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apostila diamantes

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apostila diamantes
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11/10/2011
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Sumário









1. Introdução ..............................................................................................................03







2. Carbono e Kimberlito ............................................................................................04







3. Propriedades dos diamantes ................................................................................05







4. Cortando diamantes ..............................................................................................08







5. Os quatro princípios ..............................................................................................09







6. Uma jogada de marketing .....................................................................................11







7. Diamantes famosos ...............................................................................................12







8. Diamantes sintéticos .............................................................................................13









2

Introdução



Na próxima vez que você for ao shopping, dê uma passada em uma joalheria. Se você

entrar na joalheria procurando por alguma peça de diamante, certamente o vendedor tentará

lhe explicar os "4 princípios do diamante" - corte, claridade, quilate e cor - e por que um

diamante é melhor do que um outro que está exatamente a seu lado. Por que toda essa

polêmica com relação aos diamantes?



Diamantes são apenas carbono em seu estado mais concentrado. É isso mesmo,

carbono, o elemento que está presente em 18% do peso de nosso corpo. Em muitos países

não existe pedra preciosa tão adorada quanto o diamante. Ele não é mais raro do que muitas

outras pedras preciosas, mas continuam sendo mais caros porque a maioria dos mercados de

diamante é controlada por uma única entidade.









Foto cedida por Smithsonian Institution/Chip Clark

Colar, brincos e anel de diamantes The Hooker expostos no National Museum of

Natural History (Museu Nacional de História Natural)









Neste artigo, acompanharemos a trajetória de um diamante desde o momento em que

ele se forma até quando chega à superfície da Terra. Também examinaremos a raridade

artificial criada pelo cartel do diamante, De Beers, e discutiremos rapidamente as propriedades

destas pedras preciosas.





Primeiro, iremos discutir o carbono, o elemento por trás do brilho dos diamantes.









3

Diamantes do espaço

Diamantes não são exclusivos da Terra. Cientistas acreditam que estas pedras

poderão um dia ser encontradas na Lua. Amostras de rochas trazidas da Lua

indicam que o carbono é 10 vezes mais abundante na crosta da Terra do que

na lunar, de acordo com o Projeto Artêmis (site em inglês), um grupo cujo

objetivo é estabelecer uma comunidade permanente na Lua. Mas este grupo

acredita que podem existir diamantes embaixo da superfície da Lua que os

astronautas da Apollo não conseguiram detectar.



Existem também evidências científicas de que diamantes possam ser

encontrados em maior abundância em Netuno e Urano. Netuno e Urano

contêm uma grande quantidade do gás hidrocarboneto metano. Pesquisadores

da Universidade da Califórnia mostraram que, ao concentrar um raio laser em

metano líquido pressurizado, pode-se produzir pó de diamante. Netuno e Urano

contêm cerca de 10 a 15% de metano embaixo de uma atmosfera externa de

hidrogênio e hélio. Cientistas acreditam que este metano poderia se

transformar em diamante em profundidades bem superficiais.









Carbono e Kimberlito





O carbono é um dos elementos mais comuns no mundo e é um dos quatro princípios

básicos para a existência da vida. Os seres humanos contêm mais de 18% de carbono em seu

corpo, e o ar que respiramos contém traços de carbono. Quando ocorre na natureza, o carbono

existe em três formas básicas:





 diamante: um cristal extremamente duro e claro;



 grafite: um mineral preto e macio, feito de carbono puro. Sua estrutura molecular

não é tão compacta quanto a do diamante, por isso é mais fraco;



 fulerite: um mineral feito de moléculas perfeitamente esféricas, consistindo de

exatamente 60 átomos de carbono. Esta alotropia foi descoberta em 1990.





Diamantes se formam a, aproximadamente, 161 km abaixo da superfície da Terra, na

rocha derretida do manto da Terra, que proporciona a pressão e o calor adequados para

transformar carbono em diamante. Para que um diamante seja criado, o carbono deve estar

embaixo de, pelo menos, 435.113 libras por polegada quadrada (psi ou 30 kilobars) de pressão

a uma temperatura de, pelo menos, 400º C. Se as condições estiverem abaixo destes dois

pontos, será formado o grafite. Em profundidades de 150 km ou mais, a pressão vai para

725.189 psi (50 kilobars) e o calor pode exceder 1.200º C.









4

A maioria dos diamantes que vemos hoje foram formados há milhões (ou até bilhões)

de anos. Poderosas erupções de magma trouxeram os diamantes até a superfície, criando

chaminés de kimberlito.





Kimberlito é um nome escolhido em homenagem a Kimberly, África do Sul, onde estas

chaminés foram encontradas pela primeira vez. A maior parte destas erupções ocorreu entre

1.100 milhões e 20 milhões de anos atrás.







Propriedades dos diamantes







A escala de Mohs é usada para determinar a rigidez de sólidos, especialmente

minerais. Este nome foi dado em homenagem ao mineralogista alemão Friedrich Mohs. A

leitura da escala é a seguinte, do mais macio ao mais duro:



1. Talco: facilmente arranhado com as unhas



2. Gesso: facilmente arranhado com as unhas



3. Calcita: arranha e é arranhado por uma moeda de cobre









5

4. Fluorita: não é arranhado por uma moeda de cobre e não arranha vidro



5. Apatita: arranha somente vidro e é arranhado facilmente por uma faca



6. Ortoclásio: arranha vidro facilmente e só é arranhado por uma lixa



7. Quartzo (ametista, citrino, olho de tigre, aventurina): não arranhados por uma lixa



8. Topázio: arranhado apenas por coríndon e diamante



9. Coríndon (safiras e rubis): arranhado apenas por um diamante



10. Diamante: arranhado apenas por outro diamante



Os diamantes são a forma cristalizada do carbono, criados sob extremo calor e

pressão. É este mesmo processo que faz do diamante o mineral mais duro que conhecemos. A

classificação do diamante é 10 na escala de Mohs. Pode ser mais de 10 vezes mais duro do

que um mineral com classificação 9 na mesma escala, como o coríndon. Coríndon é uma

classe de minerais que inclui rubis e safiras.





É a estrutura molecular dos diamantes que os torna tão duros. São feitos de átomos de

carbono conectados em uma estrutura treliçada. Cada átomo compartilha elétrons com outros

quatro átomos, formando uma unidade tetraédrica. Esta união tetraédrica de cinco carbonos

forma uma molécula incrivelmente forte. O grafite, outra forma de carbono, não é tão forte

quanto o diamante porque os átomos de carbono no grafite se conectam em forma de anéis,

onde cada átomo é apenas ligado a um outro átomo.









6

As chaminés de kimberlito foram criadas conforme o magma passava por profundas

fraturas na Terra. O magma de dentro da chaminé de kimberlito funciona como um elevador,

empurrando os diamantes e outras rochas e minerais pelo manto e crosta em poucas horas.

Estas erupções eram breves, mas muitas vezes mais poderosas do que erupções vulcânicas

que acontecem atualmente. O magma destas erupções foi originado em profundidades três

vezes mais profundas do que a fonte de magma nos vulcões, como o Monte St. Helens, de

acordo com o American Museum of Natural History (site em inglês).





Com o tempo, o magma esfriou dentro das chaminés de kimberlito, deixando para trás

as veias cônicas da rocha de kimberlito que contêm diamantes. Kimberlito é uma rocha azulada

que os mineradores procuram quando estão atrás de depósitos de diamantes. A área da

superfície das chaminés de kimberlito que contêm diamantes variam de 2 a 146 hectares.





Diamantes também podem ser encontrados em leitos de rios, chamados de reserva

aluvial de diamantes. São originados em chaminés de kimberlito, mas se movimentam por

atividade geológica. Geleiras e águas podem movimentar os diamantes para milhas de

distância de seu local de origem. Hoje, a maioria dos diamantes é encontrada na Austrália,

Brasil, Rússia e vários países africanos, incluindo Zaire.









7

São encontrados como pedras brutas e devem ser processadas para se transformarem

em pedras brilhantes, prontas para a venda.





Crátons arqueanos



As temperaturas podem chegar a 900ºC nos crátons arqueanos. São os locais

onde os diamantes se formam. São formações geológicas estáveis e

horizontais, criadas há bilhões de anos, que não foram afetadas pelos

principais acontecimentos tectônicos, de acordo com a Rex Diamond Mining

Corp (site em inglês). São encontradas no centro da maioria dos sete

continentes (a maior parte das atividades tectônicas ocorre ao redor das

margens).









Cortando diamantes



Existem técnicas especiais usadas para polir e dar forma a um diamante antes de eles

irem para as joalherias. O polimento cria as facetas que vemos no diagrama abaixo. Polidores

de diamantes usam estas quatro técnicas básicas:







1. Clivagem: para remover quaisquer impurezas ou irregularidades no diamante, uma

pedra bruta é colocada em um cimento de secagem rápida. Uma fina ranhura é feita no

diamante, usando um outro diamante ou um laser em seus pontos fracos. A seguir, uma

lâmina de aço é colocada na ranhura e uma batida na lâmina quebra a pedra ao meio.

Então a pedra é retirada do cimento;









8

2. Desgaste: às vezes, diamantes precisam ser cortados em um plano de clivagem, o

que não pode ser feito apenas com clivagem. Com uma lâmina giratória de bronze

fosforoso a aproximadamente 15 mil rpm, a serra corta o diamante lentamente. Lasers

também estão sendo usados para este fim;



3. Desbaste: um diamante é colocado em um torno mecânico e outro diamante se

esfrega contra ele para dar o acabamento rudimentar da borda exterior do esboço do

diamante, no ponto de maior diâmetro;









9

4. Polimento: para dar o acabamento ao diamante, ele é colocado em uma roda giratória

de polimento. Esta é revestida com pó de diamante para alisá-lo enquanto ele é

pressionado contra ela.







Os quatro princípios



Diamantes são julgados em diferentes fatores que determinam sua beleza. A maioria nem

chega até o consumidor por possuir muitos defeitos. Normalmente, são usados por indústrias

como um abrasivo para brocas ou corte de diamantes e outras pedras preciosas. Caso você já

tenha comprado um, já ouviu sobre os "quatro princípios". Em inglês, o termo é conhecido

como "quatro C's" (the four C's).









1. Corte (cut): se refere a como o diamante foi cortado e às suas proporções

geométricas. Quando um diamante é cortado, facetas são criadas e seu formato final é

determinado;



2. Claridade (clarity): é a medida dos defeitos ou inclusões observadas no diamante. Os

níveis de claridade começam por Sem Defeitos e vão decrescendo, passando por Muito

Muito Leve, Muito Leve e Levemente Presente;



3. Quilate (carat): é o peso do diamante. Um quilate equivale a, aproximadamente, 200

mg;



4. Cor (color): com relação a diamantes transparentes, a escala de cor vai de D a Z,

começando com Branco Gelo, a cor da maioria dos diamantes caros, e terminando com

amarelo claro.









10

Outras qualidades únicas de um diamante são

transparência, brilho e dispersão de luz. Um diamante

originado de 100% de carbono será totalmente

transparente, mas, normalmente, contém outros elementos

que podem afetar a cor. Embora normalmente pensamos

nos diamantes como claros, também existem os azuis,

vermelhos, negros, verde claro, rosa e violeta. Estes

diamantes coloridos são extremamente raros.





Diamantes são feitos no magma derretido nas

profundezas da Terra. Somente a natureza pode fabricá-

los, mas foram as pessoas que criaram a raridade artificial

que tem estimulado a procura por estas pedras preciosas. Somente os melhores diamantes

Carbono é um dos elementos mais comuns no mundo e tornam-se sofisticadas jóias.

diamantes são uma forma de carbono. Diamantes que se

originam naturalmente não são mais raros que muitas outras pedras preciosas. Os diamantes

verdadeiramente raros são aqueles classificados como Sem Defeitos, cujo nome já diz tudo.





Diamantes nem sempre foram tão populares entre os americanos, nem tão caros. Um

diamante em um anel tem seu preço elevado de 100 a 200%. A única razão pela qual se paga

tanto mais por eles do que por outras pedras preciosas hoje é porque seu mercado é quase

todo controlado por um único cartel, chamado De Beers Consolidated Mines Ltd., estabelecido

na África do Sul.







Uma jogada de marketing



O segredo do sucesso da De Beers é uma campanha de marketing que convence as mulheres

de que deveriam receber um anel de diamantes de seus noivos e convence homens jovens a

pagar "dois meses de salário" por aquele anel que representa o tamanho de seu amor.





Antes de 1930, anéis de diamantes eram raramente oferecidos como anéis de noivado.

Opalas, rubis, safiras e turquesas eram consideradas pedras preciosas muito mais exóticas

para representar o amor de alguém, de acordo com o livro "Vinte propagandas que abalaram o

mundo", de James B. Twitchell. Ele descreve como a De Beers mudou o mercado mundial dos

diamantes.

Esta idéia de ligar os diamantes ao romance foi capturada em uma campanha

publicitária brilhante em 1940, aumentando sua procura. Certamente, você já ouviu falar sobre

a propaganda da De Beers dizendo que "Um diamante é para sempre". Esta campanha

publicitária, criada pela agência N.W. Ayer em 1947, mudou o mercado dos diamantes. Em

2000, a revista Advertising Age (site em inglês) chamou a campanha de "o slogan do século







11

XX". A De Beers se infiltrou no Japão com a mesma campanha em 1960 e o público japonês

comprou a idéia, da mesma forma que os americanos.





Mais tarde, suas propagandas pediam aos consumidores que guardassem suas jóias

de diamantes e que cuidassem delas como relíquia de família e funcionou. Isso eliminou o

mercado secundário, que mais tarde permitiu que eles o controlassem. Sem pessoas vendendo

seus diamantes de volta para as joalherias ou para outras pessoas, a procura por novos

diamantes aumentou.





Novas Campanhas para Diamantes



A De Beers continuou a persuadir o público a adquirir diamantes, no século 21.

Em 2001, foi lançado o anel com três pedras “passado, presente e futuro”, que

logo se tornou um presente essencial em aniversários de casamento. O linha

de jóias “Journey”, de 2006, explorava o mesmo conceito, mas, em lugar de

transmitir sua mensagem com apenas três pedras, essa linha tenta simbolizar o

crescimento do amor pela disposição ordenada de diversos diamantes, do

pequeno ao grande. E, em 2004, a De Beers tentou chegar a um setor então

inexplorado do mercado - as mulheres solteiras - com a campanha “anel para a

mão direita”, que encorajava as mulheres a comprarem diamantes para elas

mesmas.









Existem menos de 200 pessoas ou empresas autorizadas a comprar diamantes brutos

da De Beers. Estas pessoas são chamadas de sightholders (atacadistas de pedras brutas) e

compram os diamantes através da Central Selling Organization - CSO (Organização Central de

Vendas), uma subsidiária da De Beers que comercializa cerca de 70 a 80% dos diamantes de

todo o mundo. A De Beers vende uma parcela de diamantes brutos para um sightholder que,

por sua vez, os envia para empresas de polimento e, em seguida, para os distribuidores.



Eles estocam pilhas de diamantes extraídos de vários países e liberam um número

limitado para venda todos os anos. Produzem metade do fornecimento do mundo todo e

controlam cerca de dois terços do mercado mundial, de acordo com o Washington Post. De vez

em quando, para manter os preços altos, trazem grandes quantidades de diamantes de outros

países, na tentativa de injetar grandes quantidades no mercado. Se fosse uma empresa

estabelecida nos Estados Unidos, estaria violando leis antimonopolistas, por fixar os preços

dos diamantes.



Diamantes brutos são vendidos fora da CSO. Eles vêm de pequenos produtores na

Austrália, Rússia e alguns países africanos. O custo é ainda muito influenciado pelos preços

definidos pela CSO.





Diamantes são as pedras preciosas mais desejadas, e isso é testemunhado pela

procura extremamente alta. Nem sempre foi assim, apesar de tudo, diamantes são pedras







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preciosas sofisticadas que passam por um longo processo de refinamento, desde o momento

que são tiradas da terra até chegarem às joalherias. E, já que um pouco do misticismo em

torno do diamante já se foi, além do mais é apenas carbono, ele provavelmente continuará

sendo uma jóia muito desejada, pois, "um diamante é para sempre".









Diamantes famosos







Os diamantes mais famosos do mundo costumam ser também os maiores diamantes

do mundo. Com pesos espantosos da ordem de milhares de quilates, esses diamantes foram

lapidados, alterados e vendidos muitas vezes, o que contribuiu para suas histórias ricas e

interessantes. A despeito do brilho natural e cristalino dos diamantes, algumas dessas pedras

têm um lado sombrio.





 O Cullinan: é o maior diamante já encontrado. Este diamante de 3.106 quilates foi

encontrado em 1905 em Transvaal, África do Sul. Em 1907 foi presenteado ao Rei

Eduardo VII, do Reino Unido. Mais tarde foi dividido em nove pedras principais,

incluindo a Estrela da África com 530,20 quilates que está no Royal Scepter, em

exibição na Tower of London (Torre de Londres).



 O diamante Hope: possivelmente o mais famoso na América, com 45,52 quilates,

em exibição no National Museum of Natural History em Washington D.C. Sua história

vem de 1600, quando ainda era um diamante de 112,1875 quilates. Em 1668, foi

comprado pelo Rei Luís XIV, da França. Acredita-se que foi encontrado na mina de

Kollur em Golconda, Índia. Foi dividido novamente em 1673, originando uma pedra

de 67,125 quilates. Clique aqui (site em inglês) para saber mais a respeito da história

do diamante Hope.



 O Excelsior: talvez o segundo maior diamante já encontrado - em 1893, na África

do Sul. A pedra original pesava cerca de 995 quilates. Em 1904, a I.J. Asscher e a

Company of Amsterdam dividiram o Excelsior em 21 pedras polidas, pesando entre 1

e 70 quilates.



 Great Mogul (Grande Moghul): acredita-se que seja o terceiro maior diamante não

dividido já encontrado, foi descoberto em 1650. Seu tamanho original tinha 787,50

quilates, mas foi dividido até chegar a 280 quilates. O diamante recebeu seu nome

em homenagem a Shah Jehan, que construiu o Taj Mahal. Depois que o diamante foi

dividido, ele demitiu o polidor por ter feito um trabalho muito mal feito.

Misteriosamente, não se sabe por onde anda o Great Mogul atualmente.









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Divulgação: Smithsonian Institute

O diamante Hope









Diamantes sintéticos



Para pessoas que não podem arcar com o custo dos diamantes reais ou desejam

100% de garantia de que seus diamantes não provêm de regiões de conflito, os diamantes

sintéticos são um bom substituto. Por muitos anos, a única opção sintética disponível era o

zircônio cúbico, mas agora os consumidores podem optar por um material conhecido por

moissanite, e também por diamantes artificiais.



O zircônio cúbico, comumente conhecido como CZ,

é uma gema de laboratório que está no mercado desde

1976. Trata-se de uma pedra de alta dureza (8,5 na escala

Mohs), ainda que menos dura que o diamante. Por um lado,

o CZ é superior ao diamante em termos de composição;

oferece brilho e cintilação superiores, é inteiramente incolor

e não sofre inclusões. No entanto, a maioria dos

consumidores concordam em que o CZ é simplesmente

perfeito demais –parece artificial até mesmo a olho nu. Por Carnegie Instituto of Washington

conta disso, alguns dos fabricantes de CZ começaram a Os diamantes sintéticos como

produzir a gema com tinturas coloridas e inclusões que a o laranja e o amarelo são

tornam mais parecida com o diamante. mais baratos que os naturais.





A Moissanite se tornou o maior rival sintético do CZ. O material se tornou disponível

em 1998, e sua semelhança com o diamante é ainda maior em termos de composição e







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aparência. A moissainite é mais dura que o CZ, com 9,5 pontos na escala Mohs, mas continua

a ser menos dura que o diamante. A cor da moissanite tem leves traços de verde ou amarelo, e

essa coloração se torna mais evidente nas pedras maiores. A gema também revela pequenas

inclusões, com jeito de estrias, formadas durante seu processo de produção. Como o CZ, a

moissanite é mais brilhante que o diamante, mas essa qualidade é considerada desvantagem,

e não vantagem.



O material sintético mais próximo ao diamante são

os diamantes artificiais. Diferentemente do CZ e da

moissanite, os diamantes artificiais são carbono puro. O

Instituto de Gemologia Norte-Americano (GIA) reconhece

essas pedras como diamantes reais, da perspectiva da

composição. Mas os diamantes artificiais não têm a rica

LifeGem

história geológica dos diamantes naturais. Laboratórios

Um diamante da LifeGem

simulam o calor e pressão do manto terrestre que criam os

diamantes naturais. Para os produtores e consumidores de diamantes sintéticos, a questão

pode ser resumida a uma combinação de tempo e dinheiro: dias, em lugar de milhões de anos;

milhares de dólares, em lugar de dezenas de milhares de dólares ou mais (os diamantes

artificiais são vendidos por preços cerca de 30% inferiores aos naturais) [fonte: MSN]. Se você

deseja um diamante de coloração única e relativamente menos caro (o custo será inferior ao de

um diamante colorido natural), é possível encontrar pedras artificiais em tons como laranja,

rosa, amarelo e azul. Encontrar um diamante artificial de grande porte pode ser um desafio

mais difícil –a maioria dos diamantes artificiais pesam menos de um quilate. Se você deseja o

que de melhor existe no mercado de diamantes sintéticos, diamantes artificiais são a escolha

óbvia. Mesmo joalheiros enfrentam dificuldades para distingui-los dos naturais. O GIA está

vendendo máquinas que ajudam os joalheiros a distinguir mais facilmente entre as duas

variedades.





Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/diamantes8.htm









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