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).
² Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
³ Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).
4 Paul Yonggi Cho, Grupos familiares e o crescimento da Igreja (Editora Vida, 1982).
“POR QUE A MINHA
CÉLULA NÃO CRESCE ?”
RECUSAMO-NOS a fechar células em nossa igreja. Consideramos o
fechamento de uma célula uma grande derrota! Se a célula não cresce, o
discipulador e o pastor de área precisam observar os seguintes fatores:
1. O líder não ora
Monitore o tempo devocional do líder da célula. Joel Komiskey diz que os
líderes que investem 90 minutos ou mais em devocionais diárias, multiplicam os
seus grupos duas vezes mais do que aqueles que investem menos do que 30
minutos por dia. Se o líder não ora, não há multiplicação! ¹
2. O líder não intercede pelos membros da célula.
Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores
probabilidades de multiplicar seus grupos. O discipulador deve fazer com que o
104
líder carregue consigo uma lista, com os nomes dos membros do grupo, levando-
o a orar por cada um deles, todo o tempo que lhe for possível.
3. Não há jejum
O discipulador deve programar uma campanha de jejum, de pelo menos 21
dias, com os membros da célula que não se multiplicou depois de um ano inteiro.
Não existem cadeias malignas que resistem um bom tempo de jejum e oração!
4. O líder não se prepara para a reunião da célula.
Investir tempo com Deus (preparar o coração para um encontro da célula) é
mais importante do que o preparo do estudo. Quando o líder chega à célula, com
o coração aquecido e cheio de fé, o seu grupo será contagiado e se disporá a
atingir o alvo da multiplicação.
5. O alvo da multiplicação não
foi devidamente estabelecido.
O líder que falha na fixação de alvos, os quais os membros recordam, tem
50% menos de probabilidade de multiplicar a sua célula. Fixar alvos aumenta em
75% a probabilidade de multiplicação. Cada discipulador deve checar se o líder
tem lançado os alvos com clareza e se os membros têm compreendido. Todos
precisam saber a data da multiplicação da célula.
6. O líder não foi bem treinado
Líderes de célula que foram bem treinados, multiplicam suas células com
maior rapidez. No entanto, treinamento não é tão importante quanto a vida de
oração do líder e a clareza de seus alvos. Todavia, quando o líder não conduz o
grupo com segurança e firmeza, as pessoas se sentem inseguras e não respondem
adequadamente. O discipulador deve reciclar e capacitar o líder.
7. O líder não visita
Líderes que fazem contato com cinco a sete pessoas novas por mês têm 80%
de probabilidade de multiplicar a sua célula. Quando o líder visita somente 1 a 3
pessoas por mês, as chances caem para 60%. Líderes que visitam oito pessoas
novas, ou mais, a cada mês, multiplicam os seus grupos duas vezes mais do que
aqueles que visitam uma ou duas vezes apenas.
8. Não há visitantes na célula
105
Líderes de célula que encorajam semanalmente os membros para convidar
visitantes duplicam sua capacidade de multiplicar os seus grupos, em
contraposição àqueles líderes que o fazem apenas ocasionalmente - ou nunca. Se
nunca há visitantes na célula, não há como multiplicá-la. Há uma relação direta
entre o número de visitantes no grupo e o número de vezes que o líder multiplica
o grupo.
9. O grupo é muito formal
As células que têm seis ou mais encontros sociais por mês se multiplicam
duas vezes mais do que aquelas que têm apenas um ou nenhum. Quanto mais o
grupo se parecer com uma família, ou com uma equipe bem unida, mais
facilmente ele se multiplicará. Grupos festeiros e que gostam de estar juntos
atraem pessoas como o ímã atrai o ferro.
10. Não há cuidado pastoral.
Visitação regular pelo líder aos membros da célula ajuda a consolidar o
grupo. Se um membro falta à reunião e o líder nem sequer faz uma ligação para
saber o que está acontecendo, fatalmente tal membro se afastará.
11. O anfitrião não é hospitaleiro.
Provavelmente, poucas coisas afetam tanto o grupo como um anfitrião que
não é hospitaleiro: os visitantes se sentem constrangidos e não voltam, os
membros sempre estão entrando em atrito e o ambiente da célula fica pesado. O
melhor, nesse caso, é mudar a célula de casa, imediatamente.
Sugestões práticas para
tirar a célula da estagnação ²
Experimente mudar o líder, ou o auxiliar;
Experimente mudar o anfitrião, mesmo sendo ele,
aparentemente, um bom anfitrião;
Experimente mudar a célula de bairro;
Experimente mudar o dia da reunião;
Experimente mudar o horário da reunião.
Nem pense nisso! Não fechamos células.
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Fechar uma célula é um acontecimento muito traumático. Quando isso
acontece, o líder e os membros da célula ficam com um sentimento de fracasso e
incapacidade. Isto pode afetar a fé deles para uma nova tentativa.
Se não houver outro meio e a única saída for fechar, que se faça da maneira
mais discreta possível, como juntar uma célula a outra, por exemplo.
Cremos que não é apropriado colocar sobre o líder e a célula a pressão
esmagadora de “multiplicar ou fechar”. Precisamos fazer como Jesus, na parábola
da figueira; precisamos dar tempo para que o líder e a célula frutifiquem. Em
Lucas 13:6-9 o prazo que o Senhor deu para a figueira frutificar foi de quatro
anos. Nossa visão é multiplicar cada célula uma vez por ano, mas precisamos ser
pacientes como o Senhor foi com a figueira.
Se os grupos que fecham são iguais em número aos novos que são abertos,
então não temos crescimento real. Fechar uma célula deve ser a última
possibilidade a passar pela cabeça de um líder, discipulador ou pastor.
¹ Penso que o melhor livro sobre o crescimento e a multiplicação da célula é de Joel
Comiskey, O crescimento explosivo da Igreja em Célula (Ministério Igreja em Células, 1998)
² Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida, 2000).
“POR QUE A MINHA
CÉLULA NÃO CRESCE ?”
RECUSAMO-NOS a fechar células em nossa igreja. Consideramos o
fechamento de uma célula uma grande derrota! Se a célula não cresce, o
discipulador e o pastor de área precisam observar os seguintes fatores:
1. O líder não ora
Monitore o tempo devocional do líder da célula. Joel Komiskey diz que os
líderes que investem 90 minutos ou mais em devocionais diárias, multiplicam os
seus grupos duas vezes mais do que aqueles que investem menos do que 30
minutos por dia. Se o líder não ora, não há multiplicação! ¹
2. O líder não intercede pelos membros da célula.
Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores
probabilidades de multiplicar seus grupos. O discipulador deve fazer com que o
107
líder carregue consigo uma lista, com os nomes dos membros do grupo, levando-
o a orar por cada um deles, todo o tempo que lhe for possível.
3. Não há jejum
O discipulador deve programar uma campanha de jejum, de pelo menos 21
dias, com os membros da célula que não se multiplicou depois de um ano inteiro.
Não existem cadeias malignas que resistem um bom tempo de jejum e oração!
4. O líder não se prepara para a reunião da célula.
Investir tempo com Deus (preparar o coração para um encontro da célula) é
mais importante do que o preparo do estudo. Quando o líder chega à célula, com
o coração aquecido e cheio de fé, o seu grupo será contagiado e se disporá a
atingir o alvo da multiplicação.
5. O alvo da multiplicação não
foi devidamente estabelecido.
O líder que falha na fixação de alvos, os quais os membros recordam, tem
50% menos de probabilidade de multiplicar a sua célula. Fixar alvos aumenta em
75% a probabilidade de multiplicação. Cada discipulador deve checar se o líder
tem lançado os alvos com clareza e se os membros têm compreendido. Todos
precisam saber a data da multiplicação da célula.
6. O líder não foi bem treinado
Líderes de célula que foram bem treinados, multiplicam suas células com
maior rapidez. No entanto, treinamento não é tão importante quanto a vida de
oração do líder e a clareza de seus alvos. Todavia, quando o líder não conduz o
grupo com segurança e firmeza, as pessoas se sentem inseguras e não respondem
adequadamente. O discipulador deve reciclar e capacitar o líder.
7. O líder não visita
Líderes que fazem contato com cinco a sete pessoas novas por mês têm 80%
de probabilidade de multiplicar a sua célula. Quando o líder visita somente 1 a 3
pessoas por mês, as chances caem para 60%. Líderes que visitam oito pessoas
novas, ou mais, a cada mês, multiplicam os seus grupos duas vezes mais do que
aqueles que visitam uma ou duas vezes apenas.
8. Não há visitantes na célula
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Líderes de célula que encorajam semanalmente os membros para convidar
visitantes duplicam sua capacidade de multiplicar os seus grupos, em
contraposição àqueles líderes que o fazem apenas ocasionalmente - ou nunca. Se
nunca há visitantes na célula, não há como multiplicá-la. Há uma relação direta
entre o número de visitantes no grupo e o número de vezes que o líder multiplica
o grupo.
9. O grupo é muito formal
As células que têm seis ou mais encontros sociais por mês se multiplicam
duas vezes mais do que aquelas que têm apenas um ou nenhum. Quanto mais o
grupo se parecer com uma família, ou com uma equipe bem unida, mais
facilmente ele se multiplicará. Grupos festeiros e que gostam de estar juntos
atraem pessoas como o ímã atrai o ferro.
10. Não há cuidado pastoral.
Visitação regular pelo líder aos membros da célula ajuda a consolidar o
grupo. Se um membro falta à reunião e o líder nem sequer faz uma ligação para
saber o que está acontecendo, fatalmente tal membro se afastará.
11. O anfitrião não é hospitaleiro.
Provavelmente, poucas coisas afetam tanto o grupo como um anfitrião que
não é hospitaleiro: os visitantes se sentem constrangidos e não voltam, os
membros sempre estão entrando em atrito e o ambiente da célula fica pesado. O
melhor, nesse caso, é mudar a célula de casa, imediatamente.
Sugestões práticas para
tirar a célula da estagnação ²
Experimente mudar o líder, ou o auxiliar;
Experimente mudar o anfitrião, mesmo sendo ele,
aparentemente, um bom anfitrião;
Experimente mudar a célula de bairro;
Experimente mudar o dia da reunião;
Experimente mudar o horário da reunião.
Nem pense nisso! Não fechamos células.
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Fechar uma célula é um acontecimento muito traumático. Quando isso
acontece, o líder e os membros da célula ficam com um sentimento de fracasso e
incapacidade. Isto pode afetar a fé deles para uma nova tentativa.
Se não houver outro meio e a única saída for fechar, que se faça da maneira
mais discreta possível, como juntar uma célula a outra, por exemplo.
Cremos que não é apropriado colocar sobre o líder e a célula a pressão
esmagadora de “multiplicar ou fechar”. Precisamos fazer como Jesus, na parábola
da figueira; precisamos dar tempo para que o líder e a célula frutifiquem. Em
Lucas 13:6-9 o prazo que o Senhor deu para a figueira frutificar foi de quatro
anos. Nossa visão é multiplicar cada célula uma vez por ano, mas precisamos ser
pacientes como o Senhor foi com a figueira.
Se os grupos que fecham são iguais em número aos novos que são abertos,
então não temos crescimento real. Fechar uma célula deve ser a última
possibilidade a passar pela cabeça de um líder, discipulador ou pastor.
¹ Penso que o melhor livro sobre o crescimento e a multiplicação da célula é de Joel
Comiskey, O crescimento explosivo da Igreja em Célula (Ministério Igreja em Células, 1998)
² Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida, 2000).
350 DICAS PARA
O LÍDER DE CÉLULA
Dicas de liderança
1. Você trabalhará melhor, se planejar. Planeje as atividades de sua célula no
começo de cada mês. Planeje atividades para os quatro alvos da célula:
comunhão, edificação, multiplicação e serviço.
2. Faça uma lista de bons livros (peça uma indicação para o seu discipulador
ou pastor). Estabeleça como alvo lê-los durante o ano; a leitura vai alargar a sua
visão.
110
3. A liderança de uma célula é muito mais uma aventura liderada pelo Espírito Santo do
que uma técnica de estudos bíblicos (Ralph Neighbour).
4. Você já marcou a data da multiplicação da sua célula? Líderes que
trabalham em função de alvos são mais bem sucedidos. Divulgue a data para a
sua célula e profetize a vitória!
5. Líderes que fizeram um bom curso de treinamento são mais seguros e
ousados para avançar com a sua célula. Estimule a todos, para que participem do
Curso de Treinamento de Líderes.
6. “A unção está na visão.” Seja fiel e coerente com a visão da igreja e você
será participante da unção que está na visão celular!
7. “A unção está no propósito.” Se você se mantém fiel ao propósito de
multiplicação, o Senhor vai honrar você!
8. Tenha uma atitude positiva e confiante em Deus! As pessoas desejam
andar com vencedores, os quais pisam na cabeça do diabo.
9. Líderes que oram e visitam, incomodam o inferno. Aprenda a suportar as
pressões que vêm! Não se deixe intimidar pelo inimigo!
10. Fracassos fazem parte da vida; aprenda com eles! Para um homem
de Deus, o fracasso é momentâneo e a vitória é definitiva!
11. Cada crente recebeu uma unção para a multiplicação e a fecundidade. Creia
nisto e creia na multiplicação da sua célula! (Cesar Castellanos).
12. Ame os membros da célula! Jamais fale de seu grupo de forma
negativa ou desdenhosa; trate-os como vencedores, e eles responderão como tais.
13. O seu sucesso como líder de célula não depende do que você é, mas
do que você faz. Quem visita e consolida, se multiplica.
14. Um líder que demonstra continuamente que Deus fala com ele,
adquire reconhecimento e autoridade espiritual. Não despreze seu tempo
devocional!
111
15. Os membros da célula sabem quando será a próxima multiplicação
do grupo? Trabalhe em função de um alvo! Líderes orientados por alvos são
líderes bem sucedidos.
16. Se você estiver entusiasmado, o seu grupo avançará. Motivação é
contagiante! Líderes entusiasmados com o Senhor levantam grupos fortes.
17. Valorize a reunião da célula! Ore para que ela seja forte e inspiradora. Reuniões
vivas são explosivas e tocam no coração dos visitantes.
18. Não busque a multiplicação apenas por realização pessoal ou por
vaidade. Deus nos abençoa quando nossos motivos são puros.
19. Delegue funções e responsabilidades para cada membro da célula,
mesmo que seja algo bem simples. Isto produz compromisso e seriedade entre
todos.
20. Deus é especialista naquilo que é humanamente impossível! Não
olhe para os seus próprios recursos, mas dependa do poder de Deus e você
multiplicará a sua célula.
21. Ter um líder auxiliar é vital para a multiplicação da célula. Defina rapidamente
quem são os auxiliares e treine-os para fazer o que você faz.
22. A maneira de treinar um auxiliar é simples. Você faz e ele vê. Em
seguida, você o ensina a fazer. Depois, ele faz e você observa. Por último, você o
envia para fazer sozinho.
23. Treine o seu auxiliar. Antes de cada reunião, diga-lhe tudo o que
você pretende fazer e explique o porquê do plano.
24. Treine o seu auxiliar. Depois de cada reunião, troque idéias com ele
sobre o que aprenderam a respeito do que aconteceu na reunião.
25. Treine o seu auxiliar. Troque idéias com ele sobre como resolver os
problemas que surgem na célula.
112
26. Treine o seu auxiliar. Trace todas as estratégias de atuação na célula
junto com ele. Permita que ele dê sugestões!
27. Treine o seu auxiliar. Quando julgar que ele está pronto, deixe que
ele mesmo dirija as reuniões da célula.
28. Treine o seu auxiliar. Avalie a forma como ele dirigiu a reunião.
Elogie-o e realce os seus pontos fortes.
29. Treine o seu auxiliar. Durante o último mês, antes da multiplicação
da célula, deixe que ele coordene todas as atividades da célula. Deixe que os
membros o reconheçam.
30. Treine o seu auxiliar. Sempre que for oportuno, deixe que seu
auxiliar veja você aconselhando alguém. Explique-lhe, depois, o porquê de cada
coisa.
31. Treine o seu auxiliar. Deixe que ele o observe, enquanto ganha
outras pessoas para Cristo, e leve-o consigo sempre que for fazer uma visita.
32. Treine o seu auxiliar. Realizem juntos um jejum ou uma vigília de
oração. Ore pra valer! Deixe que ele o veja orando.
33. Treine o seu auxiliar. Onde quer que você for ministrar, leve-o junto
com você.
34. O poder dos líderes está no poder de seus sonhos e na capacidade
de comunicá-los. Grandes líderes estão sempre prontos para avançar. Mire
sempre a multiplicação.
35. O líder de célula que não visita, dificilmente se multiplicará. Faça
uma agenda de visitação e siga-a, criteriosa e diligentemente.
36. O bom líder de célula visita, aconselha e ora pelo rebanho doente.
O líder que se vê como um pastor terá muitas ovelhas que se multiplicarão.
113
37. Líderes de célula eficazes procuram conhecer cada pessoa que entra
na célula. Ele dá atenção a todos, indistintamente, e não se limita a um pequeno
grupo.
38. Um verdadeiro líder de célula tem um coração de pastor. Ele não
desiste das ovelhas que abandonaram o grupo. O segredo da multiplicação é
fechar a porta de trás.
39. Se você for fiel em cuidar bem das ovelhas que Deus lhe deu, Ele,
com certeza, confiará muitas outras aos seus cuidados.
40. Não se preocupe com a reunião da célula; antes, priorize as ovelhas.
Alimente-as e proteja-as, que a sua célula crescerá saudável e fecunda.
41. O bom líder de célula não é um mestre, um profeta ou um grande
pregador. O bom líder é aquele que é expert na arte de relacionar-se com as
pessoas (Ralph Neighbour).
42. Se você, como líder de célula, faz do desenvolvimento da liderança
o seu alvo supremo, você está a caminho de uma multiplicação bem sucedida da
célula.
43. Não exite em copiar, de outros, uma estratégia que funciona. Os
melhores líderes são os melhores tomadores de nota, os melhores perguntadores,
os mais curiosos e os que têm mais “fome”.
44. As pessoas aprendem fazendo; por isso, envolva todos os membros
da célula nas atividade do grupo.
45. Dê várias oportunidades às pessoas do seu grupo. Não rotule ou
desista de alguém só porque falhou em trazer o lanche na última reunião.
46. Não tema o fracasso! Líderes bem sucedidos aprendem com suas
próprias falhas, tornando-se, em conseqüência, muito mais fortes. Desafie seu
grupo a crescer!
114
47. Para o líder bem sucedido, o fracasso é o começo – é o trampolim
da esperança. Aprenda com seus próprios erros! Nunca desista! Se você não
atingiu o alvo, tente novamente, e novamente, e novamente...
48. O sucesso somente pode ser obtido por meio de fracassos repetidos
e avaliados. O sucesso é resultado de muitas tentativas fracassadas.
49. A liberdade para cometer erros resulta em inovação e progresso.
Tente coisas novas, idéias novas e maneiras novas de fazer as mesmas coisas. A
multiplicação pode estar depois da “esquina”.
50. Admita fracassos diante do grupo. Não oculte os seus erros, e
desculpe-se sinceramente. As pessoas irão amá-lo e se sentirão livres para ser
gente.
51. Líderes de células bem sucedidos vêem um líder em potencial em
cada membro da célula e investem tempo e fé para que isso se torne realidade.
52. Você já marcou a data de multiplicação da célula? Líderes que
trabalham em função de alvos são mais bem sucedidos. Divulgue a data para a
célula e profetize a vitória!
53. Estabeleça uma data para a multiplicação da célula e leve todos a
trabalhar em função dela.
54. Líderes que sabem bem a sua função e o que se espera deles, têm
mais chances de multiplicar as células.
55. O líder que falha em fixar alvos de crescimento para a célula tem
menos chance de multiplicação.
56. Você já recebeu imposição de mãos do seu pastor, para receber a
unção de transferência? Você pode ser participante da unção do seu pastor!
57. Sem visão o povo perece. Não permita que a visão das células se
apague! Reafirme sempre que cada crente é um ministro e cada casa uma igreja.
115
58. Toda célula deve crescer mais calorosa através do companheirismo,
mais profunda através do discipulado, mais forte através da adoração e mais
numerosa através do evangelismo.
59. Você sabe quais são os quatro objetivos da célula? São eles:
comunhão, edificação, serviço e multiplicação. Se você se esquecer deles, correrá
o risco de se perder no caminho.
60. Você não está adicionando membros, mas multiplicando discípulos.
Priorize o compromisso na vida da célula! Sem compromisso não teremos uma
célula saudável e forte.
61. Tempo gasto “afiando o machado” para decepar as árvores não é
tempo perdido. Uma hora gasta em oração fará com que uma hora de trabalho
renda mais que uma centena delas sem oração. Desenvolva uma disciplina de
oração!
62. A mensagem nunca muda, mas os métodos são variados. Seja
criativo, mas sem comprometer a mensagem do Evangelho! Bem aventurados os
criativos, porque eles se multiplicarão!
63. Por que sua célula existe? Qual a missão dela? Como essa missão
será alcançada? Se você não sabe responder a essas perguntas, você não pode ser
um líder de célula.
64. Você quer ver a célula fluindo na direção certa? Então, relembre os
objetivos da célula com os membros, pelo menos uma vez a cada mês.
65. A célula conhece a visão da igreja? (“Nosso encargo é edificar uma
igreja de vencedores, onde cada crente é um ministro, e cada casa uma igreja,
conquistando assim a nossa geração, através das células”).
66. Os membros da célula sabem quando será a multiplicação do
grupo? Trabalhe em função de um alvo! Líderes orientados por alvos são líderes
bem sucedidos.
67. Acredite nas pessoas! Delegue responsabilidades para cada membro
da célula. Quando nos sentimos úteis, nos comprometemos mais.
116
68. Não recrute pessoas para um trabalho, mas para um sonho! As
pessoas se alegram em poder participar da concretização de um grande sonho.
Sonhe e leve a célula a sonhar.
69. Lembre sempre aos membros da célula qual é a trilha de
crescimento: fazer o Encontro, batizar-se, fazer o curso de Maturidade no
Espírito, tornar-se um auxiliar e, depois, um líder de célula.
70. Você é o pastor do grupo. Ali, você batiza os novos convertidos,
ministra a Ceia e ora pelos enfermos.
71. Lembre-se, líder, de que a célula não é o seu rebanho particular! As
células se ligam umas às outras numa só visão e prática.
72. O líder é alguém que emprega integralmente seu tempo, na célula.
Dedique-se e você verá a célula crescendo e se multiplicando.
73. O poder do grupo não consiste no desenvolvimento de uma
dinâmica de grupo. Seu poder está no fluir do Espírito Santo na vida da célula.
74. Todo líder de célula precisa ser cheio do Espírito Santo. Busque
poder e ousadia. Todos querem estar perto de quem está perto de Deus.
75. Você nunca poderá levar os outros a níveis que você mesmo não
atingiu. Antes de ministrar ao grupo, ministre a Deus.
76. Jogue fora a idéia de que o serviço do líder se limita a uma noite por
semana. Ser líder é um estilo de vida. Aperfeiçoe a sua liderança.
77. Você, líder, é responsável, para que cada membro da célula torne-se
um ministro na casa de Deus. Você é um guardião da visão.
78. Não seja um supercontrolador, nem um superprotetor da célula.
Permita que os membros façam experimentações. Dê a eles liberdade para errar,
enquanto aprendem.
117
79. Deixe que os sonhos de Deus encham o seu coração. Fale deles
com paixão para os membros da célula e permita que eles sejam contagiados.
80. Espere grandes coisas de Deus e empenhe-se em fazer grandes
coisas para Deus. Sonhe com muitas células, e Deus satisfará o desejo do seu
coração.
81. Você não tem que ser um crente fenomenal, para ser um líder de
célula. Deus usa pessoas comuns para fazer, através delas, coisas extraordinárias.
82. Sem fé, você não chega lá! A multiplicação de uma célula resulta do
poder de Deus, e não de simples habilidade ou estratégia. Creia - e você verá!
83. Deus usa pessoas simples, que têm sonhos extraordinários. Gente
que sonha alto e realiza grandes coisas para Deus. Sonhe multiplicando a célula
duas vezes neste ano.
84. Não queremos grupos grandes, sem vidas transformadas! Qualidade
é mais importante que quantidade. Faça discípulos, e não membros de igreja!
Faça discípulos, e não freqüentadores de cultos!
85. Discípulos mostram evidências externas de mudanças interiores.
Mas a mudança corre primeiro no interior. Aconselhe, ajude, ensine e exorte, sem
cessar, até que cada membro cresça.
86. Seja sal na boca dos membros da célula. Procure despertar neles
fome e sede de Deus. Se eles buscarem a intimidade com o Senhor, o grupo
crescerá espontaneamente.
87. Jesus disse que o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Caro líder,
você é um pastor na célula. Ame os membros da célula, ao ponto de se dar por
eles.
88. Se os membros da célula têm tido compromisso com a Palavra de
Deus e com a igreja, então você está de fato fazendo discípulos.
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89. Se os membros da célula são vistos como pessoas cheias de amor
uns pelos outros, então você está sendo bem sucedido em formar discípulos.
90. Nós nos tornamos discípulos quando frutificamos. Estimule cada
membro do grupo a frutificar. Nosso encargo é edificar uma igreja de
vencedores. Ser vencedor é ser discípulo.
91. Tudo o que Deus faz, Ele o faz pela Palavra e pelo Espírito. Isto é
tudo o que você precisa na célula: uma palavra viva e apaixonada e a unção fresca
do Espírito.
92. Ao ministrar, na célula, fale de coisas práticas, que podem ser úteis
no dia-a-dia. Fuja das doutrinas estéreis e de teologias mortas!
93. Permita que o fogo de Deus incendeie você! Deixe o seu coração
arder-se, que as pessoas virão para vê-lo pegando fogo! Seja um incendiário na
sua célula!
94. Se você investir tempo para ouvir atentamente os membros da
célula, eles lhe ouvirão, quando você falar.
95. Não permita membros ociosos na célula! Se há alguém assim,
desafie-o a mudar! Se resistir, exorte-o! Seja firme e não desista de fazer de cada
membro um ministro.
96. Sempre teremos irmãos desanimados entre nós. Conforte-os e seja
sensível às suas dificuldades. Dê a eles uma palavra de ânimo; não permita que
eles percam a esperança.
97. Os irmãos mais fracos devem ser carregados pelos fortes. Os
membros devem dar-lhes a mão, passo a passo, amá-los e conduzi-los, até que se
fortaleçam no Senhor.
98. Seja cauteloso para não se sobrecarregar com excesso de atividades
na célula! Zele para que os membros também estejam se dedicando apenas a um
trabalho, de cada vez, na igreja.
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99. Sem visão o povo perece. Não permita que a visão de células se apague.
Reafirme sempre a necessidade de vínculos de amor e de multiplicação.
100. Compartilhe com a célula o seu sonho. Fale daquilo que enche o
seu coração e espere até que o coração deles também se encha da mesma visão. A
explosão será uma questão de tempo.
101. Forme nas crianças da célula uma mentalidade de líder vencedor. Se
todos fizermos isto, estaremos garantindo os novos líderes da próxima geração.
102. Criança não dá trabalho: dá frutos! Ensine as crianças da célula a
evangelizar. Faça delas agentes do reino de Deus!
103. O líder deve ser um facilitador, ou seja, alguém que faz a célula
acontecer, e não um chefe controlador que a sufoca.
104. Dobrar a célula não é multiplicá-la. Dobrar é sair de sete membros e
chegar a quinze ou mais. Multiplicar é ter duas células depois de um ano. Só
multiplica quem gera discípulos auxiliares.
105. Tudo o que você fizer, faça-o de todo o coração, como para o
Senhor! Você não está trabalhando para homens. Por isso, seja zelozo, pois a sua
recompensa virá do Senhor.
106. Lembre-se que Jesus, que era cheio de zelo espiritual, realizou o
trabalho mais duro de toda a História, sem jamais estressar-se. Seu jugo é suave;
por isso você não precisa viver estressado!
107. Líderes devem ser incendiados, mas nunca queimados. Deus não
deseja fazer a Sua obra sugando a energia do trabalhador. Você é apenas uma
sarça, que pega fogo sem se consumir.
108. Você não conseguirá cuidar efetivamente de mais do que quinze
pessoas. Se a célula já chegou nesse patamar, planeje a multiplicação o mais breve
possível.
109. Você é um motivador. Como líderes de células, nós encorajamos os membros
a desenvolver seus dons e a avançar frutificando para o Senhor.
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110. Se existe uma forma de melhorar a célula, descubra-a! Reinvente o
grupo! Experimente novas estratégias! Permita ao Espírito conduzi-lo em
criatividade!
111. Há dois tipos de líderes que não ajudam a igreja a avançar: aqueles
que não fazem o que se manda e aqueles que só fazem o que se manda. Tenha
iniciativas com submissão.
112. Obstáculos são aqueles gigantes que vemos diante de nós quando
tiramos os olhos de Canaã. Fixe sua atenção no seu objetivo de fé e não se
detenha diante de gigantes!
113. Vista a camisa de líder! Fale de si mesmo como líder! Apresente-se
como líder! Veja-se como tal! Identidade é a chave do reconhecimento. Se o
grupo o reconhecer como líder, todos o seguirão.
114. Tenha uma atitude positiva e estimule os membros a fazerem o
mesmo. O problema não é o problema; o problema é a atitude em relação ao
problema.
115. Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão.
A maior característica do líder é a capacidade de suportar pressão. Resista e você
verá o grupo se multiplicar.
116. Siga o modelo de reunião da igreja e faça os relatórios. Nunca
houve um campeão indisciplinado!
117. Existem duas coisas que levaremos daqui, quando partirmos: o
nosso nome e as vidas que ganharmos. Reputação e caráter, frutos e vidas - estes
são os nossos tesouros no céu.
118. Existe o risco que você jamais pode correr e existe o risco que você
jamais pode deixar de correr. Aprenda a distingui-los. Liderar é correr riscos com
Deus!
119. Para crescer exteriormente, a célula precisa crescer interiormente, ou
seja: para se multiplicar, os membros precisam, antes, desenvolver uma vida
íntima com o Espírito Santo.
121
120. Primeiro as pessoas olham para você, depois elas ouvem o que você
diz. Cuide bem da sua aparência! Seja um líder vencedor, com aparência de
vencedor!
121. Reconheça os membros da célula, elogie-os e mostre-lhes o quanto
são importantes para a igreja como um todo! Fazendo isso, você os estará
motivando para o avanço da célula!
122. Você está comprometido com os membros da sua célula, da mesma
forma como espera que eles estejam com você? O compromisso é a base da
expansão da célula.
123. A célula deve ter olhos para dentro e para fora. O líder procura
ajudar a cada membro a tornar-se um ministro fecundo espiritualmente.
124. Determinação e perseverança são ingredientes básicos de um líder
vencedor. Proponha no seu coração alcançar o alvo da multiplicação e não
desista! O Senhor honrará você.
125. Nós nos tornamos aquilo que nos comprometemos a ser. A célula
se multiplicará, se ela se comprometer nisto.
126. Alguém somente se tornará membro da igreja depois de freqüentar
a célula e ser indicado pelo líder. Seja criterioso!
127. Lembre-se de que o nosso alvo é alcançar não-cristãos. Membros de
outras igrejas devem ser cordialmente recebidos, mas nunca os convide para
voltar ou participar da célula.
128. Não tenha medo de repetir a visão e o ensino. As pessoas demoram
a assimilar uma verdade da Palavra. Você não está na célula para ensinar, mas
para alimentar as ovelhas.
129. Os pastores estão presentes para fazer com que o seu ministério seja
bem sucedido na célula. Mas, nunca se esqueça, de que a responsabilidade pela
célula está sobre você, como líder, e não sobre eles.
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130. Acredite no potencial de todos os que estão ao seu redor. Aqueles que
pensamos serem os mais fracos, poderão vir a ser os mais frutíferos.
Dicas de multiplicação
1. Não fique preocupado com a sua classe social, idade, estado civil ou sexo.
Está comprovado que esses fatores que não afetam na multiplicação de uma
célula.
2. Não fique preocupado se você não é a pessoa mais engraçada da festa. Tanto os
introvertidos, quanto os extrovertidos, multiplicam suas células.
3. As pessoas com os dons de ensino, de pastor, de misericórdia e de
evangelismo multiplicam suas células do mesmo modo que as outras.
4. Os líderes que oram diariamente pelos membros da célula têm maiores
probabilidades de multiplicar seus grupos.
5. Líderes que gastam tempo com Deus, em preparação para a reunião da
célula, certamente atingirão o alvo de multiplicação.
6. Investir tempo com Deus e preparar o coração para o encontro da célula é
mais importante que o preparo do estudo.
7. Líderes que contatam entre cinco a sete novas pessoas por mês, têm 80% a mais de
probabilidade de multiplicar a célula (Joel Komiskey).
8. Se o líder visitar de uma a três pessoas por mês, suas chances de
multiplicação caem para 60% (Joel Komiskey).
9. Líderes que visitam oito pessoas novas - ou mais - por mês, multiplicam
seus grupos duas vezes mais do que aqueles que visitam uma ou duas apenas
(Joel Komiskey).
10. Os líderes que preparam auxiliares para ajudar na liderança dobram
a sua capacidade de multiplicar a célula.
123
11. Visitas regulares feitas pelo líder e pelo auxiliar, aos membros da
célula, ajuda a consolidar o grupo, cria um ambiente de aceitação e favorece a
multiplicação da célula.
12. Ao analisar a relação entre a visitação a pessoas novas e a presença
de visitantes, constatou-se que a quantidade de visitantes é fator secundário; fazer
visitas é mais importante (Joel Komiskey).
13. Orar por membros da equipe e estabelecer alvos são princípios
primordiais para a primeira multiplicação de uma célula.
14. Os fatores essenciais para a multiplicação da célula são as
devocionais dos líderes, o evangelismo do grupo e a formação de uma equipe
(Joel Komiskey).
15. Se um líder não visitar, ele terá poucas chances de multiplicar a
célula no tempo determinado. Agende suas visitas, ou então delegue para que
outros membros também colaborem.
16. Líderes de células que possuem dois, três ou mais auxiliares,
duplicam a capacidade de multiplicar a célula (Joel Komiskey).
17. Fixar alvos, aumenta em 75% a chance de multiplicação de uma
célula (Joel Komiskey).
18. Líderes de célula que estabelecem alvos específicos de multiplicação
multiplicam as suas células com mais freqüência do que os líderes sem alvo (Joel
Komiskey).
19. De acordo com a Bíblia, o fracasso nunca é o final. Em Deus,
podemos nos levantar e tentar de novo. Se a célula não se multiplicar neste ano,
tente de novo no próximo ano.
20. Líderes de célula que encorajam os membros para convidar
visitantes, semanalmente, duplicam as chances de multiplicar seus grupos (Joel
Komiskey).
124
21. Os líderes que investem 90 minutos, ou mais, em devocional diária,
multiplicam seus grupos duas vezes mais que aqueles que investem menos de 30
minutos ao dia (Joel Komiskey).
22. Ao comparar o tempo devocional, alvos, treinamento e preparo,
constatou-se que a devocional e os alvos são os mais importantes (Joel
Komiskey).
23. As células que têm quatro ou mais encontros sociais por mês,
multiplicam duas vezes mais do que as que têm apenas um, ou nenhum (Joel
Komiskey).
24. Treinamento da liderança e encontros sociais são necessários para a
multiplicação contínua da célula.
Dicas de evangelismo
1. Prepare um evento evangelístico (“evento-ponte”) especialmente para um
segmento da sociedade, como, por exemplo: policiais militares, bombeiros,
professores, etc.
2. Planeje um piquenique, com o propósito de convidar amigos. Leve o
lanche para eles e faça-os se sentir à vontade.
3. Prepare enquetes breves para evangelismo de rua. Além de ser uma
estratégia de evangelismo, vai produzir mais vínculos entre os membros da célula.
4. Convide o grupo de teatro da igreja para fazer um trabalho evangelístico
na rua onde fica a célula.
5. A Cruzada Estudantil fornece gratuitamente projetores para a exibição do
filme Jesus. Experimente projetar o filme na rua onde a célula funciona.
6. Peça a alguns membros do grupo para se vestirem como palhaços, durante
o evento. É uma excelente estratégia para atrair a multidão, enquanto outros
falam de Cristo.
125
7. Faça cartões de visitas com o endereço da célula e distribua-os na
vizinhança.
8. Experimente o projeto “Saindo da Toca”. Uma hora antes da reunião da
célula, os membros saem e convidam as pessoas para a reunião que está por
acontecer.
9. Compre folhetos e ponha neles um carimbo com o endereço da célula;
depois, distribua-os nas caixas de correio da vizinhança.
10. Simplesmente fazer um culto ao ar livre pode ser uma boa idéia,
ainda mais se a célula fica perto de um local movimentado.
11. Há uma relação direta entre o número de visitantes na célula e o
número de vezes que o líder multiplica a célula.
12. Experimente fechar a rua e fazer um dia de lazer com os vizinhos da
célula. Programe esportes e brincadeiras. Finalize com um testemunho.
13. Se você possui o dom de cura, use-o para ganhar almas. Faça uma
campanha de oração pelos enfermos.
14. Mateus era um discípulo popular que, quando se converteu, fez uma
festa e convidou todos os amigos para ouvir Jesus. Veja se há um “Mateus” na
célula (Mt 9.9,10).
15. Use o batismo de cada novo membro como pretexto para uma festa
de testemunho para a família dele.
16. André foi alguém que, quando se converteu, foi e chamou a Pedro,
seu irmão. Veja quantos “Andrés” há na célula. Estimule-os a convidar os seus
irmãos (Jo 1.41,42).
17. Lázaro foi um dos que Jesus ressuscitou dos mortos. Ele não
precisava falar nada; as pessoas vinham apenas para vê-lo. Veja se há um
“Lázaro” na célula e leve-o a testemunhar (Jo 12.1).
126
18. Use a revista da igreja como um cartão de visitas, para convidar não-
cristãos para a reunião da célula.
19. Se o seu bairro é pobre, talvez seja uma boa idéia fazer um sopão -
ou algum outro tipo de projeto social - para atrair a vizinhança.
20. Você já pensou em entrar numa sala de bate-papo na internet, para
falar de Jesus? Não despreze nenhum tipo de oportunidade.
21. Experimente usar um filme secular para discutir com não-cristãos o
que é o novo nascimento ou o sentido da vida. Vendo tais filmes, eles poderão se
desarmar.
22. Procure desenvolver um interesse real pelas pessoas. Quando se
sentem importantes e valorizadas, elas se abrem para o Evangelho.
23. Não tenha receio de fazer apelos e desafiar pessoas a crerem em
Jesus. Mesmo que haja um único visitante na célula, desafie-o a crer!
24. Faça pelo menos um “evento-ponte” a cada dois meses. Planeje-o
com antecedência e com oração e jejum. Qual foi o último que você realizou na
célula? (Pode ser esta a hora de planejar outro...).
25. Durante um tempo, a célula poderá fazer rodízio de anfitrião, se
reunindo, a cada semana, na casa de um membro. Esta pode ser uma boa forma
de atrair parentes e visitantes.
26. Torne-se um servo de quem você quer atrair para Jesus, ajudando-o
em alguma necessidade que tenha, como, por exemplo, cuidar de um bebê
recém-nascido, fazer-lhe as compras, etc.
27. Ensine o grupo a usar “As quatro leis espirituais”, da Cruzada
Estudantil; depois, desafie cada membro a pregar na escola, no trabalho e em
casa. Grupos que semeiam, certamente colherão.
28. Prepare uma noite de serenata para cada visitante que foi ao grupo
num determinado mês. A serenata tem um grande poder de amolecer corações.
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29. Faça um cartão personalizado da célula. Dê uma quantidade para
cada membro e peça-lhes que os distribua entre seus próprios amigos.
30. Não há um modo que seja “o correto” para você multiplicar a
célula. Seja criativo e experimente todas as estratégias que o Espírito Santo
inspirar você a fazer.
31. Deixe uma cadeira vazia em toda reunião da célula. Leve todos a
orar para que a cadeira seja ocupada nas próximas reuniões, por um novo
convertido.
32. Não tenha receio de usar um velório como meio de evangelização.
Muitas pessoas só pensam na morte nesses momentos.
33. O segundo domingo de maio é o dia das mães. Que tal fazer um
“evento-ponte” para todas as mães da região, ou para as mães dos membros da
célula? Não perca oportunidades!
34. Anuncie constantemente o alvo de multiplicação para a sua célula!
Estabeleça uma data-limite e declare desde já a vitória do plano!
35. Se você acabou de conhecer alguém na igreja, que está sem célula,
não exite em convidá-lo. Às vezes, temos de “pescar” dentro de nosso próprio
“aquário”.
36. Cada líder de célula deve lembrar constantemente aos membros da
célula para convidar os amigos para a reunião.
37. Líderes experientes sabem que é necessário que se convide vinte e
cinco pessoas, para que no mínimo quinze compareçam. Das quinze, apenas oito
virão realmente; e das oito, somente cinco - ou menos - se decidirão a
permanecer. Portanto, convide muitas pessoas.
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38. Tente fazer jantares evangelísticos, eventos sociais, piqueniques e
festas. Jesus sempre comia com as pessoas. Comida, descontração e visitantes são
uma ótima combinação.
39. Faça o que funciona para você. O que importa é que o evento atraia
o visitante. Utilize o método à exaustão e, quando já estiver cansado dele, tente
algo diferente.
40. A maioria das pessoas se converte aos poucos - gradualmente. Não
desista se alguém parece estar retrocedendo. Crie um ambiente de liberdade e
aceitação, e a pessoa acabará se firmando.
41. O dia dos namorados é um evento muito popular. Programe algo
com os casais da célula. Talvez vocês possam fazer um jantar romântico na casa
de um deles.
42. Faça um “evento-ponte” especial para o Dia das Mães, para a
Páscoa ou para o Natal. As pessoas se abrem para participar de eventos, nessas
ocasiões.
43. Uma maneira prática de conquistar a simpatia dos vizinhos é fazer
um dia de serviços na comunidade: amolar facas e tesouras, limpar jardins, lavar
carros, arrumar telhados, etc.
44. Leve os membros da célula a cultivarem amizades com os vizinhos,
convidando-os para almoçar juntos ou participar de um churrasco - na casa deles.
45.Seváriosmembrosdacélulavivemnumamesmaáreaoucondomínio,juntem-seefaçamumrefeiçãopara
osnovosvizinhosrecémchegados.
46. Sua célula é capacitada a alcançar certo tipo de pessoas. Existem
alguns tipos aos quais a célula jamais alcançará. Então, invista naquele tipo de
peixe que você é capaz de pescar.
47. Como líder de célula, você vai atrair quem você é, e não quem você
quer. Se você é jovem, pregue para jovens; e assim por diante...
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48. Não tente ser algo que você não é. Procure aperfeiçoar sua bagagem
e experiência, e invista tempo em alcançar aqueles que se parecem com você.
49. Pessoas com familiares doentes, pais com filhos problemáticos,
casais com problemas conjugais e com problemas financeiros estão mais abertos
para ouvir falar de Jesus.
50. Você é um pescador. Saiba que peixes você quer pegar. Cada tipo de
peixe exige uma isca específica e uma época específica de pescaria. Escolha um
público alvo.
51. Você é um pescador. Diferentes tipos de peixes se alimentam em
diferentes locais, em horas diferentes do dia. Vá aonde os peixes estão. Nem
todo peixe virá à sua célula.
52. Você é um pescador. Aprenda a pensar como um peixe. Entenda os
hábitos e os gostos de cada peixe. Em outras palavras: fale a linguagem que as
pessoas entendem.
53. Você é um pescador. Uma pescaria bem sucedida requer que
façamos coisas desagradáveis para nós, mas boas para os peixes. Faça qualquer
coisa para pescar uma alma.
54. Você é um pescador. A maioria tem o hobby da pescaria, mas você
é um pescador que possui uma responsabilidade diante de Deus. Seja sério e
diligente na pescaria, e os peixes virão.
55. Encoraje aqueles que estão sendo batizados a convidar os seus
amigos não-crentes para assistirem ao batismo. Use o batismo como um “evento-
ponte” da célula.
56. Leve toda a célula a fazer uma oração de entrega a Jesus; depois,
pergunte se alguém nunca fez aquela oração antes. Leve a pessoa que se decidiu a
reafirmar a entrega, de forma voluntária.
57. Nunca deixe de orar por cura, se houver alguém enfermo, nem por
libertação, se houver alguém oprimido na célula. Os milagres são a grande isca de
Deus para salvar as vidas!
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58. Se você possui o dom, experimente fazer uma campanha de cura,
libertação, ou prosperidade, por sete ou dez reuniões seguidas. Não tenha
preconceitos com métodos.
59. O segundo domingo de agosto é o Dia dos Pais. Que tal fazer um
“evento-ponte” para todos os pais da região, ou para os pais dos membros da
célula? Não perca oportunidades.
60. Se alguém na célula possui o dom de evangelista, use-o para
começar uma célula pioneira numa outra região da cidade.
61. Estamos numa guerra. Espere por lutas. Prepare-se para elas. Uma
célula é um pelotão empenhado em assaltar as portas do inferno, para libertar as
vidas.
62. Ore para que Deus manifeste sinais na célula. Isto fortalece a fé dos
irmãos e atrai os não-cristãos.
63. Nunca deixe de participar de festas na sua empresa, na sua escola ou
no seu prédio. São excelentes oportunidades para fazer amizades e dar
testemunho.
64. Se o grupo tem disponibilidade, experimente fazer uma outra
reunião com a célula, exclusivamente para evangelismo.
65. Não fale de Jesus às pessoas assim que as encontrar, pela primeira
vez. Primeiro converse com elas sem nenhum interesse e torne-se amigo delas.
Supra as suas necessidades e ame-as.
66. Se o seu grupo tem sete pessoas e você quer multiplicá-lo em um
ano, o seu desafio será ganhar duas pessoas a cada quatro meses. Não parece ser
tão difícil, parece?
67. Podemos fazer convites, eventos, visitas e tudo o que for necessário
para encher o grupo de visitantes, mas se alguém não falar algo da parte de Deus,
com paixão, as pessoas não voltarão.
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68. É a verdade que liberta. Precisamos ter uma palavra viva, se
queremos ver gente sendo liberta. Não temos de pregar muito, mas temos de
pregar a verdade com vida.
69. É a unção que liberta do jugo. Precisamos orar para que haja um
fluir na célula e as pessoas sejam livres das cadeias malignas, pela unção de Deus.
70. Crescimento não acontece por acaso. Você precisa querer se multiplicar e se
aplicar nesse propósito. Fale disso, compartilhe isso, e faça-o!
71. Estimule os membros da célula a ampliar seus círculos de amizade.
Quanto mais amigos não-convertidos ele tiverem, maiores serão as chances de
multiplicação!
72. Existe uma lei chamada de “Lei do número máximo”. Que lei é
esta? Se você desejar ter quinze visitantes no “evento-ponte”, então convide pelo
menos sessenta.
73. Não confunda atividade com produtividade. Não queira apenas
fazer um “evento-ponte” para cumprir um programa. Queira frutos; resultados.
74. O preço do crescimento da célula é ouvir “não” centenas de vezes.
Ensine os membros do grupo a não ficar desanimados com recusas.
75. Convide um amigo para a reunião da célula, pelo menos uma vez
por mês, durante pelo menos um ano. Água mole em pedra dura...
76. Você possui um dia definido de jejum semanal? E a élula? Manter
uma disciplina constante de jejum e oração é uma das garantias de crescimento e
multiplicação.
77. O dia 12 de outubro é o dia das crianças. Programe um “evento-
ponte” para atrair as crianças do bairro. Conte alegremente para elas que o reino
dos céus já é delas.
78. Receba as crianças da maneira como Jesus fazia: abençoando-as e
impondo-lhes as mãos para orar por elas. Pregar para as crianças pode ser uma
boa isca para também atrair os pais.
132
79. Uma pesquisa comprova que mais de 50% dos membros das igrejas
se converteram antes dos 13 anos de idade. Esta é a melhor fase para lhes
apresentarmos o plano do amor de Deus.
80. Use as crianças como agentes do Reino. Não permita que as
crianças fiquem de fora de nenhum projeto de oração ou jejum da célula! Adapte
o projeto para a realidade delas.
81. No dia 2 de novembro, os cemitérios da cidade estarão cheios de
pessoas visitando sepulturas de entes queridos. Por que não sair com a sua célula
para distribuir folhetos ali?
82. O amor aproxima as pessoas, como um poderoso ímã. A falta de
amor faz com que as pessoas se afastem. Não apenas ame as pessoas, mas
demonstre esse amor por elas na célula.
83. Lembre-se de que os parentes e os amigos dos novos convertidos
são as pessoas mais receptivas ao Evangelho e devem ser o seu alvo primordial.
84. A maioria das pessoas se sente constrangida ao ser convidada para
assistir um culto, mas nunca se constrangem quando o convite é para uma festa.
Faça, então, festas evangelísticas!
85. Planeje um “Jantar da amizade” em vez do encontro normal da
célula e convide amigos não-cristãos.
86. Durante uma reunião da célula, assistam a um filme evangelístico,
em vez de terem um estudo bíblico.
87. Muitas pessoas fechadas ao Evangelho se abrem, quando enfrentam
uma enfermidade ou problema na família. Ore por milagres! Espere por milagres!
A explosão é uma questão de tempo.
88. Dezembro é o mês do Natal. Use essa data para fazer um “evento-
ponte” com as crianças da rua ou com os parentes dos membros da célula. O
“amigo oculto” pode ser uma boa idéia.
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89. Estimule os membros a testemunhar na célula sobre o que Deus
tem feito na vida deles. Isto fortalece a fé de todos e abre o coração do visitante.
90. Ensine aos membros da sua célula o que significa oikos
(relacionamentos com família, colegas de trabalho, vizinhos e colegas de escola).
Ensine-os a fazer evangelismo por amizade.
91. Incentive os membros da célula a fazer das festas de aniversário - ou
qualquer outra comemoração - um motivo para convidar amigos não-crentes e
testemunhar para eles.
92. Recomende aos membros da célula a não se isolarem dos
incrédulos, mas estar no meio deles para atraí-los para Jesus.
93. Faça um rodízio entre os membros, durante um certo período, com
o propósito de evangelizar os familiares e amigos de cada um.
94. Torne-se um servo daquele que você quer ganhar para Jesus,
ajudando-o em suas necessidades, como, por exemplo: carregar sacolas, lavar
roupas quando um bebê nasce, oferecer e dar carona, etc.
95. Faça evangelismo em equipe. Experimente bater de porta em porta
e entregar um convite ou um folheto a respeito do Evangelho.
96. Use as crianças como instrumento para ganhar os pais. Muitos
adultos estão nas células por causa de uma criança. São muitos os testemunhos
de crianças que atraíram pais não-cristãos às células.
97. As crianças são mais fiéis à freqüência nas células do que seus pais.
São elas que não deixam pais faltarem às reuniões, porque elas não querem faltar.
Use-as como meio para consolidar os pais!
98. Seja espontâneo ao falar de Jesus! Fale do Evangelho com a mesma
espontaneidade que você fala do seu time de futebol (ou daquilo que mais gosta
de fazer)!
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99. Se no seu bairro existe uma gangue, ore pela conversão do líder e
você receberá todos os outros membros juntamente com ele.
100. deixe uma cadeira vazia na reunião da célula e peça que os membros
orem pela próxima pessoa que irá sentar-se ali.
Dicas de Consolidação
1. Existem muitas empresas de telemensagens. Use esse recurso e mande
mensagens para os visitantes que forem à célula.
2. As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até elas saberem o
quanto você se importa. Visite o novo decidido, imediatamente após a decisão
dele por Cristo.
3. 85% dos decididos que são visitados até 36 horas depois, permanecem.
Entretando, somente 60% dos que são visitados 72 horas após retornam, e
apenas 15% dos que são visitados uma semana depois, voltam. O que você está
esperando? Vá visitá-los!
4. Caso você não possa fazer uma visita em 36 horas, para o novo convertido
ou visitante, faça um telefonema ou envie-lhe uma mensagem. Nunca deixe de
contatar o novo decidido!
5. Não espere que o novo convertido vá sozinho à reunião da célula. Busque-
o, ou determine alguém para fazê-lo.
6. Valorize o momento do lanche na célula. Ele pode ser a chave para
consolidar o visitante. Estimule a célula a ficar em função do visitante nesse
momento.
7. Com respeito ao novo convertido, lembre-se: visite-o, sente-se ao lado
dele no culto de domingo, convide-o para almoçar na sua casa e ligue
freqüentemente para ele.
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8. Faça um rodízio na célula para cuidar do novo convertido. Escolha três
pessoas para se revezarem, ora visitando-o, ora ligando para ele, durante toda a
semana.
9. Deixe bem claro aos membros que eles precisam ter como prioridade fazer
com que os novos convertidos se sintam à vontade na célula.
10. Consolidar é formar vínculos de amizade. Um novo convertido só
se consolidará na célula se for envolvido com amizade.
11. Uma pesquisa feita com crentes que estão fora da igreja mostrou
que 70% deles saíram da igreja porque sentiam que ninguém se importava com
eles. O amor é a chave para ganhar e consolidar.
12. Nunca se esqueça de um visitante e também nunca deixe que um
visitante se esqueça de você! Não espere que ele volte ao grupo; providencie
antes para que alguém vá até ele!
13. Não deixe de visitar! Vá atrás da ovelha desaparecida. Não aceite
perder ninguém! Tenha uma atitude radical, que a célula prosperará!
14. Não espere que o novo convertido vá sozinho para a reunião da
célula! Às vezes, é necessário ir buscá-lo de carro. Insista, até que ele se firme!
15. Um novo-decidido precisa fazer pelo menos seis novas amizades na
igreja, para poder continuar participando. Estimule os vínculos de amizade!
Dicas de oração
1. Aproveite os tempos de espera ou quando está no carro, dirigindo: tenha
sempre um livro consigo, traga sempre um versículo bíblico no bolso ou ouça
fitas e CD´s no carro. Isto manterá você incendiado o tempo todo.
2. Estimule cada membro da célula a comprar uma agenda e a criar um diário
pessoal de oração. Quando escrevemos o alvo de oração e anotamos o dia da
resposta, nossa fé é fortalecida.
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3. A oração quebra todas as cadeias. Leve cada membro da célula a orar pela
conversão de três pessoas, numa oração diária de concordância por um mês (use
a ficha de oração de concordância).
4. O tempo devocional do líder afeta na multiplicação da célula. Desta forma,
invista tempo em oração e você verá os resultados no seu grupo!
5. Como está a sua disciplina de oração? Talvez seja a hora de parar para uma
avaliação séria. Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma
oração, nenhum poder.
6. Escreva os nomes dos membros da célula num pedaço de papel e
carregue-o sempre consigo. Sempre que puder, ore por um deles!
7. Você possui um dia definido de jejum semanal? E a sua célula? Manter
uma disciplina constante de jejum e oração é uma garantia de crescimento e
multiplicação.
8. Como está o seu tempo diário de oração devocional? Peça ao seu
discipulador que o ajude a estabelecer uma disciplina de oração.
9. Uma forma prática de levar a célula a orar é criando uma cadeia de oração,
onde cada um ora durante uma hora e liga para o próximo da lista, passando a
vez.
10. Caminhadas de oração com toda a célula são uma boa estratégia
para quebrar as resistências espirituais na rua ou no bairro.
11. Muitos se sentem mais motivados a orar em vigílias. Programe
vigílias eventuais para a célula.
12. Faça o mapeamento espiritual da sua região, na cidade; depois saia
com a célula, orando e quebrando as amarras malignas no seu bairro.
13. Orar diariamente pelos membros da célula transforma o seu
relacionamento com eles. Eles o reconhecerão e seguirão a sua liderança,
espontaneamente.
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14. Se você orar diariamente pelos membros da célula, você sentirá o
seu coração cheio de amor e paciência por eles.
15. Ore por todos os eventos da célula - seja um culto, uma festa de
aniversário ou um jogo de futebol. Esteja pronto para testemunhar em qualquer
circunstância!
16. Células que oram são células poderosas! Se o poder de Deus vem
sobre nós não precisaremos nos esforçar para multiplicar; frutificaremos
espontaneamente.
17. Somente Deus pode converter o coração de um incrédulo. Assim,
sem oração não há multiplicação da célula. Existe algum evento de oração
programado para esse mês na sua célula?
18. Existem muitas formas de jejum. Experimente fazer um jejum de
carnes e doces durante uma semana com da célula. Oração e jejum são uma
combinação explosiva!
19. Coloque um mapa da cidade na célula. Circule nele o seu bairro e
ore em todas as reuniões pelo crescimento da igreja ali. Deus ouvirá a sua oração.
20. Antes de ensinar seus filhos a serem bem sucedidos, ensine-os a
serem cheios do Espírito. Não há motivos para pensarmos que as crianças não
podem ser cheias do Espírito. Ore por elas!
21. Faça um mural na sua célula. Escreva o nome ou coloque a foto de
todos por quem a célula está orando ou a quem está evangelizando. Ore por eles
em toda reunião da célula. Espere por resultados!
22. Estabeleça um dia fixo de jejum semanal da célula. Ore por milagres
na vida dos irmãos e pela conversão de pessoas. Onde houver oração, o poder se
manifestará!
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23. Se queremos ver uma geração de intercessores, precisamos ensinar
as crianças a orar. Não deixe as crianças da célula indiferentes no momento da
oração.
24. Faça um livro de oração para a célula. Registre nele os pedidos e as
respostas de oração. Ore com ele em toda reunião do grupo.
25. Experimente fazer uma lista de alvos de oração da sua célula.
Entregue uma cópia para cada membro, e ore em toda reunião por cada pedido
da lista.
26. Qualquer crente pode ser um “homem de oração”, mas você precisa
se tornar um “homem de orações respondidas”.
27. Crie um relógio de oração para a célula. Cada pessoa ora numa
determinada hora e, no final, liga para o irmão, que deve orar a hora seguinte.
28. Estabeleça um tempo de oração, jejum e leitura da Palavra. Tenha
sempre um bom livro consigo. O segredo do crescimento é a nutrição.
29. A oração é o segredo do reavivamento. E o reavivamento é o
segredo do crescimento da célula. A multiplicação é uma consequência; comece
pela oração.
30. Pode ser uma boa idéia estabelecer parceiros de oração na célula.
Distribua o grupo de dois em dois e peça para que um estimule o outro na
disciplina devocional.
31. Se a célula não estiver rompendo, experimente um jejum de sete
dias. Não há barreiras que o jejum não possa quebrar!
32. Não ignore as resistências espirituais! Ore quebrando toda seta
maligna direcionada contra a sua célula para resisti-la!
Dicas de comunhão
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1. Quanto mais a sua célula se parecer com uma família unida e amorosa,
mais rapidamente ela se multiplicará.
2. Celebre uma ceia especial, para o lava-pés uns dos outros. Esse ato cria um
ambiente de unção e aliança mútua vital para o mover de Deus na célula.
3. Procure criar um ambiente descontraído e alegre na célula. Os grupos em
que há riso e descontração, tendem a se multiplicar mais facilmente do que
grupos formais.
4. Aproveite todo tipo de evento para fortalecer a célula: chás de berço,
casamentos, batismos, chás de panela, aniversários. Tudo é pretexto para festa e
evangelismo.
5. Eventos de comunhão são fundamentais. Sem eles, a célula não se vincula
em amizade. Você programou algum evento este mês? Bem, o próximo mês está
apenas começando...
6. Programe um dia de lazer com a célula. Faça um passeio ao campo ou a
algum lugar turístico.
7. Já pensou em fazer uma noite inteira só de brincadeiras? Eventos assim
são importantes para as células que estão começando e os membros ainda não
estabeleceram vínculos.
8. No dia da Ceia, prepare uma páscoa judaica, com cordeiro assado e tudo.
A Ceia pode ser um momento muito impactante para o grupo.
9. Recrie uma refeição koinonia do primeiro século, no dia da Ceia.
Repartam um banquete de amor juntos, ao tomarem a Ceia do Senhor.
10. Programe para que todo o grupo participe da celebração de
domingo, vestindo uma camiseta padronizada. Isto cria uma identidade própria
na célula e um senso de grupo unido.
140
11. Se no grupo há alguém com algum talento especial, programe uma
apresentação, na celebração de domingo. Pode ser uma música ou uma
encenação breve. Isto gera unidade entre os membros.
12. Que tal recriar a Última Ceia e a Santa Ceia original, com uma
refeição de Páscoa tradicional? Não deixe de celebrar a Ceia na sua célula.
13. Divertir-se juntos, para os membros da célula, é magnético - atrai as
pessoas para o grupo e cria um ambiente de vida. Divirta-se com os irmãos da
célula!
14. Enfatize um compartilhamento transparente na célula! O visitante
pode ser tocado, se ele puder perceber que não somos perfeitos, mas apenas
perdoados.
15. No dia da Ceia, repasse os compromissos de aliança na célula. Uma
célula onde cada um é comprometido com a visão tende a se multiplicar com
saúde.
16. Conhecer-se mutuamente e compartilhar as necessidades têm que
ser alvos primordiais das células. Nessa atmosfera de aconchego e amor, os
visitantes são impactados.
17. Células eficazes fazem mais que orar. Elas suprem, de maneira
prática, as necessidades dos irmãos.
18. Estimule os membros a se convidarem mutuamente para almoços,
jantares e lanches, nas casas uns dos outros. Isto aumenta os vínculos do grupo.
19. Envie cartões especiais - de aniversário e em ocasiões festivas - para
os membros da célula e para os visitantes.
20. Mantenha uma lista das datas de aniversário de cada membro da
célula. Não deixe que nenhum aniversário passe em branco. Quanto mais festiva,
mais forte é a célula.
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21. A multiplicação de uma célula é uma ocasião especial. Faça uma
festa e convide o máximo possível de pessoas! Celebre!
22. Estabeleça um “anjo da guarda” para cada novo convertido no
grupo, ou seja, um irmão mais velho para cuidar dele e consolidá-lo.
23. Experimente usar um CD no louvor da célula. Cantem juntos,
acompanhando o CD. Isto pode melhorar significativamente o momento de
louvor e adoração.
24. Quando algum membro da célula for ao Encontro, prepare para ele
uma gostosa recepção. Faça com que se sinta parte da família.
25. Talvez seja a hora de repassar os pactos e alianças das células.
Experimente fazer isso no dia da Ceia.
26. Oficialmente, a célula se reúne uma vez por semana. Mas a célula,
em si, é um estilo de vida. Os vínculos acontecem a semana toda!
27. Você já fez a lista de aniversários dos membros de sua célula? Não
perca nenhuma oportunidade de festejar! Células alegres e festivas se multiplicam
mais rapidamente.
28. Deveria ser gostoso e divertido participar de uma célula.
Experimente contar experiências engraçadas e deixe os membros rirem à
vontade! Descontração combina com participação.
29. Faça perguntas nas reuniões da célula. Perguntas envolvem o grupo
e geram relacionamentos de amizade.
30. Quando as pessoas ouvem, elas podem estar interessadas ou não;
quando falam, elas se interessam. Use e abuse das perguntas. Não deixe ninguém
calado na célula.
31. As pessoas só se vinculam se puderem falar e se expressar na célula.
Por isso, não deixe ninguém calado no grupo! Estimule-os, fazendo perguntas de
compartilhamento.
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32. Não é apropriado dar dinheiro publicamente a um membro da
célula que está necessitado. É melhor que ele receba a ajuda anonimamente,
como que partindo de toda a célula.
33. As reuniões da célula servem para aumentar o nosso amor uns pelos
outros. O amor surge pela convivência. Precisamos nos reunir continuamente,
para que o amor crie raízes profundas.
34. As reuniões da célula são importantes para nos encorajarmos
mutuamente. Precisamos de pessoas que nos amem, e que nos ajudem quando
passarmos pelas crises da vida.
35. As reuniões da célula são importantes para que possamos fortalecer
a fé uns dos outros. Todos precisamos de uma dose de poder, a cada semana.
36. Células são como times de futebol: elas precisam fazer aquecimento
antes de começar. Faça sempre um quebra-gelo no início da reunião; isto deixará
o ambiente mais descontraído.
37. O ambiente da célula é muito importante. Não deixe as pessoas se
sentarem muito distantes umas das outras. Isto produz uma sensação de frieza e
formalidade.
38. Envolva as crianças na vida da célula! Organize atividades em
função delas! Faça com que as crianças se sintam aceitas e valorizadas!
39. O ambiente da célula é muito importante. Não deixe as pessoas
sentadas em linha reta. Isto impede que vejam o rosto uns dos outros, o que
dificulta a comunicação.
40. O ambiente da célula é muito importante. Se o telefone tocar de dez
em dez minutos, a melhor coisa a fazer é desligá-lo.
41. O ambiente da célula é muito importante. Se as pessoas se sentarem
atrás umas das outras, em vez de em círculo, o ambiente produzido será de
exclusão, ao invés de aproximação.
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42. O ambiente da célula é muito importante. Gatos ou cachorros
devem ser mantidos fora!
43. Estimule os pais a acalentar os filhos para que não chorem no
momento da reunião; mas, se eles não conseguirem, estimule-os a sair com a
criança até ela se acalmar.
44. O ambiente da célula é muito importante. Não permita televisão ou
rádio ligados no momento da célula!
45. O ambiente da célula é muito importante. Providencie uma
iluminação adequada. Um ambiente de penumbra estimula o cansaço e o sono.
46. No período do louvor, escolha cânticos conhecidos e fáceis. É mais
fácil focalizar a atenção em Deus, quando não temos que lutar com letras e
ritmos.
47. Providencie folhas com a letra dos cânticos para ajudar aqueles que
não sabem as letras de cor. No caso de haver visitantes, isto se torna
fundamental, para que não se sintam excluídos.
48. O seu trabalho principal como líder de célula não é dirigir uma
reunião, mas motivar pessoas, edificar vidas e aperfeiçoar os santos.
Relacionamento é tudo!
49. É comum fazermos o “amigo oculto” em dezembro. Use esse tipo
de festa para evangelizar. Envolva outras pessoas, além dos membros da célula.
Se preferir, use a brincadeira como “isca” para um evento de comunhão.
50. Anime os membros a se edificarem mutuamente, por meio dos dons
espirituais que Deus distribuiu a cada um deles.
144
A CÉLULA
INFANTO-JUVENIL
“A MELHOR MANEIRA de você se interessar por um assunto é
identificar-se com ele!”
– Como eu poderia me identificar com crianças, se elas não tem nada a ver comigo?
Bem, talvez seja esta a primeira vez que você se faz esta pergunta. Em todo caso,
deixe-me dar-lhe três razões por que este assunto não é direcionado apenas aos
líderes de crianças, mas a todos quantos se interessarem pelo reino de Deus.
Em primeiro lugar, ainda que elas lhe sejam indiferentes, Deus age de modo
totalmente contrário. Para Ele, as crianças são incomensuravelmente
importantes. A própria Bíblia – o Livro dos livros – trata-as de uma forma
especial. Se elas são objeto do enfoque bíblico, não há nenhuma razão para
dúvidas: é um assunto importante. E se é um assunto importante para Deus,
deve ser importante para nós também!
Em segundo lugar, ser “perfeito” é uma virtude que só Jesus teve. No
entanto, Ele próprio se referiu certa vez a um ato humano considerado perfeito
aos olhos de Deus: o perfeito louvor extraído da boca de pequeninos e crianças
de peito (Mt 21.16).
Houve alguma ocasião em que Deus fez uma declaração semelhante, acerca
de você? Neste caso, ou você tem algo em comum com as crianças, ou então,
algo a aprender com elas!
Em terceiro lugar, Jesus – o nosso modelo de vida, de liderança e de caráter
– usou uma criança como “modelo” para ensinar aos discípulos, sobre o tipo de
pessoa que agrada a Deus.
Bem, se criança é um assunto importante para Deus, se elas conseguem
agradar o padrão perfeito de Deus e se Ele diz que elas são modelo para nós,
quem somos nós para discutir com Ele? O melhor que temos a fazer é começar a
olhar para elas da mesma forma como Deus olha e tratá-las da forma como Ele
próprio as trata e nos ordenou tratar.
Como Deus nos manda tratar as crianças?
A resposta vem logo a seguir, em forma de mandamentos. Antes de expô-
los, é importante esclarecer duas coisas:
1) Os mandamentos foram dados por Deus, no Velho Testamento, para
expressar o próprio Deus: aquilo que Ele é e a Sua maneira de agir. Deus é santo
e justo; por isso, Seus mandamentos expressam Sua santidade e justiça.
145
2) Os mandamentos elaborados para as células de crianças expressam o
padrão do líder, tanto no ser quanto no fazer. Mas, desde já, garantimos-lhe uma
coisa: não tente cumpri-los com seu próprio esforço. É algo tão impossível
quanto cumprir os primeiros mandamentos do Velho Testamento. Entretanto, se
você depender de Deus, aí, sim, você cumprirá cada um deles, pois Jesus mesmo
disse: “... sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5).
Os 10 mandamentos da célula de crianças e de juvenis
1. Veja as crianças da mesma forma como Deus as vê.
“A visão é ganhar essa geração e também a próxima!”
2. Receba-as como se elas fossem a própria Pessoa deJesus.
“Receba com o melhor!”
3. Não seja tropeço para as crianças.
“Seja o primeiro a abrir-lhes o caminho até Jesus”
4. Ame-as como Jesus as amou.
“Invista tempo com elas !”
5. Valorize as habilidades das crianças.
“As pessoas são sempre mais importantes do que as coisas”
6. Supra as suas necessidades espirituais.
“Crianças também fazem parte do Corpo”
7. Toque o coração delas com a unção.
“Ministre com Vida!”
8. Não desista delas.
“Persevere até ver os resultados!”
9. Identifique-se com elas.
“Torne-se como uma criança!”
10. Transforme-as em agentes do reino.
“Crianças não dão trabalho; elas dão frutos”
1. Veja as crianças da mesma
forma como Deus as vê.
· Deus sempre trabalha “de geração para geração”. Desde o princípio,
quando Ele disse: “multiplicai-vos”, Ele via as crianças, trazendo dento de si o
potencial para multiplicar-se à Sua imagem e semelhança. Foi o próprio Deus
quem ordenou para ensinar-lhes enquanto fossem pequenas, pois Ele sabia o que
146
elas poderiam fazer quando crescessem. Por isso, nosso encargo é alcançar tanto
esta quanto a próxima geração.
Esta é a nossa visão: “Edificar uma igreja de vencedores, onde cada criança torne-se um
líder e leve a igreja para as suas casas. Assim, conquistaremos essa geração através das células!”
Quando nos reunimos nas células, o nosso propósito não é dar
entretenimento às crianças, e sim levá-las a conhecer Jesus, formar nelas a Sua
imagem e levá-las a multiplicação.
Como isso é possível?
Seguindo os mesmos passos da vida da igreja e adaptando-os ao contexto
infanto-juvenil. Esses passos são: a comunhão, a edificação, o serviço e o
evangelismo.
Como isso acontece na prática?
A comunhão
Visa a atrair as crianças para a célula, através de um ambiente familiar.
Conseqüentemente, elas também estarão sendo atraídas para Jesus.
A faixa etária das crianças com as quais trabalhamos nas células é entre 5 e
12 anos de idade. A maioria delas, nesta faixa etária, gosta de fazer parte de uma
turma, principalmente os maiores. (A comunhão é o ponto forte de uma turma.)
Enturmando-se, elas sentir-se-ão mais à vontade e o alvo será alcançado.
A Bíblia diz que esse estilo é bom:
“... como é bom que os irmãos vivam em união” (Sl 133.1)
Comunhão é viver unido com os irmãos.
Para estimular a comunhão, o líder deve promover eventos especiais com a
célula. Por exemplo: “A noite do pijama”, “Uma tarde no shopping”, etc. As
crianças adoram isso!
Edificação
Edificar é fortalecer. Isso acontece através da Palavra liberada pela boca do
líder e também de uns para com os outros.
O líder deve ensinar às crianças a declarar a Palavra, sozinhas e também em
grupo.
Edificar visa também “formar uma mentalidade de filho de Deus”. Edificar é
construir. Forme nas crianças uma mentalidade de filho de Deus, isto é, de
vencedor!
Serviço
Visa inserir a criança na vida normal da igreja.
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O sentido espiritual de corpo é que cada membro sirva uns aos outros, de
acordo com a função de cada um. Um dedo mindinho é pequenino, mas é muito
importante para o corpo. Assim também são as crianças: apesar de pequenas,
podem e devem servir ao Corpo de Cristo.
As crianças devem crescer, aprendendo a fazer isso. Comece com coisas
simples, tais como: servir o lanche, manter limpo o lugar de reunião, etc. Depois,
elas estarão abertas para novos desafios. Lembre-se: “Quem aprende a ser fiel no
pouco, certamente o será no muito.”
Evangelismo
O objetivo final é dar frutos.
Primeiro, elas devem alcançar outras crianças, vizinhos, colegas da escola e
amigos. Depois, alcançar os familiares. O líder deve ensiná-las como falar de
Jesus às outras pessoas.
Marque, com antecedência, eventos evangelísticos e mobilize toda a célula
para orar e jejuar. No dia programado, elas poderão praticar o que aprenderam
através de testemunhos, encenações teatrais, músicas, etc. Esses eventos
alcançam tanto crianças, quanto adultos.
Uma boa sugestão para o evangelismo é comemorar os aniversários na
célula, especialmente daquelas crianças cujos pais ainda não se converteram. Nem
sempre evangelizamos pregando, mas podemos fazer isso expressando o amor de
Deus.
2. Receba-as como se elas fossem
o próprio Senhor Jesus.
Jesus disse que devemos receber as crianças:
“E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome,
a mim me recebe” (Mt 18.5).
Receber significa: “mostrar-se aberto a um relacionamento”. É importante que as
crianças se sintam aceitas na célula. Se elas se sentirem aceitas, certamente elas
sentir-se-ão como parte dela.
Jesus acrescentou que deveríamos recebê-las “como se tivéssemos recebendo-O!” Se
fôssemos receber a Jesus, como O receberíamos? Certamente com “o melhor”. É
assim que devemos receber as crianças: com o melhor que nós temos. Isto
implica em ter um lugar limpo e decente; investir em material para a célula;
preparar a reunião com antecedência; colocar cartazes de boas vindas; orar pela
reunião e pelas crianças.
O melhor de um grupo pode não ser o mesmo de outro. Mas o importante é
que todos façam o melhor dentro de sua realidade.
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3. Não seja tropeço para as crianças.
“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes
pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe
pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e
fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18.6).
Isso acontece quando se coloca empecilho no caminho delas, impedindo-
lhes o acesso a Deus. A reunião da células de crianças e de juvenis é tão
importante quanto a de adultos. Nada deve impedir que ela aconteça.
Tenha muito cuidado com a sua atitude em relação a essa questão, pois a
célula nunca é neutra. Ela pode ser um canal para levar uma criança a Deus e
firmá-la em seus caminhos, como também pode tornar uma criança indiferente à
Palavra de Deus.
O desprezo da parte daqueles que deveriam ser os primeiros a liberar o
caminho, tem sido a maior pedra de tropeço para conduzir as crianças a Cristo.
Desprezo é a atitude de “ignorar o outro, não fazer caso, não dar importância”.
Essa tem sido a atitude de alguns pais, líderes de crianças e, até mesmo, pastores
em relação ao trabalho infanto-juvenil na igreja. Aos que assim procedem, o
Senhor Jesus faz esta advertência: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos”.
O líder deve ser o primeiro a mudar. Como? Valorizando a célula, cuidando
e protegendo as crianças de tudo que vem para destruí-las, escandalizá-las e
impedir-lhes de ter um encontro verdadeiro com Deus. É dever do líder
incentivar os pais das crianças a investir e participar desse trabalho.
4. Ame-as. Como Jesus as amou.
“... se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como
o símbolo que retine. Ainda que eu tenha o dom de
profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência;
ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar
montes, se não tiver amor, nada serei “ 1 Co 13.2).
Toda obra de Deus deve ser feita com amor. Guarde estas duas maneiras
bem práticas de expressar o amor de Deus às crianças na célula:
1) Seja paciente
Para lhe dar com crianças, é preciso paciência. E paciência é uma Pessoa:
Jesus! Por isso elas gostavam de ficar perto dEle. Criança gosta de ficar perto de
gente alegre. Jesus, com certeza, era alegre e sorridente. O líder de célula deve ser
assim também. Portanto, do mesmo modo como Jesus se relacionou com as
crianças, relacione-se você também.
149
Se você conquistar o coração das crianças, poderá influenciá-las com a
Palavra de Deus. A seguir, damos algumas sugestões que o ajudarão a atingir esse
objetivo.
a) Gaste tempo com elas
Jesus expressou seu amor pelas crianças, ao gastar seu tempo com elas.
Líder, o seu tempo não é mais valioso do que o de Jesus! Portanto, invista e
valorize seu tempo na reunião de célula. O ideal é que a reunião dure uma hora,
não mais que isso.
É bom lembrar que a célula existe todo o tempo, além do período da
reunião. Por isso, o relacionamento entre o líder de célula e as crianças deve
estender-se além da reunião.
b) Ouça o que elas têm a dizer
Para desenvolver um relacionamento de amor, você precisa aprender a ouvir.
Mostre preocupação com os problemas e dificuldades delas.
Na reunião da célula, o “compartilhamento” é o momento mais importante
pois, através do que a criança fala, você pode conhecê-la melhor. Então, ouça-a.
c) Toque-as, com o toque de Deus
O toque é uma expressão de amor. Normalmente, as crianças gostam de ser
tocadas. Ao fazer isso, faça com respeito e carinho. Toque-as como se fossem
seus filhos!
Existe um provérbio que diz: “Diga-me, e me esquecerei. Mostre-me, e talvez eu
me lembre. Envolva-me, e compreenderei.”
d) Ore com elas e abençoe-as
Abençoar é um ato de amor. É importante que o líder, antes de orar
abençoando, ore intercedendo. Intercessão é colocar-se no lugar daquele por
quem você intercede. Ore pelas crianças, para que elas conheçam a Deus e sejam
sensíveis ao Espírito Santo. Ore também pela família delas.
Depois, ore, abençoando-as. Faça isso com elas e deixe que elas ouçam.
Declare que elas são crianças inteligentes, obedientes, amadas, preciosas e que
serão cheias do poder de Deus. Ao fazer isto, você estará ligando o céu à terra,
isto é, trazendo à existência o propósito de Deus para elas.
2) Mantenha a disciplina
“ Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de
sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.11) .
150
Onde existe a vida de Deus, há ordem! O líder deve manter a disciplina, para
que a vida de Deus possa se manifestar. A disciplina visa ao aproveitamento, isto é,
ao bem das crianças. Do contrário, elas mesmas serão prejudicadas. O único
interessado na indisciplina é o diabo.
Mantenha um quadro na parede, com as regras escritas em letras grandes e
faça-os lembrar-se delas, se precisar.
A disciplina depende muito de como é conduzida a reunião. Portanto, seja
criativo. A seguir, damos algumas sugestões simples e práticas:
De vez em quando, sente-se no chão com elas.
Use uma linguagem clara, que elas entendam bem. Uma mente
dispersa pode levar à indisciplina.
Seja espontâneo e alegre. Evite chamar-lhes a atenção, a todo instante
(Isso traz peso à reunião). Lembre-se: o ideal é elogiar em público e
repreender em particular.
Tenha sempre à mão algo interessante, que possa prender a atenção
das crianças, enquanto você fala. Pode ser uma gravura, ou algo
relacionado com a lição. As crianças têm a capacidade de prestar
atenção em duas coisas ao mesmo tempo.
Deixe-as participar. Você pode passar a mensagem, enquanto brinca
com elas.
5. Valorize as habilidades das crianças
As crianças são, normalmente, ativas: gostam de fazer uma série de coisas. O
líder deve explorar essas habilidades naturais para ensinar-lhes princípios
espirituais. Portanto:
Descubra aquilo de que elas gostam e que sabem fazer.
Deixe que elas percebam que você realmente aprecia aquilo que elas
fazem. Um dos papeis do líder é ser um motivador.
As crianças são muito criativas: gostam de inventar coisas. Portanto:
Deixe que elas expressem com desenhos, pinturas e trabalhos
manuais, como elas se sentem, ou o que aprenderam no dia.
Elas gostam de representar. Portanto:
Estimule um grupo de teatro na célula;
Elas gostam de contar suas experiências. Portanto:
Reserve uma reunião só para testemunhos. (Não deixe de
compartilhar com os adultos, aquilo que Deus tem feito na vida delas.)
Elas gostam de ler histórias. Portanto:
151
Faça um plano de leitura bíblica específico para elas e deixe que elas
contem a história que leram.
Elas gostam de ouvir histórias. Portanto:
O líder deve ser “um bom contador de histórias”. Uma boa história
pode despertar a sede delas em conhecer mais de Jesus.
Além de habilidades naturais, as crianças possuem outras:
Elas podem orar nas reuniões. Então, a cada reunião, escale duas
crianças: uma criança para conduzir o período de oração e outra para
declarar a Palavra.
Elas podem orar com os enfermos. Leve-as a orar com outras crianças
enfermas e, depois, com os adultos enfermos também.
Elas gostam de cantar. Cante com elas. Se não houver
acompanhamento de algum instrumento musical, use um CD.
Estimule a adoração. Foi através de um grupo de cantores mirins que
Jesus declarou ter sido expresso o perfeito louvor.
6. Supra as necessidades
espirituais das crianças.
Toda criança possui espírito, alma e corpo. Cada uma dessas partes tem
suas necessidades próprias. Toda criança tem necessidades espirituais, que devem
ser conhecidas e supridas por aqueles que trabalham com elas. Portanto, a
criança precisa:
Ter um conceito verdadeiro de Deus. Para que isto aconteça, ela precisa
conhecer o Deus da Bíblia, pois quando a Bíblia fala, Deus fala! O
líder deve evitar usar frases prontas, do tipo: “Deus não gosta de criança
que faz isso ou aquilo...”, pois distorcem o caráter de Deus. Deus nunca
deixa de amar uma criança, porque ela fez algo de errado. Ele odeia o
pecado, mas ama o pecador.
Saber que ela tem valor para Deus. A criança precisa saber que ela é
importante para Deus e que Deus quer morar dentro dela.
Saber que a Bíblia é a verdade e aprender a aplicá-la à sua vida. Ela precisa
saber que Deus é o autor da Bíblia e que Ele a escreveu porque queria
que o conhecêssemos. A Bíblia mostra a vontade de Deus para nós;
por isso, deve-se ser obedecida.
Saber que ela tem um inimigo. Ela precisa saber que existem dois reinos: o
reino do bem, onde Deus reina; e o reino do mal, onde o diabo reina.
Ela não precisa temer o diabo, porque Deus está sempre com ela e,
ainda, é maior e mais poderoso do que esse inimigo. O diabo mata,
152
rouba e destrói. Entretanto, Deus quer usar a própria vida da criança
para destruir as obras do diabo.
Ela precisa conhecer e receber o plano de salvação. Todos precisam de
salvação, que é gratuita. Para a criança ser salva, basta crer e confessar
a Jesus como seu salvador e Senhor. Através do novo nascimento,
qualquer um – e não apenas a criança – torna-se um filho de Deus. É
a única maneira de viver com Deus para sempre. Ela pode escolher,
Deus não a força. Mas essa escolha só pode ser feita nesta vida; não
haverá mais outra oportunidade.
7. Toque o coração delas com a unção.
A unção é a vida de Deus que flui através de você. Ela tem o poder de
transformar as pessoas. E as crianças também precisam de transformação.
O coração é a porta de entrada e saída de toda pessoa. Se você tocar o
coração da criança, ela irá abri-lo para receber a Palavra de Deus.
Não é pelo fato de tratar-se de crianças, que a reunião tenha de ser
superficial. Isto é um engano! As crianças não precisam de um animador de
auditório, nem de alguém para distraí-las, enquanto os pais fazem alguma coisa.
Elas precisam ter contato com a vida de Deus. E esse líder de célula é o canal.As
reuniões acontecem com o propósito de transmitir vida de Deus a um grupo de
pessoas carentes e sedentas – as crianças. Portanto, não fuja do alvo.
As crianças precisam nascer de novo; por isso, pregue o Evangelho para elas,
faça apelos, leve-as a confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas
vidas.
Elas precisam de transformação na alma, e isto só acontece mediante a
Palavra. Fale a Palavra de Deus e aplique-a à vida das crianças – isto tem poder!
A Palavra é viva ! Ensine-as a viver com Deus no dia-a-dia: Influencie-as a orar, a
ler a Bíblia, a obedecer, a desejar agradar a Deus. Para isso, você, líder, precisa ser
alguém que vive e conhece a Deus. Por que? Porque as crianças receberão aquilo
que você der para elas. Se, o que você tem, for só aparência, de nada adiantará.
Enfim, não dependa de um manual. Dependa do Espírito Santo.
8. Não desista delas!
“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc 21.19).
A palavra chave para o líder é determinação. Determinação é a decisão de
continuar até atingir o objetivo. Por isso, o líder deve sempre estar...
Determinado a vencer os testes. Muitos líderes de crianças desistem na
primeira dificuldade. Lembre-se: dificuldades, freqüentemente, são
153
testes, sob a permissão de Deus, para nos aprovar. Então, persevere e
responda a Deus.
Determinado a vencer as resistências. Você luta contra um inimigo
determinado – o diabo; mas se você resistir-lhe, a sua determinação
prevalecerá. Resistências são vencidas com oração, perseverança no
trabalho e exercício de autoridade no mundo espiritual. Deus deu
autoridade ao líder para agir no lugar dEle. Ao orar, ordene que o
diabo solte essas crianças, a sua célula, a multiplicação, etc. Essas
crianças são tesouros preciosos; não deixe que o diabo os roube de
suas mãos.
Determinado a vencer os desafios.Os testes e resistências são desafios que
nós não escolhemos, mas temos de enfrentar. Os alvos, porém, são
aqueles desafios que nós mesmos estabelecemos. Ao estabelecer alvos,
determine aquilo que você quer ver e alcançar. Seja específico e
estabeleça alvos para o mês, para o semestre e para o ano; mas não se
esqueça de envolver as crianças neles. Crie estratégias para alcançá-los.
Lembre-se de sonhar grande, porque o seu Deus é muito grande! Ele
é o maior interessado que a sua célula permaneça e dê frutos!
Determinado a manter o seu compromisso com as pessoas. Seu compromisso
começa com Deus, depois com os pastores e discipuladores e,
também, com as crianças. No dia da reunião da célula, o seu
compromisso principal é com as crianças, não pode haver outro. O
líder não deve desmarcar a reunião da célula, a menos que seja
inviável. Quando o líder deixa de ir à reunião, por displicência, ele
estará passando a mensagem de que nem as crianças, nem os seus
líderes, são importantes. Estará dando um mau exemplo de liderança
às crianças. Um líder que tem compromisso, jamais abandona sua
célula. Compromisso é sinônimo de responsabilidade. O líder é
responsável tanto pelo sucesso, quanto pelo fracasso da célula.
Determinado a vencer o desânimo. O desânimo é a ferramenta mais eficaz
que o diabo usa para nos paralisar. Cuidado com ela! A maneira mais
comum de sermos atingidos pelo desânimo é através de palavras de
desencorajamento.
Conta-se que certa vez uma formiguinha decidiu subir um monte
muito alto. Durante o trajeto, ela encontrou outras formigas, que
tentaram dissuadi-la de alcançar o topo do monte.
– É melhor você parar e voltar – disseram-lhe. – Você nunca
conseguirá chegar ao topo. Este monte é muito alto. Volte!.
A formiguinha, porém, continuou assim mesmo. Logo, logo a
seguir, apareceu outro grupo e, entre eles, mais conselheiros.
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– Você é muito pequenininha – disse-lhe uma operária, às voltas
com um enorme torrão de açúcar. – Não vai chegar lá em cima.
– Olhe as suas perninhas... – agora era um robusto soldado,
chamando-a à razão. – São tão fininhas... – uma sonora
gargalhada soou, sarcasticamente. – Você não vai agüentar –
continuou o defensor do ninho. – Desista!
Ela, porém, continuou. De repente, olhando para o alto, viu, lá
no topo, outra formiguinha. Então, ela se voltou para os outros
membros da colônia e perguntou:
– Uai! Se for tão difícil assim, como é que aquela formiguinha
chegou lá?
– Ah! Você não sabia? Ela é surda!
Moral da história: Decida-se a respeito daquilo que você quer ouvir
e daquilo em que vai acreditar. Existe um tipo de declaração
pessimista, que vem só para desanimar. Por isso, recuse-se a ouvir
esses relatórios negativos. Firme-se na Palavra de Deus e
mantenha os olhos fixos nos alvos.
Nosso alvo é consolidar as crianças e firmá-las na igreja. Toda
criança na faixa etária entre 11 e 12 anos deve ser preparada para o
batismo. O líder deve esforçar-se para levá-las ao Encontro e, logo
após batizá-las, inseri-las na célula, como líderes em treinamento.
Além da consolidação, visamos também à multiplicação de células,
que deve ocorrer simultaneamente à multiplicação dos adultos. No
capítulo 10, você encontrará instruções sobre os procedimentos
para a multiplicação de células.
Determinado a ver um milagre. Tenha certeza de uma coisa: “A menos
que Deus realize um milagre, você fracassará!” Por isso, volte os seus
olhos para o Senhor, porque dele vem o seu socorro. A única garantia
de que você jamais fracassará é a intervenção de Deus. Trabalhe
sempre com a expectativa de que o seu trabalho é fruto de um milagre
de Deus.
9. Identifique-se com as crianças
O líder de criança deve tornar-se como uma criança! Como?
Seja alegre. A alegria é uma característica própria das crianças. Elas
gostam de coisas alegres: o ambiente (decore o ambiente), as
histórias, as músicas... Alegria se traduz em bom humor. O líder de
criança deve ser uma pessoa bem humorada. Sendo assim, as crianças
certamente vão querer ficar perto de você. Explore ao máximo essa
155
virtude e você terá uma célula forte. Pois é na alegria que está a sua
força!
Seja espontâneo. Ser espontâneo é ser livre! Você pode seguir cada
passo do Manual de Líder e, mesmo assim, ser livre. A sua
espontaneidade deve estar na sua expressão. Ser espontâneo é ser
criativo. Use a sua criatividade e brinque com as crianças!
Seja dependente. A crianças são as pessoas mais dependentes que
existem. Aprenda com elas a depender de Deus, e certamente você irá
alcançá-las com muito mais eficácia.
10. Transforme-as em agentes do Reino
“O verdadeiro líder é aquele que consegue despertar nas pessoas aquilo que
elas têm, mas não sabem que têm!”
As crianças têm um grande potencial, do qual elas não têm conhecimento. A
melhor maneira de começar, é formando nelas uma identidade de vencedor.
Mostre, então, que este é o perfil de um agente do reino:
Ele é um vencedor – alguém que obedece a Deus.
Ele é alguém que trabalha com Deus; por isso, é chamado de agente
do reino, pois conhece os planos de Deus.
Ele é um guerreiro; ele luta contra o pecado – que nos separa de
Deus; contra o mundo – que só tem ilusão e contra o diabo – que
engana e mente.
Ele é alguém que agrada a Deus. Conte histórias de pessoas que
enfrentaram desafios, que venceram e que agradaram a Deus. Diga-
lhes que elas também vencerão.
Um agente do reino é alguém que ora! Cremos que Deus quer
levantar uma geração de intercessores, mas para que isso aconteça,
primeiro precisamos ensinar-lhes a orar.
O
vencedor realiza os sonhos de Deus. Plante sonhos no coração
delas. Estimule o crescimento espiritual e estabeleça desafios. Por
exemplo: “Vamos ver quem consegue orar mais tempo esta semana?”
Ou então: “Este mês, a criança que ler mais versículos do livro...
(escolha um livro da Bíblia) terá direito a um lanche, no McDonalds”.
Lembre-se: Você alcançará melhores resultados, se associar os
desafios – que visam explorar o potencial – com a recompensa.
Crianças não dão trabalho, elas dão frutos. Estimule-as a testemunhar
daquilo que Deus tem feito em suas vidas. Uma criança de dez anos testemunhou
que ganhou para Jesus cinco amigas da Escola e levou-as para a célula. Uma
dessas amigas se converteu. Sabe por quê? Porque amiguinha cristã orou pelos
156
pais dela, que estavam separados e – depois de um mês – eles se reconciliaram.
Uma simples ação de fé, de uma criança, pode salvar toda uma família.
As crianças, comumente, têm uma fé mais prática do que os adultos. Mas
elas precisam ser estimuladas a pregar. Líderes, vocês têm um grande potencial
nas mãos! Não o desperdice! Creiam e vocês verão a glória de Deus!
As crianças são líderes em potencial. Inculque isto na mente delas. Se elas
acreditarem nisto, no tempo certo estarão liderando e, assim, nós teremos uma
geração de líderes! Por isso, você deve manter uma expectativa igual para com
todas as crianças.Talvez, uma criança que você pensa não ter condições para
liderar, poderá tornar-se um grande líder.
Lembre-se: Nem sempre a resposta vem rápido. “Crescer, leva tempo!”
Gostaria de lembrar-lhes, ainda, que vivemos num país onde metade da
população é composta de menores de idade. Isto não é por acaso; é providência
de Deus. Nós podemos alcançar esta nação, se alcançarmos as crianças.
Um querido homem de Deus disse, certa vez: “Muitos estão dispostos a
perder a vida por causa de Jesus, mas poucos estão dispostos a perder a glória!”
Muitos não vêem glória nenhuma em trabalhar com crianças. Mas, afinal, de
quem é glória? A glória deve ser apenas de um, daquele que merece toda a glória,
honra e louvor – Jesus Cristo ! Faça pra ele!
Conclusão
Na Videira, incentivamos o trabalho com as crianças. Temos toda uma
estrutura especial para elas, na célula infantil. As células de crianças funcionam
simultaneamente com as células de adultos. A maioria delas funciona no mesmo
dia e hora que a célula de adultos, em outro cômodo da casa, ou em outra
residência.
As células de adulto que não têm uma célula infantil paralela, passam por
dificuldades pelos seguintes motivos:
Muitos pais deixam de ir à célula, pois não têm com quem deixar as
crianças e ficam constrangidos em levá-las, com receio de que perturbem a
reunião.
Quando os pais levam as crianças e não há uma célula infantil, as crianças
ficam inquietas e passam a não querer mais ir à célula.
anfitriões ficam incomodados com a bagunça e com o
Os
barulho das crianças. Células com esse perfil chegam a fechar,
pois as reuniões não são produtivas.
157
Muitos adultos pensam erroneamente que a célula é só para
adultos, e que as crianças precisam apenas ser entretidas com
alguma atividade.
Temos um treinamento específico para preparar líderes de crianças. Os
líderes de crianças estão ligados a discipuladores, os quais, por sua vez, estão
ligados à liderança geral das células.
Os grupos infantis também são cadastrados e prestam relatórios. Na célula
infantil, existe o mesmo acompanhamento e apoio que também há na célula de
adultos.
Este manual de treinamento foi desenvolvido a partir das
seguintes fontes:
1. Paul Yonggi Cho, Grupos familiares e o crescimento da Igreja (Editora
Vida, 1982).
2. Ed René Kivits, Koinonia Manual para líderes de pequenos grupos (Abba
Press, 1994).
3. Mikel Neumann, Alcançar a cidade - as células na evangelização urbana
(Ed. Vida Nova, 1993).
4. Roy Pointer, Good things come in small groups (Inter-varsyty, 1985).
5. Ralph Neighbour, Where do we go from here (Touch publications, 1990).
6. Howard Snyder, Vinho novo odres novos (ABU, 1997).
7. Vários, Manual do auxiliar de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
8. Vários, Manual do líder de célula (Ministério Igreja em células, 1995).
9. Vários, Manual do supervisor de célula (Ministério Igreja em células,
1995).
10. O ano da Transição (Ministério Igreja em células, 1995).
11. Josh Hunt, You cam doble your class in two yars or less (Group, 1997).
12. Larry Stockstill, A igreja em Células (Editora Betânia, 2000).
13. Joel Comiskey, Crescimento exlosivo da igreja em células (Ministério
Igreja em Células, 1997).
14. Dinamárcia F. B. Moreira, Igreja em Células (Ed. profetizando Vida,
2000).
15. Aluizio A. Silva, Manual de Visão e prática de células (Videira, 1998).