Sumário
1. Introdução ..............................................................................................................03
2. Carbono e Kimberlito ............................................................................................04
3. Propriedades dos diamantes ................................................................................05
4. Cortando diamantes ..............................................................................................08
5. Os quatro princípios ..............................................................................................09
6. Uma jogada de marketing .....................................................................................11
7. Diamantes famosos ...............................................................................................12
8. Diamantes sintéticos .............................................................................................13
2
Introdução
Na próxima vez que você for ao shopping, dê uma passada em uma joalheria. Se você
entrar na joalheria procurando por alguma peça de diamante, certamente o vendedor tentará
lhe explicar os "4 princípios do diamante" - corte, claridade, quilate e cor - e por que um
diamante é melhor do que um outro que está exatamente a seu lado. Por que toda essa
polêmica com relação aos diamantes?
Diamantes são apenas carbono em seu estado mais concentrado. É isso mesmo,
carbono, o elemento que está presente em 18% do peso de nosso corpo. Em muitos países
não existe pedra preciosa tão adorada quanto o diamante. Ele não é mais raro do que muitas
outras pedras preciosas, mas continuam sendo mais caros porque a maioria dos mercados de
diamante é controlada por uma única entidade.
Foto cedida por Smithsonian Institution/Chip Clark
Colar, brincos e anel de diamantes The Hooker expostos no National Museum of
Natural History (Museu Nacional de História Natural)
Neste artigo, acompanharemos a trajetória de um diamante desde o momento em que
ele se forma até quando chega à superfície da Terra. Também examinaremos a raridade
artificial criada pelo cartel do diamante, De Beers, e discutiremos rapidamente as propriedades
destas pedras preciosas.
Primeiro, iremos discutir o carbono, o elemento por trás do brilho dos diamantes.
3
Diamantes do espaço
Diamantes não são exclusivos da Terra. Cientistas acreditam que estas pedras
poderão um dia ser encontradas na Lua. Amostras de rochas trazidas da Lua
indicam que o carbono é 10 vezes mais abundante na crosta da Terra do que
na lunar, de acordo com o Projeto Artêmis (site em inglês), um grupo cujo
objetivo é estabelecer uma comunidade permanente na Lua. Mas este grupo
acredita que podem existir diamantes embaixo da superfície da Lua que os
astronautas da Apollo não conseguiram detectar.
Existem também evidências científicas de que diamantes possam ser
encontrados em maior abundância em Netuno e Urano. Netuno e Urano
contêm uma grande quantidade do gás hidrocarboneto metano. Pesquisadores
da Universidade da Califórnia mostraram que, ao concentrar um raio laser em
metano líquido pressurizado, pode-se produzir pó de diamante. Netuno e Urano
contêm cerca de 10 a 15% de metano embaixo de uma atmosfera externa de
hidrogênio e hélio. Cientistas acreditam que este metano poderia se
transformar em diamante em profundidades bem superficiais.
Carbono e Kimberlito
O carbono é um dos elementos mais comuns no mundo e é um dos quatro princípios
básicos para a existência da vida. Os seres humanos contêm mais de 18% de carbono em seu
corpo, e o ar que respiramos contém traços de carbono. Quando ocorre na natureza, o carbono
existe em três formas básicas:
diamante: um cristal extremamente duro e claro;
grafite: um mineral preto e macio, feito de carbono puro. Sua estrutura molecular
não é tão compacta quanto a do diamante, por isso é mais fraco;
fulerite: um mineral feito de moléculas perfeitamente esféricas, consistindo de
exatamente 60 átomos de carbono. Esta alotropia foi descoberta em 1990.
Diamantes se formam a, aproximadamente, 161 km abaixo da superfície da Terra, na
rocha derretida do manto da Terra, que proporciona a pressão e o calor adequados para
transformar carbono em diamante. Para que um diamante seja criado, o carbono deve estar
embaixo de, pelo menos, 435.113 libras por polegada quadrada (psi ou 30 kilobars) de pressão
a uma temperatura de, pelo menos, 400º C. Se as condições estiverem abaixo destes dois
pontos, será formado o grafite. Em profundidades de 150 km ou mais, a pressão vai para
725.189 psi (50 kilobars) e o calor pode exceder 1.200º C.
4
A maioria dos diamantes que vemos hoje foram formados há milhões (ou até bilhões)
de anos. Poderosas erupções de magma trouxeram os diamantes até a superfície, criando
chaminés de kimberlito.
Kimberlito é um nome escolhido em homenagem a Kimberly, África do Sul, onde estas
chaminés foram encontradas pela primeira vez. A maior parte destas erupções ocorreu entre
1.100 milhões e 20 milhões de anos atrás.
Propriedades dos diamantes
A escala de Mohs é usada para determinar a rigidez de sólidos, especialmente
minerais. Este nome foi dado em homenagem ao mineralogista alemão Friedrich Mohs. A
leitura da escala é a seguinte, do mais macio ao mais duro:
1. Talco: facilmente arranhado com as unhas
2. Gesso: facilmente arranhado com as unhas
3. Calcita: arranha e é arranhado por uma moeda de cobre
5
4. Fluorita: não é arranhado por uma moeda de cobre e não arranha vidro
5. Apatita: arranha somente vidro e é arranhado facilmente por uma faca
6. Ortoclásio: arranha vidro facilmente e só é arranhado por uma lixa
7. Quartzo (ametista, citrino, olho de tigre, aventurina): não arranhados por uma lixa
8. Topázio: arranhado apenas por coríndon e diamante
9. Coríndon (safiras e rubis): arranhado apenas por um diamante
10. Diamante: arranhado apenas por outro diamante
Os diamantes são a forma cristalizada do carbono, criados sob extremo calor e
pressão. É este mesmo processo que faz do diamante o mineral mais duro que conhecemos. A
classificação do diamante é 10 na escala de Mohs. Pode ser mais de 10 vezes mais duro do
que um mineral com classificação 9 na mesma escala, como o coríndon. Coríndon é uma
classe de minerais que inclui rubis e safiras.
É a estrutura molecular dos diamantes que os torna tão duros. São feitos de átomos de
carbono conectados em uma estrutura treliçada. Cada átomo compartilha elétrons com outros
quatro átomos, formando uma unidade tetraédrica. Esta união tetraédrica de cinco carbonos
forma uma molécula incrivelmente forte. O grafite, outra forma de carbono, não é tão forte
quanto o diamante porque os átomos de carbono no grafite se conectam em forma de anéis,
onde cada átomo é apenas ligado a um outro átomo.
6
As chaminés de kimberlito foram criadas conforme o magma passava por profundas
fraturas na Terra. O magma de dentro da chaminé de kimberlito funciona como um elevador,
empurrando os diamantes e outras rochas e minerais pelo manto e crosta em poucas horas.
Estas erupções eram breves, mas muitas vezes mais poderosas do que erupções vulcânicas
que acontecem atualmente. O magma destas erupções foi originado em profundidades três
vezes mais profundas do que a fonte de magma nos vulcões, como o Monte St. Helens, de
acordo com o American Museum of Natural History (site em inglês).
Com o tempo, o magma esfriou dentro das chaminés de kimberlito, deixando para trás
as veias cônicas da rocha de kimberlito que contêm diamantes. Kimberlito é uma rocha azulada
que os mineradores procuram quando estão atrás de depósitos de diamantes. A área da
superfície das chaminés de kimberlito que contêm diamantes variam de 2 a 146 hectares.
Diamantes também podem ser encontrados em leitos de rios, chamados de reserva
aluvial de diamantes. São originados em chaminés de kimberlito, mas se movimentam por
atividade geológica. Geleiras e águas podem movimentar os diamantes para milhas de
distância de seu local de origem. Hoje, a maioria dos diamantes é encontrada na Austrália,
Brasil, Rússia e vários países africanos, incluindo Zaire.
7
São encontrados como pedras brutas e devem ser processadas para se transformarem
em pedras brilhantes, prontas para a venda.
Crátons arqueanos
As temperaturas podem chegar a 900ºC nos crátons arqueanos. São os locais
onde os diamantes se formam. São formações geológicas estáveis e
horizontais, criadas há bilhões de anos, que não foram afetadas pelos
principais acontecimentos tectônicos, de acordo com a Rex Diamond Mining
Corp (site em inglês). São encontradas no centro da maioria dos sete
continentes (a maior parte das atividades tectônicas ocorre ao redor das
margens).
Cortando diamantes
Existem técnicas especiais usadas para polir e dar forma a um diamante antes de eles
irem para as joalherias. O polimento cria as facetas que vemos no diagrama abaixo. Polidores
de diamantes usam estas quatro técnicas básicas:
1. Clivagem: para remover quaisquer impurezas ou irregularidades no diamante, uma
pedra bruta é colocada em um cimento de secagem rápida. Uma fina ranhura é feita no
diamante, usando um outro diamante ou um laser em seus pontos fracos. A seguir, uma
lâmina de aço é colocada na ranhura e uma batida na lâmina quebra a pedra ao meio.
Então a pedra é retirada do cimento;
8
2. Desgaste: às vezes, diamantes precisam ser cortados em um plano de clivagem, o
que não pode ser feito apenas com clivagem. Com uma lâmina giratória de bronze
fosforoso a aproximadamente 15 mil rpm, a serra corta o diamante lentamente. Lasers
também estão sendo usados para este fim;
3. Desbaste: um diamante é colocado em um torno mecânico e outro diamante se
esfrega contra ele para dar o acabamento rudimentar da borda exterior do esboço do
diamante, no ponto de maior diâmetro;
9
4. Polimento: para dar o acabamento ao diamante, ele é colocado em uma roda giratória
de polimento. Esta é revestida com pó de diamante para alisá-lo enquanto ele é
pressionado contra ela.
Os quatro princípios
Diamantes são julgados em diferentes fatores que determinam sua beleza. A maioria nem
chega até o consumidor por possuir muitos defeitos. Normalmente, são usados por indústrias
como um abrasivo para brocas ou corte de diamantes e outras pedras preciosas. Caso você já
tenha comprado um, já ouviu sobre os "quatro princípios". Em inglês, o termo é conhecido
como "quatro C's" (the four C's).
1. Corte (cut): se refere a como o diamante foi cortado e às suas proporções
geométricas. Quando um diamante é cortado, facetas são criadas e seu formato final é
determinado;
2. Claridade (clarity): é a medida dos defeitos ou inclusões observadas no diamante. Os
níveis de claridade começam por Sem Defeitos e vão decrescendo, passando por Muito
Muito Leve, Muito Leve e Levemente Presente;
3. Quilate (carat): é o peso do diamante. Um quilate equivale a, aproximadamente, 200
mg;
4. Cor (color): com relação a diamantes transparentes, a escala de cor vai de D a Z,
começando com Branco Gelo, a cor da maioria dos diamantes caros, e terminando com
amarelo claro.
10
Outras qualidades únicas de um diamante são
transparência, brilho e dispersão de luz. Um diamante
originado de 100% de carbono será totalmente
transparente, mas, normalmente, contém outros elementos
que podem afetar a cor. Embora normalmente pensamos
nos diamantes como claros, também existem os azuis,
vermelhos, negros, verde claro, rosa e violeta. Estes
diamantes coloridos são extremamente raros.
Diamantes são feitos no magma derretido nas
profundezas da Terra. Somente a natureza pode fabricá-
los, mas foram as pessoas que criaram a raridade artificial
que tem estimulado a procura por estas pedras preciosas. Somente os melhores diamantes
Carbono é um dos elementos mais comuns no mundo e tornam-se sofisticadas jóias.
diamantes são uma forma de carbono. Diamantes que se
originam naturalmente não são mais raros que muitas outras pedras preciosas. Os diamantes
verdadeiramente raros são aqueles classificados como Sem Defeitos, cujo nome já diz tudo.
Diamantes nem sempre foram tão populares entre os americanos, nem tão caros. Um
diamante em um anel tem seu preço elevado de 100 a 200%. A única razão pela qual se paga
tanto mais por eles do que por outras pedras preciosas hoje é porque seu mercado é quase
todo controlado por um único cartel, chamado De Beers Consolidated Mines Ltd., estabelecido
na África do Sul.
Uma jogada de marketing
O segredo do sucesso da De Beers é uma campanha de marketing que convence as mulheres
de que deveriam receber um anel de diamantes de seus noivos e convence homens jovens a
pagar "dois meses de salário" por aquele anel que representa o tamanho de seu amor.
Antes de 1930, anéis de diamantes eram raramente oferecidos como anéis de noivado.
Opalas, rubis, safiras e turquesas eram consideradas pedras preciosas muito mais exóticas
para representar o amor de alguém, de acordo com o livro "Vinte propagandas que abalaram o
mundo", de James B. Twitchell. Ele descreve como a De Beers mudou o mercado mundial dos
diamantes.
Esta idéia de ligar os diamantes ao romance foi capturada em uma campanha
publicitária brilhante em 1940, aumentando sua procura. Certamente, você já ouviu falar sobre
a propaganda da De Beers dizendo que "Um diamante é para sempre". Esta campanha
publicitária, criada pela agência N.W. Ayer em 1947, mudou o mercado dos diamantes. Em
2000, a revista Advertising Age (site em inglês) chamou a campanha de "o slogan do século
11
XX". A De Beers se infiltrou no Japão com a mesma campanha em 1960 e o público japonês
comprou a idéia, da mesma forma que os americanos.
Mais tarde, suas propagandas pediam aos consumidores que guardassem suas jóias
de diamantes e que cuidassem delas como relíquia de família e funcionou. Isso eliminou o
mercado secundário, que mais tarde permitiu que eles o controlassem. Sem pessoas vendendo
seus diamantes de volta para as joalherias ou para outras pessoas, a procura por novos
diamantes aumentou.
Novas Campanhas para Diamantes
A De Beers continuou a persuadir o público a adquirir diamantes, no século 21.
Em 2001, foi lançado o anel com três pedras “passado, presente e futuro”, que
logo se tornou um presente essencial em aniversários de casamento. O linha
de jóias “Journey”, de 2006, explorava o mesmo conceito, mas, em lugar de
transmitir sua mensagem com apenas três pedras, essa linha tenta simbolizar o
crescimento do amor pela disposição ordenada de diversos diamantes, do
pequeno ao grande. E, em 2004, a De Beers tentou chegar a um setor então
inexplorado do mercado - as mulheres solteiras - com a campanha “anel para a
mão direita”, que encorajava as mulheres a comprarem diamantes para elas
mesmas.
Existem menos de 200 pessoas ou empresas autorizadas a comprar diamantes brutos
da De Beers. Estas pessoas são chamadas de sightholders (atacadistas de pedras brutas) e
compram os diamantes através da Central Selling Organization - CSO (Organização Central de
Vendas), uma subsidiária da De Beers que comercializa cerca de 70 a 80% dos diamantes de
todo o mundo. A De Beers vende uma parcela de diamantes brutos para um sightholder que,
por sua vez, os envia para empresas de polimento e, em seguida, para os distribuidores.
Eles estocam pilhas de diamantes extraídos de vários países e liberam um número
limitado para venda todos os anos. Produzem metade do fornecimento do mundo todo e
controlam cerca de dois terços do mercado mundial, de acordo com o Washington Post. De vez
em quando, para manter os preços altos, trazem grandes quantidades de diamantes de outros
países, na tentativa de injetar grandes quantidades no mercado. Se fosse uma empresa
estabelecida nos Estados Unidos, estaria violando leis antimonopolistas, por fixar os preços
dos diamantes.
Diamantes brutos são vendidos fora da CSO. Eles vêm de pequenos produtores na
Austrália, Rússia e alguns países africanos. O custo é ainda muito influenciado pelos preços
definidos pela CSO.
Diamantes são as pedras preciosas mais desejadas, e isso é testemunhado pela
procura extremamente alta. Nem sempre foi assim, apesar de tudo, diamantes são pedras
12
preciosas sofisticadas que passam por um longo processo de refinamento, desde o momento
que são tiradas da terra até chegarem às joalherias. E, já que um pouco do misticismo em
torno do diamante já se foi, além do mais é apenas carbono, ele provavelmente continuará
sendo uma jóia muito desejada, pois, "um diamante é para sempre".
Diamantes famosos
Os diamantes mais famosos do mundo costumam ser também os maiores diamantes
do mundo. Com pesos espantosos da ordem de milhares de quilates, esses diamantes foram
lapidados, alterados e vendidos muitas vezes, o que contribuiu para suas histórias ricas e
interessantes. A despeito do brilho natural e cristalino dos diamantes, algumas dessas pedras
têm um lado sombrio.
O Cullinan: é o maior diamante já encontrado. Este diamante de 3.106 quilates foi
encontrado em 1905 em Transvaal, África do Sul. Em 1907 foi presenteado ao Rei
Eduardo VII, do Reino Unido. Mais tarde foi dividido em nove pedras principais,
incluindo a Estrela da África com 530,20 quilates que está no Royal Scepter, em
exibição na Tower of London (Torre de Londres).
O diamante Hope: possivelmente o mais famoso na América, com 45,52 quilates,
em exibição no National Museum of Natural History em Washington D.C. Sua história
vem de 1600, quando ainda era um diamante de 112,1875 quilates. Em 1668, foi
comprado pelo Rei Luís XIV, da França. Acredita-se que foi encontrado na mina de
Kollur em Golconda, Índia. Foi dividido novamente em 1673, originando uma pedra
de 67,125 quilates. Clique aqui (site em inglês) para saber mais a respeito da história
do diamante Hope.
O Excelsior: talvez o segundo maior diamante já encontrado - em 1893, na África
do Sul. A pedra original pesava cerca de 995 quilates. Em 1904, a I.J. Asscher e a
Company of Amsterdam dividiram o Excelsior em 21 pedras polidas, pesando entre 1
e 70 quilates.
Great Mogul (Grande Moghul): acredita-se que seja o terceiro maior diamante não
dividido já encontrado, foi descoberto em 1650. Seu tamanho original tinha 787,50
quilates, mas foi dividido até chegar a 280 quilates. O diamante recebeu seu nome
em homenagem a Shah Jehan, que construiu o Taj Mahal. Depois que o diamante foi
dividido, ele demitiu o polidor por ter feito um trabalho muito mal feito.
Misteriosamente, não se sabe por onde anda o Great Mogul atualmente.
13
Divulgação: Smithsonian Institute
O diamante Hope
Diamantes sintéticos
Para pessoas que não podem arcar com o custo dos diamantes reais ou desejam
100% de garantia de que seus diamantes não provêm de regiões de conflito, os diamantes
sintéticos são um bom substituto. Por muitos anos, a única opção sintética disponível era o
zircônio cúbico, mas agora os consumidores podem optar por um material conhecido por
moissanite, e também por diamantes artificiais.
O zircônio cúbico, comumente conhecido como CZ,
é uma gema de laboratório que está no mercado desde
1976. Trata-se de uma pedra de alta dureza (8,5 na escala
Mohs), ainda que menos dura que o diamante. Por um lado,
o CZ é superior ao diamante em termos de composição;
oferece brilho e cintilação superiores, é inteiramente incolor
e não sofre inclusões. No entanto, a maioria dos
consumidores concordam em que o CZ é simplesmente
perfeito demais –parece artificial até mesmo a olho nu. Por Carnegie Instituto of Washington
conta disso, alguns dos fabricantes de CZ começaram a Os diamantes sintéticos como
produzir a gema com tinturas coloridas e inclusões que a o laranja e o amarelo são
tornam mais parecida com o diamante. mais baratos que os naturais.
A Moissanite se tornou o maior rival sintético do CZ. O material se tornou disponível
em 1998, e sua semelhança com o diamante é ainda maior em termos de composição e
14
aparência. A moissainite é mais dura que o CZ, com 9,5 pontos na escala Mohs, mas continua
a ser menos dura que o diamante. A cor da moissanite tem leves traços de verde ou amarelo, e
essa coloração se torna mais evidente nas pedras maiores. A gema também revela pequenas
inclusões, com jeito de estrias, formadas durante seu processo de produção. Como o CZ, a
moissanite é mais brilhante que o diamante, mas essa qualidade é considerada desvantagem,
e não vantagem.
O material sintético mais próximo ao diamante são
os diamantes artificiais. Diferentemente do CZ e da
moissanite, os diamantes artificiais são carbono puro. O
Instituto de Gemologia Norte-Americano (GIA) reconhece
essas pedras como diamantes reais, da perspectiva da
composição. Mas os diamantes artificiais não têm a rica
LifeGem
história geológica dos diamantes naturais. Laboratórios
Um diamante da LifeGem
simulam o calor e pressão do manto terrestre que criam os
diamantes naturais. Para os produtores e consumidores de diamantes sintéticos, a questão
pode ser resumida a uma combinação de tempo e dinheiro: dias, em lugar de milhões de anos;
milhares de dólares, em lugar de dezenas de milhares de dólares ou mais (os diamantes
artificiais são vendidos por preços cerca de 30% inferiores aos naturais) [fonte: MSN]. Se você
deseja um diamante de coloração única e relativamente menos caro (o custo será inferior ao de
um diamante colorido natural), é possível encontrar pedras artificiais em tons como laranja,
rosa, amarelo e azul. Encontrar um diamante artificial de grande porte pode ser um desafio
mais difícil –a maioria dos diamantes artificiais pesam menos de um quilate. Se você deseja o
que de melhor existe no mercado de diamantes sintéticos, diamantes artificiais são a escolha
óbvia. Mesmo joalheiros enfrentam dificuldades para distingui-los dos naturais. O GIA está
vendendo máquinas que ajudam os joalheiros a distinguir mais facilmente entre as duas
variedades.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/diamantes8.htm
15