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Equ28-04_Sysmex_XE2100_Inter_of_Hemograma_Portugtuese

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Equ28-04_Sysmex_XE2100_Inter_of_Hemograma_Portugtuese Powered By Docstoc
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               HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
 C.R. LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS – SETOR DE HEMATOLOGIA
HEMOGRAMA COMPLETO                 Procedimento Operacional Padrão
SANGUE TOTAL                       Data da 1ª versão: 06/12/2002
Automação Sysmex XE 2100           Versão n.º: 4
                                   Data da efetivação:
                                   POP: H01                  Página 1 de 19

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Author: NA                                                Document Number:                   Equ28-04
                                                       Effective (or Post) Date:             13-Jan-09
Document Origin: HNSC                                         Company:                          NA
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1. Sinonímia:

Hemograma. Mnemônico: HEM

2. Aplicabilidade:

Bioquímicos e auxiliares de laboratório do setor de hematologia do LAC-HNSC.

3. Aplicação clínica:

Exame laboratorial de rotina para avaliação quantitativa e qualitativa dos elementos figurados
do sangue. Sofre alterações significativas tanto nas doenças hematológicas quanto em doenças
das mais variadas patogêneses, tendo, por isso, grande valor preditivo e diagnóstico.
É composto pelos seguintes parâmetros: Contagem de eritrócitos, dosagem de hemoglobina,
determinação do hematócrito, volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular
média (HCM), concentração hemoglobínica corpuscular média (CHCM) e amplitude de
distribuição dos eritrócitos (RDW) que compõem o eritrograma; contagem de leucócitos e
fórmula leucocitária que compõem o leucograma.

4. Principio do teste:

O hemograma é realizado em equipamentos de automação total (Sysmex XE 2100) com
reavaliação microscópica.
O funcionamento e medidas realizadas baseiam-se na citometria de fluxo usando
semicondutor laser, foco hidrodinâmico, impedância elétrica, SLS-método de detecção da
hemoglobina (absorção espectrofotométrica), rádio freqüência, difusão direta e fluorescência
direta.

5. Amostra:

5.1 Preparo do paciente:
Sempre observar as orientações do médico assistente.
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Apenas evitar colheitas de material após exercício físico (causa leucocitose) e nas duas horas
que sucedem refeições fartas e ricas em gordura. As diferenças nas contagens do repouso à
deambulação (aumento de 2 a 5% na hematimetria) e da manhã para a tarde (aumento na
contagem de leucócitos), não apresentam significação clínica. Sempre observar as orientações
do médico assistente. Vide POP-L4 – Coleta.
5.2 Tipo de amostra:
Sangue total anticoagulado com EDTA K3 ou K2 (pó ou solução) na concentração final de
1,5 a 2,2 mg/ml.
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5.3 Colheita:
Observar as precauções universais para punção venosa. A colheita pode ser realizada a
qualquer hora, observando as recomendações do médico assistente. Utilizar uma das veias da
fossa antecubital (basílica, cubital média, cefálica ou cefálica acessória). Usar seringa ou tubo
a vácuo. Tubos a vácuo contendo EDTA K3 (frascos de tampa roxa) com volume de
aspiração preconizado (pediatria: 2,0ml; adultos: 3,0 a 4,5ml).
5.4 Preservação e transporte:
Transportar o material colhido a temperatura ambiente e dentro das normas de segurança
legais. A amostra deve ser encaminhada ao laboratório o mais rápido possível, sendo ideal a
realização do exame dentro de 6h após a colheita.
5.5 Identificação da amostra:
 Etiqueta com código de barras gerada pelo sistema de gerenciamento de dados do LAC
(Sistema Esmeralda). A etiqueta deve ser posicionada nos fracos de colheita a partir da
tampa para o fundo em linha reta de forma que o código de barras fique visível e alinhado,
sem enrugamentos.
5.6 Estabilidade e armazenamento:
A estabilidade da amostra colhida com EDTA K3 ou K2 é de 8h à temperatura ambiente e de
24h se refrigerada (2 a 8°C). Amostras podem ser utilizadas, para confirmação de resultados,
até 48h após a colheita desde que mantidas sob refrigeração (2 a 8°C). As amostras são
armazenadas em geladeira (número de patrimônio: 10939) por 48h após a realização do
hemograma para confirmação de resultados, se assim solicitado.
5.7 Amostras Inadequadas:
Colhidas em frascos errados, mal identificadas, congeladas, coaguladas e em volume
inadequado ao tubo usado.

6. Reagentes e materiais:

Corantes:
Solução de corante May-Grünwald-Giemsa.
Corante panótico rápido.
Reagentes para automação:
Cellpack – Solução de diluição: impedância e processo óptico (bombonas de 20 l),
Cellsheath – Solução de fluxo duplo: focagem hidrodinâmica (bombonas de 20 l),
Stromatolyser FB – Lise neutrófilos/basófilos: impedância e processo óptico (frasco de 5 l),
Stromatolyser 4DL – Lise eritrócitos: impedância e processo óptico (frasco de 5 l),
Stromatolyser 4DS – Coloração leucócitos: citometria de fluxo (sache de 42ml),
Stromatolyser NR – Lise e coloração eritroblastos: citometria de fluxo (frasco 1 l + 12ml),
Sulfolyser – Lise eritrócitos e complexo cromático hemoglobina: fotometria (frasco de 5 l),
Stromatolyser IM – Leucócitos imaturos: impedância e processo óptico (bombonas 10 l),
Ret search II – Lise/coloração reticulócitos: difusão/fluorescência direta (frasco 1 l + 12ml).
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Materiais:
Lâminas: lâminas de vidro para microscopia, tamanho aproximado de 25 x 76 mm. Lâminas
de vidro lapidadas nas quadro faces, tamanho aproximado de 25 x 76 mm com uma das
extremidades reduzidas (distensora).
Reagentes para calibração e controle de qualidade:
Sangue controle: e-CHECK, sangue estabilizado para uso “in vitro, Sysmex America, Inc.
Calibrador: X-Cal, uso “in vitro”, Sismex America, Inc.
6.1 Preparo:
Vide Anexo-02 – Coloração de lâminas, para preparação dos corantes. Demais reagentes são
produtos comerciais pronto para uso.
6.2 Estabilidade:
A estabilidade dos reagentes de automação é de 60 dias após a abertura e/ou instalação no
equipamento, salvo Sulfolyser que é de 90 dias. O corante panótico rápido em uso possui
estabilidade de 7 dias e de 3 anos quando no frasco original. O corante May-Grünwald-
Giemsa em uso possui estabilidade de 24 horas e de 6 meses quando no frasco original.
6.3 Armazenamento:
Temperatura ambiente e abrigo da luz solar, exceto sangue controle e calibrador (em
geladeira: 2 a 8°C).

7. Equipamentos:

Um equipamento de automação Sysmex XE 2100 (com contagem de reticulócitos) e dois
equipamentos de automação Sysmex XE 2100 D (sem contagem de reticulócitos). Cada
equipamento é composto pelos seguintes módulos: analisador, Unidade pneumática, Estação
de dados e Impressora. Para maiores detalhes vide POPE-H01 – Sysmex XE 2100.

8. Calibração:

A calibração dos equipamentos é realizada anualmente pelos técnicos da Sismex/Roche.

9. Procedimento (passo a passo):

 Preparação das amostras:
Amostras de paciente: as amostras serão entregues no setor de hematologia (bancada de
registro de material) provenientes do ambulatório, postos de saúde comunitária, emergência e
hospitais (HCC, HCR e HNSC). Avaliá-las quanto a identificação, posição do rótulo, volume,
coágulos e microcoágulos. Amostras mal identificadas devem retornar ao setor
administrativo. Amostras de pouco volume devem ser tratadas individualmente e seus
resultados avaliados. Amostras coaguladas serão rejeitadas incondicionalmente, devendo o
auxiliar de laboratório providenciar sua nova colheita conforme rotina preconizada. Vide
POP-L14 – Sistema de informatização laboratorial.
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 Preparação dos mapas de trabalho:
Retirar os mapas de trabalho conforme rotina preconizada (sistema esmeralda). Vide POP-
L14 – Sistema de informatização laboratorial. Fazer a separação dos mapas priorizando:
Emergência, HCR, HCC, HNSC e ambulatório-postos de saúde comunitária. Separar as
amostras com os respectivos mapas de trabalho seguindo a prioridade estabelecida acima,
identificar, numerando seqüencialmente, os tubos de amostras com os respectivos mapas de
trabalho. Colocar os tubos já identificados nas racks do equipamento de automação, atentar
para que os códigos de barra fiquem voltados para frente (para leitura no equipamento).
Observar que a numeração é seqüencial e única para as amostras independentemente da
origem. Inicia em 1, é diária e por turno (diurno: 1,2,3...n e noturno: 1,2,3...n). Numerar o
mapa de trabalho mesmo das amostras faltantes, registrando seu número, nome do paciente e
exames a realizar em caderno próprio para este fim. Anotar em, caderno próprio, o último
número seqüencial utilizado, ficando assim assegurada a correta identificação numérica da
próxima amostra. Observar, no mapa de trabalho, a existência de outra solicitação médica que
não hemograma:
Reticulócitos: separar o tubo para análise no equipamento de automação apropriado (Sysmex
XE 2100 – Sysmex 2) ou processar o teste manualmente. Vide POP-H07 – Reticulócitos.
VHS (somente para amostras realizadas no mesmo tubo do hemograma): numerar o rótulo do
VSG com o mesmo número do hemograma, separar o material, se possível, e processá-lo. Se
não for possível a separação, colocar o rótulo numerado em um tubo (vazio) de automação
para VSG e após a realização do hemograma processar o VSG. Vide POP-H11 – Velocidade
de hemossedimentação.
Teste de falcização: preparar a lâmina. Vide POP-H09 – Teste de falcização.
Teste de fragilidade osmótica: avisar o bioquímico responsável pela realização do exame para
processá-lo após a realização do hemograma. Vide POP-H12 – Teste de fragilidade osmótica.
 Corrida das amostras:
Correr as racks com as amostras previamente identificadas e numeradas. Utilizar-se dos
equipamentos de automação previamente liberados para uso. Correr as amostras no modo
sampler (tubo fechado). Amostras de pouco volume devem ser passadas no modo manual
(tubo aberto). Vide POPE-H01 – Sysmex XE 2100. Utilizar os três equipamentos separando
as amostras conforme a origem: emergência e hospitais preferencialmente no equipamento 2,
ambulatório e postos de saúde comunitária nos outros. Caso apenas um dos equipamentos
esteja habilitado passar as amostras na ordem de priorização (emergências, hospitais e
ambulatório-postos de saúde comunitária).
Passar os mapas de trabalho com os resultados ao bioquímico responsável pela triagem. Vide
Anexo-03 – Critérios para triagem.
Amostras com a solicitação de urgência, quando personalizadas, devem ter tratamento
prioritário: passar a amostra no equipamento de automação e o resultado diretamente a um
bioquímico para triagem.
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Fazer distensões sangüíneas das amostras previamente marcadas na triagem realizada pelo
bioquímico responsável. Vide Anexo-01 – Confecção de lâminas. Corar as distensões
sangüíneas. Vide Anexo-02 – Coloração de lâminas.
Passar as distensões coradas, limpas e secas a mesa de lâminas.
 Avaliação microscópica da amostra: (Bioquímicos)
Examinar as lâminas das amostras selecionadas após coloração. Utilizar-se dos microscópios
do setor (Olympus CX40). Usar objetiva de 50X de imersão ou 40X a seco, a objetiva de
100X de imersão deve ser reservada para avaliação de inclusões, granulações citoplasmáticas
etc. Avaliar a série vermelha focando campos da cauda da distensão onde os eritrócitos não
se sobrepõem. Observar a forma, dimensão, coloração e empilhamento dos eritrócitos.
Verificar se os dados numéricos do resultado fornecido pelos equipamentos de automação são
comparáveis aos vistos ao microscópio. Avaliar as plaquetas quanto ao número e morfologia
independentemente de terem sido solicitadas ou não. Fazer a fórmula leucocitária
percorrendo a lâmina ao longo da distensão junto a borda lateral da cauda, método em ameia
(iniciar a contagem na borda lateral penetrando no corpo da lâmina em movimento
ziguezague) ou método em ameia modificado (contar dois campos perto e paralelos à borda
da distensão, depois quatro campos em ângulo reto e dois campos paralelos à borda, e assim
por diante). Contar 100 leucócitos classificando-os. Atentar para características morfológicas,
tintoriais e atípicas. Observar a existência de eritroblastos, contá-los separadamente dos
leucócitos relacionando-os com 100 leucócitos, corrigindo a contagem global de leucócitos se
for o caso. O equipamento de automação Sysmex II faz a distinção de eritroblastos se
solicitado, logo resultados provenientes desta automação não devem ter o número total de
leucócitos corrigidos quando este parâmetro tiver sido solicitado e corretamente emitido.
Após a avaliação microscópica fazer as alterações, se necessárias, e acrescentar as
informações importantes diretamente na papeleta de resultados impressa pela equipamento de
automação, utilizando-se dos históricos para hemograma. Vide Anexo-04 – Históricos. Fazer
a liberação dos resultados nos arquivos de interfaceamento ou diretamente no Sistema
Esmeralda. Vide POPE-H01 – Sysmex XE 2100.

10. Controle de qualidade:

10.1 Interno:
Background. e-CHECK em três níveis (baixo, normal e alto), amostra do dia anterior (duas
amostras normais) e reprodutibilidade (freqüência diária). Repetibilidade (freqüência
semanal). Vide POPE-H01 – Sysmex XE 2100. Os dados de controle de qualidade resultam
na liberação dos equipamentos de automação e são revistos pelo responsável do setor e/ou
laboratório.
10.2 Externo:
Controle PNCQ (freqüência mensal). CAP (freqüência quadrimestral). Vide POPE-H01 –
Sysmex XE 2100.
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11. Resultados:

As informações contidas nos laudos de resultado resultam das medidas efetuadas no
equipamento com alterações e informações acrescidas após avaliação microscópica da
amostra. Estão expressos em formato aceito e consagrado internacionalmente, sendo
liberados diretamente em rede informatizada e interfaceada após conferência individualizada
por profissional de nível superior habilitado. Alterações de resultados devem ser rubricadas.
11.1 Unidades:
Os resultados são expressos em Unidades Internacionais padronizadas pelo Comitê
Internacional de Estandardização em Hematologia. Vide Valores de referência.
11.2 Cálculos:
Valor real da contagem global de leucócitos (WBC) em caso de presença de mais de 10
eritroblastos em 100 leucócitos: WBC = WBC(total) x 100 / (100 + n.º de eritroblastos em
100 leucócitos).
Diluição de amostras: multiplicar os parâmetros: leucócitos, hemácias, hemoglobina,
hematócrito e plaquetas pela diluição realizada com a amostra, p.ex.: diluição 1:10 (uma
parte de sangue + 9 partes de diluente Cellpack) , multiplicar os parâmetros acima por 10. Os
demais parâmetros do resultado não necessitam cálculos.
11.3 Critérios de aceitação:
Resultados cujas amostras foram preparadas rigorosamente dentro das condições
estabelecidas. Resultados dentro dos limites de normalidade, triagem e sem nenhum alarme
dos equipamentos de automação podem ser liberadas diretamente em rede, via
interfaceamento. Resultados fora dos limites normais, de triagem ou com alarmes dos
equipamentos de automação devem ser liberados após processamento e confirmação de
resultados. Resultados dentro de valores críticos (com risco de morte ao paciente) devem ser
liberados após confirmação, revisão e contato com o médico solicitante se possível. Vide
POP-L12 – Valores críticos.

12. Valores de referência:

                            Homem        Mulher
Hemácias em milhões/uL 4,5 - 6,5       3,9 - 5,8
Hemoglobina em g/dL     13,5 - 18,0 11,5 -16,4
Hematócrito em %        40,0 - 54,0 36,0 - 47,0
Vol. Glob. Média em fL         76,0 - 96,0
Hem. Glob. Média em pg.        27,0 - 32,0
C. H. Glob. Média em %         32,0 - 36,0
RDW                            11,5 - 16,0

Leucócitos     : Adultos        5.000 - 10.000
                4 a 7 anos      6.000 - 15.000
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              8 a 12 anos      4.500 - 13.000
                   %                uL(mm3)
Promielócitos      0
Mielócitos         0
Metamielócitos 0 - 1
Bastões         1 - 5             45       500
Segmentados    40 - 75         1.500     7.000
Eosinófilos     1 - 6             45       600
Basófilos       0 -                0       200
Monócitos       2 - 10           100     1.000
Linfócitos     20 - 45         1.500     3.500
Plasmócitos       0

13. Valores críticos:

São resultados que podem comprometer a vida do paciente. Devendo o médico assistente ser
informado imediatamente. Pacientes com resultados já conhecidos não necessitam informação
ao médico assistente. Priorizar:
Hematócrito: inferior a 15.
Hemoglobina: inferior a 5,0.
Leucócitos: inferior a 1000 e superior a 100000.
Vide POP-L12 – Valores críticos.

14. Linearidade:

A linearidade dos resultados é variável conforme o parâmetro em estudo:
Leucócitos (WBC) 0,0-250.000/L.
Eritrócitos (RBC) 0,0-7.500.000/L
Hemoglobina (HGB) 1,0-25,0g/dl.
Volume corpuscular médio (MCV) 37,0-197,0fL
Plaquetas (PLT) 0,0-2.000.000/L.
O parâmetro MCV foi testado, pelo fabricante, com partículas de referência estandardizada,
os demais, com sangue humano.
Amostras cujos parâmetros ultrapassarem os limites de linearidade devem ser repassadas
após diluição 1:5 ou 1:10 em diluente Cellpack.

15. Limitações do método:

15.1 Interferentes:
 Ligados a amostra:
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Excesso de anticoagulante (EDTA): Causa desidratação dos eritrócitos (alterações
morfológicas) e alteração para menos do hematócrito (Erro pouco significativo nos contadores
eletrônicos).
Amostra de pouco volume: Pode causar hemo-diluição se o anticoagulante usado for líquido.
Pode provocar erro de diluição por aspiração incorreta do equipamento de automação. Anotar
no mapa de trabalho correspondente.
Sangue anticoagulado com heparina: Não deve ser usado para o leucograma (variação
significativa no número de linfócitos). Não deve ser usado para contagem de plaquetas. Pode
ser usado para o eritrograma. Se usado imediatamente após a colheita as diferenças são pouco
significativas. Anotar no mapa de trabalho correspondente.
Amostra com microcoágulos: Pode apresentar resultados errôneos por erro na diluição da
amostra. Na impossibilidade de nova colheita de material avisar o bioquímico responsável e
anotar no mapa de trabalho correspondente.
Amostra lipêmica: interferência com hemoglobina (aumento). Anotar no mapa de trabalho
correspondente.
Amostra coagulada: Rejeição incondicional dos resultados. Providenciar nova colheita de
material.
 Ligados ao equipamento de automação:
Erro na homogeneização da amostra por falha no sistema: Apresenta resultados menores ou
maiores dependendo da sedimentação do material. Nem sempre o resultado apresenta alarme
o que prejudica a avaliação. Avaliação da distensão sangüínea ao microscópio sempre que os
resultados estiverem fora dos limites de normalidade.
Falha na aspiração da amostra: Resultados sempre com alarme. Repetir o exame.
Interferência por indução eletromagnética: Resultados sempre com alarme (*). Repetir o
exame.
Entupimento nas câmaras de diluição: Resultados das contagens tendem a zero. Proceder a
desobstrução das câmaras conforme descrito no Manual on line. Repetir o exame.
Amostras hemolisadas: Os equipamentos de automação possuem mecanismos de
compensação afim de minimizar erros. Anotar no mapa de trabalho correspondente.

16. Interpretação dos resultados:

Exame de auxílio diagnóstico para doenças hematológicas e sistêmicas. Valores fora dos
limites de referência podem indicar: anemias, neoplasias hematológicas, reações infecciosas
e inflamatórias, acompanhamento de terapias medicamentosas, entre outras patologias.

17. Biossegurança:

Usar equipamento de proteção individual (luvas, óculos etc.). Fazer a descontaminação de
bancadas e equipamentos conforme as normas de segurança do laboratório. Descartar resíduos
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de acordo com as Boas Práticas de Laboratório e com as normas federais, estaduais e locais.
Vide Manual de biossegurança.

18. Anexos:

   Anexo-01 – Confecção de lâminas.
   Anexo-02 – Coloração de lâminas.
   Anexo-03 – Critérios para triagem.
   Anexo-04 – Históricos.

19. Bibliografia:

Bain, Barbara J. Células sangüíneas: um guia prático. 2.ed. – Porto Alegre: Artes Médicas,
1997.
Failace, Renato. Hemograma: manual de interpretação. 3.ed. – Porto Alegre: Artes Médicas,
1995.
Operator’s manual XE-2100L/XE-2100D Main, Operator’s manual XE-2100L/XE2100D IPU
e manual online.
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Anexo-01 – Confecção de lâminas

    Finalidade do exame: Importante na avaliação hematológica. A confiabilidade das
     informações obtidas com o exame do esfregaço (distensão) sangüínea depende
     principalmente de distensões bem feitas e devidamente coradas.
    Método: Método de Cunha – Preparo da distensão com uso de duas lâminas de vidro
     para microscopia, uma para receber a distensão e outra chamada de lâmina distensora.
    Reagentes / Materiais: Solução salina (soro fisiológico) para limpeza da lâmina
     distensora. Lâminas de vidro para microscopia. Lâmina distensora (lâmina lapidada nas
     quatro faces, com as bordas recortadas a fim de torná-la ligeiramente mais estreita que as
     lâminas para microscopia). Tubos de micro-hematócrito. Lápis dermográfico.
    Técnica:
1.   Colocar uma gota ( 2 a 3 mm de diâmetro) de sangue devidamente homogeneizado
     (usando tubo de micro-hematócrito) aproximadamente a 1 cm do final de uma lâmina
     para microscopia limpa, seca e isenta de pó e gordura e apoiada em uma superfície plana (
     bancada de trabalho).
2.   Com o polegar e o indicador segurar o final (extremidade) da lâmina distensora com
     ângulo de 30 a 45 graus em frente a gota de sangue na lâmina descrita acima.
3.   Puxar a lâmina distensora para traz até entrar em contato com a gota de sangue. Deixar o
     sangue espalhar-se e completar o angulo formado entre as duas lâminas.
4.   Empurrar a lâmina distensora para frente a uma velocidade moderada e constante, até
     que a gota de sangue tenha sido espalhada em um filme moderadamente delgado.
     Observar para que o ângulo entre as lâminas seja mantido igual em todo o processo.
5.   Secar a distensão ao ar por agitação ou por meio de um ventilador.
6.   Identificar as lâminas com número seqüencial do setor e com as iniciais do nome do
     paciente, usando lápis dermográfico.
7.   Limpar a lâmina distensora utilizando uma gaze embebida em solução fisiológica.
8.   Repetir o processo para todos os hemogramas solicitados.
    Interpretação: A boa distensão deve ter uma porção espessa e uma porção delgada
     (cauda), com uma área de transição gradual de uma parte à outra. Deve possuir aparência
     regular, uniforme e ser livre de estrias, ondas ou buracos. As bordas devem ser livres. A
     espessura da distensão pode ser ajustada alterando-se o ângulo da lâmina distensora, a
     velocidade utilizada no espalhamento da gota de sangue ou o tamanho da gota. Para uma
     distensão mais espessa: ângulo, velocidade e gota maiores. Para uma distensão mais
     delgada: ângulo, velocidade e gota menores. Nas distensões de espessura ótima ocorre
     uma distribuição uniforme e separação das células sangüíneas em direção a cauda.
     Quanto mais rápido o filme de sangue for secado ao ar, melhor é a distribuição individual
     das células na lâmina. A secagem lenta resulta em concentração de artefatos.
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Anexo-02 – Coloração de lâminas

   Finalidade do exame: Importante na avaliação hematológica. É a partir de uma lâmina
    apropriadamente corada que serão reconhecidos os elementos sangüíneos.
 Método: May-Grünwald-Giemsa. Método derivado do Romanowski. Mistura de
    eosinato de azul-de-metileno (May-Grünwald) e azur-eosina (Giemsa). Fornece
    coloração a todos os elementos celulares.
 Reagentes: Álcool metílico p.a, glicerina e sais corantes comerciais de May-Grünwald e
    Giemsa.
 Preparo da solução corante:
1. Corante Giemsa: 8,33 g
2. Corante May-Grünwald: 4,16 g
3. Glicerina: 33,3 ml
4. Álcool metílico: 5 litros
5. Misturar os sais corantes com a glicerina.
6. Acrescentar o álcool metílico aos poucos, homogeneizando constantemente.
7. Colocar a solução em um frasco plástico de 5 litros. Deixar em banho-maria (56°C) por
    uma hora.
8. Identificar o frasco: “Corante May-Grunwald-Giemsa - pronto para uso após filtragem”.
    (usar as etiquetas auto-colantes) Colocar a data de preparo e rubricar. Esta solução é
    estável por até 12 meses deste que mantida ao abrigo da luz e hermeticamente fechada.
    Filtrar apenas a quantidade necessária para uso.
9. Fazer teste com o corante elaborado (corar algumas lâminas) afim de verificar sua
    eficácia. Anotar na ficha própria (controle de qualidade), a liberação ou não do corante
    para uso.
10. Técnica de coloração:
1. Cobrir lâmina com a distensão sangüínea com a solução corante filtrada.
2. Deixar atuar por 3 minutos.
3. Colocar água (não necessita ser tratada) sobre a lamina com o corante.
4. Homogeneizar o corante e a água. Observar para que, ao colocar a água, o corante não
    escorra.
5. Deixar atuar por 15 minutos.
6. Lavar em água corrente.
7. Limpar o verso da lâmina com gaze e álcool.
8. Deixar secar.
Se necessário, uma distensão corada pode ser descorada cobrindo-se a lâmina com etanol,
lavando-a com água, repetindo-se esta seqüência até que a coloração tenha desaparecido.
 Interpretação:
Macroscopicamente uma distensão bem corada deve apresentar uma cor rosa-mate uniforme.
Distensões de cor vermelha intensa de eosina estão excessivamente ácidas, ou o corante
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atuou durante pouco tempo. Distensões de cor cinza ou cinza azulada ou esverdeada estão
muito alcalinas, ou o corante agiu durante muito tempo. Microscopicamente a apreciação de
uma boa coloração é feita pela avaliação das plaquetas. Estas devem apresentar-se azuladas
com finas granulações azurófilas. Quando coradas de azul-pálido: coloração ácida ou
insuficiente. Quando coradas de cor púrpura-escura: coloração alcalina ou excessiva.
 Coloração característica:
1. Cromatina e corpos de Howell-Jolly: púrpura.
2. Grânulos promielocíticos e bastões de Auer: vermelho-purpúreo.
3. Citoplasma dos linfócitos: Azul.
4. Citoplasma dos monócitos: azul-acinzentado.
5. Citoplasma basófilo (rico em RNA): azul-escuro.
6. Corpos de Döhle: azul-acinzentado.
7. Grânulos específicos dos neutrófilos, linfócitos e plaquetas: púrpura-claro ou rosa.
8. Grânulos específicos dos basófilos: púrpura-escuro.
9. Grânulos específicos dos eosinófilos: laranja
10. Eritrócitos: rosa.
 Interferentes: Presença de contaminantes (geralmente acido acético) no álcool metílico.
    PH da água muito baixo (ácido): os componentes basófilos não se coram adequadamente,
    os leucócitos são geralmente pálidos, com grânulos eosinófilos de um vermelho
    brilhante. PH da água muito alto (alcalino): captação excessiva do corante básico com
    excesso de coloração. É difícil distinguir os eritrócitos policromáticos dos normais. Os
    grânulos dos eosinófilos coram-se de azul-escuro ou de cinza-escuro. Os grânulos dos
    neutrófilos normais ficam excessivamente corados, simulando granulação tóxica.
 Controle de qualidade: Corantes satisfatoriamente elaborados com sais de boa
    procedência proporcionam coloração dentro dos padrões aceitos. Verificar no início da
    rotina e desprezar, corantes filtrados que tenham sido utilizados pelo plantão noturno.
    Utilizar água com o pH adequado o que pode ser avaliado verificado-se a coloração da
    distensão macroscopicamente e microscopicamente conforme descrito acima. Ajustar o
    pH da água se necessário, ou trocar o corante em uso.
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                CONTROLE DE QUALIDADE

    SOLUÇÕES CORANTES

       CORANTE DE MAY-GRÜNWALD-GIEMSA: Solução
        corante produzida pelo Setor de Hematologia conforme
        técnica descrita no ANEXO-02 – Coloração de lâminas do
        POP-H01– Hemograma Volume produzido: bombonas de 5
        litros.

       Avaliação/controle da solução corante: avaliar a coloração
        proporcionada macroscopicamente e microscopicamente
        segundo as características tintoriais caracterizadas no
        Anexo-02 do POP-H01 – Hemograma. Informar, a cada
        troca de bombona de corante, semanalmente ou sempre que
        necessário, a qualidade da coloração proporcionada e ações
        tomadas em caso de coloração não satisfatória.


    Corante: data     Data do      Lib. Uso:             Ação tomada   Rubrica
    de produção       controle     Sim/Não
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                CONTROLE DE QUALIDADE

     SOLUÇÕES CORANTES

        CORANTE DE MAY-GRÜNWALD-GIEMSA: Solução
         corante produzida pelo Setor de Hematologia conforme
         técnica descrita no ANEXO 2 do POP Nº 1 –
         HEMOGRAMA Volume produzido: bombonas de 5 litros.
        Ficha de produção:

     Data de produção:            Produzido por:                Rubrica:
     Observações:

       Reagentes             Fabricante             Lote número:           Vencimento
     Giensa
     May Grünwald
     Gliceria
     Metanol

     Data de produção:            Produzido por:                Rubrica:
     Observações:

       Reagentes             Fabricante             Lote número:           Vencimento
     Giensa
     May Grünwald
     Gliceria
     Metanol

     Data de produção:            Produzido por:                Rubrica:
     Observações:

       Reagentes             Fabricante             Lote número:           Vencimento
     Giensa
     May Grünwald
     Gliceria
     Metanol

     Data de produção:            Produzido por:                Rubrica:
     Observações:

       Reagentes             Fabricante             Lote número:           Vencimento
     Giensa
     May Grünwald
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    Método: Panótico Rápido.
    Reagentes: Kit comercial contendo 3 frascos com 500ml cada (corantes: 1, 2 e 3),
     prontos para uso. Vide bula do kit.
    Técnica de coloração:
1.   Mergulhar e retirar a lâmina na solução 1 do corante panótico por 5 vezes consecutivas.
     Aguardar 5 segundos para escorrer o excesso de corante.
2.   Repetir o mesmo procedimento na solução 2.
3.   Mergulhar e retirar a lâmina na solução 3 do corante panótico por 10 vezes
     consecutivas.
4.   Lavar em água corrente.
5.   Deixar secar.
    Coloração característica: idem ao método May-Grünwald-Giemsa.
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Anexo-03 – Critérios para triagem

1  Idade: inferior a 1 anos e superior a 85 anos.
2  Hemoglobina: inferior a 10 e superior a 19. Quando for solicitado somente HB: a
   liberação pode ser realizada independentemente do valor, desde que avalie-se a correlação
   com o HT (CHCM entre 30 e 35,5).
3 VCM: inferior a 70 e superior a 108.
4 CHCM: inferior a 30 e superior a 35,5.
5 RDW: superior a 18.
6 Leucócitos: inferior a 3000 e superior a 14000. Avaliar o gráfico de dispersão celular
   emitido pelo equipamento de automação para estabelecer provável desvio a esquerda,
   granulócitos imaturos, células jovens, atipias e blastos e frente a flags: Left Shift, Imm
   Gran, Blasts, Atypical Ly, NRBC, Abn Ly/Bl, RBC Lyse Res, RBC Agglut, Turb/HGB,
   Iron Def, HGB Defect, Fragments, PLT Clumps e PLT C(S).
7 Neutrófilos: superior a 80%.
8 Linfócitos: inferior a 10 e superior a 55%.
9 Monócitos: superior a 18%.
10 Eosinófilos: superior a 25%.
11 Basófilos: superior a 2%.
12 Plaquetas: inferior a 100000 e superior a 800000. Quando não for solicitado contagem de
   plaquetas: inferior a 70000.
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     Anexo-04 – Históricos
001- anisocitose 9+ Microcitose 9+ Hipocromia 9+                         002- anisocitose 9+ Microcitose 9+ Hipocromia 9+
003- 999.99
011- anisocitose 1+                     012- anisocitose 2+              013- Anisocitose 3+
021- policromatocitose 1+               022- policromatocitose 2+        023- policromatocitose 3+
031- hipocromia 1+                      032- hipocromia 2+               033- hipocromia 3+                        034- algumas hemácias hipocromicas
041- pecilocitose 1+                    042- pecilocitose 2+             043- pecilocitose 3+
051- microcitose 1+                     052- microcitose 2+              053- microcitose 3+                       054- alguns micrócitos
061- macrocitose 1+                     062- macrocitose 2+              063- macrocitose 3+                       064- alguns macrócitos
065- alguns macrócitos e micrócitos
071- hemácias fragmentadas (esquizócitos) 1+                             072- hemácias fragmentadas (esquizócitos) 2+
073- hemácias fragmentadas (esquizócitos) 3+
081- hemácias em alvo (target cells) 1+                                  082- hemácias em alvo (target cells) 2+
083- hemácias em alvo (target cells) 3+
091- hemácias em gota (dacriócitos) 1+                                   092- hemácias em gota (dacriócitos) 2+
093- hemácias em gota (dacriócitos) 3+
101- eliptócitos 1+                     102- eliptócitos 2+              103- eliptócitos 3+
111- drepanócitos 1+                    112- drepanócitos 2+             113- drepanócitos 3+
121- esferócitos (raros)                122- esferócitos (alguns)        123- esferócitos (vários)             124- esferócitos (numerosos)
131- acantócitos 1+                     132- acantócitos 2+              133- acantócitos 3+
141- estomatócitos 1+                   142- estomatócitos 2+            143- estomatócitos 3+
150- eritroblastos: 999 em 100 leucócitos                                151- eritroblastos (raros)
161- pontilhado basófilo em raras hemácias                               162- pontilhado basófilo em algumas hemácias
163- pontilhado basófilo em várias hemácias                              164- pontilhado basófilo em numerosas hemácias
171- corpos de Howell-Jolly em raras hemácias                            172- corpos de Howell-Jolly em algumas hemácias
173- corpos de Howell-Jolly em várias hemácias                           174- corpos de Howell-Jolly em numerosas hemácias
180- auto-aglutinação sugestiva da presença de crio-aglutininas          181- presença de crio-aglutininas
190- rouleaux                           191- dupla população hemática    192- corpos de Heinz
193- corpúsculos de Pappeheimer (siderossomas)                           194- anéis de Cabot
195- rouleaux acentuado sugestivo de disproteinemia
201- linfócitos atípicos (raros)                                         202- linfócitos atípicos (alguns)
203- linfócitos atípicos (vários)                                        204- linfócitos atípicos (numerosos)
205- presença de células linfomatosas                                    206- presença de células com núcleo clivado
211- mononucleares atípicos (raros)                                      212- mononucleares atípicos (alguns)
213- mononucleares atípicos (vários)                                     214- mononucleares atípicos (numerosos)
221- granulações tóxicas 1+             222- granulações tóxicas 2+      223- granulações tóxicas 3+
231- vacuolizações citoplasmáticas nos neutrófilos 1+                    232- vacuolizações citoplasmáticas nos neutrófilos 2+
233- vacuolizações citoplasmáticas nos neutrófilos 3+
241- neutrófilos hipersegmentados (raros)                                242- neutrófilos hipersegmentados (alguns)
243- neutrófilos hipersegmentados (vários)                               241- neutrófilos hipersegmentados (numerosos)
251- restos celulares (raros)           252- restos celulares (alguns)   253- restos celulares (vários)
254- restos celulares (numerosos)
261- Corpúsculos de Dohle (raros)                                        262- Corpúsculos de Dohle (alguns)
263- Corpúsculos de Dohle (vários)                                       264- Corpúsculos de Dohle (numerosos)
270- anomalia granulocítica de Pelger-Huet                               271- sugestivo de anomalia granulocítica de Pelger-Huet
280- diferencial prejudicado pela leucopenia
301- plaquetas gigantes (raras)                                          302- plaquetas gigantes (algumas)
303- plaquetas gigantes (várias)                                         304- plaquetas gigantes (numerosas)
311- plaquetas dismórficas (raras)                                       312- plaquetas dismórficas (algumas)
313- plaquetas dismórficas (várias)                                      314- plaquetas dismórficas (numerosas)
320- presença de microcoágulos                                           330- aglutinação plaquetária
333 (insere uma linha em branco editável)
340- aparente trombocitopenia                                            341- nítida trombocitopenia
350- aparente trombocitose                                               351- nítida trombocitose
360- plaquetas normais, contagem prejudicada.
361- plaquetas aparentemente normais em numero e morfologia              370 contagem de plaquetas prejudicada
                     GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO
               HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
 C.R. LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS – SETOR DE HEMATOLOGIA
HEMOGRAMA COMPLETO                 Procedimento Operacional Padrão
SANGUE TOTAL                       Data da 1ª versão: 06/12/2002
Automação Sysmex XE 2100           Versão n.º: 4
                                   Data da efetivação:
                                   POP n.º: H01                 Página 19 de 19

Informações:
Atividades               Responsável                 Assinatura             Data
Elaborado por:    Dalton Kittler de Mello
Revisado por:     Márcia Henriques Xavier
Aprovado por:     Raquel Arrieche Fernandes
Liberado por:     Andréa Cauduro de Castro
Desativado por:


Distribuição:
Local                      Ass.responsável    Data/distribuição   Data/recolhimento




Revisões:
Revisado por:                                        Assinatura             Data




Desativado:

Data:_______/_______/_______

Desativado por:_____________________________________________________________

Motivo:____________________________________________________________________
                     GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO
               HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
 C.R. LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS – SETOR DE HEMATOLOGIA
HEMOGRAMA COMPLETO                 Procedimento Operacional Padrão
SANGUE TOTAL                       Data da 1ª versão: 06/12/2002
Automação Sysmex XE 2100           Versão n.º: 4
                                   Data da efetivação:
                                   POP n.º: H01                 Página 20 de 19

Conhecimento:
Colaboradores devem ler e dar ciência (por escrito).
Declaramos que lemos, compreendemos e seguiremos fielmente este procedimento:

                   Nome:                             Assinatura:                Data:
Adriane Turconi Severo
Alessandra M. Lemes
Arno Neuhof
Cíntia Cichowski Santos
Dalton Kittler de Mello
Elaine Catarina de Freitas Atarão
Ellen Eunice Ludwig
Fátima Bernardina S. Santos
Janildes Camozzato
José Dutra Inácio
Leandro C. P. Amaral
Màrcia Henriques Xavier
Marigley F. Antonio
Marina Carniel Marques
Mariza Rodrigues
Marlene Casagranda
Moema Tassoni Silva
Osmaninho Maschmann
Ralf Wagner
Raquel Arrieche Fernandes
Rosangela Silveira Santos
Sônia Oliveira Fernandes
Valéria Grazziotin Dexheimer
Zuleida Garcia Abreu




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