09 Saúde e Segurança em operações

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8/20/2009
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MÓDULO 9 – SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES INTRODUÇÃO A segurança é uma responsabilidade de todos envolvidos em uma resposta a derrames de óleo. Esta lição fala sobre condições de trabalho seguras durante as operações de resposta e sobre as sérias conseqüências que podem acontecer quando as operações não são executadas de uma maneira segura. Quando respondemos a uma emergência tomam-se decisões rápidas e a resposta tem que ser executada no menor tempo possível, estas ações não podem negligenciar os aspectos de segurança. A segurança no trabalho e a proteção da saúde humana são aspectos essenciais em qualquer operação de combate a derrames de óleo. OBJETIVO DA LIÇÃO Mostrar um panorama geral dos possíveis perigos durante uma operação de resposta a derrame de óleo. Mostrar como se deve proceder com segurança, reduzindo assim os riscos de acidentes tanto ao trabalhador quanto ao meio ambiente e à comunidade em geral. Serão discutidos:   Os potenciais riscos associados a operações de derramamentos de óleo As responsabilidades do empregador e empregados em relação à segurança local   Os princípios de segurança nas operações Os elementos-chave de um plano de segurança OS RISCOS POTENCIAIS ASSOCIADO À DERRAMAMENTO DE ÓLEO OPERAÇÕES Os respondedores têm de estar conscientes dos riscos durante a resposta inicial ao derramamento e devem estar preparados para tomar ações de segurança desde o início. Há dois riscos potenciais que provavelmente serão encontrados, primeiro deve ser considerado separadamente, conduzindo a uma avaliação inicial dos efeitos do derramamento. São eles:   Fogo e/ou explosão Atmosferas perigosas e espaços confinados FOGO E/OU EXPLOSÃO O maior risco durante derrames de óleo ou produtos refinados é o fogo ou a explosão, riscos de explosão podem existir em óleos crus frescos (não intemperizado) e produtos refinados leves como gasolina e combustíveis leves. O risco normalmente diminui com o tempo, o óleo perde os derivados leves (componentes mais voláteis). Também, o risco será diminuído por ventos que tenderão a dissipar atmosferas inflamáveis. Esse risco depende da substância e do local, itens que devem ser avaliados antes das ações de resposta e durante os atendimentos. A explosão apresenta riscos de queima, projeção de fragmentos e sobrepressão atmosférica. Para que ocorra um incêndio é preciso ter vapor inflamável suficiente, inclusive oxigênio e uma fonte de ignição. Vapor inflamável suficiente pode estar presente inicialmente no derramamento, apesar de que componentes mais inflamáveis tendem a evaporar rapidamente (Leves Voláteis). Todas as fontes inflamáveis precisam ser mantidas fora da área. Todo o equipamento precisa ser intrinsicamente seguro. Cuidado especial precisa ser tomado movimentando combustíveis em barcos/navios, motores etc. Se o trabalho tem que prosseguir em áreas potencialmente inflamáveis, será necessário:  Avaliar a ação de resposta que retarde ou permita a condição inflamável diminuir   Determinar o potencial de risco de fogo/ explosão do produto derramado Controlar a atmosfera com um explosímetro Em atmosferas potencialmente inflamáveis, não use:      Chamas abertas Equipamento elétrico não aprovado para atmosferas inflamáveis Equipamento de transmissão de rádio não aprovado para atmosferas inflamáveis Combustão interna (isto é, combustível gasolina) motores Compressores de ar Onde existir risco de uma atmosfera inflamável, a área deverá ser testada e avaliada, usando um instrumento de leitura instantânea, tal como um explosímetro. A entrada em tais áreas não deve ser considerada, até que estejam suficientemente ventiladas e testadas. A maioria dos explosímetros possui um erro de leitura, em concentrações abaixo de 14 a 16% de oxigênio. Por isso, deve-se utilizar junto com o explosímetro um medidor da concentração de oxigênio ou utilizar então um oxiexplosímetro. Quando existir fogo, mas não houver nenhum perigo de ele causar dano a pessoas ou propriedades, a melhor opção pode ser a de permitir que ele queime até extinguir. Devemos sempre considerar a direção do vento, caso tenhamos que nos aproximar de nuvens de gases, vapores ou névoas. Sempre devemos nos aproximar a barlavento. Estas nuvens são comuns próximos a Separadora de Água e Óleo e em áreas de refinarias. ENTRADA EM ESPAÇOS CONFINADOS Os riscos principais à saúde estão relacionados à inalação de gás sulfídrico (H2S) e vapores de benzeno e de ar com baixa concentração de oxigênio ou com elevada concentração de vapores de hidrocarbonetos total. Produtos refinados podem apresentar grande quantidade de gás sulfídrico, hidrocarbonetos aromáticos voláteis e hidrocarbonetos policíclico-aromáticos (PAHs). Entrando em uma área sem aparelho respiratório, o ar respirável deverá ser mantido, usando-se ventilação. Oxigênio não deverá ser introduzido. Descarga estática deverá ser evitada. A medição da qualidade do ar deve ser contínua e um observador de segurança deverá estar postado fora da área confinada. O equipamento de proteção respiratória pode ser necessário se os funcionários estiverem em contato direto com óleos frescos que contêm enxofre ou benzeno, sendo assim uma entrada com aparelho respiratório, um cabo de Segurança deverá ser usado. Testes de limite inferior de explosividade (LEL) deverão continuar sempre. Os serviços de salvamento deverão estar disponíveis o tempo todo. Em relação ao H2S, existe o problema da inalação, a inibição olfativa ocorre em concentrações de 200ppm. Pelos motivos acima, se as concentrações de H2S forem maiores que 10 ppm, deve-se proceder a evacuação imediata do cenário. Concentrações de Oxigênio (O2) menores que 19,5% são entendidas como condição de IDLH (Immediately Dangerous to Life and Helth ou Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde). PERIGOS DO ÓLEO Pequenos problemas de saúde podem ocorrer no manuseio de diferentes tipos de óleos. Esses incluem a irritação da pele e/ou possíveis dermatites, as principais rotas de exposição à vida humana são via inalação e absorção através da pele. Isto pode ser prevenido usando luvas próprias, botas e roupa protetora. O óleo cru contém uma variedade de diferentes tipos de hidrocarbonetos. A composição exata depende de sua origem. O óleo pode também conter uma variedade de elementos, tais como compostos sulfúricos ou de nitrogênio, geralmente o óleo cru possui baixa toxicidade, no entanto, isto depende de suas propriedades Precauções podem ser necessárias quando os produtos químicos ou outros produtos de limpeza são usados: como produtos solventes de limpeza, dispersante químicos e agentes de biorremediação. Normalmente esses produtos necessitam de equipamentos de proteção que diminua o contato do óleo com a pele e à exposição ao vapor. Os primeiros combatentes têm de tomar muitas providências durante a resposta inicial devem estar equipados com os EPIs necessários, pois terão maior probabilidade entrarão perto do contato com óleos frescos durante esta fase da resposta. Como não se conhece o estado do óleo e a condição local, o ideal é que a primeira equipe vá com uma bolsa com todos os EPIs para que estes sejam selecionados neste primeiro momento. Dispersantes são usualmente aplicados sobre uma mancha de óleo por embarcações, helicópteros ou aviões. Os dispersantes deverão ser usados em áreas bem ventiladas, distante de calor ou chamas. O grau de explosividade de cada dispersante varia de acordo com a composição química dos mesmos. Contato prolongado com dispersantes pode causar rachaduras, irritações da pele e possivelmente uma dermatite. Dispersantes derramados criam uma superfície escorregadia. Quaisquer derramamentos deverão ser limpos com esfregão, com absorvente adequado e lavados com bastante água. Outro problema no uso de dispersantes é a inalação de vapores pode resultar em tonturas, náuseas etc. Inalação extensiva deverá ser tratada através da remoção para ar fresco e envio da pessoa contaminada para atendimento médico. Olhos, pele e vias respiratórias deverão ser protegidos do borrifamento. Olhos contaminados deverão ser cuidadosamente lavados com água. CONDIÇÕES ADVERSAS DE TEMPO Condições de mau tempo vão atrapalhar a equipe de resposta, muitas vezes sendo o fator principal para a escolha da estratégia a ser usada. As correntes e os ventos vão espalhar óleo e aumentar sua área de cobertura. O tempo ruim aumenta o risco de acidentes, quando usarmos barcos, aviões, barreiras, recolhedores e sistemas de aplicação de dispersantes. Ventos fortes vão dificultar o uso de dispersantes, se não torná-lo impossível. Isto inclui a exposição de funcionários tanto ao calor excessivo como ao frio. Precauções Importantes:     Mantenha planos de horário de trabalho razoáveis Leve em conta intervalos de trabalho, descansos Forneça vestimenta protetora ao mau tempo e bloqueador solar Sempre mantenha contato por rádio com equipes que estejam em locais remotos   Cobre a coordenação atualizações das condições do tempo O uso do sistema amigo (Buddy System), para controlar funcionários, tenha sempre uma equipe de reserva. Nota: O sistema Buddy System consiste em sempre haver uma pessoa em uma área “Fria” não contaminada que possa dar apoio à equipe envolvida em uma operação ou até mesmo na realização de um resgate. Em uma situação real, é bom que se tenha sempre pessoas habilitadas para prestar socorro ou fornecer suprimentos. Nota:  Zona Quente – Local onde está acontecendo o efetivo combate, local com muitos contaminantes.   Zona Morna – Local com alguma contaminação (Transição) Zona Fria – Local Livre de Contaminantes TEMPO ADVERSO Frio:    Exposição Vento frio Hipotermia Humidade:   Calor:   Sol:   Queimadura de sol Insolação Insolação Desidratação Desconforto Moral reduzido CALOR Pessoas no campo deverão estar protegidas dos riscos de exposição excessiva ao sol. Os trabalhadores, se realmente necessário, deverão ser expostos a altas temperaturas gradualmente. Deverá existir água suficiente disponível e permissão para descansos suficientes. A exposição ao sol deverá ser controlada, fornecendo-se aos trabalhadores coberturas, chapéus com abas largas e cremes de proteção ao sol. O trabalho deverá ser mínimo quando o sol estiver em seu ápice. No horário do almoço são recomendados que o descanso de, no mínimo, uma hora seja respeitado e que sejam oferecidas refeições leves, ricas em carboidrato, além de suficientes quantidades de líquidos. O corpo não dissipa o excesso de calor provocado por condições ambientais extremas, exposição prolongada a altas temperaturas ambientais pode levar ao desconforto, irritabilidade e queda de desempenho. A insolação pode ser causada em ambientes quentes e úmidos ocorre geralmente onde se tem um nível de irradiação solar alto. Uma pessoa com insolação possui a regulagem da temperatura do seu corpo alterada, muitas vezes esta temperatura começa a subir, ocasionando a morte do indivíduo. FRIO Condições de umidade combinadas com baixas temperaturas e ventos podem ocasionar danos ao tecido antes do congelamento. Isto é detectado através de inchaço, dor, bolha e ulceração. A prevenção pode ser alcançada através do uso de roupas isolantes e treinamento dos trabalhadores. O frio pode ocasionar hipotermia, condição de queda da temperatura interior do corpo. As partes do corpo primeiramente afetadas são extremidades como mãos, pés, nariz e orelha. Se esta perda de calor for mantida por um período extensivo os afetados mostram comportamento de indiferença, confusão mental e desorientação. O aumento inicial do batimento cardíaco devido à vasocontrição e tremedeira são seguidos de uma queda do batimento cardíaco porque não há oxigênio suficiente para suprir os tecidos do corpo. Há perda do volume sanguíneo e hipertensão. Os rins se tornam incapazes de produzir água, resultando em desidratação. Riscos da vida selvagem No atendimento a uma emergência, as mais inusitadas situações podem ocorrer e entre estas o contato com animais ocorrem freqüentemente, animais maiores como jacarés, arraias, tubarões, bagres, piranhas requerem cuidados, mas eles geralmente desaparecem de locais onde ocorreram derrames de óleo, devido à agitação das embarcações. Ouriços, cracas, ostras, mexilhões e animais que possuem exoesqueleto calcário, podem apresentar grande risco de corte (cicatrização). Devemos ter cuidado no momento da limpeza de ambientes costeiros. Deve-se ter cuidado também com águas-vivas (Cnidário) e anêmonas, que possuem células urticantes. É comum em áreas litorâneas a presença de insetos como abelha e marimbondos, algumas pessoas têm sensibilidade a este tipo de veneno e é preciso pensar nessa possibilidade. Picadas de aranhas e escorpiões também podem ser muito perigosas. Em derrames de óleo em terra e próximos a rios é comum a presença de cobras e insetos venenosos. Equipes de segurança, sempre que vão realizar trabalhos nestes tipos de locais, sugerem o uso de botas de borracha de cano longo. USO DE EMBARCAÇÕES Equipes de emergência que forem trabalhar embarcadas devem estar bastante familiarizadas com os novos riscos que irão encontrar. Estes riscos serão somados aqueles já inerentes de uma operação comum de combate a derrames de óleo. Após um derrame, geralmente, temos o convés da embarcação com muito óleo, aumentando as chances de escorregões. Estando em mar aberto, é preciso ter bastante cuidado para não cair no mar. Em derrames de óleo, todo o trabalho realizado no mar tem um adicional de perigo que é o balanço da embarcação e as condições de mar e de vento. Movimentações de carga com o uso de guindastes para lançamento de lanchas, “Oil Bags” e recolhedores são situações perigosas, assim como o reboque de barreiras. Aspectos de segurança:    Não fumar em uma embarcação de combate a derrames de óleo. Nunca trabalhar somente uma pessoa no convés da embarcação. Evitar adentrar a água, somente fazer isto em condições extremamente necessárias.     - Usar de coletes salva-vidas. - Respeitar capacidade da embarcação. - Obedecer ao RIPEAM Levar "kit" de primeiros socorros, navegação, sinalização e comunicação e caixa de ferramentas.  Evitar trabalhar em situações de condições de mar adversas. - Informar sempre o ETA (Estimative Time Arrive) para a base de operações. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) As pessoas envolvidas em uma operação devem ter um conhecimento sólido de como usar corretamente os EPIs, além de seguir práticas corretas de higienização e limpeza dos mesmos. É importante ter disponibilizado um kit de EPIs previamente preparado nas áreas de risco. A seleção dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) dependerá do produto envolvido e suas características químicas. O ideal de uma equipe de emergência é dirigir-se para o local do acidente com uma bolsa de EPIs e lá chegando aguardar as instruções de um profissional credenciado para a liberação do trabalho e definição dos EPIs que serão necessários. Os equipamentos de proteção individual, em geral, são luvas, botas, óculos, respiradores, macacão, capacete e roupas de proteção química. Os trabalhadores precisam estar protegidos de temperaturas altas e baixas, líquidos perigosos e gases nocivos. A exposição poderá ser através de contato com a pele ou a inalação através do nariz ou da boca. A melhor solução é a de evitar a exposição dos trabalhadores a estes riscos. TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Máscara de proteção Estes equipamentos são somente efetivos se as pessoas os utilizarem corretamente. Os operadores precisam ser ensinados como mantê-los corretamente e acoplá-los. Em espaços confinados, em locais com elevada concentração de vapores ou em atmosferas com depleção de oxigênio deve-se proceder à utilização de equipamento autônomo de respiração. Luvas de Borracha Cuidado especial deve ser tomado quanto à utilização de luvas de látex com trabalho em óleo. Para isso não são adequadas, pois deformam rapidamente em contato com o óleo. Geralmente, para uso com óleo, luvas de nitrila são as mais apropriadas. Luvas de Vaqueta Bastante usadas quando necessário fazer esforços ou movimentar cargas. Roupas de Proteção (Tivek) Em relação às roupas, a escolha deve se basear no tipo de produto e nível de exposição aos qual o trabalhador estará sujeito (respingo, contato direto, imersão). Óculos Protetores  Ampla Visão – proteção contra respingos de óleo e de dispersantes.  Óculos escuros com proteção UVA/UVB Isolamento A restrição de acesso por meio de isolamento de área torna-se um importante procedimento a ser colocado em prática. Muitos curiosos e pessoas não habilitadas se misturam com pessoas de equipes de emergência na hora de um incidente. Pessoas estranhas são um risco em potencial. Isolamentos também são realizados em áreas que apresentam perigo. As placas de sinalização também são ferramentas importantes em caso de isolamento de áreas. O isolamento também é aplicado para máquinas e equipamentos danificados ou que ofereçam algum risco para operação, este tipo de isolamento geralmente é feito por meio de etiquetas. AS RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR E EMPREGADO PELA SEGURANÇA A proteção de saúde humana e segurança são elementos essenciais na resposta a um derramamento e é uma grande responsabilidade para os responsáveis por suas áreas.  Essas responsabilidades incluem a proteção para:  Os funcionários envolvidos na resposta  Populações próximas  Ambiente ao redor Os princípios básicos de procedimentos de segurança:  Identificação de riscos nas operações  A provisão de EPIs adequados  Provisão de treinamento / briefing sobre procedimentos seguros  Autoridade e responsabilidade de assegurar a execução dos princípios acima mencionados Nota: Geralmente, é o dever do empregador / supervisor assegurar a segurança e a saúde de funcionários abaixo da sua autoridade. Nota: Em muitos exemplos, funcionários querem / precisam deste trabalho e pode ser inclinado a fazer tudo o que lhes for dito para fazer, apesar de algumas vezes as considerações de segurança ser negligenciadas, mas para salvaguardar o seu emprego ele executa tais tarefas perigosas. Talvez um exercício simples seja se imaginar executando tal trabalho perigoso. Os deveres de empregador podem incluir:  Serviços médicos (por Ex., alergias) que pode ser agravado pela exposição ao óleo     Provisão de primeiros socorros e serviços de saúde Indicação de um técnico de segurança para supervisionar as operações Provisão de EPIs e equipamentos Treinamento em uso de equipamentos de segurança / equipamentos de resposta     Assegurar manuseio de produtos perigosos Assegurar um local de trabalho seguro Realizar uma avaliação de Segurança no Local (ver Apêndice 1) Preparar um Plano de Segurança Local (ver Apêndice 2) É responsabilidade dos empregados:    Usar os equipamentos de segurança / roupa fornecida Seguir os procedimentos prescritos / cumprir com instruções do empregador Informar quaisquer condições perigosas É da responsabilidade dos empregados assegurarem que todas as precauções razoáveis sejam fornecidas para assegurar a sua segurança (práticas de trabalho seguras, equipamento, roupa, treinamento, etc.) e que eles, eles mesmos, sigam as práticas de trabalho segura e usem o equipamento de segurança como instruído. PRÁTICAS DE TRABALHO SEGURAS A regra geral a ser seguida em locais de limpeza:   Roupa protetora: assegure que está disponível e usada Assegure que o equipamento está funcionando propriamente e mantido como necessário  Os operadores estejam treinados no uso de equipamentos sob condições difíceis (provavelmente as que se encontram durante a resposta de derramamento)    Fontes de ignição: esteja longe de produtos de petróleo Uso de drogas e/ou álcool proibido Controle local: restrinja o acesso ao local de trabalho e ao pessoal treinado (área segura contra espectadores curiosos, se necessário)  Os funcionários não devem estar sozinhos: use o sistema de amigo (Buddy System) para todas as tarefas  Consciência de riscos possíveis (riscos de escorregar/ tropeçar, por Ex., superfícies escorregadias, enjôo ou náusea, etc.) TRANSPORTE DE FUNCIONÁRIOS E EQUIPAMENTO Os funcionários devem ser informados da conduta segura em volta de barcos, helicópteros e aviões. Eles devem ser informados de procedimentos de exigências/emergência de segurança antes da partida. No treinamento pode ser necessitado o uso de fundeio, manejo de carga, o uso de reboque, guindastes de convés, etc. DESCONTAMINAÇÃO Prática de Higiene Pessoal no Trabalho - Trabalhadores deverão ser instruídos sobre os perigos de ingerir hidrocarbonetos e produtos químicos, através do contato com equipamento contaminado ou roupas, tais como luvas em contato com a boca ou nariz. Meios para remover roupa protetora e banhos, antes de consumir comida ou fumo, deverão estar disponíveis. - Drenagem da Área de Descontaminação - A área de descontaminação onde roupas e equipamento pessoal são limpos deverá ser arrumada de tal forma que a água de contaminação e contaminantes sejam drenados para tanques. Todo cuidado deverá ser tomado para assegurar que os dejetos contaminados não sejam drenados para o sistema de drenagem normal, nem para dentro do solo, sob a área de descontaminação. - Condições que Requeiram Descontaminação - Onde os trabalhadores têm usado roupas de proteção e à prova d’água, é provável que elas sejam contaminadas por óleo cru e produtos químicos que utilizados durante a operação de limpeza. As roupas necessitam ser limpas para evitar contaminação posterior. Meios para tal limpeza deverão estar disponíveis perto ou em áreas de descanso ou de alimentação, porém longe do local de trabalho. - Disposição de Roupas Contaminadas – Roupas que não possam ser lavadas totalmente ou tenham traços de contaminantes necessitam ser guardadas de forma segura. Tal roupa pode compreender Lixo Especial ou Perigoso. Se não houver facilidades de incineração, a roupa pode necessitar ser entregue à Autoridade Local ou a uma empresa contratada para tratamento de Lixo Especial. OS ELEMENTOS-CHAVES DE UM PLANO DE SEGURANÇA Os passos básicos seguintes resumem o desenvolvimento de um plano de segurança no local: Passo 1. Avalie Riscos Potenciais  Pesquisa de campo  Análise da operação  Análise de risco Passo 2. Estabelecimento de Controle no Local  Entradas ao no local da resposta limitado essencialmente à operação  Alguém que entre na área de trabalho informar ao supervisor do local  Nenhum funcionário no local até que seja informado o Plano de Segurança Passo 3. Forneça Exigências de Segurança Essenciais  Equipamento de segurança  Treinamento  Instalações: primeiros socorros, saneamento, áreas de descanso  Análise de riscos específicos, por Ex., entrada restrita, gerenciamento de produtos químicos, operações com helicóptero, uso de guindaste Passo 4. Treinamento/ Briefings de Segurança  Política de segurança  Cadeia de comando no local  Procedimentos de segurança gerais  Procedimentos de operações específicas, equipamentos  Procedimentos de emergência: dano pessoal, evacuação, procedimento no caso de incêndio REFERÊNCIAS Exxon Oil Spill Response Field Manual, Section 3, 1992

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