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José Ulisses da Silva - Teatro Vila Velha

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José Ulisses da Silva - Teatro Vila Velha Powered By Docstoc
					   APÓS TER SIDO APRESENTADO EM 15 ESTADOS, JOSÉ ULISSES DA
         SILVA VOLTA AOS PALCOS DO TEATRO VILA VELHA

 Espetáculo da diretora baiana Cristina Castro, reconhecido pela Unesco, convida os jovens a
                     fazerem um divertido passeio pelo mundo da dança

“José da Silva” é um nome tão comum no Brasil que poderia fazer referência a qualquer pessoa.
Um frentista, um administrador, um enfermeiro – mas, acima de tudo, um brasileiro. Cristina
Castro, diretora e coreógrafa de José Ulisses da Silva mostra, já no título, o que pretende fazer
no espetáculo: falar da gente brasileira. Não de alguém em específico, mas no que toda a
população tem em comum: ser um pouco “Ulisses”. Como parte da programação do
VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5, a peça será apresentada no dia 07 de abril, às 20h,
no Teatro Vila Velha, mostrando os atos heróicos que o cotidiano exige do Ulisses nosso de
cada dia.

A montagem é inspirada nas aventuras mitológicas do grego Ulisses, herói da guerra de Tróia
que vagou dez anos pelos mares em seu retorno para casa. A proposta de Cristina é verificar a
atualidade do mito e, através dele, interpretar o nosso dia-a-dia. Para isso, a diretora lança mão
de uma fusão de fotografia, vídeo e dança, adaptando a saga do herói para o cotidiano urbano
contemporâneo. “O mito de Ulisses é o suporte, um ponto de partida para uma recriação
através da dança contemporânea”, conta Cristina Castro, que se inspirou principalmente no
espírito de aventura e sagacidade do herói grego. Em sua trajetória de volta ao lar, à medida
que passa por uma série de ilhas, Ulisses perde toda a sua frota, até ficar sozinho. “Ele encontra
com deuses e monstros; vivencia o amor, o medo, a estranheza, a loucura”, observa a
coreógrafa. “Acho pertinente perguntar: que mar é esse hoje em dia? Qual é o espaço onde a
gente trava batalhas, vence monstros, resiste às armadilhas? Cheguei à conclusão que esse
espaço instável é a rua. Na rua você está sujeito a morrer e a encontrar seu grande amor. Ela é
palco de encontros, desencontros, beleza, paixão e violência. É um espaço de briga e
sobrevivência”, completa.

A pesquisa de movimento de José Ulisses da Silva está atrelada à instabilidade, que, como
conceitua a coreógrafa, é necessária à mudança: “Ela é movimento e dinamismo”. Para chegar
ao vocabulário de movimentos do espetáculo, foram realizadas uma série de improvisações e
laboratórios, com aulas de teatro físico, dança afro, ioga, artes marciais, basquete, percussão
corporal, canto e atletismo, ao lado do treinamento das técnicas clássica e moderna. A trilha
sonora, por sua vez, é assinada pelos músicos Jarbas Bittencourt e Marcos Povoas. “Fizemos
questão de uma música muita humana e nosso interesse é o homem de agora”, comenta
Jarbas. “A trilha busca produzir sensações auditivas tanto no público quanto nos bailarinos”,
completa Marcos Povoas. Os compositores utilizaram guitarra, violão, vozes e samplers de
percussão, manipulados em computador. Já o cenário do espetáculo fica a cargo da própria
Cristina Castro, com pinturas executadas por um coletivo de artistas plásticos especialmente
convidados. “É uma cenografia circular, com disposição propícia a rituais. O espetáculo pode
ser visto de vários ângulos, sugerindo diversas interpretações”, explica a coreógrafa.

 O figurino de Luiz Santana foi concebido a partir dos personagens do espetáculo e customiza
roupas do dia-a-dia. A iluminação ficou a cargo de Fábio Espírito Santo e as imagens em vídeo
de Amaranta Cesar e Diogo Kalil.



      Algumas palavras de Cristina Castro sobre o espetáculo

José Ulisses da Silva nasceu na rua, em um cenário onde o movimento de construção e
desconstrução é gerado pela competitiva corrida em busca da “democrática”, “moderna” e
melhor” ocupação espacial. A elaboração do roteiro coreográfico ficou a cargo de um olhar
curioso sobre a energia gerada das relações e comportamento das pessoas diante da
instabilidade urbana. Muitas histórias foram contadas, algumas presenciadas, outras somente
creditadas como verdades e, assim como nos mitos, foram achados heróis, monstros e deuses.

Voltando alguns séculos da nossa história, mais precisamente ao séc. IX a.C., e a Homero,
encontramos a história de Ulisses, um homem cuja faculdade de adaptação, acrescentada ao
espírito de aventura e criatividade possibilitou conquistar seu ideal de vida. Na sua história,
como também na nossa, a diferença entre o mundo selvagem e o mundo civilizado era
estabelecida pela possibilidade ou não do sacrifício. O espetáculo José Ulisses da Silva fala de
muitos Ulisses que habitam a cidade, e navegam por esse mar de aventuras que são as nossas
avenidas e ruas. O retorno para muitos deles ainda se encontra distante.
                             Sobre Cristina Castro

Diretora, coreógrafa, professora e dançarina de dança contemporânea, Cristina Castro é
atualmente membro do CID (International Dance Council/UNESCO). Também produtora
cultural e curadora, integra o colegiado de programação e gestão do Teatro Vila Velha desde
1998 e é colaboradora de dança do Cine-Teatro Solar Boa Vista/Secretaria de Cultura do Estado
da Bahia.

Diplomada em dança pela Universidade Federal da Bahia, foi convidada a realizar intercâmbios
em diversas instituições renomadas dos Estados Unidos e Europa. Através da Bolsa Vitae do
Brasil, participou do International Arts Management e do International Choreography
Residency, no American Dance Festival em 1999. Pelo Goethe Institut e Embaixada da
Alemanha, integrou programa de intercâmbio cultural de 2001 nas cidades de Frankfurt,
Munique, Berlin, Dresden, Hamburgo, Essen, Stuttgart e Düsseldorf, além de compor a comitiva
de artistas visitantes internacionais de um dos mais reconhecidos encontros de dança
contemporânea da Alemanha, a Tanzhaus Düsseldorf 2004. A convite da Fundación Carolina e
Embaixada da Espanha, foi uma das 15 pessoas selecionadas ao Primer Programa Sociedad Civil
de Brasil, para desenvolvimento de intercâmbios entre sociedade civil brasileira e instituições
culturais espanholas.

Como coreógrafa, criou 15 espetáculos. Sua pesquisa e processo criativo têm como proposta a
comunhão de linguagens artísticas e a observação sistemática do cotidiano, para a criação de
obras que traduzam, através do movimento, a dinâmica do mundo na atualidade. Pelo seu
trabalho, já recebeu diversos prêmios, entre os quais se destacam o do Ministério da Cultura
(Troféu Mambembe/1998) e da Unesco (Prize for the Promotion of the Arts/2004).

Como produtora cultural e curadora, fundou, em 1998, no Teatro Vila Velha, o Núcleo
Viladança, assumindo a direção geral, pesquisa e criação de trabalhos coreográficos, projetos e
circulação de espetáculos e oficinas em todas as regiões do Brasil e em festivais e teatros da
Europa e América do Sul. Elaborou e produziu o Programa de Formação de Platéia para Artes
Cênicas Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que levou o espetáculo homônimo, assim como
oficinas gratuitas, a escolas públicas de capitais e pequenos municípios do Brasil, com foco
principal na iniciação artística de crianças e adolescentes. É responsável também pela
idealização e criação do Vivadança Festival Internacional, maior programação nacional e
internacional de dança do Brasil, que em 2011 chega ao seu quinto ano de realização em
Salvador, durante todo o mês de abril. Ainda concebeu, e atualmente coordena, o Paredes em
Movimento, no Cine-Teatro Solar Boa Vista, projeto que visa a integração e a aproximação da
dança a outras linguagens artísticas, através da reflexão e da intervenção visual.

Como dançarina, Cristina Castro integrou o elenco do Grupo Viravolta e do Balé Teatro Castro
Alves, se apresentando no Brasil, Suíça, Itália, Alemanha, Israel, Portugal, República Tcheca,
Argentina e Estados Unidos. Como professora, ministrou aulas em Portugal, no Teatro Viseu; na
Alemanha, durante o Tanzfabrik/MoveBerlin Festival 2003; na Universidade Federal da Bahia;
na Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia; e a convite de festivais nacionais,
programas do SESC e escolas de diversas capitais do Brasil.



           Sobre o VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5

Durante todo o mês de abril, a cidade de Salvador celebra a dança com o VIVADANÇA Festival
Internacional Ano 5, evento já marcado no calendário cultural como um dos mais importantes
dedicados à linguagem no país. Em 2011, o VIVADANÇA traz uma programação que inclui
espetáculos, oficinas, exibição de filmes, encontros, mesas redondas, mostras, exposições,
shows e o lançamento de um livro. A proposta do Festival é festejar a dança e trazer cada vez
mais diversidade – na variedade de estilos, artistas e origens contemplados – ao público
soteropolitano. Os eventos terão início no dia 1º do mês e se estendem até o dia 30, com
destaque para o Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril.

O VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5 tem como objetivo mostrar que a dança é diversa,
valorizando e estimulando a sua apreciação e promovendo o acesso das pessoas que vão pouco
ao teatro para ver esse tipo de espetáculo. “A Bahia é um estado dançante. Temos uma história
muito forte, tanto na música quanto na dança. É a nossa língua. E o VIVADANÇA é um evento
para observar, apreciar, curtir ver dança. E é importante para o baiano não apenas ser
dançarino, mas apreciador”, explica Cristina Castro, diretora artística e curadora do Festival. O
evento busca ainda abrir fronteiras da Bahia para o mundo, e vice-versa, e a cada ano recebe
um interesse maior dos grupos e bailarinos do Brasil, da Europa, Ásia e agora América Latina.

Uma realização da Baobá Produções Artísticas e do Teatro Vila Velha, o VIVADANÇA Festival
Internacional Ano 5 tem a parceria do Fundo Nacional da Cultura1 e foi contemplado pelos
editais da Oi2, da Caixa3 e do Fundo Iberescena – programa de promoção, intercâmbio e
integração de atividades das artes cênicas latino-americanas.


FICHA TÉCNICA
Direção artística, coreografia, cenografia: Cristina Castro
Elenco: Barbara Barbará, Joffre Santos, Leandro de Oliveira, Mariana Gottschalk, Sérgio Diaz,
Jorge Oliveira e Janahina Cavalcante.
Trilha sonora: Jarbas Bittencourt e Marcos Povoas
Iluminação: Fábio Espírito Santo
Vídeo: Amaranta Cesar e Diogo Kalil
Figurino: Luis Santana



SERVIÇO
O quê: José Ulisses da Silva
Onde: Teatro Vila Velha
Quando: 07 de abril
Horário: 20h
Preço: Gratuito




1
    Através do Ministério da Cultura.
2
    Através da Lei Fazcultura/Governo do Estado da Bahia, com apoio da Oi Futuro.
3
    Através do Governo Federal.
Alana Camara | alana.camara@multiversocomunicacao.com.br | (71) 8645-4990

Camila Kowalski | camila.kowalski@multiversocomunicacao.com.br | (71) 9948-2222

Nina Santos | nina.santos@multiversocomunicacao.com.br | (71) 8806-8433

				
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