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Trabalho de Historia PRONTO

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					1 - Movimento republicano
1)Antecedentes
   Nossa monarquia era como um banquinho de três pés: um pé era o Exército, outro era a
Igreja e o mais importante era o da escravidão. Por isso a abolição havia criado um
descontentamento entre os grandes proprietários escravistas,que antes eram o principal apoio
da monarquia.Alguns chegaram até a se converter ao republicanismo,assim o Império perdia
suas bases.
  Ser republicano era um jeito de pensar, naquela época. Era ser contra a monarquia, era
querer acompanhar as mudanças do mundo, modernizar o Brasil, incentivar a indústria e o
trabalho assalariado,etc.

   As modificações na sociedade e na economia do Império tiveram implicações diretas com a
situação política.Os partidos já conhecidos,Liberais e Conservadores,ligados aos interesses dos
cafeicultores do Rio de Janeiro não desejam a mudança no sistema político;Porém novos
grupos,comprometidos com a cafeicultura do Oeste paulista desejavam mudanças,nomes
como: Rui Barbosa,Castro Alves e Joaquim Nabuco mostravam claramente a oposição ao
regime;No Rio de Janeiro acontecia o mesmo,por exemplo Rangel Pestana através de seu
jornal Opinião Liberal,denegria(falava mal) sobre o Império.


2)Organização

O republicanismo só tomou forma e se organizou quando o jornal A República(edição 3 de
Dezembro de 1870) publicou o Manifesto Republicano.

Mas o que foi o Manifesto Republicano?

O manifesto republicano foi um documento que propunha que o Brasil se transformasse numa
República para se igualar ao resto da América e garantir uma independência das províncias em
relação ao governo central;Propunha também que o ensino e o Estado fosse independentes da
Igreja.Esse manifesto era de grande interesse dos cafeicultores paulistas pois garantia um livre
comércio com o mercado externo.Foi obra dos chamados evolucionistas,liderados por
Quintino Bocaiúva,esses queriam o fim da monarquia,mas sem violência.

  Havia outro grupo republicano,esse se opunha as propostas evolucionistas,eram chamados
de revolucionários,liderado por Silva Jardim,acreditavam que só a ação revolucionário
derrubaria o Império.

No ano de 1873 fazendeiros reuniram-se em Itu e criaram o Partido Republicano Paulista.

Porém não eram só políticos que discutiam as idéias republicanas,após a Guerra do Paraguai o
Exército também discutia esse tema.

Os oficiais se deram conta de sua importância após a Guerra do Paraguai,assim esses exigiam
maior participação política.
  Em 1877 foi fundado o Clube Militar,que era o centro da união dos que se opunham ao
Império,assim o governo imperial começou a perceber que os militares colocavam seu poder
em risco.Os militares acreditavam que eram destinados a uma missão salvadora, e achavam
que tinham que lutar contra os Casacas(ministros e altos funcionários do Império).


República da Espada
República da Espada foi a denominação dada ao período que compreende desde 15 de
novembro de 1889 até o final do governo do Marechal Floriano Peixoto, em 1894. Durante
este período, dois militares governaram o país; daí a origem do nome: espada.
Assim que a monarquia foi derrubada, o governo provisório do marechal lDeodoro da
Fonseca guiou as decisões tomadas no Brasil

As primeiras medidas planejavam eliminar órgãos imperiais:dissolveu câmaras,aboliu o
Conselho de Estado,transformou as províncias em Estados e nomeou o primeiro Ministro da
República. Neste período, foram tomadas algumas decisões importantes para o povo
brasileiro. Ocorreu a separação oficial entre Igreja e Estado (fim do regime do Padroado), foi
instituído o casamento civil e uma nova bandeira foi criada com o lema “Ordem e Progresso”.



Política Econômica:

Rui Barbosa(Ministro da Fazenda),acreditava que o desenvolvimento do país só se daria se
houvesse um surto industrial,e a industrialização só aconteceria se houvesse mais dinheiro
circulando,para pagar os trabalhadores assalariados,aumentando assim o mercado
consumidor.Em janeiro de 1890,Rui Barbosa propôs por em prática sua política
econômica,primeiramente aboliu a antiga moeda imperial(lastro ouro dos velhos réis) e
colocou em circulação novas notas,conhecidas como mil réis.O resultado dessa política foi o
aumento da inflação,não se investia em setores produtivos e sim em ações fictícias.Essa
política ficou conhecida como Encilhamento(ato de selar o cavalo-devido as apostas que se
faziam no Jóquei). A inflação atingiu os preços dos produtos de primeira
necessidade(economia dos setores populares),provocando manifestações e rebeliões do povo.

Nova Constituição

Em junho de 1890,o presidente Deodoro da Fonseca,convocou eleições para formar uma
Assembléia Constituinte(que tem o objetivo de criar uma nova Constituição).

Havia dois grupos lutando pelo poder:os militares positivistas(que queriam um governo forte e
autoritário) e os republicanos históricos( que queriam um governo descentralizado, e os
militares de volta aos quartéis).

As eleições foram marcadas para setembro de 1890,e Deodoro da Fonseca, lutou para que a
maioria da assembléia constituinte tivesse o maior número de militares.
No dia 24 de fevereiro de 1891,foi promulgada a Nova Constituição do Brasil,nessa foi
estabelecido que o presidente e o vice-presidente seriam escolhidos pelo voto direto,os
eleitores deveriam ter mais de 21 anos( foram excluídos os analfabetos e as mulheres).

Apesar da derrota de Prudente, o marechal Floriano foi eleito vice presidente. (Pela
Constituição de 1891 a eleição para presidente e vice eram separadas e podiam ser eleitos
candidatos de chapas diferentes). Durante o governo Deodoro a crise política agravou-se e foi
marcada de um lado pelo autoritarismo e pelo centralismo de Deodoro,por essa razão,o
Congresso,liderado pelo Partido Republicano Paulista,aprovou a Lei de
Responsabilidade(pretendia limitar os poderes do presidente da República),Deodoro furioso
com a oposição tentou vetar o projeto. Em 3 de novembro de 1891 Deodoro decretou o
fechamento do Congresso Nacional, porém, sem apoio social, e sofrendo forte oposição da
Marinha, não conseguiu manter o poder, renunciando no dia 23 do mesmo mês.



Governo de Floriano Peixoto
O governo de Floriano Peixoto foi marcado pelo apoio do Congresso Nacional ao presidente,
que, apesar de centralizador e autoritário, governou para fazer valer a Constituição recem
promulgada e consolidar a República. Contou também com o apoio de pequenos
comerciantes,artesãos e funcionários da maiores cidades do país.

Floriano soube aproveitar sua popularidade e obtinha assim cada vez mais apoio popular.Seus
primeiros atos como presidente foi intervir no mercado de carne(baixando o preço do
produto),desapropriou casas assim baixando o aluguel.Essa fase do governo ficou conhecida
como República Jacobina(pois era semelhante ao partido Jacobino no período radical da
Revolução Francesa).

A oposição ao presidente era grande,Floriano enfrentou acusações de que seu mandato era
inconstitucional,por que segundo um artigo da Constituição,o vice-presidente só poderia
assumir o cargo após 2 anos de mandato do presidente;Floriano ainda teve que enfrentar uma
forte oposição armada no Rio Grande do Sul.

Revolução Federalista:

O sistema federalista dava independência aos Estados,que eram governados por partidos
únicos(partido republicano),porém isso não aconteceu no Rio Grande do Sul,pois o partido
republicano local enfrentou grande oposição,o que gerou uma guerra civil, a Revolução
Federalista.De um lado estavam os chimangos/pica-paus(partidários de Floriano Peixoto-
positivistas) que se opunham aos federalistas e do outro lado estavam os maragatos-
federalistas que se opunham ao governo de Floriano e assim aos chimangos.



Fim do Governo de Floriano e as novas eleições
Os republicanos paulistas apoiaram Floriano durante a revolta federalista.Passado o perigo das
rebeliões,esses preparavam-se para tomar o poder,para isso precisavam organizar o partido
nacionalmente.O partido republicano lançou nas eleições de1893 a candidatura de Prudente
de Morais.Este foi eleito no dia 1º de março de 1894.
2 - CORONELISMO
Coronelismo é um brasileirismo[1][2] usado para definir a complexa estrutura de poder que
tem início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada (a figura do coronel) sobre o
poder público (o Estado), e tendo como carecteres secundários o mandonismo, o filhotismo
(ou apadrinhamento), a fraude eleitoral e a desorganização dos serviços públicos - e abrange
todo o sistema político do pais, durante a República Velha.[3] Era representado por lideranças
que iam desde o "áspero guerreiro" Horácio de Matos a um letrado Veremundo Soares,
possuindo como "linha-mestra" o controle da população.[4] Como forma de poder político
consiste na figura de uma liderança local - o Coronel - que define as escolhas dos eleitores em
candidatos por ele indicados.[5]

Como período histórico do Brasil compreende o intervalo desde a Proclamação da República
(1889) até a prisão dos coroneis baianos, pela Revolução de 1930, tendo seu fim simbólico no
assassinato de Horácio de Matos, no ano seguinte,[4] sendo definitivamente sepultado com a
derrubada do caudilho gaúcho Flores da Cunha, com a implantação do Estado Novo em
1937[6]. Entretanto, como figura integrante da Guarda Nacional, os oficiais civis tiveram uma
existência entre 1831 e 1918 (ou 1924).[7]

Como forma de mandonismo, que tem origem no período colonial - quando era inicialmente
absoluto o poder do chefe local, evoluindo em seguida para formas mais elaboradas de
controle, passando pelo coronelismo até as modernas formas de clientelismo.[4] Embora o
cargo de Coronel da Guarda Nacional tenha sido originado quando da criação da própria
Guarda Nacional no Período Regencial quando era Ministro da Justiça o Padre Feijó (1831),
não era o mesmo que a patente militar do Exército e, como fenômeno social e político, teve
lugar após o advento da República.



CAFE com leite

Campos Salles, em cujo governo teve início formal a política do café-com-leite

A política do café-com-leite foi um acordo firmado entre as oligarquias estaduais e o governo
federal durante a República Velha para que os presidentes da República fossem escolhidos
entre os políticos de São Paulo e Minas Gerais. Portanto, ora o presidente seria paulista, ora
mineiro.

O nome desse acordo era uma alusão à economia de São Paulo e Minas, grandes produtores,
respectivamente, de café e leite. Além disso, eram estados bastante populosos, fortes
politicamente e berços de duas das principais legendas republicanas: o Partido Republicano
Paulista e o Partido Republicano Mineiro.

A política do café-com-leite só pode ser entendida quando analisada dentro do quadro
político-econômico da Republica Velha. Afinal, a prerrogativa dos paulistas e mineiros para a
escolha dos presidentes correspondia, de outro lado, aos benefícios garantidos pelo governo
federal às oligarquias das demais províncias - não se chamavam estados, na época.
Em troca da autonomia local e da não interferência do governo federal nas questões
provinciais, as elites estaduais garantiam o apoio das suas bancadas ao presidente da
República. Essa era a essência de um outro acordo mais amplo que a política do café-com-leite
e no qual esta se encaixava: a política dos governadores. Dentro desse contexto, São Paulo e
Minas Gerais controlaram o processo sucessório nacional justamente em razão do seu peso
econômico, demográfico e político.

Alternância no poder

Formalmente, a política do café-com-leite teve início em 1898, no governo do paulista Manuel
Ferraz de Campos Salles, e encerrou-se em 1930, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder.
Da Proclamação da República, em 1889, até o início do governo Campos Sales, o Brasil teve
dois presidentes militares: os marechais Deodoro da Fonseca, que governou o país até 1891, e
Floriano Peixoto, que ocupou a Presidência até 1894.

Naquele ano, 1894, foi eleito o primeiro presidente civil da história republicana brasileira -
Prudente de Moraes. Herdando do antecessor uma grave crise política, provocada por
divergências entre os governos federal e provincial em torno dos rumos da nascente
República, Prudente de Moraes enfrentou ainda algumas tensões político-sociais, como a
revolta em Canudos, na Bahia, e a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul.

Com a derrota dos seguidores de Antônio Conselheiro e dos federalistas gaúchos, restou ao
sucessor de Prudente de Moraes, Campos Salles, a tarefa de estabilizar a relação do poder
central com as províncias. Seu governo conseguiu equacionar as divergências provocadas pelas
estruturas de dominação locais, abrindo um novo momento político na história do país,
denominado de República Oligárquica.

Durante os mais de 30 anos em que perdurou a política do café-com-leite, o Brasil elegeu 11
presidentes da República, sendo 6 paulistas - incluindo Prudente de Moraes e Campos Salles -
e 3 mineiros. Dois vice-presidentes assumiram o posto do titular ao longo desse período: o
fluminense Nilo Peçanha, no lugar de Afonso Pena, falecido em 1909; e o mineiro Delfim
Moreira, substituindo o paulista Rodrigues Alves, morto em 1918, antes mesmo de tomar
posse naquele que seria seu segundo mandato como presidente.

Cisões na política do café-com-leite

Embora, no geral, o acordo entre São Paulo e Minas Gerais visasse a ocupação da Presidência
da República pelos dois estados, houve momentos de grande tensão na aliança paulista e
mineira, levando à escolha de candidatos de outras regiões do país. Este foi o caso, por
exemplo, do gaúcho Hermes da Fonseca e do paraibano Epitácio Pessoa.

Em 1909, diante de divergências entre políticos mineiros quanto à escolha do candidato à
sucessão presidencial, Pinheiro Machado, expressiva liderança política do Rio Grande do Sul,
lançou o nome de Hermes da Fonseca. No caso de Epitácio Pessoa, sua eleição, em 1919, para
suceder Delfim Moreira, que se afastara do cargo, foi um desdobramento dos problemas
causados pela Primeira Guerra Mundial na economia brasileira.
De qualquer forma, mesmo nos momentos de crise, a eleição presidencial contou com o apoio
das províncias de São Paulo e Minas Gerais. Isso é, ainda que não elegessem um paulista ou
mineiro, as duas províncias sempre participavam das articulações para a escolha do novo
presidente. Por outro lado, as divergências que envolviam o processo sucessório
demonstravam que outras províncias, de importância menor, também aspiravam ao poder
central.

A evolução dessa crise política acabaria levando ao movimento de 1930, liderado pela
oligarquia gaúcha - tendo à frente Vargas - com o apoio da Paraíba, a quem foi dado o cargo de
vice na chapa de Getúlio, e Minas Gerais, que abandonara a aliança com São Paulo quando o
paulista Washington Luís optou pela indicação do também paulista Júlio Prestes. Embora
vitorioso, nem mesmo chegou a tomar posse, atropelado pela intensa movimentação política
que culminaria na instalação de um governo provisório, em novembro de 1930
3 - Revoltas e Conflitos
Foram várias revoltas de carácter popular e exaltados ocorridos na República Velha, a principal
foi a Guerra de Canudos.

Durante o período militar (1889-1894) ocorreu a Revolta da Armada séria ameaça ao governo
Floriano Peixoto, e uma revolução de carácter regional, a Revolução Federalista.

Durante o período civil (1894-1930) ocorreram grandes revoltas no país de caráter
localizado: Sedição de Juazeiro, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Independência
do Acre e a Guerra do Contestado.

Ocorreram, também, várias revoltas de caráter estadual como a Revolução Federalista,
a Revolução de 1923 e a República de Princesa ocorrida na Paraíba em 1930. Nenhuma destas
revoltas foi tentativa de se derrubar o governo federal, situação muito comum nos demais
países da América Latina.



Guerra de Canudos

A Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, também chamada de Guerra dos Canudos,
foi o confronto entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo
sócio religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então
comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.

A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e
desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e
ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro,
unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos
flagelos do clima e da exclusão econômica e social.



Sedição de Juazeiro

A Revolta ou Sedição de Juazeiro foi um confronto ocorrido em 1914 entre
as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na
política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorreu no sertão do Cariri, interior
do Ceará, e centralizou-se em torno da liderança de Floro Bartolomeu e padre Cícero Romão
Batista.

Após a revolta, padre Cícero sofreu retaliações políticas e foi excomungado pela Igreja
Católica no fim da década de 1920. Entretanto, permaneceu como eminência parda da política
cearense por mais de uma década e não perdeu sua influência sobre a população camponesa,
que passou a venerá-lo como santo e profeta. Em Juazeiro do Norte, um enorme monumento
erguido em sua homenagem atrai, todos os anos, multidões de peregrinos.



Revolta da Vacina

A chamada Revolta da Vacina ocorreu de 10 a 16 de novembro de 1904 na cidade do Rio de
Janeiro, no Brasil.

O início do período republicano no Brasil foi marcado por vários conflitos e revoltas populares.
A população exaltada depredou lojas, virou e incendiou bondes, fez barricadas, arrancou
trilhos, quebrou postes e atacou as forças da polícia com pedras, paus e pedaços de ferro. O
motivo que desencadeou esta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo
federal, contra a varíola.

Ao reassumir o controle da situação, o processo de vacinação foi reiniciado, tendo a varíola,
em pouco tempo sido erradicada do Rio de Janeiro. (entre 10 e 16 de novembro de 1904)



Revolta da Chibata

A Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca
de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de
1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do
marinheiro João Cândido Felisberto.

Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles
impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a
cidade. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e
cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado
Minas Gerais, João Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e
terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a
Marinha denomina de "segunda revolta". Em combate, num arremedo de motim num dos
navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um
marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros
indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil
marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso
Brasileiro aprovar.

Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os
representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto
de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do
Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da
posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a
presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso,
expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava
de uma guerra santa.

A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de
Contestado devido ao fato de que os agricultores contestaram a doação que o governo
brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi
uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma
região de disputas de limites entre os dois estados brasileiros.

Em 20 de outubro de 1916 foi assinado o Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de
Janeiro, porém, no mesmo ano, ocorreram manifestações nos municípios do Contestado-
Paranaense contra o acordo. Em 1917 houve a homologação final do Acordo de Limites, assim
foram instalados os municípios de Mafra, Cruzeiro, Chapecó e de Porto União.



Revolução Federalista

A Revolução Federalista ocorreu no sul do Brasil logo após a Proclamação da República, e teve
como causa a instabilidade política gerada pelos federalistas, que pretendiam "libertar o Rio
Grande do Sul da tirania de Júlio Prates de Castilhos", então presidente do Estado.

Empenharam-se em disputas sangrentas que acabaram por desencadear uma guerra civil, que
durou de fevereiro de 1893 a agosto de 1895, e que foi vencida pelos pica-paus, seguidores de
Júlio de Castilhos.

A divergência teve inicio com atritos ocorridos entre aqueles que procuravam a autonomia
estadual, frente ao poder federal e seus opositores. A luta armada atingiu as regiões
compreendidas entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Revolução de 1923

A Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido durante onze meses daquele ano no
estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em que lutaram, de um lado, os partidários de Borges de
Medeiros (borgistas ou Ximangos) e, de outro, os aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil
(assisistas ou maragatos).

República da Princesa

Em tentativa de dar autonomia a uma pequena cidade do interior do estado da Paraíba, o
então coronel Pereira proclamou a República de Princesa. Foi uma tentativa de fazer oposição
ao governo do presidente do estado da Paraiba João Pessoa. Porém o movimento foi sufocado
pela Revolução de 1930.
4 - Movimento Operário
O processo de industrialização no Brasil está diretamente ligado a acumulação de capital vindo
da lavoura do café. Isso depois da abolição da escravatura, aonde surgiu os trabalhadores
assalariados que iriam trabalhar nos principais centros industriais do Brasil ( Rio de Janeiro e
São Paulo ).

Aos poucos o processo de industrialização brasileira foi acendendo ainda mais a lógica
industrial e capitalista, aonde a principal região, São Paulo, teve um aumento populacional em
progressão geométrica, passando de 20 mil habitantes na década de 1870, para 600 mil
habitantes em 1920.

Operários então, eram a classe que alimentava a prática da industrialização, já que eram eles
que trabalhavam nas fábricas, e ambos, a classe operária e a industrialização cresciam
paralelamente, já que um dependia do outro. Esses operários eram na maioria, imigrantes
europeus, alguns pobres outros não. Italianos, Alemães eram as principais nacionalidades que
predominava na classe operária.

A Classe Operária, porém sofria muito para exercer seu trabalho na sociedade. Possuía
condições de trabalho horríveis, não havia condições sanitárias boas, os acidentes com os
operários eram constantes, além do baixo salário e jornada de trabalho dura e desumana.
Inclusive para visar e ganhar um maior lucro, os empresários empregavam bastante mulheres
e crianças, já que os salários pagos a eles eram menores do que o padrão para o restante do
operariado, assim os empresários ganhavam mais dinheiro.



A questão da industrialização e trabalho assalariado nas fábricas para a mão-de-obra, fez como
já dito, que o governo brasileiro incentivasse a imigração européia já que necessitavam de
trabalhadores nas fábricas. Assim, japoneses vieram para o Brasil em 1908, principalmente
para trabalhar nas fazendas de café no oeste paulista. Como já dito anteriormente, os alemães
vieram para esse fim, só que trabalhando em outras áreas. Mas foram os Italianos que
desempenharam o principal papel na imigração européia para o Brasil, e nas lutas dos
Operários por melhores condições de vida.

Esses italianos vieram como mão-de-obra assalariada para as fábricas, porém o governo
brasileiro não contava que eles viriam com ideais e tendências anarquistas, que logo cresceu
dando origem ao Movimento Operário. O Anarquismo é uma teoria política que considerava
todas as formas de governo repressoras e propunha a substituição do Estado por uma direção
coletiva da sociedade. E essa tendência política surgiu no Brasil com a vinda desses imigrantes
italianos.

Assim no bairro da Mocca, iniciou o Movimento Operário; uma série de revoltas dos operários
das fábricas em busca de melhores condições de trabalhos ao invés da vida árdua que eles
levavam. Porém no dia 9 de julho de 1917 a Força Pública reprimiu uma passeata de
trabalhadores, e nesse conflito um anarquista italiano foi morto. No dia 11 o protesto ganhou
força em toda a cidade em protesto a morte do anarquista. O enterro desse anarquista tornou-
se uma passeata, onde foi do Brás até o cemitério do Araçá, do outro lado da cidade.

Após essa passeata, foi criado o Comitê de Defesa Proletária, criados por operários e lideres
anarquistas, que em várias ocasiões eram organizados saqueamentos na cidade em busca de
gêneros de primeira necessidade. Mesmo continuando a repressão por parte do governo, o
movimento resistia bravamente. Logo os empresários aceitaram negociar várias das
reivindicações.

Porém o movimento enfraqueceu por causa da severa vigilância e da repressão do governo, e
com a Lei Adolfo Gordo, de 1907, era permito a expulsão de imigrantes anarquistas que
praticavam ações contra a política da época.

Em 1922 foi criado o Partido Comunista do Brasil, influenciado pela Revolução Socialista
Soviética de 1917. Esse partido é uma fusão de pequenos grupos anarquistas e de outras
tendências. Liderado por Astrogildo Pereira, a maioria de seus militantes fundadores era de
operários, mas havia também vários intelectuais.




4a - Movimento Operário - RESUMO
Antecedentes:

       A industrialização do Brasil, provindas da intensa acumulação de capital vinda das
        lavouras de café.
       Pós abolição da escravatura, início de industrialização e acumulação de capital,
        instauração da República e conseqüentemente a prática do trabalhador assalariado.
       Crescimento da população nos grandes centros em progressão geométrica (São Paulo,
        Rio de Janeiro).
       Incentivo do governo brasileiro na imigração européia, servindo como mão-de-obra
        assalariada.
       Com a vinda desses imigrantes, principalmente italianos, surgiu o Anarquismo no
        Brasil, trazido pelos mesmos italianos.
       Ideais Anarquistas, contra qualquer tipo de governo, idealizando-o repressor e
        exigindo uma substituição do Estado por uma direção coletiva da sociedade.

    Movimento Operário:

           O Movimento Operário em si foi uma série de revoltas e buscas de melhores
            condições dos operariados por direitos trabalhistas.
           Pelo fato da classe operária e a industrialização crescerem paralelamente, um
            dependia muito do outro. Agora com o Capitalismo e a total predominância do
            Capital para a sociedade, o operário era obrigado a trabalhar, mesmo com
            condições ridículas, para se sustentar. A industrialização só crescia com o
            crescimento das atividades capitalistas, acontecidas nas fábricas e indústrias,
    aonde dependia do operário para fazê-la realizar sua função no conceito
    Capitalista. Pelo próprio sistema sócio-econômico, os operários e a industrialização
    estavam interligados. Não havia muita escapatória para os operários dessa
    maneira, apenas as revoltas.
   No bairro da Mocca, no dia 9 de julho de 1917, em uma das revoltas do
    Movimento Operário a Forca Pública reprimiu essa passeata, que acabou deixando
    um italiano anarquista morto. No dia 11 o protesto ganhou força, e ocorreu outro
    protesto, agora contra a morte do italiano anarquista. Seu enterro foi uma
    passeata do Brás ate o Araçá.
   O governo cada vez mais combatia as revoltas operárias que resistiam
    bravamente.
   Outro acontecimento foi a Lei do Adolfo Gordo, criada em 1907, que combateu o
    Movimento Operário. Essa lei consistia na permissão da expulsão de imigrantes
    anarquistas que praticavam ações contra a política da época.
   Em 1922 foi criado o Partido Comunista Brasileiro, influenciados pela Revolução
    Russa de 1917. Esse partido é uma fusão de pequenos grupos anarquistas e de
    outras tendências. Liderado por Astrogildo Pereira, a maioria de seus militantes
    fundadores era de operários, mas havia também vários intelectuais.
5 - Modernismo
                                   PRÉ-MODERNISMO
    O pré-modernismo é uma nova arte literária que se da inicio no século XX. O período que
chamamos de pré-modernismo vai de 1902 a 1922.O período em que há uma tendência a se
mostrar “O Brasil pelo Brasil”. Durante muito tempo o que nós tivemos foram obras literárias
de cunho europeu. Agora dando uma nova concepção a essas obras vai surgir no Brasil esse
período que nós conhecemos como pré-modernismo antes da semana de 1922, a semana de
arte moderna.

                                        CONTEXTO HISTORICO:

        O pré modernismo é extremamente importante para nossas artes literais e para a arte
como um todo por causa do novo enfoque que vai haver na literatura e na arte em si. A
necessidade de encontrar “Brasil por Brasil”, o Brasil do verdadeiro Brasileiro, esse Brasil não
das classes nobres, não da alta burguesia e sim desse Brasil que é mostrado pelo suburbano,
pelo cabloco, pelo sertanejo e pelas pessoas que são esquecidas da grande massa.



                                 O ESTADO DE PRÉ-GUERRA:

O Estado de Pré-Guerra que se fundamenta no início do século XX criava um pensamento de
decadência e de depressão na cabeça do homem daquela época, pois a idéia que se tinha da
primeira guerra era de que haveria uma total destruição do ser humano. Em função disso, o
ser humano começa a buscar no homem uma tentativa de se sentir melhor como pessoa e
dentro desse sentido de se encontrar como pessoa, aqui no Brasil teremos essa
fundamentação de mostrar Brasil pelo Brasil, de encontrar as pessoas das classes baixas e das
classes esquecidas da nossa sociedade.



                                  VANGUARDAS EUROPEIAS

Por causa disso, em todo o mundo, principalmente na Europa, surgirão as vanguardas
européias. Elas vão mostrar uma nova forma de existir o ser humano. Quando a gente fala do
realismo, o realismo tem toda aquela massa perfeccionista e extremamente detalhada do
homem no seu cotidiano. Quando a gente vai falar de futurismo, expressionismo, cubismo,
dadaísmo e de surrealismo, estaremos focando o homem de uma forma mais destruída,
menos perfeccionista e até de uma forma sintética demais.



FUTURISMO: A idéia que a gente vai ter do futurismo é a questão da agilidade, da alta
velocidade e da economia de tempo. Quando a gente pensa exatamente nesse contexto no
inicio do século XX, a vanguarda européia tem como marca mostrar a necessidade do homem
em não perder tempo com nada. O ideal do século XX é o ideal da agilidade, é o ideal da alta
velocidade, é o ideal da máquina. A Segunda Revolução Industrial promoveu a questão das
maquinas movidas a combustíveis fósseis, em questão o carro. A alta velocidade vai entrar pro
contexto literário do futurismo nessa tentativa de economizar nas frases, economizar nas
palavras e economizar nas sentenças. Uma forma de agilizar o processo comunicação. Fillipo
Thomasco Morenetti (ACHO QUE É ISSO), pai do futurismo, propriamente já disse uma vez, ao
lado de Mussolini que a guerra é a higiene do mundo, quando aos seus pés passava uma horda
de tanques indo para uma batalha na Itália.

EXPRESSIONISMO: A idéia que a gente vai ter do expressionismo é ser o contra-senso da marca
expressionista. A arte de Renoir (RENOÁ) e de Monet (MONÊ) marcava a idéia de uma imagem
fixada, lembrada para depois ser passada para um quadro. O expressionismo no contra-senso
dessa linha vai marcar o homem por aquilo lhe chama mais atenção, por aquilo que ele mais se
caracteriza, aquela parte mais caricatural, que hoje em dia a gente chama de caricatura, é o
que foi o expressionismo no inicio do século XX. O quadro “Amarelo” de Anita Malfatti, que é
um quadro que retrata algumas imperfeições do rosto. Mas será que são imperfeições
mesmo!?

CUBISMO: Quando a gente fala do cubismo, talvez a vanguarda européia mais conhecida, a
gente vai ver que a imagem do homem esta deturpada, esta deformada, esta desalinhada.
Quando a gente fala de cubismo propriamente dito, a gente não deixa de pensar em Pablo
Picasso. O ideal do cubismo é exatamente deturpar, deformar, pois o ser humano já não é mais
aquela perfeição toda. Quando a gente fala desse sentido de perfeição, é claro que vai haver
uma critica ao que o realismo e também as artes européias do século XIX promoveram na
busca pelo conhecimento do ser humano. Mas será que nós realmente conhecemos o homem?
Será que nós realmente temos ideal de quem é o homem? E é isso que o cubismo que nos
mostrar. Sabermos que linha, que marca, o que nós somos realmente.

DADAÍSMO: O movimento dadaísta, iniciado por Tristan Tzara, na Suécia marca exatamente
pelo ideal do nada. O homem ta perdido, o homem não sabe mais realmente quem ele é. O
estado de guerra é tamanho e o desespero também acompanha isso e em função disso, de nós
não mais sabermos o que nós somos, o ideal do dadaísmo, uma forma de mostrar que esse
mundo se perdeu, marca a necessidade de colarmos, de formarmos mosaicos de sentença na
tentativa de encontrar ali algum valor. Nessa necessidade de encontrar algum valor Tristan
Tzara coloca que o dadaísmo significa “nada”. Pronto, já temos um conceito: Nada é Nada. E
talvez esse nada seja o tudo que sempre procuramos. Nessa forma de tentar conhecer o ser
humano, que foi marcado pela psicologia e pela psicanálise no século XIX, vai passar pelo ideal
do cubismo, do expressionismo e também do futurismo essa forma de tentarmos encontrar na
gente a necessidade de ficar com a cabeça tranqüila. O dadaísmo tem isso por sentença: Ficar
com a cabeça tranqüila.

SURREALISMO: A imagem surrealista é extrapolar o senso do real como o reflexo da arte do
movimento dadaísta. É a expressão extrapolada dos nossos sonhos, das nossas vontades em
uma tentativa de representar quem realmente nós somos e nós somos exatamente a loucura
que sempre quisemos promover.
               PUBLICAÇÕES ANTI-PARNASIANAS DOS FUTUROS MODERNISTAS

***Parnasianismo: é uma escola literária ou estilo de época que se desenvolve na poesia a partir de
1850.Movimento literário de origem francesa, que representou na poesia o espírito positivista e
científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.

A idéia que teremos durante esse período é a renovação das letras do “Brasil pelo Brasil”,
então a idéia que surge a partir daí é buscar o retrato da gente humilde, o que antes era
esquecido das nossas artes, o que antes era apenas estudado. Tanto a publicação de “Canaã”
de Graça Aranha, e “Os Sertões” de Euclides da Cunha ou de qualquer outra obra que venha
enfocar o sertanejo no futuro se deve a essa tentativa. Então essas duas publicações de Canaã
e de Os Sertões vão ser importantes para ter esse retrato novo do Brasil, poderíamos definir
essas duas obras como obras naturalistas***, mas o enfoque que é dado ao povo, ao popular e
a essa população esquecida é o que vai ser visto como algo importante nesse novo período.

***Naturalismo: É a radicalização do Realismo. (1880) Essa escola literária baseava-se na observação
fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela
hereditariedade.



AUTORES QUESÃO PERCURSORES DE UMA NOVA ESTETICA QUE VAI SEGUIR COM A SEMANA
                            DE ARTE MODERNA.

Graça Aranha: A obra Canaã é a vinda desse povo alemão para o Brasil que vai ficar residindo
Espírito Santo e que tem a vontade de crescer nessa terra. Canaã pode ser considerada uma
obra naturalista pela forma como ela descreve os detalhes dos problemas dos imigrantes e dos
fatos que vão se suceder com a vinda deles para o Brasil. Porem, a forma como é retratada
tanto os problemas e como a narrativa vai buscar mostrar todos os horrores que esse povo
passa e principalmente todas as vontades psicológicas e as vontades fundamentais de um ser
humano é que vai demarcar a virada dessa obra para os valores naturalistas que nós tínhamos
em Luiz de Azevedo. O livro mostra de como o ser humano tem essa necessidade por ajudar
alguém.

Euclides da Cunha: A obra considerada a mais importante do pré modernismo é a Sertões.
Ela retrata exatamente a força do sertanejo. A obra tem como foco canudos e toda a batalha
que foi canudos e a imagem de Antonio Conselheiro. Temos no livro uma imagem do sertanejo
heróico, desse oximoros. O que é a imagem do oximoro? É exatamente a questão do
paradoxo. O paradoxo é a fundamentação de imagens contrarias que gera ate uma certa
ilógica. Quando Euclides da Cunha vai descrever o sertanejo como um Quasimodo, ele vai
mostrar a imagem desse homem deformado, desse homem, em certos casos, ate feio demais,
mas que tem a força de um Hercules, a imagem do herói clássico. E ai que agente tem a
construção de um dos primeiros heróis modernos da nossa historia. O sertanejo de Euclides da
Cunha. A descrição que ele faz é uma descrição minuciosa da força que esse homem tem por
conseguir viver numa terra de condições tão devastadas, tão ruins. E mesmo assim ver um
homem conseguir viver 50, 60 e até 70 anos numa região como aquela, para Euclides da Cunha
merece respeito. É daí que a gente vai ver que o sertanejo e a imagem de Canudos que é dita
nos sertões é uma imagem de ultra valorização. A idéia que nós vamos ter da publicação de Os
Sertões é de ser uma obra que engrandece as pessoas esquecidas.

Lima Barreto: A obra de Lima Barreto fala da questão da republica e o que ela vai trazer de
conseqüências pra gente. É daí que vão ter os suburbanos esquecidos dos grandes centros,
esses homens que trabalham, esses heróis modernos que saem as 5 horas da manha para ir ao
traballho e que são deixados também a margem da sociedade. A obra “Triste fim de Policargo
Quaresma” tem o retrato de um grande herói que é um homem romântico em certo caso,
extremamente nacionalista e que busca na sua pátria a questão da valorização da língua e de
uma língua que poderia ser considerada verdadeiramente brasileira (é ai que entra a questão
do Tupi), da terra brasileira que é uma terra fértil e extremamente produtiva mas que não esta
sendo usada em toda sua grandiosidade e também na batalha que o povo brasileiro promove
sua hegemonia*** e é por esse motivo que Policargo Quaresma vai se tornar um herói
renegado, um herói esquecido e fuzilado pela republica que ele tanto ajudou. Com isso tem-se
uma imagem da republica brasileiro já que Policargo foi morto pelo que a republica promoveu
e com esse fuzilamento vemos que o que vai valer são as grandes ordens do homem que
comanda a republica, podendo dizer então que Floriano Peixoto é um ditador. É ai que essa
obra tenta nos mostrar conseqüências que a guerra nos trás. É ai que podemos considerar a
obra “Triste fim de Policargo Quaresma” como uma justificativa do que vai ser promovido na
2ª Guerra Mundial, toda a tensão nazifascista comandada por um ditador que é o presidente
de uma republica, o presidente de uma nação, o dono de um estado.

***Hegemonia significa ser uniforme, um grupo hegemônico quer dizer um grupo em concordância.

Monteiro lobato: É um caso a parte da literatura. Ele é o primeiro autor brasileiro a retratar
a obra infantil e dar voz a essa literatura voltada para crianças. É um critico feros. Ele é um
empresário de sucesso do inicio do século XX tanto que ele é o primeiro a montar uma editora
com o nome de “Monteiro Lobato e Companhia” e a partir daí que suas obras vão começar a
ganhar renome. E por ele ser esse critico feroz, ele que é o propulsor indireto da semana de
arte moderna. Monteiro Lobato escreve um artigo chamado “Paranoia ou Mistificação”. Esse
artigo veio a criticar a obra de Anita Malfatti na sua exposição e por causa disso autores que
apoiaram a exposoção começam também a criticar Monteiro Lobato e é em função disso que o
Monteiro Lobato vai ser considerado o modernista que não se via modernista, porque ele
começa a buscar uma literatura com um foco mais nobre na forma de se escrever. Por causa
dessa necessidade acadêmica de se fazer uma nova literatura, é que ele vai ser considerado
esse “modernista que não se via modernista”, já que o modernismo tem a necessidade
também de mostrar o “povo brasileiro para o povo brasileiro”.

Augusto dos Anjos: É considerado o filho do Carbono e do Amoníaco, foi o primeiro a
promover uma arte antiparnasiana. A literatura que se cria nos poemas de Augusto dos Anjos
é uma literatura extremamente decadente em certos casos repugnante. A obra de Augusto
dos Anjos é considerada Pioneira nessa forma de se falar do desespero e de um contra senso
de uma nova arte poética em que não se valia palavras bonitas. O homem teria que se
conhecer em vida e nessa necessidade a obra de Augusto ganha grande destaque. No começo
muito criticado e não aceito pela grande maioria por causa de sua obra extremamente forte,
Augusto vai dedicar sua poesia aos vermes que fazem da carne humana uma forma de viver e
principalmente essa obra gótica, decadente e ate mesmo sombria.

       Nesse período que falamos sobre o pré-modernismo retratam o homem nessa vontade
de conhecer a si mesmo. É uma forma de valorizar, uma forma da valorização do homem.

                                       MODERNISMO
         O modernismo começou com a “SEMANA DE ARTE MODERNA” em fevereiro de 1922.
O grupo de artistas formado por pintores, músicos e escritores pretendia trazer as influências
das vanguardas européias à cultura brasileira. Estas correntes européias expunham na
literatura as reflexões dos artistas sobre a realidade social e política vivida. Por este motivo, o
movimento artístico “Semana de Arte Moderna” quis trazer a reflexão sobre a realidade
brasileira sócio-política do início do século 20.
         O modernismo é dividido em 2 fases: a primeira foi de 1922 a 1930 e a segunda de
1930 a 1945.



           PRIMEIRA FASE DO MODERNISMO (1922-1930) – Heróica.
- Foi o desejo de liberdade de ruptura e de destruição do passado como características
marcantes.

- Ficou conhecida como fase HERÓICA pois era uma fase demolidora, era uma fase de negação.
Esses modernistas negavam tudo o que era do passado. Eles queriam romper com todas as
estéticas, principalmente com o parnasianismo que ainda vigorava.

        Essa fase foi predominantemente poética, mas nós encontramos também alguns
textos escritos em prosa. Neste período nós encontramos como grandes marcas a negação, a
ruptura, o desejo de liberdade lingüística e um forte nacionalismo.

                                      PRINCIPAIS AUTORES

Mário de Andrade:        É considerado o papa do modernismo brasileiro e ele foi um dos
escritores mais apaixonados pela cidade de São Paulo. Mario de Andrade era um escritor
irreverente e criativo. Em seus textos, buscou romper com o passado, com as estruturas, até
então tidas como modelo. Buscava o resgate da linguagem cotidiana, do dia-a-dia, do popular
e do folclórico. É com seu texto, Paulicéia Desvairada que nós temos praticamente o primeiro
livro realmente modernista. Um ar de deboche se estende durante todo o livro. Mario de
Andrade também escreveu em prosa. Escreveu Macunaíma, um romance muito conhecido,
mas que não apresenta as características de um romance que nos conhecemos. É um romance
que discute a nacionalidade brasileira. Ele conta a história de um índio, que de preto virou
branco.

Oswald de Andrade: É considerado o autor mais polêmico da primeira fase modernista. Foi o
idealizador dos principais manifestos que ocorreram nesse período. Sua obra é marcada pela
ironia, pelo humor. Ele é o mais debochado dos escritores modernistas. Ele inova. Ele trás o
elemento nacional para a literatura sobre a roupagem modernista. Ele é criador do poema
“piada”, ou seja, textos curtos que mesmo assim carregam uma grande carga poética. Também
escreveu algumas prosas.

Manuel Bandeira: No primeiro momento ele se mostra ainda bem preso aos valores
parnasianos, mas com o passar do tempo, destaca-se como um dos grandes escritores do
modernismo. É a partir do livro “LIBERTINAGEM” que Manuel Bandeira se firma como poeta
modernista. A partir desse livro, que seus textos se aproximam muito do linguajar coloquial. Os
temas acabam se diversificando. Tudo para Manuel Bandeira acaba se tornando tema poético.
Noticias e até brincava com sua doença, a tuberculose. Mas é com o poema “POÉTICA” que
nós encontramos as principais características de sua obra. A ironia foi outra característica de
Manuel Bandeira. Humor e ironia são características fortes de Bandeira.

Alcântara Machado: Em seu livro “BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA”, Machado conta a vida da
colônia italiana na cidade de São Paulo. Ele vai falar principalmente do processo de assimilação
cultural, da mistura da língua portuguesa com a língua italiana. Os italianos tinham uma
presença muito grande nesse período. Primeiro vieram para o Brasil para trabalhar na lavoura
do café e depois para trabalhar como mão de obra para a indústria que começava a crescer na
cidade de São Paulo.

                       MODERNISMO - 2ª Fase –(1930-1945)


A 2ª fase corresponde ao Período em que nós encontramos a consolidação, uma espécie de
frutificação das conquistas do período de 1922. Os autores não apresentavam mais o caráter
destruidor e irreverente de antes. Devido à grande produção, didaticamente, costuma-se
dividir essa fase em produções de prosa e produções em poesia.

                                            POESIA

        A poesia da 2ª fase modernista percorreu um caminho de amadurecimento. No
aspecto formal, o verso livre foi o melhor recurso para exprimir sensibilidade do novo tempo,
se caracteriza como uma poesia de questionamento: da existência humana, do sentimento de
“estar-no-mundo”, inquietação social, religiosa, filosófica e amorosa.

                                     PRINCIPAIS AUTORES

        Drummond e Murilo Mendes em alguns momentos, se dedicam mais as poesias de
caráter social e também as questões universais do ser humano. Cecília Meireles e Vinícius de
Morais se detêm numa poesia mais introspectiva, mais intimista. Em alguns momentos, Cecília
Meireles e Murilo Mendes voltam-se para questões religiosas e mais místicas.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE:             É considerado o grande representante da poesia
contemporânea. Seus textos, embora partindo da realidade brasileira, refletem os problemas
universais do ser humano. São textos que apresentam uma temática variada: o amor, a
metalinguagem, a saudade, o cotidiano e uma forte preocupação política e social. Drummond,
influenciado pelo contexto histórico de seu tempo (Segunda Guerra Mundial, sistemas
autoritários), se dedicou ao tempo presente, ele estava preocupado com a transformação
social do tempo presente.



CECILIA MEIRELES: Trilhou um caminho muito particular, o que dificulta sua classificação
numa estética literária determinada. Seus versos apresentam características de outros
movimentos, em especial, do simbolismo. Cecília tornou-se conhecida no meio literário a partir
da corrente espiritualista da geração de 1922, mas aos poucos foi se afastando dessa corrente,
conservando o caráter introspectivo e intimista. Seus versos, geralmente curtos e cheios de
musicalidade, falam da transitoriedade da vida, da morte e da solidão. Essas características
muitas vezes tornam a obra de Cecília marcada por um pessimismo, por um caráter negativo.

VINÍCIUS DE MORAIS: Foi um importante nome não só na literatura, mas na musica popular
brasileira. Altamente comunicativo Vinícius se definia como poeta e diplomata. As obras de
Vinícius é freqüentemente dividida em duas fases:

-Na primeira nós encontramos um autor ainda preso aos valores simbolistas. Aparecem temas
como a solidão, a distinção entre o carnal e o espiritual e também certa religiosidade.

-Já no segundo momento, encontramos um poeta mais voltado para o cotidiano e para
mulher. A mulher foi um tema muito tratado por Vinícius de Morais. Vinícius, ao contrário dos
primeiros modernistas que abandonaram todas as formas fixas, apresentou um grande apreço
pelo soneto. Os temas mais próximos da realidade também foram tratados pelo poeta.

MURILO MENDES: Assim como Cecília Meireles também pertenceu à corrente espiritualista
do Modernismo. A religiosidade voltada para a crítica das injustiças sociais é uma de suas
características.

                                           PROSA

       A grande característica da prosa nesse momento é o regionalismo, a relação do
homem com o meio ambiente em que vive. Esse regionalismo já estava presente há muito
tempo na época do romantismo, só que agora ele ganha um novo tom, principalmente pelo
contexto histórico e pelas características dos autores desse momento.

        A obra que marca o inicio do romance regionalismo no modernismo é o livro “A
BAGACEIRA”, de Jose Américo de Almeida, mas seu valor literário se deve mais ao aspecto
histórico, as tramas sobre as secas sobre os retirantes do que pelos seus valores estéticos.

                              PRINCIPAIS AUTORES DESSA FASE

        Basicamente esses autores se dedicaram ao regionalismo do nordeste do pais, falando
da seca, do cangaço, as dificuldades e misérias enfrentadas pelo povo dessas regiões (Região
Norte e Região Nordeste). Mas o autor Érico Veríssimo se dedica mais a regiao Sul do pais,
falando as relações do homem com a paisagem natural.

RAQUEL DE QUEIROS: Foi à primeira mulher a se eleger imortal na academia brasileira de
letras, suas obras regionalistas destacam-se pela reflexão sobre a figura feminina em uma
sociedade patriarca. Em “O QUINZE” ela narra as historias vividas por uma família que enfrenta
uma grande seca.

GRACILIANO RAMOS: É considerado pela critica de uma maneira geral o melhor ficcionista.
Sua obra é marcada pela ausência de sentimentalismo por uma linguagem direta. Entre seus
livros principais destacam-se “SÃO BERNARDO” e “MEMORIAS DO CÁRCERE”.

- Memorias do Cárcere é um romance biográfico em que é narrada as dificuldades vividas
durante o período da prisão. Graciliano Ramos ficou preso por causa de complicações que teve
com a ditadura de Vargas, o próprio Graciliano apresentou algumas relações com o partido
comunista que foi o que provocou sua prisão.
- Já na obra São Bernardo é a historia de Paulo Norio, o rico proprietário da fazenda são
Bernardo, nesse texto é feito uma reflexão sobre a esperança que o homem tem, que muitas
vezes volta-se mais para o ter do que para o ser.


JORGE AMADO: É um dos escritores mais conhecidos pelo publico jovem, isso porque muito
de seus livros foram adaptados para TV e para o cinema e ainda hoje é um dos escritores
brasileiros que mais vendeu livros. Seus textos traçam o verdadeiro painel do Brasil, em
especial do povo Baiano. Sua obra é muito dividida em função da temática, que seria em:

- Romances da Bahia que retrata a vida das classes oprimidas na urbana, Salvador. São livros
de denuncia das desigualdades sociais, entre eles destaca-se “CAPITÃES DA AREIA”.
- Romances ligados ao ciclo do cacau que retrata a exploração dos trabalhadores rurais pela
economia latifundiária do nordeste, segundo o próprio Jorge Amado foi a luta do cacau que o
tornou romancista. Entre esses romances destacam-se “ CACAU” e “TERRA DOS SEM FIM”.
- Cronicas de costumes que partem dos cenários do agreste e da zona cacaueira para uma
reflexão sobre a vida, os amores e os costumes da sociedade. São desse ciclo as conhecidas
figuras feministas de Jorge Amado, como “GRABIELA CRAVO E CANELA” e “DONA FLOR E SEUS
DOIS MARIDOS”.


ÉRICO VERISSIMO: Também conquistou seu publico leitor. Sua obra é normalmente divididas
em romances urbanos, históricos e políticos.
        Nos Urbanos destacam-se “CLARISSA” e “OLHAIS OS LIRIOS DO CAMPO”. Nesse
momento Érico é um autor que analisa as crises de uma sociedade na época. A sua grande
obra prima é a trilogia histórica “O TEMPO E O VENTO”, onde encontramos as grandes figuras
de Ana Terra e Rodrigo Cambara. E é dele também o conhecidíssimo “INCIDENTES EM
ANTARES”, um romance político que mistura um plano real com um plano imaginário.

JOSÉ LINS DO REGO:     Foi um apaixonado por futebol. Foi um autor muito identificado com o
povo e com a sua região. Suas obras retratam basicamente as coisas que aconteciam
relacionadas as fazendas produtoras de cana de açúcar. Ele fala da decadência dos engenhos e
da decadência da estrutura patriarca. Uma das suas principais obras foi “MENINO DE
ENGENHO”.
 MODERNISMO – TERCEIRA FASE OU PÓS-MODERNISMO (1945 a diante)



       A terceira fase do Modernismo brasileiro é conhecida como a fase da reflexão e da
universalidade temática.



                                    PRINCIPAIS AUTORES



        A partir das novas contribuições da Lingüística, da atração pelo místico e do
introspectivo os autores dessa geração instauraram novos caminhos na Literatura Brasileira.
Nessa fase, o texto literário deixa de ser apenas a representação da realidade e adquiri um
valor em si mesmo.



GUIMARÃES ROSA:         Foi um grande estudioso, principalmente de línguas. Alguns estudiosos
de sua obra afirmam que ele aprendeu sozinho o russo e o alemão. Essa paixão por línguas se
reflete em quase todos os seus textos. As principais características de sua obra eram o
regionalismo, universalismo e a criação lingüística. Assim como outros autores, Guimarães
utiliza a relação do homem com a paisagem do sertão mmineiro. Entretanto seu regionalismo
apresenta um novo significado que extrapola os limites da realidade brasileira, atingindo o
plano universal. Como dizia o próprio autor, “o sertão é o mundo”. Tanto que podemos
interpretá-lo de várias maneiras: como realidade geográfica, social e política. Outra
característica fundamental de Guimarães Rosa é o seu poder inovador, sua habilidade em
trabalhar e inventar palavras. Seus textos são repletos de neologismos que são palavras novas,
que ele mesmo inventa.



CLARICE LISPECTOR:       Ela se aprofunda num caminho já percorrido por outros autores no
início do movimento modernista, a literatura de caráter introspectivo e intimista. Clarice
sempre foi muito mística e supersticiosa, tanto que em 1976, representou o Brasil num
Congresso de Bruxaria, na Colômbia. Ela dedicou-se à análise das angústias e crises
existenciais. Clarice rompeu com a linearidade da estrutura do romance, seus textos baseiam-
se no fluxo de consciência (na expressão direta dos estados mentais). Outra característica de
Clarice Lispector é o freqüente uso do monólogo interior, técnica em que o narrador conversa
consigo mesmo, como se estivesse divagando.



JOÃO CABRAL DE MELO NETO:             Embora freqüentemente estudado como um poeta da
geração de 45, João Cabral de Melo Neto apresenta características bem diversas dos escritores
dessa fase. Guiado pelo raciocínio lógico, voltou-se para a análise objetiva da realidade. Para
ele os poemas não eram fruto de inspiração, mas de construção. Por isso João é conhecido
como o “engenheiro das palavras”. João Cabral de Melo Neto conquistou notoriedade
internacional graças ao longo poema “MORTE E VIDA SEVERINA” – um auto de natal
pernambucano, que foi encenado por um grupo de jovens atores do TUCA, Teatro da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
6 - Revolução de 1930
* Antecedentes

Interpretada como a revolução que pôs fim ao predomínio das oligarquias no cenário
político brasileiro, a Revolução de 30 conta com uma série de fatores conjunturais que
explicam esse dado histórico.

No âmbito internacional, podemos destacar a ascensão de algumas práticas
capitalistas e a própria crise do sistema capitalista.

Os governos oligárquicos preferiam manter a nação sob um regime econômico agro-
exportador. Dessa forma, a economia brasileira sofreu, devido às graves oscilações em
seu desempenho econômico. Em outras palavras, a economia brasileira só ia bem
quando as grandes potências industriais tinham condições de consumir os produtos
agrícolas brasileiros.

As elites oligárquicas acabaram pagando um alto preço ao refrear a modernização da
economia brasileira. De um lado, as camadas populares sofriam, cada vez mais, o
impacto de governos que não criavam efetivas políticas sociais e, ao mesmo tempo,
não dava devida atenção aos setores sociais emergentes (militares, classes média e
operária). Por outro, as próprias oligarquias não conseguiam manter uma posição
política homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.

Rompimento com a Política Café-com-Leite
Os principais estados que dominavam o conjunto da federação eram São Paulo, Minas
Gerais e Rio Grande do Sul.

A partir das coligações com as lideranças oligárquicas dos demais estados, São Paulo e
Minas Gerais mantiveram o controle político do país durante toda a República Velha.

São Paulo era o maior produtor de café e Minas o maior produtor de leite. Daí a
denominação "República do Café com Leite"

Conhecida como “Política do Café Puro”, a candidatura de Júlio Prestes rompeu com o
antigo arranjo da “Política do Café-com-Leite”, onde os latifundiários mineiros e
paulistas se alternariam no mandato presidencial.

O presidente Washington Luís rompe o acordo da política do café com leite, indicando
como candidato a Presidência da República o paulista Julio Prestes, quando na verdade
o candidato natural seria o mineiro Antonio Carlos de Andrade e Silva. As oligarquias
dissidentes (especialmente de Minas Gerais) juntam-se ao Rio Grande do Sul e Paraíba,
formam a Aliança Liberal e lançam o candidato Getúlio Vargas, contra Julio Prestes de
São Paulo. Os resultados eleitorais dão a vitória a Julio Prestes, porém, a Revolução de
30 impede sua posse.



Fases do Governo Vargas (3 Fases)
Getúlio Vargas foi por duas vezes presidente da república. Na primeira vez, de 1930 a
1945, governou o Brasil em três fases distintas:

de 1930 a 1934, no governo provisório;

Nomeado presidente, Getúlio Vargas usufruia de poderes quase ilimitados e,
aproveitando-se deles, começou a tomar políticas de modernização do país. Ele criou,
por exemplo, novos ministérios - como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio
e o Ministério da Educação e Saúde -, e nomeou interventores de estados. Na prática,
os estados perdiam grande parte da sua autonomia política para o presidente.

de 1934 a 1937, no governo constitucional,

Getúlio Vargas convoca a Assembléia em 1933, e em 16 de Julho de 1934 a nova
Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, ensino primário obrigatório, o
voto feminino e diversas leis trabalhistas. O voto secreto significou o fim do tão
famigerado voto aberto preponderante na República Velha, onde os coronéis tinham a
oportunidade de controlar os votos. A nova constituição estabeleceu também que,
após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos
membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso.

e de 1937 a 1945, no Estado Novo.

A constituição de 1937, que criou o "Estado Novo" getulista, tinha caráter
centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre
os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso
Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser
nomeados pelos governadores e esses, por sua vez, pelo presidente. Foi criado o DIP
(Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas
como o "Pai dos Pobres" e o "Salvador da Pátria".

O Fim do Governo Vargas
No dia 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto por um golpe militar, sendo
conduzido ao exílio na sua cidade natal, São Borja. No dia 2 de dezembro do mesmo
ano, foram realizadas eleições livres para o parlamento e presidência, nas quais
Getúlio seria eleito senador pela maior votação da época. Era o fim da Era Vargas, mas
não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.
7 - Coluna Prestes
A Coluna Miguel Costa Prestes, mais conhecida como Coluna Prestes, foi um movimento
liderado por militares, que faziam oposição à República Velha e às classes dominantes na
época. Teve início em abril de 1925

No início da década de XX, o Brasil vivia sob o domínio das oligarquias rurais e setores médios
urbanos, como os militares, por exemplo, começaram a questionar este poder e a pressionar
por mais investimentos nas forças armadas.

O primeiro levante militar ocorreu no Rio de Janeiro, liderado pelos tenentes do exército, que
ficou conhecido como Tenentismo. Em 1924, surgiu uma nova rebelião, desta vez em São
Paulo. Depois de muitos combates contra as tropas fiéis ao governo, os revoltosos se
refugiaram no interior do Estado.

Com um núcleo fixo de cerca de 300 militares, mas chegando a ter em diversos momentos
mais de 1.500 homens, a Coluna Prestes percorreu cerca de 25 mil quilômetros pelo interior
do Brasil, durante 2 anos e meio.

Nesse tempo, seus integrantes travaram mais de 100 combates, sem que nenhum dos lados
saísse vencedor.



No final, em fevereiro de 1927, a maior parte da Coluna retirou-se para a Bolívia, e, em março
do mesmo ano, uma parte menor entrou no Paraguai.



Em sua marcha pelo Brasil, os tenentes denunciavam a miséria da população e constataram de
perto a exploração das camadas populares pelos líderes políticos locais. Assim, firmaram a
convicção de que era preciso mudar a situação socioeconômica do Brasil e substituir o
governo.

Tenentismo

O tenentismo foi um movimento social de caráter político-militar que ocorreu no Brasil nas
décadas de 1920 e 1930, período conhecido como República das Oligarquias. Contou,
principalmente, com a participação de jovens tenentes do exército.

Este movimento contestava a ação política e social dos governos representantes das
oligarquias cafeeiras (coronelismo)

Os tenentistas chegaram a promover revoltas como, por exemplo, a revolta dos 18 do Forte de
Copacabana. Nesta revolta, ocorrida em 5 de julho de 1922, foi durante combatido pelas
forças oficiais. Outros exemplos de revoltas tenentistas foram a Revolta Paulista (1924) e a
Comuna de Manaus (1924).
O movimento tenentista perdeu força após a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao
poder. Vargas conseguiu produzir uma divisão no movimento, sendo que importantes nomes
do tenentismo passaram a atuar como interventores federais. Outros continuaram no
movimento, fazendo parte, principalmente, da Coluna Prestes.

Levante do Forte de Copacabana

Esta revolta aconteceu no ano de 1922, período em que acontecia a campanha de sucessão ao
governo do presidente Epitácio Pessoa. A disputa eleitoral envolveu Artur Bernardes,
representante da oligarquia paulista, e Nilo Peçanha, apoiado pelos militares e oligarcas
dissidentes do Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.



Derrotados na disputa eleitoral, os tenentes se sentiram profundamente frustrados com a
perpetuação de mais um representante das oligarquias. Foi nesse momento que uma série de
cartas falsas, supostamente escritas por Artur Bernardes, dirigia várias críticas à ação política
dos oficiais do exército.



Pela insatisfação, alguns militares de baixa patente organizaram levantes em instalações
militares do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Niterói. A revolta mais grave aconteceu na capital,
no interior das instalações do Forte de Copacabana, em cinco de julho de 1922.



Controlados sob a liderança de Euclides Hermes da Fonseca (filho do marechal) e Siqueira
Campos, os militares amotinados apontaram seus canhões em diferentes pontos do Rio de
Janeiro. A intenção desses revoltosos era de tomar o Palácio do Catete e colocar Hermes da
Fonseca como presidente provisório.



De todos os 300 soldados, somente vinte e oito resolveram permanecer no conforto. Euclides
Hermes da Fonseca resolveu sair do Forte para tentar negociar com o governo. Após sua saída,
foi imediatamente preso e o prédio bombardeado pelas tropas governamentais.



A intensificação dos ataques forçou o pequeno grupo a abandonar o Forte de Copacabana,
somente dezessete resolveram seguir em frente. A caminho do palácio, os militares ganharam
o apoio de um civil chamado Otávio Pessoa. Assim, os “18 do Forte” saíram pela Praia de
Copacabana dispostos a enfrentar as tropas do governo. No confronto, dezesseis deles foram
mortos. Eduardo Gomes e Siqueira Campos acabaram presos.



O evento dos “18 do Forte” inspirou outros indivíduos ligados ao Exército a darem
continuidade ao movimento tenentista.
8 - Conflito fronteiriço: a Questão do Acre
O aumento da procura da borracha depois da in¬venção da vulcanização transformou a
economia da Amazónia, como já vimos. Vários brasileiros, principal¬mente nordestinos fugidos
da seca, iam para a região procurar melhor sorte. Muitos deles se embrenhavam na selva
amazônica e chegavam à região fronteiriça do Acre, pertencente à Bolívia. O governo do pais
andino, pressionado por empresas inglesas, alemãs e americanas (Boíivian Syndicaíe) que
exploravam o látex, passou a exigir a saída dos seringalistas da região. Os brasileiros, sob a
liderança gaúcho Plácido de Castro, organizaram um movimento de resistência e entraram em
choque com as forças bolivianas, apoiadas pelo Boíivian Syndicate. Depois disso, tropas do
Exército brasileiro rumaram para a fronteira, gerando um incidente de caráter diplomatíco
entre o Brasil e a Bolívia.

O conflito foi resolvido diplomaticamente pelo barão do Rio Branco (que continuou como
Ministro do Exterior) no chamado Tratado de Petrópolis, em 1903. O Brasil ficava com as
atuais fronteiras com a Boüvia, pagando 2 milhões de libras esterlinas pelo território
adquirido, e se comprometeu a construir uma estrada de ferro ligando o rio Madeira ao
Mamoré, dando à Bolívia uma saída para o mar via rio Amazonas.

A disputa pela região do Acre não pode ser entendida somente como uma disputa fronteiriça
entre o Brasil e a Bolívia; ela deve ser entendida como um atrito que envolvia principalmente
os interesses das grandes empresas capitalistas ligadas ao comércio e à industrialização da
borracha

				
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